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A Minha Agenda



... a miinha agenda, nananananan.



Updated: 2016-09-08T05:35:50.492+01:00

 



Da série “um dia mordo alguém no autocarro”

2011-03-10T18:32:55.960+00:00

Esta manhã, uma sexagenária de cabelo vermelho pediu ao condutor para lhe indicar o número de telefone para os “passes perdidos”, pelo que o condutor se ergue para ajudá-la, interrompendo a marcha do bus por coisa de 30 segundos. Foi o suficiente para uma dupla de meia-idade se insurgir, no banco atrás de mim, nos seguintes modos: «Uma pessoa a ter que ir trabalhar e só vêm empatar» / «É como aquelas pessoas que deixam os aquecedores ligados o tempo todo e depois dizem que o dinheiro não chega» / «E os professores que vão para a rua fazer manifestações com os cartazes, que exemplo é que dão aos alunos?». E é por isso que um dia mordo alguém no autocarro.



Nota: estávamos a estudar na piscina.

2010-06-08T03:42:11.191+01:00

Fotos cedidas pelos colegas de sela. Sela dos cowboys, pois claro :)

(image) Vista da janela do quarto: estádio dos Texas Longhorns. "Hook 'em horns".

(image) Um dos três arranha-céus de Austin, mais o seu lago.

(image) O tal 'tour bus' que virou barco e entrou pelo lago adentro.

(image) Zona de estudo.


(image) Zona de estudo a valer: a residência.

(image)

Oh pequenito! Queres uma batatinha frita?




A 'night'

2010-06-07T05:35:42.451+01:00

Sair à noite em Austin é como entrar numa fábrica de pot, e não estou a falar de olaria. Além de ser a capital da música ao vivo, Austin detém concerteza um epíteto para o maior número de janados numa área não superior a cinco quarteirões. Isso também vale para o número de tatuados, de west-side-east-side-representing-yo de colar brilhante ao peito, e de hippies fofinhos, porém eternamente necessitados de um banho. Bares, há-os normais, a lembrar a "cena" de Albufeira; há os tais de música ao vivo; e há os etnográficos, como o 'Mi Casa' para os latinos; o 'Shakespeare' para os betinhos; e o 'Nigga' (nome verdadeiro por apurar) para a malta dos props, cujo DJ vai animando o 'people' com a sua mão ondulante e o seu portentoso rabo virado para a vitrine, abanando uma bacia do tamanho do Mediterrâneo. Nota especial para os adereços: mini-saias e vestidos colados ao corpo, por vezes avantajado, de espécimes caucasianos predominantemente loiros, latinos ou negros, que se roçam em jovens potes de testosterona. O melhor da noite: o bar Coyote Ugly. Sim, é tudo o que o filme aclamava, e em cima do balcão, mas em feioso.



Sexygenária

2010-06-07T05:36:07.744+01:00

Estou parada na avenida principal de Austin, à procura de uma loja que venda adaptadores de corrente, quando uma sexagenária me aborda, mais o seu cigarro pendente do canto da boca: "Do you know where the lingerie shop is?". Engulo em seco, o tom é agressivo. "No, m'am, I am not from around here". Ela continua impaciente e solta o bicho da caverna: "Where you from? This place sucks. The whole United States suck. This is shit". Pois, mas eu só estou de visita. "From Portugal? I've been in Portugal. I was a stewardess. This place sucks. Do you know where the lingerie shop is?".



Barton Springs forever (quais Strawberry Fields)

2010-06-07T05:39:57.624+01:00

Três tugas ouvem falar de uma piscina natural em Austin, um tipo de riacho do Rio Colorado puxado pela barragem, com relvinha à volta e famílias a banhos. Três tugas metem-se no autocarro e logo um jovem de óleo fula no cabelo mete conversa com eles, oferecendo-se para levá-los à zona grátis de Barton Springs. O autocarro vai enchendo e percebemos que a alternativa a poupar 3 dólares de entrada na piscina natural é ficarmos sem roupa ao primeiro mergulho. Recusamos a oferta gentilmente, não sem antes sermos convidados para o aniversário do jovem na sexta-feira seguinte - primeiro na dita piscina, e depois na casa de um amigo. Não por sermos especiais, mas porque a sua missão, naquela tarde, era distribuir flyers para a sua festa de aniversário. Quem aparecer com um panfleto na mão, não precisa de levar bebida.



Campus, com u

2010-06-07T05:42:10.492+01:00

Vida de campus é proveitosa na UTexas. Há tempo para ler os livros de cinematografia, imagem e som; para esmiuçar as multi-funções dos produtores; para ler os guiões de 100 e muitas páginas de filmes inspiradores; para contar as escamas dos carapaus e os picos dos porcos-espinhos. Esta última parte só porque é Domingo e já acabei os TPC.
Helas: professores exigentes, aulas estimulantes e colegas interessantes. A San Jacinto Residence Hall é uma de muitas residências neste campus com (glup) 140 hectares. Além das faculdades, temos um dos maiores museus de cinema de sempre (Harry Ransom Center), um ginásio a fazer inveja a muitos holmes places com três piscinas exteriores, e uns vizinhos muito castiços: esquilos e guaxinins. Se disserem que estive a dar-lhes batatas fritas, nego tudo.



Y'all wanna know Austin?

2010-06-07T05:32:35.042+01:00

O blog ressuscitou. A partir de hoje, crónicas do Texas.
Poderá parecer que só vou falar do, ermmm, mau. Chamemos-lhe insólito. For real, Austin is the coolest place in Texas. Só não boto fotos ainda porque, feita tola, deixei a máquina em casa. Mas, brevemente, chegarão as fotos dos 10 colegas tugas que me acompanham nesta aventura texana :)



A vida é feita de pequenos nadas, diz o Sérgio Godinho

2009-11-02T17:49:48.859+00:00

E geralmente também não damos nada por eles. Vêm tão disfarçados na rotina que mal prestamos atenção às suas formas. Excepto, talvez, quando engolimos a rotina e vamos de férias. Foi por isso que tropecei neste pequeno nada: uma embalagem de Trident, comprada na Escócia, que acrescentava à morada da empresa: “Please write us if you’re feeling lonely”. Nessa mesma viagem pela terra dos kilts, assoei-me a uns lenços Renova que tinham a seguinte mensagem no pacotinho: “Made with smiles in EU”. Assim dá gosto ser (um tudo ou nada) ranhosa. :D



A vida real

2009-09-01T13:54:21.203+00:00

Ontem à noite, numa respeitada pastelaria de Benfica, um senhor embriagado defendia o título de “o último comunista em Portugal” (o Avante provará o contrário), lançando para o ar impropérios de nível 10 – só porque sim. Eis que entra um jovem bem-parecido e arrumadinho, para perguntar qualquer coisa ao empregado, e grita-lhe o camarada: “Ó, tu aí, não dás uma queca há duas semanas”. :D



Pouca Terra-a-terra

2009-08-31T11:59:27.501+00:00

Não consegue decidir se o melhor momento da sua mais recente viagem de comboio foi:

a) O barbudo com pinta de intelectual de esquerda que pôs a tocar, a partir do seu portátil, bossanova (daquela xoninhas) para a malta da carruagem. Um bem-haja pela depressão colectiva.
b) A jovem que mascava pastilha elástica com a boca aberta – tão aberta que chegava a ser pornográfico.
c) A pequena “chuckie” de 2 anos, autora d’A Birra do Século. Não bastava ter gritado e esperneado com a mãe, sentada no chão da carruagem. Quando recuperou forças, depois de ter estado no meu colo a ler um livro, a pequena roubou-me uma caneta, com a qual riscou a contracapa do meu livro e, quando lhe disseram “já chega”, ainda rasgou uma revista, só para mostrar quem manda. :D







Nós no coração

2009-08-04T12:45:05.392+01:00

Vai, não vai; ama, não ama; partilha, não partilha; o rato, o gato e a ratoeira. É o mais poético que consigo quando o coração anda aos nós. Por enquanto, sei o que não quero: nem meias-verdades, nem meios-amores, nem promessas fajutas. Fui às nuvens e, agora que desci à terra, reencarnei na forma de um vulcão temperamental que reage quando lhe perscrutam a cratera. Se isto fosse nos tempos da censura, poderia muito bem estar a falar de sexo, mas aqui o prazer é mesmo o do amor ao natural, tipo iogurte com bifidus activo que faz bem ao organismo.



Baba de caracol

2009-07-23T17:40:12.229+01:00

À venda no balcão de uma parafarmácia, vários boiões de Baba de Caracol para a pele. Porque a baba de caracol tem retinol, um anti-envelhecimento, explicou a farmacêutica. Eu própria já usei escama de dragão como exfoliante e nunca mais quis outra coisa.




Like and Dislike, género Time Out

2009-07-21T17:24:56.589+01:00

Adoramos: Dar por nós no meio de uma fila de carros que se dirige para um casamento e sermos os únicos maltrapilhos no meio de gente fina, aproveitando a abébia socialmente aceite de buzinar alegremente pela estrada fora, acordando os bebés na sesta e os homens muito pastelões que se refastelam no sofá a seguir ao almoço.

Odiamos: Homens que nos abordam de forma… como é que se diz… badalhoca ou descarada. Exemplo de piropo endereçado a uma jovem num bar de Edimburgo: “Can I stick my finger up your p*ssy?”. A classe! Também houve um jovem que, durante o refrão do “Summer of 69” do Bryan Adams – “oh when you held my hand, I knew that it was now or never” – espetou a sua manápula à minha frente e, vendo que não tinha resposta, gritou “hold my f*cking hand”. A delicadeza. Outro ainda: um rapaz (com 32 anos já teria idade para ter juízo), meteu conversa no Facebook (!) dizendo, no espaço de 5 minutos, que eu era a mulher da vida dele e que a avó dele era médium, por isso ele sabia dessas coisas. Felizmente, a minha fé na humanidade foi recuperada quando, algumas semanas depois, o mesmo rapaz voltou a meter conversa, dizendo “Olá, quem és tu? Porque é que me adicionaste?”. A lata, senhores – para não dizer, a amnésia! O que é feito dos homens à antigamente? Ah, ficaram todos a andar a cavalo e a dizer coisas muito nobres nos livros da Jane Austen.

Agora é a sua vez: partilhe aqui os seus gostos e desgostos! :)



A transformação

2009-07-21T16:20:40.604+01:00

Algo me dizia que a minha sorte estava a mudar - começando pelo facto de ter reservado um carro de gama baixa para ir até ao Porto, e chegar-me às mãos um Mégane novinho em folha. Oh diacho, disse o meu grilo falante, acostumado ao desconforto de meu Twingo, enquanto a minha pessoa se digladiava com aquilo que pode ser considerado um verdadeiro veículo de seis velocidades e cartão a servir de ignição (que isso das chaves é uma chatice, nomeadamente nos detectores de metais dos aeroportos).

O encontro imediato com o camião dos "Transportes Presunção" na A1 Norte confirmou que vivíamos tempos de mudança, por isso decidi mergulhar no desconhecido: ouvi a Rádio Festival [destaco a recuperação de ‘Chamava-se Nini’], estive vai-não-vai para espreitar a Danceteria “O Outro Lado” e comi uma francesinha ao pequeno-almoço.

Chegada ao Porto, sou instalada no quarto 1313, no piso – adivinhe-se! – 13. A vida sorria, o sol brilhava e os óculos de sol continuavam na óptica (primeiro foi a armação que partiu, depois o novo óculo extraviou-se nos correios, depois foi a lente que se partiu ao colocar nas novas armações e, finalmente, os óculos “novos” tinham uma lente verde e outra castanha). Mas os grandes amigos estavam lá e a música animava todo o meu ser. Tanto que, mesmo com 2 horas de sono, pedalei até à lua como o E.T. no Bike Tour Porto.

É isso, Ana. Tudo se está a resolver. Agora dorme o sono dos justos, que a tua alma está em paz, sussurrava a vozinha do canal myzen Tv.

E eis que, naquela linda manhã, a transformação ocorre. A lagarta virou borboleta. A Fénix renasceu. FÓNIX. Mas o que é isto no meu lábio? Ah, que bicho tão fofinho que me deve ter mordido. É preciso injecção, doutora? Ora bolas. E comprimidos e isso? Pronto, pelo menos só serei Mulher-Elefante durante dois dias. E, como diz o Vasco, se me derem moeda, até toco o sino.



No palco da minha tragédia grega…

2009-07-02T16:00:52.688+01:00

… vou sair de cena, de fininho, sem dramatizar. Levar a vida a rir, amada e amante, compreensiva, objectiva, empenhada e, sobretudo, grata, até pela resina que se cola ao meu vestido quando ando por aí a abraçar árvores feita hippie. Porque raio nos esquecemos de viver a vida pelos motivos certos?

[Agora deixem-me só ir ali bater num koala, para descarregar adrenalina]



A vida tem sempre razão :)

2009-06-29T19:15:06.010+01:00

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Nota: esta cançoneta é do Vinicius de Moraes, hein! :)



Let's Get Out Of This Country!

2009-05-12T11:07:24.730+00:00

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Let's get out of this country
I admit I am bored of me! :)


FALTA UM MÊS PARA O CASAMENTO DA PRIMA!
(que por acaso é na Escócia, que por acaso é de onde são os Camera Obscura).



Conselhos de algibeira

2009-05-11T17:40:27.907+00:00

Deixei o Rafa com um conselho para a vida: "Diverte-te muito e, quando estiveres com birra, dá um sorriso". O miúdo achou o recado divertido e disse que amanhã (em vocabulário infantil, significa “no futuro”) terei que brincar novamente com ele.
Os conselhos que deu de volta: a) imitar animais sempre que puder; b) brincar com paus no meio da rua; c) ter sempre chocolates por perto. O que, na linguagem dos adultos, se traduz por viver apaixonadamente e, se possível, lambuzado.



Nãããooo venhas tarde!

2009-05-07T14:40:55.931+00:00

Era uma incontinente emocional que tinha fiado no Pingo Doce e vendia crédito no Banco dos Sentimentos.
Ass: a rainha do drama, também conhecida como “a das trombas de aço”.

[Só há uma coisa mais parva que a insónia. É a insónia ansiosa, quando se espera por alguém].



Fim de tarde 'tuguês

2009-05-07T14:58:55.199+00:00

Bebi um refrescante capilé e provei um copinho de orchata no Príncipe Real, num dos 3 novos quiosques da Catarina Portas com coisas do antigamente. Meti-me num táxi mais o Dave e continuámos a temática castiça dessa noite, graças a um senhor taxista - nome de código, “O Trinta” - que falou ininterruptamente até chegarmos a Benfica. Entre dezenas de outras coisas despropositadas, “O Trinta” contou-nos que, lá na sua terra, o ajudante de médico dava pelo nome de “Seringas”, e que o seu pai, que iniciou carreira como motorista de autocarros na zona do Intendente, era conhecido como o “Rodas Altas” , por causa do tamanho dos pneus da sua viatura.



O porco e a paranóia

2009-05-06T17:56:24.181+00:00

Estava bebericando o primeiro café da manhã quando um senhor muito apreciado naquele estabelecimento se chega ao balcão. A proprietária pergunta-lhe “então e o seu filho, tá bonzinho?”, ao que ele diz que sim, que está tudo bem, que o filho chegou da lua-de-mel no México e que está bem de saúde porque a gripe não chegou à zona do país onde ele estava.
Automaticamente, o meu subconsciente mandou-me encolher e sair de fininho do café, rezando para que ninguém me topasse, nem dissesse "'tás armada em porca”.



Ode aos amigos que vivem no Facebook e que só comunicam se lhes dermos o resultado dos testes “How Am I Going To Die?” ou “How Well do You Know Me?"

2009-05-06T12:33:21.806+00:00

Ana Martins sente-se uma velha secundarizada pelas tecnologias, mas o Facebook causa-lhe claustrofobia.
Ana Martins tem saudades dos amigos na vida real.
Ana Martins porque a vida está lá fora.

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Pequenas vitórias do dia-a-dia

2009-05-04T18:17:41.454+00:00

A carreira 746 tem agora um autocarro bem modernaço, a cheirar a novo, com altifalantes projectando a voz de uma senhora que anuncia todas as paragens vindouras nos altifalantes, qual GPS dos transportes públicos.
Mas há outra novidade ainda mais importante no 46, visto que é referente às cadeiras agrupadas em quatro (as mais detestadas pelos utentes, que tentam controlar os esgares de repúdio a cada esfreganço de joelhos com desconhecidos).
A grande inovação é que há um lugar mais alto do que todos os outros, bem por cima da roda do autocarro. É uma espécie de altar - um pequeno trono para o rei do autocarro - com vista privilegiada para a rua e para os restantes utentes da Carris. E assim começou este dia, comigo armada em senhora, no palanque do renovado 46.



Xôtor dojolhos

2009-04-30T17:24:45.647+00:00

Até há bem pouco tempo, desde os cinco anos que frequentava o mesmo oftalmologista: um senhor muito selecto, que atende os pacientes numa zona muito selecta – porque, na minha infância, o Saldanha era o centro urbano mais sofisticado do mundo, com edifícios a cheirar a requinte e pessoas eloquentes lendo revistas estrangeiras na sala de espera do consultório.
A última vez que o vi, há coisa de três anos, o Sr. dos Óculos mantinha a mesma aparência jovem e bronzeada de há duas décadas, denunciando possíveis esticanços de pele. Maninha o mesmo ar pomposo, a mesma dicção cuidada e voz mais do que ensaiada com a rotina do costume: para baixo, para cima, para o lado esquerdo, para o lado direito, e depois “a primeira linha, a segunda linha” e por aí fora.
Ora, por muito que gostasse de rever esta personagem tão importante na minha infância, o xôtor não tem acordo com a Médis. E agora os oftalmologistas que tenho à escolha no guia da seguradora têm nomes como Dr. João Feijão ou Dr. José Carpinteiro. Ficarei melhor servida com o rapaz do pé de feijão ou com o pai de Jesus?