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Lx Repórter



Um blogue de notícias, publicado por Miguel Marujo, jornalista com a carteira profissional nº 5950. O ponto de partida do repórter é Lisboa, mais como espaço físico onde se situa o jornalista, do que como único motivo de reportagem. Aqui não desco



Updated: 2014-10-14T15:48:59.838+00:00

 



O fim

2007-06-10T01:43:08.926+00:00

Este blogue fechou com uma reportagem sobre desemprego, a 14 de Maio, dia em que deixei de estar desempregado, dia em que este blogue como espaço de notícias deixou de fazer sentido. Agradeço a todos os que acompanharam a aventura - e que me enviaram mil e uma pequenas dicas de coisas que se passavam nesta nossa cidade. Obrigado.

Até breve,
Miguel Marujo



Reportagens do baú*: Quando as pessoas não são números

2013-03-29T14:57:13.280+00:00

[artigo originalmente publicado a 11 de Outubro de 2002 no PortugalDiário]REPORTAGEM: Há empresas que tentam evitar despedimentos. E que partilham os lucros com os mais pobres. «Eu sou do tempo em que o bom empresário era o que contratava, o que criava emprego», avisa Bagão Félix«Há algo que precisa de ser dito: o que incomoda mais é que hoje os gurus da economia são os que despedem mais pessoas, não os que criam emprego. Eu sou do tempo em que o bom empresário era o que contratava, o que criava emprego. É contra essa sociedade rude que eu me insurjo». Quem assim falou foi o ministro da Segurança Social e do Trabalho, Bagão Félix. E disse-o em entrevista ao PortugalDiário.Católico militante, o governante talvez não desconheça uma experiência que empresários e gestores estão a pôr em prática: economia de comunhão - um nome que traduz um projecto católico de solidariedade. Mas que não tem "cor": «Não é uma experiência restrita. Há pessoas não crentes, de outras religiões», explicou ao PortugalDiário Filipe Coelho, da Amu - Acções para um Mundo Unido (a organização não-governamental que promove a experiência em Portugal).Em Aveiro, onze empresas fecharam para férias e não voltaram a abrir. 360 trabalhadores ficaram sem emprego. Em Braga, 25 empresas fecharam na mesma situação. Mais 1500 trabalhadores sem emprego.Uma empresa que abrace a economia de comunhão procuraria outra solução, garante Cristina Marques, outra dirigente da Amu: «Se estiver em risco a própria sobrevivência da empresa, é necessário encontrar alternativas para trabalhadores que eventualmente estejam a mais». Filipe Coelho sublinha: «As pessoas não são números. Não se põe logo em cima da mesa a solução mais fácil».Afinal, diz Coelho, «o lucro não é o centro único e prioritário de toda a actividade, mas sim o ser humano, que é o centro do agir da empresa e do empresário». Deotilde Araújo, empresária que abraçou esta «filosofia de vida», parece confirmar esta ideia: «O negócio é sempre um risco, mas podemos medir esse risco. Se calhar, a minha algibeira pode levar menos para casa».As empresas envolvidas na experiência da economia de comunhão comprometem-se a "levar menos na algibeira": «O lucro não é exclusivamente destinado» às empresas, esclarece Cristina Marques. São antes destinados a um «bolo comum, recolhido em cada país e enviado para uma coordenação internacional», explica Filipe Coelho. «Não é uma quota, nem uma taxa. O empresário pode precisar de investir na sua empresa».Em cada país, agentes locais «identificam pessoas que precisam da ajuda» desse bolo comum.Uma ideia invulgarA experiência da "Economia de Comunhão na Liberdade", o nome original da proposta de Chiara Lubich, fundadora do movimento católico dos Focolares, nasceu de uma visita desta italiana ao Brasil, impressionada pelo contraste entre uma das maiores concentrações de arranha-céus do mundo e as favelas que "mancham" a cidade de São Paulo.A economia de comunhão é «uma das várias expressões que vão fazendo uma revolução silenciosa» no mundo do trabalho, assegura Filipe Coelho. E cita outros exemplos: o microcrédito e o comércio justo. Mas os promotores da experiência sublinham que é um «projecto-criança», uma «realidade nova». E que precisa de crescer.O projecto radica-se numa «cultura do dar», que - segundo os seus promotores - ultrapassa a forma invulgar de repartir o lucro das empresas. «Tal como temos de arranjar dinheiro para os impostos, temos de arranjar para isto», explica Deotilde Araújo, que gere com o marido uma pequena empresa de contabilidade em Sobral de Monte Agraço. «Privilegiamos mais um bom ambiente de trabalho do que ter outras coisas», defende.Ao abraçar este projecto, Deotilde sabe que está sob o escrutínio de trabalhadores, fornecedores e clientes: «Não podemos criar situações que os façam duvidar» da experiência. Mas, adverte, não faz disto bandeira, «é uma empresa normalíssima». Pref[...]



Sabores de todo o mundo no jardim da Estrela

2007-05-11T16:44:29.995+00:00

Encontros e debates, sabores e sons, animação infantil e imagens do mundo: esta é a proposta para quem se deslocar este fim-de-semana ao Jardim da Estrela, em Lisboa, onde decorrerá o Fórum de Comércio Justo. A partir desta sexta-feira, às 17h30, hora da abertura oficial até domingo ao entardecer, "O som, a imagem e o sabor do mundo" é o mote para este espaço.

Do programa destaca-se a organização de oficinas para crianças, uma primeira com "os actores do comércio justo" e uma segunda dedicada a "jogos do mundo". Estas oficinas, bem como os espaços de debate, são – nas palavras da organização do fórum – momentos de "sensibilização para a temática do comércio justo, bem como para algumas das áreas transversais necessárias ao desenvolvimento sustentável – protecção ambiental, consumo sustentável, capacitação dos produtores e igualdade de género".

Esta sexta-feira, o fórum é ainda palco do lançamento de uma publicação sobre "Consumo público, consumo ético" que "pretende ser uma ferramenta útil para todos os que se preocupam com estas questões e que querem ter uma voz activa na forma como o Estado desempenha as suas funções.

As refeições são ao sabor dos quatro cantos do mundo. "Menus eco-solidários" (aos pequenos-almoços, almoços e jantares) são servidos aos visitantes. O de hoje é acompanhado de danças orientais pelo Grupo Shamsa.

No domingo, quase no fecho deste evento, tem lugar um debate com organizações de comércio justo internacionais com o tema "O Comércio Justo face aos novos desafios comerciais".

Este Fórum é organizado pela coordenação Cores do Globo do Projecto Consumo Responsável, em parceria com o CIDAC e a "Reviravolta", e com o apoio do IPAD.



Manifestação a favor de Carmona convocada por e-mail interno

2007-05-09T18:07:28.200+00:00

A manifestação de apoio a Carmona Rodrigues que reuniu de forma alegadamente espontânea funcionários da Câmara Municipal de Lisboa (CML), no passado dia 4, foi convocada pela “mailing list” interna da autarquia.

A iniciativa, que partiu do endereço electrónico de três funcionárias da Direcção Municipal de Finanças da CML, convidava os funcionários a reenviarem a mensagem. No e-mail, a que o LxRepórter teve acesso, redigido em maiúsculas em seis linhas, era indicado local e hora de encontro para a manifestação. E rematava com uma estranha indicação: “Vamos também, se se justificar ter a cobertura televisiva” [sic].

Eis o texto na íntegra:
«VAMOS APOIAR O NOSSO PRESIDENTE
PONTO DE ENCONTRO NO CAMPO GRANDE 25 ATRIO CENTRAL OU PAÇOS DO CONCELHO CONSUANTE [sic] ESTEJAM MAIS PERTO A PARTIR DAS 15H00
POR FAVOR CONFIRMEM A VOSSA PRESENÇA REENVIANDO ESTA MENSAGEM
VAMOS TAMBÉM, SE SE JUSTIFICAR TER A COBERTURA TELEVISIVA
POR FAVOR NÃO FALTES»

Na altura, largas dezenas de funcionários concentraram-se no edifício municipal do Campo Grande, juntamente com o vereador Pedro Feist, que desde a primeira hora se manifestou a favor da continuidade de Carmona Rodrigues, mesmo que este fosse constituído como arguido.



A Alta de Coimbra vista em Lisboa

2007-05-07T11:05:01.511+00:00

(image) Sobe-se a Monsanto, para melhor descobrir o futuro da Alta de Coimbra. Em Lisboa, na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica, uma exposição apresenta o projecto de candidatura da Universidade de Coimbra a Património Mundial da UNESCO, até 24 de Maio.

A requalificação da Alta de Coimbra está entregue a nomes importantes da arquitectura portuguesa, que virão a Lisboa explicar os projectos que lhes cabem e que permitirão depois ao Gabinete de Candidatura à UNESCO (GCU) apresentar toda a zona da Alta da cidade dos estudantes e a Universidade a Património da Humanidade.

A acompanhar a exposição "Alta entre vistas", que pode ser visitada todos os dias úteis, das 10 às 17 horas, o GCU promove quatro conferências sobre os projectos. A primeira apresentação, que terá lugar quinta-feira, dia 10, cabe a João Mendes Ribeiro, o arquitecto responsável pelas intervenções no Laboratório Químico, na Casa das Caldeiras e no Teatro Paulo Quintela. A 17, Álvaro Siza e António Madureira explicam o projecto da nova Biblioteca da Faculdade de Direito a instalar na Casa dos Melos.

Por fim, numa semana duas conferências: uma a 22, terça-feira, por Victor Mestre sobre o projecto do Auditório da Reitoria e o espaço envolvente, o Pátio do Departamento de Física e Química; e outra a 24, quinta-feira, no último dia em que será possível visitar a exposição, com Gonçalo Byrne a intervir sobre a reabilitação do Pátio das Escolas, a construção do parque de estacionamento no Largo D. Dinis, o CIDUC (Centro de Informação e Documentação da Universidade de Coimbra) e a reabilitação do edifício da Associação Académica de Coimbra.

As conferências têm sempre lugar às 10 horas, no espaço da exposição, no edifício do Cubo, na Faculdade de Arquitectura de Lisboa. Subir a Monsanto para melhor ver como ficará a Alta de Coimbra.

[na imagem: maquete do projecto de Gonçalo Byrne para o "Concurso de Ideias ara o Plano de Reconversão dos Espaços dos Colégios de São Jerónimo, das Artes, Laboratório Químico e área envolvente", lançado em 1995 pela Reitoria da Universidade de Coimbra (UC) e aberto a quatro professores do Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, em exposição anterior; foto GCU]




Mais da Lisboa inesperada

2007-04-30T09:16:10.146+00:00

O ritmo do LxRepórter tem sido muito irregular, por várias razões pessoais. Enquanto isso, deixamos esta nova imagem de uma Lisboa inesperada, do Rui Almeida, que já distribui poesia pela rua. Que outros nos façam chegar também os seus olhares sobre Lisboa (para mmarujo@gmail.com).


(image)
Indicação de trânsito para peões na Rua de Barros Queirós (que liga o Largo de S. Domingos à zona do Martim Moniz)



Reportagens do baú*: Direita é quem mais falta no Parlamento

2007-04-21T15:49:41.335+00:00

[artigo originalmente publicado a 27 de Julho de 2005 no PortugalDiário e no jornal Metro]POLÍTICA: Deputados «laranjas» faltaram 249 vezes ao plenário, mas os do CDS-PP são os que, em média, mais estiveram ausentes. Motivos vão da doença ao trabalho parlamentar. Estes números podem ajudar a discutir o actual modelo constitucionalO PSD é o partido mais faltoso nesta legislatura [2005], com os seus 75 deputados a totalizarem 249 faltas, em 40 reuniões plenárias e uma reunião da comissão permanente. Num só dia, curiosamente uma "ponte", a 27 de Maio, faltaram 55 parlamentares. Os deputados dos seis partidos faltaram 569 vezes com ou sem justificação. Há quem defenda que estes números podem ajudar a discutir o actual modelo constitucional. Esta quinta-feira, realiza-se a última reunião do plenário antes das férias.Desde 10 de Março [de 2005], na abertura da X Legislatura, o único dia em que todos compareceram, os deputados sociais-democratas acumularam 249 ausências, os socialistas 222, os do CDS 50, os comunistas 27, os "bloquistas" 17 e os "verdes" quatro, de acordo com o Diário da Assembleia da República.Em termos relativos, se o mal fosse distribuído por cada um dos assentos, os "populares" eram os mais absentistas, com uma média de 4,16 faltas por deputado, e os socialistas os menos - apenas 1,83 faltas por cada parlamentar (número que beneficia por ser o maior grupo parlamentar). Entre estes extremos, os partidos de oposição à esquerda têm médias que se equivalem: "Os Verdes" teria duas faltas por deputado, o BE 2,125 e o PCP 2,25. À direita, o PSD aproxima-se mais do CDS-PP (3,32 de média).«Se fossem tecnicamente faltas, já teriam perdido o mandato», alerta Nuno Ferreira da Silva, chefe de gabinete do grupo parlamentar do PS. Um deputado que falte quatro vezes sem apresentar um motivo válido - que é «a doença, o casamento, a maternidade e a paternidade, o luto, missão ou trabalho parlamentar e o trabalho político ou do partido a que o deputado pertence», segundo o Estatuto do Deputado - perde o lugar.O deputado do PSD, Virgílio Almeida Costa - que ocupa ex aequo o topo da lista, por doença («não é esse o meu percurso anterior como deputado», esclarece ao PortugalDiário) -, defende um debate sobre o actual modelo constitucional. «Um deputado serve melhor o eleitor a ouvi-los onde estão, ou a estar no plenário a bater palmas a coisas previamente decididas pelos directórios partidários», questiona.O parlamentar "laranja" eleito por Braga duvida da necessidade de reduzir o número de lugares na Assembleia da República, como defende o líder do PSD, Marques Mendes. «Não é por aí que as contas estão desequilibradas. O número de deputados é adequado à realidade demográfica», defende. E, provocador, Virgílio Costa diz que acha ser «pouco relevante a presença hemiciclo e muito relevante o contacto com o eleitor».Do PS, Ferreira da Silva entende que «os deputados são eventualmente os mais vigiados» no exercício da sua profissão e entende que as faltas se justificam por «trabalho parlamentar e político».Se no topo, a doença afastou do plenário Virgílio Almeida Costa e a deputada socialista Matilde Sousa Franco (ambos com 16 ausências justificadas), a lista que se segue apresenta parlamentares que reivindicarão os mais diferentes argumentos para as suas faltas (o PortugalDiário procurou sem sucesso ainda ouvir as reacções dos grupos parlamentares do PSD e CDS): Gonçalo Nuno Santos, do PSD (15 faltas), Paulo Portas, do CDS-PP (14), Manuel Maria Carrilho e João Soares, do PS (12, por «trabalho político», segundo a fonte do grupo), e depois uma lista de seis eleitos com 11 faltas (Carlos Alberto Pinto, Dias Loureiro, José Cesário, José Luís Arnaut, Pereira da Costa, todos do PSD, e Jerónimo de Sousa, do PCP). Os ex-governantes do PSD, Jorge Neto e Paulo Rangel, não com[...]



Postais de Lisboa: uma má prática na cidade

2007-04-09T16:29:12.940+00:00

(image)
[esplanada do restaurante Pic-nic, no Rossio, em Lisboa, hoje às 13 horas; foto de telemóvel por MM]


Lisboa é uma cidade que vive de costas voltadas para o sol. Ao contrário de Paris ou Londres, onde é possível gozar esplanadas em dias improváveis, a capital portuguesa não parece tirar partido da magnífica luz que a cidade tem. Mas nem tanto ao mar, nem tanto à terra: há cafés e restaurantes que, por vezes, se julgam donos e senhores do espaço público, como demonstra a foto tirada hoje no Rossio.

Os responsáveis do restaurante Pic-nic entenderam por bem ocupar quase toda a largura do passeio, com mesas e cadeiras para aumentar a já generosa esplanada, em dia de muito sol e turistas, mas sem deixarem muito espaço para lisboetas e visitantes passarem, numa zona de intenso movimento pedonal. Restava a alternativa de dois estreitos corredores entre as mesas e entre estas e uma paragem do autocarro. Se esta ocupação for ilegal, lamenta-se a pouca celeridade da fiscalização camarária (tão lesta noutros casos, como o do cartaz dos Gatos Fedorentos), se for legal, mais se lamenta que a autarquia pactue com uma imagem tão desmazelada da cidade.



Reportagens do baú*: «Igreja tem de estar a 'full-time' na Internet»

2007-10-08T22:45:50.108+00:00

[publicado originalmente a 23 de Dezembro de 2000 no PortugalDiário]REPORTAGEM: Do padre-cibernauta às paróquias com neve ou aviões de jacto nas páginas de abertura, o panorama dos sítios católicos na rede desenhava-se assim em 2000. «Bem-hajais pelo vosso interesse»«A Igreja tem de estar a 'full-time' na Internet». Quem o diz é o «padre Júlio», porventura o mais conhecido sacerdote-cibernauta do país, em conversa com o PortugalDiário. Júlio Grangeia, pároco em Travassô e Óis da Ribeira, duas freguesias do concelho de Águeda, disponibiliza todos os dias algum do seu tempo à navegação na rede, onde mantém uma página pessoal desde 1997, já visitada por mais de 37 mil pessoas.A Internet pode ser um «meio alternativo ou complementar, não um meio exclusivo» de evangelização, adianta aquele padre. Também porque «o discurso oficial é cada vez menos compreendido» e o mundo da rede permite chegar de outras formas aos «paroquianos da aldeia global».Para responder a dúvidas ou apenas conversar, muitos encontram-se num 'chat' (em #padres_online da PT.net) onde vários religiosos, incluindo uma freira espanhola, que se associaram a Júlio Grangeia, vão respondendo aos cibernautas curiosos. Muitos são «marginalizados» pelo discurso e prática da própria Igreja. Seguros no anonimato dos 'nicknames', todos podem fazer perguntas, «quando não encontram nos seus párocos» a abertura e proximidade para as abordar.O bispo de Aveiro, a diocese de Júlio Grangeia, «compreende» a actividade cibernáutica do seu padre e entretanto convocou-o a dinamizar um grupo que informatize as paróquias aveirenses.Em Novembro de 1997, os bispos portugueses aprenderam a navegar na rede, durante uma assembleia geral do episcopado. D. João Alves, bispo de Coimbra e então presidente da Conferência Episcopal, convidou os seus pares a conhecer as «auto-estradas da informação» com o objectivo de colocar cada região eclesiástica na Internet. Passados três anos, só é possível aceder a 11 das 20 dioceses - e as assimetrias do país, também se notam aqui: das dioceses 'off-line' a quase totalidade é do interior (excepto Viana do Castelo).Na página da diocese do Porto é possível encontrar um fórum de «diálogo com o bispo», que privilegia por enquanto «o contacto com a Comunicação Social de âmbito nacional». D. Armindo Lopes Coelho «disponibiliza-se para responder às questões que lhe forem colocadas por esta via». Na página de abertura, aquele bispo apela a que se viaje «como amigos pelas auto-estradas da Internet, como parceiros da mesma causa em caminhos de tolerância e compreensão, de amizade e de paz».Esteticamente muito simples, sem muita imaginação, a maior parte dos sítios limita-se a apresentar alguns dados históricos, o perfil e contacto de bispos e órgãos diocesanos e, eventualmente, alguma documentação (Santarém, por exemplo, ainda que não tenha página própria, disponibiliza uma carta pastoral do seu bispo sobre uma peregrinação diocesana a Fátima).Júlio Grangeia diz que «os 'sites' são formais, muito estereotipados e pouco apelativos». Aquele padre refere que a Igreja portuguesa ainda «está a descobrir» este mundo, mas de uma «forma incipiente» - o que explicará, porventura, a fraca qualidade gráfica e de conteúdos da generalidade das páginas 'católicas'.A linguagem mantém o arcaísmo próprio de uma instituição como a Igreja, que muitas vezes desconfia das novidades: «Bem-hajais pelo vosso interesse», agradece em tom solene o bispo de Coimbra na página de abertura da sua circunscrição cibernética. «Mais importante do que dizer, é a forma como se diz», alerta Júlio Grangeia, que reconhece «usar e abusar», por isso, de «formas menos canónicas» na sua página pessoal, como o diabinho (mais simpático, que diabólic[...]



Mais de Lisboa inesperada (numa pausa do LxRepórter)

2007-04-04T10:06:01.931+00:00

O LxRepórter faz uma pausa de duas semanas. E promete regressar a 9 de Abril com mais notícias. Até lá deixamos novos retratos de uma Lisboa inesperada, pela lente atenta do leitor António Paulino. Que outros nos façam chegar também os seus olhares sobre Lisboa (para mmarujo@gmail.com).

(image)

















Igreja de Nª Sª da Oliveira (escondida) na Baixa [em cima]

(image)
















Relógio (Graça) [em cima]

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Urinol (junto ao Castelo de S. Jorge) [em cima]



Reportagens do baú*: Quando os miúdos viajam na "chapeleira"

2007-03-25T23:57:45.383+00:00

[artigo originalmente publicado no PortugalDiário a 8 de Agosto de 2003]REPORTAGEM: Há erros comuns no transporte das crianças nos automóveis. Mas também situações incríveis. "À solta", as crianças podem sofrer lesões graves ou mesmo morrerAs crianças viajam muitas vezes sem protecção adequada e mesmo nos lugares mais incríveis. Numa época em que as famílias se fazem à estrada para gozo de férias, a preocupação pelo transporte dos mais pequenos continua presente. A Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) não deixa de alertar para o perigo de viajar com uma criança "à solta" no automóvel.O erro mais comum de muitos pais é a não protecção das crianças com sistema de retenção adequado, como a vulgar "cadeirinha", ou até cintos de segurança, assegurou ao PortugalDiário José Pedro Dias, técnico em segurança rodoviária da APSI.Entre as situações mais absurdas, encontradas recentemente por técnicos da APSI, está o transporte de crianças no porta-bagagens de carros comerciais e miúdos «a dormir deitadas na chapeleira». O perigo é evidente, constata o especialista: «Um perigo agravado de lesões muito graves e morte por embate nas estruturas rígidas do automóvel e/ou por ejecção para a faixa de rodagem», mesmo a baixas velocidades.Entre aqueles que usam dispositivos de segurança, há erros que «podem diminuir a eficiência da protecção dada às crianças», refere José Pedro Dias. E exemplifica: «Viajar com a criança voltada para a frente demasiado cedo», que é como quem diz, pelo menos até aos 18 meses. Segundo o técnico da associação, a criança deve «até quanto mais tarde melhor» andar de costas: «Devido ao peso da sua cabeça, muito elevado em comparação com o do corpo, e ao seu pescoço muito frágil», esclarece.O abandono da utilização de uma cadeira para crianças não deve ser feito demasiado cedo. Como diz José Pedro Dias, «devido à sua pequena estatura, o cinto de segurança precisa de ser complementado com a utilização de uma cadeira de apoio, até a criança ter 12 anos, 36 quilos ou um metro e meio de altura».Outra preocupação da APSI é a fixação das cadeirinhas nos automóveis. As folgas eventualmente dadas na sua fixação podem revelar-se fatais, de acordo com o técnico: «As folgas diminuem o espaço de sobrevivência disponível e, por isso, as possibilidades de sobrevivência da criança em caso de acidente». Outra hipótese é «a criança ser "cuspida" da "cadeirinha" e ir bater no interior do automóvel ou ser esmagada na estrada».A crueza da imagem remete para as frias estatísticas: em 2002, morreram 29 crianças, mais uma que em 2001. Em Janeiro de 2003 (últimos dados disponíveis) morreram três menores de 14 anos. É entre os 10 e os 14 anos que se morre mais (12 vítimas mortais), segundo os números da Direcção-Geral da Viação, registados no «Relatório Estatístico da Sinistralidade 2002». Antes dos cinco anos de idade, o número é de 11 mortos.Estes números são agravados com as estatísticas dos feridos graves: 165, até aos 14 anos (62 feridos até aos cinco anos, 41 entre os seis e os nove, e outros 62 dos 10 aos 14 anos). Apesar da diminuição em relação a 2001 (menos quatro feridos graves no total), entre as crianças até aos cinco anos o número subiu (mais quatro).Neste mês de Agosto, a Rádio Comercial - que "patrulha" algumas estradas em colaboração com a GNR, nas suas "operações Stop" - vai oferecer prendas às crianças que sejam transportadas em segurança pelos seus pais. Aos condutores que não cumprirem as normas devidas será entregue um folheto informativo, com explicações sobre a importância de transportar correctamente as crianças. Como dizia o "spot" antigo: «Comigo os miúdos v[...]



[nota editorial]

2007-03-22T18:11:12.539+00:00

Por diversos motivos, este blogue tem tido um ritmo menor de publicação de notícias. As nossas desculpas, aos leitores que nos procuram.



Postal desta Lisboa inesperada (IV) - mais um contributo dos leitores

2007-03-20T17:59:10.573+00:00

(image)


















«Bebendo na Baixa»
O leitor António Paulino respondeu ao nosso desafio com várias fotos. Esta é mais uma das suas contribuições.



Quatro anos de guerra no Iraque assinalados em Lisboa

2007-03-19T23:10:57.098+00:00

Os quatro anos da invasão do Iraque são assinalados esta terça-feira, 20 de Março, dia em que uma coligação de países, liderada pelos Estados Unidos e Reino Unido lançou uma ofensiva terrestre contra o regime ditatorial de Saddam, a partir do Kuwait, corria o ano de 2003.

Em Portugal, a data é assinalada com uma concentração no Rossio, em Lisboa, promovida pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, próximo do PCP, onde será feita uma proclamação que pretende, entre outros aspectos, exigir o fim da “ocupação”, “a plena soberania do povo iraquiano” e “nenhum apoio, nenhuma facilidade militar ou logística à política guerreira de Bush”.

Na sexta-feira, 23, é a vez da música, com um Concerto pelo Iraque, na Sala 1 do Cinema São Jorge em Lisboa, às 21h30. A iniciativa do movimento Tribunal do Iraque reúne em palco uma paleta abrangente de sons e estilos de música com Camané, Fausto, Jorge Palma, José Mário Branco, Luís Represas, Pacman (dos Da Weasel), Paulo de Carvalho e Pedro Abrunhosa.

Por fim, no sábado, 24, às 18h30, também em Lisboa, um debate na Casa do Alentejo, discutirá os cenários actuais que se colocam no território iraquiano e à diplomacia internacional, a partir das intervenções de Silas Cerqueira, António Louçã, Carlos Carvalho, Manuel Raposo e Rui Rosa.



Meia Maratona fecha ponte 25 de Abril, uma informação quase clandestina

2007-03-18T01:33:15.045+00:00

A ponte 25 de Abril está encerrada este domingo de manhã, a partir das 9h15 até cerca das 12h30, nos dois sentidos, por causa da realização da 17ª Meia Maratona de Lisboa. Mas a informação é quase clandestina, não estando disponível em sites de organismos e entidades que, à partida, têm obrigações na gestão da informação deste tipo de acontecimentos.

O site oficial da competição omite esse dado, apenas disponibilizando informações aos concorrentes e participantes, enquanto que as autoridades policiais (GNR e PSP) não avançam qualquer antecipação do fecho deste importante eixo viário entre as duas margens. A Câmara de Lisboa também não tem qualquer alerta para o encerramento desta via no espaço reservado às notícias.

Só a Lusoponte, entidade gestora da ponte, disponibiliza a informação do encerramento. Mas mesmo no site da empresa pode não acertar-se à primeira: na página de "informações úteis", os dados são inúteis: referem-se a 2006 e outros anos anteriores. Apenas nas "novidades" se confirma a notícia - «Informamos todos os nossos estimados Clientes que no próximo Domingo, dia 18 de Março, a Ponte 25 de Abril estará encerrada ao trânsito a partir das 09h15 prevendo-se a sua reabertura para as 12h30, de modo a permitir a realização da 17ª Meia Maratona de Lisboa.»

A alternativa para o trânsito automóvel durante a manhã deste domingo será a ponte Vasco da Gama.



Reportagens do baú*: Urgências hospitalares à beira da ruptura

2007-03-18T01:37:20.369+00:00

[artigo originalmente publicado no PortugalDiário a 12 de Janeiro de 2004]REPORTAGEM: Hospitais sem capacidade de resposta, médicos e enfermeiros insuficientes, doentes à beira de um ataque de nervos. Todos fazem o diagnóstico, mas não há um medicamento eficaz a curto prazoAs urgências hospitalares estão à beira da ruptura. O caos sucede-se, os hospitais não têm capacidade de resposta, os médicos e enfermeiros são insuficientes, os doentes ficam à beira de um ataque de nervos. Todos fazem o diagnóstico, mas não há um medicamento eficaz a curto prazo.Na semana passada, em dois dias, a espera no Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) atingiu as 18 horas no sábado, dia 3, e 10 horas na quinta-feira, dia 8. Uma situação «habitual», admitiu fonte do gabinete de imprensa ao PortugalDiário.Um hospital recente, como o Fernando da Fonseca, concebido para uma população de 200 mil habitantes, serve dois dos maiores concelhos do país: Amadora e Sintra. Nas urgências eram esperadas 200 pessoas por dia. Hoje, um dia «normal» significa o atendimento de 400/500 pessoas na urgência central. No dia 3 de Janeiro «houve um afluxo acima da média», agravado pela falta de um médico na equipa de urgência.A culpa é dos doentes que não têm indicação para ir à urgência e que deviam procurar os centros de saúde, adiantam os responsáveis. «É preciso alertar as pessoas para que se dirijam aos centros de saúde», diz fonte do Amadora-Sintra, que «tem projectos desenvolvidos para as pessoas procurarem os seus médicos de família». Sem sucesso.Hoje, muitos hospitais utilizam o modelo de triagem de Manchester, em que a velocidade de atendimento é determinada pela gravidade do caso, em detrimento da ordem de chegada. Assim, quanto menos grave mais se pode esperar para ser atendido. No Amadora-Sintra, explicou fonte do hospital, quem esteve à espera naqueles dois dias foram os doentes "azuis" (sem urgência) ou "verdes" (casos pouco urgentes).No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, num dos últimos dias de Dezembro, o tempo de espera na urgência central foi de cerca de seis horas. «Em Dezembro esteve mau, em alguns dias, agora melhorou», admitiu Oliveira Marques, director do serviço ao PortugalDiário.O período da manhã é o melhor em Santa Maria, reconhece este responsável, «quando funciona a equipa fixa e os tempos de espera são mínimos». A partir das 15 horas, entram as equipas rotativas - «todas elas muito carenciadas» -, a afluência de doentes aumenta e cresce também a espera. De quatro a cinco horas, é o máximo que se verifica para os doentes menos graves ("verdes" e "azuis"), garante Oliveira Marques.O modelo de equipas fixas pode ajudar a combater os longos tempos de espera porque esses médicos «estão todos os dias [no serviço], têm mais experiência e estão motivados», enumera o responsável de Santa Maria. Neste momento, o modelo não pode ser estendido a todo o dia: «Quando tiver o número suficiente de médicos» será possível prolongar o tempo de trabalho das equipas fixas. Para isso, «precisaria do triplo de médicos», admite Oliveira Marques.Este é o problema onde tudo vai bater: «Há falta de médicos. De imediato, não há solução», diz. Resta «formar mais médicos» para evitar a ruptura definitiva nas urgências. Por enquanto, Oliveira Marques continuará a ter pouca resposta aos anúncios que coloca na imprensa à procura de clínicos externos para suprir as necessidades. Dinheiro para os contratar não falta. Falta é dinheiro para «dar incentivos de ordem económica». E mais importante, faltam clínicos: «Não há mercado para preencher a[...]



Pilaretes "atiram" peões para fora dos passeios

2007-03-16T15:34:14.514+00:00

(image) A gincana a que os peões lisboetas estão obrigados é conhecida, numa cidade em que o automóvel é rei e senhor (ver notícias relacionadas. Para facilitar o trânsito de pessoas, a Câmara procura soluções que impeçam o estacionamento ilegal nos passeios. Mas que dizer de soluções que são elas próprias obstáculos à utilização dos passeios pelos próprios transeuntes?

Este exemplo é da Travessa do Torel (junto ao Campo dos Mártires da Pátria), mas há outros por essa cidade fora: a colocação de pilaretes para impedir o estacionamento automóvel é feita de tal modo em passeios tão estreitos que os peões são obrigados a partilhar o alcatrão com os carros que passam. Apesar de não ser visível na imagem, o passeio do outro lado da pequena travessa, sem pilaretes, está ocupado por automóveis. A menos de 100 metros há um parque de estacionamento público. Com lugares livres, como constatou o LxRepórter esta sexta-feira ao início da tarde.

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Uma semana do tamanho do mundo para descobrir "um mundo mais vasto"

2007-03-16T11:26:57.511+00:00

Lisboa e Guimarães têm “uma semana do tamanho do mundo” a acontecer entre portas, numa realização da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) e da Urbáfrica. O programa decorre em Lisboa desde quarta-feira, dia 14, e prolonga-se até domingo, 18. Em Guimarães, duas mostras apresentam-se de 22 de Março a 5 de Abril, concentrando-se a realização de um atelier e um fórum a 23 deste mês.

Os objectivos da iniciativa apontam para a educação para o desenvolvimento, descobrindo “um mundo mais vasto”, a partir da experiência de vida de cada um, onde o mundo começa, como argumenta a organização do evento. A organização interpela directamente os cidadãos das duas cidades: “Propomos mudar este mundo com um projecto que criou outros projectos, que envolveu dezenas de pessoas com uma grande capacidade de interrogar, duvidar, criticar e criar outras realidades. Esta experiência de vontade iluminou outras perspectivas, outros contextos, outras verdades, outras propostas e outras hipóteses que queremos partilhar contigo.”

Em Lisboa, até domingo, decorrem duas mostras: a exposição de fotografia “A Partilha do Indivisível”, no Fórum Lisboa (que comemora 50 anos), onde pode ser vista das 10 às 18 horas; e uma instalação da artista Sara Lisboa, que pode ser apreciada no mesmo horário.

Já hoje, a partir das 16 horas, também no Fórum Lisboa (à Avenida de Roma) um debate/workshop sobre “Educação para o Desenvolvimento: Estudo de Casos Especiais” pretende analisar projectos, acções e estudos desenvolvidos no âmbito da acção de formação do projecto “Metas 2015: Responsabilidade Social”, enquanto que um seminário público sobre “Cooperação para o Desenvolvimento, no quadro dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio”, definidos pelas Nações Unidas, visa a partilha, debate e reflexão em volta das questões mais prementes e contemporâneas do desenvolvimento humano, social e ambiental a nível mundial.

Um atelier “Animação do Livro de da Leitura”, que pretende, entre outros objectivos, sensibilizar crianças dos seis aos dez anos, para a importância do livro na Educação para o Desenvolvimento, terá lugar amanhã, sábado, das 10h30 às 12 horas.

Em Guimarães, a exposição e a instalação estarão no Museu de Arte Primitiva Moderna (Largo da Oliveira), de 22 de Março a 5 de Abril, das 9 às 12h30 e das 14 às 17h30. O atelier do livro e leitura repete na Biblioteca Municipal Raul Brandão, dia 23 de Março, das 10h30 às 12 horas, enquanto que o Fórum “Educação para o Desenvolvimento” tem lugar no mesmo dia, das 16 às 18 horas.



“Do indígena ao imigrante”, pretextos para uma conversa

2007-03-16T03:46:13.688+00:00

Os desafios da imigração regressam à mesa do debate a partir do tema de capa da edição portuguesa do jornal mensal “Le Monde Diplomatique”. No número de Março, o jornal apresenta um dossiê sob o título “Do indígena ao imigrante”, cujas pistas serão retomadas esta sexta-feira, a partir das 21h30, na Livraria Ler Devagar, em Lisboa.

Os autores de alguns dos artigos são chamados a lançar o mote da conversa da noite. O espaço lusófono é o ponto de partida para dois dos intervenientes: “A Lusofonia, outra forma de colonialismo” por Alfredo Margarido, e “O luso-tropicalismo: um mito persistente”, com Cláudia Castelo. Miguel Bandeira Jerónimo e Nuno Domingos dão o título ao dossiê e ao debate com a sua proposta de reflexão sobre “‘O grémio da civilização’: do indígena ao imigrante”.

Por fim, Hugo Maia e Bruno Peixe Dias avançam com outras duas pistas para este tema: o primeiro com a leitura de “como se constrói um imigrante”, o segundo com uma análise aos “enteados da Nação”.

A conferir esta sexta-feira em conversa, na Rua da Rosa, 145, em Lisboa, a nova morada da Ler Devagar, que é mais do que um espaço livreiro.



Nobel fala do microcrédito como contributo para a paz

2007-03-13T17:18:19.930+00:00

O prémio Nobel da Paz, Muhammad Yunus, está de regresso a Portugal, para uma conferência sobre “Microcrédito: um contributo para a Paz”, a ter lugar no próximo dia 22, às 18h30, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian. Numa parceria da AESE – Escola de Direcção de Negócios com a Gulbenkian, a conferência procura explicar como uma ideia de crédito bancário a pobres pode contribuir para a paz

Economista, Muhammad Yunus fundou o Grameen Bank, depois de constatar que os mais pobres ficavam de fora do público-alvo das instituições bancárias na concessão de crédito. Ou seja, quem mais precisava não conseguia aceder ao crédito.

Por ocasião da cerimónia de entrega do prémio Nobel, em Dezembro passado, o pioneiro no microcrédito instou as empresas a renovarem o capitalismo, para assim “erradicarem” a pobreza, que, na sua opinião, é hoje fonte do terrorismo e no futuro só será encontrada em museus. “As frustrações, a hostilidade e a fúria geradas pela pobreza abjecta não podem assegurar a paz em nenhuma sociedade”, afirmou então, numa possível antecipação da linha condutora da sua conferência.

A Associação Nacional de Direito ao Crédito está a apelar à participação nesta conferência (cuja inscrição pode ser feita no site da AESE para testemunhar “o reconhecimento pelo incentivo que [Yunus] tem dado” para “fazer que o microcrédito seja um instrumento de dignificação das pessoas e de construção da paz”.



50 mil pessoas pedem fim do "choque de civilizações"

2007-03-13T17:16:37.606+00:00

Mais de 50 mil pessoas já assinaram uma petição que pede o fim do “choque de civilizações” entre o Islão e o Ocidente. De acordo com a organização, que promove a petição on-line, “o choque não é cultural e sim político”, de Nova Iorque a Bagdad, de Guantánamo à Palestina.

Para a Avaaz.org, é possível “impedir que [o choque] aconteça”. Na petição exige-se aos líderes palestinianos, israelitas e internacionais que tenham “verdadeiras negociações de paz” – “e que fiquem na mesa de negociação até que haja paz”.

A meta da organização é atingir 100 mil assinaturas até ao fim deste mês, “quando líderes internacionais se reunirem” e a mensagem for “entregue de uma forma que eles não esquecerão”, avisa a Avaaz.org no seu site sem concretizar.

Esta organização apresenta-se como “uma comunidade de cidadãos de todo o mundo que enfrentam as grandes questões do mundo actual”. A Avaaz.org foi fundada pelo Res Publica, um grupo de advogados de todo o mundo, e pelo MoveOn.org, grupo de activismo on-line com mais de três milhões de membros.



Mais de duas centenas pedem afastamento de administração de creches

2007-03-09T02:07:40.078+00:00

246 assinaturas. No início desta sexta-feira, é este o número de pessoas que já assinaram a petição on-line dirigida ao ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, a pedir que «se inicie o processo de destituição dos actuais corpos gerentes da Fundação [D. Pedro IV] e que seja aberta uma sindicância à gestão da actual administração».O texto da petição começa por lembrar que a Fundação D. Pedro IV - no centro de uma forte contestação promovida por um grupo de pais, neste caso das "casas de infância", mas também por moradores dos bairros dos Lóios e das Amendoeiras - tem o estatuto de instituição de utilidade pública, o que lhe permite receber «avultados apoios estatais».Os pais autores da petição acusam os administradores da Fundação de «gestão discricionária, economicista e totalmente desprovida de lógica social». E acrescentam: «Constata-se que os principais quadros de direcção desta IPSS [instituição particular de solidariedade social] têm vindo a ser ocupados por pessoas escolhidas por motivações familiares ou políticas, sem que para tal sejam asseguradas as necessárias competências técnicas científicas e pedagógicas.»Entre as acusações apontadas no texto peticionário, dirigido ao ministro da tutela, com quem aliás já mantiveram uma reunião, os pais argumentam que «a Fundação está transformada em sede de várias empresas imobiliárias e de fundos de investimento, dirigidas pelo Presidente do Conselho de Administração e geridas por outros membros dos seus órgãos sociais, que ali desenvolvem as suas múltiplas actividades nos referidos ramos», bastando para isso olhar para as placas «à porta da sua sede», onde funciona também uma das "casas de infância" [ver fotos], junto ao Campo dos Mártires da Pátria, em Lisboa.Notícias relacionadas: Manifestação inédita lembra que habitação é um direito e Pais ameaçados por administração de creches[O LxRepórter tem em preparação um conjunto de notícias sobre este caso.][...]



Postal instantâneo: concerto em cima do camião

2007-03-09T00:50:25.506+00:00

(image)

















Às 19h, o camião devia estar estacionado no Terreiro do Paço para um concerto de 15 minutos. Os Blind Zero festejaram hoje os 13 anos com 13 concertos, do Porto a Lisboa, de camião, sempre a rock'n'rollar. Mas, algures no caminho, o atraso (curto) tornou-se inevitável: às 19h24, em passo estugado, fãs e transeuntes acompanhavam a banda do Porto a tocar os seus êxitos (agora reunidos num "best of" acústico) a sair da Praça dos Restauradores. No final de uma canção, houve lugar a aplausos - e a buzinadelas. De contentamento. Os automobilistas quase retidos no trânsito, obrigados a seguir em marcha lenta, não pareciam importar-se. Os benfiquistas já estariam em casa.

[foto captada por telemóvel]



Pais ameaçados por administração de creches

2007-03-09T01:21:05.381+00:00

Os pais das crianças das creches e jardins de infância da Fundação D. Pedro IV que têm criticado a administração e pedido a sua destituição foram ameaçados por manifestarem vontade de constituir uma associação de pais.O processo que envolve a Fundação tem sido, no mínimo, rocambolesco. Depois de estar envolvida numa transferência de prédios nos bairros de Lóios e das Amendoeiras [ver notícia relacionada], agora é a gestão das sete «Casas de Infância» a criar polémica.De acordo com um «relatório-síntese» de um grupo de pais - publicado num blogue entretanto criado, onde fazem um «apelo urgente para a denúncia da situação que se vive na Fundação D. Pedro IV» -, os pais das cerca de 850 crianças foram surpreendidos, após o início deste ano lectivo de 2006/07, «com decisões e medidas» anunciadas pelo Conselho de Administração da instituição particular de solidariedade social. Entre as decisões e medidas anunciadas, segundo a denúncia dos pais, estavam a «redução do pessoal de acção educativa; ameaças de mais despedimentos de pessoal de acção educativa; [e o] anúncio, por circular entregue à porta, de uma decisão da Administração informando que a Fundação encerraria [as portas] durante o mês de Agosto de 20007, sem que em qualquer momento anterior isso constasse do Regulamento e ao contrário do sucedido em anos anteriores».«Alarmados», este grupo decidiu avançar com reuniões de pais, onde se decidiu «mandatar [um] grupo de representantes para dar início a um processo de constituição de Assembleia de Pais, seguido de Associação de Pais e Encarregados de Educação das Casa de Infância da Fundação D. Pedro IV». Destas e de outras decisões deram conta, no relato dos próprios, ao presidente do Conselho de Administração, Vasco do Canto Moniz, em reunião tida a 24 de Janeiro. «Foi ainda igualmente solicitado pelos representantes dos pais autorização para o uso do nome da Fundação na Associação a constituir, da morada da Fundação com morada sede da futura Associação, das instalações para reuniões», relatam no referido relatório divulgado na internet, que Canto Moniz terá autorizado. A reunião para formalizar a criação da associação teve lugar a 14 de Fevereiro.É esta decisão que agora a Fundação vem contestar, com ameaças. Em carta datada desta segunda-feira, 5 de Março, assinada por uma responsável do Departamento de Gestão [clicar na imagem para aumentar], disponibilizada no blogue dos pais, este grupo é instado a divulgar as «deliberações tomadas» em nova assembleia, por alegadamente serem «contrárias à orientação da Fundação». A ameaça, sem ser especificada, está no final da curta mensagem: se se confirmarem as tais deliberações, que incluem a constituição da associação, «levarão o Conselho de Administração a ter de extrair as naturais consequências».Notícia relacionada: Manifestação inédita lembra que habitação é um direito[O LxRepórter tem em preparação um conjunto de notícias sobre este caso.][...]



Imigração é uma oportunidade ou uma ameaça?

2007-03-04T03:49:35.863+00:00

A Fundação Calouste Gulbenkian realiza nos próximos dias 6 e 7 uma Conferência Internacional "Imigração: Oportunidade ou Ameaça?" que pretende "dar a palavra a personalidades nacionais e internacionais que podem trazer a sua visão acerca da imigração". O palco da iniciativa é o Auditório 2, no edifício-sede da Fundação, em Lisboa.

No decorrer dos trabalhos, as intervenções de reconhecidos especialistas e académicos procurarão contextualizar a imigração e o desenvolvimento, os desafios da imigração, a partir de testemunhos, a perspectiva das organizações internacionais sobre os fluxos migratórios, o caso espanhol que passou da emigração à imigração e o do Brasil que se tornou um país de emigração, depois de ter sido terra de acolhimento de imigrantes.

"A dimensão humana dos processos migratórios" justifica ainda "o olhar dos escritores", mas também a análise do diálogo intercultural e interreligioso, bem como a leitura do papel das migrações internacionais na economia global. Outro momento-chave do debate será a apresentação e discussão das recomendações sobre o tema central da conferência do Fórum Gulbenkian Imigração (constituído em Março de 2006, com o objectivo de "promover uma reflexão e uma visão abrangente sobre os fenómenos migratórios").

A acompanhar a conferência, será inaugurada uma exposição de fotografia "Homo Migratius" e lançado o livro "Imigração: Oportunidade ou Ameaça? Recomendações do Fórum Gulbenkian Imigração". A conferência será ainda difundida em vídeodifusão.