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Updated: 2018-02-21T14:22:38.985+00:00

 



Os "louros" de Costa são postiços

2018-02-05T17:44:02.592+00:00



Afinal o "estrondoso" sucesso  de Costa na economia, 
quando comparado com os outros países europeus, 
não é nada de especial.



Em vez de balas

2018-02-01T14:34:15.343+00:00

Parto para a Guiné no dia 6 de Fevereiro, para percorrer os lugares de há 50 anos e fotografar com a mesma máquina que então usei.EM VEZ DE BALASNo dia 1 de Maio de 1968, larguei do Tejo, rumo à Guiné, a bordo da fragata Corte Real. Era então um jovem tenente dos fuzileiros, com 22 anos, recém casado, que interrompera os estudos de Economia na Universidade de Lisboa.Em Bissau integrei a 6ª Companhia, aquartelada no INAB, junto ao Geba. A nossa missão consistia essencialmente na escolta de combóios de embarcações que levavam abastecimento aos quartéis do Exército.Subi e desci os principais rios da Guiné comandando, conforme os casos, uma ou duas lanchas de desembarque médias (LDMs). Em ocasiões apoiado por lanchas de fiscalização pequenas (LFPs).Naveguei no Cacheu até Farim, no Mansoa, no Geba e no Rio Grande de Buba. Liguei por mar a foz desses grandes rios e também fui a Bolama e a Bubaque.A guerra era uma realidade penosa para quem como eu, jovem militante comunista, se opunha ao domínio colonial e defendia a independência das colónias. Partilhei esse drama pessoal com a minha mulher, Maria Rosa, que trabalhou como professora de História no Liceu Honório Barreto.A fotografia constituiu para mim um paliativo. Ao fotografar a dignidade do povo guineense, a beleza das suas mulheres, o porte dos seus homens e o encanto das suas crianças, eu tinha a impressão de estar a fazer um gesto de amizade no contexto da guerra. A disparar fotografias em vez de tiros.É significativo que pouco tenha fotografado da guerra e dos temas militares.2018 é o cinquentenário da minha chegada a Bissau.Sinto-me na obrigação de comemorar essa fase tão marcante da minha vida de jovem adulto. Tal como os outros jovens da minha geração aprendi, "no terreno", a grande lição da relatividade da nossa própria cultura.No dia 6 de Fevereiro parto para a Guiné e percorrer os locais por onde passei, e fotografei, há 50 anos. E voltarei a fotografar lá com a mesma câmara Pentax Spotmatic que então usei.Está a ser organizada uma exposição das minhas fotografias, feitas em 1968/69, que terá lugar no Centro Cultural Português de Bissau, em 2018. O acervo deverá também ser exposto em Lisboa, no mesmo ano, estando em curso um processo de viabilização no Museu Nacional de Etnologia.Uma espécie de tributo, pela restituição da memória de uma realidade que em grande medida já não existe.Fechar-se-á então o ciclo. Como experiência pessoal é uma grande emoção.Num plano mais geral creio que propiciará reflexões sobre a guerra colonial e sobre a forma como a viam tantos jovens que politicamente a contestavam.Ver o programa Fotobox aqui:https://vimeo.com/253468657?ref=fb-share&1[...]



Jesus acaba com jejum

2018-01-30T09:05:21.342+00:00




Fatiado

2018-01-24T17:41:10.248+00:00




Quem cabras vende e cabritas também...

2018-01-20T00:27:04.981+00:00




A retórica dos acidente rodoviários

2018-01-17T12:49:23.056+00:00



A retórica dos acidente rodoviários
Ainda recentemente o ministro Cabrita fez anuncio de medidas repressivas que se integram numa antiga campanha de mistificação acerca dos acidentes rodoviários.
Quer-se fazer crer que os portugueses são em geral uns selvagens na estrada e que necessitam de um Cabrita qualquer que os meta na ordem. Todos os outros factores estruturais e/ou conjunturais são omitidos para centrar as atenções no comportamento supostamente muito pior do que nos restantes países.
Este quadro publicado a nível da UE mostra que, afinal, ao contrário da retórica fundamentalista, Portugal está perto da média europeia neste capítulo.
Julgo que a nossa vantagem em relação a muitos dos países que estão pior do que nós é termos uma grande rede de autoestradas e termos, em média, um parque automóvel mais moderno.



LDM

2018-01-02T23:28:48.057+00:00



LDM
ao deambular pela margem esquerda do rio Gilão, em Tavira, dei de caras com esta LDM (Lancha de Desembarque Média).
Emocionante. Foi numa coisa destas que eu subi e desci os grandes rios da Guiné, foi numa coisa destas que me brindaram com umas bazookadas (que por sorte falharam o alvo).
Noites inteiras a ouvir ronronar o seu motor, sem acender sequer um isqueiro, atentos aos baixios de lodo e à muitas curvas da água.
50 anos saltados num instante.
Disseram-me depois que esta LDM pertence à edilidade que a usa para transportar contentores de lixo.
Foi o anti-climax.



Na despedida de 2017

2017-12-31T21:24:30.698+00:00




Gerações verdes

2017-12-25T14:25:16.341+00:00




Se o meu pai fosse vivo faria hoje 104 anos
Se assim fosse teríamos representadas nesta bricadeira dos roupões verdes não três mas sim quatro gerações da nossa família.
Não tenho a mínima dúvida de que esta fotografia lhe daria uma enorme alegria; esteja o meu pai onde estiver, consigo vê-lo a sorrir de satisfação.



Finalmente

2017-12-21T17:20:05.601+00:00




Raríssimas

2017-12-18T22:15:50.436+00:00




Tanto alarido para quê?

2017-12-09T23:55:40.869+00:00




Centeno costureira, Centeno patroa

2017-12-05T18:21:29.005+00:00




A fotografia enquanto música

2017-11-23T21:34:41.672+00:00



A fotografia enquanto música
Comparar as "formas" da fotografia com as formas musicais ajuda-me a compreender o seu posicionamento no conjunto das obras.
As fotografias isoladas feitas na rua são como canções; podem ser nostálgicas, sarcásticas ou apaixonadas, eruditas, brejeiras ou mesmo pimba.
Mas as fotografias abstractas ou geométricas, de paisagens ou naturezas mortas, minimalistas ou barrocas assemelham-se mais a sonatas, fantasias ou até variações.
Claro que há ciclos de canções e de sonatas, quando elas são agrupadas sem necessáriamente obedecerem a um programa.
Mas quando as fotografias se juntam para formar uma entidade maior, que "pinta" um tema extensamente e mergulha no seu significado então temos sinfonias, cantatas, poemas sinfónicos ou óperas.
O "Genesis" do Sebastião Salgado é um gigantesco poema sinfónico e "Chaos", do Koudelka, uma grande sinfonia.
Mas já os "Ciganos" do mesmo autor são uma ópera e os "Americanos" do Robert Frank um musical. "Sahel" do Salgado é uma comovente e grandiosa cantata.
Na fotografia há de tudo, desde o jazz à musica concreta: do punk aos espirituais negros. É só procurar.
Mas há uma diferença importante entre a música e a fotografia; a primeira tem muitas realizações que é impossível encontrar na "natureza" enquanto que a segunda permite sempre ao espectador lê-la como um pedaço da "realidade".



Pego do Altar

2017-11-17T13:04:44.292+00:00




Uma ponte que já não se avistava 
há 17 anos 
mostra a gravidade da seca 



Só falta a boca

2017-11-17T13:03:49.879+00:00

As reacções ao jantar variam muito de acordo com as crenças, sensibilidade e posicionamento em relação à geringonça. Até aí tudo normal. O assunto não é sequer dos mais importantes. Mas há uma coisa que não podemos ignorar, a atitude do António Costa. Apressou-se a fazer uma declaração radical e indignada contra o evento, para ficar bem na fotografia, omitindo que sob a sua tutela foram dadas autorizações (pelo Ministério da Cultura) e organizados jantares no Panteão (por empresas públicas e pelo Turismo Lisboa em 2013). Esta incapacidade para assumir as responsabilidades começa a ser uma constante no seu comportamento como se tem constatado nos incêndios, em Tancos, na legionella, na prevenção dos efeitos da seca e em tantas outras situações. Receio que as chuvas intensas sobre o território ardido venham a dar um novo caso nesta sequência. Veja-se o que está a ser feita na Galiza e compare-se.



TITANIC

2017-11-10T17:28:15.724+00:00




Há muito que me espanta

2017-11-06T00:01:21.466+00:00

Há muito que me espanta ver pessoas maduras, militantes ou simpatizantes do BE, ouvindo embevecidos a Catarina Martins e as outras moças que a acolitam.Essas pessoas provavelmente combateram o fascismo, nos maus tempos, e viveram o PREC com muita intensidade e muitos riscos. O que têm elas a aprender com a Catarina?O que fez a Catarina na sua vida que a converta num guia sábio? Que experiências de vida teve, ela e as suas colegas, que as recomendem como líderes?Eu sei que há fenómenos como o Mozart que se tornou admirado desde tenra idade. Mas acham que a Catarina é um Mozart da política?Os que tendo mais de 60 anos se entregam encantados à sua orientação, e ensinamentos, esperam o quê?Penso que hoje encontrei uma resposta; a Catarina e as suas colegas são a consequência directa da incapacidade de uma geração inteira para discutir, e perceber, o que "correu mal" na Revolução do 25 de Abril.Os sonhos e as utopias da sua juventude não se cumpriram mas estas pessoas não souberam, ou não quiseram, perceber porquê.Então, em pleno século XXI, vêem renascer na Catarina os seus primarismos, as suas propostas mal fundadas, e sentem-se enternecidos com tão encantadora herdeira.E andam alegremente a cometer os mesmos erros de há 40 anos.[...]



TRILOGIA

2017-11-02T00:08:37.161+00:00


TRILOGIA
uma grande obra de Lu Nan que pode ser vista no CCB



Porto da Raiva

2017-10-25T07:53:41.432+01:00



Porto da Raiva, depois dos incêndios (21.10.2017)



Arrasador

2017-10-20T10:14:21.354+01:00




A retórica da "devolução de rendimentos"

2017-10-17T22:36:26.050+01:00



Só um cego é que não vê o eleitoralismo do governo Costa, que escolheu como destinatários principais os funcionários públicos e os reformados (os outros cidadãos vão contentar-se com uma pequena redução do IRS, em parte anulada pelos impostos indirectos e que, aliás, também beneficia os funcionários e os reformados).
No entanto convém perceber que os funcionários públicos têm um tratamento de luxo, mesmo comparando com os reformados. O conjunto de decisões tomadas em seu favor, vistas em per capita, são dez vezes mais valiosas como se pode ver no quadro abaixo.



Blade Runner 2049

2017-10-14T00:28:27.858+01:00






Blade Runner 2049
Estou-me nas tintas para a trama e para os dilacerantes enigmas robóticos. Vejo estes filmes pelo ambiente e para espreitar para um futuro possível.
Neste filme o que me deu mais gozo foi o encontro do herói 2049 com Harrison Ford nas ruínas de uma glamorosa Las Vegas.



Quinta do Mocho

2017-10-09T21:50:00.560+01:00



O Armando Cardoso captou este momento divertido numa das nossas visitas à Quinta do Mocho (16/9/2017)



Arte Contemporânea

2017-10-05T21:20:46.352+01:00



Arte Contemporânea
Estive no MAAT para uma visita guiada à exposição ARTISTS FILM INTERNACIONAL. O guia levou-nos, de video em video, ao longo das fantásticas tubagens da Central Tejo.
Como acontece muitas vezes fiquei abismado com as obras apresentadas e com o paleio do guia. Aliás quase sempre as obras seriam indecifráveis sem alguém que nos dissesse o que terá passado pela cabeça do autores no acto de as realizarem.
Na imagem que anexo a este post, por exemplo, pode ver-se a água do mar a bater sucessivamente numas rochas. Só através do guia é que nós soubemos que a cena terá sido filmada na Noruega e que o autor estava preocupadíssimo com os efeitos do "capitalismo esquizofrénico" (SIC).
Ao longo do percurso o capitalismo e até o Karl Marx foram muito invocados de uma forma que me soou superficial e decorativa.
Parece que cada vez mais basta ter uma ideia inédita, para filmar qualquer coisa, e depois invocar uma qualquer tese piedosa que só por milagre o espectador consegue relacionar com a forma do objecto produzido.
Continuo a pensar que isto é sintoma de uma espécie de barroco do fim do tempo da nossa civilização.