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O Sínico



À beira-China plantado. Um blogue de José Carlos Matias. jcmatias80@gmail.com.



Updated: 2017-12-28T20:18:36.363+08:00

 



Regresso?

2017-05-02T00:18:34.092+08:00

Após sete anos de travessia no deserto... 



Pausa (Abraçar-nos-emos de novo)

2010-06-13T22:14:16.885+08:00

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De forma natural – sem aviso prévio nem ponderação – o Sínico deixou de ter actividades regulares (posts). Já lá vão mais de três meses.
O tempo e a percepção de se estar a dizer algo de novo ou a acrescentar algo começaram a escassear. O Sínico está portanto com as actividades suspensas (não canceladas)
A todos os que foram espreitando este canto da blogosfera, muito obrigado.

“...abraçar-nos-emos de novo”



0 Comments

2010-02-14T22:59:34.212+08:00

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Feliz Ano Novo Lunar do Tigre!

Happy Chinese New Year of the Tiger!


Kung Hei Fat Choi!

恭喜發財

新年快樂!




5 anos, letargia, liturgia, leituras pós-dominicais

2010-01-26T01:13:33.167+08:00

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Cinco anos (e três dias) após o inícios das actividades regulares deste blogue, o Sínico arrasta-se lentamente na blogosfera. Sem data de encerramento à vista, mas em estado quasi-letárgico.
Ainda assim, neste início de 2010 e final do Ano do Búfalo, vale apena continuar a partilhar algumas leituras convosco:

"ChinaScope 39: Google's fight in China" , China Election and Governance.
"
Communist party officials criticise Liu Xiaobo conviction", The Guardian.
"Hu’s “New Deal” with Tibet: Chinese Characteristics and Tibetan Traits?", China Brief (Jamestown Foundation).
"The real stake in 'free flow of information'", Global Times.
"Intra-Party Democracy in China: Should We Take It Seriously?", Cheng Li, CLM.
"Interview with Li Yanhong, Baidu's Founder, Chairman and CEO", EastSouthWestNorth (Southern Metropolis).





Breves Notas Pós-Natal

2010-01-04T02:54:25.747+08:00

- Um olhar sobre a ever closer e ever complex Sino-American relationship, num ano em que se tornou ainda mais evidente que este vai ser o século Washington-Pequim (pelo menos na primeira metade). De Jing-dong Yuan no Asia Times.

- O blogue da RDP sobre os 10 anos da Região Administrativa Especial de Macau (parabéns RAEM) e os programas especiais da Rádio Macau a propósito da efeméride.

- A mão de ferro debaixo da luva de veludo: There has been widespread condemnation of the jailing by China of leading dissident, Liu Xiaobo, for subversion.

- E Claro um Magnífico Natal e um Próspero 2010: 聖誕快樂! 新年快樂!



intermitência e sucessão

2009-12-14T00:44:48.824+08:00

Quando criamos um blogue e o vivemos de forma intensa temos a sensação que nos acompanhará para sempre. Pode ser esse o caso do Sínico. No entanto, a verdade é que por diversos motivos - sobretudo por falta de tempo e tempos- tenho adiado a actualização deste espaço que tanto prezo. E assuntos não faltam para serem contextualizados e hypertexualizados. Ao sabor de tempos e ventos, espero poder continuar a partilhar o vejo, ouço e leio. Agora, de forma mais intermitente e menos regular.
Um dos assuntos que acompanhamos com alguma atenção neste blogue é a questão da sucessão dentro do Partido Comunista Chinês. Alice Miller, no China Leadership Monitor, reflecte sobre o 4º Plenum do Comité Central. A ler:

"The Case of Xi Jinping and the Mysterious Succession"



De volta

2009-11-09T02:20:39.873+08:00

Após uma ausência bastante mais prolongada que o habitual, em virtude dos afazeres que inundam o autor do blogue, regresso com algumas sugestões de leitura e de visionamento.

Leituras Dominicais
Jason Kyriakides escreve sobre dois acontecimentos que marcaram a semana passada: a morte de Qian Xuesen, Pai do Programa Espacial Chinês, e a demissão do Ministro da Educação Zhou Ji.

Willy Lam escreve sobre a operação em larga escala de combate ao crime organizado em Chongqing.

Gregor Peter Schmitz escreve que a União Europeia tem de mudar a relação que tem com os EUA.



Vídeo Dominical
A entrevista (em seis partes) de Charlie Rose ao Pai-Fundador de Singapura Lee Kwan Yew. Como sempre, com observações de grande interesse para partilhar. Chego aqui através da Oriental Praia, blogue bastante interessante da autoria de Jorge Godinho.

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60 anos de China Popular

2009-10-02T00:37:17.899+08:00

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1. 國慶 快樂! Que é como quem diz, Feliz Dia Nacional!

2. No sempre interressante blogue A Terceira Noite, Rui Bebiano perorre referências livros que também me têm servido de mapa para entender a complexidade de um país, onde vivo, mas, na verdade, à beira do qual me encontro (Macau ainda é para todos os efeitos à beira-China). São essas personagens (pessoas) de Cisnes Selvagens (de Jung Chang), China Witness ou Mulheres da China (de Xinran) cujas vidas cruzam uma História recente voraz, plena de contradições.
Um outro exemplo, neste caso escrito por um ocidental, é Chinese Lessons de John Pomfret. um livro em que o autor revisita, 20 anos depois, as histórias de vida de cinco antigos colegas de univeridade, quando Pomfret estudou em Nanjing, na China.

Like many officials who tried but failed to become a member, Song senior loved the Communist Party with the wounded intensity of a spurned lover. even after the end of the Cultural revolution and the arrest of the Gang of Four, he insisited on the party's infability. One day in the mid-1980's Daybreak Song and his father were at a public bath where someone asked the aging bureaucrat why he still supportd the party.
"Well", he replied edgily, as if it was common knowledge, "everything the party did was correct.
(pp. 64-65).

3. A propósito do Dia Nacional, participei num programa emitido hoje pela Rádio Macau, numa conversa conduzida pelo Gilberto Lopes, em que esteve presente também José Luís Sales Marques.



Eleições Legislativas em Macau

2009-09-24T22:55:51.681+08:00

Afinal as mudanças na balança de poderes na Assembleia Legislativa foram diminutas. Podem resumir-se ao terceiro deputado eleito pela Associação Novo Macau e a não eleição do segundo membro da lista da União para o Progresso, que junta a Associação dos Moradores e a Assoiação das Mulheres. Esta estabilidade na relação de forças foi aliás usada por Ng Kuok Cheong como um argumento face a Pequim para a democratização plena do sistema político. À medida que forem publicados os "rescaldos" na imprensa irei sugerindo algumas leituras.

Na blogosfera, o destaque vai para o Bairro do Oriente, aqui e aqui.

Na imprensa:
"Não aprendemos nada", de Carlos Picassinos.
"Mudar alguma coisa para tudo ficar como dantes...", José Rocha Dinis.
"Democratas, Operários e Melinda", Gilberto Lopes.


Os resultados, provisórios (???!!) estão disponíveis aqui.



Election Day!

2009-09-20T17:52:30.076+08:00

Hoje os eleitores de Macau escolhem 12 dos 29 deputados à Assembleia Legislativa. Os resultados vão sendo disponibilzados depois do fecho das urnas neste site.












Bo, de Dalian, Chongqing e Beijing.

2009-09-04T00:40:05.137+08:00

Bo Xilai é um político talentoso. Tem-no provado ao longo das últimas duas décadas. No livro "Pela China dentro", António Caeiro fala dele quando Bo, princeling filho de Bo Yibo, um dos chamados Oito Imortais que lideraram a China entre o fim da Revolução Cultural e o final da dé cada de 1980, era presidente da Câmara de Dalian, na província de Liaoning. Formado em jornalismo (uma caso raríssimo entre o lote de engenheiros da Quarta Geração e economistas-juristas da Quinta Geração), Bo Xilai faz valer a sua formação na forma como lida com os media e através destes como comunica com os cidadãos. "Bo Xilai era mais conhecido que o primeiro-secretário do Partido, que formalmente é o número um da hierarquia local. Gostava de andar pela rua, entre o povo, e as pessoas reconheciam-no. parecia um político ocidental" (António Caeiro, Pela China Dentro: Uma viagem de 12 anos, p.112). Mais tarde foi governador de Liaoning e depois Ministro do Comércio, cargo com o qual ganhou dimensão internacional. Em 2007, chegou a ser referido como um forte candidato ao Comité Permanente do Politburo (CPP) do Partido Comunista Chinês, mas em vez disso, apenas ficou no Politburo alargado e foi "enxotado" para Chongqing onde lhe foi atribuído o cargo de primeiro-secretário do Partido. Bo foi excluído do núcleo duro da Quinta Geração, sendo afastado de Pequim e dos holofotes dos media. Isto até Junho deste ano, quando decidiu transformar uma aparente desvantagem - estar fora da capital- para lançar uma campanha de limpeza do crime organizado no município de Chongqing. O South China Morning Post traz na edição desta Quinta-feira um texto ilustrativo sobre o alcance da operação de BoXilai, no que diz respeito ás suas ambições e possibilidades de ascensão política, de volta para Pequim, com os olhos postos em 2012, altura em que vai ser escolhida a nova liderança do Partido. Bo está bem colocando para subir ao CPP. "People in Chongqing, and mainland media, have lavished Bo with praise for his courage in taking on the gangs, whose members colluded with police and government officials. An article posted on the website of the party mouthpiece People's Daily even compared his campaign to that by the late paramount leader Deng Xiaoping to wipe out bandits in the southwest 60 years ago (…) Bo has been a member of the Politburo since 2007, and his move to Chongqing came soon after his elevation. It was widely interpreted as a step to prepare him for a high position in the central government. Like his predecessor in Chongqing, Wang Yang, Bo is believed to have a good chance of promotion before 2012, when incumbent leaders will retire". "Is it next stop Beijing for Bo aboard the Chongqing express?", Shi jiangtao, South China Morning Post, [...]



The tide has changed

2009-09-02T00:28:46.520+08:00

Como se esperava... Mudou e de que maneira!

Quanto às implicações na Região, sobretudo no que diz respeito às relações com a China, eis um texto interessante, com a perspectiva de Jian Junbo, da Universidade de Fudan (Xangai):

"With the Democratic Party of Japan (DPJ) becoming Japan's ruling party after its landslide victory in the just-concluded general elections, a number of analysts and experts in China expect the two countries to move closer. "



The tide is changing

2009-08-30T12:21:03.832+08:00

No Japão, este domingo deverá ficar para a História. Depois de 50 anos de poder quase ininterrupto - com uma breve interrupção de alguns meses em 1993-1994 - o Partido Liberal Democrata deverá dizer adeus ao poder. O Partido Democrata do Japão, liderado por Yukio Hatoyama, é dado como claro favorito em todos os estudos de opinião. Uma nova Era deverá ter início hoje na política japonesa. Com a ascensão ao governo de um partido reformista de centro-esquerda, esperam-se algumas, quer no plano interno, quer em termos do posicionamento de Tóquio no contexto da Ásia Oriental. "Japanese election set to end Liberal Democrats' long grip on power", The Guardian/Observer. "Japan on the brink of a new era", Kosuke Takahash, no Asia Times. P.S. Mais logo perceberemos a dimensão da - mais que esperada - vitória do Partido Democrata do Japão.[...]



Éter

2009-08-29T19:17:50.129+08:00

Foto Eduardo Brito "já corremos de mãos dadas (...) abraçar-nos-emos de novo (...)" [...]



Beyond Sino-Lusophone Intersubjectivity

2009-08-27T00:17:15.727+08:00

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"Macau, China and the Portuguese Speaking Countries",
Working Paper presented at “Inside/Outside: 60 years of Chinese Politics”, Hong Kong Political Science Association 2009 Conference, August, 20-21, Hong Kong University of Science and Technology.





Leituras Dominicais

2009-08-22T23:56:12.889+08:00

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"Hu's Anti-Graft Drives Lack Institutional Checks and Reforms", Willy Lam, China Brief (Jamestown Foundation).
"End-to-privatization call stirs debate", Liang Chen, Global Times.
"China's Emergence from Economic Crisis", Barry Naughton, China Leadership Monitor.



Pequim 2008, um ano depois

2009-08-09T00:56:00.271+08:00

Há um ano, às 8 horas e 8 minutos do dia 8-8-2008 começavam os Jogos Olímpicos em Pequim. Os JO consagravam a re-emergência da China, sendo ao mesmo tempo uma oportunidade para o mundo entender melhor a cultura chinesa e a China se abrir mais ao mundo. Os Jogos foram um sucesso - não obstante os casos da pequena cantora que fez playback de outra menina menos bonita, mas com voz resplandecente ou as dúvidas quanto à idade de algumas ginastas da selecção chinesa. Antes das competições a questão do Tibete e dos direitos humanos ameaçava manchar o evento. Mas durante o certame, foi mesmo o desporto que brilhou nos media internacionais, com momentos fantásticos protagonizados por Usain Bolt, Micahel Phelps ou Yelena Isinbayeva. Após os JO, o presidente do Comité Olímpico Internacional dizia “Os Jogos Olímpicos vão mudar a China (..) vão ver”. Em que sentido mudaram, um ano depois? É difícil de responder a essa questão. Por ventura um ano é pouco tempo para ver essas mudanças (falta saber em que sentido Rogge falava em mudanças, mas supõe-se que seriam no sentido de uma maior abertura e mais respeito pelos direitos humanos). Quem vive em Pequim, diz-me que os sinais que existem apontam no sentido de algumas regressões a esse nível. Este ano, com datas sensíveis como os 50 anos da fuga do Dalai Lama, os 20 anos do Massacre de Tiananmen ou os 60 anos da fundação da república popular da China, o cerco a potenciais “troublemakers” aumentou, com destaque para as perseguições a activistas, advogados de cidadãos que contestam o Estado ou ciberactivistas . A verdade é que a necessidade de controlar os movimentos “em rede” na rede de cariz autónomo tem sido elevada a “prime directive”. A manutenção da ordem social num contexto de crise financeira internacional surge aos olhos da liderança como algo de fulcral para evitar um ciclo devastador de “social unrest”. Todavia, noutros aspectos, há sem dúvida melhorias a registar. Na sequência das medidas introduzidas há um ano, a qualidade do ar em Pequim melhorou. Recintos como o Ninho de Pássaro e o Cubo Aquático tornaram-se em novos focos de atracção turística numa Pequim com um ar cada vez mais sofisticado e moderno. Apesar da noção que referi anteriormente em que o punho de aço se torna mais visível debaixo da luva de veludo, simultaneamente existem sinais de um maior empenho e supervisão dos cidadãos sobre as questões públicas. Num artigo publicado pela Xinhua – agência de notícias oficial da RPC – é feito um balanço do que mudou neste ano. Chen Changfeng, professora de Comunicação na Universidade de Tsianghua considera que as pessoas estão mais atentas às questões cívicas e que o “povo chinês está certamente mais aberto ao mundo”. No entanto, e”não podemos esperar que as mudanças aconteçam da noite para o dia”... “It takes time”. Se essas mudanças internas levam tempo, do ponto de vista externo este ano tem sido de uma mais rápida ascensão e assunção da China enquanto global player. Desde logo, num contexto de crise internacional, Pequim está claramente a ser a primeira grande economia a arrancar com um regresso ao crescimento económico na ordem de 7,9 por cento no segundo trimestre. Além disso, ao nível da segurança internacional, o envio de navios de guerra para a zona ao largo da Somália para combater a pirataria ao largo do Corno de África marcou o regresso da marinha da China a esta zona do Oceano Índico, qu[...]



Chui Eleito - O dia seguinte

2009-07-27T23:30:30.867+08:00

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"O que pretende fazer?", Gilberto Lopes, no Hoje Macau.
O próximo “dono de Macau”, Ricardo Pinto, Ponto Final.
"Imaginação ao poder", Carlos Picassinos, Hoje Macau.
"Falta-lhe “vestir a pele” de CE",
José Rocha Dinis, JTM.





Damned Dam! Protracted internet warfare...

2009-07-20T22:36:24.388+08:00

No início deste mês, a 1 de Julho, precisamente, supostamente entraria em vigor, na China continental, a exigência de os novos computadores terem instalado o software “Green Dam – Youth Escort”, um sistema de filtro de conteúdos indesejáveis. Todavia, inesperadamente, foi anunciado pelo governo, horas antes da meia-noite, que a exigência de instalação tinha sido adiada. O abandono sine die, por enquanto, da ofensiva das autoridades foi saudado por muitos cibernautas (netizens) chineses (com o artista Ai Wei Wei, um dos responsáveis pelo design do Estádio Ninho de Pássaro, à cabeça) que nas semanas anteriores tinha criticado ferozmente a iniciativa classificando-a como mais uma investida contra a já limitada liberdade de acesso à internet. As autoridades diziam que tinha apenas como objectivo impedir o acesso a conteúdos pornográficos e muito violentos, mas com o pacote viriam também mais bloqueios a conteúdos “inconvenientes” para o governo central.Por que razão as autoridades fizeram marcha atrás (ou leninisticamente deram um passo atrás para dar dois à frente)? Sun Wukong, no Asia Times, considera que os protestos dos netizens teriam criado uma pressão forte sobre o governo que considerou que seria arriscado avançar nesse sentido nesta altura. Sun enquadra o fiasco do Green Dam num contexto mais alargado de um Partido Comunista Chinês que, não obstante o afinco e sofisticação com que procura erguer em cada lar uma Great Firewall, começa ter dificuldades em lidar com ondas de protesto de grande dimensão na internet: The Green Dam fiasco sounds the alarm that it is now difficult for the party and its government to implement policies that are unacceptable to the majority of party members, as well as to the general public. It is unwise for the government to forcefully impose policies, as this will only weaken its governance and in turn the party's legitimacy to rule. For its very survival and continued rule, the party must promote democracy within the party. Já Willy Lam, no China Brief da Jamestown Foundation, salienta outros factores. Por exemplo, várias construtoras de computadores pessoais – asiáticas e americanas - insurgiram-se contra a instalação do software, alegando que dado que o Green dam também tem funções de spyware, isso violaria os direitos de propriedade intelectual. Por outro lado, técnicos do Ministério da Indústria e Informação Tecnológica terão detectado problemas no software. Em todo o caso, Lam observa que “the warfare between Net-empowered activists and the authorities seems destined to remain both ferocious and protracted”. Num ano de aniversários sensíveis (os 20 anos de Tiananmen, os 50 anos da revolta no Tibete e os 60 da criação da República Popular da China), a necessidade de controlar os movimentos “em rede” na rede de cariz autónomo é elevada a “prime directive”. As revoltas em Teerão e a forma como os jovens utilizaram a internet para mobilizar e dar dimensão aos protestos certamente que levou a que seja reforçado o policiamento e o controlo da internet. O papel das redes de microblogging, como o Twitter, foi alvo de atenção redobrada na China. Este mês, quando dos acontecimentos de Urumqi, o clone chinês do Twitter, o Fanfou.com, começou a ter uma função de rede de disseminação de informação paralela, que incomodou as autoridades ao ponto de ser encerrado a 7 de Julho. Num artigo, publicado hoje, no S[...]






Urumqi riots - rastilho de tumulto maior?

2009-07-08T13:05:17.437+08:00

As revoltas em Urumqi, capital da Região Autónoma Uigur de Xinjiang, constituem o caso mais grave de "social unrest" desde Tiananmen, em 1989. O rastilho terá sido uma zaragata numa fábrica de brinquedos em Guangdong que opôs chineses de etnia han a chineses de etnia uigur. Mas na verdade, esse foi só mesmo o rastilho (ou a gota de água). Sendo uma situação diferente da do Tibete em vários aspectos, sobressaem semelhanças no que diz respeito a uma rejeição por parte de sectores significativos da população local à "hanificação" e "sinização" da Região Autónoma e ao impacto da Campanha "Go West", que tanto crescimento económico levou a essas regiões, mas que causou desequilíbrios demográficos e socio-económicos que agora servem de motivo para estes protestos. Tal como sucedeu em Lhasa em Março de 2008, as formas de protesto foram muito violentas com ataques indiscriminados a chineses han. Com a diferença que em Urumqi os manifestantes foram muito mais violentos e impiedosos (sanguinários). A resposta das autoridades, como se esperava, foi de larga escala, como era inevitável. A situação está polarizada de tal maneira que hoje foram chineses han que saíram em fúria contra a ultraviolência dos manifestantes uigures.Parece claro que o modelo desenhado para o Oeste da China de desenvolvimento económico, de autonomia (um conceito que na China tem um "je ne sais pas quois" de orweliano na forma como funcionam as "Regiões Autónomas" do primeiro sistema) e das relações Partido-Estado-Minorias terá que ser revisto. Esporadicamente, têm ocorrido também confrontos violentos entre Chineses Han e Chineses Hui (segunda maior minoria muçulmana na China a seguir aos uigures).Para Jian Jinbo, professor na Universidade de Fudan (Xangai), o que se está a passar é uma consequência do desmoronamento da identidade nacional chinesa baseada numa lógica de classe transétnica, que começou a ser destruída durante a Revolução Cultural. Os mecanismos criados a partir da era da Reforma (1978) pelo governo central de compensar as minorias com alguns privilégios, como por exemplo estarem isentos da política de filho único ou terem quotas para acesso às universidades não conseguiram restabelecer um certo equilíbrio que terá existido na primeira fase do Maoísmo. Jian Junbo enquadra a desharmonia numa perspectiva económica e histórica. Marx surge por vezes onde já não se espera...Atentemos a algumas passagens:"The increasingly frequent conflicts between Han and other groups indicate the Chinese Communist Party's (CCP's) policy toward ethnic minorities has become ineffective in maintaining harmonious relations between peoples. For the past 60 years, the stated aim of the CCP's policy has been to maintain national unity and stabilize civil society. The communist government considers all ethnic groups to be Chinese, but encourages all ethnic groups, especially minorities, to keep and develop their traditional cultures. The government has even helped minorities with only a spoken language create their own writing system". "In China, political equality based on class equality has collapsed. For the past 60 years, this idea of class equality was a basis on which all common people, including minorities, could maintain an identity as one member of the Chinese political community.Now, the economic and political marginalization of ethnic minorities is destro[...]