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Gado Bravo



Nunca se conseguirá ser sábio se primeiro não se foi traquinas. Jean Jacques Rousseau



Updated: 2018-03-06T04:05:30.416-01:00

 



Último aviso aos menos atentos

2008-10-17T17:07:49.303+00:00

Para quem ainda continua a comentar por aqui, um último aviso:

Este pasto jaz abandonado há meses, por efectiva deserção da manada, que se perdeu algures por entre o nascimento de sucessivos bezerrinhos.

Quem procura alternativas, por favor, espreite em http://www.ailhadentrodemim.blogspot.com/.



Açores

2008-05-28T09:25:43.884+00:00

(embed)

Como todos nós, açorianos, já ouvimos estas perguntas vezes sem conta....



Novo pasto

2008-05-22T01:36:10.546+00:00

Porque este pasto anda muito abandonado, resolvi mudar de ares e procurar erva mais fresca. Agora, é mais fácil encontrar-me a pastar n'A ilha dentro de mim. Até lá!



A Montanha vai parir electricidade

2008-02-14T01:54:20.710-01:00

«Dentro de seis meses 88 moradores do núcleo urbano do Lajido de Santa Luzia, inserido na paisagem protegida da vinha do Pico, vão ter electricidade, uma promessa com mais de 20 anos.
Na cerimónia de assinatura do protocolo entre o Governo açoriano e a empresa de electricidade dos Açores (EDA), na ilha do Pico, a secretária regional do Ambiente e do Mar adiantou que o projecto, apresentado em Outubro, está orçado em 519 mil euros e exigiu cuidados especiais por se tratar de uma zona de paisagem protegida.»

A notícia é da agência Lusa e confesso que me deixou envergonhada. Se não me engano nas contas, já estamos no ano de 2008, mas ainda há tantas casas sem luz na ilha do Pico que mais parece um regresso ao passado.

Mas a notícia não acaba aqui. Como se não bastasse a boa nova vir com décadas de atraso, este projecto do Governo ainda consegue deixar 11 casas sem luz naquele lugar. Segundo a secretária regional do Ambiente, citada pela agência Lusa, «apesar das onze casas em questão estarem a escassos metros do núcleo urbano desta zona "não é possível, nesta fase, atender a esta reivindicação", uma vez que isto "duplicaria os custos do projecto".»

Em alternativa, Ana Paula Marques explica que «os moradores que não estão abrangidos pela electrificação podem recorrer aos programas de apoio às energias renováveis disponíveis para instalarem painéis solares ou outras formas de obtenção de energia eléctrica».

A notícia da Lusa diz ainda que a secretária anunciou ainda que «estão a ser elaborados os projectos para avançar com a electrificação de mais cinco núcleos urbanos inseridos na paisagem da vinha do Pico, investimentos orçados em mais de um milhão de euros» e que, entretanto, o Governo Regional assinou um protocolo com a EDA para electrificar a Casa da Montanha, um projecto orçado em 180 mil euros».

Pois é, enquanto o Governo espera pelos projectos milionários e os moradores pela electricidade de São Nunca, os turistas e caminhantes vão ter luz para se poderem aventurar na Montanha. São as prioridades dos nossos governantes!



À tona do Mundo

2008-02-13T02:56:33.146-01:00

(image)

A notícia chegou-me via A Origem das Espécies e deixou-me verdadeiramente satisfeita. O fotógrafo Rui Xavier, agora também realizador, acabou de ser distinguido como uma menção honrosa no Festival de Berlim pela sua curta-metragem Superfície. Depois de ter sido o primeiro vencedor do Prémio de Fotojornalismo Visão/BES, o Rui aventurou-se no grande ecrã e já está a ganhar. Não há dúvida que o talento quando trabalha é recompensado.



Genuína Homenagem

2008-02-13T02:42:25.162-01:00

(image)
Copyright © 2007 Genuíno Madruga


Genuíno Madruga foi o primeiro português a dobrar o Cabo Horn. O mundo açoriano rejubilou perante a proeza de um conterrâneo destemido, que soube tirar proveito da vantagem de nascer com "os ossos mergulhados no mar".

Ao pescador-velejador cujo coração se divide entre a labuta diária e a sede de aventura, os meus sinceros parabéns pela proeza cometida, digna de merecido tributo.


Que a viagem continue em grande!








Feliz Ano Novo!

2008-01-04T20:20:39.420-01:00

Votos de um excelente 2008 a todas as vaquinhas e bois que frequentam este pasto! Que o próximo ano nos traga mais e melhores pastagens...



As ilhas de Urbano Tavares Rodrigues

2007-12-04T01:55:31.527-01:00

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Um feliz acaso me fez mergulhar nas páginas do novo livro de Urbano Tavares Rodrigues. Pelo meio de uma prosa fresca e escorreita, que nos faz viajar no tempo e no espaço, encontrei esta pérola.


“Sabe Deus quanto eu amo estas ilhas, o seu povo crente, ingénuo e fraterno, este clima tão variável, com brumas e chuvas cariciosas, a luz que espia por detrás das nuvens e todas estas flores, os picos vulcânicos, as secretas lagoas que foram crateras, o verde por todo o lado, as tranquilas vacas roendo esperanças nas suas pastagens”. (in pág. 61 e 62, “Os Cadernos Secretos do Prior do Crato”, de Urbano Tavares Rodrigues)


Podiam ser minhas estas palavras, mas o mestre escreveu-as primeiro. A mim resta-me recomendá-las a quem tiver uns momentos para mergulhar nas páginas d'Os cadernos do Prior do Crato. Lê-se de um folêgo. Mas no fim queria-se mais.




Açores no topo da qualidade

2007-11-03T11:03:12.970-01:00

"A revista National Geographic Traveler elegeu o arquipélago dos Açores, como as segundas melhores ilhas do mundo, atrás das ilhas Faroé, na Dinamarca. No artigo Best rated Islands são avaliados 111 destinos por 522 peritos em turismo sustentável.
Os Açores obtêm 84 em 100 pontos, sendo definidos como "sítio paradisíaco, com construções bem conservadas, natureza respeitada e habitantes sofisticados, cuja maioria já viveu fora". Os caprichos do clima "impedem" a massificação de turistas seduzidos "pelas montanhas vulcânicas, pelos vales verdejantes das Flores ou pelas baías da Terceira".
O arquipélago da Madeira surge em 70.º lugar, com 61 pontos. Apesar da reputação de turismo de alta qualidade, belos cenários, magníficos jardins, canais de água antigos, religiosidade marcante e o charme do fado, a Madeira sofreu como o desenvolvimento massivo da hotelaria e dos edifícios demasiado altos, referem os especialistas.
Foram seleccionados os destinos em risco de ceder à pressão turística e que conseguiram encontrar um equilíbrio. O restante top 10 inclui, e por ordem, Lofoten, na Noruega, Shetland, na Escócia, Chiloé, no Chile, Skye, na Escócia, Kangaroo, na África do Sul, Mackinac, nos EUA, a ilha da Islândia, e Molokai (Hawai), nos EUA."

Mais em http://www.almadeviajante.com/

Não é que nós já não soubessemos que os Açores são um paraíso, mas é sempre bom ver isso reconhecido pelos peritos! :)



50 Anos do Vulcão dos Capelinhos

2007-09-26T21:26:04.578+00:00

(image)


Há 50 anos atrás, a lava surgiu do mar. Para temor de uns e fascínio de outros, nasceu aquele que é um dos vulcões mais importante no mundo da vulcanologia mundial.




Nisto conseguimos ser bons!

2007-08-21T00:56:52.538+00:00

«A cannabis plantada na ilha do Pico, Açores, está entre as melhores da Europa, de acordo com a classificação de sites holandeses especialistas no tema. O clima húmido e o solo vulcânico garantem a sua boa qualidade, pelo que o número de plantações ilícitas tem vindo a crescer na região.»

in Diário de Notícias, 20 de Agosto de 2001

http://dn.sapo.pt/2007/08/20/sociedade/cannabis_ilha_pico_esta_entre_melhor.html in



A vida num segundo

2007-08-16T15:20:02.798+00:00

Quanto vale um segundo na vida de um homem? Um milhão? Dois milhões? Poderá um segundo valer uma vida? Poderá a vida morrer num segundo?



«O mundo de quem tem filhos»

2008-01-20T23:42:58.299-01:00

«Dizem que a maternidade muda as mulheres. Mas esta frase, quando dita, parece mais uma crítica do que um elogio. Costuma vir em tom mais ou menos pejorativo, geralmente referindo-se a alguém que deixou de se dedicar cem por cento ao trabalho, ou cem por cento aos amigos, ou cem por cento ao mundo lá fora.Antes de ser mãe, ouvi esta frase muitas vezes, geralmente vinda da boca de colegas homens (e sem filhos), que me tentavam explicar porque “fulana” ou “sicrana” estava diferente. “Quando fores mãe, também te vai acontecer o mesmo”, diziam-me em tom de aviso, como que a alertar-me para não me meter nisso, porque a maternidade seria mais ou menos incompatível com tudo o resto.Entretanto, ignorando os avisos e os conselhos aparentemente inofensivos, também eu decidi ser mãe e experimentar esse lado “radical” da vida.Passou pouco mais de um ano desde que nasceu o meu primeiro filho, mas a minha curta experiência de maternidade é já mais do que suficiente para constatar que também eu estou diferente. Mudei sim, mas para melhor. Muito melhor!Durante o primeiro ano de vida do meu filho, aprendi a olhar o mundo de outra forma. Descobri a beleza de um sorriso, o deslumbramento de um gesto, a graça de uma gargalhada, a emoção de cada descoberta. Mas também descobri o medo do futuro, aprendi a espreitar os perigos e a relativizar os fracassos.Com a maternidade, aprendi sobretudo que os dias são para viver um de cada vez, numa sequência inesgotável de afectos, alegrias, expectativas e frustrações. E percebi que o mundo ganha outra dimensão quando deixamos de pensar no futuro como se ele fosse certo e imutável.Hoje, continuo a querer fazer todas as coisas de que antes gostava. Não abandonei os meus sonhos, nem tão pouco os meus projectos. Apenas dei uma ordem diferente à minha lista de prioridades.Agora, o meu filho é quem mais ordena lá em casa. Não porque lhe faça todas as vontades, mas porque o seu bem estar se tornou no mais importante.Não sou uma mãe obsessiva, mas isso também não quer dizer que seja uma mãe desatenta. Sou apenas uma mãe prática, como diz a ama do meu filho. E ser prática significa ser eficaz, não perder tempo com coisas acessórias e concentrar as energias no fundamental. Ora, na maternidade o fundamental é o amor.Pode parecer frase feita, mas a verdade é que com amor e carinho tudo se cria. O dinheiro desaparece depressa, mas também se estica miraculosamente. A roupa pode ser grande, mas depressa fica curta. O choro costuma ser forte, mas a gargalhada consegue soar mais alto. E mesmo quando a energia é pouca, a força nunca se esgota.É um mundo em constante mudança este da maternidade. É um mundo que não nos deixa indiferentes, nem iguais. Aprendemos, mudamos, crescemos. E tudo se torna mais significativo.Hoje, percebo melhor o sofrimento de uma mãe que perdeu um filho, emociono-me mais com a violência infantil, incomoda-me mais a ausência de uma boa política educativa, choca-me mais a falta de cuidados materno-infantis, horroriza-me mais o desprezo que os sucessivos governos votam à família.Volta e meia, lembro-me das vezes em que me disseram que a maternidade muda as mulheres. Tons pejorativos à parte, não posso deixar de concordar. Mas não muda só as mulheres, pois também os homens não lhe ficam indiferentes. Seja porque os assusta, porque os deslumbra ou porque os faz descobrir a paternidade, com tudo o que de bom e de mau vem associado.Definitivamente, o mundo de quem tem filhos é diferente. E só quem não os tem é que não consegue perceber isso.»Lídia Bulcão, in Tribuna das Ilhas, 6/7/2007[...]



Um Banco para cada dois faialenses

2007-06-27T19:46:35.943+00:00

Poucas semanas passaram sobre a inauguração do primeiro balcão do BPI na ilha do Faial e o pequeno burgo já fala na entrada de dois novos Bancos no mercado faialense. A ver pela quantidade de instituições bancárias já instalados no mercado local – Millennium BCP, Caixa Geral de Depósitos, BCA, Caixa de Crédito Agrícola, Caixa Económica Misericórdia de Angra do Heroísmo, Santander Totta e BES – parece que o dinheiro se está a multiplicar de forma astronómica na cidade-mar.

Bem sei que a Câmara do Comércio dos Açores já afirmou publicamente que a Horta é a cidade com maior índice de crescimento económico da região, porém, também sei que esse crescimento ainda está muito longe de dar lucro.

Não é que seja contra a abertura de mais dependências bancárias na ilha. Mas se não há muito dinheiro disponível no Faial, o que procuram então os novos bancos? O que está por detrás deste repentino interesse num mercado que vive essencialmente de serviços e que tem pouco mais de 15 mil habitantes?

Num mercado aberto e competitivo como o de hoje, os bancos que ali estão há décadas – como o Millennium BCP, a CGD ou o BCA – não podiam ficar sozinhos muito tempo, mesmo que os seus serviços fossem fantásticos. Mas, ainda assim, acho que não é normal esta corrida desenfreada para abrir novos balcões na Horta, que está muito longe de ser um pólo de desenvolvimento económico que alimente fortunas.

Diz a lógica do mercado que nenhum banco quer abrir um balcão para perder dinheiro, muito menos nos dias de hoje, quando se pensa no lucro antes de qualquer outra coisa. Ora, não havendo fortunas para forrar as contas que os novos bancos querem abrir, há então o quê? Não tenham ilusões, porque a resposta a esta pergunta só pode ser uma: se não há dinheiro, então é porque há falta dele. Ou melhor, é porque há muita gente disposta a pagar – e caro – para o obter.

Depois de ter sido a cidade que mais polícias tinha por metro quadrado, hoje já corre à boca pequena que a Horta é a cidade portuguesa que tem mais pedidos de crédito. Por coincidência, ou não, em breve será também a cidade que mais agências bancárias tem por habitante. Até já consigo ver os políticos locais, na próxima campanha eleitoral, prometendo fazer tudo para que a ilha tenha “um Banco para cada dois faialenses”.



"Um colo estrangeiro"

2007-06-24T22:05:49.336+00:00

“Mas foi apenas há um ano e meio que Paula, 38 anos, e Stefan Brune, 39, conheceram os irmãos, de 10 e 11 anos, e lhes perguntaram se queriam viver com eles, na Alemanha. (…) Nascidos na região do Porto, foram retirados aos pais após muito tempo de negligência e maus tratos.
(…)
“mais de metade dos menores que hoje aguardam novos pais (…) «têm mais de 7 anos e problemas de saúde ou só podem ser adoptados com os seus irmãos, em grupos de duas, três ou mesmo cinco crianças», explica Graciete Palma da Silva, 62 anos, coordenadora do Gabinete Técnico de Adopção Internacional.
É por isso que o tempo médio de espera por uma criança é, actualmente, de cinco a seis anos. Quando existe outra abertura, o processo torna-se mais rápido. Foi o que sucedeu com o casal Brune: «Os serviços portugueses resolveram tudo em dois meses».
(…)
A máquina começou a desbravar terreno entre os cabelos rebeldes de Filipe. À medida que as madeixas caíam no chão, rolavam também as lágrimas pela cara da sua mãe adoptiva. O couro cabeludo do menino estava coberto de cicatrizes. «Só olhando para as maiores, contei 27…», recorda Paula.
Nos primeiros meses a adaptação foi difícil. (...)
Um ano e meio depois da mudança dos irmãos para a Alemanha, é difícil imaginar uma família mais cúmplice. Quem observe Carlos e Filipe a passear de bicicleta pelas ruas floridas da pequena cidade alemã (que não identificamos, a pedido da família), a contar as aventuras das suas férias em Praga e no Egipto e a chamar carinhosamente pela «mãeiii» ou pelo «papi», só verá alegria – é como se uma borracha tivesse apagado todas as suas negras experiências.”

Ana Navarro Pedro, Isabel Marques da Silva e Patrícia Fonseca, in Visão de 21/06/2007

Era óptimo que existissem mais pessoas como estas...



"Vulcão Aberto"

2007-06-23T19:05:50.493+00:00

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Em ano de grande aniversário do Vulcão dos Capelinhos, está para sair um novo livro. "Vulcão Aberto", como fotos de António Silveira e texto de Maria do Céu Brito.
O lançamento do livro é já na próxima sexta-feira, dia 29, no Centro do Mar da cidade da Horta, pelas 21h30.
Quem me dera poder lá estar...



Cahier de Bord

2007-06-25T16:55:36.687+00:00

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Por vezes, a veia é mais forte do que a vontade. A Gata Preta foi-se embora, mas a nossa Caiê está de volta, agora em Cahier de Bord. Outro mundo, outro imaginário, mas o mesmo olhar. A não perder!





Novo mapa de Portugal

2007-06-25T16:53:52.403+00:00

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Entre as centenas de Junk mail e piadas secas que diariamente nos invadem o mail, às vezes encontram-se coisas curiosas. A última foi este mapa de Portugal actualizado pelo actual governo. Muito pertinente!







Não há longe sem distância

2007-06-04T01:59:01.115+00:00

Richard Bach dizia que "não há longe nem distância". Mas a verdade é que não há longe sem distância. Afinal, a lonjura não é mais do que a consciência de que o nosso desejo não depende apenas da nossa vontade para se realizar.



1 Comentários

2007-05-10T13:30:24.905+00:00

Olá!!!! Consegui, já cá estou dentro...demorei mas cheguei!!!

Até breve...

Bjks



Volta Caiê!

2007-05-04T02:29:13.795+00:00

Ainda não estou em mim! Fui dar uma espreita ao Mundo da Gata Preta e fiquei a olhar como parva para o letreiro com a palavra FIM. Será que vais mesmo privar-nos desse mundo felino, onde a realidade se confunde com a ficção? Espero que seja só um desabafo. Afinal, fins há muitos. E geralmente são apenas o princípio de outra coisa qualquer. Fico, portanto, à espera dessa qualquer outra coisa. Até já!



«Apagar o passado é desprezar o futuro»

2007-05-04T02:01:48.142+00:00

«Algo vai mal na imprensa faialense. Muito mal mesmo, a ver pelos sucessivos encerramentos dos seus periódicos. Depois do centenário jornal “O Telégrafo”, foi agora a vez de “O Correio da Horta”, que imprimiu a sua última edição há pouco mais de um mês. Depois de décadas a disputarem os mesmos leitores, os dois históricos diários faialenses não resistiram ao raiar do novo século. Sinais da idade? Ou dos tempos?O matutino “O Telégrafo” morreu com mais de 100 anos. Se fosse uma pessoa, poder-se-ia dizer que era uma bela idade para morrer. Mas sendo um jornal, é no mínimo preocupante pensar que se deixou morrer um título que durou mais de um século.Já “O Correio da Horta” – o último vespertino que se publicava em Portugal – morreu aos 76 anos. É certo que ultrapassou a esperança de vida mínima em Portugal, mas podia ter tido muito mais anos pela frente.Apesar da idade avançada, não podemos dizer que estes jornais pereceram de morte natural. Diz-se que a doença há muito os minava. À boca pequena, sempre ouvi falar que sofriam de “cancro” – de origem financeira, não operável. Mas será que este “cancro” não era tratável? Custa-me a crer na ausência de tratamentos fiáveis, ainda que algo dolorosos ou prolongados.Em ambos os casos, alegou-se falência. Palavra forte, pesada, que geralmente implica encerramento imediato e sem retorno. Mas o que estará por detrás destas falências? A pergunta é minha, mas podia ser de qualquer faialense. Muito já a terão mesmo formulado, ainda que à boca pequena, na intimidade das suas casas ou por entre as mesas do café.O que estará por detrás dessas falências, perguntava eu. Dívidas acumuladas? Má gestão? Fraca qualidade dos produtos? Falta de publicidade? Ausência de leitores? Excessso de concorrência? Falta de interesse da sociedade local?Qualquer uma destas justificações seria suficiente para justificar o fecho de um jornal. Especialmente se uma delas se conjugar com outra, tão ou mais forte do que a primeira. Afinal, um jornal pode ter dívidas acumuladas porque houve falta de publicidade e má gestão. Ou porque houve excesso de concorrência e o produto não tinha qualidade suficiente. Ou porque havia má gestão e falta de leitores. Ou simplesmente porque a sociedade local não estava minimamente interessada em lê-lo.Qualquer uma das combinações que enumerei é verosímil. Algumas podiam até ter justificado o encerramento de ambos os jornais há muitos anos. Então, porquê agora?O fechar de um ciclo político podia ser a resposta, mas já muitos ciclos políticos se fecharam ao longo das últimas décadas e os dois jornais continuaram a existir. Podia dizer-se que a Igreja – proprietária de “O Correio da Horta” – perdeu poder, mas há muito que as igrejas açorianas se têm vindo a esvaziar e nem por isso o clero deixou de pregar a sua fé. Também podíamos pensar que as entidades locais deixaram de se preocupar com a sua terra, embora nunca o nível de preocupação (ainda que aparente) tenha sido tão alto. Resta então perguntar: o que falhou? A resposta podia ser simples. Podia, mas não é.Tenho a certeza de que a sociedade faialense se preocupa mais do que nunca - com os seus filhos, com os seus negócios, com as suas propriedades, com a sua saúde, com o seu corpo, com a sua imagem. Preocupa-se tanto que se esqueceu do essencial: o futuro.O encerramento dos jornais “O Telégrafo” e “O Correio da Horta” veio provar[...]



Movimentos sem fé

2007-03-25T19:32:53.023+00:00

"Viajamos para o que podíamos ser. Talvez já não chegue para a fé mas ainda não chega para uma bala. A grande fé é imóvel, é o próprio movimento, eis tudo. São os infiéis que inventam o movimento."

Alexandra Lucas Coelho, in Público de 23/03/2007



Já tá

2007-03-22T18:12:17.447-01:00

Já está feita a mudança minha querida elbravinha.....

Bjs



New Blogger só chateia

2007-03-22T00:32:18.675-01:00

Por ser novo, devia facilitar o trabalho dos bloggers. Mas, ao invés disso, o New Blogger só nos chateia a cabeça e complica as coisas simples. Para já, gostava de saber o que é que o New Blogger tem contra acentos, aspas, cedilhas e outros que tais?

(E não vale dizer que a culpa é do alfabeto português, que usa muitas coisas estranhas ao básico inglês)