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VoxEeurop | Ciência e Ambiente



The talk of the continent



 



Aquecimento global: Um mapa que mostra as emissões de gases com efeito de estufa dos europeus

Wed, 09 Dec 2015 21:38:28 +0100

src='http://cait.wri.org/historical/embed/Country%20GHG%20Emissions?indicator[]=Total%20GHG%20Emissions%20Including%20Land-Use%20Change%20and%20Forestry%20Per%20Capita&year[]=2012&act[]=Armenia&act[]=Austria&act[]=Azerbaijan&act[]=Belarus&act[]=Belgium&act[]=Bosnia%20%26%20Herzegovina&act[]=Bulgaria&act[]=Croatia&act[]=Cyprus&act[]=Czech%20Republic&act[]=Denmark&act[]=Estonia&act[]=Finland&act[]=France&act[]=Georgia&act[]=Germany&act[]=Greece&act[]=Hungary&act[]=Iceland&act[]=Ireland&act[]=Italy&act[]=Latvia&act[]=Lithuania&act[]=Luxembourg&act[]=Macedonia%2C%20FYR&act[]=Malta&act[]=Moldova&act[]=Montenegro&act[]=Netherlands&act[]=Norway&act[]=Poland&act[]=Portugal&act[]=Romania&act[]=Russian%20Federation&act[]=Serbia&act[]=Slovakia&act[]=Slovenia&act[]=Spain&act[]=Sweden&act[]=Switzerland&act[]=Turkey&act[]=Ukraine&act[]=United%20Kingdom&sortIdx=NaN&sortDir=asc&chartType=geo&view=viz&embed=1' width='700' height='466'>

Este mapa interativo, elaborado pelo CAIT para o World Resources Institute, através de várias fontes (como a Agência Internacional da Energia e a FAO), indica as emissões de gases com efeito de estufa e as fontes principais de emissões de cada país em 2012. Inclui também a estimativa de emissões resultantes da utilização das terras, a sua mudança e as atividades florestais, como, por exemplo, a desflorestação. Quanto mais escura a cor, mais emissões foram geradas.

Num momento em que as discussões na conferência sobre o clima COP21 em Paris entram na fase final, os diplomatas franceses fazem pressão para que se chegue a um acordo antes do dia 11 de dezembro. Atualmente, “a UE, 79 países de África, as Caraíbas e o Pacífico exigem revisões periódicas para verificar o compromisso de redução de gases com efeito de estufa e os principais países em desenvolvimento exigem compromissos financeiros suplementares”, assinala o diário britânico The Guardian. No entanto, este acrescenta, “com toda a discrição, a presidência francesa está a levar a cabo discussões ministeriais cruciais – com discussões em grupos pequenos no seio dos blocos – com o objetivo de elaborar um projeto de acordo na próxima quarta-feira, dia 9.




Transição energética na Alemanha: Quão “verde” é o líder europeu?

Thu, 05 Nov 2015 08:42:21 +0100

De Standaard, Bruxelas – Desde que Angela Merkel anunciou a sua *Energiewende*, em 2011, a Alemanha é considerada como o país mais avançado no uso das energias renováveis, em termos mundiais. No entanto, existem obstáculos na transição para uma economia sustentável e “verde”. Ver mais.



Aquecimento global: Um mapa que mostra como a alteração climática vai afetar a economia

Thu, 29 Oct 2015 17:42:22 +0100

width='100%' height='394' frameborder='0' src='http://web.stanford.edu/~mburke/climate/map.php' frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen webkitallowfullscreen mozallowfullscreen oallowfullscreen msallowfullscreen>

“É provável que a incontestável alteração climática venha a reduzir o rendimento de uma pessoa comum na Terra em cerca de 23 por cento em 2100, segundo as estimativas de uma investigação publicada na revista Nature elaborada em coautoria por dois professores da Universidade da Califórnia, em Berkeley”, escreve a Berkeley News. A revista acrescenta que:

A descoberta indica que a alteração climática irá aumentar a desigualdade global, talvez de forma dramática, uma vez que o aquecimento é bom para os países frios, que tendem a ser mais ricos, e mais perigoso para os países quentes, que tendem a ser mais pobres. “As diferenças no impacto projetado do aquecimento ocorrem essencialmente em função da temperatura média de cada país, pois o aquecimento aumenta a produtividade nos países frios”, escrevem os investigadores. “A Europa, nomeadamente, poderá beneficiar de um aumento das temperaturas médias.”




A UE e a proteção ambiental: Mais vale abandonar uma União do que ceder aos lobbies

Mon, 17 Aug 2015 20:53:43 +0100

Em vários países da UE, as normas europeias sobre a proteção da natureza – a diretiva sobre as aves selvagens e a relativa à preservação dos habitats naturais – são os únicos recursos legais possíveis em matéria de proteção ambiental, observa George Monbiot no The Guardian. No entanto, segundo o defensor ambiental britânico, as reformas propostas pela Comissão Europeia vão enfraquecer substancialmente o seu alcance. Estas colocam, na verdade, “moralmente em perigo” um “conjunto de proteções fiável, embora por vezes excêntrico,” ao ceder às pressões do lobby da indústria, que há muito realiza campanhas para flexibilizar a regulamentação sobre o ambiente.

Recentemente, a Comissão Europeia abandonou as suas propostas em matéria de proteção dos solos devido à pressão exercida pelo lobby dos agricultores e do Governo britânico. Caso ocorra uma capitulação similar com as diretivas da natureza, afirma Monbiot, o interesse para os ambientalistas “de uma continuação da adesão” à UE “não será evidente” e privará os adversários de uma “Brexit” de um argumento de peso.

Monbiot não defende a saída do Reino Unido da UE, mas convidou os seus leitores a contribuir para a consulta pública lançada pela Comissão sobre as diretivas das “aves” e dos “habitats” (agora terminada). A sua intervenção testemunha a dessatisfação crescente face à UE entre os meios de comunicação britânicos de esquerda, nomeadamente no que diz respeito às negociações sobre o TTIP e à crise grega.

As ameaças às diretivas sobre a natureza não provêm do setor económico enquanto conjunto, mas da pressão exercida por duas das indústrias mais destrutivas da UE, o lobby da agroindústria e o da construção. O facto de a Comissão ter decidido dar-lhes ouvidos e ignorar o ponto de vista de todos os outros mostra tudo o que está a correr mal. Desta forma, quando chegar a hora do referendo (sobre a permanência do Reino Unido na UE), enfrentarei um dilema que nunca imaginei enfrentar. Sou um internacionalista. Acredito que as questões que transcendem as fronteiras nacionais devem ser abordadas em conjunto e não individualmente. […] Não tenho nada em comum com os eurocéticos de direita, que parecem achar que a UE os impede de exercer o seu direito divino de explorar os outros e destruir o que os rodeia. Sinto que devo juntar-me à defesa desta instituição face às forças da reação, mas esta sucumbiu de forma tão catastrófica a estas forças que não resta muito que defender.




Alteração climática: Governo holandês tem de cortar nas emissões de CO2

Tue, 30 Jun 2015 07:46:16 +0100

Pela primeira vez na história, foi exigido a um Governo nacional que implemente uma política climática mais rígida, escreve o De Volkskrant. No dia 24 de junho, um tribunal de Haia intimou o Estado holandês para que este reduza as suas emissões de carbono em, pelo menos, 25% em comparação aos níveis de 1990 dentro dos próximos cinco anos. Um valor “muito mais elevado do que o planeado”, já que o Governo previa apenas uma redução de 14-17%.

A organização ambiental Urgenda, que iniciou o processo, defende que durante anos o Governo deveria ter feito mais para evitar o objetivo máximo de 2 ºC no que diz respeito ao aquecimento global. O seu conselheiro legal afirma no The Guardian: “É a primeira vez que um tribunal determina que os Estados têm uma obrigação legal independente para com os seus cidadãos. Tal deve aplicar-se aos compromissos de Paris, pois, caso contrário, vão sofrer pressão por parte dos tribunais na sua própria jurisdição”.

Segundo o De Volkskrant, o juiz declarou que –

O Estado não se pode esconder por detrás do argumento que a solução para o clima mundial não depende unicamente dos esforços holandeses. […] Qualquer redução das emissões contribui para a prevenção de uma perigosa alteração climática e, enquanto país desenvolvido, a Holanda deverá dar o exemplo.

O Governo holandês vai, provavelmente, vai recorrer da decisão.




ALTERAÇÃO CLIMÁTICA – NA VÉSPERA DA COP21: Como um esquema de emissões “enganoso” concedeu à Sérvia o apoio da UE

Fri, 26 Jun 2015 09:22:19 +0100

The Guardian, Londres – Em véspera da conferência sobre o clima de Paris, em dezembro, a Sérvia anunciou objetivos “exemplares” em matéria de emissões de CO2. No entanto, este esquema envolverá na verdade um aumento de 15% das emissões de CO2, afirma uma fonte europeia citada pelo The Guardian. Ver mais.



Alteração climática – na véspera da COP21: A longa batalha da Cracóvia contra a poluição atmosférica

Mon, 08 Jun 2015 20:51:50 +0100

The Guardian, Londres – Desde sempre que os polacos utilizam o carvão e a lenha para aquecer as suas casas. A recente proibição destas fontes de aquecimento terá repercussões sem precedentes para a saúde e a economia, revela o Guardian. O VoxEurop uniu-se à campanha de desinvestimento lançada pelo diário britânico na preparação para a conferência sobre o ambiente COP21 que decorrerá em dezembro em Paris. Ver mais.



Energias fósseis: UE dividida quando à fraturação hidráulica

Wed, 27 May 2015 17:57:10 +0100

“Pretende emitir autorizações para a exploração ou produção de hidrocarbonetos que possam requer o uso intensivo de fratura hidráulica?”: “sim” ou “provavelmente” é a resposta de 11 dos 28 Estados da UE ao questionário enviado pela Comissão Europeia há pouco mais de um ano, tal como o expressa o diário El País. A Dinamarca, a Holanda, o Reino Unido, a Polónia e a Roménia responderam “sim”, enquanto a Hungria, a Espanha, a Lituânia, a Áustria, a Alemanha e Portugal responderam que “provavelmente” emitirão autorizações para a extração de hidrocarbonetos do subsolo através da polémica técnica de “fracking” (fraturação hidráulica), que consiste na injeção de água e areia a alta pressão através de um poço de grande profundidade, devido aos seus efeitos incertos na crosta terrestre e à sua presumível relação com a provocação de terramotos. Os 17 Estados restantes da UE pronunciaram-se contra esta possibilidade, devido à falta de jazidas ou por rejeição política, como foi o caso da França, “que inicialmente estava disposta a explorar este campo”. O diário madrileno realça a falta de regulamentação nesta questão no âmbito europeu:

a Europa rejeitou até agora vetar esta técnica e deu liberdade a cada Governo para que regule se quer que esta seja empregue no seu território… No final de janeiro de 2014, Bruxelas emitiu umas recomendações, muito genéricas, onde pedia aos diferentes Governos que avaliassem o impacto ambiental dos projetos ou que vigiassem o risco sobre as águas.

Com os resultados do questionário, a Comissão Europeia emitirá um relatório no próximo mês de agosto. “Resta saber se, a partir destas informações, Bruxelas optará por elaborar uma regulação específica para a “fraturação hidráulica”, prossegue o El País. A situação é incerta. O assunto foi debatido no passado dia 7 de maio na Comissão da Indústria do Parlamento Europeu, através de uma alteração ao relatório sobre a Estratégia europeia de segurança energética apresentada pela esquerda parlamentar e os Verdes para bloquear as novas autorizações, mas a alteração foi rejeitada “por apenas um voto”, informa o El País. O relatório que a Comissão elaborar servirá de base para novas discussões no futuro, conclui o diário.




Poluição atmosférica: Um mapa das consequências para saúde da fraca regulamentação da UE

Thu, 21 May 2015 19:47:15 +0100

Este mapa, elaborado por Zachary Davies Boren, do Greenpeace Energy Desk, mostra como os países europeus serão provavelmente afetados por mortes prematuras na década após 2020 devido às fracas normas propostas pela UE relativamente às emissões atmosféricas.

Segundo um estudo recente realizado pelo economista ambiental Mike Holland, o projeto de regulamentação em matéria de poluição em centrais elétricas da UE – chamado BREF – poderá causar 71 mil mortes evitáveis entre 2020 e 2030, uma vez que as normas atualmente propostas não requerem a adoção das mais recentes e eficazes técnicas. A análise surge dois meses após o Energydesk ter revelado que a indústria da energia se encontrava desproporcionalmente representada no grupo de trabalho técnico da UE que ajudou a elaborar o BREF: mais de metade dos 352 membros do grupo tem ligações à indústria.




Manifestações contra Orbán em Budapeste: Governo acusado de corrupção em matéria nuclear

Tue, 10 Mar 2015 10:25:53 +0100

Há mais de um ano que as manifestações contra o primeiro-ministro Viktor Orbán e a sua política nacionalista se multiplicam em Bucareste. No passado dia 8 de março, informa o Magyar Narancs, os húngaros saíram novamente às ruas da capital para denunciar a corrupção do poder e exprimir o seu descontentamento face a uma nova medida controversa: a 3 de março, o Parlamento votou uma lei que estende de 15 para 30 anos o período durante o qual os detalhes do acordo assinado com a Rússia no dia 17 de fevereiro no domínio nuclear civil serão cobertos pelo segredo de Estado.

“Mocskos Fidesz!” (“Este Fidesz é sujo!”, o partido de Orbán), gritaram os milhares de pessoas que se manifestaram no domingo apelando à oposição, enquanto, prossegue o semanário, se lia “Este Governo é corrupto” em cartazes.

O acordo incide sobre um empréstimo de 10 mil milhões de euros concedido pela Rússia à Hungria para cobrir 80% dos custos da construção de dois novos reatores para a central de Paks. Realizada pela sociedade russa Rosatom, é a única no país e fornece eletricidade a cerca de 40% da Hungria.

Embora o Governo invoque “razões de defesa”, observa o site Hu-lala.org, a oposição estima que

se trata de ocultar um verdadeiro caso de corrupção. Enquanto a oposição exige ao presidente da República, János Áder, que submeta a questão ao Tribunal Constitucional, os manifestantes preparam-se para sair novamente à rua no dia 28 de março.




Redução das emissões de CO2 na Alemanha: “O princípio do fim”

Thu, 04 Dec 2014 12:10:38 +0100

O Governo alemão aprovou, no dia 3 de dezembro um novo plano para reduzir as emissões de carbono com o objetivo de atingir os seus objetivos – uma redução de 40 por cento das emissões até 2020 em comparação ao níveis de 1990 –, informa o Die Tageszeitung. A União Europeia pretende atingir esse mesmo objetivo em 2030.

O plano, considerado “o mais vasto pacote sobre o clima alguma vez proposto por um Governo” pela ministra do ambiente alemã Barbara Hendricks, prevê um investimento de 80 mil milhões de euros, observa o diário de Berlim. O plano inclui ainda a redução das emissões das centrais elétricas a carvão em, pelo menos, 22 milhões de toneladas (que equivale ao encerramento de oito centrais), que se juntaria aos “18 milhões de toneladas provenientes da indústria, que se deverão, sobretudo, ao aumento da eficiência. São também previstas reduções noutras indústrias: construção (6-10 milhões de toneladas), sector dos transportes (7-10 milhões de toneladas), agricultura (3,6 milhões de toneladas) e sector comercial e de gestão de resíduos (3-8 milhões de toneladas)”. Também foram anunciados incentivos para os carros elétricos.

Embora as organizações ambientais tenham recebido este anúncio como um passo positivo, estas criticaram o Governo por não ir mais além e reduzir a sua dependência nas centrais alimentadas a carvão.




Espaço: “Acordo histórico dos europeus para o novo foguetão Ariane 6”

Wed, 03 Dec 2014 10:49:21 +0100

Os representantes dos 20 países da Agência Espacial Europeia celebraram, no dia 2 de dezembro, no Luxemburgo, um acordo sobre a construção de um novo foguetão, o Ariane 6, após a adesão da Alemanha ao projeto, que até recentemente defendia “uma evolução progressiva do Ariane 5”, informa o Le Monde.

O diário relembra que este programa “é lançado” dezanove anos após o lançamento do Ariane 5, em Roma.

O primeiro lançamento está previsto para 202 e “o lançador anuncia-se como uma resposta à empresa norte-americana Space X”, que reduziu em cerca de 30% os preços para o lançamento de satélites, fazendo-o por 60 milhões de dólares (48,5 milhões de euro). Segundo o jornal francês, os europeus devem reagir rapidamente para não “perder a sua supremacia no mercado de lançamento de satélites comerciais”.




Gás natural: “Putin cancela South Stream”

Tue, 02 Dec 2014 11:35:00 +0100

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que não irá dar seguimento ao gasoduto South Stream devido à oposição da UE.

No dia 1 de dezembro, numa conferência de imprensa em conjunto com o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan, em Ancara, Putin disse que “já que não temos autorização da Bulgária”, a Rússia “não pode prosseguir com a implementação do projeto”, informa o Standart.

O South Stream previa unir os campos de gás russos à Áustria e à Itália através do Mar Negro da Bulgária, da Sérvia e da Hungria a partir de 2016. Isto evitaria a passagem pela Ucrânia e aumentaria a dependência da Europa à Rússia. A Comissão Europeia “ameaçou iniciar uma ação legal, uma vez que o gasoduto South Stream violaria as leis antitrust da UE, e a Bulgária interrompeu a sua construção em agosto”, observa o EUobserver.

Segundo o Standart, “a Bulgária prepara-se para perder milhares de milhões de euros” por se retirar do projeto com a Rússia, uma vez que Putin

relembrou que o país receberia 400 milhões de euros por ano em taxas de trânsito. […] As notícias chocaram a Bulgária, que não conseguia decidir entre a UE e a Rússia”.




Polónia: Manifestantes invadem gabinete eleitoral por atrasos nas eleições

Fri, 21 Nov 2014 14:54:13 +0100

Uma manifestação da direita radical levou à ocupação da Comissão Eleitoral Nacional (PKW) na Varsóvia, na quinta-feira à noite, interrompendo o processo de contagem de votos das eleições autárquicas escreve o Gazeta Wyborcza.

Além de apontarem para uma fraude eleitoral, os manifestantes pedem não só aos membros da PKW para renunciarem aos seus cargos, mas também a realização de novas eleições e a reforma da lei eleitoral, como resultado das informações caóticas que vieram na sequência da falha do sistema informático que atrasou a divulgação dos resultados da votação do dia 16 de novembro.

Segundo o colunista do diário, Jarosław Kurski, a ocupação do gabinete da PKW foi “o maior ato de terror contra a democracia nos últimos 25 anos”. Kurski culpa os líderes dos partidos da oposição, Direito e Justiça (PiS) e a Aliança da Esquerda Democrática (SLD), pelos “atos de vandalismo e pela anarquia cega” ao insinuarem que as eleições foram manipuladas e pedirem uma nova votação por motivos políticos. Os manifestantes foram removidos do edifício pela polícia durante a noite.

O Rzeczpospolita alerta para o facto de a PKW não estar pronta para as eleições parlamentares e presidenciais previstas para 2015, citando um relatório emitido pelo Gabinete Supremo de Auditoria que afirma que a PKW ainda não anunciou nenhum concurso para o sistema informático que irá suportar as votações do próximo ano.




Exploração espacial: Ressaltos

Mon, 17 Nov 2014 18:38:44 +0100

Le Temps, Genebra – Cartoon. Ver mais.



Ambiente: No quentinho

Fri, 24 Oct 2014 15:10:47 +0100

Süddeutsche Zeitung, Munique – Cartoon. Ver mais.



UE-Rússia: Preparativos para o inverno

Tue, 21 Oct 2014 10:55:01 +0100

A aproximação do inverno “recorda que o [presidente russo] Vladimir Putin continua a ter todos os trunfos na mão relativamente ao fornecimento de gás”, escreve no The Spectator o jornalista económico Liam Halligan. O que acontecerá às tensões entre a Rússia e a União Europeia numa altura em que a estação mais fria se aproxima?

O EUobserver revela que um teste de resistência da Comissão Europeia publicado no dia 16 de outubro mostra que “a Bulgária e a Finlândia sofreriam uma queda no fornecimento de gás na ordem dos 100 por cento, enquanto a Estónia verificaria uma redução de 73 por cento” se Moscovo interrompesse o fluxo de óleo. A Lituânia, a Hungria, a Roménia, a Polónia, a Grécia, a Eslováquia, a Letónia e a Croácia também seriam afetadas. No entanto, a UE insiste que esta situação não é tão preocupante quanto parece, uma vez que o continente poderia

recorrer às reservas (que atualmente se encontram na ordem dos 90 por cento na maioria da Europa); explorar as interligações para a transferência de gás entre os países europeus; comprar mais gás líquido nos mercados mundiais; aumentar as importações da Noruega; e recorrer a outros combustíveis, como a biomassa.

Mas o inverno poderia ter um impacto totalmente diferente na Ucrânia, que se encontra no seio do conflito. Se por um lado Günther Oettinger, comissário europeu responsável pela Energia, se mostra, segundo o EUobserver, “otimista” sobre a capacidade da Rússia e da Ucrânia chegarem a acordo sobre o preço do gás no inverno, Liam Halligan realça por outro lado que a Ucrânia vive uma “crise financeira”.

Em junho, o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD) previa uma redução de 7 por cento do PIB ucraniano para este ano. No último mês, as previsões de redução do PIB andavam na ordem dos 9 por cento e o BERD emitiu um alerta quanto às “grandes dificuldades” que o país enfrentaria, caso o abastecimento da Rússia não fosse restaurado antes do inverno, tendo em conta que a Gazprom costuma fornecer mais de metade do gás, maioritariamente subvencionado, da Ucrânia.

Numa altura em que a zona euro está de novo em dificuldades – para não dizer mais, estima Halligan, uma vez que as sanções consecutivas contra a crise política na Ucrânia colocaram a Alemanha “à beira da recessão” –, as potencias ocidentais não querem correr o risco de um incumprimento no pagamento. Halligan prevê portanto a flexibilização das sanções, tendo em conta que os protagonistas elaboraram um plano de resgate: tanto na Europa como nos Estados Unidos, “há muito pouco dinheiro e falta de vontade política para ajudar a Ucrânia”. Para resolver o problema da Ucrânia seria necessária

a contribuição monetária da China e da Rússia (ainda que não o possamos dizer muito alto). No entanto, é algo que não acontecerá até o Ocidente retirar as suas sanções ou claramente se comprometer a tal, permitindo a Moscovo fazer o mesmo. A verdade é que o Ocidente, ou pelo menos a Europa, tem mais interesse no levantamento das sanções do que Moscovo.




Energias renováveis: “Guerra de eletricidade entre Berlim e Bruxelas”

Thu, 19 Dec 2013 11:27:28 +0100

A 17 de dezembro, a Comissão Europeia anunciou a abertura de um processo contra a Alemanha por causa das isenções de taxas para financiar as energias verdes, de que algumas empresas beneficiam. Bruxelas exige que a lei sobre as energias renováveis (EEG) seja alterada, noticia Die Welt.

Atualmente, cerca de 2300 empresas de setores de grande consumo de energia, como o setor químico e as indústrias metalúrgicas, estão isentas da taxa paga pelos particulares e pelos outros setores económicos, num montante que atinge os 23 mil milhões de euros por ano, escreve o diário. A Comissão defende que tal isenção é contrária à legislação europeia sobre a concorrência.

Mas, acrescenta o diário,

o [novo] Governo alemão não partilha dessa opinião e tem, assim, o seu primeiro grande conflito com Bruxelas. A chanceler Angela Merkel declarou perante o Bundestag que “enquanto houver países europeus em que a energia produzida pela indústria é mais barata do que na Alemanha, não vejo por que razão nos acusam de contribuirmos para a distorção da concorrência”.




Ucrânia-Rússia: “A Ucrânia fraternal tornou-se milionária”

Wed, 18 Dec 2013 11:16:53 +0100

Enquanto as manifestações pró-europeias continuam em Kiev, o Presidente russo Vladimir Putin reuniu-se com o Presidente ucraniano Viktor Ianoukovitch no Kremlin, no dia 17 de dezembro.

Chegaram a um acordo sobre a redução drástica do preço do gás russo entregue à Ucrânia” (passando de mais de 400 dólares para 268,5 dólares por cada 1000 m3) a partir do dia 1 de janeiro e até 2019, bem como sobre uma ajuda económica sob a forma de uma compra, “pela Rússia, de dívida soberana ucraniana por 15 mil milhões de dólares”, cerca de 10900 milhões de euros, adianta o Kommersant.

O diário de Moscovo acrescenta que os dois homens desejam “implementar uma zona de comércio livre (mas não entre a Ucrânia e a UE)[…], o que exclui qualquer outra possibilidade em relação à União Europeia."

O Kommersant recorda que o contrato de gás em questão é o mesmo que, em 2009, levou o ex-primeiro-ministro ucraniano Iulia Timochenko a ser condenado por abuso de poder.




Energias renováveis: O modelo de Feldheim

Fri, 13 Dec 2013 14:33:02 +0100

Neue Zürcher Zeitung, Zurique – Esta aldeia perto de Berlim é o único sítio na Alemanha completamente autónomo em termos de abastecimento energético. Graças às eólicas instaladas no seu jardim e numa rede independente, os habitantes pagam a eletricidade ao preço mínimo. Um exemplo que atrai os ecologistas do mundo inteiro. Ver mais.



Croácia: “Gazprom interessada na compra da INA”

Fri, 13 Dec 2013 12:28:36 +0100

Segundo o jornal Poslovni Dnevnik, o gigante do gás russo quer entrar na empresa petrolífera croata INA. O presidente da Gazprom, Alexei Miller, encontrou-se recentemente com o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán.

A empresa petrolífera húngara MOL, de que o Estado húngaro detém 25% do capital, é acionista de 49% da INA e a Gazprom quer comprar essa participação. Por seu lado, o Estado croata controla 19% da empresa. O diário, que lembra que Orbán ameaçou várias vezes retirar-se da INA, na sequência do mandado de prisão emitido pela Croácia contra o seu diretor, Zsolt Hernádi, suspeito de corrupção, escreve que

tornando-se acionista maioritária da INA, a Gazprom poderá utilizar essa empresa como base da sua expansão no sudeste da Europa e no Mediterrâneo.




Gás natural: “South Stream continua, setor energético da Eslovénia mantém-se firme”

Wed, 11 Dec 2013 12:35:35 +0100

A primeira-ministra da Eslovénia, Alenka Bratušek, encontrou-se com o seu homólogo russo, Dmitri Medvedev, em Moscovo, a 10 de dezembro, para uma conversa sobre o desenvolvimento do gasoduto South Stream para o sudeste da Europa.

Ambos reafirmaram que mantêm o apoio ao projeto, noticia o Delo, depois de, na semana passada, a UE o ter criticado fortemente, ameaçando com um processo legal se o gigante da energia russo Gazprom, que faz parte do consórcio que está por detrás do plano, não cumprir as regras da União Europeia.

Mas o jornal Delo sublinha que o projeto traz grandes benefícios económicos e estratégicos para a Eslovénia.

O gasoduto está planeado para cerca de 266 quilómetros e tem o preço estimado de mil milhões de euros, tornando-o, de longe, o maior investimento russo na Eslovénia.




Reino Unido: “Fraturação recebe luz verde”

Wed, 11 Dec 2013 10:45:32 +0100

A 10 de dezembro, o presidente do grupo de aconselhamento do Governo sobre alterações do clima, Lord Deben, afirmou que o Reino Unido deve pôr de lado a oposição à fraturação hidráulica, o controverso método para extração de gás de xisto a grandes profundidades, rejeitando as críticas dos grupos ecologistas que defendem que esta técnica pode causar danos no ambiente.

Deben, que foi ministro do Ambiente no Governo liderado pelo conservador John Major (1990-1997) disse ao jornal The Times que a fraturação, nome porque é conhecida esta técnica, permitirá ao Reino Unido explorar as suas reservas de gás de xisto e reduzir a sua dependência energética em relação ao estrangeiro, acrescentando que

não é verdade que a fraturação destrua o ambiente e que o mundo acabe se a usarmos. E, no entanto, se ouvirmos falar alguns ecologistas, é isso que eles nos dizem.




Roménia: “O jogo de Pungești”

Mon, 09 Dec 2013 11:36:18 +0100

A 7 de dezembro houve violentos incidentes em Pungești, no Leste da Roménia, entre o meio milhar de manifestantes que protestava contra o projeto de exploração das jazidas de gás de xisto da sociedade norte-americana Chevron e a polícia, noticia o Adevărul. O município tinha sido declarado zona especial de segurança pública pelo Governo.

Os manifestantes conseguiram derrubar a cerca em volta do terreno onde a Chevron quer fazer perfurações. Foram presas 15 pessoas, entre os quais um dos líderes da claque da equipa de futebol local.

Em Bucareste, algumas centenas de pessoas também saíram à rua para manifestarem a sua solidariedade para com os habitantes de Pungești, acrescenta o jornal, que se interroga se “em Pungesti, não é a democracia que morre?”:

A principal conquista da Revolução de 1989 é o direito à opinião, sem ter medo de que a polícia nos prenda e nos bata.




Gás natural: UE opõe-se à construção do South Stream

Thu, 05 Dec 2013 16:34:44 +0100

“Na sua forma atual, o gasoduto South Stream não poderá funcionar no território da União Europeia”, escreve no seu sítio de Internet o semanário Kapital, de Sófia, que cita as declarações do diretor do mercado interno de energia à Comissão Europeia,

Klaus-Dieter Borchardt, durante um encontro que o jornal descreve como “agitado”, com os representantes da parte russa, em Bruxelas.

Segundo a Comissão, os pontos de litígio nos acordos concluídos entre a Gazprom e vários países europeus (Áustria, Bulgária, Croácia, Grécia, Hungria, Rússia, Sérvia e Eslovénia) são “pelo menos três” (ausência de separação entre produção e transmissão, monopólio do transporte e opacidade da estrutura tarifária).

O semanário Kapital lembra que a Bulgária foi avisada pela Comissão, a 18 de outubro, das suas reservas, o que não impediu as autoridades de Sófia de inaugurarem, a 31 de outubro, a construção do troço búlgaro do gasoduto.




Economia: “Líderes europeus: primeiro as joias da coroa”

Thu, 28 Nov 2013 16:47:27 +0100

Na véspera da assinatura oficial de um acordo entre os Estados-membros e o Parlamento Europeu sobre as emissões de CO2 para os automobilistas, De Morgen lamenta que “o clima se torne a vítima do protecionismo europeu”.

O diário lembra que Angela Merkel bloqueou a adoção de regras ambientais mais rigorosas para que não “prejudiquem” o construtor automóvel alemão BMW, uma posição apoiada pelo Reino Unido em troca de benefícios para a City de Londres. A França, por seu lado, cedeu às pressões da Renault, que estava ela própria a ser pressionada pelo seu parceiro comercial Daimler, cujo principal lobista é um antigo conselheiro de Merkel.

As ONG ambientais estão furiosas, acrescenta o diário, que cita um especialista em transportes da Greenpeace:

Após o quase falhanço das negociações climáticas globais, em Varsóvia, a UE distancia-se agora das promessas que tinha feito anteriormente para reduzir os danos climáticos que são, entre outas razões, causados pelos automóveis […]. A UE entende que os interesses a curto prazo de certas empresas são mais importantes do que os dos cidadãos e os do resto da economia.




Energias renováveis: “Gigante energético renuncia a um projeto eólico de quatro mil milhões de libras”

Tue, 26 Nov 2013 12:07:29 +0100

A empresa de energia alemã RWE npower renuncia ao seu projeto de parque eólico no Canal de Bristol batizado Atlantic Array, no valor de 4 mil milhões de libras (4,7 mil milhões de euros), considerando que o aumento dos custos tornou o projeto inviável do ponto de vista económico, adianta The Guardian.

A empresa explica que as “dificuldades técnicas” aumentaram o custo do projeto e que o nível atual das subvenções fornecidas pelo Governo não era suficiente para compensar este aumento.

O Reino Unido, que se encontra em plena crise de energia causada pelo aumento dos preços do gás, espera desenvolver o setor das energias renováveis para aumentar as suas capacidades de produção em 15% até 2020. Por seu lado, o setor da energia preocupa-se com os projetos de limitação dos preços da energia apoiados pelo líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband.




Ambiente: Corrida de obstáculos

Mon, 25 Nov 2013 17:24:13 +0100

, – Cartoon. Ver mais.



Holanda-Rússia: “Militantes libertados sob caução”

Thu, 21 Nov 2013 13:07:57 +0100

A 20 de novembro, o tribunal de São Petersburgo concedeu a liberdade sob caução a mais oito ativistas da Greenpeace, escreve o NRC Handelsblad, entre os quais a holandesa Faiza Oulahsen e o capitão do Arctic Sunrise, o navio de bandeira holandesa que foi arrestado pela Marinha russa por ter abordado uma plataforma de perfuração no oceano Ártico, a 19 de setembro.

Até ao momento foram libertados 24 dos 28 militantes presos nessa altura. Os dois jornalistas que os acompanhavam continuam ainda em prisão preventiva. O NRC Handelsblad escreve que a caução se eleva a dois milhões de rublos por pessoa (cerca de 45 mil euros).

Um responsável jurídico da Greenpeace ouvido pelo jornal acusou as “assistentes sociais” russas de tentarem arrancar informações aos militantes detidos.

O NRC acrescenta que, a 22 de novembro, o Tribunal Internacional do Direito do Mar, em Hamburgo, ditará a sentença do processo interposto pela Holanda contra a Rússia para obter a libertação definitiva dos trinta membros da tripulação.




Itália: “Assim matam o mau tempo e a negligência”

Wed, 20 Nov 2013 12:10:56 +0100

Pelo menos 16 pessoas morreram na sequência das cheias no nordeste da Sardenha provocadas pela passagem do ciclone Cleópatra, que atingiu a ilha a 18 de novembro, noticia o Corriere della Sera. O Governo italiano destinou 20 milhões de euros para ajuda de emergência e pediu que os custos de reconstrução não fossem incluídos no “pacto de estabilidade” que procura limitar os gastos do governo regional em função dos objetivos orçamentais da UE.

Depois da tragédia, as autoridades locais foram criticadas por não estarem adequadamente preparadas, mas como disse um dos presidentes de Câmara: “Ninguém poderia prever que em apenas 24 horas cairia chuva correspondente a seis meses”. No entanto, o “azar” não é a única explicação, acrescenta o editorial do Corriere:

Segundo o último relatório da comissão parlamentar [italiana] do Ambiente [...] 68% dos deslizamentos de terra em toda a Europa acontecem em Itália. [...] A vulnerabilidade natural do nosso território tornou-se mais grave por causa dos erros cometidos. Abate descontrolado de árvores, construção de edifícios em leito de cheia, […] e o progressivo corte de fundos para a proteção de ambiente em risco: de 551 milhões de euros para 84 milhões entre 2009 e 2012. Este ano baixou para 20 milhões.




Comissão Europeia: A caminho do fim da “bulimia regulamentar”

Tue, 19 Nov 2013 12:59:14 +0100

Gazeta Wyborcza, Varsóvia – Ao querer regulamentar tudo e mais alguma coisa, Bruxelas é frequentemente alvo de críticas dos eurocéticos, sobretudo os britânicos. Atualmente, no entanto, a tendência é para “aliviar” a regulamentação, constata um cronista polaco. Ver mais.



COP19 em Varsóvia: Previsões pouco animadoras para o clima

Fri, 15 Nov 2013 12:05:14 +0100

Polityka, Varsóvia – A Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas de 2013 está a decorrer em Varsóvia, mas são poucas as esperanças de que seja superado o impasse atual no que se refere às reformas que poderiam reduzir drasticamente o ritmo do aquecimento global. Um colunista do “Polityka” explica porquê. Ver mais.



Espanha: “Ninguém paga”

Thu, 14 Nov 2013 12:38:44 +0100

Onze anos depois do naufrágio do “Prestige”, a pior catástrofe ambiental da história da Península Ibérica “salda-se sem culpados e sem responsabilidade civil”, escreve La Voz de Galicia, um dia depois daquilo a que classifica como o “microverdicto” da Audiência Provincial [tribunal] da Galiza sobre o acidente de 13 de novembro de 2002.

O petroleiro, registado na Grécia e com bandeira das Bahamas, transportava 77 mil toneladas de combustível pesado. Afundou-se a 250 km da costa da Galiza depois de uma tempestade lhe ter aberto um rombo no casco, provocando uma maré negra em dois mil quilómetros de praias.

No final do “macroprocesso”, o tribunal condenou o capitão do navio a nove meses de prisão com pena suspensa por desobediência às autoridades espanholas, que lhe ordenaram que se afastasse da costa. Absolveu-o, bem como ao maquinista-chefe e ao diretor da marinha mercante espanhola, do crime de atentado contra o ambiente. Quanto aos danos e indemnizações, calculados pela Procuradoria-geral em 4,32 mil milhões de euros, o tribunal avaliou-os em 151 milhões de euros, que serão pagos pelo Fundo Internacional de Compensação de Danos Devidos à Contaminação por Hidrocarbonetos. Por fim, o Estado, de que o primeiro responsável, na época, era o atual primeiro-ministro Mariano Rajoy, sai branqueado.




Indústria: “Preços elevados da eletricidade ameaçam prosperidade da Europa”

Wed, 13 Nov 2013 12:45:33 +0100

“A Europa perde cada vez mais terreno em matéria de energia em comparação com outras potências económicas”, sublinha o World energy outlook special report 2013 apresentado a 12 de novembro pela Agência Internacional de Energia (IEA).

Ao mesmo tempo que o gás muito barato permitiu a reindustrialização dos Estados Unidos, “os investidores saíram da Europa”, lamenta Der Standard. Até 2035, a produção e as exportações de produtos cuja fabricação exija muita energia aumentará muitíssimo nos países emergentes da Ásia e em menor medida também nos Estados Unidos. Mas, continua o diário,

a UE e o Japão vão viver uma fortíssima perda [de cerca de um terço da sua quota de mercado mundial]. [...] A Europa deveria abrir o seu mercado do gás e reforçar o comércio.




Estónia: A cidade verde vai ter de esperar

Tue, 12 Nov 2013 12:24:41 +0100

Postimees, Talin – Os habitantes de Talin não utilizam mais do que antes os transportes públicos, apesar de estes serem gratuitos desde 1 de janeiro. Esta experiência social e ecológica é prejudicada pela falta de antecipação das necessidades dos utentes. Ver mais.



Eslovénia: “O que é que Bratušek vai dizer a Putin sobre o South Stream?”

Fri, 08 Nov 2013 11:34:41 +0100

O gasoduto South Stream está entre os assuntos que a primeira-ministra eslovena Alenka Bratušek vai discutir com o Presidente russo Vladimir Putin durante a sua visita a Moscovo, em dezembro. A empresa russa de gás Gazprom ameaça excluir a Eslovénia do projeto, caso Liubliana insista na conformidade com as regras da UE, noticia o Dnevnik.

O diário explica que o pomo da discórdia entre eslovenos e russos é a Diretiva Europeia do Gás de 2009, que obriga a que os donos dos gasodutos permitam que outros agentes do mercado façam uso das suas infraestruturas em condições transparentes.

O Dnevnik acrescenta que a Gazprom se opõe a esta regra e, por isso, o lado russo “intensificou, nas últimas semanas, a pressão diplomática e o lóbi sobre a Eslovénia” e espera um claro ‘sim’, durante o encontro de Bratusek com Putin, para permanecer no projeto.




Política energética: Cada um com a sua energia

Thu, 07 Nov 2013 14:10:03 +0100

Frankfurter Allgemeine Zeitung, Frankfurt – A Alemanha aposta nas energias verdes, a Polónia investe na extração de gás de xisto e o Reino Unido na construção de novas centrais nucleares: em matéria de energia, a corrente passa mal entre os europeus. Têm, por isso, interesse em adotar uma estratégia comum. Ver mais.



Pescas: Reservas do Mediterrâneo esgotam-se

Wed, 06 Nov 2013 16:09:32 +0100

As populações de peixes do Mediterrâneo estão “a agonizar”, adverte La Repubblica, pouco depois de terem sido aprovadas as regras do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP) para o período 2014-2020. Segundo este diário italiano,

os dados de que a UE dispõe são muito claros: 95% das unidades populacionais de peixes do Mediterrâneo estão em risco, ameaçadas pela exploração excessiva e tornar-se-ão irrecuperáveis, se a pesca não for reduzida pelo menos entre 45% e 50%, nos próximos cinco anos.

Infelizmente, as tendências recentes parecem apontar no sentido inverso: dos 4,5 mil milhões de euros do orçamento do FEAMP para o desenvolvimento de práticas de pesca sustentáveis quase nada foi de facto utilizado no período 2006-2013, salienta La Repubblica. A Itália foi um dos países com pior desempenho, tendo gasto apenas 23% de uma verba de 900 milhões de euros. Até agora, a principal política “de sustentabilidade” adotada, uma proibição anual de pesca de 45 dias, apenas abre caminho a fraudes relacionadas com subsídios e não tem qualquer impacto positivo sobre as reservas. Assim, no período 2000-2010, a produtividade caiu 48,84% e verificou-se uma diminuição de 31% dos rendimentos da pesca, o que põe em risco a subsistência de milhares de pescadores. No que se refere aos consumidores, La Repubblica escreve:

É melhor prepararmo-nos para comermos alforrecas, porque elas constituem a única espécie cujo número está a aumentar.




Gronelândia: Potência atómica

Mon, 04 Nov 2013 16:32:31 +0100

Jyllands-Posten, Aarhus – Cartoon. Ver mais.



Escócia: “Sindicato faz última tentativa desesperada para evitar encerramento de fábrica em Grangemouth”

Thu, 24 Oct 2013 12:40:24 +0100

Espera-se que os líderes sindicais façam grandes concessões financeiras numa tentativa de manterem a funcionar a petroquímica de Grangemouth, na Escócia, depois de no início da semana, a empresa proprietária, a Ineos, ter anunciado o fecho da fábrica com a consequente perda dos 800 postos de trabalho, escreve The Scotsman.

A fábrica, que representa cerca de mil milhões de libras (1,2 mil milhões de euros) por ano para a economia escocesa e que pesa cerca de 2% do PIB da Escócia, processa subprodutos das refinarias da zona, mas tem estado a perder 10 milhões de libras por mês e a operar apenas a 60% da sua capacidade.

O anúncio levou os Governos escocês e britânico a oferecerem financiamento no valor de muitos milhões de libras para que a fábrica possa continuar aberta.




Aquecimento global: Europa unida no fracasso

Thu, 24 Oct 2013 12:26:37 +0100

Il Sole-24 Ore, Milão – Segundo a Agência Europeia do Ambiente, nenhum país da UE atingirá os objetivos fixados para 2020 em termos de energia verde e de emissões. Enquanto alguns consideram que se colocou demasiado alto a fasquia, outros afirmam que os progressos, embora limitados, constituem, por si só, um passo em frente. Ver mais.



Disputa sobre panéis solares: Bruxelas cede à pressão de Pequim

Wed, 23 Oct 2013 15:54:46 +0100

“A China ganhou um importante diferendo de ordem comercial com a UE sobre os panéis solares”, escreve o Dziennik Gazeta Prawna, que comenta a decisão tomada no dia 22 de outubro pelo comité consultivo anti-dumping da Comissão Europeia de aceitar uma proposta da Comissão que “rejeita” os impostos de importação da UE sobre os panéis solares chineses. A sua introdução deu início a um contencioso comercial entre a UE e a China. O diário realça que

Pequim só teve de ameaçar com sanções de retaliação contra a indústria alemã [nomeadamente o setor automóvel] e o vinho dos países latinos para Bruxelas bater em retirada.

Segundo os fabricantes de panéis solares europeus, as empresas chinesas violaram as regras da concorrência leal ao tirar partido dos generosos subsídios governamentais para vender os seus produtos a um preço reduzido no mercado da UE.




Nuclear no Reino Unido: “A forma mais barata” de reduzir as emissões de CO2

Tue, 22 Oct 2013 17:41:01 +0100

O polémico acordo com as empresas de energia francesas EDF e Areva e com as suas empresas parceiras chinesas CGN e CNNC para construir dois novos reatores nucleares na central de Hinkley Point, em Somerset (sudoeste de Inglaterra), criará 25 mil empregos, mas terá custos elevados: um preço garantido da eletricidade que corresponde a quase o dobro do atual preço de distribuição, preocupações com o grande investimento chinês no projeto (30-40% do montante total), para já não falar dos riscos ambientais associados à energia nuclear.“Talvez venhamos a pagar um preço excessivo por uma nova central nuclear, mas, pelo menos, esta proporcionar-nos-á uma certeza que nos falta há muito”, escreve o Daily Telegraph, que, entretanto, lamenta o facto de, “para aliciar as empresas estatais francesas e chinesas, ter sido preciso cobri-las de ouro”. E o mesmo diário acrescenta:Como foi que um país que, em tempos, teve uma posição de liderança mundial em matéria de tecnologia nuclear, um país dotado de abundantes recursos em termos de carvão, petróleo e gás, ficou dependente da França e da China para manter as luzes acesas? Chegámos a esta situação, porque desde há décadas que a nossa política energética tem sido um desastre total. Apesar de as centrais elétricas de que dispomos começarem a ficar ultrapassadas – uma morte acelerada por diversas diretivas e objetivos britânicos e europeus –, o número de medidas tomadas pelo Governo para as substituir foi escandalosamente reduzido.Por seu turno, o Financial Times defende, em editorial, que o país está a ser obrigado a seguir pela via do nuclear, porque a lei sobre as alterações climáticas de 2008 fixou objetivos excessivamente otimistas em matéria de redução das emissões de gases com efeito de estufa. Este diário escreve:Se, para mantermos as luzes acesas, são necessárias novas centrais nucleares, isso acontece porque o Reino Unido pôs de lado outras opções, ao adotar objetivos de redução de emissões que se incluem entre os mais rígidos do mundo. Caso acreditem que esses compromissos continuam a ser defensáveis, mesmo depois de os seus custos terem ficado demonstrados, os responsáveis políticos devem defender as suas posições. Caso contrário, devem retroceder. O facto de isso ser embaraçoso não justifica que se sobrecarregue o Reino Unido com custos que este não pode suportar. […] O país deve agora perguntar-se se pode permitir-se avançar com a redução de emissões, enquanto outros se mostram recalcitrantes.Para The Times, o acordo resume-se a alguns factos simples: “O Reino Unido precisa da energia nuclear. O acordo […] já vem tarde e é bem-vindo”. Contudo, o editorial deste jornal considera que o Governo britânico deveria ter regateado mais, tendo em conta a situação financeira da EDF.O Governo deveria ter-se esforçado mais por obter melhores condições da parte da EDF[...]



Roménia: “O antixisto”

Tue, 22 Oct 2013 11:40:35 +0100

“A Igreja Ortodoxa romena tornou-se um dos principais atores dos protestos contra a prospeção e exploração do gás de xisto”, escreve o Adevărul.

Apesar de a Igreja não ter exprimido nenhuma posição oficial, o diário afirma que “uma verdadeira estrutura de resistência trabalha nos bastidores, liderada por padres que incitam as pessoas”. Porque é que se “reage assim sobretudo em Pungeşti e não na região de Dobroudja, onde as prospeções estão mais avançadas?”, pergunta o diário. “Não se trata de uma maior lucidez dos habitantes dessa zona, mas sim da reivindicação de um terreno que pertence a um mosteiro.”

Como a Igreja não se mobilizou contra o projeto mineiro de Roşia Montană, o Adevărul conclui que “o gás de xisto deve ser mais demoníaco que o cianeto…”




Roménia: “Caso Pungești-Chevron. Pequenas cenas de um enorme escândalo”

Fri, 18 Oct 2013 10:55:04 +0100

Pungești, um município pobre da região de Vaslui, no leste da Roménia, tornou-se o centro da revolta romena contra o gás de xisto. Desde 14 de outubro, os habitantes protestam contra a exploração da empresa americana Chevron que, a 17, anunciou que desistia provisoriamente de iniciar os trabalhos.

Os camponeses de Pungești “não querem a prosperidade dos americanos, porque vivem da agricultura e as águas vão ficar envenenadas”, escreve o România liberă. Mas, segundo o diário, os protestos têm sido incentivados pela Igreja, que cedeu um terreno à empresa americana e agora quer recuperar essas terras. A acusação é negada pelos padres.

As autoridades locais querem realizar um referendo para consultarem a população sobre a questão do gás de xisto na região, enquanto a Chevron garante que quer apenas explorar o subsolo e que tem todas as autorizações necessárias.




Holanda–Rússia: O ano da amizade

Thu, 17 Oct 2013 16:59:48 +0100

De Volkskrant, Amesterdão – Cartoon. Ver mais.



CO2: “A auto-chanceler”

Tue, 15 Oct 2013 12:27:40 +0100

A 14 de outubro, por iniciativa do Governo alemão, os ministros europeus do Ambiente adiaram sine die, a votação de regras mais estritas para as emissões de CO2 até 2020, que tinham como alvo preferencial as grandes berlinas [carroçarias automóveis] alemãs, escreve o Handelsblatt.

“A indústria automóvel pode contar com [Angela] Merkel”, ironiza o diário demonstrando a que ponto a política e o lóbi do automóvel estão estreitamente ligados na Alemanha:

O resultado é um sucesso para Merkel. Deste modo, concedeu uma pausa à indústria alemã, permitindo-lhe tomar fôlego. Era exatamente o que os grandes construtores de automóveis pediam insistentemente. Uma lista do Governo, a que o Handelsblatt teve acesso, demonstra a que ponto são intensos os contactos entre o Governo e os patrões do ramo automóvel: durante a última legislatura, os presidentes da indústria automóvel foram recebidos 65 vezes na chancelaria. Esta relação pessoal não [lhes] foi desfavorável.




Gás de xisto: Revolução não chegará à Europa

Fri, 11 Oct 2013 18:03:48 +0100

Les Echos, Paris – Esta semana, a proibição da exploração de gás de xisto foi confirmada em França e o Parlamento Europeu exigiu que estudos de impacto ambiental antecedam qualquer perfuração. Mais obstáculos para um recurso que provavelmente não será a solução para os problemas de energia da Europa. Ver mais.



Gás de xisto: “Começou a batalha pelo xisto”

Thu, 10 Oct 2013 11:34:18 +0100

“Bruxelas está a preparar a regulamentação da extracção de gás de xisto. A pressão para que seja mais restritiva está a aumentar”, escreve o Rzeczpospolita.

Em linha com as propostas aprovadas pelo Parlamento Europeu a 9 de outubro, passará a ser obrigatório um estudo de impacto ambiental não só para começar a exploração de gás de xisto, como é o caso, mas também para a prospeção de gás, tornando estas atividades “mais caras e complicadas”. O diário escreve que, com esta regulamentação mais apertada,

a UE deu um tiro no próprio pé, condenando-se a ter energia mais cara, o que a coloca numa posição de desvantagem na competição económica com os Estados Unidos, onde a energia de xisto barata contribuiu para o aumento de emprego no setor têxtil e noutros setores de grande consumo de energia.

As alterações adotadas pelo Parlamento têm agora de ser aprovadas pelo Conselho Europeu.




Bélgica: “Um Nobel histórico”

Wed, 09 Oct 2013 10:17:57 +0100

O belga François Englert, de 80 anos, da Universidade Livre de Bruxelas, e o britânico Peter Higgs, 84 anos, da Universidade de Edimburgo, receberam o prémio Nobel da Física 2013, a 8 de outubro, pela sua investigação sobre o bosão de Higgs.

Esta partícula, cuja existência foi confirmada em 2012 pelo Centro Europeu para a Investigação Nuclear (CERN) constituiu “a pedra angular da estrutura fundamental da matéria, a partícula elementar que explica […] porque é que certas partículas têm uma massa e outras não e, consequentemente, porque é que o Universo existe tal como o conhecemos”*, explica Le Soir.

Para o diário belga, o prémio

é fabulosamente importante por duas razões: consagra a investigação fundamental num país […] que cada vez mais considera que os orçamentos devem ser atribuídos aos investigadores que encontram e não àqueles que investigam. […] Consagra a complexidade e obriga-nos a não a evitarmos.