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nortadas





Last Build Date: Fri, 02 Mar 2018 16:30:07 +0000

 



Último texto

Sun, 28 Aug 2016 22:24:00 +0000


Passam pouco mais do que 13 anos desde que o Nortadas deu os primeiros passos. Ou “passo” pois nasceu como um projeto pessoal, uma ideia no meio de tantas outras. Mas só ganhou vida séria e maioridade quando aqui entraram todos aqueles que hoje constam da coluna à direita.

O Nortadas não nasceu como um projeto de conquista de absolutamente nada a não ser da possibilidade de escrever o que nos apetecesse. Só havia a impossibilidade de se dizer mal de mim e do Boavista. De todos os outros era possível e houve mesmo uma ou outra picardia. Normal entre pessoas que prezam a liberdade e por ela não abdicam de princípios e valores.

Hoje, 13 anos depois de iniciar o nortadas, tenho várias certezas absolutas:
- escrevemos imensos disparates
- escrevemos imensas verdades
- os que eram amigos assim continuam
- os que não se conheciam sequer, hoje são amigos
- e vão continuar a haver bons motivos para nos juntarmos em volta de um copo

Por tudo isso o blogue fez sentido. Fez.

Hoje já não faz. Apenas e só porque já não é um espaço vivido com assiduidade.

Não porque nos tenhamos acomodado e engordado, mas tão somente por um diminuir da motivação que outrora encontrávamos e que nos levava a uma escrita quase diária.

Pela minha parte não deixei de sonhar e acreditar que é possível trabalhar por um mundo melhor. Através da escrita ou não, farei o meu papel na sociedade. Pelo menos assim acredito que acontece. Eu sei que pode parecer presunção em demasia, mas terei certamente desculpa num texto de despedida.

E não sou só eu que desempenho um papel ativo na sociedade. Mas também todos aqueles que durante estes anos aqui escreveram e que, cada um à sua maneira, contribuem todos os dias para construir uma cidade e um país de que nos orgulhemos.

A todos aqueles que durante estes anos nos leram agradecer a paciência, agradecer o animo que nos deram e pedir desculpa pelas vezes que certamente os desiludimos.

Andaremos por aí. Por isso é possível que nos voltemos a encontrar. Assim despedimo-nos com um ATÉ BREVE.



A chuva e a reacção

Thu, 04 Aug 2016 15:56:00 +0000

Não se faz!

Agora que o governo ( PS, BE e PCP) decidiu taxar o sol, vem a chuva.


A Norte!

É a reacção!


A natureza não perdoa!



“TERMINAIS PORTUÁRIOS E INFRA-ESTRUTURAS LOGÍSTICAS EM PORTUGAL”

Mon, 11 Jul 2016 11:35:00 +0000


A ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PORTO DESENVOLVEU UM ESTUDO SOBRE:

 “TERMINAIS PORTUÁRIOS E INFRA-ESTRUTURAS LOGÍSTICAS EM PORTUGAL”.

Vale a pena ler, aqui






Presidente faz da ACP sua casa no Porto

Sat, 21 May 2016 10:51:00 +0000








Uma boa iniciativa do presidente da Associação Comercial do Porto.



TAP

Mon, 09 May 2016 16:00:00 +0000

Lembra bem, aqui, Nuno Botelho:


"Em suma: muito menos do que era mau em ligações a Milão ou a Barcelona passa a ser ótimo e maravilhoso em voos domésticos..."...



É hoje!

Fri, 06 May 2016 11:06:00 +0000





políticas de família

Wed, 04 May 2016 15:20:00 +0000








XVI congresso do CDS

Mon, 14 Mar 2016 00:04:00 +0000

Uma nova vida para o CDS!

Assunção Cristas ganhou, merecidamente, o último congresso do CDS.

Ao trabalho!

Com todos a procurar ajudar!





"O CDS tem de ser exemplar no combate ao clientelismo no Estado"

Mon, 07 Mar 2016 17:06:00 +0000

Concordo com FAC, aqui



XVI congresso CDS

Mon, 29 Feb 2016 12:45:00 +0000



Está à porta o congresso do CDS.


As moções já estão apresentadas.


O AR, como sempre tem feito, tem a suas ideias apresentadas e em análise como aqui .






Venha daí o congresso, novo rumo e a nova liderança!



Política e religião

Sun, 28 Feb 2016 12:51:00 +0000

E não é que o bloco, agora no poder, entusiasmado com o cumprimento de Costa a Catarina, resolve atacar no plano religioso?

Tentou recuar, mas já não dá! Está feito!



"Não é possível ter democracia com liberdade de circulação de capitais"

Mon, 22 Feb 2016 22:30:00 +0000

Louçã e o pensamento do BE em grande estilo aqui

"Não é possível ter democracia com liberdade de circulação de capitais".

Extraordinário!







Triste Norte

Thu, 11 Feb 2016 00:30:00 +0000

O desinvestimento da TAP no aeroporto Francisco Sá Carneiro é mais um passo no hipercentralismo em Portugal. Trata-se de uma medida de gestão irresponsável na medida em que se trata de uma empresa detida parcialmente pelo Estado. A estratégia não devia ser sobrecarregar a Portela para haver pretexto para construir um novo aeroporto de Lisboa. A estratégia devia ser um plano para desenvolver todo o país. No seu todo. Servir convenientemente o Norte exportador.

Por cá, no Norte, saúdo as intervenções de Rui Moreira, Rui Rio e PSD Porto. O resto anda a dormir?




Um orçamento para o bem da Nação

Sun, 07 Feb 2016 18:21:00 +0000

Em abril de 2011, quando Portugal foi obrigado a pedir um resgate financeiro, a explicação da generalidade dos analistas económicos (nacionais e internacionais) era que o país acumulava cronicamente défices (orçamentais e externos) e que tal resultava de uma, também ela crónica, falta de competitividade económica. Portanto, ao contrário da Irlanda e de Espanha, o desequilíbrio português era a economia, ou a falta dela, e não propriamente uma crise do sistema financeiro (pelo menos à luz de 2011).

A assistência financeira foi feita reduzindo custos de trabalho e aumentando (ainda que residualmente) a competitividade económica à custa, sobretudo, de uma reforma do IRC.

Em 2015, o programa eleitoral do PS visava corrigir estratégias anteriores restaurando o consumo e, por essa via, melhorando a economia. Isto é, aproveitava a folga orçamental obtida na última legislatura de PSD/CDS para estimular a economia.

Em 2016, no entanto, o que se depreende efectivamente é que o orçamento apresentado não é um documento equilibrado ou que respeite as premissas do programa eleitoral do PS ou do próprio Mário Centeno (tendo em conta as suas várias intervenções públicas). Na verdade, gostaria que os vários apoiantes e membros do actual Governo (em especial, o actual ministro das Finanças) fizessem o seguinte exercício: que se imaginassem estar a analisar este orçamento de 2016 no dia anterior às eleições legislativas de 6 de outubro e, em consciência, dissessem se seria um bom orçamento ou não. 


Na minha, perspectiva este orçamento não é bom para o País nem tão pouco para o PS. Serve apenas a minoria populista que sustenta o Governo. 



"O trinchante"

Tue, 26 Jan 2016 15:16:00 +0000

Chamo a atenção para o artigo de O trinchante" aqui .



CDS com ano animado

Sat, 02 Jan 2016 19:47:00 +0000

Poucos seriam os que em Outubro previam que o ano de 2016 seria tão interessante ao nível político. Eu apostei numa vitória PAF com maioria absoluta. Enganei-me redondamente. Se tivesse acertado 2016 seria um ano de reformas e de tranquilidade. Politica e económica. Social não pois teríamos os sindicatos a criar o ruído habitual.

Mas a realidade politica mostrou-se muito diferente do que estávamos habituados e temos uma "geringonça" a governar e um parlamento com geometrias muito variáveis e onde se vai passar grande parte do debate político.

A tudo isso a não recandidatura de Portas veio acrescentar ainda mais animação ao debate politico, desta feita interno mas ainda assim bem interessante para quem gosta de acompanhar a vida politica portuguesa.

O percurso de Paulo Portas é mais do que conhecido e por mim elogiado na sua globalidade. E se durante muito tempo foi acusado de ser um eucalipto, estamos hoje perante um quadro de sucessores bem interessante que acaba por contradizer essa acusação.

Nuno Melo, Assunção Cristas, Mota Soares são nomes em cima da mesa. Mas outros podem surgir como Pires de Lima ou mais remotamente, muito remotamente, Lobo Xavier. João Almeida já se colocou de fora desta corrida guardando-se para datas mais futuras. Mas existe ainda Filipe Anacoreta que tem aqui uma oportunidade de dar continuidade ao trabalho que tem desenvolvido.

Assim sendo temos um partido rico e com capacidade de continuar a prestar bons serviços a Portugal. 

Melo, Cristas e Mota Soares estão seguramente divididos entre decisões de cariz político e muito de pessoal. É a primeira vez que o tem que fazer ao contrário de Anacoreta. Ser líder de um partido é entregar-se de corpo e alma. Família passa a segundo plano, horas passam a ser um bem escasso e kms e carne assada passarão a prato principal.

São bons nomes, cada um com as suas vantagens e desvantagens. Mas só eles podem decidir. Seguramente estarão a ser pressionados e aconselhados. A seu tempo saberemos. Mas uma coisa é certa, o partido está bem servido. 

Será interessante que exista acima de tudo um debate e um clarificar do caminho que queremos que o partido siga. Mais do que de nomes ou de capelinhas eleitorais.

Quanto a Paulo Portas apenas podemos agradecer o seu empenho na causa e estarmos certos de que o vamos ver muito por aí.



100 anos do cerco de Nevala - Moçambique

Thu, 10 Dec 2015 18:32:00 +0000

A revista “O Tripeiro” vai realizar no Auditório do Palácio da Bolsa, no próximo dia 18 de Dezembro, pelas 18 horas, uma conferência a cargo do Ex.mo Senhor Coronel Nuno Lemos Pires, evocativa dos 100 anos do cerco de Nevala - Moçambique, que teve lugar durante a I Grande Guerra, entre os dias 22 e 28 de Novembro de 1916. 

A iniciativa é divulgada aqui .


A assistência é livre, estando no entanto limitada à disponibilidade dos lugares existentes.



Os mínimos do mínimo

Mon, 23 Nov 2015 14:16:00 +0000

O Presidente da República chamou hoje António Costa a Belém.António Costa saiu de Belém em silêncio.A Presidência da República, de modo a evitar especulações e provavelmente cercear as mentiras a que Costa nos habituou, fez um comunicado a esclarecer com exactidão as garantias exigidas pelo Presidente a Costa.As condições de governabilidade exigidas a Costa são a garantia de cumprimento por parte dos seus aliados de extram-esquerda do seguinte:a) aprovação de moções de confiança;b) aprovação dos Orçamentos do Estado, em particular o Orçamento para 2016;c) cumprimento das regras de disciplina orçamental aplicadas a todos os países da Zona Euro e subscritas pelo Estado Português, nomeadamente as que resultam do Pacto de Estabilidade e Crescimento, do Tratado Orçamental, do Mecanismo Europeu de Estabilidade e da participação de Portugal na União Económica e Monetária e na União Bancária;d) respeito pelos compromissos internacionais de Portugal no âmbito das organizações de defesa colectiva;e) papel do Conselho Permanente de Concertação Social, dada a relevância do seu contributo para a coesão social e o desenvolvimento do País;f) estabilidade do sistema financeiro, dado o seu papel fulcral no financiamento da economia portuguesa.São condições elementares, mínimas, que ninguém compreende que, ante as proclamações das forças políticas envolvidas, não estivessem já previstas e garantidas.O Presidente, ao quedar-se por estes mínimos elementares fica longe de esgotar a amplitude constitucional que o exercício do cargo lhe outorga.As garantias exigidas relacionam-se essencialmente com os compromissos externos de Portugal e com factores que possam evitar uma derrocada imediata da economia e o caos de uma bancarrota a curtíssimo prazo.De fora, ficam sectores importantíssimos da estruturação da sociedade portuguesa como a Segurança Social, a Educação e a Justiça. Com o experimentalismo anunciado na Segurança Social, o facilitismo irresponsável na Educação e desprezo absoluto pela isenção e independência da Justiça, só podemos temer o pior. Costa estará entregue a si próprio, com os seus camaradas e os seus aliados radicais. O Fim dos exames do 4º ano e o célebre almoço do fim de semana são anúncio do que aí vem.O Bloco não terá grandes problemas em subscrever tais condições. Mantém-se na tentativa de se estabelecer como partido charneira de coligações de extrema-esquerda, e ainda sobra muito onde levar a cabo o seu processo de destruição do modo de vida português.O PCP terá aqui um enorme desafio sob a forma de NATO, EURO, União Europeia, ao fim e ao cabo, o modelo de democracia ocidental que sempre rejeitou e combateu.No fim, nada mudará, Costa mentirá, dirá que tem o que na realidade não tem, continuará igual a si próprio e será primeiro-ministro sem vitória nem honra.Cavaco Silva, não podendo fazer mais nada, obriga um Costa sem crédito nem palavra, um Costa mínimo, a ficar com o ónus dos mínimos que ninguém acredita poder cumprir.[...]



masculino e feminino

Mon, 23 Nov 2015 12:24:00 +0000

allowFullScreen='true' webkitallowfullscreen='true' mozallowfullscreen='true' width='320' height='266' src='https://www.blogger.com/video.g?token=AD6v5dxS7-y3irFEsGefwbiT5JH5W91zkDsP--iqQPWEY5cyj13KrbCaKJ4AQBX-OT2tqdz9_VM6pSoECDw' class='b-hbp-video b-uploaded' FRAMEBORDER='0' />“É na complementaridade do masculino e do feminino que nos afirmamos socialmente” - Filipe Anacoreta Correia esteve bem na AR[...]



Obrigado Costa

Wed, 04 Nov 2015 15:28:00 +0000

Acreditando que seremos governados em gestão e por duodécimos a partir de Janeiro com novas eleições em Junho, pergunto se os portugueses sabem realmente o que significa governar com duodécimos?

Um orçamento em duodécimos não permite adaptar o orçamento às necessidades do país. O governo pode governar, embora com menos liberdade de acção e no limite terá de gerir o país com o orçamento que foi autorizado a gastar em 2015. Portanto governar com duodécimos pode facilmente significar caminhar a passos largos para a falência.

O Governo também não poderá contrair mais empréstimos e, não poderá mexer nos impostos. Isto significa que o défice orçamental não poderá aumentar e que, se a economia, a receita fiscal e os preços crescerem, será forçado a contrair-se.

Todos sabemos que sem investir não se pode colher, e num cenário de governo de gestão, a nossa economia ficará certamente estagnada.

Dado o aproximar da época natalícia pede-se ao pai natal que reúna com estas personagens de esquerda, tão ideologicamente próximas, e lhes explique que nem sempre é possível termos o brinquedo que queremos, mas sim o brinquedo que é possível e do qual formos merecedores.

Costa, queres mesmo arruinar o País só para sobreviveres politicamente?

Adelaide João da Costa


Obs: Escrita sem acordo ortográfico.Objecção de consciência.

NOTA DA REDACÇÃO: Enquanto afinamos a máquina o que nos salva são os nossos leitores. E assim aqui publicamos mais uma opinião.



O acordo

Tue, 03 Nov 2015 15:56:00 +0000

Há muita gente a querer ver o suposto acordo entre Costa e a extrema-esquerda. 
Entendamo-nos, Costa assina o que tiver de assinar para se salvar. O acordo só lhe interessa no plano da sua sobrevivência pessoal; no plano do conteúdo e das suas repercussões para o país é-lhe completa e absolutamente indiferente. Primeiro, porque não é homem de valorizar acordos, e muito menos de os cumprir. Segundo, porque se tivesse um resquício de consciência e de respeito pelo interesse nacional, não levaria em frente o golpe que urdiu.
Para já, todas os caprichos de Catarina serão considerados, todas as exigências de Jerónimo bem acolhidas.
Se o golpe resultar, o acordo valerá o que vale um acordo para um homem sem palavra. Governará como um refém debaixo dos ultimatos permanentes do Bloco e do PC, que farão respeitar as suas imposições com o à vontade de quem detém a chave do interruptor da bomba que pulverizará Costa para todo o sempre.



all hallows eve

Fri, 30 Oct 2015 11:09:00 +0000

Aqui fica, a propósito do momento, em post artigo em http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=127620 de Aura Miguel

Halloween

30 Out, 2013
Os motores da poderosa máquina comercial aí estão, de vento em popa! Quem quiser, ainda vai a tempo de se mascarar.

De olhos postos nesta sexta-feira, é vê-los a pedir aos pais os objectos mais incríveis, para se vestirem de bruxas, vampiros, monstros e seres medonhos, de preferência com sangue e marcas de crimes. O que está a dar mesmo é exaltar o medo, o terror, as almas penadas e todo o universo de criaturas tenebrosas. Mas esta opção pelos símbolos do mal e da morte não atinge apenas os mais novos. Veja-se a quantidade de jovens e adultos que se pintam e transformam em zombies – ou lá o que é – para, supostamente, se divertiram na “noite das bruxas”. Qual noite?
Segundo a lenda pagã dos celtas, é a noite do Jack O’Lantern, que ofereceu a alma ao diabo e cuja alma penada fica reduzida à famosa abóbora vazia iluminada por dentro. Mas é também – desde sempre e ainda hoje - uma noite importante para rituais satânicos, encontros esotéricos e sessões com druidas e magos.
Os primeiros cristãos substituíram-na pelo culto de todos os santos – como, aliás, sugere a tradução original da palavra “Halloween” (all hallows eve – véspera de todos os santos). Originariamente, esta solenidade celebrava-se a 13 de Maio, mas o Papa Gregório IV, no ano 834, deslocou a festa de todos os santos para 1 de Novembro (com vésperas litúrgicas dia 31 de Outubro), exactamente para erradicar superstições e ocultismos pagãos ligados a esta data.
A tradição cristã convida pois os seus fiéis a celebrar os santos e aponta-os como modelos de vida. É que os santos recusaram as trevas e optaram pela luz e pela verdade; são homens e mulheres de todas as idades e origens que não se deixam reduzir a abóboras vazias nem a cabos de vassoura.



Arrivistas, Fantoches & Travestis

Mon, 26 Oct 2015 15:49:00 +0000

Ontem, na televisão, assisti a esta coisa extraordinária: perguntaram a Ferro Rodrigues se preferia ser presidente da Assembleia da República ou ministro da coligação de esquerda que António Costa estava a preparar. Um político com alguma qualidade - leia-se, capaz de mentir mantendo um ar imperturbável - teria respondido à pergunta do jornalista com qualquer coisa como "num ou noutro desses dois lugares irei servir o meu país o melhor que souber e puder". Era a resposta politicamente correcta. Mas Ferro Rodrigues, sem surpresa, respondeu de outra forma! Disse ele "fico naturalmente dividido mas em qualquer das situações irei ficar na História". Em boa verdade, ele já tinha entrado na História. Mas quer mais História. A ele, a todos eles, é exactamente, exclusivamente, isto que os move: "ficar na História". Seja a que preço for. Mas há mais, percebe-se nas entrelinhas: está em idade de começar a tratar de assegurar o futuro. E, presidente da Assembleia da República ou ministro, que importa?! O que verdadeiramente o preocupa não é servir o país, como deixou bem claro na resposta. Esta sua "entrada para a História", é a garantia de um lugar de administração num qualquer banco e, depois, uma reforma milionária. É preciso "entrar na História" para chegar a esse patamar. E, isso sim, é o que verdadeiramente lhe interessa. Quanto ao mais, como brincava um velho amigo meu sobre a postura dos políticos ,"o povo que pague a crise! são muitos mais e já estão habituados"! Tal como o seu nº 2, "entrar na História" é, já todos tínhamos percebido, a ambição desmedida do Costa. E, em "bom" político, foi preparando cuidadosamente o seu plano para lá chegar. Incapaz de um rasgo de génio, copiou a papel químico Jorge Sampaio e candidatou-se à Câmara de Lisboa para se dar a conhecer ao país. Farto de Lisboa - onde nem sequer vive porque não quer e não gosta - e não sendo, aliás, uma missão que o entusiasmasse mas apenas um meio para atingir um fim, quando achou que chegara o momento certo, rasteirou pelas costas o colega Seguro e, da forma lamentável a que todos assistimos, chegou a líder do PS. Quando a abstenção - o "partido" que venceu com maioria absoluta - demonstra estar cansado da baixa politiquice e não reconhece a menor credibilidade aos profissionais da política, António Costa - que agora surge como o grande analista e intérprete da vontade dos portugueses nas eleições - fez na campanha a triste e deplorável figura do político no seu pior: mentindo a torto e a direito, não hesitando sequer em recorrer ao supremo descaramento e desonestidade intelectual de responsabilizar Passos Coelho pela vinda da Troika no debate com que todos vimos na televisão. Vale tudo!!! Quando todos os analistas de serviço lhe deram a vitória no debate, comentei para mim mesmo "perdeu aqui as eleições!" . Não me enganei! Perdeu, de facto, em toda a linha: pediu aos eleitores uma maioria absoluta e teve o desastroso resultado que se viu. Apesar de quatro anos de medidas duras e impopulares mas, não tenho dúvida, absolutamente necessárias, Passos Coelho e Paulo Portas ganharam-lhe, ainda assim, as eleições - que Costa dava como favas contadas porque dificilmente entende que um povo sério saiba que era inevitável ao devedor respeitar as exigências do credor e à coligação não restava alternativa senão gerir a tenebrosa heran[...]