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VoxEeurop | Política



The talk of the continent



 



Novo ano: O presente de David Cameron

Tue, 05 Jan 2016 10:37:41 +0100

The Independent, Londres – Cartoon. Ver mais.



Ascensão da extrema-direita na França: Lições para a Europa

Tue, 08 Dec 2015 20:23:28 +0100

France Inter, Paris – O sucesso do partido Frente Nacional de Marine Le Pen na primeira volta das eleições regionais do dia 6 de dezembro é o último episódio de um fenómeno que afeta todo o continente. Este exige uma resposta solidária dos movimentos democráticos, se quisermos evitar a desintegração da União, adverte Bernard Guetta. Ver mais.



Combatentes estrangeiros na Síria e no Iraque: O mapa dos países de origem dos jihadistas europeus

Tue, 17 Nov 2015 09:07:25 +0100

Este mapa, elaborado pela Radio Free Europe/Radio Liberty, no dia seguinte aos atentados reivindicados pela organização Estado Islâmico e que provocaram, pelo menos, 129 mortos em Paris e na periferia no dia 13 de novembro, indica o país de origem dos combatentes estrangeiros no Iraque e na Síria e, nomeadamente, os países europeus.

Na Europa, a França está à frente, com 1200 combatentes estimados, seguida pela Turquia (1000) e o Reino Unido (600). No que diz respeito à população, é da Bósnia Herzegovina que provém o número estimado de jihadistas mais elevado (92 por cada milhão de habitantes), seguida do Kosovo (83) e da Albânia (46). Nos países da Europa ocidental, a Bélgica está à frente, com 40 jihadistas estimados por cada milhão de habitantes, seguida pela Suécia (32) e pela Dinamarca (27).




Após os atentados de Paris: “Os terroristas ganharam uma batalha”

Mon, 16 Nov 2015 10:03:15 +0100

Após os atentados atentados de janeiro e a intervenção militar na Síria, as autoridades francesas estavam em alerta e tinham reforçado a vigilância de suspeitos, mas não conseguiram evitar que um grupo de jihadistas cometesse o mais sangrento atentado na Europa desde 2004.“A barbárie terrorista deu um passo histórico”, escreve Laurent Joffrin. Para o diretor do Libération,É a França, a sua política, o seu papel internacional, o que os assassinos atacaram, não nos ataques dirigidos contra o Charlie Hebdo ou o supermercado Hyper Cacher, mas através de uma crueldade indiscriminada, desencadeada para inspirar o terror a um povo. A sociedade francesa deve ganhar coragem para não ceder um milímetro aos assassinos, para exercer a sua vigilância e a sua vontade resoluta de enfrentar o horror apoiando-se nos seus princípios de direito e solidariedade. A República, o Estado mobilizado e as suas forças de segurança, enfrentarão a dura prova sem tremer, com toda a eficácia que lhes é própria. É impossível não associar estes acontecimentos sangrentos aos combates em curso no Médio Oriente. A França fará a sua parte. Tem de continuar sem pestanejar. Só a união do país, sólida e voluntária, apoiada nos seus valores, permitirá que este faça frente ao seu maior desafio.Os autores dos ataques inspiram “raiva e desgosto” ao editorialista Jean-Marie Montali do Le Parisien. Para este:Estes bárbaros de Deus, soldados fantoche cujo heroísmo consiste em matar inocentes, massacram às cegas, pois querem deixar a França em estado de choque. Paralisá-la. Dividi-la. Mas em nome dos verdadeiros mártires de ontem, as vítimas inocentes, e em nome da República, a França saberá permanecer unida e enfrentá-los.Para o Le Figaro, o que aconteceu na noite de sexta-feira foi “o cenário negro temido pelas forças da ordem e os serviços secretos”. O diário cita vários especialistas que tinham denunciado como “muito provável” uma série de ataques como os de Paris, colocado em marcha poruma equipa mais ou menos grande de homens que provém de teatros de operações onde adquiriram experiência, talvez a Síria, a Líbia ou até o Iémen, que arranjam armas no local (em França) e passam à ação.“É uma novidade em França em matéria de atentados”, indica o Le Monde:Estes ataques, considerados “complexos”, no que diz respeito ao modo de operação em várias etapas, inspiram-se noutra forma de violência que existia há vários anos em zonas de conflito como o Afeganistão, o Iraque e a Síria, onde reina uma forma de violência da qual a França se julgava protegida.No L’Opinion, Jean-Dominique Merchet explica que “a França está a entrar numa nova fase da guerra terrorista”. Os ataques de sexta-feira constituemuma rutura nos modos de ação terrorista que visam a França. Tudo isto em quatro níveis diferentes: os objetivos, a simultaneidade, o alcance e o método, suicida. […] Ao cruzar uma nova etapa da guerra, os terroristas ganharam uma batalha. O terrorismo é, basicamente, uma arma de comunicação massiva: a ressonância de atos como os de sexta-feira é enorme. É este o efeito que os autores procuravam e obtiveram, pois estamos legitimamente presos nas nossas emoções. O terror é eficaz. […] Os ataques de Paris ocorrem a apenas duas semanas da COP21, que reunirá em Paris dezenas de chefes de Estado e de Governo. O desafio para a segurança, já por si elevado, torna-se fundamental. No caso da crise Síria, com uma reunião este sábado em Viena, onde se reúnem os principais países implicados na solução desta crise, devemos perguntar-nos: conseguirá a França manter a sua linha – nem Bachar, nem o Daech –, depois de o terrorismo a ter atacado com tanta força?[...]



Catalunha: Salto para o vazio

Wed, 11 Nov 2015 14:16:21 +0100

La Vanguardia, Barcelona – Cartoon. Ver mais.



Eleições legislativas na Polónia: “Os polacos queriam uma mudança. E uma bem grande.”

Mon, 26 Oct 2015 15:45:35 +0100

Segundo as últimas sondagens saídas das urnas, o partido eurocético Direito e Justiça (PiS) liderado por Jarosław Kaczyński ganhou as eleições parlamentares de domingo na Polónia, com 37,7 por cento dos votos, enquanto a Plataforma cívica (PO) obteve 23,6 por cento. Os restantes partidos que entram no novo parlamento (Sejm) incluem o partido anti estabelecimento Kukiz’15 (8,7 por cento) e o liberal Nowoczesna (7,7 por cento), bem como o Partido Camponês Polaco (PSL – 5,7 por cento). A participação alcançou os 51,6 por cento. Os resultados oficiais estarão disponíveis na terça-feira.

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O editor do diário conservador Rzeczpospolita, Bogusław Chrabota, qualifica o resultado obtido pelo PiS como “uma derrota total não só para a Plataforma governante, como para toda a cena política”.

Oito anos depois, o partido de Donald Tusk abandona a cena ferido, desintegrado, com uma clara crise de liderança e uma identidade esquizofrénica. […] Pela primeira vez em 25 anos, o Governo será formado por um único partido. Pela primeira vez, tem uma oportunidade histórica (sem compromissos fétidos) de aplicar o seu programa.

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O editor adjunto do diário de centro-esquerda Gazeta Wyborcza, Jarosław Kurski, teme que o PiS seja capaz de reunir apoio suficiente no novo Parlamento para mudar a Constituição – que é o seu principal objetivo de acordo com o diário – e ameaçar a democracia na Polónia. Para fazer frente a isto, Kurski apela aos oponentes do PiS que se “mobilizem e percebam o quão perigosa é a situação”:

Precisamos de uma aliança de todos os poderes que querem defender a democracia contra as usurpações da maioria parlamentar: precisamos de uma sociedade cívica, meios de comunicação e partidos independentes que se oponham ao autoritarismo.

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O diário económico Dziennik Gazeta Prawna realça o facto de que não existirá um partido de esquerda (nem a coligação Zjednoczona Lewica, nem o Razem obtiveram votos suficientes) no Parlamento:

Isto não admira, se considerarmos que o seu programa foi em grande parte adotado pelo PiS. Por outro lado, é pena, pois recomenda-se que haja equilíbrio em toda a parte.

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Para o diário Polska The Times, está claro que:

Os polacos queriam uma mudança. E uma bem grande. Foi atribuída uma grande responsabilidade ao partido de Jarosław Kaczyński. Tem o primeiro-ministro, o Presidente da República [Andrzej Duda fazia parte do PiS] e poderes plenos. Veremos como se vai sair com esta responsabilidade.

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Jarosław Kaczyński (líder do PiS) “está muito perto de conseguir o poder absoluto na Polónia”, alerta o semanário Newsweek Polska na sua primeira página, enquanto o seu diretor, Tomasz Lis questiona por que é que os polacos decidiram apoiar alguém que pode iniciar um projeto tão arriscado como irracional. Na sua opinião, as eleições terminaram com um “impressionante triunfo” para os partidos da direita e “uma derrota gigante” para a esquerda. Mas o pior é que, no domingo eleitoral,

a moderação, a previsibilidade e a orientação europeísta foram fortemente derrotadas pelo extremismo, o populismo e o nacionalismo.




Após as legislativas em Portugal: Uma nova esquerda emerge na Europa

Fri, 16 Oct 2015 13:40:28 +0100

France Inter, Paris – O resultado das eleições do dia 4 de outubro confirma uma tendência latente no seio da esquerda europeia: a afirmação de partidos tão hostis às políticas de austeridade europeístas. Ver mais.



Eleições regionais na Catalunha: “Triunfo claro, mandato insuficiente”

Mon, 28 Sep 2015 16:47:40 +0100

A imprensa espanhola encontra-se dividida sobre a interpretação do resultado. Segundo a sua atitude face ao nacionalismo catalão, os jornais estimam que a votação se trata de um voto claro a favor da independência ou, pelo contrário, que a maioria dos eleitores exprimiu o desejo de a Catalunha continuar a fazer parte de Espanha.O diário madrileno resume bem no seu editorial, intitulado “Derrota e vitória”, a ambivalência do resulto eleitoral, que em caso algum não pode deixar de ter consequências:As pessoas não podem ignorar este resultado. Todos, incluindo o Governo, devem reagir. As eleições celebradas na Catalunha tiveram um enorme significado. Apesar da confusão do caráter da convocatória (plebiscito ou eleições) e apesar da fraca qualidade do debate, o nível de participação foi extraordinário, um recorde histórico em eleições regionais.“Uma das principais conclusões que podemos tirar dos resultados das eleições de ontem é que a sociedade catalã é muito plural”, recita o editorial do diário de Barcelona:O novo Parlamento será formado por seis partidos diferentes. Independentistas e defensores do status quo ou reformadores, socialistas federalistas e os que se qualificam como antissistema. Uma polifonia de vozes que define uma sociedade muito complexa, mas também aberta, madura e comprometida.“As eleições na Catalunha deixam Artur Mas na corda bamba”, estima o jornal de direita madrileno, segundo o qual, o presidente da região,na sua viagem para a independência, a sua Ítaca, embarcou numa lista comum com a ERC e as entidades civis pró-independência e precisará agora da cumplicidade do CUP para iniciar um percurso de desconexão da Espanha. E com a legitimidade mais do que questionada por não ter alcançado, juntamente com o CUP, nem sequer 50% dos votos. O diretor do diário catalão, Enric Hernández estima que se trata de um “triunfo claro” dos independentistas, mas observa que Mas e os seus obtiveram um “mandato insuficiente” para prosseguir para a independência:Com uma participação recorde, à altura do que estava em jogo, o bloco independentista foi proclamado como claro vencedor das eleições do dia 27 de setembro, se as analisarmos como eleições regionais clássicas. No entanto, nem Mas nem a sua coligação – Junts pel Sí –, nem os seus potenciais sócios da CUP, conceberam esta votação como uma consulta para renovar o Parlamento e eleger o novo presidente, mas sim como um plebiscito sobre a independência. Deste ponto de vista, o mandato eleitoral do Junts pel Sí não é suficiente, tendo em conta a magnitude do compromisso que pretende alcançar.“Artur Mas não só perdeu o seu “plebiscito” forçado, como também deixou uma Catalunha fraturada e sem projeto de Governo”, estima Alfons Ussía. Para o editorialista do diário conservador madrileno,a primeira leitura do que aconteceu ontem no Principado [sic], é que a coligação separatista desejada pela Generalitat [o Governo catalão] perdeu nove lugares em comparação aos que tinham obtido os dois principais partidos nas eleições de novembro de 2012.“A aposta nacionalista de Artur Mas e Oriol Junqueras”, o líder do Esquerra republicana de Catalunya, a esquerda independentista catalã, dividiu-se ontem nas urnas”, observa o diário conservador, que realça ainda que o Podemos “fracassou na Catalunha”, ao obter “11 lugares e menos de 9% dos votos”:Os catalães mostraram que não querem a independência, pois a soma dos votos do Junts pel Sí e do CUP não atinge os 48%, um resultado que revela que a sociedade catalã está dividida em dois e que deslegitima qualquer tentativa de secessão.[...]



Demissão de Alexis Tsipras: Das urnas ao mar

Thu, 27 Aug 2015 16:49:30 +0100

To Ethnos, Atenas – Cartoon. Ver mais.



A UE e a proteção ambiental: Mais vale abandonar uma União do que ceder aos lobbies

Mon, 17 Aug 2015 20:53:43 +0100

Em vários países da UE, as normas europeias sobre a proteção da natureza – a diretiva sobre as aves selvagens e a relativa à preservação dos habitats naturais – são os únicos recursos legais possíveis em matéria de proteção ambiental, observa George Monbiot no The Guardian. No entanto, segundo o defensor ambiental britânico, as reformas propostas pela Comissão Europeia vão enfraquecer substancialmente o seu alcance. Estas colocam, na verdade, “moralmente em perigo” um “conjunto de proteções fiável, embora por vezes excêntrico,” ao ceder às pressões do lobby da indústria, que há muito realiza campanhas para flexibilizar a regulamentação sobre o ambiente.

Recentemente, a Comissão Europeia abandonou as suas propostas em matéria de proteção dos solos devido à pressão exercida pelo lobby dos agricultores e do Governo britânico. Caso ocorra uma capitulação similar com as diretivas da natureza, afirma Monbiot, o interesse para os ambientalistas “de uma continuação da adesão” à UE “não será evidente” e privará os adversários de uma “Brexit” de um argumento de peso.

Monbiot não defende a saída do Reino Unido da UE, mas convidou os seus leitores a contribuir para a consulta pública lançada pela Comissão sobre as diretivas das “aves” e dos “habitats” (agora terminada). A sua intervenção testemunha a dessatisfação crescente face à UE entre os meios de comunicação britânicos de esquerda, nomeadamente no que diz respeito às negociações sobre o TTIP e à crise grega.

As ameaças às diretivas sobre a natureza não provêm do setor económico enquanto conjunto, mas da pressão exercida por duas das indústrias mais destrutivas da UE, o lobby da agroindústria e o da construção. O facto de a Comissão ter decidido dar-lhes ouvidos e ignorar o ponto de vista de todos os outros mostra tudo o que está a correr mal. Desta forma, quando chegar a hora do referendo (sobre a permanência do Reino Unido na UE), enfrentarei um dilema que nunca imaginei enfrentar. Sou um internacionalista. Acredito que as questões que transcendem as fronteiras nacionais devem ser abordadas em conjunto e não individualmente. […] Não tenho nada em comum com os eurocéticos de direita, que parecem achar que a UE os impede de exercer o seu direito divino de explorar os outros e destruir o que os rodeia. Sinto que devo juntar-me à defesa desta instituição face às forças da reação, mas esta sucumbiu de forma tão catastrófica a estas forças que não resta muito que defender.




Tomada de posse do novo presidente polaco: Ala direita

Wed, 12 Aug 2015 17:27:58 +0100

Neues Deutschland, Berlim – Cartoon. Ver mais.



União homossexual: O mapa dos países que reconhecem a união e o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Fri, 03 Jul 2015 10:39:42 +0100

Por Lorenzo Ferrari.

No que diz respeito ao reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo, a Europa divide-se em três faixas verticais: como indica este mapa da Wikipédia, a intensidade do reconhecimento diminui à medida que nos deslocamos para este.

Após o referendo na Irlanda no passado mês de maio, todos os países da fachada atlântica e ocidentais (a azul marinho) já introduziram o casamento para todos. A Holanda foi, em 2001, o primeiro país a nível mundial a permitir que os gays e as lésbicas se casassem.

Os países da Europa central, a começar pela Alemanha (a azul), não preveem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas reconhecem a sua união civil. Na Europa oriental, pelo contrário, a Constituição de vários países (a vermelho) proíbe explicitamente o casamento entre casais do mesmo sexo. Malta reconhece as uniões celebradas no estrangeiro. Os países a vermelho e azul reconhecem as uniões entre pessoas do mesmo sexo, mas proíbem o casamento. Os países a cinzento não reconhecem a união entre pessoas do mesmo sexo.




Crise da dívida grega: Em que campo está a bola?

Mon, 29 Jun 2015 15:11:31 +0100

I Kathimerini, Atenas – Cartoon. Ver mais.



Infografia: O mapa da corrupção na Europa

Mon, 22 Jun 2015 08:36:52 +0100

Por Lorenzo Ferrari.

A corrupção pesa cerca de 120 mil milhões de euros por ano sobre a economia da União Europeia e, segundo as sondagens, o problema agravou-se nos últimos anos. Em fevereiro de 2014, a Comissão Europeia consagrou um relatório inteiro à análise profunda da corrupção na Europa, baseando-se nos dados do Eurobarómetro.

Alguns destes dados foram utilizados por Niall McCarthy do Statista para elaborar este mapa da perceção da corrupção no seio da UE. Este mapa mostra, em particular, para cada Estado-membro, a proporção de cidadãos que acreditam que a corrupção afeta diretamente a sua vida quotidiana. A percentagem é muito elevada na Grécia e na Espanha (63% dos cidadãos entrevistados), enquanto é menor na Dinamarca (3%), na França e na Alemanha (6%). De um ponto de vista geral, o estudo mostra que a corrupção é um fenómeno muito presente no sul da Europa.




Imigração: “O preço da Europa bunker”

Thu, 18 Jun 2015 10:04:25 +0100

“A entrada ilegal na fortaleza europeia tem um custo financeiro e humano cada vez maior. Tal como o facto de repelir os candidatos à imigração, que colocam a sua vida em perigo nesta viagem”, escreve o Libération. O diário francês associou-se ao coletivo The Migrants’ Files (TMF), que investigou as despesas efetuadas pela União Europeia desde 2000 para combater a imigração ilegal e pelos imigrantes para chegarem à Europa.

Segundo o TMF, os imigrantes terão gasto pelo menos 16 mil milhões de euros durante este período, enquanto “os Estados que financiam novas tecnologias para detetar os imigrantes, investem na construção de muros cada vez mais altos e multiplicam as expulsões dispendiosas”: no final, os Vinte e oito gastaram mais de 13 mil milhões de euros, dos quais 11,3 foram gastos apenas nas expulsões.

Foi neste contexto que a Hungria decidiu, no dia 17 de junho, fechar a sua fronteira com a Sérvia, um ponto de passagem muito frequentado pelos imigrantes que transitam pela ex-Jugoslávia, e construir uma cerca de quatro metros de altura de 175 quilómetros, que o Népszabadság estima que custará 22 mil milhões de forints, isto é, cerca de 70 milhões de euros. O anúncio provocou a indignação do Governo sérvio, tendo o primeiro-ministro Aleksandar Vučić declarado que “a Sérvia não ficará isolada. Não viveremos como em Auschwitz”.




Perfil: Jeroen Dijsselbloem, o cirurgião da Europa

Thu, 18 Jun 2015 09:24:43 +0100

Vrij Nederland, Amesterdão – Será que poderá manter a união monetária e evitar um drama grego? Numa altura em que Jeroen Dijsselbloem deverá ser novamente nomeado como presidente do Eurogrupo, o Vrij Nederland analisa a carreira e o estilo do ministro das Finanças holandês. Ver mais.



Imigração: O naufrágio de Schengen

Tue, 16 Jun 2015 08:58:56 +0100

Cartoon Movement, Amsterdam – Cartoon. Ver mais.



G7 do castelo de Elmau: Obrigado TTIP!

Tue, 09 Jun 2015 08:18:08 +0100

Süddeutsche Zeitung, Munique – Cartoon. Ver mais.



Eleições legislativas na Turquia: “Eis a nova Turquia”

Mon, 08 Jun 2015 12:34:41 +0100

As eleições legislativas do dia 7 de junho viram o partido islamo-conservador AKP do presidente Recep Tayyip Erdoğan, no poder desde 2002, perder a maioria absoluta no Parlamento, obtendo 258 lugares num total de 550. Anteriormente, tinha 312. A votação também ficou marcada pela entrada em força do partido de esquerda laico com predominância curda HDP no Parlamento, que obteve 79 lugares. Os deputados curdos estiveram presentes enquanto independentes, com um total de 29, no Parlamento cessante. O CHP (sociais-democratas) obtiveram 132 lugares (contra 125) e o MHP (nacionalistas) obteve 81 (contra 52). A participação foi de 86%.

De acordo com o diário Cumhuriyet,

pela primeira vez desde 2002 e desde que o AKP governa “sozinho” foi introduzido o conceito de “derrota eleitoral”. O AKP perdeu o poder pela primeira vez, apesar de ter obtido 40% dos votos. O “sonho presidencial” de Erdoğan chegou ao fim. Pela primeira vez desde 2002, o Parlamento conta com quatro partidos políticos. Um movimento curdo estreou-se assim no Parlamento. Devido à perda da maioria absoluta do AKP, no dia 8 de junho, a Turquia tem duas opções: um Governo minoritário ou um Governo de coligação.




Defesa comum: Líderes desarmados

Tue, 02 Jun 2015 09:37:40 +0100

SGI news, Gütersloh – Nestes últimos meses, Paris e Berlim desempenharam um papel decisivo na implementação da reação europeia à ingerência russa na Ucrânia. Mas será a liderança da França e da Alemanha suficientemente forte para transformar a UE numa verdadeira potência estratégica? Ver mais.



Poluição atmosférica: Um mapa das consequências para saúde da fraca regulamentação da UE

Thu, 21 May 2015 19:47:15 +0100

Este mapa, elaborado por Zachary Davies Boren, do Greenpeace Energy Desk, mostra como os países europeus serão provavelmente afetados por mortes prematuras na década após 2020 devido às fracas normas propostas pela UE relativamente às emissões atmosféricas.

Segundo um estudo recente realizado pelo economista ambiental Mike Holland, o projeto de regulamentação em matéria de poluição em centrais elétricas da UE – chamado BREF – poderá causar 71 mil mortes evitáveis entre 2020 e 2030, uma vez que as normas atualmente propostas não requerem a adoção das mais recentes e eficazes técnicas. A análise surge dois meses após o Energydesk ter revelado que a indústria da energia se encontrava desproporcionalmente representada no grupo de trabalho técnico da UE que ajudou a elaborar o BREF: mais de metade dos 352 membros do grupo tem ligações à indústria.




Europa e democracia: Voto nacional, impacto europeu

Thu, 21 May 2015 09:37:23 +0100

, – Quer se trate do Reino Unido ou da Grécia, as eleições nacionais sobre o fio da navalha parecem poder decidir o destino de toda a UE. Os europeus é que deveriam tomar a decisão mas, para tal, as instituições europeias precisavam de funcionar de forma mais democrática. Ver mais.



Após as eleições no Reino Unido: Uma “Brexit” colocaria a Europa em perigo

Sat, 16 May 2015 20:07:30 +0100

Após as crises no Mediterrâneo e na Ucrânia, surgiu agora “outro problema existencial notório” na frente ocidental da Europa, escreve Natalie Nougayrède no The Guardian. O sucesso do Partido conservador nas eleições legislativas do Reino Unido na semana passada suscita sérias questões para a União Europeia.

O primeiro-ministro David Cameron, recentemente reeleito com uma escassa maioria, é em grande parte responsável por determinar se o Reino Unido se mantém unido e integrado na UE, defende Nougayrède. Cameron prometeu a renegociação da adesão do Reino Unido à UE, mas arrisca-se a desapontar os eurocéticos na preparação de um referendo nacional sobre a questão.

Ninguém – em Berlim, Paris ou outro lado qualquer – quer embarcar num penoso processo de alteração dos tratados da UE. É com razão considerado um jogo de alto risco para toda a construção europeia.

O êxito eleitoral de Cameron é a prova de que este resistiu à tempestade da crise económica melhor do que qualquer outro líder europeu. Este junta-se agora a Angela Merkel como um dos “poucos sobreviventes políticos” na UE, uma posição que lhe deverá dar um capital político considerável. Apesar disso, Cameron cedeu às demandas populistas para restringir o direito à livre circulação de pessoas, “um dos pilares da UE”, o que prejudica a sua credibilidade na cena europeia.

Os responsáveis políticos europeus não sabem como tudo isto se vai desenvolver. Não se sabe até que ponto o UKIP, um partido extremamente eurocético, influenciará a posição de Cameron. É também uma incógnita o número de eurocéticos do seu próprio partido. Além disso,

os aliados [da Grã-Bretanha] estão confusos quanto à forma como o país poderá redescobrir as vantagens de fazer parte de uma maior iniciativa europeia e reivindicar um papel para si mesmo nesse clube.

Nougayrède adverte contra a atitude ofensiva para com a União Europeia, muitas vezes demonstrada durante a campanha eleitoral, porque “há muito em jogo e muito a perder” se a Grã-Bretanha sair da União. Existe um risco muito real de uma secessão escocesa. Além disso, sem a Grã-Bretanha a UE perderia um parceiro político e económico chave.

Se a Europa perder a Grã-Bretanha, corre o risco de se autodestruir. Por sua vez, se a Grã-Bretanha sair da UE, terá de navegar por águas desconhecidas e arrisca-se a tornar-se um pequeno e insignificante ator num mundo globalizado.

A classe política da Grã-Bretanha, e especialmente Cameron, deve assegurar que o debate nacional sobre a adesão à UE ocorre de forma construtiva e informada, sem o alarmismo e o jingoísmo que tem dominado a política britânica. Nunca o risco foi tão elevado, conclui Nougayrède.




Investigação: Uma difícil conversão financiada pela UE para o aeroporto utilizado pela CIA

Thu, 14 May 2015 10:56:11 +0100

euobserver.com, Bruxelas – Um pequeno aeroporto utilizado pela CIA para enviar prisioneiros raptados para "locais secretos" da agência recebeu mais de 30 milhões de euros em fundos da UE para ser convertido num aeroporto internacional. No entanto, pode nunca vir a ser viável, uma vez que se espera tráfego suficiente em breve. Ver mais.



Eleições presidenciais na Polónia: “Duda bate o presidente”

Mon, 11 May 2015 16:47:13 +0100

Andrzej Duda, o candidato do partido conservador da oposição Direito e Justiça (PiS), venceu a primeira volta das eleições presidenciais, no dia 10 de maio. Algo “surpreendente”, escreve o Gazeta Wyborcza, que acrescenta que Duda obteve 39,69% dos votos. O presidente cessante, Bronisław Komorowski, apoiado pela Plataforma Cívica, o partido de centro-direita no poder e que era apontado como favorito, obteve 29,14% dos votos. O candidato independente e antiga estrela do rock, Paweł Kukiz, obteve 21,28%.

“É um grande aviso para toda a equipa no poder”, declarou Komorowski, que enfrentará Duda na segunda volta das eleições no próximo 24 de maio. Para a maioria dos comentadores, o resultado da primeira volta constitui “um balde de água fria” para Komorowski e os seus aliados e poderá provocar um “sismo político” na Polónia, antes das eleições legislativas deste outono.

Adam Michnik, diretor do diário de centro-esquerda Gazeta Wyborcza afirma, por sua vez, que

a primeira volta indica que a Polónia poderá voltar a acabar nas mãos de pessoas irresponsáveis e incompetentes.




Manifestações contra a corrupção: Um Maidan moldavo?

Thu, 07 May 2015 14:37:34 +0100

No dia 3 de maio, 40 mil pessoas, segundo os organizadores (10 mil, segundo as forças policiais), saíram às ruas de Chisinau para denunciar a corrupção na Moldávia. Os manifestantes, classificados pelo Ziarul Naţional como “Maidan moldavo”, exigem aos responsáveis no poder que esclareçam as circunstâncias do desaparecimento de mil milhões de dólares (pouco mais de 837 milhões de euros) detidos pelos três principais bancos do país, BEM, Banca Sociala e Unibank. O desaparecimento foi revelado pelo relatório publicado pela sociedade britânica Kroll, depois de uma auditoria secreta realizada a pedido do Banco nacional moldavo (BNM).

A soma, que o diário de Chisinau estima que representa um oitavo do PIB nacional, foi emprestada a devedores cuja identidade não foi revelada. O Parlamento recusa obrigar o governador do BNM a fazê-lo e este último esconde-se por trás do sigilo bancário.

A poucas semanas da cimeira da Parceria Oriental de Riga, onde a Moldávia deveria afirmar-se no seu caminho europeu (a Moldávia assinou um acordo de associação com a UE em junho de 2014), o escândalo chega num mau momento para este país com uma perspetiva europeia: “Sou a Moldávia, furtada em mil milhões de dólares”, afirma Nicolae Negru no seu editorial. Este sublinha que, enquanto o Governo e o Parlamento investigam o caso, a sociedade civil prepara-se para novas manifestações nos próximos dias,

pois o sentimento que reina atualmente na nossa sociedade não é de ódio e de revolta, mas de repulsa.




História: O mapa dos países que reconhecem o genocídio arménio e o Holodomor

Mon, 04 May 2015 09:11:43 +0100

Este mapa do mundo, elaborado pela @BeautifulMaps a partir de dados disponíveis na Wikipédia, mostra os países que reconheceram oficialmente o genocídio arménio (Medz Yeghern), que acaba de comemorar um centenário, os que reconheceram oficialmente o Holodomor, o genocídio por fome cometido pelos soviéticos na Ucrânia em 1932-33, e os que reconheceram os dois.

Podemos observar que na Europa (tal como na América), a maioria dos países reconheceu um dos dois ou até mesmo ambos, à exceção de países como Portugal, Islândia, Reino Unido, Irlanda, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Luxemburgo, Bielorrússia, Roménia, Albânia e os países da antiga Jugoslávia.




Grupos de pressão: Como os lobbies colocam em risco as democracias europeias

Wed, 29 Apr 2015 21:33:12 +0100

O último relatório publicado pela organização Transparency International, sobre a prática de lobbying na Europa e levado a cabo em 19 países europeus, mostra que existem “ingerências indevidas na política e uma influência praticamente ilimitada dos interesses comerciais”, observa o El Confidencial. Desta forma, apenas sete países – Áustria, Eslovénia, França, Irlanda, Lituânia, Polónia e Reino Unido – têm algum tipo de lei ou regulação específica sobre o lobbying, produzindo uma influência praticamente ilimitada dos interesses comerciais na vida diária dos cidadãos. O estudo analisa elementos como a existência de garantias para o exercício do lobbying com transparência e alguma ética nos países europeus e nas três instituições centrais da UE (Parlamento, Comissão Europeia, Conselho Europeu), e a existência de mecanismos para que os cidadãos possam dispor de um acesso justo e equitativo aos responsáveis políticos, centrando-se em sectores como o álcool, o tabaco, a indústria automobilística, a energia, as finanças ou a indústria farmacêutica. O resultado não é muito encorajador: no que diz respeito às melhores práticas de lobbying, o conjunto dos países atinge em média 31% em comparação às normas internacionais. No topo da lista encontra-se a Eslovénia, com 55%, e na cauda o Chipre e a Hungria, com 14%. Três países da zona euro altamente afetados pela crise, como a Itália, Espanha e Portugal, com 20, 21 e 23%, respetivamente, também não aparecem numa situação muito favorável, países onde “os laços estreitos entre o sector público e o sector financeiro aumentam os riscos”, defende o relatório, que se situam imediatamente atrás dos países que fecham o grupo. Para o El Confidencial, a “Europa deve implementar uma reforma urgente em relação ao lobbying”, que, tal como indica a Transparency International, se encontra muito pouco regulado no Velho Continente, ao ponto de que poderia “debilitar as democracias da região”. Desta forma, nenhum dos países europeus e das instituições europeias avaliadas controla de forma adequada a passagem de pessoas do sector público para o privado”, as chamadas “portas giratórias”, e isto apesar de constituírem “um alvo preferencial das atividades do lobbying ou de influência”. O sítio web cita o caso de Portugal, onde 54% dos cargos ministeriais foram ocupados por profissionais provenientes do sector bancário desde 1974. O caso da França, mas também o de Espanha e Portugal, onde os parlamentares podem dedicar-se a atividades de lobbying e de consultoria durante o exercício das suas funções públicas. Entre as recomendações da Transparency International para regular a prática do lobbying na Europa, citadas pelo El Confidencial, constam nomeadamente: a adoção de uma regulamentação exaustiva sobre o lobbying. […] A criação de registos obrigatórios de lobistas. […] A criação de uma “rastreabilidade legislativa” que permite identificar o caminho percorrido pela proposta legislativa até à sua aprovação [e] o estabelecimento de “períodos de quarentena” mínimos que devem decorrer antes que os funcionários e os cargos eleitos possam assumir funções de lobista. [...]



A Europa e a crise dos refugiados: Não nos isolemos nas nossas fronteiras

Thu, 23 Apr 2015 21:57:36 +0100

El País, Madrid – Com a chegada em massa de imigrantes e refugiados, a União Europeia deve implementar uma política de acolhimento e de asilo coerente e flexível e reforçar a cooperação no desenvolvimento bem como as iniciativas de paz nos países em conflito, sugere o politólogo José Ignacio Torreblanca. Ver mais.



Slavoj Žižek: “A maior ameaça para a Europa é a sua inércia, apatia e relativismo geral”

Thu, 16 Apr 2015 17:20:54 +0100

Numa entrevista à revista alemã Der Spiegel, o filósofo esloveno e esquerdista Slavoj Žižek considera que muitos dos problemas do continente se devem à inércia da Europa.

Afirma que não é estúpido. “Sou comunista por falta de algo melhor, a situação da Europa é desesperante.” Para o filósofo, a crise na Europa não se trata apenas de uma questão de aceitar ou não o capitalismo, trata-se de ir à essência do que é a democracia ocidental. No entanto, “não há forma de voltar ao comunismo”.

Para Žižek, os quatro principais desafios do sistema capitalista globalizado são a mudança climática, as claras consequências da investigação biogenética, a falta de autorregulamentação dos mercados financeiros e o número crescente de marginais. Segundo este, apenas “uma esquerda renovada pode salvaguardar os valores fundamentais da democracia liberal. […] Se a esquerda perder esta oportunidade, aumenta o risco de enfrentarmos um novo regime fascista ou autoritário”.

Žižek afirma que a resposta ao fundamentalismo religioso, ao populismo de direita e ao nacionalismo já não é a inclusão e a tolerância, mas uma nova cultura dominante que também estabelece limites. Tal “cultura orientadora” na Europa seria a universalidade do Iluminismo. Acrescenta ainda que a partir de um certo ponto, a coexistência cultural deixa de ser possível.

“A maior ameaça para a Europa é a sua inércia, o seu refúgio numa cultura de apatia e de relativismo geral, diz, apontando para o sentimento de culpa da Europa que provoca uma tolerância multicultural. Para o esloveno, “cria-se um problema explosivo quando dois grupos étnicos ou religiosos vivem na mesma vizinhança mas têm formas de vida irreconciliáveis e, portanto, encaram as críticas à sua religião ou estilo de vida como um ataque à sua identidade”.

No entanto, Žižek defende a Europa e descreve-se como um “esquerdista eurocêntrico”.

Estou convencido de que precisamos da Europa mais do que nunca. Imaginem um mundo sem a Europa: sobrariam dois polos. Por um lado, os Estados Unidos com o seu neoliberalismo selvagem e, por outro, o chamado capitalismo asiático com as suas estruturas políticas autoritárias. No meio encontramos a Rússia de Putin, com vontade de se expandir. Perderíamos a parte mais valiosa do legado europeu, no qual a democracia compromete a liberdade da ação coletiva, sem a qual a igualdade e a justiça não seriam possíveis.




Hungria: A extrema-direita entra no Parlamento

Tue, 14 Apr 2015 13:56:24 +0100

O partido de extrema-direita Jobbik venceu as eleições legislativas parciais da cidade de Tapolca, no dia 12 de abril, obtendo assim o seu primeiro lugar no Parlamento durante um escrutínio uninominal. O seu candidato, Rig Lajos, obteve 35,3% dos votos, perante os 34,4 do candidato do partido do Governo de Viktor Orbán, o Fidesz. “A estratégia do partido no poder acaba de ser destruída e não pela esquerda, mas pela direita”, analisa o diário de Budapeste Magyar Nemzet. O jornal, cuja manchete diz: “A mudança que vem da direita”, acredita que “há um vento de mudança no poder”. Na corrida às eleições legislativas de 2018, o Fidesz já se vê ameaçado por um Jobbik que até agora ainda não tinha passado dos 20%. Para este jornal, muito próximo do Fidesz,

mesmo que a massa crítica do eleitorado esteja descontente com com as recentes medidas do Governo – taxas sobre a Internet, corrupção, aproximação à Rússia –, esta ainda não confia totalmente no Jobbik. Mas é necessário reconhecer que, enquanto o discurso de extrema-direita tenha tido uma certa repercussão, a direita que se encontra no poder não conseguiu mobilizar-se.




A crise grega explicada: O que correu mal?

Mon, 13 Apr 2015 10:11:06 +0100

Die Welt, Berlim – Ver mais.



Armas de fogo: Um mapa dos países da Europa onde os habitantes possuem mais armas

Mon, 13 Apr 2015 08:41:10 +0100

Este mapa, publicado pela Wikipédia e elaborado com base nos dados do Small Arms Survey 2007, mostra o número total estimado de armas existentes num país por cada 100 habitantes.

Na Europa, a Sérvia ocupa o primeiro lugar (e o segundo a nível mundial, atrás dos Estados Unidos), com 69,7 armas de fogo por 100 habitantes. É seguida pela Suíça, com 45,7 armas de fogo por 100 habitantes, e o Chipre, com 36,1. Quatro países escandinavos (Suécia, Noruega, Islândia e Finlândia) encontram-se entre os dez países europeus com mais armas de fogo, ocupando a Roménia o último lugar, com 0,5 armas por 100 habitantes.




Fiscalidade: Por que é necessário um superimposto europeu

Tue, 07 Apr 2015 16:24:27 +0100

Les Echos, Paris – Apesar da crise, o setor financeiro europeu dispõe de imensas riquezas, sendo portanto totalmente natural impor impostos a estas últimas, de forma a obter recursos para relançar a economia e enfrentar os desafios do futuro. Ver mais.



Evolução da política na Europa: O fim do bipartidismo?

Fri, 03 Apr 2015 17:22:22 +0100

As eleições autárquicas em França e em Espanha viram nascer um novo fenómeno político nestes dois países: o aparecimento de um embrião de tripartidismo, com a afirmação de partidos que não fazem parte dos que alternam habitualmente no poder – alguns não existiam até há bem poucos anos e nasceram todos na vaga de consequências da crise económica. Em Espanha, o resultado das eleições autárquicas em Andaluzia, a 22 de março, ganhas pelo Partido socialista (PSOE) contra o Partido popular viram a irrupção de duas novas forças políticas, o Podemos, e o Ciudadanos, que obtiveram um quarto dos votos e são hoje em dia respetivamente a terceira e quarta força política da região. Foi o primeiro compromisso eleitoral do ano em Espanha: as eleições autárquicas estão previstas para maio e as legislativas para o outono. O Podemos, que obteve um resultado inesperado nas eleições europeias de 2014 está para a Espanha como o Syriza está para a Grécia: um partido que quer acabar com a política de austeridade imposta na Europa. Por sua vez o Ciudadanos, que ocupa uma posição mais centrista, foi criado em 2006 e registou um crescimento fulgurante, apoiado por eleitores descontentes com a crise económica e a corrupção no seio dos principais partidos. Trata-se de um “terramoto político”, escreve José Oneto no site República de las Ideas. Segundo este, o bipartidismo sobre qual está baseado o funcionamento deste país desde o início da transição democrática está prestes a desaparecer. O El País atribui, no entanto, o fim do bipartidismo tradicional às novas exigências democráticas dos cidadãos: Uma nova geração está a aceder ao poder e a pressão dos cidadãos para que se mude a forma de representar os interesses dos eleitores e os métodos de governação é evidente. Não há dúvida de que os eleitores estão à procura de novas soluções para os problemas económicos e sociais sem quebrar um sistema democrático no qual pelos vistos continuam a acreditar. Mas seria totalmente errado qualificar o que se passa como uma crise do bipartidismo, como o repetem de forma obsessiva alguns políticos e meios de comunicação. A questão é também colocada em França, onde, no dia seguinte à primeira volta das eleições departamentais do dia 22 março, o Frente nacional (FN) de Marine Le Pen apareceu uma vez mais, depois do seu avanço nas eleições europeias de maio de 2014, como incontornável, ao lado dos sempiternos União para um movimento popular (UMP) e o Partido socialista (PS), onde a alternância sem alternativas parece ter acabado. O Le Monde aponta também para um novo fenómeno: “o avanço do partido de extrema-direita em zonas que, até à data, permaneciam impermeáveis ao seu discurso” e os vários ‘triângulos’ nos ‘cantões’ (circunscrições) onde o FN chegou à segunda volta. “O que fica totalmente do avesso com este tripartidismo é na verdade a regra elementar do jogo político e eleitoral dos últimos 50 anos”, afirma o jornalista do diário parisiense Gérard Courtois, que prevê a eliminação do candidato de um do[...]



Política de defesa comum: Por que não precisamos de um exército europeu

Tue, 31 Mar 2015 10:20:57 +0100

Polityka, Varsóvia – Proposto pelo presidente da Comissão, este exército responde mais a imperativos orçamentais do que a uma verdadeira necessidade política. Além disso, as divisões persistentes entre países-membros não iriam contribuir para a sua eficácia, estima o Politika. Ver mais.






Os balcãs e a crise: No país mais pobre da Europa

Fri, 20 Mar 2015 18:01:39 +0100

“Há um ano, a Bósnia atravessou uma vaga de protestos […] desencadeados pela pobreza e o desemprego”, escreve Buka, uma revista de Banja Luka, município da entidade sérvia da República da Bósnia. Desencadeadas na cidade de Tuzla, “as manifestações rapidamente se estenderam ao resto do país”. As câmaras municipais e os ministérios foram incendiados por cidadãos cansados do imobilismo, da corrupção e do marasmo económico no qual o país estava mergulhado. Como relembra Buka, segundo o Eurostat, a Bósnia partilha com a Albânia o título pouco invejável de país mais pobre da Europa: “o poder de compra representa um terço da média europeia, apenas um habitante em cada dois com idade para trabalhar está ativo e um terço deles está desempregado”. Quanto ao Governo, acrescenta a revista, seja nível nacional ou local, não há qualquer estratégia para o desenvolvimento do país, a não ser o cumprimento do pacto para o crescimento e o emprego imposto pela União Europeia – que até à data não forneceu os resultados esperados. A Bósnia encontra-se assim entre a espada e a parede e vive um conflito semelhante ao que opõe os países do norte e do sul da Europa: restringidos pelo dogma da austeridade e demasiado endividados para poder financiar-se nos mercados. Os comités de cidadãos que lideraram as manifestações de 2014 desapareceram ou foram integrados em movimentos mais “institucionais”. Face a esta situação, os partidos populistas de direita, atualmente no poder tanto na Federação croato-muçulmana como na entidade sérvia, estão num impasse, observa Buka, uma vez que o único meio de obter a paz social seria ao obter outros créditos de credores internacionais a um custo exorbitante, uma solução que rapidamente se tornaria insustentável. Devemos portanto encarar a possibilidade de surgirem brevemente manifestações parecidas às de fevereiro de 2014. O Governo não terá outra opção: face a uma diminuição das receitas, será obrigado a cortar nas despesas públicas. […] No final, as manifestações, onde participaram trabalhadores e pequenos empresários, poderão aumentar e tornar-se imponentes. Os intelectuais de direita estimam que a Bósnia-Herzegovina só poderá ser salva com reformas radicais, como a transferência de poderes dos dirigentes políticos para operadores privados que, com a liberalização da economia, poderiam relançar o crescimento. Mas para que este plano se realize, é necessário tempo e, hoje, a Bósnia não se pode dar ao luxo de esperar. A esta difícil situação económica somou-se um elemento desestabilizador, tão imprevisto quanto inquietante: a chegada da organização Estado Islâmico (EI), relata o jornalista do La Stampa, que se mudou para Gornja Maoča. “Limpa” da sua população sérvia durante a guerra, esta aldeia no este da Bósnia tornou-se num feudo salafista. Os mujaedines que se instalaram depois da guerra aplicam a sharia e, recentemente, puderam ver bandeiras do Estado Islâmico nas varandas e janelas, [...]



Macedónia: As grandes orelhas do Governo

Tue, 17 Mar 2015 19:31:46 +0100

Segundo a jornalista Danica Radisc, “as gravações reveladas pela oposição macedónia parecem sugerir que os serviços de contraespionagem colocaram sob escuta ilegal mais de 20 mil cidadãos a mando do primeiro-ministro Nikola Gruevski e de determinados membros da sua família”. Entre as pessoas que estiveram sob escuta durante, pelo menos, quatro anos, revela a jornalista, “encontram-se funcionários governamentais, membros da oposição, jornalistas, diretores de publicações e até mesmo embaixadores […] dos seis países mais influentes na Macedónia”. O Partido Social Democrata, cujo líder, Zoran Zaev, também faria parte dos espiados, apresentou várias queixas contra os responsáveis dos serviços secretos, incluindo o seu diretor, Sasho Mijalkov. Poucos dias antes, o primeiro-ministro Gruevski “apresentara queixa contra Zaev e outros membros da oposição, acusando-os de conspirar com uma agência de serviços secretos estrangeira para derrubar o Governo Gruevski. Desde então, Zaev viu o seu passaporte ser confiscado pelas autoridades e não pode sair do território”. O Partido Social Democrata está a boicotar o Parlamento desde as eleições de abril de 2014 em sinal de protesto, acusando Mijalkov de ter manipulado a votação. Zaev afirma ter obtido as gravações, “realizadas ao longo de, pelo menos, quatro dos oito anos em que Grueveski passou no poder”, de “patriotas que trabalham para os serviços secretos e que agora procuram beneficiar da proteção da lei sobre detratores”. Numa recente conferência de imprensa, apresentou as gravações que “parecem confirmar as acusações de fraude eleitoral nas eleições do último ano”, uma fraude que terá sido diretamente supervisionada pelo ministro do Interior, em benefício do partido de Gruevski, acrescenta Danica Radisc. Quanto ao presumível responsável pelas escutas, Sasho Mijalkov, acrescenta a Global Voices, trata-se de “uma personagem polémica que esteve durante anos no seio da política macedónia”: devido aos danos e aos interesses maciços que exigiu ao semanário da oposição Fokus durante um processo por difamação há um ano (a publicação viu-se obrigada a declarar falência). Mais recentemente, a OCCRP (uma organização de combate à corrupção) e o canal televisivo Nova TV publicaram, em conjunto com o Centro checo de jornalismo de investigação, uma investigação sobre a fortuna acumulada por Mijalkov, que também é primo direito do primeiro-ministro Gruevski. Os Mijalkov-Grueski “constituem praticamente uma dinastia política, no poder quase sem interrupção desde a transição democrática”, acrescenta Danica Radisc: Jordan Mijalkov foi o primeiro-ministro do Interior desde a Independência, e desempenhou este cargo até morrer num acidente automobilístico em 1991. O seu sobrinho, Nikola Gruevski, foi ministro das Finanças desde 1999 até 2002 e é primeiro-ministro desde 2006. Sasho Mijalkov, filho do falecido Jordan, é por sua vez considerado uma “eminência[...]



Política europeia de defesa: O exército europeu proposto por Juncker enfraquece a OTAN

Wed, 11 Mar 2015 13:43:11 +0100

“Tudo aquilo que relativize politicamente a OTAN e a enfraqueça militarmente é negativo”, escreve o editorialista Michael Stürmer no diário alemão Welt am Sonntag, como reação à proposta feita no mesmo diário por Jean-Claude Juncker de se criar um exército europeu. O presidente da Comissão Europeia afirma que, entre outras coisas, este exército “ajudaria a desenvolver uma política estrangeira e de segurança comum”, para “atuar de forma credível perante as ameaças à paz num Estado-membro ou vizinho” e “fazer a Rússia compreender que para nós a defesa dos valores europeus é um assunto sério”.

No entanto, segundo Stürmer,

Juncker vê a sua proposta como uma resposta às derivas militares da Rússia contra o ocidente e também como o único contrapeso possível face ao desinteresse evidente dos Estados Unidos, que não se envolve em questões europeias como na época da Guerra Fria.

Contudo, relembrando os fracassos históricos dos projetos de defesa europeia comum, Stürmer estima que “um único comando é suficiente”. Para contrariar a reorientação da política norte-americana para o Pacífico, os países europeus deveriam “impedir o perigo com ações próprias e não gesticulando”:

os europeus, unidos e cada um por si, começando pela Alemanha, devem finalmente cumprir as suas promessas. A nova situação [o avanço da Rússia para o oeste] não permite mais idealismos.




Flexibilização quantitativa do BCE: Calimero

Tue, 10 Mar 2015 14:57:09 +0100

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Manifestações contra Orbán em Budapeste: Governo acusado de corrupção em matéria nuclear

Tue, 10 Mar 2015 10:25:53 +0100

Há mais de um ano que as manifestações contra o primeiro-ministro Viktor Orbán e a sua política nacionalista se multiplicam em Bucareste. No passado dia 8 de março, informa o Magyar Narancs, os húngaros saíram novamente às ruas da capital para denunciar a corrupção do poder e exprimir o seu descontentamento face a uma nova medida controversa: a 3 de março, o Parlamento votou uma lei que estende de 15 para 30 anos o período durante o qual os detalhes do acordo assinado com a Rússia no dia 17 de fevereiro no domínio nuclear civil serão cobertos pelo segredo de Estado.

“Mocskos Fidesz!” (“Este Fidesz é sujo!”, o partido de Orbán), gritaram os milhares de pessoas que se manifestaram no domingo apelando à oposição, enquanto, prossegue o semanário, se lia “Este Governo é corrupto” em cartazes.

O acordo incide sobre um empréstimo de 10 mil milhões de euros concedido pela Rússia à Hungria para cobrir 80% dos custos da construção de dois novos reatores para a central de Paks. Realizada pela sociedade russa Rosatom, é a única no país e fornece eletricidade a cerca de 40% da Hungria.

Embora o Governo invoque “razões de defesa”, observa o site Hu-lala.org, a oposição estima que

se trata de ocultar um verdadeiro caso de corrupção. Enquanto a oposição exige ao presidente da República, János Áder, que submeta a questão ao Tribunal Constitucional, os manifestantes preparam-se para sair novamente à rua no dia 28 de março.




Assassinato de Boris Nemtsov: “Sobre a morte da política”

Mon, 02 Mar 2015 12:50:24 +0100

Vários milhares de pessoas (50 mil segundo os organizadores e 20 mil segundo a polícia) manifestaram-se em Moscovo, no dia 1 de março, em homenagem ao opositor Boris Nemtsov, assassinado na sexta-feira por desconhecidos nas proximidades da Praça Vermelha, no coração da capital.

Enquanto os seus partidários falam de um “assassinato político”, as autoridades russas evocam uma “provocação” com a finalidade de “destabilizar” o país e os seus atuais dirigentes. A investigação foi entregue ao Comité de Investigações da Federação Russa, um gabinete sob a autoridade direta do Kremlin responsável por crimes e delitos mais graves ou sensíveis.

O Kommersant observa também que

a imagem da Rússia no estrangeiro, mas também e sob vários aspetos, as perspetivas de melhoria das relações com o ocidente, estão dependentes da eficácia e da transparência da investigação criminal das autoridades russas. […] Isto também acrescenta mais um elemento negativo – a questão dos direitos humanos e das liberdades democráticas – no âmbito de relações já bastante pesadas […] Além disso, enquanto na sequência dos acordos de Minsk, os Estados Unidos e a UE ainda não chegaram a uma decisão final sobre o reforço das sanções contra a Rússia, o assassinato de Nemtsov (se a investigação for vista como inadequada pelos ocidentais) poderia constituir um argumento de peso para os partidários da linha dura face a Moscovo.




ISIS na Líbia: As garras do terror

Mon, 23 Feb 2015 11:07:18 +0100

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Hungria: “Putin está em cima de nós”

Wed, 18 Feb 2015 13:28:16 +0100

Ao escolher este título para apresentar as implicações da visita do dirigente russo a Budapeste, a publicação mensal de esquerda Magyar Narancs explica que “o Governo húngaro não podia rejeitar esta visita”, mas que “Moscovo também precisa da Hungria”. Para a revista de Budapeste, que não deixa de relembrar as manifestações que ocorreram na capital húngara na véspera da sua visita, no dia 17 de fevereiro, Putin “precisava de provar ao mundo inteiro que ainda existe um país europeu que o apoia”, já que se trata da primeira visita do presidente russo a um Estado-membro da UE após a aplicação de sanções contra Moscovo.

Quanto ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, este sublinhou que “mesmo que a Hungria não apoie as sanções, a paz na Ucrânia é um pré-requisito para restabelecer as boas relações entre a UE e a Rússia”. Putin, que está isolado do plano internacional e que enfrenta dificuldades para encontrar novos mercados para os seus bens e serviços, assinou vários acordos económicos com Budapeste, no domínio energético, nuclear, universitário e da medicina.

Para compreender melhor a Hungria de Viktor Orbán, leia o nosso dossiê.




Terrorismo: De Utoya ao Charlie Hebdo e Copenhaga, o mesmo desafio

Wed, 18 Feb 2015 11:58:59 +0100

O ataque terrorista de Copenhaga teve um esquema semelhante aos atentados de Paris em janeiro. Portanto, podemos compará-lo a estas tragédias e a outro acontecimento que, à primeira vista, tem uma lógica diferente. Na verdade, os assassinos do Charlie Hebdo e o assassino Anders Behring Breivik partilham a mesma “frieza, brutalidade e […] escolha de vítimas”, escreve a escritora e jornalista norueguesa Asne Seierstad nas colunas do Libération. Mas a principal característica comum dos irmãos Kouachi e de Brevik, que assassinou 69 jovens sociais-democratas com uma arma semiautomática na ilha norueguesa de Utoya, em 2011, é a estratégia: os extremistas e os terroristas, cada um no seu canto da Europa, unem-se no desejo de transformar a sociedade através da violência contra a população civil, bem como na propagação do medo através desta violência. Seierstad alerta contra as diferentes formas de se distanciar de cada agressor. Quando se descobriu que os ataques de Utoya não tinham sido realizados por islamitas mas por um norueguês, a explicação passou “da política à psicologia, a fim de defender a nossa sanidade”. No entanto, esse tipo de raciocínio não surgiu após os atentados de Paris. Alguns grupos querem que a culpabilidade seja coletiva. Responsabilizar os muçulmanos. No pior dos casos, as linhas de oposição vão reforçar-se, os muçulmanos da Europa serão ainda mais marginalizados e o fosso entre nós e eles vai aumentar ainda mais. Isto, apesar de os terroristas representarem uma visão do Islão que revolta a maioria dos muçulmanos. Por ser branco e, alegadamente, cristão, a culpabilidade de Breivik foi individualizada, embora este também pertença a um movimento difundido em toda a Europa. Pelo contrário, é preciso realçar que os terroristas tinham um ponto em comum em termos psicológicos: “o seu sentimento de marginalização em relação à própria sociedade. O sentimento de não pertencer à comunidade. Pais ausentes, laços sociais enfraquecidos”. Como forma de reação, “devemos perguntar-nos o que nas nossas sociedades contribui para a criação do terrorismo”. Como é óbvio não podemos justificar o terror com infâncias infelizes. Porém, os estudos revelam que os criminosos violentos tiveram quase todos uma infância difícil. Não se trata de banalizar, mas de determinar que sociedade queremos criar juntos. Outra fator comum é a escolha das vítimas “que participam no debate político” e que acreditam “que é preciso convencer o seu adversário e não obrigá-lo a concordar”. Segundo Seierstad, o desafio lançado por este tipo de ataques consiste em privilegiar mais democracia e humanidade em detrimento das divisões sociais, mas sem demonstrar ingenuidade face às possíveis consequências.[...]



Resgate da Grécia: “Ultimato do Eurogrupo”

Tue, 17 Feb 2015 10:58:29 +0100

“Eurogrupo dá a Grécia apenas alguns dias para assinar uma extensão” do resgate atual, escreve o I Kathimerini na sua edição em inglês. O Governo grego têm agora até sexta-feira, dia 20 de fevereiro, para decidir se chega a acordo com o Eurogrupo relativamente a uma extensão do plano de resgate “ou se enfrenta a possibilidade de perder os fundos pendentes”, após a reunião dos ministros das Finanças da zona euro, na passada segunda-feira, ter terminado sem um acordo entre a Grécia e os seus parceiros. No entanto, o diário grego mostra-se otimista quanto a um possível resultado positivo nos próximos dias, uma vez que o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis,

acredita que se poderá chegar brevemente a um acordo que permitirá à Grécia preservar o seu empréstimo durante os próximos quatro meses sob determinadas condições. A coligação dirigida pelo Syriza espera que isto confira à Grécia e aos seus credores tempo suficiente para negociar um acordo mais amplo que inclua a redução da dívida.




Ataque de Copenhaga: A espiral do terror

Tue, 17 Feb 2015 10:39:29 +0100

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Segurança: Os perigos que ameaçam a Europa

Sun, 15 Feb 2015 09:14:26 +0100

Le Monde, Paris – Ver mais.



Segurança: Jihadistas usam redes de tráfico de pessoas para regressar à Europa

Thu, 12 Feb 2015 12:45:01 +0100

As máfias de tráfico humano podem estar a utilizar a Espanha como plataforma para ajudar os jihadistas europeus provenientes da Síria a regressar aos seus países com passaportes e identidades falsas, informa o El País. Esta é a principal conclusão de um relatório policial especial da política espanhola, elaborado no final de 2014, antes dos ataques ao Charlie Hebdo, sobre a luta contra o terrorismo jihadista. O relatório destaca que os benefícios económicos para estas máfias são incomparavelmente superiores do que os relacionados com o tráfico de drogas e suspeita-se que a maioria destes benefícios estejam a ser utilizados para financiar o Estado Islâmico.

A maior parte dos jihadistas utiliza três rotas para entrar na Europa. A primeira é a rota africana, que chega a Melilha, um enclave espanhol no norte de África. A segunda é a rota da América do Sul, que começa na Turquia e Grécia e termina em Espanha, através da Venezuela ou do Brasil. A terceira rota termina no Reino Unido, mas também passa por países europeus. Tal como alerta o diário,

trata-se de uma dupla ameaça: a proliferação das máfias de tráfico de pessoas perante a debandada de civis de zonas de conflito e a entrada de elementos terroristas e ex-combatentes europeus que regressam à Europa utilizando as mesmas redes.