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Updated: 2016-08-01T02:55:27.480-10:00

 



Documentário 25 Anos de Censurados" estreia a 13 de Dezembro.

2015-12-04T04:44:34.206-10:00



O documentário "25 de Censurados", uma das mais emblemáticas bandas punk portuguesas, estreia dia 13 de Dezembro, em Lisboa. A exibição do filme será acompanhada por uma festa. As portas abrem às 16h e o documentário é exibido às 17h30. Custa 3€ e acontece no Bar Popular, na rua António Patrício, nº 11 B, em Alvalade.



Fuck 77 no Cave 45.

2015-12-03T08:32:39.931-10:00

Primeiro concerto de Fuck 77, banda do Frágil, Óscar, Giró e JP, 17 de Setembro, no Cave 45.


Eu sei que tenho imenso jeito para tirar fotografias em concertos. Abstraiam-se. Ouçam.

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"Numa altura em que o punk em Portugal parece ter sido repentinamente (re)descoberto pela sociedade mainstream - sendo fruto de ensaios, teses, livros, documentários (e até um jardim) - 4 sujeitos que sempre viveram a pesada herança underground destes largos anos, juntam-se em Fuck 77. Que se foda a ideia que vocês têm do Punk! Que se fodam os Sex Pistols, a rainha e o presidente! Que se fodam os Clash! Que se foda o passado, o futuro e o presente! Que se foda 77!"





Come Cacos no Hard Club.

2015-12-03T08:33:24.843-10:00

4 de Julho de 2014.








Bob Jesus Christ Superstar.





Mata-Ratos no Cave 45.

2015-12-03T08:07:40.325-10:00


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Mata-Ratos, 6 de Fevereiro de 2015, Cave 45.

Eu não gosto da maneira como olhas para mim
Nem das coisas que dizes que tem que ser que assim
Eu tenho a minha vida pra eu viver com quiser
E não és tú nem o teu poder que me vão dizer o que fazer

Sai da minha vida
Deixa-me viver
Eu quero gozar
Antes de morrer



Dia 18 de Dezembro há Natal punk no Porto Rio.

2015-12-03T07:41:52.848-10:00


SangueXunga - Crust n' Roll de Setúbal
Estado de Sítio - Punk/Hardcore de Aveiro
Come Cacos - Punk/Hardcore de Ovar 
Fuck 77 - Punk rock do Porto

Para além de destruir corpos e cabeças, a festa tem como objectivo recolher roupa para distribuir.

" É a chuva, é o orvalho e é um frio do caralho! 
No PunkFuck Christmas Fest vamos estar a recolher roupa para distribuir por quem mais precisa. Toda a ajuda é bem vinda: meias, gorros, cachecois, o que puderem! (deixem estar as vossas tangas e fios-dentais usados em casa que isso não aquece ninguém)
Tornar esta altura do ano mais quente e com sorte mais confortável para o pessoal a quem o Pai Capitalista fechou os olhos pode muito bem salvar vidas, por isso venham com aquele casaco do fundo do armário, aquela camisola foleira que a tua tia te ofereceu e aquelas calças de bombazine á boca de sino que os teus cotas já não usam.
Quem dá o que tem a mais não é obrigado e vai aquecer quem menos tem! "

Até lá, fiquemos com o clássico.

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Bandas de Ovar lançam álbum Punkada Vareira.

2015-12-03T06:12:51.281-10:00

Três bandas punk de Ovar, os Come Cacos, os C.D.M. e Um Trinco no Mamilo, juntaram-se para gravar um novo disco. O resultado é Punkada Vareira, da boa.



Para abrir o apetite, aqui vai uma das minhas preferidas.

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Coveiro Morreu,
O Coveiro Morreu,
Coveiro Morreu,
Quem o vai enterrar?




Serenatas fardadas.

2015-12-03T05:45:56.586-10:00

Os carrinhos azuis e brancos crescem como cogumelos na cidade do Porto. “É para manter a ordem e a segurança. Para protegermos as pessoas”. Que pessoas? De quê?

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Come Cacos, punk de Ovar.

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Bloody Disgrace, punk de Esmoriz.

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Eskorbuto, punk basco.

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DfKaCioN, punk mexicano.

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Garotos Podres, punk brasileiro.



Punks portugueses lançam documentário sobre o movimento na década de 78-88.

2015-11-25T04:26:59.967-10:00


2 de Dezembro é o dia da primeira ante-estreia do documentário “A um passo da loucura – Punk em Portugal 78-88”, realizado por dois punks portugueses, Hugo Conim e Miguel Newton (vocalista dos Mata-Ratos), sem fundos ou apoios, num “acto guerrilheiro- cinematográfico, feito por amor à camisola". Numa altura que os “sábios das universidades apontam este movimento como resultado das dinâmicas da globalização, o certo é que um punhado de almas insatisfeitas, ou seja, os que dele se reclamam – os ditos Punks – cagaram de alto na teoria e continuam ainda a viver o fenómeno como deve ser, intensamente.” O filme poderá ser visto, em ante-estreia, nas seguintes datas e locais:

2 de Dezembro, no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco.

3 de Dezembro, em Coimbra, num local a anunciar.

4 de Dezembro no Cinema São Jorge, em Lisboa.

5 de Dezembro no Hard Club, no Porto, onde, após a projecção do filme, "actuará uma banda parida especialmente para o efeito, a Patrulha do Purgatório, na qual tocam os dois realizadores, e que assassinará alguns dos temas musicais presentes no documentário (um tema feito para o próprio documentário com letra do Serra dos Aqui D'El Rock, temas dos Faíscas, Aqui D'El Rock, UHF, Xutos & Pontapés, Mata-Ratos, Kú-de-Judas, entre outros”.

6 de Dezembro, em Faro, num local a definir.

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Para mais informações, clicar aqui.



Coisas importantes que deviam estar naquele estudo bué da punk.

2015-11-23T05:37:17.918-10:00

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Sufoco que não deixa viver
Sufoco que me quer matar


Bloody Disgrace

2006-2010

Banda punk de Esmoriz DIY (daquele faz-tu-mesmo a sério, não daquele do vamos-brincar-aos-malucos).

Membros: Carlos na Voz; Johnny na Guitarra; André no Baixo; Guerra na Bateria.

Com uma demo lançada em 2008.

 
Quem quiser gravar, que peça. Tenho lá em casa. Ou perguntem aos investigadores ou aos consultores que eles devem saber onde se arranja.



Na aula de revolução.

2015-11-23T02:33:22.862-10:00

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Que puta de anarquia é esta
Que só me querem impor leis?
Faz do punk uma opção
Não faças dele uma religião

Não comes, não bebes, não fazes nada.

Chamas assassínio comer carne
Quem és tu para me julgar?
Quem és tu, quem és tu
Para me condenar?



Ainda sobre aquele grande estudo sobre punk.

2015-11-18T08:10:52.330-10:00

À excepção do Torpedo, quem é que são estes gajos?

À excepção do Hugo, quem é que são estes gajos?

O que é que o Álvaro Costa está aqui a fazer?

O Pedro Rios é consultor num estudo sobre punk?

Algumas das empresas que lucraram ou se projectaram com este estudo:

 
Gosto de todas mas tenho um carinho especial pelo Hotel Infante Sagres, pela Raposeira e pelo BancoBIC.

Mas, ainda que tenha sido preciso quase um ano e meio e 1973 iniciativas, saiu alguma coisa punk disto, um vídeo, publicado esta semana:
  
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Só tenho pena que não lhes tenham oferecido uma noite, com as namoradas, no Hotel Infante Sagres, regadas a Raposeira, e com dinheiro do BIC para gastar.



O punk é uma atitude.

2015-11-23T05:43:24.259-10:00

O Paulo Cunha e Silva morreu. O punk está hoje mais pobre. Todos os que têm a agradecer a projecção e o rigor científico do seu estudo sobre o nosso movimento, acendam uma vela dos Ramones durante três dias. Podem comprar as velas em http://www.amazon.com/Ramones-Tin-Candles/dp/B001AZKNQA. Ganho comissão.



Rockeira com brinco de pérola.

2015-11-18T04:43:46.536-10:00

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Sobre o D´Bandada deste fim-de-semana, belíssimo concerto dos Lola Lola no Cave 45, o bar de rock do Porto. Estava cheio de rockeiros de todos os dias, rockeiros de fim-de-semana, e rockeiros que só o são no D´Bandada. Tiveram a sorte de poderem ver bom Rock´n´Roll portuense, inspirado nos anos 60, cantado pela Carla Capela e tocado pelo Tiago Gil (guitarra), Miguel Lourenço (baixo), Hélder Coelho (bateria) e João Azeredo (no saxofone), sem pagar. As músicas são deliciosas e puseram-nos a dançar desenfreadamente.

O primeiro single, em vinil, lançado este ano, é composto por “Money in the Can” (Lado A, que dá título ao EP),e “Follow Me to the Sea” (Lado B). Foi editado pela Sleasy Records e e pode ser adquirido nos concertos da banda ou na Louie Louie do Porto e de Lisboa.



Em fim-de-semana de NOS, ruas desbandadas.

2015-11-18T03:58:15.221-10:00

19 de Dezembro de 2001 (a memória do Zé não falha), fui ver Xutos & Pontapés, em versão acústica, ao Hard Club de Gaia. À porta, o Zé Manel, guitarrista da banda punk Fora de Serviço, proferiu um conjunto de nomes estranhos porque eu estava a dizer que não gostava de Xutos, e que tinha ido para ver se era melhor em versão acústica. Não me lembro do concerto. Mas nunca mais discuti com ele e ganhei uma das pessoas mais importantes da minha vida.

Na semana passada, o Cunha, o vocalista, veio de Londres, onde vive actualmente, e decidiram ir para a rua tocar. Juntou-se aos dois o André da Rocha. Saiu isto.


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Quer eu queira, quer não queira.

Quer eu queira
Quer não queira
Esta cidade
Há-de ser uma fronteira
E a verdade
Cada vez menos
Cada vez menos
Verdadeira

Quer eu queira
Quer não queira
No meio desta liberdade
Filhos da puta
Sem razão
E sem sentido
No meio da rua
Nua crua e bruta
Eu luto sempre do outro lado da luta

A polícia já tem o meu nome
Minha foto está no ficheiro
Porque eu não me vendo
porque eu não me rendo
Nem por ideais
Nem por dinheiro
E como eu sou e quero ser sempre assim
Um rio que corre sem princípio nem fim
O poder podre dos homens normais
Está a tentar dar cabo de mim
Cabo de mim

(Xutos & Pontapés)



Punk mais punk não há.

2015-11-18T03:53:17.980-10:00

Agora, toda a gente é punk. O punk é isto, o punk é aquilo e blá blá blá. Metem-se em salas muito bonitinhas e não se calam com o punk. É que, em tantos anos, nunca os vi em lado nenhum. E se fossem a um concertozinho de vez em quando, ah? E se partilhassem a vidinha com punks? E se pusessem punks de verdade a falar? Tinha lógica, não tinha? É que é de uma apropriação e desvirtuação mirabolantes.

Anda o pessoal toda a vida a dar ao chinelo, a tocar, a escrever, a organizar coisas, sem cachets, sem ordenados, sem nada, e depois vêm uns lerdinhos apropriar-se do discurso e do suor.

Os punks que se lixem. Nós queremos é fazer a festa e ganhar dinheiro à pala deles.

Quem explica o que é o punk são os punks.



Bem-vindos à hipsterlândia.

2015-11-18T06:04:02.444-10:00

Olá, eu sou um hipster. Passo o dia a pensar na roupa vintage que vou vestir, quais os óculos que vou comprar e se vou deixar crescer a barba mais dois ou três centímetros. Adoro marcas de roupa alternativas, gadgets alternativos, revistas alternativas e músicas muitíssimo alternativas. Gosto de citar coisas muito cultas ou diferentes dos outros mas o meu objectivo primordial é inebriar a cidade com glamour. Vou a sítios que chamam tapas ao pão e ao chouriço, acho um máximo comer sandes de pernil, como os pobres, mas em ambientes mais requintados, como o festival dos sons primaveris, e como gelados trendy, feitos com bolachas industriais oreo, na gelataria “artesanal” da baixa. Tenho a noção que o meu sentido estético é apuradíssimo. Nunca criei arte mas tenho uma sensibilidade artística fora do normal. No fundo, tenho uma cultura geral superior aos seres humanos comuns. Sou uma pessoa diferente. Só ainda não percebi que a cidade está cheiinha de pessoas exactamente iguais a mim.



Último post antes do seguinte.

2015-11-18T05:25:08.409-10:00

(image) Quase três anos de música... Quase três anos de festas, discos e concertos... Quase três anos de opiniões, discussões e divagações... Quase três anos... Obrigada.



Afinal, há Natal.

2015-09-04T06:22:07.881-10:00

(image) Pop Dell'Arte, dia de Natal, no Maxime.



Esta é a semana de

2015-09-04T06:22:47.582-10:00

(image)
Para ler: Público (Y) de hoje
Para ver: Cinemas Cidade do Porto - King - Monumental
Para ouvir: Radar 97.8 FM Sábado, 18h00 - Domingo, 22h00



1001 discos para ouvir antes de morrer # The Jimi Hendrix Experience

2015-09-04T06:23:27.716-10:00

(image) Are you Experienced (1967)

Uma aura mágica rodeia a figura de James Marshall Hendrix nos nossos dias. A sua mestria quase sobrenatural com a guitarra eléctrica e a destreza com efeitos como o feedback continuam sem ser superados. A maneira de tocar de Hendrix representou toda uma inovação do uso desse instrumento, numa altura em que músicos como Clapton estavam no auge. A fusão de música psicadélica, blues e funk, as grandes canções que compôs, a sua relevância como músico negro no mundo do rock dominado por brancos e o seu dandismo deixaram de boca aberta a aristocracia do rock dos anos 60.
Não é de estranhar, portanto, que Are You Experienced seja um dos melhores álbuns de estreia de sempre. Na nova versão editada em cd, em 1997, produzida sobe a orientação do engenheiro de som original, Eddie Krames, incluem-se três singles contemporâneos (o cortante clássico ácido Pulple Hazem, Hey Joe e o meigo The Wing Cries Mary), para além de outros na face b. Todos eles são partes constituintes da história do rock, reconhecidos como iniciadores de uma nova era.
O álbum original era todo ele constituído por músicas de qualidade. O frenético Manic Depression eleva as profundidades do desespero, tal como I Don´t Live Today, ambos presságios da trajectória meteórica de Jimi.
O extenso “tour de force” Third Stone From The Sun apresenta todo um festival de vozes distractivas e matizes psicadélicas. Are You Experienced? coloca a conhecida frase hippie sobre um fundo de baterias distorcidas e estalidos lacerante de guitarra. Red House revela a impressionante habilidade de Jimi para tocar blues, e o seu minucioso conhecimento da forma.
in "1001 Discos para ouvir antes de morrer seleccionados e escritos por 90 críticos internacionais de renome"



Lugar Comum

2015-09-04T06:23:01.248-10:00

(image) The Cure, 8 de Março, no Pavilhão Atlântico.
Faz precisamente 10 anos que os vi pela primeira vez. Estou lá.



Diferentes sons, diferentes públicos ou o rock contemporâneo estereotipado

2015-09-04T06:23:56.227-10:00

Rock n´roll: “é pá, vou ali fazer a próxima tatuagem porque a tatuadora tem umas mamas mesmo grandes” ou eu quero é copos e gajas e quanto mais tatuagens tiver mais importante sou

Psicadélico: “Deus é uma serpente…. Jefferson Air…. Isso… Isto está a bater” ou sou um grande poeta mas só quando tomo drogas

Metal: “isto é que é tocar, ouve, ouve” ou o que não é metal é mesmo mau

Glam: “se houver uma festa se calhar faço isso” ou não sou gay mas posso ser se beber muito e estiver muita gente a olhar

Punk: “é o costume, a culpa é dos gajos que mandam nesta merda” ou sou vítima do sistema mesmo que tenha partido o bar todo

Post-Punk: “gosto de estar com eles de vez em quando mas às vezes exageram” ou eu gosto dos punks mas acho que sou mais inteligente do que eles.

Gótico: “a maquilhagem está bem? Ontem comecei a ler O castelo de Otranto… Está bem, e as calças, ficam-me bem? Isso não é bem preto…” ou a imagem é o mais importante, o resto vem por acréscimo

Grunge: “o Kurt e o Eddie são bons, claro, mas o scott também é muito bom” ou gosto de qualquer gajo que cante com voz de casa de banho

Indie: “amanhã vou partir tudo com as minhas all stars novas” ou betinhos dos arredores das grandes cidades que querem ser radicais






Dia 30 de Junho@Porto Rio

2015-09-04T06:45:04.478-10:00

MOTORNOISE



1001 discos para ouvir antes de morrer #Dead Kennedys

2015-09-04T06:25:39.826-10:00

(image) Fresh Fruit for Rotting Vegetables
Nao é por acso que o álbum de estreia dos Dead Kennedys foi publicado no mesmo ano em que Ronald Reagan foi eleito presidente dos EUA. A sua atitude contra o populismo de direita macerado por uma reconversão cristã servira de perfeito contraponto, assim como de inspiração, à música politicamente radical da banda.
Gravado nos estúdios Mobius, Fresh Fruit… é um álbum excepcionalmente inteligente e humorístico que satiriza a panorâmica desoladora da época. “Holiday in Cambodia” é um ataque feroz contra os yuppies, enquanto “Kill the Poor” é uma banda sonora abrasiva para Uma Modesta Proposição de Jonathan Swift. Para demonstrar que o seu desprezo não estava apenas reservado à direita, Biafra também atacou o governador democrata Jerry Brown em “Califórnia Uber Alles” (descrevendo-o como um fascista zen). Ainda que uma boa parte do interesse dos Dead Kennedys estivesse radicado nas letras de Biafra, a inteligência e contundência do discurso musical afastou-se da fórmula clássica de três acordes da cena punk. A pesada introdução de “… Cambodia” pressagia o tom escuro da canção, da mesma forma que “California” arranca com toda a pujança.
Os Dead Kennedys perderam a batalha com Kennedy e as suas forças de direita mas, como grito às armas, muito poucos podem bater este disco.