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ANGOLA -Da Utopia para a Realidade- "Desabafos Angolanos"



BLOG de desabafos, experiências quotidianas dignas de se partilhar por todos e para todos, de carácter sério, sem conotação política! Um espaço de crítica social. Para contribuir com algum "desabafo" escreva um texto em formato WORD para: desabafo



Updated: 2015-09-16T17:02:09.979+01:00

 



A independência, o Príncipe e os cidadãos

2009-11-12T18:45:39.042+00:00

O país comemora trinta e quatro anos. Todos aspirávamos a que Angola fosse agora um país completamente reconciliado, com um projecto colectivo partilhado, com um pensamento estratégico nacional, uma larga e forte classe média e elevados índices de desenvolvimento humano. No entanto, o país continua a ser considerado uma sociedade de trevas, atolada nos problemas característicos dos países que estão na cauda do desenvolvimento. Com uma agravante que é o facto de ser um país com muitos recursos e forte crescimento económico mas a que não corresponde um correlato bem-estar da população. Por outro lado, a nossa conjuntura (política, económica e social) é dominada por um problema e por um homem. O homem é José Eduardo dos Santos com sua insegurança política e suas reiteradas pretensões autoritárias. O problema é a sua sucessão, com o pesado manto de incertezas, as grosseiras manobras dilatórias, as falsas promessas que lhe são associadas e as interdições que a rodeiam. As duas questões tornam o país inseguro, obscurecem a previsibilidade do regime e mancham fortemente a sua imagem no exterior, não permitindo a sua modernização, nem a consolidação de um bom ambiente não só de negócios mas de desenvolvimento sustentado, de longo prazo. Agora que celebramos trinta e quatro anos de independência, com os indicadores sociais tão baixos que registamos, com uma economia quase de mera exploração de recursos, JES, em vez de ser um dirigente mobilizador de vontades, apenas procura submeter todas as vontades à sua própria vontade, quer no plano político, económico e social. Para tanto, fez do seu partido o tubo de ensaio dos sistemas de controlo ditatoriais e pretende aplicar as suas experiências ao país, reforçando o partido-Estado, fortemente controlado pelo partido do Chefe, o neomercantilismo que coloca toda a economia dependente dos seus interesses de potência e o corporativismo social como mecanismo de controlo total da sociedade. A eleição é a besta negra do seu consulado. Decididamente, JES não gosta de eleições, prefere a indicação e, de preferência, que seja ele a indicar. Chegamos pois aos trinta e quatro anos de independência muito cansados da situação de instabilidade permanente (inclusive agora nas fronteiras) de um PR que está colado ao cadeirão presidencial há trinta anos, da sua cupidez, da sua insegurança, da sua incapacidade de diálogo, com os diversos sectores da sociedade angolana (não se confunda a sua capacidade de imposição, cooptação e alienação, como capacidade para o diálogo) da sua fixação política (a reprodução do seu próprio poder) da sua fraca produtividade e do pesado custo que ele tem representado para o país, nomeadamente para as novas gerações. Chegamos aos trinta e quatro anos de independência com a dupla consciência de que a sucessão de JES é necessária mas não se pode fazer de qualquer maneira. Mas também de que não pode o nosso sentido de responsabilidade servir de pretexto para sermos obrigados a aceitar a perpetuação de uma dinastia ditatorial. Não é porque tem na sua garagem uma série de tanques de guerra que pode insistir na sua permanência eterna e se arrogar ao direito de decretar, ele próprio, uma revisão constitucional, desrespeitando assim a Assembleia Nacional (que é representativa de todos os cidadãos e da vontade política da Nação), atropelando gravemente os seus poderes e coarctando também o direito de opinião dos cidadãos. A propósito, o PR é um cidadão e, como qualquer outro cidadão, tem direito à opinião e a participar do debate constitucional. Mas, o PR tem a obrigação de defender e zelar pelo bom funcionamento das instituições. Não pode usar das prerrogativas de PR para as desrespeitar, para as subverter. Não pode ele próprio destabilizar o processo constituinte em curso, obrigando toda a gente a abandonar a sua opinião para sufragar a dele como sendo consensual. E, muito menos ainda, não pode fazer exigências que vão contra os valores e regras fund[...]



Ubuntu

2009-10-30T19:25:51.192+00:00

Com a Paz, Humildade e Amor ele liderou o seu país à liberdade do jugo do império britânico. Mahatma Ghandi,um homem que provou que a humildade e a verdade são mais poderosas do que impérios. «Gerações vindouras terão dificuldades em acreditar que tal pessoa em carne e sangue uma vez andou por esta terra», disse Albert Einstein. Nasceu na Índia a 2 October 1869, entanto a sua longa campanha pela Paz começaria em África, onde tudo começou, desde cedo foi em África que Mahatma Ghandi liderou marchas pela Paz na então África do Sul racista, estávamos então no ano de 1983. Hoje, em Angola, jovens e adultos depois de termos todos experimentado o sabor amargo da guerra, da brutalidade, da ausência de liberdade, da opressão e da violência, Mahatma Ghandi volta a ser a inspiração para este momento de sofrimento e desespero. A via que nos indica Ghandi não é desconhecida ou estrangeira à filosofia Africana. Em África temos a Ubuntu, a filosofia da Paz Africana. Filosofia seguida por grandes líderes como Nelson Mandela ou Reverendo Bispo Desmund Tutu, para citar alguns. Caminhamos em boa companhia. Cabe a você estudar e aplicar Ubuntu. Cabe a você a todos nós divulgarmos Ubuntu na nossa Angola. A filosofia da Paz é hoje estudada, ensinada e aplicada mais do que nunca. E mais ainda num país como o nosso, profundamente atingido pela violência. A Marcha da Paz é também a Marcha do Amor. É também a Marcha da Solidariedade. É também a Marcha da Ética. Como tudo o que é bom, só o cultivo faz crescer, assim é bom semearmos as boas sementes da Paz. O bom exemplo fala mais alto do que as palavras ditas. A Marcha da Paz começou! Enviado por: FPD[...]



Um livro que vale a pena ler...

2009-10-08T12:54:27.007+01:00

África,"Capitalist Nigger" é um controverso livro, publicado originalmente em Setembro de 2000, que se destaca como uma explosiva e chocante acusação contra a raça negra. De seu nome completo "Capitalist Nigger": The Road to Success" [Preto Capitalista: A Via do Sucesso] declara que a raça negra é uma raça consumista e não uma raça produtiva.O seu autor, o jornalista nigeriano Chika Onyeani, afirma: "Somos uma raça conquistada e é absolutamente estúpido pensarmos que somos independentes. A raça negra depende de outras comunidades para a sua cultura, a sua língua, a sua comida e o seu vestuário. Apesar dos enormes recursos naturais, os negros são escravos económicos porque lhes falta o instinto aguçado e a perspicácia corajosa da raça branca e a organizada mentalidade económica dos asiáticos".Chika Onyeani, que é o editor do African Sun Times, o único semanário africano publicado nos EUA, usa sem receio a palavra "nigger" no título do seu livro - algo que, na América, quebra um tabu. Ele diz: "O que é mais importante não é o que me chamam mas sim a forma como respondo". Para Chika Onyeani, "nós, negros, somos escravos económicos. Somos propriedade total de pessoas de origem europeia. Estou farto de ouvir negros a responsabilizar outras raças pela sua falta de progresso neste mundo; estou cansado das lamúrias e da mentalidade de vítima, das constantes alegações de racismo a torto e a direito. Isso não nos leva a parte alguma"."Capitalist Nigger" reserva as suas críticas mais duras aos líderes africanos que, de acordo com Chika Onyeani, permitem que europeus e outros pilhem as riquezas de África sem qualquer retorno. "África tem ganho mais fome, mais doenças e mais ditaduras. Temos hoje, em muitos casos, menos do que tínhamos por altura das independências africanas. Chika Onyeani, diz que "Capitalist Nigger" é um apelo angustiante para que a raça negra desperte, para que se levante e para que se mova."Temos de abandonar a mentalidade de vítimas que adoptámos há tanto tempo: a noção de que alguém nos deve algo. Temos de acabar com as lamúrias e deixar de pedir esmolas ao resto do mundo". Para Chika Onyeani, "temos que reconhecer e aprender com os brancos e com os asiáticos o que é necessário fazer para se conseguir sucesso"Isto pode aplicar-se a àfrica e, não só. Quantos países têm, ainda, esta mentalidade. Abstenho-me de citá-los.Enviado por: Anónimo[...]



Luís Sá Silva

2009-09-26T23:15:52.423+01:00

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Angolano Luís Sá Silva, jovem promessa no Mundo do Automobilismo.

Com apenas 19 anos lidera o Campeonato Asiático de Formula Renault 2.0, depois de quatro vitórias seguidas e duas pole position.

No entanto em Angola é um mero desconhecido. Talvez o Sr. Bento Cangamba com tanto dinheiro para festivais e equipes de futebol possa algum dia dar uma ajuda a este Piloto.




*Ricos ou endinheirados?

2009-08-27T11:40:02.155+01:00

Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro» dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos “ricos”. Aquilo que têm, não detêm. Pior, aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitariam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por os lançar a eles próprios na cadeia. Necessitariam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.(...) O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade. As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. O fausto das residências chama grades, vedações electrificadas e guardas privados. Mas por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam.Coitados dos novos ricos. São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam ser sustentados com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído. Os nossos endinheirados-às-pressas não se sentem bem na sua própria pele. Aspiram ser outros, distantes da sua origem, da sua condição. E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos. Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros. Esses outros que os vêem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada. A luta de libertação nacional guiou-se por um princípio moral: não se pretendia substituir uma elite exploradora por outra, mesmo sendo de uma outra raça. Não se queria uma simples mudança de turno nos opressores. Estamos hoje no limiar de uma decisão: quem faremos jogar no combate pelo desenvolvimento? Serão estes que nos vão representar nesse relvado chamado “a luta pelo progresso”? Os nossos novos ricos (que nem sabem explicar a proveniência dos seus dinheiros) já se tomam a si mesmos como suplentes, ansiosos pelo seu turno na pilhagem do país. São nacionais mas só na aparência. Porque estão prontos a serem moleques de outros, estrangeiros. Desde que lhes agitem com suficientes atractivos irão vendendo o pouco que nos resta. Alguns dos nossos endinheirados não se afastam muito dos miúdos que pedem para guardar carros. Os novos candidatos a poderosos pedem para ficar a guardar o país. A comunidade doadora pode ir ás compras ou almoçar à vontade que eles ficam a tomar conta da nação. Os nossos ricos[...]



NO COMMENTS

2009-07-19T11:14:14.385+01:00

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*EUROPE BY DESIGNERS - Parabéns Emília Franco - "MIFA"

2009-06-30T18:45:32.773+01:00

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*C.AUGUSTO, E.FRANCO&H.MOTA

Emília Franco nasceu em Luanda, em Angola, a de 19 Novembro de 1982, onde viveu até seu 18 anos de idade.

Na escola secundária ela descobre a paixão por fotografia, participando nas competições realizadas na escola que frequentava, vencendo em três anos. Ela participou em 2000-01 e também participou de um concurso de arte em Angola, a nível nacional, onde ganhou o primeiro lugar aos 17 anos de idade.

No mesmo ano, com dois amigos, realiza a sua primeira exposição de fotografias na Associação 25 de Abril, em Angola.

Em Julho de 2001 mudou-se para Portugal para frequentar o curso de Arquitectura, na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, mas logo percebe que não é o que ela queria, então, em 2002 decidiu mudar de rumo, passando para a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto para ter uma licenciatura em Comunicação Design / Artes Gráficas.

Em Agosto de 2004, durante o seu estágio na Executive Center, agência de comunicação e imagem, em Angola, produziu o logótipo da empresa Lua Nova, a produção audiovisual, juntamente com a Executive Center.

Este ano é o penúltimo ano de seu curso de Comunicação Design.

In:http://www.europebydesigners.com/contributors/emilia_franco_cesar_augusto_helder_mota.php






A Sociedade em que a Mulher Perdeu a Estima.

2009-06-21T20:27:52.805+01:00

Depois de ouvir na rádio esta manhã o caso da rival que queimou a casa da outra, com relatos ridículos que só não dá para rir porque duas meninas inocentes perderam a vida, decidi enviar este texto. Vivo numa sociedade em que a mulher perdeu a estima.As mulheres da sociedade angolana de hoje, classificam-se a si mesmas como a "própria" ou a "outra"..Ambos grupos parecem satisfeitos com a posição que ocupam ou tentam consolar-se com a ideia que nesta sociedade há menos homens do que mulheres.A própria, portanto, são as mulheres casadas, noivas ou namoradas que por serem "oficialmente" conhecidas ou tal, cumprem os oficiosos deveres e obrigações do nome que sustentam, sem no entanto sequer usufruírem dos plenos direitos de pedir satisfações da vida do seu marido, para que não sejam intituladas de possessivas, ciumentas, ou inseguras.Que estatuto é este?. A outra, é muitas vezes uma mulher que não tendo a "capacidade" ou possibilidade de ter um compromisso sério com um homem descomprometido, sujeita-se estar ao seu dispor quando este poder ou entender estar com ela, mas não só, podem até ser mulheres casadas insatisfeitas com a relação que têm. Muitos dizem que é pela situação financeira. Se assim for, acho que quem "vende-se" por um sustento, tem outro nome... .O mais ridículo é que hoje em dia, a própria sabe que existe a outra e a outra sabe que existe a própria.Se as mulheres procuram afirmar-se na sociedade não será esta a melhor forma. Acho que não é um problema de falta de amor de um homem, o problema é falta de amor-próprio..O que existe também são homens que são pais de família e maridos, mas só de nome. Homens casados que levam vida de solteiros e pais de família que não sabem o que é um programa de fim-de-semana em família. Criam-se famílias modelos. Sim, digo modelos mas é Modelos bons de fotografia, de aparecerem na revista Caras. Se calhar ainda só se chamam família porque levam o mesmo nome e vivem no mesmo tecto. .Os filhos chamam-no de pai porque foi quem os gerou (e isso é a única coisa que o angolano ainda faz bem), mas alem de saberem que o dever do pai é dar o sustento a casa, pouco ou nada fazem em conjunto com os pais.Ver um pai a ajudar o filho nos trabalhos de casa, só no filme missão impossível 4 pois a desculpa é que não temos tempo, trabalhamos e o engarrafamento... mas quase que institucionalizou-se que a sexta-feira é dia do homem... que sinceramente cá para mim parece que estende-se ao sábado e muitas vezes ao domingo.Então quando é o dia de ser pai? De ser marido? Se de segunda a sexta somos todos trabalhadores...Que exemplo de família terão esses filhos?Vá lá antigamente que os homens ausentavam-se porque iam a guerra, ou tinham que trabalhar fora... .A verdade é que eu acho que quando um jovem quer curtir... tem que curtir muito, e quando quer namorar tem que namorar muito, e não é quando se casam que querem curtir. Alguma coisa esta errada nesta ordem... .O que dizer dos casamentos de hoje, quando as pessoas que se casam já sabem que este relacionamento que existe é um relacionamento feito a 3 ou a 4, ou quem sabe ainda mais. Como irão durar? Se a base de qualquer relação humana, e principalmente o casamento, é o respeito, que por sinal já esta perdido e a confiança nem sequer existe. .Concluindo, não sou uma mulher com problemas de auto-estima, e sou independente financeiramente, portanto não pretendo ser a própria nem a outra de ninguém, apenas eu mesma! .Para uma sociedade consciente, reflicta!.Falei e disse, Luanda 2009.Por: AnónimoImagem:http://leandrofca.blogspot.com[...]



FILOSOFIA EXPERIMENTAL [X-PHI]: http://filosofiaexperimental.wordpress.com/

2009-06-09T19:26:45.657+01:00

Somos de um grupo de investigação do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto (Portugal) e lançamos, há menos de 10 dias, um blog sobre um movimento novo da filosofia chamado "Filosofia Experimental". É o primeiro blog em língua Portuguesa sobre o tema. Temos recebido visitantes do Brasil, de Portugal, dos USA e de outros países da Europa, principalmente da Espanha. Gostaríamos muito de divulgar o nosso blog em Angola. Será muito importante para nós  a comuicação com os filósofos e os interessados em filosofia de Angola. Por essa razão, pedimos, por favor, que divulguem (abaixo) o nosso blog em Angola - no vosso blog  Obrigado. FILOSOFIA EXPERIMENTAL [X-PHI]: http://filosofiaexperimental.wordpress.com/ Estamos lançando um blog sobre filosofia experimental, através do qual esperamos dar a conhecer à comunidade filosófica de língua portuguesa essa área recente de pesquisa, as discussões e controvérsias em torno do tema e em torno dos seus experimentos, assim como divulgar os mais importantes artigos e livros que sejam publicados nesse campo. Esperamos que muitos possam contribuir neste blog - não só os que se mostrem genuinamente interessados no tema, como também aqueles que discordem do conceito ou tenham dúvidas quanto à sua relevância. A ideia é mesmo criar uma plataforma de discussão aberta a todos. Nesse sentido, os comentários aos posts são essenciais para dinamizar o debate. Por enquanto, são colaboradores do blog os seguintes pesquisadores: Paulo Sousa (Queen´s Belfast), Carlos Mauro (UPorto), Joshua Knobe (YALE), Shaun Nichols (Arizona), Susana Cadilha (UPorto) e Thomas Nadelhoffer (Dickinson College).O blog disponibilizará alguma bibliografia para quem queira prosseguir a sua pesquisa, assim como algumas traduções de textos considerados fundadores do movimento. Qualquer comentário, sugestão ou crítica a qualquer aspecto do blog é naturalmente bem acolhido, e estamos também bastante receptivos a propostas de colaboradores que queiram tornar-se autores do blog. Aguardamos a participação de todos. Carlos Mauro & Susana Cadilhacoordenadores do bloginvestigadores do MLAGMLAG: http://web2.letras.up.pt/ifilosofia/gfmc/mlag/?p=home[...]



1 Comentários

2009-05-31T23:43:38.552+01:00

O site de Empregos On-line em Angola, designado empregos-ao.com, é um site de pesquisa, divulgação e promoção do emprego em Angola, com vista na aproximação dos candidatos as oportunidades de emprego e as empresas. Para muitos jovens um primeiro contacto com o mundo laboral após terminar o seu curso académico. Sendo um Portal desenvolvido para quem procura empregos em Angola, estando em Angola ou no estrangeiro, estamos a trabalhar no sentido de levar a sua divulgação a todas entidades consideráveis neste processo, assim entendemos apresentar-lhe também.  Visita-nos em  www.empregos-ao.com e ajude a divulgar este projecto! Aguardamos por si! Agradecemos a vossa atenção dispensada e estamos disponíveis para quaisquer dúvidas ou necessidades de esclarecimentos adicionais no nosso formulário de contacto ou no e-mail info@empregos-ao.com .  |Tel. +351 927363247 |Fax.+351  707500835|info@empregos-ao.com[...]



Será inveja o que sinto ou chega de viverem a nossa custa?

2009-05-10T22:47:48.858+01:00

Recentemente desloquei-me a Europa a trabalho e quando regressei comentei com um amigo que tinha visto um conhecido nosso, alguém com quem costumamos jogar a bola, com a sua namorada num BMW série 7 a passear por uma avenida europeia. Até ai nada de mal, mas acontece que o BMW tinha matrícula consular, ou seja, pertencia ao corpo diplomático angolano. Comentava eu em tom de reprovação, porque em primeiro lugar ele não tinha credenciais para usufruir daquela viatura que era paga com dinheiros públicos angolanos para efeitos diplomáticos e não para estar ao serviço do filho de um General na reforma, mas sobre tudo porque o pai dele já é pornograficamente bem abastado e podia muito bem alugar um carro invés de andar de carro e por combustível “as minhas custas” (enquanto cidadão angolano contribuinte) quando, de repente, o meu amigo a quem eu comentava, remata a seguinte frase que acaba comigo: “o que tu tens é inveja dele”… A frase acabou comigo porque esse meu amigo com quem eu desabafava, tal como eu, devia entender que os bens públicos não são para serem usados e abusados por pessoas não creditadas, para uso e serviço próprio ou outro uso ou finalidade que esteja fora do âmbito, naquele caso, diplomático.  Naquele caso particular estávamos perante o filho de um General na reforma, um cidadão tão comum como eu, com os mesmos direitos que eu, e que abusava dos meios consulares angolanos. É claro que isto é o pão-nosso de cada dia. Os bens públicos estão ao serviço dos filhos dos filhos, dos filhos e das amantes e dos primos da elite do MPLA. Mas acontece que aquele carro não pertence ao MPLA, não foi comprado com o dinheiro do partido MPLA, mas sim com o dinheiro do Estado angolano, - sabem qual é a diferença? O MPLA tem receitas para colocar em cada capital europeia 1 BMW série 7 sem ter de recorrer ao dinheiro dos cofres do estado. Já tem demasiados bancos e outros negócios para ter esse poder. - que por acaso é nesta legislação (e foi no passado também ) dirigido pelo MPLA, com maioria de mais de 80% (lembre-se!). Mas está na altura de esses abusos acabarem e de nós deixarmos de nos conformarmos que o dinheiro dos nossos impostos e das receitas do nosso país estejam sempre a ser desperdiçados e esbanjados com os passeios pelo Mundo fora deste ou daquele cidadão que não tendo creditação para o fazer abusa da cédula militante ou do lugar do paizinho. Que fique aqui bem claro que o sentimento não é o de inveja mas sim o de injustiça porque ele (que andava no carro diplomatico), tal como eu, vive num país onde as pessoas morrem por falta de acesso a cuidados médicos e assistência. E é o despesismo de pessoas como ele, cujo pai já bastante rico, que fazem com que o país tenha dificuldades em se erguer dos escombros onde se encontra. Este habito tem de acabar e a família MPLA têm de ficar mais consciencializadas que o MPLA é o partido no poder até o povo assim o dite, e que o povo (eu inclusive) está cansado das vossas boas vidas a custa do sofrimento (e meu suor) dos Angolanos que por toda Angola morrem de cólera e outras doenças, e que passam muitas necessidades.Já chega de viver amordaçado... Falar a verdade não é inveja, é ser cidadão angolano no exercício dos seus Direitos. Foto:areiahostil[...]



Angola multiracial, multicultural e multilínguas

2009-05-02T20:48:05.311+01:00

Há diferentes opiniões e atitudes na interpretação que fazemos da realidade histórica dos povos de Angola.
Falamos só nos povos Bantu, como se a história de Angola tivesse só começado na rainha Ginga, é um paradigma, porque, para sermos honestos temos que aceitar que os Angolanos são negros, mulatos e brancos, lamenta-se a falácia de alguns poucos que apregoavam em 1975 que os milhares de mulatos e brancos ali nascidos não podiam ser angolanos por causa da sua cor da pele sendo isso uma vergonhosa falsificação da história porque os antepassados de muitos negros que hoje se dizem «genuínos» e «donos da terra» ocuparam os territórios que actualmente compõem Angola, pouco antes, e, às vezes, pouco depois de os portugueses terem chegado e, muitas vezes, ao mesmo tempo que os colonizadores.
Os únicos angolanos genuínos são, curiosamente, os mais marginalizados dos nativos: os Khoisans (bosquímanes e hotentotes ) que se fixaram em Angola há mais de 11 mil anos e os Vátuas que habitaram a sua região situada nos desertos do Namibe há mais de 3 mil anos.
Todos os outros povos fixaram-se em Angola a partir dos grandes movimentos migratórios da população bantu, que se foram miscigenado e cruzando entre si.
.
Afinal, o melhor mesmo é não confiarmos naqueles que querem reescrever a história e amarmos Angola multiracial, multicultural e multilínguas.
.
Por:Anónimo



Luanda, a cidade mais cara do Mundo!!!

2009-03-27T12:12:23.496+00:00

(image)
De acordo com a ECA -international, tal como em 2007, em 2008, Luanda, voltou a ser a cidade mais cara do Mundo.
Consultar o Link ://www.citymayors.com/statistics/expensive-cities-world.html
Só com um salário de 20.000,00usd/Mês, é que se consegue ter qualidade de vida em Luanda.



0 Comentários

2009-03-17T19:09:18.000+00:00

ExcelentíssimoSr. Barack ObamaPresidente dos Estados Unidos da América.Sou uma cidadã comum angolana que acompanhou atentamente, como outros angolanos, a vossa eleição bem como a tomada de posse, a semelhança dos outros povos dos quatro cantos do MUNDO, e que aguardam com ansiedade que aconteça o mesmo nos seus países ainda dominado pelos a versos a democracia. MUDANÇA. O sonho de Luter king “ I HAVE A DREAM” e V.excia disse “WE CAN”. Os angolanos sonham por uma liberdade efectiva e agora inspirados pelo vosso pensamento, acreditam que finalmente também podem, porque tudo tem o seu tempo.Sou cristã, mas católica romana que pretende dizer o seguinte, V.excia é tão ser humano como qualquer um, mas nunca nenhum outro comoveu e influenciou de forma positiva na nossa era, o Mundo, como Vexcia. Para mim parece um enviado de Deus para salvar o Mundo da tirania, em particular a África em que a democracia parece distar-se dela ainda 200 anos.Aconteceu com o Papa João Paulo II depois da sua morte. O Mundo cristão e não cristão, reconheceu que tinha sido um homem de bem, que havia trabalhado afincadamente para unir todos os crentes, independentemente da sua opção religiosa.V.excia, marcou o Mundo escrevendo com letras douradas esta grande viragem da história. Para mim não muito pela vossa descendência afro-americana, mas pela vossa mensagem de paz, de amor ao próximo. Advertindo o mundo da ganância para que se compadeçam com os outros e que saibam aceitar as decisões dos seus povos e não se impondo ao poder através de métodos anti democráticos. Vossa campanha marcada de humildade e pobreza, mas vincada de um triunfo e sem intenção de esmagar os adversários tal como acontece no nosso Continente.De Vossa dignifica mensagem marcaram-me as seguintes frases: “todos são iguais e todos são livres, todos merecem uma oportunidade para atingir a felicidade…chegou altura de voltar afirmar o nosso espírito resistente…para aqueles que se agarram ao poder através da corrupção, da fraude e do silenciamento de dissidentes fiquem a saber que se encontram no lado errado da história, mas que vos daremos a mão se quiserem abrir o vosso punho.O povo africano quer mudança mas “os cínicos não conseguem compreender que a situação mudou, que os argumentos políticos viciados, que durante tanto tempo nos consumiram, já não se aplicam”.– Citamos igualmente V.ExciaVoltando a Angola, nesta altura falar da situação sócio político do país é o que mais me interessa, porque é o que preocupa a sociedade angolana.Angola realizou as eleições legislativas em 5 de Setembro de 2008, mas que na realidade as eleições foram realizadas dias 5 e 6 e em certas áreas mesmo até dia 7, em violação ao preceituado na lei eleitoral e marcadas por um número infindo de violações das regras democráticas.Excelência, não escreveria para falar das eleições em Angola, mas sim da situação social e politica do meu país. Vossa eleição é o resultado claro do evangelho bíblico “todos os seres humanos são iguais perante Deus “.Os angolanos após a guerra que assolou o país, esperavam ver um país pluripartidário de facto e não uma sociedade democrática formal. Onde todos os pressupostos democráticos fossem observados incluindo a liberdade de ser informado e formado. Os meios de comunicação estatal outra coisa não fazem, senão obrigar este povo a agradecer pelos míseros empreendimentos que o regime apresenta. A miséria, a pobreza sobem ininterruptamente, continuando o povo a viver abaixo de 1 dólar dia.Este povo espera que Vossa vitória venha ser uma mola impulsionadora para um verdadeiro estado democrático e de direito, c[...]



PETRÓLEO DE ANGOLA PARA OS GRANDES FALCÕES

2009-03-02T20:53:30.748+00:00

É evidente que a estratégia norte americana para o Golfo da Guiné não se pode limitar à ênfase que o nóvel AFRICOM, o Comando África do Pentágono que continua com sua chefia instalada na Alemanha, (apesar dos esforços de toda a ordem visando a sua instalação em África), passou a ter, com a deslocação do USS Fort McHenry (LSD 43) e do navio experimental HSV-2 SWIFT para a região, a fim de serem utilizados, o primeiro, durante seis meses, como “África Partnership Station”, e o segundo como “atracção tecnológica”, visitando um a um todos os países com litoral oceânico..Muito antes da criação pela administração republicana de George W. Bush, do AFRICOM, já os Estados Unidos, interligando a diplomacia com os interesses económicos das grandes corporações norte americanas presentes em África, privilegiavam os nexos com aqueles que operavam em vários sectores da indústria mineira, na indústria de prospecção e exploração de petróleo e com os operadores prestadores de serviços, influentes até na super estrutura do poder em Washington, (seja com o concurso dos republicanos, seja com o concurso dos democratas), a fim de garantir relacionamentos bilaterais e multilaterais com os países africanos, de norte a sul..A Halliburton e a sua subsidiária até 2007, Kellog Brown & Root, multinacionais que têm como referência a figura de Dick Chenney, vice-presidente dos Estados Unidos, fazem parte do conglomerado de corporações norte americanas já com historial em África, seja quando estão no poder republicanos, seja quando estão os democratas..Elas têm distribuído a sua actividade a nível global, não só em suporte das multinacionais do petróleo, mas também em função de outros desempenhos civis e militares, no âmbito dos interesses interligados que suportam os relacionamentos de Washington, não só por via pacífica, mas também nos seus esforços de guerra, por todo o planeta..A 5 de Março do ano corrente, um analista do Global Research no Canadá, Andrew G. Marshall, publicou uma investigação-síntese, sob o título “Martial Law, Inc”, em que realçava as actividades da Kellog Brown & Root desde a década de 40 do século passado e particularmente desde a guerra do Vietname..No que diz respeito a África o investigador do Global Research do Canadá fornece a síntese da presença do KBR nos acontecimentos do Ruanda e da República Democrática do Congo..No que diz respeito ao Ruanda, o investigador, que se apoiou nas revelações de Wayne Madsen sobre o derrube do avião que transportava os presidentes do Ruanda e do Burundi, conforme as investigações também levadas a cabo pelos Franceses em 2004, indicou que houve um estreito relacionamento nesse acto, com os operadores ruandeses (tutsis) enquadrados no Rwandan Patriotic Front de Paul Kagame, da International Strategic and Tactical Organization, que representava “poderosos interesses políticos e corporativos” incluindo os da Armitage and Associates LC, uma firma fundada pelo antigo Adjunto da Defesa de George W. Bush, Richard Armitage e a Kellog Brown & Root..Em 1994, na sequência da instalação do governo do Rwandan Patriotic Front no Ruanda, o KBR beneficiaria dum contrato sob a denominação de “Operation Support Hope”, no valor de 6,3 milhões de dólares..Desse enredo, segundo o mesmo analista, houve três beneficiários em 1994 e um beneficiário em 1995:Paul Kagame, que se viria a tornar Presidente do Ruanda, Kofi Annan que se tornaria Secretário Geral da ONU e Madeleine Albright, que seria Secretário de Estado durante a governação democrata de Bill Clinton. O próprio Dick Chenney tornar-se-ia CEO da H[...]



O Crime Financeiro...

2009-02-17T19:43:09.361+00:00

.Por: Martinho Junior.“Ao permitir ao capital fluir sem controlo de um extremo a outro do mundo, a globalização e o abandono da soberania alimentaram o crescimento explosivo de um mercado financeiro à margem da lei”… “é um sistema coerente estreitamente ligado à expansão do capitalismo moderno e que se baseia na associação de três parceiros: governos, empresas transnacionais e máfias….Negócio é negócio; o crime financeiro é antes de mais um mercado, florescente e estruturado, governado pela oferta e a procura”… “A cumplicidade do alto negócio e a tolerância política é o único meio pelo qual o crime organizado em larga escala pode proceder à lavagem e reciclagem dos lucros fabulosos da sua actividade. E as transnacionais precisam do apoio dos governos e da neutralidade das autoridades reguladoras a fim de consolidar as suas posições, aumentar os seus lucros, enfrentar e esmagar os concorrentes, levar por diante o negócio do século e financiar as suas operações ilícitas. Os políticos são directamente envolvidos e a sua capacidade de intervenção depende da protecção e financiamento que os mantém no poder. Este conluio de interesses é uma parte essencial da economia mundial, o lubrificante que faz rodar as engrenagens do capitalismo”, Christian de Brie e Jean Maillard, in “Crime a maior empresa livre do mundo”, Le Monde Diplomatique, Abril de 2000..O “consulado” de Bernardo de Sousa à frente do Ministério dos Transportes ocorreu em meados dos anos 80 e foi determinante para a evolução negativa desde então protagonizada pelo Porto de Luanda, à revelia duma legislação que até hoje não terá siso revogada – o Porto, ao que alguns entendidos fazem saber, está preso ainda ao decreto que o coloca em “regime de excepção”..“Em regime de excepção” esteve de facto o Porto de Luanda, quando após a independência perante a sua desorganização, em termos de quadros e de estruturas, obrigou Agostinho Neto a adoptar medidas enérgicas que levaram ao saneamento duma situação que se arrastava, que era catastrófica para a economia angolana e se espelhava nas dezenas de navios que dentro e fora da baía de Luanda aguardavam a sua vez para atracar e realizar as morosas operações portuárias..Foram criadas infra-estruturas que qualificavam o Porto de Luanda como uma enorme unidade integrada, foram abertos espaços para contentores, foram montadas as linhas de formação dos comboios para melhor manusear e escoar as mercadorias, foram simplificados os padrões técnicos de suporte aos equipamentos e máquinas reduzindo a quantidade de modelos em uso, foi criado um sistema de iluminação eficaz que permitia que as operações passassem a ser desenvolvidas dia e noite, reforçou-se o betão de uma zona muito vasta dos espaços contíguos aos cais, a pontos de que, caso fosse necessário e evacuados esses espaços, até houvesse a possibilidade de se criar com isso uma pista de aviação alternativa,....Após o saneamento, com a chegada de Bernardo de Sousa a Ministro dos Transportes, fez-se “tábua rasa” desse esforço, nem sendo preciso revogar o decreto que colocou o Porto em “regime de excepção”..Inebriados com as potencialidades nascentes de capitalismo e da privatização, com o “mercado”, uma série de candidatos apressaram-se em “fazer-se ao suculento bife” respondendo a um “concurso público” e disputando cada uma das quadrículas a que se passou a chamar de terminais, em que o Porto foi dividido, “a esquadro e régua”..As estruturas portuárias que correspondiam a um modelo integrado, foram severamente atingidas: as div[...]



Elite International Careers

2009-02-10T15:16:08.920+00:00

A Elite International Careers tem o privilégio de anúnciar o seu primeiro fórum de recrutamento em Lisboa, nos dias 6, 7 e 8 de Março de 2009, direccionado para Angola, no qual vão participar cerca de 30 empresas líderes em Angola, das quais se destacam a Odebrecht e Chevron como patrocinadoras, e a Acergy, BESA, BP, Cameron, Cuca BGI, DNV, Elecnor, EMSA, FMC Technologies, Global Alliance, Halliburton, Honeywell, ITM Mining, Mota-Engil, Nalco, NDS, Oceaneering, Ofek, OPS, Panalpina, Pride, Queiroz Galvão, Saipem, Sonils, Subsea7, Technip e Zagope.

O Elite Angolan Careers vai realizar-se durante um fim-de-semana e reúne entrevistas pré-agendadas entre candidatos previamente seleccionados e os decisores-chave das empresas presentes. Durante o fórum, decorrem ainda apresentações de representantes das empresas presentes que dão a conhecer aos candidatos os seus objectivos organizacionais, a importância do regresso dos quadros angolanos e as oportunidades correntes.

Esta é uma oportunidade única dos candidatos estarem expostos a um grande número de empregadores e vice-versa.

O acesso a este Fórum é para candidatos convidados (ou seja, candidatos cujos CVs foram enviados para as empresas e que as mesmas estão interessadas em entrevistar no Fórum).

Estás interessado?

Então envia já o teu CV para angola@eliteic.net e visita o website www.eliteangolancareers.com para mais informações.

Conheces alguém que possa estar interessado?

Por favor indica os seus contactos ou passa a palavra reenviando-lhes o nosso website www.eliteangolancareers.com

Obrigada pela atenção!

http://www.eliteangolancareers.com/



SOBRE A CRISE MUNDIAL

2009-02-05T01:26:08.360+00:00

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"Vou fazer um slideshow para vocês... Estão preparados?
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É comum, vocês já viram essas imagens antes. Quem sabe até já se acostumaram com elas. Começa com aquelas crianças famintas de África. Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele. Aquelas com moscas nos olhos. Os slides se sucedem. Êxodos de populações inteiras. Gente faminta. Gente pobre. Gente sem futuro.
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Durante décadas, vimos essas imagens no Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto. Algumas viraram até objectos de arte, em livros de fotógrafos de renome. São imagens de miséria que comovem. São imagens que criam plataformas de governo. Criam ONGs. Criam entidades. Criam movimentos sociais.
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A miséria pelo mundo, seja no Uganda no Zimbabué, em Angola na Índia ou em Bogotá, sensibiliza. Ano após ano, discutiu-se o que fazer. Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta. Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo. Resolver, capicce? Extinguir. Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
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Não sei como calcularam este número. Mas digamos que esteja subestimado. Digamos que seja o dobro. Ou o triplo. Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo. Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse. Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse. Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia - " bancos e banqueiros, agora a indústria automobilística." Como uma pessoa comentou, é uma pena que este texto só esteja em blogs e não na mídia de massa.
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Se quiser, repasse, divulgue, se não, o que importa, o nosso almoço tá garantido mesmo..."

Enviado por: New World Fundation



Rei Muatchissengue wa Tembo

2009-01-29T20:06:42.964+00:00

Principal riqueza de uma região é o seu povo. Mas, no Leste, o povo está a ser vítima da ganância pelos diamantes. Os sectores da saúde e da educação são os principais indicadores que reflectem a condição social de um povo e o nível de aplicação dos seus recursos para o bem-estar comum. Os pequenos indicadores que acima apresentei, demonstram que os filhos do Leste estão a ser lançados para a escuridão total do obscurantismo e da ignorância..Por isso, às vezes, as pessoas em Luanda, dizem que os Tchokwés e outros povos da região são matumbos. Essa é a linguagem da capital de Angola. Os outros são matumbos, não é? Então se o governo não dá escolas aos Tchokwés, como é que podem estudar para deixarem de ser atrasados? Eu pergunto aos senhores que manipulam o dinheiro dos diamantes, dos petróleos e com o nosso destino se isto está certo? Na região Leste, mais de 88% das pessoas são analfabetas..Como o soberano legítimo da Lunda-Tchokwé diz: não há sequer uma escola primária ou um posto médico, lá onde vivo. Os meus filhos não estudam. Amanhã receberão o meu poder tradicional sem qualquer educação. Isso é muito grave. Estou em crer que o mesmo acontece com os meus irmãos de Pungu-a-Ndongo, Ekuikui IV, a Nhakatolo Tchilombo e Bakongo. .Na região, o desemprego ultrapassa os 90% da força de trabalho. Nas Lundas, as pessoas praticamente sobrevivem do garimpo ou da candonga de comprar mercadorias em Luanda e revender lá nas praças a preços exagerados. As Lundas são a região mais cara de Angola, por causa dos diamantes, apesar de serem as mais empobrecidas do país, ao lado do Moxico e Kuando-Kubango. .Os diamantes têm sido explorados no subsolo das Lundas, por parte da Endiama, Sociedade Mineira do Lucapa, Sociedade Mineira do CATOCA, Projecto Luô, SOMINOL, ASCORP, as dragas dos generais do exército,ministros e outros que operam nas áreas do Cafunfo, Cuango, Calonda, Lucapa, Nzaji, Chitotolo, Catoca, Cucumbi, Capenda-Camulemba, Cuilo e Luangue, para não citar outras localidades,serao para o bem das populacoes ou da NAÇÃO?..Tem-se falado muito na atribuição de 10% das receitas de imposto sobre a venda de diamantes para benefício das populações da região Leste. O povo não conhece a verdade sobre esse assunto, porque ninguém explica como é que se está a governar para o bem-estar das populações. A miséria é cada vez maior..Por exemplo, o Hospital Provincial, em Saurimo, só faz consultas a olho nú. Praticamente não tem laboratório. Para se fazer um raio-X ou qualquer análise tem de se ir aos postos médicos privados ou dos missionários de Caluquembe. Para aqueles que trabalham no Catoca têm o privilégio do posto médico da empresa..Outro exemplo é a instalação do núcleo universitário de Saurimo numa escola de professores do IIIº Nível. Pintaram a escola e puseram lá a correspondente da Universidade Agostinho Neto. Portanto, menos uma escola para dar lugar a outra. É como fazer funge sem conduto. No mundo inteiro não existe um povo sem cultura, usos e costumes como símbolos da sua dignidade humana, com que Deus abençoou cada grupo etno-linguístico..A tradição tchokwé é apreciada no mundo inteiro, menos em Angola, onde praticamente só se aplaudem os cantores brasileiros e procura-se abafar aquilo que é a essência da nossa identidade. Basta verificar que o Museu do Dundo, que era um grande símbolo cultural do Leste do país, e de Angola em geral, está abandonado. Muitas peças de arte foram roubadas e vendidas na Europa..Na capital do nosso país, em[...]



Corrupção*

2009-01-03T20:56:48.673+00:00

Mesmo se vivendo num paraíso de vivos, vivaços, vividos e com algumas galinhas de ovos d´ouro, custa compreender como é que não existem leis e planos concretos credíveis, que visam dar o golpe final e mortal á corrupção cada vez mais gritante que vêm tomando conta de todas as estruturas do país. .Como quase se tornou já institucionalizado, ninguém mesmo se atreve a fazer este combate, através de instauração de processos, por algumas situações imprevisíveis. Uma delas é a cultura do ódio advindo dos parentes e kambas dos corruptos. Os filhos, irmãos, pais, kambas e principalmente os cônjuges passam a nos encarar como monstros --- aqueles que perseguem seus pais, irmãos, filhos, kambas e esposa (o)..Óbvio -- e não poderia ser diferente -- entendemos perfeitamente esta posição familiar. Quando temos o desprazer de encontrar algum familiar ou kamba do corrupto no Shopping-" Belas ", no Roque, na rua ou mesmo numa roda de kambas, sabemos que os olhares " fuzilantes" se devem ao fato de estarmos aporrinhando a vida daquele, que não teve respeito e consideração com o bem público e resolveu transferi-lo unilateralmente para o seu próprio património..Mas também não esquecemos o fato de que os filhos, irmãos, pais, esposos e as vezes até kambas dos corruptos se alimentam com o produto desviado por ele, e acabam participando do bolo de forma indirecta (em certos a casos até directamente (Acompanhem o raciocínio da afirmativa:)"Amigo de corrupto também é corrupto" --- Se você é uma pessoa honesta, que vive exclusivamente de seu salário, que não trambica ninguém, que age como é exigido do funcionário ético, certamente não terá condições de acompanhar o estilo, a pedalada e a vida de um corrupto..Como o dinheiro do infame é conseguido de forma ilícita e em grande quantidade, a tendência é que ele o gaste sem muito cuidado e até mesmo sem qualquer"kigila". Assim comprará bens de consumo caros, frequentará restaurantes de luxo cujos os preços não são condizentes com o sabor dos piteu, viajará para locais inusitados, se hospedará em hotéis de alto luxo e você, o honesto certamente não terá condições de acompanhar este "mundo da fantasia corrupta". Então como a vida não é uma ilha e todos os homens gostam de companhia, o corrupto terá que absorver algumas despesas que são suas para tê-lo ao seu lado em uma viagem de fim de semana, nas Tugas, África do Sul ou mesmo em"fugidinhas" no final do dia , onde quiserem.Como o dinheiro do ladrão vem fácil, ele também o gasta facilmente. Desta forma, na casa do corrupto (quintas ou chalé nos Alpes Suíços), toda aquela mordomia, são pagas com o meu, teu dinheiro e com as lágrimas de todo um povo que sofre de fome. E, você, ao aceitar esta condição confortável acaba participando dos crimes praticados no exacto momento em que aceita não denunciar ou pelo menos tornar público o que sabe (demonstrando covardia), contrariando seus dogmas (falta de ética), para não " perder o amigo " (hipocrisia), enquanto curte as mordomias oferecidas com dinheiro sujo (corrupção).Esclarecido a tese:" Amigo do corrupto também é corrupto " Vou falar ou escrever sobre o verdadeiro assunto que me levou a assentar em frente ao meu computador hoje, num dia de domingo 21 de Dezembro de 2008, com um tremendo frio por essas paragens. O cônjuge do corrupto!.De todas as pessoas infelizes neste mundo, talvez aquela que deve ser considerada a mais digna (de todas as penas) seja o cônjuge do indivíduo corrupto apodrecido -- o[...]



Votos de Feliz Natal e Prospero Ano Novo, de Angolano para Angolano

2008-12-24T10:53:40.673+00:00

(image)
Que a nossa amizade seja eterna como eternas são as obras em Angola,
Que a tua alegria aumente como aumenta a corrupção em Angola,
Que o teu amor seja visível como a poeira em Angola,
Que os teus sonhos nunca faltem como a água e a luz em Angola,
Que os teus desejos possam atingir todos os extremos, como os ricos e os pobres em Angola,
Que a tua felicidade aumente como aumentam todos os dias os gatunos de Luanda e que o teu futuro seja bonito e risonho como é o povo desta Angola amada.
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''DESEJO-TE TUDO DE BOM, PARA ALÉM DAQUILO, QUE SÓ ESTA ANGOLA PODE DAR''
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Por: Anónimo



"Bocas"

2008-12-12T20:33:34.867+00:00

Ter Angola no Coração é ter o coração cheio de amor. Amor por todos os Angolanos – mas mesmo todos. Amor por toda Angola, em toda a sua beleza..Temos que assegurar plena liberdade, mas esperando responsabilidade de todos. Temos que estimular e tolerar a diversidade, mas esperando a colaboração de todos na concretização dos grandes desígnios nacionais..O desenvolvimento de Angola deve envolver quatro aspectos fundamentais: infra-estruturas, instituições, consciência e cultura. Um país só se desenvolve integralmente se evoluir, simultaneamente, nas infra-estruturas que suportam a vida das pessoas, nas instituições que gerem a sociedade, na consciência individual dos seus cidadãos e na cultura nacional do seu povo..A população Angolana está hoje distribuída pelos lugares “errados”. E o principal “erro” chama-se Luanda, cidade que concentra cerca de 30% da população do país. A solução é levar o grosso do investimento público para fora de Luanda. A população segue o dinheiro..Se Luanda tiver efectivamente cinco milhões de habitantes, será o 50.º maior aglomerado populacional do mundo. Estará a frente de cidades como Washington, Roma ou Berlim. Dos 100 maiores aglomerados urbanos do mundo, 84 albergam menos de 15% da população dos países e só quatro é que albergam mais de 30%..Luanda tem população a mais, tendo em conta a população de Angola. A solução de fundo não é investir e construir à altura de cinco milhões de pessoas. É reduzir drasticamente a população, atraindo-a para outras zonas do país. A solução estrutural para Luanda está fora de Luanda..O país deve envolver-se num grande esforço de ordenamento do território. Isto para que os investimentos em infra-estruturas não agravem o actual desordenamento. O desenvolvimento deve ser policêntrico..Reduzir a população de Luanda dos actuais cinco milhões para os três milhões; fazer crescer a população de cidades como Malange e Huambo para os 1,5 milhões; fazer crescer a população de cidades como o Soyo e Luena para os 750 mil habitantes..As sedes de todas as empresas petrolíferas, a começar pela Sonangol, seriam transferidas para o Soyo. As sedes de todas as empresas diamantíferas, a começar pela Endiama, seriam transferidas para Malange..Poderá ajudar uma nova cidade que hospede o poder central, promovendo maior eficiência no funcionamento dos órgãos de soberania e da administração central do Estado. Mas deve situar-se longe de Luanda e deve ser uma cidade da ordem dos 375 mil habitantes. Não acredito que sejamos capazes de construir de raiz uma cidade de um milhão de habitantes..Quando a via rápida entre Viana e Luanda estiver pronta, todos vão chegar mais rápido. Quem vem trabalhar e quem vem roubar. A estrada é uma coisa. Não tem consciência. Quem tem consciência são as pessoas. A par do desenvolvimento das coisas temos de cuidar do desenvolvimento das consciências..Quer a Noruega, quer a Nigéria, têm muito petróleo. O Desafio para Angola nos próximos 20 anos é usar o petróleo para aproximar-se da Noruega e afastar-se da Nigéria no Índice de Desenvolvimento Humano..O que Angola mais precisa é de uma injecção muito forte de uma “vitamina” chamada CCR: Carácter, Competência e Responsabilização. É preciso um número infinito de biliões de dólares para preencher um vazio de CCR..Sem instituições desenvolvidas, mesmo com dinheiro, os resultados ao nível das infra-estruturas não aparecem,[...]



E se Obama fosse africano?

2008-11-30T10:08:27.065+00:00

Por Mia CoutoOs africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos[...]



"Angola é governada por criminosos"

2008-11-04T18:54:35.693+00:00

"Angola é governada por criminosos" - ainda hoje esta frase ecoa na minha mente..Só eu sei o que senti quando ouvi as declarações de Bob Geldof. E senti-o de tal maneira que havendo certamente palavras elegantes para descrever esses sentimentos, não sou capaz de as reconhecer sequer. Assim, prefiro nem tentar expressar com rigor das minhas emoções. Deixar-me-ei por isso levar pela imaginária e agradável sensação de estar serenamente sentado a beber batido de abacate, com bastante leite condensado.. Se é verdade que Angola é governada por criminosos, então não deixa de ser verdade que estas eleições foram fraudulentas e que os observadores internacionais são cúmplices na acção criminosa do Estado angolano contra o seu próprio povo e sua única fonte de legitimidade. Se é verdade que Angola é governada por criminosos, então não deixa de ser verdade que a Comunidade Internacional dá amparo a estes crimes porque, tendo poderes para o efeito, não faz o exame necessário a respeito desses crimes e simplesmente ignora as suas vítimas.. Se é verdade que Angola é governada por criminosos, então o povo angolano é criminoso porque o Governo de Angola é um GOVERNO DE UNIDADE E RECONCILIAÇÃO NACIONAL. E se querer um Governo destes é crime, então o povo angolano é criminoso porque escolheu e aceitou para si um Governo criminoso constituído por diferentes forças partidárias. Por favor Sir Bob Geldof, explique ao povo de Angola que as eleições agora realizadas não foram livres, embora tenham concorrido 13 formações políticas diferentes que realizaram as suas campanhas em pé de igualdade, suportadas com meios financeiros públicos e com total liberdade de reunião e manifestação; que não foram justas, apesar de haver já partidos políticos angolanos que vieram a público declarar que aceitam os resultados destas eleições; e que não foram transparentes, não obstante a constante e contínua informação / formação dada aos angolanos sobre o processo eleitoral..Não, o processo eleitoral angolano não foi perfeito, o sistema eleitoral angolano não é perfeito. Mas se também não o é qualquer outro processo eleitoral realizado com a periodicidade prescrita pelas leis dos países onde decorrem, porque havemos de esperar que o processo eleitoral angolano seja imaculado?Se também não são perfeitos outros sistemas eleitorais, porque havemos de exigir que o sistema angolano seja isento de vícios? Quiçá os mesmo vícios de outros países que tenham adoptado um sistema eleitoral semelhante…Houve dificuldades e falhas. Foram assumidas. Ninguém se escondeu ou procurou justificar o injustificável. Pediu-se desculpa e ofereceu-se a solução, prevista na lei. Deve haver responsabilização por estas falhas? Devem ser tiradas consequências políticas? Se sim, então que assim seja! Os homens deste país já mostraram que sabem assumir as suas responsabilidades e não têm medo do mundo. O FMI que o diga... .O facto é que Bob Geldof fundou a sua opinião na comummente aceite ideia: Angola é governada por criminosos.É mais fácil aderir à opinião generalizada e escutar apenas pessoas que estão de passagem, de pessoas que têm uma opinião tendenciosa ou de pessoas que simplesmente ignoram a realidade angolana, do que estudar as questões a fundo, no terreno e de forma imparcial; do que procurar compreender o que foi, o que é e o que se quer que Angola seja;[...]