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Circulo Vicioso



Porque a Terra gira à volta do Sol... porque a Terra gira sobre si mesma... porque andamos em círculos... porque não aprendemos muito... porque repetimos tudo de uma forma ou de outra... o bom e o mau... porque as nossas metas são apenas pontos de par



Updated: 2017-10-07T06:49:02.816+01:00

 



Toy Story

2010-02-04T13:17:12.267+00:00

Já algum tempo que não escrevo aqui nada. Olho em vão para estas linhas vazias há espera de uma inspiração que não vem. Quero escrever sobre esperança, sobre luz, sobre vida. Não consigo. Só me apetece gritar e desabafar sobre tudo o que me magoa. Quanto mais paro para pensar maior é a escuridão. Cada esquina desta casa assombrada esconde histórias que o rancor esborratou.Estou cansada. Estou farta desta luta diária para que o peso da desilusão e do perpétuo sofrimento não enterre todo e qualquer vestígio de mim. Sinto-me desaparecer por entre as batidas deste relógio inclemente. Não gosto deste filme. Quero sair antes que o genérico final surja e mostre que a lista de intervenientes sempre foi curta e pouco clara. Abro os olhos mas o ecrã permanece negro. Não encontro diálogos que me distraiam. Talvez nunca cá tenha estado. Não tenho lugar no meu próprio filme.Existe uma espécie de capacidade de visão desafogada que só surge quando deixamos para trás as convenções e as crenças mais básicas. Fui aprendendo que existe uma imensa distância entre aquilo que achamos ver e aquilo que realmente lá está. Muitas vezes esse “engano” é consciente, mas na maioria das vezes é meramente o produto de um desejo básico de sobrevivência. Uma recusa por vezes inglória de não nos afundarmos na mágoa.Há quem me chame sonhadora e há quem me considere cínica. Se me pudesse identificar, crua e friamente diria que me sinto algures no meio. Fui-me tornando descrente das pessoas, até de algumas que me são mais próximas. Gostaria de ter a capacidade de ser superior a todo o sofrimento e poder recuperar de qualquer alfinetada dada, mas a verdade é que sou frágil demais e cada murro, cada traição destrói mais do que a minha confiança nos outros. Destrói-me a mim. Limpa a minha capacidade de visão e a realidade uma vez revelada nunca mais poderá ser eclipsada. A verdade é uma só. No fundo, ninguém se interessa.Gostaria de poder continuar a acreditar em palavras carinhosas e certas manifestações de apoio, mas não consigo fingir que acredito quando a cortina abre precocemente e tudo é visível cedo demais. Na maioria das vezes, tudo não passa de chavões e, pior ainda, paternalismo. É triste ver nos olhos das pessoas de quem gostamos um certo regozijo nas nossas quedas. Felizmente, nem todas as pessoas são assim. Ainda existem aqueles que verdadeiramente se preocupam e apoiam, mas não sei quanto tempo aguentarão intactos, quando a maioria das pessoas que os rodeiam não passam de abutres sedentos para despedaçar as suas almas.Infelizmente, sempre fui boa a ler as pessoas. Na maioria das vezes as suas motivações secretas e os seus sentimentos escondidos são para mim tão visíveis como os traços dos seus rostos. As suas vitórias são sempre mais relevantes que as dos outros. Os seus problemas são sempre gigantescos e graves comparados com os dos outros. Glorificação do patético. As roupas de marca. As festas famosas. Os “amigos” que se conheceram ontem. O eterno currículo empolado. O oportunismo frio. Serei realista demais ou existe mesmo quem se alimente de ilusões? Talvez não tenha a melhor abordagem à vida, mas recuso-me a minimizar quem me rodeia. Não me parece que as marcas que se vistam, os jantares a que se vá, o dinheiro que se ganhe, aquilo que se escreva, as quecas que se dêem, aquilo que digam de nós, nos torne uma pessoa melhor. Acho que a banalidade converteu-se em opiniões e comportamentos em segunda mão. Refeições e refeições de comida remastigada.Odeio-me por me deixar enganar conscientemente. Desde o seu começo que eu sei como acaba a história. Cada vírgula de cada texto tem um significado escrito a sangue. Olho em volta mas não está ninguém. Não interessa o que diga ou faça... não interessa que ignore propositadamente que um dia me virarão as costas e esquecerão tudo o que vivemos em conjunto. As pessoas desaparecem... seguem os seus caminhos e deixam sempre alguém para trás. Não é possível encontrar alguém sem que a[...]



O que tu és...

2009-12-22T14:23:51.368+00:00

És Aquela que tudo te entristece
Irrita e amargura, tudo humilha;
Aquela a quem a Mágoa chamou filha;
A que aos homens e a Deus nada merece.

Aquela que o sol claro entenebrece
A que nem sabe a estrada que ora trilha,
Que nem um lindo amor de maravilha
Sequer deslumbra, e ilumina e aquece!

Mar-Morto sem marés nem ondas largas,
A rastejar no chão como as mendigas,
Todo feito de lágrimas amargas!

És ano que não teve Primavera...
Ah! Não seres como as outras raparigas
Ó Princesa Encantada da Quimera!...


Florbela Espanca



Estou rendida a isto ;)

2009-11-30T11:54:20.021+00:00

Após um longo período de ausência decidi regressar a estas paragens... não sei se ainda existe alguém desse lado com paciência para me visitar... seja como for, I'm still here... breathing...

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...

2009-08-24T10:21:57.113+01:00

... para mim, talvez a melhor cena de "Sinedoque, Nova Iorque"...

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Melodias incertas

2009-08-18T13:44:50.041+01:00

De tanto bater o meu coração parou... Para uns não passa de uma frase bonita mas sem sentido. Para outros, o título de um filme. Para outros ainda, o diagnóstico de uma morte há muito anunciada... Haverá vida antes da morte? Ou tudo isto que nos rodeia e agita não passa de projecções de mentes famintas de emoções?Cada nova sensação, cada novo acontecimento surge-nos como uma lufada de ar fresco num dia a dia recheado pelos mesmos odores que aprendemos a conhecer de cor. O cheiro da rotina. O cheiro do medo. O cheiro da certeza. Mas, subitamente e por uns breves momentos, reaprendemos a respirar. O peito expande-se. O pulmões enchem-se de ar e de esperança. E o coração, esse orgão feio e desproporcional, romantizado até à exaustão, ergue a sua batuta e define um novo ritmo. A vida começa onde o convencional acaba. Alegria. Tristeza. Amor. Dor. Experimentamos um pouco de tudo ao longo desta vida, ou pelo menos, tentamos. Corações expostos sem a armadura que só a vida constrói. A inocência da infância e da adolescência leva-nos a abrir o peito a tudo e a todos sem pensarmos nas infecções que provocam e que só o esquecimento ensina a sarar. Alguns batem somente para receber, como senhores de reinos místicos e desertos. Outros vivem em permanente saldo negativo, dando sem parar e jamais recebendo a recarga necessária à sua sobrevivência. Sempre me perguntei o porquê de associarem o amor ao coração humano, especialmente, se considerarmos a diferença entre aquilo que pulsa dentro de nós e as suas desencantadas representações nos cantos das páginas que guardam os nossos segredos. Se amamos com o corpo todo, porque só o coração ganha com mérito? Mesmo destruído impõe-se como um vencedor. Será porque é o único orgão sem o qual jamais podemos funcionar? Talvez. Ou será porque não passa de um emaranhado de sangue, nervos e convulsões, como tudo o que é autêntico? Provavelmente. Tudo em nós ama e só depois de mortos é que temos autorização para deixar de o fazer... Nada mais somos do que seres orgânicos a quem foi oferecida a benção de pensar. Tudo o resto é química, seja lá o que isso for. Porque sorrimos? Porque choramos? Porque contemplamos a nossa própria mortalidade? Porque amamos? Tudo é inexplicável e, talvez por isso, tão belo... Procuramos significados onde não existem. Exigimos que nos apresentem um guião que possamos seguir indiscutivelmente. Voamos sem asas. Sonhamos sem dormir. Amamos sem sentir. As fórmulas científicas de nada servem. Aquilo que sentimos ultrapassa a nossa vontade. Vivemos presos. Alguns, prisioneiros dos seus pensamentos, outros dos seus sentimentos. Sofrimento inglório impossível de se combater. De tanto bater o meu coração parou. Bateu vezes demais e eu nunca deixei de lhe exigir mais e mais. Cada paixão, cada expectativa, cada sonho levava-o ao limite de batidas. Depois a realidade batia à porta e obrigava-me a tropeçar e, por uns instantes, era-lhe permitido descanso. Até que num dia que se apoderou do meu calendário desde então, uma sobrecarga de emoções obrigou-o a parar. As coisas boas misturaram-se com as más e tudo deixou de fazer qualquer sentido. Ainda revejo e sinto o último batimento. Depois nada... E a brisa transformou os dias em semanas que cresceram para meses. Nada... Os elogios sabiam a areia. No peito nada se mexia. Os beijos faziam comichão no céu da boca. No peito nada se mexia. Os golpes por mais dolorosos e profundos que fossem eram mastigados como pastilha elástica e deitados fora antes de perderem o sabor. Mas no peito tudo permanecia no mais profundo silêncio. Até que surgiu a recarga eléctrica que parecia fraca demais para reanimar fosse o que fosse. De repente, gritaram-se palavras de amor. O corpo agitou-se na sua infinita dança de sedução. Ambos exigiram que aquele saco de sangue amorfo e ridículo renascesse. Uma batida de cada vez. O compasso de uma música sem [...]



"Miss" Celophane...

2009-06-16T10:15:36.440+01:00

... se ao menos eu soubesse cantar...

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I'm in the mood for... (5)

2009-06-08T16:04:24.448+01:00

And with the early dawn
Moving right along
I couldn't buy an eyeful of sleep
And in the aching night under satellites
I was not receivedBuilt with stolen parts
A telephone in my heart
Someone get me a priest
To put my mind to bed
This ringing in my head
Is this a cure or is this a disease

Nail in my hand
From my creator
You gave me life
Now show me how to live

And in the after birth
On the quiet earth
Let the stains remind you
You thought you made a man
You better think again
Before my role defines you

Nail in my hand
From my creator
You gave me life
Now show me how to live

And in your waiting hands
I will land
And roll out of my skin
And in your final hours
I will stand
Ready to begin

Nail in my hand
From my creator
You gave me life
Now show me how to live


"Show me how to live", by Audioslave

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É só um desabafo... nada de especial!

2009-05-13T14:48:01.775+01:00

Há muitos dias que não escrevo. As palavras amontuam-se no mais básico de mim, mas sempre que tento deixá-las fluir, sinto-me cansada e sem vontade. Gostaria de fugir de mim. Sei-me em mutação. Tenho medo daquilo que irá ficar quando este interminável processo de auto-destruição cesse. Todos mudamos. Faz parte de ser humano deixar que as horas nos moldem até àquilo que seremos no último dia das nossas vidas. Olho para trás e vejo o quanto mudei. É um processo que nunca pára. Ainda agora, sentada em frente do computador, sinto os pedaços básicos da minha alma a caírem como pele velha. Não sei se algum dia me irei reconstruir. Provavelmente não. Falta-me a esperança e acima de tudo, a vontade. Falta qualquer coisa. Gostaria de poder apontar claramente o que me inibe de sentir a vida, mas sinceramente não sei. Fechei as portas e aos poucos vou fechando as janelas. A minha falta de capacidade para a artificialidade torna-me capaz de a ver com facilidade nos outros. A verdade é que ninguém se interessa. Vivemos numa constante parada de egocentrismo. São poucas as pessoas que realmente ouvem o que dizemos, e menos ainda aquelas que de facto se interessam. Talvez seja uma forma um pouco cínica de olhar quem nos rodeia, mas a solidão e o desprezo oferecem a capacidade de ver para além do convencional. Como se por detrás de cada acção fosse perfeitamente visível o gatilho. Experimentem ver. Aqueles que não tem a coragem de admitir as suas próprias incapacidades, seja por negação ou vergonha, refugiam-se no faz de conta. A principal característica de se estar na chamada “mó de baixo” é que tudo parece perder o brilho, como se vivêssemos debaixo de água. O que parecia fundamental deixa de o ser e é nessa altura que certas verdades se revelam. Felizmente ou infelizmente sempre consegui ver as pessoas bem demais, aquilo que se esconde por detrás do tal faz de conta. Como se por debaixo de cada expressão existissem legendas explicativas do seu significado. Pois tenho uma pergunta a fazer... por que é a maioria das pessoas é incapaz de ser humilde? Quando é que sobressairmos em relação aos outros se tornou uma vitória? Existe de tudo um pouco, desde manipulações declaradas até às pequenas feridas infligidas pela calada. Tudo serve para provocar uma qualquer relação, inveja, tristeza, o que for. Afinal, para que necessitamos de realçar o emprego que temos, o ordenado que recebemos, os sítios onde vamos, as pessoas que conhecemos, os “amigos” fantásticos que temos daqueles que se conheceram no dia anterior? Custa-me a entender o porquê de assim ser. É como se existisse uma eterna competição não declarada em que só pode haver um vencedor. Infelizmente, neste aspecto tenho de admitir que as mulheres jogam sujo, talvez em função das inseguranças que fazem parte de qualquer mulher. Por exemplo, já repararam que a amiga que afirma que está gorda o faz sempre em frente da amiga claramente mais gorda? Ridículo...As pessoas dizem que sou “misteriosa”, que o pouco que sabem sobre mim e a minha vida é tirado com saca rolhas. Lamento se não preencho esse requisito, mas para mim a linha sempre foi muito subjectiva entre o partilhar e o empolar. Reconheço que a minha vida não tem interesse, assim sendo o que é há de tão extraordinário para contar? A verdade é que ninguém se interessa mas toda a gente quer saber. Com a maioria das pessoas é o caminho ideal para a presunção. Um constante valorizar daquilo que no fundo é banal. Sou a favor da partilha e da liberdade, desde que nenhuma das duas interfira negativamente na vida dos outros. Mas mete-me nojo a tendência para minimizar os outros. O jogo de crianças da pirraça e do toma toma. Eu fiz e tu não... Eu fui e tu não... Eu conheço e tu não... Será assim tão mau confessar-se uma derrota? A eterna caixinha. S[...]



Apetece-me recordar... (11)

2009-03-03T17:04:55.505+00:00

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A Minha Dor

2009-02-23T11:01:24.747+00:00

"A minha Dor é um convento ideal
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.

Os sinos têm dobres de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal ...
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias ...

A minha Dor é um convento. Há lírios
Dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!

Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve ... ninguém vê ... ninguém ..."

Florbela Espanca



...

2009-02-16T15:10:38.047+00:00

Este fim de semana fui ver estes senhores...

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Numa palavra... fabulástico :D



I'm in the mood for... (4)

2009-02-11T10:08:54.469+00:00

Although you think I cope
My head is filled with hope
Of some place other than here

Although you think I smile
Inside all the while
I'm wondering about my destiny

I'm thinking about
All the things
I'd like to do in my life

I'm a dreamer
A distant dreamer
Dreaming for hope, from today

Even when you see me frown
My heart won't let me down
Because I know there's better things to come

And when life gets tough
I feel I've had enough
I hold on to a distant star

I'm thinking about
All the things
I'd like to do in my life

I'm a dreamer
A distant dreamer
Dreaming for hope from today

I'm a dreamer
A distant dreamer
Dreaming for hope from today

I'm a dreamer...


"Distant Dreamer", by Duffy


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A luz

2009-02-04T11:27:33.893+00:00

Gostaria de poder afirmar convictamente “Ano novo, Vida nova”. Apesar da mudança de calendário nada significar para mim, após um 2008 verdadeiramente mau e depois de uma altura em que estive bem perto de não ver nascer 2009, foi-me difícil ignorar a data. Desde então que enveredei por uma luta diária e solitária para evitar deixar-me entregar a um sentimento de derrota que infelizmente conheço bem demais. Não sou especial e muito menos única. Sei que de uma forma ou doutra todos nós sofremos ao longo da nossa vida. Mas sei também que existem momentos na vida de cada um em que a dor é tão forte que bloqueia qualquer tentativa de auto-defesa. Sobra apenas o pânico e o vazio de se saber morto antes do tempo e enquanto o corpo ainda funciona. Seria efectivamente mais fácil culpar o mundo inteiro pela forma como me faz sentir. Poderia citar os nomes de todas as pessoas que de uma forma ou doutra contribuiram para aquilo que hoje sou, seja isso bom ou mau. Mas ao contrário de muitos nunca gostei de empurrar para cima dos outros uma culpa que no fundo me pertence. A minha batalha comigo mesma é já longa e sem fim à vista. Todas as desilusões que sofri foram causadas pela minha vontade de querer acreditar em mentiras que o coração reconhecia. Cada sonho desfez-se pela minha incapacidade de esquecer qualquer escrúpulo e lutar por ele como se não houvesse amanhã. Neste caso, o lugar comum aplica-se, no amor e na guerra vale tudo. Poderia dizer que se alguém me tratou como lixo, foi porque deixei, quis acreditar que teria de existir alguém neste mundo que fosse capaz de retribuir amor e alimentei-me de mentiras. Se no fundo as pessoas não gostam de mim, a culpa será minha porque não correspondo a um qualquer critério que de mim exigem. Esta sou eu... no melhor e no pior. Não gosto de hipocrisia, falsidade e acima de tudo paternalismo. Tendo a ser leal demais mesmo que acabe a lutar contra mim mesma. Não me encanto com facilidade por isso quando o faço é para a vida. Custa-me sobreviver quando perco alguém, especialmente se me abandonam sem que nunca saiba porque o fizeram. Não sou optimista no que diz respeito a cada aspecto da minha vida mas acredito e defendo como ninguém a felicidade das pessoas de quem gosto. Sonho alto demais e acordo sempre no fundo de todas as escadas. No amor não gosto de meias medidas, para mim é tudo ou nada. Sou insegura, sinto sempre que vou meramente existindo na vida das pessoas até que encontrem alguém mais valioso pelo qual me trocarem. Sou intolerante com os intolerantes. Perdoo depressa demais mas nunca consigo esquecer. Odeio pessoas que se adoram a si próprias e vivem para ouvir o som da sua própria voz. Tenho medo de viver indefinadamente sem luz... Sempre quis encontrar o sítio onde pertenço, e finalmente entregar-me a uma paz de espírito que me foge. Poderia escrever tanta coisa... acho que me é mais fácil apontar os defeitos do que as qualidades se é que elas existem. Seja como for, tudo isto pouco interessa.Hoje em dia não espero grande coisa dos meus dias. Acho que no fundo nunca esperei. Simplesmente concentro-me em dar um passo de cada vez para que o negro de onde vou saindo vagarosamente não me conquiste novamente. A solidão é a minha única e verdadeira companhia, aquela que caminha incansavelmente ao meu lado quer chore ou sorria. É a única coisa presente nos meus dias e será a última coisa que verei no meu último dia. Sei-o. Sabê-lo é a parte fácil, aceitá-lo é que é difícil. Nem sei bem o porquê deste texto. Talvez por ter levado tanto tempo a voltar a escrever e a postar, nada poderia pôr aqui que não fosse o mais básico de mim. Inúmeras vezes tenho ponderado a ideia de encerrar este [...]



Boas Festas :D

2008-12-23T09:29:08.408+00:00

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Ponto morto

2008-12-16T12:45:13.075+00:00

Acho que o dia mais triste da nossa vida é o dia em que matamos a nossa esperança. As constantes má escolhas, os sonhos aniquilados e, se forem como eu, a eterna auto-sabotagem, minam para sempre a fundação da nossa esperança e deixam apodrecer a nossa alma. A nossa vida pode não sofrer significativas variações durante a sua duração, podemos viver durante anos sem acrescentar uma vírgula ao texto que os dias repetitivos escrevem por nós, mas em algum momento da nossa jornada o passado dissolve-se no presente desmembrando assim qualquer futuro. A luz funde-se e com ela desaparecem os planos gravados nas paredes da nossa existência. Cada dia que nasce representa um desafio, mas desta vez o esforço não se reflecte em actos únicos e ousados, mas no mais corriqueiro de todos, levantar da cama todas as manhãs. Abrir os olhos e enfrentar os dias tentanto ignorar a noite passada em branco alimentando pensamentos de auto-destruição, as lágrimas ainda frescas no rosto, a vergonha escondida em cada poro. As dúvidas consomem tudo. Neste solo queimado não há lugar para uma nova existência. Mas enquanto o solo sob os nossos pés seca, o mundo continua a girar, peça a peça.A primeira vítima do assassinato da nossa esperança, é o corpo. As variações de peso acentuam-se. A vaidade eclipsa-se e revela-se a cada dia que passa mais e mais desnecessária. O vestuário muda. Em vez de nos expormos ao mundo, aprendemos a escondermo-nos. O traje de eleição é sempre largo e em cores escuras e discretas. O único objectivo passa a ser a fusão com o cenário e o calendário deixa de registar qualquer data significativa. Só uma coisa conta. O relógio passa a debitar os minutos para o cair do pano. Tudo acaba, mais cedo ou mais tarde. Se nos agrada achamos que acaba cedo de mais. Se nos magoa achamos a espera longa.Viver é difícil para todos. Talvez para uns as coisas pareçam e até sejam mais facilitadas, enquanto outros permanecem eternamente numa fila interminável para oportunidades que nunca verdadeiramente se vislumbram. Mas todos acabamos por sofrer, de uma forma ou de outra. Somos animais insatisfeitos. E perante isto, apenas existem dois caminhos a percorrer, tentar viver ou tentar morrer. Certamente que há quem não entenda sentimentos desta natureza, pessoas que nunca caminharam na parte cinzenta da nossa paleta de vida, para quem tudo sempre foi preto ou branco. Muitos limitam-se a viver a sua vida tentando convencerem-se a si e aos outros de que, apesar de tudo, aquele é o caminho que escolheram. Outros ainda, preferem ignorar as cicatrizes achando-se detentores de uma verdade que só eles vêem, os doutrinadores de vão de escada que se usam como exemplo de conquistas que no fundo só a eles diz respeito. Nunca fui adepta de doutrinas. Por muito que se viva e por muito que se saiba, nada está verdadeiramente escrito e até que o sintam na carne ninguém tem legitimidade para “oferecer” salvações. Todos somos diferentes. Aquilo que nos faz sofrer e efectivamente nos destrói varia de pessoa para pessoa. Assim sendo, também a nossa salvação depende de quem somos. Alguns acreditam que é o amor, o trabalho, o dinheiro, ou talvez a amizade, uma vida no campo, ou até quem sabe, uma viagem até ao outro lado do mundo. Somos a nossa destruição e a nossa própria cura.É triste o dia em que nos desencantamos de nós. Queremos fugir da nossa própria companhia. Desejamos fechar os olhos e acordarmos com as feridas saradas. Tornamo-nos rascunhos animados de quem poderíamos ter sido. Algumas oportunidades perderam-se, outras simplesmente nunca surgiram mesmo quando sacrificámos tudo por elas. Todos nós sofremos, [...]



Apetece-me recordar... (10)

2008-11-12T10:23:25.750+00:00

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...

2008-10-31T09:57:09.784+00:00

(…)"A minha paciente era aquele tipo de pessoa que à primeira vista parece ter uma inteligência fenomenal ou um parafuso a menos. Quando constatei que se tratava da primeira possibilidade – se bem que os muito inteligentes sejam também, quase por definição, um pouco “avariados” – reconheci tratar-se daquele tipo de inteligência inconsciente do seu próprio potencial. Na minha experiência, esta é uma característica muito mais frequente nos doentes mentais do que se costuma julgar. Viver neste mundo por si só já é suficientemente complicado, e para aqueles que descortinam a realidade sem contudo possuírem recursos adequados para lidar com essa visão mais arguta das coisas, a vida torna-se muito mais complicada.



É complicada de justificar esta comum resistência humana à felicidade, a menos que para nós seja realmente preferível permanecermos defeituosos à conta daquilo que nos falta, em vez de arriscarmos a dor – uma consequência potencial do acto de entregarmos os nossos eus secretos às mãos de outrem. O desejo de se ser amado é uma necessidade tão básica quanto o desejo de comer ou beber. Porém, a entrega aos deleites de ser amado requer fibra. Pois é nesse ponto em que a vida é despertada com maior ardor que pode ser aniquilada da maneira mais excruciante, e o medo dessa possibilidade pode tragicamente obscurecer a chama sagrada."(…)

in “Do outro lado de ti”, de Salley Vickers



I'm in the mood for... (3)

2008-10-29T09:54:49.581+00:00

I tell you how I feel but you don't care
I say tell me the truth but you don't dare
You say love is a hell you cannot bear
And I say gimme mine back and then go there for all I care

I got my feet on the ground and I don't go to sleep to dream
You've got your head in the clouds and you're not at all what you seem
This mind, this body and this voice cannot be stifled by your deviant ways
So don't forget what I told you, don't come around, I got my own hell to raise

I have never been so insulted in all my life
I could swallow the seas to wash down all this pride
First you run like a fool just to be at my side
And now you run like a fool but you just run to hide and I can't abide

I got my feet on the ground and I don't go to sleep to dream
You've got your head in the clouds and you're not at all what you seem
This mind, this body and this voice cannot be stifled by your deviant ways
So don't forget what I told you, don't come around, I got my own hell to raise

Don't make it a big deal, don't be so sensitive
We're not playing a game anymore
You don't have to be so defensive

Don't you plead me your case, don't bother to explain
Don't even show me your face, 'cause it's a crying shame
Just go back to the rock from under which you came
Take the sorrow you gave and all the stakes you claim
And don't forget the blame

I got my feet on the ground and I don't go to sleep to dream
You've got your head in the clouds and you're not at all what you seem
This mind, this body and this voice cannot be stifled by your deviant ways
So don't forget what I told you, don't come around, I got my own hell to raise

I got my feet on the ground and I don't go to sleep to dream
You've got your head in the clouds and you're not at all what you seem
This mind, this body and this voice cannot be stifled by your deviant ways
So don't forget what I told you, don't come around, I got my own hell to raise


"Sleep to Dream", by Fiona Apple



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A derrota anunciada

2008-10-21T14:21:17.875+01:00

A tinta secou e misturou com ela todas as palavras que habitam o peito. A areia da minha alma mistura-se com a cal dos meus dias e transforma-se na minha cruz. O pecado consumado derramou a última gota de sangue deste copo vazio. Nunca matei a sede, e o copo rachou. Viveste em mim por pouco tempo. Por muito que te pedisse, nunca me deixaste conhecer o teu coração e a tua alma. A espera há muito que acabou, deixando apenas braços vazios e pedaços de esperança fora de validade, perdidos por entre as vielas do meu caminho. Escondeste-te por detrás de um passado há muito morto e que apenas tu ainda alimentas. Preferiste a solidão à promessa de algo que nenhum de nós soube ou quis identificar. O ponto nas nossas estradas que permitiu o nosso cruzamento apagou-se rapidamente. A terra desvaneceu-se debaixo dos nossos pés e antes que ela nos engolisse, decidimos continuar o nosso caminho. Infelizmente para lá daquele ponto, não haveriam mais cruzamentos. As estradas separaram-se para não mais se encontrarem. Gostaria de te ter visto sorrir com gosto uma vez. Pintaria um quadro com o teu sorriso, para que nunca se apagasse e o pudesses ver sempre que te sentisses triste. Mas sempre fui uma má pintora. Sempre pintei os meus sonhos e não a realidade. O sorriso que desenhei no teu rosto era lindo mas não me pertencia. Apesar de tudo, gostaria de saber que sorris. Gostaria de te saber feliz e em paz. Há meses que não pensava em ti. Não sei porque o faço agora. Cilindraste-me à chegada. Querias tudo mesmo não o sabendo. Assustaste-me. Pediste-me que me traísse a mim mesma. Exigiste que negasse tudo aquilo que a minha mente me dizia. Fi-lo. Deliberadamente voltei as costas a mim própria, desejando que o futuro não me desse razão. Preferi acreditar em ti mesmo quando cá dentro sabia que não o deveria fazer. Sabia que procuravas em mim uma substituta para algo que julgas ter perdido mas que, no fundo, talvez nunca tenhas precisado. Até hoje não sei porque me escolheste a mim. Se a tua ideia sempre foi alimentar mas nunca substituir, não precisavas de mim. Sabia que o teu entusiasmo avassalador e pouco natural não poderia durar para sempre. Havia uma inquietude e um desespero em ti que me deixavam pouco à vontade. Mais cedo ou mais tarde acordarias e verias a realidade como ela era. Estavas a usar outra pessoa para combater os teus medos por ti. E eu sempre soube que quando o pano caísse e tivesses de escolher entre essa pessoa e esses medos, escolherias viver assustado. Sempre soube que partirias com a mesma rapidez com que tinhas aparecido. Sem explicações nem desculpas. Preferirias o teu passado ao teu presente e com isso cancelarias muito do meu futuro. Não te condeno por isso. Não me surpreendeu o dia em que não regressaste. Mas nunca esperei que me magoasse tanto. Destruiu qualquer coisa que não sei identificar. Sobrei só eu. Um remendo num pano velho e sem graça.No fundo, talvez deva agradecer-te. Não me deixaste sonhar, logo quando era o que eu mais queria. Voltaste a mostrar-me as únicas realidades que me são familiares, abandono, solidão e recomeço. Graças a ti não sei se alguma vez voltarei a virar as costas, deliberadamente, às verdades que habitam as minhas veias. Deixei de acreditar. Tudo o resto é apenas nevoeiro. O que sobrou de mim consome-se por entre os anos da minha minúscula existência em ínfimas páginas de papel. Deixaste-me o peito cheio de palavras. Essas serão a minha eterna companhia, até ao dia em que este se feche para sempre e encerre no seu interior tudo o que a vida [...]



Florença pelos meus olhos... parte 2

2008-10-14T10:07:09.222+01:00

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...

2008-10-03T21:09:54.225+01:00

(...)"E assim prosseguimos com as nossas vidas, cada um para seu lado. Por mais profunda e fatal que seja a perda, por mais importante que seja aquilo que a vida nos roubou - arrebatando-o das nossas mãos -, e ainda que nos tenhamos convertido em pessoas completamente diferentes, conservando apenas a mesma fina camada de pele, apesar de tudo isso continuamos a viver as nossas vidas, assim, em silêncio, estendendo a mão para chegar ao fio dos dias que nos coube em sorte, para logo o deixarmos irremediavelmente para trás. Repetindo, muitas vezes, de forma particularmente hábil, o trabalho de todos os dias, deixando na nossa esteira um sentimento de um incomensurável vazio.

...

Talvez tudo já esteja secretamente perdido de antemão, num qualquer lugar remoto. Ou então existe num sítio onde todas as coisas desaparecem, fundindo-se umas nas outras, até formar uma única imagem. E, à medida que vamos vivendo, mais não fazemos do que descobrir - puxando-as para nós, umas atrás das outras, como quem desenrola um fio muito fino - tudo o que ficou para trás. Fechei os olhos e esforcei-me por me lembrar do maior número possível de coisas belas que tinham desaparecido da minha vida. Esforcei-me por chamá-las a mim, retê-las entre as mãos, mesmo sabendo que a sua existência seria efémera."(...)

in "Sputnik, meu amor" de Haruki Murakami



Apetece-me recordar... (9)

2008-09-02T10:25:50.451+01:00

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A página em branco

2008-08-27T11:15:08.961+01:00

A página em branco enche-se de palavras por dizer. Todo o espaço livre preenche-se com os desejos que se perderam por entre a tinta das inúmeras canetas que já por aqui passaram. Já tudo parece dito e aquilo que sobra, aquilo que ainda se revela só nosso, mostra-se pequeno e sem sentido. Gostaria de te dizer como me sinto, mas não acredito que o queiras saber. Chegaste, seduziste, conquistaste o que quer que necessitasses para seguir em frente, e partiste sem deixar uma palavra à qual me agarrar. Pilhaste os sentimentos que me restavam. Só sobrou pó… uma mão cheia de nada… Lenço de papel sujo deixado à beira da estrada. Beata deitada pela janela de um carro em movimento. A minha mente gritava para que não me deixasse envolver, mas tudo o resto chamava por ti. Despedacei a minha alma para te deixar entrar. E apaguei o mundo do meu horizonte. Continuo a ser eu. Cinza e osso numa roupa qualquer. Vazio camuflado com gargalhadas sem fim. Sentimentos perdidos como pele queimada pelo verão. De nada mais servem. Viver de um querer que nunca acaba e de um sofrimento que não se explica. Mas ninguém nota. Sou rascunho de mim mesma. Letras perdidas em palavras que ninguém lê.Sento-me à beira mar e o vento brinca com a minha pele. Olho para o mar e espero dele respostas que contrariem as certezas que se cimentaram por entre veias que ainda vibram. Sou uma boa ouvinte. Sempre o fui. Conheço muitos sonhos e visões de futuro alheios. E, por momentos, volto a acreditar. Deixo-me viver em segunda mão. Alimento-me de vitórias alheias que não me pertencem. A alegria daqueles que amo mantém-me de pé. Sei que no fundo tudo depende de nós, não só de quem somos como das pessoas que deixamos entrar nas nossas vidas. O esconderijo mágico. O dia D. Aquele dia em que os olhos se abrem e subitamente o modo como os outros nos vêem surge limpo de toda a sujidade que a convenção traz pela mão. O ecrã ilumina-se e o filme começa. Não interessa que oiças. Não interessa que te interesses. Não interessa que estejas sempre ao lado ano após ano. Quando todo o teu ser é composto por moléculas incapazes de cultivar amor, toda a verdade se revela. Não existe amor algum que te possa abraçar. As más escolhas são bagagens vitalícias.Sempre fui uma apaixonada pelas pequenas coisas. Os pequenos gestos. Nas acções reside toda a verdade. As palavras perdem-se por entre as curvas do caminho, mas as acções relevam tudo aquilo que o silêncio insiste em esconder. Os sinais misturam-se. O preto perde-se no branco e do cinzento nascem incertezas e confusão. De que servem prendas de Natal caras quando o aniversário é sistematicamente esquecido? De que serve pavonearem fortunas quando nem um café oferecem? De que servem listas intermináveis de amigos se se recusam a apresentá-los? De que serve lutar contra a distância se nunca nos deixam entrar nas suas vidas? De que servem conselhos se mais não fazem do que apresentar currículo? De que servem mensagens de apoio quando as nossas oportunidades de futuro são propositadamente sabotadas? De que servem os grandes elogios se o nosso nome é criteriosamente omitido de ouvidos interessados? De que servem sorrisos matreiros se os abraços sinceros há muito que foram arrumados em gavetas profundas? De que servem que nos digam que gostam de nós se somos facilmente esquecidos? Às vezes acho que é melhor assim. Sei que custa admitir o prazer que a tristeza alheia dá a quem dela[...]



Florença pelos meus olhos... parte 1

2008-08-18T12:47:09.954+01:00

... sei que não são maravilhosas, mas tenham paciência... a fotógrafa é rasca :P



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Eterno regresso...

2008-08-11T10:33:27.857+01:00

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