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l e s s _ i s _ m o r e



Updated: 2017-06-28T08:12:34.385-03:00

 



Compilation

2012-11-03T07:59:02.334-02:00

(image)

Não há como negar: todo recomeço implica em deixar para trás uma história - pessoas, lugares, sensações, hábitos e posturas. Mas, para seguir em frente, a gente tem que lidar com as sequelas e transformá-las em aprendizado para não repetir os mesmos erros no futuro. É preciso cantar novas canções e fazer novas versões para as antigas. Mais ou menos assim:

1. Julie London - Come On A My House (2:33)
2. Kylie Minogue - Love At First Sight (Abbey Road Sessions) (3:36)
3. Jesse Harris - Rocking Chairs (feat. Norah Jones) (4:08)
4. Ike & Tina Turner - Save The Last Dance For Me (3:02)
5. Martina Topley Bird - Shangri La (4:38)
6. Bettye Swann - Just Because You Can't Be Mine (2:36)
7. Rumer - Sara Smile (3:33)
8. Macy Gray - You and I (We Can Conquer the World) (3:10)
9. Esther Phillips - A Beautiful Friendship (2:51)
10. Tori Amos - Hey Jupiter (6:03)
11. Sparklehorse - Little Girl (feat. Julian Casablancas) (4:33)
12. Nina Simone - I Cant See Nobody (Daniel Y Remix) (3:06)
13. Metrô - Johnny Love (4:16)
14. Lowry - Africa (5:13)
15. Bebel Gilberto - Um Segundo (3:10)
16. Beck's Record Club - Never Tear Us Apart (3:12)
17. Goldfrapp - U.K. Girls (Physical)
18. Manic Street Preachers - Umbrella (Grand Slam mix)

Quer?



Compilation

2012-07-02T08:14:23.083-03:00

(image)

Esta compilação narra, do nascimento ao término, a possível trajetória de uma relação amorosa. Atentem para a italiana Mina, que gravou Ainda Bem, de Marisa Monte, em seu novo disco. Macy Gray faz cover de Metallica a Donny Hathaway, uma versão emocionada de Jealous Guy, de John Lennon.

01. Adriana Calcanhotto - Pode Se Remoer
02. Zélia Duncan - Tudo Sobre Você
03. Mina - Ainda Bem
04. Gotan Project - Peligro
05. Paula Abdul - Crazy Cool (Urban Mix)
06. Monica Naranjo - Insensatez
07. Roberta Flack - We Can Work It Out
08. Anita Baker - Sweet Love
09. Culture Club - Love Is Love
10. Rumer - A Man Needs A Maid
11. Macy Gray - Nothing Else Matters
12. Laura López Castro - Tu Me Acostumbraste
13. Donny Hathaway - Jealous Guy
14. Yazz - Never Can Say Goodbye
15. Cyndi Lauper - My First Night Without You
16. Paloma Faith - Picking Up The Pieces

 Aqui: bit.ly/LeS3Tx



Compilation

2012-04-23T09:33:40.868-03:00

(image)



Talvez você não as ouça muito no rádio, mas essas canções são, pra mim, algumas das melhores pérolas escondidas do soul.

1. Shirley Bassey - Spinning Wheel (3:08)
2. Barry White - You See The Trouble With Me (3:30)
3. Gladys Knight & the Pips - I Don't Want to Do Wrong (3:21)
4. Cher - How Can You Mend A Broken Heart (3:24)
5. Nina Simone - I Wish I Knew How It Would Feel to be Free (3:07)
6. Seal - Love Don't Live Here Anymore (4:11)
7. Aretha Franklin - I've Been Loving You Too Long (3:36)
8. Simply Red - Stars (4:22)
9. Diana Ross - Love Hangover (3:44)
10. Millie Jackson - All I Want Is A Fighting Chance (Single Edit) (2:36)
11. Loleatta Holloway - Runaway (4:45)
12. George Benson - This Masquerade (Nightmares On Wax Remix) (4:44)
13. Marsha Ambrosius - Butterflies (Remix) (4:11)
14. Alicia Keys - If I Was Your Woman (Original Funky Demo) (2:59)
15. Whitney Houston - Heartbreak Hotel (Featuring Faith Evans and Kelly Price) (4:41)
16. Neneh Cherry - Beastiality (2:49)
17. Marvin Gaye - I Wanna Be Where You Are (1:18)

Aqui: bit.ly/HVJO8w



Compilation

2012-04-20T08:48:36.274-03:00

(image)  

1. Julie London - Easy to Love (2:30)
2. Duncan Sheik - Stripped (3:39)
3. The Cardigans - Lovefool (Puck Version) (3:16)
4. Will Young - Hey Ya! (originally by OutKast) (4:49)
5. Pixie Lott - When Love Takes Over (Originally by David Guetta) (3:23)
6. Adriana Calcanhotto - Tão Chic (2:31)
7. Cassettes Won't Listen - Need You Tonight (3:14)
8. Madonna - Masterpiece (3:57)
9. Alice Smith e Aloe Blacc - Baby (3:19)
10. Amy Winehouse - A Song For You (4:29)
11. Marsha Ambrosius - Sour Times (3:20)
12. Everything But The Girl - Downtown Train (3:09)
13. The Supremes - You Can't Do That (2:32)
14. Mary J. Blige - Ain't Nobody (4:03)
15. Whitney Houston - I Was Made to Love Him (4:26)

Aqui: bit.ly/zcvhFV

*Na capa, foto de um beijo apaixonado entre Humphrey Bogart e Lauren Bacall.



Compilation

2013-01-11T08:48:19.861-02:00

(image)  

Como o título já diz, uma compilação para o calor, o asfalto quente, vento sul e malemolência.

1. Wax Tailor - Que sera (5:44)
2. k.d. lang - Summerfling (3:52)
3. Sharleen Spiteri - Cat People (Putting Out The Fire) (3:21)
4. Simply Red - The Air That I Breathe (Reprise) (4:34)
5. Bebel Gilberto - So Nice (Summer Samba) (3:32)
6. Morcheeba + Hubert Laws - Summertime (4:44)
7. Elcho - Lazy Summer Days (5:21)
8. Dido - Summer (3:55)
9. Nina Simone - See-Line Woman (2:38)
10. Millie Jackson - Summer (The First Time) (5:43)
11. Gladys Knight & The Pips - It's Summer (2:21)
12. Nancy Sinatra - Summer Wine (w Lee Hazlewood) (3:42)
13. Julie London - I Left My Heart In San Francisco (2:50)
14. Maysa - So Voce (mais nada) (1:54)
15. Tracey Thorn - Swimming (4:18)

Cole na barra de endereços do seu navegador: http://goo.gl/ObUr1



Compilation

2013-01-11T08:50:04.887-02:00

(image)  

Uma compilação para a gente começar a primavera com gosto de sol e vento.

1. Duncan Sheik - So Alive (4:32)
2. Jody Watley - Borderline (4:59)
3. Hollywood, Mon Amour feat. Juliette Lewis - This Is Not America (4:06)
4. Jamiroquai - Seven Days In Sunny June (4:02)
5. RDM feat. Editors - Walk On The Wild Side (4:12)
6. Jorge Drexler - Oh que sera (3:25)
7. The Saturdays - Beggin' (3:12)
8. Seal - If You Don't Know Me By Now (3:47)
9. Saint Etienne - Spring (3:44)
10. Maroon 5 - Crazy Little Thing Called Love (Acoustic Version) (3:13)
11. David Byrne and Fatboy Slim feat. Florence Welch - Here Lies Love (5:51)
12. Beverley Knight - One More Try (5:40)
13. Adele - Need You Now (3:55)
14. kd lang - I Dream Of Spring - Live (6:37)
15. Bebel Gilberto - Samba e Amor (live) (4:11)
16. Laura López Castro - Manhã de Carnaval (1:51)

 Aqui: http://goo.gl/Cu0Mn



Compilation

2011-08-04T15:42:25.360-03:00

(image)

Uma nova compilation para celebrarmos um pouco de calor na alma. De faixas ensolaradas a outras nem tanto, esta é uma coleção em homenagem a quem me faz companhia - quem toma cerveja comigo ouvindo tango, quem almoça comigo no sábado, quem viaja ao meu lado, quem me acompanha na comida árabe, os que estão longe, os que foram para mais longe ainda, quem festeja, ri, reclama e chora.

Tem Nina Miranda, ex-Smoke City, agora com a Zeep, cantando Inverno, de Adriana Calcanhotto; Rumer, Drexler, Joss, Jill, Nina Zilli, com 50 Milla, da trilha do filme O Primeiro que Disse e outras faixas diferentes como as pessoas, mas, como elas, também muito parecidas.

1. Jorge Drexler - Una Canción me Trajo Hasta Aquí (3:18)
2. Joss Stone - Free Me (3:52)
3. Jill Scott - Blessed (3:28)
4. Beverley Knight - The Queen Of Starting Over (3:47)
5. Nina Zilli - 50 Mila (Versione mineVaganti) (2:54)
6. Juanes - Regalito (2:51)
7. Gossip - Love Long Distance (4:24)
8. Bella Wagner - Is You Is or Is You Aint (3:38)
9. Kevin Johansen - Desde Que te Perdí (3:48)
10. Boz Scaggs - We're All Alone (4:04)
11. Francoise Hardy - L'amitie (2:23)
12. Zeep - Inverno (hot and cold mix) (4:06)
13. Rumer - Slow (3:36)
14. Gloria Scott - (A Case of) Too Much Lovemakin' (3:57)

Na foto, James Stuart e Kim Novak conversam no set de Um Corpo Que Cai.

Vai fundo -> goo.gl/kBBlh



Um aviso

2011-03-31T12:00:16.120-03:00


Você que adora apontar erros nos outros e, quando não os encontra, resolve inventar, despeça-se e não volte mais.
Você que não consegue desprender-se da comparação com o outro e inveja tudo aquilo que o vizinho tem e você deseja, dê seu prefixo e saia do ar imediatamente.
Você que só sabe ver maldade nos outros porque se nega a enxergar a sua própria, não precisamos mais dos seus serviços.
Você que delira achando que o mundo inteiro está contra você e, justamente por isso, não consegue ser amigo de ninguém, siga seu rumo sem olhar para trás.
Você que fura a fila da vida achando que pular etapas é uma baita vantagem, vá e não volte.
Você que só enxerga o lado de fora e ainda teoriza sobre ele achando que isso faz de você um intelectual, risque-nos da sua listinha.
Você que é incapaz de amar alguém e ainda machuca quem lhe oferece afeto, suma sem deixar telefone e endereço.
Você que mente até acreditar e não se responsabiliza pela própria mentira quando ela dá errado, vá pregar em outra freguesia.
Você que se faz de vítima para manipular quem lhe quer bem, nem perca seu latim.

Xô, você que não consegue ser feliz e repudia a felicidade dos outros. Esqueça que existimos. Livre-nos do seu vodu, mau olhado, bad vibe, inveja, má influência. Aqui a coisa é diferente, aqui não alimentamos a doença de gente do seu tipo.
Aqui não tem lugar para você.

[Foto do genial Saul Leiter.]



The Everlasting

2011-03-31T13:28:19.798-03:00

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Sobriedade

2011-02-09T09:34:47.197-02:00

(image)

É muito bonito pensar que o amor é algo sublime, sem fronteiras nem limitações. É muito confortável acreditar que uma relação se desenvolve de forma mágica e que está sempre na mão de Deus, como se fôssemos bonecos pendendo de fios de nylon. Mas a realidade não é essa.

Amor não é feito de arroubos, de declarações cinematográficas em público nem de um número musical de filme indiano. Isso é outra coisa. Pode ser paixão, tesão, drogas, álcool ou pura insegurança. Ninguém decide um dia que vai se libertar para o amor. Aquela coisa de acordar, abrir as janelas e contemplar o sol achando que assim o amor vai bater à sua porta é pura euforia. E euforia é um tipo de doença que cega e nos distancia de nós mesmos.

Abra as janelas e contemple o sol, sim. Por você, pelo sol, pela janela, pelos vizinhos, mas não guarde muitas expectativas. Esse amor que você busca do outro lado da sua janela não precisa ser encontrado. Ele nem amor é. Não passa de uma ilusão que as obras de ficção nos fizeram acreditar que existia, um engano confortável, um consolo para os acomodados de que o outro pode magicamente lhes fazer feliz. É quase um transe social.

As pessoas condicionadas a isso vivem histórias arrebatadoras, sentem-se elevadas por essa força sobrenatural, impulsionadas aos céus pelo que pensam sentir pelo outro. Tesão incontrolável, admiração incondicional, telefonemas, mensagens, flores, declarações em redes sociais, corações, bichos de pelúcia, um “ser feliz” que parece não acabar mais. Você fica com aquele olhar sorridente parado, semblante imutável, aquela cara de evangélico recém-saído do culto. Parabéns, você está apaixonado.

Mas, alto lá. Isso ainda não é amor. Viva essa relação uns 2 anos e depois a gente conversa. Aí que você vai saber se nela há respeito, se você manteve sua individualidade, suas metas, seus desejos e soube respeitar a individualidade, as metas e os desejos do outro. Mais importante do que isso: sentiu-se amado e respeitado? Compreendeu que toda aquela felicidade já estava dentro de você e que ela pode existir sem o outro? Tudo bem, agora que passou a histeria, você pode olhar com sobriedade para seu parceiro ou parceira e escolher se quer ou não viver essa relação.

Aí podemos falar de amor, esse sentimento tranquilo de querer o outro bem e sentir o mesmo. O amor só existe com sobriedade. Senão é como qualquer bebida, comida ou entorpecente, não passa de uma distração tola do mundo real, onde moram seus problemas, limitações, medos e conflitos familiares. Nem pense em entrar numa relação achando que vai fazer sumir seus fantasmas. É melhor enfrentá-los, por mais doloroso que isso seja, mesmo que leve algum tempo. Caso contrário, o que era para virar amor acaba se tornando mais uma complicação.



Compilation

2011-02-09T15:08:09.902-02:00


Uma compilação para aquecer os corações cansados de frivolidade. Reparem em Rumer, a nova queridinha deste blog, o mais próximo que qualquer cantora já chegou de Karen Carpenter. Adele canta The Cure, Sophie canta Electronic, Kylie faz uma versão bossa nova do seu maior hit, Lady Linn transforma um cansativo sucesso da década de 1980 em cool jazz, e Cassandra Wilson arrepia com sua interpretação assombrosa de Time After Time. Melody Gardot impressiona com Ain't no Sunshine, Northern Lad, uma das minhas favoritas de Tori Amos e Cee Lo Green, genial em seu arranjo de I Want You. Do Brasil tem Bebel, como sempre, e o Beat Acelerado e reformado do Metrô.

Na capa, Tony Curtis no set de Acorrentados (The Defiant Ones, 1958), de Stanley Kramer.

1. Rumer - Aretha (3:15)
2. Cassandra Wilson - Time After Time (4:07)
3. Sophie Ellis-Bextor - Getting Away With It (3:33)
4. Adele - Lovesong (5:16)
5. Kylie Minogue - Can't Get You Out of my Head (Acoustic) (3:11)
6. Metrô - Beat Acelerado (4:35)
7. Bebel Gilberto - Secret (Segredo) (3:40)
8. Melody Gardot - Ain't No Sunshine (5:41)
9. Lady Linn And Her Magnificent Seven - I Don't Wanna Dance (4:04)
10. Cee Lo Green - I Want You (3:36)
11. Tori Amos - Northern Lad (4:19)
12. Rumer - It Might Be You (Theme from Tootsie) (3:25)



Intimidade

2011-01-19T22:42:21.886-02:00


Acho que foi o momento mais bonito na cerimônia dos Globos de Ouro, no último domingo. 
Angelina Jolie arruma a gravata de Brad Pitt.



Bethânia Velejando

2010-12-14T09:06:35.931-02:00

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Um dos extras do DVD/Blu-ray Amor, Festa e Devoção, de Maria Bethânia, recém lançado pela Biscoito Fino. A música é Eu Velejava em Você, de Eduardo Dusek e Luiz Carlos Goes, que Zizi Possi gravou em 1981.

Eu velejava em você
Não finja!
Como coisa que não me vê
E foge de mim...
A boca tremia,
Os olhos ardiam
Oh! Doce agonia
Oh! Dor de viver
De ver sua imagem
Que eu nunca via
Sua boca molhada
Seu olhar assanhado
Convite pra se perder
Minha alma cansada
Não faz cerimônia
Você pode entrar sem bater
Pois eu já velejei em você
E foi bom de doer
Mas foi, como sempre, um sonho
Tão longe, risonho
Sinto falta,
Queria lhe ver...



Amores Imaginários

2010-12-01T08:58:23.550-02:00

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Cena do excelente filme canadense Les Amours Imaginaires (2010), de Xavier Dolan, o mesmo diretor de Eu Matei Minha Mãe. Na trilha, Dalida canta Bang Bang em italiano. Uma verdadeira pérola.



The World in my Eyes

2010-11-28T12:13:52.329-02:00

(image)

Do novo DVD/Blu-ray do Depeche Mode, que registra o show da Tour of the Universe em Barcelona.



Uma folha em branco

2010-08-25T23:43:58.772-03:00

(image)

Uma folha em branco. Ela e eu nos olhando um tanto desconfiados um do outro, sem muita intimidade para dizer coisas muito verdadeiras. Pelo menos não daquelas coisas que se diz como quem desabafa, sem preocupar-se com o impacto que poderá causar. O que me leva a crer que escrever verdades a meu respeito está fora de cogitação.

A verdade, no entanto, aqui não precisa necessariamente contar. Ou melhor, eu não preciso necessariamente contar a verdade. Não ignoro que você esteja aí me lendo, nem finjo que estou em alguma espécie de confessionário onde posso despejar o pior de mim para depois ser absolvido por alguma autoridade superior. Eu não acredito nesse tipo de absolvição. Acho, muito ingenuamente, que ela não vem de cima, mas de dentro.

Mas continuo escrevendo, matando lentamente com cada palavra o espaço em branco da folha. O problema é que, como na vida, quanto mais palavras você jogar na folha, mais espaço vazio surge abaixo. Será que quanto mais se fala mais silêncio se cria? Pensando bem, não pode ser assim. Porque quando tentamos nos expressar, queremos ser compreendidos, ou quem sabe, na pior das hipóteses, ouvidos. Tudo isso pressupõe o ato comunicativo. Eu digo, você ouve, comenta dizendo que sim, ou que não, ou que compreende. Até quando não comenta já está dizendo que desaprova ou mostrando sua indiferença.

Outro dia sentei para escrever algo sobre uma ideia que me pareceu interessante quando eu a tive. Depois de dois parágrafos, percebi o tom de ressentimento que estava aplicando ao texto. Um ressentimento absolutamente inocente — não sei se pode haver inocência em ressentimento, talvez seja mais adequado dizer que ele era totalmente inconsciente. Foi então que eu entendi: o ressentimento é algo muito prolífico. Ele tem a capacidade de motivar o indivíduo a produzir, trabalhar, relacionar-se, viajar, tomar decisões importantes, atitudes há muito adiadas. Tudo acontece fácil e sem hesitações.

Naquele dia, eu reli o que havia escrito e me transformei por alguns instantes no leitor desconfiado que geralmente sou. Que desagradável pode ser olhar-se de longe. Mas também é necessário. Não precisei publicar em lugar algum. Minha catarse se fez na releitura. Bom seria se tudo na vida fosse como escrever um texto e pudéssemos ter a chance de revisar nossos atos antes de soltá-los no mundo. Tudo que estivesse fora da norma seria automaticamente corrigido e ninguém precisaria ver nosso arrombo de incorreção.

A realidade, no entanto, não é assim. Eu mesmo já devo ter revelado mais de mim nessas linhas do que gostaria e depois que isso for lido, não há o que revisar. Importante mesmo é não deixar de. 



Compilation

2011-01-23T15:10:37.366-02:00

(image)

Compilation nova para o frio que chega a Porto Alegre neste final de semana. Tem a nova de Tracey Thorn (ex-EBTG), homenagem do Bird and The Bee para Hall and Oates, mais 80s com a cover acústica do Nouvelle Vague para o hit do Yazoo, Don't Go e outras canções para aconchego, um pouco de assombro e a bebida de sua preferência.

01. Tracey Thorn - Why Does the Wind (Ewan Pearson Radio Edit) (3:41)
02. The Bird And The Bee - One On One (3:40)
03. Alison Moyet - Almost Blue (3:53)
04. Federico Aubele - Luna Y Sol (Lance Herbstrong Remix) (4:58)
05. Gotan Project - La Gloria (3:47)
06. Sade - Bring Me Home (4:08)
07. Sharleen Spiteri - Windmills Of Your Mind (4:46)
08. Shirley Bassey - The Girl From Tiger Bay (4:16)
09. Alicia Keys - Empire State of Mind (Part II Broken Down) (3:33)
10. Sarah Mclachlan - Possession (5:13)
11. Nouvelle Vague - Don't Go (4:29)
12. Gabriella Cilmi - Safer (Acoustic Version) (3:44)
13. Barry White - I Only Want To Be With You (5:04)
14. Fangoria - Ese Hombre (3:55)

Aqui



Let go, Jack

2010-05-25T19:56:35.334-03:00

(image)



Um sucesso

2010-05-18T03:09:55.716-03:00

(object) (embed)
Kelis apresentando-se no programa Later... with Jools Holland. Uma delícia.



Sunday Classics

2010-04-25T22:14:00.959-03:00

(image)
Simon Baker e a namorada Rebecca Rigg na festa pós-Oscar da Vanity Fair.



Uma madrugada

2010-04-19T08:11:00.576-03:00

Ando acabrunhado, talvez de solidão. Não sei se é bem isso. Na realidade, se tenho uma grande dificuldade de saber quem verdadeiramente sou na maioria das vezes, imagine se saberia que tipo de mal me acomete ou que nome dar a ele. Respeito a minha condição de não saber as coisas porque é precisamente ela que me permite todos os dias fazer o questionamento principal: de onde vem, para onde vai e onde me leva o que sinto? Dar um nome a essa coisa, portanto, é o que menos importa. Meu terapeuta, inclusive, declarou que de todos os pacientes dele, o que melhor convive com estar só sou eu. Mas o fato é que estou mesmo acabrunhado, com um espaço vazio que parece percorrer a extensão do esôfago e que me impede de sentir mais intensamente as coisas e dificulta relaxar e aproveitar os momentos. Essa coisa me torna quase impossível ser feliz pelo agora, pelo que eu tenho, pelo mora em mim. Acho que ela é como uma bactéria que rasteja até o cérebro e me força o tempo todo a achar que a felicidade está amanhã, que virá um dia e que o hoje é apenas a antessala do amanhã feliz. Aí, então, caímos naquele paradoxo do amanhã ser o hoje um dia mais tarde, que não existe ontem nem amanhã, só o agora. A lógica diz que adquirir a consciência de algo que nos transtorna é o primeiro passo para transformar o transtorno em aprendizado e o aprendizado em cura. Digam-me os sábios que dominam essa lógica: depois de trazida à consciência a minha aflição, qual o próximo passo? Sim, porque me sinto na madrugada entre o lamuriento eu de ontem e o vitorioso eu de amanhã. Um eu que sabe que ontem estava errado e o amanhã há de acertar. Veja que curioso, mais uma vez caio na armadilha de não saber o que fazer com o agora. Afrontado pelo medo de desperdiçar a reflexão, portanto, resolvi escrever. E o ato de escrever não me traz dinheiro, aceitação, amor ou amizade. Mas esse diálogo entre mim e você, desconhecido leitor, alivia o peito e me consola com a pequena esperança de que você tome meu exemplo. Quando também estiver acometido por um sentimento apático e assustador, faça algo que lhe dê algum prazer.



Sneaky Divas

2010-04-12T09:39:11.988-03:00

(object) (embed)

Aretha Franklin e Liza Minnelli no comercial de Sneakers. Gostamos muito.



Persistência

2010-03-28T03:58:23.424-03:00

(object) (embed)
Cena final de An Englishman in New York (2009), em que John Hurt interpreta Quentin Crisp, escritor inglês que desafiou definições de gênero e o patrulhamento ideológico. Claro, pagou caro por isso, cometeu erros e algumas gafes precipitadas. Mas soube dar seu adeus com sábias palavras.



Compilation

2010-02-17T22:47:57.669-02:00

(image)

1. Shara Nelson - Pain Revisited (5:14)
2. Saint Etienne - Method Of Modern Love (Richard X Join Our Clique Mix) (6:03)
3. Charlotte Gainsbourg - IRM (2:37)
4. Céu - Grains de Beaute (3:37)
5. Anne Murray and kd Lang - A Love Song (3:07)
6. Aretha Franklin - You Keep Me Hangin' On (3:07)
7. Etta James - Do Nothin' Till You Hear From Me (4:19)
8. Lorraine Ellison - Cry Me A River (3:01)
9. Grant Lee Phillips - Boys Don't Cry (3:45)
10. Biffy Clyro - Love Sex Magic (2:50)
11. Marmaduke Duke - Single Ladies (Put a Ring On It) (2:22)
12. Dido - Northern Skies (Remix) (5:53)
13. Fangoria - La Verdad (2:51)
14. Michael Jackson - Ben (Acapella) (2:26)
15. Pet Shop Boys - We All Feel Better in the Dark (4:00)

Aqui ou aqui.



Straight Up

2010-02-11T08:49:25.943-02:00

(object) (embed)
O concorrente Andrew Garcia, no American Idol da última terça-feira, cantando Straight Up, hit grudento de Paula Abdul. Genial.