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Esteira do Ambiente



Um espaço de acção comunicativa em torno do desenvolvimento ecologicamente sustentável.



Updated: 2015-09-16T19:48:29.245+01:00

 



Falecimento do Professor Doutor Emmanuel Esteves em Luanda

2008-06-19T08:34:02.165+01:00

Foi com profundo pesar que tomei conhecimento da morte do Professor Doutor Emmanuel Esteves, no passado dia 14 de Junho em Luanda.
Tive a oportunidade de lidar com este meu prezado amigo e colega ao longo de vários anos em que fomos colegas no Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto. E há bem pouco tempo, em Luanda, tive a ocasião de o rever e trocar ideias sobre Angola e a importância do património.
Guardarei na minha memória a amizade e o talento deste meu "irmão" inesquecível.
Inclino-me, saudosamente, à sua memória que perdurará como um valoroso combatente pela causa africana e pela generosa fraternidade entre todos os povos.



ADAD - Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento - Cabo Verde

2008-01-30T13:22:08.061+01:00

(image)
Cabo Verde

ADAD
Exposição e Atelier sobre Energias Renováveis
Praia e Mindelo
Esta Associação tem vindo a promover várias iniciativas na defesa do ambiente e na promoção das energias renováveis.
Queríamos chamar a atenção para a exposição e atelier nas cidades da Praia e Mindelo que constitui uma iniciativa essencial na promoção e divulgação das energias renováveis e na defesa da qualidade do ambiente.
O dr. Januário Nascimento tem tido uma acção decisiva na realização destas acções exemplares, fazendo com que a ADAD se venha afirmando como uma associação com prestígio internacional na defesa do meio ambiente e na "esteira" dum desenvolvimento ecologicamente sustentado.



Revista Cabinda Universitária

2008-01-30T12:58:48.055+01:00

(image)

A Revista Cabinda Universitária, do Centro Universitário de Cabinda, dirigida pelo Professor Doutor Kiamvu Tamo, constitui um marco importante na abordagem teórica e empírica das questões ecológicas em Angola.
Trata-se de um contributo decisivo para uma reflexão sobre as problemáticas da sustentabilidade.
Esperamos sinceramente que a continuação desta iniciativa venha a traduzir-se em futuras realizações que possam conduzir os destinos de Angola em direcção a um modelo de desenvolvimento ecologicamente sustentado.
Com efeito, são cada vez mais prementes as necessidades de superar as grandes crises ecológicas planetárias permitindo, ao mesmo tempo, uma maior justiça e bem-estar para as populações.



0 Comentários

2008-01-30T13:01:17.914+01:00

Queremos saudar também as "Jornadas do Ambiente", que tiveram a organização do Departamento de Ciências da Natureza do Pólo Universitário do Cuanza Sul, da Universidade Agostinho Neto e cujo texto do Professor Amílcar Evaristo aqui reproduzimos.
É com agrado que constatamos iniciativas com o objectivo de salvaguardar o planeta e promover a reflexão sobre questões relacionadas com o desenvolvimento ecologicamente sustentado.



Jornadas do Ambiente - Departamento de Ciências da Natureza do Pólo Universitário do Cuanza Sul - Professor Amílcar Inácio Evaristo - UAN

2008-01-30T12:29:32.538+01:00

JORNADAS DO AMBIENTE

Nos dias que correm, as questões relacionadas com o ambiente tem preocupado não somente os ambientalistas e homens de ciência, mas também os políticos e todas as forças vivas do planeta.

O aquecimento global, é uma consequência directa da acção nociva do homem sobre a natureza e em função disso, milhares de espécies animais e vegetais correm o risco de extinção.

Em Africa e em Angola em particular, persiste o mau hábito de se fazerem queimadas, o que contribui para o empobrecimento dos solos, a destruição da biodiversidade e pondo em perigo o equilíbrio ecológico dos ecossistemas terrestres.

A indústria extractiva quando mal efectuada, é outro factor que acelera a destruição do meio ambiente provocando em alguns casos danos irreversíveis. Assim por exemplo, o derrame de crude nos mares e oceanos destrói não somente os recursos aliéticos e piscícolas, como também o fitoplanton que faz parte da cadeia alimentar nos ecossistemas marinhos. (podemos a título de exemplo mencionar alguns acidentes desta natureza que têm ocorrido em Cabinda.)
Este facto, vai por sua vez contribuir para o aumento da pobreza das populações litoraneas, cuja actividade económica principal é a pesca.

As assimetrias que se verificam no processo de distribuição do rendimento interno bruto, a ausência de politicas de desenvolvimento, associada as fracos incentivos para se trabalhar em zonas rurais e/ou remotas, faz dos grandes centros urbanos lugares cada vez mais atractivos para os cidadãos do campo, que encontram nestas, condições favoráveis para uma rápida realização material, propiciando-se assim, o êxodo massivo das populações do campo para as cidades, resultando daí uma grande pressão social

O superpovoamento das grandes cidades, e as condições precárias de habitabilidade associadas a um saneamento básico deficiente precipita o surgimento de uma série de doenças, que por sua vez vão contribuir para a redução da esperança e qualidade de vida.

O superpovoamento trás consigo consequências como:
- Degradação do saneamento básico.
- Desmatação das reservas florestais.
- Destruição dos polígonos florestais a volta das grandes cidades que têm servido como combustível lenhoso para a satisfação das necessidades energéticas nos momentos de crise (caso dos polígonos florestais do Sakahala- Huambo e dos Municípios e vilas ao longo do CFB).
- Diminuição da produção interna de alimentos e suas reservas.
- Desemprego
- Aumento da especulação e do crime organizado
-Aumento da pobreza.

Pode-se aferir então, que as questões ligadas ao ambiente, são passíveis de se transformar em grandes flagelos, pondo em causa não somente a existência de espécies animais ou vegetais dos ecossistemas terrestres, marinhos e fluviais, mas também, afectando o bem estar e progresso dos aglomerados populacionais humanos.

Em suma, prezados estudantes, caros docentes excelentíssimos convidados a boa ou má gestão do ambiente é hoje um verdadeiro indicador da pobreza ou do bem estar social e da qualidade de vida dos cidadãos.

Declaro assim abertas estas jornadas de reflexão sobre o estado do ambiente organizadas pelo Departamento de Ciências da Natureza do Pólo Universitário do Cuanza Sul.

Amílcar Inácio Evaristo
( Coordenador do PUKS)
= Prof. Auxiliar da U.A.N=



Live Earth - 7 de Julho 2007

2007-07-06T20:19:02.625+01:00

Apelo a todos os amigos dos blogs Ecologia Urbana e Esteira do Ambiente para a solidariedade em torno do Live Earth no dia 7 de Julho 2007



"Padre Himalaya no Canadá"

2007-06-04T00:45:54.511+01:00

(image) (image)

Padre Himalaya (1868 - 1933), um homem visionário que há muito havia pensado nas energias renováveis enquanto solução para um desenvolvimento sustentável.

O Professor Doutor Jacinto Rodrigues e o realizador Jorge António estão no Canadá para uma série de encontros a propósito deste homem e da sua importância para o pensamento ecológico.
Ler mais AQUI.

(image)




preocupação ecológica em versos...

2007-06-04T00:36:37.568+01:00

Recebi de um amigo que brinca com as palavras a quem pedi, em tempos, uma colaboração para este blog.
Aqui está:

da des_esperança

(image)
"leaning poppies", Oskar koller


Arrefeço!
Fevereiro em Maio?

Frio, flor?

Há dias, o Sol afiançou-me
que as neves se fundiram
nos flancos da montanha.

Imaginavam-se eternas...

Acreditei nele!


Daniel Sant'Iago



Energia Solar - Enviro Mission

2007-05-03T15:04:02.229+01:00

(image)

"Situada no deserto da Austrália, esta fábrica de energia solar será a mais alta construção do mundo e também a mais ambiciosa obra para gerar electricidade a partir de uma fonte não poluente.
O maior projecto de produção de energia solar do planeta está a ser construído em Mildura, no meio do deserto australiano.
Uma torre de 1 km de altura por 130 m de diâmetro, que será a mais alta construção do mundo quando ficar pronta, em 2009; será erguida no centro de um imenso painel solar, de 20 km quadrados. Se tudo correr como o previsto, o calor gerado pelo painel formará uma corrente de ar de até 50 km/h na enorme chaminé, o bastante para movimentar 32 turbinas, gerar 200 megawatts de energia e abastecer até 1 milhão de pessoas.
O gigantismo do projecto dá uma ideia de quanto as fontes renováveis, como o sol e os ventos, começam a merecer atenção e a tornarem-se viáveis.
O filme é de aproximadamente 3 minutos e vale a pena ser visto". AQUI.



I Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Ecologicamente Sustentável

2007-04-03T09:33:17.606+01:00

Vai decorrer nos dias 2 e 3 de Maio de 2007 o 1º Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Ecologicamente Sustentável, na Universidade da Beira Interior - Covilhã.
Mais informações em
http://www.ubi.pt/noticias/noticias.php?prioridade=UBI



Pensar a Ecologia em África não é uma utopia

2007-04-03T09:19:38.815+01:00

Pensar a ecologia em África não é uma utopiaI Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Ecologicamente SustentávelFormar as populações para actuarem numa perspectiva de desenvolvimento ecologicamente sustentável no continente africano, assolado por gravíssimas carências em todos os domínios, pode parecer uma utopia. Mas não é assim que pensa um grupo de docentes universitários que está a lançar as bases para um projecto de intervenção social e ambiental junto das populações locais. A ideia foi lançada há pouco tempo na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e está neste momento em marcha. Um dos seus principais dinamizadores é Jacinto Rodrigues, professor catedrático da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, que explicou à PÁGINA as ideias chave deste projecto. Esteira do Ambiente A ideia nasceu no último Congresso Luso-Afro-Brasileiro – um espaço de debate dinamizado por um conjunto de académicos oriundos de diversas universidades do espaço lusófono -, realizado no final de Novembro de 2006 na Universidade Agostinho Neto, em Luanda. Objectivo: formar localmente agentes de eco-desenvolvimento e dinamizar comunidades agro-ecológicas sustentáveis, apoiadas em tecnologias apropriáveis e energias renováveis, tanto em contexto urbano como rural, em países africanos de língua portuguesa. A meta, tal como reconhece Jacinto Rodrigues, um dos responsáveis pela "Esteira do Ambiente" - nome pelo qual este grupo se quer dar a conhecer -, é "ambiciosa". Mas não impossível. O trabalho desenvolvido por uma outra organização não governamental com a qual têm colaborado e que trabalha na área da formação médico-sanitária, a alemã Anamed, mostra que isso é possível. Esta ONG realiza regularmente seminários sobre medicina natural em vários países africanos, nomeadamente em Angola, através dos quais os formandos - médicos, enfermeiros, técnicos de saúde básica e mesmo curandeiros tradicionais - são orientados para a prática da medicina convencional recorrendo aos recursos naturais disponíveis. O principal objectivo da Anamed é proporcionar ajuda directa às comunidades situadas em áreas desfavorecidas no tratamento e prevenção de doenças como a malária e a sida, recorrendo para isso sobretudo à flora local, procurando, deste modo, que as populações locais se tornem menos dependentes dos fármacos importados de países ocidentais. À semelhança desta ONG, um dos objectivos da Esteira do Ambiente é divulgar junto das comunidades locais as propriedades terapêuticas e alimentares de determinadas árvores e plantas, que, de uma forma barata e amiga do ambiente, podem contribuir significativamente para diminuir a subnutrição e debelar doenças comuns nestas zonas. Jacinto Rodrigues cita os casos da Moringa Oleífera e a Artemísia Annua, ambas com propriedades terapêuticas e alimentares muito significativas, susceptíveis de proporcionar não só uma base alimentar (no caso da Moringa as folhas são comestíveis e garantem uma alimentação rica em vitaminas, oligoelementos e cálcio) como o fabrico de medicamentos. "Costuma até dizer-se que quem planta uma moringa no quintal tem uma farmácia ao lado de casa", diz Rodrigues, referindo igualmente a importância da Neem, uma planta infestante que funciona como bio-repelente natural, afugentando mosquitos e outros insectos transmissores de doenças em climas tropicais. A valorização da flora local, porém, é apenas uma das facetas de uma estratégia mais vasta que a Esteira do Ambiente pretende ver implementada no sentido de fomentar processos capazes de contribuir para a melhoria de vida das populações através de meios ecológicos e sustentáveis. Jacinto Rodrigues refere como exemplo a possibilidade de construção de habit[...]



Dia Mundial da Árvore

2007-03-21T01:29:39.529+01:00

(image) Foto: Ana Clara

A comemoração oficial do Dia da Árvore teve lugar pela primeira vez no estado norte-americano do Nebraska, em 1872. John Stirling Morton conseguiu induzir toda a população a consagrar um dia no ano à plantação ordenada de diversas árvores para resolver o problema da escassez de material lenhoso.

A Festa da Árvore rapidamente se expandiu a quase todos os países do mundo, e em Portugal comemorou-se pala primeira vez a 9 de Março de 1913.

Em 1971 e na sequência de uma proposta da Confederação Europeia de Agricultores, que mereceu o melhor acolhimento da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), foi estabelecido o Dia Florestal Mundial com o objectivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta na manutenção da vida na Terra.

Em 21 de Março de 1972 - início da Primavera no Hemisfério Norte - foi comemorado o primeiro DIA MUNDIAL DA FLORESTA em vários países, entre os quais Portugal.

Tirado daqui



Tanto para (re)aprender!...

2007-03-05T17:00:12.861+01:00

Carta de um índio ao Presidente dos EUA James Monroe (James Monroe foi o quinto Presidente dos Estados Unidos da América, entre 1817 e 1825) «O Grande Chefe de Washington mandou fazer-nos saber com palavras de boa vontade que nos quer comprar as terras. Muito agradecemos a sua atenção, pois sabemos demasiado bem a pouca falta que lhe faz a nossa amizade. Queremos considerar esta oferta porque também sabemos demasiado bem que, se o não fizéssemos, os caras pálidas nos arrebatariam as terras com armas de fogo. Mas, como podeis comprar ou vender o céu ou o calor da terra? Esta ideia parece-nos estranha. Nem a frescura do ar, nem o brilho das águas nos pertencem. Como poderiam ser comprados? Deveríeis saber que cada pedaço desta terra é sagrado para o meu povo. A folha verde, a praia arenosa, a neblina no bosque, o amanhecer entre as árvores, os pardos insectos... são experiências sagradas e memórias do meu povo. Os mortos do Homem Branco esquecem a sua terra quando começam a viagem através das estrelas. Os nossos mortos, pelo contrário, nunca se afastam da terra, que é a mãe. Somos uma parte dela, e a flor perfumada, o veado, o cavalo e a águia majestosa são nossos irmãos. As encostas escarpadas, os prados húmidos, o calor do corpo do cavalo e do homem, todos pertencem à mesma família. A água cristalina que corre pelos rios e ribeiros não é somente água, também representa o sangue dos nossos antepassados. Se vo-la vendêssemos, teríeis que recordar que são sagrados e ensiná-lo aos vossos filhos. Também os rios são nossos irmãos porque nos libertam da sede, arrastam as nossas canoas, procuram-nos os peixes. E além do mais, cada reflexo fantasmagórico nas claras águas dos lagos relata histórias e memórias da vida das nossas gentes, o murmúrio da água é a voz do pai do meu pai. Sim, Grande Chefe de Washington, os rios são nossos irmãos e saciam a nossa sede, são portadores das nossas canoas e alimento dos nossos filhos. Se vos vendermos a nossa terra teríeis que recordar e ensinar aos vossos filhos que os rios são nossos irmãos e também seus. É por isso que devemos tratá-los com a mesma doçura com que se trata um irmão. Claro que sabemos que o homem branco não percebe a nossa maneira de ser. Para ele um pedaço de terra é igual a outro pedaço de terra, pois não a vê como irmã, mas sim como inimiga. Depois de ela ser sua, despreza-a e segue o seu caminho. Deixa para trás a campa dos seus pais sem se importar. Sequestra a vida dos seus filhos e também não se importa. Não lhe importa a campa dos seus antepassados nem o património dos seus filhos esquecidos. Trata a sua mãe terra e seu irmão firmamento como objectos que se compram, se exploram e se vendem, tal como as ovelhas ou as contas coloridas. O seu apetite devora a terra deixando atrás de si um completo deserto. Não consigo entender. As vossas cidades ferem os olhos do Homem Pele Vermelha. Talvez seja porque somos selvagens e não o podemos compreender. Não há um único lugar tranquilo nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desenrolar das folhas ou o rumor das asas de um insecto na Primavera. Talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo bem as coisas. O barulho da cidade é um insulto para o ouvido. E eu pergunto-me “Que tipo de vida tem o homem que não é capaz de escutar o grito solitário de uma garça ou a discussão nocturna das rãs ao redor de uma jangada?”. Sou um Pele vermelha e não o consigo entender. Nós preferimos o suave sussurro do vento sobre a superfície de um lago e o odor deste mesmo vento purificado pela chuva do meio-dia ou perfumado com o aroma dos pinheiros. Quando o último Pele [...]



Pilha solar em plena época balnear!

2007-02-22T18:43:25.489+01:00

(image)
Uma brincadeirinha à volta das energias alternativas.
(Pode ser?)




A Água na Paisagem do Séc. XXI

2007-02-03T14:15:39.297+01:00

Jardins Filtrantes e Produção Agro-Ecológica São terríveis as imagens de Luanda sob as chuvas torrenciais que vimos nas notícias da semana passada.Parecia que um dilúvio fizera submergir o bairro do Cazengo. Gente desesperada tentava salvar os magros recursos das sanzalas.A trovoada e as grandes bátegas de água, encharcavam a pobre gente dos musseques, arrastando tudo numa impressionante voragem. E durante mais de uma semana as chuvas inundaram casas e as terras ficaram alagadas. Agora, os charcos pairam por todo o território e os detritos vindos dos esgotos desfeitos tornaram as águas pestilentas. Os mosquitos não tardaram quando o sol voltou, por isso está aí o perigo da malária e das desinterias. É a morte que espreita sobre a cidade.Que medidas se podem adoptar para que, de um modo simples, se possam prevenir futuras catástrofes deste tipo?Vamos explicitar, neste texto, algumas reflexões que apontam para processos capazes de contribuir para a melhoria de vida das populações, através de meios ecológicos e sustentáveis.A paisagem humanizada é um ecosistema natural que se interliga aos sistemas artificiais construídos pelo homem. Urbe e natureza constituem assim uma relação simbiótica originando o actual processo civilizacional em que vivemos. A sociosfera gerou um antagonismo com a biosfera devido ao aparecimento duma tecnosfera que esgota e contamina a natureza. Actualmente a biosfera tem um ritmo de regeneração inferior ao esgotamento e poluição gerados pela tecnosfera, baseada na energia fóssil e materiais não recicláveis.O metabolismo circular, específico dos processos ecosistémicos e bioregenerativos, foi assim perturbado pelo metabolismo linear desta civilização esbanjadora e contaminante.Para retomar o metabolismo circular bioregenerativo dos ecosistemas naturais, será necessária uma mudança radical. Teremos de substituir as energias fósseis por energias renováveis e substituir a actual tecnosfera por uma ecotecnosfera reciclável e reutilizável.Assim, o metabolismo circular no paradigma ecológico deixará de ter lixos para ter nutrientes. Nutrientes orgânicos recicláveis no metabolismo regenerativo da biosfera e nutrientes técnicos, reutilizáveis na nova ecotécnica civilizacional baseada em materiais biodegradáveis e energias renováveis.É neste contexto global que teremos de encarar o ciclo da água.A produção agro-ecológica e os jardins filtrantes devem inserir-se numa nova visão da complexidade sistémica.Assim, as águas residuais que contêm fluxos de nutrientes, devem ficar sujeitas a processos de lagunagem para a reciclagem orgânica desses nutrientes, permitindo a obtenção de águas reutilizáveis. Essas águas reutilizáveis podem mesmo vir a tornarem-se águas potáveis.Vamos descrever, duma forma sintética, o funcionamento dos processos de biofiltragem acoplados à produção agro-ecológica.É importante organizar bacias para este processo de biodepuração.Essas lagunagens, (funcionando de uma forma biodepurativa) podem permitir, graças a uma inclinação do terreno, um movimento da água por gravidade.Podem-se usar micrófitas (algas) para a filtragem da água.É sempre importante organizar 3 bacias, pois à decantação da primeira bacia, seguem-se outras formas mais eficazes de depuração.As macrófitas são usadas com eficácia para a filtragem da água (caniços, junquilhos, íris, etc.)Nestes casos procede-se a uma colheita dos vegetais, de tempos a tempos, para não haver uma infestação (a biomassa recolhida permite fertilizar a terra após feita uma compostagem).As lagunagens podem ser compósitas: micrófitas e macrófitas, podendo também povoar-se [...]



Relatório sobre Ambiente - Angola

2007-01-31T12:12:59.071+01:00

“Relatório sobre ambiente será apresentado hoje.
O Ministério do Urbanismo e Ambiente (MINUA), vai apresentar, hoje, às 10 horas, no Hotel Trópico, em Luanda, o Relatório sobre o Estado Geral do Ambiente em Angola, um documento que espelha os principais problemas ambientais no país.
Segundo uma nota de imprensa deste organismo governamental chegado à Angop, a apresentação deste documento afigura-se numa das principais actividades alusivas ao Dia Nacional do Ambiente, a assinalar-se amanhã, dia 31.
O documento, elaborado nos últimos dois anos com o apoio do Banco Africano de Desenvolvimento, identifica os desafios relacionados com a gestão ambiental em Angola, fornece informações de base para estudos mais profundos e representa uma ferramenta fundamental de apoio à decisão política.
Faz ainda uma análise da situação ambiental no país com base numa série de indicadores ambientais, dos quais se destacam os solos, água, biodiversidade, ar, resíduos e ruído, bem como uma descrição da evolução social para destacar a relação entre o desenvolvimento económico e a protecção do ambiente.
Consta ainda de um programa de investimento ambiental do Banco de Desenvolvimento Africano, do qual resultam também a elaboração de vários projectos ambientais. Dos mesmos, se destacam a criação de um banco de dados de indicadores ambientais, o reforço da capacidade institucional para a preservação do ambiente, a elaboração de um plano nacional de desenvolvimento do uso da terra, assim como projectos de gestão comunitária de recursos naturais.”

[Publicado no Jornal de Angola 2007.01.30]



COLIBRI

2007-01-18T11:59:10.239+01:00

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Para se ouvir a musica terá que se clicar no Play e aguardar um pouco pelo carregamento da música. (depende da velocidade da vossa ligação).

Um grande abraço para todos

Filipe Francisco, eco-arq.



15 Comentários

2007-01-17T12:43:11.246+01:00

Último relatório Estado do Mundo 2007: O nosso futuro urbano, apresentado pelo Worldwatch Institute, cujas constatações são em resumo: "Com 0,4% da área do planeta, cidades emitem 75% dos gases que resultam no efeito estufa. Em algum momento de 2008, a humanidade ultrapassará uma barreira histórica: pela primeira vez mais pessoas viverão em zonas urbanas do que rurais. O marco é um lembrete de que as cidades precisam se adaptar a esta realidade e repensar sua estrutura e funcionalidade, ou o planeta não dará conta de alimentá-las. O Instituto Worldwatch, com sede em Washington, nos Estados Unidos, mostra o tamanho do problema em seu relatório Estado do Mundo 2007: Nosso futuro urbano. Hoje as cidades ocupam apenas 0,4% da superfície do planeta. Não obstante, são responsáveis pela emissão direta e indireta de 75% dos gases do efeito estufa. "Cidades que não mudarem em dez anos enfrentarão um desastre", diz o arquiteto Jaime Lerner, ex-governador do Paraná, que escreveu um prefácio do relatório" OESP, 11/1, Vida, p.A14.O relatório está disponível para aquisição no sítio do Worldwatch. Como não faço compras em sítios de outros países, não tenho como disponibilizar as informações para o acesso de todos da Esteira. Mas é provável que alguém do nosso grupo possa fazê-lo. Acredito que a análise de tais dados poderá nos ajudar a pensar o caso Luanda e tantos outros, em especial os localizados na tal zona dos "... Em Desenvolvimento".Abraços fraternos aos irmãos e irmãs da Esteira do Ambiente.Maria José Aquino. __________________Caros ColibrisA Anamed (Acção para a medicina natural) que previra inicialmente a realização de um seminário no Kuíto, como informei anteriormente, prevê agora essas acções no Kuíto ou no Huambo, como poderão confirmar no documento que junto envio.Anamed - Action for Natural MedicineAnamed is a small German charitable organization that helps communities and health centres in the Tropics to become more self-reliant in preventing and treating the most common diseases and health complaints by utilizing and developing their own locally available resources. In this way, the poorest communities can save many lives, and health centres can become less dependent on imported medicines.ARE NATURAL MEDICINES THE ANSWER?Entrevista do Dr. Hans-Martin Hirt in Contact, Nº 163, 1998, p. 11-13,http://www.wcc-coe.org/wcc/news/contact1.pdfA utilização das Plantas Medicinais nos Trópicos Seminário c/ Dr. Hans-Martin HirtAngola 4-11 Março 2007Num dos seguintes locais:Pousada / R. Capitão Ângelo Lima, Kuito – Bié / Tel. +244 (48) 70940ouMosteiro Antigo das Monjas Trapistas, Cacilhas (Huambo)Tel. +244 923 458 328; +244 923 366 912; Fax: +244 (41) 21 173.E-Mail: nsdellapace@libero.it / http://www.trappisteangola.orgInformações e Inscrições:Dr Hans-Martin HirtAnamed internationalSchafweide 77 - 71364 WinnendenGermany - Tel: 49 7195 910225Email: anamedhmh@yahoo.dewww.anamed.orgMargarete RothAnamed AngolaCP 5129, Luanda AOE-mail: margarete@nexus.aohttp://christliche-fachkraefte.dewww.mundo-do-amor.dewww.worldagroforestrycentre.org/news/Default.asp?NewsID=%7B32C239E6-2CE6-4349-919F-E758CA15AB87%7D1. OrganizaçãoANAMED - Action for Natural Medicinehttp://www.anamed.org2. Experiência, Metodologia, Publicações da Anamed2.1. Mais de 20 Cursos semelhantes realizados nos seguintes países:Eritreia, Etiópia, Sudão, Quénia, Uganda, Malawi, Tanzânia, Moçambique, África do Sul, Congo,República Democrática do Congo, Togo2.2. MetodologiaA Anamed é uma pequena iniciativa cristã na Alemanha. Eles possuem u[...]



Os 10 Mandamentos da Água

2007-01-16T10:50:13.236+01:00

Espero que as férias vos tenham bioregenerado e que as disposições para o trabalho na nossa esteira do ambiente prossigam com mais energia na escrita de novos materiais.Em contacto com a Margarida Feijó obtive estes 10 mandamentos da água que aqui envio para que os nossos colibris possam orientar a sua actividade cívica nesta problemática tão premente como a água.A Margarida Feijó está ainda interessada em actividades de produção e de transformação de um arbusto que conheceu em Timor: o Neem.Este arbusto é muito interessante e há muitos materiais na internet. Basta clicar em planta neem para acedermos a várias informações sobre ela e sobre a sua utilização como biorepelente nomeadamente para o mosquito transmissor da malária.Existe espontaneamente em Timor e interessa estudar se existe em Angola. Gostaríamos de obter informações sobre este assunto.Entretanto, em contacto com amigos alemães, constatei que o Neem pode articular-se com a Artemisia Anua que é uma extraordinária planta para tratamento da própria malária.O grupo alemão Anamed (http://www.anamed.org ) tem trabalhado em África há vários anos elaborando pequenos manuais de medicina natural, também em português, onde as plantas medicinais têm um papel decisivo. Os médicos da Anamed conjugam o uso da Moringa Oleífera com a Artemísia Annua e têm obtido bons resultados na terapia da SIDA.Tudo isto é muito importante tanto mais que os amigos da ANAMED produzem uma farmacologia totalmente apropriável pelas populações pois os "medicamentos" resultam de sopas e chás com as folhas das referidas plantas.A Anamed estará presente entre 4 e 11 de Março, em Angola - Kuíto (Bié) num Seminário de medicina natural nos Trópicos.Era importante a presença de "colibris" nesse evento. A formação de "colibris" no domínio da plantação, tratamento e profilaxia deste tipo de medicina natural constitui um instrumento simples e apropriável para todos aqueles que querem lutar contra a fome e as epidemias que assolam Angola.Pedia, em especial à Fatima Viegas, que divulgasse, junto das igrejas que ela conhece,esta iniciativa da Anamed. Também solicitava à prima Encarnação Pimenta o empenhamento cívico nesta causa.Aqui em Portugal estou a ser ajudado pelo Professor Jorge Paiva do Jardim Botânico de Coimbra e também pelo Dr. António Melo da CCDR-N do Porto, na recolha de dados sobre Moringa, Artemísia, Neem e outras plantas, de modo a constituir um dossier susceptível de ser fornecido a todos aqueles que o solicitarem.A Gabriela dispôs-se também a colaborar na área da Farmacologia que é a sua especialidade.Prepara-se na Universidade da Beira Interior - Covilhã - um Seminário sobre Desenvolvimento Ecologicamente Sustentável, provavelmente em Março de 2007. Informarei atempadamente, em Fevereiro, para que o máximo de "colibris" possam estar presentes neste evento que se centra sobre África.Jacinto RodriguesOs 10 mandamentos da Água1º Amarás a Água como o bem mais singular do nosso belo planeta azul.2º Não esbanjarás a Água do planeta azul em vão.3º Respeitarás os rios e o seu curso porque eles encerram tesouros de vida, beleza e harmonia que foram confiados à tua guarda.4º Honrarás o pai oceano e a mãe fonte porque no seu seio foste gerado.5ºNão sonegarás aos vindouros o direito a usufruir da Água já que sem ela não poderão sobreviver.6º Protegerás a pureza da Água não só nas palavras como nos actos.7º Não furtarás a Água do teu vizinho pois não és dono da grande casa do mundo.8º Não inventarás falsa[...]



Esteira plural

2007-01-02T13:02:49.304+01:00

Embora não tenha a capaciade do entusiasmo militante do Jacinto Rodrigues, e até tenha algumas dúvidas metódicas sobre este tipo de iniciativa, o certo é que parece querer criar-se uma dinâmica que seria pena perder-se. A minha posição sobre a "esteira" é plural: Cabem acções militantes de "transformação do mundo", mas também iniciativas analíticas e reflexivas (que ajudem a perceber o rumo dessas iniciativas) e testemunhos de diversa ordem.É difícil resistir ao entusiasmo do "nosso moderador" e pela minha parte estou disponível para contribuir que esta iniciativa se cruze com outras.É claro que é necessário estruturar um pouco mais estes gestos voluntaristas e caso se justifique (depende da adesão) organizaremos um encontro para partir pedra...Digam de vossa justiça e até lá ... Impressões de Luanda 2 Tomo algumas destas notas ainda em Luanda, numa sexta-feira pastosa que invade a cidade e de um cheiro que quase nunca é bom, mas podemos imaginar como poderia ser florido e fresco, sobretudo à noite… Noite, como muitas vezes falta a luz àquela hora. Arrancam os geradores num barulho que sufoca o ar. Quantos geradores estão trabalhar esta noite e a queimar não sei quantas toneladas de combustível? O que pensam os países viciados numa economia de guerra, alimentada pelo petróleo? Impera o desperdício: da água que enche tanques e vaza, dos milhares de carros lavados todas as manhas, dos ares que nunca se desligam, das luzes que nunca se apagam. Consta que ¾ população vive com 15/20 litros de água por dia, numa correria entre bidons amarelos e o processo 500. Para quantos pneus chegam 15 litros? Claro que o mundo não é só injusto em Luanda, mas tudo se torna mais insuportável quando o confronto é a mais descarada opulência, mal formada, e a exibição atrevida da vacuidade num clima de orgia permanente. Mesmo que antes seja necessário atravessar o inferno pestilento da Samba até chegar ao “embarcadouro”. Hoje finalmente faltou água em casa, os tanques esvaziaram sem que se soubesse que há dias faltava na cidade. Como se sabe em Luanda não fica bem ver a TPA e por enquanto as TVs brasileiras e a “SIC 10 horas” ainda não dão notícias sobre a falta de água em Luanda. É uma azáfama e uma fonte de receita para a casa da esquina que tem um poço. Luanda surge como um imenso bairro de lata… intercalada por pequenos oásis e por um subúrbio novo, rico, fechado e árido que foge para sul. Choveu e as inundações sobressaem. Estradas que são lagos de chuva, lixo e esgotos. Fervilha uma actividade construtiva e de serviços, de negócios e de oportunidades. Chineses, brasileiros, portugueses, indianos e claro angolanos antigos e recentes. Uma ponte, uma escola, duas fábricas e três estruturas metálicas. Ganha quem tem mais força? quem chega primeiro? quem conhece melhor os meandros da “gasosa”? Ganham, para já, todos... incluindo-se naturalmente os luandenses que podem, pelo menos, deslumbrar-se com os primeiros sobressaltos de uma sociedade de consumo e respirar um ambiente menos claustrofóbico. A nova moda e ícone de sucesso é a segurança privada, a esturricar sentados em cadeiras de plástico e a fazer candonga com o estacionamento. Parece que a eficácia em termos de segurança é duvidosa. “Por vezes estão feitos com os bandidos ou são os primeiros a ser amarrados e a levar umas chapadas” Em Luanda como se sabe há muitos “Jeeps” grandes, mas encontrei um que [...]



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2007-01-01T19:16:38.537+01:00

Reunião de Colibris na despedida de LuandaAinda temos o coração "dorido de saudades" por termos deixado esta cidade de Luanda e os nossos amigos Colibris!Graças ao Álvaro Pereira, com quem estivemos no dia de Natal, obtivemos estas fotos que são uma pálida imagem do encontro fraterno que tivemos pouco antes da nossa viagem migratória de colibris viajantes à roda do mundo.Voltamos a conversar sobre vários projectos que cogitamos aqui no Convento de S. Paio, em Vila Nova de Cerveira, onde estivemos reunidos a relembrar os colibris de Luanda.Então, fizeram-se projectos, delinearam-se sonhos e imaginaram-se utopias realizáveis.O Álvaro sugeria que passássemos de blog para um site com mais informação e visibilidade social. Defendo a ideia de estruturarmos melhor o grupo para futuras intervenções. A minha preocupação essencial seria a de criarmos uma "mucanda" para que esta "esteira" que iniciámos se tornasse numa escola de vida, com agentes de ecodesenvolvimento que interviessem de forma pedagógica e social na construção de experiências exemplares.Vou dar um exemplo:Participar na formação de uma ecoaldeia, comunidade agro-ecológica sustentável e apoiada em tecnologias apropriáveis e energias renováveis.Esta ecoaldeia poderá surgir como resultado de uma formação prática no interior de Angola com a população e para a população, integrado num projecto federativo interuniversitário, com iniciativas de múltiplos sujeitos implicados na mudança social (estado, poder local, igreja, ongs, sociedade civil, etc.).Para discutir estes temas teremos que participar todos nesta nossa esteira. Só assim poderemos consolidar estratégia e encontrar a logística adaptada para a realização dos nossos sonhos.Nota: Continuamos a trabalhar nas moringas oleíferas. Neste momento o Ignácio e o Jaquim, nossos amigos da Galiza, estão a ocupar-se do viveiro. Em breve teremos mais sementes dos Açores e do Brasil. Veremos como organizar a plantação de moringas no futuro!! Votos de um ano 2007 cheio de esperança colibri!Jacinto Rodrigues[...]



Carta da Terra

2006-12-21T09:15:41.214+01:00

A CARTA DA TERRAPREÂMBULOEstamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.Terra, Nosso LarA humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.A Situação GlobalOs padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.Desafios Para o FuturoA escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos forjar soluções includentes.Responsabilidade UniversalPara realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local.Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual a dimensão local e global estão ligadas. Cada um compartilha da responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar da família humada e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidar[...]



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2006-12-21T09:12:39.085+01:00

Antes, peço desculpas, pois só agora venho a dizer algo, embora tenha sido muito agradável, provocativo, intelectualmente estimulante, o nosso encontro, por ocasião do IX Congresso, em Luanda, lugar desconcertante, ainda assim, e por isso mesmo (por quê, não?) extremamente atraente em seus desafios, que são os desafios da assim chamada periferia do mundo. De tão ampliada, de tão presente, os desafios socioambientais da periferia paradoxalmente estão no centro do mundo tal a compressão do tempo-espaço que se conseguiu realizar em meio século.A metáfora da esteira é, de fato, um símbolo das mais representativos da atitude mental e prática que temos de cultivar, revalorizar, difundir, se estamos dispostos a contribuir para a construção de possibilidades nas quais a Terra continue nos aceitando entre as formas de vida que a constituem. E é justamente a tal atitude que gostaria de relacionar a importância da sociedade civil organizada, em movimentos e instituições como as ONGs, assim referidas a partir de fins dos anos 40. Não vejo, de acordo com minha parca capacidade de compreensão sociológica, como prescindirmos desse tipo de iniciativa, observando-se suas ações a partir da Amazônia Brasileira, lugar onde hoje habitam muitas dessas organizações, entre as quais já podemos encontrar verdadeiras agências de pesquisa e consultoria, gerindo um considerável orçamento, cujos recursos são captados em boa medida junto ao Estado. Passados pelo menos 15 anos da explosão dessas iniciativas estimulada pelos apelos salvacionistas da biodiversidade, as ONGs que têm se destacado neste conjunto são aquelas cuja organização é empresarial e os seus quadros não se confundem absolutamente com militantes, desprovidos de compromisso com lucro.Nosso tecido institucional continua ainda frágil, embora tenhamos nos empenhado nos últimos vinte e cinco anos pelo fortalecimento da democracia e do regime republicano. Não temos uma sociedade política que contenha a sociedade civil em sua diversidade de propósitos. Nessas circunstâncias, a criação e a atuação das ONGs, especialmente as ambientalistas, precisam primar pela prática comprometida com outro modo de vida, ao mesmo tempo tendo, que, para sobreviver no campo, fazer concessões, agir conforme preceitua os ditames advindos de uma lógica econômica individualista (disputa pelo financiamento dos projetos), insaciável, cujo (des)propósito é servir à Deusa Acumulação. Reféns, dessa orientação, as ONGs podem apenas está realizando uma ação que em nada contribua para o enfrentamento das engrenagens morais, políticas, econômicas e sociais que nos envolvem. Podem, inclusive, apenas contribuir para a próxima metamorfose do Capitalismo, que, segundo Boltanski, em seu terceiro espírito (cité por projetos) já se encontra. Para que nossas ações e mentes, ainda de acordo com o autor citado, interajam por uma efetiva mudança a crítica continua oportuna, apesar do quão contribuíram para a renovação do Capitalismo. Por uma crítica artista (cultural) e socioambiental, o que pressupõe o diálogo, a negociação, mas nem tanta concessão assim, continuo crendo no papel eficaz que as ONGs podem desempenhar nesse movimento por um outro mundo possível.Registro aqui, portanto, algumas referências que considero importantes(não como manuais, mas como boas para pensar) para nossa caminhada.A Arrogância do Humanismo (Ehrenfeld, D). A Corrosão do C[...]



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2006-12-15T20:45:33.692+01:00

SADC Land and Water Management Applied Research and Training Programme - 2nd Scientific Symposium


ANNOUNCEMENT AND CALL FOR PAPERS

SADC LAND AND WATER MANAGEMENT APPLIED RESEARCH AND TRAINING PROGRAMME

2nd SCIENTIFIC SYMPOSIUM

Tentative Venue: Kasane, Botswana
Tentative Dates: 14 – 17 February, 2007

THEME
“OPPORTUNITIES TO INCREASING WATER USE AND WATER USE EFFICIENCY IN AGRICULTURE IN SEMI-ARID AND ARID AREAS OF THE SADC REGION”

Sub-Themes

Sub-Theme 1: Policy and institutional aspects affecting agricultural water use

Sub-Theme 2: Legislation and regulations guiding common water resources use and management

Sub-Theme 3: Utilisation of available technologies to ensure environmental sustainability especially in rangelands

Sub-Theme 4: Land management and crop selection

Sub-Theme 5: Socio-cultural and marketing issues in increased water use

Deadline for Submission of Full Papers

The deadline for submission of full papers is set at 30 November 2006. Other arrangements and logistics will be communicated in due course.

Symposium Contacts

The Programme Coordinator and/or
The Regional Research & Training Officer
SADC & Water Management Applied Research Programme
C/O SADC Secretariat,
Pvt Bag 0095
Content Farm
Sebele
GABORONE
Botswana
E.mail: CNhira@sadc.int or Amapiki@sadc.int

Tel: (267) 72197668 or (267) 717 819 31

Schedule of Submission of Papers

1 September 2006 latest: Announcement and Call for papers
30 November 2006: Deadline for submission of full papers
14 – 17 February 2007: Hosting symposium

Post Scriptum: sugiro visita a www.sadc.int e a sardc.net, onde se encontra diversa documentação sobre recursos naturais




Decálogo da Ecologia

2006-12-15T12:00:57.723+01:00

A ecologia é um nível superior de pensamento, onde tudo está relacionado com tudo, inclusive com as soluções. Como ciência do inter-relacionamento homem/natureza, ela não pode ser vista apenas como o estudo do meio físico, pois de suas pesquisas e análises depende a compreensão da harmonia entre o homem e o ambiente.

1. Ama a natureza, fonte de vida, honrando-a com dignidade, em todas as suas manifestações
2. Defende o solo onde vives, mas também aquele das demais criaturas
3. Proteje a vida dos animais, consentindo no seu abate somente para suprir as necessidades alimentares
4. Condena a produção que favorece unicamente o produtor, em detrimento da satisfação das necessidades do consumidor
5. Condena a agricultura irracional, predatória, contaminante, que tanto "sustenta" como elimina vidas
6. Não consumas alimentos suspeitos de incluirem componentes nocivos
7. Não compartilhes do modismo vulgar de que "desenvolvimento & progresso" do actual modelo socio-económico justificam tecnologias alienantes ou destrutivas
8. Denuncia todos os crimes contra a Ecologia
9. Analisa racionalmente o comportamento humano com relação ao avanço da tecnologia, bem como os referemtes aos actuais clichês políticos; indaga, pesquisa, reflete, contesta, procura esclarecer-te à luz da ciência e da ética sobre todos os actos da existência, sem escravizares-te a modismos, conceitos e convenções.
10. Liberta a tua mente e não aumentes as fileiras de acomodados mentais ou de servos da hipocrisia, pois outros podem tirar proveito do teu ideal.

Fonte: AME - Fundação Mundial de Ecologia http://www.ecologia.org.br
(Via blogue "Points of Light", a quem agradecemos)