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Linezolide, cura e não faz mal ao rim!



à falta de blogs farmacêuticos, cá vai uma tentativa...



Last Build Date: Tue, 07 Oct 2014 01:44:42 +0000

 



Saudades de ser estagiário

Wed, 18 May 2011 22:20:00 +0000

Parece que as coisas começam a mudar: seja porque motivos forem, a Lusa refere que foram assinados protocolos entre a Apifarma e a OF para que comecem a ser feitos estágios curriculares na indústria farmacêutica!
Finalmente os estágios curriculares não ficam limitados à farmácia comunitária e hospitalar. Já só faltam os estágios em análises clínicas!



Descanso

Mon, 16 May 2011 22:25:00 +0000

Parece que hoje uma notícia do jornal público veio dizer que as pessoas que tomam produtos naturais comprados em dietéticas e ervanárias podem ficar descansadas, que a entrada em vigor da directiva 2004/24/CE não se aplica em Portugal. Isto pelos vistos garante o Infarmed, visto que a maioria destes produtos está notificado em Portugal como suplementos alimentares!

Será mesmo que devo ficar descansado?



Ora vamos lá tirar as teias de aranha do estaminé!

Fri, 04 Mar 2011 20:19:00 +0000

O post do colega e amigo riacrdoo foi um incentivo que eu há muito *esperava*. Confesso que embora tenha continuado mais ou menos activa nisto dos blogs, não continuei activa com este estaminé. Este pontapé de (re-)arranque, foi um bom pretexto para cá voltar e deixar uma nota ou outra.

Certamente que se seguirão uns "facelifts" ao nosso cantinho, mas por enquanto queria só deixar uma nota mais farmacêutica neste blog, que afinal de contas, sempre teve o objectivo de deixar um contributo farmacêutico no panorama blogoesférico (blogger ou não) português.

O que se passa por estas paragens britânicas em termos de indústria R&D (sim, aquela a que eu aspiro/aspirava eventualmente fazer parte...) é triste. Um panorama de fecho de sites das big pharma.
No ano passado, por esta altura, a AstraZeneca anunciou o fecho do centro de investigação de Loughborough, que fica a sul de Nottingham. Ainda está em processo de fecho até ao final de este ano, e creio que muitas pessoas já sairam de lá ou para outros empregos noutras companhias, ou empregos similares dentro da AZ, num dos outros centros de investigação (Macclesfield ou Alderly Park).

Já este ano, em princípios de Fevereiro, a Pfizer anunciou o fecho do centro de R&D em Sandwich, Kent. Dizem as notícias que este centro era o maior a nível Europeu entre as big pharma e o único da Pfizer para a Europa.

Só nestes dois centros, estamos a falar de mais de 4000 funcionários (na maioria, cientistas especializados), a serem despedidos ou re-colocados noutras funções dentro da mesma empresa. Quanto à última opção, este processo normalmente inclui mudança não só de emprego mas também em termos geográficos, coisa que muitas vezes é impeditiva pois são muitos os funcionários com famílias, já a viver à muitos anos na mesma região. Logo, a maioria até prefere investir em procurar emprego na mesma região onde vive, do que se sujeitar à re-colocação. De mencionar que os esquemas de lay-off incluem planos de indemnização pré-negociados...

O que eu sei é que tenho muitos colegas já doutorados e outros prestes a defender a tese, a roer as unhas de preocupação e perguntando-se a si próprios "para onde vou a seguir ao doutoramento?".

Pelo lado académico, o David Cameron e o Nick Clegg deixaram a mensagem bem clara, através do sr. George Osborne: UK CUTS. Não há nada que escape. Incluíndo o UK Film Council (sim, isto é do ramo das artes, mas é mesmo para que vejam que isto dos cuts toca a todos!). Dinheiro para pagar investigação científica académica também diminui (cerca de 10%, dizem eles)...


Além disto, já comecei a ouvir colegas do meu ano ou até de anos posteriores a afirmar a sua solução para uma eventual dificuldade em arranjar emprego na área científica: "ah, volto para a farmácia. Uma vida simples, estável e sem grandes preocupações". Será assim?




Boas ideias

Thu, 03 Mar 2011 22:26:00 +0000

Bom, parece que este blog anda cheio de teias de aranha, há tanto tempo que nada por aqui se passa...

A ver se conseguimos retomar isto e por ordem na casa!

Primeiro que tudo, uma das melhores ideias que já vi no mundo farmacêutico, pela originalidade do produto e por nos relembrar que as plantas ainda têm muito que nos ensinar.

(image)













Qutenza - capsaícina 8%

Este penso transdérmico de capsaícina a 8% (tenham em atenção o acento que recai na antepenúltima sílaba, capsaícina) contém nada mais nada menos que a principal substância química que é resposável pelo "picante" dos chilis! Está indicado no tratamento das neuropatias periféricas não diabéticas, e recomenda-se uma aplicação de 3 em 3 meses (nos casos em que a dor persistir ou reaparecer).
Funciona por activação dos receptores nociceptivos e promovendo a sua "dessensibilização" para novos estímulos durante algumas semanas.

Simples e bonito!



Ainda continua

Thu, 05 Feb 2009 20:56:00 +0000

Infelizmente é um lado da sociedade e das notícias farmacêuticas que raramente se discute. Claro que chama a atenção dos media, mas não há discussão séria do que se passa.
Vai fazer um ano que a farmácia onde estive foi assaltada à mão armada, para nunca mais se saber do destino dos assaltantes (muito menos do dinheiro roubado).
É incrível que ainda continue. Muito provavelmente a tendência será para continuar, se a crise se intensificar.



Cómico...

Thu, 05 Feb 2009 16:56:00 +0000

Nesta notícia, lê-se

"A APIFARMA celebrou ontem, num jantar no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, o seu 70º aniversário. O ambiente era de festa, mas João Almeida Lopes não esqueceu o momento difícil que a Indústria atravessa no seu discurso."

Mas a Indústria atravessa um momento difícil no seu discurso?

Sim, já sei, estou a ser mais papista que o Papa, mas tenham dó e escrevam frases de jeito!...

(e o título é completamente parvo, a palavra "crise" agora é motivo para os títulos mais ridículos!! festa em tempo de crise uuuh)



Corre mal, mas muito mal!

Thu, 27 Nov 2008 21:25:00 +0000

Algo vai muito mal com a OF.

A ler aqui.

E aqui.

Como é que se deixa chegar uma OF a este ponto?

Qual é o nosso "poder" enquanto membros para mudar a presente situação?



Mitos farmacêuticos

Sun, 02 Nov 2008 18:14:00 +0000

Volta e meia no meu local de trabalho questionamo-nos sobre pequenas dúvidas farmacêuticas que nos surgem ao longo dos dias. Nesta última semana descobrimos mais um mito de farmácia.

Alguns dos nossos colegas já se indagaram sobre a diferença entre a lactulose e o lactitol, ambos laxantes osmóticos, o primeiro muito mais usado que o segundo quer a nível hospitalar quer a nível de ambulatório. A razão para escolher entre um ou outro foi nos há muito ensinada: lactitol apenas para diabéticos, já que a lactulose poderia levar a um aumento da glicemia. Mas já agora, como é que a lactulose aumenta a glicemia?

Primeiro que tudo: quer a lactulose quer o lactitol são ambos açucares sintéticos. A sua acção laxante baseia-se na capacidade de atravessarem intactos o intestino delgado e apenas serem degradados no cólon por bactérias comensais. A degradação destes açucares leva à formação de ácidos orgânicos que provocam um aumento de água no lúmen do cólon, e consequentemente ao aumento do volume das fezes.
Realmente, a degradação da lactulose nestas condições pode levar à libertação de galactose e frutose. Porém, a quantidade libertada e absorvida no cólon será sempre pequena, visto que a maior parte será degradada pelas bactérias.

Lendo os RCMs destes dois fármacos, verificamos que nem a lactulose refere ser imprópria para diabéticos, nem que o lactitol é próprio para diabéticos. Refere-se apenas que cinco saquetas de lactulose (cada saqueta possui 15mL) é equivalente a 1/4 de um pão, e que o lactitol é útil para doentes intolerantes à lactose. Ora, a maioria dos doentes faz 3 ou menos saquetas de lactulose por dia.

Aparentemente pelas nossas pesquisas não há qualquer razão para utilizar um ou outro fármaco em diabéticos. Fica-nos o aviso que por vezes as certezas que temos sobre alguns assuntos podem não estar muito correctas!



Renúncia do cargo

Thu, 31 Jul 2008 11:18:00 +0000

A Bastonária da Ordem dos Farmacêuticos renuncia o seu cargo, com efeito a partir do dia de hoje. O motivo de renúncia é a sua saúde.

Ficam aqui os nossos votos de melhoras.



2 anos

Wed, 25 Jun 2008 20:14:00 +0000

O linez fez 2 anos no passado dia 13 de Junho, mas os autores esqueceram-se de comemorar... :D
Quer dizer, eu esqueci-me de comemorar, que a andie estava (e está) lá longe a organizar o seu futuro e faz muito bem em guardar a sua atenção para a planificação da sua vida! :)
Cá vai uma fatia de bolo para os leitores assíduos:

(image)

E ficamos à espera de mais anos como estes!
Obrigado aos leitores!



Fazer Dáders

Sat, 21 Jun 2008 20:13:00 +0000

O método de Dáder é um método de seguimento farmacoterapêutico, desenvolvido pelos nossos colegas espanhóis, para programas de cuidados farmacêuticos. Baseia-se numa entrevista ao doente: nessa entrevista devem-se recolher todos os dados possíveis sobre o doente, nomeadamente os seus problemas de saúde e os medicamentos que toma.
Claro está que o objectivo do trabalho é a identificação de problemas relacionados com os medicamentos (PRM), que poderão estar na origem de resultados negativos de medicamentos(RNM).

Antes de mais ter em atenção que, para os colegas que se formaram na mesma altura que eu, no ano passado mais uma reunião do grupo de Granada veio alterar as nossas definições de PRM e RNM! De certa forma, as definições foram trocadas: principalmente, as diferentes categorias de PRM anteriores, são hoje considerados RNM! Lembram-se dos PRM de tipo 1, 2 et cetera? Por exemplo, o PRM1 era o doente não fazer um medicamento que necessita, o PRM2 o fazer um med que não necessita. Agora, a partir do 3º Consenso de Granada, passam a ser RNM.

Bom, posto isto recentemente disseram-me no meu estaminé que deveria começar a aplicar o método de Dáder em doentes de internamento hospitalar. Diligentemente lá me apliquei nesta nova faceta da minha profissão e comecei a estudar o método de Dáder. Logo me deparei com uma adversidade muito grande: como fazer a entrevista ao doente, o processo-chave deste método?
Não será de certeza fácil fazer perguntas a doentes com sonda naso-gástrica, ou a doentes ventilados. Ou a doentes que de certa forma estão incapazes de falar ou de raciocinar como deve de ser. E ainda mais, perguntar ao doente que medicamentos está a fazer e pedir-lhe para os trazer (o conhecido "saquinho" dos meds) seria demente!
Por outro lado, ignorar duas classes profissionais (médicos e enfermeiros) que lidam diariamente com os doentes seria no mínimo ridículo. Eles conehecem realmente os doentes, os seus problemas de saúde e os meds que tomam. Tal como os farmacêuticos vêem todos os dias as alterações da medicação dos doentes quando validam a prescrição médica.
E avaliar o conhecimento que os doentes têm da medicação? E avaliar o grau de adesão à terapêutica? Poderia eu fazer tais perguntas a um doente, quando a nível de internamento estão lá outros profissionais que avaliam isso diariamente?

É claro que se eu aplicar regras definidas por mim mesmo para fazer seguimentos farmacoterapêuticos segundo o método de Dáder, estaria a alterá-lo profundamente. Se este método está validado, com as minha alterações careceria dessa validação, ou seja, não sei se estaria a fazer um trabalho correcto. Comparar resultados seria difícil, por simples diferenças metedológicas.

Ou seja, é preciso um método de seguimento farmacoterapêutico desenvolvido para um ambiente hospitalar. Pelo menos é a minha conclusão!

Alguém dá ideias??



A motivação

Thu, 29 May 2008 14:30:00 +0000

Ao ler os comentários aqui e aqui, achei que tivesse de partilhar o que vou apresentar no texto abaixo.Talvez faça mal em falar de um caso particular, como é o meu exemplo. Talvez nem tenha nada de interessante a adicionar a este assunto. Mas por alguma razão, a mesma que me compele a querer apresentar esta minha opinião, acho mesmo que tenho de o fazer para trazer alguma informação que penso que até pode ser útil a quem ainda não se licenciou.Licenciei-me da FFUL à quase um ano. Lembro-me de ter entrado no estágio a pensar "bom, agora vou tentar perceber o que é que quero mesmo fazer". É a coisa boa de termos de fazer estágio em farmácia comunitária e em farmácia hospitalar. Apesar do pouco tempo que temos para aprender e habituarmo-nos a tudo, penso que é tempo suficiente para fazermos uma ideia se gostamos ou não dessas opções. Depois do estágio, tive a oportunidade de sair de Portugal e ir "brincar" às investigações científicas com um grupo bem sério e bem respeitado do meio científico inglês. Foi lá que cheguei finalmente à conclusão de que aquele tipo de vida seria o mais interessante para mim. Relacionei tudo o que passei nesses meses com tudo o que vivi antes de escolher o meu curso, tudo o que aprendi nas diversas aulas durante o curso e quando já mais para o final fiz os 2 projectos [em fitoquímica]. Cheguei à conclusão que sou uma felizarda.Eu escolhi Ciências Farmacêuticas na FFUL, como 1ª opção, num papel de candidatura que tinha outras 5 opções completamente diferentes. [por ex, engª agronómica, pois suspirava pela inovação na ciência de produção agrícola; ou química aplicada, pois sempre sonhei com síntese química; ou ainda engª electrotécnica, pois acreditava que conseguiria ser das engªs mais aliciantes em termos de futuro profissional]. Mas a razão pela qual pus CF 1º foi porque meti na cabeça que iria sempre para a indústria, criar novas respostas a problemas emergentes em termos científicos, em termos de investigação e desenvolvimento de novos fármacos.Desiludi-me a meio do curso, pois descobri que isso era uma actividade pouco promovida no nosso país. Durante uns anos meti na cabeça que iria conseguir fazê-lo. Lembro-me quando entrei na Lusomedicamenta, SA, num curto estágio em 2006, e nos papéis das formulações de medicamentos nos dossiers dos produtos que essa empresa fabrica, vi as assinaturas dos "senior scientists" que confirmavam as formulações criadas. Pensei logo que era isso que seria o conceito de indústria para mim. Neste sentido, foi com agrado que vivi esses meses em Bath, todos os dias a meter na cabeça que vou conseguir ter um papel preponderante na ciência farmacêutica.Reparei em duas coisas importantes: 1º a minha motivação realmente existe desde o primeiro momento em que me inscrevi na FFUL, e foi também por isso que me propus sempre em projecto [onde tive o maior prazer de trabalhar numa área como a fitoquímica, e de trabalhar com a Professora Maria José Umbelino e, na altura, a sua doutoranda]; 2º o curso na FFUL deu-me uma bagagem enorme, tanto em prática laboratorial como em teoria, para que eu possa pegar nisso tudo que aprendi e levar comigo para onde quer que queira trabalhar. [Embora eu ainda tenha tido até ao final do 5º ano o plano curricular estabelecido em 1989, já usufrui da conclusão do curso como Mestrado Integrado].Isto são duas sensações que eu ADORARIA que todos os licenciados tivessem no final dos seus cursos. Tirar um curso não é só para fazer estatística, nem farol! :)Até posso vir a desiludir-me com as minhas opções de agora (embora ache difícil, tenho de assumir a probabilidade). Agora sei bem o que não quero. E isso é importante.[fui muito lamechas??] ;-)[...]



Opiniões, discussão e Farmácia

Thu, 29 May 2008 12:33:00 +0000

Para maior divulgação das ideias e opiniões sobre todos os aspectos que tocam a Ciências Farmacêuticas, criou-se o Grupo Farmacêuticos.

Basta ter uma conta no gmail.com para se poder juntar ao grupo.

Colaborem! :)



Opiniões II

Tue, 27 May 2008 22:02:00 +0000

Vou juntar mais um pouco de lenha à fogueira que é este post e os seus comentários!

Ora bem: há uns 2 anos, estava eu no 5º da faculdade, decidi participar nas campanhas de sensibilização para a profissão farmacêutica organizadas pela aefful (aproveitando para volatr de novo à minha escola secundária). Sinceramente, a ideia com que fiquei foi que a geração de então não era muito diferente da "minha" geração na situação de escolher um curso superior. Havia alunos mais interesados que faziam perguntas e outros que gostaram simplesmente porque tiveram menos aulas, mas todos acharam que era um bom curso e bastante diversificado. Alguns deles ficaram surpreendidos com algumas saídas profissionais (e.g. a área de cosmética, tive de ir buscar o clássico exemplo da mayonaise para explicar como se faz um creme!), mas todos elas na altura reclamaram da média elevada para entrar no curso.
A ideia com que fiquei foi que ninguém faz a escolha de um curso superior com uma ideia muito definida. A não ser que tenho um contacto muito directo com a profissão que decorre desse curso superior, a decisão é muito feita por aquilo que se "acha" que é o curso e o que se "acha" do que é a saída profissional. Faço o repto ao boticário: como foi na sua altura? Também havia campanhas nos liceus para sensibilizar os estudantes para a carreira farmacêutica?

Quanto ao tema da imagem do farmacêutico na sociedade, seja qual for a valência na qual trabalhamos, tudo depende de nós próprios. Não é só nas farmácias comunitárias que há maus exemplos: se eu quisesse passaria o dia todo no hospital onde trabalho a carregar na tecla F10, para validar rapidamente as prescrições dos médicos, e inibir-me de fazer intervenções junto do pessoal clínico.
Mas mais uma vez, acho que o problema somos nós próprios: somos nós que temos de "puxar" pela nossa imagem, temos de dar uma imagem de credibilidade à nossa profissão. Deveríamos criar na sociedade em global a consciência de que somos os profissionais do medicamento. Coisa, que na minha opinião deveria ser feita principalmente pela Ordem dos Farmacêuticos, exigindo a todos nós um trabalho de excelência nas nossas actividades diárias.



Opiniões

Mon, 26 May 2008 22:17:00 +0000

Quando li hoje o boticário de província, leitura assídua especialmente desde que o adicionei ao meu google reader [sim, um momento de internet geek], o seu último post puxou-me o coração para reanimar este meu querido linezolide.[as notícias não páram, e eu tenho tido demasiadas distracções]Bom, resumindo e concluíndo, o que me traz a este post hoje é exactamente o re-blog deste post aqui.E aproveito para também neste blog publicar a minha opinião em relação ao que se discute por aqueles lados...Embora compreenda as preocupações de se realmente informar melhor a população pré-universitária acerca do que é de facto o curso de Ciências Farmacêuticas, eu devo referir dois pontos.1º penso que a população pré-universitária de hoje está indubitavelmente mais inconsciente das decisões que tem de tomar do que em comparação à minha geração (aqueles que ingressaram à 7 anos num curso universitário). Os jovens pré-univ estão cada vez mais infantilizados. Óbvio que não podemos generalizar, mas podemos constatar isto, partindo de casos como a falta de educação cívica nas escolas secundárias que hoje em dia se verifica. Isto é um ponto importante, na minha opinião, a ser considerado. A maturidade tem um papel preponderante na escolha de um curso. Penso que uma maior informação é necessária, claro. Cada curso tem de saber vender o seu "peixe". Mas perante a imaturidade do aluno e a falta de acompanhamento cívico por parte dos pais, não compreendo como é que esperam que as gerações de hoje consigam vingar com boas escolhas na universidade, se no liceu são autênticas crianças egoístas e embirrentas?2º Quando me candidatei à universidade, como disse anteriormente, à 7 anos atrás, lembro-me de deparar-me com os cursos de Engenharia Biomédica e/ou equivalentes tanto no IST como na FCUNL. Facilmente se via que as médias de entrada nestes cursos eram inflaccionadas. Isto porque uma percentagem (talvez a maioria) dos alunos que entravam, tinham escolhido em última opção num rol de opções onde Medicina era prevalente.O mesmo se passou com Ciências Farmacêuticas (CF) não só no meu ano de entrada, como em anos anteriores. Talvez tenha diminuído ao longo dos anos, pois criaram-se estes curso que "diluem" as entradas de alunos em CF. Esta opinião, de que uma larga % de alunos caloiros em CF na realidade até queriam medicina, já foi aqui referida.A minha questão é: Portugal tem uma liberalização, quanto a mim disparatada, em termos de criação de cursos universitários. São cursos que não têm qualquer reflexo no mercado de emprego! Um país tão pequeno, não só em tamanho territorial, como em visões futuras de criar oportunidades, nunca percebi como é que consegue ter tanto curso! No final, geram-se mais desempregados. OU pior, pessoas que não têm oportunidade de arranjar emprgo na sua área, pois as áreas não são assim tão versáteis, e vêem-se obrigados a acomodar-se a empregos totalmente diferentes da sua área de formação.Apesar de tudo, em ciências farmacêuticas (ou farmácia, falando de modo mais geral), os licenciados não têm esta preocupação. Até hoje sabemos sempre que havemos de ter oportunidade de emprego nesta vasta área de farmácia.[Ou então não! o meu caso e o de muitos que como eu não querem trabalhar nos empregos de comunitária, indústria, hospitalar ou análises, mas sim enveredar por um ramo mais científico, vêem-se preocupados com o seu futuro. Pelo menos eu estou.]A auto-análise que os colegas que inciaram este debate fizeram é sinal de que se tem consciência desta "cogumelização" de cursos que não encaixam na realidade Portuguesa [...]



Finanças farmacêuticas

Sun, 11 May 2008 19:29:00 +0000

Actualmente a minha entidade empregadora estabeleceu novas funções para mim, decidindo atribuir-me em co-tutela a área de ensaios clínicos.
Entre as variadíssimas reuniões que temos de ter com monitores de ensaios e médicos (principalmente no início dos ensaios), boa parte do nosso trabalho centra-se na manutenção do dossier da farmácia, que centraliza muita informação.
Ora, entre os documentos que devem constituir um dossier de farmácia de um ensaio clínico deve estar o acordo financeiro!

Este acordo financeiro estabelece as contrapartidas financeiras entre o promotor e a instituição que acolhe o ensaio:
- quanto é que se paga pelos exames efectuados;
- quanto é que o hospital recebe pelos custos administrativos;
- quanto é que paga de honorários à equipa de investigação.

Acontece que a parte farmacêutica da equipa de investigação é sistematicamente encapotada nestes acordos, pelo que dinheiro nenhum chega à farmácia. Mesmo que haja referência aos farmacêuticos participantes nos ensaios, geralmente a sua parte nunca é individualizada nos acordos e é deduzida do "bolo" (chamemos-lhe assim) que é entregue ao hospital.
E nós até temos um papel importante, somos nós que controlamos todo o circuito do medicamento experimental, desde a recepção até à dispensa ao doente.

Concluindo: trabalhamos para empresas privadas e não recebemos propriamente nada por este trabalho adicional. Para quando a remuneração devida?



Pet Project

Mon, 05 May 2008 12:10:00 +0000

Li hoje aqui esta notícia que parece uma boa notícia.
Mas, por momentos pensei: "onde será que vão instalar este projecto?"

Bom, e parece que a minha pergunta tinha razão de ser e também uma resposta. Se bem que a resposta só virá no final do mês de Maio, já há candidatos: Polónia, Espanha, Hungria e uma parceria Áustria-Eslováquia.

Para este projecto, pet project do Presidente da Comissão Europeia, está previsto um investimento de cerca de 309 milhões € até 2013 pela própria UE, sendo que o restante investimento é privado e rondará os 2,9 mil milhões €.
A ideia principal é criar um grande avanço europeu na investigação médica, na área da saúde, com vista no desenvolvimento de maior número de novos medicamentos, melhorando os existentes, investindo em novas tecnologias e sobretudo fazer tudo isto de um modo mais rápido e eficiente. Pois é necessário "apanhar" o avanço que os países como os USA, a Índia, a China e o Japão já levam nesta área.

Interessante no artigo da FT é saber por que razões é que os respectivos países candidatos acham que devem ser escolhidos.

Portugal está fora da corrida. Porquê? Aceito sugestões.



Degenerescência macular relacionada com a idade

Sun, 20 Apr 2008 15:17:00 +0000

Há dias no meu local de trabalho tivemos uma sessão de esclarecimento sobre um novo medicamento aprovado para a degenerescência macular relacionada com a idade (DMI).

Assim em palavras muito rápidas: o que é a DMI? Consiste numa perda de visão provocada pela degenerescência da região da retina chamada mácula. Essa degenerescência é muitas vezes provocada pela proliferação de vasos sanguíneos e deposição de colesterol (isto na versão húmida), que ao alterar a estrutura da retina levam à deterioração da visão. En savoir plus, cliquez ici
Ora, este novo medicamento de seu nome ranimizumab (cujo nome comercial é o Lucentis®) foi precisamente aprovado para esta patologia no ano passado, por procedimento centralizado a nível da EMEA. Até agora, o que se utilizava era o bevacizumab (Avastin®): ambos são fármacos anti-VEGF, o primeiro a fracção Fab de um anticorpo monoclonal, enquanto que o bevacizumab é um Ac monoclonal completo. São efectuadas injecções intravítreas de 50μL.

Interessantes são os seguintes factos: o bevacizumab não tem indicação para este tratamento (utilização off-label), mas o seu custo é virtualmente 0€, visto que se utiliza as sobras das ampolas abertas para tratamentos indicados (algumas neoplasias). Já o ranimizumab, que tem apenas esta indicação aprovada em RCM, cada ampola de 230 μL custa cerca de 2000€...
Fica-se aqui com um dilema: usar um fármaco sem indicação aprovada mas que não custa nada, ou usa-se um outro que é indicado, mas que é extremamente caro?



Tempo de Dados e Informação

Mon, 14 Apr 2008 12:53:00 +0000

Fui confrontada na farmácia por uma utente um-tanto-ou-quanto informada sobre o programa Xponent implementado pela IMS Health, em parceria com a ANF e obviamente as farmácias associadas que aceitaram a proposta da ANF.Podem ler aqui o que se passa com este programa. [um post que explicita suficientemente bem o que se passa com este novo programa de recolha de dados]As farmácias não ficam com a informação, pois é enviada por modem à base de dados, através da ligação de internet que a Consiste ® fornece às farmácias (farmalink ®). O retorno às farmácias por estarem a fornecer os dados é feito na forma de desconto no pagamento mensal dessa ligação de internet. Claro que o desconto só é dado se a farmácia atingir um determinado nível de informação dada, ou seja, se as leituras dos códigos de barras (nº de receita, local de prescrição e código do médico prescritor) atingirem o nível escolhido (cerca de 85%, se não me engano).[Isto são informações completamente livres de consulta, pois a informação foi enviada para a farmácia. Como empregada e vendo-me forçada a ver o pedido por estes código no acto de facturação de uma receita, penso que a informação é mais que obrigatória para esclarecer todos os intervenientes no processo]Voltando ao que me trouxe a este post, a utente pediu-me para não "ler" os códigos pedidos.Apesar de saber porque me pediram para passar a inserir esses códigos, sempre me mostrei indignada e perguntei: a quem é que vai favorecer o fornecimento destes dados?[lendo os comentários ao post que linkei ali atrás, do SaúdeSA, podemos tirar algumas elacções]Achei por bem aceitar o pedido da utente e não li os códigos. Essencialmente porque vai ao encontro de todas as dúvidas que eu tenho acerca deste sistema de recolha de dados.Parece-me que quem sai a ganhar é óbviamente a indústria farmacêutica, as big pharma. Estudos de mercado que saem directamente da fonte de vendas dos seus produtos - as farmácias. Penso que este projecto é somente um enhancement de projectos de recolha deste tipo de dados já existentes (não esqueçamos a principal razão de existência da IMS, que é uma multi-nacional!!)A associação com o médico prescritor (em termos de especialidade, claro está) penso que não seja de perseguição e controlo ético da prescrição. É mais o controlo do marketing - as vendas andam a correr bem às indústrias?Os farmacêuticos de comunitária querem-se bons vendedores - treinados no conceito de venda, é o ganha-pão e deverão ser ambiciosos por florescer nessa capacidade. Mas este programa nada se relaciona com o que se passa com a influência do farmacêutico na venda dos produtos prescritos. Assim, acredito que a única coisa com que a farmácia saia a ganhar seja mesmo o desconto de x € na conta de internet.Talvez os médicos comecem a preocupar-se que as big pharma andem a investigar através deste programa, se eles também serão bons vendedores.Até lá, não leio códigos até conseguir perceber melhor sobre o sistema. E vou ficar contente que os utentes se inteirem e interessem sobre estes assuntos.[...]



A política de saúde II

Thu, 10 Apr 2008 13:52:00 +0000

Como seria de esperar, o Estado Português já voltou atrás em parte da sua actuação referente ao 3º Protocolo de Colaboração no Âmbito da Diabetes.

O Ministério da Saúde já se reuniu com ADSE e a ANF para que houvesse novo acordo a decidir o que fazer com a lacuna de comparticipação aos sub-sistemas nos dispositivos médicos para a diabetes (tiras reactivas, lancetas e agulhas). Voltou-se atrás, o organismo que se riscou do mapa a dia 1 de Abril, uma semana depois voltou ao mundo dos organismos vivos! É válido para muitos sub-sistemas mas não todos (os restantes têm de esperar mais um bocadinho...).

A portaria que altera os preços destes dispositivos médicos encontra-se aqui.

Claro que até haver esta nova "re-actualização" do protocolo que determina as comparticipações, os utentes dos sub-sistemas ficaram uma semana sem perceber muito bem o que lhes passou por cima! Inadmissível! Pois parece que brincam com as condições de saúde e necessidades das pessoas.



A política de Saúde

Fri, 04 Apr 2008 12:38:00 +0000

No dia 1 de Abril entrou em vigor o 3º e novo Protocolo de colaboração para a Diabetes Mellitus, que foi assinado entre a Apifarma, o Ministério de Saúde, a ANF e [penso] a entidade colectiva dos grossistas.

No dia 27 de Março deste ano foi estabelecido que a percentagem que os utentes pagam dos dispositivos médicos (tiras teste e lancetas) fosse reduzida para 12.5%, mantendo o Estado a sua comparticipação a 85%. [Indústria e grossista diminuem as suas margens de lucro sobre o PVP]. Os preços destes dispositivos vão baixar mesmo: vai haver atribuição de novo código de produto, correspondente a novos preços e consequentemente a aplicação de nova entidade de facturação para estes dispositivos médicos de protocolo.
Quem vai beneficiar destas alterações de preços são somente os utentes do SNS, pois os diabéticos utentes de outros sub-sistemas (como ADSE, SAMS, etc etc) deixam de usufruir directamente deste desconto. A estes utentes o Estado espera que se resolva o problema directamente entre as farmácias e os sub-sistemas que lhes comparticipam os medicamentos.

A política é obviamente de contenção de gastos em Saúde: os utentes diabéticos dos sub-sistemas tinham os dispositivos médicos pagos pelo SNS também. Acabou-se isso, tão simples quanto isso. E agora?

Agora das duas uma, ou se estabelecem protocolos (e rapidamente) entre as farmácias e esses sub-sistemas de saúde, ou então até lá estes utentes têm de pagar caixas de tiras teste e lancetas do "não protocolo" que têm preços acima daqueles praticados pelo "protocolo". Uma caixa de 25 tiras pode ficar por cerca de 35 euros. Diabéticos que precisem de fazer controlo 3 a 4 vezes ao dia, gastam 25 tiras numa semana. É preocupante!

Aqui lê-se que já se rectificou a lei com uma portaria. Mas ao que parece, ninguém [ANF] sabe do que se passa. ("qual papel?" "o papel!")

Isto parece o jogo da batata-quente!! Ninguém sabe o que se passa. Somos informados em cima da hora, temos de explicar às pessoas o que se passa e fazer-lhes entender que não podemos fazer mais nada senão cobrar-lhes o PVP dos dispositivos médicos que precisam. É desconcertante.



Mentiras? Quem nos dera!

Tue, 01 Apr 2008 23:34:00 +0000

No dia 1 de Abril (sim, este post vem tarde) houve um grande reboliço acerca do suplemento alimentar Depuralina ®. Claro que pensei que fosse a brincar, mas depois fui aqui e foi falado na televisão para alerta nacional, logo não poderia ser mentira!

Vi aqui este comentário ao sucedido e expus a minha opinião quase de seguida.

Reforço aqui o meu ponto de vista em relação aos suplementos alimentares: muito marketing, pouca informação antes da comercialização, pouco controlo.



Mea Culpa

Wed, 12 Mar 2008 22:06:00 +0000

Às vezes também é conveniente fazer um pouco de mea culpa, que os farmacêuticos também fazem os seus erros. Estas duas pequenas histórias que se passaram com dois familiares meus retratam o que também se faz de mal nas farmácias portuguesas. E que alguns utentes têm os pés bem na Terra.

1 - Há dias uma tia minha dirigiu-se a uma farmácia para comprar alguma coisa para "dormir melhor". Alguns acontecimentos familiares levaram a que uma certa instabilidade onírica se instalasse na minha tia e que melhor do que se aconselhar na farmácia do bairro.
Consequência: saiu da farmácia com uma embalagem de mexazolam.
Ora, nós que nos queixamos diariamente de ter idosos ao balcão para comprar uma caixita de lorazepam ou bromazepam, ou seja lá o que for sem receita("Agora como é que vou dormir??"; "O dinheiro que vou gastar a ir buscar a receita ao médico não compensa, comprar sem receita é mais barato e eu preciso" et cetera...), não convém dispensar sem receita a uma utente que nunca tomou/precisou.

2 - Uma outra tia minha (tantas tias...) foi há uns tempos aconselhar-se com um farmacêutico por causa de uma infecção cutânea que a filha tinha. O farmacêutico diligente apresentou-lhe logo a solução: flucloxacilina, que aquilo passaria num instante. E aqui tive de dar os parabéns pela resposta da minha tia:
"Não obrigado, eu não vou dar um antibiótico à minha filha sem o aconselhamento de um médico...".
Mais tarde acabou por ir à mesma farmácia com uma receita exactamente com flucloxacilina, sentindo-se "envergonhada" por recusar inicialmente o referido medicamento.

Mas também, quem nunca fez nada errado que atire a primeira pedra...



Opinião

Mon, 10 Mar 2008 14:54:00 +0000

Uma entrevista a Francisco Batel Marques, pelo Diário de Coimbra. Via O Efervescente.

É uma opinião a espalhar.




[eu já imprimi isto para dar a conhecer aos colegas lá na farmácia]



Para que funcione

Mon, 10 Mar 2008 13:44:00 +0000

Eis um artigo longo e interessante que explora a necessidade de haver sempre avaliação e follow-up dos investimentos do dinheiro de organizações como a OMS ou UNICEF para a implementação de programas de saúde pública em países em desenvolvimento.

A conclusão é que não há avaliações suficientes para determinar o quanto o programa está a ter resultados. Além de que este tipo de seguimento permitiria que pudessem ocorrer adaptações desses programas e investimentos, para que se obtivessem melhores resultados.
A questão é que num desenrolar de custos, pouco ou nada se deixa para cobrir as despesas necessárias e inerentes a uma avaliação bem feita de qualquer programa de saúde pública implementado por organizações como as que referi acima.

O artigo encontra-se aqui. Recomendo vivamente a sua leitura. Até porque, aquilo que mais se pretende com esta longa análise é chamar a atenção para este ponto que muitas vezes se revela crítico para o sucesso dos projectos de saúde implementados em países Africanos, por exemplo.