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A Ritinha



A Ritinha - SAPO Blogs



Last Build Date: Fri, 09 Jun 2017 23:01:47 GMT

 




Fri, 09 Jun 2017 22:59:00 GMT

À doce Rosinha que me fez feliz durante uma parte da minha vida

💝💝💝

 

 

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O humanista que não o é também não é animalista quem é? É o Raposo

Tue, 02 May 2017 21:32:00 GMT

 

O Raposo nos últimos dias voltou a abrir a cloaca e deixou sair. É bom. Convém limpar.

E eu nem perderia tempo com ele. Mas o Raposo, no meio daquela ânsia adolescente de querer chocar, até escreveu algumas (poucas) coisas que fazem algum sentido.

Diz ele: 

"O Expresso dizia ontem que centenas de pessoas, quase sempre crianças, foram atacadas no último ano e meio por cães de raças perigosas. Centenas. A minha pergunta só pode ser uma: quando é que vamos abater e depois proibir estes cães que foram desenhados pela natureza ou pelo homem para serem armas de defesa e de ataque? Quando é que vamos impedir que adolescentes imberbes andem com estas armas pelas ruas só porque sim, só porque dá aquele charme chunga-dread?

Como diz o meu amigo Bruno Faria Lopes, as conversas dos donos destes cães até fazem

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lembrar as conversas dos fanáticos das armas nos EUA. Não acreditam? Sentem-se na rua ou nos jardins e oiçam as conversas bélicas. E, por falar em jardins, convém perceber que estes casos mediáticos são apenas a face mais visível de um conflito diário entre toda a espécie de cães e as crianças. Quem tem filhos em idade de brincar em jardins e parques sabe do que estou a falar: uma ida ao parque é sinónimo de um conflito frio ou quente com cães e/ou com donos de cães, porque os espaços que deviam ser das crianças estão sempre ocupados pela canzoada. E essa ocupação tem vários lados."

Neste pedaço de texto aproveita-se muito pouco. Apenas a parte de impedir adolescentes (ou adultos)  de andarem com cães que os próprios treinaram para atacar e matar. E já agora proibir as tão conhecidas lutas de cães. Mas disto o Raposo não fala. Saberá da sua existência?

E saberá o Raposo que, tal como as pessoas, os cães podem enlouquecer e atacar os próprios donos? Sei de um caso, pastor alemão, lindo, dócil (algumas vezes lhe " fiz festas") que ao fim de anos de pacífica convivência atacou a dona. Tinha um tumor no cérebro que só lhe foi diagnosticado nesta altura. 

O Raposo parece perceber que algumas raças de cães são "programadas" pelo homem para atacar e matar. Mas depois tolda-se-lhe a mente e não alcança que quem tem quer ser responsabilizado é o homem. Sim, esse Homem que ele tanto defende. Que não é o cão que deve ser abatido. Isso não resolve nada. Saberá o Raposo que alguns desses cães são recolhidos e adotados por outras pessoas que conseguem reeducá-los?  E que os tais adolescentes chunga continuam a maltratar estes animais para fazerem deles armas de ataque e defesa?

Neste artigo o Raposo voltou à carga. Não contente com a teoria do "abata-se o cão", vem desta vez fazer juízos de valor sobre aqueles que não pensam como ele e a quem chama animalistas. Penso eu por contraste com humanistas. Grupo no qual ele se integra, claro.

Mas o Raposo não é humanista. O Raposo tem aquela cabecinha toda avariada. E eu só escrevi este texto para lhe dizer que o que dessacraliza a VIDA (humana ou não) é o ser humano. E que os animais não podem pagar por isso. Porque os animais não pensam.

Tal como o Raposo, na maior parte das vezes. Por isso vou desculpá-lo. Mais uma vez.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





Wed, 28 Dec 2016 00:01:00 GMT

George Michael a cantar

Princesa Leia a dançar 

Piratinha a encantar

para sempre 

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Wed, 21 Dec 2016 22:00:00 GMT

Estes rapazinhos do CDS só percebem à bruta.

Seja, pois, à bruta.

Alguém lhes faça chegar esta singela explicação: nas escolas fala-se sobre contraceptivos e contracepção porque FODER pode provocar doenças, algumas mortais. Pode também provocar gravidezes indesejadas.

Já NÃO FODER não provoca nada disto.

 

Por isso não é preciso falar disto nas escolas

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Absolute beginner

Mon, 11 Jan 2016 21:47:00 GMT

Hoje, desde muito cedo, tenho sido uma playlist de músicas de David Bowie. Primeiro veio o Major Tom, depois o Heroes, a China Girl..... Assim, sem mais nem menos, todas foram desfilando ao longo do dia. É uma sensação estranha. Como hei-de explicar? (sim, sinto necessidade de explicar) Desapareceu hoje, para sempre, um pedaço dos meus 20 anos, das saídas à noite, do Bairro Alto, da praia, das imperiais e dos vodka tónicos, das tardes de fim‑ de semana passadas na esplanada....... . ...... É uma sensação estranha. Porque é absolutamente nova

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Sopas decide morrer

Mon, 31 Aug 2015 12:29:00 GMT

A minha Sopas decidiu morrer. E quando ela decide uma coisa..... Morreu às 7.30 horas. No seu cestinho, aos pés da minha cama. Senti-lhe o último bater do coração. Antes disso sussurrou-me baixinho o poema de José Gomes Ferreira, Viver sempre também cansa. Deixo aqui o poema, certa de que a Sopas morreu só por um bocadinho e logo, logo, vai aparecer por aqui.

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Do jornalismo de Merda

Tue, 07 Jul 2015 20:21:00 GMT

Telejornal da RTP1.

Serviço público.

Jornalismo de sarjeta.

Abutres à "porta" da Grécia.

Pobres nas filas para uma sopa quente. São tantos.... Descreve a "jornalista". Aqui não se fala de referendo, nem  de credores. Continua a "jornalista", assim como se quisesse minimizar a importância brutal do resultado do último domingo.

No estúdio, José Rodrigues dos Santos ataca noutra frente. Hoje a Grécia exigiu dinheiro, mas, em contrapartida, apresentou uma mão cheia de nada. Diz ele, emitindo juízos de valor. Bastava trocar o "mas" por um "e" , não utilizar a palavra contrapartida, e não se armar em engraçadinho das metáforas. Não, não pode falar como quer. Enquanto jornalista, não pode.

 

Sim, também há pobres na Grécia. Muitos criados pelas políticas de austeridade dos últimos anos. Como em Portugal. 

A diferença? 

Estão pobres, mas têm dignidade. Estão dispostos a sofrer mais ainda, mas também a livrar-se de vez dos vampiros que os/nos sugam.

Sim, eu posso utilizar metáforas. 

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Fri, 06 Feb 2015 23:21:00 GMT

Decididamente estamos em vias de iniciar a terceira guerra mundial.

A Europa está à beira da desintegração.

Apesar das diferenças, já estou posicionada. Aliados, Tríplice entente. Como teria estado em 1914.

Em rota de colisão com os montes de esterco que nos governam. Os de cá e os de lá.

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Sat, 11 Oct 2014 19:34:00 GMT

Autocarro. Eu sentada num dos bancos. Reparo num homem que se apoia numa bengala. Pernas com ligaduras. Reparo nele apenas pk alguém lhe ofereceu o lugar e ele recusou, agradecendo. Vai sair já na próxima paragem. E sai. Regresso à semi consciência de quem viaja em tranporte público. Lá do fundo da semi consciência, começo a ouvir alguém que fala ao telemóvel. É uma mulher. Ainda nova. "Sim, ele saiu na paragem. Ó minha senhora, já lhe disse que o homem já não está no autocarro. Saiu na paragem. Deve estar lá ainda. Vocês deviam lá ir buscá-lo. Isto não pode ser. Ele tinhas as pernas todas inchadas. Ele tem ÉBOLA." Todos os meus sentidos se concentram num só: ouvir, ouvir melhor. Se calhar percebi mal. À minha volta as pessoas estão caladas. Olhares incrédulos. Três adolescentes não sabem se devem soltar aqueles risinhos típicos da sua idade. A mulher vira-se agora para o interior do autocarro (do outro lado do telemóvel (112???) devem ter desligado, incrédulos também). "Vocês não viram? Viram e não disseram nada. Não pode ser. Ele tinha as pernas todas inchadas. Já deve ter contagiado o autocarro todo com ébola. Ó senhor motorista, você nem o devia ter deixado entrar. Ele tinha os dedos dos pés todos a cair." Uma das adolescentes diz: "Ó minha senhora isso é lepra!" Revolta encorajada pela intervenção da miúda, grito: "Olhe, eu estou com tosse e com febre. Acha que devo sair na próxima paragem!?" A mulher olha-me. Olhar alienado. "Espere aí que eu já lhe respondo." E fala novamente ao telemóvel. Desta vez com alguém conhecido. "Tens que ter cuidado. Isto é muito grave. Já ontem mataram o cão em Espanha. Vamos morrer todos." Desliga. Insiste agressivamente com a mulher sentada à sua frente. "Você viu que ele tinha as pernas todas inchadas e não fez nada. Não pode ser!" Mais uma vez falo. "O homem tinha as pernas ligadas. E mesmo que estivessem inchadas seria razão para o pôr fora do autocarro? Já agora puxar de uma pistola e matá-lo, não?" Mais uma vez aquele olhar alienado. E sem qualquer resposta. À minha volta abanam-se cabeças. Levam-se indicadores à testa.   Tive medo, tive muito medo. De atitudes destas. Não do ébola.                                                                                 9 de Outubro de 2014        [...]



Carta aberta a um dux

Fri, 24 Jan 2014 15:01:26 GMT

"Ando aqui com esta merda entalada há já algum tempo. A ouvir as diferentes versões, a pensar nas dúvidas e a pôr-me no lugar das pessoas. Tento pôr-me no lugar dos pais dos teus colegas que morreram. Mas não quero. É um lugar que não quero nem imaginar. É um lugar que imagino ser escuro e vazio. Um vazio que nunca mais será preenchido. Nunca mais, Dux. Sabes o que é isso? Sabes o que é "nunca mais"?A história que te recusas a contar cheira cada vez mais a merda, Dux. Primeiro não falavas porque estavas traumatizado e em choque por perderes os teus colegas. Até acreditei que estivesses. Agora parece que tens amnésia selectiva. É uma amnésia conveniente, Dux. Curiosamente, uma amnésia rara resultante de uma lesão cerebral de uma zona específica do cérebro. Sabias Dux? Se calhar não sabias. Resulta normalmente de um traumatismo crânio-encefálico. Portanto Dux, deves ter levado uma granda mocada na cabeça. Ou então andas a ver se isto passa. Mas isto não é uma simples dor de cabeça, Dux. Isto não vai lá com o tempo nem com uma aspirina. Já passou mais de 1 mês. Continuas calado. Mas os pais dos teus colegas têm todo o tempo do mundo para saber a verdade, Dux. E vão esperar e lutar e espremer e gritar até saberem. Porque tu não tens filhos, Dux. Não sabes do que um pai ou uma mãe é capaz de fazer por um filho. Até onde são capazes de ir. Até quando são capazes de esperar.Vocês, Dux... Vocês e os vossos ridículos pactos de silêncio. Vocês e as vossas praxes da treta. Vocês e a mania que são uns mauzões. Que preparam as pessoas para a vida e para a realidade à base da humilhação, da violência e da tirania. Vou te ensinar uma coisa, Dux. Que se calhar já vai tarde. Mas o que prepara as pessoas para a vida é o amor, a fraternidade, a solidariedade e o civismo. O respeito. A dignidade humana e a auto-estima. Isso é que prepara as pessoas para a vida, Dux. Não é a destruí-las, Dux. É ao contrário. É a reforçá-las.Transtorna-me saber que 6 colegas teus morreram, Dux. Também te deve transtornar a ti. Acredito. Mas devias ter pensado nisso antes. Tu que és o manda-chuva, e eles também, que possivelmente se deixaram ir na conversa. Tinham idade para saber mais. Meco à noite, no inverno, na maior ondulação dos últimos anos, com alerta vermelho para a costa portuguesa? Achavam mesmo que era sítio para se brincar às praxes, Dux? Ou para preparar as pessoas para a vida? Vocês são navy seals, Dux? Estavam a preparar-se para alguma missão na Síria? Enfim. Agora sê homenzinho, Dux. E fala. Vá. És tão dux para umas coisas e agora encolhes-te como um rato. Sabes o que significa dux, Dux? Significa líder em latim. Foste um líder, Dux, foste? Líderes não humilham colegas. Líderes não "empurram" colegas para a morte. Líderes lideram por exemplo. Dão o peito e a cara pelos colegas. Isso é um líder, Dux.Não sei o que isto vai dar, Dux. Não sei até que ponto vai a tua responsabilidade nesta história toda. Mas a forma como a justiça actua neste país pequenino não faz vislumbrar grande justiça. És capaz de te safar de qualquer responsabilidade, qualquer que ela seja. Espero enganar-me. Vamos ver. O que eu sei é que os pais que perderam os filhos precisam de saber o que aconteceu. Precisam mesmo, Dux. É um direito que eles têm. É uma vontade que eles precisam. Negá-los disso, para mim já é um crime, Dux. Um crime contra a humanidade. Uma violação dos direitos humanos fundamentais. Só por isso Dux, já devias ser responsabilizado. É tortura, Dux. E a tortura é crime.Sabes, quero me lembrar de ti para o resto da vida, Dux. Sabes porquê? Porque não quero que o meu filho cresça e se torne num dux. Quero que ele seja o oposto de ti. Quero que ele seja um líder e não um dux. Consegues pereceber o [...]




Sun, 19 Jan 2014 13:13:55 GMT

                 

"Para este governo, ciência só presta se as empresas o determinarem. Para este governo, ciências humanas não são ciências, são passatempos."

 

Esta frase de Bernardo Pires de Lima (18/1/2014) é lapidarmente aterradora.

 

Por momentos preferia não perceber/saber/ler, ficar na doce ignorância, como a nêspera.

 

Ou então como a ceifeira.

 

Ou como o gato.

 

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Sat, 11 Jan 2014 01:11:00 GMT

Não escrevo aqui há mais de quatro meses.
Logo neste ano de 2014 em que o meu blogue faz dez anos.
Dez anos! Parece que foi ontem que descobri que podia escrever "coisas" sobre tudo o que quisesse e depois as pessoas (pelo menos algumas) podiam ler e comentar.
Foi no ano em que foi criado o Facebook que só chegou até nós uns anitos depois.
Não é para me gabar, mas poucas pessoas tinham blogues em 2004.
Sempre gostei de escrever. Mas escrever e poder dar a ler o que escrevi, ainda que a poucos, é uma situação que adoro. E depois analisar as reações das pessoas aos meus escritos é qualquer coisa que me deixa bem.
Gosto da troca de ideias, saudável claro. Mas às vezes também um pouco agressiva.
Gosto de provocar os espíritos abertos, inteligentes.
Gosto de ser provocada por eles. Mas sobretudo sinto, muitas vezes, a necessidade imperiosa de "dizer" o que penso sobre o que se passa à minha volta, na minha vida.
Há períodos em que essa necessidade fica um pouco adormecida. Pelas mais variadas razões.
Olhando para os posts, ao longo destes dez anos, penso que nunca estive tanto tempo sem aqui vir escrever qualquer coisa. Quatro meses!
A culpa é do facebook, espécie de blogue muito mais "em cima do momento", onde se tem uma reação mais imediata em relação ao que se publica.
E eu gosto disso.

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Wed, 28 Aug 2013 20:19:52 GMT

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Faz hoje 50 anos o outro discurso, o do " I have a dream".
Mas este faz hoje muito mais sentido, todo o sentido. Basta trocar Vietnam por Síria.
São 42 minutos. Mas vale a pena ouvir.



Vou ali dar um swap....

Fri, 02 Aug 2013 23:48:58 GMT

Pois é. Afinal quase todos os portugueses têm um 'bichinho'" destes em casa. Todos os que têm um crédito à habitação com prestação fixa. Ou seja, o banco ao qual pediram o crédito fez-lhes a seguinte proposta: mediante uma determinada taxa que lhe vai aumentar a prestação esta será fixa, independentemente das alterações das taxas de juro. Portanto você vai ter uma prestação um pouco mais alta, mas em contrapartida ela não aumentará se as taxas de juro aumentarem.
O banco ganha balúrdios.
Nós somos enganados. Oficialmente enganados. Enganados com o nosso consentimento. Todos sabem que as casas que compraram acabam por custar o dobro ou o triplo do seu valor real.
Isto é um swap.

Posto isto, quero agora fazer uma breve reflexão sobre os "outros" swaps. Os verdadeiros. Aqueles que não são simples bichinhos que temos em casa, mas sim autênticas bestas que tudo destroem e engolem à sua passagem.
Independentemente de existirem bons e maus banqueiros, bons e maus gestores, bons e maus políticos, a pergunta que se coloca é: a responsabilidade mãe, a responsabilidade primeira pela existência destas manigâncias financeiras é de quem? Da banca. Dessa banca que desde os anos 80 anda completamente à solta, sem travão. Dessa banca que nenhum governo conseguiu ainda travar ( e se algumas vozes houve dentro desses governos que o tentaram fazer foram de imediato silenciadas ).
Essa banca que é o vizinho rico que empresta dinheiro a todos, cobrando 10% de juros e que um dia, cego pela ganância, triplica o valor dos juros levando todo o bairro à falência e hipotecando as gerações futuras.

E pronto.
Fui eu a escrever sobre swaps.
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Thu, 11 Jul 2013 16:57:17 GMT

Aos costumes, a múmia foi à televisão e pariu um NIM.
Puxou as orelhas à dupla prima donna/suburbano e deitou por terra o desejo da esquerda (essa malandragem com a mania da democracia) de realizar eleições antecipadas já.
Aproveitou para acagaçar mais um pouco este povinho já de si acagaçado. Que não pode ser, eleições agora seria uma desgraça para o país e para as famílias.
Pelo caminho também conseguiu "lavar as mãozinhas" desta trapalhada toda, atitude para a qual sempre teve muito jeito. Vá lá, sejam amiguinhos e desenrasquem esta merda, que eu não tenho nada a ver com isto.
Resultado: se a situação era má , agora ficou pior.
Esta múmia fez-me lembrar o Atílio da banheira, da telenovela O Casarão, que passava o tempo a mexer e remexer a merda que tinha na banheira na esperança que esta se transformasse em ouro.

ps: e a prima donna, coitada, o que vai fazer ao vestidinho de lycra?

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Wed, 03 Jul 2013 16:08:15 GMT

Portanto, estamos nas mãos de dois badamecos.

Um deles, de todos sobejamente conhecido, destaca-se pelo doutoramento no diz que disse venenoso tirado nos corredores do Independente. Enveredou depois pela política, não olhando a meios para atingir os fins. Capaz de apunhalar a própria mãe (coitada da senhora), esta prima donna que não vive sem o calor e a luz dos holofotes, fez (ou faz, já não percebo nada) parte do actual (ou já não é actual?) governo. Com plano engendrado a frio desde o início, passou o primeiro ano a estoirar milhas, como se a pasta do Ministério dos Negócios Estrangeiros fosse uma agência de viagens. A partir do segundo ano, começou a demarcar-se do governo, acabando por dar o golpe final (terá sido final?) ontem. À hora em que a Albuquerque tomava posse. Tudo pensado e repensado.

O outro é um empresário da noite ou do dia. Tanto faz. De política sabe o que aprendeu na jotinha: colar cartazes e fazer telefonemas com o amigalhaço Relvas. Arranja-me aí umas influências. Arranja-me aí umas licenciaturas. Arranja-me aí umas "gaijas". Estava, para grande desgraça deste povo, no lugar errado, à hora errada. Ou seja, há dois anos estava prontinho para ser primeiro ministro. Com a preciosa ajuda do povinho, construiu uma personagem: o herói que veio salvar todo um país das garras desse malandro que se chama José Sócrates. E hoje, passados dois anos, continua colado a esta personagem. Com o discurso patético-confrangedor de ontem, mostrou que se julga, ainda, o herói/salvador da pátria.

Salvar-nos de quê?

Salvar-nos de quem?

Salvar, ponto final.

 

Alguém que nos salve dele(s).

 

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Sun, 26 May 2013 11:43:23 GMT

 Então é assim: só ontem vi e ouvi. Por várias razões não me dei ao trabalho de ver o video do Martim. Ontem, quando via o Governo Sombra, RAP e João Miguel Tavares fizeram uma dramatização óptima do diálogo entre Martim Neves e Raquel Varela. Foi óptima a dramatização. E a prova é que fiquei logo "doente". Fui então ao youtube ver o célebre video. Confere. Irritação maior ainda. Não em relação ao Martim, que me parece ser um rapaz activo, desembaraçado, criativo, com uma auto estima bem acima da média para um adolescente. Um adolescente que, como referiu também RAP, teve a sorte de ter uns pais que puderam ajudá-lo monetariamente a por o seu sonho em marcha. E puderam porque, seguramente, não ganham o salário mínimo. E ainda bem.  A minha irritação, desilusão e sei lá mais o quê foi toda para as pessoas que se manifestaram acerca deste video (sim, que eu depois dei-me ao trabalho de ir pesquisar um pouquinho). E deparei-me com frases do género: boa Martim, dá-lhe rapaz e outras pérolas. A própria comunicação social tinha títulos como: rapaz de 16 anos destrói doutaramento de Raquel Varela, jovem de 16 anos humilha Raquel Varela e por aí fora. Estas reacções mostram e confirmam a falta de formação /informação de muitos portugueses, que logo ali viram o rapazinho simples vencer o duelo com a "dótora" arrogante. Uau! Palmas! Não viram, nem perceberam, que, em último caso, a "dótora" estava ...... pasme-se a defendê-los enquanto trabalhadores. O acidente que aconteceu há semanas numa fábrica do Bangladesh e que causou centenas de mortos veio confirmar aquilo que se sabe há muito tempo: para comprarmos roupa a preços baixos, há pessoas que vivem e trabalham em condições miseráveis. Pessoas que são escravizadas. Pessoas que ganham salários vergonhosos por dias e dias seguidos de trabalho. Pessoas que são exploradas desde que nascem até que morrem. É melhor isto do que estar desempregado? NÃO, NÃO É. Martim Neves tem 16 anos e uma vida inteira à sua frente para perceber que existem umas "coisitas" muito importantes, sem as quais o ser humano não vive: dignidade, direitos, liberdade. As pessoas que ficaram radiantes com a resposta do rapaz não perceberam e temo que nunca venham a perceber. Pegando nas palavras de RAP, estas pessoas encarnam "o sonho do pensamento rústico-liberal: a verdade na boca da criança, o menino que faz ver à doutora, o bom senso prático a superiorizar-se ao saber académico." Este pensamento explica, em grande parte, a razão do actual governo continuar de pé, como explicou durante décadas a existência do salazarismo. Cada povo tem o que merece.   Por mim, desejo o melhor para o negócio do Martim.  Com a Raquel Varela partilho, seguramente, o peso da consciência de comprar e utilizar produtos feitos à custa do sofrimento de milhares de pessoas. Mas isso não me retira o pensamento crítico.   src="http://www.youtube.com/embed/trKk0o-nRAY" width="425" height="344" frameborder="0">  [...]



Quando o nosso maior inimigo está.....em nós mesmos

Thu, 16 May 2013 22:35:54 GMT

Esta imagem circula nas redes sociais deixando no ar a pergunta: qual a diferença? A resposta é muito fácil: a diferença é que José Mourinho é um profissional excelente e Jorge Jesus é um profissional mediano.   ( e o texto deveria acabar aqui, segundo o sábio conselho de alguns amigos, hoje ao almoço, em frente ao cozido. Que este assunto não é para mim, que é baixo demais para uma pessoa como eu perder tempo com ele. Deveria, isso sim, preocupar-me com o facto de dar por mim a reflectir sobre isto e, quiçá, escrever mesmo um texto sobre essa preocupação. Não resisti. Mandei o conselho às urtigas)   Vou confessar uma coisa: tenho de Jorge Jesus uma ideia que até nem é muito má. Parece-me ser uma pessoa simples e humilde e, como treinador, acredito que ocuparia um outro patamar, caso a equipa que treina não fosse o SLB (como aliás aconteceu com todos os treinadores que ocuparam o mesmo lugar. Até o Special One passou por lá....e?...). Porque, afinal, o que "estraga" o SLB são os adeptos. Coisa complicada. Afinal os adeptos são uma peça fulcral na engrenagem de qualquer clube desportivo. O adepto do SLB sofre de um trauma, de uma síndrome e de uma deficiência. Respectivamente: o trauma do Pinto da Costa/FCP, a síndrome do filho único que um dia tem um irmão e a cegueira. A coisa complica-se porque a última não o deixa ver/reconhecer os outros dois. É, pois, quase impossível resolver esta situação que vem passando de pais para filhos. O SLB foi, durante muitos anos, praticamente o único clube português com relevância, tanto em Portugal como no estrangeiro. Coexistia com o SCP que, também por isso, deveria ser mais respeitado pelos adeptos do benfica. Para além destes dois existia um outro clube que, apesar de ser mais antigo, dava pouco nas vistas. Em 1981, Jorge Nuno Pinto da Costa viria alterar esta situação. O FCP (clube de bairro como ainda hoje lhe chamam de forma depreciativa, os benfiquistas) passa a estar à altura do SLB e rapidamente o ultrapassa em todas as modalidades. Nasce aqui a síndrome do filho único que vê o seu lugar ocupado por um "irmãozinho". Nasce também o trauma Pinto da Costa. Este passa a simbolizar todos os demónios que assombram a noite benfiquista. A partir daqui , grande parte das energias benfiquistas são canalizadas, ou para dizer mal do FCP e do seu presidente, ou para se vitimizarem (são sempre roubados e nunca jogam só contra uma equipa), ou para gritarem aos quatro ventos que são o maior clube do país e um dos melhores do mundo (grito típico daqueles que já foram, um dia,  estrela única no firmamento desportivo). Ou seja, o adepto do SLB não sabe perder, mas também não sabe ganhar. Se perde é porque foi roubado, se ganha (ou mesmo antes de ganhar) logo se coloca numa situação de superioridade, arrogando-se o maior de Portugal e do mundo e escarnecendo os outros clubes (veja-se o que aconteceu durante esta época com o SCP). Vai flutuando numa espécie de limbo, assim entre a histeria do glorioso e a crença nas papoilas saltitantes, que, afinal, não passam de ervas daninhas que tudo secam à sua volta. A manter-se assim, continuará a não chegar longe, porque não canaliza as suas energias para onde realmente deveriam ser canalizadas: os sucessos do seu clube. Tudo isto se torna pior, porque este comportamento disfuncional se alarga de forma contaminatória aos presidentes, aos treinadores e aos próprios jogadores. O resultado está à vista.   ps: há outra diferença nesta foto. José Mourinho é bonito e charmoso. Jorge Jesus é feio e boçal. Por is[...]



De bestas a bestiais ou de como a teoria do Relvas até poderá fazer sentido

Wed, 27 Mar 2013 13:55:11 GMT

E na última semana de Março de 2013, algumas bestas começam a passar a bestiais.

Vou direta ao assunto. Tenho lido e ouvido, nesta  última semana, algumas prosas que vêm agora branquear elementos deste (des)governo.

Vou só dar três exemplos: Henrique Monteito, no Expresso, sai em defesa do Álvaro.

José Gomes Ferreira, um homem simples com soluções simples para todos os problemas do país e do mundo, o homem que diz sem papas na língua esta brilhante frase "A troika é ingénua, e o governo também" (José és o nosso salvador!), este homem vem também defender o Álvaro e, pasme-se, António Borges.

Vítor Bento considera que Vítor Gaspar só tem um senão: dificuldades de comunicação.

E pronto! É isto.

Não vai faltar muito para que alguém venha "limpar" o Relvas.

O povinho, esse, vai "cair que nem um patinho" e também já não há de faltar muito para o ouvirmos dizer: ah e tal, afinal o homem até nem  é tão mau como parecia. Aos costumes, perante o facto consumado e cada vez com menos forças para resistir e lutar (será que alguma vez o fez realmente?), o povinho deixa-se ficar, inerte, numa apatia agonizante.

O efeito Sócrates já começou a dar resultados?

Afinal, antes estes do que o Sócrates, vade retro satana.

 

 

E se o povinho, de repente, lhe dá para achar que, afinal, o Sócrates não era assim tão mau como parecia?

 

Nota: acrescente-se a este branqueamento, o argumento estafado do ah e tal o homem até quer fazer alguma coisa, mas os lobbies instalados não deixam e está completa a receita para o "rejuvenescimento" de um governo moribundo.

Entretanto os lobbies instalados vão continuar....isso mesmo: instalados. Como sempre.

 

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....e porque ontem foi dia da poesia e o Sócrates vai ser comentador na RTP.....

Sat, 23 Mar 2013 00:30:50 GMT

NEVOEIRO
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser

Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo - fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer,
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!

 

Fernando Pessoa, Mensagem







Mon, 11 Mar 2013 18:49:06 GMT

No prefácio do livro Roteiros VII,  que reúne as intervenções do chefe de Estado proferidas ao longo do último ano (que é como quem diz os dislates que o "senhor alemão" lhe vai permitindo dizer), Cavaco Silva diz: O Presidente (o que eu gosto de pessoas que falam de si mesmas na 3ªpessoa) deve actuar de forma ponderada e sensata, com equilíbrio e racionalidade, estudando os novos e complexos dossiês que emergem do programa de emergência financeira. Não pode deixar-se arrastar por pulsões emocionais ou afectar pelas tensões que sempre emergem nos tempos de crise.   Ou seja, o nosso coiso da República é um epicurista que põe em prática, todos os dias, a ataraxia. Tal como Ricardo Reis, heterónimo de Fernando Pessoa, o nosso bacalhau seco pratica uma filosofia de vida através da qual pretende atingir a felicidade de forma tranquila e sem perturbações, desfrutando dos prazeres sempre com moderação. É uma forma passiva de viver a vida, ou melhor, de ficar a ver a vida passar. Sugiro, para melhor compreensão desta humilde teoria, que substituam a palavra Lídia, pela palavra Maria, no célebre poema de Ricardo Reis, Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.   Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamosQue a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.(Enlacemos as mãos.)Depois pensemos, crianças adultas, que a vidaPassa e não fica, nada deixa e nunca regressa,Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,Mais longe que os deuses.Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.Mais vale saber passar silenciosamenteE sem desassosegos grandes.Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,E sempre iria ter ao mar.Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outroOuvindo correr o rio e vendo-o.Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-asNo colo, e que o seu perfume suavize o momento —Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,Pagãos inocentes da decadência.Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depoisSem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamosNem fomos mais do que crianças.E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim — à beira-rio,Pagã triste e com flores no regaço.Ricardo Reis, in "Odes"Heterónimo de Fernando Pessoa     Nota: devo referir que esta situação não se aplica ao caso BPN.   [...]




Sun, 10 Feb 2013 12:39:32 GMT

 

Dizem-me que ainda não devo ter percebido bem. Que o PCP votou contra o PEC IV, tal como já tinha votado contra os três anteriores. Longe de mim duvidar da coerência do PCP......

Mas (e existe sempre um "mas") o PCP não terá considerado estranha a "incoerência" da direita que, em sentido oposto, votou a favor dos PECS I, II e III e, no dia 23 de Março de 2011, votou contra o PEC IV?

Terá o PCP pensado que a direita, finalmente, viu a luz, tornou-se "boazinha" e passou a preocupar-se com o povo trabalhador? Gelado.

Terá o PCP feito o seguinte raciocínio? Chumba-se o PEC IV, o Sócrates demite-se, vamos a eleições e limpamos isto. Desta vez é que é. Frio.

Terá o PCP, numas cegueira egoísta, visto naquele dia o momento certo para resolver uma questão meramente pessoal? Por a mexer José Sócrates. Quente.

E assim foi. Sem sequer pensar nas consequências extremamente negativas que essa atitude traria para o país. Sem sequer se peocupar com que tipo de governo estava a colocar à frente do povo português.

Não duvido que alguma voz dentro do PCP se tenha levantado (mas baixinho, como o crocodilo) para apresentar outra alternativa, mas logo foi calada. Não me perguntem qual era a alternativa. Não sei. Nem tenho que saber. Mas sei que Álvaro Cunhal, em 1986, num congresso extraordinário, pediu aos seus camaradas que votassem em Mário Soares, porque essa foi a única forma de derrotar Freitas do Amaral. Porque, em política, por vezes é preciso engolir sapos.

No dia 23 de Março de 2011, nem o exemplo de Álvaro Cunhal foi suficiente para que o PCP se livrasse dessa cegueira egoísta, ajudando a atirar o país para a situação na qual hoje se encontra.

Podem continuar a dizer-me, pois, que o PCP votou contra o PEC IV, porque já tinha votado contra os três anteriores.

Não é disso que se trata.

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Fri, 11 Jan 2013 20:07:32 GMT

Nos últimos dois dias tenho lido e ouvido pessoas dos mais variados quadrantes escreverem e dizerem coisas que me deixam inquieta. Parece então que direitos humanos e direitos dos animais (ou de outra forma, direitos dos animais, humanos e não humanos) não podem coexistir. Parece que, segundo o que tenho ouvido e lido, os segundos anulam os primeiros. Ou seja, se existirem direitos dos animais (a sério, coisa de povo civilizado) diz que os direitos humanos estão postos em causa. Escreve Daniel Oliveira: "...parece-me haver em muitos defensores mais radicais dos direitos dos animais um discurso que relativiza os direitos humanos. Porque não compreendem a sua absoluta excepcionalidade." Defender a existência de direitos dos animais relativiza os direitos humanos? Porquê? A sério, não entendo. E volto ao princípio: não poderão coexistir? De que têm medo estes defensores "radicais" dos direitos humanos? De que nos tornemos todos uns bárbaros e, mais do que já fazemos, desatemos a atropelar os direitos humanos? Seria relativizar os direitos humanos construir uma legislação que penalizasse as pessoas que "criam" cães perigosos? Mas penalizasse mesmo, com pena de prisão. Seria relativizar os direitos humanos criar uma legislação que permitisse a estes cães serem reabilitados e até posteriormente adotados?  Por sugerir isto acham que eu dou menos importância aos direitos humanos do que o Daniel Oliveira? Num ponto ele tem razão, não compreendo "a absoluta excepcionalidade dos direitos humanos". Não quando essa excepcionalidade é feita à custa da não existência de direitos dos animais. E já agora (choquem-se os mais sensíveis), quem dita esta "absoluta excepcionalidade"?   "I am in favor of animal rights and human rights. This is the proposal of a whole human being” – Abraham Lincoln   "The fate of animals is much more important to me than the fear of appearing ridiculous" – Emile Zola   "Compassion for animals is one of the noblest virtues of human nature" – Charles Darwin    [...]




Thu, 06 Dec 2012 12:06:50 GMT

O primeiro ministro teve ontem um ato falhado ou, como diz o povo, fugiu-lhe a boca para a verdade. Quando interrompeu o seu discurso na UNL para dizer aos seus seguranças/capangas que deixassem "os senhores" mostrar o "cartaz", que AINDA vivíamos numa democracia.

Vivemos realmente numa democracia, mas numa democracia doente. Só assim se entende o bando de capangas que imediatamente rodeou "os senhores". Não fosse o ato falhado do moço de massamá (e a presença da comunicação social), "os senhores" teriam sido retirados da sala à força e o "cartaz" teria sido destruído ali mesmo.

Como dizia ontem o filósofo José Gil, a nossa democracia não está a funcionar muito bem. Caso contrário este governo há muito teria caído.

Vai-nos valendo a comunicação social que vai dando conta do que se passa. Quando esta estiver controlada o AINDA desaparecerá de vez.

Não é assim PPC?

 

Já agora, aquilo não era um cartaz.

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Desabafos de fim de tarde

Wed, 05 Dec 2012 18:47:41 GMT

Estou farta das analogias torpes entre a época que estamos a viver e a época do Estado Novo. Estou pelos cabelos! Não é que estas analogias não tenham existido sempre, desde o 25 de Abril. Mas era uma minoria (ou será que não?) que as fazia, o que não deixava de me irritar solenemente, claro. Mas agora, de dia para dia, engrossa este rio de lama nojenta. Todos os dias oiço alguém dizer: "Pelo menos, nessa altura, havia comida na mesa" ou qualquer coisa do género. Havia comida na mesa (quando havia), mas não havia informação, não havia cultura, não havia LIBERDADE. Será preciso relembrar isto às pessoas? Éramos um povo atrasado, fechado ao exterior, onde as taxas de mortalidade infantil e de analfabetismo eram enormes. Seré preciso relembrar isto às pessoas? Eu já me questiono se as pessoas saberão isto!!!! Éramos um povo de pobrezinhos honestos. Depois veio o 25 de Abril. Cada vez mais me convenço que o 25 de Abril foi "coisa" de umas quantas pessoas. Depois destas quantas pessoas terem "aberto as portas", vieram aos milhares para as ruas cantar a liberdade. Mas estou convencida que se essas quantas pessoas nada tivessem feito, os milhares continuariam (quem sabe ainda hoje) pobrezinhos, mas honestos. E não se importariam muito com isso. O nosso povo não dá grande valor à cultura, à liberdade de expressão. Se as tiver, ok, tudo bem. Se não as tiver, não luta por elas com unhas e dentes. "É preciso é ter comida na mesa." Por isso tenho medo que os quase 40 anos de evolução se percam em muito pouco tempo. Este governo e a corja que gravita à sua volta ( Jonets, Ulrichs, Nogueiras Leite, Gregórios Novo e outros que agora sairam das covas escuras onde estavam hibernados e já dizem o que pensam sem cosméticas políticas e sociais) têm o perfil perfeito para levar a cabo essa tarefa. O povo, esse, é facilmente manipulado. Num ano e meio conseguiram pô-lo a pensar que "pelo menos nesse tempo havia comida na mesa". Faltará muito pouco para que desista completamente de tudo o resto: cultura, informação, LIBERDADE. Esta estratégia é velha. Empobrecer um povo (física e espiritualmente), colocar-lhe na frente o espectro da fome (a sua e a dos seus filhos). É meio caminho andado para se conseguir o resto. Tarefa facilitada com um povo para quem o valor da LIBERDADE e a importância da CULTURA nunca pesaram muito na balança das suas prioridades. E então voltaremos a ser pobrezinhos, mas honestos; voltaremos a ter comida na mesa (voltaremos???), mas seremos incultos, desinformados e deixaremos de saber o que é a LIBERDADE. NÃO QUERO!      [...]