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VALE A PENA LUTAR !



Quem luta, pode perder ou ganhar. Quem não luta perde sempre! José Casanova



Updated: 2017-12-22T11:30:26.442+00:00

 



Um comunista

2016-09-16T13:39:22.144+01:00

"Um comunista necessita estar com o coração cheio de amor pelos homens. Eu conheci homens que vieram para o Partido com o coração cheio de ódio pela vida e pelos homens, o ódio era o único sentimento que os conduzia para nós.
Conheci vários assim. Nenhum deles ficou no Partido muito tempo. Só o ódio de classe é legítimo, ódio contra os exploradores. Mas esse mesmo ódio implica no amor pelos explorados...
Amar os homens, ter um coração capaz de compreender os demais, de estimá-los, de ajudá-los. A maior qualidade de um comunista? Seu amor pelos homens..."

Jorge Amado



Sobre o atentado de Paris

2016-09-16T13:37:40.283+01:00

Reflexão sobre a chacina de Paris


Uma onda de emoção, solidariedade e repulsa corre pelo mundo levantada pela chacina de Paris. É legítima. Doze pessoas foram assassinadas por um grupo terrorista na sede do semanário francês Charlie Hebdo. Entre elas o director, quatro cartoonistas e dois polícias.

O jornal, satírico, progressista, havia sido já alvo de atentados por ter publicado caricaturas do Profeta Maomé. A dimensão, o motivo e a circunstância contribuem para a repercussão mundial do bárbaro crime.

O facto de os assaltantes terem gritado à saída «Alá é grande e o Profeta foi vingado!» funcionou como estímulo à islamofobia.

Na última semana, organizações de extrema-direita da Alemanha, dos EUA e da França promoveram manifestações racistas dirigidas contra as comunidades muçulmanas desses países. Tais iniciativas tendem agora a multiplicar-se.

O Presidente François Hollande, ao condenar o monstruoso atentado, afirmou que a França «está em choque». Chefes de estado e de governo de todo o mundo expressam solidariedade e horror.
É lamentável mas significativo que o discurso dos políticos e os comentários dos media sejam omissos quanto a uma questão fundamental. 

Responsabilizam o terrorismo, reafirmam a determinação de lhe dar combate onde quer que desenvolva a sua ação criminosa, mas abstêm-se de referências às causas do surto de barbárie terrorista.

Obama e os seus aliados europeus, sobretudo Hollande e Cameron, têm telhados de vidro. Não podem confessar que o terrorismo cresceu em escala mundial desde que o imperialismo norte-americano (com o apoio do estado fascista de Israel) iniciou agressões em serie a países muçulmanos.

A guerra do Golfo foi um prólogo. Mas foi após os atentados do 11 de Setembro de 2001, com a invasão e ocupação do Afeganistão, que essa estratégia assumiu, com Bush filho, caracter prioritário.
A segunda Guerra do Iraque, o reforço da presença no Afeganistão, a agressão à Líbia, o apoio na Síria a organizações terroristas configuram crimes contra a humanidade.

Invocando sempre como pretexto para guerras abjetas a democracia e a defesa dos direitos humanos, os EUA mataram centenas de milhares de muçulmanos, destruíram cidades, introduziram a tortura, semearam a miséria e a fome no Médio Oriente e na Ásia Central.

Nesta hora em que os franceses choram os mortos de Charlie Hebdo é necessário recordar que Sarkozy e Hollande foram cúmplices de muitos dos crimes do imperialismo norte-americano.
E indispensável lembrar que muitos dos assassinos do chamado Estado Islâmico foram treinados pela CIA e por militares dos EUA. Washington fomentou o terrorismo proclamando que o combatia.



OS EDITORES DE ODIARIO.INFO, 07.Jan.15




URSS

2015-01-02T17:32:13.943+00:00

(Artigo de Dmitri Agranovski, publicado no jornal Soviétskaya Rossía, traduzido do russo por Íñigo Aguirre e do espanhol por Pedro Namora.)URSSNo dia 18 de Novembro, foi publicada no jornal “Komsomólskaya Pravda” uma entrevista a Gorbatchov. Por questões de trabalho, vi-me na obrigação de a ler. Porém, não vamos começar por aí.Começaremos pelo mais importante: no dia 30 de Dezembro de 1922, foi criada a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas, a nossa grande, única, irrepetível e querida pátria. Tanto mais querida quanto, agora, depois de 23 anos, temos com que compará-la.As estatísticas relacionadas com a URSS estão enterradas sob enormes capas de falácias, porque a propaganda oficial vê-se obrigada a esforçar-se ao máximo para explicar ao povo o quanto é maravilhoso terem-lhe arrebatado o Estado, o futuro, todas as poupanças conseguidas com enorme esforço, ao mesmo tempo que o despojavam de todos os direitos e de qualquer possibilidade de mudar alguma coisa.Muitos mentem porque servem a classe dos “eficazes proprietários”, dos que saíram muito beneficiados da catástrofe russa. Outros mentem apenas por inércia, por medo da realidade. É duro reconhecer que tu mesmo, com as tuas próprias mãos e com a ajuda dos inimigos declarados do teu país, destruíste a pátria e privaste os teus filhos de futuro.De um modo ou outro, são muitas as coisas evidentes agora, que passaram já 23 anos trágicos e sem sentido, de um tempo histórico perdido. Em 1985, o último ano antes da guerra (já que a “perestroika”, como agora sabemos, era um tipo de guerra), à URSS correspondia mais de 20% da produção industrial mundial. O Produto Nacional Bruto representava 66% do dos Estados Unidos. Agora, o da Rússia, corresponde a 2%. Ou, melhor dito, correspondia, porque em 2015 será claramente inferior.Em 1985, Gorbatchov recebeu um país absolutamente tranquilo, estável, uma superpotência segura das suas forças, a que correspondia 20% da produção industrial mundial. Segundo a maioria absoluta de parâmetros, a URSS ocupava o segundo ou o primeiro lugar no mundo. Ao nível da segurança, em todas as suas variantes, sem dúvida ocupava o primeiro. Pelos seus níveis de desenvolvimento científico, educativo, cultural, estava em primeiro lugar. No terreno militar, nem à União Soviética, nem ao mais pequeno e distante dos nossos aliados, algo o ameaçava.A produção e a população, incluído a russa, cresciam de modo estável.E a este país, com ajuda da “perestroika”, havia que, partindo do nada, fazê-lo soçobrar, incendiá-lo, converte-lo num campo selvagem, entregá-lo para que o saqueassem e fosse presa de pilhagem.Em 1985, os tempos de crescimento da já por si enorme economia da URSS eram de cerca de 3,9% ao ano, e, em geral, de 1950 a 1988 a renda per capita crescia ao dobro da velocidade dos EUA, sendo que a jornada laboral se tinha reduzido das 48 horas para 40 horas.É evidente que no ano 2000 a URSS ocuparia o primeiro lugar do mundo na maioria dos indicadores, pelo que os EUA contavam com um tempo histórico muito curto parra assestar o golpe.Segundo o meu ponto de vista, Gorbatchov é o mais lamentável e mais terrível dos governantes na história da Rússia. Para receber a segunda – e em muitos sentidos a primeira – potência do mundo e deixar atrás de si 15 pedaços sanguinolentos, sem nenhuma esperança de desenvolvimento, é preciso mais do que má-fé. É preciso ser-se muito, mas muito torpe.E agora, enquanto leio a sua entrevista, não vejo o mais pequeno sinal de remorso, a começar pelo título: “ Não temos a quem culpar, fomos nós quem enterrou a URSS”. Pois nós temos. E acusamo-lo, Gorbatchov.   Se a uma pessoa lhe for desferido um tiro na cabeça, o mais provável é que morra. Mas não se tratará de uma enfermidade, mas de um assassinato. Foi o que se passou precisamente com a União Soviética. Assassinaram-na. Despacharam-na na flor da vida, quand[...]



Os três de sempre...

2014-11-25T12:33:17.660+00:00

Estes três caramelos, confesso que só de olhá-los fico enojado, têm em comum um amor pelos arguidos ricos e poderosos. Defenderam os pedófilos condenados no Processo Casa Pia, inventando e caluniando pessoas, arranjando pretextos, fingindo uma indignação que sentem no umbigo.
Vêm agora de novo, a propósito da prisão de Sócrates, dizer as mesmíssimas coisas, falando de cabalas e cabalinhas.
São uns badamecos, uns merdas. E não há quem lhes diga isso no focinho imundo.



Adeus, meu querido amigo

2014-11-21T10:38:10.483+00:00

Dizer o quê? Que me sinto triste? Que me parece mentira?
Releio O Caminho das Aves, para te ter comigo. A saudade é tanta e partiste agora.






Cavaco, o camicie nere

2013-08-28T16:15:05.286+01:00

Cavaco foi um fascista convicto. Como todos os iguais, adaptou-se com engenho ao novo regime. Frequentou os lugares e os tratantes que Abril não vedou. Foi a presidente, em lugar de Soares Carneiro, por ter escondido melhor a sua dependência e amor aos campos de concentração. É um camisa-negra recauchutado a que se deve, dizem-nos, respeito institucional.Caraças, que palavra tão importante. Mas cada um de nós é, também, instituição ou devedor a essa coisa vaga? Por mim Cavaco é tão institucional quanto Mussolini, embora sem o tempo ou o cenário desse criminosos abjecto.Esperar desse troglodita que se oponha a qualquer medida contra os trabalhadores é tão pueril que nauseia. Ele já mostrou ao que vinha e ao que andou desde a juventude. Preencheu a ficha da Pide para assegurar ser um bom serventuário do fascismo e, do alto da sua cagança presidencial, baniu o secretário-geral do PCP do Conselho de Estado e os cravos da sua lapela infecta. Gestos conformes com a sua ideologia salazarenta.Como todos os herdeiros do fascismo, Cavaco teme expor o que na verdade preconiza para Portugal. Mas não nos é difícil mostrar o que habita a sua cabecinha inculta e ressabiada: edificar em Portugal o paradigma da revolução industrial do Séc. XIX e afixar às portas das empresas o conhecido cartaz dirigido aos trabalhadores, “A partir destes portões cessam todos os vossos direitos. Ámen!”.E não se estranhe o acrescento pio. Afinal, não é Cavaco o invocador-mor de santas e santinhas? O beato com ânsias de Fátima sob a delicodoce manta de republicanismo à Belém?Habitasse em Cavaco réstia de dignidade, a mais leve brisa de sentido de justiça, a mais reduzida visão do interesse colectivo e há muito teria abandonado o Palácio por ilegitimidade e falta de requisitos para lá obrar.Quantas divisões têm o edifício, quantos quartos, cozinhas e latrinas, quantos empregados, quantos cristais, quantos GNRs e agentes, quantos assessores e mordomias diversas? Se fosse coerente com a necessidade que nos impõe de sacrifícios, Cavaco imitaria o gesto de Mujica (a substância está-lhe vedada, absolutamente) e abria as portas de par-em-par, para que os pobres e sem abrigo lá fossem viver sem o fausto presidencial.Se assumisse ser o que é, uma rainha de Inglaterra em feio e sem trono nem préstimo, partiria para Boliqueime ou, pensando melhor, para uma dessas feiras itinerantes; imagino-o a cobrar bilhetes para a excelsa representação: mostrar a hercúlea façanha de sua Maria Cavaco, a sobreviver com uns meros oitocentos euritos e tadinha, sem poder tocar em qualquer das variadas e gordas reformas de dom Aníbal.Estes gajos, cada vez me capacito mais disso, só aprenderão a lição se conseguirmos enfiar-lhes os princípios grandiloquentes pelo dito cujo acima, ensaboados no estado de direito que querem só para si. [...]



Pela verdade!

2013-08-01T18:17:03.882+01:00

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Cuba, vencerá!

2013-07-31T16:35:46.214+01:00

Em Cuba, longe da ferocidade maniqueísta dos que só vislumbram branco e preto, floresce uma intensa discussão, ideológica, vital, necessária. O que mais me impressiona é a qualidade do debate, a preparação e cuidado dos intervenientes, os argumentos usados, a coragem da análise.
É notória a preocupação com a existência do que designam por "pirâmide social invertida", consequência de medidas tomadas recentemente e do laxismo e mesmo boicote com que a Revolução se defronta. Como Fidel advertiu, num célebre e inesquecível discurso na Universidade de Havana, os inimigos externos não conseguiram, com 54 anos de atentados terroristas, destruir a Revolução, mas o inimigo interno, devidamente financiado pelos EUA, pode destruí-la.



Álvaro Cunhal e as conquistas da Revolução (I)

2013-04-11T15:50:33.726+01:00

                                     Rumo ao socialismoNinguém reflectiu mais profundamente sobre as conquistas da Revolução de Abril do que Álvaro Cunhal que, em obras tão significativas como «A Revolução Portuguesa – o Passado e o Futuro» ou «A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril – a contra-revolução confessa-se», analisou a sua extensão, o seu significado, o seu sentido de futuro. Mas não se limitou apenas a pensar sobre estas conquistas: enquanto Secretário-geral do Partido Comunista Português, o grande partido da Revolução de Abril, foi ele próprio um destacado protagonista dessas transformações, que mudaram por completo a face do País, apontando-o ao socialismo. A 2 de Abril de 1976, fez há poucos dias 37 anos, era aprovada a Constituição da República Portuguesa. No seu preâmbulo sublinhava-se (e sublinha-se ainda!) a decisão do povo português de «defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista». Quase que bastaria esta frase para se perceber a profundidade das transformações operadas na sequência do 25 de Abril, num País que dois anos antes se encontrava ainda subjugado a uma ditadura fascista, com o seu rol de violência, arbitrariedade, obscurantismo e miséria. Mas a Constituição de Abril não se ficava pela proclamação do objectivo supremo da construção do socialismo. Pelo contrário, consagrava os princípios, direitos e garantias que o consubstanciavam, como o direito ao trabalho e a um salário digno; o direito à saúde e à educação públicas e de qualidade e à protecção social no desemprego ou velhice. Mas também o carácter irrevogável da Reforma Agrária, das nacionalizações e do controlo operário; o Poder Local Democrático; a submissão do poder económico ao poder político democrático; a contribuição de Portugal para a Paz, o desarmamento, o respeito pela independência e soberania dos povos.  Como afirmou Álvaro Cunhal num comício do PCP em Odivelas realizado no próprio dia em que a nova Lei Fundamental foi promulgada, ela «consagrou as liberdades e as conquistas fundamentais da Revolução», sendo por isso legítimo considerá-la em si mesma uma «conquista das forças revolucionárias portuguesas, do nosso povo, dos militares do 25 de Abril». O então Secretário-geral do Partido salientava ainda a necessidade de «exigir a todos os reaccionários, a todos aqueles que querem liquidar as liberdades, que cumpram também esta Constituição, que é obrigatória para todos os portugueses».  O resto da história é conhecido. O desrespeito pela Constituição a partir do próprio dia da sua promulgação, sobretudo por alguns daqueles que a aprovaram, como o PS e o PSD, por não terem tido então coragem para fazer outra coisa; a tenaz resistência popular pela sua defesa e efectivação, com os comunistas na primeira linha. Quanto ao futuro, ainda não está escrito. Mas os trabalhadores e o povo terão, com o PCP, uma palavra a dizer. in, AVANTE!, de 11/04/2013 [...]



Editorial do Jornal de Angola

2013-02-25T15:18:03.180+00:00

Portugal e Jonas Savimbi 24 de Fevereiro, 2013 O pesadelo da guerra terminou com a morte de Jonas Savimbi, o traidor da Pátria angolana até ao fim dos seus dias. Mas ontem como hoje ainda há entre nós uma minoria pouco esclarecida que tem saudades do colonialismo que serviu convictamente. Como serviu o “apartheid” e está pronta a servir tudo desde que esteja contra Angola e o seu povo. O mesmo se passa com a desvairada imprensa portuguesa e as elites corruptas políticas e económicas daquele país em profunda crise moral, acossado pelos credores e ao mesmo tempo a exibir tiques imperiais ridículos. Uma parte significativa das elites políticas corruptas e intelectuais portuguesas fez tudo para que Angola não fosse um país independente. Se o plano aprovado na ilha do Sal por Spínola, Nixon e Mobutu tivesse resultado, hoje as elites portuguesas e a sua imprensa tratavam os angolanos como trataram durante décadas a UNITA. Já a ONU tinha aprovado pesadas sanções contra a organização de Jonas Savimbi e os seus dirigentes e Portugal era ainda um paraíso para os sancionados. A imprensa portuguesa apresentava Savimbi como um herói. Mário Soares, então presidente da República, tratava-o como um amigo e o seu filho João como compadre. Altos dirigentes políticos seguiram o exemplo e curvaram-se reverenciais diante dos servidores do colonialismo e organizados nas forças repressivas do regime de “apartheid” da África do Sul. Nunca a imprensa portuguesa referiu que Savimbi foi um dos carcereiros de Nelson Mandela, ao colaborar com o regime racista da África do Sul. Ou que pôs as suas armas ao serviço da sangrenta guerra colonial. Os dirigentes da UNITA andaram décadas por Lisboa a traficar armas e diamantes e a tratar das suas negociatas criminosas. Mas nunca a Procuradoria-Geral da República Portuguesa ou os serviços de combate ao banditismo investigaram os traficantes e criminosos que circulavam livremente em Portugal. Muito menos os raptores e assassinos de cidadãos portugueses que viviam em Angola. Antes pelo contrário, muitos foram premiados com a atribuição da nacionalidade portuguesa e integrados em instituições e sociedades secretas para ficarem melhor protegidos. Qualquer jornalista português sabe disso, mas todos se calaram. O império mediático português foi sempre um fiel servidor de Jonas Savimbi. Os jornais e canais de televisão do senhor Pinto Balsemão trataram a rede criminosa como se os seus membros fossem os seus heróis. Savimbi escolhia a dedo os jornalistas portugueses necessários às acções de propaganda para a guerra em Angola. Os nomes dos jornalistas a quem Savimbi pagava os seus serviços são conhecidos e continuam activos nas redacções. Mas mantêm um silêncio cúmplice até hoje. Alguns estão agora em lugares-chave das grandes empresas e passaram a ter como nova tarefa prejudicar ao máximo as relações luso-angolanas. Já o escrevi aqui e volto a repetir: a imprensa portuguesa foi responsável pelo prolongamento da guerra em Angola e as elites corruptas portuguesas apenas se servem dos angolanos. Por trás estimulam ataques violentos contra quem lhes dá a mão e oferece amizade desinteressada. Continuamos a lidar com uma chocante falta de carácter. Um antigo ministro da Defesa português, Castro Caldas, voltou a pôr a mão na ferida. Confirmou o que todos sabíamos: Jonas Savimbi e a UNITA foram agentes das autoridades coloniais portuguesas, que armaram, municiaram e financiaram as suas operações para impedir a libertação de Angola. Pensava eu que face a mais esta confirmação oficial da traição, a actual direcção da UNITA fosse rever a sua posição de continuar a apresentar o fundador do partido como um patriota. Mas nada aconteceu. O [...]



Um Povo Resignado e Dois Partidos sem Ideias

2013-02-05T16:27:12.938+00:00

Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.

Guerra Junqueiro, in 'Pátria (1896)'





Também por isto, AMO CUBA!

2013-02-02T20:29:23.412+00:00

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Os alunos cubanos tiram notas muito mais altas em exames internacionais que as crianças de outros países latino-americanos, incluindo o Brasil. "A educação de Cuba oferece à maioria dos alunos uma educação básica que somente crianças de classe média alta recebem em outros países da America Latina", explica o economista Martin Carnoy, da Universidade de Stanford (EUA), que conduziu um estudo comparativo entre os sistemas educacionais do Brasil, Chile e Cuba.

Carnoy foi a campo e colheu evidências que jogam luz sobre os principais problemas brasileiros. O resultado é o livro A vantagem acadêmica de Cuba - Por que seus alunos vão melhor na escola, publicado no Brasil pela Ediouro. Nele, Carnoy mostra que o ótimo desempenho dos estudantes cubanos é resultado de um sistema educacional que dá oportunidades iguais para todos os alunos, que estudam em um ambiente mais seguro e menos desigual que o brasileiro. 

O economista filmou salas de aula em Cuba e no Brasil e cronometrou o tempo dedicado a explicação dos conteúdos pelos professores. Assim, procurou entender como uma sociedade com renda per capita menor que a brasileira consegue promover uma educação de muito melhor qualidade para todos os jovens de sua população. Suas descobertas provam que é possível avançar. "Embora nem tudo em Cuba seja transferível para outras sociedades, acredito que as lições são claras", explica o especialista. Para ele, os principais ensinamentos da experiência cubana são o recrutamento dos melhores alunos do ensino médio para o magistério, as boas escolas de formação de professores, a garantia de que os alunos são saudáveis e estão bem alimentados e o sistema de supervisão dos professores, voltado para a melhoria do ensino. 



Ao Fernando Samuel

2013-02-25T15:20:25.004+00:00

"Vasco conservou-se calado. Ouviu o amigo com uma atenção ansiosa, fixando-lhe os olhos. Depois, com uma voz tão baixa que parece dirigir-se apenas a si próprio, murmura: Conhecer-te foi a maior felicidade da minha vida... podes crer, eu esperava por ti, sabia que, em qualquer parte do mundo, tu existias... e foi bom ver-te chegar, com a tua amizade total, com o teu riso aberto, com os teus livros dentro da camisa, com a tua timidez exposta, com as tuas convicções fortes, com essa força interior que conforta todos os que te conhecem. Quando te vi chegar, soube que tinha chegado o meu amigo, aquele em quem eu confio mais do que em mim próprio, a quem confidenciarei tudo o que jamais direi seja a quem for...
 Interrompe-o Francisco, procurando disfarçar a comoção: Se continuas assim, fazes-me chorar. Vasco põe um sorriso terno: Chora, então, porque eu vou continuar..."

O Caminho das Aves, de José Casanova



¿Maltrato a las mujeres? Ellas se lo buscan

2013-01-04T17:53:23.968+00:00

¿El ‘feminicidio?’. Es culpa de las mujeres. Este sería el resumen de un texto que apareció colgado el día de Navidad en la puerta de la iglesia de San Terenza, una pequeña localidad del norte de Italia. Aunque esta mañana el texto ha desaparecido de la parroquia, el párroco, Don Piero Corsi, ha confirmado a los medios de comunicación que comparte una por una las afirmaciones mostradas en el texto.
 
El documento es en realidad una revisión crítica de la carta apostólica ‘Mulieris dignitatem’ de Juan Pablo II sobre la dignidad y la vocación de la mujer, que fue publicada recientemente por el sitio Pontifex. Lo grave, según han denunciado hoy las organizaciones de lucha contra el maltrato de la mujer, es que sea apoyada y compartida públicamente por un párroco.
 
“¿Es posible que los hombres se hayan vuelto locos? No lo creemos. El hecho es que las mujeres provocan cada vez más a menudo, caen en la arrogancia, se creen autosuficientes y terminan por exasperar las tensiones existentes. Ellas se lo buscan”, se lee en el texto.
 
Por culpa de las mujeres, en definitiva, “los niños son abandonados a su suerte, las casas están sucias, los platos encima de la mesa fríos…”, y ellas, y no sus parejas, son las culpables de la violencia doméstica. Según el autor del texto la violencia de género no es más que una invención de los medios de comunicación. Una provocación en un país donde solo en 2012 se contabilizaron al menos cien asesinatos de mujeres a manos de sus parejas o ex parejas.
 
Las reacciones a la provocación del párroco han sido instantáneas. Un grupo de mujeres pertenecientes a la junta del ayuntamiento de la localidad donde se encuentra la iglesia han firmado un documento en el que denuncian las palabras del sacerdote y se preguntan por qué un cura no ayuda a su propia comunidad a buscar “soluciones y respuestas exhaustivas” en lugar de publicar artículos sobre la violencia contra la mujer “inaceptables”.
 
Los responsables del teléfono de ayuda a la mujer maltratada han ido más lejos y han pedido públicamente la reprobación oficial del religioso y la intervención del Papa. Gabriella Carnieri Moscatelli, presidenta del Teléfono Rosa, ha definido el mensaje de Don Piero “intolerable” y una “instigación al comportamiento violento contra las mujeres”.
 
Entrevistado esta mañana en un programa de la radio pública italiana, Don Piero no ha querido responder a las preguntas del periodista y ha cortado la comunicación cuando se le ha preguntado por su opinión acerca del maltrato a la mujer, pero el documento ha desaparecido hoy mismo de la puerta de la iglesia.
 
No es la primera vez que este cura se encuentra en el centro de la polémica. Hace varios meses su nombre ocupó la primera página de la prensa cuando colgó las viñetas de Mahoma, consideradas ofensivas por los musulmanes, que provocaron episodios de violencia en todo el mundo.









O burlão e os garotos de programa

2012-12-27T15:37:43.749+00:00

O que vale agora é cascar no homem: nem da ONU, nem da universidade inexistente, de nada. Nem sequer interessa se o que nos disse, em sucessivas intervenções, pela verdade e competência evidenciadas, minora, ao menos, o que invocou ser para o poder dizer.
Condenado, já está! Sem apelo nem agravo. Pelos mesmíssimos jornalistas, na generalidade meros garotos de programa do poder instituído, que para defenderem um pedófilo tanto grasnaram pela presunção de inocência. Jornalistas? Não! Garotos bem pagos e com programa.



O mito do tonto

2013-10-04T17:19:17.920+01:00

Vi hoje na RTP, enojado, uma peça tristíssima, laudatória até ao vómito, destinada a alimentar no povo o que Fernando Dacosta entende como muito necessário, o mito, neste caso, de Sá Carneiro. Francisco Sá Carneiro foi dirigente do PPD, depois de Abril de 1974. Antes disso, foi deputado à Assembleia Nacional Fascista, onde desempenhou um papel importante, designadamente ajudando a passar do regime uma imagem de abertura que os cárceres fascistas internamente desmentiam.

Pode dizer-se que de facto apresentou projectos de lei visando a democracia. Isso é inegável. Foi sendo derrotado e decidiu demitir-se. Depois de Abril, o que mais recordo é a aversão ao projecto de democracia perfilhado pelo MFA e o ódio que nutria pelos comunistas. Tanto ódio levou-o a apoiar um fascista, director de campo de concentração, à presidência da República. A sua morte, nas condições trágicas em que ocorreu, contribuiu para o culto de personalidade que por todo o país multiplicou referências ao falecido.

Enquanto os comunistas o criticavam e lhe exigiam responsabilidades pelo que fazia a nível político, Mário Soares e outras consciências de idêntica dimensão, de forma canalha e oportunista, usaram a sua vida pessoal. Com convém às encomendas, sobretudo às bem pagas, nem uma palavra sobre a denúncia pública e sustentada da dívida de 33 000 contos à Banca, contraída pelos irmãos Sá Carneiro nem às sucessivas fracturas no PPD. Tudo um mar de rosas. 

Com Fernando Dacosta, Maria João Avillez ( que de forma racista teve a ousadia de afirmar, fazendo paralelismo com as uvas "este foi um português de boa cepa",) e outros parodiantes, a História tornou-se fábula. De tão apologética, ficou ridícula e diminuiu o visado. Mas desde que se entretenha o povo...




Mensagem de Fídel Castro

2012-12-23T15:25:39.299+00:00

Todos los revolucionarios cubanos somos martianos y bolivarianosFidel Castro RuzCarta del Comandante en Jefe Fidel Castro Ruz a Nicolás Maduro, leída en el acto conmemorativo por 8vo Aniversario de la ALBA.Querido Nicolás Maduro:Con motivo de los aniversarios que ustedes celebran hoy deseo expresar lo siguiente, la ausencia del Presidente electo por más de 8 millones de venezolanos nos conmueve a todos.Conocí a Hugo Chávez hace exactamente 18 años, alguien lo invitó a Cuba y él aceptó la invitación. Me contó que tenía la idea de solicitar una entrevista conmigo, lejos estaba de imaginarme que aquellos militares tildados de golpistas por las agencias cablegráficas, que con tanta discreción durante años sembraron sus ideas, era un grupo selecto de revolucionarios bolivarianos.Esperé a Chávez en el aeropuerto, lo conduje al lugar de su hospedaje y conversé con él durante horas intercambiando ideas. El día siguiente en el Aula Magna de la Universidad de La Habana cada cual expresó sus ideas.Nuestras concepciones difieren en aspectos que son ajenos de los conceptos y principios políticos y de las cuales ni siquiera hablamos. Nuestra cooperación médica en venezuela comenzó a raíz de la tragedia de Vargas, en la que miles de personas murieron como consecuencia del abandono y la imprevisión donde vivía la población más pobre de ese estado.Venezuela por su parte, ha sido especialmente solidaria con los pueblos del Caribe, Centroamérica y Sudamérica. Desarrolló fuertes vínculos con Bolivia, Ecuador, Brasil, Uruguay, Argentina y otros. Ha cultivado relaciones con Rusia, Belarus, Ucrania y otras repúblicas de la antigua URSS. No olvida a Palestina ni a Libia. Presta atención a sus vínculos económicos y a las relaciones políticas con China, es solidario con los pueblos de África. Practica una política de paz con todos los países.El nombre de Hugo Chávez se admira y respeta en el mundo entero. Todos, e incluso muchos de los adversarios, le desean un pronto restablecimiento. Los médicos luchan con optimismo por este objetivo.Como se conoce, todos los revolucionarios cubanos somos martianos y bolivarianos. Tengo la seguridad de que ustedes con él y aún por dolorosa que fuese la ausencia de él serían capaces de continuar su obra.Viva Hugo Chávez. Hasta la victoria siempre.Sábado, 15 de Diciembre de 2012 (10:21 pm)[...]



Terrorismo social

2012-08-22T17:54:52.586+01:00

O governo PSD/CDS pratica o terrorismo social tão do agrado de todas as direitas. Precariza vínculos laborais, facilita e promove milhares de despedimentos, retira prestações sociais elementares, caustica os que mais sofrem com o aumento de preços de produtos essenciais,
aumenta as rendas e facilita os despejos, dificulta o acesso ao crédito para aquisição de habitação própria, cerceia o acesso à saúde, educação, justiça e cultura a crescente número de portugueses; rouba e aliena património nacional apostado em imitar o governo do dotador Pinochet.

Enquanto impávido, hipócrita e cruel desenvolve estas malfeitorias, rouba salários e subsídios de férias e de Natal e entrega o produto do seu ofício criminoso aos bancos e especuladores financeiros. Destrói, na senda de Mário Soares e Cavaco Silva, o potencial produtivo nacional e mima com desvelo os empresários de vão de escada.

Se é verdade que adquiriu legitimidade para governar através de eleições - profundamente viciadas por vigaristas que, ao serviço da troika ps/psd/cds, vendem por atacado a banha da cobra do pensamento único - tendo feito dos resultados eleitorais um uso manifestamente reprovável, não só incumprindo o que prometeram como fazendo o que não submeteram a sufrágio, tal legitimidade eclipsou-se rapidamente.

É pois um governo mentiroso, vigarista e ilegítimo, cuja substituição se impõe. Aos que tanto têm resistido à corja governamental, de sindicalistas a estudantes, de gente sem partido aos militantes do PCP, devemos estar gratos. Sem o seu abnegado esforço, sem a sua consequente coragem e sacrifício estaríamos bem pior.



Sobre a moral

2012-08-07T16:07:24.517+01:00



"O confronto entre os princípios dos grandes grupos morais tem particular interesse. E este processo (o processo em que Álvaro Cunhal estava a ser julgado) oferece um exemplo vivo dessas divergências e contrastes. entre a defesa e a acusação neste processo chocam-se na verdade dois mundos morais. O nosso dita-nos as seguintes regras: "Não trair os amigos nem quem em nós confiou"; "ser devotado na defesa das próprias ideias"; "sobrepor sempre o bem colectivo à sorte pessoal". Mas, na acusação, na intimidação que está por detrás da acusação, estão implícitas outras regras morais: aquela que indica e incita à traição dos próprios amigos e ideias; aquela que indica e incita a pôr no mercado, como qualquer outra mercadoria, as acções e os princípios. Deixamos para os nossos adversários tais regras morais. A nossa moral é incomparavelmente superior.

Deste processo e deste julgamento sairemos moralmente vitoriosos. Isso nos basta."

Álvaro Cunhal, in Obras Escolhidas, Tomo II, pp 213, ed. Avante!



0 Comentários

2012-07-23T14:13:34.666+01:00

Devota e ordeira, a comunicação social dominante noticia, até à exaustão, a morte de um mercenário cubano, num acidente de viação, quando viajava na companhia de um dirigente do PP espanhol. Que terrível e inepta deve ser a ditadura cubana: não apenas permite que estes facínoras se movimentem à vontade, como aceita que o façam concertadamente com os que lhes pagam o trabalho sujo. A não ser que seja apenas pérfida. E que tal permissão sirva afinal para que entendamos o que o povo traduz de forma simples: diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Por mim, que não desejo a morte a ninguém, diria à guisa de epitáfio: morreu um grande filho de puta!



Jornal «Avante!» - Opinião - No bom caminho

2012-07-06T11:49:09.587+01:00

Diz a notícia: «furtos para comer disparam nos supermercados» - e explica que «o número de pessoas que roubam comida nos supermercados aumenta todos os dias».
Pão, leite, bacalhau, carne, peixe, queijo, salsichas, atum, chouriço e fiambre estão entre os produtos mais visados pelos que deles necessitam como de pão para a boca.
Diz, ainda, a notícia que as pessoas que «roubam para matar a fome» eram, até há um ano atrás, em regra, «idosos com baixas reformas» - e eram esses os «suspeitos» sobre os quais recaía a cerrada vigilância nos supermercados. Todavia, um ano após a ocupação do País pela troika FMI/UE/BCE, «já não há clientes insuspeitos» - isto porque, entre os que, actualmente, «roubam para comer», há cada vez mais «pessoas bem vestidas, da classe média, que até trabalham, mas o que ganham não chega para alimentar a família».
Os que têm a infelicidade de ser apanhados, são regra geral submetidos a julgamento imediato e, desde logo, condenados a pagar multas (quem é que diz que a Justiça não é célere?...)
A notícia não diz como é que esses condenados, que não têm dinheiro para comer, o arranjam para pagar as multas. Mas também para isso a Justiça há-de ter soluções céleres...
«Roubar para matar a fome»: eis uma das imagens de marca de Portugal após trinta e seis anos de política de direita praticada pela troika PS/PSD/CDS – com a preciosa ajuda, de há um ano para cá, da troika ocupante.
Mas não nos preocupemos: as troikas zelam por nós. E para resolver este e todos os outros problemas existentes, elas têm uma solução de eficácia garantida: assegurar a «estabilidade» - que é uma das filhas da ordem natural das coisas, a tal que nos ensina que ricos e pobres sempre houve e há-de haver... – de forma a garantir o prosseguimento da mesma política de direita que conduziu à situação actual e a assegurar a continuação da concentração da riqueza nas mãos de uns poucos e o alastrar da pobreza, da miséria e da fome por milhões de portugueses – para os quais restará sempre o caminho de «roubar para comer» e (ou) de estender a mão à outra filha da ordem natural das coisas: a caridade...
Tudo isto a confirmar que, como os troikistas não se cansam de repetir, Portugal «vai no bom caminho».


José Casanova, Avante de 5/07/2012