Subscribe: Presseurop | Transportes
http://www.presseurop.eu/pt/taxonomy/term/24/*/feed
Added By: Feedage Forager Feedage Grade B rated
Language:
Tags:
alta velocidade  aéreo  companhias  das  diário  dos  entre  europa  europeia  mais  não  segundo  ser  sobre  ver mais 
Rate this Feed
Rate this feedRate this feedRate this feedRate this feedRate this feed
Rate this feed 1 starRate this feed 2 starRate this feed 3 starRate this feed 4 starRate this feed 5 star

Comments (0)

Feed Details and Statistics Feed Statistics
Preview: Presseurop | Transportes

VoxEeurop | Transportes



The talk of the continent



 



Transportes ferroviários: O fim dos comboios noturnos?

Thu, 13 Nov 2014 10:00:15 +0100

Os comboios noturnos, que ajudaram uma geração de jovens europeus a viajar pelo estrangeiro (alguém se lembra do célebre passe Interrail?) poderão brevemente passar a ser apenas uma memória.

A revista sobre economia e ecologia Terra eco recorda que, nos últimos tempos, várias companhias ferroviárias decidiram acabar com as suas linhas noturnas na Europa:

no passado mês de dezembro, a Elipsos decidiu cancelar a sua rota entre a França e a Espanha. E, em seguida, a que unia a Suíça, a Espanha e a Itália.

No início de outubro, a International Railway Journal anunciou que o Deutsche Bahn, a companhia de caminhos de ferro alemã e uma das maiores operadoras de comboios noturnos, também iria acabar com os comboios noturnos entre a França e a Alemanha e a Suíça, a Alemanha e a Dinamarca.

Quais os motivos de todos estes encerramentos? A falta de rentabilidade desta atividade perante os voos económicos: a vetustez do material, pois a renovação seria muito dispendiosa; os gastos de gestão; os problemas de interoperabilidade… Mas também a legislação europeia relativa ao setor ferroviário e à liberalização do mesmo. A International Railway Journal explica ainda que

enquanto a Comissão Europeia investe milhares de milhões de euros na conceção de infraestruturas ferroviárias transfronteiriças, as ligações internacionais estão a desaparecer aos poucos, devido à falta de uma visão comum para manter o seu funcionamento. Isto vai de encontro à política da UE relativamente à transferência modal e à redução das emissões de CO2, na medida em que os passageiros se veem obrigados a utilizar o avião para viagens de curta distância.

Segundo a revista, para evitar o desaparecimento dos comboios noturnos na Europa, que dispõem de um “enorme potencial turístico”, seria necessária “uma visão comum para o futuro”. Mas também que as companhias ferroviárias considerassem “uma abordagem mais pragmática”, oferecendo, por exemplo, “serviços de valor acrescentado, como compartimentos de alta gama, promoções e reservas simplificadas”.

Neste momento, observa a Terra eco, apenas a Thello, parece estar a progredir:

segundo o seu diretor geral, Albert Alday, a rota Paris-Milão-Veneza (que até 2010 foi explorada pela Artesia), transportava 200 mil passageiros por ano até à nossa chegada. Em 2012, ultrapassámos os 300 mil e, em 2014, vamos alcançar, pelo menos, 340 mil passageiros.

No entanto, o economista Yves Crozet revela à revista francesa que a “linha noturna retomada pela Thello entre Paris e Veneza é um serviço especial, marcado pelo romantismo” e um sinal de que os comboios noturnos se estão a tornar um produto de nicho ou de luxo: “pertencem a outra era, tal como os barcos que atravessam o Atlântico”.




Terrorismo: Confusão sobre o regresso dos jihadistas à Europa

Tue, 30 Sep 2014 13:57:58 +0100

A Guerra contra o Estado Islâmico (EI) está a “abalar as discussões” entre os Estados-membros da UE para chegar a acordo sobre os meios para enfrentar a ameaça de atentados por parte de cidadãos europeus que regressam da Síria ou do Iraque, escreve o The Guardian.

Segundo o diário britânico, os ministros dos Assuntos Internos dos 28 Estados-membros reunir-se-ão no Luxemburgo em meados de outubro, juntamente com “responsáveis das mais importantes redes sociais, como o Twitter, o Facebook e a Google”, no âmbito de adotar as medidas que têm vindo a debater nos últimos 18 meses.

Há vários esquemas a ser discutidos, a começar pelos Registos de Identificação dos Passageiros (PNR) por toda a UE, que se aplicaria a todas as viagens aéreas efetuadas no interior da União e que incluiria 15 parâmetros analisados por um algoritmo para ajudar a identificar os suspeitos. O Parlamento Europeu continua hostil a este esquema, uma vez que violaria a liberdade individual ao monitorizar milhões de passageiros comuns. […] Thomas de Maiziere, ministro dos Assuntos Internos alemão, tem insistido numa verificação mais rigorosa de todos os passaportes e bilhetes de identidade nos aeroportos, mas a proposta foi recusada, uma vez que provocaria filas extremamente longas. Existe também uma base de dados policial, o Sistema de Informação de Shengen (SIS), para permitir identificar passageiros suspeitos e indivíduos introduzidos no sistema como tal. Os serviços secretos […] estão reticentes quanto à alimentação do SIS, porque têm medo de comprometer o seu material, tornando-o menos eficaz.

Por sua vez, o diário francês Libération demonstra como as relações e comunicação com os países fora da União também podem ter consequências para o regresso de presumíveis suspeitos. O jornal relata o “incrível fracasso” em que três presumíveis jihadistas franceses – um dos quais era cunhado de Mohammed Merah – foram detidos na Turquia quando viajavam da Síria, para em seguida serem extraditados para o aeroporto errado. Enquanto os serviços secretos aguardavam no aeroporto de Orly, perto de Paris, os três homens aterraram em Marselha e viajaram tranquilamente até Toulouse, onde se entregaram à polícia, “sabendo que eram procurados”. Segundo o Libération, algumas divergências no aeroporto turco levaram as autoridades a trocar de aviões “à última da hora”.

O problema é que a polícia de fronteiras turca não transmitiu a informação da mudança de estratégia aos seus serviços secretos, que, por sua vez, não conseguiram alertar o agente de coordenação da DGSI [Serviços secretos franceses] que se encontrava na embaixada francesa de Ancara. O mínimo que se pode dizer é que esta leveza suscitou, na terça-feira, a ira do ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve.




DESASTRE AÉREO NA UCRÂNIA: “A Europa fartou-se”

Thu, 24 Jul 2014 10:47:12 +0100

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, reunidos em Bruxelas no dia 23 de julho, pediram à Comissão Europeia que prepare sanções económicas mais duras contra a Rússia após o voo MH17 da Malaysia Airlines ter sido abatido enquanto sobrevoava a zona controlada pelas milícias pró-russas, no este da Ucrânia, no passado dia 17 de julho, informa o Gazeta Wyborcza.

As sanções deverão envolver o setor da defesa, o acesso da Rússia aos mercados financeiros da UE e a tecnologia avançada, incluindo o setor energético.

A UE está a trabalhar nas sanções económicas contra a Rússia desde março, mas agora “a ira dos europeus fez com que muitos países da UE adotassem uma posição mais dura para com Putin”, observa o diário, citando o ministro polaco dos Negócios Estrangeiros, Radoslaw Sikorski, que afirmou na passada terça-feira que “a Rússia tinha pisado muitos limites vermelhos” e que:

se o plano de sanções já estivesse pronto, e se dependesse dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, penso que as sanções teriam sido impostas hoje mesmo.




DESASTRE AÉREO NA UCRÂNIA: “É o 11 de setembro da Europa”

Wed, 23 Jul 2014 09:08:15 +0100

“O drama do voo MH17 obriga-nos a tirar uma importante lição relativamente à nossa segurança neste turbulento século XXI”, escreve Jonathan Holslag no NRC Handelsblad. O politólogo da Universidade Livre de Bruxelas considera que uma forte política de vizinhança poderá ser a solução para a elevada insegurança que se sente na Europa.

“A geopolítica está de volta”, escreve Holslag:

Mas só agora começámos a perceber que a distância entre Kiev e Katwijk [uma cidade holandesa] […] não é assim tão grande. Todos os países europeus entre estas duas cidades […] dependem uns dos outros para garantir a sua segurança. […] Se achavam que ainda podíamos voltar ao tempo dos mini-Estados europeus em conflito entre eles, o ataque ao voo MH17 fez-nos encarar brutalmente a nova realidade.

Se for encontrada uma ligação entre a catástrofe no leste da Ucrânia e o Kremlin, Putin terá de pagar, acrescenta Holslag. “Mas isto não se trata apenas de Putin”, escreve:

Aparentemente, a crise na Ucrânia não foi suficientemente grave para que os Estados-membros europeus cooperassem mais no sector da energia.

Aparentemente, a crise na Ucrânia não foi suficientemente grave para que os Estados-membros europeus cooperassem mais no sector da energia. As consultas em Bruxelas para reduzir a dependência no gás proveniente da Rússia não deram em nada.

Holslag acusa os dirigentes europeus de “terem visão curta” e “de oportunismo”, e acrescenta que:

como é óbvio, há fortes probabilidades de se presenciar, depois de um período de oportunismo, uma onda de pânico a abalar os líderes europeus. Nessa altura, aliar-se-ão aos Estados Unidos e encurralarão a Rússia.

No entanto, o politólogo estima que não podemos esquecer-nos da nossa própria responsabilidade. A Europa criou um “vácuo de poder ao longo da sua fronteira externa” e não conseguiu “criar relações fortes com as superpotências regionais”.

Holslag acredita que a solução possa ser a criação de uma política de vizinhança forte e a implementação de uma nova esfera de influência que fornecerá mais segurança à Europa. Além disso, este também realça que a UE não só está a ser ameaçada pelo este da Ucrânia, como também pelos países da região do Sahel, onde “existem muitas armas pesadas”. Não são apenas os aviões que estão em perigo, com alguns “arranjos”, os mísseis podem ser utilizados contra os nossos navios mercantes no Mar Vermelho e no estreito de Gibraltar.

É por isso que Holslag considera que chegou a hora da Europa assumir a liderança na “batalha contra a proliferação incontrolada de mísseis. O mínimo que devemos às vítimas do voo MH17 é a realização de uma convenção sobre mísseis antiaéreos”. “Este deverá ser o 11 de setembro da Europa, um ponto de viragem na nossa reflexão estratégica”, onde a retaliação contra os nossos inimigos e a segurança de quinhentos milhões de europeus devem ser colocadas em primeiro lugar, conclui.

Geertje Teunissen




DESASTRE AÉREO NA UCRÂNIA: “Não renunciem!”

Tue, 22 Jul 2014 11:42:19 +0100

Ao fazer uma comparação com a catástrofe aérea de Smolensk, o Rzeczpospolita pede aos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, que se reúnem hoje, dia 22 de julho, em Bruxelas para discutir o desastre aéreo do voo MH17 da Malaysia Airlines no este da Ucrânia no dia 17 de julho, que mostrem “determinação” quando confrontarem a Rússia.

“Já ninguém duvida de que a Rússia agiu como um Estado terrorista”, escreve o diário de Varsóvia, fazendo referência ao apoio de Moscovo aos separatistas pró-russos, que controlam a região onde o avião com 298 pessoas a bordo se despenhou.

O Rzeczpospolita pede aos ministros da UE que

não se dirijam a Moscovo num espírito de reconciliação e de compreensão. Devem ser impostas condições rigorosas ao presidente russo Vladimir Putin.




Desastre aéreo na Ucrânia: “A Rússia tem medo da Europa”

Mon, 21 Jul 2014 14:40:01 +0100

Será que a queda do avião da Malaysia Airlines em Donbas, no este da Ucrânia, fará com que a UE adote uma posição mais firme perante a Rússia, questiona o Gazeta Wyborcza. O diário de Varsóvia realça que, enquanto alguns líderes querem dar “uma última oportunidade” a Moscovo, um grupo de “falcões” da UE, que inclui o Reino Unido, a Polónia, a Suécia e os países bálticos, prometeu uma nova ofensiva para reforçar as sanções contra a Rússia, que é acusada de apoiar os separatistas ucranianos que terão abatido o Boeing malásio com 298 passageiros a bordo no dia 17 de julho.

A morte das 298 pessoas originou críticas violentas contra a Rússia pelo mundo inteiro. Segundo o GW, Moscovo ficou “surpreendido” pela reação da Europa –

Até à data os russos reagiam rapidamente neste tipo de situação. […] Neste momento, os políticos russos permanecem em silêncio, uma vez que ficaram surpreendidos pela condenação coletiva da Rússia por parte da Europa relativamente à tragédia. Uma reação comum que sempre temeram.




DESASTRE AÉREO NA UCRÂNIA: “Ataque terrorista contra o voo MH017: 298 mortos”

Fri, 18 Jul 2014 11:23:17 +0100

No dia 17 de julho, um Boeing 777 da Malaysia Airlines que efetuava a rota Amesterdão-Kuala Lumpur explodiu enquanto sobrevoava o este da Ucrânia, a 10 mil metros de altitude, e despenhou-se perto da fronteira russa.

Segundo os serviços secretos americanos, o avião foi abatido por um míssil terra-ar. O Governo ucraniano e os rebeldes pró-russos, que se defrontam na região, culpam-se mutuamente pela catástrofe. Entre os passageiros do voo MH017 encontravam-se 154 holandeses, fazendo desta a “a pior catástrofe aérea da história da Holanda”, observa o De Telegraaf.




Transporte rodoviário: “Portagens: o pomo da discórdia na Europa”

Fri, 29 Nov 2013 11:46:23 +0100

“Em muitos países da UE já existem vinhetas, outros falam na possibilidade de as introduzirem”, escreve o Luxemburger Wort, enquanto, em Berlim, a “grande coligação” que se prepara para governar encara a possibilidade de só haver vinhetas para os veículos não matriculados na Alemanha.

“Esperam-nos portagens e vinhetas”, o diário mostra assim a sua preocupação:

França, Bélgica, Alemanha: três países com os quais partilhamos fronteiras comuns e em cujas autoestradas não pagamos vinheta. […] Uma situação que se arrisca a não durar eternamente…




Comboio Paris-Bruxelas: Criar lóbis a alta-velocidade

Fri, 25 Oct 2013 12:13:16 +0100

Les Echos, Paris – Lobistas, eurocratas, deputados, advogados: encontram-se todos na primeira classe do TGV que liga Paris à capital europeia. Uma concentração de corredores de Bruxelas onde é tão fácil fazer passar a mensagem como ser vítima de ouvidos indiscretos. Ver mais.



Estados Bálticos: Comboio de alta velocidade avança a passo de caracol

Mon, 21 Oct 2013 12:35:52 +0100

The Economist, Londres – Uma ferrovia de alta velocidade que ligasse a Lituânia, a Letónia e a Estónia poderia revitalizar a economia da Europa de Leste, reforçando os seus laços à UE e reduzindo a sua dependência da Rússia. Em vez disso, o projeto Rail Baltica vai arrastando os pés, minado por divergências entre os três vizinhos. Ver mais.



Itália: “A difícil operação de resgate do Concordia”

Tue, 17 Sep 2013 12:00:42 +0100

Após um processo de 19 horas marcado por atrasos e problemas técnicos, as sirenes do porto de Il Giglio tocaram às quatro da manhã para anunciar que o cruzeiro de 289 metros de cumprimento, deitado na costa da ilha desde janeiro de 2012, estava finalmente endireitado, adianta o Corriere della Sera.

Um dos motivos desta celebração reside no facto de que, até à data, nenhuma substância poluente se libertou do casco enferrujado do Costa Concordia, algo que se temia inicialmente.

Mas a pequena ilha deverá continuar a viver com os destroços do navio até pelo menos à próxima primavera, data em que será rebocado e desmantelado. Os portos de Piombino, de Civitavecchia, de Nápoles e de Palermo estão a travar uma violenta batalha para conseguir este contrato de vários milhões euros.




Imigração: Presos em trânsito

Tue, 10 Sep 2013 12:47:05 +0100

The Guardian, Londres – Para muitos emigrantes subsarianos que tentam entrar na União Europeia, a viagem para a Europa termina numa estadia semipermanente em Marrocos, onde a polícia, financiada por programas da União Europeia, viola os direitos humanos, relata um jornalista a trabalhar sob disfarce. Ver mais.



Espanha: “A via, em julgamento”

Wed, 21 Aug 2013 11:05:30 +0100

O juiz que está a investigar o acidente de comboio de 24 de julho, em Santiago de Compostela, convocou funcionários da Adif, a empresa pública espanhola que gere as infraestruturas ferroviárias de Espanha, para prestarem depoimento sobre medidas de segurança na linha em que o acidente ocorreu.

A empresa apressou-se a declarar que é normal ser convocado para prestar esclarecimentos – “imputar”, em Espanha – num caso como este e sublinha que não houve qualquer acusação contra si ou funcionários seus, noticia La Gaceta. O processo legal espanhol permite, no entanto, que a empresa seja acusada depois de terem sido prestados esses depoimentos.

A investigação do juiz concluiu que as mortes “resultaram obviamente” da excessiva velocidade a que circulava o comboio, mas também se concentra no facto de as medidas de segurança naquela via serem ou não suficientes.




Transporte aéreo: Abaixo o low-cost a qualquer preço

Fri, 09 Aug 2013 14:34:53 +0100

Sydsvenskan, Malmö – Sob os auspícios do seu caprichoso fundador, a Ryanair multiplica os golpes baixos para descartar os seus concorrentes. Ora, este modelo comercial remete-nos para o capitalismo selvagem do século XIX, insurge-se Per Svensson, jornalista, que critica a fraca mobilização contra estas práticas. Ver mais.



Controlo do tráfego aéreo: ‘Desacordo compromete negociações entre a aviação norte-americana e europeia’

Tue, 06 Aug 2013 10:09:24 +0100

Os EUA e a UE envolveram-se numa discussão sobre o desenvolvimento de novos sistemas de controlo do tráfego aéreo, facto que serve de aviso para as dificuldades futuras no que toca ao acordo de comércio transatlântico neste momento a ser negociado entre as partes.

O incidente resulta do desacordo entre os peritos norte-americanos e europeus sobre o momento certo para a construção de um novo e revolucionário sistema de controlo do tráfego aéreo, no ar e em terra, e é o culminar de anos de projetos bem sucedidos para se criar um regulamento conjunto sobre aviação.

De acordo com Wall Street Journal,

embora os pontos específicos de desentendimento sejam técnicos e ainda seja possível um entendimento, os participantes neste processo, nas duas margens do Atlântico, receiam que este conflito possa comprometer esforços e projetos de há décadas e de milhões de dólares para o estabelecimento de padrões globais.




Itália: "Partes do autocarro caíram para a estrada"

Tue, 30 Jul 2013 10:05:47 +0100

Um autocarro que caiu por uma montanha abaixo e matou 38 pessoas perto de Avellino, no Sul da Itália, ficou fora de controlo e começou a cair aos bocados antes de chocar com uma barreira de segurança e passar-lhe por cima, despenhando-se, afirmam os investigadores.

O Govenro declarou um dia de luto nacional, a 30 de julho, em memória das vítimas, entre as quais havia crianças em idade escolar e seus familiares, que regressavam de uma viagem a Nápoles.

O inquérito às causas do acidente está em curso, embora La Stampa condene um “país sem manutenção [regulamentada]” e frise que o autocarro estava em serviço desde 1995. O diário acrescenta que é crucial perceber o que aconteceu “para distribuir as culpas de forma justa e evitar que acidentes deste tipo se repitam.”




Espanha: “Frente em defesa do TGV”

Tue, 30 Jul 2013 09:52:27 +0100

O Ministério do Equipamento e a indústria ferroviária espanhola preparam uma "frente comum" para defender a fiabilidade dos comboios de alta velocidade espanhóis, após o acidente de Santiago de Compostela.


O Governo e a indústria temem a influência negativa que a tragédia possa ter sobre esta estrela das exportações espanholas, que procura obter contratos no Brasil, nos Estados Unidos e na Rússia, entre outros países, comenta o Cinco Días

Segundo o Ministério do Equipamento, o troço onde o acidente aconteceu não faz parte, em rigor, da rede de alta velocidade, sendo antes uma linha "convencional melhorada", tal como aquela onde ocorreu o desastre de Eschede (Alemanha), que fez 101 mortos em 1998.




Tragédia de Santiago de Compostela: O desmoronar do milagre da alta velocidade

Mon, 29 Jul 2013 16:52:15 +0100

El País, Madrid – Depois da China, é a Espanha quem detém o recorde de quilómetros de caminho de ferro de alta velocidade: o resultado de uma ambição que se tornou obsessão, alimentada desde há 20 anos por governos tanto de esquerda como de direita. Hoje, todo um modelo económico é colocado em questão. Ver mais.



Espanha: “Toda a Galiza chora”

Fri, 26 Jul 2013 11:50:42 +0100

O descarrilamento de um comboio de alta velocidade Alvia, perto de Santiago de Compostela, a 23 de julho, fez 80 mortos, segundo o último balanço. Noventa e quatro passageiros continuam internados no hospital, dos quais 35 permanecem em estado crítico. A caixa negra do comboio confirma que seguia a 190 quilómetros por hora, num local onde deveria ter abrandado para apenas 80 quilómetros/hora.

“É uma imensa dor para a Galiza”, escreve o jornal La Voz de Galicia, que sublinha a ajuda imediatamente prestada às vítimas pelos habitantes da localidade:

A sociedade civil galega ofereceu, anteontem à noite, um exemplo tal que, ontem, as instituições fizeram apenas o que era preciso: inclinaram-se perante ela e aplaudiram.




Espanha: “Tragédia em Santiago”

Thu, 25 Jul 2013 10:09:24 +0100

O descarrilamento de um comboio de alta velocidade Alvia, a 24 de julho, perto da estação de Santiago de Compostela, fez pelo menos 77 mortos e cerca de 120 feridos.

Segundo os investigadores, escreve o ABC, o acidente deveu-se à velocidade excessiva a que seguia o comboio que ligava Madrid a Ferrol, na Galiza. O desastre, que teve lugar na véspera do dia da festa de Santiago, patrono da cidade e do país, é “a pior catástrofe ferroviária das últimas décadas em Espanha”, sublinha o diário.




Viagem de comboio: Berlim – Talin, quatro dias e bolhas no traseiro!

Fri, 05 Jul 2013 16:07:28 +0100

Eesti Päevaleht, Talin – Viajar entre a capital alemã e a capital estónia por via-férrea é possível. Mas, mais do que as paisagens, o que se retira da experiência é a lentidão da viagem e a consciência da necessidade de harmonização europeia dos caminhos de ferro. É a opinião do jornalista estónio que fez essa experiência. Ver mais.



Adesão da Croácia (2/6): O síndrome da invasão

Tue, 25 Jun 2013 12:30:38 +0100

Novi List, Rijeka – A adesão da Croácia à União Europeia relança o receio de uma invasão de trabalhadores croatas, especialmente para a Alemanha e a Áustria. As frases feitas sobre os europeus do Leste que vêm tomar os lugares dos ocidentais têm campo aberto à sua frente. Ver mais.



Céu Único Europeu: “Um céu para a Europa”

Tue, 11 Jun 2013 11:26:44 +0100

“Bruxelas está, uma vez mais, a tentar criar um céu comum sobre a Europa”, escreve o diário conservador. O comissário europeu para os Transportes, Siim Kallas, vai avisar os 27 Estados-membros, a 11 de junho, de que irá abrir formalmente um processo legal depois de eles não terem conseguido substituir as regiões de espaço aéreo existentes, que estão divididas segundo as fronteiras nacionais, por um número mais pequeno de zonas de espaço aéreo que incorporam as outras, conhecidas como “blocos de espaço aéreo funcional”.

O plano faz parte do projeto Céu Único Europeu (SES) que pretende reformar os sistemas de controlo de tráfego aéreo em toda a Europa. O jornal Rzeczpospolita escreve que,

atualmente, o céu da UE é controlado por 27 vigilantes nacionais que supervisionam 60 centros de controlo de tráfego aéreo. Um espaço aéreo semelhante, nos Estados Unidos, com aproximadamente o mesmo número de voos e de aeroportos, é controlado por um único centro. A monitorização do céu [nos Estados Unidos] custa metade do que na Europa […]. A economia europeia perde todos os anos cinco mil milhões de euros por causa da má gestão do seu espaço aéreo.




Transporte aéreo: “As condições de trabalho na Ryanair são chocantes”

Wed, 05 Jun 2013 11:48:57 +0100

O Jyllands-Posten ouviu o testemunho de uma hospedeira da Ryanair que decidiu apresentar queixa contra a linha aérea de baixo custo.

A hospedeira explica que os empregados têm de pagar os seu uniforme, não são remunerados por estarem disponíveis fora dos horários de trabalho e que, se deixarem aquele emprego antes de terem passado 15 meses, têm de desembolsar 200 euros.  

Estas condições de trabalho violam certas leis nacionais e o direito europeu, comenta o diário. Segundo um especialista dinamarquês em assuntos laborais inquirido pelo jornal, o setor aéreo está hoje numa “corrida para o fundo”.




Benelux: “A Câmara quer uma investigação sobre a Fyra, enquanto os belgas abrem uma investigação à construtora"

Wed, 05 Jun 2013 11:41:06 +0100

Uma grande maioria de deputados pediu, a 4 de junho, uma comissão de inquérito sobre o desaire técnico e comercial do comboio de alta velocidade Fyra, depois de os caminhos de ferro holandeses (NS) terem anunciado, na véspera, o fim do contrato com a firma fornecedora das composições, a italiana AnsaldoBreda, segundo o qual cada composição custaria cerca de 20 milhões de euros.

A 4 de junho, os caminhos de ferro belgas (SNCB), que cancelaram a sua encomenda de três comboios, “pediram uma investigação criminal”, escreve o jornal: acusam a AnsaldoBreda, nomeadamente, de ter violado as regras dos concursos públicos. A empresa italiana rejeita as acusações.




Itália: “Noite de terror no porto de Génova”

Wed, 08 May 2013 10:23:05 +0100

Pouco depois das 23 horas de 7 de maio, o porta-contentores Jolly Nero saía do porto de Génova quando embateu contra a torre de controlo, provocando o desabamento da estrutura sobre outro edifício.

Os corpos de quatro pessoas, incluindo dois guarda-costeiros e um piloto de barra, já foram recuperados dos escombros e pelo menos seis outras pessoas continuam desaparecidas. O autarca da cidade, Marco Doria, declarou um dia de luto.

A causa do acidente ainda é desconhecida, mas alguns analistas sugerem que os motores do navio de 40 mil toneladas podem ter avariado, tornando o barco incontrolável.




União Europeia: “Mais direitos para os passageiros de avião”

Wed, 13 Mar 2013 10:46:51 +0100

A Comissão Europeia quer reforçar os direitos dos passageiros perante as companhias aéreas quando pedem reembolso ou compensação em casos de atraso.

A Comissão encara a possibilidade de fazer uma lista das condições que definem os casos de “força maior”, uma expressão que é muitas vezes usada como argumento das companhias aéreas para se desculparem pelos atrasos. Em contrapartida, os atrasos que dão direito a compensações serão alargados, cinco horas para um trajeto de 1500 quilómetros e nove horas para 3500 quilómetros.

Esta proposta, que a Comissão deverá discutir a 13 de março, é uma reação ao número crescente de pedidos de indemnização no setor aéreo, escreve o diário.




Roménia: "Quem são os favoritos para o dote da empresa CFR Marfă”

Thu, 07 Feb 2013 10:37:56 +0100

O Governo vai privatizar até o final do mês de junho mais de metade do capital dos caminhos-de-ferro romenos. O ramo de transporte de mercadorias da companhia nacional apresenta uma dívida de €450 milhões e perde €50 milhões por ano.

A empresa romena GFR e a empresa austríaca ÖBB fazem parte dos candidatos à compra citados pelo diário.




Alemanha: “O buraco mais caro da Alemanha”

Wed, 06 Feb 2013 10:33:19 +0100

O principal projeto do land de Bade-Wurtemberg, a gare Estugarda 21, poderá custar cerca de €11 mil milhões – significativamente mais do que os 2,45 mil milhões previstos quando foi projetada, em 1995.

Assim, este controverso projeto subterrâneo poderá não chegar a ver a luz do dia. O Estado pondera agora retirar-se do projeto defendido por Angela Merkel, o que seria uma derrota da chanceler em ano eleitoral.




Caminhos-de-ferro: Fracasso da alta velocidade na Benelux

Tue, 22 Jan 2013 16:19:45 +0100

NRC Handelsblad, Amesterdão – Menos de seis semanas após a sua inauguração – e uma infinidade de problemas técnicos mais tarde – o comboio de alta velocidade Fyra entre Amesterdão e Bruxelas foi suspenso. Um fiasco que põe em causa a forma como os contratos internacionais de fornecimento são adjudicados. Ver mais.



Aviação civil: Horários de trabalho, pilotos tocam o sinal de alarme

Mon, 07 Jan 2013 15:49:27 +0100

“Por enquanto, os pilotos ainda dormem”, titula De Standaard citando um porta-voz do European Cockpit Association (ECA). Segundo esse sindicato de pilotos da aviação civil, a harmonização dos horários de trabalho na aviação dentro da União Europeia terá como consequência horários de trabalho mais longos para todos. Os pilotos belgas, por exemplo, poderão ser obrigados a trabalhar onze ou doze horas consecutivas, de noite, em vez das atuais dez, explica o diário. Segundo a ECA,

quatro em cada cinco pilotos dizem sofrer de privação de sono e um terço revela casos em que tanto o comandante como o copiloto adormeceram enquanto o computador de bordo pilotava o avião.

A falta de sono dos pilotos não é um problema novo: há alguns dias, a companhia low cost Ryanair foi notícia por causa de testemunhos que diziam respeito à segurança dos voos:

Pilotos disseram ter estado aos comandos mesmo estando “doentes ou muito cansados” porque “se não voássemos, não éramos pagos”, [disseram]. Uma semana antes, os pilotos afirmaram “terem sido pressionados a voar com o mínimo combustível possível”. A Ryanair desmentiu as duas acusações.

Num artigo de opinião, dois membros do Dutch Expert Group on Aviation Safety afirma que as novas regras europeias “incluem os piores elementos das atuais regras nacionais”:

Há que questionar se as regras europeias propostas para os horários de trabalho e de descanso bem como os atuais direitos dos passageiros europeus são razoáveis. Será que faz sentido estender ao máximo e de maneira estrutural o horário de trabalho? E porquê compensar os passageiros se o comandante decidir fazer uma escala para defender a própria segurança dos passageiros?




Transporte aéreo: Bruxelas suspende a aplicação da taxa de CO2 às companhias estrangeiras

Tue, 13 Nov 2012 14:11:50 +0100

A comissária europeia para a Ação Climática, Connie Hedegaard, anunciou em 12 de novembro o congelamento da aplicação obrigatória do mercado europeu de CO2 (ETS) às companhias aéreas de fora da Europa, para os voos com partida e chegada em território da UE. A medida, que entrou em vigor no princípio do ano, previa que essas companhias deviam compensar 15% das suas emissões de gases com efeito de estufa, comprando créditos de carbono no mercado europeu.

Connie Hedegaard "dá à Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) o prazo até setembro próximo para propor um projeto global alternativo ao projeto europeu", explica De Volkskrant, que acrescenta que a medida "continua a aplicar-se aos voos internos na UE", independentemente da origem da companhia, "o que representa cerca de 40% do sistema original".

Na ausência de acordo no decorrer da Assembleia-Geral da OACI, "a Comissão Europeia reporá a situação atual", salienta por seu turno El País. Segundo este diário de Madrid, "a pressão produziu efeitos", porque a decisão da UE de impor o seu ETS às companhias estrangeiras tinha sido muito mal acolhida nos meios internacionais:

Os Estados Unidos responderam proibindo as companhias do país de pagar a taxa; a Índia ameaçou boicotar qualquer possibilidade de acordo na cimeira da ONU sobre alterações climáticas. A China acenou com uma guerra comercial com a UE. Seguiram-se reações semelhantes em países como a Rússia e o Brasil. A Europa prefere agora enterrar o machado de guerra, na esperança de alcançar um acordo global.

El País salienta contudo que "o anúncio surge algumas semanas antes da cimeira da ONU sobre o clima, em Doha, e poderá fazer pressagiar uma alteração, para melhor, na véspera das negociações".

Como seria de esperar, a decisão europeia foi criticada pelas organizações ambientalistas. Segundo De Volkskrant, algumas consideram que Connie Hedegaard "capitulou demasiado depressa", tendo em conta "a promessa vaga da OACI". A própria comissária parece pouco convencida da futura proposta da organização. Segundo este jornal holandês, Connie Hedegaard terá reconhecido "não ter garantias" de que a alternativa a propor pela OACI seja aceitável.




Itália: Crise alimenta mercado negro da gasolina

Thu, 18 Oct 2012 12:30:38 +0100

Com o preço dos combustíveis a atingir valores recorde, os italianos dirigem-se cada vez mais ao mercado negro para atestar o depósito, adianta o La Repubblica. O diário de Roma relata a recente descoberta feita pela brigada financeira italiana de um mercado negro da gasolina: “36 sociedades envolvidas – 11 estrangeiras e 25 italianas – 20 milhões de quilos [1 kg = 1,351L] de gasolina importada ilegalmente e uma perda de 8 milhões para o fisco”, escreve. O combustível chegava da Grécia ao porto de Ancona (centro). Os camionistas italianos vinham atestar o depósito de gasóleo diretamente dos camiões-cisterna, por um terço do preço oficial.

Uma outra investigação revelou que o gasóleo agrícola, vendido a preços amigáveis aos cultivadores, é vendido pelos distribuidores aos particulares para o transporte e o aquecimento.

Segundo o La Reppubblica, este fenómeno explica-se através da subida do preço da gasolina, devido ao aumento das taxas impostas pelo Governo no âmbito da sua política de restruturação das finanças públicas:

2012 foi o pior ano para o combustível. O imposto fiscal sobre o combustível aumentou quatro vezes num ano e, em certas regiões, o preço da gasolina ultrapassou os 2 euros, um valor recorde. Segundo a Associação de petrolíferas, o consumo baixou 14% em comparação ao ano anterior e o aumento do IVA previsto no orçamento de 2013 deverá provocar uma nova subida dos preços.




Caminhos-de-ferro: Lisboa - Kiev em TGV com partida adiada

Wed, 06 Jun 2012 11:56:43 +0100

La Repubblica, Roma – Ia ligar o Atlântico às estepes russas. Mas o projeto de corredor ferroviário europeu entre Portugal e a Ucrânia não teve pés para andar. Em causa, a crise e as contestações que lhe marcam o percurso. Ver mais.



Transporte aéreo: China deita taxas da UE para o lixo

Mon, 06 Feb 2012 13:14:12 +0100

“China defende companhias aéreas contra plano de taxas da UE”, titula o Financial Times, depois do Governo chinês ter ordenado às companhias aéreas nacionais que não cumpram o pagamento das taxas de emissão de carbono. A controversa taxa, que parte do esquema de trocas das emissões da UE (ETS), provocou já uma guerra de palavras entre os Estados Unidos e a Comissão Europeia. O anúncio de que as companhias aéreas chinesas estão proibidas de aumentar os preços dos bilhetes ou de quaisquer taxas a cobrar aos passageiros, pode agora “tornar-se numa guerra comercial”, segundo altos funcionários. No entanto, o FT escreve:

O impacto nas linhas aéreas chinesas com rotas para a Europa não é claro. Apesar da taxa de carbono da UE para as companhias aéreas ter entrado em vigor a 1 de janeiro, Bruxelas ainda não começou a cobrá-la. Mas todas as companhias aéreas que usam aeroportos europeus são abrangidas por este esquema. As companhias que persistirem em não cumprir o pagamento poderão ser banidas dos aeroportos da UE.

O Financial Times escreve que a indústria da aviação “representa apenas cerca de 3% das emissões globais de carbono” mas “a UE acredita que o esquema de trocas de carbono é uma parte importante da luta contra as alterações climáticas”.




Transporte aéreo: Voam ameaças entre Washington e Bruxelas

Tue, 20 Dec 2011 14:10:40 +0100

Com a aproximação do dia 12 de janeiro de 2012, data em que as companhias aéreas integrarão o mercado de troca de quotas de emissões de CO2, a discórdia entre a Europa e os Estados Unidos “aumenta”, informa o Financial Times Deutschland. Segundo o diário económico alemão, a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o ministro americano dos Transportes, Raymond LaHood, “enviaram uma carta a altos dirigentes da Comissão Europeia na semana passada, na qual se opõem claramente” e “ameaçam a UE com medidas de represálias, caso esta não altere os seus planos”.

Uma ameaça e uma escolha de palavras que o FTD qualifica de “notável”. O facto de a secretária de Estado “se expressar sobre uma questão de transportes demonstra nomeadamente até que ponto esta discórdia está politizada”, realça o jornal.

Para não desfavorecer as companhias aéreas europeias, a Europa tem pedido, desde 2008, que a diretiva sobre o mercado de trocas de direitos de emissões abranja todos os voos em direção ou provenientes da Europa, o que inclui igualmente as companhias não europeias e as estradas fora do espaço aéreo europeu. Tal como a China, os Estados Unidos veem nisso um atentado à soberania do seu próprio espaço aéreo.




Transporte fluvial: O Danúbio está a secar

Wed, 26 Oct 2011 15:42:43 +0100

NRC Handelsblad, Amesterdão – O Danúbio, o segundo maior rio da Europa, é um dos cursos de água menos navegáveis do continente. Apesar da Estratégia do Danúbio, que viu a luz do dia durante a presidência húngara da UE, a seca deste verão resultou no nível de águas mais baixo de sempre que, por sua vez, provocaram um enorme engarrafamento de tráfego. Ver mais.



Caminho-de-ferro: A grande rede europeia está no bom caminho

Thu, 20 Oct 2011 13:59:03 +0100

No dia 19 de outubro, a Comissão apresentou o seu projeto de integração de redes de transportes europeias. Com um montante financeiro de 37,7 mil milhões de euros, este prevê a modernização das infraestruturas e a “racionalização dos transportes transfronteiriços” até 2030.

Em cada país, o comunicado foi interpretado segundo as consequências que terá a nível nacional. Deste modo, La Vanguardia pode declarar em manchete que “a Europa escolhe o Mediterrâneo”, evocando o corredor ferroviário ao longo da costa, desde a fronteira franco-espanhola a Algeciras, no sul de Espanha. O diário sublinha que a inclusão na rede transeuropeia de transportes gerará 20% do financiamento do projeto, cujo custo total está estimado em 19 mil milhões de euros. Eis a razão por que “o corredor mediterrâneo é uma vitória”, lê-se no editorial do diário catalão, que realça ainda que o princípio segundo o qual qualquer linha ferroviária deve passar por Madrid “foi corrigido”. “Impôs-se o bom senso”, acrescenta La Vanguardia: 40% do PIB do país provém das suas regiões mediterrâneas.

Na Estónia, Eesti Pävaleht reconhece no projeto “uma clara autorização” para a nova “Via-férrea Báltica”, a linha que deverá juntar a Estónia à fronteira polaco-lituana, passando pela Letónia. Este projeto, apoiado pela Estónia e a Lituânia, “parece adequar-se perfeitamente às condições exigidas por Bruxelas”, escreve o diário estónio, que observa ao mesmo tempo que é “a primeira vez que a União Europeia concede montantes tão importantes para apoiar projetos de transporte que não servem apenas para satisfazer as necessidades de um único Estado-membro”. Para o jornal, a concretização da “Via-Férrea Báltica” marca igualmente o fim do projeto do TGV entre Riga e Moscovo, apoiado pelo antigo presidente da Letónia Valdis Zatlers e contestado pelo primeiro-ministro indigitado Valdis Dombrovskis, e verifica o afastamento da Letónia em relação à Rússia.




Automóveis : Grã-Bretanha muda para via rápida

Fri, 30 Sep 2011 11:17:19 +0100

“A toda a velocidade”,titula o The Times, noticiando que o secretário britânico dos Transportes planeia aumentar o limite de velocidade para 80 milhas (128 quilómetros) por hora, em 2013. As razões apontadas pelo governo incluem o facto de 49% dos condutores já exceder o limite das 70 milhas hora (112 quilómetros) e de os avanços tecnológicos ter tornado os carros mais seguros – “contribuindo para uma diminuição de mais de 75% do número de pessoas mortas nas estradas britânicas desde 1965”. Segundo o secretário, “aumentar o limite de velocidade nas autoestradas para 80 milhas por hora vai gerar benefícios económicos de centenas de milhares de libras porque diminui o tempo das viagens”. Os ambientalistas estão, evidentemente, descontentes com esta notícia. Um ativista do Greenpeace disse: “O ministro saudita do Petróleo deve ter esfregado as mãos de contente quando ouviu falar desta decisão. Numa altura em que a produção de petróleo no Mar do Norte está a diminuir e em que estamos cada vez mais dependentes de regimes instáveis e meios ambientes frágeis para abastecermos os nossos carros, a decisão do secretário dos Transportes vai aumentar o consumo de petróleo e as emissões de carbono, quando precisamos de diminuir ambos”.




Transporte rodoviário: Camionistas de Leste acusados de trabalhar a qualquer preço

Thu, 18 Aug 2011 12:57:33 +0100

O De Morgen realizou um inquérito sobre a "vida difícil dos camionistas da Europa de leste", vindos da Bulgária, Roménia, Polónia e da Moldávia. São contratados por empresas de logística belgas implantadas na Europa de leste, onde beneficiam de mão-de-obra mais barata e condições de trabalho bastante mais flexíveis, explica o jornal flamengo. “Um problema para os belgas",que têm medo de deixar de ter trabalho, mas "uma solução para os camionistas da Europa oriental", que recebem, apesar de tudo, um salário mais interessante que os seus colegas que trabalham para as empresas locais. No entanto, segundo o jornal, "a sua vida nada tem de invejável". Costumam viver três semanas nos seus pesos pesados – que muitas vezes servem como cozinha, sala e quarto – seguidas de uma semana de folga durante a qual podem voltar para casa.

Embora as empresas em questão considerem que "nada há de ilegal" nas suas práticas, a União Belga dos Trabalhadores dos Transportes (UBOT) vê "razões suficientes para ir a tribunal", acrescenta o jornal. "A UBOT exige que os salários dos europeus de leste sejam equiparados aos dos belgas para que os camionistas estrangeiros possam ser dispensados."




Viagem: Europa segundo a Ryanair (3/3)

Fri, 15 Jul 2011 15:07:32 +0100

Le Monde, Paris – Nove países por 500 euros. Os dois jornalistas do Le Monde chegam ao fim do tour do continente com uma certeza: a companhia irlandesa chega a todo o lado e longe de tudo. Ver mais.



Viagem: A Europa segundo Ryanair (2/3)

Thu, 14 Jul 2011 15:13:49 +0100

Le Monde, Paris – Depois de Beauvais, Trapani e Frankfurt, os dois jornalistas do Le Monde continuaram o seu périplo pelo universo low-cost. Um universo onde os encontros podem ser, no mínimo, surpreendentes… Ver mais.



Viagem: A Europa segundo a Ryanair (1/3)

Wed, 13 Jul 2011 15:09:47 +0100

Le Monde, Paris – Com tarifas aparentemente imbatíveis, a companhia aérea passou a ser um intrumento essencial para a mobilidade dos europeus. Mas a Europa low-cost será parecida com quê? Dois jornalistas do Le Monde andaram por nove países em 5 dias, por 500 euros. Reportagem. Ver mais.



Infraestruturas : Buracos na grande rede

Wed, 06 Jul 2011 15:15:07 +0100

La Stampa, Turim – A Comissão Europeia identificou dez projectos prioritários de infraestrutura ferroviária. O objetivo: facilitar o fluxo de passageiros e mercadorias e acelerar a integração no coração da Europa. Ambição ameaçada por políticos da oposição e dos cidadãos. Ver mais.



Itália: Arranca estaleiro Lyon-Turim

Tue, 28 Jun 2011 11:17:59 +0100

"Partida do TGV, após a batalha", é o título do La Stampa, um dia depois dos confrontos que marcaram a abertura do estaleiro onde irá ser construída a linha de grande velocidade Lyon-Turim, no Val di Susa (noroeste). Os incidentes soldaram-se em quatro manifestantes e 25 polícias feridos. Milhares de simpatizantes do coletivo No TAV ("não à grande velocidade") tinham barricado as ruas de ligação ao estaleiro e entraram em confronto com a polícia que tentava desimpedir o caminho, explica o jornal, que se congratula com o facto de "o muro da ilegalidade que cercava o estaleiro" ter sido derrubado, reconhecendo, no entanto, a legitimidade das preocupações dos cidadãos sobre o impacto do estaleiro no vale. "O início dos trabalhos é um primeiro sinal positivo aos ultimatos da União Europeia a respeito dos prazos italianos": o estaleiro deveria arrancar impreterivelmente antes do final do mês de junho, lembra La Stampa, caso contrário, haveria o risco de se perderem 600 milhões em subsídios europeus para a linha Lyon-Turim — que se prevê irá reduzir de 7 para 4 as horas do trajeto Paris – Milão.




Polónia: Choque de civilizações com autoestrada em fundo

Thu, 16 Jun 2011 15:19:45 +0100

Polityka, Varsóvia – A construção da A2 pelo grupo Covec deveria inaugurar a implantação do gigante chinês da construção civil na Europa. Mas avaliou mal os meandros do mercado público polaco e teve de suspender as obras. Ver mais.



Transportes aérios: Braço de Ferro UE-China por causa das emissões de CO2

Tue, 07 Jun 2011 12:08:39 +0100

"Não irá haver uma guerra comercial entre a China e a Europa por causa das diferenças na indústria manufatora, nos impostos aduaneiros, em matéria de dumping, ou na taxa de câmbio do iéne, mas por causa de um assunto em que ninguém tinha pensado: o céu", escreve La Stampa, no dia a seguir à ameaça proferida pelo representante de Pequim no congresso da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) de encerrar pura e simplesmente o seu espaço aéreo" se a UE, segundo o que ficou decidido, aplicar, a partir de 1 de janeiro, um imposto sobre as emissões de CO2 a todos os voos intercontinentais procedentes e com destino à UE". A Comissão Europeia, de facto, adotou uma "permissão de poluir"semelhante à que é aplicada noutros setores da indústria e que foi acordado com cada companhia de aviação a operar na Europa, explica, por seu turno, Le Monde: se 82% destes direitos forem gratuitos, 18% terão de ser adquiridos no "mercado dos direitos de poluir". Segundo a IATA, isto irá representar um prejuízo estimado em 1 milhão e 500 mil dólares [mais de um milhão de euros] no conjunto das companhias de aviação. "Entre a Europa e o resto do mundo existe um braço de ferro", adianta Le Monde, segundo o qual "alvo habitual dos conflitos comerciais em que a Europa se envolve, a Airbus será certamente visada".




Caminhos-de-ferro: Berlim-Moscovo em breve a alta velocidade

Tue, 26 Apr 2011 14:21:16 +0100

“Linha ferroviária aproxima Moscovo de Paris”: o Gazeta Wyborca aplaude o plano de abertura da nova linha ferroviária que ligará Moscovo e Berlim, através da Polónia, com perspetivas de alargamento até Paris no próximo ano. O lançamento oficial do projeto está previsto para junho no Terceiro Fórum das Regiões da Rússia e da Polónia que se realizará na capital russa. Os caminhos-de-ferro da Rússia (RZD) têm o objetivo de encurtar a viagem para Berlim (atualmente cerca de 27 horas) em duas horas até ao fim deste ano e em outras oito em 2013, quando uma linha de alta velocidade ligar Moscovo a Berlim. O encurtamento do tempo de viagem será possível também devido aos novos sistemas espanhóis de mudança de bitola automáticos (agora são necessárias quase duas horas para mudar as linhas dos caminhos-de-ferro europeias para as russas, na fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia).

Enquanto isso, as ferrovias do Estado polaco (PKP) esperam juntar-se ao projeto russo, embora os oficiais afirmem que não houve conversas sobre o assunto. Entretanto, o Gazeta Wyborcza questiona-se acerca do “sentido económico” das novas ligações ferroviárias, acentuando o facto de que, segundo as estimativas, “a linha poderia ser competitiva em distâncias superiores a 750 km” (uma vez que em lanços maiores os aviões continuam a ser a opção mais barata). A distância entre Moscovo e Berlim é de cerca de 1600 km. Portanto, são necessárias mais razões que justifiquem as novas ligações ferroviárias com o Ocidente. “Os russos querem mostrar que têm dinheiro e que não têm medo de investir na infraestrutura”, explica Adrian Furgalski, diretor do fórum de negócios da linha ferroviária.




Aviação: O Céu Único ainda entre nuvens

Fri, 15 Apr 2011 15:33:33 +0100

Der Spiegel, Hamburgo – Um ano após a interrupção do tráfego aéreo devido à erupção do vulcão Eyfjakjöll, companhias aéreas e autoridades europeias simulam uma nova nuvem de cinzas. Objetivo: melhorar a coordenação. Mas ainda nada avançou significativamente. Ver mais.



Suécia: Saab de cofres vazios

Thu, 07 Apr 2011 12:33:42 +0100

”A verdade é para ser dita”, titula o Dagens Nyheter, que dedica a sua primeira página aos graves problemas financeiros que afetam a Saab, a construtora automóvel sueca. A produção foi interrompida terça-feira, 5 de abril, "até nova ordem", na fábrica de Trollhättan, devido à falta de pagamento às empresas subcontratantes. "A direção procura desesperadamente arranjar dinheiro, continua tudo suspenso e as empresas subcontratadas preparam-se para vir exigir os pagamentos em pessoa", afirma o diário. No entanto, o presidente da empresa, Victor Muller, "não avança qualquer informação concreta sobre a verdadeira situação financeira da Saab", lamenta o jornal, ao constatar que esta falta de transparência "atinge a marca". Dia 4 de abril, Victor Muller assegurou ao Dagens Nyheter que estas paragens de produção representam simplesmente um "pequeno contratempo matinal" para a Saab e que "não há motivos para as empresas subcontratantes e a imprensa sueca se preocuparem".