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"To be or not to be" this is still my question



Updated: 2018-04-24T19:06:30.701+01:00

 



Dos ciclos e da Lua

2018-04-17T11:32:25.054+01:00

Havia os ciclos das estações e as noites de luas.A casa que habitávamos tinha 3 lados, um deles, o do meu quarto, era virado para o nascer do Sol e o nascer da Lua. O mar era ao fundo do caminho dos pinhais. Nesse tempo e lugar, levantava-me muito cedo, pelas 6h da manhã, com orvalho ou chuva, tempo bom ou mau, eram 2h horas de caminho.Passados 10 anos às 7h da manhã já "se estava" a polir metais, esfregar átrios, a distribuir lençóis e toalhas. Aconteceu-me o mesmo 20 anos mais tarde, trabalhos de periferia das cidades. Não posso dizer que apreciasse fazê-lo, sempre fui uma alma da noite, mais pensando e sonhando dentro dela que durante o dia pleno.Quando os deveres, as inquietações, as saudades, pareceram ritmos de coração descontrolado e que era forçoso disciplinar na vida corrente e aparente. O fim da  noite dava-me sossego.A propósito do PPP da semana passada, lembrei as minhas madrugadas. As minhas luas de céus vários, alguns cegos-outros de aventura, janelas de hotéis, de hospitais, de varandas, de horizonte cortado rente ao olhar, manhãs de aeroportos, madrugadas de praia, de prazer-ou-trabalho e insossego. "Alta ia a noite... e mais alta ficou porque se resolveu ir seguindo o eclipse total da Lua, desde a 1h até às 3h da madrugada. E que belo espectáculo, num lugar tranquilo, de largos horizontes e com pouca luz artificial. Vinham-nos à memória as figuras ingénuas dos livros de liceu, de como percebemos a posição dos astros e "o cone de sombra" que, afinal, era projectado por nós todos, com mares e terras, defeitos e virtudes: a Terra."Se e quando, as luas tinham o encanto dos lugares conhecidos e pacíficos.Hoje também lembrei as noites, não só essas mas outras.Há muitas luas, como pedras-como flores-como estátuas-como pinturas-como quadros-como palavras caixas.[...]



Hoje é dia de Borboleta

2018-03-27T18:15:44.498+01:00

Avistei uma borboleta pela primeira vez este ano.Uma menina, uma feminina, cujo nome me vôa. Desenhei em papel e recortei duas, em Março. O que há de específico neste dia-borboleta?Unicamente ter visto uma, branca e efémera como a tarde,entre as paredes severas e cegas dos prédios.Uma borboleta branca descobriu um vaso de plantas.E deu-me um riso.(entre tantas fotografias há-de haver borboletas que eu sei... não as encontrei: falo então de coisas brancas ou breves ou delicadas)*** Encontrei agora algumas...[...]



Os sons dos Sinos

2018-03-02T18:31:16.725+00:00

Imagino que tenha isto escrito algures, por aqui ou ali.Tantos papéis, tantos cadernos, tantas notas. Tantas vezes sem datas, perdidos entre pedras, ou caixas ou recantos ou estantes.É uma citação que só conheci completa muito mais tarde. Quando li "Por quem os sinos dobram", livro de 1940, de Ernest Hemingway, o futuro era longe.(não conhecia José Saramago e as suas palavras) Os relógios marcavam as horas, as mesmas Aflorava as ruínas como antigas, os homens como velhos, no turbilhão dos dias, na solidão dos pensamentos, "No man is an island, entire or itself; every man is a piece of the continent, a part of the main. If a clod be washed away by the sea, Europe is the less, as well as if a promontory were, as well as if a manor of thy friend's or of thine own were: anyman death diminishes me, because I am involved in mankind, and therefore never send to know for whom the bell tolls; it tolls for thee."John Donne (1572-1631)Chove muito. As estradas e as ruas cheias de gente que trabalha, vai ou vem. Esse tempo que já não é o meu, quanta chuva, quanto calor, quantas horas.Os tempos alterados.Por quem os sinos dobram.  [...]



Fruto no Palavra Puxa Palavra

2018-02-25T21:59:52.463+00:00

O desafio de dia 22 era ilustrar "Fotografando as palavras de outros".O texto de Carlos de Oliveira, Trabalho Poético, Assírio e Alvim, Novembro 2003, tão belo como ele era,mestre tão pouco lembrado."Fruto: Por um desvio semântico qualquer, que os filólogos ainda não estudaram, passámos a chamar manhã à infância das aves. De facto envelhecem quando a tarde cai e é por isso que ao anoitecer as árvores nos surgem tão carregadas de tempo."Com árvores e poesia desta, era difícil escolher...Como "uma abelha na chuva" por vezes me sinto, colhendo os pingos da beleza que se espalha, levando o pólen, fabricando o favo. Fazendo mel das palavras e dos pensamentos, o que é tão raro.Me sinto, ou sento, como nestas tardes de Sul.Incomparáveis.[...]



PPP Fevereiro

2018-02-20T16:46:09.799+00:00

A brincar, com reticências... entre fotografias,




meninos e meninas do futuro, o que eles inventam e nós nos perguntamos, se é paciência se é curiosidade, como aprendem,

o tempo vivo da juventude
os mares onde, apenas, flutuamos nas marés,

tempos revoltos 


 Quadriculamos a vida até ao fim, como a brincar...




Camélias e Sophia de Melo Breyner Andersen

2018-02-09T21:15:53.029+00:00

"Quando eu morrervoltarei para buscaros instantes que não vivijunto do mar."Sophia dá-me o pretexto: de quem me diz mais ou menos esta frase e se refere a mim (mar-como-eu); e das camélias que fui ver na sua antiga quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico. Considerações sobre o jardim, o barulho na auto-estrada que cortou a quinta... nem vale a pena.Dizia o meu pai, que era mauzinho mas meio filósofo e autodidacta:"As coisas são como são e não como elas se nos apresentam".As camélias possíveis, até agora, deste ano trabalhoso:Camélia pensativa, encostada à árvore... A Camélia com o nome da poetisa: O que me maravilha, além da diversidade delas: o posicionamento!Promessas no Inverno Lugares afectuosos como "alguns" tenho. [...]



Setembro 2006 - Janeiro 2018

2018-01-07T18:22:15.313+00:00

Alguns continuam, com teimas e agrado.Gosto de ver estas datas, 2017-2006  = 11 anos x 11 meses X 50 semanas mais ou menos. Isto é a minha matemática caseira e, tal como fazia com os números que me aborreciam depois dos 12 anos..., nem sei se a equação está bem formulada e muito menos vejo o número final!Neste início do ano, a L. que tem um belo e jovem espírito, escolheu "Ao jeito de cartilha" a sílaba "Mu".A minha menina pequenina faz mu-mu quando se fala em vacas ou bois!!! E foi o que lembrei... além de:Mudéjar - a Ermida de Santo André, à entrada de BejaMulheres:(dizendo sobre elas que são pilares, sacrifícios, horizontes, profundidades - and vanity)Outras escolhas: muros, que sempre as pedras me prendem o olhar e perdem o pensamentoEsse, início do ano de 2018.Na companhia de amizades pouco prováveis, dada (ou como diria ALAntunes "derivado") a minha descrença e solidão.[...]



Do fim do ano 2017

2018-01-02T22:37:58.564+00:00

Foi o que (se) me (passou) lembrou, neste período de compras escusadas, comidas apressadas e demasiadas, gente aparentemente contente ou profundamente feliz. Voltar à simplicidade, às memórias que agora me parecem ENORMES.O que escrevi há dois dias: em palavras, a uma amiga. E o que recebi, em imagens, de um amigo.A lua brilha aqui em frente para mim, para nós, as que reflectimos um pouco do sol que nos coube.No pensamento ou na palavra, na imagem ou na escrita.Desta janela onde houve uma árvore que me dizia, contava, "das estações do ano".A chaminé antiga... é do mesmo tempo, 40 anos, serão mais, mas creio que não irá durar muito: com as traseiras cegas, é daqui, dos reflexos possíveis, que vejo o adeus do Sol e o olá da Lua.  Fotos de FM. no sítio deles, dos próprios quadros. Com gostos e vidas tão diferentes, desencontros, arranjamos um ponto de equilíbrio e de respeito por ideias diversas. Décadas de conhecimento e há (apenas) 18 anos que andamos a trabalhar firmemente nessa MEMÓRIA que temos em comum.Do ácer negundo 20062008 2009 2013 Apesar da tua ausência, "minha árvore", ficas-me na ideia como o conto que contava ao meu filho "A Gaivota Remota ... que queria ir para o campo".[...]



PPP Novembro

2017-12-05T17:20:44.069+00:00

O meu (bastante) escape semanal, encontro de café, de tertúlia, de sorrisos.Em Novembro, pela Jawaa, fomos desafiados por imagens, letras e palavras bonitas. Na última semana, "Fotografando as palavras dos outros", o poema de Alda Lara era precioso, como uma canção no cair da noite em África.Suponho, pela cadência e a nostalgia que se desprende como um odor, ao ler as as palavras:TestamentoÀ prostituta mais novaDo bairro mais velho e escuroDeixo os meus brincos, lavrados Em cristal, límpido e puro...E àquela virgem esquecidaRapariga sem ternuraSonhando algures uma lendaDeixo o meu vestido brancoO meu vestido de noivaTodo tecido de renda.Este meu rosário antigoOfereço-o àquele amigoQue não acredita em Deus...E os livros, rosários meusDas contas de outro sofrerSão para os homens humildesQue nunca souberam ler.Quanto aos meus poemas loucos,Esses, que são de dorSincera e desordenadaEsses, que são de esperançaDesesperada mas firme,Deixo-tos a ti, meu amor...Para que, na paz da horaEm que a minha alma venhaBeijar de longe os teus olhos,Vás por essa noite foraCom passos feitos de luaOferecê-los às criançasQue encontrares em cada rua.As propostas dadas por cada um foram, mais uma vez, apropriadas e cheias de poesia, coloridas por risos, livros, rendas, brumas e luas.Como muitas vezes faço - oportunidades de rever as décadas... - procuro as minhas alternativas, casando e justapondo frases e imagens.A primeira, de rendas e brincos:Algumas por cá ficaram, esperando outras luzes:   [...]



Pinturas - Modigliani

2017-11-14T18:21:10.264+00:00

A propósito da notícia da próxima exposição na Tate Modern (e com que vontade lá iria...), fui lembrando os anos em que a pintura tinha, para mim, referências numa estética própria, de descoberta da juventude.Há mais de 50 anos??? uma das minhas amigas-de-coração e de como os traços dela nos faziam falar em Modigliani, levadas pela semelhança que o namorado A. lhe encontrava. E sim, os traços dela lembravam as mulheres angulosas e misteriosas do pintor.Amedeo Modigliani (1884-1920)e naturalmente a minha companheira de adolescência, foi-me recordada de cada vez que vi estes quadros:Na Courtauld Gallery, Londres, "Female Nude" - 1916 Na bela colecção de Paul Guillaume, na "L'Orangerie", Paris, "Fille rousse" "Femme au ruban de velours", 1915"Le jeune apprenti" e o próprio "Paul Guillaume", 1915Daqui e dali me vêm as lembranças.Não seguindo (não tendo seguido) o caminho principal - e de novo me assalta a necessidade estética que tão agudamente senti pelos 15/20 anos... -, só há poucas décadas me dei conta da infinitude/finitude. E também muito das coincidências.[...]



PPP Outubro 3

2017-10-25T18:56:21.678+01:00

Numa antecipação (vou aos montes, outra vez! despedir-me das pedras e vinhas que vão adormecendo no Outono) ao "Fotografando as palavras dos outros" de 26.10, sobre um belo poema de Manuel António Pina, "Todas as palavras" poesia reunida,  2011:A sugestão de J. e um poeta que nos fugiu, tão novo, para as estrelas:"Toma, este é o meu corpo, o que sobe as escadasem direcção à tua escuridão, deixando-me,ou a alguma coisa menos tangível,no seu lugar.Também elas envelheceram, as escadas,também como eu, desabitadas.Anoiteceu, ao longe afastam-se passos, provavelmente os meus,e, à nossa volta, os nossos corpos desvanecem-se como terras estrangeiras."As minhas propostas, (re)escolhendo as que ficaram "no tinteiro" Terras estrangeiras... desvanecidas no tempo. [...]



PPP Outubro 2

2017-10-18T19:16:41.094+01:00

Aqui, as reticências "Caso tu..." a iniciar o texto e foto que escolhi"Caso tu tenhas dúvidas sobre o que deves comer, escolhe o que é uso nas terras onde estás: chegam-te as lapas frescas, com sabor a ilhas e a mar. E nunca mais te esqueces!"Outras sugestões com outros textos que (não) cheguei a inventar:Bucho e Maranho na Sertã Pézinhos de coentrada em Castelo de Vide E "caso tu..." não saibas onde estás, tens sempre os pontos cardeais para te orientarou sinal na porta onde deves entrar E caso tu tenhas dúvidas sobre o Outono... ...ou onde te sentar e descansar, verificando o redondo da Terra... [...]



O paraíso pode ser um pequeno nada

2017-10-18T18:58:39.326+01:00

E seguindo os pequenos nadas anteriores. Quando foi preciso, à força e de repente, arranjar um infantário para o filho, mal acabados os dois anos em casa... tivemos más experiências. No primeiro, recomendado por amiga, escolhido aqui perto porque não se tinha carro e era preciso ir a pé, fiz um chinfrim logo que soube que algumas crianças estavam em casa com meningite (não se falava em vírica ou bacteriana, era uma doença grave e pronto) e consegui que a Direcção Geral de Saúde lá fosse.E outras coisas do livro que poderia escrever "Como criar um filho com poucos recursos humanos e financeiros". Entretanto, a orientação do melhor pediatra que se consultava, o Dr. Virgílio Moreira, foi para "O Paraíso Infantil", difícil de obter vaga, mais longe, com horários diferentes e complicados de conciliar com o trabalho... Mas tudo isto a propósito de me ter lembrado da cantiguinha desse infantário, muito avançado para o tempo: "O Paraíso é jardim encantador..."Assim, há mais de 10 anos, o PPP, todas as semanas é como um jardim: menos gente, mais gente, mas é um lugar alegre, de aprendizagem, de arte também, de conhecimento de outros mundos e afectos."Justine", uma companheira antiga, sugeriu na 1ª semana de Outubro uma foto/texto "Ao jeito de cartilha" com a sílaba "le". Como sempre, vejo e escolho várias fotos, várias palavras, vários motivos.A que acabei por escolher foi esta: Lepidóptero, com o texto"Acabei por sorrir para mim mesma: de todos os “les” que fui vendo e pensando, aconteceu-me reparar nesta palavra de que nem me lembrava. Para uma borboleta, convenhamos que lhe ficava bem outro nome, mais leve ou elegante... Mas como vem do grego “lepi”, traz consigo as formas clássicas e belas da Grécia, o sol e as cores radiantes, está perdoada: a minha borboleta de Maio."e uma segunda escolha que guardei:Havia ainda estas: LezíriaLevanteLêvedaSão assim, paraísos de pequenos nadas, algumas vontades, muita partilha amiga. [...]



Uma vez mais, apontamentos dos dias

2017-10-09T00:00:31.122+01:00

Para não me perder das coisas que gosto, deixo o que vou vendo e me adoça. Já que "de meninas" nem posso falar... fica-me o carinho com que (explico) o que são as oliveiras, o que são as aves, o que são as ondas. Se não estiver (eu) alguma fotografia há-de sobrar para S. Isso e papéis. Isso e livros. Isso e lugares.O meu gosto pela Natureza. Larga de horizontes e de pequenos nadas, felizes.[...]



Sa(l)ir

2017-09-25T23:24:47.407+01:00

Uns dias doces, o ano foi o passado.Espero rever, a doçura ou a violência do mar, os tons de Outono em pequenos passos, olhar as aves em grandes ou curtos vôos. Ver tudo igual e sempre parecer diferente.Passar o Alentejo e ficar sempre (lá)presa um bocadinho. Abrir/lembrar/fechar.Hei-de escolher as oliveiras, os caminhos do do ouro, das planícies, que vi este ano.Porque entretanto cheguei e revi a doçura e os tons, as aves em pequenos passos. Repeti o encanto que aqui está.E todos os fins de dia, na varanda! [...]



O Porto de que eu gosto (algum)

2017-10-02T23:29:11.109+01:00

Favorecida por ter nascido, vivido e trabalhado, em tempos escuros, em plena Baixa do Porto e na parte "nobre" da Boavista, depois do 25 de Abril voltei a percorrê-la, com claridade e liberdade.Hoje distingo-me, distancio-me dele, do Porto: com as suas hordas de turismo sem rei nem roque... as ruas são estreitas, entopem-nas com carros e malas, os city-bus são mais que os autocarros de carreira, toda a gente nova bebe na rua, as casas de tradição praticamente acabaram. Dão lugar às mesmas lojas, de todo o mundo e arredores; ou chinesices ou a locandas de gosto duvidoso para caça-turista. Deve ser sinal democrático: já nem há tabernas por onde a gente se escusava de passar, os "borrachões" estão à solta. Está bonito, sim senhor, o Porto mais na moda, mais lavado, o dinheiro para reconstruções de luxo sobra, os flutuantes flutuam. Os sem-abrigo deixam os colchões e os cartões nas entradas. Os habitantes, os portuenses, mingam.Estes são aspectos que desejo recordar: a cidade ao longe e as ruas antigas. Os diferentes diasAs originalidades velhas, o que se repara nesta época de "racismos" exacerbados O Mercado do Bolhão "do nosso descontentamento" Há uma nostalgia: há.[...]



Encontro PPP Agosto

2017-09-05T22:27:48.195+01:00

Das amizades,
sobraram sorrisos e cores. Gente simples, amável, que povoa o meu mundo. Pequeno mas colorido. Oxalá fiquemos por tempos sem conta nem medida:
T., L., J., M., S., ZV., I., J., L., MM.



De novo, a Sul

2017-08-09T15:58:38.234+01:00

Porque há pézinhos para beijar e deixar lembranças de avós mais ao longe.Juntar o muito agradável ao útil que é manter e cultivar relações "que nos acrescentam". Gente conhecida para abraçar, uma teimosia de palavras a puxar palavras e afectos.Nem a distância ou idade, nem o calor ou o vento de Lisboa, impediram um encontro em que se reconhecem as faces, mesmo as de novo ou pouco frequentes. Há uma delicadeza de relações, alguns gostos comuns, creio que isso nos mantêm: sendo duas pessoas ou dez - e neste caso éramos doze.Não dançámos, não tínhamos tatuagens, os cabelos eram mais brancos que às cores, mas rimo-nos muito com as lembranças, o reconhecimento e novidades de cada uma (uns).O Tejo, essa travessia, essa contemplação, e as pontes que vamos fazendo. Um cabo e a água que nos agarra à vida.[...]



De cá do Norte

2017-07-17T21:51:50.984+01:00

Há um cheiro diferente que vem das pedras que ficam à vista na maré-vaza, as formas extraordinárias dos rochedos com o desgaste dos séculos, das algas que se quedam fitas de tantos castanhos e verdes, a secar na areia até à volta da água fria, do vento que tanto encrespa as ondas como as acaricia, do nevoeiro que envolve o horizonte e o faz desaparecer como num sonho de vapor e espadas de luz.Estas, as praias cá cima e a sua instabilidade, as suas fúrias e meiguices, são os lugares que sempre conheci. Um belo e terrível gigante, o mar deste país a norte. Da varanda das minhas casas, as que ocupei há muitos longos anos, via-se o mar...[...]



De cá do Sul

2017-06-28T14:58:33.601+01:00

Deixar um olhar destes lugares
- onde certas coisas vão perdendo o sentido e a "patine" bela dos primeiros encontros. Já há mais de 6 anos??? que por cá se anda, terras, mares, aldeias.
Sinto-me de saída. Mas tembém o pensei, temerosa das coisas imprevistas, nos outros anos.
Um dia, se puderem e eu for velha-relhelha, que me tragam a olhar Monte Gordo, caminhar a direito pelo meio dos turistas... pelas vezes em que não puz lá os pés, nestes anos.







"Não"

2017-04-26T20:56:49.752+01:00

Não é que não tenha (tantas) coisas a dizer/fazer.
Não as escrevo porque são demasiado evidentes, mesmo para 2 ou 3 pessoas que passem, por acaso. Com tanta informação cruzada e solta, muitas vezes nos/me chamam a atenção por coisas "escusadas"... e esta espécie de liberdade parece-me bastante facciosa.
Detenho-me nas mudanças enormes da cidade, mesmo o que julgava protegido, de lugares, por onde andei tantos anos. Melhoramentos? Nem por isso, há lugares completamente descaracterizados.
Um apontamento, apenas de passagem, do que num mês dei conta: o café Progresso será "gourmet", a Ordem do Carmo um hotel de 5 estrelas, uma casa com capela do séc. XIX é um wine-bar, o (meu)conhecido Conservatório aparenta ser um bnb ou coisa semelhante. Já há tempos tinha visto e lido sobre "A Brasileira".



É uma espécie de doença, ou dor, que me indispõe. O comércio desenfreado. O chico-espertismo.
Vejo e sinto o olhar: "os olhos das casas".




Março marçagão

2017-03-13T16:30:32.012+00:00

Lá se vão as camélias
e quase não as vi, este ano, só se sendo fortuitas as encontrei.




...ou de como se moveu o mundo. Ao contrário. Passagens.



Flores de Lisboa

2017-02-02T17:43:37.591+00:00

A minha flor, as minhas flores. De Lisboa ou "em".
Violeta, camélia, rosa.





Meninas todas e só uma, esperada e (já) de olhos atentos.
Pego-lhe ao colo como se fosse o mundo.





Lisboa e a luz

2017-01-05T21:48:19.611+00:00

Entretanto, Lisboa de luz intensa neste Inverno.Com o calor humano dos encontros; e a certeza de voltar breve.Já amanhã: famílias, sim.Sobe-se nos anos, mesmo com esforço.De bonecas e brinquedos... Danças e ritmos que nascem, aliás, nascerão outros e o capricho da Arte Nova, renovação turística, com todas as suas virtudes (e defeitos). Mas vejo a beleza, os edifício vivos.Não pago por os olhar.[...]



Numa esquina

2016-12-21T22:16:52.618+00:00

...do conhecimento. Com o espanto de tanta mudança, tanta bebida e comida (o que é, onde é, que as pessoas comiam há poucas décadas?), tanto hotel e derivados, tanta quinquilharia inútil, tantas coisas manufacturadas do outro lado do mundo?

Os anos passam cheios de interrogações e sem respostas.

Passei na "A Brasileira", apenas a fachada subsiste. Há mais de um ano soube-se do roubo, de todas as peças de latão ou madeira, espelhos, candeeiros, puxadores de portas, existências com história, de um passado de glamour e convivência portuense, que lá dentro existiam. Nada se ouviu e um roubo destes não se faz "com habilidade" mas com um grande descaramento e impunidade.

 Será agora mais um (mais um) hotel de 5*****

As portas que se abrem são apenas portas de cartão tal qual as brincadeiras de Natal: alguém nos come os chocolates.