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quadratura do círculo



quadratura do círculo - SAPO Blogs



Last Build Date: Thu, 08 Feb 2007 17:26:07 GMT

 



Carlos Andrade - Suspensão do blogue

Wed, 07 Feb 2007 20:09:49 GMT

O moderador e os comentadores do programa decidiram suspender o blogue, iniciando uma reflexão sobre eventuais mudanças. Todavia, mantemos activo o endereço de correio electrónico, para contacto com os participantes no programa.




Carlos Andrade - Suspensão temporária

Mon, 29 Jan 2007 19:46:06 GMT

Depois de copiar e colar no editor os textos que nos são enviados, não está a ser possível concluir a publicação.  Retomaremos a divulgação de mensagens quando o problema estiver resolvido.

Carlos Andrade




Teste

Thu, 25 Jan 2007 19:07:48 GMT

Teste



João Brito Sousa - Futecracia III (Resposta a João G. Gonçalves)

Fri, 12 Jan 2007 19:54:38 GMT

O menos  que se pode dizer da crónica do senhor João G. Gonçalves - Futecracia III, é que é impressionante, quer pela dimensão do texto, quer ainda pela maneira fantástica como foge à questão central em causa, e que é, penso eu, o estado do futebol em Portugal, baseado no livro "Eu, Carolina".
Se o artigo em apreço tiver como causa próxima o livro "Eu, Carolina", o senhor João G. Gonçalves, consegue este feito memorável; aborda tudo ao contrário e, fantasticamente, consegue ver em Luís Filipe Vieira um culpado, só por este ter afirmado, parece-me, que há corrupção no futebol português.
O artigo é enorme  e parece-me estarmos perante uma tentativa  de desviar as atenções do assunto central do livro,  que é a denúncia do, parece-me, comportamento (...) de Pinto da Costa citado no referido livro. A conclusão do senhor João  G. Gonçalves parece-me não ser séria,  porque aborda todos os assuntos menos este comportamento do senhor Pinto da Costa, que ainda não desmentiu uma linha do que consta no livro (...).
A pergunta que gostava de ver respondida  é esta: Porque é que o senhor Pinto da Costa  não veio a terreiro desmentir as acusações que lhe foram imputadas? Porque é que a imprensa vem tentando, parece-me, branquear a
situação .procurando outros alvos?   Porque é que a cidade do Porto está
calada perante tão graves insinuações.?..
João Brito Sousa/Porto



Fernanda Valente - Mensagem presidencial

Tue, 02 Jan 2007 18:33:55 GMT

O discurso do Sr. Presidente da República foi sobretudo um discurso virado para o interior do país, para os portugueses geradores da riqueza enquanto gestores-investidores e para os portugueses geradores da riqueza enquanto peças fundamentais do tecido produtivo num quadro que aponta para o crescimento económico.
A política de reformas imparável que o governo está a levar a cabo requer as necessárias contrapartidas por parte do tecido empresarial português: a oferta de emprego, condições laborais que assegurem direitos essenciais e uma matriz de regulamentação que aposte na inovação e na qualidade, factores decisivos ao aumento da produtividade.   
Mas, o espírito empresarial português ainda continua muito dependente dos préstimos das instituições do Estado, exigindo-lhes sistematicamente contrapartidas financeiras para a concretização dos seus projectos de investimento. São, sobretudo, os empresários portugueses que dão o exemplo da subsidio-dependência aos outros que recorrem a ela unicamente por questões de sobrevivência.
Parece-me, pois, legítimo da parte do Sr. Presidente apelar aos empresários portugueses para incentivarem os seus investimentos em Portugal, ao mesmo tempo, aplicando os seus conhecimentos e experiência adquirida, mas parecer-me-ia ainda mais legítimo que a sua mensagem tivesse tido uma maior abrangência, no sentido de sensibilizar os portugueses e o próprio governo para a necessidade que existe em reduzir o imposto sobre o valor acrescentado, equiparando-o ao praticado nos países mais competitivos da União Europeia, e também para a imperiosidade da flexibilização das leis laborais, dois dos principais atractivos para a captação do investimento estrangeiro, sem o qual o crescimento económico muito dificilmente fará lei no nosso país, resumindo-se a meta a atingir para a redução dos sucessivos défices à prática de uma engenharia financeira sistematizada pelo apertar do cinto, pela venda do património ou pelo aumento da dívida pública.
 
Fernanda Valente
 



António Carvalho - Mensagem de Sócrates

Tue, 02 Jan 2007 18:23:37 GMT

A peça oratória de Natal do Engenheiro Primeiro-Ministro foi demasiado pachorrenta!
Mais uma vez, no seu estafado discurso useiro e vezeiro, o “nosso Zé” veio fazer crer que o poste eléctrico (Portugal) está em movimento quando na realidade o que se move é o comboio europeu. Sócrates teria prestado um óptimo serviço ao País se direccionasse o seu raciocínio, por exemplo, para aqueles seus concidadãos que inconscientemente (ou não) se afundam mais e mais no lodaçal do crédito fácil, chamando-os à realidade para as dificuldades incomportáveis que o novo ano vai trazer!
Mas não: e como não, foi uma cantilena insípida, de prolixidades apenas!
Ao Engenheiro Primeiro-Ministro e para manter o inexplicável estado de graça que “divinamente” lhe foi concedido, ou optava pelo velhinho ditado popular do “quem não é visto não é lembrado” ou palrava ao melhor estilo dos “Sonhos de Menino”:
- “Lembro-me de uma aldeia... e de um menino” que sonhava ser político há muitos anos (blá, blá, blá).
Assim como assim, sempre tocava no natalício coração dos portugueses e acredite, eles gostam deste relambório.
Bom (?) 2007, Senhor Engenheiro!
António Carvalho



João G. Gonçalves - Futecracia III

Tue, 02 Jan 2007 17:26:58 GMT

“As pessoas confiam na falta de justiça para poderem abusar das leis (...). O futebol é apenas a ponta do icebergue.”Francisco Van Zeller, Jornal de Comércio, 26-12-06 GÉNESEImitando o Dr. Fausto que vendeu a alma ao diabo, governantes, autarcas e líderes políticos também fizeram pacto com Satanás. A troco de um suplemento vitamínico de popularidade e de manter o pagode distraído, aplicaram elevados recursos materiais e financeiros, reduções e perdões fiscais,  criaram regimes de excepção, no chamado «fenómeno desportivo»: durante cerca de duas décadas, esta cornucópia de benefícios e privilégios jorrou abundantemente do Estado e  de diversas  Autarquias para  muitos  clubes de futebol. Os pactos com Satanás têm um preço elevado, às vezes excessivamente elevado: assim, cumulativamente com o «pântano» e o «monstro», o regime saído do 25 de Abril criou paulatinamente o «lodo», um míni Estado  dentro do Estado, sendo que o primeiro não obedece às leis do segundo, ou melhor dizendo, não têm lei, é regido pela vontade e caprichos de alguns barítonos e outras aves canoras. O paroxismo desta miopia política, foi a mega operação do Euro 2004, catapultada a desígnio nacional, alavanca da economia, do PIB e outros encómios de  ópera bufa, onde não faltaram grandes empresas públicas e privadas, tudo encenado para e pelas televisões, cujo  preço  foi pago pelo  Estado e várias Autarquias, quer dizer pelos contribuintes, sem  autorização e dotação orçamental! Foi este esbanjamento de recursos públicos que transformou clubes falidos em proprietários de elevado património imobiliário e lhes permite viver faustosamente: o processo de acumulação primitiva do futebol português já está feito, agora  resta saber se é para continuar ou se governantes e autarcas ganham juízo e põem um mínimo de ordem na casa e alguma decência nos comportamentos. OUTROS ANTECEDENTESDurante uma boa dezena de anos, vários dirigentes de clubes, treinadores, jogadores, etc. fizeram declarações vagas, insinuações e alusões a casos e fumos de corrupção no «sistema», Filipe Vieira, mais ousado, chegou a referir que alguém lhe terá entregado um dossier onde constariam denúncias gravíssimas e apontou o dedo ao alvo: a Liga é o polvo!Bem pensado, sendo a Liga a soma dos três grandes, que os pequenos se esforçam por imitar, o mal estaria identificado. Este raciocínio pressupõe que a Federação é uma espécie de Clube de Poetas, mas Filipe Vieira parece que já mudou de opinião. Será que  aproveitando a deixa do novo género literário, também vai publicar um livro com base no dossier ou entregá-lo à Judiciária? “O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, assumiu que «há corrupção no futebol português», dirigindo fortes ataques ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl. Filipe Vieira considera de «gravíssimo» o que se passou e continua a passar no futebol português, referindo sem medo «que há corrupção», ao mesmo tempo que pediu para que se «assuma isso abertamente», já que a mesma também está instalada «nos juniores e juvenis».  Depois veio o ataque a Gilberto Madaíl: «Entreguei-lhe documentos gravíssimos e disse que não estava nas suas mãos fazer alguma coisa. Para presidente da federação, deveria rever a sua postura, pois não pode andar a defender determinados amigos.» “ (Diário Digital -22-12-2006 ) Esta indignação de donzela ofendida, pressupõe duas coisas: que não há corrupção no Benfica; que Filipe Vieira não sabe com que lida. A corrupção é sempre dos outros, nunca em nossa casa. De qualquer forma, espera-se que desta vez seja convocado, pelo Ministério Público, para depor.Outros, afirmam exactamente o contrário. Que tudo não passa de insinuações malévolas de invejosos e despeitados que[...]



J. Leite de Sá - Integração de deficientes

Tue, 02 Jan 2007 17:17:19 GMT

É de enaltecer  a  opção de Cavaco Silva no sentido de dar mais visibilidade (e se possível resolubilidade) aos problemas dos deficientes, tantas vezes esquecidos e/ou marginalizados; dar visibilidade  é  um primeiro passo, mas não basta; é preciso articular com o encaminhamento de certos problemas para os destinatários adequados...
Quando se fala em discriminação, às vezes esquece-se o essencial: não basta exibir, expor, é preciso denunciar situações gravosas e tentar minorar problemas, às vezes de bem fácil resolução...
Até nos domínios da linguagem: o "aleijadinho", o "tolinho", o 
"ceguinho", o "manquinho", são, dentre outros, golpes duros na  
idiossincrasia relacionada com a deficiência. Tantos que se dizem defensores dos deficientes, às vezes atiram à cara como anátemas o facto de alguém usar uma prótese, ser gago, estrábico ou sofrer de alguma debilidade de índole psíquica... Eles nada podem contra-argumentar; fica apenas a nossa comiseração por quem assim agride seres incapacitados (muito ou pouco...), de forma insensata, julgando poder emergir com tais dislates...
Mas há problemas que continuam adiados para as calendas: as acessibilidades nalguns edifícios públicos, a falta de respeito pelo ser deficiente (lato sensu), a discriminação  tout court, só por ser "diferente",  por não pertencer à "maioria"... exclusão social e psicológica desta pólis que se quer solidária e fraterna...
Enfim, o tema é importantíssimo! Oxalá o périplo de Cavaco Silva não sirva apenas para promover certos mentores de uma caridadezinha paternalista que, apesar de tudo, é bem-vinda, mas não vai ao cerne dos problemas...
J. Leite de Sá



J. L. Viana da Silva - Defesa da consciência

Tue, 02 Jan 2007 17:08:36 GMT

Primeiro o universo era constituído apenas por matéria, e dessa matéria primordial surgiram os seres vivos; Esses seres vivos, aos poucos, foram tendo consciência sobre a matéria, sobre o universo. E sobre si mesmos.Cada consciência desses seres vivos faz parte da diversidade de consciências que existem no universo. Conclui-se, que o universo toma consciência de si mesmo, a matéria toma consciência de si mesma sob a forma de várias consciências- A consciência humana é uma delas. Do nosso planeta podemos dizer que a consciência humana é a mais evoluída, a mais complexa; O mesmo não podemos afirmar em relação a todo o universo. A nossa consciência diz-mos haver possibilidade de consciências mais desenvolvidas, mais complexas no universo, ou não, no entanto, isso não está provado, nem sequer que existem outros seres vivos. Importa reter a ideia de que o universo toma consciência de si mesmo através dos seres que da sua matéria bruta emergem. E que emergindo se tornam espirito. Tomando consciência da matéria tornam-se seres espirituais, ou com alma, se se preferir. Pode-se dizer, também, que o espirito humano, ou a alma humana, é a mais desenvolvida, a mais complexa do planeta terra. Ou seja, a mais consciente. A única que se questiona sobre a existência do próprio universo, e bem assim, de si mesma. A única que tem a consciência, a ideia, de um Ser ou de Deus, se se preferir. Conclui-se, também, que sem matéria não existe consciência, que a consciência nasce a partir da matéria, assim como o espirito ou a alma. Esta emergência espiritual a partir da matéria engloba um sentido, a causa do espirito é a matéria. O espirito é um efeito da matéria. Isso provoca a ideia de sentido, quer dizer, que a nossa existência, a existência da nossa consciência tem sentido, ou faz sentido. Ela adveio da matéria, isso é sentido. Mesmo não sabendo absolutamente o seu sentido, pode-se afirmar absolutamente que tem sentido, mesmo não sabendo qual é esse sentido absoluto, pode-se afirmar que a vida humana tem sentido, que a vida humana faz sentido. * O espirito faz-se na matéria, na realidade. Quando a realidade (a natureza) era apenas matéria o espirito fez-se. Depois de criado continua a fazer-se na realidade, mas numa realidade nova. O espirito cria também realidade, a civilização humana é uma realidade, é uma materialidade, criada pelo espirito humano. O espirito faz-se na realidade natural e, também, na realidade humana, na natureza humana. * Este texto pretende reflectir, depois desta introdução, sobre a perversão, a alteração, da realidade, e bem assim, dos efeitos perniciosos na consciência, no espirito humanos. Partindo do principio que a realidade verdadeira (sem falsidade) faz nascer e evoluir um espirito verdadeiro (sem falsidade) conclui-se que o contrário, que uma realidade falsa, ou manipulada, fará nascer e evoluir uma consciência, um espirito, falso. E isto, moralmente, é inadmissível! Talvez seja impossível falar nestes termos em absoluto, mas é-o em pormenores, o espirito e a consciência humanos podem ser mesclados com falsidade através da manipulação da realidade, através da falsificação do real. Dependendo das situações, dos contextos, o crime de falsificação do real pode ser social, político, etc, e até metafísico. Se a laicidade do renascimento não tivesse vingado na sua afirmação do heliocentrismo sobre o geocentrismo poderia dizer-se que o ser humano vivia enganado, que o seu espirito possuía nuances de falsidade, pois, espíritos humanos tinham já "descoberto nova verdade" sobre a matéria. O perdão pedido pelo Vaticano, há poucos anos, ilustra bem o assumir da gravidade que essa polémica moderna teve! A natureza produziu o espirito humano sem falsidade, num contexto de veracidade, a natureza[...]



António Carvalho - Camarate

Tue, 02 Jan 2007 16:56:28 GMT

Vinte e seis anos depois, intercalados com milhares de comissões de inquérito, pareceres e estudos, o tema “Camarate” continua a ser uma brasa que teima em reavivar de tempos a tempos.
Faltava agora o “Sô Zé” assumir publicamente o fabrico da bomba de “percevejos” de Carnaval que alguém posteriormente transformou em bomba de fumo e que outras sanguinárias mãos converteram na definitiva bomba explosiva!!! A ele apenas foi pedido que assustasse a cabine de pilotagem e obrigasse o “Cessna” a uma aterragem de emergência.
Perante tão importante confissão de pessoa “influente” nos destinos nacionais, as proeminentes sapiências da autoridade curvaram-se ao ridículo e alimentaram a fome de tal “bigorrilha” por parangonas de jornais, holofotes e câmaras de televisão.
Que poderemos esperar de um Estado que, ao mais alto nível, não soube investigar, esclarecer, julgar e arquivar o Processo que originou a morte de um Primeiro-Ministro e de um Ministro da Defesa?
Daqui a tempos, quando surgir um novo apetite devorador no íntimo da dita personagem, outra “estória” virá a público para, candidamente, envergonhar a desavergonhada Justiça Portuguesa.
Fugindo um pouco à seríssima realidade do assunto quase apetece dizer que, aproveitando um prólogo de todos conhecido (Camarate), cada qual vai divergindo a seu bel-prazer para “estórias” que lhe preencham melhor o imaginário de tal urdidura: no fundo, no fundo, como nas histórias do Astérix!
António Carvalho



Fernanda Valente - Madeira e Menezes

Fri, 15 Dec 2006 19:20:47 GMT

1. Estou feliz. E, estou feliz, porque na minha qualidade de funcionária pública, docente há um bom par de anos, médica ou enfermeira de uma unidade hospitalar ou centro de saúde de uma zona inóspita como o são a maior parte das concelhias no nosso país, militar na reserva ou no activo de um palco de guerra ido, aquartelada e conformada à especificidade operacional de um Julgado de Paz, encontrando-me perante a iminência de vir a perder direitos adquiridos e hábitos conjugados que só um tempo negligente e fora do contexto universal de uma economia globalizada conseguiu materializar, posso, a partir de agora, contar com um aliado de peso “empenhado em fazer cair o Governo socialista”, contra os desmandos e arbitrariedades da sua política reformista, aliado que é, nada mais nada menos, do que o PSD /Madeira, o seu secretário-geral e o próprio Governo regional com todos os seus “créditos executivos”, personagens ministeriais do mais alto gabarito e não só. Obviamente que, como vem sendo hábito, também vou poder contar, na minha manifestação, com a presença impar do próprio secretário-geral deste partido no Continente.
2. Luís Filipe Menezes é um romântico e um sedutor. Sedutor, porque está apostado em seduzir o centro político, pois como ele muito bem sabe, é ao centro que se ganham as eleições. Mas, os eleitores portugueses, do mesmo modo que os franceses “ne sont pas des gogos qui choisissent leur bulletin de vote comme on achète un yaourt”, conforme dizia um editorialista francês a propósito da estratégia de instrumentalização dos media, por parte de Sarkozy,  no sentido de vir a obter dividendos políticos e eleitoralistas na sua mais que provável candidatura à presidência francesa.
No seu blogue, LFM, critica os dirigentes social-democratas, incluindo o seu líder, pelas reacções desfavoráveis às declarações proferidas pelo Sr. Presidente da República em entrevista recente, em que fazia a apologia da política reformista do Governo. Faz transportar para a oposição, e muito bem, a obrigatoriedade de “exigir medidas mais arrojadas e com outro sentido estratégico” em alternativa às medidas tomadas pelo actual executivo, denunciando, deste modo, a “falta de rumo, ideias e propostas do PSD”, que se limita a “andar na cauda do cometa” ali designado por Cavaco Silva. Iliba, assim, o Presidente de qualquer responsabilidade partidária, tendo sido precisamente essa, a mensagem que foi transmitida por este, na sua entrevista, ao eleitorado social-democrata. Ilibando-o no presente, por uma questão de interesse estratégico, vaticina-lhe uma curta existência na cadeira presidencial, uma vez que, como afirma numa entrevista dada a uma revista em Setembro do ano passado, vê-se “a apoiar um novo ciclo de 10 anos liderado por Durão Barroso a partir de 2011”.
LFM é também um romântico, politicamente falando. Vive a política de uma forma emotiva. Dificilmente virá a ter o carisma necessário à liderança de um partido com o passado histórico do PSD, que só uma forte determinação, uma alta visão estratégica e um inabalável sentido de Estado podem protagonizar. 
Fernanda Valente   



Mário Martins Campos - Flexisegurança

Fri, 15 Dec 2006 19:16:33 GMT

O modelo de relação entre a flexibilização das leis laborais e os níveis de suporte social, a que se chamou “Flexigurança”, é um modelo assente em dois pilares.
 
A Flexibilidade, permite aos empresários uma maior liberdade e agilidade na gestão da sua empresa, com a expectativa de que o aumento dos benefícios, corresponda a um aumento da competitividade económica do tecido industrial, numa economia global, com o consequente retorno para a riqueza nacional.
 
Por outro lado a Segurança Social, que com base num aumento dos níveis de suporte ao desemprego e à promoção do emprego, pretende amenizar os efeitos colaterais de um aumento de instabilidade.
 
Dito isto, importa referir algumas premissas, que considero essenciais para a implementação com sucesso, de um modelo desta natureza.
 
  1. A Mentalidade dos empresários. Os empresários terão de aproveitar um modelo desta natureza, para promover o crescimento económico e o seu nível de adaptação a um mercado global, extremamente exigente, competitivo e flexível. Se os empresários virem nesta oportunidade, a chave para utilizar a força de trabalho, sem regras e sem uma perspectiva clara de acréscimo de valor, não imediatista ao seu negócio, estaremos certamente no mau caminho, e o risco é grande.
  2. As Finanças Publicas. O aumento do investimento do estado na segurança e na promoção do emprego, com politicas activas de emprego e de qualificação dos Portugueses, necessitará de umas finanças públicas, capazes de albergar este esforço complementar, em nome de um retorno para a economia nacional. Como tal, teremos de passar por um processo de consolidação orçamental, que poderá não ser imediato.
  3. A Qualificação dos Portugueses. O capital humano nacional, possui baixos níveis de qualificação académica, cultural e profissional, dificultando desta forma a adaptação a um modelo de sociedade, onde o desemprego poderá ser visto como uma oportunidade, onde o emprego e até a própria profissão não são para toda a vida. Falta-nos pois nesta matéria, um investimento claro nas nossas pessoas, que permita dotar o nosso País de uma Sociedade culturalmente evoluída e profissionalmente desenvolvida.
 
Penso contudo, que é positivo debatermos na sociedade nacional, os bons exemplos que vêm dos Países mais desenvolvidos do Mundo, onde os modelos Sociais-Democratas mostram as suas virtudes. Se outro aspecto não se retirar deste debate, estou certo que se retirará a constatação das nossas limitações, para fazer face a um modelo de equilibro perfeito entre a economia e a protecção social. 
Mário Martins Campos



António Carvalho - Tempo colorido

Fri, 15 Dec 2006 19:12:19 GMT

Transformando as normalidades em anormalidades vamos sendo constantemente confrontados com possíveis “visões” do fim do mundo.
Ou é porque vai chover muito, ou o vento vai soprar fortíssimo, ou uma vaga de frio vai originar fortes geadas que por sua vez vão originar acidentes rodoviários… e por aí fora.
Para a nossa Protecção Civil o planeta Terra foi descoberto ontem e cada dia que passa é uma novidade deslumbrante aos seus olhos! O Inverno ser uma “estação” de chuva, de frio e de gelo, é qualquer coisa de transcendente para estes “especialistas” da matéria.
Assim, de cada vez que aparece nos telejornais aquela figura bonacheirona do Comandante Gil Martins, a única coisa que me vem à “cabeça” é a imagem da Senhora de Fátima, “encarnada” naquelas simpáticas estatuetas que conforme o grau de humidade do ar mudam constantemente de cor. Destapando a “cataplana”
na cozinha”… todos os aposentos entram em alerta máxima para a ameaça de chuvas (sic)!!!
Com a mesma facilidade, o simpático Senhor põe o País a Verde, a Amarelo, ou a Laranja, numa pintura já tão surrealista que descredibiliza uma qualquer anormalidade que eventualmente venha a acontecer.
Que saudades do Senhor Antímio de Azevedo!
António Carvalho



João Brito Sousa - Restauração e perda

Fri, 15 Dec 2006 19:08:30 GMT

Faz (...) 366 anos que os Portugueses recuperaram a soberania depois de sessenta anos de domínio espanhol.
O historiador espanhol Rafael Valladares, no DN (...), diz que os Espanhóis consideram uma "perda", a saída da administração espanhola do território que estava sobre o seu domínio; para os Portugueses foi a restauração, seja, a recuperação da administração total dum território que era seu.
Esta palavra "perda", no meu entendimento, apresenta-se ao serviço trazendo consigo  um pouco de nostalgia e culpa. Nostalgia porque penso que os espanhóis têm saudade deste espaço, que lhes fazia jeito continuar ainda hoje anexado ao seu território. Culpa, porque penso  não terem esgotado tudo o que estaria ao seu alcance, para manter como sua administração, um território que nunca se deixou de denominar - Portugal.
Seja como for, sabe-se que entre nós, Portugueses,  há uma pequena faixa da população, alguns intelectuais incluídos, que defendem que a península Ibérica, deveria ser um País apenas. Outros sectores haverá, que só de se poder  pensar nisso, entendem que tal constituirá uma ofensa aos valores de Pátria, País, Bandeira Nacional e outros.
O assunto está em aberto, pois creio que foi em Espanha que houve hoje uma manifestação de rua, "A Arruada",  onde se ventilava que, a existência de um País só, era mais vantajoso para ambas as partes.
Como nos tempos da Roma antiga, "cada cabeça sua sentença".
João Brito Sousa



António Carvalho - Aulas de substituição

Fri, 15 Dec 2006 18:58:59 GMT

De norte a sul do País alunos do básico e secundário saíram à rua para lutar contra as aulas de substituição, a falta da famigerada educação sexual, de condições materiais e humanas e contra a "arrogância e desprezo do Governo pelos alunos".
Numa ignorância confrangedora lá iam tentando responder às perguntas dos jornalistas, num português de arrepiar, pensando justificar o
injustificável: “Epá, nós pracisamos de namorar”, “de ir pó café mandar umas abébias às gajas”. “Sainda ao menos tivesse-mos educação sexual… sobre as quecas, pá, era baril”. “Agora um gajo tá li preso pá a jogar sudoku…”.
Este “pessoal” acaba por ter toda a razão do mundo: ao demonstrarem desta forma leviana, infantil e inqualificável os seus ideais, os meninos não tem nada que ser sujeitos pelo “sanguinário” Governo a esta autêntica “barbárie ditatorial” educativa.
Os seus cérebros, tão pequeninos, ainda em fase de formação, deviam era estar ocupados a visionar os episódios do “Noddy” ou a juntar umas letrinhas no livro da “Leopoldina e a Tartaruga Bebé”!
Enquanto Portugal tiver uns professores que não querem ensinar e uns alunos que não querem aprender, talvez se entenda o porquê de o desemprego estar a aumentar consideravelmente entre a maioria dos licenciados.
Depois são desprezados… tadinhos!
António Carvalho



Tiago Sousa Dias - Esquerda, direita e centro

Thu, 23 Nov 2006 18:51:51 GMT

A Esquerda de Cavaco; A Direita de Sócrates e o Centro de Mendes.
 
 
Após este titulo julgo que pouco mais haveria a dizer, no entanto, convém esclarecer para que não restem resquícios de dúvidas. 
Na qualidade de cidadão preocupa-me a nitidez e passividade com que o País assiste hoje a conluio muito pouco saudável entre o Presidente da República e o Primeiro Ministro. Na verdade o permanente aconchego que Cavaco Silva presta a José Sócrates realça por um lado que (por ora) Cavaco tem privilegiado a estabilidade politica do País mas também, por outro, que o Presidente acolhe bem as medidas do Governo PS, algo que só pode ser explicado por 2 factos distintos.
 - Ou Sócrates fugiu do seu eleitorado tradicional posicionando-se mais (ainda) ao centro quiçá até direita, o que só se fundamenta na actual situação económica do país que carece verdadeiramente de intervenções típicas de Governos Conservadores em tempos de vacas magras(relembre-se a este propósito os recentes - uns mais outros menos - casos provenientes do centro Europeu). Nesta circunstância compreende-se o acolhimento de Cavaco, homem de Direita;
 - Ou Cavaco fugiu para a esquerda por motivos eleitorais. Na verdade, parecendo um paradoxo, caso Cavaco Silva se encoste à esquerda mantendo sempre o inevitável apoio da Direita, o cenário eleitoral será este. Quem vota à Direita, votará em Cavaco (pelo motivo que referi - "inevitável apoio"). Quem votar contra a Direita votará em Cavaco ou..."outro", em todo caso alternativo. 
Já no caso de Marques Mendes a incompreensão aumenta à potência. Isto porque podendo Marques Mendes abrir no "mercado politico" um campo de direita moderada no qual venceria por Wild Card, optou desde sempre por temorizar aquilo que no passado tanto se falou como sendo a dificuldade de um líder - o interior do partido. Marques Mendes optou por enfrentar duas batalhas simultâneamente: uma contra Sócrates (esquecendo-se que o Governo não é Socrático mas Socialista) e outra contra todos quantos lhe possam fazer oposição dentro do partido. Ora este virar de cabeça para um lado e para o outro provocou na direcção do meu partido um verdadeiro torcicolo politico que tem levado a sucessivas derrotas da Direcção do Partido em ambas as frentes.
É preciso falar para a esquerda e para a direita, não apenas na direcção do infinito.
 
Tiago Sousa Dias



Paulo Loureiro - Estilo de ditadura?

Thu, 23 Nov 2006 18:43:20 GMT

Esta semana fiquei a saber que corro sérios riscos de, ao mostrar um certo descontentamento, ser carimbado na testa com a marca “comuna”, “pêcê” ou “bloquista”. É o preço de viver numa democracia, que dá direito a qualquer um de dizer aquilo que pensa, incluindo o PM e agora “querido líder” socialista, José Sócrates. Kim faria melhor? Que se cuide aquele delegado que na solidão de um hall de congresso disse a uma câmara de televisão que há muitos problemas que se sentem, mas quando se quer comunicar “para cima” (deduzo que seja em direcção ao Largo do Rato) não se consegue: “Não há comunicação,..., não há reuniões...” Provavelmente, como há dias (Sol) na Câmara de Lisboa, leva uma traulitada do PS, é condenado ao ostracismo e desaparece das fotografias de família. Este método de gestão, não ligado à terra, tem um grande problema: é que se o querido líder se engana, estamos quase todos lixados. Perante a desgraça de uma oposição que é pelo menos igual, senão pior, há que ouvir o timoneiro e esperar ver sinais que agradem. Aí vai ele, que começa! Poucos segundos depois, Portugal já é um problema e a culpa é do estado em que a direita nos deixou. Tudo estragado! Segundo a história, e assim sendo, durante a governação de Guterres (e Sócrates) estava tudo muito bem. Dedução lógica, caso contrário a frase seria “... o estado em que nós e a direita deixámos o país”. Mas não, não é assim a frase. Logo, coloca-se uma questão pertinente: porque nos deixou a direita neste estado? Talvez porque Guterres fugiu no pico do el dorado e o PS recusou o pedido de sua Excelência, o Presidente Sampaio, para formar novo Governo. Mas nada de confusões: este não é mesmo Sampaio que aparece no vídeo do partido durante o congresso! Tendo o PS prescindido do poder, este foi entregue ao povo, que votou nos menos maus. Concluindo, a culpa é dos Portugueses, que por vezes (depende do momento) nunca se enganam! Também é muito esquisito que, sendo assim, tenham fugido. Normalmente as pessoas fogem de algo de que não gostam, de que têm medo, ou quando conseguem superar o Princípio de Peter (quase impossível em política). Faltou dizer que o povo vai nu. Péssimo e fraco sinal para quem governa de modo tão seguro e com maioria absoluta, que a tal direita (comparado o incomparável!) não teve. Curiosamente, a direita foi completamente ignorada, até há poucos dias, reaparecendo precisamente agora, ao ponto de um dos discursos de um socialista na discussão do orçamento fazer dezenas de referências ao líder da oposição e nenhuma ao nome do PM, líder do partido. Na hora do aperto, houve que procurar o inimigo lá fora para encontrar os “amigos” cá dentro. Hugo Chávez é mestre na matéria, com bons aprendizes no médio oriente. Quanto à comparação em si, é falaciosa mas reveladora, bastando substituir “de tanga” por “em situação difícil”. Mera alteração semântica, em que a forma se sobrepõe ao conteúdo (a única coisa que realmente interessa ao país), outra táctica comum. Quanto a resultados, todos os votos menos um não significam unanimidade, mas tão-somente que não há melhor, o que, por si só, não implica que é bom o que simplesmente existe. Para infelicidade dos realistas, entre boa parte dos analistas (mesmo os mais credíveis) parece brotar a ideia de que, não havendo melhor, se deve considerar que este é bom porque o discurso é bom e está a mexer nas coisas em que nunca ninguém mexeu. Nesta parte, r[...]



Ramos de Barros - Elogios de Cavaco

Thu, 23 Nov 2006 18:39:12 GMT

O recente discurso do sr Presidente da República deixou "marcas" no PSD. Como era óbvio, quem, durante a campanha eleitoral, teceu tantos elogios (loas?) ao professor não ficou satisfeito com os elogios que ele tributou ao principal visado pelas críticas do PSD. Veio a terreiro Agostinho Branquinho verberar de forma veemente o comportamento do PR. Mas julgo que sem qualquer substrato crítico fundamentado e credível. Imaginem só que o professor Cavaco dizia mal do governo (ainda que o fizesse pontualmente), qual seria o comportamento de toda a oposição? Era logo este: que espera para exonerar o primeiro-ministro? É óbvio que haverá discordâncias pontuais entre Cavaco Silva e José Sócrates (naturalíssimas num estado de direito democrático), sem que, por tal facto, seja imperioso vir à praça pública lançá-las. Luís Filipe Meneses  veio a terreiro criticar Marques Mendes por ser pouco incisivo no ataque ao governo; desejava, mencionou, uma moção de censura. Marques Mendes recusou-a, no tempo próprio. O discurso de Cavaco Silva veio dar-lhe inteira razão... É óbvio que é muito difícil ser oposição neste contexto, em que Sócrates está a actuar como Cavaco Silva o faria num contexto destes. As dificuldades são enormes e o desgaste na rua é um facto. Mas a legislatura é procissão que ainda vai no adro. Sócrates sabe que o seu "julgamento" ainda vai durar (se não houver uma "interrupção voluntária de governação"...) e poderá então, nas proximidades do acto eleitoral, abrir os cordões à bolsa e seduzir o eleitorado. Para isso terá que apertar o cinto agora... É esta gestão do timing que estará a fazer José Sócrates  na convicção de que só ganhará o próximo desafio eleitoral se conseguir arrumar a casa e ainda puder desapertar o garrote que neste momento vai  asfixiando  o Zé Povinho. Quanto a Cavaco Silva  não pode dar ouvidos ao canto de sereia que na rua vai fazendo ouvir-se. Ele sabe que isso é  a reacção natural dos sindicatos e líderes de opinião que procuram capitalizar o descontentamento em seu proveito. É a lógica do "mercado eleitoral", doa a quem doer... Se não fossem para a rua agora, quando é que os sindicatos teriam uma oportunidade de ouro para mostrarem os seus méritos? Estão, também eles, impecáveis no seu papel catártico e galvanizador de multidões ululantes e incapazes de verem mais fundo do que o discurso vitimizador. Ninguém estranhe se Luís Filipe Menezes  começar a usar o livro de Santana Lopes  como "bíblia" para a oposição interna do PSD. É que ele está vocacionado para isso mesmo. O pior é que esta "bíblia" está tão cheia de erros de análise que os "crentes" não se vão deixar iludir; Santana Lopes, com a sua autovitimização exacerbada esquece todo aquele cortejo de ingenuidades que cometeu ou deixou que outros cometessem (v.g. apelo de Gomes da Silva à "censura" na TVI, conselhos de ministros na "província" qual grupo excursionista com cunho mais folclórico do que eficaz, falta de liderança, exagero propagandístico a raiar o caricato...). Enfim, tempos difíceis se auguram para o PSD, no tocante a uma oposição credível.Marques Mendes só com um grande "desastre" é que poderá elevar a fasquia pois no actual contexto, apesar da austeridade e do descontentamento de largos segmentos da sociedade (naturais, sem dúvida...) o "status quo" manter-se-á  sem grandes oscilações... O PSD não poderá tecer "loas" a Cavaco Silva,[...]



Mário Martins Campos - Orçamento credível

Thu, 23 Nov 2006 18:37:55 GMT

O Orçamento de Estado agora apresentado, tem uma característica específica, que o distingue das propostas dos últimos anos. De facto, este orçamento traz consigo um selo de credibilidade, sustentado pela execução do seu antecessor, que há muito não se via.
Este é pois um orçamento com a marca do Rigor e da Justiça, reforçado com a Credibilidade.
Este é um orçamento que propõe uma abordagem rigorosa da despesa pública, fazendo cumprir o objectivos de convergência macroeconómica, seleccionando o investimento, de acordo com uma ideia de desenvolvimento Nacional, sustentada pela inovação e pelo conhecimento.
Por outro lado, este é um orçamento que traduz em justiça fiscal a justiça social, que tem de guiar um governo verdadeiramente social-democrata.
Com estes três pilares, de Rigor, Justiça e Credibilidade, o governo tem toda a credibilidade para encarar os tempos que se avizinham, por forma a alavancar as reformas que já se iniciaram, como forma de prosseguir os objectivos definidos.
O caminho está traçado, cumpre cumpri-lo!
Mário Martins Campos



António Carvalho - Mão invisível?

Thu, 23 Nov 2006 18:35:43 GMT

Como alunos bem comportados continuamos a assistir, impávidos e serenos, a dissertações repetitivas, já cansativas, de teorias económicas que de uma forma ou de outra, quais “Mãos Invisíveis”, nos acabam sempre a mexer forte e feio na carteira.
Vem este intróito a propósito de um recente “Prós e Contras” sobre a situação financeira da Nação e posteriormente do debate (ou combate) do Orçamento de Estado. Como diz o ditado, “cada cabeça sua sentença” e o facto é que, daqueles “todos contra todos”, não saiu augúrio de que os sacrifícios com que o País está a arcar venham a dar resultados benéficos num qualquer futuro próximo.
São tantos Professores, “Karamba”, tantos Professores reconhecidos há muitos e muitos anos na área económica e mesmo assim não conseguem passar ao comum do cidadão se as actuais medidas restritivas, implementadas e a implementar, vão ou não valer a pena!!!
Bem podem comparar a desenvolvida mentalidade económica da Suécia ou da Finlândia com a económica mentalidade portuguesa!
Perante tão tristes e dispendiosos espectáculos a que diariamente se assiste, é caso para se duvidar se o verdadeiro problema de Portugal é de ordem económica ou de ordem… mental.
(Quanto às teses, Adam Smith é capaz de ter uma certa razão na sua teoria económica da “Mão Invisível” (penso eu… não sei)!)
António Carvalho



Paulo Jorge - Nomes de grevistas

Thu, 23 Nov 2006 18:34:44 GMT

A Greve é um direito? 
A greve é um direito? De quem? Em que circunstâncias? 
Durante a última governação PSD, os funcionários de uma Camâra da zona metropolitana de Lisboa, Socialista, não sofreram represálias verbais ou outras por aderir à greve de então. Mal visto ficou quem não aderiu. Hoje, esses arautos da liberdade e do direito à dita, pedem a lista de nomes das pessoas que aderiram à greve.
Em que ficamos?
 
Paulo Jorge



Nuno Moreira de Almeida - Pedido a Sócrates

Thu, 23 Nov 2006 18:30:54 GMT

Enquanto cidadão português que vive neste pequeno rectângulo no canto da Europa, e enquanto subscritor da acção governativa da equipa de José Sócrates, apenas peço a este que não se desvie um milímetro do rumo traçado e que prossiga a imparável e inevitável política reformista, independentemente do barulho que alguns teimam em orquestrar na rua.
Para além disso, e no rescaldo de um Congresso socialista de aclamação da sua liderança, apelo ainda a Sócrates para que não se deixe embriagar por esta artificial unanimidade reinante no seu partido, já que quanto a mim esse foi um dos grandes erros de António Guterres, sempre ávido de diálogo e de consensos.
Como acredito que o actual primeiro-ministro nada tem a ver, em termos de perfil e a nível de actuação política, com Guterres, sei que não vai caír no mesmo erro de se deixar entronizar por aqueles socialistas que "estão sempre do lado de quem está no poder", e sobretudo vai provar que a era de um Portugal pantanoso não voltará.
 
Nuno Moreira de Almeida



João Gomes Gonçalves - Orçamento de desigualdade

Thu, 23 Nov 2006 18:27:26 GMT

“Este Orçamento quer tirar aos que têm mais para dar aos que têm menos” Teixeira dos Santos, ministro das Finanças   (...) Já se percebeu que é necessário reduzir o défice das contas públicas e tentar salvar a Segurança Social, o que implica reduzir a Despesa do Estado. No leque das medidas para atingir estes dois objectivos, o governo de Sócrates incluiu a equiparação fiscal, no IRS, entre pensionistas e trabalhadores activos, ou seja pretende tornar igual aquilo que não é igual. Se exceptuarmos as pensões elevadas, digamos a partir de 2.000 ou 2.500 euros, onde o poder de compra de um pensionista pode ser equiparado ao poder de compra de um trabalhador activo, nos restantes casos, a condição de idoso não  é comparável com a de um trabalhador activo, e quanto mais baixo é o seu rendimento, mais pressionado se encontra pelas despesas com necessidades básicas, especialmente com a saúde. Até agora as pensões até €535 mensais estavam isentas de IRS, mas neste OE aquele limite baixa para €435. Conceber que idosos com pouco mais de €450, por mês, conseguem comer, pagar renda de casa, electricidade, gás, água, farmácia etc. e ainda lhes sobeja pensão para pagarem IRS, parece absurdo mas é concebido por um governo socialista, não interessa em nome de quê. Entre outras consequências, este OE irá contribuir para aumentar a «mancha» de pobreza que existe na sociedade portuguesa. A maioria dos portugueses vai ter os seus rendimentos reduzidos porque irá pagar mais IRS e porque irá pagar ainda mais impostos indirectos. É um aumento de impostos camuflado mas é real. Não soubemos fazer redistribuição quando as vacas eram gordas e agora com as vacas magras também não. Para ficarmos com uma ideia mais precisa do que foi a gestão dos governos durante os últimos vinte anos, o depoimento de um ex-ministro das Finanças é esclarecedor a propósito da proposta de OE de 2005:   “Senti, como nunca, como é que certas pessoas fazem, de um modo falso e quase angélico, o discurso do interesse geral, para tentar ganhar nos interesses corporativos ou mesmo particulares. Senti como alguns arautos da consolidação tentam contrariar as mais elementares regras da aritmética orçamental. Isto é, exigindo mais nas parcelas (entenda-se despesa), ao mesmo tempo criticando o mínis- tro das Finanças por a soma não ser inferior. Senti porque é que alguns interesses parecem preferir a instabilidade e a indisciplina para que melhor medrem os respectivos proveitos. Senti como é coerente a incoerência de tantos paladinos do rigor que, por certo, já se esqueceram do que não fizeram ou do que deixaram de fazer, por acção ou omissão, em cargos e ocasiões passados.”   Concluindo, despido da sua complexidade técnica, o OE é um documento humano, demasiado carregado do seu lado   negativo. O combate do governo Sócrates ao défice assenta nas seguintes opções:   ·   Aumento dos impostos indirectos (sobre o consumo). ·   Agravamento (aumento) do IRS dos deficientes e dos reformados. ·   Alargamento da base de incidência do IRS (mais deficientes e reformados de baixos rendimentos a pagarem o imposto). ·   Inexistência de medidas para corrigir a desigualdade fiscal.   Este Orçamento contraria frontalmente a promessa do Ministro das Fianças que encabeça estas notas, e poderia ter sido elaborado por qualquer governo do centro-direita ou de direita, [...]



Silvério Rosa - Esperança de vida

Thu, 09 Nov 2006 19:00:08 GMT

Não acredito que a "Esperança de vida" esteja ainda a aumentar em Portugal!
A assistência na saúde pré-natal e infantil nos anos mais recentes foi boa em Portugal, por isso deu-se um aumento da esperança de vida, de devido à grande redução da mortalidade infantil, Portugal melhorou muito nesta área na escala internacional nos anos mais recentes. Como o país tem, felizmente, vivido em paz, aumentou o envelhecimento da população, o que contribuiu para o aumento da esperança de vida. Também houve durante alguns anos uma melhoria nos cuidados de saúde à população em geral, que se reflectido numa maior "esperança de vida".
Porém, os cuidados de saúde estão agora a degradar-se muito, pelo será de esperar que aconteça agora o contrário:
1º.) Fecham-se Centros de Saúde, Hospitais e Maternidades, se reduzem os horários de funcionamento dos "Serviços de Atendimento Permanente" ou se fecham até alguns, mesmo com a sobrecarga dos que ficam;
2º.) Cada vez há menos médicos nos centros de saúde e nos hospitais, assim como enfermeiros, auxiliares, etc... Os que se reformam não são substituídos.
3º.) A avaliação médica aos doentes pelos centros de saúde é cada vez mais mais superficial e visual, dado que se reduzem as verbas disponíveis para os exames auxiliares de diagnóstico. Exames mais esclarecedores sobre as queixas dos doentes ficam por fazer ou são feitos já tardiamente.
4º.) Agora vão ser criadas taxas de internamento...
Para o futuro esperam-se maiores dificuldades de acesso ao Serviço Nacional de Saúde, estando o estado reduzir agora a sua função relativamente à saúde dos portugueses, num país cujos cidadãos têm em geral fracos recursos económicos para se socorrerem da medicina privada, também ela muito cara para o rendimento mediano dos portugueses.
Estas mudanças farão inevitavelmente diminuir a tal "esperança de vida", mas tal só será comprovado pelas estatísticas futuras, daqui a alguns anos; as actuais apenas reflectem os efeitos do pós 25 de Abril e do esforço então feito para melhorar a saúde em Portugal. Porém, pelo que referi atrás, sou forçado a concluir que a esperança de vida deverá agora a diminuir.
Silvério Rosa



Paulo Loureiro - Contribuições dos bancos

Thu, 09 Nov 2006 18:54:49 GMT

No meio de um orçamento que tem de ser analisado como um todo, aquilo que está sabiamente a ser realçado é o aumento das contribuições dos bancos. A medida é vergonhosa, não porque desnecessária, mas porque tem uma natureza puramente populista, carregada de demagogia e que vai ter o resultado exactamente contrário, já que, como todos sabemos, os bancos mexem em meia dúzia de taxas e recuperam tudo a dobrar, sem que ninguém pie na TV. Claramente, é uma medida de alavancagem ou tentativa de alavancagem de votos para o segundo mandato! A actividade bancária é vergonhosa na única parte que lhe cabe, como alavanca para o desenvolvimento do país, estando quase completamente concentrada na habitação, consumismo e prática de taxas de juro vergonhosas, que fazem tudo menos ajudar ao desenvolvimento do pequeno e médio comércio, principalmente na vertente de exportação. Se assim não fosse, não era necessário recorrer aos subsídios, como hoje acontece, com estes a substituírem os empréstimos. Hoje, os bancos vendem dinheiro a juros astronómicos, usam de tácticas de risco zero e juro alto, emprestam dinheiro com despesas de contrato pagas à cabeça que chegam a 15% do valor do empréstimo (faz lembrar o período pós-revolução), ignoram pedidos de informação de clientes quanto a operações de venda por Internet e leasing, vendem carros em concorrência aparentemente desleal com o mercado, vendem livros, prata, ouro, medalhas, cristalaria, hi-fi’s, e outras coisas de pôr os cabelos em pé. Comerciantes vêem liminarmente negados (de imediato) pedidos de empréstimo para aquisição de maquinaria para o seu negócio, não sem receberem, antes de sair do banco, propostas de empréstimo para aquisição de automóveis. Tudo bons exemplos de como plantar a destruição do futuro seguindo a via mais fácil. Mas há muito mais, que nem Sócrates nem o amigo do Banco de Portugal vêem! A obrigação dos comerciantes aderirem aos termos dos contratos de adesão para pagamento remoto com terminais multibanco é um exemplo do que há de mais pernicioso na nossa sociedade (eu chamo-lhe “assalto legalizado”), com os bancos ou outras entidades a cobrarem, não pela operação de transacção, mas como comissionistas, à percentagem, constituindo-se, arrogantemente e em abuso descarado, como participantes em negócios de que não são parte, com taxas (ganhas instantaneamente) que são mais ou menos iguais à taxa de juro que pagam pelo dinheiro que pedem no estrangeiro, ao ano! Aqui, devia mexer-se, riscar-se ou mesmo martelar com força! Mas não dá tantos votos. Engraçado é que empresas como a PT (participadas pelo Estado e, portanto, tuteladas por este mesmo Governo) consolidam prejuízos do Brasil com lucros de Portugal (consta que sim, mas custa a acreditar que seja possível) e pagam zero ou quase zero de IRC. O sinal é mau, e dá a ideia que alguém pretende tapar o sol com a peneira, iludir outrem, ou tudo ao mesmo tempo. O tempo o dirá, sem nunca esquecer que, no final de tudo, o lucro real vai ser a diferença entre os resultados esperados e o custo de poder viajar num novo comboio. Curiosamente, tudo isto é implementado debaixo de um plano cheio de preocupações de justiça, como atesta de forma indubitável o caso do centro materno-infantil e do hospital pediátrico da cidade do Porto, acabados de assassinar para que mais algué[...]