Subscribe: Avenida Central
http://avenidacentral.blogspot.com/feeds/posts/default
Added By: Feedage Forager Feedage Grade B rated
Language:
Tags:
ainda  anos  aqui  avenida central  avenida  braga  casamento  dos  mais  minho  nos  não  pela  são demasiado  são 
Rate this Feed
Rate this feedRate this feedRate this feedRate this feedRate this feed
Rate this feed 1 starRate this feed 2 starRate this feed 3 starRate this feed 4 starRate this feed 5 star

Comments (0)

Feed Details and Statistics Feed Statistics
Preview: Avenida Central

Avenida Central





Updated: 2017-09-04T23:12:09.326+01:00

 



Epílogo

2009-12-16T22:39:00.500+00:00

Poderia ter acontecido noutro dia qualquer mas aconteceu no 7 de Novembro de 2006. Nesse dia tínhamos a ideia de criar um blogue feito de Braga com vistas para o mundo. Queríamos que fosse, tal como a nossa Avenida, central, cosmopolita, incisivo, irreverente, sério, afirmativo, assumido, personalizado e informativo. Volvidos três anos e um mês, concederão os nossos estimados leitores que não é excessivo afirmar que este blogue foi tudo isso e ainda mais do que houvéramos previsto e imaginado: o Avenida Central, graças ao contributo de inúmeras personalidades, foi uma permanente tertúlia do Minho, um espaço de acção cívica independente e um instrumento de participação democrática na cena política regional.Aqui lançámos o debate público sobre o regresso dos carris à cidade de Braga. Aqui rejeitámos o bairrismo mais tacanho. Aqui defendemos a responsabilidade como chave para maior dignidade das mulheres. Aqui denunciámos a letargia do nosso tempo. Aqui citámos o melhor da imprensa local. Aqui lutámos contra a intolerância das religiões. Aqui festejámos as vitórias europeias da região. Aqui lamentámos as injustiças. Aqui chorámos pelo cinzento betão que nos embacia as vistas. Aqui sentámos Braga no divã. Aqui comentámos a actualidade política. Aqui calculámos o preço da distância. Aqui promovemos a unidade no Minho. Aqui mostrámos o que acontece na cultura. Aqui celebrámos o reconhecimento nacional. Aqui informámos antes de ser notícia. Aqui fizemos acontecer conversas improváveis. Aqui protestámos contra o centralismo. Aqui cantámos um requiem ao Minho. Aqui ilustrámos a poesia da nossa terra. Aqui projectámos o que ainda estava para nascer. Aqui debatemos o futuro. Aqui partilhámos experiências na blogosfera. Aqui noticiámos ao minuto. Aqui expusemos a Braga de que gostamos. Aqui vivemos as tragédias da nossa terra. Aqui parodiámos a Braga mais beata. Aqui partilhámos o Minho de excelência mundial. Aqui promovemos quotidianamente a cidadania. Aqui defendemos intransigentemente a liberdade, o respeito, a dignidade e a igualdade como princípios basilares da sociedade democrática. Colaboraram regularmente com o blogue, Bruno Gonçalves, Bruno Simões, Carla Cerqueira, Cláudia Rocha Gonçalves, Dario Silva, Eduardo Jorge Madureira, Francisco Sande Lemos, Gonçalo Cruz, JMiguel Corais, José Carlos Santos, João Marques, João Martinho, Luís Soares, Luís Tarroso Gomes e Pedro Romano. Mais assíduos, Cláudio Rodrigues, Vítor Pimenta e Jorge Sousa assumiram-se como autores do Avenida no último terço da sua existência. Tudo embrulhado num design que nos permitiu comunicar com mais clareza e fidelidade - nesse capítulo, o mérito é todo do jovem designer gráfico vimaranense, Cláudio Rodrigues.Também aqui escreveram, correspondendo amavelmente ao nosso convite, António Amaro das Neves, Bruno Gonçalves, Eugénio Queirós, Fernanda Câncio, Francisco Sousa, Henrique Barreto Nunes, João Delgado, João Tinoco, Luísa Teresa Ribeiro, Manuel Monteiro, Paulo Duarte SJ, Pedro Vieira, Ricardo Gonçalves, Ricardo Rio e Rui Rocha (esperamos não ter esquecido ninguém).A todos os que aqui escreveram, aos nossos leitores, aos que nos seguiam através de leitores de feeds e aos nossos comentadores assíduos, um bem-hajam por este milhão de páginas folheadas (eram precisamente 1.077.245 na manhã de hoje...) para ler 3.230 artigos comentados por 22.088 vezes. Estamos-vos profundamente gratos por tudo quantos nos proporcionaram ao longo destes trinta e sete meses.Da palavra como fruição à palavra como missão, foram várias as motivações que percorremos ao longo destes três anos. O Avenida Central não tem fim. Até amanhã.Braga, 16 de Dezembro de 2009Pedro Morgado[...]



Cólofon

2009-12-16T22:38:00.429+00:00

Este blogue foi composto em caracteres Georgia (1993) e títulos em Lucida Sans (1985), tendo como fonte de cabeçalho a Garamond (originalmente desenhada em 1530). O esquema de página foi sofrendo alterações ao longo dos últimos três anos, sendo originalmente criado por Pedro Morgado e a partir de 1 de Junho de 2008 por Cláudio Rodrigues. Criado em 7 de Novembro de 2006 e concluído em 16 de Dezembro de 2009, foi publicado por Pedro Morgado. Escrito a partir de Braga, Guimarães, Arco de Baúlhe, Viseu, Barcelos, Famalicão, Porto, Chaves, Lisboa, Haia, Bruxelas, Cancun, Ultrecht, Havana, Barcelona e Málaga, entre provavelmente outros que me esquecerei de mencionar, durante a sua existência contou também com a colaboração de leitores, cronistas e outros autores, num total de mais de três mil artigos e vinte e dois mil comentários. Esteve hospedado na plataforma Blogger mas desdobrou-se pelo Twitter, Facebook, Flickr, Delicious, Technorati e Feedburner, tendo tido um total de mais de um milhão de visitas provenientes de mil novecentas e vinte e sete cidades do mundo.(image)



Ómega e Alfa

2009-12-16T22:37:00.683+00:00

2 anos largos volvidos desde que me associei a esta Avenida que me vou com ela nos mesmos termos com que nela entrei, a falar de Braga. Não que o Avenida Central em si tenha sido feito para ela, mas é certo que parte de Braga se fez com o Avenida. Essa nova cidade foi sonhada em postas de prosa corrida, curta e grossa, quantas vezes de sangue subido à cabeça. Nela se fez por colidir contra a sua rigidez institucional, perra como a Igreja que lhe enche as vias de moral e incenso, com as suas figuras pétreas, santos entretanto defuntos e outros, ainda que abanados, firmemente agarrados ao altar.

Por aqui, não se adormeceu no comodismo da gente, quantas vezes aparvalhada no milagre do crescimento a granel de Braga. Apontaram-se os problemas e discutiram-se soluções. Moveram-se os centros de gravidade do país (e do mundo) e colocou-se a discussão dos temas que nos dizem respeito no coração do penico. Na mesma tendência, o Minho e a sua capital incomodam agora os rankings, da excelência em ciência ao Futebol. Para bem dos nossos pecados, 3 anos depois, a cidade é cada vez mais bananeiro que roque santeiro. No(a) Avenida Central, local de chegada e partida, sala e modo de estar, mais que fim, hoje é início.(image)



(image)

2009-12-16T22:37:00.147+00:00

É certo que há mais blogues em Braga mas o Avenida era diferente, fruto de muito empenho e de um notável trabalho do Pedro Morgado. Sem avenida, perco a homepage. Obrigado, Pedro, por estes três anos de debate sério!(image)



(image) Mudar de Esquina

2009-12-16T22:38:14.428+00:00

Chegada a hora de mudar de esquina, deixo-vos com um poema. É de Erich Fried (100 Poemas sem pátria. Lisboa: D. Quixote, 1979). Podem imprimi-lo e afixá-lo para o poderem reler de vez em quando.

O QUE ACONTECE

Aconteceu
e acontece agora como dantes
e continuará sempre a acontecer
se não acontecer nada contra isso

Os inocentes não sabem de nada
porque são demasiado inocentes
e os culpados não sabem de nada
porque são demasiado culpados

Os pobres não dão por isso
porque são demasiado pobres
e os ricos não dão por isso
porque são demasiado ricos

Os estúpidos encolhem os ombros
porque são demasiado estúpidos
e os espertos encolhem os ombros
porque são demasiado espertos

Aos jovens isso não preocupa
porque são demasiado jovens
e aos velhos isso não preocupa
porque são demasiado velhos

Eis por que não acontece nada contra isso
e eis por que razão aconteceu
e acontece agora como dantes
e continuará sempre a acontecer(image)



(image) Falperra, Hoje, Como Há Mais de 3000 anos...

2009-12-16T22:39:23.855+00:00

(image)
© Freguesia de Esporões

Finalizando hoje o Avenida Central a sua existência, de indiscutível importância para a cidade de Braga, em virtude da discussão de praticamente todas as áreas que a Braga dizem respeito e de um conjunto de aspectos de relevo nacional, muitas vezes marginalizados, não quis deixar de assinalar aqui também este encerramento com um último texto. E para o efeito faço aqui uma referência a um aspecto ligado ao que foram as minhas intervenções na ínfima participação que tive no blogue: o património arqueológico. E dentro da temática, uma referência à Falperra, monumento sobre o qual nunca aqui escrevi.

Não pretendo descrever, que para tal não sou o mais indicado, os vestígios arqueológicos existentes no topo do monte que completa o cenário envolvente da cidade de Braga, e que integra a simbologia e o imaginário dos Bracarenses, mas recordar, como Sande Lemos fez neste blogue, a necessidade de a Câmara de Braga se consciencializar que deve à cidade a “devolução” do monte de Santa Marta das Cortiças. “Devolução” sugerida pela Unidade de Arqueologia da UM, no interessante projecto que apresentou.

Devolvido à cidade como espelho onde se reflecte uma grande parte da história de Braga, desde há mais de 3000 anos. Por essa altura e pelos séculos fora, a considerável elevação atraiu a atenção dos homens, por vezes como habitat, por outras como fortificação, por outras como santuário… Como hoje continua a atrair, agora como janela para um passado impressionante e culturalmente rico.(image)



(image) Paragem Diferida

2009-12-16T22:38:39.549+00:00

(image)
© Dario Silva, Setembro de 2002.

Não se esqueçam do Comboio. Até um dia destes.(image)



(image) O Fim da Avenida Central

2009-12-16T16:59:26.246+00:00

(image)

Esta fotografia da parte final da Avenida Central foi tirada nos anos 30. O eléctrico ainda aqui parava (o símbolo no poste indicava uma paragem) e passava a caminho do Bom Jesus, o jardim da Senhora-a-Branca tal como o conhecemos não existia, o Palacete Matos Graça ainda ostentava a escadaria, os tectos magníficos, as pinturas nas paredes e as madeiras exóticas que a Câmara e um projecto (segundo sei do Arquitecto Noé Diniz) entenderam não ter interesse, a Velha-a-Branca ainda era “apenas” a casa de habitação e o consultório médico do então Presidente da Câmara de Braga. A cidade não tinha ainda entrado a sério na "modernidade".

A casa que vemos em primeiro plano do lado direito, embora sem grande interesse especial, já não existe. Como é hábito, foi substituída por uma reles imitação em cimento. Por cá não se usa restaurar o antigo quando vale a pena ou demolir sem medo para fazer edifícios novos, modernos e marcantes (só o estádio teve direito a esse luxo). Prefere-se a hipocrisia de fingir que se restaura o centro histórico, mostrando aos turistas um cenário asséptico de telenovela que esconde prédios, na verdade, tão maus como os de Lamaçães (quantas casas realmente antigas ainda haverá no nosso centro histórico?).

Posso associar a esta foto uma série de coincidências pessoais, talvez insignificantes: vivo aqui perto nos últimos anos, a Velha-a-Branca nasceu numa das casas que se vê na foto, estudei na escola primária atrás do fotógrafo e admiro os transportes sobre carris. E claro, é a minha avó - na altura recém chegada a Braga e agora com 90 anos - que está à janela!(image)



Apostar nas Pessoas

2009-12-16T15:14:00.362+00:00

(image)
© *L

«A vida é um eterno regresso a casa.»(image)



Apostar na Indústria Cultural

2009-12-16T14:48:00.122+00:00

(image)
© Cláudio Rodrigues, Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)

2012 será um ano decisivo para a projecção do Minho em termos internacionais. O projecto de Guimarães Capital Europeia da Cultura é uma oportunidade única para a região que deve ser meticulosamente preparada na perspectiva de sugar até ao tutano todo o capital mediático que a cidade e a região conseguirão captar naquele período.(image)



Apostar num Minho Sobre Carris

2009-12-16T14:15:00.605+00:00

(image)
© nmorao

No dia em que este comboio partir de Braga para Guimarães estaremos mais fortes, com mais possibilidades de negócio e com melhores formas de comunicação. No dia em que o comboio voltar a chegar a Fafe, como reivindica o seu edil, estaremos todos mais coesos e com mais oportunidades de desenvolvimento. No dia em que for possível viajar de comboio entre Braga, Barcelos e Viana estaremos todos mais unidos. No dia em que o transporte interurbano se fizer sob carris, podemos afirmar que ao terceiro maior centro urbano do país foi dado o que merece. Até lá, continuaremos a pagar em impostos o Metro de Lisboa, do Porto, da Margem Sul e do Mondego...(image)



Apostar no Turismo do Minho

2009-12-16T14:01:14.768+00:00

(image)
© carlosvasconcelos40, Gerês

Numa região fortemente deprimida pela crise e severamente fustigada pelo desemprego, a aposta no turismo pode ser decisiva para o relançamento da economia local. Do turismo natureza do Gerês ao turismo urbano do quadrilátero e do turismo religioso de Braga ao turismo cultural de Guimarães, muitas são as potencialidades inexploradas da nossa região. O Minho não se pode render à tirania do Porto e Norte de Portugal Douro.(image)



Apostar na Reabilitação Urbana

2009-12-16T13:39:00.310+00:00

(image)
© jx13061306, Ponte de Lima

Ponte de Lima e Guimarães são, inegavelmente, os dois melhores exemplos da reabilitação urbana que se deseja para o Minho. Cidades bem pensadas do ponto de vista urbano são necessariamente cidades mais aprazíveis, mais valorizadas e mais felizes. Que o exemplo se faça escola.(image)



Apostar nas Colectividades da Região

2009-12-16T22:17:59.580+00:00

(image)
© NickVG

Se a indústria desportiva nos invade o espaço mediático porque é que não havemos de aproveitá-la para nos mostrarmos e nos promovermos internacionalmente? Sporting de Braga, Vitória de Guimarães, Gil Vicente, Moreirense, Trofense, Vizela, ABC de Braga, Óquei de Barcelos, Francisco de Holanda, Hóquei de Braga e por aí em diante são os grandes embaixadores da nossa marca. Apoiar o que é nosso é valorizar a nossa terra.(image)



Apostar no Conhecimento e na Inovação

2009-12-16T13:31:00.191+00:00

(image)
© nobilis007, Campus de Gualtar

O estímulo à inovação tecnológica, a aposta em nichos de excelência na investigação científica e o reforço da articulação entre as instituições de Ensino Superior e as empresas da região são vectores fundamentais para o desenvolvimento integrado do Minho.(image)



Apostar no Comércio Tradicional

2009-12-16T11:17:00.266+00:00

(image)
© vÂniAkOstA, Centésima Página (Braga)

Promover que é nosso e fazer bater mais forte o coração das nossas cidades e vilas está ao alcance de todos. Se o comércio tradicional tiver inteligência para se modernizar sem se descaracterizar, ganham os comerciantes e ganham as nossas terras com mais gente e mais vida nos seus centros históricos.(image)



Braga Qu'Eu Gosto 15 | Avenida Central

2009-12-16T11:06:00.128+00:00

(image)
© nle2004(image)



Do Casamento Entre Pessoas do Mesmo Sexo | 2

2009-12-16T11:00:04.004+00:00

© violentz4. Poligamia e IncestoEste é um argumento que procura estabelecer uma consequência lógica (eventual) entre a permissão do casamento entre pessoas do mesmo sexo e a permissão de relações poligâmicas e incestuosas.Logo à primeira vista percebemos que este é um argumento assente no medo e na sua exploração. Aliás, não é novo, tem sido utilizado ao longo dos tempos. Mas parece-me que o próprio argumento é insustentável. A abolição dos princípios de monogamia e de proibição de incesto não são, nem de perto nem de longe, uma consequência lógica da permissão dos casamentos homossexuais.Enquanto condutas altamente censuradas pela sociedade de hoje, a porta ao casamento poligâmico e incestuoso só será aberta pela própria sociedade. Se suceder, a seu tempo o direito irá reproduzir essa evolução.Não nos compete a nós dizer se, para essa sociedade-futura, algo é inadmissível, intolerável ou censurável. Pelo que, embora não o defenda hoje, admito que a sociedade possa vir a aceitar e tolerar essas condutas. Como veio a aceitar e generalizar o divórcio, como tem vindo a aceitar novas formas de família e ainda a homossexualidade em si, primeiro, e progressivamente as suas uniões, culminando com a expressa proibição constitucional da discriminação pela orientação sexual.5. A falência do casamento e a sua simbologiaBasicamente é o argumento que pergunta: Porque querem os homossexuais o casamento se há tantos divórcios? Se é só pela sua simbologia?Tem existido uma tendência para aproximar e em certos aspectos confundir certas características e direitos e deveres do casamento com os da união de facto. O casamento no sentido de uma maior liberdade e a união de facto no sentido de maiores garantias e segurança. Porquê? As pessoas, timidamente, procuram na União de Facto aquilo que o desadequado e falido Casamento não lhes oferece. É certo que cada vez há mais divórcios, mas isso que dizer que as pessoas continuam a casar, que as pessoas optam pelo Casamento por alguma razão e que não aderem tanto às Uniões de Facto por alguma razão. A meu ver, isso deve-se a essa simbologia. Heterossexuais ou homossexuais, temos todos uma herença e um desenvolvimento socio-cultural comum. 6. O VrrrrrhiecO que nos leva para a ideia de conferir os (ou sensivelmente os) mesmos direitos e deveres que existem no casamento, mas dar-lhe um nome diferente.Simplesmente: não faz qualquer sentido existir um contrato de “casamento” idêntico, mas com outro nome. Se quiserem pode-se entrar em nominalismos ou conceptualismos. Com a certeza de que, dada toda a evolução do percepção do casamento pela sociedade, o seu eventual realismo está a afastado. A reductio ad absurdum do Vrrrrrrrhiec demonstra-o7. Prioridade?Diziam no Sine die: "«Um argumento esgrimido contra a aprovação do projecto que prevê os casamentos homossexuais é o de que não se trata de “questão prioritária”. Trata-se obviamente de um argumento apresentado por heterossexuais, porque estes não precisam daquele projecto para nada."De facto, é natural que os heterossexuais não sintam interessa na matéria e, naturalmente, não a achem prioritária. Mas esta é uma questão de princípio. Este argumento conduz a uma discriminação das minorias – qualquer que ela seja – por uma questão de princípio.[...]



Dia da Animação no IPCA

2009-12-16T00:59:15.511+00:00

(image) Ilustração de Cátia Vidinhas (3.º ano de Design Gráfico do IPCA)

O IPCA associa-se à Casa da Animação para trazer a Festa da Animação à cidade de Barcelos, numa programação inteiramente dedicada ao tema, com dois convidados de peso no panorama nacional, Abi Feijó e Pedro Moura, e várias horas de filmes de cinema de animação.(image)



Da Pornografia das Subvenções

2009-12-16T00:08:09.157+00:00

A RTP, televisão de Lisboa e do Porto que às vezes se lembra de dar notícias sobre o resto do país para ilustrar a província, recebe mais dinheiro dos nossos impostos do que a CP que gere os comboios de todo o país.

Os Metros de Lisboa e do Porto recebem 40,5 milhões de euros. Enquanto isto, as populações de Mirandela, Amarante e Vila Real foram privadas da ferrovia.

A Carris e a STCP recebem 74 milhões de euros enquanto as transportadoras públicas do resto do país não recebem nada.

As assimetrias são escandalosas e inexplicáveis. Olhando para isto só me apetece perguntar porque é que não vendem a RTP, privatizam a CP, Metros, Carris e STCP. Depois salve-se quem puder. Agora obrigarem-me a pagar os meus transportes em bilhetes e os dos outros em impostos é que não.(image)



Do Casamento Entre Pessoas do Mesmo Sexo | 1

2009-12-15T23:24:56.142+00:00

© muriloribasNo início do ano, ainda antes de começar a escrever aqui no Avenida Central, dediquei, no meu blogue, uma série de posts à questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Sem querer estar a repetir tudo, sobretudo por ainda serem algo extensos, deixo-vos, em dois posts, uma súmula dos argumentos e contra-argumentos a favor do dito casamento que lá expressei, assim como ligações para os respectivos posts, se os pretenderem ver mais desenvolvidos.1. Do que não interessa para a discussão e do que interessa para a IgrejaUma das notas fundamentais que a Igreja defende no seu casamento, católico, é a ideia da procriação [Cânone 1055 §1]. Ou seja, se no casamento civil 1+1 pode ser igual a 2, no católico, em princípio, nunca deve ser [Cânone 1101 §2]. Expressões desta lógica são a dissolução do casamento não conusumado [Cânone 1142] e a da dissoluação do casamento quando a impotência de um dos cônjuges preceder o casamento, "pela própria natureza deste" [Cânone 1084 §1]Daqui não adviria nada de extraordinário se a Igreja não procurasse transpor estas ideias próprias da realidade católica, dando a entender à comunidade que estas (suas) ideias sobre o casamento e sobre a família, são também as ideias constantes da lei civil – e que, ultimamente, são as que interessam para a discussão, independentemente do (a)moralismo da coisa.Se verificarmos o que a Igreja defende em relação à adopção por casais homossexuais, o seu argumento passa, invariavelmente, pela ideia de que na educação da criança deve existir uma figura masculina e uma figura feminina.Isto afasta, evidentemente, essa adopção por parte de um casal homossexual, como afasta também a adopção a título individual, por uma só pessoa, quer esta seja homo ou heterossexual. A Igreja, bem ou mal, ao defender essa ideia (da necessidade de) duas figuras parentais de sexo diferente, está-se a opor a todas as famílias (ainda que os filhos sejam biológicos) monoparentais. Está-se a opor às famílias constituídas por um(a) tio(a) e um(a) sobrinho(a) ou por um(a) avô(ó) e um(a) neto(a), por exemplo.Serve então isto para tornar claro que a (única) família que a Igreja concebe e defende não é o único tipo de família que existe na sociedade. Com certeza que a Igreja pode defender a sua concepção de família (e é isso que lhe interessa, obviamente); mas, para a sociedade, esse conceito de família – bem ou mal – já faliu, ou é insuficiente, há muito tempo.2. A tese do "modelo social" e da "reposição geracional"Trata-se de um argumento bastante entranhado pela ideologia e concepção católica da família e do casamento. Afiança, quem defende esta tese, que o futuro da sociedade ficará em risco.Mas sobre isto o Eduardo Maia Costa, no Sine Die, resume muito bem: (a) "os homossexuais nunca contribuirão para a dita "reposição", quer lhes permitam que se casem, quer não"; (b) "Então e os solteiros? E os inférteis? E os casados sem filhos, por opção"; (c) "Aliás, há "modelos sociais" em democracia? O cidadão casado é melhor do que o solteiro? O cidadão com filhos é melhor do que o sem prole? O cidadão com dois filhos é melhor (por fazer uma melhor "reposição geracional") do que aquele que só tem um?"3. A "descaracterização" do casamento [1, 2] e a evolução [1, 2]Estes argumentos passam pela ideia de que "o casamento e a família são o que são, o que sempre foram ao longo dos tempos" e de que existem carac[...]



"Agora Só Falta Aqui é... Cimento!"

2009-12-15T13:04:07.317+00:00

(image)
Design de Cláudio Rodrigues. A Frase do título pode ser ouvida aqui.(image)



Justiça Cega?

2009-12-15T02:09:23.415+00:00

Ler os relatos de alguns julgamentos é um exercício verdadeiramente anedótico. As populações do Vale do Sousa estão a tentar convencer-nos que o falso médico era conhecido como «psicoterapeuta»... Como se a palavra fosse de uso comum por aqueles lados.(image)



Sofia Ribeiro e Florin Weber em Braga

2009-12-14T22:33:18.394+00:00

(image)
© yellowpipeplace

No próximo Sábado, o Espaço Cultural Pedro Remy recebe mais um grande concerto de Jazz, com a cantora portuguesa Sofia Ribeiro e o pianista alemão Florin Weber. Mais informações em pedroremy.com.(image)



Quem Está Fora Racha Lenha

2009-12-14T22:28:43.288+00:00

Converter a lamentável sapatada a Sílvio Berlusconi num caso político é tão perverso quanto a própria cena da agressão. Antes de maiores precipitações (como alguns comentários que se lêem por aí), seria desejável que se aguardasse por um conhecimento mais cabal das circunstâncias em que o acto foi cometido.(image)