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Linux Legal



para quem não tem medo de aprender



Last Build Date: Sun, 22 Oct 2017 16:05:00 +0000

 



Migrando para um novo blog

Tue, 09 Sep 2014 21:20:00 +0000

Já faz algum tempo desde que eu comecei este blog pessoal, lá em meados de 2007, quando blogs já eram a maior novidade da Internet há algum tempo. Tudo começou como um projeto pessoal com a finalidade de registrar as coisas que eu aprendia no mundo do software livre e com isso, poder compartilhar essas lições com qualquer um que se interessasse pelos mesmos temas. Parecia algo interessante: eu teria todo o meu aprendizado registrado e acessível de qualquer lugar no mundo e outras pessoas poderiam aprender através dele, da mesma forma como eu muitas vezes estava me aproveitando do aprendizado de terceiros.

Nesse meio tempo, escrevi muitas coisas, algumas deixei negligentemente de publicar no meu blog (e espero conseguir postá-las em algum momento), já outros tantos artigos ficaram apenas na minha cabeça. Contudo houve um longo caminho percorrido e hoje, ao olhar para trás, jamais poderia imaginar todo o caminho trilhado, muito menos chegar até aqui.

Já faz algum tempo que eu ando incomodado com o blogger, principalmente pelo HTML muitas vezes porco que ele gera no editor (como o fato dele até agora utilizar b ao invés de strong para negrito).
Contudo, não dá para negar que há muitas vantagens em se utilizar um serviço como o Blogger, uma vez que não há a necessidade nenhuma de se preocupar com a infraestrutura, atualização de software, espaço de armazenamento, etc.

Por isso mesmo, tenho pensado há algum tempo em ter um blog próprio (primeiramente em WordPress) e adiado o projeto. Contudo, depois de começar a trabalhar como evangelista na Locaweb comecei a achar que já era hora de perder a vergonha na cara e hospedar meu próprio site.
O Wordpress é excelente, entretanto acabei optando por utilizar o Ghost, uma plataforma de blog em NodeJS por 2 motivos:


  1. Acho que uma das coisas mais interessantes que está acontecendo ultimamente no mundo da TI é o universo Node.
  2. Além disso, tenho muita experiência em utilizar o WordPress e achei que fazer uso uma nova plataforma seria uma forma de aprender algo novo dentro desse universo.

O lado ruim disso tudo é que ao tentar migrar o conteúdo do site anterior para a nova plataforma, alguns posts ficaram muito ruins (lembra do HTML porco?). Arrumá-los levaria muito tempo e por isso mesmo resolvi deixar o conteúdo antigo por aqui e passar a postar os novos textos no novo endereço: http://www.kemelzaidan.com.br.

Isso não é algo que me agrade muito, contudo, deixar os posts feios como eles apareciam após a importação era algo que me agradava menos ainda.

Aos poucos vou deixando o novo blog do jeito que eu quero e então, quem sabe um dia, resolvo ir movendo com calma cada um dos posts. Por enquanto eles ficarão por lá mesmo.

Espero que (os poucos) leitores que eu tenho gostem da novidade e deixem seus comentários aqui.

Abraços,

Kemel Zaidan(image)



Proteja sua senha do Ghost com criptografia

Tue, 19 Aug 2014 20:04:00 +0000

No post anterior, ensinei a instalar o Ghost na nuvem. Hoje abordarei uma configuração importante após finalizar o processo de instalação. Cada vez que você digita sua senha para ter acesso ao painel administrativo de seu blog, o navegador envia essa senha para o seu servidor, para que ele autentique seu acesso ao sistema. Se você não utiliza nenhuma criptografia nesse processo, seu navegador irá enviar a senha em formato texto puro (“plain text”), o que significa que, qualquer um poderá ver sua senha, caso esteja utilizando uma técnica chamada de “sniffing”. Isso é particularmente problemático caso esta pessoa esteja na mesma rede que você, principalmente em locais com acesso wifi público, como cafeterias, lan-houses, etc.Por isso mesmo, é essencial ativar a criptografia SSL/TLS na tela de login de seu site Ghost, fazendo com que o envio da senha ocorra de forma criptografada. Para isso, você precisará de um certificado SSL. Há diversos fornecedores no mercado e os preços variam bastante. Na prática, todos eles fornecem o mesmo nível de segurança, independente de quem tenha vendido o certificado para você. O maior diferencial se encontra nas classes (1, 2, 3) dos certificados que podem ser adquiridos.Há também a possibilidade de criar um certificado auto-assinado ou mesmo de adquirí-lo sem nenhum custo em instituições como a CaCert. O único problema é que alguns navegadores não possuem o certificado raiz da CaCert instalado por padrão, o que faz com que o navegador exiba aquela tela de “site inseguro”, ao acessar uma página com “https” com esses certificados. O mesmo acontece com os certificados auto-assinados.Exemplo de certificado inseguro no ChromeExemplo de alerta de certificado no FirefoxNo meu caso, optei por utilizar SSL apenas na tela de login, de forma a proteger o envio da senha sem comprometer a carga no servidor. Como não temos o objetivo de utilizar o certificado para checar a autenticidade do site, não haveria problema em utilizar um certificado autoassinado ou emitido pela CaCert. No nosso caso, um certificado classe 1 é mais do que suficiente, e normalmente permite sua utilização nas versões nossodominio.com.br e www.nossodominio.com.br.Também não abordarei aqui a criação do certificado, mas sua instalação e configuração no Ghost. Mãos há obra!Instalação do certificadoA está altura você já deve ter 2 arquivos (um do certificado e outro da chave) com diferentes extensões: meusite.crt e meusite.pem. Nomeie os arquivos de forma a identificar para qual site eles pertencem, isso será útil caso você tenha mais de um site instalado no mesmo servidor.Crie a pasta /etc/nginx/ssl e salve os arquivos nela. Eu costumo utilizar sftp por considerar mais simples e seguro do que um ftp convencional. Depois que os arquivos estiverem salvos nesta pasta, é hora de habilitar o tráfego https no Nginx.Abra o arquivo de configuração com o editor da sua preferência (eu costumo usar o vim, mas você pode usar o nano):vim /etc/nginx/sites-available/defaultEncontre a seção entitulada “HTTPS server” que encontra-se toda comentada.Retire os # do início da linha e edite as configurações de forma que elas fiquem semelhantes ao exemplo abaixo:server { listen 443 ssl; server_name SEUDOMINIO.com.br www.SEUDOMINIO.com.br; root html; index index.html index.htm; ssl_certificate /etc/nginx/ssl/SEU_CERTIFICADO.crt; ssl_certificate_key /etc/nginx/ssl/SUA_CHAVE.pem; ssl_session_timeout 15m; ssl_protocols SSLv3 TLSv1.2; ssl_ciphers "HIGH:!aNULL:!MD5 or HIGH:!aNULL:!MD5:!3DES"; ssl_prefer_server_ciphers on; location / { proxy_set_header X-Forwarded-For $proxy_add_x_forwarded_for; proxy_set_header Host $http_host; proxy_set_header X-Forwarded-Proto $scheme; proxy_pass http://127.0.0.1:2368; }}Atente à substituição do endereço do seu domínio no campo server_name e no nome dos arqui[...]



O Garoto da Internet: a história de Aaron Swartz

Sun, 03 Aug 2014 03:12:00 +0000

Acabei de assistir o documentário "The Internet's Own Boy", que tem como tema a história de Aaron Swartz e seu fim trágico. O filme é muito interessante e faz com que você entenda toda a comoção em torno de sua morte.Aaron foi um garoto prodígio que aprendeu a ler com 3 anos de idade, tornou-se um dos autores da especificação do RSS aos 14 anos, contribuiu com o Creative Commons aos 16, fundou o Reddit, virou um ativista político, tendo estado inclusive diretamente ligado ao combate aos projetos das leis SOPA e PIPA, vindo a tirar a própria vida aos 27 anos.Como foi amplamente divulgado na época de sua morte, ele estava sendo acusado por diversos crimes ligados a sua tentativa de baixar um banco de dados de artigos acadêmicos que cobrava pelo acesso aos dados.O filme mostra como um sistema judiciário perverso pode distorcer a democracia e ter consequências trágicas sobre a vida de indivíduos simples como Aaron, eu, você ou qualquer um de nós. A obra me fez refletir sobre como a deterioração das nossas instituições políticas está sendo capaz de produzir um desgaste sobre os fundamentos sobre os quais construímos a nossa sociedade e a própria democracia e do quão perigoso isso pode ser. Ao menos o fato dos incidentes que resultaram na trágica morte  de Aaron terem dado origem ao próprio documentário e a lei Aaron Swartz que reformou uma lei caduca de 1986, a qual foi responsável pela maior parte dos crimes pelos quais ele foi acusado, mostra que a sociedade americana, ao menos busca formas de mitigar e resolver os problemas e as injustiças que deste fato ocorreram.Isso me fez pensar no que aconteceria caso essa história tivesse ocorrido aqui, onde mesmo depois de toda pressão popular que tivemos pela aprovação da lei da Ficha Limpa, ainda não conseguimos sua aplicação prática de fato, sendo somos obrigados a aceitar interpretações e argumentos jurídicos que só beneficiam aqueles que possuem uma longa ficha corrida e que deveriam estar bem longe do centro do poder, mas que contraditoriamente lá se encontram.O filme pode ser baixado legalmente nas redes bittorrent ou assistido online através do Vimeo. Se você gostar e quiser agradecer os realizadores, pode fazer uma doação. allowfullscreen="" frameborder="0" height="281" mozallowfullscreen="" src="//player.vimeo.com/video/101967226?title=0&byline=0&portrait=0&color=cccccc" webkitallowfullscreen="" width="500"> The Internet’s Own Boy - The Story of Aaron Swartz from @AnonymousVideo on Vimeo.Além disso, me chamou a atenção o "Guerrilla Open Access", um manifesto em prol do livre acesso ao conhecimento que Aaron escreveu em 2008 e que eu desconhecia. Pensei em traduzir seu conteúdo, por achá-lo muito eloquente, porém uma rápida busca me revelou algumas fontes já traduzidas. Reproduzo aqui então a versão que encontrei no site BaixaCultura, pois acredito que o conteúdo do manifesto devesse ser lido pelo maior número de pessoas possível:“Informação é poder. Mas, como todo o poder, há aqueles que querem mantê-lo para si mesmos. A herança inteira do mundo científico e cultural, publicada ao longo dos séculos em livros e revistas, é cada vez mais digitalizada e trancada por um punhado de corporações privadas. Quer ler os jornais apresentando os resultados mais famosos das ciências? Você vai precisar enviar enormes quantias para editoras como a Reed Elsevier.Há aqueles que lutam para mudar esta situação. O Movimento Open Access tem lutado bravamente para garantir que os cientistas não assinem seus direitos autorais por aí, mas, em vez disso, assegura que o seu trabalho é publicado na internet, sob termos que permitem o acesso a qualquer um. Mas mesmo nos melhores cenários, o trabalho deles só será aplicado a coisas publicadas no futuro. Tudo até agora terá sido perdido.Esse é um preço muito alto a pagar. Obrigar pesquisadores a pagar para ler o trabalho dos seus colegas? Digitalizar bibliotecas inteiras mas apen[...]



Instalação do Ghost na nuvem

Mon, 07 Jul 2014 22:06:00 +0000

O Ghost é uma plataforma de blog feita em Node que surgiu durante uma campanha de finaciamento colaborativo bem sucedida no Kickstarter. Por ser um software livre, desde meados do ano passado, ele está disponível para todos que quiserem utilizá-lo e não apenas para quem apoiou o projeto original.O Ghost ainda está longe de ter a enormidade de recursos que o Wordpress oferece, por exemplo, mas ele tem um diferencial que me agrada bastante, que é a utilização de Markdown para escrever os posts. Além disso o Ghost permite, ao menos teoricamente, uma fácil customização, por ter todo seu código fonte escrito em Javascript. Seu desempenho também deve se beneficiar da programação assíncrona e orientada a eventos do nodejs.Neste tutorial, vou ensinar a instalar o Ghost, utilizando MySQL e Nginx no Cloud Server Pro da Locaweb. Contudo, as instruções podem servir para qualquer outro IaaS. Para isso, escolhi a imagem da versão do Ubuntu 14.04 LTS como sistema operacional padrão. Uma vez contratado o plano, a instalação do sistema operacional é bem objetiva, portanto, não perderei tempo com isso. Se você ficou interessado em experimentar a ferramenta, “mãos à obra”.Instalando o NodeJSA primeira coisa a fazer é realizar um acesso SSH à máquina. Começe atualizando o sistema:# apt-get update# apt-get dist-upgrade -yEm seguida, além de algumas ferramentas básicas que precisaremos mais à frente, vamos instalar o node e o npm (o gerenciador de pacotes do node) diretamente dos repositórios oficiais do Ubuntu# apt-get install nodejs npm curl unzipComo a versão constante nos respositórios nunca muda após o lançamento da distro, utilizaremos o próprio npm para atualizarmos da versão 0.10.25 para a última versão estável.# npm cache clean -f# npm install -g n# n stableInstação do MySQLAgora efetuaremos a instalação do MySQL para servir de base de dados para o nosso blog. Digite:# apt-get install mysql-client mysql-serverDurante a instalação, será pedido para você escolher uma senha para o acesso ao banco de dados. A senha não é obrigatória, mas é altamente recomendável. Digite sua senha e tome nota, pois precisaremos dela posteriormente.Agora, vamos acrescentar algumas bases de dados e um usuário o banco. Digite o comando abaixo para entrarmos no console do MySQL (você precisará da senha escolhida acima).mysql -uroot -pO resultado será parecido com isso:Welcome to the MySQL monitor. Commands end with ; or \g.Your MySQL connection id is 1269Server version: 5.5.32-0ubuntu0.13.04.1 (Ubuntu)Copyright (c) 2000, 2013, Oracle and/or its affiliates. All rights reserved.Oracle is a registered trademark of Oracle Corporation and/or itsaffiliates. Other names may be trademarks of their respectiveowners.Type ‘help;’ or ‘\h’ for help. Type ‘\c’ to clear the current input statement.mysql>No prompt “mysql>” você precisará digitar os comandos abaixo um por um. Substitua o campo SUA_SENHA por uma senha a qual você se recorde:create database ghostdev;create database ghost;create user 'ghost'@'localhost' identified by 'SUA_SENHA';grant all privileges on ghost.* to 'ghost'@'localhost';grant all privileges on ghostdev.* to 'ghost'@'localhost';flush privileges;quitAgora temos o MySQL com uma base de dados de produção e outra de desenvolvimento.Instalação do NginxO Nginx é um servidor web com proxy reverso que está bastante em moda nos últimos tempos. Vamos instalá-lo para melhorar o desempenho do nosso blog:# apt-get install ngingxEm seguida criamos um diretório de cache e o atribuímos ao usuário “www-data”:# mkdir /var/cache/nginx# chown www-data:www-data /var/cache/nginxDepois fazemos o mesmo para o diretório onde instalaremos o Ghost:bash # mkdir /var/www # chown www-data:www-data /var/wwwÉ hora de criarmos o arquivo de configuração do Nginx. Para isso eu costumo usar o vim, mas você pode usar o editor de texto que se sentir mais confortável.# cp /etc/nginx/nginx.conf /et[...]



Palestra sobre Bitcoin no FISL15

Sat, 10 May 2014 15:00:00 +0000

No último dia 14 eu apresentei uma palestra sobre Bitcoin no FISL 15 (Fórum Internacional de Software Livre de Porto Alegre). Chegar lá foi um evento épico, graças ao auxílio da Avianca, que fez de tudo para que eu não chegasse. Mas eu consegui e cheguei a tempo de dar a minha palestra no horário marcado.

Foi uma experiência bem legal, pois eu nunca havia falado sobre Bitcoin anteriormente e o interesse demonstrado pelo público foi bastante grande, com sala cheia e muitas perguntas ao final da apresentação. Houve até um destaque no portal do FISL, o que me deixou muito feliz.

Abaixo, é possível conferir o vídeo com a gravação da palestra dada no FISL. Mas se você quiser conferir pessoalmente, eu também apresentarei o mesmo tema (e já estou preparando algumas mudanças) no Sesc Interlagos, dia 24 de maio. Quem quiser, pode ir lá conferir.

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Marco Civil no FLISOL São Paulo

Mon, 28 Apr 2014 02:32:00 +0000

Neste último Sábado, participei mais uma vez do Flisol São Paulo e, como sempre, foi muito interessante. Desta vez o evento aconteceu nas Faculdades Sumaré. Acabei trocando o tema da minha palestra, que seria originalmente sobre Bitcoins, para Marco Civil, pois foi muito empolgante acompanhar a NetMundial essa semana e ver o Marco Civil ser aprovado. Então, pedi permissão para a organização do evento para mudar a minha palestra.

Para quem acompanhou o Marco Civil desde o início, deu aquela sensação de que o país está fazendo história de que de, alguma forma, participei dela. Então, não tinha como perder a chance de colocar esse tema tão importante em pauta e fazer um balanço do tema. Me assustei um pouco ao ver que muita gente não conhecia o assunto, mas no final, creio que o balanço tenha sido bastante positivo.

Abaixo, disponibilizo os slides da palestra. Sugestões e comentários, são sempre bem vindos.

align="middle" allowfullscreen="" frameborder="0" height="420" mozallowfullscreen="" scrolling="no" src="//slides.com/kemelzaidan/marco-civil-da-internet-historico-e-perspectivas/embed" webkitallowfullscreen="" width="576">

Se você ainda não participou do Flisol, não deixe de participar no ano que vem; o evento acontece sempre em Abril.(image)



Como diminuir o consumo excessivo de CPU do Copy

Mon, 21 Apr 2014 04:15:00 +0000

Eu já escrevi anteriormente sobre o Copy, um bom substituto para o Dropbox, que oferece muito mais espaço de armazenamento gratuito e possui bons recursos como diferencial.Acontece que durante meus testes, percebi que ele estava consumindo muita CPU; ao ponto de deixar a máquina bem mais lenta (girando por volta de 45% da CPU, com picos de 70%). Como estou divulgando bastante a ferramenta, me senti na responsabilidade de compartilhar essa solução com os amigos e pessoas que acompanham meu blog.A SOLUÇÃOA primeira coisa a fazer é abrir o menu de configurações do programa e desabilitar a opção "Allow local peer discovery and sync" na aba "Network" (é preciso reiniciar o programa para que a opção tenha efeito).A segunda opção é iniciar o programa com o atributo --daemon. Após fazer isso, pude testemunhar que a utilização da CPU cai para menos de 1%, conforme demonstra a imagem abaixo:Para fazer com que o programa inicie sempre com o atributo --daemon habilitado, devemos alterar o script de inicialização. Para isso, edite o arquivo CopyAgent.desktop que se encontra no diretório ~/.config/autostart.Para isso eu costumo usar o vi, mas você pode utilizar o editor que se sentir mais confortável. Abra o terminal (Ctrl+Alt+T) e digite:vi ~/.config/autostart/CopyAgent.desktopEncontre a linha que inicia com Exec e aponta o local onde você instalou o programa. No meu caso, a oção encontra-se dessa maneira:Exec=/opt/copy/CopyAgente acrescente o atributo --daemon ao final de forma a ficar com o seguinte conteúdo:Exec=/opt/copy/CopyAgent --daemonGnome-Session-PropertiesA próxima alteração a fazer é alterar as configurações do Gnome Session Properties. Aperte Alt+F2 e na caixa que surgir, digite gnome-session-properties e aperte Enter. Na janela que se abrir, encontre o item relativo ao CopyAgent, selecione e clique em Editar. Adicione o atributo --daemon ao final do campo "Comando" e finalize clicando em Salvar.Pronto! Da próxima vez que você acessar a sua conta, o Copy já estará utilizando essa opção como padrão, diminuindo o consumo de CPU.Se você ainda não conhece o programa, não deixe de usar este link, de forma a ganhar 5Gb extras de armazenamento gratuito: https://copy.com?r=lLJ26T [...]



Entrevista com Larry Wall, criador do Perl

Sun, 06 Apr 2014 10:00:00 +0000

Abaixo, a entrevista que fiz com Larry Wall, criador da linguagem Perl em sua última passagem no Brasil, durante uma conferência de Perl. A tradução é de Rina Noronha.Lançada em 1987, Perl é uma linguagem que tem como objetivo ser flexível e capaz de fazer códigos funcionais. Seu criador, Larry Wall, fez praticamente todo o processamento de texto em sistemas baseados em Unix, utilizando diversas ferramentas, como AWK, ‘sed’, C e linguagens shell script. A ideia era juntar as principais vantagens de todas essas linguagens: expressões regulares do ‘sed’; a identificação de padrões de AWK; a profundidade de C; além da sintaxe baseada tanto em C quanto em Shell Script.Fonte: http://bit.ly/11jS26r Nessa entrevista, Larry Wall fala sobre Perl, seus objetivos iniciais e sobre Perl 6, a nova versão da linguagem.Qual é a sua formação, o que você estudou na faculdade?Eu estudei muitas coisas, diversas, e quase não consegui concluir nada porque não tinha créditos suficientes para nenhum curso. Mas, no final das contas, consegui fazer com que a faculdade deixasse eu me formar. Entre as coisas que estudei estão programação e linguística, dois assuntos que foram primordiais para que eu chegasse ao Perl. Mas também fui bem além disso, passando por química e música, por exemplo.Por que você decidiu estudar computação? O que te chamava a atenção?Bom… você pode conseguir que os computadores façam coisas que as pessoas acham interessantes!A verdade é que eu provavelmente estou em algum lugar dentro do espectro do autismo. Sendo assim, eu tenho uma enorme dificuldade em lidar com pessoas. Eu consigo fazer isso, mas é um grande estresse para mim. Então, poder se relacionar através de algo que eu faço e que os outros vejam o que eu fiz, mas sem necessariamente ter que discutir com alguém sobre o tempo ou outros assuntos assim, é uma forma de me tornar social.Meu pai é um pastor de igreja cristã e eu cresci nesse ambiente. Como o “filho do pastor”, eu não podia ser tímido, mesmo sendo assim naturalmente. Então, ao longo dos anos, eu aprendi a me relacionar com as pessoas, mas foi algo que eu tive que aprender, que desenvolver, e por isso às vezes não é fácil. Para alguém como eu, isso não é fácil. Para mim, é mais gratificante fazer alguma coisa que as pessoas vão achar útil. Por isso, eu tenho a tendência de medir o meu próprio trabalho não pelo que eu vou conseguir com ele, mas pelo que eu posso oferecer a partir dele. E eu entendo que isso é o que define uma pessoa, não quanto dinheiro ela tem.Foi por isso que o Perl entrou na sua vida?Foi quase um acidente. Eu apenas queria oferecer uma coisa para os outros. E isso era bem difícil porque não havia uma cultura desse tipo. Então eu pensei em uma forma de oferecer coisas aos outros livremente. E algumas dessas coisas, como o programa “patch”, acabaram por ajudar a iniciar o movimento de software livre, porque muitas pessoas passaram a trocar patches.Há anos, no tempo em que as redes tinham uma largura de banda muito pequena, as pessoas não podiam simplesmente enviar uma nova cópia dos recursos. Mas se isso fosse um arquivo de patch, as pessoas poderiam manter seus softwares sincronizados.Eu realmente não consegui fazer com que as pessoas aplicassem os patches na primeira versão que eu enviei. Eu enviava os patches e as pessoas não aplicavam um ou outro, porque não era necessário na máquina deles. Mas aí um terceiro patch viria e bagunçaria tudo, porque ninguém tinha aplicado o outro anterior. Então eu percebi que precisava achar uma forma para encorajar as pessoas a manterem seus softwares sincronizados, assim, quando um outro patch fosse enviado eles aplicariam a mesma versão. Então, uma das coisas que foi internalizada pelo programa de patch desde o início foi[...]



Copy, um ótimo substituto para o UbuntuOne: igual ao Dropbox, só que melhor

Thu, 03 Apr 2014 03:51:00 +0000

Dropbox, o pioneiroQuase todo mundo já deve ter ouvido falar do Dropbox, o programa que sincroniza facilmente os seus arquivos entre múltiplos dispositivos e com a nuvem. Se você não ouviu, deveria, pois ele facilita muito o trabalho em grupo e o compartilhamento de arquivos com conhecidos.Da próxima vez que precisar enviar aquele vídeo de 78Mb para o seu amigo, pense duas vezes antes de anexar o arquivo por email. Enviar pelo Facebook pode ser uma alternativa melhor, mas também está longe do ideal.Enfim, programas como o Dropbox são utilizados por milhões de pessoas diariamente e fica difícil até mesmo pensar em como vivemos tanto tempo sem isso: facilidade para acessar seus arquivos via web ou de ter a última versão do documento magicamente disponível em todos os seus dispositivos, sejam eles laptops, desktops, smartphones ou tablets.Contudo, parece que todo mundo quer ter um programa deste tipo: Google Drive, Microsoft OneDrive, SugarSync, Box.com e alternativas livres como o ownCloud e o SparkleShare surgiram para fazer frente à liderança do Dropbox. Até mesmo a brasileira Locaweb possui um serviço semelhante, o GoDrive.UbuntuOne, meu favorito (até agora)Contudo, um dos serviços que eu mais gostava será extinto em breve. Trata-se do UbuntuOne. Os motivos para isso eram simples:assim como o Dropbox, ele tem clientes para múltiplas plataformas incluindo Windows, Android, iOS, Mac OS e obviamente, GNU/Linux.ele tem a vantagem de fazer streaming das suas músicas salvas no serviço.as músicas compradas na loja do Ubuntu One Music Store eram salvas no seu Ubuntu One, ficando assim automaticamente disponíveis sem que isso fosse descontado do seu espaço de armazenamentoo cliente tem o código fonte aberto.Mas além de tudo isso, o que eu mais gostava nele era a possibilidade de escolher quais seriam as pastas do sistema seriam sincronizadas, sem que todas elas estivessem que estar dentro de uma pasta específica, como acontece com o Dropbox.Contudo, foi anunciado recentemente que o serviço UbuntuOne será descontinuado. As justificativas são de que o mercado se tornou muito competitivo para esse tipo de produto e que para continuar no jogo, a Canonical teria que fazer investimentos pesados na área, coisa que eles parecem não estar dispostos a fazer neste momento.A notícia boa disso tudo é que eles anunciaram que vão liberar o código fonte do programa. Uma vez que o cliente já é aberto, isso só pode se tratar do server-side, o que seria bastante interessante.Copy, a alternativa peso-pesadoPor coincidência, soube recentemente de um serviço que tem tudo que o Dropbox tem, com uma vantagem muito importante: mais espaço gratuito. Trata-se do Copy da fabricante de discos rígidos Barracuda. Com ele, além do acesso web e de aplicativos para as diversas plataformas, você já começa com 15Gb logo de cara e recebe mais 5Gb por recomendação. É três vezes mais do que oferece o Dropbox e no caso de indicações, 10 vezes mais.Não é a toa que eu passei a usá-lo e estou bastante contente. Vendo essas e outras características, não é a toa que a Canonical decidiu parar de competir nesse mercado.Se você ficou curioso e resolver dar uma chance ao programa, utilize esse link https://copy.com?r=lLJ26T e ganhe os 5Gb extras após instalar o programa, de forma a começar já com 20Gb. Depois, não se esqueça de deixar um comentário aqui e dizer o que achou da experiência.Editado 09/04/2014: algo que eu havia deixado de fora e que considero importante, é dizer que o Copy também roda no Raspberry Pi, algo que eu sempre quis que o Dropbox fizesse. [...]



Alfabetização digital: desafios e perspectivas para um mundo em transformação

Sun, 30 Mar 2014 21:00:00 +0000

Eben Upton, Rob Mullins, Jack Lang e Alan Mycroft, pesquisadores do Laboratório de Computação da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, estavam preocupados com o declínio que presenciavam ano a ano no número e na qualidade das habilidades computacionais dos alunos que ingressavam para o primeiro ano do curso de Ciência da Computação. Desde os anos 90, quando a maioria dos ingressantes já chegava sabendo programação por hobby, o cenário a partir dos anos 2000 começou a ficar bem diferente, com o calouro típico tendo apenas alguma experiência em web design.Para eles, alguma coisa havia mudado a forma como as crianças interagiam com os computadores. Alguns problemas foram identificados: a propagação de lições sobre como usar Word, Excel e a criação de páginas web nos currículos das aulas de informática do ensino básico, o fim da bolha ponto-com, a ascensão dos computadores pessoais e dos consoles de videogame que substituíram as máquinas Amigas, BBC Micros, Spectrum ZX e Commodore 64, nas quais a geração anterior havia aprendido a programar.Com o diagnóstico feito, havia pouca coisa que esse pequeno grupo de pesquisadores pudesse fazer para resolver o problema de um currículo inadequado nas escolas ou do fim da bolha financeira. Mas eles acharam que poderiam agir em relação ao fato de os computadores terem se tornado tão caros e obscuros, a ponto de os pais chegarem a proibir “experiências” com programação neles. Tentaram então encontrar uma plataforma que, da mesma forma como faziam aqueles computadores antigos, permitisse um ambiente de programação para experimentações com linguagens de programação e que os jovens se divertissem ao mesmo tempo? Casos e projetoTalvez você nunca tenha ouvido a história acima, mas muito provavelmente já ouviu falar do resultado prático que toda essa experiência resultou: trata-se das motivações por trás do Raspberry Pi, o computador de 35 dólares que anda revolucionando o mundo.Agora, caso você ainda não tenha ideia do que é o Raspberry Pi, então isso só vem confirmar aquilo que eu vou dizer a seguir: estamos perdendo a oportunidade de educar nossas crianças e de estar entre os países que liderarão a próxima geração mundial.Lá fora, há uma infinidade de projetos destinados a facilitar os primeiros passos dos jovens no universo mágico da programação, universo este onde seres humanos são capazes de “dobrar” os computadores, essas máquinas capazes de feitos maravilhosos, ao sabor de sua própria vontade.O Media Lab do MIT (Massachusetts Institute of Technology), um dos departamentos de pesquisa mais respeitados de uma das instituições mais reconhecidas da área, já dedicou alguns projetos nesse sentido. É de lá que se originou uma das tentativas mais audaciosas no sentido de levar o conhecimento tecnológico às crianças, principalmente àquelas do terceiro mundo, que possuem proporcionalmente menos acesso à tecnologia do que as que se encontram em países desenvolvidos: o OLPC (ou One Laptop Per Child) teve início em 2005 com o objetivo de criar um laptop de 100 dólares, e crianças sem acesso algum a computadores poderiam ter o seu primeiro contato com a tecnologia.É de lá também que veio o Scratch, linguagem de programação especialmente desenvolvida para crianças, mas, que ao contrário do Logo e de outras linguagens que a antecederam, tornou fácil a compreensão da lógica computacional e de outros fundamentos essenciais de programação sem que os pequenos tenham que se preocupar com detalhes tão comuns em outras linguagens como o uso de chaves, colchetes e pontos e vírgulas.Computadores nas escolas e universidadesA introdução dos computadores como ferramentas de auxílio ao ensino se deu nas escola[...]



Marco Civil da Internet: é preciso agir agora

Thu, 27 Mar 2014 23:31:00 +0000

O Marco Civil foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora é preciso a aprovação do texto no Senado, para que o projeto finalmente vá para sanção presidencial.Abaixo, reproduzo um texto que escrevi para o portal iMaster sobre o assunto e que encontra-se disponível em: http://imasters.com.br/gerencia-de-ti/tendencias/marco-civil-da-internet-e-preciso-agir-agora/---- Pense e responda: você tem certeza, mas certeza mesmo, de que o atual marido da sua ex-mulher (que, por acaso, é um alto diretor da sua companhia telefônica) não acessa o seu histórico telefônico para saber com que frequência vocês ainda se falam? É muito provável que não. No entanto, tudo muda caso você tenha provas, ou mesmo fortes indícios, contra o atual marido da sua ex-mulher. Numa hipótese desse tipo, você teria plenas condições (e todo o direito) de processar, não apenas os indivíduos envolvidos, mas principalmente as empresas para a qual eles trabalham. Empresas de telecomunicação possuem um grande poder, pois detêm a guarda de informações relativas à vida privada de toda uma sociedade. Por isso mesmo, o serviço prestado por elas é considerado de interesse público, o que submete esse mercado a um controle governamental mais rígido, afinal, trata-se de um serviço de fundamental importância. E elas possuem plenas condições técnicas de monitorar um indivíduo. No entanto, a Constituição Brasileira está do lado do cidadão, garantindo a ele o direito ao sigilo de sua vida privada. A lei garante que os dados que você cria ao utilizar os serviços dessas empresas , são seus, e não delas. O fato de você utilizar a infraestrutura das companhias para gerar esses dados não muda que os dados são sempre seus. E mais do que isso, essas empresas têm a obrigação de zelar pelos seus dados privados, podendo inclusive ser responsabilizadas caso permitam o vazamento de informações fora dos contextos previstos em lei: processos e investigações criminais mediante autorização judicial. Diante disso, sua empresa de telefonia pode ser processada caso permita que seu histórico telefônico vá parar nas mãos de terceiros sem autorização para isso. Parece óbvio, mas nem sempre foi assim. Foi necessário muito tempo até que nossa sociedade chegasse a essas conclusões e o direito à privacidade se constituísse como fundamental. Basta lembrar que na idade média o senhor feudal – e mais tarde o rei – possuía autoridade sobre a vida pública e privada de seus servos, e que há pouco mais de 200 anos o Senhor de Terras agia da mesma forma com seus escravos. O direito à privacidade nasce, portanto, com o surgimento da República: a separação entre Estado e Sociedade resulta na separação entre vida pública e privada. Apesar disso, os contornos de questões relativas à privacidade eram bem mais delineados no passado. Hoje, as fronteiras não são mais tão nítidas como costumavam ser . Até onde vai a privacidade alheia e tem início a vida pública? E, quando se trata da Internet, regras como as descritas até aqui parecem não ter a mesma validade. Na verdade, a lógica parece ser justamente o inverso. Como não há leis que garantam a privacidade dos dados digitais dos indivíduos frente ao poder das corporações de Internet, estes se encontram totalmente desprotegidos a partir do momento em que aceitam termos de serviço “leoninos”, ou seja, desiguais, que garantem todo o poder para o fornecedor do serviço e nenhuma garantia para quem os utiliza. É exatamente o que fazem empresas como Google, Facebook, Microsoft e Apple: ao aceitar os termos de serviço e privacidade, sem os quais não é possível fazer uso de Gmail, Facebook, Skype ou iCloud, o cidadão expõem sua vida privad[...]



Telegram: muito melhor que o WhatsApp

Thu, 20 Feb 2014 22:53:00 +0000

Telegram: taking back you privacyEu nunca entendi muito toda essa hype em torno do WhatsApp, uma vez que, do meu ponto de vista, sempre houveram alternativas melhores: Viber e Skype sempre ofereceram ligações gratuitas via voip, além das mensagens de texto.O Hangouts do Google, quando chegou recentemente, trouxe uma novidade interessante que foi o acesso web e integração com o Gmail, o que do meu ponto de vista sempre foi muito atraente, pois nunca gostei de ficar "sacando" o celular a cada 30 segundos para responder a uma conversa com alguém. Algumas pessoas viam no Facebook Messanger a mesma utilidade.Pois eis que chegou o Snowden e suas denúncias relativas à espionagem da NSA e tudo isso se tornou menos atraente: a ideia de governos e indivíduos espionando a sua comunicação pessoal não agrada a ninguém, mesmo àqueles que utilizam esses aplicativos para nada mais do que mandar a lista de compras para o companheiro(a) ao sair do trabalho.O Facebook nunca foi famoso pelo respeito à privacidade dos seus usuários; e agora que o WhatsApp foi comprado pelo Facebook, ele perdeu ainda mais atrativos para mim.A alternativaJá estou utilizando o Telegram há algum tempo e gostando bastante. Ele não recursos de ligação via voip, mas cumpre a função do WhatsApp com diversas vantagens e possui foco na privacidade (até o site é https por padrão):as mensagens são criptografadas de ponta a pontapossui recursos semelhantes ao SnapChat, onde você cria uma sala privada e decide depois de quanto tempo o conteúdo vai se destruir: sem histórico, sem vestígios e sem armazenamento nos servidores.tem o código aberto e uma API aberta, o que faz com que qualquer um possa implementar um app do Telegram seja em que plataforma for.por conta disso, ele possui acesso web e via aplicativo desktopSe tudo isso não bastasse, os autores do projeto criaram um novo protocolo que consegue ser extremamente rápido, apesar da criptografia. Você envia e a mensagem chega rapidinho, mesmo em conexões do tipo EDGE. Os criadores estão tão confiantes na tecnologia, que lançaram um desafio para  pagar 200 mil dólares para qualquer um que conseguir quebrar a segurança do protocolo.Os builds oficiais do projeto são para Android e iOS, mas já há implementações para a Web, Windows Phone, extensão para Chrome e até aplicativos de linha de comando para o Linux. Tudo isso sem anúncios e com a garantia de que ele nunca será cobrado. Algo que é ainda mais promissor e um grande passo em direção à uma maior privacidade e liberdade é a promessa de que também o código server side do programa será gradualmente liberado, na medida que o desenvolvimento for avançando, pois trata-se ainda de um programa em estágio beta.@anka_ar We are planning to gradually open source the server code as well later this year.— Telegram Messenger (@telegram) February 20, 2014Por todas essas razões, eu creio que o Telegram tenha grandes chances de se tornar um protocolo padrão para o envio de mensagens utilizando a Internet e dispositivos móveis. Se você se preocupa com a sua privacidade, deve pensar seriamente em dar uma chance para utilizar o Telegram.O funcionamento é o mesmo do WhatsApp e após a instalação ele perguntará qual o seu número de telefone e enviará um SMS para confirmar se o número é mesmo seu. Após a confirmação você poderá ver quais pessoas que possui na agenda do seu telefone que já tem o Telegram instalado. Se quiser conhecer mais sobre o Telegram, o protocolo criado ou a tecnologia envolvida, acesse o site do Telegram e não deixe de ler a seção FAQ: www.telegram.org. [...]



Cedilha no Ubuntu 13.10 com teclado americano

Mon, 10 Feb 2014 22:17:00 +0000

Há um tempo atrás um amigo me relatou que havia instalado o Ubuntu 13.10 numa máquina com teclado americano e que não conseguia fazer cedilha (ç) com ele. Não consegui reproduzir o relatado em nenhuma das minhas máquinas e acabei sugerindo para ele algumas soluções que encontrei na Internet na época do lançamento.

Recentemente, atualizei uma máquina minha que ainda estava na versão 12.04 e tive exatamente o mesmo problema. Só consegui resolvê-lo quando tentei diversas soluções que encontrei dispersas na Internet.

Relato aqui na tentativa de ajudar alguém com o mesmo problema:

Abra os arquivos com o editor de texto da sua preferência

/usr/lib/x86_64-linux-gnu/gtk-3.0/3.0.0/immodules.cache
/usr/lib/x86_64-linux-gnu/gtk-2.0/2.10.0/immodules.cache

Obs: se você estiver utilizando uma versão 32 bits do Ubuntu, provavelmente terá que substituir "x86_64" no caminho acima, por "x386".

Em ambos os arquivos, altere a linha:

"cedilla" "Cedilla" "gtk20" "/usr/share/locale" "az:ca:co:fr:gv:oc:pt:sq:tr:wa"
para:
"cedilla" "Cedilla" "gtk20" "/usr/share/locale" "az:ca:co:fr:gv:oc:pt:sq:tr:wa:en"

Execute os comandos abaixo no seu terminal:

sudo cp /usr/share/X11/locale/en_US.UTF-8/Compose /usr/share/X11/locale/en_US.UTF-8/Compose.bakup
sed 's/ć/ç/g' < /usr/share/X11/locale/en_US.UTF-8/Compose | sed 's/Ć/Ç/g' > Compose
sudo mv Compose /usr/share/X11/locale/en_US.UTF-8/Compose

force o carregamento dos módulos adicionando as seguintes linhas ao seu arquivo /etc/environment:

GTK_IM_MODULE=cedilla
QT_IM_MODULE=cedilla

reinicie o computador para que as modificações tenham efeito.
Se tiver sucesso, por favor, deixe um comentário no post relatando a sua experiência.(image)



Cliente Open Source Nativo para o Rdio serviço de streaming

Thu, 19 Dec 2013 22:30:00 +0000

Música é uma parte essencial na vida de quase todas as pessoas. Muitos serviços de streaming de música chegaram ao país esse ano e resolvi testar o Rdio, pois uma amiga me falou que assinava o serviço e que estava bastante contente com ele.Pessoalmente, tenho o meu próprio servidor de música, mas o Rdio oferece um período de teste gratuito e fiquei curiosidade para ver como ele funcionava. Aa facilidade de simplesmente ouvir falar de um determinado artista e já ter acesso imediato às musicas deste é algo bem interessante e que faz toda a diferença para alguém que assina um serviço desse tipo.A interface web é bastante simples e funcional e você se adapta a ela com facilidade, mas logo senti a vontade de poder controlar a reprodução das músicas através de atalhos do teclado e de ter integração com o o menu do sistema.Me decepcionei ao entrar no site da Rdio e ver que eles oferecem clientes desktop para Mac e Windows e para as principais plataformas móveis, mas não para GNU/Linux (achei que esse tipo de coisa já tinha acabado...). Isso por si só é algo que faria eu não assinar um produto desse tipo: se quem oferece o produto não se importa com aquilo que eu uso, porque eu deveria me importar com ele?Mas na busca por um cliente "oficial" encontrei um cliente open source nativo que oferecia boa parte das funções que eu desejava: https://github.com/sgringwe/rdioCliente Rdio nativo rodando no meu Gnome ShellCom ele pude ter acesso a atalhos de teclado, mudando as faixas através das setas do teclado e pausar as músicas com a barra de espaço. Outro ponto importante foi a integração com o menu do Gnome Shell, o que tornou muito mais fácil a tarefa de baixar o volume e controlar as músicas mesmo sem estar na área de trabalho onde o aplicativo estava aberto (utilizo uma extensão que provavelmente facilita isso)O Rdio para Linux é escrito em Vala e além de ter uma interface praticamente idêntica ao cliente "oficial" tem o código fonte disponível, o que me deixa ainda mais a vontade para usá-lo. Parece que isso foi possível pela rica API do serviço, que permitiu que o autor do programa fizesse um cliente desktop totalmente livre para o serviço.Como utilizei apenas a conta de testes do serviço, não pude testar recursos mais avançados como sincronização local e outras opções que o Rdio oferece, uma vez que esse tipo de conta gratuita não parece contar com essas opções. Entretanto, pelas issues abertas no Github, eu diria que esses recursos mais avançados não foram implementados, de forma que o aplicativo se restringe às tarefas mais triviais.Rdio integrado ao menu do Gnome ShellApesar disso, gostei do que vi e usei. O aplicativo é rápido, fácil, com interface semelhante à nativa e com os recursos que eu desejava.Para instalar, o programa conta com um PPA disponibilizado pelo do próprio autor para o Ubuntu.  Mas como  este não estava disponível para a versão atual do Ubuntu (13.10 Saucy Salamander), compilei o fonte através do Github seguindo a excelente documentação do desenvolvedor e não tive problema algum.Resolvi divulgar aqui pois não vi muita coisa reproduzida na net. Se você assina o serviço da Rdio (ou outro) ou já conhecia o programa, não deixe de escrever as suas impressões nos comentários. :-) [...]



Primeira Expedição de Dados no Brasil faz visualizações e análises com base de dados do Walmart

Thu, 24 Oct 2013 13:39:00 +0000


Participei da 1ª expedição de dados no Brasil. Um projeto da Fundação Open Knowledge, que acaba de chegar ao país. A experiência foi incrível e só pude dizer que aprendi muito. Convido desde já qualquer um que tenha interesse por dados abertos a participar das próximas edições.

Como o texto do blog da Escola de Dados resume bem tudo que aconteceu, deixo o link aqui:

 Primeira Expedição de Dados no Brasil faz visualizações e análises com base de dados do Walmart

Eu tava ali no fundinho da foto... rss.(image)



Como executar um script dentro de uma sessão do GNU Screen

Thu, 17 Oct 2013 11:00:00 +0000

Ando brincando de minerar Bitcoins (estou fascinado com a tecnologia e preciso me lembrar de escrever algo mais informativo sobre o assunto aqui) e me deparei com um problema.

Ao iniciar o programa de mineração (estou usando o bfgminer) na linha de comando, ele exibe diversas informações e estatísticas relativas ao hardware e ao andamento da sua "mineração". Acontece que eu gostaria de iniciar o programa automaticamente durante o boot. Até aí tudo bem, pois isso é facilmente resolvido criando-se um script e agendando sua execução através do cron toda vez que a máquina reiniciar, mas como fazer depois para acessar os dados do programa depois, inclusive via SSH?

Pensando nisso, achei que uma seção do GNU Screen poderia resolver o problema; mas como executar o script dentro de uma seção do Screen automaticamente? A solução para isso eu achei em algum lugar no stackoverfow.com:

Acrescentei as seguintes linhas ao meu script:

screen -dmS nomeDaSessão
screen -S nomeDaSessão -p 0 -X stuff "comando$(printf \\r)"


Explicando:
  • -dmS inicia uma sessão "detached" do screen com o nome escolhido por você.
  • -X stuff executa o comando ou script dentro da sessão especificada pelo atributo -S.
  • -p 0 especifica o número do terminal dentro da seção do Screen. Como ela só tem um terminal rodando dentro da seção, este começa no 0.
  • $(printf \\r) insere um caractere do tipo "Enter" logo após o comando ou script passado como atributo para, de fato, entrar com o comando.

Bônus


Screen -S nomeDaSessão -p 1 comando2

executa o comando2 em um novo terminal (o de nº 1) dentro da mesma seção do Screen.

Homepage do GNU Screen: https://www.gnu.org/software/screen/

(image)



Compilar o CudaMiner para minerar Litecoins no GNU/Linux

Sat, 05 Oct 2013 04:37:00 +0000

Símbolo do LitecoinUltimamente tenho estado encantado com o conceito e a tecnologia por trás do Bitcoin e das moedas criptográficas. Espero poder escrever mais sobre isso neste blog. Se você não sabe o que é Bitcoin e muito menos Litecoin, clique nos respectivos links. Sugiro começar pelo Bitcoin, já que ela foi a primeira moeda virtual que inspirou todas as outras que vieram em seguida, inclusive o Litecoin.Estava me informando mais sobre como minerar liteconis e li em algum lugar que  o melhor minerador de litecoins para GPUs Nvidia (eu tenho uma GTS 250, já um pouco velhinha...) é hoje o CudaMiner.Resolvi baixar o programa no GitHub e instalá-lo, para um teste breve. No entanto, o programa não tinha nenhuma documentação de como compilá-lo. Como é horrível tentar compilar um programa que não te informa o mínimo sobre as dependências necessárias e como atingir este objetivo, resolvi documentar aqui o processo para outras pessoas (e eu mesmo) que por ventura venham a tentar fazer o mesmo.Baixe o programa do GitHub:$ git clone https://github.com/cbuchner1/CudaMiner.gitO grande problema, neste caso, foi encontrar as dependência que no caso eram os pacotes de desenvolvimento da tecnologia CUDA. Na atual versão do Ubuntu (13.04), eles são instaláveis através de:$ sudo apt-get install nvidia-cuda-dev nvidia-cuda-toolkitFeito isso tudo ficará mais fácil :-) Basta tornar o script configure executável e rodá-lo.$ chmod +x configure$ ./configure Compile com make. Isso irá gerar um executável cudaminer na pasta, que pode ou não ser colocado no diretório padrão através de:# make installNos meus testes, o bfgminer estava alcançando uma taxa de 33-36 kH/s e o cudaminer elevou esse patamar para 44-47 kH/s.Se mais alguém tentar fizer o mesmo, por favor, deixe seus números nos comentários abaixo. [...]



Ouça suas músicas de qualquer lugar do mundo com Subsonic e Raspberry Pi

Sat, 07 Sep 2013 00:11:00 +0000

Nesse artigo vou documentar como instalar um servidor Subsonic em um  Raspberry Pi para poder fazer o backup de suas músicas e de quebra, poder ouvi-las de qualquer lugar que tenha uma conexão de Intenet, inclusive no seu celular. É como ter seu próprio Last.FM, Pandora ou Spotify.Muito provavelmente você já ouviu falar do Raspberry Pi, um computador com processador ARM (o mesmo utilizado nos celulares) do tamanho de um cartão de crédito e com baixo consumo de energia. O Raspberry Pi custa apenas 35 dólares e foi criado por uma fundação ligada a Universidade de Cambridge, no Reino Unido, para incentivar o conhecimento relativo à programação para crianças e jovens. Pela versatilidade e baixo custo, o computadorzinho tem sido utilizado para muitos outros fins além deste.Já o Subsonic é um software servidor de som e gerenciador de músicas escrito em Java, que por ser software livre (GPL 2), pode ser utilizado livremente. É com ele que iremos acessar as nossas músicas pela Internet. O Subsonic é muito rico em recursos sendo inclusive capaz de realizar transcoding (conversão de formato durante o streaming). Para saber mais, visite o site do projeto.Conheci o programa quando fui editor da extinta Ubuntu Magazine e tive que instalar o programa para tirar os screenshots em Português, pois o artigo estava originalmente em inglês. Fiquei com muita vontade de ter o aplicativo rodando, mas a necessidade de um servidor físico dificultava um pouco as coisas.Contudo, com o surgimento do Raspberry Pi, tudo ficou mais fácil e após brincar um pouquinho com ele, instalando o XBMC e um servidor web, resolvi dar uma função definitiva para o computadorzinho como o responsável pelo backup dos meus arquivos e meu servidor de música.Tela da interface web do SubsonicIngredientesVocê vai precisar de: 1 Raspberry Pi completo: com fonte e cartão de memória.1 HD portátil (opcional)1 Hub USB com alimentação (opcional) intimidade com o terminal e SSH é altamente recomendável.Se a sua biblioteca de músicas couber em um cartão SD, muito bom; mas caso necessite ligar um HD portátil, será preciso adquirir um hub USB alimentado, ou seja, com fonte, ou um HD que já inclua cabo de alimentação. Isso porque a alimentação de 5V do Raspberry Pi não dá conta de fornecer energia para um dispositivo como o HD e assim que você conectá-lo a saída USB o sistema será desligado.RaspberryPi rev. BNão vou descrever aqui como instalar o sistema operacional no Raspberry, pois há muita documentação sobre isso. Escolhi o Raspbian por estar mais habituado à distribuições Debian e por ser uma ótima escolha para um servidor.Instalando o Java 8Na primeira instalação que fiz, instalei o OpenJDK 7 na versão soft-float do Raspbian a partir dos repositórios e tudo funcionou muito bem. O único problema ocorria caso fosse necessário realizar transcoding para o streaming. Nesse momento a música ficava picotada, pois o Raspberry não dava conta de processar tudo ao mesmo tempo.Isso acontecia porque o Java 7 não oferece suporte ao ABI (application binary interface) do ARMv6 e para instalá-lo era preciso utilizar uma versão do sistema operacional que não fazia uso dos registradores de ponto flutuante, o que diminuia muito o desempenho do sistema. Uma explicação mais detalhada pode ser encontrada na wiki do Raspbian.Contudo, eu li que a versão 8 do Java oferecia esse suporte e poderia ser instalada em uma versão hard-float do sistema e resolvi instalar tudo de novo. O resultado foi muito bom, pois tanto o consumo de memória, quanto de CPU se reduziram [...]



Vídeo da palestra "Para que serve uma web aberta?"

Thu, 18 Jul 2013 14:01:00 +0000

Conforme eu tinha avisado no post anterior, postaria aqui o vídeo da palestra relâmpago que dei no 7 Masters. O vídeo pode ser conferido abaixo. Visite também a página do 7 Masters para visualizar as outras seis palestras que foram apresentadas no dia, durante a edição sobre Open Web e os vídeos das edições anteriores. Creio que vale muito a pena. Gostaria bastante de saber o que as pessoas acharam, por isso, deixe o seu comentário neste post. allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" mozallowfullscreen="" scrolling="no" src="http://embed.videolog.tv/v/index.php?id_video=984478&related=&hd=&color1=ffffcc&color2=ffffcc&color3=ff9900&slideshow=true&config_url=&" webkitallowfullscreen="" width="560">
Palestras 7Masters Open Web | Pra que serve web aberta com Kemel Zaidan por imasters no Videolog.tv.

PS: infelizmente o produtora não sincronizou direito os slides com o vídeo... :-((image)



Para que serve uma web aberta?

Thu, 06 Jun 2013 18:31:00 +0000

No último dia 29 de junho, fui convidado para falar no evento 7 Masters sobre Open Web, promovido pelo portal iMasters. A proposta é convidar 7 pessoas que fazem uma palestra rápida de 7 minutos (ou um pouco mais, no meu caso) sobre um determinado tema, abordando assim 7 visões sobre um determinado assunto. Como as palestras são rápidas, assistir aos vídeo não cansa tanto (a minha lista de "assistir mais tarde" do YouTube que o diga...)

Esse é um assunto do qual eu nunca tinha me prontificado a falar, mas aceitei o convite com gosto, pois o tema é pra lá de interessante. Pensei primeiro em falar sobre o projeto Webmakers, da Mozilla, que tem a intenção de levar o conhecimento sobre uma internet aberta para um público não técnico.

Mais tarde achei que não daria para abordar esse assunto em tão pouco tempo e resolvi falar sobre o porque considero importante termos uma internet aberta e projetos como o Webmakers.

Gostei muito da oportunidade de falar do assunto e surgiram diversas ideias para melhorar a palestra. Os slides da palestra (feitos em HTML5 e reveal) não dizem muito sobre a apresentação, mas a título de curiosidade, colocarei ele aqui para quem quiser ter uma ideia. Espero poder ter outra oportunidade de apresentar o tema. Quando o vídeo sair, tento blogar ele aqui.

allowfullscreen="" frameborder="0" height="420" mozallowfullscreen="" scrolling="no" src="http://slid.es/kemelzaidan/webaberta/embed" webkitallowfullscreen="" width="576">(image)



Mudanças na coordenação do time do Ubuntu-br-sp

Thu, 28 Feb 2013 23:09:00 +0000

Olá a todos,por alguns anos levei a coordenação do time à frente e contei com a participação de muitos membros relevantes para isso. Alguns deles permanecem na comunidade, mas a maior parte já não podem estar mais tão presentes, por inúmeras impossibilidades que a vida prática nos impõem em alguns momentos.Como alguns já devem saber, felizmente chegou a minha hora de também deixar com que aqueles em melhores condições tomem a frente da comunidade. Como vocês devem ter percebido, estive muito ocupado pessoal e profissionalmente, o que me reservou pouco (ou quase nenhum) tempo livre para me dedicar a comunidade do Ubuntu-SP, coisa que sempre fiz com enorme prazer.Foram anos muito bons, de muito aprendizado e de muitas conquistas, os quais guardarei para sempre no meu coração. Aqueles que me conhecem sabem que não exagero ao dizer que o software livre foi responsável por mudar a minha vida e esta comunidade foi parte integrante disso. Me coloco à disposição para colaborar com o que for preciso junto a nova coordenação e aproveito desde já para desejar boa sorte aos novos coordenadores.Espero que vocês tenham a fibra e a persistência necessária para agir nos inúmeros momentos em que elas se fazem necessárias, os quais, eu garanto, são muito mais frequentes do que a gente pode imaginar. Por favor, honrem a história dessa comunidade! É a única coisa que eu vos peço.Continuarei sempre sendo um membro ativo da comunidade brasileira do Ubuntu e colaborando com ela. Se precisarem de mim. Peço apenas para tentarem também outras maneiras alternativas de contato além do email (gtalk, facebook, twitter etc.), pois anda difícil acompanhar a minha caixa de email e uma grande faxina se faz necessária.Abraços,Kemel Zaidan [...]



Um adeus nerd a André Gondim

Fri, 04 Nov 2011 03:00:00 +0000

Logo que conheci o software livre me encantei com a possibilidade de me envolver no desenvolvimento. Como naquela altura não entendia nada de desenvolvimento, fui traduzir. "Perdia" horas na frente do computador traduzindo o Ubuntu para o português, fascinado com as possibilidades colaborativas que aquele novo mundo me abria.No entanto, por mais tempo que eu me dedicasse nas traduções do Launchpad, jamais conseguia chegar perto de um tal de AndreGondim, que simplesmente parecia ter mexido em cada um dos pacotes da distribuição. E foi assim que eu conheci o André: como um link no Roseta. Depois comecei a deixar alguns comentários em seu blog e mais tarde troquei algumas palavras no IRC.Minhas contribuições para a distribuição foram crescendo e com elas o meu contato com o André: sempre online, sempre disponível para uma conversa. Só fui conhecê-lo pessoalmente no ano passado, durante o FISL, quando pudemos trocar algumas ideias breves, uma vez que seu estado de saúde já não o permitia permanecer muitas horas no evento. Mas nem precisava, eu já o conhecia; e conhecia bem, pois o André era uma dessas poucas pessoas que são online da mesma maneira que são pessoalmente: cordial, leal, prestativo, inteligente, presente, dedicado.Lembro me que sempre que queria discutir alguma coisa sobre o Ubuntu, era ele quem eu chamava, não apenas pela posição de liderança que ele ocupava (pois outros também a ocuparam) mas por saber que ele realmente se interessava pela comunidade e sempre se engajava em longas conversas comigo. Com ele eu tinha "pano pra manga".Dizem que ninguém é insubstituível e pra mim, parece estranho sentir saudades de alguém cujo contato se deu mais online do que pessoalmente, no entanto a verdade é que algumas pessoas quando se vão deixam um imenso vazio no mundo e nas nossas vidas.Temo pelos rumos que a comunidade do Ubuntu-BR irá tomar, pois não vejo ninguém com a mesma dedicação e paixão que ele tinha e sem dúvida nenhuma sentirei falta de nossas conversas e dele me chamando no chat com um "ping"( bem nerd), a espera de um "pong" vindo do meu lado.Vá com fé meu amigo, dá uns conselhos para aquele tal de Jobs e ande junto com a turma do Ritchie que eles são do bem. Certamente sentiremos sua falta por aqui.# mv /usr/AndreGondim /home/ceuKemel Zaidan [...]



Evento com participação do Ubuntu-SP na Uniban da Vila Mariana

Fri, 26 Aug 2011 17:03:00 +0000

Sei que está um pouco em cima, mas gostaria de convidar a todos para participar do evento em que o Ubuntu-SP estará presente amanha na Uniban da Vila Mariana. Eu participarei de uma mesa de debates e @kretcheu e @alexsandroccarv, darão uma palestra sobre segurança. Além disso haverá também um install-fest. O evento será no sábado dia 27/08 Horário: 10h30 Tema: SEGURANÇA Local: Sala 214 Palestra: Privacidade e Segurança em Desktops Linux Palestrantes: - Alexsandro Cardoso Carvalho - Graduado em Informática e Especialização em Administração de Sistemas de Informação. Membro do grupo UBUNTU/SP e do projeto bibliotecalivre.org. Responsável pela migração para software livre na Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Bernardo do Campo. Atualmente trabalha na Universidade Federal do ABC e é Diretor da Compartirweb. - Paulo Kretcheu - Engenheiro Mecânico com formação pela FEI e Pós-Graduação em Segurança pela Unimonte. Trabalha como professor universitário e consultor em tecnologias open source há mais de 10 anos. É membro atuante da comunidade UBUNTU e Debian. Horário: 12h Mesa-Redonda: SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO Local: Auditório (6º andar) Participantes da Mesa: Presidente: Ricardo Holderegger - Gerente de Planejamento de TI da UNIBAN. Moderador: Gustavo C. Lima - Mantenedor do site Coruja de TI e Organizador do Web Security Fórum. Membros: Marcos Tupinambá - Palestrante Oficial Microsoft e Kemel Zaidan - Editor da Linux Magazine Official Member do UBUNTU. O evento é aberto e qualquer um pode participar. Mais informações do evento podem ser vistas neste link: http://www.uniban.br/eventos/2011/agosto/jornada-de-tecnologia-da-informacao.asp A Uniban da Vila Mariana fica na rua Afonso Celso, 235, Vila Mariana - São Paulo - SP, width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-BR&geocode=&q=Uniban+Vila+Mariana&aq=&sll=37.0625,-95.677068&sspn=49.57764,83.144531&vpsrc=0&ie=UTF8&hq=Uniban+Vila+Mariana&hnear=&radius=15000&t=h&z=13&iwloc=A&cid=5620431581256772524&ll=-23.59361,-46.635102&output=embed">Exibir mapa ampliado [...]



Trancando o cofre e jogando a chave fora

Wed, 10 Aug 2011 03:33:00 +0000

Imagine que ao longo de vários anos você foi acumulando uma série de documentos em formato digital: planilhas, textos e apresentações de slides que foram sendo colecionadas durante o percurso de sua vida acadêmica e/ou profissional. Fácil, não é? Afinal, poucos são os casos em que ainda se usa o velho e bom caderno e lápis grafite para tomar nota de alguma ideia. A maioria de nós mal consegue manter a conta de quantos documentos desse tipo gerou ou possui consigo. Apesar do conteúdo produzido por você e armazenado nesses arquivos ser exclusivamente de sua propriedade, sendo inclusive protegido pelas leis de direito autoral, o formato de arquivo em que você armazenou esses conteúdos, certamente não te pertence. Ele muito provavelmente pertence ao autor do software utilizado por você para criar todos esses arquivos. Quais são as implicações disso? É como guardar dinheiro no cofre de outra pessoa. Por mais inocente ou estranha que possa parecer esta pergunta, de fato, há muitas consequências envolvidas em uma situação como essa: a primeira delas e mais importante de todas é que você está inevitavelmente atrelado ao fornecedor do software com qual você gerou todos esses documentos. É ele quem vai dizer para você quando você deve adquirir uma nova versão de sua suite de escritórios (mesmo que isso acarrete na necessidade da compra de um novo hardware), ou quando você deve utilizar um novo formato, que será empurrado a você sem que você entenda as consequências dessa mudança. Alguma vez você recebeu ou enviou um arquivo de escritório, o qual não foi possível abrir e conferir o conteúdo do documento? Quem nunca ficou irritado com uma situação destas ou nunca sofreu com um problema desses que atire o primeiro computador ao alto. Agora projete a mesma situação descrita acima, mas ao invés de pensar em si mesmo, pense em uma grande empresa e projete os prejuízos causados por algo aparentemente simples. E se ao invés de uma grande empresa estivermos falando da esfera governamental? Por quanto tempo um governo precisará guardar um documento em formato digital? Certamente por muito mais tempo do que você ou eu e muito além do tempo de uma vida. Documentos digitais que estão sendo gerados hoje pelas esferas municipal, estadual e federal terão que ser guardados por centenas de anos. E não apenas guardados, mas seu conteúdo deverá estar acessível não apenas a representantes do poder público, mas também aos cidadãos que se interessarem por ele no futuro. Como garantir então que esses documentos poderão ser lidos daqui a 30, 50, 100 ou 200 anos? A primeira vez que o mundo se deparou com estas questões foi durante o tsunami que ocorreu na Ásia em 2004. Nesta ocasião, diferentes países e organizações civis de ajuda humanitária tiveram que trocar informações na forma de documentos digitais para poderem organizar e planejar a ajuda aos países vítimas da tragédia natural. Não é difícil supor que assim como nós, reles mortais informatizados, os representantes dessas organizações e governos sofreram do mesmo problema que enfrentamos vez por outra em nossas vidas diárias: não conseguiram abrir os documentos enviados um pelos outros, justamente por incompatibilidade de versões e formatos. Mas o pior de tudo é pensar que por conta disso, houve atraso na ajuda humanitária enviada aos países vítimas do tsunami e que por conta desse atras[...]



Eu voltei, agora pra ficar...

Wed, 10 Aug 2011 03:08:00 +0000

Desde que comecei a trabalha na Linux New Media (editora que publica a Linux Magazine) acabei deixando os 3 blogs onde costumava escrever um pouco de lado, principalmente porque passei a escrever muito e a dizer (quase) tudo o que queria dizer para as revistas das quais sou responsável agora.

A verdade é que passar o dia na frente do computador escrevendo sobre software livre acaba te afastando do computador no momento em que você chega em casa. Mas a partir de hoje, pretendo voltar a tentar escrever com mais frequência e começarei por aqui, pois esse sempre foi o meu blog pessoal, onde tenho total liberdade para decidir os rumos a se seguir.

A primeira coisa que vou fazer é publicar aqui os artigos que tenho escrito para o carioca jornal corporativo, onde passei a ter uma coluna mensal sobre tecnologia chamada "Canal Aberto", afinal esse blog nasceu para ser um repositório pessoal que centralizasse ideias em torno do meu aprendizado com software livre e que esperava eu, pudesse ser útil também para mais alguém além da minha própria pessoa.

Como sempre, convido a todos que aqui passarem os olhos a deixar algum comentário ou feedback, pois nada melhor do que escrever com um interlocutor em vista! :-)

Liberdade sempre!Categorias do Technorati , ,
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