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VoxEeurop | A UE e o mundo



The talk of the continent



 



Europa e a crise de imigrantes: As verdadeiras implicações da cimeira La Valeta

Wed, 11 Nov 2015 16:50:34 +0100

The Times of Malta, La Valette – A cimeira UE-África que será iniciada esta quarta-feira focar-se-á em questões de segurança e na repatriação de imigrantes em vez da cooperação, lamenta o responsável de uma organização humanitária baseado em Malta. Ver mais.



Nova austeridade para a Grécia: Carregar o barco

Fri, 17 Jul 2015 13:00:12 +0100

I Kathimerini, Atenas – Cartoon. Ver mais.



Após o referendo na Grécia: “A odisseia está longe de acabar”

Mon, 06 Jul 2015 18:20:22 +0100

“A odisseia está longe de acabar”, titula o The Guardian, cujo editorialista responsável pela secção de economia Larry Elliott lança um aviso aos dirigentes da zona euro decididos a impor austeridade à Grécia apesar do “não” de domingo. “Basicamente”, afirma Elliot, “devem recorrer menos ao pau e mais à cenoura” através do alívio da dívida. Mesmo que os dirigentes cheguem a acordo, a crise terá implicações inquietantes a longo prazo –A Grécia destacou as fraquezas estruturais do euro, uma abordagem uniforme que não se adequa a um conjunto de países tão diferentes. Uma das soluções seria criar uma união fiscal ao lado da união monetária. […] No entanto, isto requereria precisamente o tipo de solidariedade que se fez notar nas últimas semanas devido à sua ausência. O projeto europeu estagnou.A mensagem dos gregos é clara, escreve Bart Sturtewagen, chefe de redação do De Standaard. Após uma semana com os bancos (quando todos) encerrados e de danos consideráveis que tal causou no quotidiano empresarial e na economia, “uma larga maioria inesperada decidiu ainda assim correr o risco de dizer não ao plano de ajudas da União Europeia e do FMI”. Mesmo que o preço a pagar seja demasiado elevado e que as consequências sejam um forte golpe para a zona euro e a União Europeia no seu conjunto, Sturtewagen acrescenta:A tentação de não continuar a apoiar os gregos é perfeitamente compreensível. Mas é da maior importância que mantenhamos a cabeça fria. Foi a dialética do crime e o castigo que nos levaram a esta situação desastrosa. Uma abordagem que se mostra cada vez mais inútil. A questão da renegociação da dívida não pode voltar a ser adiada. Até FMI sabe disso. Se Tsipras quer realmente fazer algo com a sua vitória, precisa de provar ao seu país que não quer apenas receber dinheiro, mas também mudar a sua atitude e a do seu Governo. Votar não foi uma provocação, mas infelizmente essa foi a parte mais fácil.Atenas está à beira de uma Grexit após um referendo no qual os gregos rejeitaram os termos do plano de ajuda, mas “ainda existe um raio de esperança de que não se volte ao dracma”, escreve Tomasz Bielecki no Gazeta Wyborcza. O editorialista realça que cabe agora a Paris e Berlim decidir o que acontecerá a seguir:Uma nova ajuda para a Grécia tem de ser aceite pelos 18 países membros da zona euro e a Alemanha não é a mais dura deles todos. No entanto, se a chanceler Angela Merkel fizesse um gesto na direção dos gregos, deveria conseguir acalmar a cólera dos holandeses, dos espanhóis e dos lituanos, que estão cansados da teimosia dos gregos. Não há certeza de que seria bem-sucedida, pois o nível de emoções é elevado dos dois lados que a situação poderia facilmente ficar fora do controlo.“A UE tem de minimizar os danos causados pelo Governo de Tsipras”, escreve Stefan Ulrich. Segundo este, a UE deverá conceder uma ajuda de emergência à Grécia; por cada novo grande programa de ajudas, a Grécia deverá propor reformas ou “o euro poderá muito bem viver sem eles”. Stefan qualifica o resultado do referendo como um “não ao compromisso”:Os gregos são apenas um povo no seio da zona euro. Podem decidir de forma soberana o seu destino, mas não podem ditar nada aos outros povos e aos seus Governos. Não podem sobretudo obrigar os outros países da zona euro a dar-lhes milhares de milhões de euros sem condições.Tendo em conta o resultado do referendo, o SME é cético quanto à possibilidade de um acordo sobre a crise grega e prevê um futuro trágico para o país. O dia 5 de julho ficará para a história da mesma forma que o 11 de setembro ou a Lehman Brothers, uma vez que ao rejeitarem o programa previsto pelos credores, os gregos iniciaram um novo capitulo na história da Grécia, da zona euro e até mesmo da União Europeia, afirma o editorialista do diário liberal Peter Schutz. Segundo este, a Grécia poderá acabar por deixar o euro e o abismo entr[...]



Referendo na Grécia: Prémio Nobel Joseph Stiglitz apela ao “não” ao plano de resgate

Fri, 03 Jul 2015 10:13:59 +0100

O referendo deste fim de semana permite aos eleitores gregos eleger entre dois futuros totalmente diferentes, escreve Joseph Stiglitz no Project Syndicate. A aprovação das condições da Troika significará “uma depressão quase sem fim” para o país, enquanto a rejeição deixa aberta a possibilidade de um resultado “muito mais otimista”, mesmo que a Grécia nunca volte a recuperar a sua antiga prosperidade.

Stiglitz observa que, no que diz respeito à redução de um défice primário, “poucos países alcançaram algo parecido ao que os gregos alcançaram nos últimos cinco anos”. Mas isto teve um custo humano inaceitavelmente elevado: até agora, as medidas de austeridade foram responsáveis por uma queda de 25% do PIB da Grécia e por uma taxa de desemprego juvenil de 60%. O facto de a Troika exigir mais cortes é um sinal de que as motivações ideológicas superaram as considerações financeiras.

As exigências da Troika à Grécia, defende Stiglitz, baseiam-se numa economia “abismal”. Pretende um excedente orçamental primário (incluindo o pagamento de juros) de 3,5% do PIB até 2018. “Economistas do mundo inteiro consideraram esse objetivo como punitivo”, escreve ele, “pois alcançá-lo traduzir-se-á inevitavelmente numa recessão mais profunda”. A posição atual da Troika tem mais a ver com a ideologia do que com o dinheiro: a Grécia deve ser forçada a aceitar não só a austeridade, como também o castigo.

Stiglitz, prémio Nobel da Economia, chama a atenção para os verdadeiros beneficiários da série de resgates até agora efetuados à Grécia:

Temos de ser claros: quase nenhuma da grande quantidade de dinheiro emprestada à Grécia foi realmente para lá. Foi para pagar aos credores do setor privado, incluindo aos bancos alemães e franceses. A Grécia não obteve nada a não ser miséria, mas pagou um preço muito elevado para preservar os sistemas bancários daqueles países. O FMI e os outros credores “oficiais” não precisam do dinheiro que está a ser exigido. Num cenário puramente económico, o mais provável é que o dinheiro recebido seja novamente emprestado à Grécia.

Mas é para a zona euro que Stiglitz reserva uma crítica particularmente forte. Este afirma que os representantes da zona euro estão a tentar forçar um Governo democraticamente eleito a ir contra os desejos dos seis eleitores. A zona euro, que é para Stiglitz a “antítese da democracia”, acredita que pode fazer cair o Governo do Syriza “ao intimidá-lo a aceitar um acordo que contraria o seu mandato”. Dada a dureza destas condições de resgate, para Stiglitz só há uma opção viável: os gregos devem colocar a democracia em primeiro lugar, rejeitando as condições da Troika. Ainda que o resultado continue a ser incerto, um voto a favor do “não” permitiria à Grécia, “com a sua forte tradição democrática, deixar o seu destino nas suas próprias mãos”.




Crise da dívida grega: Tsipras jogou as suas últimas cartas

Tue, 30 Jun 2015 10:23:52 +0100

I Kathimerini, Atenas – Ao convocar um referendo para o dia 5 de julho sobre a série de medidas de austeridade exigidas pelos credores da Grécia em troca de um plano de resgate, o primeiro-ministro grego espalhou a desconfiança no seio da zona euro e colocou o seu país à beira do desastre económico, estima um editorialista grego. Ver mais.



Crise da dívida grega: Em que campo está a bola?

Mon, 29 Jun 2015 15:11:31 +0100

I Kathimerini, Atenas – Cartoon. Ver mais.



ALTERAÇÃO CLIMÁTICA – NA VÉSPERA DA COP21: Como um esquema de emissões “enganoso” concedeu à Sérvia o apoio da UE

Fri, 26 Jun 2015 09:22:19 +0100

The Guardian, Londres – Em véspera da conferência sobre o clima de Paris, em dezembro, a Sérvia anunciou objetivos “exemplares” em matéria de emissões de CO2. No entanto, este esquema envolverá na verdade um aumento de 15% das emissões de CO2, afirma uma fonte europeia citada pelo The Guardian. Ver mais.



Perfil: Jeroen Dijsselbloem, o cirurgião da Europa

Thu, 18 Jun 2015 09:24:43 +0100

Vrij Nederland, Amesterdão – Será que poderá manter a união monetária e evitar um drama grego? Numa altura em que Jeroen Dijsselbloem deverá ser novamente nomeado como presidente do Eurogrupo, o Vrij Nederland analisa a carreira e o estilo do ministro das Finanças holandês. Ver mais.



Crise da dívida: Tsipras, o mágico

Fri, 12 Jun 2015 14:05:45 +0100

De Groene Amsterdammer, Amesterdão – Cartoon. Ver mais.



Eleições legislativas na Turquia: “Eis a nova Turquia”

Mon, 08 Jun 2015 12:34:41 +0100

As eleições legislativas do dia 7 de junho viram o partido islamo-conservador AKP do presidente Recep Tayyip Erdoğan, no poder desde 2002, perder a maioria absoluta no Parlamento, obtendo 258 lugares num total de 550. Anteriormente, tinha 312. A votação também ficou marcada pela entrada em força do partido de esquerda laico com predominância curda HDP no Parlamento, que obteve 79 lugares. Os deputados curdos estiveram presentes enquanto independentes, com um total de 29, no Parlamento cessante. O CHP (sociais-democratas) obtiveram 132 lugares (contra 125) e o MHP (nacionalistas) obteve 81 (contra 52). A participação foi de 86%.

De acordo com o diário Cumhuriyet,

pela primeira vez desde 2002 e desde que o AKP governa “sozinho” foi introduzido o conceito de “derrota eleitoral”. O AKP perdeu o poder pela primeira vez, apesar de ter obtido 40% dos votos. O “sonho presidencial” de Erdoğan chegou ao fim. Pela primeira vez desde 2002, o Parlamento conta com quatro partidos políticos. Um movimento curdo estreou-se assim no Parlamento. Devido à perda da maioria absoluta do AKP, no dia 8 de junho, a Turquia tem duas opções: um Governo minoritário ou um Governo de coligação.




Crise da dívida: Não precisamos de ninguém

Wed, 03 Jun 2015 09:36:47 +0100

L’Echo, Bruxelas – Cartoon. Ver mais.



“Brexit”: David, a ameaça

Fri, 29 May 2015 19:13:00 +0100

The Independent, Londres – Cartoon. Ver mais.



Eleições locais e regionais: Rajoy à beira do precipício

Tue, 26 May 2015 08:42:33 +0100

Eldiario.es, Madrid – Cartoon. Ver mais.



Europa e democracia: Voto nacional, impacto europeu

Thu, 21 May 2015 09:37:23 +0100

, – Quer se trate do Reino Unido ou da Grécia, as eleições nacionais sobre o fio da navalha parecem poder decidir o destino de toda a UE. Os europeus é que deveriam tomar a decisão mas, para tal, as instituições europeias precisavam de funcionar de forma mais democrática. Ver mais.



Após as eleições no Reino Unido: Uma “Brexit” colocaria a Europa em perigo

Sat, 16 May 2015 20:07:30 +0100

Após as crises no Mediterrâneo e na Ucrânia, surgiu agora “outro problema existencial notório” na frente ocidental da Europa, escreve Natalie Nougayrède no The Guardian. O sucesso do Partido conservador nas eleições legislativas do Reino Unido na semana passada suscita sérias questões para a União Europeia.

O primeiro-ministro David Cameron, recentemente reeleito com uma escassa maioria, é em grande parte responsável por determinar se o Reino Unido se mantém unido e integrado na UE, defende Nougayrède. Cameron prometeu a renegociação da adesão do Reino Unido à UE, mas arrisca-se a desapontar os eurocéticos na preparação de um referendo nacional sobre a questão.

Ninguém – em Berlim, Paris ou outro lado qualquer – quer embarcar num penoso processo de alteração dos tratados da UE. É com razão considerado um jogo de alto risco para toda a construção europeia.

O êxito eleitoral de Cameron é a prova de que este resistiu à tempestade da crise económica melhor do que qualquer outro líder europeu. Este junta-se agora a Angela Merkel como um dos “poucos sobreviventes políticos” na UE, uma posição que lhe deverá dar um capital político considerável. Apesar disso, Cameron cedeu às demandas populistas para restringir o direito à livre circulação de pessoas, “um dos pilares da UE”, o que prejudica a sua credibilidade na cena europeia.

Os responsáveis políticos europeus não sabem como tudo isto se vai desenvolver. Não se sabe até que ponto o UKIP, um partido extremamente eurocético, influenciará a posição de Cameron. É também uma incógnita o número de eurocéticos do seu próprio partido. Além disso,

os aliados [da Grã-Bretanha] estão confusos quanto à forma como o país poderá redescobrir as vantagens de fazer parte de uma maior iniciativa europeia e reivindicar um papel para si mesmo nesse clube.

Nougayrède adverte contra a atitude ofensiva para com a União Europeia, muitas vezes demonstrada durante a campanha eleitoral, porque “há muito em jogo e muito a perder” se a Grã-Bretanha sair da União. Existe um risco muito real de uma secessão escocesa. Além disso, sem a Grã-Bretanha a UE perderia um parceiro político e económico chave.

Se a Europa perder a Grã-Bretanha, corre o risco de se autodestruir. Por sua vez, se a Grã-Bretanha sair da UE, terá de navegar por águas desconhecidas e arrisca-se a tornar-se um pequeno e insignificante ator num mundo globalizado.

A classe política da Grã-Bretanha, e especialmente Cameron, deve assegurar que o debate nacional sobre a adesão à UE ocorre de forma construtiva e informada, sem o alarmismo e o jingoísmo que tem dominado a política britânica. Nunca o risco foi tão elevado, conclui Nougayrède.




Imigração: Quando as coisas se complicam…

Wed, 13 May 2015 17:36:11 +0100

Il Manifesto, Roma – Cartoon. Ver mais.



Eleições legislativas no Reino Unido: Serrados

Mon, 11 May 2015 17:03:25 +0100

The New York Times, Nova Iorque – Cartoon. Ver mais.



Eleições legislativas no Reino Unido: Resultado surpresa

Thu, 07 May 2015 14:29:16 +0100

De Groene Amsterdammer, Amesterdão – Cartoon. Ver mais.



Crise grega: Em direção à saída?

Thu, 07 May 2015 14:22:33 +0100

Jyllands-Posten, Aarhus – Cartoon. Ver mais.



Hungria: A extrema-direita entra no Parlamento

Tue, 14 Apr 2015 13:56:24 +0100

O partido de extrema-direita Jobbik venceu as eleições legislativas parciais da cidade de Tapolca, no dia 12 de abril, obtendo assim o seu primeiro lugar no Parlamento durante um escrutínio uninominal. O seu candidato, Rig Lajos, obteve 35,3% dos votos, perante os 34,4 do candidato do partido do Governo de Viktor Orbán, o Fidesz. “A estratégia do partido no poder acaba de ser destruída e não pela esquerda, mas pela direita”, analisa o diário de Budapeste Magyar Nemzet. O jornal, cuja manchete diz: “A mudança que vem da direita”, acredita que “há um vento de mudança no poder”. Na corrida às eleições legislativas de 2018, o Fidesz já se vê ameaçado por um Jobbik que até agora ainda não tinha passado dos 20%. Para este jornal, muito próximo do Fidesz,

mesmo que a massa crítica do eleitorado esteja descontente com com as recentes medidas do Governo – taxas sobre a Internet, corrupção, aproximação à Rússia –, esta ainda não confia totalmente no Jobbik. Mas é necessário reconhecer que, enquanto o discurso de extrema-direita tenha tido uma certa repercussão, a direita que se encontra no poder não conseguiu mobilizar-se.




Visita de Alexis Tsipras à Rússia: Insira uma moeda

Thu, 09 Apr 2015 08:37:01 +0100

I Kathimerini, Atenas – Cartoon. Ver mais.



O papel da Alemanha na Europa: Será verdadeiramente o quarto Reich?

Thu, 02 Apr 2015 16:13:47 +0100

Qual é a atual posição da Alemanha na Europa? Poderão os seus vizinhos do sul, humilhados pela crise, comparar a sua atual dominância aos dias negros do regime Nazi? Estas são as questões que um grupo de jornalistas tentou responder numa investigação especial do semanário alemão Der Spiegel. Baseando-se no passado problemático da Alemanha, defendem que a “líder relutante” da Europa se considera paradoxalmente demasiado grande e demasiado pequena para desempenhar o seu papel atual. A zona euro é claramente governada pela Alemanha, embora o papel de Berlim seja por vezes contestado. No entanto, isto tem uma influência significativa no destino de milhões de pessoas de outros países. Tal poder cria uma importância considerável, mas o Governo [alemão] e outros responsáveis políticos agem no entanto várias vezes como se tivessem a dirigir um pequeno país. A Alemanha ganhou de facto domínio político através do seu sucesso económico, mas não está preparada para assumir uma verdadeira liderança política comprometendo os seus interesses a curto-prazo, afirmam os jornalistas do Der Spiegel. A sua ousadia diplomática nasce de um desejo intransigente de ver todos os membros da zona euro a aderir aos princípios alemães de poupança e eficiência. Isto é música para os ouvidos dos oponentes da hegemonia alemã. Para quase todos os críticos da política alemã, uma única palavra tornou-se o centro das suas queixas: austeridade, algo que remete para as políticas de poupança, um conceito que tem uma conotação positiva na Alemanha. Mas nos países europeus mais afetados pela crise da dívida, representa uma política sombria de privação imposta externamente. A Alemanha já não está apenas a exportar os seus bens, está também a exportar as suas regras. Após entrevistar figuras dissidentes da Grécia, Itália e França, a equipa do Der Spiegel revela que as comparações com o Terceiro Reich resultam dos esforços da Alemanha para salvaguardar os seus próprios interesses económicos. Embora o jornal faça pouco caso de tais comparações, afirmando que “ninguém poderia realmente associar Merkel ao nazismo”, acrescenta que “uma reflexão aprofundada sobre a palavra ‘Reich’ (império) pode não ser de todo descabida”. Não há dúvida de que a Alemanha exerce uma forte influência que vai muito além das suas fronteiras, através da imposição de uma política de austeridade aos parceiros económicos relutantes. Os precedentes históricos fornecem lições inquietantes aos atuais líderes da Europa. O Segundo Reich da Alemanha, formado por Bismarck e prolongado até à derrota da Primeira Guerra Mundial, viu-se numa posição precária: tinha-se tornado a principal potência da Europa, no entanto, não era suficientemente forte para dominar por si só o continente. A Alemanha, afirmam os autores da investigação, encontra-se numa posição semelhante hoje em dia. O seu excedente comercial ascende a 217 mil milhões de euros, enquanto as exportações de capital realizadas através dos bancos alemães permitiram alargar os seus interesses económicos em toda a Europa. Mas embora a Alemanha domine os seus vizinhos, está especialmente vulnerável ao colapso económico do sul da Europa. Uma vez mais, é demasiado grande e demasiado pequena para liderar de forma eficiente. Os credores querem exercer o seu poder sobre os devedores porque têm medo. Medo de não voltarem a ver o seu dinheiro. A Aleman[...]



Grécia: Um amigo de braços abertos

Thu, 02 Apr 2015 15:21:08 +0100

Trouw, Amesterdão – Cartoon. Ver mais.



Eleições legislativas do Reino Unido: Fogo aberto

Tue, 31 Mar 2015 13:57:55 +0100

The Independent, Londres – Cartoon. Ver mais.



Política de defesa comum: Por que não precisamos de um exército europeu

Tue, 31 Mar 2015 10:20:57 +0100

Polityka, Varsóvia – Proposto pelo presidente da Comissão, este exército responde mais a imperativos orçamentais do que a uma verdadeira necessidade política. Além disso, as divisões persistentes entre países-membros não iriam contribuir para a sua eficácia, estima o Politika. Ver mais.



Os balcãs e a crise: No país mais pobre da Europa

Fri, 20 Mar 2015 18:01:39 +0100

“Há um ano, a Bósnia atravessou uma vaga de protestos […] desencadeados pela pobreza e o desemprego”, escreve Buka, uma revista de Banja Luka, município da entidade sérvia da República da Bósnia. Desencadeadas na cidade de Tuzla, “as manifestações rapidamente se estenderam ao resto do país”. As câmaras municipais e os ministérios foram incendiados por cidadãos cansados do imobilismo, da corrupção e do marasmo económico no qual o país estava mergulhado. Como relembra Buka, segundo o Eurostat, a Bósnia partilha com a Albânia o título pouco invejável de país mais pobre da Europa: “o poder de compra representa um terço da média europeia, apenas um habitante em cada dois com idade para trabalhar está ativo e um terço deles está desempregado”. Quanto ao Governo, acrescenta a revista, seja nível nacional ou local, não há qualquer estratégia para o desenvolvimento do país, a não ser o cumprimento do pacto para o crescimento e o emprego imposto pela União Europeia – que até à data não forneceu os resultados esperados. A Bósnia encontra-se assim entre a espada e a parede e vive um conflito semelhante ao que opõe os países do norte e do sul da Europa: restringidos pelo dogma da austeridade e demasiado endividados para poder financiar-se nos mercados. Os comités de cidadãos que lideraram as manifestações de 2014 desapareceram ou foram integrados em movimentos mais “institucionais”. Face a esta situação, os partidos populistas de direita, atualmente no poder tanto na Federação croato-muçulmana como na entidade sérvia, estão num impasse, observa Buka, uma vez que o único meio de obter a paz social seria ao obter outros créditos de credores internacionais a um custo exorbitante, uma solução que rapidamente se tornaria insustentável. Devemos portanto encarar a possibilidade de surgirem brevemente manifestações parecidas às de fevereiro de 2014. O Governo não terá outra opção: face a uma diminuição das receitas, será obrigado a cortar nas despesas públicas. […] No final, as manifestações, onde participaram trabalhadores e pequenos empresários, poderão aumentar e tornar-se imponentes. Os intelectuais de direita estimam que a Bósnia-Herzegovina só poderá ser salva com reformas radicais, como a transferência de poderes dos dirigentes políticos para operadores privados que, com a liberalização da economia, poderiam relançar o crescimento. Mas para que este plano se realize, é necessário tempo e, hoje, a Bósnia não se pode dar ao luxo de esperar. A esta difícil situação económica somou-se um elemento desestabilizador, tão imprevisto quanto inquietante: a chegada da organização Estado Islâmico (EI), relata o jornalista do La Stampa, que se mudou para Gornja Maoča. “Limpa” da sua população sérvia durante a guerra, esta aldeia no este da Bósnia tornou-se num feudo salafista. Os mujaedines que se instalaram depois da guerra aplicam a sharia e, recentemente, puderam ver bandeiras do Estado Islâmico nas varandas e janelas, antes que a polícia as removesse. Gornja Maoča é “uma base” para os muçulmanos dos Balcãs que queiram unir-se às fileiras do Estado Islâmico, explica por sua vez o Le Temps. Segundo as estimativas oficiais, citadas pelo La Stampa, 130 bósnios partiram para combater na Síria e no Iraque pelo Estado Islâmico e[...]



A Alemanha e o resgate da Grécia: Nobre gesto

Wed, 18 Mar 2015 17:51:04 +0100

Cartoon Movement, Amsterdam – Cartoon. Ver mais.



Imigração na Grécia: Atenas ameaça UE com abertura das portas da Europa

Thu, 12 Mar 2015 10:13:38 +0100

“Atenas ameaça deixar entrar imigrantes ilegais clandestinos”, afirma o De Volkskrant. Segundo o jornal holandês, o Governo de esquerda do primeiro-ministro Alexis Tsipras começou a modificar a política migratória da Grécia: está nomeadamente prevista a criação de um “buraco” simbólico na cerca de 4 metros entre a Grécia e a Turquia, erguida em 2012 com os fundos europeus que visavam impedir os imigrantes ilegais de atravessar a fronteira. Atenas também quer encerrar os centro de detenção.

O Governo já iniciou as primeiras disposições, escreve o Trouw: todos os dias, cerca de 30 requerentes de asilo, sobretudo refugiados da Ásia e do Médio Oriente, são libertados dos centros de detenção.

As organizações de defesa dos direitos humanos estão “satisfeitas” com esta “política mais humana” do Governo e da ministra-adjunta responsável pela imigração, Tasia Christodoulopoulou, uma antiga militante dos direitos humanos. No entanto, a Europa está bastante preocupada, acrescenta o jornal, já que “a maioria dos refugiados não quer ficar numa Grécia empobrecida, onde é difícil refazer uma vida. Assim que tiverem a oportunidade, viajam para países europeus mais ricos”.

Segundo o De Volkskrant, o Governo grego utiliza a questão da imigração para colocar pressão sob Bruxelas:

Atenas quer mais ajuda da Europa para receber e enviar imigrantes para todo o continente. “Uma vez que os europeus não se mostram compreensivos, podemos violar os acordos de Schengen e conceder papéis a 300 mil imigrantes que poderão viajar para toda a Europa”, avisou a ministra-adjunta da ordem pública e da proteção dos cidadãos Yiannis Panousis numa entrevista.

A questão será discutida pelo conselho de ministro da Justiça e dos Assuntos internos esta quinta-feira em Bruxelas.




Política europeia de defesa: O exército europeu proposto por Juncker enfraquece a OTAN

Wed, 11 Mar 2015 13:43:11 +0100

“Tudo aquilo que relativize politicamente a OTAN e a enfraqueça militarmente é negativo”, escreve o editorialista Michael Stürmer no diário alemão Welt am Sonntag, como reação à proposta feita no mesmo diário por Jean-Claude Juncker de se criar um exército europeu. O presidente da Comissão Europeia afirma que, entre outras coisas, este exército “ajudaria a desenvolver uma política estrangeira e de segurança comum”, para “atuar de forma credível perante as ameaças à paz num Estado-membro ou vizinho” e “fazer a Rússia compreender que para nós a defesa dos valores europeus é um assunto sério”.

No entanto, segundo Stürmer,

Juncker vê a sua proposta como uma resposta às derivas militares da Rússia contra o ocidente e também como o único contrapeso possível face ao desinteresse evidente dos Estados Unidos, que não se envolve em questões europeias como na época da Guerra Fria.

Contudo, relembrando os fracassos históricos dos projetos de defesa europeia comum, Stürmer estima que “um único comando é suficiente”. Para contrariar a reorientação da política norte-americana para o Pacífico, os países europeus deveriam “impedir o perigo com ações próprias e não gesticulando”:

os europeus, unidos e cada um por si, começando pela Alemanha, devem finalmente cumprir as suas promessas. A nova situação [o avanço da Rússia para o oeste] não permite mais idealismos.




Manifestações contra Orbán em Budapeste: Governo acusado de corrupção em matéria nuclear

Tue, 10 Mar 2015 10:25:53 +0100

Há mais de um ano que as manifestações contra o primeiro-ministro Viktor Orbán e a sua política nacionalista se multiplicam em Bucareste. No passado dia 8 de março, informa o Magyar Narancs, os húngaros saíram novamente às ruas da capital para denunciar a corrupção do poder e exprimir o seu descontentamento face a uma nova medida controversa: a 3 de março, o Parlamento votou uma lei que estende de 15 para 30 anos o período durante o qual os detalhes do acordo assinado com a Rússia no dia 17 de fevereiro no domínio nuclear civil serão cobertos pelo segredo de Estado.

“Mocskos Fidesz!” (“Este Fidesz é sujo!”, o partido de Orbán), gritaram os milhares de pessoas que se manifestaram no domingo apelando à oposição, enquanto, prossegue o semanário, se lia “Este Governo é corrupto” em cartazes.

O acordo incide sobre um empréstimo de 10 mil milhões de euros concedido pela Rússia à Hungria para cobrir 80% dos custos da construção de dois novos reatores para a central de Paks. Realizada pela sociedade russa Rosatom, é a única no país e fornece eletricidade a cerca de 40% da Hungria.

Embora o Governo invoque “razões de defesa”, observa o site Hu-lala.org, a oposição estima que

se trata de ocultar um verdadeiro caso de corrupção. Enquanto a oposição exige ao presidente da República, János Áder, que submeta a questão ao Tribunal Constitucional, os manifestantes preparam-se para sair novamente à rua no dia 28 de março.




Crise da dívida: Berlim, a ovelha negra

Fri, 06 Mar 2015 18:26:05 +0100

O correspondente do Libération em Bruxelas, Jean Quatremer, revela que o Avgi, um diário próximo do Syriza, o partido do primeiro-ministro grego Alexis Tsipras, publicou uma caricatura do ministro alemão das Finanças, “Wolfgang Schäuble, vestido com um uniforme da Wehrmacht, o exército do Terceiro Reich, com uma cruz de guerra ao pescoço”. Tsipras só condenou a ilustração dois dias depois de esta ter sido publicada. Além disso, Quatremer recorda que o primeiro-ministro grego foi o primeiro, na verdade, a “abrir as comportas da germanofobia” ao pedir à Alemanha uma compensação pelos danos sofridos pela Grécia durante a Segunda Guerra Mundial. Com a crise, a germanofobia está a progredir por toda a Europa e Berlim “começa a preocupar-se”, observa Quatremer. O correspondente explica que, “um pouco por todo o lado, encara-se mal o que é percebido como a dominação de um país que parece querer impor o seu modelo económico com políticas de austeridade”. No Reino Unido, “uma parte da classe política […] e da imprensa popular estão indignadas por ver a derrotada de dois conflitos mundiais impor-se como um maestro incontestável da zona euro”, acrescenta o jornalista, que observa que a hostilidade relativamente à Alemanha também está em expansão em França. O soberanista de direita Nicolas Dupont-Aignan qualifica a União Europeia como o “Quarto Reich”, o líder da Frente de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, estima que “a atitude da Alemanha é arrogante, dominadora e está a conduzir a Europa para o caos”, enquanto a líder do Frente Nacional, Marine le Pen, denuncia a “capitalização da Grécia face à chantagem de Berlim”. O jornalista acrescenta que o “discurso germofóbico está também a ganhar terreno no seio do UMP e do PS”, devido a divergências relacionadas com a gestão da crise do euro. Os alemães seguem as regras. Só depois é que consideram o contexto, enquanto nós e os anglo-saxónicos somos muito mais pragmáticos, realça um membro do Governo francês a Quatremer, segundo o qual, para Berlim, basta seguir as regras acordadas e não ir em busca de uma interpretação criativa, de se adaptar às circunstâncias. Os seus “não” repetem-se com frequência: não ao plano europeu de resgate dos bancos, não a uma recuperação europeia, não à ajuda financeira à Grécia, não à interpretação flexível das regras. No entanto, o Bundestag apoiou o resultado das últimas negociações com a Grécia, “que não estava nada garantido”. O tabloide alemão Bild fez, de facto, campanha contra a extensão da ajuda à Grécia e o plano de resgate estava longe de obter o apoio da opinião pública. Quatremer chegou à conclusão de que na verdade, a Alemanha aceitou sempre aquilo que inicialmente rejeitou: a continuação da Grécia na zona euro, a solidariedade financeira para com os países em dificuldade, a união bancária, a flexibilização do Pacto de Estabilidade, a nova política monetária expansionista do Banco Central Europeu, o acordo para a renegociação parcial do programa de reformas exigido a Atenas, etc. O jornalista questiona-se se a França não será responsável por estes sentimentos germofóbicos, uma vez q[...]



Extensão do resgate grego: Estamos de acordo

Wed, 25 Feb 2015 13:00:09 +0100

De Groene Amsterdammer, Amesterdão – Cartoon. Ver mais.



Hungria: “Putin está em cima de nós”

Wed, 18 Feb 2015 13:28:16 +0100

Ao escolher este título para apresentar as implicações da visita do dirigente russo a Budapeste, a publicação mensal de esquerda Magyar Narancs explica que “o Governo húngaro não podia rejeitar esta visita”, mas que “Moscovo também precisa da Hungria”. Para a revista de Budapeste, que não deixa de relembrar as manifestações que ocorreram na capital húngara na véspera da sua visita, no dia 17 de fevereiro, Putin “precisava de provar ao mundo inteiro que ainda existe um país europeu que o apoia”, já que se trata da primeira visita do presidente russo a um Estado-membro da UE após a aplicação de sanções contra Moscovo.

Quanto ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, este sublinhou que “mesmo que a Hungria não apoie as sanções, a paz na Ucrânia é um pré-requisito para restabelecer as boas relações entre a UE e a Rússia”. Putin, que está isolado do plano internacional e que enfrenta dificuldades para encontrar novos mercados para os seus bens e serviços, assinou vários acordos económicos com Budapeste, no domínio energético, nuclear, universitário e da medicina.

Para compreender melhor a Hungria de Viktor Orbán, leia o nosso dossiê.




Resgate da Grécia: “Ultimato do Eurogrupo”

Tue, 17 Feb 2015 10:58:29 +0100

“Eurogrupo dá a Grécia apenas alguns dias para assinar uma extensão” do resgate atual, escreve o I Kathimerini na sua edição em inglês. O Governo grego têm agora até sexta-feira, dia 20 de fevereiro, para decidir se chega a acordo com o Eurogrupo relativamente a uma extensão do plano de resgate “ou se enfrenta a possibilidade de perder os fundos pendentes”, após a reunião dos ministros das Finanças da zona euro, na passada segunda-feira, ter terminado sem um acordo entre a Grécia e os seus parceiros. No entanto, o diário grego mostra-se otimista quanto a um possível resultado positivo nos próximos dias, uma vez que o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis,

acredita que se poderá chegar brevemente a um acordo que permitirá à Grécia preservar o seu empréstimo durante os próximos quatro meses sob determinadas condições. A coligação dirigida pelo Syriza espera que isto confira à Grécia e aos seus credores tempo suficiente para negociar um acordo mais amplo que inclua a redução da dívida.




Guerra na Ucrânia: Próximo cessar-fogo

Fri, 13 Feb 2015 11:33:25 +0100

Trouw, Amesterdão – Cartoon. Ver mais.



Cimeira de Minsk: “Última oportunidade para a paz na Ucrânia”

Wed, 11 Feb 2015 13:25:55 +0100

Os rebeldes russos intensificaram a sua ofensiva no este da Ucrânia na véspera da cimeira de Minsk (Bielorrússia), onde as diferentes partes envolvidas (Estados Unidos, União Europeia, Rússia e Ucrânia) tentarão chegar a um acordo definitivo, informa o diário ABC. Entretanto, nas últimas horas, ocorreram negociações multibanda intensas entre especialistas provenientes da França, Alemanha, Rússia e Ucrânia com vista a um cessar-fogo. Os americanos e os europeus continuam divididos sobre a opção de fornecer armamento à Ucrânia, uma medida que teria como finalidade compensar o apoio de Moscovo aos rebeldes russos com armas e recursos humanos.

“A decisão de não ajudar militarmente o Governo legítimo da Ucrânia é a aposta europeia por uma solução negociada do conflito, mas sem essa ajuda o exército ucraniano não conseguirá vencer os rebeldes. […] A cimeira de Minsk pode ser hoje a porta para a solução de um conflito que não beneficia ninguém ou a constatação de um absoluto fracasso e o prelúdio de uma guerra aberta de grandes dimensões”.




Grécia e a austeridade: Os frágeis revolucionários de Atenas

Tue, 10 Feb 2015 12:56:15 +0100

Embora tenha chamado Ernesto ao seu filho mais novo e, recentemente, tenha pendurado um cartaz de Che Guevara na parede do seu escritório, Alexis Tsipras não está disposto a alimentar a chama da revolução, revela o Newsweek Polska. Não é um “ideólogo cego, mas um excelente estratega que adora jogos políticos”, acrescenta o semanário, realçando que o novo líder grego preencheu de forma habilidosa o vazio criado pelo colapso do sistema bipartidário de longa duração na Grécia. Tal como explica o histórico e sociólogo grego Iannis Carras, o seu principal trunfo é o facto de muitos gregos o verem como um político que se ergueu e defendeu o país. É por isso que Tsipras vai continuar a usar a retórica patriota e nacionalista partilhada pelos partidos gregos de direita e de esquerda. Contudo, Tsipras não conseguirá cumprir as “promessas irrealistas que fez durante a campanha eleitoral”, mesmo que tenha começado a desmantelar algumas das reformas do seu predecessor, ao suspender o processo de privatização do porto de Pireu e do fornecedor de energia DEI, bem como ao aumentar o salário mínimo e planear a reintegração de alguns funcionários do setor público que tinham sido despedidos. Os especialistas estimam que o custo das promessas de Tsipras ascenda aos 10 mil milhões de dólares, dinheiro que a Grécia não tem. É por esse motivo que, defende o Gazeta Wyborcza, o novo ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, apresentou um plano de recuperação crucial para a sobrevivência do Governo baseado em quatro pontos. Este implica uma ligação dos juros da dívida pública ao crescimento do PIB, a continuação de reformas mas “a laser e não à faca”, o estímulo do investimento por parte do Banco Europeu de Investimento, não apenas na Grécia mas em toda a Europa e, finalmente, a criação de um novo programa de assistência social na zona euro. Os fatores chave do plano dependem do consentimento dos seus parceiros europeus e de Bruxelas, motivo pelo qual Tsipras e Varoufakis têm percorrido de forma incansável o continente em busca de apoio e de aliados. Quando questionado sobre o que aconteceria se os líderes europeus e a Comissão rejeitassem as suas propostas, Varoufakis admitiu que, nesse caso, “a morte seria melhor”. Não admira, portanto, que Tsipras tenha suavizado a sua retórica revolucionária antes do confronto final com a chanceler alemã. No entanto, o Newsweek Polska realça que Angela Merkel parece atualmente menos disposta a ceder do que em 2012, quando temia que o colapso da Grécia pudesse resultar no desmoronamento da zona euro. Atualmente, a chanceler alemã está mais inclinada para aceitar a teoria do elo mais fraco, isto é, livrar-se do fardo do membro mais fraco pode ajudar a zona euro. As negociações entre Atenas e Berlim serão extremamente difíceis. Um dos jornalistas alemães disse-o sem rodeios: “Merkel livrou-se de todos os seus inimigos internos e externos, a começar por Helmut Kohl. Facilmente se livrará de Tsipras”. [...]



Guerra na Ucrânia: Mensagem para Kiev

Mon, 09 Feb 2015 15:52:55 +0100

De Groene Amsterdammer, Amesterdão – Cartoon. Ver mais.



Guerra na Ucrânia: Negociações de paz

Fri, 06 Feb 2015 11:11:35 +0100

Trouw, Amesterdão – Cartoon. Ver mais.



Digressão europeia de Alexis Tsipras: “Colisão frontal com Berlim”

Thu, 05 Feb 2015 11:21:34 +0100

Numa altura em que os novos governantes gregos se encontram em digressão pelas capitais europeias para obter apoio para o seu programa antiausteridade e suavizar a pressão exercida sobre o seu país, o Governo alemão emitiu uma carta onde indica que “o Eurogrupo precisa de um compromisso claro e frontal por parte da Grécia para assegurar a plena aplicação das reformas necessárias para manter o programa”. O documento, divulgado pela Reuters a 4 de fevereiro, foi publicado na véspera da reunião dos ministros das Finanças da zona euro em Bruxelas e no mesmo dia em que o Banco Central Europeu decidiu que não aceitará obrigações gregas como garantia para empréstimos, dando ao Governo grego uma semana para chegar a acordo com os seus credores internacionais. Caso contrário, este enfrentará graves problemas de liquidez.

Para o I Kathimerini a carta de Berlim é um “golpe para o compromisso eleitoral do Governo” e será “categoricamente rejeitada pelo primeiro-ministro” Alexis Tsipras:

Atenas é agora chamada a seguir o caminho para um ambiente adverso, uma vez que a proposta apresentada a favor de um “acordo ponte” parece não ter sido aceite pelos parceiros. […] O conflito entre Atenas e Berlim irá, provavelmente, refletir-se na cimeira do dia 12 de fevereiro.




Antiausteridade: “Grécia obtém apoio”

Wed, 04 Feb 2015 10:21:06 +0100

“Itália apoia a petição da Grécia onde esta pede mais tempo para resolver a crise da dívida”, escreve o El Periódico, após a reunião do primeiro-ministro grego Alexis Tsipras e do seu homólogo italiano, Matteo Renzi, na terça-feira, dia 3 de janeiro, em Roma.

Tsipras encontra-se em digressão pela Europa,, acompanhado pelo seu ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, com o objetivo de “obter apoio para a estratégia do novo Governo grego contra o plano de austeridade”, prossegue o diário. Está previsto que hoje se encontre com o presidente francês, François Hollande, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Segundo a nova proposta grega:

Atenas não pedirá a anulação da dívida, mas uma fórmula para reduzi-la. […] O Governo grego propõe a troca da sua dívida externa por um novo tipo de obrigações relacionadas com o crescimento.




Grécia e a austeridade: Pietà americana

Tue, 03 Feb 2015 09:42:30 +0100

Cicero, Berlim – Cartoon. Ver mais.



Grécia e a zona euro: "Vamos, Angela, faz-me ganhar o dia"

Fri, 30 Jan 2015 13:21:50 +0100

A eleição do partido de esquerda radical Syriza de Alexis Tsipras pode ter uma de três consequências para a zona euro, escreve o The Economist: “uma boa, uma desastrosa e um compromisso que permite ganhar tempo”. Citando em manchete uma célebre deixa da personagem Inspetor Harry, interpretada por Clint Eastwood, o semanário britânico vê a vitória do Syriza como uma hipótese para a Grécia renegociar a sua dívida, mas apenas se Tsipras for persuadido a “livrar-se do seu socialismo louco”. Pedir que se passe uma esponja sobre a dívida e gastar sem conta nem medida pode originar novos problemas na Europa, acrescenta o jornal. Este último adverte que é necessária uma posição pragmática por parte de todos os atores, a começar pela chanceler alemã, Angela Merkel:

se a senhora Merkel continuar a opor-se a todos os esforços que visam relançar o crescimento e evitar a deflação na zona euro, vai condenar a Europa a uma década perdida, ainda mais debilitada que a vivida Japão nos anos 90. Isto provocaria certamente na Europa uma onda populista bem pior do que a que se presenciou na Grécia.




Grécia: Os batedores

Thu, 29 Jan 2015 20:26:46 +0100

Neues Deutschland, Berlim – Cartoon. Ver mais.



Grécia: “Tsipras critica o presidente europeu Tusk”

Wed, 28 Jan 2015 16:04:25 +0100

“A Grécia, liderada pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras, pode tornar-se uma pedra no sapato da União Europeia, tanto a nível político como económico”, uma vez que o líder grego se opõe a mais sanções da UE contra a Rússia, escreve De Standaard.

O presidente do Conselho da UE, Donald Tusk, viu-se numa “posição incómoda” quando o novo Governo de Atenas anunciou ontem ao fim da tarde que não apoia a sua declaração sobre o conflito na Ucrânia e o ataque a Mariupol por alegados rebeldes pró-russos, onde morreram, pelo menos, 100 civis no último fim de semana. Nessa mesma terça-feira, o presidente Tusk pediu aos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE que proponham novas sanções contra a Rússia na reunião de quinta-feira. O Governo grego declarou que Tusk devia ter contactado Atenas antes de enviar a declaração. Segundo o diário de Bruxelas, Tsipras é “um possível aliado de Putin”: a primeira pessoa com a qual se reuniu após ter sido designado primeiro-ministro na segunda-feira foi o embaixador russo.




Conflito na Ucrânia: “Kiev: é contra a Rússia que estamos a lutar”

Wed, 28 Jan 2015 12:30:57 +0100

Depois do ataque mortífero a civis, no qual morreram cerca de 50 pessoas, no dia 27 de janeiro, o Parlamento ucraniano adotou unanimemente uma resolução que reconhece a Rússica como “Estado-agressor” e os separatistas pró-russos em Donetsk e Luhansk como “terroristas”, escreve o Gazeta Wyborcza.

Segundo a deputada ucraniana Hanna Hopko, o objetivo da resolução é “mobilizar o Ocidente para ajudar a Ucrânia”. Inesperadamente, a primeira resposta surgiu do Conselho Europeu. Numa declaração especial, os líderes europeus condenaram o assassinato de civis durante “o bombardeamento indiscriminado da cidade ucraniana Mariupol no dia 24 de janeiro” e ameaçaram a Rússia com a imposição de novas sanções caso esta continue a apoiar os separatistas na região de Donbas. O GW estima que as novas medidas possam incluir restrições no acesso dos bancos russos e da bolsa de valores ao sistema SWIFT internacional:

as diplomacias norte-americana e britânica já tinham proposto, em 2014, a limitação do acesso dos bancos russos e da bolsa de valores ao sistema SWIFT, o principal intermediário em transações financeiras globais. Moscovo reagiu com pânico. “A nossa resposta à restrição ao SWIFT não teria limites”, avisou ontem o deputado russo Dmitry Medvedev, enquanto o presidente do banco russo VTB, Andrey Kostin, afirmou recentemente que “seria uma declaração de guerra”.




Após a vitória do Syriza: “A Grécia pode produzir uma rutura no coração da Europa”

Tue, 27 Jan 2015 13:48:12 +0100

“A extrema-esquerda chegou ao poder na Grécia, num país europeu, 25 anos após a queda dos regimes comunistas no este do continente”, adverte em manchete o diário de Bucareste România liberă. Os gregos votaram em massa a favor de um partido que prometeu acabar com o plano de austeridade. Quais serão as consequências para a Europa?”, questiona o jornal, explicando que o cenário mais otimista pressupõe que o novo primeiro-ministro Alexis Tsipras ceda face à pressão europeia, continue o programa de resgate acordado e se concentre nas reformas internas e na luta contra a corrupção.

No entanto, o cenário com o qual os gregos sonham pressupõe que Bruxelas e Berlim façam concessões, conscientes das consequências de uma “Grexit”. Têm também a esperança de que o seu Governo dedique uma maior fatia orçamental ao estímulo do consumo:

este seria o fim da austeridade na Europa, a vitória do pequeno David comunista contra o Golias capitalista alemão. […] Se Atenas abandonar a política de austeridade, os Estados produtivos do norte da europa refugiar-se-ão numa nova União, que originará, de facto, o aparecimento de uma Europa a duas velocidades. […] Um desfecho que a Alemanha não se pode dar ao luxo de permitir.




As eleições vistas da Grécia: “Um novo capítulo na história grega”

Tue, 27 Jan 2015 08:26:03 +0100

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“Syriza 36,3%: a Grécia vira a página”, titula o diário Ta Nea. 1732 dias após o memorando sobre o resgate financeiro do país, a esquerda chega ao poder. Num editorial, consagrado à vitória, o jornal afirma que este é o primeiro escrutínio do “não” às políticas dos resgates e o primeiro “sim” às políticas das alternativas que não levarão o povo à miséria:

O Syriza, que pouco antes do memorando travou uma batalha para entrar no Parlamento, atravessou a vaga de antiausteridade, transformou-se, amadureceu e conseguiu tornar-se numa corrente maioritária de mudança.

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Para o I Kathimerini, é agora apresentada uma “nova cena política com a vitória do Syriza”. O jornal recapitula os três pilares do programa de Alexis Tsipras: “a anulação do memorando, a restruturação da dívida e reformas”. O novo Governo demorará algum tempo a discutir com as instituições nacionais antes de iniciar qualquer negociação com a zona euro e o FMI.

Alexis Tsipras deixou uma mensagem de união ao referir-se à vitória dos gregos. Para começar a combater as feridas deixadas pela crise, anunciou que as suas prioridades para os próximos dias são a restauração do domínio popular, a restituição da Justiça, a rejeição das patologias adquiridas e a promoção de reformas radicais.




Eleições na Grécia – visto da Europa: “Atenas não tem interesse em perder o apoio da UE”

Mon, 26 Jan 2015 20:09:16 +0100

Liderado por Alexis Tsipras, de 40 anos, o Syriza obteve 36,3 por cento dos votos e 149 dos 300 lugares do Parlamento. O partido anunciou que irá formar uma coligação com o partido de direita populista Gregos independentes.“Grécia move-se para a esquerda, titula o diário alemão de esquerda Die Tageszeitung, ilustrando em primeira-página um mapa do Mediterrâneo com a Grécia a mover-se para o oeste da Itália. A “Grécia votou democraticamente. O resultado deve ser respeitado”, escreve Klaus Hillenbrand, acrescentando que a votação traz tanto “oportunidades como riscos”.[A vitória] poderá permitir à Grécia libertar-se do nepotismo e da corrupção. […] O Syriza não pode evitar negociar com os credores europeus. A Grécia entraria em falência em poucos meses. […] Mas a Europa deve encarar estas negociações com seriedade.Ao abordar em primeira página a “Mudança histórica da Grécia para a esquerda”, o diário conservador alemão Die Welt escreve que a “Grécia precisa urgentemente de um Governo que funcione”. Está agendada uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro para hoje em Bruxelas:os especialistas estimam que o Syriza não continuará numa rota de colisão com os credores. […] Os analistas do Commerzbank acreditam que Atenas não tem interesse em perder o apoio da UE, o que faz com a saída da Grécia do euro seja pouco provável.Em Espanha, o El Periódico titula “A Grécia está farta” realçando o facto de os “gregos terem dito, alto e bom som, ‘não’ à austeridade”. Em Bruxelas, “depois de terem lançado todo o tipo de alertas, prepararam-se para a vitória do Syriza, sem querer regressar à mesa de negociações, tal como desejado pelo partido de Tsipras”, escreve o diário de Barcelona, segundo o qual,ninguém quer que Atenas abandone o euro. O nível da dívida é indubitavelmente elevado, mas existem meios de prolongar os prazos e negociar reduções, desde que não sejam confundidos com cancelamentos. A UE sabe como ser pragmática e Tsipras também provou que é capaz de o ser ao moderar o seu discurso. […] Apenas o tempo dirá se esta é a mudança que tanto a Grécia como a Europa precisam. Para já, a indignação deu lugar à esperança.No Reino Unido, o The Independent afirma em manchete que a “Grécia e a Europa estão em rota de colisão após a vitória da esquerda”. O diário acrescenta que o conflito parece inevitável após a chegada ao poder de um partido antiausteridade e que o Syriza e a União Europeia podem conseguir chegar a acordo.Na teoria, um partido radical como o Syriza está numa posição bem mais vantajosa para introduzir reformas estruturais do que o Nova Democracia, o partido do agora antigo primeiro-ministro Antonis [...]



Eleições antecipadas na Grécia: Um homem para cada eleitor

Mon, 26 Jan 2015 10:48:45 +0100

Cartoon Movement, Amsterdam – Cartoon. Ver mais.