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Dimensão do Crepúsculo





Updated: 2018-02-18T12:49:09.035+00:00

 



das expetativas

2017-12-26T21:48:08.777+00:00

Muitas vezes me disseram para não criar expetativas em relação às pessoas. Nunca soube muito bem como o fazer. Até que percebi que acabei por fazê-lo recentemente com uma mudança de postura da minha parte. Desliguei-me, desprendi-me e percebi que na verdade não espero nada dos outros. E é incrível o que isso me beneficiou. 

Há uns poucos anos tinha combinado com uma amiga um lanche em minha casa. Como não houve da parte dela nenhum telefonema ou mensagem a desmarcar o combinado, no dia eu preparei tudo e fiquei à espera. Passado um pouco da hora combinada resolvi ligar e fiquei a saber que a minha amiga afinal não vinha e que não tivera sequer a amabilidade de me informar previamente. Na altura fiquei muito aborrecida. 

Esta semana um amigo sugeriu irmos a um barzinho aqui perto. Acabou por me enviar mensagem a desejar Bom Natal sem fazer qualquer referência ao que havia sugerido antes. Nem liguei. 


Não esperar nada dos outros coloca-nos em grande vantagem: significa que tudo o que os outros venham a fazer é da responsabilidade deles apenas, a reação a isso é nossa e é isso que podemos controlar; se decidirmos não nos chatear, então não nos chatearemos. Se alguém tiver uma aitude boa para connosco, será maravilhoso; ganhamos o dia; se for o oposto, mais vale pensar que não vale a pena desperdiçarmos a nossa energia em ficar zangados. 

Há sempre alguém que nos vai deixar ficar mal; e nós iremos ter também atitudes menos boas em relação aos outros. It really works both ways. 



Basicamente percebi que quem gosta, quem se interessa genuinamente por nós, quem nos quer bem, estará lá para nós e até essas pessoas nos irão dececionar, mas isso não tem mal nenhum; há que desvalorizar. Numa outra ocasião receberemos algo melhor dessa mesma pessoa. 

Não vale a pena alimentar dramas. 

Feliz 2018!



0 Comments

2017-12-21T19:07:54.758+00:00



Pausa letiva! Por fim. Terei alguns dias para relaxar e descansar. Já estão agendados alguns encontros com amigos. Ainda há alguns assuntos burocráticos a tratar, mas tudo a seu tempo. O importante agora é parar para re-energizar. 

Boas Festas!




quantos anos são necessários para curar um coração?

2017-12-13T22:31:46.251+00:00

Foram necessários 7 anos para que eu cuidasse do meu coração. Todos os momentos maus foram necessários para este processo. Mas a esses junto também muitos bons e maravilhosos momentos com pessoas muito queridas e amigas. Quando olho para trás e revejo os erros cometidos penso que possivelmente faria tudo do mesmo modo, não porque ache que não me arrependo de nada; muito pelo contrário, arrependo-me até bastante de algumas opções e atitudes que tive. O que acho é que vivi tudo o que tinha efetivamente de viver para chegar aqui, agora, a este ponto.

Este sim é um ponto de viragem. Após 7 anos em que o meu contacto com o João foi reduzido ao mínimo: telefonemas anuais da parte dele e algumas mensagens pontuais de ambos, acabámos por trocar recentemente com mais regularidades emails e sms. 

Estivemos juntos, em grupo, por duas vezes recentemente e foi bom, muito bom. Foi bom estar com aquela pessoa que significou tanto para mim numa determinada altura da minha vida. E foi bom especialmente porque deixei de sentir ressentimentos em relação a ele. O que existe é um sentimento de amizade bom por ele porque na verdade ele é boa pessoa. Apenas não correspondia aos sentimentos que eu nutria por ele. Acontece. E isso de facto não o torna má pessoa. 



viagem relâmpago a terras algarvias

2017-11-30T22:25:33.900+00:00

No fim de semana passado fiz uma viagem relâmpago ao Algarve. Parti no sábado pelas 8h23 da manhã e regressei no comboio das 17h05 que chegou a Lisboa pelas 21h30. Foi uma viagem muito cansativa, mas consegui avançar na correção de testes. No meio desse ponto de partida e de chegada ficaram as horas maravilhosas passadas com um dos meus amigos mais queridos. 

O nosso programa foi simples mas muito satisfatório: um almoço de petiscos no centro de Lagos, passeio à Fortaleza de Sagres, jantar e cinema em Portimão. No dia seguinte, um belo brunch com intervalo para um passeio na Praia da Luz. Antes de apanhar o comboio um passeio por Lagos para tirar algumas fotos.

Foi muito, muito bom. 

Cheguei a casa exausta mas muito satisfeita. 


A semana foi cansativa: juntei ao cansaço provocado pela viagem de comboio noites de sonos insuficiente. Mas o cômputo final é demasiado positivo para pensar em cansaços. 

Que venham mais viagens e mais fins de semana com gente querida!





dos sonhos

2017-11-28T22:49:24.870+00:00

Tenho uma aluna muito especial. Apesar das suas limitações de diversas ordens expressa-se maravilhosamente bem por escrito, embora cometa muitos erros ortográficos e tenha uma sintaxe pobre. Mas os seus escritos revelam uma jovem de 15 anos que reflete profundamente sobre si, sobre os outros e sobre o mundo. Ajudei-a a criar um blogue. Agora aguardo com expectativa que ela se lance na escrita como nunca e que partilhe com o mundo o que lhe vai na alma. E no decorrer de todo este processo que consiga melhorar a ortografia para que os seus textos se tornem ainda mais ricos e, mais importante ainda, que ganhe confiança em si e que a sua autoestima cresça.  



tempo de mudança

2017-11-21T22:28:40.539+00:00

Várias vezes pensei em tornar-me vegetariana. Perdi a conta às vezes em que o anunciei. A minha mãe nunca me levou a sério... até agora. Faz uma semana que não como carne. Isso não faz de mim vegetariana. É apenas o primeiro passo. Vou fazê-lo gradualmente. Primeiro deixo de comer carne. A seguir deixo de comer peixe e o último passo será deixar de comer laticínios e ovos. Lá chegarei, espero. 

Não tem sido complicado porque nos últimos anos o meu consumo de carne já havia sido bastante reduzido. E notava também que a digeria com muita dificuldade, especialmente carne vermelha. Deixar de comer o resto vai ser mais complicado e vai exigir de mim uma gestão muito equilibrada a nível da alimentação.

Já tenho muitas indicações do que posso acrescentar à minha alimentação, especialmente fontes de fibra e de proteína: grão de aveia e de cevada, trigo sarraceno, tofu, seitan, entre outros alimentos. 

É uma mudança extraordinária. 



em Portugal no século XXI

2017-11-14T00:04:51.862+00:00

Tenho recebido várias mães, Encarregadas de Educação dos meus alunos. E tenho aprendido muito. Especialmente humildade. Falei recentemente com algumas das pessoas mais humildes que já conheci na vida, que desabafaram sobre as suas vidas difíceis relatando histórias e situações para me fazerem um enquadramento do que são as suas vidas. Tenho alunos cujas mães não leem nem escrevem. Tenho alunos cujas mães aquecem água em tachos para darem banho aos filhos. Em Portugal, no século XXI. 



os loucos vingar-se-ão

2017-11-12T19:27:35.970+00:00


"Os Loucos Vingar-se-ão" é o título do livro de poesia de Filipa Borges. A Filipa foi minha aluna numa turma de 11.º  ano de Humanidades há cerca de 8 anos. Na primeira aula e nos primeiros segundos eu não percebi se aquela figura franzina, de cabelo curto e óculos, muito tímida, fugidia, era um rapazinho ou uma menina. Sempre a achei uma pessoa fascinante. Absolutamente singular e peculiar. Com uma visão muito diferente do mundo e de tudo. Com uma riqueza interior que brota e brota e não se esgota. Intensa, perspicaz, provocadora. A Filipa é uma excelente autora, escritora, poetisa, artista. Toda ela respira arte, toda ela é arte e criação.  

Na sexta-feira tive o enorme prazer e privilégio de assistir ao lançamento do livro na Sociedade Nacional de Belas Artes. Conversei um pouco com a Filipa. Dei-lhe os parabéns e reforcei o grande apreço e orgulho que sinto por ela. 

Deixo-vos um excerto de uma obra intensa, que nasceu das vísceras, que perturba e que no seu âmago é bela, bela, bela. 

"De tocha em punho, assim se prepara
O incêndio nas infra-estruturas da sanidade
E, subitamente, alastra um vermelho vivo
Afluente da revolta titânica
Maculando o chão branco do asilo

São psiquiatras ensanguentados
Esquartejados pela ilusão da normalidade"

in "Os Loucos Vingar-se-ão", Filipa Borges



abrindo o coração

2017-11-09T23:20:52.900+00:00

Na semana passada, ao terminar uma aula com a minha DT, reparei que tinha uma folha A4 dobrada enfiada na mochila. Sabia que não me pertencia. Percorri o corredor e subi as escadas a ler a mensagem e sorri de imediato. Por alguns momentos pensei de quem poderia ser a mensagem e por fim percebi que só poderia ser da minha aluna Evelise, uma menina de 15 anos com necessidades educativas especiais. 

Apesar dos muitos erros de ortografia e da pobre síntaxe, a riqueza do texto é inegável. Há também uma coerência e uma lógica que muito me surpreendeu numa aluna com as suas dificuldades a nível cognitivo. 


Hoje recebi a terceira mensagem (a da foto) e conto receber muitas mais. Fiz-lhe esse pedido e ela disse que sim, depois de me dar um abraço apertado. 





o retomar da escrita: ponto de interrogação

2017-10-27T21:34:02.431+01:00


Perdi ontem algum tempo a ler os escritos no blogue Exercício de Escrita e fiquei pasmada por afinal estar lá tanta coisa. Não tinha ideia disso. Julgava que apenas havia meia dúzia de posts. Reli tudo o que escrevi e o que os outros colaboradores escreveram e pus-me a pensar se não será uma ótima ideia retomar a escrita.

Desde que me lembro que gosto de escrever. Sempre tive diários e cadernos onde passava parte do tempo a escrever e a escrevinhar sobre mim, sobre os outros, a inventar histórias, a usar a realidade para inventar essas histórias que tanto queria escrever. 


Infelizmente nunca escrevi tão bem como gostaria. E por essa razão, e outras, fui desistindo da escrita. Fui desistindo das histórias, acabando por nunca me empenhar a fundo na escrita. Por vezes tenho pena pois tenho a certeza de que se tivesse sido mais constante estaria a escrever coisas fantásticas nesta altura. Mas a verdade é que se também tivesse continuado a desenhar e a pintar por esta altura estaria a criar obras de arte bastante aceitáveis. Não dá para me empenhar em tudo. Acho eu. 

Mas o regresso à escrita pode ser possível e quem sabe daqui a uns tempos ao fazer nova avaliação não fique satisfeita com os resultados. Quem sabe?





but not tonight

2017-10-17T22:22:00.212+01:00


Nos últimos dias têm tocado continuamente os álbuns Black Celebration, Music for the Masses e Violator no carro enquanto me desloco de escola para escola. Esta música em particular (do Black Celebration) sempre foi uma das minhas preferidas. Hoje em dia diz-me tanto como nunca antes. 




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Mcr I love you

2017-10-15T14:41:20.942+01:00


Fez ontem 20 anos que empreendi na maior aventura da minha vida: a ida para Manchester por um período de cerca de 9 meses. De outubro de 1997 a julho de 1998 vivi o equivalente a uma vida. São tantas e tão boas as memórias. A foto que aqui coloco não é desse período; esta foi tirada no verão de 2011, após os motins. É a entrada para a Town Hall e a faixa onde se pode ler "Nós amamos Manchester" foi a mensagem pós-motins que se espalhou por toda a cidade. A cidade encontrava-se muito fragilizada e a reação das pessoas foi a melhor possível. Tudo voltou à normalidade o mais rápido possível e foi com estas palavras que se recuperou a dignidade de uma cidade fantástica; herança da revolução industrial mas com lugar no mundo como uma das cidades mais modernas e vibrantes da atualidade. 

Foram tantos os sítios que visitei: Macclesfield, Wigan, Blackpool, Lincoln, York, Chester, Liverpool, entre outros. Mas é das pessoas que trago as melhores lembranças: a Mrs de Souza, a avó que nunca tive,  a Margarita e o David, as minhas amigas austríacas e alemãs, os professores no City College, o meu amigo paquistanês na loja onde revelava as fotos, o carteiro que me entregava as cartas na rua, o pessoal dos correios que já sabiam que ia enviar cartas para Portugal, os motoristas dos autocarros que me davam free rides e tantas outras pessoas anónimas que foram sempre simpáticas e gentis. 



Parte de mim ficou lá. Sinto-me lá mais em casa do que em casa. O meu coração é mancuniano, disso não tenho a menor dúvida. 


sta viagem



desacelerar

2017-10-08T21:53:36.932+01:00

Como seria de esperar o meu corpo já me está a dar avisos para desacelerar. Ao longo dos últimos 10 anos já tive 4 episódios de quebra de tensão, um deles com desmaio (caí redonda em pleno supermercado e fiquei com um galo de todo o tamanho na nuca!). O penúltimo foi no ano passado numa altura de grande stresse e azáfama.

O último episódio do género (mas desta não caí, por um fio, redonda no chão) foi na sexta-feira a assistir a uma peça de teatro. E o meu grande problema nem era o estar a sentir-me mal e o a partir de dado momento ter deixado de ver ou ouvir o que quer que fosse, o meu problema era perturbar de algum modo a peça a decorrer!!!

Não havia cadeiras para todos pelo que assisti de pé e mantive-me bem encostada à parede para não cair. A determinada altura deveria pura e simplesmente ter deslizado para o chão e aí ter ficado mas como não quis causar qualquer tipo de comoção aguentei-me o melhor que pude. 

Peça terminada zarpei para a casa de banho, sentei-me no chão a ventilar. Despi a blusa que tinha e fiquei ali a tentar que o corpo regressasse ao normal. Estava toda suada. Uma rapariga foi muito gentil e foi buscar-me um copo de sumo e dois pacotes de açucar. Bebi e comecei a sentir-me melhor.

Ontem fui medir a tensão por precaução. Estava perfeitamente normal. Mas a verdade é que não me sentia bem. Tinha um peso um cansaço em cima de mim que incomodava. Foi noite de Saída de Rua e a coisa não correu mal. Hoje continuava com o peso e um cansaço tremendo. Depois de almoçar dei um salto à esplanada da praia e quando vim para casa só pensava em deitar-me. Assim fiz. Dormi umas boas 3 horas no sofá. Fez-me bem porque me sinto efectivamente bastante melhor.

Vamos ver se consigo descansar devidamente ao longo da semana porque dentro de duas semanas começa a azáfama dos testes e vai ser duro. Além disso estamos ainda no início e tenho de me aguentar firme ainda por muitos meses. Há muitos kms a percorrer e para tal convém estar em forma. 

O essencial é estar atenta para não flipar. 



live the life you love

2017-10-05T22:47:14.115+01:00



O feriado serviu para descansar e para trabalhar. Tenho uma série de coisas pendentes (tem-me sido difícil dr vazão a tudo, mas aos poucos vai) e hoje adiantei umas quantas. Amanhã tenho assuntos da DT que têm de ficar tratados de vez. Não sei se não terei de abdicar da minha tarde livre de sexta e ir à escola para terminar esses afazeres. 

Dizia eu que o feriado serviu para descansar mas sinto-me tão cansada que nem consigo acreditar como vai ser possível aguentar um ano inteiro este ritmo. Sinto-me em dispersão. Mudo-me de uma escola para outra mas acho que há sempre moléculas minhas a ficarem para trás e eu nunca estou completa, vou-me perdendo no caminho. A continuar assim no final do ano não existo.


E, contudo, há uma onda de satisfação que me envolve e me dá alento. Estas primeiras semanas de trabalho no novo agrupamento têm sido desafiantes e muito estimulantes. O meu trabalho é muito diverso e acho que é aí que reside parte da satisfação, porque não se torna nem mecânico nem enfadonho. Além dos 3.º, 4.º, 6.º e 7.º anos, tenho, nas escolas do agrupamento, um Apoio Pedagógico e um CEI. As aulas do CEI já começaram e já percebi que terei de reinventar com esta aluna toda uma nova forma de a ensinar. O Apoio Pedagógico é com um dos meus alunos do 6.º e vamos iniciar as aulas na próxima semana. 

O trabalho de DT é contínuo, de muita responsabilidade e absolutamente desgastante. 

No INETE tenho a turma de CEF. Com este grupo tenho também de reiniventar a abordagem na sala de aula. Já tenho pensados dois projetos com a turma e tudo correndo bem acho que vão resultar em aulas giras e eles irão ter experiências enriquecedoras. 

A minha vida revolve essencialmente à volta do trabalho mas tem havido oportunidade de alguns encontros sociais, idas à praia e esplanada. 

Por isso, no fundo, tudo tem fluído.E, assim, dou-me conta que estou a viver a vida a que me proponho, um dia de cada vez, e a retirar satisfação do que faço. E não é a toa que tenho esta rodinha de cheiro da foto no meu carro. Comprei-a no ano passado exactamente porque me quis propôr a fazer mais por mim. E isso tem acontecido. 



obrigada

2017-10-03T23:55:07.452+01:00


Quando estamos em paz connosco próprios e com os outros tudo flui, tudo é mais fácil, bastante menos doloroso. Já há algum tempo decidi não ficar zangada. Por várias razões, mas especialmente porque isso seria injusto e essencialmente porque seria desgastante. 

Faz 6 anos que não estou com a pessoa com a qual tive a minha relação mais significativa, romanticamente falando, e 7 desde que ele decidiu que estava numa espiral e que não queria estar comigo. Tinha direito a isso: a não ser obrigado a estar com quem não queria. 

A vida é assim mesmo; as relações estão em permanente mudança. As dinâmicas podem funcionar numa altura e deixar de funcionar numa outra. E tudo isso, no fundo, é perfeitamente válido. 



A única verdade que fica é que o fim dessa relação ditou um percurso, inicialmente muito doloroso porque estive física e psicologicamente doente durante algum tempo, mas muito rico a partir do momento em que recuperei a minha força anímica. Empreendi num esforço, que alguns não compreenderam ou não quiseram compreender. Cometi muitos erros pelo caminho. Estive perdida durante algum tempo. E depois, a passo e passo, tudo foi fazendo mais sentido e fui trilhando novos caminhos. Fiz nestes anos coisas incríveis que muito me acrescentaram. Conheci gente fantástica. Alguns para ficar e que me ajudaram a tornar uma pessoa melhor. 

Eu não estaria aqui neste ponto: mais liberta, mais livre, mais disponível, mais verdadeira, mais equilibrada, mais saudável, mais feliz se naquele início de agosto de 2010 o J. não me tivesse dito que queria terminar a relação. Ainda bem que o fez. Com ele eu jamais teria crescido o que cresci nestes anos. 

Por isso, aqui vai: obrigada. 



das pequeninas coisas que nos dão satisfação

2017-10-03T23:14:58.183+01:00


Depois de ter tido, na semana passada, duas aulas para esquecer com o CEF (estavam parvos de todo) tive a satisfação de ter uma boa aula hoje. Dei matéria, registando tudo no quadro e eles atentos ouviram e registaram nos cadernos. Corrigi a ficha de gramática feita na aula passada. Fizeram uma nova de vocabulário. Conversámos sobre música. Eles disseram-me do que gostavam e puseram-me a ouvir umas coisas, que não achei más de todo. Quiseram saber o que eu costumo ouvir. Notei-os gradualmente mais empenhados, menos na defensiva, menos arrogantes, mais bem dispostos. 

Terminei a aula a rir-me á grande quando um dos rapazes se despede até à próxima aula e me pergunta se não quero ir à praia com eles na quinta. :-D


Espero que não tenha sido só uma vez sem exemplo. Espero que eles atinem. Só ficam a ganhar. Acho que no todo não são maus miúdos. Alguns precisam de mais orientação e mais atenção, mas não me parecem maus miúdos. O tempo o dirá. A próxima semana trará algo mais. :-)



turbilhão

2017-10-01T22:56:41.970+01:00


Isto tem sido um verdadeiro turbilhão. O horário originalmente de 13h passou, no agrupamento, a 20h. Atribuíram-me mais 2 tempos letivos de CEI. Com as 3h do CEF no Inete já contabilizo um total de 23 horas. Estou assoberbada. O trabalho de DT não tem fim. Acabei agora de reler Relatórios Individuais de Alunos NEE, tomei algumas notas para fazer um resumo para o CT. Falta-me ver processos de alunos e organizar os mesmos e ainda tenho alguma informação a confirmar para preencher documentos a entregar na Direção. 

Os manuais adotados são bons e tenho usado o Leya Educação para projectar as páginas dos livros e para ouvirmos os áudios para os exercícios de listening. 

Consegui, com uma enorme satisfação e orgulho, ir às duas aulas de Zumba semanais e a uma no sábado no Tamariz (antes ainda fiz uma aula de Body Vive e uma de Burn it, com batota confesso!). 

Como o facto de praticar exercício físico de forma mais regular nos últimos meses parece estar a injectar-me mais energia do que o habitual, no sábado, não sendo dia de Saída de Rua, aproveitei e fui jantar com a minha bestie e respectivo marido e após o jantar fomos as duas até ao Metropolis, à noite de Vanguarda. Não se esteve mal mas acabámos por lá ficar apenas até às 2h30. Houve bons momentos que fizeram lembrar os tempos gloriosos do Disorder. 

A vantagem de não ter chegado muito tarde a casa foi ter-me levantado relativamente cedo. Dei um pulo ao bar da praia, tratei de uma série de afazeres domésticos, fui votar e ainda fui apanhar uma boa dose de Vitamina D à praia. O meu companheiro de praia foi lá ter e tivémos uma conversa interessantíssima sobre relações na qual também partilhámos algumas experiências pessoais. Depois fui ter com outro amigo ao bar da praia e lá ficámos de conversa com mais pessoal que foi aparecendo. 

Foi um fim de semana rico em atividades e interação social . Isto tem sido uma aprendizagem. O relacionamento com o outro, que me é sempre tão difícil porque rapidamente me esgoto emocionalmente, tem sido uma área muito trabalhada no presente ano. Tenho feito muitos progressos. 

Agora que organizei ideias vou finalmente relaxar um pouco frente à TV e preparar-me para uma semana muito trabalhosa. 



a ti

2017-09-28T00:27:41.982+01:00

Os dias têm sido tão longos e cheios que me sinto constantemente com a sensação de estar perdida. Não é uma sensação necessariamente má. Curiosamente. 

Há sempre muita coisa para fazer e assuntos vários a resolver. Quando consigo pôr um "visto" em alguns desses afazeres esboço um largo sorriso mas logo de seguida reparo que surgiram mais umas quantas tarefas a resolver com urgência.


Este início de ano letivo tem sido um desafio gigante. Darei conta do recado? Sinceramente, não sei. Sinto-me motivada e existem tantos estímulos a tantos níveis que me sinto inclinada a dizer que sim, que vou conseguir. É um bom princípio. Qem sabe? Daqui a uns meses saberemos. 

A grande verdade é que ainda há poucas semanas não me sentia minimamente entusiasmada. Aliás, estava efectivamente aborrecida. Em pouco tempo tudo mudou e o que percebi é que recuperei entusiasmo. Melhor, ganhei, descobri entusiasmo. Algo parecido a paixão. 

Que sentimento(s) estranho(s). Terei alguma vez sentido isto antes? Assim com esta intensidade? Não me recordo. 



Apenas me recordo de uma vida antes em que aos poucos fui recuperando algo. Mas o entusiasmo esse não existia verdadeiramente. No fundo achei-me uma fraude tantas, mas tantas vezes sempre com um grande sorriso, sempre bem, sempre "feliz" da vida, mas cá dentro uma escuridão tremenda a puxar-me e a envolver-me Uma inquietação tão grande. Uma insatisfação tão plena que nunca nada poderia ser suficiente. E nunca nada o foi.

Quantas e quantas vezes quis de facto sentir-me feliz por estar viva? E quantas vezes percebi que estava viva mas não feliz por estar. E quantas vezes desejei poder trocar de lugar com o meu irmão? Quantas vezes desejei que a vida nos pudesse levar ao dia 31 de janeiro de 1998 e que tudo pudesse ter sido diferente. Que eu pudesse ter trocado a minha vida pela dele. Quantas noites acordada o desejei?



O meu irmão que já foi matéria como eu é agora apenas um conjunto de memórias, que se vão desvanecendo mas que por vezes se recuperam nas conversas com amigos. E há sempre alguém a contar-me um episódio desconhecido; há sempre alguém a dizer-me algo sobre o meu irmão que eu não sabia. E é assim que ele vive: nas nossas memórias, nas conversas que tenho com amigos que o estimavam. 

E o que eu percebi é que devo a mim mesma uma oportunidade e que a devo também ao meu irmão. Devo honrá-lo, vivendo o melhor possível a minha vida. 







best summer ever!

2017-09-25T21:34:17.179+01:00

O verão passado foi fantástico mas este tem sido magnífico. Já estamos no outono mas estes dias continuam a saber-me a verão mesmo quando as temperaturas baixam ligeiramente.

Este verão foi de re-encontros e de redescobertas. Uma amizade de infância e adolescência foi retomada após longos anos de interregno. Éramos miúdos e somos agora adultos; somos os mesmos de há 30 anos. Mas somos seres também diferentes. Cada qual seguiu o seu percurso e teve as suas experiências. O entendimento entre dois seres do elemento água continua a ser o de uma grande sintonia e de muita cumplicidade.

Têm sido tantas as horas de conversa na praia ou na esplanada e os assuntos, curiosamente, nunca se esgotam.

Ontem ao regressar de uma tarde serena na praia pensava: como é bom quando alguém quer estar connosco; por vezes até me esqueço como isso é tão precioso. Darmos o nosso tempo a alguém porque é com essa pessoa que queremos estar naquele momento e dedicar-lhe todo o nosso tempo e atenção.

Sinto-me muito afortunada por ter tido esta oportunidade de retomar e aprofundar uma amizade que embora antiga nunca foi, contudo, muito íntima. Mas a base de respeito e de empatia mútua sempre foi grande.

Best summer ever ou como o meu companheiro de praia deste ano diz: endless summer. :-)

TOP!



lovesong

2017-09-18T23:20:43.065+01:00

Gostaria de imaginar que esta música seria a pensar em alguém em particular. Esta é uma música que serve para tal. Mas não. Em tempos sim, ou melhor, talvez. Agora, defintivamente, não. Certas coisas, quando imaginadas, são igualmente boas e válidas. Por isso, aqui fica Lovesong.


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surpresas

2017-09-15T21:43:54.375+01:00

A vida. A minha vida. Os acontecimentos que se sucedem uns aos outros. Sempre na altura certa.

Depois de uma colocação de 13h, que me deixou muito apreensiva por significar um ordenado reduzido e contabilizar pouco tempo de serviço, tive a surpresa de, na quarta-feira, ver o meu horário aumentado para 18h com a atribuição de uma Direção de Turma. Com a acumulação de mais 3h na outra escola, fico com um total de 21h. Não é horário completo, mas está lá quase. 21h é bem melhor do que 13h!

Vai ser um ano letivo duro. Muito trabalhoso e de gastos consideráveis de combustível e de parquímetros, mas preparo-me também para viver muitas horas de satisfação e até de diversão.

Já conheci todas as turmas e, pelas primeiras impressões, parece-me vir a ser possível realizar um bom trabalho com todas. Todas têm as suas especificidades, mas parece-me que o CEF será, possivelmente, a que revelará mais desafios. O truque aqui vai ser conquistá-los, variar nas atividades, ajudá-los a sentirem-se mais confiantes e mais capazes. Julgo que a partir daí a coisa vai funcionar bem.

Tenho alguns bons colegas cujo auxílio e boa vontade têm sido de extrema importância nestes primeiros dias.

Agora é focar-me, trabalhar e dar o meu melhor!




um dia de cada vez e depois logo se vê

2017-09-11T17:01:24.401+01:00

O regresso à escola foi mais cedo do que esperado. Consegui colocação na primeira Reserva de Recrutamento em Linda-a-Velha. A vantagem é ficar perto de casa (não tão perto como no ano passado) e a grande desvantagem é só ter 13h. Acenaram-me com 3h no INETE mas ainda não me confirmaram nada. Na Oferta de Escola, na semana passada, ainda não havia horários para o 330. Esta semana vou pesquisar o que há para fazer acumulação. Há um outro aspecto negativo: vou estar e lecionar 1.º, 2.º e 3.º ciclos em 3 escolas diferentes. A vantagem: as escolas são relativamente perto.

Não vale a pena stressar já. Um dia de cada vez e depois logo se vê.

Não diria estar propriamente entusiasmada. Mas é bom, em vez de recorrer ao subsídio de desemprego, contar com o ordenado (ainda que miserável) para pagar as contas. Agora a grande verdade é que o ordenado relativo a 13h vai-se basicamente todo nas minhas contas principais.

É por isso que acho sempre admirável aquelas histórias das pessoas que dizem que conseguem viver sem dinheiro e que também é possível dar a volta ao mundo sem dinheiro ou com 1 euro por dia. Acho isso fascinante e adoraria um dia ser capaz de ser como essas pessoas.

Mas adiante. Entreguemo-nos com empenho, já que o ânimo é mais escasso, ao trabalho. Para já as atividades em mente são verificar os materiais dos putos do 3.º e 4.º anos, pintar com eles a Union Jack para decorarem as capas dos cadernos; ensiná-los como vamos abrir as lições todos os dias, e fazer uma breve revisão de alguns conteúdos básicos. Insistir nas regras com estes e com os do 6.º e 7.º anos. No 6.º e no 7.º vão ser aplicados os testes de diagnósticos que, Gott sei Dank, já foram feitos pelas colegas da casa. Depois de corrigidos faço uma breve revisão de conteúdos, explicitação dos critérios de avaliação e estamos prontos para embarcar em mais uma aventura num novo ano letivo cheio de coisas novas.



I'll look for you

2017-06-30T23:27:36.515+01:00

Em dois mil e qualquer coisa vi os New Order tocar no SBSR. Foi um momento mágico. Embora não me tenham impressionado pela postura em palco, fiquei pasmada pela forma como tocaram e a música deles é tão, mas tão boa... Do álbum de 2005, Waiting for the Sirens' Call, deixo aqui "Who's Joe", uma das minhas preferidas.


I'll look for you
And I'll get you home
Wherever you go
Whatever you do
I've got to find you
I've got to find you (Whatever I do)


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2017-06-12T23:19:13.311+01:00

Este ano já dei um salto à Feira do Livro duas vezes. Junta-se o útil ao agradável: combina-se encontro com amigas e dá-se um giro a ver livros. Tive a grande felicidade de no sábado conseguir um autógrafo do Afonso Cruz. Levei o meu "para onde vão os guarda-chuvas", que é o meu livro preferido dele. Fiquei em êxtase!




Paris

2017-04-10T12:28:26.880+01:00

Este ano o fim de semana cultural foi em Paris. Descobri uma cidade maravilhosa, cheia de cultura, uma arquitectura fantástica, ruas limpas, sistemas de transportes organizados. Posso dar-me por muito satisfeita porque tive a oportunidade de visitar o Louvre e o Musée d'Orsay. Ambos maravilhosos! O d'Orsay tem um piso só dedicado ao Impressionismo!Fica um registo em imagens do que foi possível visitar em tão pouco tempo. [...]