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FLISCORNO



a política na vertente de cartaz de campanha



Updated: 2017-11-08T13:15:37.738+00:00

 



teste

2012-08-28T15:51:34.991+01:00

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Sinfonia n.º 4 de Brahms analisa por Bernstein

2011-06-06T01:03:34.730+01:00

Porque hoje é um dia especial, até na política, aqui fica uma pérola que encontrei no youtube.

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Brahms / Leonard Bernstein, 1957: An Analysis of Brahms' Symphony No. 4 in E minor, Op. 98

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Até sempre

2012-08-28T15:43:00.084+01:00

Quando comecei este blog tinha em mente ir olhando para a política como se esta fosse um cartaz de campanha permanente, feita de frases apelativas, com belos momentos de imagem e com pouco sumo. Agradeço a toda a classe política ter-me facilitado a vida.
O Fliscorno foi durante quatro anos e tal um espaço onde fui deixando o meu olhar tantas vezes discordante (sempre?) quanto às políticas socráticas. O blog viveu desse dia-a-dia e, ironicamente, termina agora graças a essas mesmas políticas do actual primeiro-ministro, entre as quais os famosos apoios às empresas de que tanto se gaba e que mais não são do que formas de controlo político. É o caso da minha empresa que, por acções concretas desta governação, se encontra em queda livre, o que me leva a procurar outros desafios profissionais, com uma dedicação incompatível com manter este cantinho regularmente actualizado.
Obrigado pelas leituras e pelos comentários. Até sempre.

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A carta do CEO da Nokia

2011-02-15T16:00:32.635+00:00

(image) Uma notável carta do CEO da Nokia aos seus co-nokianos. Sobre a Apple, o Android e demais concorrência. Sobre a própria Nokia e a forma de encarar o presente. A ler no 31 da Armada.

Eu, que fui entusiasta dos produtos dessa empresa, acabei por mudar para uma marca branca, um tal "Boston", pela simples razão de estar anos luz à frente do que a marca tinha para oferecer. Por um preço aceitável, ganhei um bom dispositivo de acesso à net e um mau telefone. Um inconveniente menor, uma vez sinto menos falta do telefone do que da net.

Vi a empresa definhar a cada resposta inadequada à concorrência. Como é que eles mesmo não o viram? Às vezes não queremos ver, fale-se de pessoas, de empresas, de governos ou de países. A prova é o Portugal que aí está, à beira do colapso financeiro e, segundo o líder, no rumo certo. Em direcção às chamas, seguramente.

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Quando 2+2 são 4 mais IVA

2011-02-15T12:00:19.708+00:00

Vejam-se duas notícias aparentemente desconexas como estas:

E questionemos-nos se a primeira será assim tão surpreendente.

O governo prepara-se para aplicar um imposto sobre outro imposto (chamam-lhe "taxa"... certo!). Essa taxa é já sacada de com um truque manhoso* que é a respectiva inclusão na factura da EDP. E agora estes espertinhos preparam-se para lhe aplicar IVA de 6%.

Para enfatizar o ponto de vista deste post, poderia ser tentado pela adjectivação na linha do "mafiosos". Mas não o farei. A Máfia defende os seus e o Governo, que é de todos, não me defende (apesar de defender os "seus").

* Desde quando é que por ser ter electricidade em casa é sinónimo de se ter rádio ou TV? E se tiver duas casas? E se não estiver interessado nos serviços da RTP?

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Abaixo os professores

2011-02-15T22:08:25.689+00:00

Abaixo os professores porque é deles a culpa do estado do país. Quando se esperam anos por uma justiça ineficaz, não é  do legislador a culpa de não mexer num sistema que não funciona. É dos professores que não conseguiram incutir nos seus alunos a correcta noção da legalidade. Quando grassa corrupção, é culpa dos professores porque falhou o ensino da ética. Se há desemprego é porque os professores não desenvolveram o espírito de iniciativa nos estudantes. Se há fome é culpa dos professores não terem ensinado a pescar. Se está escuro, é culpa dos professores não terem ensinado a fazer luz. Quando há problemas, é culpa dos professores não aparecerem soluções. Tivemos a “paixão pela educação” de Guterres e a carnificina da avaliação docente com Sócrates. Vamos em mais de 10 anos de políticas para resolver os problemas do país mexendo na educação. Melhorámos? Basta olhar para as parangonas para se ler a resposta. Em todas estas décadas, pese embora tantas “mudanças”, há uma aldeia de irredutíveis gauleses onde as fundações continuam inabaláveis: o sistema judicial. Um país onde a justiça seja incapaz de responder em tempo útil nunca poderá ter níveis de desenvolvimento aceitáveis. Se se perde um concurso devido a truques, de nada vale, passados anos, esgrimir argumentos em tribunal. Incumprimentos contratuais precisam de ser resolvidos na hora, não é num futuro incerto. Direitos violados assim continuarão até que, tantas vezes tarde demais, seja possível obrigar à reparação de danos. A incerteza quanto ao tempo necessário para que se faça justiça é um campo fértil para quem se disponha à ilegalidade. Os governos têm passado e a justiça fica. Em contrapartida, a mensagem “abaixo os professores” trazida pela enxurrada de reformas após reformas tem sido uma constante, como se isso resolvesse os problemas do país. É mais do que tempo de parar com o faz de conta. Quando é que se reforma a justiça, começado pelas bases processuais? [...]






A caneta é mais forte do que a espada e o discurso é uma arma

2011-02-14T21:07:00.434+00:00

Os discursos portugueses são catalisadores. Depois do episódio do ministro e secretário de estado lerem o mesmo discurso, é agora a vez de um ministro indiano sucumbir ao poder da palavra portuguesa. Já era conhecido o caso da anedota mortal, tão bem documentada pelos Monty Python, que era tão mortífera que morreria de rir quem a lesse na totalidade. Foi arma de guerra contra os alemães, com exércitos inteiros a lerem apenas palavra a palavra e em alemão. Devastador. Eis que agora, depois de darem mundos ao mundo, oferecem os portugueses mais este notável artefacto, saído direitinho das Novas Oportunidades: o discurso pega-monstro. Tal como esse brinquedo que se atirava às paredes e por elas escorria viscosamente, este género de discurso cola-se ao orador, levando as cordas vocais da vítima a proferir as palavras escritas. Aconteceu em Portugal e agora comprovou-se na Nações Unidas, provando-se a internacionalidade do conceito, quando o Ministro dos Negócios Estrangeiros Indiano  leu durante três minutos o discurso de Luís Amado, sem de tal se aperceber. A admiração internacional é imensa, muito superior àquela trazida pelo belo azul magalhãnico dos computadores Intel que Sócrates procurou impingir ao Chávez. Com efeito, preocupados com a possibilidade de um tal discurso ser usado contra os EUA, levando-os por exemplo a efectivamente fechar Guantânamo, Portugal foi já convidado para membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o que é visto como uma tentativa de controlo desta força bruta. Felizmente, a arma discursal tem deficiências, que estão a ser estudadas para a produção de contra-medidas. Estudos promissores com banqueiros, em que um discurso de baixa de lucros lhes foi apresentado, mostra ser possível resistir à força do verbo português. Mesmo com exposição múltipla ao discurso, continuou o grupo a falar em taxas de juros elevadas e em lucros anuais pornográficos. Outro caso de sucesso, este a carecer confirmação, foi o de Sócrates ter admitido não ser socialista quando lhe apresentaram o discurso de juramento de dizer a verdade, apenas a verdade e nada mais do que a verdade. Entretanto, para segurança de todos, os discursos em causa foram guardados em lugar secreto, lado a lado com os planos de redução da carga fiscal e de emagrecimento do Estado. Podemos todos ficar descansados, tão perigosos instrumentos estão onde, garantidamente, ninguém mexerá. [...]



O poker da moção de censura

2011-02-13T11:58:35.052+00:00

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«José Manuel Pureza sublinha que a direita "cairá no ridículo" se apoiar moção de censura» [Antena 1]

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Uma mala de cartão e um posto dos correios

2011-02-13T11:52:18.674+00:00

Cansado da dura labuta, como a de todos os que passam o dia a usar o CU*, perdão, o CC** para mandar currículos por mail digitalmente assinado, coisa que impressiona de sobremaneira todo e qualquer empregador disposto a pagar até 800 euros (ilíquidos) por um licenciado, dizia, cansado dessa vida, decidiu-se Antomílio Pinto de Sousa (o nome é apenas uma coincidência) por uma vida melhor. Ainda a mala não estava toda desmanchada e já tinha um emprego de prestígio, dizia-lhe o patrão, onde “todos os que eram alguém em Bruxelas acabavam por passar”, facto que ele atestava de cada vez que levantava os olhos da louça para olhar através da janela da copa. Os dias corriam-lhe de feição, que era quando descansava das noites de trabalho, e aproveitava amiúde para melhor conhecer o castelo kafiano que lhe pagara alguns cursos do Fundo Social Europeu nos idos verões de 88 e 89. Num desses dias, passando em frente do Parlamento Europeu, deu de caras com o seu compatriota Zé Manel. “Zé, pá, estás bom? Esta chuva, já viste? Não pára.” “Antomílio, olá. Eh pá, tenho uma reunião, estou atrasado e ainda tenho pôr isto nos correios..” “Levo-te isso pá, que também vou lá agora mesmo.” Mas não foi. Quando se apercebeu que dentro do envelope estava um cheque de oito mil euros, achou que ao Zé Manel não faria falta a remessa de emigrante e voltou para Massamá. Ainda a tempo de ouvir na TVI que os correios do Parlamento Europeu tinham sido assaltados, de onde terão sido roubados uns milhares de euros. “Bandidos, pá. Digo-te, aqueles franciús não são de confiança.” Ajeitou a carteira, que lhe causava mau estar no bolso por causa do macinho de notas de vinte, e pensou no quanto era verdade que lá fora é que se faz vida.    * Cartão Único ** Cartão do Cidadão [...]



Blogger droid app

2011-02-07T15:56:58.307+00:00

Ora aí está, finalmente, a app para telemóveis com Android que permite publicar no blogger.

Basta ir ao Android Market e pesquisar Blogger App.

PS: publicado com a app aqui indicada.

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Parece que cortar os salários foi mais consensual

2011-02-05T18:00:01.308+00:00

“Jorge Lacão, ministro dos Assuntos Parlamentares, defende uma reforma do sistema político, a começar por uma redução do número de deputados dos actuais 230 para os 180. [IONLINE]” “PSD considera «excelente» disponibilidade do PS para reduzir deputados. José Manuel Pureza [BE] diz que esta é uma cedência do PS às exigências do PSD e uma «batota eleitoral» que vai excluir restantes partidos da representação. Jerónimo de Sousa [PCP], considera que a proposta visa «transformar o Parlamento numa câmara bipolar», com PS e PSD, e afastar o PCP.” [TVI24] “Questionado sobre a possibilidade de redução do número de deputados defendida pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, Paulo Portas [CDS/PP] disse apenas: «sobre essa proposta de redução de 50 lacões terá que consultar o nosso líder parlamentar, que é quem responde ao ministro parlamentar».” [SOL] O corte de deputados é para esquecer. «É um assunto encerrado», disse uma, duas, três vezes Francisco Assis, líder parlamentar do PS. [PÚBLICO] “O actual Governo não prevê apresentar qualquer proposta no sentido de diminuir o número de deputados no Parlamento, disse hoje o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira.” [PÚBLICO] "Questionado em Bruxelas sobre a polémica suscitada pela defesa da redução do número dos deputados feita pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, José Sócrates disse que «o ministro Jorge Lacão tem essa ideia há muito anos, defende esse ponto de vista há muitos anos e tem todo o direito a defendê-lo», mas reafirmou que o Governo não partilha essa ideia." [PÚBLICO] [...]



O fisco de rabo escondido

2011-02-15T22:14:56.707+00:00

(image) O fisco quer acesso às nossas contas. O fisco quer quebra do sigilo bancário. O fisco quer saber toda a nossa vida financeira. O fisco quer cobrar impostos sobre as ajudas de custos. O fisco é um terceiro olho na nossa vida.

Nada escapa escapa ao fisco. Excepto o fisco, que escapa a si mesmo.

Segundo o Público, querem os juízes «tornar possível o acesso aos documentos relativos às despesas de cada ministério do executivo». O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa autorizou o acesso no caso dos ministérios da Saúde e das Finanças. Mas este último recorreu da decisão. Em causa está os juízes quererem saber quanto «gastam os ministros e outros elementos dos seus gabinetes com telefones pessoais, cartões de crédito e outros gastos de representação».

O fisco quer tudo ver mas esconde o rabo quando se trata de ele mesmo ser transparente.

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Bebés vão passar a nascer com n.º de contribuinte, decretou o governo

2011-02-05T08:00:06.957+00:00

(image) Número de contribuinte dos filhos é obrigatório na declaração de IRS

Ao que conseguimos apurar, o número de contribuinte irá já na pontinha, sendo o seguinte diálogo uma realidade do novo quotidiano:

- Querida, querida, estou quase.... ai...... passa aí o cartão de contribuinte....

Soubemos ainda que, com a  introdução da medida, o uso do preservativo será considerado fuga ao fisco. Com efeito, a camisinha constitui impedimento a que uma futura fonte de receita se concretize, facto punível por lei.

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Bibi lembra-se de ter sido um espermatozóide

2011-02-05T03:07:00.446+00:00

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O Aventar descobriu que Carlos Silvino, o célebre Bibi, começou a lembrar-se de toda a sua vida, a partir do momento em que ainda era espermatozóide. [Continue a ler mais uma prosa de António Fernando Nabais]

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Cavacógrafo substitui detector de mentiras

2011-02-05T03:01:39.675+00:00

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Cavaco Silva, considerado em alguns círculos o Edison português, já registou a patente de um sistema que irá substituir o polígrafo, vulgo detector de mentiras. (... continue a ler a prosa de António Fernando Nabais no Aventar)

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E se nacionalizássemos a Galp de novo?

2011-02-05T02:12:17.550+00:00

De vez em quando, em comentários dos jornais, nos blogs e em conversas dou com comentários nestes termos: os lucros da Galp são escandalosos e a privatização da empresa ainda os fez aumentar mais. Sabendo de antemão que nos tempos da Galp pública, os preços eram definidos por decreto e que estes variavam em função das necessidades orçamentais, dei-me ao trabalho de fazer umas contitas. Se bem  que não tenha interesse económico (ou outro) na Galp, aborrecem-me estratégias de manipulação. Por isso procurei, em particular, responder a uma questão: tomando como referência os actuais preços da matéria prima e dos combustíveis à saída da refinaria, que preços dos combustíveis teríamos antes da privatização? Isto é, nos tempos em que o barril de brent andava pelos 25 dólares, estávamos proporcionalmente a pagar mais ou menos pelos combustíveis do que hoje? A empresa consegue colocar no mercado produtos a preços mais competitivos ou o lucro fez esses preços disparassem? As tabelas seguintes mostram diversos preços em dois períodos, um antes da privatização (1999-2001) e outro depois da privatização (2008-2010).   Preços da matéria prima e dos combustíveis nos períodos 1999-2001 e 2008-2010 Brent: preço do barril da matéria prima PsT: preço sem taxas, isto é, antes impostos, à saída da refinaria PVP: preço de venda ao público   Na tabela seguinte, as colunas A e C foram calculadas com uma regra de 3 simples. Por exemplo, a primeira linha foi calculada assim:   Extrapolações dos preços dos combustíveis nos períodos 1999-2001 se a estrutura de produção fosse a de 2008-2010 A: quanto seria o preço do gasóleo à saída da refinaria em 1999/2000/2001 se a proporção de custos referentes a 2008/2009/2010 se aplicasse a 1999/2000/2001. Isto é, fazendo uma regra de três simples, se com o Brent de 1999 se obtém um certo valor PsT, com o Brent de 1999 qual seria o PsT obtido? B: cópia da coluna C3 C: como "A" mas para a gasolina D: cópia da coluna C4   Por comparação das colunas A e B e das colunas C e D resulta uma constatação imediata: antes da privatização pagava-se proporcionalmente mais pelos combustíveis do que agora. É certo que com o brent a 25 dólares o barril e com o euro a valer bem mais do que o dólar, os PVP eram aceitáveis. Mas o facto é que estavam bem mais altos do que o necessário. A inflação também não foi tida em conta nestas comparações aligeiradas. Se uma empresa pública vende produtos a preço superior ao necessário está a gerar um lucro que irá para o Estado. Quando a Galp tinha a matéria prima a preços baixos e, mesmo assim, não baixava os PVP, estava a contribuir para o equilíbrio das contas públicas. Ou dito de outra foram, estávamos perante um imposto camuflado. Com a privatização, a empresa passou a seguir o mercado e, apesar de gerar lucro, foi capaz de baixar o preço do produto final, para benefício dos consumidores. Conclui-se que quem defende a re-nacionalização da Galp, acaba por estar a defender a reintrodução de uma forma opaca de criar impostos. E está igualmente, como vimos, a optar por uma estratégia conducente a preços de venda ao público superiores aos que no actual contexto consegue. Em plena contradição consigo próprio, portanto. [...]



Os combustíveis low-cost e a estratégia de desviar a atenção

2011-02-01T08:00:05.651+00:00

Da saída da refinaria até à bomba, os impostos fazem os preços da gasolina e do gasóleo aumentarem, respectivamente, 87% e 135% Alguns deputados do PS estão muito preocupados com a concorrência no que toca a questão dos combustíveis. Em 2008 a preocupação foi de tal forma forte que até acabou por haver um extenso estudo por parte da Autoridade da Concorrência para se saber se as dúvidas repetidamente expressas pelo governo eram ou não fundamentadas. Suspeitava-se então que os preços dos combustíveis estavam inflacionados pela situação de monopólio que existe na refinação de combustíveis. Meses de investigações levaram a uma conclusão que se antecipava: os preços dos combustíveis, antes dos impostos, seguem o que se passa nos outros países. Agora que estamos numa nova crise de preços, eis que, outra vez, as hostes socialistas se incomodam com os preços que andamos a pagar. Desta vez a ira não vai para os preços à saída da refinaria mas sim para o facto de não haver combustíveis low-cost em todas as esquinas. Bem, pode-se sempre fazer uma lei para isso. Para quem já não não tem mercado a funcionar sem o aval do governo, mais uma já pouco importa.Há nestes dois casos uma linha estratégica comum: desviar a atenção da real causa de termos combustíveis a elevados preços. Olhe-se para Espanha, por exemplo, já que agora é moda. Combustíveis muito mais baratos do que em Portugal, como bem o constatam todos os que vivem a alguns quilómetros da fronteira. Será que têm os espanhóis poços de petróleo escondidos do resto do mundo? Não. Será que compram os combustíveis em locais diferentes dos portugueses? Não. Será que os preços dos combustíveis espanhóis são muito mais baratos à saída das refinarias do que em Portugal? Não. Há no entanto uma enorme diferença: o imposto sobre produtos petrolíferos e o IVA é muito mais baixo em Espanha. Para tornar a sua argumentação mais incisiva, diz Jorge Seguro Sanches que chega a haver uma diferença de 20 cêntimos por litro entre os combustíveis low-cost e os topo de gama. Uma comparação falaciosa que não olha para o combustível mais barato que existe no posto de abastecimento e já disponível a todos queiram. Claro que aí a diferença de preços nem chagaria a metade do valor apresentado(ver tabela em baixo). Mas adiante. Afinal, o que procuram estes deputados do PS ao pretenderem que existam combustíveis low-cost por todo o país? Se fosse o preço a sua preocupação, estariam a explicar porque é não temos o gasóleo a 71 cêntimos e a gasolina a 64 cêntimos, como se pode ver a seguir. Fonte dos dados: DGEE e maisgasolina.com A título de curiosidade, PVP=(PST+ISP)*(1+IVA), onde IVA=0,23Com estas cargas fiscais sobre os combustíveis compreende-se que estes deputados pretendam apontar um novo bode expiatório, a ausência de combustíveis low-cost em todos os postos, que possa ser facilmente transformado numa “causa” do Facebook ou numa campanha nos blogs. Que depois segue para os jornais e a seguir para os telejornais. E enquanto se chamam nomes às gasolineiras, não vão os eleitores reparando que da saída da refinaria até à bomba, os impostos fazem os preços da gasolina e do gasóleo aumentarem, respectivamente, 87% e 135%.Leitura adicional: comparação de preços e factores para o actual elevado preço de venda ao público (PVP)Nota: para que conste, os deputados que estão a apontar esta estratégia de spin são Jorge Seguro Sanches (autor) e, segundo o Público, «é apoiado por outros parlamentares, entre os quais se contam [...]



Comentários do blog

2011-01-31T00:42:23.048+00:00

Como uso o Windows Live Writer para publicar, passam-se semanas sem que passe a interfacce do blogger.

Para minha grande surpresa, tinha 33 comentátios à espera de moderação!!!

Porquê?!

Porque os idiotas do Google parece que apanharam as manias da Microsoft e andam com uma fixação em adivinhar o que eu quero. A explicação para este caso vinha uma linha por cima do painel de moderação de comentários:

«We have enabled automatic spam detection for comments. You should occasionally check the comments in your spam inbox»

Assim mesmo. Decidiram activar a moderação de comentários sem me dizerem nada! Apetece-me mudar de vez para o wordpress. Vamos ver. Para já apetece-me e digo-o de novo: o pessoal da Google anda feito parvo.

Desculpem o tempo que passou até estes comentários terem sido aprovados, que já tinham saído há mais de um mês!

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As medidas do debate quinzenal e a apresentação do programa eleitoral do PS

2011-02-15T22:19:57.723+00:00

É um país incapaz de viver sem o Estado. E um Estado que, para responder a esse país, precisa de lhe sacar mais e mais recursos No segundo debate quinzenal de 2011, ainda no rescaldo das eleições presidenciais, o primeiro ministro puxou da cartola uns números referentes a 2010 e, achando-os bons sinais, adicionou-lhes adubo qb em forma de injecção de dinheiro vindo dos impostos. Comecemos por rever esses números de 2010, "resultados na execução do QREN", segundo as palavras de Sócrates, e acrescentando a "tradução" das afirmações proferidas: "600 centros escolares que estão concluídos ou em construção" Tradução: confesso que estou baralhado. Está a população infantil a aumentar? Todos os números dizendo que não, para que servem mesmo estas novas obras?     "mais de  800 mil portugueses abrangidos por acções de formação" Tradução: sabendo que boa parte dos que perdem o emprego começam por ser "convidados" a fazer acções de formação e que estes não contam para as estatísticas do desemprego, significa que, só daqui, faltam 800 mil portugueses na contabilização dos desempregados.     "dezenas de laboratórios e instituições de investigação científica" Tradução: temos aqui uma frase interessante mas que nada acrescenta às oito palavras que a formam. Num discurso com tantos números, onde estão os números (investimento) aqui respeitantes?     "e os mais 4 de 7.500 bolseiros em acções de formação" Tradução: novamente, mais uns milhares que não contam nas estatísticas de desemprego.     "São enfim as 81 cidades com iniciativas de regeneração urbana." Tradução: Ah, agora sim, obras autárquicas. Nada como uma bela rua calcetada de fresquinho ou um centro histórico unicamente igual a uns quantos outros. E a nova buzzword parece já não ser requalificação mas sim "regeneração urbana". Muito mais tecnologicamente práfrentex.     "O apoio público ao investimento na Agricultura, neste âmbito, atingiu os 580 milhões de euros só em 2010, enquanto que os pagamentos realizados no âmbito do apoio ao rendimento atingiram os 840 milhões de euros." Tradução: temos, portanto, uma agricultura incapaz de sobreviver sem 580 milhões de euros  de investimento e de 840 milhões de euros de subsídio aos rendimentos.     "Fruto da recuperação das exportações, temos hoje em curso mais de 4 700 projectos, num investimento elegível de 6.638 M€" Tradução: Mais 4700 projectos incapazes de sobreviver sem um subsídio de 6.638 M€.     "Esta semana terminou uma nova fase de concursos, dirigidos exclusivamente às empresas exportadoras, tendo-se registado a maior procura de sempre: 1.091 projectos, para um investimento total de 2.078 milhões de euros, repartidos por projectos de inovação produtiva, de criação de empresas e de acções de promoção internacional, todos eles apresentados por empresas exportadoras." Tradução: E, surpresa das surpresas, mais 1.091 projectos (projectos? e quantas empresas?) a receberem 2.078 milhões de euros para exportar. Qual é a fotografia que se faz de todos estes milhões, vindos da UE e de verbas do Estado português e que tanto orgulho c[...]



Uma crise com nomes

2011-02-15T22:21:45.033+00:00

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Comissão diz que reguladores e bancos são culpados de uma crise financeira que era “evitável” *

* Sim, é nos States. Mas tanto gostam de olhar lá para fora para nos comparar, como por exemplo neste recente caso de Espanha, podemos desta vez também fazer comparações, certo?

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Docinhos Micro$oft

2011-01-28T22:00:04.343+00:00

Quando uma empresa que vende 35 milhões de euros por ajuste directo ao Estado português fala em oferecer software de "transparência", só pode estar a referir-se ao celofane que envolve as caixas dos DVD  do Office e do Windows. «E caso o governo português siga o ritmo dos restantes executivos europeus, passa a gravar e armazenar dados públicos dos cidadãos na "nuvem" controlada pela Microsoft, através da "plataforma Windows Azure".» [ionline] Gostava de saber quais são esses «executivos europeus» e porque razão estão a confiar o controlo de dados potencialmente sensíveis a uma empresa. Finalmente, há a questão dos preços de licenciamento. Sim, apesar do título da notícia dizer «Microsoft oferece software de "transparência" ao governo"», no corpo da notícia é sublinhado o uso da plataforma Windows Azure, a qual tem uma forma de licenciamento muito pouco transparente, baseado num modelo de consumo. A própria Microsoft afirma ser muito difícil estimar os custos operacionais da plataforma! É pena que esta questão não tenha sido aprofundada na notícia, aproveitando o acesso aos porta-voz da empresa. Agora uma coisa é certa: isto nada tem de oferta, como sugere a notícia. [...]



Portugal, esse país latino-americano

2011-01-28T19:30:55.784+00:00

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Muito gritaram os socialistas - e bem - quando Manuel Ferreira Leite falou em suspender a democracia por seis meses. Mas onde estão agora essas vozes quando esta foi de facto suspensa por um dia para alguns milhares de portugueses?

Depois dos casos de justiça que se arrastam para darem depois em nada, dos grandes empresários que nada arriscam fora do papá estatal, dos ajustes directos milionários e do omnipresente Estado presente na sociedade e na economia, só nos faltam eleições suspeitas para o chavismo cá chegar.

Adenda

Ora aí está uma das vozes que clamou por causa da "suspensão da democracia" e agora vem com um discurso cauteloso. Transformar "problemas técnicos, num problema político"? Desde quando milhares de pessoas não terem podido votar não é um problema político?!

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Só meio milhão sem médico de família?!

2011-01-27T20:00:06.786+00:00

A ministra Ana Jorge diz que 500 mil portugueses estão sem médico de família. Cerca de meio milhão de portugueses não tem actualmente médico de família, revelou hoje a ministra da Saúde, Ana Jorge. Na Comissão Parlamentar de Saúde, a governante disse que, apesar do aumento do número de médicos de clínica geral e familiar, ainda há muitos utentes sem médico de família atribuído. [Público] Ó senhora Jorge, será que não olhou por engano para a lista de espera de Massamá?! 500 mil sem médico de família? Não sei, mas parece-me que o desconhecimento dos números chegou às listas de espera. No que me respeita, posso dizer-lhe, sr.a Ministra da Saúde, que pagar os impostos e agora de forma mais intensificada (digamos assim, ok?), não me adianta nada. Fui há dias ao posto de saúde desse cogumelo urbanístico que é Monte Abraão e logo me foi dito que não tinha médico de família. Que havia uma lista de espera. Longa. Que se quisesse uma consulta , haveria distribuições de senhas às 9 e às 14 horas. E que teria que ir cedo porque as senhas esgotam. E não, não me seria possível marcar uma consulta para uma data futura porque isso era reservado para quem tivesse médico de família. Demita-se, senhora Ana Jorge. Sempre melhorava o SNS, já que, sendo médica, passaria a ter tempo para atender doentes. [...]



A direita socialista no governo

2011-01-27T18:00:03.441+00:00

Os governos de José Sócrates têm feito coisas que a dita direita (como se a tivéssemos) nunca ousaria fazer. Ou logo seria exonerada do governo ou tantas seriam as bocas a gritarem fascistas que a demissão seria o caminho. Vejamos apenas um pouco do que tem feito aquele que se diz o maior defensor do estado social:   Brutais aumentos de impostos; Anunciar impostos para a banca e não os regulamentar (já lá vão 25 dias desde que estamos mais cortados e banca, népias); Cortes salariais; Aumentos de taxas para acesso ao SNS. Lembram-se da histeria que foi quando Passos Coelho veio com aquela ideia estapafúrdia de mudar a Constituição para o despedimento ser com “razão atendível”? Onde estão agora esses jugulares e corporativos perante esta coisa inacreditável da bolsa para as indemnizações por despedimento? As empresas já dizem que não hão ser elas a pagar, logo já se sabe qual é o burro de carga que entra em acção nestas coisas. E esta de reduzir 33% o valor das indemnizações por despedimento e criar um tecto máximo de 12 anos? Não há por aí um socialista que venha gritar que a direita que está no governo nos vai comer a todos? Passem lá por esses blogs. Vão lá e comprovem: nem uma palavra. O vinagre é adoçado dizendo que é apenas para novos contratos, como se o emprego para a vida ainda fosse uma realidade. Diz a ex-sindicalista que agora é ministra do trabalho que é para ficarmos em pé de igualdade com Espanha. Ó senhora André, o cinismo fica-lhe mal. Fosse esse o objectivo e procurava-se harmonizar a carga fiscal entre os dois países, começando pelo IVA e acabando no Imposto Sobre Produtos Petrolíferos. E se fosse para comparar com o resto da Europa, acabar-se-ia com a atribuição de carros, como os que constam desses 2655 veículos a comprar. Ou não saberá a senhora André que nesses admirados países nórdicos os políticos têm meios próprios de locomoção? E acaba-se também com o sector empresarial do Estado, que mais não é do que um meio empregar boys por essas CGD, PT, EDP, REFER, REN, CP, EMPORDEF e tantas outras por aí fora. Agora falar de harmonização só para o que lhe dá jeito, tenha paciência, nem dá para disfarçar. “Não vivemos isolados numa ilha, temos que olhar para os outros países”, diz a ministra André. Será pedir demais que comece por olhar para o que não temos?! Sob a capa de ser um partido de esquerda, avança o PS com medidas que a direita sonharia mas não arriscaria. Mas se o povo tem votado desta forma, é porque tem gostado. E como já dizia o Variações “O corpo é que paga; Deixa´ó pagar deixa´ó pagar; Se tu estás a gostar”.   Adenda Via Paulo Guinote, encontrei este artigo: «Carga fiscal das famílias duplicou numa década». Então, senhora André, já que não somos uma ilha, tem alguma coisa a dizer quanto a comparações com a restante Europa? [...]