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Bolotas guardadas



Para jardineiros amadores, sem presunção de saber mas com gosto em aprender.



Updated: 2017-11-11T14:40:27.387+00:00

 



OSTEOSPERMUM "Buttermilk"

2015-09-16T12:02:12.698+01:00

Nome Comum: Margarida AfricanaFAMÍLIA: Asteraceae Descrição:Arbusto perene com 50 cm de altura, folhas ovaladas e flores semelhantes às do malmequer que chegam a atingir 7 cm de diâmetro, possuem um centro escuro com pétalas de cor amarelo claro que vão escurecendo até ficarem com uma coroa mais escura nos extremos.  Origem:São plantas nativas da África do Sul.  Cultura:Solo moderamente fértil e bem drenado. Fertilizar regularmente com NPK 10-10-10 ou adubo líquido, numa das regas semanais.  Luz:aprecia a luz do sol e o calor e é muito resistente ao vento.  Humidade:Embora suporte alguma falta de humidade reage muito bem a regas frequentes e de pouca intensidade. Floresce a partir da primavera até ao início do outono.  Resistência: Podem ser atacados por afídios e sofrer de ataques de míldio que se combatem com preparados à base de enxofre. Existem no mercado diversos produtos que atacam os afídios e o míldio quando em estado inicial e que são fáceis de aplicar. Não suporta a geada pelo que deve ser colocado em local interior nos invernos mais agrestes ou tapado com uma tela para evitar danos causados pelo frio intenso. Propagação: Propaga-se por estacas jovens no final da primavera ou por estacas mais maduras no fim do verão. Utilize um fertilizante próprio para enraizar e plante em solo adequado para plantas sensíveis, cubrindo o vaso com um plástico transparente. Coloque em local soalheiro mas não demasiado quente nem com excesso de luz solar. Pode cortar a pontinha da estaca para incentivar o enraizamento e o nascimento de mais folhas. Aplicações:Utiliza-se em bordaduras de canteiros, a demarcar zonas floridas com arbustos de média dimensão por detrás em contraste, em cestos pendurados ou em vasos junto a escadarias, floreiras de janelas e varandas.Este arbusto não necessita de ser podado, mantendo-se harmonioso ao longo do ano quando bem cuidado apenas beneficiando da retirada das flores à medida que vão secando, dando lugar a novas flores. Se se pretender dar um formato específico pode ser cortado o que dará origem a novo e robusto crescimento.  Características: É um arbusto pequeno mas muito alegre e fácil de cuidar. Chega a ter tantas flores que mal se vêem as pequenas folhas de cor verde escuro. Existem outras variedades de Osteospermum muito semelhantes no tipo de cultura, cujas cores vão do branco azulado ao roxo. Um "must" em qualquer jardim quer seja de cidade ou no campo!    [...]



GARDÉNIA

2015-06-29T17:37:57.618+01:00

Gardenia augustaNome comum: Gardénia, Jasmim do Cabo Familia: Rubiaceae Descrição:É um arbusto muito vistoso de cor verde escura, altura média (1,8 a 2,4 m) e folhas macias e tenras, brilhantes e colocadas de forma oposta ao longo do caule. Uma gardénia adulta tem um formato arredondado e uma massa mediana. A primeira floração surge em meados da primavera e dura até ao início do verão, mantendo-se em vagas sucessivas durante um longo período. As flores são brancas, passando a um amarelo creme à medida que envelhecem e caem. Ao toque parecem ser de cera. O perfume, a sua característica mais importante, é muito forte e adocicado ao ponto de encher toda uma sala. No verão com a brisa quente o aroma espalha-se pelo jardim, para delícia de quem se encontra por perto.  Existem cultivares muito distintos da planta original mais comum, especialmente uma versão prostrada com folhas muito escuras que fazem as vezes de uma magnífica cobertura de solo, desde que protegida sob sombra parcial e fresca. Este cultivarda gardénia “Prostata” cresce apenas de 60 a 90 cm em altura e espalha-se horizontalmente, dando flores mais pequenas do que as da espécie original, mas igualmente muito perfumadas.  Localização: É nativa da China, de Taiwan, do Japão e de outras regiões asiáticas de clima sub tropical e o nome comum de Jasmim do Cabo deve-se à errada assunção de que seria proveniente do Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. Em climas frios é utilizada dentro de casa.  Cultura: O solo deve ser ácido, de preferência húmido e rico em matéria orgânica, mas bem drenado. Existem poucos arbustos que sejam tão perfeitos, bonitos e perfumados como a gardénia, que possui um conjunto de características agradáveis e atraentes, mas existe um senão: são muito susceptíveis ao ataque de pestes, especialmente de insectos que lhes sugam a seiva. Nestes casos, nuvens de moscas brancas ou de insectos voadores invadem o arbusto, deixando os seus ovos, que se transformam mais tarde em larvas que sugam o caule matando a planta. Os resíduos destas larvas proporcionam matéria favorável ao desenvolvimento de um fungo fuliginoso, dando à folhagem um aspecto feio, baço, com manchas negras. Para além da mosca branca há outros insectos que atacam o arbusto da gardénia, mas felizmente qualquer destas pestes são facilmente controladas pela aplicação de uma dose de sabão neutro e sprays de óleo vegetal ou mineral. Os arbustos devem ser protegidos com tela em caso de geada forte.  Luz: Sol ou sombra parcial. Humidade: Solo medianamente húmido. Resistência: Zonas 8 a 10 (do sistema Americano).  Propagação: Por estacas que facilmente criam raiz em solo húmido, especialmente nos meses quentes de verão. A aplicação de um fertilizante próprio para este efeito facilita o arranque das raízes.  Utilização:Fazem belas sebes em locais onde a floração e o seu aroma possam ser apreciados, sendo desejável que exista boa circulação de ar, que evitará o aparecimento das pestes já citadas. As suas flores muito aromáticas e a folhagem verde escura fazem da gardénia um dos arbustos mais apreciados nos jardins públicos e privados desde tempos coloniais.[...]



ROSA de JARDIM

2017-03-27T09:55:28.045+01:00

Familia: Rosaceae  Descrição: Os verdadeiros conhecedores são estudiosos profundos desta espécie botânica considerada por muitos como a rainha das flores. Aqui trataremos apenas dos aspetos principais da cultura de uma roseira, independentemente da espécie, do tipo, se é antiga ou moderna, brava, arbustiva, de trepar, de canteiro, híbrida ou de caules eretos. Ficaremos a conhecer os principais traços que nos permitirão cultivar uma roseira, sem preocupações de maior. Para essa finalidade, basta conhecer algumas práticas essenciais. Mas se se pretender mais do que ter uma roseira, por puro gosto e prazer, então será necessário estudar cada espécie de per si, pois na realidade cada planta tem exigências próprias. Existe aliás muita informação tanto on line como publicada em livros sobre esta matéria. Origem:Do cruzamento das chamadas rosas antigas europeias com rosas provenientes da China no século XVIII, resultaram muitas das espécies que hoje existem na floricultura moderna. No mercado encontram-se para venda plantas com ou sem torrão junto das raízes. No primeiro caso basta abrir um buraco no local definitivo onde se pretende colocar a roseira, regar primeiro para que as raízes encontrem humidade durante os primeiros dias da plantação, colocar o torrão ao centro alinhando a superfície para que o torrão fique todo enterrado e tapar com solo de preferência já preparado para jardim.  No caso de não existir torrão junto da raíz a roseira chama-se de raíz nua e requer um pouco mais de atenção, porque corre o risco de secar se não for devidamente tratada. Neste caso, convém colocar a raíz dentro de um balde com água duas horas antes de ser plantada, preparar o buraco colocando turfa e terra de jardim no fundo, segurando o caule e puxando um pouco para cima antes de encher o buraco com mais terra que se calca com cuidado para que não subsistam bolhas de ar. Rega-se abundantemente. Cultura:A melhor época para plantar uma roseira é no início da primavera, entre março e abril, ou então entre outubro e novembro, principalmente se for uma roseira de raíz nua. A planta não necessita de adubo nesta fase, apenas quando começarem a surgir os primeiros rebentos verdes avermelhados com novas folhinhas, ou seja, quando as raízes se fortalecerem e começarem a desenvolver.  Depois de plantada, é provável que a planta esteja um ano sem florir. Se porém der flor no mesmo ano, convém providenciar algum fertilizante orgânico, que deve ser colocado em volta do caule principal, sem tocar no mesmo.  Como as roseiras precisam em geral de pouca humidade nas raízes, basta regar quando estiver muito calor e sempre junto ao solo – nunca nas folhas e flores – de preferência de manhã ou à tarde. Água a mais e humidade nas folhas pode contribuir para o surgimento de pestes e doenças, por isso evite deixar uma planta na sombra e com água ao fim do dia, pois é um convite para a proliferação de maleitas diversas. Caso utilize adubo químico, certifique-se que o solo foi previamente regado e proceda ainda a uma rega após a fertilização, evitando queimaduras devido a eventuais excessos do produto junto ao caule e também para que os nutrientes atuem mais depressa. A partir do verão – de julho a setembro – não se aplica qualquer adubo. Luz:As roseiras são grandes amantes de sol e calor, embora devam ser protegidas do calor em excesso que pode queimar as folhas e mesmo as flores, sobretudo se estas estiverem molhadas durante as regas.Humidade: Como já foi referido, em geral as roseiras não apreciam humidade a mais, indo buscar a água de que necessitam através das raízes de profundidade e não à superfície. Apenas as roseiras recém plantadas pedem um cuidado especial nos primeiros tempos, enquanto se desenvolvem, podendo ser regadas nessa altura com mais frequência. Ao longo do ano eliminam-se as ervas daninhas que se vão encostando ao caule principal. Pode-se fazê-lo com um[...]



ABÓBORA

2015-03-10T17:08:51.958+00:00

Família: Cucurbitaceae Nome comum: Abóbora Outras variedades: Curgetes, abóbora menina, abóbora de inverno, abóbora de verão Descrição:A abóbora, a curgete e outros tipos de vegetais desta família como o pepino, pertencem ao grupo das cucurbitáceas que se caracterizam por produzir frutos com polpa abundante e se cultivam por regra no exterior. Também podem ser cultivadas em varandas ou em "mesas" próprias, mas deve ter-se em conta o facto de que a planta se "estende" por uma área considerável e portanto necessita de espaço, tanto em profundidade como em comprimento. As folhas são largas e por vezes desenvolvem gavinhas como as trepadeiras, avançando no terreno à sua volta. São plantas anuais que se desenvolvem em todo o espaço disponível, podendo ganhar raízes novas se os caules tocarem no solo, desenvolvendo-se um novo pé. Em todo o seu comprimento podem atingir de 3 a 9 metros.Existem abóboras de inverno e de verão, consoante a época de colheita pretendida. Em geral, as abóboras de verão têm casca mole - são as curgetes, os pepinos, as abóboras mais pequenas - e as de casca dura que se colhem no outono e podem ser armazenadas durante vários meses sem se estragar. São um verdadeiro milagre na cozinha, quando já quase nada mais cresce na horta devido ao tempo chuvoso e frio e elas se mantêm com a polpa fresca e sumarenta no armário. Origem:Há cerca de 27 espécies de cucurbita, todas elas com origem no continente americano. Destas quatro são hoje em dia as mais utilizadas na produção de abóboras (e outras variedades) em todo o mundo.   Cultura:Nas abóboras as flores dividem-se em flores masculinas e femininas na mesma planta. As flores masculinas podem ser utilizadas na cozinha, estufadas, recheadas com queijo ou mesmo cruas em saladas, mas nunca se devem retirar todas as folhas masculinas da planta para que a fertilização das flores femininas, através dos insetos que as visitam, possa ter lugar. Há quem pincele suavemente os estames das flores femininas com pólen das flores masculinas para ajudar neste processo de produção do fruto. Este nasce da flor feminina que se diferencia da masculina justamente por ter no seu caule um pequeno fruto que é facilmente identificável quase desde o início da floração. Em geral uma planta produz primeiro as flores masculinas e só um pouco mais tarde surgem aquelas que virão a dar fruto. Não retire nenhuma antes de se certificar que a planta produziu suficientes flores femininas ou não nascerá nenhuma abóbora da planta em questão.Em Portugal é fácil produzir abóboras durante o verão, semeando ou adquirindo mudas pré-cultivadas nos meses de maio e junho. Depois de plantadas no local definitivo as abóboras dão fruto 40 a 60 dias depois, podendo ser colhidas se se pretender utilizá-las ainda antes da casca endurecer. Como produzem com abundância, não há dificuldade em obter grande quantidade de fruto e aliás quanto mais se colhe enquanto ainda é pequena, mais frutos se desenvolvem na mesma planta.Se se pretender guardar a abóbora para utilizar mais tarde deve deixar-se ganhar volume e casca dura e colher 80 a 140 dias após ter sido plantada, armazenando em local escuro, fresco e seco. Pode congelar-se também, já descascada e utilizar em sopas ou compotas mais tarde.Luz: As abóboras gostam de muito sol, mesmo muito. Mas também suportam um pouco de sombra se necessário. Trepam pelas árvores que se encontrem por perto, havendo até uma tese de que se dão bem se plantadas em conjunto com feijão e milho.Humidade: No início da plantação as abóboras devem ser regadas com frequência, mas sem molhar as folhas. Quando já tiverem frutos, coloque-os protegidos do solo em cima de uma telha ou de qualquer outro objeto que evite que a abóbora fique molhada durante a rega para que não apodreça ou ganhe fungos. A boa circulação do ar e a luminosidade ajudam a planta e os f[...]



ORQUÍDEA PHALAENOPSIS

2015-01-06T18:53:00.896+00:00

Nome Comum: Orquídea da TraçaFamilia: Orchidacea Descrição:A Phalaenopsis é a orquídea melhor conhecida em Portugal, por ser barata e fácil de encontrar em floristas, viveiros e cada vez mais em supermercados. Conhecida como a orquídea da traça pelo formato da flor quando está aberta, a Phalaenopsis é talvez a melhor espécie de orquídea para se ter em casa, por ser muito fácil de cuidar e por florir com abundância, por vezes por mais de uma vez num ano, podendo cada floração durar até 3 meses. Para além disso, as flores são extremamente atraentes, têm cores variadas e possuem um aspeto delicado, sendo por isso muito decorativas. Origem:Originária de países da Ásia (Filipinas, Indonésia, Malásia, Sumatra, China e Taiwan), encontra o seu habitat natural nas florestas tropicais, em troncos de árvores onde se agarra através das raízes (é epífita), protegendo-se do sol forte e da luminosidade excessiva e beneficiando da humidade própria do ambiente, absolutamente necessária para o seu desenvolvimento saudável. Se pretender plantar a sua orquídea num tronco de árvore, faça-o quando não tem flores e coloque-a no lado onde apanhar menos sol ou mesmo sol nenhum, e no inverno terá de ser protegida com uma "tenda" têxtil para que não apanhe frio em excesso.Cultura:A temperatura ambiente e as condições existentes dentro de casa são por regra suficientes para se poder cultivar uma Phalaenopsis sem problemas, embora seja particularmente importante respeitar o tipo de vaso que deve ser utilizado, a qualidade do meio onde é plantada, a luminosidade a que está sujeita e a quantidade e frequência das regas. O vaso pode ser de barro ou preferencialmente de plástico, para deixar a luz entrar nas raízes. Muitas pessoas deitam fora as plantas quando têm apenas folhas, logo após as flores secarem e caírem. As Phalaenopsis duram uma eternidade dentro de casa. Nas plantas mais saudáveis é possível obter novas hastes com flores após a primeira floração, cortando dois centímetros acima do terceiro nó, contado a partir do pé da haste. Na altura própria, em geral um ano depois, irá surgir uma nova haste a partir desse ponto, ou mesmo mais do que uma haste, e dela surgirão flores novas em regra iguais às anteriores. Por esta razão não devem ser rejeitadas as plantas depois de qualquer floração, pois sujeitando a planta a uma manutenção adequada ela irá florir de novo, uma e mais vezes, no prazo de um ano e por muitos anos.Luz:Estas orquídeas, que como se refere acima existem em florestas tropicais com luz apenas filtrada pela copas das árvores, sob temperaturas quentes e muita humidade ambiente, quando cultivadas dentro de casa apenas exigem que o sol não incida nas folhas diretamente, pois queimam-se facilmente. Desenvolver-se-ão bem no parapeito de uma janela virada a leste, do lado em que nasce o sol quando este ainda está fraco. Suporta também janelas ou locais virados a sul ou a oeste, mais uma vez desde que protegidas dos raios de sol direto. Em regiões de invernos mais frios e sombrios, é aconselhável colocar junto a uma janela virada a sul ou até compensar a luminosidade insuficiente com luz artificial, através de lâmpadas fluorescentes com formato de tubo. Quatro lâmpadas montadas num suporte complementadas por lâmpadas incandescentes colocadas acima das plantas a uma distância de 15 a 30 cm, durante 12 a 16 horas por dia, consoante a duração do ciclo diário natural, ajudarão a manter a Phalaenopsis saudável e fértil. Regas: A rega é particularmente importante e crítica para a sobrevivência da Phalaenopsis. Como não têm orgãos preparados para a reserva de água a não ser as folhas, não podem ser sujeitas a períodos de seca, pois não resistem à falta de humidade. O procedimento correto é mergulhar o vaso com a planta totalmente em água não muito fria e tirá-la ao fim de uma meia hora, deixando escor[...]



RELVADOS

2017-06-22T10:54:06.784+01:00

Preparar o relvado para os meses de Inverno  Perto do final do Outono é necessário preparar o seu relvado para os meses de Inverno que se aproximam, durante os quais as plantas em geral entram num período de descanso e de quase hibernação. Também os relvados, sobretudo nas regiões onde vigoram as quatro estações, reagem às temperaturas mais frescas. Regra geral em Portugal continental isto acontece em meados do mês de Novembro e no final do Outono, altura em que as plantas iniciam um período de dormência, durante o qual não se verifica o crescimento das folhas, período que se prolonga praticamente, dependendo da região, até aos primeiros “calores” de Abril. É o período em que se dá descanso também à máquina de cortar relva. Mas para que o relvado suporte os rigores das temperaturas mais baixas e se recomponha do esforço a que se sujeitou no Verão, de molde a recuperar da melhor forma o viço dos primeiros meses na Primavera seguinte, torna-se aconselhável prepará-lo para o Inverno. Todos os tipos de relvado reagem bem a uma fertilização especial no Outono, uma vez que dela resultam várias vantagens. Em primeiro lugar, a fertilização fortalece as raízes das plantas de relva, tornando-as mais resistentes. Se durante o Outono as raízes armazenarem os nutrientes adequados para a próxima estação, o que acontece com quase todas as plantas do tipo ervas – tal como a relva – e ainda as plantas perenes em geral, estarão melhor preparadas para o período de crescimento activo. Exceptua-se a este tratamento a relva forrageira do tipo azevém (ryegrass). Quando uma planta como a do relvado armazena energia, o nutriente mais importante nesse processo é o Fósforo (simbolo químico P), o qual tem um papel fundamental no armazenamento e na transferência de energia da planta para a raiz. Ora este processo desenvolve-se exactamente durante os meses de Outono, razão pela qual o Fósforo administrado nessa altura incentiva o crescimento das raízes e contribui para que a relva resista melhor às doenças, ao frio e à seca e ao calor, no Verão seguinte. Um bom fertilizante de Outono também deve ter uma quantidade adequada de nitrogénio (N) ou azoto, o elemento chave para a cor verde das plantas em geral e em particular para a dos relvados, que consomem elevadas quantidades de nitrogénio, em comparação com os outros ingredientes que regra geral fazem parte de um fertilizante. Uma quantidade insuficiente de nitrogénio contribui para o aparecimento de ervas daninhas, de doenças e de fungos próprios da relva, que por sua vez têm tendência para se agravar durante os meses de Inverno, tornando o trabalho da manutenção do relvado na Primavera um verdadeiro quebra cabeças (sobretudo para quem não gosta muito de utilizar herbicidas e químicos …). Contudo - e este aspecto é muito importante - dado que o crescimento das plantas se processa mais devagar a partir do momento em que as temperaturas do solo baixam, há que ter em atenção a quantidade adequada de nitrogénio que deve ser administrado, para não induzir a planta num crescimento forçado e fora da estação própria, o que a prejudicaria mais do que beneficiaria. Finalmente, uma dose saudável de Potássio (K) permite proteger o relvado durante o Inverno dado que promove a tolerância ao frio e ao tráfico continuado de pessoas, o que pode ser importante durante as estações mais quentes sobretudo nos locais onde houver crianças a utilizá-lo. Por todas estas razões, a fertilização adequada do relvado no final do Outono é altamente vantajosa para a saúde do mesmo e prepara-o para o crescimento em melhores condições na Primavera seguinte. Caso o seu relvado seja invadido por ervas daninhas com frequência, lembre-se que quanto mais saudável for a sua relva menos oportunidade existe para que vinguem outras espécies, pois a relva desenvolve um sistema de raízes for[...]



O QUE É O SOLO

2014-12-04T19:20:47.667+00:00

Solos perfeitos. Existem? Será que existe o solo perfeito, equilibrado, rico? Embora possam existir jardins onde o solo é perfeito, muitos jardineiros quando começam encontram condições terríveis: compra-se o lote de terreno, constrói-se a casa e quando tudo parece pronto para tornar aquele pequeno local no jardim dos nossos sonhos, eis que se percebe que o que até aqui era terra “normal” à vista desarmada, não passa de amontoado de entulho, pedra, argila, areia ou que há acidez em excesso. Não desespere. Transformar um solo pobre num solo preparado para o crescimento saudável de uma planta não é uma tarefa tão difícil quanto se possa imaginar, desde que se compreenda quais são as componentes de um solo saudável. E é disso que trata este artigo.  O solo é basicamente constituído por partículas provenientes da erosão de rochas e por matéria orgânica. Mas a verdadeira “magia” por detrás de um solo rico são os organismos vivos – pequenos animais, vermes, insetos e micróbios – que se multiplicam apenas e só quando um solo é saudável e equilibrado.MineraisEm regra quase metade do solo no seu jardim é constituído por pequenas partículas inorgânicas, resultantes de rochas que com o tempo se vão partindo em pedaços cada vez mais pequenos, principalmente devido aos fatores da erosão (vento, chuva, frio, calor e elementos químicos e biológicos naturais). A característica básica de um solo depende muito do tamanho e da proporção destas matérias inorgânicas: a areia tem partículas maiores, o lodo tem partículas médias e o barro tem partículas muito pequenas. A quantidade de cada um destes componentes num pedaço de terra determina a textura desse solo e afeta de forma determinante a capacidade de drenagem, interferindo com a retenção dos nutrientes e em consequência, com a riqueza do mesmo solo.Matéria OrgânicaTrata-se dos resíduos decompostos de organismos e das plantas que entretanto chegam ao fim do seu ciclo, tal como folhas, ramos, líquenes, musgos e outros tipos de matéria vegetal. Embora só constituam 5 a 10% de um solo, são absolutamente essenciais ao seu equilíbrio. São estes materiais orgânicos que “colam” as partículas do solo umas às outras e as transformam em torrões ou grãos porosos, permitindo que o ar e a água circulem, constituindo o meio favorável ao processo vegetativo. A matéria orgânica que retém a humidade (quase 90% do peso de húmus é água) é ainda capaz de absorver e armazenar os nutrientes necessários. Acima de tudo, a matéria orgânica alimenta os micro organismos e as outras formas de vida existentes no solo, tornando-o “vivo”. Conhecendo isto, você pode acrescentar a quantidade de matéria orgânica necessária, juntando por exemplo estrume animal, folhas secas, vegetais de cozinha, matos verdes, capins ou madeiras trituradas. Dado que a maior parte do solo “vivo” e das raízes se encontra nos 30 cm superiores do solo, concentre-se nesta porção do terreno e melhore-o gradualmente. Mas não exagere na quantidade de materiais com elevado teor de hidrocarbonetos (palha, folhas, lascas de madeira ou serradura), porque os micro organismos tenderão a consumir elevados teores de nitrogénio para digerir estes materiais e por essa razão, este elemento, que é essencial à saúde das  plantas, em breve desaparecerá do seu solo. Solo VivoAs bactérias, os fungos, os protozoários e nematóides,  bactérias, minhocas e outras pequenas criaturas que habitam num solo saudável, são essenciais para o crescimento das plantas, pois ajudam a converter a matéria orgânica e os minerais do solo em vitaminas, hormonas e outros componentes que evitam doenças e acrescentam nutrientes próprios para a alimentação. As secreções que digerem contribuem também para unir as diversas partículas entre si, o que permite que um solo solto e [...]



CUIDAR DE PLANTAS NO INVERNO

2014-12-04T19:12:13.719+00:00

Tropicais, dentro de casa…Muitas das casas portuguesas têm sol e luz ao longo de todo o inverno. Isso é o suficiente para manter a maior parte das plantas felizes em vasos, dentro de cachepots cerâmicos adequados. Mas há também plantas tropicais que não desdenham passar uma temporada entre paredes, quando na rua chove e faz frio e o sol quase não se vê, para voltar à varanda ou à floreira da janela, logo que chegue a primavera. Como?Não necessita de uma estufa nem de qualquer local especial. O essencial é mesmo dispor de um pequeno espaço (marquise ou quarto de arrumos) juntando aí num mesmo local todos os vasos com as plantas que quer preservar durante o inverno. São plantas de exterior, mas você pode  dar-lhes o ambiente de que necessitam para as manter vivas e saudáveis até Abril ou Maio próximos. Isto aplica-se a plantas como os Hibiscos, Buganvílias, Estrelícias, Antúrios, algumas espécies de Orquídeas e quaisquer outras tropicais e até não tropicais.Junte os vasos no chão uns ao lado dos outros por cima de pedaço de passadeira plástica e com os respectivos pratos. Também pode usar um pequeno estrado de madeira que facilitará a limpeza do espaço, sempre aconselhável. Numa área de 75 cm por 1,5 m vai necessitar de duas lâmpadas fluorescentes (ou uma dupla) de 1,20 m e de uma ficha com temporizador. O investimento inicial pode significar qualquer coisa como 25 euros, mas se você comprou estas plantas, como regra geral é o caso - ou apenas se gosta delas - valerá a pena preservá-las porque também custaram dinheiro.Pendure a lâmpada numa armação própria por cima das plantas a cerca de 50 cm e mantenha o sistema ligado, através do temporizador, durante 10 a 16 horas por dia, dependendo das plantas que tem e da luz natural do local. O consumo pode ser baixo se o sistema estiver bem montado e as lâmpadas forem as adequadas. Há muita escolha no mercado.Coloque no centro os vasos mais altos e os que necessitam de mais luz e nas bordas aqueles que se satisfazem com menos. Se mantiver os cuidados habituais de rega e pouca fertilização aconselhável no inverno, que é tempo de repouso apesar de tudo, terá plantas verdes e bonitas na próxima Primavera. Atenção, não aplique esta receita às plantas de interior, a menos que a sua casa seja extremamente sombria no inverno. Funciona excepcionalmente bem com plantas tropicais que são em regra as mais caras de todas.Quando chegar a altura, faça um regime de transição para o exterior, suave e sem mudanças bruscas. Comece por reduzir a luminosidade a apenas uma das lâmpadas e posteriormente, por retirar completamente a luz artificial. Ao fim de duas a três semanas coloque as plantas no seu local primitivo, mas evitando a luz directa do sol que poderá queimar as mais sensíveis. Fertilize e regue regularmente apenas a partir da segunda semana no exterior. Se a planta for grande, raspe uns 5 cms da parte superior do solo do vaso e substitua com terra nova. Depois  acrescente um fertilizante de libertação lenta, como por exemplo Osmocote.Só excecionalmente será necessário substituir toda a terra do vaso e se o fizer será um pouco antes do fim do Inverno, reduzindo a luminosidade para forçar a planta a entrar em descanso e não ser tão “incomodada” quando mudar de habitat. Nesta mesma altura pode também regar com uma solução de fertilizante diluído do tipo 20-20-20 e aplicar fertilizante líquido (bastante diluído) nas folhas com um pano. Boa sorte com as suas plantas e viva a primavera! [...]



VIOLA X WITTROCKIANA

2014-10-13T18:57:30.477+01:00

Viola x WittrockianaNome Comum: Amor-perfeitoFamília: Violaceae Descrição:A Viola x wittrockiana é uma planta perene que a maior parte dos jardineiros trata como anual. Cresce bem em climas frescos e tornou-se já uma planta popular em climas moderados, encontrando-se à venda no início do inverno em muitos viveiros e floristas. Nos locais mais frios do país, é preferível plantar o amor perfeito só no início da primavera embora possam resistir a golpes pouco intensos de frio e geada.Estas pequenas plantas com 10-15 cm de altura formam pequenos conjuntos de folhas pequenas de cor verde escura. Muitos dos variados cultivares existentes no mercado dão flores com tamanhos que podem ter entre 2,5 a 10 cm de diâmetro e existem numa gama de cores muito diversificada. Origem:São nativas da Europa e Ásia Menor, mas hoje em dia as que se encontram à venda são já produto de uma generalizada hibridização e seleção. Em Portugal encontramos em estado selvagem em bosques e zonas húmidas mas frescas, geralmente de tamanho pequeno e levemente aromáticas. Embora da família da Violeta, as Violas comerciais por regra não têm cheiro devido à hibridização por que passaram.Cultura:Os Amores-perfeitos dão-se bem em qualquer tipo de solo, mas preferem solos ricos em materiais orgânicos, misturado com areia limpa que ajudará a reter a humidade e a prevenir para que não sofram com a incidência de sol direto.   Devem ser fertilizadas quando plantadas e na época das flores de duas em duas semanas, com fertilizante universal (NPK) 10-10-10, a fim de sustentar a manutenção continuada de floração. No fim da época desaparecem mas podem voltar a surgir no ano seguinte, se o solo for cuidado, regado e fertilizado na época própria. Porém, como se refere antes, em geral planta-se novas mudas todos os anos porque com o tempo as espécies vão enfraquecendo e não resultam fortes e com tantas flores como a planta original.Luz:Plantar em local bem ensolarado ou com sombra apenas parcial, durante algumas horas do dia. Poderá crescer em local sem sol, mas não produz tantas flores. Humidade: Precisa de um solo sempre húmido, portanto, regue sempre que se verificar que não tem humidade suficiente se não a planta morre.Resistência:Nas regiões do sul do país, Algarve e Alentejo litoral, o amor-perfeito é uma planta que pode ser utilizada desde o início do inverno em varandas, floreiras de janela e até em jardins, desde que esteja exposta a algumas horas de sol. Como referido atrás não suporta sol forte direto no verão, mas resiste bem à luminosidade direta em climas um pouco mais frios, desde que o solo esteja húmido. Propagação: Pode propagar-se por sementes ou por estacas cortadas de plantas fortes no fim do verão. Existem à venda sementes de várias marcas, verifique a origem e data de validade, semeando apenas em tabuleiros com solo próprio para sementes e em local quente e húmido. Depois de nascer a plantinha deve ser transplantada no início da primavera para um vaso, floreira de janela ou para o jardim.Aplicações:Podem ser plantadas nos meses mais frescos na borda dos canteiros ou em jardins pequenos, na frente de plantas mais altas. Também ficam muito bem junto ao parapeito de uma janela, várias ao lado umas das outras, em caixas retangulares, de preferência da mesma cor ou tonalidade. Pequenos vasos de várias plantas de amores-perfeitos de cores variadas dão um tom de alegria e vivacidade junto a entradas, escadas, ou pátios e alamedas no jardim.Características:Na estação menos alegre do ano estas pequenas plantas surgem com um toque de cor permanente, quando ainda é difícil fazer florir quaisquer outras espécies que não resistem ao frio e à chuva. Sendo duradouras e praticamente livres de doenças, ajudam a alindar locais onde possam benefici[...]



PETÚNIA

2015-05-26T10:35:22.829+01:00

Petunia X hibridaNome Comum: Petúnia Família: Solanaceae Descrição:São plantas perenes mas que se tratam em geral como anuais, pois exigem alguns cuidados para continuarem bonitas de ano para ano e dado existirem exemplares baratos no mercado, se justificar muito mais a renovação todos os anos destas plantas no jardim ou no vaso com novas espécies.  Existem duas categorias de Petúnias: grandiflora e multiflora. As primeiras têm flores grandes em menor quantidade e as segundas possuem flores de menor dimensão mas em maior número. As do tipo grandifloratêm tendência para desenvolver hastes longas e pendentes. Nestas, as flores podem atingir 13 cm de diâmetro. Nas multifloras como referido antes, as flores são mais pequenas (5-8 cm) mas em maior quantidade e a planta tem a forma de um pequeno arbusto compacto e muito florido.O formato da flor de petúnia em regra parece o de uma trombeta, mas as espécies híbridas possuem muitas variantes incluindo as de pétala simples e dobrada, monocolores ou com margens coloridas. Também existem algumas com padrões de riscas, salpicos de cores variadas e com bordas de cores púrpura, malva, lavanda, rosa, vermelho, branco e amarelo.  As folhas e as hastes são pegajosas ao toque e têm um odor específico. Origem:Todos os membros do género Petúnia que contribuem para as centenas de híbridos existentes atualmente, têm origem na América do Sul em zonas tropicais ou sub-tropicais. Em Portugal ainda é raro ver petúnias nos jardins públicos, embora nos viveiros e à venda nas floristas se encontrem em abundância por volta do início da época de floração, pois são muito vistosas e coloridas.  Seria bom se as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia utilizassem mais esta espécie nos espaços públicos. Por exemplo, em países com climas bastante menos favoráveis do que Portugal, como é o caso do centro da Europa (Áustria, Rep. Checa, Suiça) é frequente ver vasos com petúnias pendurados nos candeeiros nas ruas mais frequentadas dos centros históricos e que duram praticamente toda a estação quente, voltando a ser repostos, com outras petúnias e/ou plantas misturadas, no ano seguinte. Cultura:  O solo deve ser de boa qualidade, fôfo e rico organicamente. O espaçamento entre cada pé depende da espécie em causa e do seu tamanho original no momento em que for comprada, mas por regra um compasso de 30 a 45 cm entre cada pé é suficiente para o seu crescimento regular.  Muito importante: vá retirando as flores velhas e corte com as unhas as pontas das hastes (eu chamo a isto pinchar) para encorajar o crescimento lateral, favorecendo a formação em arbusto cheio, caso contrário a planta tende a ficar com caules muito compridos e deselegantes e com menos folhas e flores.Luz:Prefere locais solarengos e com muita luz, mas que não sejam excessivamente quentes. Humidade:Como tantas outras plantas, gosta de humidade sem ser em excesso. Evite deixar água no prato do vaso e o solo não pode nunca ficar encharcado. Mas também não pode ficar seco por muito tempo. Verifique ao toque com o dedo na superfície se esta ainda está húmida antes de voltar a regar.Resistência:Todas as petúnias têm caules tenros mas resistentes em qualquer zona de Portugal, à exceção dos locais onde a geada noturna pode queimar plantas mais expostas. No entanto, hoje em dia pode plantar-se petúnias em praticamente qualquer local do país, renovando-se anualmente, pois são bastante baratas. Se forem seguidos os conselhos de manutenção, darão flor regularmente durante todo o tempo quente após o que desaparecem, podendo mesmo voltar a aparecer no mesmo local no ano seguinte, se se continuar a regar moderadamente.Propagação:As petúnias podem s[...]



VIOLETA AFRICANA (Saintpaulia)

2014-10-07T16:50:09.343+01:00

Violeta Africana (Saintpaulia) Nome Comum: violeta do Japão, VioletaFamilia: Gesneriaceae Descrição:Pequena planta de folhas aveludadas com formato de coração, agrupadas em torno de um centro do qual nascem caules curtos, verticais e tenros, de onde nascem as flores. De cores variadas (azul, rosa, branca, púrpura ou vermelha), as flores da Violeta Africana podem durar todo o ano, desde que a planta esteja numa localização que tenha as condições ideais abaixo indicadas. As flores têm 5 pétalas podendo ser dobradas, multicoloridas, frisadas ou com mais de uma cor na mesma planta, ou ainda com pétalas sobrepostas. Origem:A Violeta Africana – da qual existem entre 6 a 20 espécies – é nativa de um pequena região montanhosa da Tânzania, ao longo dos vales húmidos tropicais daquele país da costa oriental da África situado a norte de Moçambique, junto a terrenos rochosos ou sob árvores. Cultura:As Violetas Africanas são certamente das plantas domesticamente mais utilizadas em todo o mundo, sobretudo devido à beleza das flores e ao contraste com o verde escuro das folhas. Porém, por mais atraentes que sejam têm também truques para se obter um melhor resultado. Luz: É um dos segredos que leva a maximizar o tempo de floração desta planta: para se conseguir flores durante praticamente todo o ano, a Violeta Africana precisa de um mínimo diário de 12 horas de luz solar indireta. Se tiver 14 horas melhor ainda. Portanto, coloque-a junto a uma janela virada a sudeste ou a sudoeste, afastada do vidro e sem exposição direta aos raios solares e a sua planta está pronta para florir de forma praticamente contínua. No verão convém afastá-la um pouco da janela durante o período mais quente da tarde e no inverno deve ser posta num local com muito sol todo o dia. Se não for possível no inverno proporcionar-lhe as horas de sol necessárias, pode colocar-se o vaso sob uma lâmpada com 5000 lux de modo a completar as 12 horas mínimas que a planta requer para florir.Se as folhas começarem a aparecer finas e escuras, então é sinal de que a luz que recebe é insuficiente. Os caules das folhas ficam também mais compridos e finos, um sinal de que a planta procura mais luz. Humidade: Regue com frequência o solo de maneira uniforme mas não em abundância, porque com a água a mais a planta morre. O vaso deve ter saídas para o excesso de água que tem de ser escorrida no fim de cada rega para não acumular. Também não convém deixar secar o solo, daí ser aconselhável regar pouco todos os dias se possível. O truque é tocar na superfície do solo com o dedo e se estiver seca deve regar.Regue a partir de cima e em quantidade razoável, para que os sais minerais acumulados desçam e a prazo sejam arrastados do solo. Mas não em cima das folhas, sobretudo porque se a água não estiver a uma temperatura correta, a folhas ressentir-se-ão. Por isso é mais seguro regar apenas o solo de cima para baixo e sem excessos.Outro segredo é a temperatura da água, que tem de ser igual à temperatura ambiente do local onde o vaso se encontra pois a água fria fará a planta sofrer. A qualidade da água também é importante, convém que seja macia, de preferência água da chuva ou água desmineralizada, nunca calcária ou dura. Regue apenas o solo e não em cima das flores ou das folhas. Como a Violeta Africana gosta de muita humidade também é uma boa solução colocar o vaso sobre um prato ou tabuleiro com seixos, deitando um pouco de água abaixo do nível dos seixos para que evapore lentamente mantendo o ar à volta da planta constantemente húmido. É por esta razão que casas de banho e cozinhas são locais onde as plantas se dão particularmente bem devido à maior humidade do ar, isto desde que o número de horas de luz ta[...]



CITRINOS

2014-09-16T10:53:06.525+01:00

Laranjeira e Limoeiro Nome Comum: Citrinos Familia: Citrus spp Descrição:A espécie é em geral subtropical, isto é, suporta verões quentes e invernos amenos, mas hoje em dia é fácil encontrar limoeiros e laranjeiras assim como outras árvores relacionadas com a família cítrica, plantadas em recipientes onde também produzem os seus frutos, independentemente do clima prevalecente na região. A altura normal de uma árvore na natureza é de 5 a 6 metros, sendo possível encontrar espécies mais pequenas  com 2,4 a 3,6 metros. Na maior parte dos casos cada planta é autofértil, pelo que não é necessário plantar outra árvore da mesma família por perto para a fertilizar. Começa a produzir frutos em regra entre os 3 a 6 anos de idade, dependendo porém do tipo de citrino em causa, do clima, do solo, do cuidado providenciado à planta e de outros fatores diversos. As flores, que irão dar origem aos frutos, não têm propriamente um carater sazonal, podendo ocorrer quando o clima aquece e desde que chova (ou que sejam regadas) com regularidade. Com frequência ocorre a formação de flores e frutos em simultâneo na mesma árvore. Origem:São provenientes da China mas há centenas de anos que se cultivam em toda a Europa e na América tanto do norte como do sul, nos locais onde os invernos não são muito rigorosos, ou então em estufas, para benefício da população local que pode assim beneficiar não só do sabor destes frutos, mas também das caraterísticas verdadeiramente saudáveis para o ser humano.Cultura:Beneficiam quando plantadas num local soalheiro e protegido dos ventos. Para jardins pequenos com apenas uma ou duas árvores, convém ter em conta a exposição solar ao longo do dia e do ano e escolher o local onde ocorra o maior número de horas de sol. Podem ser plantadas em qualquer altura do ano se bem que como todas as árvores, a primavera seja a melhor altura para a planta se desenvolver. Se for plantada em vaso ou num contentor durante o inverno, deve ficar protegida numa varanda ou junto ao parapeito de uma janela, até poder ser transplantada na primavera para o local definitivo. As árvores cítricas não gostam de solos excessivamente húmidos, pelo que não devem ser plantadas em locais onde se concentre água da chuva ou das regas. São árvores perenes (não perdem a folhagem no outono), têm folhagem verde escura e por vezes brilhante, possuem flores pequenas e brancas muito aromáticas, com um delicado perfume que pode ser sentido principalmente aos fins de tarde. Embora perenes perdem uma quantidade substancial de folhas cada ano, provavelmente para se rejuvenescerem, o que obriga a limpezas constantes das folhas que caem no solo por baixo da árvore para evitar a propagação de doenças e pragas. É talvez a parte mais “incómoda” da plantação de um citrino, de resto pouco trabalho dão e são árvores muito generosas, pelo menos em Lisboa, onde vários jardins mais antigos ainda as mantêm. Os frutos necessitam de cerca de seis meses para atingir o tamanho conveniente e amadurecerem o suficiente para poderem ser comidos, mas o resultado final vale bem a espera pois são frutos que, quer na variedade laranja, toranja ou tangerina, são extremamente adequados à prevenção de muitas doenças, sobretudo pela ingestão de vitamina C de que são verdadeiras fontes naturais. O limão pode também ser utilizado em sumos ou na gastronomia, tendo virtudes semelhantes às dos outros citrinos.Luz: Um citrino requer muita luminosidade e calor pelo que o melhor local para plantar uma laranjeira ou um limoeiro tem que beneficiar de pelo menos 6 a 8 horas de sol diário durante os meses quentes. Humidade: Gostam de solo húmido mas nunca demasiadamente encharcado. Caso isso [...]



MANDEVILLA

2014-09-16T11:21:58.006+01:00

Mandevilla Nome Comum: Dipladénia, mandevilla, allamanda rosa Família: Apocynaceae (Família dogbane)   Descrição:A Mandevilla é uma planta trepadeira, cujo caule fica lenhoso quando a planta é adulta, muito apreciada pelas suas belas formas e cores nas regiões de clima quente e moderado onde se dá muito bem. Quando na sua melhor forma, produz uma quantidade enorme de flores muito vistosas que nascem em conjuntos a partir de um pequeno pé, contrastando com o fundo verde escuro das folhas e com a forma de um trompete, com um “pescoço” branco e amarelo, podendo atingir um diâmetro de 10 cm .  A Mandevilla, que também é conhecida por Dipladénia, produz constantemente flores abundantes a partir do momento em que a temperatura começa a subir, podendo nas regiões com invernos moderados e quando abrigada, florescer em menor quantidade durante todo o ano.A partir de um ou mais troncos principais – dependendo de como terá sido podada na estação anterior – nascem raminhos que se vão desenvolvendo e que se agarram uns aos outros ou mesmo a qualquer suporte que exista por perto, podendo atingir uma altura de 2 ou 3 metros. As suas bonitas folhas de cor verde escura brilhante, podem chegar a ter 20 cm de comprimento e 8 a 10 cm de largura, contrastam com o colorido abundante das flores, proporcionando uma bela trepadeira para colocar contra uma parede, num alpendre ou num pátio soalheiro. A designação “Dipladenia splendens”, nome pelo qual esta planta era conhecida antes e que ainda hoje por vezes continua associado à Mandevilla, é hoje considerada um sinónimo o que não é totalmente correto.  As flores da Mandevilla podem ser cor de rosa, vermelhas, brancas ou amarelas, variando de tamanho consoante o hibrido em questão.Origem:É nativa do sudeste do Brasil, mas hoje em dia é cultivada em qualquer região do mundo desde que o clima seja quente ou moderado. Em Portugal existe à venda em quase todos os viveiros conhecidos, apresentando-se em vasos de tamanho variado, uma vez que mesmo muito jovem esta planta pode dar flor o que a torna muito atraente comercialmente. Cultura:Resiste à brisa salgada do mar, podendo por essa razão ser plantada perto da praia desde que exista uma linha de dunas ou qualquer outro elemento a protegê-la. Se ao longo do verão beneficiar de uma aplicação regular de fertilizante líquido rico em fósforo, proporcionará constantes e abundantes vagas de novas flores. Convém ir retirando as folhas amarelas e as flores que vão envelhecendo, para suscitar folhas novas e floração. Também se pode cortar o topo dos raminhos se se pretender um arbusto mais encorpado ao invés de uma trepadeira alta. Cuidado com o látex porque pode ser irritante para certas peles. Luz:Gosta de ficar ao sol durante a maior parte do dia, embora por vezes este queime a cor da flor que se apresenta desbotada, sobretudo se for vermelha. Suporta alguma sombra se o calor for excessivo a meio do dia. Humidade:Necessita de humidade constante mas não gosta de um solo muito enxarcado. Por esta razão a mistura onde é plantada deve permitir drenar bem a água da rega, que pode ser frequente desde que não em muita quantidade de cada vez. Pode-se deixar secar a superfície um pouco pois tolera alguma secura, mas prefere ser regada com regularidade se o sol que apanha é direto e por mais de 5 horas diárias.  Resistência: Resiste bem nas regiões quentes (zonas 9-11) e pode morrer quando exposta a muito frio e geada, mas eventualmente ressurge na primavera no mesmo local.  Pestes e doenças: Quando as condições de cultura não são as ideais – má composição do solo, pouca água ou insuficiente ali[...]



ESCALÓNIA

2014-09-16T10:54:07.608+01:00

 Escalónia (Escallonia) Família: GrossulariaceaeNome comum: EscalóniaOutras variedades: E. montevidensis, E. exoniensis, E. microphylla, E. punctata, E. virgata Descrição:  Pequeno arbusto na maior parte dos casos de folha perene, a Escalónia encontra-se com frequência em jardins municipais ou em vivendas urbanas e é normalmente utilizado em sebes ou como pequena árvore. Na utilização comum é muitas vezes designada por buxo, embora erradamente. De cada tronco principal desenvolvem-se ramos menos lenhosos, com pequenas folhas de um verde escuro brilhante, miúdas, dispostas ao longo dos caules, que se desenvolvem para todos os lados da planta com grande entusiasmo e por vezes numa aparente desordem. Quando deixada crescer sem controlo, forma grandes maciços que se cobrem de pequenas flores quase todo o ano. Quando aparada com frequência e sujeita a um modelo em forma de árvore, pode atingir 6 metros de altura. Habitualmente faz-se uma poda sistemática logo após a época da floração. É muito fácil de manter e aconselhável para quem pretenda constituir rapidamente (2 anos) uma sebe densa, de cor permanentemente verde escura e salpicada de pequenas flores vermelhas ou brancas na estação própria, em geral o Verão e o Outono. As folhas de algumas espécies quando esmagadas, libertam um ligeiro aroma próprio. Origem:Nativa das regiões temperadas da América do Sul, é muito comum em quase todo o sul da Europa, nomeadamente no nosso País.  Cultura: Fácil de cultivar e de reproduzir, a Escalóniarequer solo pouco rico mas bem drenado, suportando temperaturas extremas sem dificuldade. Não sofre praticamente ataque de nenhuma praga ou inseto, tornando-se ideal para sebes e contornos de altura média. Deve ser podada quando destinada a sebe logo após a floração, ou nos locais mais frios, no início da Primavera.  Luz: Gosta de sol pleno e pouca sombra, mas é bastante resistente em quase todos os locais onde a temperatura é temperada.  Humidade: Não deve ser cultivada em terrenos húmidos, pelo que se aconselha uma mistura de terra com areia para ajudar a drenar o solo onde for plantada. Não requer rega sistemática, mas aprecia um pouco de água no tempo mais quente, junto ao tronco principal.  Resistência: Forte e resistente à geada e ao sol, é um excelente arbusto para qualquer jardim.  Propagação: Por corte de caules tenros e novos, na Primavera, ou de ramos mais maduros retirados no Outono. Mergulhe a ponta cortada em hormona fertilizante, plante em recipiente pequeno com mistura de terra e areia e coloque-o em local protegido até nascerem as primeiras folhas. Pode cortar com as unhas  o topo da muda para forçar um desenvolvimento mais vigoroso de brotos laterais em vez do crescimento vertical. Transplante depois para o local definitivo, de preferência na estação menos fria e ventosa, deixando um espaço de cerca de 60 cm entre cada pé. Corte frequentemente os lados e os ramos que cresçam mais em altura, alinhando e corrigindo, para incentivar a formação de um arbusto encorpado e harmonioso. Se necessário, utilize uma corda esticada entre dois paus para ajudar a manter a tesoura de poda sempre ao mesmo nível. Atendendo ao seu rápido desenvolvimento, a arquitetura da sebe beneficiará destas podas frequentes. Aplicações: Ótimo em sebes, pequenas árvores floridas no meio de um jardim relvado ou ainda num canteiro como fundo para um contraste verde escuro para flores anuais coloridas.  Características: A Escalónia é a rainha das sebes: é muito barata, fácil e rápida de propagar, resistente, quando saudável enche-se de pequenas flores brancas ou [...]



PAPOILA do ÓPIO

2014-09-16T10:54:25.200+01:00

Papaver somniferum Nome comum: Papoila do Ópio, Papoila do Pão Família: Papaveraceae (Família das papoilas)   Descrição: A Papoila do ópio é uma planta anual que atinge 90 cm a 1,2 m de altura, com folhas verde azuladas pontiagudas e extremamente recortadas, que chegam a atingir 15 cm de comprimento.  O caule, quando cortado, emite uma substância leitosa da qual se extrai o ópio. De início as folhas emergem do solo quase em forma de alface, com folhas baixas que envolvem o núcleo inicial como uma roseta, após o que, já na primavera, surge um caule ereto que se enche de folhas e termina num botão que se vai desenvolvendo lentamente em direção ao céu, até abrir numa flor magnífica que chega a atingir os 10 cm de diâmetro. As cores podem ser vermelha, branca, rosa, lilás e malva, tendo em geral pétalas dobradas. As flores duram pouco tempo mas quando caem as pétalas, as cápsulas revelam-se grandes e verdes, continuando a desenvolver sementes, à medida que a planta vai secando. Por esta razão e embora visualmente nesta fase a planta não seja muito atrativa, se se quiser guardar as sementes, não se deve arrancar do solo enquanto a cápsula não tiver maturado, o que se vê pela cor castanha e sobretudo pelo barulho quase de chocalho que faz quando é abanada. Caso não se corte a cápsula e se guarde no local para ser semeada na época seguinte, ela abrir-se-á espalhando as sementes em volta, que nascerão arbitrariamente na primavera seguinte no sítio onde tiverem caído.  Origem:Por serem úteis na produção de fármacos, hoje em dia estas papoilas são cultivadas em praticamente todo o mundo, embora sejam originárias do sudeste da Europa e da Ásia ocidental. Delas se retiram substâncias que servem para produzir analgésicos, tais como a codeína e a morfina e ainda outros narcóticos ilegais. Porém podem ser cultivadas apenas pela beleza das suas flores, que tornam a papoila do ópio popular em muitos jardins em todo o mundo, sendo uma planta ornamental fácil de cultivar e bastante vistosa.  Cultura:Há mais de 6.000 anos que a papoila do ópio é cultivada para fins terapêuticos e medicinais, crescendo rapidamente e em qualquer lado, desde que o solo seja moderadamente poroso. Luz:Deve ser cultivada em pleno sol embora nas regiões mais quentes beneficie de alguma sombra durante a tarde. Humidade:Necessita de ser regada regularmente enquanto cresce.  Resistência:Dá-se bem nas regiões quentes (zonas 7 a 10) podendo porém vingar se sujeita na fase inicial da semente a um abaixamento da temperatura ambiente ou a geada. Quando começa a ter uma altura razoável deve ser apoiada num tutor, pois tende a vergar e a cair para o lado. Quando se pretende ter mais do que uma rodada de flor na mesma planta, basta cortar as cápsulas das flores fanadas e deixar que surjam novos botões, em geral nas “axilas” de folhas mais baixas. Cortar com cuidado as flores velhas porque por vezes já se notam novas flores a nascer no mesmo caule que podem vir a ser prejudicadas pelo corte da flor antiga se não se tiver cuidado. Com este método, que inviabiliza naturalmente o aproveitamento das cápsulas para reprodução futura, convém reservar dois ou três pés para amadurecimento das cápsulas grandes, a fim de manter uma sementeira anual, pois as flores de segunda geração provenientes da mesma planta, dão em geral cápsulas menores e portanto, plantas de menor porte e inferior qualidade.   Propagação: propagam-se muito facilmente pelas sementes que se espalham no terreno no final do inverno ou início da primavera. Como referido podem também deixar-se na planta para que caiam[...]



DAMA DA NOITE

2014-09-16T10:54:38.523+01:00

Cestrum nocturnum FAMÍLIA: SolanaceaeNOME COMUM:Dama da Noite ou Jasmim noturno; Descrição: Este arbusto perene possui folhas brilhantes alternadas, cor verde-escuro, macias e de formato simples com 10 a 20 cm de comprimento. Quando adulto, o arbusto pode atingir quase 4 m de altura, embora o seu tamanho habitual não ultrapasse o 1,2 m. Em climas quentes, está constantemente a dar flores que nascem a partir do topo de cada caule, junto às folhas, em pequenos cachos com flores alongadas branco-esverdeadas em forma de tubo, as quais se transformam num pequeno fruto branco e redondo, não comestível. Origem:O Cestrum nocturnum é nativo das regiões tropicais das Américas, nomeadamente das Caraíbas.Cultura:Para além de não tolerar o ar marítimo e a geada, a Dama da Noite desenvolve-se com grande facilidade desde que exista calor e sol e é muito fácil de manter, bastando para isso que o solo seja permeável e receba luz e calor. Luz:Tolera alguma sombra ou sol filtrado, mas para melhores resultados deve ser colocada em local com muito sol e luminosidade, se possível virada a este.Humidade: O solo não deve ficar nunca ensopado, mas é necessária alguma humidade. Se as folhas ficarem amarelas é sinal de excesso de água, por outro lado podem suportar alguma secura desde que não superior a 50%. Se murchar um pouco não é grave, mas antes de regar de novo, deixe secar a superfície do solo de modo a que visualmente este lhe pareça seco, e só depois regue novamente com moderação. Resistência: Não resiste à geada e em geral morre no inverno em climas muito frios, mas nas regiões com temperaturas amenas, pode voltar a rebentar no início da primavera seguinte. Propagação:É muito fácil de propagar por estaca, retirada de um caule jovem em crescimento. Corte 15 a 20 cm e polvilhe a parte inferior com fertilizante próprio para ajudar a criar raízes. Coloque num pequeno vaso com três partes iguais de terra, misturada com areia ou esferovite e substrato, e aguarde alguns dias. Quando a planta estiver com dez a doze centímetros, pode ser colocada no local definitivo. Fertilização:Necessita de níveis de fertilizante moderados ou fortes, dependendo do solo e do local onde se encontram. Caso a luminosidade seja elevada, providencie fertilizante mais forte. Em condições normais, bastará um fertilizante equilibrado do tipo 15-15-15 ou mesmo um fertilizante próprio para plantas com flor (7-9-5 ou até um fertilizante para tomateiros). Insetos e doenças:O Cestrum é suscetível aos ácaros, à mosca branca e aos pulgões. O melhor método é sempre manter as plantas num regime de alimentação, rega e luminosidade equilibrado, limpando as folhas com frequência através de um jato de mangueira ou mesmo à mão com uma esponja húmida. Aplicações: Nos climas quentes é muito popular em jardins públicos, mas pode ser utilizada num canto do canteiro, como fundo para plantas mais pequenas. Reage bem a uma pequena poda e também ao regular corte com os dedos das extremidades dos ramos, o que estimula o arbusto a crescer mais arredondado e frondoso. A poda deve ser efetuada após o fim da floração, tendo o cuidado de não podar em excesso para evitar interferência no processo de floração. Características: É um arbusto bastante incaracterístico durante o dia, mas logo que o sol se põe é impossível não dar conta da existência desta planta onde quer que ela esteja e a alguns metros de distância, uma vez que exala um perfume extraordinário e cativante. Um arbusto em idade adulta enche-se de flores minúsculas na mudança da hora de verão, [...]



AS VARANDAS DE LISBOA

2014-09-16T10:55:04.523+01:00

Ciclos de Vida no JardimLamprantus em flor, também conhecidas por chorinas  Lisboa tem mais luz e mais sol do que qualquer outra cidade do hemisfério norte que se conheça. Mais luz, mais sol e também aquela chuvinha chata no Inverno, que não nos deixa andar pelas ruas sem chegar aos empregos completamente encharcados e prestes a “curtir “ uma quinzena de infalível gripe.   E - surpresa das surpresas! - tem também mais de 3.000 horas de sol em média por ano, apenas um pouco menos do que o Algarve ou o Sul de Espanha e mais do que qualquer outra daquelas maravilhosas cidades cheias de luzes, lojas e perfumes do norte da Europa. Portanto, já temos o sol e a chuva, só faltam os cuidados com a alimentação e com o solo para podermos viver num jardim florido à beira mar plantado, embora a propaganda política à época apregoasse que tal já acontecia…Mas é claro que isso é uma mentira completa, facilmente comprovada por quem já viajou para outros países menos dotados de sol (Canadá ou Holanda por exemplo) e que sabe que jardim plantado é que nós não somos, com certeza.   Basta prestar um pouco de atenção às janelas e varandas desta Lisboa. O que se vê em geral? Janelas com floreiras vazias ou com plantas esquecidas do ano anterior, entregues aos “cuidados” da poluição e do deus-dará, quando não com ervas daninhas perversamente debruçadas pelas paredes abaixo, mirando o transeunte nos passeios com ar pérfido e ameaçador. E podíamos ter verdadeiros jardins suspensos, mais belos que os da Babilónia, os tais que chegaram a ser uma das sete maravilhas do mundo!!! Como? Com um pouco de cuidado. Nem sequer é necessário grande dispêndio, basta um pouco de atenção e alguma dedicação. Mesmo que o esforço inicial possa ser maior, o resultado ao longo dos anos compensa, acreditem.Kalanchoe, junto aos fetos na varandaComecemos então pelo princípio: o “aquecimento” mental! Se você acha que a sua casa é o seu LAR, se adora a sua cidade, se quer fazer da sua janela um jardim a espreitar para dentro, então prepare-se para o seguinte: aprenda a viver com o relógio da Natureza. O que quer isto dizer? Que como toda a gente sabe o ano tem doze meses e quatro estações e cada uma delas existe com uma função específica para as pessoas, assim como para as plantas e os animais.   Expliquemos isto melhor: em regra no Outono e no Inverno, as plantas descansam e preparam-se para um novo ciclo; na Primavera e no Verão, acordam e dão aquele ar de festa que nos faz andar mais alegres e mandar o patrão mais mal disposto às urtigas. Ora isto equivale também a dois ciclos na vida do verdadeiro Jardineiro, mesmo o amador: 1) um que tem início no fim do Verão e que consiste em limpar os  canteiros de flores e folhas secas, arrancar raízes velhas e retirar pedras, detritos, etc; 2) outro que serve para preparar a sementeira e plantar novas plantas que tenham sido compradas para esse fim e que em geral tem início por volta de Março ou Abril de cada ano. Se escolher espécies que durem de um ano para o outro (perenes ou semi-anuais), então este último ciclo simplifica-se e fica mais barato, porque com os cuidados devidos, as suas plantas durarão por mais de uma época. Basta manter o terreno limpo e fértil. No caso de ter uma varanda, ou floreiras, ou janelas que permitam pendurar vasos, tenha em conta que para ter plantas deve estudar a exposição ao sol dos pontos onde estas vão permanecer. Em geral os extremos funcionam mal com a maioria das plantas, ou seja, muito sol ou muita sombra prejudicam o desenvolvimento harmo[...]



FETO (SAMAMBAIA)

2014-09-16T10:55:33.331+01:00

Nephrolepis exaltataNome comum: FETO, SAMAMBAIA, FETO DE  BOSTONFamília: Nephrolepidaceae Descrição:O feto tem folhas frondosas e alongadas com 90 cm de comprimento e cerca de 15 cm de largura, que se apresentam a partir do solo em tufos chamados rizomas. As folhinhas individuais que se distribuem simetricamente de cada lado, ao longo de um veio central, podem chegar a ter 7,5 cm de comprimento e são levemente dentadas nos bordos. Na parte de baixo destas folhinhas existem duas filas paralelas de pintinhas junto aos bordos, onde se alojam os orgãos que contêm os esporos os quais mais tarde darão origem a novas plantas. Existem muitas variedades de cultivares desta espécie. No Feto de Boston ou simplesmente feto como é conhecido em Portugal, as folhas caem graciosamente para os lados e é também o tipo que melhor suporta todas condições de cultivo incluindo dentro de casa, onde se for bem tratado, vive todo o ano durante muitos anos. Algumas espécies são nativas do Brasil, onde o feto é muito utilizado em jardins e na decoração de pátios e mesmo de salas, e são conhecidos por Samambaia, tendo em geral um porte maior e mais frondoso. Origem:Originário da América do Sul, o feto é muito comum nos climas tropicais húmidos, podendo desenvolver-se livremente na natureza, em florestas húmidas e pantanosas, graças ao efeito do vento que favorece a dispersão dos minúsculos esporos. Nestes ambientes quentes e húmidos, os fetos facilmente se desenvolvem nos troncos de algumas palmeiras. Em Portugal, nomeadamente na mata do Buçaco, existem variedades maravilhosas desta planta desenvolvendo-se em plena natureza. Cultura: Luz:Requer sombra parcial, sem luz direta quando em exteriores e luz clara, filtrada, quando dentro de casa. Humidade:O Feto de Boston gosta do solo húmido (mas não em excesso) e rico em matéria orgânica. Este é tolerante à seca, comportando-se melhor do que qualquer dos cultivares mais conhecidos desta espécie, e embora resista bem, apenas terá condições para se desenvolver de forma plena e viçosa, em condições de suficiente humidade do solo e do ar. Quando cultivado em recipiente e não no solo, convém colocar pedrisco entre o vaso e o prato onde o mesmo assenta, por forma a manter sempre alguma humidade, evitando porém que o vaso entre em contato com a água para que as raízes não apodreçam. Sempre que a humidade do ar for inferior a 80% (o que em Portugal acontece com frequência), pulverize as folhas do feto mais do que uma vez ao dia e verá que a planta desenvolver-se-á com grande vigor e beleza.Resistência: Zonas 9 a 11. O Feto de Boston desaparece quando sujeito a muito frio e geada, mas reaparece na primavera a partir das raízes anteriores. Contudo, não suporta falta de água e pode secar completamente se não chover ou se a rega for esquecida. Se notar que as folhas começam a cair é sinal de que a planta precisa de mais água, toque o solo com a ponta dos dedos e sempre que este estiver seco, regue. Caso os veios centrais das folhas fiquem nus e secos, corte-os entre duas unhas, para que o aspeto geral fique mais apresentável e também para dar mais corpo a toda a planta, que sem isso ficará com um aspecto um tanto ou quanto "desgrenhado"  Propagação: Propaga-se por divisão das raízes, ou ainda, embora mais dificilmente, por meio dos esporos, e neste caso, nas variedades cultivares o resultado não dará plantas iguais à planta mãe.  Aplicações: Em exteriores os fetos podem ser utilizados como cobertura ou revestime[...]



LANTANA

2014-09-16T10:55:54.180+01:00

(Lantana camara) Família:Verbenaceae (família da verbena) Nome Comum: Lantana, Verbena Outras Variedades: Lantana Montevidenses Descrição: Arbusto resistente dos trópicos, a Lantana é perene e pode crescer até 1,5 m de altura e por vezes ter 1,20 m de diâmetro; as hastes e as folhas estão cobertas com pelos e é ligeiramente áspera ao toque. Cheira a urina de gato e é conhecida por isso mesmo. Facilmente se naturaliza e como tal pode ser invasora, sendo necessário controlá-la. O aspecto mais positivo é que, para além de atrair borboletas, dá flor em regra desde a Primavera até ao Outono. Origem:Nativa das Caraíbas, está naturalizada em praticamente todo o mundo. Cultura: Em solos muito ricos dá menos flores e mais folhagem, sobretudo nas plantas mais jovens, por esta razão não deve ser fertilizada com muita frequência. Quando plantada em jardins, pode enterrar-se o vaso onde a Lantana cresceu inicialmente para controlar melhor a qualidade do solo, evitar a excessiva implantação e não prejudicar as outras espécies de plantas próximas que podem exigir um solo mais rico do que o que a Lantana necessita. Luz:Muito sol ou sombra parcial.  Humidade:Requer solos bem drenados e é resistente à seca. Demasiada água e demasiado fertilizante reduzem a quantidade de flores, aumentando a folhagem. Resistência:Zonas 8-11. Dá-se bem com temperaturas elevadas, em climas secos mas também  floresce nos climas húmidos. Pode desaparecer no Inverno com temperaturas mais baixas ou com geada, mas quase sempre volta a renascer na Primavera. Propagação:Por sementes (mais difícil) ou por estacas obtidas durante o tempo quente. Escolhe-se uma ponta sã, tenra e verdejante que se corta, limpam-se as folhas dos primeiros dois terços da estaca a contar do fim, mergulha-se o pé bem limpo em hormonas fertilizantes, sopra-se para retirar o excesso e planta-se em solo bem drenado. Existem diversos híbridos e variedades de Lantana, sendo a mais vulgar a Lantana Festival, que produz maior quantidade de flores e tem menor tendência para se naturalizar em zonas sub-tropicais. Fertilização:Não requer mais do que fertilização uma vez de mês a mês e pode ser aplicado o fertilizante universal 10-10-10 (N-P-K). Aplicações:Em sebes e tapetes coloridos misturados. Também se usa para ajudar a colorir zonas com arbustos vários, e em regiões mais frias como uma planta anual. Tolera salpicos de água salgada e por essa razão pode ser utilizada em jardins junto ao mar, onde por vezes é difícil manter vegetação devido às brisas salgadas. Fica bem em vasos, floreiras ou canteiros. Características:Planta de baixa manutenção, a Lantana não requer praticamente cuidado algum. Pode ser podada em arbusto redondo ou em forma de uma pequena árvore, se lhe forem retirados os ramos inferiores laterais, à medida que cresce. Se se pretender mais folhagem e menos flor, enquanto adquire a forma definitiva, rega-se e aduba-se com maior frequência do que a necessária habitualmente. Atrai borboletas. Atenção:A Lantana não deve ser ingerida por animais ou crianças, embora os frutos que produz sejam semelhantes a pequenas bagas ligeiramente adocicadas e por essa razão se possam revelar atraentes.[...]



PLANTA DAS FITAS

2014-12-02T17:53:01.372+00:00

(Carex oshimensis 'Evergold')Nome comum: Planta Aranha, Planta das Fitas, Oshima “espargânio”Família: CyperaceaePlanta das FitasDescrição:Esta planta perene possui folhas compridas, espalmadas e finas, semelhantes a ervas alongadas e tem listas amarelas a todo o comprimento. Cresce a partir de um centro muito denso em forma de repuxo e pode ocupar 25 a 51 cm de largura, ramificando-se lentamente através de rizomas subterrâneos.As folhas da carex oshimensis são estreitas (0,6 cm) e podem atingir 25 a 38 cm de comprimento, curvando-se elegantemente desde o meio para os lados, formando um pitoresco ninho. Esta espécie “evergold” tem as folhas raiadas de amarelo no centro com uma margem verde escura, lançando flores na primavera, a partir do extremo de um caule amarelo fino ou haste, que se bifurca em vários outros caules triangulares, onde nascem folhas e flores brancas muito decorativas dispostas em jarra.Junto ao relvadoLocalização:A origem desta planta é o Japão, daí ser também conhecida por Oshima japonesa sendo nativa da ilha de Honshu, onde surge em florestas e encostas pouco húmidas. As espécies ornamentais entretanto desenvolvidas – ou cultivares – foram selecionadas por jardineiros japoneses e encontram-se em muitos jardins do mundo inteiro e naturalmente, em Portugal também em grande quantidade.Cultura:Luz: a Oshima gosta de um local com meio sol ou sombra leve, o que permite que os seus tons de verde e amarelo contrastem melhor. Em climas quentes podem crescer mais altas e delgadas do que o habitual. Humidade: dão-se melhor em solos húmidos desde que com boa drenagem, de forma a não permitir a acumulação de água e o apodrecimento das raízes. No forno do pão, vasos com OximaResistência: Zonas 5 – 9. Em locais muito quentes a planta “queima-se” nas pontas das folhas com facilidade. Propagação: a partir dos rizomas da base, separam-se em várias mudas no fim do inverno ou princípio da primavera, distanciando-as no terreno umas das outras, pois em breve ocuparão três vezes mais espaço do que o inicial. Aconselha-se a espaçá-las umas das outras uns 40 a 50 cm. Os rizomas (raízes com aspeto de cabelos finos e delicados) têm no meio uma espécie de bolha comprida e transparente, que faz parte do sistema de propagação. Podem também ser multiplicadas a partir de novos tufos de folhas que se criam no fim de cada haste, tendo o cuidado de deixar um pouco das raízes juntamente com a nova planta e de regá-la cuidadosamente nos primeiros tempos para se agarrarem melhor ao solo. Aliás quando não se cortam estas hastes e se deixam as plantinhas na ponta tocar o solo, estas podem enraizar facilmente no local onde se encontram o que aconselha um constante acompanhamento deste processo, pois obrigarão o jardineiro que não pretenda ter estas plantas por todo o jardim, a eliminar de quando em quando alguns destes filhotes da planta primitiva. Planta das Fitas ou Planta AranhaUtilização:O aspeto elegante desta planta, que se desenvolve rapidamente para os lados em forma de chuveiro, torna-a muito adaptada a sebes baixas ou em bordas de canteiros informais, junto a relvados por exemplo. Também se podem utilizar no meio de sebes verdes com outras plantas altas por detrás, para contraste de cor pela variedade das folhas verdes e amarelas. Num canteiro onde não se queira plantar flores mas se pretenda ter o solo limpo e ocupado, pode ser usada como cobertura de solo. Pode também ser pendurada num r[...]



PLANTAS EM CASA

2014-12-02T18:57:51.419+00:00

Na Loja Lindas e em Casa Tristes? Hoje escrevo para aqueles que têm um pequeno apartamento de cidade e apesar disso não podem viver sem flores em casa. A vida já é tão difícil, porque não arranjar mais um pouco de trabalho? Primeiro cuidado a ter, quando comprar prefira plantas com pequenas folhas a despontar em vez dos vasos carregados de flores que murcharão no curto prazo e deixarão de ter o “appeal ” que mostravam na loja: verá que se cuidar bem da sua nova aquisição, ela lhe fará companhia por muito mais tempo. Não é tão imediatamente compensador mas no médio prazo sentimos estas plantas que se formam a partir dos nossos cuidados como nossas filhas, muito mais do que como “bibelots” caros e mal agradecidos. Se seguiu este conselho e comprou uma plantinha sã (espreite por baixo das folhas e junto ao caule e escrutine bichinhos ou poeiras suspeitas), a primeira coisa a fazer é estudar o meio onde vem plantada, que pode ser tudo menos o meio adequado ao seu desenvolvimento. Acreditem, há pessoas capazes de tudo para vender. Assim sendo, aprenderá a reconhecer que cada planta tem necessidades específicas que começam pelo solo de onde retiram o alimento quotidiano. Em geral um bom conselho é ter um vaso com a mesma altura da planta, embora algumas plantas gostem de ter as raízes apertadas e em pouco espaço. E o substrato deve em geral ter três componentes: terra normal para plantas, algum meio arenoso ou semelhante que permita drenar bem e alguma matéria orgânica para enriquecer o conjunto. Verifique qual a composição na etiqueta da embalagem. Esta é uma regra perfeitamente válida: terra normal, areia e matéria orgãnica. Mas atenção, cada caso é um caso e por exemplo os cactos necessitam de uma mistura com pouca matéria orgânica e mais areia que impede o solo de ficar excessivamente húmido e assim apodrecer as raízes e um frangipani tropical exigirá muito um solo constantemente fertilizado e muita, muita água e principalmente sol. Sol. Este é o segundo elemento fundamental depois de termos cuidado do tipo de solo. A luz natural é o instrumento que permite ou não o desenvolvimento adequado do seu novo “animal de estimação”, ou seja, terá que determinar qual das suas janelas está virada a norte e aí muito poucas plantas resistirão, sobretudo durante o inverno;  e também qual a que está mais exposta ao sol porque nela certamente só consegue fazer vingar cactos e pouco mais. Alguém disse que no meio termo é que está a virtude? Pois bem, isto também se aplica às plantas. Coloque-as num local arejado, sem correntes de ar e que seja luminoso, sem ser à chapa do sol onde cozinhariam em fogo lento. Mais luz que sol, é o segredo. Com luz a mais ficam muito verdes, com luz a menos ficam um pouco mais pálidas. Depois do solo e do sol o mais importante é o alimento. Como regra, fertilize com moderação, todos os quinze dias por exemplo, excepto no inverno quando não fertiliza nada ou fertiliza uma vez por mês no máximo.  Com o tempo vai habituar-se a olhar para as suas plantas e a reconhecer quando é que estão precisadas da sua atenção. Que tipo de fertilizante perguntará você? Em geral encontra já tudo bem explicado nas embalagens, mas pode ficar com esta ideia geral: todos os fertilizantes tem no mínimo três componentes. Um é o azoto que alimenta as partes verdes; o fósforo que alimenta as raízes e finalmente o potássio que permite ter mais flores e frutos. Simples, não é? Bom, está simpli[...]



CÍCLAMES (em canteiros)

2014-09-16T10:56:47.471+01:00

Top of FormBottom of FormComo cuidar de um ciclaameCCComo cuidar de um CíclameA planta Cíclame própria do tempo frio, resiste de forma magnífica em locais sombrios onde outras plantas não conseguem sobreviver. Mas é necessário conhecer um ou dois segredos que farão com que os seus Cíclames cresçam e floresçam no jardim ou dentro de casa, de forma continuada e sem grandes preocupações. É mesmo uma planta fácil de manter, embora quase toda a gente deite o vaso fora no fim da estação, o que é no mínimo um desperdício de dinheiro, convenhamos!Cíclame em plena floraçãoVariedades de Cíclames Há Cíclames que se adaptam bem em canteiros de jardins, como os neopolitanum, e outros que se dão melhor dentro de casa, sobretudo se o clima exterior for muito frio. As regras para cuidar destes dois tipos de Cíclame são porém as mesmas, que passamos a detalhar. O Cíclame do tipo neopolitanum ou Cíclame cuja folha tem a forma de um coração, floresce no outono, reproduz-se continuadamente de ano para ano e por essa razão pode ficar no solo sem que seja necessário interferir na sua reprodução, para além de alguns cuidados que adiante referiremos. Os Cíclames multiplicam-se muito rapidamente e podem ser criados dentro de casa também, em recipiente adequado e neste caso, haverá que separar as plantas no fim da estação. Como separar Cíclames para propagar novas plantas Como referido, é possível deixar a planta no jardim e ela multiplicar-se-á durante anos com muita facilidade alargando a sua base, bastando para isso eliminar regularmente as flores e folhas que vão murchando. Quando a planta já está suficientemente grande, com uma pá bem limpa, corta-se pelo meio o ajuntamento das folhas, de cima para baixo, até separar a base em duas plantas distintas. É necessário fazê-lo com o maior cuidado para não danificar demasiado a planta original, separe abanando ligeiramente enquanto aprofunda o corte, para que as raízes se vão separando sem danos demasiados.Cíclame neopolitanumCíclames em Lisboa, na Avª. da LiberdadeNas zonas mais temperadas é possível deixar qualquer tipo de Cíclame no jardim, durante todo o ano, se bem que durante parte substancial do tempo eles desapareçam da vista sem dar sinal de vida. Continuam porém a desenvolver-se a partir do bolbo/tubérculo[1]que se encontra enterrado, nutrindo-o e preparando-o para a próxima estação. Se preferir, pode trazer a planta para dentro de casa num vaso, sobretudo nas regiões onde há mais frio e geada, e mantê-lo com folhas todo o ano, cuidando da planta como se de uma perene se tratasse. Nesse meio tempo o bolbo dividir-se-á em bolbos mais pequenos e cada um desses bolbos prepara-se para dar folhas e mais flores no tempo próprio, ou seja no outono e início do inverno. Desde que exista uma folha a brotar de um bolbo, este continuará a crescer e a multiplicar-se. Tratados desta maneira torna-se muito fácil criar e desenvolver várias plantas de Cíclame, no jardim ou dentro de casa. Se a planta estiver num vaso independentemente do local, há que manter o solo mais para o seco do que húmido. Uma regra muito útil é esperar que o solo seque um pouco à superfície antes de regar de novo. Retire as folhas velhas e amareladas, corte-as logo que vê que a planta está a preparar-se para um período de descanso, mas enquanto as folhas tiverem bom aspeto e estiverem verdes, com novos brotos a rebentar com facilidade, mantenha-a perto da luz, e [...]



BOLBOS (Tulipas, Jacintos, Amarílis, Scilas, etc...)

2015-05-26T10:44:28.284+01:00

É Fácil Cultivar BOLBOS!Desde que se respeitem algumas regras básicas, é fácil cultivar bolbos! Para além do colorido e da variedade das espécies disponíveis que dão grande vivacidade a um jardim, alguns bolbos podem inclusive ser plantados em vasos ou em contentores e, obedecendo a algumas regras essenciais, chegam a florir dentro de casa.LírioPara além de água, um bolbo não necessita de mais cuidados! Quando é de boa qualidade o bolbo contem dentro de si um mecanismo altamente desenvolvido de armazenagem de alimentos que, quando plantado no solo, o torna praticamente independente de tudo excepto de água.Mesmo após um período longo de dormência, sujeito à seca, à geada ou ao calor intenso, na Primavera um bolbo volta à vida e frequentemente repete o seu ciclo vegetal, ano após ano. Os bolbos podem ainda ser utilizados ao longo de todo o ano, dependendo do tipo de bolbo, o que permite manter um jardim constantemente florido.Tipos de Bolbos e Época para a PlantaçãoExistem três tipos de bolbos, consoante a época em que dão flor: Bolbos de Primavera, de Verão e de Outono. Alguns são bem conhecidos de toda a gente, mas conhecer melhor o respectivo ciclo de vida permite-nos planear e organizar com maior eficiência  o seu cultivo e duração. Em Portugal, os bolbos de Primavera mais populares são as Túlipas, os Narcisos, os Jacintos, os Crocus e os Alliums. Também os Amarílis e os Íris. Em comum, todos têm o facto de necessitarem de um período de frio debaixo do solo para que o relógio biológico inicie a contagem decrescente. Por esta razão plantam-se no fim do Outono ou no início do Inverno, após terem permanecido uns dias guardados no frigorífico e passam todo o Inverno sem dar sinal de vida. Quanto mais frio for o Inverno melhor para este tipo de bolbos. Em zonas de geada deve tapar-se o solo acima do bolbo com alguma proteção do tipo caruma, folhas secas, casca de pinheiro, etc. AmarílisOs bolbos de Verão em Portugal são as Dálias, as Begónias, os Lírios, os Gladíolos e os Jarros. Plantam-se no fim da Primavera e dão flor alguns meses depois. Dão-se bem em geral em todo o tipo de climas, mas como são pouco resistentes às geadas e aos Invernos frios, nas regiões onde as temperaturas são mais baixas, tiram-se do jardim e guardam-se. Depois da floração, espera-se até a folhagem ficar toda amarela, altura em que o bolbo armazena o alimento e só depois se cortam as folhas rentes ao solo. Tira-se o bolbo do chão e guarda-se num local fresco e seco, entre palha ou caruma, para voltar a ser enterrado na próxima estação.O bolbo de Outono mais conhecido é o Crocus e planta-se no Verão. Quando todas as plantas de flor iniciam o seu repouso, este bolbo enche-se de cor dando vida ao jardim.Como Comprar?Para além de ser indispensável respeitar o período indicado acima para plantar os bolbos, há ainda que conhecer a época em que devem ser comprados, para que não percam qualidades. Assim, os bolbos de Primavera devem ser comprados em Setembro, os de Verão compram-se no fim de Março e os de Outono compram-se no início do Verão. As grandes superfícies de do-it-yourself em Portugal começam a vender em regra por volta de setembro/outubro, mas atenção ao que vai comprar. leia sempre no verso da embalagem qual a melhor altura para plantar, não guarde o bolbo em casa mais do que um ou dois meses e cumpra com as instruções indicadas.Qu[...]



PEÓNIA (Paeonia lactiflora)

2014-09-16T10:57:39.516+01:00

Nome Comum: PeóniaFamília: Paeoniaceae (Família das peónias)Descrição:Planta herbácea perene com altura aproximada de 60 a 75 centímetros, possui ramos semi-lenhosos que por vezes se desenvolvem a partir de rebentos que crescem na base da planta (comummente conhecidos por 'ladrões'). Os ramos laterais desenvolvem-se proporcionando uma largura que chega aos 20 a 30 cm. As raízes são grossas e tuberosas. As folhas são recortadas, de cor verde escura por cima e acinzentada por baixo, ovaladas e em número de nove em cada seção, cada uma com pontas profundamente serrilhadas e pontiagudas.As flores surgem em cada ramo na primavera, em número variado e têm o feitio de uma taça com 8 a 12 cm de largura e 8 a 10 pétalas, podendo ter cor branca, rosa, vermelho ou salmão, com estames amarelos. Podem ser perfumadas ou não e quando atingem a maturidade, possuem uma cápsula na base que constitui o fruto onde as sementes se abrigam. Algumas flores têm pétalas dobradas.Muitas variedades possuem uma mancha roxa na base de cada uma das pétalas, proporcionando um efeito deslumbrante. Existem imensos cultivares disponíveis no mercado, embora em Portugal esta planta não seja muito fácil de encontrar nos viveiros mais conhecidos.Localização: Esta planta, também conhecida por Peónia Chinesa, provém da Ásia central, principalmente das regiões montanhosas da China, Mongólia e Sibéria.Cultura: Quando adquiridas com raiz as plantas devem ser plantadas com a cicatriz do enxerto abaixo da superfície uns 12 a 15 cm, para que as novas raízes se possam desenvolver com abundância. À medida que as flores murcham, deixe secar o cálice que contém as sementes, mas corte as folhas secas para que não atraiam fungos. Luz: Estas plantas necessitam de sol direto ou quando muito sombra parcial. Nos climas muito quentes, prefere alguma sombra nas horas de maior calor. Humidade: As peónias gostam de solo fértil, húmido mas bem drenado. Exigem água em abundância no período inicial de crescimento e devem ser fertilizadas no início da primavera, para que as flores possam ser grandes e em abundância. Toleram solos mais calcários.Resistência: Dão-se bem em zonas de clima continental moderado. Esta herbácea perene desaparece completamente no inverno e regressa de novo no início da primavera, necessitando de um período frio para voltar a emergir e florir de novo. Durante o período de frio dão-se bem com temperaturas abaixo dos 4,4º C por cerca de dois meses, o que em Portugal não acontece com frequência. Enquanto estão dormentes gostam mais do tempo frio do que quente, razão pela qual elas nem sempre dão flor e podem ser atacadas por fungos, justamente por causa do calor e da humidade. Por outro lado, nas regiões muito frias, deve cobrir-se o solo com folhas, caruma ou aparas de pinheiro junto ao caule, para proporcionar proteção às raízes. Propagação: a reprodução faz-se por semente, mas este processo leva 2 ou 3 anos a dar resultados que nem sempre correspondem à planta de onde as sementes provieram, por se tratar de cultivares. A melhor maneira de propagar peónias é dividindo as raízes tuberosas e replantar as divisões durante o tempo frio, nunca antes do inverno começar. Os chamados “olhos” devem ser plantados a uma profundidade de 5 cm, para que a planta não deixe de dar flor. Na primavera, as estacas retiradas dos caules mais tenros e que se encontra[...]



Mirabilis jalapa

2014-09-16T10:58:31.959+01:00

Nome Comum: Quatro da Tarde, Maravilha do Perú, Bela-da-noiteFamília: Nyctaginaceae Descrição: Esta planta tem o formato de pequeno arbusto, é perene, possui inúmeros ramos laterais e dá flor durante todo o verão. Pode atingir 60 a 90 cm tanto de altura como de largura e cada ramo possui folhas ovais e ponteagudas com cerca de 5 a 10 cm, que se localizam de forma oposta em cada lado do caule. As flores são muito perfumadas e podem nascer em cachos ou isoladas, com cores que vão do vermelho, rosa, amarelo, branco ou cor de vinho, podendo ter até mais de uma cor na mesma planta.As flores individuais tem um formato de sino, com cerca de 2,5 cm de largo e cerca de 5 cm de comprimento. Abrem ao fim do dia e murcham no dia seguinte, mas cada planta continua a produzir novas flores sem cessar desde o fim da primavera até ao início do outono. As raízes são tubérculos escuros que podem atingir 25 cm ou mais. Nas regiões mais quentes estes tubérculos chegam a pesar 18 kg. Localização:São originárias da América do Sul, mas hoje em dia encontram-se facilmente em qualquer parte do mundo e em Portugal chegam a crescer junto a passeios e nos jardins públicos, sem grandes cuidados. As Mirabilis são muito fáceis de cultivar e crescem rapidamente. Por outro lado, não têm praticamente infestações ou pragas, pelo que se desenvolvem com grande facilidade.Luz: Dão-se bem em zonas soalheiras, embora na sombra também se desenvolvam sem problemas. Humidade: No verão gostam de humidade regular, devendo ser regadas de três em três dias. No inverno deve reduzir-se as regas, bastando por vezes a água da chuva para que se mantenham vivas e em bom estado. Resistência: nas regiões mais frias do Norte do país e do Alentejo, são plantas anuais, devido ao gelo e geada. Devem ser plantadas de novo todos os anos para que cresçam saudáveis. Nestas localizações, para conseguir que se mantenham vivas durante o inverno, os tubérculos podem ser retirados do solo e guardados em vaso numa garagem ou viveiro. Mas em Portugal praticamente tal não é necessário, quando muito pode resguardar-se a planta com palha seca, casca de pinho ou mesmo uma tela porosa no solo e em volta do caule, durante os dias mais frios, para que volte a nascer como planta perene por muitos e muitos anos seguidos.Propagação: Pode ser propagada por semente no início da primavera, ou através da divisão de um tubérculo em qualquer altura do ano. Mergulhando previamente durante umas horas as pequenas bolas negras que constituem as sementes em água tépida, é possível obter uma germinação mais rápida e fácil. Se se pretender germinar uma Mirabilis especial de que se goste muito, pode desenterrar-se o tubérculo no fim da estação de crescimento e plantá-lo de novo no início da primavera, obtendo assim uma planta de melhor qualidade. Este procedimento porém é mais difícil em plantas grandes, que possuem enormes tubérculos, difíceis de extrair do solo inteiros e sem se danificar. Para compensar, as sementes obtêm-se facilmente no fim do verão após a queda das flores, que depois de secas deixam uma bolinha preta no seu pedúnculo. Se nada se fizer em princípio nascerão novas plantas a partir das sementes desde que caiam num solo fértil, sendo que estas demorarão um ano até atingir uma dimensão adequada no jardim e dois anos a dar flores.  Aplicação:As Quatro-da-Tarde s[...]