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Uma Aventura em Szczecin





Updated: 2017-08-26T13:11:31.065+01:00

 



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2010-01-17T23:12:28.483+01:00

E aos que batiam palmas de contente porque finalmente eu tinha acabado com as minhas parvoíces... estavam enganados! Estou de volta, com uma nova casa, aqui!

Gostei imenso de partilhar estes 3 anos com todos vocês. Obrigado por me lerem e continuem a faze-lo se quiserem. Serão sempre bem-vindos!


Fui...



17 de Dezembro

2009-12-28T00:32:11.774+01:00

Depois de um fim-de-semana relaxado e com um sabor diferente chegaram os últimos dias em território polaco. Papéis para tratar, quarto para esvaziar e tempo para fazer as “ultimas coisas”. Comer algo pela última vez, ir a um lugar pela última vez, ver alguém pela última vez. No último dia disse adeus a todos sem nenhum deles dar conta e saí daquela universidade na esperança de nunca mais voltar. Sim, é isso mesmo. Capítulo encerrado!
E foi a 17 de Dezembro que percorri mas uma vez o trajecto Szczecin – Berlim, desta vez para apanhar um voo sem volta para Lisboa. Deixei Berlim com -5ºC e aterrei em Lisboa com 18ºC. Claro que na Guarda a história é outra…(image)



Uma ajudinha?

2009-12-28T00:24:44.674+01:00

E qual é a melhor maneira de carregar aquela tralha toda até Berlim?
Resposta: Arranjar 3 polacos amigos, que por serem sempre tão cavalheiros não me deixaram carregar nada do meu quarto ao carro, deram-me boleia até ao autocarro, e ainda me carregaram as malas até à bagageira. Em Berlim foi só arrasta-las uns 10m até à carrinha de transportes.
E eu tão preocupada…



11 de Dezembro

2009-12-26T23:50:36.899+01:00

O grande dia
(image)
Ao contrário do que esperava… dormi. Vesti o meu fato catita e nem me reconheci ao espelho.
Com nervoso miudinho, vi aquela sala fria e vazia encher-se aos poucos. Colegas da universidade e alguns professores. Vi o júri sentar-se e vi um chairman diferente do de há 3 dias atrás. As expectativas eram altas… seria ele diferente e mandão como o anterior?
Não esperei muito para perceber que não… este era apenas engraçado sem o querer ser. Começou por tratar-me por madame Sara Danieli (no papel estava escrito Daniela, juro!). Fê-lo tantas vezes durante o texto introdutório que tive que fazer esforço para não me rir. Quando passámos à apresentação do júri externo, um elemento português, este foi introduzido como Joau Nabé. Desta não contive o riso, pelo que o senhor achou que devia tentar compôr o seu erro dizendo “lamento, mas o meu espanhol não é muito bom”. Pois… foi preciso um esforço quase Herculano para me concentrar no que estava ali a fazer e fazer a minha parte.
Respirei fundo e durante 1h45m apresentei, ouvi o júri, respondi ao júri sem ninguém ser mandado calar, ouvi e respondi várias perguntas dos professores do público e finalmente respirei fundo novamente.
Durante 30 minutos esperei a volta do júri. Quando voltaram aquela sala, ouvi do senhor engraçado que madame Danieli (como fui chamada o resto dos meus dias naquela cidade) era agora doutora Danieli.
Depois disso foi o almoço formal com o júri, chazinho no gabinete da boss como só os convidados especiais tinham feito até então (tive direito a que ela lhe limpasse o pó e tudo, ao fim de 6 meses!), uma tour pela cidade com dois dos Joões da minha vida (faltava o João afilhado), o jantar com os amigos e colegas, e… não me lembro demais…
Consta-me que estava muito alegre e animada, que chorei umas lagrimazitas, que tive conversas interessantes com pessoas ainda mais interessantes e que quando vi o meu prédio novamente fiquei tão feliz como se tivesse visto um pastel de nata gigante… consta-me…



10 de Dezembro

2009-12-26T23:41:03.876+01:00

Como manda a tradição, saí para um belo jantar e para beber umas cervejas… para relaxar para o dia de amanhã!



8 de Dezembro

2009-12-22T23:56:34.973+01:00

Fui ao circoA poucos dias da minha defesa decidi sair de casa e ir assistir a outra, ainda que em polaco (apesar de falar bastante polaco os termos técnicos e formais ainda me escapam). A pessoa a ser avaliada era um rapaz polaco, muito certinho e que se diz/julga perfeccionista. Nos dias antes nunca mostrou nervos e de cada vez que lhe perguntávamos o que sentia escondia o sorriso, mostrava um ar sério e dizia que estava mais que preparado. Eu sempre acreditei, até porque o relatório do júri é público, o que dá acesso aos doutorandos às perguntas da defesa cerca de 1 mês antes. Não é totalmente injusto visto que existe uma comissão de cerca de 25 professores sentados no público que geralmente faz perguntas, essas então desconhecidas pelos candidatos. Sentada na plateia assisti à sua defesa. O júri composto por 4 pessoas fazia-me rir. Pareciam bonecos com molas na cadeira, que saltavam de cada vez que queriam falar. A estrela principal foi sem dúvida o director do departamento, ou o chamado chairman. De cada vez que alguém se levantava ele levantava-se também. Apercebi-me que seguia regras restritas e na minha opinião idiotas. O candidato apresenta. De seguida os jurados lêem o relatório. Depois o candidato pode responder às perguntas. Se algum dos jurados quiser ripostar tem que esperar pela sua vez de falar, que é no final de todas as respostas. Isto leva a que não exista discussão, o que me desilude um pouco. Isto levou a algumas situações engraçadas. Isto e outros tipos de comportamento…Situação AJurado 1 quis ripostar a meio das respostas.Director manda-o calar.As respostas acabam e jurado 1 tenta falar outra vez.Director manda calar jurado 1 pela segunda vezDirector pergunta a jurado 1: “está satisfeito com as respostas?”.Jurado 1 responde não e começa a tecer comentários.Jurado 1 é mandado calar pela terceira vez.Director pergunta o mesmo ao jurado 2.Director dá finalmente a palavra ao jurado 1. Ao mesmo tempo o seu telemóvel começa a tocar.Jurado 1 fala por uns momentos e o telemóvel do director toca novamente.Jurado 1 termina e o director dá a palavra ao jurado 2.O telemóvel toca novamente.Director atende… Sim o mesmo que para fazer respeitar as regras mandou calar um jurado 3 vezes!Situação B1h depois de a defesa começar abre-se a porta… entra um professor e senta-se.10min depois começa a fazer perguntas…Situação CO rapaz certinho, também conhecido como candidato afinal tinha copiado gráficos do colega, já publicados anteriormente. O colega revolta-se e começa-lhe a fazer perguntas às quais o candidato não sabe responder. Mais tarde o orientador dos dois vai falar com o colega revoltado e diz-lhe que não tem nada que reclamar pois os dados são públicos e podem ser usados posteriormente. Claro que sim… mas nunca numa defesa e mostrados como se fossem novos. Nunca deve ter ouvido falar de direitos de autor…Os comentários no final disseram que o candidato (o rapaz certinho) não respondeu a metade das perguntas (aquelas que tinha há um mês), porque não sabia (num mês devia ter dado para pelo menos para ir ao Google ou à wikipédia… digo eu. Já nem falo que podia ter discutido as respostas com outros cientistas). A perguntas do público respondeu que não estava preparado para responder a perguntas (tipo… inventas qualquer coisa? Dá sempre para dizer qualquer coisa). No final passou… com honra e distinção…Depois de tudo isto só tenho medo de uma coisa na minha defesa… de me desatar a rir e não conseguir parar![...]



Actualizando...

2009-12-22T23:50:59.827+01:00

Sei que há muito não actualizo este blog. Falta de tempo, acontecimentos importantes e muita coisa para organizar são as razões desta ausência. Em vez de contar tudo num (demasiado) longo post, decidi contar aos poucos.
Posso no entanto antecipar, que o fim deste blog está para breve…



The final countdown

2009-12-08T00:01:00.532+01:00

Por aqui espera-se.
Lê-se.
Prepara-se tudo.
Pensa-se já na festa.
Nesse dia.
Adivinham-se perguntas e respostas.
Aproveita-se o liberdade de já não depender do horário 9-17.
Mas sobretudo... contam-se os dias, as horas e os minutos que faltam para finalmente sair daqui.



Packing

2009-12-08T00:05:02.667+01:00

Passei o fim de semana a limpar a tralha que juntei durante 3 anos. A mania de guardar as caixas de tudo o que compro, incluindo sapatos, fez a senhora da recepção olhar para mim de soslaio as três vezes que lá passei a braços com as milhentas caixas que deitei fora. Acho que até desconfiaram que eu andava a desmontar a mobilia e a transporta-la aos poucos.
Depois da limpeza a fundo veio o empacotamento das tralhas. Eu devia entrar para o guiness pela quantidade de roupa que consegui meter numa mala. A minha cara de sofrimento ao tentar fecha-la também deve ter sido interessante. Mas com certeza não tão interessante como a minha cara de alegria quando descobri o fecho mágico que faz aumentar a mala uns 10cm, pelo que ainda consegui lá enfiar mais umas 374092 camisolas. No entanto esta cara ainda não foi tão interessante como a que devo ter feito depois de fechar a mala e me aperceber que me tinha esquecido de lá enfiar o quadro com fotos que me foi oferecido pelo pessoal de Évora.
Ainda não tive coragem de a abrir outra vez, mas vai ter que ser um dia destes.
Ainda alguém me há-de dizer como é que vou carregar uma mala gigante, um saco de desporto cheio, uma mochila cheia de livros e os skis até Berlim...



Aprender a lição

2009-12-07T22:20:31.198+01:00

(image)
Quando se faz intenções de viver uma vida nómada a pular de país em país, não se devem carregar quantidades astronómicas de roupas, sapatos e outros tarecos desnecessários...



E a saga continua

2009-11-26T22:58:12.583+01:00

Chefe- É sempre o mesmo problema com todos os Phd. Querem sempre fazer apresentações maiores.
Eu- Então se calhar está na altura de os professores aceitarem isso e deixarem os alunos apresentarem o seu trabalho decentemente.
C.- Não, os professores não querem ouvir mais que 15 minutos. Aborrecem-se. E esse tempo chega perfeitamente.
Eu- Como é que 15 minutos podem chegar para mostrar 3 anos de trabalho, se ainda por cima se exige uma introdução ao tema de 5 minutos?
C. Na Polónia é assim e pronto.
Eu- Eu não concordo.
C.- Não tens que concordar, tens que fazer assim e acabou.
E mai nada... E acho piada aos outros dois de ontem a dizerem que estava demasiado complicado para eles entenderem. Deiam-me mais tempo e eu explico tudinho...
Alguns de vocês poderão passar que é exagero meu. A verdade é que estando por fora não faço ideia de como isto soa a quem está por fora, mas se fosse em Portugal eu poderia falar durante 45 minutos, o que seria perfeito. Andar 3 anos a escravatar resultados para depois não os poder mostrar no juizo final, é como preparar um espectaculo de 2 horas e ser chamada a fazer 5 minutos.
Acho que a palavra é frustrante! Muito!



The polish way

2009-11-25T20:53:59.640+01:00

Hoje aconteceu algo engraçado que penso que mostra a mais pura essência polaca. Obvio que vou generalizar, mas obvio também é que isto não se aplica a todos. Os polacos têm uma têndencia natural para exagerar. Tudo é em grande, seja bom ou mau. Se puderem evitar fazer algo, não o fazem, nem que seja levantar o rabo da cadeira para fechar uma janela. Na semana passada foi-me dito pela chefe que esta semana teria um ensaio da minha apresentção. As Indicações foram claras: "vão lá estar todos os professores do departamento, vão-te fazer notar coisas menos boas na tua apresentação e sobretudo vão fazer imensas perguntas para testar o teu conhecimento. Já sabes o que as pessoas perguntam sempre mais sobre a parte da biologia e dos ratinhos e dos testes em humanos, por isso lê muito e prepara-te."Depois de lhe ter chamado n nomes mentalmente, lá perguntei: se isto é algo tão importante, para o qual tenho que me preparar quase como se fosse já o dia final, por que raio é que só sou informada com menos de uma semana de antecedência? Havia mil respostas aceitáveis para esta pergunta, e ela escolheu a que eu mais esperava vindo dela... ah, esqueci-me! Lá tive que preparar tudo mais ou menos a correr. O pior mesmo foi ter passado o fim de semana inteiro a ler um livro sobre reactores que ela me aconselhou, e que só domingo à noite percebi que se tivesse ido à wikipédia teria aprendido o mesmo e em 2h. Finalmente chegou o dia... hoje. Sentia-me preparada como se fosse a discussão final. Mas não estava definitivamente preparada para a situação que me esperava. A apresentação correu bem só achei que fazia muito eco no vazio daquela sala preenchida com... 3 pessoas! Uma delas a minha chefe! E os outros dois, entre o professor nervoso que olhava para o relógio de 2 em 2 minutos e o outro mais jovem que não parava de bocejar... não sei o que foi pior. As perguntas essas... não as vi... nem ouvi. Fizeram alguns comentários claro. Quase que foram obrigados a isso, pois seriam eles ou ninguém. E de entre os comentário não consigo escolher o favorito entre o "não gosto muito do fundo, acho que deveria ser branco" e o "acho que devias adicionar o nome do departamento no primeiro slide". Houve ainda o "acho que a apresentação está demasiado completa, devias cortar coisas". Isto é a minha defesa de doutoramento e está demasiado completa??? E o senhor continuou dizendo "eu percebo que queiras mostrar tudo o que fizeste, mas nestas coisas tens que fazer um sumário". E eu respondi "Isto está longe de ser tudo o que eu fiz e já é um sumário". Ele viu isto como um desafio e pediu-me para ir slide por slide para ele me dizer onde eu podia cortar. Chegamos ao ultimo slide e... nada! Ele não conseguiu cortar nada! I told you so...Quando todos saíram e fiquei sozinha naquela mesma sala estava mais frustrada que nunca. Não só não me tinham ajudado em nada, como ainda tinha modificações para fazer com as quais discordo absolutamente. E não foi assim que eu imaginei a minha apresentação. Penso que acima de tudo deveria ser uma coisa personalizada, ao meu estilo. Na verdade quem me conhece pode adivinhar o que vem a seguir. Os riscos são para correr, e o meu estilo vai continuar a estar lá. Se é demasiado vivo e energético para os polacos? Quero lá saber. Depois desse dia não os vou voltar a ver e pode ser que aprendam a dissolver aquelas nuvens cinzentas que os rodeiam todos os dias.[...]



Contagem decrescente

2009-11-24T21:07:27.780+01:00

Houve uma altura que cada vez que ia acontecer algo eu fazia uma contagem decrescente no messenger. Não sei bem porquê mas deixei-me disso. Deixou de ter piada. Além disso nesta altura podia fazer tantas contagens decrescentes que não havia espaço para tudo!
T=-1 dia para o ensaio geral (é, aqui faz-se um ensaio geral da apresentação final para toda a gente. O meu é amanhã!!)
T=-3 dias para terminar o meu contrato (Iuupi)
T=-7 dias para eu fazer anos (os que acertarem onde vou passar este dia ganham chocolate polaco. Pista: é muuuuiiito fácil!)
T=-x dias para a minha defesa!!! (é segredo...)
T=-22 dias para deixar a Polónia de vez!
T=-3 meses para mudar de país!!!! E não, não é Portugal.
E já chega...



Migração Polaca

2009-11-24T20:58:44.006+01:00

(image)
Confesso que nunca tinha assistido aos movimentos migratórios dos polacos. Por motivos de força maior (tinha que estender a roupa), hoje tive que vir a casa durante o horário de trabalho. Quando voltei à universidade estavam o caos e a loucura instalados nas ruas! Um molho de gente a sair da universidade, os carros faziam fila, até na rua principal havia transito!!! Que loucura, pensei! Parecia que tinham sido abertas as portas das celas na cadeia. Ao ver aquele ar de felicidade na cara dos polacos, lembrei-me logo que eram 3h da tarde! Depois de atravessar o parque de estacionamento, subir ao 4º andar e chegar ao gabinete dou-me conta que eram nessa altura... 14h55.
A isto se chama pontualidade polaca!



Edimburgo (outra vez?!?!?!)

2009-11-22T18:22:25.915+01:00

Já começo a ser chata... raio da cidade. Cada vez que lá vou gosto mais e mais. Na primeira visita achei que tinha ficado tudo visto. Da segunda vez pensei exactamente o mesmo. E não é que na terceira não me cansei de ver coisas novas? Desta vez tive algum tempo sozinha e transformei-me num turista típico. Fui a museus, ao castelo, comi o pequeno-almoço escocês, e molhei-me... claro.Adoro aquelas ruas e aquela sensação de estar numa cidade encantada. Não tão encantada como Oxford, mas ainda sim muito misteriosa. O we will rock you estava por lá e eu fui ver (outra vez!). Se pudesse via-o todas as semanas. Adoro a história e a maneira comos as canções são interpretadas. O Ricardo Afonso, português que foi durante cerca de dois anos a estrela principal já foi substituído e tive pena de não o ver novamente. Achei que ele era melhor que o seu substituto. Além disso foram as habituais Sagres, no pub pequenino naquela esquina, onde eles só vão quando eu lá estou e ainda... bacalhau com natas! Sim, um bacalhau muito viajado que veio de Portugal para aqui, e depois voou para Edimburgo. Foi o máximo! E choveu muito pouco!Castelo de EdimburgoVista sobre a cidadeBoneca feita a partir de um sapato velho. Museu da Infância (gírissimo!)A pior cerveja que já provei, mas que segundo me consta se deve beber pelo menos uma vez na vida... por causa do copo.[...]



Primeiro de Novembro

2009-11-10T17:01:42.621+01:00

(image)
O 1º de Novembro é celebrado na Polónia com ainda mais intensidade que em Portugal. No fim de semana anterior toda a gente vai para o cemitério limpar as campas e os caminhos em volta. No próprio dia, enfeita-se tudo com flores e sobretudo muitas velas. Obvio que isto proporciona o negócio e nas várias portas para o cemitério montam-se tendas para vender não só flores e velas, como também rebuçados, bolos e até sandes. A minha casa fica próxima e pude observar as pessoas que pareciam formigas, nos passeios, em filinha, cheias de sacos a dirigirem-se para lá. Tentei chegar lá perto, mas a multidão de gente era que nem na feira de manhazinha e desisti.
(image) O que não deixei de fazer foi de ir lá ao cair da noite. Sim, fui sozinha e não, não tive medo! O cemitério neste dia fecha mais tarde e mesmo à noite está cheio de gente. Quando fica escuro vêm-se então as centenas de pontos luminosos, que são as velas. Há quem diga que já não é o que era. Que há uns anos atrás se acendiam muito mais velas e que parecia um mar luminoso. Ainda assim, vale a pena ver e admirar.
(image)



Outono em Szczecin

2009-11-02T23:58:50.214+01:00

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Cerimónias e mais cerimónias

2009-11-02T23:49:20.763+01:00

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Os polacos adoram festas, cerimónias e qualquer outra desculpa para não trabalhar (um pouco à semelhança dos portugueses). No entanto penso que aqui eles gostam mais de hierarquias e só na universidade há um sem numero de posições que não existem em mais lado nenhum. Como tal, pelam-se por uma boa cerimónia de entrega de prémios, diplomas ou qualquer coisa que sirva para mostram o quanto são bons ou evoluiram.
Tal como em Évora, uma vez por ano existe a entrega de diplomas. Fomos todos convidados a assistir e lá fui eu. Esperava encontrar algo semelhante a Portugal, já que a maioria vai buscar diplomas que já ganhou há meses. Mas não! Claro que não! Havia coro! Havia palco! Havia fatiotas catitas! E não estou a falar dos convidados. No palco havia cadeiras e no chão uma passadeira... verde (deve ter desbotado). O reitor, vice reitor, e reitorzinhos (sao estes os cargos que não existem aí) entraram pela porta traseira, passaram na passadeira verde, com o seu ar sério e com fatiotas engraçadas. Claro que a do reitor era a melhor, e o senhor vestia nada mais nada menos que... pele de coelho! A cor das vestes também varia com a importância e todos tinham um chapéu com 3 bicos. Não me contive a rir... so me faziam lembrar elves com as suas orelhas pontiagudas! Então com aquele are serio, a fazer um discurso sério... e com orelhas de elves. Cada diplomado tinha também uma veste preta e o mesmo chapeu engraçado.
O reitor também tinha um bastão decorado na mão (deve ter sido usado para matar os coelhos das peles) e a cada diplomado ele tocava com o bastão no ombro em sinal de benção.
Fartei-me de rir com alguns, pois o senhor era baixinho e às vezes lá tinha que se esticar todo. Mas admiro o seu ar e postura superior que nunca largou, nem sequer em bicos de pés. Os primeiros 5 minutos foram engraçadissimos, mas aquilo durou mais de 1h e nós em pé já estavamos que nem podiamos.
Se soubesse que ia ser tão engraçado teria levado a maquina fotográfica. Mas não fazia ideia...



A dura realidade

2009-10-28T20:57:45.864+01:00

O comentário de um sueco no meio de uma estação de comboios polaca:
"Parece que estou a viver há 30 anos atrás. E ainda dizem que ainda não se pode viajar no tempo!!"
E não levou mais de 30 minutos em território polaco a concluir aquilo que eu andava a tentar evitar a admitir a mim própria.



Podia ter sido em Portugal? Podia!

2009-10-28T20:47:13.395+01:00

Conversa com a boss antes da entrega da tese:Eu- E posso imprimir frente e costas como a tua?Boss- Não sei. Eu fiz na Alemanha e não cá.Eu- E é preciso aquelas listas de figuras e abreviaturas e afins?Boss- Não sei. Eu fiz na Alemanha e não cá.Eu- E regras para o tamanho de letras e assim? Ou para a capa?Boss- Não sei. Eu fiz na Alemanha e não cá.Eu- Ok. Mas pelo menos sabes quantas cópias tenho que entregar?Boss- Não sei. Eu fiz na Alemanha e não cá. (nem isto?!?!?!?!)... silêncio por uns instantes...Boss- Se quiseres pergunta ao P. Ele sabe para onde ligar.Ok! Got the message! Não sabes e nem estás interessada em saber!Pergunto ao meu colega P. que me diz que procura na net. Ligar? Isso não, que depois tinha que levantar o rabo da cadeira, ir ao secretariado, e pegar no telefone e tal. Lá encontrou uma página na net cheia de regras para tudo e mais alguma coisa. Assustada com tanta coisa lá lhe peço para traduzir. Ao fim de 15 minutos a tomar notas pergunto-lhe: Eu- E será mesmo necessário isso tudo? Achas que são regras que toda a gente segue ou são mais como sugestões?P.- Não sei! Isto nem sequer é para a nossa universidade.Eu- What??? Mas estive eu para aqui a tomar notas para nada?P.- Não! As regras devem ser as mesmas para a Polónia inteira.Eu, a duvidar bastante disso, mas estando neste país nunca se sabe- Tens a certeza?P.- Certeza não tenho, mas deve ser. Diz ele voltando a pôr os fones nos ouvidos e voltando para o filme que eu lhe interrompi (sim, durante o trabalho...) Ok. Got the message! Também não queres saber lá grande coisa. Peço a alguém uma tese do ano anterior, mesmo em polaco, para comparar com as regras. Comparo ... eram diferentes como o preto e o branco!Decidi pedir ajuda aos colegas de gabinete, que simpáticos como são não hesitaram em discutir para onde é que raio haveriam de ligar. Que fique aqui claro que se eu pudesse teria ligado eu mesma. Mas nem sabia para onde, nem o meu vocabulário chegaria para perguntar o que queria saber, principalmente ao telefone onde é mais dificil entender as pessoas. Eles decidem ligar para o secretário dos estudantes de doutoramento. Colegas- Tens informações sobre blá blá blá?Secret.- Não!C.- Mas eras tu que devias ter, não?S.- Provavelmente!C.- Mas não tens?S.- Não.C.- Nem queres procurar saber?S.- Para quem é isso?C.- Para a Sara.S.- Ah, ela não está sobre a minha custódia, porque os processos dela não passam pelas minhas mãos!C.- Mas isto é uma informação útil a todos, não só para ela!S.- Pois, mas agora é ela que quer saber.Gostava de saber o que teria acontecido se tivessem ligado outra vez em nome de outra pessoa qualquer. Mas eles não têm o meu sentido de humor e não o quiseram fazer. Eu, já sem saber a quem recorrer decido fazer um inquérito a pessoas que já tinham .concluído doutoramento aqui Desisti à 5ª pessoa! Todos eles me respondiam com imensa certeza "claro que há regras e deves segui-las" e a seguir davam-me informações completamente diferentes. Isto não está a correr bem, pensei. E nesse mesmo momento decidi mandar tudo às urtigas, formatar o trabalho como bem me apetecesse e logo se via. Até por que me restava apenas o resto do dia e ainda tinha várias coisas para fazer. Ainda assim precissava mesmo de saber o numero de cópias a imprimir...No meio dos meus pensamentos lá regresso ao gabinete. Alguém teve aideia de ligar à secretária do director. Se é ela que recebe as cópias, ela deve saber estas coisas. Mais uma vez um dos meus colegas lig[...]



A tese

2009-10-27T23:48:21.792+01:00

(image)
Passei horas em frente ao computador. Dias e dias a fio sem importar o dia da semana. Muito chá preto. Muitos papeis. Gargalhadas sozinha. Cabelos em pé. Olheiras fundas. Se me queixo? Não! Acabou por ser divertido.
Melhor foi no ultimo dia. Era suposto imprimir no dia seguinte de manhã. Depois de alguns percalços e uma apresentação pelo meio peguei-lhe para fazer as ultimas correcções já depois das 15h. Ah dá tempo, pensei. Claro que dá...
Escrevi as conclusões gerais às 4.30 da manhã.
Escrevi os agradecimentos às 5.20.
Ìndices e paginação às 6.30.

Deitei-me às 7h e três horas depois já estava na loja a mandar imprimir.
Lembro-me de ter passado horas a imprimir a minha tese de licenciatura. Numa daquelas impressoras que leva 2 minutos por folha. Desta vez foi tudo diferente. Cheguei ao quiosque, escolhi a cor da capa, verifiquei a primeira cópia e esperei pelo resto. Optei por passar o tempo num café ali perto a comer uma fatia de bolo e a beber chocolate quente. Não pude evitar mas comparar as duas situações.
Levou mais tempo que o esperado, mas às 3h da tarde estava entregue e eu podia finalmente respirar, descansar e dormir...



Oxford

2009-10-27T21:24:53.357+01:00

O sexto meeting do meu projecto foi há umas semanas atrás em Oxford. Não levava grandes expectativas e andei tão atarefada até lá que nem me preocupei muito em saber antecipadamente o que me ia esperar. Ainda bem... a surpresa foi bem agradável.Muita gente julga que é um dos lugares com mais génios por metro quadrado. Eu tinha mais em mente que era o sitio com mais narizes empinados por metro quadrado. Nem os outros, nem eu, nos enganamos. Há dos dois. As instalações na parte das ciencias são optimas sem duvida. Há dinheiro para tudo o que de certeza ajuda. Mas há muita gentinha reles por lá a achar-se o melhor do pedaço só por trabalhar ali. Quando na verdade o que se precisa é de sorte ou de uns pais ricos (se for para estudar).No entanto, a cidade é mágica. Os edifícios são todos antigos mas bem tratados e com ar de novos. Ou seja, parece que foram acabados de construir e portanto sente-se que se viajou no tempo. Aquele ar de país encantado também está todo lá. Senti-me sempre como se estivesse no filme do Harry Potter. A verdade é que parte dos filmes do Harry Potter foram mesmo ali filmadas. Vi a sala gigante de jantar e a escadaria onde Dumbledore faz o seu discurso (bem mais pequena que o que parece no filme). A cada esquina se espera que surja um feiticeiro com a sua capa preta e varinha de condão.Para completar o cenário, até se pode encontrar a loja da alice do país das maravilhas, onde se vendem doces, peluches, cartas, e outros acessórios que só conhecemos dos desenhos animados.Ficamos hospedados num (entre dezenas) dos colégios de Oxford - Mandsfield College. A sala do pequeno almoço fazia-nos continuar a sonhar com feiticeiros e afins. A mim no entanto fazia-me acordar quando os empregados de mesa polacos me vinham arranhar os ouvidos com o seu inglês estranho (que afinal não me é nada estranho). Também fiquei contente por pertecncer ao grupo dos que tinham um quarto na ala nova e não na do século passado. Pelos vistos o colégio era lindíssimo por fora, mas houve bastantes queixas acerca do cheiro, do pêlo das carpetes e do estado pútrido da mobilia. Mas isso até faz parte certo? Digo eu que não tive que lá dormir 5 noites.O encanto também escapa um bocadinho quando a seguir a um passeio na cidade se vai para um pub beber cerveja e comer fish and chips. O que não quer dizer que não é bom voltar à realidade.Principalmente quando a cerveja é caseira.Como sempre deixo as fotos, para meter inveja ;) [...]



Actualizando

2009-10-27T21:15:21.126+01:00

Está mais que na hora de actualizar este blog. Não tenho tido tempo nenhum. Tenho passado horas em frente ao computador e por acaso a escrever até doerem os dedos, mas não no blog. Agora, que a menina dos meus olhos finalmente nasceu (a.k.a. tese), já posso respirar mais à vontade e (vejam lá que loucura) até já posso dormir! Sem exageros que ainda há muito pela frente. Mas vou contar um bocadinhos das minhas aventuras nas ultimas semanas.



Submitted!!!

2009-10-22T08:33:05.312+01:00

(image)

(ontem às 3h da tarde)



It's so sad...

2009-10-14T20:23:25.493+01:00

(image)
... that only one of us can go through!