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DHYANA



Aqui no Templo o desejo cresce, estende-se, inflama. Verte. Obligado/Zapata



Updated: 2018-03-06T06:17:02.603+00:00

 



51 Comentários

2008-04-05T19:18:51.809+01:00

(image)

Arrancada do carro e ser fodida violentamente. Por isso, ontem a noite saí sem cuecas...



ATÉ AO PROXIMO SONO

2008-03-25T21:56:11.887+00:00

É a noite que vos sinto
é a noite que vos oiço.
Aqui na casa onde não minto,
aqui nas trevas do meu próprio sono.

Aqui, nas trevas do meu próprio sono
onde vós fantasmas, me visitam vivos,
em riso, vão falando calados
na língua prima dos recém-chegados.

Na língua prima dos recém-chegados,
viajantes de longe que não lavei os pés,
que não dei de beber e não beijei a tez,
me perguntam, porque foram renegados?

Me perguntam porque foram renegados,
se foram sementes e foram semeados
e fecundos eram, na terra fecunda,
porque não foram regados?

Me perguntam, porque não foram regados
sendo frutos do mesmo ramo?
Mensageiros da nova perdida,
agora e para sempre velados.

Os umbigos na pele trigueira,
são redondos espelhos do meu,
os negros caracóis cintilam,
grandes corações trovejam
e belos olhos brilham.

E em riso vão falando calados
na língua prima dos recém-chegados.
E em lágrimas vos falo calada
na língua prima dos recém-chegados.



O FÁCIL e O DIFICIL

2008-03-19T22:56:51.979+00:00

(image) Ferir é tão fácil. Difícil, é sermos corajosos o suficiente para admitir os nossos erros e principalmente corrigi-los. Amar o suficiente para honestamente reconhecer que desiludimos alguém e necessitamos do seu perdão para desaguniar, é qualquer coisa de nobre e verdadeiro. Imprescindível. Fácil, é sermos orgulhosos que nem conhecemos mais o poder de um simples pedido de desculpas e pensarmos que não precisamos de perdão de ninguém.



DOR

2008-03-14T16:27:28.253+00:00

(image)

Como vencer uma dor que não se sente mas que se ouve,
que nos fala com culpa desculpando,
que é tudo e está em tudo,
que é a nossa sombra mesmo no escuro
e a nossa voz quando calados?









DIVINA BESTIALIDADE

2008-02-02T01:59:24.523+00:00

Merda! É o meu único e mais urgente pensamento, enquanto travo uma batalha terrível com as estúpidas calças que teimam em não sair. Ah mas luto, luto estoicamente e venço este exército de fibra e algodão, que se me esfregam na fenda, com os teus dedos à mistura, e arranco-as de mim com tamanha violência que aterram desastradamente na lareira e as tuas no chão. Finalmente nus, ajeito os quadris no teu colo, deixando-me cingir nos teus braços e enterro o rosto no teu pescoço, onde pequenas veias palpitam excitadas e inspiro fundo, bebendo-te o cheiro másculo e florestal, esfregando-me no teu peito, roçando os mamilos nos teus, o que me deixa mais molhada, e me faz afastar e colar a boca na tua, para um baile de línguas, com apalpões à mistura, quando sinto uma subtil dentadinha, nos hirtos mamilos e outra mais afiada a seguir... Quase desfaleço com tamanho tesão. E fazes amor com os meus seios, envolvendo-me os mamilos com a sagacidade de um felino, como se mos quisesses engolir, enquanto vou-tos enfiando para dentro da boca, ora com a mão, ora projectando-me em total abandono. Mas o que quero, são os teus dedos que procuro e enfio entre as pernas, e ponho-me a afagar a racha com eles, e os meus, mantêm seguro o teu incorrigível pénis, que também vou acariciando, afagando, amassando e entesando cada vez mais, enquanto vais tremendo e bramindo como um fera enjaulada, correspondendo com cinco dedos, entalados na minha vulva, e começo a foder-te a mão, lambendo-te os dedos da outra furiosamente, besuntando-os com saliva, e nos teus ouvidos, que trinco e beijo, digo a arfar: mete-mos no cu. Mete! Assim fazes e uns quantos escorregam-me para dentro deliciosamente. E ainda a desfrutar esta sensação, elevando-me e enterrando-me para melhor te sentir, outra mais forte me invade e faz gemer obscenamente: o teu falo também escorregou para dentro da minha escancarada rata! Ah, como é bom! É bom demais! Como sabe bem esta dual satisfação! Ergo os braços no alto da cabeça, arqueando as costas, oferecendo-me para ser fodida, com o rabo empinado a balançar lascivamente, quando decido segurar nas minhas próprias nádegas, afastá-las e abri-las, arreganhando-me toda para ser ainda mais penetrada, e tens a brilhante ideia de dedilhar-me dentro do cu! É como ter três paus aí entalados e cada um se mexer separadamente! Acabo de ver a minha compostura a fugir da sala! Com a graciosidade de uma puta, fodo e deixo-me foder pelos dois lados, sugando-te os dedos por um, tragando-te o falo maciço por outro, friccionando o clítoris indecentemente, pois não caibo em mim, e tu, ó tu, investes mais e mais nas tuas bélicas estocadas, prometendo-me uma boa foda, com a mão quente a serpentear-se-me na boca do estômago, sacudindo-me o corpo todo, em belos e terríveis espasmos. Mete mais! Desespero. Pede! Provocas. Oh mete! Suplico. Tira! Endoideço. Não, não tires... Tira! Mete, mete por favor! Tenho a cona a latejar! O cu a contrair-se-me impiedosa e graciosamente! E esta sucção... Deuses! Enlouqueço lúcida na minha loucura e berro com pompa, e divina bestialidade! A todos que por aqui passaram e continuam a passar, acariciando-me com palavras amavelmente escritas. A todos os que não respondi aos comentários, e não visito há séculos, peço-vos perdão, os motivos foram alheios à minha vontade.Que os vossos sonhos sejam lascivamente realizados ;)[...]



TU

2007-12-21T19:18:26.402+00:00

(image)

Aproveito a solenidade do Natal, não para celebrar o nascimento de Cristo, mas para celebrar amizade. Esse imenso e terno sentimento que nutro por ti. Não te saberia dizer quando começou, nem quando passaste de uma "desconhecida-arrogante" para essa pessoa que me és agora, em quem penso nos melhores e nos piores momentos da minha vida, em quem confio sem saber porquê, por quem fico triste quando sofre e contente quando a sua felicidade me chega através de belos textos (justificados e sem erros.) em fundos misteriosamente negros ou através do mais sincero e esplendoroso sorriso. O mais importante: quem me reavivou a paixão pela escrita, fora da covarde segurança do meu diário, e quem pela primeiríssima vez, analisou com olhos letrados, apreciou com coração, corrigiu com razão, e criticou com uma certeira intuição. É algo que nunca mais esquecerei e guardarei no orifício mais cavernoso do meu tumultuoso coração, para me alimentar e sustentar a alma, servir-me de combustível de impulsão, para emergir quando estiver lucidamente submersa no "lamaçal neurótico da minha pestilenta incriatividade". Tens um poder enorme sobre mim e não o sabes. Os textos só são "textos" quando a "maluca responsável" diz que sim. Isso é um poder enorme que me faz quase temer-te, recear ansiosamente o teu julgamento, mas sem poder passar sem ele; é como temer a verdade crua da minha própria consciência. É ver através de mim. Isso é bom porque a consciência não mente e TU não mentes. Perdoarás com certeza, este meu momento de confissão, esta minha nudez mental perante ti, mas a brutalidade das minhas emoções não iria permitir-me um discurso coerente e dizer-te tudo isto pessoalmente, por isso escrevo-te, e cada frase é um reconhecimento, cada linha, uma recompensa.
Feliz Amizade em todas as línguas.

ps: recear com ânsias?! Só eu!!!
pps: esquece o Pulitzer! Que venha o Nobel porra!
ppps: publiquei.
pppps: obrigada pelo presente. a primeira página está cheia e o "ensaio" anda à passos firmes. O primeiro capítulo já está. Fervo amiga! Fervo e estou a adorar!



EPICENTRO UTERINO

2007-11-14T18:24:28.172+00:00

(image)


Como poderiam os meus dedos preencher todos as ranhuras da minha cona que a estas alturas queima-me as pernas, pinga de tão encharcada, dilatada de tanto levar com os meus dedos?! Mais um bocadinho enfio a mão toda e fodo-me até a morte! Ah... mas também não te fazes de rogado quando te abro a porta e enrosco-me a ti na maior das indecências, comendo-te a língua, e deparo-me com o teu membro que ao primeiro toque ergue a cabeça e fareja descarado. Não precisa que lhe indiquem o caminho, sabe perfeitamente onde quer ir, por isso tiro-o todo cá para fora e é incrível como me enche as mãos, e aproveito para encher a boca também. Quase que o engulo todo! Enfia-se-me na boca para voltar a sair, todo lambuzado, e eu não acredito que continua a crescer! Desfaço-me da roupa rapidamente, sento-me na borda da cama e começo a mamar outra vez, a afagar-te os tomates, o rabo, as pernas, e como quero ser mamada também, amando-te para a cama sem te soltar o mastro e enterro-te a cona na cara, abrindo as pernas e a as tuas também, enquanto ma varres com a língua e vais enfiando dedos obrigando-me a parar de mamar de boca aberta, ou a mamar e gemer porcamente, e pedir que me fodas. Fode-me por favor! Fode-me já! Percebes que já estou a desesperar, mas antes, metes-te em cima de mim, quase sentado na minha cara, com os pintelhos a roçarem-me as bochechas e fodes-me antes a boca, ora com a mão na parede, ora na minha fenda, a dedilhar furiosamente... e estou a adorar ter-te nesta posição, e vou-te arrancando gemidos, e nas pausas, as nádegas. Não fico assim muito tempo, mas o tempo suficiente para te deixar a ferver e sem mais empurro-te, faço-te deslizar sobre mim... e beijo-te até perder o fôlego. Mas agora estás pronto e sem cerimónias metes-me o pau na mão! Mandas-me enfiá-lo dentro de mim! Mete, mete tu mesma, queres não queres? Diz que queres! Vais dizendo a arfar. Ah, mas é uma ordem que eu cumpro com um sorriso maroto na cara, mas antes esfrego a cabeça redonda e calva do teu belo mastro, dou-lhe a cheirar a cona, enfio só metade e fecho as pernas entalando-o; com isto ruges como um animal fazendo força com as pernas, escancarando as minhas e num ímpeto tenho os joelhos a tocarem-me os seios... e o falo se enfia todo de uma vez e tapa-me o buraco completamente... Sinto aquela maravilha irada a fremir, a vibrar, a entalar-se-me na racha, quase me parto ao meio ao abrir-me ainda mais para o receber, embatendo em ti, com as ancas erguidas e entregues, quando sinto todo teu corpo a sacudir-se intensa e violentamente, e neste epicentro uterino recebo uma palmada e venho-me sumptuosamente.



AVIDEZ PÉLVICA

2007-10-25T11:45:17.061+01:00

(image) De: Roberto Fenanti

Na minha lúcida leviandade, enlaço as pernas no teu pescoço, refém do meu devasso apetite, servindo-te a minha rata em bandeja. Toda cheia de graça! Molhada e desabrochada, desembrulhada tal ostra em concha aberta, que é fogosamente envolvida pela tua boca enquanto saboreias lentamente, provas com prazer, degustas-me tão intensa e obscenamente a vulva, que se põe em riste e pulsa, arrebatada de tesão, encarcerada na tua boca, avolumada, espantosamente inchada e pronta. Decidida, como que convocada pela voz da autoridade, começo o menear das ancas, embatendo em ti, na tua boca, na tua língua, no teu rosto, com a força de uma arma de arremesso, enquanto chupas, sorves, sugas, absorves, devoras e dedilhas-me com destemor de um pianista, tecendo melodias com gemidos e golfadas de ar quente. Mas quero-te domado, debaixo de mim e assim te tenho, estendido e inteiriçado, com fogo nos olhos, as mãos nas minhas ancas, o teu falo inteiro dentro de mim, grosso e grave; compacto e corpulento; colossal; deslizando sem impedimentos, escorregando sem restrições, penetrando completamente absorvido, com gula aspirado, totalmente tragado pela minha fenda que o atrai para dentro ao mesmo tempo que o empurra para fora, num entra e sai insidiosamente tentador, fazendo-me agarrar e prender com força e indecência os mamilos, ... e com primor cavalgo em ti numa maravilhosa avidez pecaminosamente pélvica.



EXCREMENTO e ILUSÃO

2007-10-12T13:28:57.533+01:00

(image)
O perfume da minha incriatividade fede no ar,
Pestilento e maravilhosamente morto.
Um lamaçal neurótico, tardiamente reconhecido,
na feliz arrogância de um ignorante,
altivez insolente de um novato!

Da mente fendida, apenas bílis e pus,
matéria purulenta, real e iminente.
Obscenamente quieta, estagnada e imunda,
numa corrupta micose visceral.

Os ditos de ontem, flores no campo,
arrostados hoje, peste e podridão.
Fecundante de quinta sou,
sem préstimo, nem empréstimo.

Os feitos, desprovidos de vida!
de forma, de estilo ou de paixão porra!
Sem estrutura, vazia de alma, lucidamente pobre.
Excremento e ilusão!

Puta que pariu toda a merda que escrevi até hoje!



IMPLOSÃO DESASTROSA

2007-10-03T18:48:04.538+01:00

(image)
Acordei contorcionista no palco da saudade.
E equilibrista na cena,
Sentei-me de pé enquanto me deitava suspensa!
Inverti-me sem pólos
Numa implosão desatrosa!






Apesar de não ser sobre ela, o texto é dedicado à Filipa Rucha, amiga que odeia tudo que é cliché e vulgar. Disse-me há uns meses atrás quando escrevi o dito, que é digno de um William Burroughs. Fiquei nas nuvens. Acho que queria apenas mimar-me, só isso, mas adorei. Um beijo, de gaja ;)






NO ALTO DO REINO

2007-09-28T17:41:15.106+01:00

(image) No centro do quinto monte, no ponto mais alto do reino, nas traseiras da casa onde a fé mora e a divindade é adorada, olho, registo e… desejo-te. Um suave beijo de línguas, para celebrar a grandeza do lugar e o assinalar como nosso. Senta-te em cima de mim. Dizes tu, puxando-me para o teu colo. Só quero tocar. A tua voz diz outra coisa, não queres apenas tocar-me. De costas para ti, sento-me a mexer os quadris ousada e descaradamente, alojando o teu já duro e indomável pau, na fenda do meu rabo, onde um ligeiro e conhecido calor sobe, cresce e preenche. Como dizer que não? Na minha rata, o teu dedo vagabundo percorre devagar e sem pressas, o trilho sinuoso e escorregadio que tão bem conheces, descrevendo círculos e rectas com jeito de arquitecto devasso, demorando nas profundezas, provocando-me, desafiando-me. Os meus cabelos prendes e puxas, querendo chegar aos meus lábios húmidos, à minha boca insolente, que sem cerimónias recebe a tua e gemo feliz quando a sede morre na tua saliva e a fome prospera mais em baixo. Entre as minhas pernas, fogo e chama, mais abaixo, o implacável; o feroz; ah, o teu libertino falo, que eu toco, acaricio, amasso e enfio inteiro dentro de mim com desenvoltura e afago os gémeos robustos que se contraem a cada toque meu. O ar foge-te do peito e arquejas; o meu corpo colas ao teu e nas costas um beijo mordido, molhado, e com uma agilidade espantosa as calças escorregam pernas abaixo, os seios ficam retidos na tua mão, e na minha, os mamilos endurecem-se tal semente madura e a tua língua desliza quente pelas linhas do meu pescoço arrepiado e brinda-me os seios com uma lambidela mordida, eu não aguento e peço: fode-me! Deixo pender a cabeça para trás em abandono total e encontro os teus lábios mas só te entrego a língua, enquanto freneticamente entras e sais de mim; e mexes; e remexes; fazendo-me cavalgar com ligeireza de um Índio e eu junto-me a ti com os meus dedos inquietos, enfiando-os dentro de mim! Tirando-os humedecidos! Enfiando-os novamente! Dedilhando-me! Masturbando-me enquanto me fodes, com o teu valente e arrojado pau, abrindo caminhos com fúria de um Jaguar esfomeado, numa convulsão lasciva, para a seguir abrandar enquanto pelas minhas pernas, devagar escorre o teu sémen que eu toco com um dedo e chupo.



DEScodIFICAÇÃO PENAL

2007-09-30T16:00:23.941+01:00

(image)
Um clarão enorme emergiu da cabeça da Alice que só teve tempo de levar as mãos à cara enquanto uma dor surda e silenciosa lhe trespassava o crânio e se instalava na testa como um turbante de espinhos. Um segundo depois, um vulto sólido e veloz foi ao encontro do seu queixo e Alice caiu redonda no hall de entrada e perdeu os sentidos. Quando recuperou, o clarão começava a dissipar-se mas mesmo assim ainda lhe custava perceber, que as pernas que via eram as do marido, que andava furioso de um lado para outro como que possuído pela impaciência. O mesmo vulto sólido e veloz atingiu-lhe em cheio na face direita, e aqui ela percebeu que era a mão de marido, e que estava a ser espancada. De novo. Alice sabia que tinha de fugir, tinha de chegar à rua e pedir ajuda mas o marido, que se lhe adianta, agarra-a pelos cabelos e obriga-a pôr-se de pé, enquanto faz breves pausas nas bofetadas, porque Alice se debate e esperneia como uma cria presa o que lhe dificulta bastante a tarefa, então decide antes fechar os punhos e socar a mulher que depois de uns quantos, pensa por bem arrastar-se até à porta, quem sabe o vizinho acode. Neste momento o marido pareceu ficar mais encolerizado e não foi de meias medidas, Alice ouviu primeiro um seco estalar e depois a dor acordou-lhe nas costas. Tinha caído brutalmente com todos os seus quilos, pesada e desinteira, sem se conseguir mexer. Mexe-te agora, vá! Dizia-lhe o marido de punho no ar, mexe-te agora! Levanta e vai à polícia outra vez! Não foste dar queixa? Ah?! Faz um novo balanço, quase que perde o equilíbrio e o pé esquerdo bate em cheio nas costelas da mulher, e ouve-se um novo estalo. Ah bati-te? Continuou o marido apaixonadamente. Bati-te? Agora é que vais ver o que é bater! Desta vez o pé atingiu o seio da Alice que se contorcia com uma dor funesta e incessante, agarrada ao estômago e o grito morreu-lhe nas entranhas para ressuscitar na garganta e confundir-se com o esgar perverso do marido. A quem é que chamaste bêbado? A mim, sua puta de merda? Gritas? Gritas? Fodo-te os cornos de uma vez se voltas a abrir essa boca! E um novo embate, um novo pontapé, desta vez na cara e por ali continuou, ora segurando a mulher pelo pescoço, ora asfixiando-a com o próprio pé. Alice olhava para a fotografia dos dois na parede, a sorrirem, outros tempos, pensava ela enquanto o marido socava, esmurrava, pisava, calcava e espezinhava. Alice também pensava na queixa apresentada, um dia antes. Não o devia ter feito. Não devia ter apresentado queixa. O pé direito do marido atinge-a na cara como um bloco de pedra.
Fragmentos de dentes, saliva e bocados de gengivas espalharam-se-lhe pela boca acompanhados de vómito e sangue quente que escorria em jacto livre e fatal.



O marido da Alice é reincidente.
O marido da Alice não vai preso, porque o novo código penal não permite.



APETITE COURGETTORGÁSTICO

2007-09-20T14:13:10.156+01:00

(image) À minha frente na bancada da cozinha as courgettes descansam verdes e reluzentes. Deponho-as numa tigela cheia de água e começo a lavar, quando subitamente a imagem nítida do teu majestoso pénis, invade-me a mente e obriga-me a parar com a courgette suspensa no ar como se de uma arma se tratasse. Sorrio com a minha repentina excitação enquanto contemplo aquele conjunto de pequenos mastros e começo a esfregar calma, serena e apaixonadamente, segurando a hortaliça entre o polegar e o médio, deslizando de baixo para cima, aconchegado à palma da mão. Courgette é um fruto frágil, robusto sem deixar de ser esbelto, a casca é macia e suave ao toque, a textura ligeiramente enrugada nas extremidades, por dentro, pequenas e pálidas sementes, é duro, firme, eternamente erecto, e este... Este é tão parecido com o... Não fosse o verde... O tamanho então...
-Demoras muito? - Mensagem enviada.



Madre Pecadora Da Santíssima Libertinagem

2007-09-07T18:27:52.218+01:00

(image) Foto: Fábio Oliveira


Não te dou o Arco, nem te dou a Flecha. Não há bolos de mel, aneis de lua, nem velas mágicas que atendem pedidos.Tens-me antes de lingerie vermelha, cabelos soltos, descalça e em tons de menina de coro, canto-te os parabéns. Parabéns para ti todo. Olho para as tuas longas e negras pestanas onde deixo cair um beijo manso, beijo malandro, segurando o teu rosto e devagar empurro-te para o sofá, estrategicamente colocado no meio da sala, levantando-me de seguida enquanto a musica nos chega calma, provocadora e em compasso se instala. Ainda demoras a perceber mas a cegueira dura pouco, pois ponho-me a tua frente, em poses de artista na subida do pano e danço como uma consorte vadia. Mexo-me desavergonhada, prendendo o teu olhar na ponta dos meus dedos com movimentos sugestivos, redondos, angulosos, movimentos férteis. Braços! Pulsos e dedos! Quadris, peito e olhos, com mestria de uma dançarina de templo, movendo-me com falsa inocência, habilidade de meretriz, ora o meu ventre, ora as ancas, fazendo-te rumar o olhar para as minhas pernas abertas, a direita no teu ombro, para a minha fenda que te deixo ver só por uns instantes, o que te reduz a um estado de furiosíssima excitação, por isso roço, esfrego, resvalo em ti com um unhado brio boémio, perdendo-me no teu peito, no teu ventre, na cova do pescoço, nas tuas pernas, sem pousar a mão no teu irado falo, que numa luta terrível de vitória anunciada, tenta a todo custo escapar àquela prisão de jeans e fechos. Para o teu espanto, pego numa nota e pela minha cara percebes o meu intento. Com o teu rosto quente de tesão, preso na minha mão, enfio a nota na tua boca e soberana na minha altivez, mui senhora do meu domínio, ponho-te de joelhos e faço-te prender a nota com os dentes, na alça da cueca e sorris cúmplice, amante, adoravel e voluntariamente subjugado e eu murmuro: paga-me! A musica acaba comigo promiscuamente de quatro, já sem cueca, com o rabo empinado numa diabólica e derradeira tentação de encantamento perverso e com ares de madre pecadora da santíssima libertinagem, digo: feliz aniversário, agora come-me como deve ser!



"PARABÉNS PARA TI"

2007-09-30T17:57:04.774+01:00

"Parabéns para ti"
Nesta data de cópula...
Muitos dias de orgasmos...
Muitos anos erecto...

Hoje é dia de orgia...
Cantam as nossas rachas...
Para o menino maroto...
Uma salva de espasmos...



VORACIDADE SILENCIOSA

2007-08-07T17:30:17.609+01:00

(image)

O teu pau, que com graça oscila, apontando Norte, parece anunciar um terrível presságio. Apodero-me daquele precioso tesouro, como se fosse meu e sugo sem parar! Lambo deliciando-me! Chupo saboreando cada veia! Cada ruga! Cada porção de pele! Cada curva! Cada suspiro, uma musica, oh! melodia comestível! Furioso e destemido, apertas e amassas, espalmas e esmagas as minhas nádegas, mergulhando a boca, na minha fenda insolentemente aberta, divinamente escancarada e com a língua, confiscas-me o clítoris, tomas posse dele, proclamando-o teu e de mais ninguém! Coroando-o e elevando-o à dignidade real. Rendida entrego-me, vencida triunfo, cravando unhas nas tuas costas, encadeando-te os mamilos, sepultando-te a cabeça no buraco da vida, incitando-te a ir mais longe, mais perto, mais dentro, numa delícia de gemidos e lamentos. Num assalto violento, oh! homem com brio, sentas-te e fazes-me sentar, por cima daquele pilar de mármore que descaradamente acomoda-se, afunda-se, submerge na minha vulva que estremece de desejos e de ânsias com uma avidez canibal. Macho e viril, envolves-me num abraço de mil braços, beijos de mil lábios, armados com mil línguas, envoltas num brio de lava... E possuímo-nos numa animalesca voracidade gritantemente silenciosa.



DESCULPA -EM PORTUGUÊS

2007-08-02T16:48:54.527+01:00

(image)
Rendo-me. Entrego-me. Reconheço a culpa - dolorosamente, submissamente, obedientemente.
Aceito a punição, humildemente. Prostro-me aos teus pés, beijo o chão que pisas e peço perdão.
Porque errei; porque tentei o diabo, colhi demónios e escorreguei em linha recta para o inferno. Fui para a terra que nunca vi e não quero ver.
Desculpa (em português) ter-me enganado na cor dos teus olhos, desculpa ter-te chamado de covarde, desculpa todos os insultos e desculpa não ter tirado o vestido. Desculpa se não pude demonstrar o quanto te amo, apesar de achar que sim, desculpa ter falhado. Desculpa gostar mais das praias do sul e não querer ir as de Sintra.
O nosso "casamento" é importante e se me enganei na data, foi pelos mesmos motivos que me levam a dizer, que estou cá há cinco anos e nunca mais o fiz. Desculpa teres dormido no mato comigo, só para me agradar, apesar de detestares.
Prometo comprar roupas magníficas e sair contigo a noite para os sítios que mais gostas e menos "undergound".
Prometo explodir menos, prometo não te fazer dormir em casa de nenhum "freak" e comer couscous Maroquino. Prometo ir para um hotel quando não quiseres acampar e prometo não partir mais pratos.
Desculpa por fim, teres imaginado um mundo sem mim.
Desculpa, a tua morte em vida
Prometo por fim, imaginar um mundo contigo.
Prometo-te vida em vez de morte.
E sim, eu amo-te (nesta parte, não aceito discussões!)



RECOLHO-ME

2007-07-31T16:03:35.032+01:00

(image)
Recolho-me.
Temo abrir a boca.
Temo vomitar chamas e incendiar tudo à minha volta, com um grito afogueado. Na hospitalidade da fúria, fiquei prenha de raiva. Acomodo-a na cripta das minhas entranhas, silenciosamente enterrada, implacavelmente calcada, impiedosa, amordaçada e cavernosamente sepultada!
Comprimida! Reprimida! E... serenamente reconhecida.
Temo liquidificar-me descomposta, engolir-me e regurgitar-me, para depois desaguar.
Recolho-me.



ILUSÃO

2007-07-27T17:33:17.194+01:00

(image)
... E o príncipe da mentira invadiu-me o harém sem se anunciar.
Desfiz-me desinteira.
A medo de ver, ceguei-me no escuro.
O que fazer?
Rogar aos deuses e abraçar o rio da seiva
Ou vender a alma ao diabo
e ganhar a eternidade com data de fim?

à amiga




FUGI-ME

2007-07-24T16:54:52.911+01:00

(image) imagem net.

Subi a Torre Amarela, saltei a Ponte da Vida.
Tropecei!
Caí de cinco e adormeci nas barbas do Vento.
Fugi-me!



E ASSIM CANTOU DHYANA

2007-07-26T18:23:50.362+01:00

(image) Foto net.
Estarei à vossa espera,
Na noite de Beltane.
Esperarei nua, como a Ela me fez.
Banhar-me-ei nas águas da Serra e perfumar-me-ei com óleo de erva,
Para quando vós, oh eleito, chegardes,
O meu corpo ser vosso Na fogueira da união.
Quando o véu entre os mundos for ténue,
A lua nova nos saudar, dançarei em ti.
Deitar-me-ei contigo,
Para que a força da união
Seja testemunhada e abençoada por Tudo.
Vem. O meu corpo arde e chama por ti.



O BEIJO

2007-07-16T10:24:00.766+01:00

(image)

Devagar. Muito devagar. Com muito cuidado como se fosse o primeiro. Aquele dado pela primeira vez, quando a magia da paixão é ainda virgem e os olhos contam histórias que a alma já conhece. Antes o cheiro, que antecede o toque, brisa suave, sublime reconhecimento. Depois o toque, doce reencontro, na memória de outros instantes, de lábios entreabertos como pétalas, línguas antes mansas, agora impetuosas, levianas na sua conquista, numa meiga e longa saudação, encerrando segredos de dois que se fizeram um, em perfeita harmonia.
Foi assim beijar-te, depois de sete dias de jejum.



O HARÉM FOI ABERTO...

2007-07-16T15:39:57.372+01:00

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O Génio esfregou a lâmpada,
O Harém foi aberto,
Vens?



"PEDIDO DE CASAMENTO"

2007-07-17T10:34:01.457+01:00

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Tu sério:
- Dhyana, aceitas foder comigo, em todo lado, todos os dias, para o resto da minha vida, até morrer?
Eu solene:
- Sim aceito.



OS IDEALISTAS

2007-07-17T10:33:33.760+01:00

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Shakemaker com este artigo sobre "os jovens idealistas"... Fizeste-me lembrar como eu era e como sou hoje; nas coisas que acreditava e na fé que tinha nos homens. Antes pensava que podia e ia mudar o mundo (país, que era o meu mundo,) com um discurso ou com uma peça de teatro interventivo, bocas foleiras num jornal qualquer, ou participar numa conferência a fingir que lutamos contra a seca e contra a subnutrição na África. Ingenuidade de jovem. Apesar de ainda ser jovem, hoje concentro a minha energia naquilo que posso realmente mudar, que é tocar o coração dos que estão à minha volta (são poucos!) com determinação de Che e sabedoria de um Lama. Deixei de acreditar na mudança colectiva, na inteligência da massa e passei a preocupar-me com a ignorância individual (li em alguma lado). Acho que é mais fácil mudar uma mente do que cem mentes em conjunto. Manifestei-me, não deu resultado, voluntariei-me num hospital, ajudei quem precisasse e isso, isso fez toda a diferença. Isso fez-me sentir realmente parte da mudança, da acção. Isso dá resultado e deixamos de ser idealistas para nos tornarmos em executores do idealismo considerado utópico e através de alguns, temos o mundo nas nossas mãos e fazemos a diferença.
Shakemaker, com este artigo sobre "os jovens idealistas", fizeste-me... Recordar, sentir.