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M O N S A R A Z em fotos





Updated: 2018-02-14T10:40:52.440+00:00

 



Crónicas do Alto da Vila | por Manuel Manços Assunção Pedro | 01.02.2018

2018-02-01T09:32:20.399+00:00

Manuel Manços Assunção PedroA LENDA DA COBRA MOIRAMinha terra é linda! A sua beleza de pequena urbe infiltra-se na gente, a cada pedra que pisamos, a cada esquina que dobramos, das ruas de casas térreas de adobe. O seu rosto mítico, transpira odores dum primaveril Olimpo, com características, remontando aos ancestrais tempos da moirama. Sob um coro de cigarras, cruzam-se os cheiros das rosas e dos goivos, com os da hortelã, da salsa e dos coentros, numa agradável e estonteante embriaguez de ervas molhadas, em dia de grande calma. Subindo ao "miradouro" do Monte Arriba, pequena elevação situada do lado do nascente, vê-se aproximar o sol, vindo de muito longe, trazendo lembranças de Espanha e das gentes do Baldio. E em frente, no lado oposto, cortando a linha do horizonte, bem rentinha ao céu, na planura distante e multifacetada, a Serra de Portel insinua-se majestosa no seu azul neblina. Logo abaixo, ilusoriamente, querendo roçar--lhe o sopé despontam Montes, semeados no verde amarelado das searas, ou no térreo castanho dos alqueives, na sua cândida brancura encimada pelas coroas grenás dos telhados. Entre tantos, ele é o Pegeiro, parecendo uma caixa de fósforos, e mais perto, numa colina, rodeada de verdes das culturas do verão, o do Outeiro, fazendo destacar as suas chaminés seculares, afuniladas, tipo caixote, e ainda mais perto, num baixio, o da Abegoaria que, orgulhoso das suas origens por ter sido pão de tanta gente, em tempos de grande pobreza, enriquece-nos o olhar, ofertando-nos o alto cipreste, que se avista de muito longe abraçando a planície, nos seus inúmeros braços verdes, além do casario apalaçado e dos contornos da fachada da sua capela, semi-escondida por trepadeiras em flor. Este local sagrado é local de culto, de novenas e de grande fé, onde a Senhora da Piedade, na sua angústia de mãe, acomoda no regaço, o seu Bendito Filho agonizando, num nicho sobre o altar-mor. Serpenteando no montado, a linha férrea, liga ilusões das feiras de S. João, em Évora, e a de Agosto, em Reguengos. Se tivermos a sorte dum comboio, fumegante e apitando, nos passar ao largo do olhar, os pensamentos voam à sua frente, pousando num carrossel, ou numa rua de feira.     Não cansa espraiar os olhos na extensa planura, escutando o cumprimento da natureza, generosa e alegre, por nos dar frutos de tanta beleza. Reguengos fica escondida para lá do Barro, como ilha flutuante entre vinhedos. Ali à esquerda, semi-escondida pelos choupos e pelos chaparros do Mouro, a Caridade, ladeada pelo Monte do Barrocal, parece querer beijar o Monte dos Lázaros, que por sua vez, corre para a minha aldeia, através do rio prateado da estrada nova. Lá ao fundo, à direita, distante, sobre uma colina, o Monte da Casa Alta refulge ombreando com Montoito, mais abaixo na planície. Aldeias e o Monte da Casinha não se avistam, mas pressente-se a vida dos seus habitantes no ritual do dia a dia. Ao lado,  logo ali à direita, sob o esvoaçar dos pássaros, o Monte do Outeiro (o outro), parece um punhado de casas atiradas por um duende para a pequena elevação onde foi plantado, deslumbrando-nos com a rusticidade das suas paredes de neve, contornadas por rosas e outras flores, que formam um ramo de muitas cores, e pelo seu aspecto de aldeia de conto de fadas. Mais abaixo o Monte do tio Costa, um bloco escuro que não foi caiado, desponta na paisagem com os seus altivos eucaliptos, e ao fundo, mesmo ali à mão, como uma boneca branca de cabelos vermelhos, surge a minha terra, pequenina, formando um contraste, onde o alvo das paredes das casas se insinua ao rubro dos telhados e às flores que ornamentam os poiais e os quintais. Tem o dourado dos Outeirões, bordado de chaparros, sobreiros e oliveiras, por trás a emoldurar as casas de portas e janelas, pequenas e castanhas, aureoladas, normalmente, por frisos de cor azul, ou de oca amarela. Nos alpendres, espalhados por detrás das habitações, ovelhas e cabras, apoiando-se nas patas traseiras, depenam com os dentes pequenos molhos de erva[...]



Crónicas do Alto da Vila | por Luís Filipe Marcão | 01.01.2018

2018-01-01T14:23:28.538+00:00

Viva o Novo AnoNão sei com que palavras irei encetar 2018. Pensei em tantas. Cheguei aqui, a este cabeço onde se ergue Monsaraz e ao lado dos cantadores que já fazem parte deste sítio, bebi a paisagem. Avisto a ponte qual centopeia ligando as margens, o grande lago embalando a minha tranquilidade, mais ao longe as terras de Espanha, mais à esquerda, lá em baixo a praia fluvial e atrás as muralhas do castelo, a bandeira drapejando no alto da torre de menagem. Quantos olhares seguiram o mesmo percurso? É verdade que este local tem uma magia própria, genius locci, espécie de termas para o espírito de quem precisa de um pouco de inspiração ou retemperar as forças criativas. Daqui por alguns anos outros tomarão o nosso lugar à descoberta da originalidade. Com que palavras encetaremos 2018?As mesmas de sempre? Paz, saúde, Amor, fraternidade? Com que desejos vou embrulhar o novo ano? Mais justiça, mais igualdade, mais tolerância, mais dignidade e oportunidades?    Que projectos e intenções trazemos escondidos na manga? As tais corridinhas de manhã para abater tecidos adiposos, o largar de vez o cigarro? O tal mealheiro conta-gotas para imprevistos, o curso que ficou em meio, os idiomas que nunca falámos? Os livros que continuam na estante sem ser lidos, as palavras sem-abrigo que vivem solitárias sem o aconchego de um poema?  Recordo muitos dos votos proclamados em datas anteriores e, no ano novo ainda a gatinhar, sempre descobri alguma semelhança com os cadernos que utilizava nas aulas da primária. Nas primeiras páginas tudo muito certinho, letra aprumada, folha limpa de borrões, sem erros, numa tentativa de honesta mudança. Algumas folhas à frente, passado o efeito psicológico do início, voltava a caligrafia irregular, as cópias despachadas esquecidas da pontuação, o olhar reprovador da professora inclinado sobre as evidencias da cabulice e falta de zelo.  Sempre fui um habitué do dicionário, aquele livro volumoso que contém todos os vocábulos. Lembro-me de gostar em particular do H talvez porque as palavras não eram assim tantas e eu entendia que elas deveriam ter a mesma procura e importância que as outras irmãs do alfabeto.    Para este ano de 2018 ainda a saber a champanhe vou escolher humanização harmonia e humildade como pilares e desígnios de novos hábitos que resgatem o homem e o transformem num hino de alegria.CRÓNICAS DO ALTO DA VILALuís Filipe Marcão01.01.2018 (fotos: António Caeiro)[...]



Crónicas do Alto da Vila | por Manuel Manços | 01.11.2017

2017-11-01T03:53:07.827+00:00

      Nunca será demais referir o que foi, anos antes,  a injusta e grotesca “Guerra no Ultramar”, nem ela poderá ser esquecida, enquanto houver um ex-combatente vivo, principalmente, pelo que devemos à memória dos mortos, de estropiados (gente a quem desfizeram a vida de um momento para o outro) e de todos aqueles que lá fomos deixar um bocado da “nossa melhor juventude”, nos melhores anos das nossas vidas e para quê... passados mais de quarenta anos os frutos são bem visíveis. Muito poderia revelar sobre o que vi e vivi, durante vinte meses, mas essas revelações encontram-se escritas nas páginas de dois livros que redigi. No entanto eu tive sorte, porque encontrei pessoas da minha Terra a residir na cidade de Nampula e me trataram como se fosse seu filho, durante o tempo que lá estive. Todas as guerras são injustas e criminosas, e transportam muita gente nas “enxurradas do crime” e em “situações humanas” teriam um comportamento, dito normal.      Decidi homenagear pessoas injustiçadas e divulgar uma pequena ficção, baseada em factos verídicos, relacionados com a situação de crianças “mulatas”, filhas de africanas e de soldados portugueses, que viviam maritalmente enquanto lá se encontravam, mas quando regressavam à Metrópole deixavam-nas abandonadas, como se o seu sangue não lhes corresse na veias.      Raul, havia terminado a sua participação, como cantor, no naipe de tenores,  num concerto de Música Coral, na Igreja do Campo Grande, em Lisboa. Esperava junto da respectiva paragem, um autocarro, que o transportasse ao Terreiro do Paço e, distraído, com o olhar distante, observava os carros e as pessoas que passavam, e quase se atropelavam, pelo facto de ser quase noite e pela pressa que tinham em chegar às suas residências. Depois de alguns minutos à espera, chegou um autocarro, o nº 45, com destino ao Cais do Sodré. Do “novelo” de passageiros que se apearam, destacou-se um jovem mulato muito novo, ainda, e com boa figura, Raul poderia até dizer que ele era um jovem bonito, e a miscelânea de traços, no seu rosto, faziam-lhe recordar não sabia quem, e ele conhecia, que o fez estremecer pela empatia que se estabeleceu entre ambos. A fisionomia que o rapaz apresentava sensibilizou-o, e criou-lhe mau estar e desconforto, por se sentir atraído pela esbelta figura dum homem jovem, que ele não conhecia, e no entanto dava-lhe a  impressão que, ou já o vira algures, ou se parecia e muito, com alguém das suas amizades. Instintivamente pressentiu que a sua figura também impressionava o outro que, no entanto, preso aos seus olhos não deixou de caminhar na sua direcção para perguntar:       - O senhor importa-se de me indicar onde fica a Cidade Universitária? Pela descrição que me fizeram, penso que estarei próximo das suas intalações...      Raul deu a informação de que ele precisava, com voz embargada, sem compreender o fenómeno que se passava consigo, naquele momento, de sensibilizado que estava. O outro continuou, sorrindo e com amabilidade na voz referiu:      - Agradeço a sua informação, porque não conheço Lisboa. Acabei de chegar de África, venho colaborar num congresso, que se realizará amanhã na Aula Magna... mas desculpe, a minha pergunta, que poderá parecer impertinente e eu não o quero incomodar:       - Não nos encontrámos já...? Creio que a sua cara não me é estranha. Parece, pela sua reacção, que o senhor também me conhece. Esteve alguma vez em África, mais propriamente, em Moçambique...?      - Sim, já estive em África, mais propriamente no norte de Moçambique, onde não vou... vai para mais de trinta anos. Cumpri lá o serviço militar, obrigatório. Se nunca veio a Portugal é impossível que nos tenhamos visto já e encontrado alguma vez, ou que nos[...]



Espreitando pelo buraco...

2017-10-03T15:50:16.734+01:00


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Crónicas do Alto da Vila | por Luís Filipe Marcão | 01.10.2017

2017-10-01T08:56:02.708+01:00

O HÁLITO DO RIOO hálito do rio é mais suave, o cheiro menos intenso, menos húmido, a sua voz menos marulhada e grossa que a do mar. As ondas quase não se notam e chegam sem pressa, a desfazer-se aos nossos pés como que a pedir aconchego. O sol prepara-se para se esconder, lá atrás da ossatura da serra de Portel e deixa no silêncio líquido do Alqueva, uma poalha incandescente, brilhante, a formar um caminho de luz. Consulta-se o relógio. A tarde avança, faz estender as sombras dos toldos de colmo, em fatias enormes que ocupam desprevenidas e sem autorização as toalhas estendidas da vizinhança. O nadador-salvador saiu, há pouco mais de dez minutos, deitando um último olhar à beira da água, onde algumas crianças chapinham numa algazarra e fogem de baleias e jacarés, figuras que inventaram, num prodigioso jogo de alucinações. Ao largo, um rebanho pasta pachorrento. O som dos chocalhos forma uma melopeia cadenciada que se propaga no ar e chega até nós, como o acompanhamento natural de um cante de muitos séculos. Corre uma aragem aromatizada de giestas, do restolho perfumado do fim do verão. No restaurante, o empregado acendeu umas velas que colocou sobre as mesas num convite  a sugerir jantares românticos. Um barco inchado de gente chega à marina. Os passos ecoam ligeiros pelo passadiço de madeira. Lá em cima o castelo ilumina-se com uma luz amarela e num desmaio propositado o sol esconde-se para lá do cerro. A um canto da esplanada, alguém ficou como eu, de olhar parado a fixar a ilha em frente, remoendo pensamentos, desfiando saudades, o livro abandonado e aberto sobre a mesa. Vim despedir-me da praia. Do azul, deste areal acastanhado e desta mancha verde colocada logo atrás. Das bolas de Berlim e dos gelados de cone. Dos pinchos e tapas que nuestros hermanos trazem para a merenda, do sotaque de francês arranhado com que alguns emigrantes nos brindam. Algumas décadas atrás, tudo isto era privado, como se o rio pertencesse a alguém. Como se aquele senhor, dono de tantas terras, fosse também senhor das águas. Nem pescar se podia!Agora não calculam como aprecio esta liberdade de risos e traquinices à solta, das gargalhadas fáceis dos miúdos e dos seus mergulhos de chapão, no ventre aprisionado do rio. Se fosse possível, compraria uma onda gigante da Nazaré e bem dividida em muitas parcelas, viria despejá-la, na próxima época, aqui na praia fluvial de Monsaraz. CRÓNICAS DO ALTO DA VILALuís Filipe Marcão01.10.2017 (fotos: António Caeiro)[...]



CURIOSIDADES E SEGREDOS DE MONSARAZ: Suástica num Monte Alentejano

2017-09-21T21:20:29.356+01:00

Um dos Jogos de Tabuleiro Ancestrais é o Alquerque do 3 ou Jogo do Homem, o Jogo do Galo que todos conhecemos.Alguns destes tabuleiros aparecem na posição vertical, por vezes traçados no estuque.Recentemente foram encontrados paralelos interessantes em artefactos arqueológicos da antiguidade.Este tabuleiro também é uma representação de um símbolo milenar, a Suástica.A Suástica é um símbolo solar, segundo alguns autores pode também representar um Deus.Pela Raia Alentejana parece ter sido um símbolo de protecção e sorte usado até aos nossos dias.Apresentamos uma destas Suásticas quadrangulares que protege um forno de um monte abandonado perto de Monsaraz.A Raia não para de nos surpreender.texto e imagens: Luís Lobato Faria[...]



CURIOSIDADES E SEGREDOS DE MONSARAZ: Vértice Geodésico

2017-09-16T22:43:39.481+01:00

Um vértice geodésico (popularmente chamado "talefe" em Portugal, e "Pinoco" no Norte de Portugal) é um sinal que indica uma posição cartográfica exacta e que forma parte de uma rede de triângulos com outros vértices geodésicos. São escolhidos sítios altos e isolados com linha de visão para outros vértices.

A rede geodésica portuguesa é formada por vértices geodésicos que se dividem em três ordens de importância:
1ª Ordem - pirâmides distando 30 a 60 km
2ª Ordem - cilindro + cone listados distando 20 a 30 km
3ª Ordem - cilindro + cone distando 5 a 10 km




                                                               texto e imagem: internet (image)



CURIOSIDADES E SEGREDOS DE MONSARAZ: Pentagramas e Templários

2017-09-11T15:29:06.895+01:00

O Pentagrama, estrela com cinco pontas, é um símbolo de protecção ancestral usado, por exemplo, pelos Pitagóricos na Grécia Antiga.Na Idade Média este símbolo não era associado aos Judeus, tanto o Selo de Salomão como o Escudo de David eram usados por várias religiões.O Escudo de David, estrela com seis pontas ou Magen David, só começou a ser associado ao Judeus no século XIX com o movimento Sionista.Por aqui, na raia alentejana, o Pentagrama ainda é usado em portas, janelas, fornos, abrigos de pastores,.....Pensamos tenha chegado às terras de fronteira com os Cavaleiros Templários.Encontramos várias Cruzes Templárias associadas a Pentagramas.Em Monsaraz temos outras heranças Templárias, a Ermida de Santa Catarina, com a sua forma octogonal, e o Sarcófago do Templário Gomes Martins.link para o trabalho pioneiro, sobre o Pentagrama, de Leite de Vasconcelos.Signum Salomonis por Leite de VasconcelosErmida - Torre de Santa Catarina, de forma octogonal e orago oriental, protegendo uma rota ancestral de peregrinação,  do Sul de Espanha para o Santuário de Terena, passando por Monsaraz.Na Igreja de Nossa Senhora da Lagoa podemos encontrar este Sarcófago Templário, no relevo da procissão funerária destacamos a Cruz Templária e o Brasão das Três Chaves, eram necessárias três chaves em posse de três Cavaleiros Templários para aceder ao Selo da Ordem TempláriaPentagrama e Cruz Templária em Estela Funerária na Casa da Inquisição em Monsaraz.Pentagrama em Estela no mesmo local.texto e imagens: Luís Lobato Faria[...]



CURIOSIDADES E SEGREDOS DE MONSARAZ: Marco

2017-09-09T21:18:51.051+01:00

Este marco, que se encontra na Rua Direita, segundo consta, sinalizava uma das divisões da Freguesia de Monsaraz. A Vila chegou a administrar três freguesias: a Matriz de Santa Maria da Lagoa, Santiago e São Bartolomeu. Segundo alguns relatos de montesarenses, este é o marco que dividia a freguesia de Santiago e a de Santa Maria da Lagoa.

Este marco, de acordo com o relato de Nuno Pedrosa, é o reaproveitamento de uma cabeceira de sepultura de forma discóide.




                                        texto e imagem: António Caeiro

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CURIOSIDADES E SEGREDOS DE MONSARAZ: Ermida de S. João Baptista

2017-09-04T20:53:58.887+01:00

Uma parte de Monsaraz pouco visitada mas cheia de História.No Baluarte de S João, parte da Fortificação Abaluartada de século XVII, encontramos uma Escavação Arqueológica, uma Ermida - Qubba e uma Necrópole.A Escavação Arqueológica revelou as divisões de um edificio provavelmente religioso da Idade Média, destacamos a espectacular e conservada Calçada Portuguesa.A Ermida de S João Baptista foi provavelmente uma Qubba, uma Capela Islâmica. A sua Orientação, Forma, Dimensões e outras variáveis assim o indicam. Interessante que uma das Portas Medievais de Monsaraz se chama Porta da Alcoba, a Porta da Qubba. Os Frescos dentro da Ermida são muito interessantes.A Necrópole de Sepulturas Escavadas na Rocha seria enorme. Estas Sepulturas eram antropomórficas, apresentam a forma do corpo humano. Em algumas delas ainda podemos ver o encaixe das tampas. Uma destas tampas foi reutilizada na Praça de Touros. As sepulturas são Cristãs, posteriores à Qubba, mas anteriores à Calçada Portuguesa. Uma das Sepulturas com diferente orientação pode mesmo ser Islâmica.                                           Ermida - Qubba de S João BaptistaEdifício posto a descoberto pela Escavação ArqueológicaSepulturas Escavadas na RochaFrescos da Ermida de S. João Baptistatexto e imagens: Luís Lobato Faria[...]



Crónicas do Alto da Vila (por Inês Valadas)_01.09.2017

2017-09-02T21:05:10.608+01:00

Monsaraz profetisaEstou a ler um livro, neste momento, que fala acerca da necessidade de preservar a nossa natureza selvagem. – Fala deste aspecto como uma necessidade básica da nossa raiz, do nosso âmago, da nossa espontaneidade, logo, do que é mais autêntico em nós.Acontece que com o tempo essa parcela, que é muito mais a capacidade de conseguir contemplar as bênçãos que nos rodeiam do que um acto de violência (porque muitos compreendem ainda a palavra selvagem pejorativamente), vai sendo substituída pelo relógio a bater a hora antes da hora, pelo burburinho de fundo de uma cidade dita civilizada, pela urgência que é chegar ao dia e fazer o dia chegar com tudo o que o dia comporta e com tudo a que o dia nos obriga – sem que nos obrigue, um único momento, a parar.Estou a ler um livro que fala da importância do contacto com a natureza. Do contacto, não só no seu sentido metafórico, mas no seu sentido mais real: na sensação de tocar a rocha áspera e quente em meio do Verão alentejano, em sentir a água brincar no peito do pé, refrescante, em fechar os olhos e deixar o cabelo revoltear e dançar com o vento. – Ser parte e não observante apenas. Ser, também, natureza. Selvagem. Há uma vilazinha, pequena, mas dita rainha a coroar um monte no meio de terriolas e águas extensas que me recorda estas parcelas de que falava. Essa vilazinha, dizem, resplandece ao sol do Verão e desaparece como que por magia nos dias nublados do Inverno – onde a magia se esconde ainda mais. Onde a natureza toca o sublime e místico, rainha, torna-se ainda mais deusa maga, profetisa da sabedoria das origens tornando o mais natural dos fenómenos quase que numa porta para um outro mundo. Esse mundo, apenas aqueles que ainda não visitaram essa vilazinha, não compreendem. Todos os outros que a calcam ou já calcaram o carregam ao peito com orgulho e saudades. Falar de Monsaraz no momento que Monsaraz vive, não é fácil, caro leitor. Partilhar o meu local de eleição para voltar ao mais autêntico de mim, ao lado simples e “selvagem”, com pessoas que ainda não lhe conhecem o poder de cura passou de um medo de incompreensão para a esperança de que acabasse por ser tão embalada e respeitada como por mim o é. – Porque Monsaraz tem realmente esse poder de cura: esse poder de nos obrigar a parar, a esquecer a urgência e a viver a plena calma necessária para restaurar a alma, para voltar a aceder á autenticidade e á espontaneidade do que é ser-se pessoa simples no meio dos mistérios naturais. A verdade é que é impossível ver Monsaraz e não a levar no coração. É impossível não ser tocado pelos céus negros onde fulgem ligeiros pontos prateados formando uma abóbada celestial tão imensa que os nossos corpos começam a sentir-se pequenos, os nossos problemas começam a assemelhar-se a formigas viajantes, os nossos olhos já comungam do brilho da abóbada e naquele momento ficamos felizes por estar ali. Felizes apenas por estar ali. Felizes por testemunhar a grandeza da simplicidade – Porque é isso também que Monsaraz nos dá. A noção de que o simples tem uma beleza própria. A raiz. Os campos. As mãos sujas dos homens que trabalham os campos e voltam á raiz. E abraçam a raiz. – o início.Crónicas do Alto da Vila, por Inês Valadas 01.09.2017(Fotografia de António Caeiro)[...]



A LENDA DOS ALOENDROS

2017-08-29T23:38:03.804+01:00

Reza a lenda que um jovem cavaleiro português e alentejano, filho do Conde do Monte Esporão, chegou decidido a conquistar Monsaraz. O rei Arabe tinha uma filha chamada Alandra. O jovem cavaleiro e a jovem princesa moura enamoraram-se.
Estávamos na época da conquista do nosso território aos Mouros. Os Portugueses queriam entrar nas muralhas de Monsaraz e Alhandra ajudou o jovem Conde do Monte Esporão a entrar, sob a condição de ele não matar nem mulheres, nem crianças e em troca poderia tê-la a seu lado.
O cavaleiro cumpriu o prometido. Quando chegou a casa em vez da princesa prometida, estava ali enviado pela princesa um lindo ramo de aloendros vermelhos. o jovem Conde do Monte Esporão, perdidamente apaixonado, chorou e de seus olhos brotaram lágrimas de sangue pela amargura de ter perdido o seu amor.
Dizem que o rei mouro preferiu matar a filha. Alandra, que ficou para sempre encantada no alandroeiro, ou alandro, ainda hoje vive na rua transversal em frente à Igreja Matriz.





Pesquisa de Ana Maria Saraiva
Foto: António Caeiro


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Festas de Monsaraz 2017

2017-08-27T23:04:29.964+01:00


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CURIOSIDADES E SEGREDOS DE MONSARAZ: medidas

2017-08-25T23:03:53.879+01:00

Na Porta da Vila, no dorso da ombreira, vislumbram-se a vara e o côvado, medidas usadas na época medieval. 

Vara 
Utilizada no Império Romano, chamada Pertica, valia 10 pés de comprimento, equivalente a, aproximadamente, 2,96 metros. Em Portugal e no Brasil, até à introdução do sistema métrico, a Vara era a unidade básica de medidas lineares, valendo 5 palmos de craveira, ou seja 1,1 metros. 

Côvado 
Medida de comprimento que foi usada por diversas civilizações antigas. Era baseado no comprimento do antebraço, da ponta do dedo médio até o cotovelo. Ninguém sabe quando esta medida entrou em uso. O côvado era usado regularmente por vários povos antigos, entre eles os babilônios, egípcios e hebreus. O côvado real dos antigos egípcios media 53cm. O dos romanos media 44,5cm.




texto e imagem: António Caeiro

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Monsaraz Ilustrado

2017-08-24T16:42:08.227+01:00

Desenhos feitos a tinta da China por Carlos Dias.[...]



À Soalheira, o Alentejo e as suas Sonoridades…

2017-06-23T13:49:31.687+01:00

frameborder="0" height="60" src="https://www.mixcloud.com/widget/iframe/?feed=https%3A%2F%2Fwww.mixcloud.com%2Famcaeiro%2Fportal-do-tempo30%2F&hide_cover=1&mini=1" width="100%">  PORTAL DO TEMPO | #30 | 23.06.2017 À Soalheira, o Alentejo e as suas Sonoridades…Emissão do Portal do Tempo inteiramente dedicada ao ALENTEJO.00. intro 01. Grupo Coral dos Mineiros de Aljustrel ◊ Hino dos Mineiros02. GAC Vozes na Luta ◊ o Alentejo é um Jardim03. Os Vocalistas ◊ É tão grande o Alentejo04. Gaiteiros de Lisboa ◊ A Ribeira de Sol Posto05. Os Ganhões de Castro Verde ◊ Camponês Alentejano06. Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz ◊ Hino ao Alentejo07. Grupo Coral os Camponeses de Pias ◊ Dás Pão08. Adiafa ◊ Não quero que vás a monda09. Ronda dos Quatro Caminhos ◊ Gota de Água10. Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz ◊ Linda Jovem era Pastora11. IX Encontro de Culturas Dia do Cante em Serpa ◊ …12. Grupo Coral de Beja ◊ Quando eu era Ganhão13. gravado na Taberna Típica “O Lucas”  em Cuba ◊ …14. Brigada Victor Jara ◊ Ao romper da Bela Aurora15. Grupo Banza ◊ Montinho16. Grupo Coral de Cantares de Portel ◊ Laranja da China17. Os Bafos de Baco ◊ Os Guardas bateram (gravado na Taberna Típica “O Lucas”  em Cuba)18. Grupo Coral Os Bubedanas ◊ É Tão Grande o Alentejo  [...]



Final do Dia...

2017-06-12T14:34:14.904+01:00

“… observem o pôr do sol de um dia de Agosto, e oiçam o som... o som do pôr do sol ... o som do silêncio! É inexplicável e inebriante. Uma experiência para toda a vida”. 


(texto jcrusso) | (imagem António Caeiro)


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OS 11 ANOS DO BLOG “MONSARAZ em fotos”

2016-07-12T03:30:03.452+01:00

12 de Julho de 2005, foi a data do primeiro post no blog “Monsaraz”,  criado por António Caeiro, para divulgar e homenagear a sua terra de adopção - A Vila de Monsaraz, ou como diria José Cutileiro, em “Ricos e Pobres no Alentejo” a “Vila Velha”.Desde então,  António Caeiro, foi aumentando este espaço, enriqueceu-o com as suas próprias fotografias, e depois com as de outros fotógrafos, como foi o caso de David Ramalho e de João Fructuosa; esse enriquecimento foi sendo sempre melhorado com a criação de várias “rubricas”, das quais se destacam: “Outras artes”, “Outros Tempos”, “Monsaraz por outros Olhos”, “Aldrabas e Batentes de Monsaraz”, “Crónicas do Alto da Vila”; foram publicados contos de autores alentejanos, amantes, também eles, da “Vila Velha” – MONSARAZ – A magia de Monsaraz, captada “pela sua lente”, viria a dar origem à primeira incursão de António Caeiro, ao mundo da impressão, em formato de Livro, sendo editado com o selo da Mindaffair/almalusa.org, “O Silêncio das Pedras”, que inclui ao longo de cem páginas (com dimensão de 25X25cm), um conjunto de imagens captadas pelo autor, que foram separadas por dois temas: “Olhar Monsaraz” e “Outros Olhares”.A escolha do tema “Olhar Monsaraz”, não foi ao acaso, porque contempla uma singela homenagem à bela Vila Medieval.“O Silêncio das Pedras”, conta com um texto de introdução, elaborado pelo poeta, escritor e dramaturgo, Paulo José Miranda que refere, a dado passo: “De um ponto de vista fotográfico, de um ponto de vista de luz e seus registos, estas fotografias confrontam o azul com o resto.”Com a colaboração dos fotógrafos amadores, já citados, e dos Poetas, Anabela Soares, Cecília Vilas Boas, Inês Valadas, Isabel Vieira, José Luís Outono, Jesuino Vieira, Manuel A. Belo Silva, Manuel Manços Assunção Pedro, Manuel Sérgio, Maria Antonieta Matos, Maria José Lascas Fernandes, Maria Pereira Gonçalves, Paula Cristina Costa e Rosa Guerreiro Dias, surgem mais dois livros, homenageando a Vila Velha: “POETIZAR MONSARAZ”. (Vol ‘s I e II).Foi realizada a exposição de fotografia, “Monsaraz - entre o céu e a terra”, apresentada e inaugurada, em Lisboa, na Casa do Alentejo e na Igreja de Santiago,  em Monsaraz.Três olhares… a mesma Vila!Trata-se de um conjunto de imagens sobre Monsaraz, captadas pela lente de António Caeiro (Aldeia de Paio Pires), David Ramalho (Reguengos de Monsaraz) e João Fructuosa (Campinho).António Caeiro, quer através da sua lente, quer como coordenador de trabalhos e livros de fotografia e de fotografia e poesia, pretende mostrar a Vila de Monsaraz  e fá-lo soberbamente.Leva-nos a manifestar interesse e a querer conhecer o verdadeiro Alentejo.  Quando nos deslocamos a Monsaraz, percorremos as suas estradas, quase desertas, sentimos as suas planícies e montes onde, de vez em quando, podemos observar uma casa “salpicada”, na paisagem.Ao chegarmos a Monsaraz, encontramos uma vila, muralhada, com poucas centenas de habitantes, de casas caiadas de branco e chão empedrado (do xisto de Monsaraz), pendurada num monte, de onde avistamos o maior lago artificial da Europa – O Alqueva – e  terras de Espanha, de onde tantas vezes nos chegava o inimigo, que logo nos obrigava a defender e a atacá-lo do alto do castelo da referida Vila.António Caeiro, e seus convidados, através das suas lentes, ou palavras captam tudo aquilo que nos diz Francisco Martins Ramos, in TERRAS DO MEU ENCANTO  - MONSARAZ:“Chegados ao c[...]



Bienal Cultural Monsaraz Museu Aberto 2016

2016-07-07T14:03:31.925+01:00


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Monsaraz Museu Aberto - 2016

2016-06-25T13:45:06.202+01:00


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A Lua

2016-06-23T13:44:18.855+01:00



Fotografia de João Fructuosa(image)



A Ilha Dourada (Monsaraz)

2016-06-21T12:07:34.622+01:00


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2016-05-14T15:21:12.100+01:00


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2016-05-12T15:20:18.323+01:00


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Presépio de Rua, em Monsaraz.

2015-11-16T15:49:09.630+00:00



Presépio de rua com figuras de tamanho real, da autoria de Teresa Martins, disposto pelas várias ruas da vila medieval de Monsaraz

Fotografias do Presépio em 2014 AQUI


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