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Onde a minha história começa...



Updated: 2018-02-19T01:05:14.768+00:00

 



O ACIDENTE - PARTE III

2018-02-16T13:53:23.796+00:00





Mas não tenho tempo para reflectir sobre o assunto, pois a polícia faz-me uma visita.

Não tenho culpa que o acidente tivesse ocorrido (se calhar, pensaram que eu estava intoxicada com álcool), pois a perícia determinou que alguém "mexeu" nos travões.

O nome da oficina onde levo o carro quando tenho problemas? Sei o nome do mecânico? Quando é que foi a última vez que levei o carro lá?

Recebi mails, telefonemas estranhos, em tom de ameaça? Rio-me, se os recebesse, limpava-os de imediato, digo.

Nessa altura, a Madalena, a minha assistente, interrompe e fala de um incidente que acha ser importante para o caso.

" Não se lembra quando despediu o Chefe da Manutenção e este a ameaçou? Tivemos que chamar a segurança... E, da manifestação que os Chefes de Turno fizeram por ter reorganizado os horários? "

A polícia fica interessada e pede detalhes. A Madalena prontifica-se a entregar todos os elementos no dia seguinte.

A minha Mãe fica aborrecida por não lhe ter contado.

" E, se o Jaime estivesse contigo? " 

Pois, naquele dia, em vez de ir para a escola, o Jaime foi para o Centro Comercial com uns amigos.

CONTINUA





O ACIDENTE - PARTE II

2018-02-14T13:38:40.124+00:00


Não sei porquê, mas lembrei-me da minha Mãe, dos comentários que fazia sobre a vida apressada que levava.

" Goza o tempo... vais perder muita coisa, se continuas assim..."

Analisando agora a situação, de que me serve ter subido até ao topo se o meu ex mal fala comigo e o meu filho é um estranho?

Na altura do divórcio, acusei-o de ser pouco ambicioso... Ele não respondeu; virou costas e saiu de casa, da minha vida.

Falamos o indispensável sobre o filhote, que prefere a companhia dele à minha.

Por amigos comuns, sei que a empresa de informática que abriu pouco depois do divórcio está a ter sucesso.

Mas nunca me apresentou uma proposta nem eu a pedi.

Magoei-o? Como? 

Um dia, perguntei à minha Mãe que, sensatamente, respondeu:

" Se não o sabes, é porque nunca prestaste atenção!" 

Atenção a quê?


CONTINUA


 



O ACIDENTE

2018-02-14T13:26:02.976+00:00




Morri?... Não morri?

Não sei.... estou dorida demais para pensar...

Custa-me a respirar e o rosto do médico é uma mancha branca...

Afinal, o que é que se passou?... Será possível alguém desligar esse alarme?

" Siga o meu dedo..." alguém diz e eu tento ordenar os meus pensamentos....

Onde é que eu estava antes de tudo acontecer? No carro?

Tenho que fazer um esforço e lembrar-me...

Sei que recebi um telefonema quando entrei no carro. 

Era da escola a perguntar-me onde estava o meu filho que tinha ido passado o fim de semana com o Pai.

Entrei em pânico e resolvi ir de imediato ao escritório do meu ex.



CONTINUA



LATITUDE - O FIM

2018-02-13T10:27:18.241+00:00


Jaime está ciente do prazo....

Mas está num impasse... É um momento decisivo na narrativa... 

Não é o Latitude aceitar a missão que está em causa... 

O problema é que poderá não escapar... 

"Matar" uma personagem que o público começa a conhecer poderá ser um erro fatal.

Mas é a única alternativa... Caso contrário, o Latitude passará o resto da vida a " fugir " e ele é um homem corajoso...

Por isso, quando chega a casa e abre o computador, Jaime escreve os últimos capítulos.

Latitude é descoberto, torturado e morto.

É um sucesso, o livro, mas Jaime não está contente...

Já se tinha afeiçoado ao feitio do Latitude, tão parecido com o seu....


FIM




LATITUDE - PARTE V

2018-02-06T13:59:02.560+00:00


Quando entra na sala de reuniões, reconhece de imediato o Inspector Graça e o Comissário Maurício. Não conhece o terceiro homem que apenas sorri quando o cumprimenta.

Depois dos cumprimentos da praxe, surpreendem-no ao mostrarem fotos dele a conversar com um director da tal empresa interessada nos seus serviços de segurança.

Latitude fica boquiaberto; não notou nada de estranho. " Devo estar a perder qualidades!" pensa, mas lembra-se de que a reunião foi num local público e que, certamente não era ele a pessoa a vigiar.

" Quem é ele? " pergunta e o Inspector Graça ri-se.

" Temos quase a certeza de que essa empresa é uma fachada, uma " lavandaria". Pensamos que pertence ao Grupo do Maurício, a " cara " por detrás da qual eles escondem as operações de protecção/ extorsão dos bares da zona da Ria." explica o Comissário Maurício.

" O assassinato do Joaquim do Bar da Estrela pode estar relacionado com essas operações." conclui Latitude.

" Talvez." concorda Graça " É o que que te queremos propor. Que aceites o trabalho de Director de Segurança e tentes saber como a operação funciona."

" Isto está óptimo!" grita Leonardo " E agora? Vai aceitar? "

Jaime acaba de fumar o cigarro e diz:

" É cedo demais para o afirmar."

" Oh, pá, olha o prazo!"



CONTINUA
 



LATITUDE - PARTE IV

2018-02-04T10:39:02.614+00:00


" Olha o Latitude! Que andas a fazer? Disseram-me que estavas suspenso? Por causa de uma stripper? " diz baixinho o Salgado.

Latitude ignora o comentário e pergunta: " O que se passou aqui? "

" À primeira vista, parece ser um assalto violento, mas não temos a certeza. Há muitas coisas a ter em conta." responde o Salgado, acendendo um cigarro.

" Então, suspeitam de mais alguma coisa? " observa o ex-detective, mas o Salgado abana a cabeça e ri-se.

" Não posso dizer mais nada! Vamos tomar um café um dia destes? " e com um aperto de mão, afasta-se.

Latitude fica parado no meio da rua. Tem que descobrir o que se passou, mas o acesso ao local do crime está vedado.

Só se " assaltar " o bar à noite, mas afasta logo essa ideia da mente. Talvez consiga alguma coisa através do Gonçalves da equipa forense.

Telefona-lhe quando chegar a casa, decide, mas não o faz, porque recebe uma chamada do Comando a pedir-lhe para se apresentar na Sede naquela tarde às 14h30.

O Comando a pedir-lhe para se apresentar na Sede? O que aconteceu?


CONTINUA






LATITUDE - PARTE III

2018-01-31T13:44:25.652+00:00


Neste ponto da narrativa, o telefone toca e Jaime solta um palavrão.

Atende zangado, mas Leonardo, o agente, limita-se a rir.

" Então, como vai isso? " pergunta e Jaime, engolindo em seco, diz:

" Estaria melhor se não interrompesses!"

" Disseste que me enviavas a sinopse dentro de quinze dias. Já passou um mês e continuo sem saber nada sobre o enredo do livro. " queixa-se o agente. " Só sei que é sobre o Detective Latitude, mas o que é que ele vai fazer? "

" Ainda não decidi!"  e Leonardo enfurece-se.

" Ainda não escreveste nada??? Oh, pá, mas o que é que andas a fazer? Há um prazo a cumprir, entendes? "

Jaime opta por não dizer nada e despede-se rapidamente, cortando-lhe novas recriminações.

É que teve uma ideia e tem pressa em a colocar no papel.

" A rua ao pé do bar está cheia de polícias e Latitude olha os rostos, à procura de algum conhecido.

Perto da porta, está o Detective Salgado. O Latitude conhece-o dos tempos em que trabalhou nos Roubos Violentos.

" Oh, Salgado." chama-o e o outro vira-se.

CONTINUA

 



LATITUDE - PARTE II

2018-01-30T13:47:26.664+00:00


Joaquim encolhe os ombros... 

Já sabe que ele não vai confessar nada, mas tem quase a certeza de que há uma mulher no meio...

Suspira, porque foi sempre por causa de uma mulher que o Latitude se meteu em trabalhos... 

Mas está longe da verdade, porque a proposta que o Latitude recebeu foi para organizar a segurança de uma grande empresa.

Oferecem um bom salário, carro da empresa e carta branca para os instalar sistemas de alarme que achar conveniente.

Latitude sabe que um ex-colega aceitou uma proposta semelhante e teve bastante sucesso.

Por isso, está hesitante.  Amanhã vai almoçar com o ex-colega para confirmar detalhes e depois conversar com a irmã e o cunhado sobre o assunto.

Talvez aceitasse a proposta, se o bar não tivesse sido assaltado naquele fim de semana e o Joaquim assassinado.

Por quem? Porquê? São as perguntas que o Latitude faz de imediato.


CONTINUA



LATITUDE

2018-01-28T10:53:22.141+00:00


O Detective Latitude passa os dias no bar...

Desde que foi suspenso por causa daquele affair com a stripper...

" Onde é que estavas com a cabeça?" ralhou a irmã " Um detective com uma carreira brilhante... inacreditável!"

Mas Latitude encolheu os ombros e desperdiça os dias a beber cerveja e a jogar dardos.

" Não achas que devias fazer qualquer coisa de útil? " pergunta o Joaquim, o dono do bar " Não é que me importe que estejas aqui... Os clientes sentem-se seguros por verem o polícia sentado no bar... mas não achas que está na altura de voltares ao trabalho? "

" Não sei se quero voltar." responde Latitude " Não vão confiar em mim... Estava a pensar em abrir uma agência de detectives..."

" E andares a seguir maridos e mulheres infiéis." Joaquim ri.

" Ou espionagem industrial..." diz o ex-detective, seguro de si.

" Porquê? Alguém já falou contigo sobre isso?" Joaquim fica interessado.

Latitude sorri....



CONTINUA



DOMINGO Á NOITE - O FIM

2018-01-25T14:00:10.060+00:00

O Vasco desvaloriza a situação; o desaparecimento do Dr Fontes pode não estar ligado ao da Fátima.Não se deve preocupar... Não lhe diz respeito; a empresa tem que resolver os problemas pendentes e ela limita-se a ajudar no que for possível.Mais nada, acrescenta ao despedir-se. Vera sente-se mais reconfortada e quando o Dr Saavedra lhe propõe encarregar-se de parte dos projectos da Fátima, concorda.Tem uma pequena reunião com a Ana para decidirem como organizar os projectos, mas evita falar mais no assunto.A Alice é que continua curiosa e na pausa para café a meio da tarde, pergunta:" O que é que acham de tudo isto? "" Não sei verdadeiramente o que pensar." responde a Ana " Estou mais preocupada em decifrar a letra da Fátima." Mas a Alice não desarma e continua: " Ela e o Dr Fontes são ou não cúmplices? "" Oh, Alice, não sabemos! É uma pista que a polícia está a seguir e pode não dar em nada. Desaparecerem os dois na mesma altura pode ser coincidência." observa Vera. " Não acho!" comenta a Alice, mas as outras duas já estão cansadas do assunto e voltam para as respectivas secretárias.Mais tarde, sabem que o desaparecimento do Dr Fontes não tem nada a ver com o da Fátima.O que ele fez exactamente, a empresa não comentou para grande tristeza da Alice.Quanto à Fátima, está no Brasil. Foi atrás de um sujeito que conheceu via Internet e que a tinha convencido a investir numa empresa em expansão.Claro que era tudo bluff, o que ele queria era dinheiro dela.A Fátima só percebe isso quando chega ao Brasil e verifica que nada do que ele diz é verdade.Com vergonha, não regressa a Portugal.FIM[...]



DOMINGO Á NOITE - PARTE V

2018-01-23T13:38:23.583+00:00




Vera não quer acreditar, Jaime compreende isso pela expressão dela.

" O Dr Fontes e a Fátima envolvidos? " repete.

" Tudo leva a crer que eles estão envolvidos, não só romanticamente, mas também num esquema de burla." adianta Jaime.

" Burla? Burla aqui na Empresa? " pergunta Vera.

" É apenas uma pista que estamos a seguir." confirma Gonçalo " O que queremos saber agora é se notou alguma coisa estranha entre eles."

" Não, não. Pensei apenas que eram dois colegas a almoçarem juntos." confessa Vera.

O Inspector sorri e diz:

" A colega Alice afirma que eles estão envolvidos." mas Vera apressa-se a contradizê-lo: 

" A Alice é um pouco exagerada." e após mais uma troca de impressões, deixam-na sair.

Vera encosta-se à parede. A mente está num turbilhão.

A Fátima e o Dr Fontes, os dois suspeitos de burla? Não admira que tenha tentado tirar-lhe os projectos dos dois maiores clientes.

Telefona ao Vasco e combinam encontrar-se para almoço.

A Alice já está no seu posto de trabalho, mas Ana está a falar com o Dr Saavedra.

CONTINUA



DOMINGO À NOITE - PARTE IV

2018-01-21T10:58:04.679+00:00

O Inspector levanta-se quando a Vera entra na sala.  Vera sorri em resposta e senta-se.Fica calada; espera pacientemente que lhe façam perguntas. Ao contrário de Alice, pensa o Inspector, que ofereceu logo uma série de informações." A Dra Vera trabalha na mesma área que a Dra Fátima? Como descreveria a sua relação com ela? " pergunta o Inspector, observando-a atentamente." Não éramos amigas intimas, mas havia cortesia, respeito profissional. Até que..." e interrompe-se." Até que? " questiona o detective " A D.Alice diz que a Dra Fátima modificou muito nos últimos meses, que se achava superior aos outros." Vera sente-se desconfortável, mas Jaime insiste na questão e tem que responder." Sim, começou a intrometer-se nos meus projectos e tivemos uma discussão muito amarga por causa disso. O Dr Saavedra, o director do Departamento, teve que interferir e reorganizar as funções de cada uma." confirma Vera." Terá sido por causa do tal homem com quem andava? O que sabe sobre ele? " observa Gonçalo." Não sei grande coisa. Nem sequer tenho a certeza disso! Não vou negar que ela mudou o estilo de roupa, de vestuário e deixou praticamente de falar connosco. Mas, se foi por causa do homem com quem a vimos almoçar algumas vezes no shopping.... não posso confirmar." confessa Vera." Mesmo se eu lhe disser que é o Dr Fontes Almeida, do Departamento de Informática e que está também desaparecido ? " interpela Jaime.CONTINUA[...]



DOMINGO Á NOITE - PARTE III

2018-01-18T13:36:39.228+00:00


Faz-se silêncio e todos apressam-se a sentar. Os telefones recomeçam a tocar e há já alguém que os atende.

Não a Alice que, descarada, fica parada em frente do Director à espera que este fale.

O Director está acompanhado por um senhor franzino, com ar de doente que se apoia numa bengala e dois homens mais novos que se depreende serem da Polícia.

" Ah, Alice, este Senhor é o marido da Fátima e estes são o Sargento Jaime Peres e o Detective Gonçalo Luis. " apresenta-os à recepcionista que os cumprimenta com um sorriso e um aperto de mão.

"  Estes Senhores têm umas perguntas a fazer sobre a Dra Fátima. Como a Alice, a Dra Vera e a Engenheira Ana são as pessoas que lidam mais com ela, não se importam de os ajudarem? " diz e virando-se para os dois polícias, acrescenta " A Alice leva-os para a Sala de Reunião e podem conversar lá à vontade."

Alice assim faz enquanto o Director acompanha o marido da Fátima até ao elevador.

Aquele Senhor franzino e doente era o marido prepotente? Prepotente era a Fátima, pensam as duas colegas, sem se atreverem a expressar isso em palavras.

Meia hora depois, aparece a Alice e anuncia alto: 

" Querem falar contigo agora, Vera." e, baixinho, confessa: " Eu contei-lhes sobre o affair!"

" Oh, Alice." recrimina a Vera " Não temos a certeza disso."

" Mas não faz mal dizer." atalha a Ana " Pode ter importância para o caso."

CONTINUA 



DOMINGO Á NOITE - PARTE II

2018-01-17T13:37:24.761+00:00

No dia seguinte, Vera atrasa-se um pouco e está já preocupada com a boca que vai ouvir.Mas, quando entra no escritório, está uma grande confusão.Os telefones tocam sem parar e todos falam alto, altamente excitados. " O que se passa? " pergunta Vera e a Alice, a recepcionista pergunta-lhe:" Ninguém te disse? Ninguém te telefonou? " e quando Vera abana a cabeça, continua, deliciada:" A Fátima foi dada como desaparecida."Vera olha-a incrédula. A Fátima, a quem a recente promoção subiu à cabeça e está a fazer a vida negra aos colegas?" Não.... Estás a gozar comigo??? " repete, mas a Ana, que trabalha no gabinete ao lado, confirma:" O marido está agora reunido com o Chefe. Veio acompanhado por um Inspector e um Sargento. Ao que parece, disse-me a Eugenia que ouviu antes de fechar a porta da sala de reuniões, ela saiu daqui na 6ª Feira e não foi para casa. Se calhar, fugiu com o dito cujo." sugere." Não tens a certeza disso!" corta a Vera." Pois não.... Mas é provável..." concorda a Alice. " Se me perguntarem, eu digo."" Vais dizer o quê? Que achamos que ela está a ter um caso e que fugiram os dois?" comenta Vera. " Não será melhor atendermos o telefone? Devem pensar que estamos em greve!" Nesse momento, a porta abre-se e o Director do Serviço aparece.CONTINUA[...]



DOMINGO À NOITE

2018-01-11T19:53:20.302+00:00


" Ah, quem me dera que não tivesse que trabalhar amanhã..." lamenta-se Vera.

Vasco não responde. Está tranquilo, confortável e quer gozar o momento, saboreando o vinho e o calor do fim da tarde.

Mas Vera repete a ladainha e Vasco suspira. 

" Já te disse o que penso sobre o assunto. Faz qualquer coisa, mas deixa de te lamentar." e sai da sala, sem saber o que enfurecia mais.

Os queixumes ou a incapacidade em resolver o assunto. Ou seja, uma alternativa.

Vera também suspira. 

Ele tem toda a razão; devia tomar uma providência e está sempre a adiar uma decisão que só ela pode tomar.

" As coisas talvez melhorem amanhã." convence-se, mas está consciente de que diz isto há muito tempo.


CONTINUA









LEANDRO E NATAL - O FIM

2018-01-07T10:49:12.028+00:00

Leandro dorme até tarde e resolve preparar um " brunch " com o que sobrou da ceia de Natal.Está  a acabar quando o telemóvel toca. É da Brigada Anti-Fraude, o Inspector Dantas, será que o colega pode passar por lá?" Alguma coisa grave? " pergunta Leandro e o colega afirma estar relacionado com o caso que está a investigar.Curioso, Leandro arruma tudo e, em menos de uma hora, está sentado em frente ao Inspector Dantas que folheia um dossier volumoso.Dantes não deve ter mais de quarenta anos e nota-se que está nervoso. Diz a Leandro que foi promovido há pouco e está ainda a ambientar-se." O Sargento Meireles falou-me do seu interesse no Bando que se intitula os " Poderosos". Sabemos que a base deles é em Vilar dos Tristes e um dos seus negócios é o jogo ilegal. Creio que o colega pensa que esse tal Zé do Laço trabalhou para eles? "" Enquadra-se no que ele fazia. Fraudes com cheques, apostas, etc. Estive com ele há algum tempo, precisamente em Vilar dos Tristes, mas não o pressionei, porque não era relevante para o caso que estava a investigar na altura." responde Leandro." Compreendo. Tenho que lhe confessar: temos um homem infiltrado no Bando e foi através do Zé do Laço que conseguimos que ele entrasse no esquema. Infelizmente, foi descoberto e pensamos que mataram o Zé do Laço como aviso." confessa Dantas." Atirar com um carro contra uma esquadra de polícia é isso mesmo: um aviso." comenta Leandro, secamente.Dantas fica um pouco embaraçado, mas Leandro ignora-o." O que aconteceu com o vosso homem? " exige saber o inspector." Conseguimos tirá-lo de lá...."" Mas não evitaram a morte do Zé do Laço.  Vou querer falar com o vosso homem, porque isto vai ser uma investigação conjunta." decide Leandro, mas Dantas não o contradiz.Afinal, Leandro é o inspector mais antigo.Ao sair do gabinete de Dantas, Leandro já está a marcar o número de telemóvel do Bernardes." Lamento interromper as férias, Bernardes, mas preciso de ti e da tua organização." é o que pensa enquanto espera que o sargento lhe responda.FIM[...]



LEANDRO E O NATAL - PARTE V

2018-01-03T11:14:44.712+00:00

O Sargento Antunes interrompe-o:" O Inspector tem a certeza de que este Zé do Laço esteve em Vilar dos Tristes? É que ninguém se lembra de ninguém com este nome e não têm recebido qualquer queixa de fraudes. Neste momento, o grande problema deles é o jogo ilegal."  " Mas ele também pode estar metido." comenta Leandro " Tenho que esperar pelos documentos da Brigada Anti-Fraude."O Alcides entra nessa altura com novas informações sobre o carro." O Inspector tinha razão. Este carro foi roubado em Vilar dos Tristes e pertencia a um José... " consulta as notas " Manuel Vicente que também desapareceu. "" Isto confirma a minha teoria de que o Zé do Laço esteve em Vilar dos Tristes. " murmura Leandro " O que se passou lá, o que poderá ter contribuido para a sua morte e ainda por cima, atirar o carro para dentro de uma esquadra... é o que temos que descobrir." anuncia aos dois subordinados." Não agora! " contraria o Sargento Meireles " O turno da manhã vai entrar agora às 08h00. Passamos o assunto?" sugere, mas Leandro abana a cabeça." Não, não. Eu aviso o Comandante de que vou seguir este caso. Vocês podem sair; deixem toda a informação disponível na minha secretária. Volto esta tarde." e saí.Já estão a colocar uma porta provisória e alguém varreu os vidros.CONTINUA    [...]



LEANDRO E O NATAL - PARTE IV

2018-01-01T10:04:58.075+00:00


" Sargento Antunes, é melhor contactar a esquadra de Vilar dos Tristes." pede Leandro ao Sargento " Sei que ele passou lá uns tempos... Quero saber tudo... Eu sei que é Natal... " atalha quando o Sargento protesta " Mas alguém está lá e pode dar-nos informações."

Alcides pergunta: " Ele trabalhava para algum gangue? " mas Leandro não responde.

Está preocupado com a situação: matarem um " zé - ninguém " como o Zé do Laço não é bom sinal.

" Alguém está a preparar alguma coisa e é grave." pensa " Tenho que falar com a Brigada Anti-Fraude. Quem está de serviço?" e alto, diz:

" Liguem à Brigada Anti-Fraude.  Eu falo com quem atender." e fecha-se no gabinete.

Uns segundos depois, o telefone toca. É da Brigada Anti-Fraude, o sargento Meireles.

Leandro explica-lhe o que se passa e o Sargento Meireles promete enviar tudo o que tem sobre um novo grupo que opera na zona de Vilar dos Tristes no dia seguinte.

Confessa que nunca ouviu falar do Zé do Laço, mas estão mais interessados nos chefes do que nos operativos, acrescenta.

Mas Leandro continua convencido de que é uma mensagem. 

De quem? 

CONTINUA



LEANDRO E O NATAL - PARTE III

2017-12-29T10:59:36.121+00:00

" Ok, alguém verificou a informação? " pergunta Leandro, abrindo o processo." Oh, inspector, é Natal. Só tomamos conta da ocorrência; ainda não confirmamos nada." responde o Alcides."  Pois.... " murmura o inspector " Se alguém tivesse confirmado a informação, saberia que a Travessa do Laço é pouco dada a participar este tipo de ocorrência.... "Alguém bate à porta do gabinete e o sargento de serviço entra sem esperar resposta." Inspector Leandro, descobrimos um corpo na mala do carro. A equipa quer falar com o inspector antes de o remover." " Um corpo? " repete Leandro e levanta-se de imediato. O Alcides e o sargento seguem-no, curiosos.Uns minutos depois, olham os três para o corpo de um homem, com cerca de 30 e poucos anos, que a equipa tira com todo o cuidado e coloca em cima de uma maca.A máquina dispara e Leandro aproxima-se. A camisa está rasgada e ensopada de sangue, os braços estão cobertos de hematomas e o nariz está partido.Mas o inspector reconhece-o. É o seu velho amigo, Zé do Laço.O Zé do Laço de volta à cidade grande? Porquê? O que teria acontecido de tão grave na pequena cidade onde se refugiou para regressar?" Sabe quem é, inspector? " diz o sargento, lendo correctamente a expressão do inspector." Sim, é o Zé do Laço. Fraudes, apostas ilegais, etc. " confirma Leandro e pede para confirmarem as impressões digitais.CONTINUA[...]



LEANDRO E O NATAL - PARTE II

2017-12-26T10:19:29.344+00:00

" O quê??? Um carro entrou pela esquadra dentro??? Quando é que foi isso??? " repete Leandro, mas Alcides está tão perturbado que o inspector não pede mais detalhes.Enfia o casaco, pega nas chaves e desce até à garagem. Meia hora depois, está na esquadra de Benavente e depara com uma cena caricata.A porta, de vidro, está estilhaçada e o carro parou mesmo em frente ao balcão do atendimento.O sargento de serviço não sabe o que pensar, está ali parado sem tomar qualquer atitude e fica aliviado quando vê o inspector.Este aproxima-se do carro e tenta abrir a porta. Mas esta está bloqueada e Leandro olha em volta.Dir-se-ia que a Fada Má passou por ali e transformou os homens em estátuas de gelo. Ninguém fala, ninguém toma a iniciativa." Então? Alguém chamou a equipa forense? " pergunta o Leandro " O carro não veio parar aqui sozinho... Alcides, toma nota da matricula.... E, sargento, chame a equipa de manutenção, alguém tem que limpar isso... " acrescenta.As ordens são cumpridas rapidamente e Leandro resolve chamar o Sargento Bernardes.Mas o Bernardes está no Algarve e só volta em Janeiro." Talvez o Alcides me possa ajudar..." pensa. Abre a porta do gabinete e pede ao sargento para chamar o Alcides.Este aparece de bloco na mão. Já sabe que o carro foi roubado naquele manhã do parque de estacionamento do shopping.CONTINUA[...]



LEANDRO E O NATAL

2017-12-24T12:00:24.143+00:00


Este ano, o Inspector Leandro não se importa de passar o Natal sozinho.  

Não entende muito bem esta ânsia de querer estar sozinho a meditar, mas está um pouco cansado das pessoas.

Talvez porque viu demasiada maldade... e desconfie de tudo e de todos.

Por isso, não reage quando lhe dizem que estaria de piquete na Véspera.

O pessoal da esquadra vai organizar uma ceia, mas ele prefere ficar em casa, com o telemóvel ligado.

Prepara uma ceia agradável, escolhe como música de fundo uma " Lied" de Schubert e senta-se em frente da lareira a beber um gin-tónico.

Na esquadra, os rapazes devem já estar um pouco bebidos, pensa... e adormece.

Acorda uma hora depois assustado com o telemóvel.

" Sim, o que se passa?.... Calma, Alcides, não estou a perceber nada..." pede.

CONTINUA



NATAL

2017-12-18T20:02:04.356+00:00



O " Minha Página" vai fazer umas férias....

Vai sonhar com a neve ou partir para um local exótico....

Mas volta na próxima semana.... 

Com uma nova história....

Se começa pelo fim e acaba no princípio.... 

Surpresa....

A todos que me acompanham, um FELIZ NATAL.....



(image)  A foto é minha...
Tirei-a com o telemóvel....



A VILA - FIM

2017-12-17T10:01:06.447+00:00

Depois de uns minutos de pânico, a Teresa telefonou para o INEM.Quando este chega, declarou o óbito e, tal como a lei exigia, comunicou o caso à GNR.A morte do José foi tratada como "morte suspeita" e não como homicido como um dos GNR's disse ao Filipe Paixão.Mas a Tia Madalena não quis saber; dizia que a Teresa era a culpada, podia negar as vezes que quisesse, mas era amante do Joaquim e os dois eram cúmplices.O Filipe tentou acalmar os ânimos e chamou-lhe a atenção de que a Teresa estava ausente há mais de um mês e o Joaquim tinha-lhe pedido ajuda para vender o negócio.O Joaquim e a Renata Sofia tinham decidido que estava na hora de viverem juntos e optaram por comprar uma casa numa vila mais próxima da cidade.Daí, o Joaquim ter contactado o Filipe para o ajudar na transferência do negócio e na venda da oficina." Ah, ah... Acredita nisso, Sr Paixão? "  riu-se a Tia Madalena " Ela nunca me enganou... Aquela sonsa, com a mania de que era artista...."" A conversa termina aqui." exigiu o Padre António " A Teresa acaba de me dizer que o Joaquim morreu de ataque cardíaco e ao cair, feriu-se na cabeça... Nem mais uma palavra!" acrescentou quando a Tia Madalena abriu novamente a boca.O Padre sentou-se ao pé do Filipe para beber uma cerveja. A Tia Madalena resolveu ir para casa e aborrecer o marido com a história da Teresa e do Joaquim.A Teresa trespassou a mercearia e voltou para a cidade.  Soube-se mais tarde que estava a ter bastante sucesso com os bonequinhos e abriu a sua própria loja/galeria.O Joaquim mudou-se para a nova casa com a Renata Sofia e não regressou mais à vila.Durante algum tempo, ainda se falava no caso da Teresa e do Joaquim, mas com a chegada de um novo electricista e de um casal que transformou a mercearia num mini-mercado, tudo foi esquecido.Havia muita coisa a criticar....FIM[...]



A VILA - PARTE VII

2017-12-13T13:40:56.866+00:00


" Temos mesmo que falar!" decidiu a Teresa " Falar sem intermediários... Nada de Padre António, Filipe ou Tia Madalena."

Por isso, foi no último autocarro; o José não lhe negaria guarida por uma noite e discutiriam tudo o que havia para discutir.

A mercearia já estava fechada quando chegou, mas também já passava das dezanove horas e não ficou surpreendida.

O que a surpreendeu foi a porta da casa não estar fechada à chave e não haver luzes.

Tocou, mas como o José não atendeu, resolveu entrar com a chave. Felizmente, o José não tinha mudado a fechadura.

Subiu as escadas, não havia luzes na sala nem a televisão estava ligada. 

" Que estranho!" pensou " Se calhar, mudou de hábitos e vê as notícias mais tarde!" 

Como havia luzes na cozinha, foi até lá.

" Olá, Jos... " mas a saudação morreu, pois o marido estava caído no chão e saía sangue de um ferimento na cabeça.

" AI..." o grito espalhou-se pela noite.


CONTINUA



A VILA - PARTE VI

2017-12-10T12:01:08.484+00:00

Na loja/galeria confirmaram que sim, vendiam à consignação os bonequinhos da Teresa.Infelizmente, não podiam dar o contacto dela, porque, há cerca de uma semana, dez dias, a Teresa tinha retirado os bonequinhos da galeria e cancelado o contrato.Ferida com a hesitação do Gonçalo, a Teresa ponderou os prós e contras da situação e resolveu alugar um pequeno estúdio numa outra zona da cidade.Perto do estúdio, havia uma loja de artesanato que se mostrou interessada na colecção que apresentou e a Teresa não hesitou.Arregaçou as mangas e começou a preparar uma nova colecção.Sabia que tinha que resolver a situação com o José, mas estava relutante em voltar à vila.O José continuava desanimado e, se não fosse o Padre António a dizer-lhe que estava a ser egoísta e não podia pensar só nele, a mercearia continuaria fechada.Por isso, o José lá abria a loja, controlava as vendas, as entregas do fornecedores, mas pouco mais fazia. Até ao café deixou de ir; ficava em casa a olhar para o espaço.O Joaquim regressou das mini-férias e não entendeu nenhuma das " bocas " que a Tia Madalena lhe dirigiu.Queixou-se ao Filipe Paixão, mas este riu-se e disse-lhe para esquecer.E, ele esqueceu até à noite que a Teresa resolveu visitar o marido.CONTINUA[...]