Subscribe: Me At Canada
http://meatcanada.blogspot.com/feeds/posts/default
Added By: Feedage Forager Feedage Grade B rated
Language:
Tags:
aqui  brasil  canadá  casa  depois  dia  ele  estava  está  foi  gente      mais  muito  não  ser  tem  vou 
Rate this Feed
Rate this feedRate this feedRate this feedRate this feedRate this feed
Rate this feed 1 starRate this feed 2 starRate this feed 3 starRate this feed 4 starRate this feed 5 star

Comments (0)

Feed Details and Statistics Feed Statistics
Preview: Me At Canada

Me At Canada



Meu blog sobre o nosso tempo no Canadá.



Last Build Date: Tue, 12 Sep 2017 11:58:46 +0000

 




Tue, 04 Oct 2016 00:55:00 +0000

As fotos de blog agora estão todas aqui: https://get.google.com/albumarchive/110200517016958979486 Vamos ver se agora fica aí para sempre...




Thu, 22 Oct 2015 12:50:00 +0000

Vou tentar contas as histórias da roça no meu blog https://raviaw.wordpress.com/. Vamos ver se eu consigo manter o ritmo :-).



raviaw.com

Sun, 01 Sep 2013 03:11:00 +0000

Eu tenho o domínio raviaw.com e eu criei um blog do Wordpress por lá. Eu vou tentar escrever por lá de vez em quando.

raviaw.com ou raviaw.wordpress.com.



O blog, aposentado

Thu, 08 Aug 2013 14:33:00 +0000

Acho que é hora de deixar o blog para trás, oficialmente. Eu não escrevo aqui faz muito tempo e, sem ter muita história para contar, fica difícil de achar o que escrever, o meu forte não é a ficção mas sim os fatos!

Uma breve história do tempo, pensando em mudanças e trabalho:

  • Mudamos para o Canadá em Junho de 2007, com uma Work Permit; O meu primeiro emprego era complicado, vira e mexe eu não era pago, e eu comecei a procurar um segundo emprego depois de alguns meses no Canadá;
  • Em Agosto de 2008 eu saí do meu primeiro emprego (nesta época a Work Permit levava dois meses para sair, e uma LMO não era necessária), e fui para a Call Genie, onde eu trabalhei por seis meses;
  • Em Março de 2009 fui para a Emerald Associates, onde eu estou até hoje - eu trabalho de casa;
  • Em Agosto de 2011 nós voltamos para o Brasil - estamos morando em Jaguariúna, no interior de São Paulo, e eu trabalho de casa.
Nós moramos em quatro casas, em quatro bairros diferentes - Bankview, Richmond, Signal Hill e Somerset. Eu tive três carros velhos - duas Dodge Caravans, e um Mercury Sable. Uma das Caravans foi dada para subtrair o valor da outra, e os outros dois carros foram vendidos ao ferro velho. 1300, 1200 e 600 dólares respectivamente por cada carro. O último tinha banco elétrico e um cheiro de cigarro que não saía por nada deste mundo.

No primeiro ano do Canadá não tínhamos carro. Eu tinha mais história para contar pegando o trêm e o ônibus, depois que eu comprei o carro eu não tinha mais tanto contato com o mundo - mas ter um carro é meio que essencial em Calgary, a cidade é muito espalhada, e ficou tudo muito mais perto com um carro. Se eu soubesse que dava para comprar carro tão barato... Aliás, coisas que eu sei agora que eu gostaria de já saber antes:
  • Dá para comprar carro barato - dá para financiar carro barato também se você quiser ir por este caminho;
  • Tem Ikea, mas também tem Kijiji para comprar móveis e outras coisas usadas - o Kijiji é muito bom;
  • Tem Garage Sale em Junho e Agosto, e sempre tem coisa boa e muito barata;
  • Os preços dos produtos variam muito dependendo do supermercado;
  • Carro pesado é melhor na neve.
Mas é isso. Foi bom morar no Canadá, quem sabe um dia a gente volte, mas por enquanto a vida é aqui. Algumas fotos do blog não funcionam mais, porque o cabeção aqui apagou uma das contas do Picasa depois de ter migrado as fotos. Este é o meu Picasa:


E é isso aí pessoal. Meu E-Mail é raviaw@gmail.com, mas eu sou meio lento para responder. Eu não gosto de adicionar ninguém no Skype porque o Skype é muito intrusivo.

Fui!




Mon, 18 Mar 2013 14:51:00 +0000

Descobri que não escrevo mais aqui porque os posts tem que ser muito longos - agora escrevo mais no Facebook do que em qualquer outro lugar.

Mas... vou começar a escrever alguma coisa aqui, mesmo que o texto não seja longo, mesmo que a história não seja sensacional, mas só para não abandonar o blog.

Começando agora!

Fui!

PS: Estou indo para o Canadá em Abril, por algumas semanas. Hora de tomar cerveja com os amigos do Norte e ver um pouco de neve.



Canadá, um ano depois

Fri, 05 Oct 2012 02:43:00 +0000

Fui para o Canadá agora em Setembro, passei dezessete noites por lá, eu lembro bem porque o cara do hotel falou "uau, você vai ser nosso hóspede por um tempo". Fui à trabalho, eu ainda trabalho para a mesma empresa Canadense de antes, e acho que estou indo para o terceiro ou quarto ano de trabalho consecutivo para eles, o que é bom depois de mudar de emprego duas vezes em dois anos.Fui pelos Estados Unidos. Primeiro, Washington, DC, depois Houston, Texas, depois Calgary. Em Houston eu comprei uma miniatura de ônibus espacial para o Arthur, e a passagem pelos Estados Unidos foi tranquila. Pela primeira vez eu consegui dormir bem no avião, eu coloquei uns plugues de ouvido que eu comprei para usar com a furadeira, e a sensação que eu tive no avião foi de que alguém desligou os motores. Acho que é por causa do barulho que eu nunca conseguia dormir.Chegando em Calgary eles me deram um pouco de trabalho porque 17 dias é muito tempo para uma viagem de negócios - e é um pouco demais mesmo. Eu conversei com a minha chefe e eles me disseram que eles não me chamaram antes para ir ao Canadá porque eles estava com medo de fazer pressão em mim, mas eu disse que eu gosto de viajar, e que se o período da viagem for menos (uma semana), e a frequência, maior (umas duas vezes por ano), fica mais fácil para a Soraya administrar os assuntos da casa sozinha. Vamos ver.Antes de eu ir para o Canadá a única viagem de "negócios" que eu fiz foi ir de mini-van até São Paulo fazer um curso de eu nem lembro mais o quê. Bom, antes de eu ir para o Canadá eu só tinha feito viagem de avião quando eu era bem pequeno e nem tinha idéia do que era voar. Agora eu sei que o mundo é pequeno... De noite você sai de um canto do globo, de manhã você está em outro.Calgary está igual! Não mudou nada em um ano! Foi bom rever os amigos que a gente deixou para trás. Consegui ver quase todo mundo, mas faltaram umas visitinhas que eu vou ver que fazer da próxima vez que eu for à Calgary. Fui até as montanhas com o Octávio & família, e pude mostrar para eles o que tem no final da trilha do Moraine Lake - indo por baixo, beirando o lago, sem subir a montanha, tem uma corredeira e do lado da corredeira, as árvores meio que "suspendem" o solo, e dá para ver água correndo por dentro dos buracos - um efeito muito louco.Depois de morar 4 anos em Calgary, não estava com muito pique de ir muito longe a não ser para ir até as montanhas. Eu queria mais é rever os amigos, ir comer comida vietnamita, e levar um monte de tralha para casa.Mas foi bom rever a cidade. Em Agosto, final do verão, friozinho à noite mas um solzinho gostoso de dia, vem aquele cheiro de eucalipto quando chove... As ruas de Calgary estavam lindas com o verde que ainda marcava presença. É uma realidade diferente da do Brasil, e ter a oportunidade de visitar Calgary é um privilégio que eu quero extender à minha família assim que for possível. É bom matar a saudade de um lugar onde você viveu por tanto tempo. O Arthur foi alfabetizado aqui, a Hannah é Canadense.Acho que meio que me desacostumei a escrever depois de tanto tempo.Na volta, passei o dia em Chicago. O avião chegou lá de manhã e o vôo para ir embora era só à noite. Duas coisas que me atrapalharam - eu não consegui dormir à noite, já que eu tinha que acordar às três da manhã e eu fiquei com medo de perder a hora - e não tinha armário para deixar mala no aeroporto de Chicago (por causa do 11 de Setembro), então tive que levar a mala de rodinha para cima e para baixo, e a mala de mão estava bem pesada. Mas eu consegui ir ver o tal do Cloud Gate, e olha, o feijãozinho prateado gigante é muito louco. O pouco que eu vi de Chicago foi muito legal. A cidade é muito bonita, o lago Michigan é imenso, os prédios são sensacionais e é fácil de se locomover. Pena que aparentemente só tem um orelhão no centro da cidade, na biblioteca p[...]




Fri, 22 Jun 2012 19:19:00 +0000

Os porquês

A Yuka Lura tinha me perguntado porque a gente voltou, em um comentário que demorou um tempão para ser publicado (eu preciso achar a configuração no blog que autoriza comentários a serem publicados automaticamente).

Bom, a idéia de voltar já estava cimentada e decidida antes de irmos para o Canadá. A idéia era ir, passar uns anos lá, e voltar. Tanto é que eu nunca apliquei para o processo de imigração. A gente levava uma vida razoavelmente confortável no Brasil, tanto eu como a minha esposa temos família e amigos por estas bandas, e a idéia era adquirir uma experiência nova e não mudar de forma permanente a nossa vida.

Foi por isso que voltamos.

Porque fomos? A curiosidade natural do ser humano.

O que mudou? Sei lá. Eu acho que eu fiquei um pouco mais chato, mais politicamente correto, mais tolerante de diferenças culturais, ciente de que uniões estáveis não dependem de sexo e que eu não preciso esconder homem dando mão para homem do meu filho, já que esta é uma realidade da época em que vivemos.

Eu conheci lugares novos e fiz novas amizades, amigos que espero manter pelos anos que se seguem. Eu dirigi na neve, me diverti com a minivan no gelo, mas rodei (literalmente) quando fui virar uma rua com um carro menor. Eu mudei a minha forma de falar conforme o meu Inglês foi melhorando, e comecei a falar "Tailenol" na farmácia, e preciso me reacostumar a falar "Tilenol" mesmo que me soe errado.

Se senti um pouco a "síndrome do órfão que morou fora do país e voltou e estava tudo diferente?". Sim, senti, não no começo, mas agora venho sentindo mais. A morte de um amigo próximo, o Rapha, há alguns meses, mudou a perspectiva em relação às coisas aqui. A tristeza a gente continua a carregar com a gente, e um pouco de solidão também. Você fica mais velho, e você percebe o quão frágil a vida é.

Em Agosto estoura o prazo para eu aplicar para a imigração no Canadá. Temos até lá para decidir se vamos aplicar para PR, se aplicarmos, teremos um ou dois anos para entrar no Canadá, e depois, se quisermos manter a PR, teremos que ficar por lá dois de cada cinco anos. Pode ser que a gente vá fazer isso, pode ser que não. Eu acho que eu vou aplicar de qualquer jeito só para deixar a possibilidade aberta. A pequeninha é Canadense, o pequeno é Brasileiro, se um dia ele quiser ir estudar/ morar lá, ter a residência permanente por aquelas bandas vai ajudar muito.

...

Eu e a Soraya gostamos de conhecer lugares novos. Chegamos no Canadá sem carro, com um emprego que pagava mais ou menos mas que não era muito estável (não pagava sempre). Demoramos um ano para ir até as Montanhas Rochosas e só fomos quando o Kb.Lo e a Sabrina vieram nos visitar, já que eu não podia alugar um carro já que eu não tinha cartão de crédito. Mas era tudo novo, então valeu. Depois ganhamos um pouco mais de estabilidade, fizemos algumas viagens longas, eu viajei para alguns lugares bem interessantes à trabalho (o que é uma façanha para um Programador), e a vida foi melhorando.

Não tenho nada a ruim à dizer de lá, tirando que... eu não gosto muito do clima de Calgary, acho muito seco, e vou confessar que aquele sol à 45 graus no horizonte (o sol lá nunca fica à pino) me dava nos nervos. O inverno é muito longo, a Primavera não chega, mas lá se come, se vive, se tem filho, se toma café de manhã, a gente saia para jantar, fizemos bons amigos Brasileiros, Canadenses, Russos e de outras nacionalidades, eu aprendi que contar de 1 a 10 em Romeno e em Português é quase a mesma coisa, e foi muito bom comprar uma minivan por 1200 dólares.

...

Cada imigrante enfrenta e encara a imigração de forma única - o que é bom para mim pode não ser bom para você, e vice-versa. Para a gente valeu a pena e um dia vamos repetir a dose.

Fui!



A vida aqui no Brasil depois de morar no Canadá

Fri, 13 Apr 2012 02:41:00 +0000

Olá amigos....Acho que a vida está voltando aos eixos agora. A tristeza pelo que aconteceu com o Rapha ainda está presente, às vezes parece que não é verdade, que foi um engano. É uma coisa muito forte perder alguém tão próximo, alguém com que você mantém contato semana sim, semana não. Você não só deixou de ter um amigo, mas você também perde parte de quem você era, as lembranças que você só tinha com aquela pessoa, a possibilidade de fazer uma visita rápida para relaxar um pouco, etc... A vida da gente continua, o Rapha vai sempre viver em nossos corações e em nossa memória, mas que ele vai continuar a fazer uma falta danada, ele vai.É estranho fazer um balanço da vida no Brasil sem levar isso em consideração, mas esta é uma tragédia pessoal e não um reflexo do que é a vida no Brasil. O lugar onde o acidente aconteceu já foi consertado (um dreno foi feito para evitar que água se acumule na pista), o problema apareceu porque alguém resolveu fazer um muro em volta de um condomínio novo, e as pessoas tem um péssimo costume de concretar a base do muro, eliminando o caminho natural para o escoamento de água. Acidentes acontecem aqui e acidentes acontecem no Canadá, mas foi aqui que o acaso nos atingiu de frente. Aparentemente nenhum acidente havia acontecido naquele local antes, mesmo com a água ficando na pista do jeito que ela ficava. Tinha que ser naquele dia, naquele local, daquele jeito....O Arthur está "gostando" da escola como ele sempre "gostou", ou seja, dizendo que não gosta. Mas ele está estudando bastante, fazendo lição de casa todo dia, tirou até 10 um dia destes. O Arthur ficou meio popular na escola já que ele é "o menino que veio do Canadá", e sendo o Arthur meio vaidoso ele não se aguenta. Ele continua ruim de comer como sempre, mas agora eu mais que dobrei o tamanho do café da manhã, vamos ver se o menino também dá uma alargada. Agora a mania na escola é um tal de Beyblade, as crianças da escola do Arthur adoram e ele agora começou a levar o dele para eles brincarem. É a bolinha de gude adaptada às escolas que tem pátio de asfalto em minha humilde filosofada. O Arthur estuda em escola particular, como em toda escola do Brasil tem uniforme e ele também tem período, estudando de manhã.A escola aqui não é tão estruturada como a do Canadá (a sala de aula não é tão arrumada, etc...), mas eles fazem excurções hora ou outra, e as aulas são BEM puxadas, o Arthur tem lição de casa quase todo dia e, fácil, fácil, a média de tempo de estudo em casa fica entre uma e duas horas todos os dias. Acho que a tendência é ele ir cada vez melhor....A Hannah é uma espoletinha. Ela é impagável. Você deita no sofá, ela deita do lado. Eu sento no computador, ela vem e apaga a luz do meu abajur. A gente colocou um monte de ursinho de pelúcia no cercadinho dela, ela acha que é piscina de bolinhas.Foto da família no trem daqui:A Hannah mexe com todo mundo na rua e todo mundo mexe com ela. Ela é uma figurinha.... De resto, vamos indo. Trocamos o portão de casa, arrumamos as telhas quebradas, trocamos os vidros quebrados de algumas janelas que não estavam muito à vista, e finalmente trocamos os vidros "canaletados" (aquele que não dá para ver nada do outro lado) por vidros lisos na janela da salinha de TV. Ô mania que o povo daqui tem de não querer ver o lado de fora. A burocracia daqui existe, mas a gente já sabia o que ia ser, não dá para ficar pê da vida e as coisas até que tão andando. Quem sabe daqui à uns dia o TSE reconhece que a gente pagou a caríssima multa de 3 reais por eleição perdida e a gente possa transferir os títulos e renovar os passaportes?A Sô está deixando a nossa casinha com cara de casa cuidando das coisinhas que só ela sabe cuidar. Quem vem aqui em casa agora fala que finalmente aqui está com cara de casa! Parab[...]



Ao meu amigo Raphael

Tue, 06 Mar 2012 20:41:00 +0000

Este aí acima é o Rapha. A gente chamava ele de Chuck no colegial e o apelido continuou por vários anos, mas de uns tempos para cá a gente só chamava ele de Rapha. Cara adulto, crescido, casado, separado, viajava toda hora, eu já não me sentia à vontade só chamando ele de Chuck. Acho que era meio-a-meio, metade do tempo era Rapha, metade era Chuck.Em 2010 ele veio nos visitar e nós fomos juntos para Vancouver, Victoria, Portland, Seattle, vimos um vulcão, conversamos, bebemos, discutimos, conversamos mais, conversamos mais ainda, afinal passamos quase dez dias na estrada, dividindo o mesmo quarto de hotel (eu, a Soraya, o Arthur e o Rapha) ou dividindo os poucos metros cúbicos da minha valente van vermelha. Foi muito legal. Eu vou ter boas memórias desta viagem para sempre.Assim como eu vou ter boas memórias deste querido amigo para sempre. No dia 3 de Março de 2012, Sábado, às oito da noite, depois de um dia de risadas aqui em casa, o Rapha sofreu um acidente na estradinha que liga o condomínio onde eu moro à cidade de Jaguariúna, a menos de três minutos de casa. A estrada estava alagada por causa da chuva que caíra há algumas horas, e da qual todos tivemos que nos proteger por causa das goteiras que afligem a nossa casa. Ao tentar desviar de um trecho alagado, o Rapha jogou o carro para o lado oposto da pista, mas na direção contrária vinha um Pálio e ele jogou o carro de volta para o seu lado da pista, voltando para a água e aquaplanando, e atingindo um poste em cheio com a lateral do carro. Outros dois amigos que vinham atrás pararam para ajudar mas já não tinha muita coisa que pudesse ser feita. O resgate chegou, ele foi levado para o hospital, mas quando eu consegui chegar ao hospital, apavorado depois de ver o estado do carro que a polícia estava colocando no guincho, a notícia já estava lá - ele já havia falecido.Nós estudamos juntos no colegial. 1994 foi quando eu e o Kb.Lo nos conhecemos. Acho que o Rapha foi estudar com a gente em 1995 e o Fabrício, em 1996. O colegial acabou em 1997, mas nós continuamos amigos desde então. Eu fui padrinho de casamento do Rapha e do Kb.Lo, e ele foi padrinho do nosso casamento. Nós chegamos tão atrasados no casamento dele, achei que não fosse dar tempo... O Rapha foi o primeiro a saber do nascimento do filho de todo mundo, foi o primeiro a ver a Bebela, foi o primeiro a receber a notícia do nascimento do Arthur. Ele estava ali em todos os momentos, em todos estes 17 anos.Ficamos com saudades quando fomos para o Canadá, curtimos a viagem em 2010, sentimos quando a irmã dele faleceu no comecinho de 2010 mas ficamos felizes de saber que talvez nós tenhamos ajudado um pouco levando ele conosco. Agora, 2012, o Rapha tinha mudado fazia uma semana para uma casa perto da nossa, em Jundiaí. No Sábado ele estava nos contando como ele achava que tinha sido roubado pelo cara que instalou a máquina de secar a lavar que ele tinha comprado pela Internet, e como ele achava que talvez fosse rolar um curso intensivo de Inglês na Inglaterra pela empresa dele.Tem uma época da vida que a gente está se preparando para viver... Foi quando o Cláudio morreu em 2002, com vinte e poucos anos. Ele ainda estava morando com os pais, não tinha acabado a faculdade, estava no segundo emprego, ainda estava se preparando para o que ia vir pela frente.O Rapha já estava vivendo, já morava fora de caso fazia váris anos, tinha casado, tinha se separado, tinha viajado para Canadá, França, Praga, Dubai, Índia, e ultimamente passava tanto tempo em Vitória que a gente achava que uma hora ele não ia mais voltar. A vida dele estava plena e foi assim que acabou. Com uma risada dada horas antes, com um encontro que estava marcado, com uma casa que estava comprada, com amigos que iam estar ali em todas as horas até o fim. É uma tristeza que tud[...]



2012

Mon, 09 Jan 2012 15:18:00 +0000

Um próspero 2012 para todos!!!

(image)
(é uma foto de aniversário mas está todo mundo aí)

Acho que não vou ter muito o que escrever no futuro próximo. A vida aqui está boa e eu estou feliz de ter voltado. Não sinto falta do Inverno e sinceramente nem muito da cidade, mas sentimos falta dos amigos que fizemos no Canadá.

O interior é lindo, o carrinho tem levado a gente para cima e para baixo, os cachorros vão fazendo as suas cachorradas (o Bolt infelizmente morreu após fugir para rua, não sei se foi briga de cachorro ou se ele foi atropelado, só sei que filhote a gente só vai ter depois que trocar o portão, melhorar a tela na frente casa e colocar uma cerca em volta da piscina). A Hannah está começando a andar e o Arthur vai começar a quarta séria no fim do mês.

Sensacional!!!



O Bolt (nosso Beagle) não vai ser mais tão briguento

Fri, 28 Oct 2011 15:22:00 +0000

Ontem à noite os cachorros perdidos que habitam a vizinhança vieram aqui do lado de fora de casa acordar todo mundo. Latido pra lá, latido pra cá, e a gente houve um latido mais alto, um ganido, e continuamos tentando dormir/ por a Hannah prá dormir/ dar água para o Arthur (ele resolve tomar toda a água do mundo antes de dormir), quando eu percebo que o Bolt está latindo nos fundos da casa.

Vou lá e vejo o Bolt latindo para a porta. Achei que fosse um sapo. Estes bichos tem alguma coisa com sapos. Outro dia eu vi a Leona amassando um sapo na boca dela e (se você tem coração fraco vá até o próximo parágrafo) deu para ouvir os ossos do sapo quebrando. Isso, associado com a baba branca que a Leona soltava por causa do muco na pele do sapo, fez com que isso se tornasse algo que eu provavelmente nunca vou esquecer. Dia seguinte lá fui eu recolher o sapo. Nem comer o coitado eles comeram.

Voltando ao Bolt. Latindo. Passo a mão nele e está molhado. Não é água, é um pouco de sangue... O Bolt enfiou a cabeça pelo único lugar da cerca por onde ele consegue enviar a cabeça, e tomou uma bela de uma mordida (ou mais de uma mordida) em ambas as orelhas, uma bem pior do que a outra. Ele não estava mais sangrando mas estava assustado que só. Se ele tem boa memória ele nunca mais vai chegar perto do muro com outros cachorros por perto.

Hoje fomos no veterinário e ele tomou uma injeção de antibiótico. A gente vai ter que limpar a orelha dele duas vezes ao dia, pingar remédio no canal do ouvido duas vezes ao dia, e dar remédio para dor nos próximos dois dias, período no qual ele vai ficar separado dos outros bichos.

Laiá laiá.



It is a gorgeous day in Sao Paulo's country

Tue, 18 Oct 2011 18:38:00 +0000

É um dia lindo no interior de São Paulo

(image)

Antes da temporada de 4 anos no Canadá eu torcia o nariz para o interior. Achava que todo mundo era meio caipira e que o interior era feio e que não dava para viver longe do mar.

Que nada.

Eu estava completa e absolutamente errado. O interior de São Paulo é bão. É bonito. É rico. É mais vazio do que a praia. As temperaturas são mais amenas do que na praia. É verde, verde que só. Como incoveniência fica aquela terra vermelha que dá um jeito de entrar em todos os lugares.

No último final de semana ficamos em casa e demos uma esticada até Serra Negra, andamos pelas estradinhas que levam às fazendas aqui perto de casa, um lugar mais bonito que o outro. Nestes últimos dias choveu bastante e estava tudo meio cheio de vida. A estrada está meio judiada e precisava de um pouco de TLC (tender love care), mas tirando isso foi um passeio e tanto.

Eu estou feliz com a vida aqui. Feliz de estar de volta.

Antes de voltar eu achava que eu não ligava para o frio do Canadá, mas na verdade acho que eu ligo sim. Estou aliviado de saber que aqui não vai nevar nem ficar extremamente frio, achando ótimo que o tempo vai continuar como está e que pior não vai ficar. Agora começou o horário de verão, mas mesmo no inverno do ano que vem a sensação ainda vai ser diferente.

A Hannah faz um ano no mês que vem e o Arthur faz nove anos no próximo final de semana. A molecada está crescendo e está crescendo bem rápido, a gente nem percebe mas a molecada vai que vai.

Fui!!!



Ainda faz sentido fazer o blog? (e novas)

Fri, 16 Sep 2011 17:59:00 +0000

Acho que todo mundo que começa um blog se pergunta isso depois de um tempo, a não ser que seja um profissional (no sentido "qualitativo" e não "financeiro" da palavra) como o Octávio, dos trigêmeos. Já faz um tempo que eu parei de escrever no blog, e ultimamente eu virei um consumidor da internet, ao invés de continuar a gerar conteúdo que pode ser usado por outras pessoas.

Mas, bem, fazer o quê?

Vamos falar da vida então. Trabalhar de casa tem dado certo, já são 3 ou mais semanas nesta rotina, eu levo o Arthur para a escola, volto para casa, durmo um pouco já que o moleque entra na escola às sete da manhã, horário que eu considero desumano. Acordo, preparo uma garrafa térmica de café no estilo "Canadense" (fraco, perdi de vez o gosto por café forte, até joguei fora o resto de café Pilão que eu tinha e comprei Três Corações), e vou para o trabalho, duas portas para a esquerda.

Normalmente eu trabalho de portas fechadas para ajudar a concentração e também para eu me sentir em outro ambiente, importante para a concentração. Mas eu tento equilibrar bem as coisas... Agora, por exemplo, eu estou escrevendo no blog enquanto eu rodo um programa para extrair uma planinha Excel de uma base de dados de um cliente.

Eu não estou sentindo falta do escritório, mas eu falo com eles todo dia. É bom para manter o Inglês afiado. Na média acho que passo umas 3 horas no telefone por semana, às vezes mais tempo, às vezes menos. Estou usando o Skype porque o telefone do trabalho é uma b**ta aqui, eu assinei um plano que me dá ligações ilimitadas para o Canadá e os Estados Unidos pela bagatela de 15 dólares por mês.

...

Eu ainda estou tendo um pouco dificuldade de organizar meus documentos, carteira de motorista, etc... Eu preciso:

. Transferir e renovar minha habilitação;
. Pegar a segunda via do meu certificado de quitação com o serviço militar para poder renovar o passaporte;
. Quitar as minhas dívidas com o tribunal regional eleitoral;
. Colocar a minha PJ em dia;
. Abrir conta bancária.

Segunda-feira de manhã vou estar de folga resolvendo estas coisas... Serviço militar obrigatório é coisa da idade da pedra, tinha que acabar logo... Assim como o voto obrigatório.

Mas fazer o que?

Fui!



O povo aqui dirige estranho

Wed, 07 Sep 2011 17:09:00 +0000

Quer dizer, eles dirigem mal.

E dirigem de forma estranha... Sei lá, me acostumei com o Canadá. O estranho mesmo é que aqui não tem placa de Merge, o triângulo na estrada quer dizer "Merge", o Pare na rotatória é o triângulo do Canadá, e o Pare da esquina é o Pare do Canadá também, mas como o Pare quer dizer tanto "Dê a Preferência" quanto "Pare", tem muita gente que nem parar para.

É uma confusão. E o pessoal que vai entrar na estrada e nem acelera?

PS: O Arthur ganhou um cachorrinho e está feliz da vida, mas o cachorrinho vai ter que se esforçar para tirar o moleque de casa :-).

Fui!



Cheguei

Tue, 23 Aug 2011 03:17:00 +0000

Ok, cheguei. Oito caixas não foi fácil, mas chegou tudo inteiro. Nada quebrou. O que quebrou, quebrou aqui (uma garrafinha com areia dentro daquelas que eles vendem no Nordeste e uma bolacha de chopp chiquetosa). As caixas chegaram meio amassadas, deformadas, mas as alças chegaram quase todas inteiras (uma só que arrebentou), e nada abriu. Onde o bicho quase pegou foi na hora de passar pela receita, já que eu não peguei o papel do consulado dizendo que eu morei fora e, com oito caixas, tive que passar pelo raio-x da alfândega. Não pegou nada, mas fica a lição - se você está voltando para o Brasil, arrume a tal da carta com o consulado. O Felype, irmão da Soraya, foi me buscar numa Fiorino. Me acostumei mal com o meu carro velho com ar-condicionado. O dia foi de calor mas depois já esfriou um pouco, nada demais para os padrões de Calgary, mas aqui a casa realmente fica mais fria do que no Canadá e não tem água quente nas torneiras de casa. A Hannah está uma figurinha e o Arthur está um figuraço. A Soraya estava tomando conta de tudo sozinha impecavelmente, e eu agora estou ajudando no que eu posso, fazendo as tarefas pesadas, arrastando as coisas de um lugar para outro, limpando quartinho de bagunça, tirando lixo do jardim, etc... A casa aqui está em constante evolução e às vezes um retrocesso ou outro acontece, como o bonitão aqui que perdeu todas as chaves no Sábado. Ainda tem alguma coisa por fazer mas as maiorias das coisas já foram feitas, tem um forro ou outro por fazer, uma pintura ou outra para repintar, um chuveiro ou outro para trocar. A família da Soraya deu uma força tremenda arrumando a casa para a gente vir morar. A cachorrada apronta mas cuida bem da casa, e o Arthur de vez em quando não quer saber de ir pra fora, mas no geral ele está bem contente com as coisas, e feliz de ter o paizão dele de volta (e eu estou feliz em dobro por estar perto da família). O que eu acho do Brasil até agora? Dá para dizer o que eu acho que Jaguariúna até agora... Aqui é cidade de campo, mais como uma cidade aos arredores de Calgary do que Calgary em si. A cidade é bonitinha, tem o seu lado feio e o seu lado mais bagunçado, mas no geral a impressão daqui é boa, o centro é tranquilo, tem o pastel (que só aceita dinheiro), o correio (que só aceita cartão de débito do Bradesco), tem a sorveteria (provavelmente só dinheiro também), tem a escola do Arthur, os bancos, tudo que um centro de cidade tem. O clima aqui é agradável, a estrada que vem até a nossa casinha é tranquila. O home office tem funcionado bem, eu estou trabalhando de casa mesmo, vou ver se dá certo. Comprei um no-break (que nos Estados Unidos e Canadá é conhecido como UPS, ninguém sabe o que no-break quer dizer), tive que comprar um roteador wi-fi novo e um adaptador wi-fi para o computador, não sei se vai dar para cobrar por estas despesas mas não faz mal, se o computador queimar aí ferrou-se tudo. O Arthur fez o home-office dele no outro quarto e fez uma placa com o meu nome para eu pendurar na mesa, e me deu a estátua que ele fez de dia dos pais no Canadá. Aqui no Brasil: . Cinema é mais barato do que no Canadá (10 reais = 6 ou 7 dólares, no Canadá o ingresso custa uns 11 dólares); . No mercado as coisas são caras mas não tão caras quanto eu pensei; . Cerveja aqui é ridicularmente mais barato do que no Canadá; . Motorista aqui é mais ou menos barbeiro mas o povo desta cidade gosta de dar ombrada quando anda; . Eu queria que tivesse mais lugares que aceitassem cartão de débito aqui. Andar com dinheiro é quase obrigatório; . Aqui realmente não tem waffle congelado, mas hoje eu comprei amendoim japonê[...]



O fim e o recomeço

Mon, 15 Aug 2011 18:57:00 +0000

Terça-feira é o fim do meu tempo trabalhando em um escritório. Quarta-feira é o fim do meu tempo de Canadá. Quinta-feira é o recomeço do meu tempo de Brasil. Segunda-feira é o começo da aventura de trabalhar em casa. Pois é, o fim é próximo e o recomeço também. Depois de dois meses a Hannah já nem deve nem mais lembrar quem eu sou, mas Hannah, logo, logo eu estou chegando. Eu estou com saudades da família mas a minha situação agora é muito diferente do que era quando eu cheguei aqui, sozinho, sem dinheiro, em um hotel... Saber que as coisas estão caminhando e ter um número menor de incertezas tira a aflição da equação, e eu sofro muito menos quando eu tenho a certeza de que o que eu espero que vá acontecer vá de fato acontecer. A família está no Brasil mas eles estão bem, e eu tenho data para vê-los. A casa aqui já não mais existe mas a gente tem uma casa por lá. Este mês vai ser um pouco apertado financeiramente por conta de vários motivos, mas mês que vem o dinheiro vai chegar. E poraí vai. O Paulo e a Eliane me ofereceram o basement deles para eu morar neste mês e meio depois que eu entreguei o meu apartamento, e foi uma ajuda e tanto, um favor que um dia quem sabe eu possa retribuir. Ontem a gente desceu o Bow river de barco e eu fiquei pensando "porque a gente não fez isso antes?". O meu celular deu um mergulho, ele ainda funciona mas agora eu nem posso mais vendê-lo. Para trás fica a experiência de viver em um país estrangeiro e os amigos que a gente fez aqui. O resto a gente leva com a gente. As cidades Canadenses são muito bonitas, as vizinhanças sempre são ajeitadas, as casas não costumam ter muros e a grama costuma ser cortada. Exceções à regra, as vizinhanças Canadenses são sempre mais ajeitadas que as Brasileiras. O setor público aqui é melhor do que o setor público do Brasil, mas eu acredito que quando você compara a saúde privada Brasileira com a saúde pública Canadense, a saúde privada Brasileira sai ganhando. As escolas públicas daqui são muito boas e nisso eu ainda não posso fazer comparação, com certeza são melhores do que as escolas públicas Brasileiras, mas eu preciso fazer a comparação com a escola privada do Arthur no Brasil. A comparação de privado x público não é completamente furada porque quem imigra para o Canadá teria condições de pagar por serviços privados de qualidade no Brasil. Mas, de resto, o Canadá é melhor nos números do que o Brasil - aqui tem menos violência, menos corrupção, os filmes saem antes nos cinemas, e o país é muito mais rico. O clima aqui é frio, e o inverno é longo. Mas aqui não é o Brasil. Não tem aquele lugar que você possa dizer "eu fui ali quando eu era criança", ninguém viu os mesmos programas que você na TV, ninguém sabe quem é a Xuxa. Quando alguém fala um nome de filme em Inglês você não sabe o que é porque você só lembra o título em Português. Aqui não tem a família, os amigos de longa data, o pessoal que foi no seu casamento ou que estava no hospital quando o primeiro filho nasceu. Aqui não tem a casa de alguém para ir passar o final de semana, não tem Vejinha para ver os programas de final de semana, não tem pastel à céu-aberto. Todas estas coisas fazem parte de quem você é. A gente nunca quis mudar e ser Canadense. Eu nunca fui esquiar, e quando tentei patinar fui um fracasso. Eu não gosto nem um pouco de Hockey. Nunca entendi Curling. Se você tiver a chance de ir morar fora, vá. Se for para o Canadá, melhor ainda. Este é um país maravilhoso com várias oportunidades, que no geral acolhe bem estrangeiros. Esteja preparado[...]



Heat Wave, Google + e viagens

Sat, 23 Jul 2011 01:32:00 +0000

Olá amigos da Rede Globo!

Eu vi a final da Copa do Mundo Feminina de Futebol em um bar nos Estados Unidos e posso garantir que tinha bastante gente torcendo para o time nacional! Não tinha ninguém chorando nem ninguém xingando as Japonesas, mas que a galera estava torcendo, isso eles estavam.

Eu estava em Connecticut, nordeste dos Estados Unidos, do dia 4 de Julho ao dia 20 de Julho. Aparentemente eu perdi todo o verão de Calgary (a gente fez uma piada com o pessoal de lá dizendo que íamos perder metade do verão, so para descobrir que a piada não era uma piada), já que hoje fez 12 graus Celsius e estava frio de verdade. Depois de ter que esperar o avião esfriar em Toronto (sério, ligaram o ar-condicionado do avião e dava para ver a "fumacinha" no ar na saída do ar frio), foi meio chocante chegar em Calgary no frio.

Mas lá estava em quente.

Conheci duas praias novas e algumas cidades novas. Misquamicut, New Port (Rhode Island), Rocky Neck (uma praia), e algumas cidades nos arredores de Hartford, a capital de lá. A viagem foi legal mas foi cansativa, ficar em reunião o dia inteiro por vários dias à fio é meio chato.

Mas a viagem acabou e eu voltei.

E...

Dia...

17 DE AGOSTO eu estou indo para o Brasil rever minha esposa amada, meu filho amado e minha filhinha amada! Agora falta menos tempo para o dia 17 do que faltava quando eu comecei a escrever esta frase. Vou lá ajudar a mulher a arrumar a casa, ajudar o filho a fazer bagunça e ver a Hannah aprender a andar. Sensacional. Dois meses é bastante tempo.

A casa lá está entrando em ordem mas eu preciso ver tudo com os meus próprios olhos para poder me situar melhor. A Soraya me conta tudo pelo telefone mas eu sou ruim de imaginar as coisas sem ver o que está acontecendo. Acho que é por isso que eu não gosto muito de livros mas adoro filmes.

Anyway. Dia 17 estou indo para lá. Sem entrar em muitos detalhes, vou continuar a trabalhar para a empresa daqui, e vou vir para o Canadá e os Estados Unidos mais ou menos regularmente se o pessoal da fronteira me deixar entrar.

E...

Eu tenho convites para o Google+. Eu nunca sei o que fazer com estas tais de redes sociais, mas se você estiver maluco para conhecer o Google+ coloque um comentário no blog que eu tento te adicionar.

E por hoje é só pessoal.

Fui!

PS: Estou fazendo um upgrade de uma base de dados (Oracle 11.2.0.1.0 para Oracle 11.2.0.2.3) e me parece que eu vou ficar aqui mais um tempinho.

Fui!!!



E a mala foi para o saco

Wed, 06 Jul 2011 22:33:00 +0000

Segunda-feira, 4 de Julho de 2011. Ao chegar em Hartford, do lado de lá do continente Norte-Americano, Ravi Wallau encontrou a mala do seu filho, Arthur, destruída na esteira de bagagem. A princípio Ravi achou que a mala não fosse sua mas, depois de inspecionar a etiqueta localizada na parte de trás da mala e reconhecer a letra de sua esposa, Ravi finalmente reconheceu que aquela mala amassada, queimada e rasgada era, de fato, dele.Merdas acontecem. Mas esta merda foi federal. Eu falei para os caras que estavam viajando comigo que era para eles esperarem um pouco, eu não era chato mas aquela mala já era e eu precisava reclamar. Fui lá conversar com o cara da Air Canada, o cara gente boa, eu nem estressado estava porque eu sabia que cedo ou tarde eles iam ter que me dar uma mala nova, talvez quando eu voltasse para o Canadá, mas com sorte por estas bandas mesmo.Aparentemente, malas não costumam ser atropeladas com muita frequência (a nossa teoria para a mala é que ela foi atropelada), e o cara nem sabia preencher o formulário. Uns dez minutos se passam, o cara aflito, e eu pergunto para ele "cara, as coisas dentro da mala estão inteiras. Não quebrou nada e o bolso da frente estava vazio. Se você tiver uma mala sobrando aí, eu fico feliz.". Ele não tinha nenhuma mala de reserva, já que a Air Canada tem um vôo chinfrim em um avião em que cabem apenas 18 pessoas para Hartford. Aparentemente, não é a cidade com mais passageiros dos Estados Unidos. Mas aí o cara foi além e eu achei legal - ele ligou para a Delta, outra empresa aérea, e perguntou se a moça tinha uma mala sobrando. Ela disse "vem cá ver o meu estoque" para o atendente da Air Canada e lá fomos nós. O cara andava rápido que só, parecia o meu chefe, o Ian. Quando eu fui para Toronto com ela e uma mulher que trabalhava na empresa na época, a gente sofria para manter o ritmo do chefe e o fato dele ser chefe não ajudava, não dava para dizer "caralho, mano, calma aí". Anyway. Chegamos lá e a mulher deu uma mala novinha, marrom, de marca genérica mas melhor que a que eu tinha, sem papelada, sem formulário, off the books, off the hook, e eu saí de lá de mala nova. O cara me disse que algumas empresas aéreas não mantém um super inventário, e que por camaradagem eles ajudam um aos outros. Melhor para mim :-).PS: Está bem quente aqui em Connecticut. Fico aqui até o dia 20 de Julho.PS: Comecei a assistir Dexter com o Paulão lá na casa da Eliane. A série é boa, copiei uns capítulos e tenho assistido no hotel, para meu desespero na hora de acordar no dia seguinte. Eu sempre penso "é hoje que eu durmo no trabalho e tomo um pé na bunda."Fui!!![...]



Os causo

Thu, 30 Jun 2011 04:16:00 +0000

Desde Domingo eu estou sendo um hóspede inoportuno do Paulo e da Eliane, que me deixaram ficar no basement da casa deles por este tempinho que falta até eu ir embora para o Brasil. Valeu Paulão, valeu Eliane, o Basement de vocês é sensacional e é muito bom ter um teto sobre a cabeça.

Eu trouxe 2.5 carros de tralha na mudança. Carreguei tudo sozinho. Eu sou meio desastrado, então eu me arranhei em dez lugares diferentes, chutei um parafuso que estava preso à uma mesa, furei o dedo com um prego em dois lugares diferentes, ou foram dois pregos ao mesmo tempo, ou algo assim. A minha mão está descamando por causa do produto que eu usei para limpar o fogão, e ontem eu ainda me espetei com a vaca maldita que a gente usa para segurar o milho.

Mas, faz parte. O pessoal do meu trabalho falou para eu tomar cuidado e sobreviver ao final de semana.

Na garage sale, teve um cara das Filipinas que comprou a cama de casal, a escrivaninha da Soraya, uma cadeira, duas mesas de colocar do lado da cama, uns livros, e eu dei os dois sofás para ele porque eu percebi que eu ia morrer com estes sofás na casa. Ele me disse "ok, Sábado que vem eu passo aí para pegar as coisas", e eu disse "ok, venha de carro".

Sábado ele veio. Com isso:

(image)

Aqui a gente chama de "dolly", sabe Deus porquê. Não sei qual o nome no Brasil. Quando ele chegou em casa eu tinha saído para almoçar, o telefone toca e é o cara que veio buscar as coisas. Peço para a mulher que me atendeu embalar o lanche, e quando chego em casa encontro o cara no jardim com a dolly do lado.

- Cara, você vai carregar dois sofás, uma cama, um colchão, um outro colchão e uma escrivaninh em cima disso?

Se ele me dissesse "mas é uma coisa de cada vez" eu ia trancar o cara do lado de fora e falar para ele voltar depois de uma semana. Mas eu sou um bom samaritano e tentei colocar o sofá no carro, e é óbvio que o sofá não passou no porta-mala. Liguei para a Cecília e envergonhado pedi o carro deles emprestado... Cê, brigadão. Duas viagens depois a bronca estava resolvida. Devolvi o carro (Cê, brigadão) e voltei pra casa e fiquei a contemplar a sala vazia.

O Brian (dono da casa) passou lá Terça-feira durante o dia para medir uma janela, e depois de ver o estado lastimável da casa, achou que eu nunca fosse conseguir acabar a limpeza/ mudança.

Mas eu acabei! A casa ficou limpa, eu ainda fui no dia seguinte limpar umas coisas que sobraram, mas a casa ficou limpa! Exceto por uma pia quebrada e uma janela que nós vamos rachar meio-a-meio, vou receber o depósito inteiro de segurança, assim o acho.

Maravilha.

Segunda-feira, 4 de Julho, nós vamos para os Estados Unidos passar duas semanas e meia fazendo reunião. Vai ser uma beleza.

Fui!



Checklist da mudança

Sun, 26 Jun 2011 08:18:00 +0000

* Paredes repintadas - yep;
* Carpete "lavado" com o Rug Doctor - afirmativo (comecei à limpar 0:30 e acabei às duas da manhã);
* O que é para jogar fora do lado de fora, o que eu vou levar do lado de dentro - má ou menos, ainda deve ter um lixo ou outro dentro de casa;
* Um andar inteiro pronto - quase, ainda falta limpar a privada do banheiro lá de cima mas é só;
* Esquadrias das janelas limpas - sim e deu um trabalhão;
* Geladeira limpa - é um processo, a parte que não sai de dentro está limpa mas a parte que sai está na pia;
* Banho - é um brincalhão;
* Janelas limpas - os vidros das janelas estão mais ou menos;
* Tomando cerveja vencida - yep, tava na geladeira, eu fiquei com pena de jogar fora.

Caramba, estou cansado. A sala da minha casa parece que saiu daquele programa onde mostram as pessoas que não conseguem jogar nada fora e acumulam um monte de tralha.

Planos para amanhã:

* Acordar babando da cama porque agora já é 2:30 da manhã;
* Achar uma toalha limpa;
* Tomar um banho frio para acordar;
* Me arrastar até o 7-11 e comprar alguma coisa com cafeína;
* Tirar TODA a tralha de dentro de casa;
* Mudar;
* Limpar os banheiros;
* Limpar o chão de madeira da sala;
* Fazer a mudança de facto;
* Levar o lixo da casa para o lixão da cidade;
* Talvez, bem talvez, cortar a grama;
* Fazer a inspeção da casa.

Fui!



Reflexões

Tue, 21 Jun 2011 00:01:00 +0000

Voltar para o Brasil é um processo. É uma decisão complicada de ser feita já que existem muitas coisas que devem ser levadas em conta - O Brasil é o Brasil e achar que não é assim é tapar o sol com a peneira. Várias decisões tomadas para a nossa volta foram feitas com isso em mente:

- Estamos indo para uma cidade onde a qualidade de vida, até onde sabemos, é muito boa;
- O Arthur e a Hannah vão estudar em escola particular;
- Eu vou fazer um plano de saúde familiar - eu já vi quanto custa, não é barato, mas faz parte do pacote;
- Eu vou trabalhar para o mesmo lugar onde eu trabalhava antes, e eu vou tentar manter um horário de trabalho similar ao que eu fazia aqui. Parte da qualidade de vida é chegar em casa no horário e curtir um tempo com os filhos.

A gente morava em Santos e em São Paulo antes de vir para o Canadá. As duas cidades foram cortadas da lista de potenciais "moradias" por motivos similares - Santos é abarrotada de gente e, talvez por ser cidade de praia, sofre com um número de furtos e assaltos que é exageradamente grande. São Paulo é São Paulo. Grande, divertida, estressante, poluída. Jaguariúna pode até ser meio monótona (é uma cidade de campo no fim das contas), mas é a nossa aposta para o futuro.

Eu achava que eu nunca ia morar no interior, mas depois de morar 4 anos aqui no Canadá, você passa a priorizar outras coisas na vida. Ter a oportunidade de morar em Jaguariúna removeu um dos grandes empecilhos da nossa volta ao Brasil. Eu estou ansioso para voltar logo e ver como é que vai ser.

...

A garage sale (ou moving out sale) acabou. Final de semana que vem ainda vem um cara buscar a cama e os dois sofás da sala. Hoje eu vou comprar uns pincéis para retocar a pintura da casa, e vou começar a complicada e demorada "operação limpeza". Ah é. Vou jogar fora o que é para ser jogado fora, organizar o que eu vou levar, arrumar o que vai ser dado. Vai ser uma beleza. Uma maravilha. Sim, sim... Eu preciso me organizar e colocar um calendário de metas para cada dia da semana, senão eu vou deixar para fazer tudo no sábado e isso não vai ser legal.

...

Bom, preciso ir-me.

Fui!



The plan

Fri, 17 Jun 2011 18:52:00 +0000

Hoje a Soraya foi para o Brasil com 200 e poucos quilos de bagagem, um carrinho de bebê, um bebê e um bebezão crescido. O bebezão maior ficou para trás. Amanhã de manhã eles chegam no Brasil. O Octávio foi para casa me ajudar a levar a tralha para o aeroporto, e olha, foi essencial e nós seremos eternamente gratos. Eram seis caixas grandes, duas malas, e um monte de silver tape para segurar tudo no lugar. Fazendo as contas, foi um rolo de silver tape por caixa. A mulher da Air Canada ficou feliz com o meu empacotamento, ainda bem, já que o check-in levou uns 45 minutos.

Mas...

Embora do Canadá para sempre? A gente acha que não, e eu vou explicar o porquê. A empresa em que eu trabalho aqui no Canadá ofereceu a possibilidade de eu trabalhar remotamente do Brasil, e eu aceitei. Conversando com a Soraya, nós decidimos que vamos aplicar para a residência permanente no Canadá (eu tenho direito à aplicar depois de viver aqui por tanto tempo). Quando o processo for concluído, nós teremos de um à dois anos para visitar o Canadá, e depois, nós próximos 5 anos, nós teremos que viver aqui por 2 anos para poder renovar a residência permanente.

É assim:

a. Chegou no Brasil - 1 ano para aplicar;
b. 11 meses depois a aplicação fica pronta;
c. X meses depois a gente tem que visitar o Canadá;
1. Nós próximos 5 anos depois da primeira entrada no Canadá, nós temos que viver 2 anos aqui para manter o "status" de imigrante Canadense;
2. Volte para o passo 1 (a cada 5 anos, viver 2 no Canadá).

Complicado? Nem tanto. Nada é para sempre e nenhuma decisão é final. Se a gente fizer isso, a gente dá ao Arthur a possibilidade de viver no Canadá um dia se ele quiser, e ele poderá estudar aqui e no Brasil, aprendendo as duas línguas de forma igual.

Vai dar certo ou não? Vamos fazer isso mesmo? Não sei, é uma idéia. No momento estamos muito felizes de voltar para o Brasil e eu estou extremamente ansioso de poder voltar à viver entre as pessoas que nós deixamos para trás há quatro anos. O Arthur está maluco para viver em Jaguariúna (ele não gosta da neve e ele não gosta do frio), e todo mundo está doidinho para ver a Hannah.

O dia chegou!

Fui!!!



Posts antigos

Wed, 15 Jun 2011 06:34:00 +0000

Eu estava lendo uns posts antigos do blog (de 2008, o ano em que eu escrevia sobre tudo), e resolvi que bem, eu devo escrever mais e melhor, escrever "de dentro" que nem eu escrevia naquela época.

Vou tentar ser que nem o Octávio.

Estes dias no journal do Arthur tinha uma página que ele escreveu na viagem de RV que dizia:

I SAW
A BEAR
TODAY
AND IT WAS
NOT AT THE
ZOO

A gente ficou todo orgulhoso. Depois eu pergunto para ele se eu posso tirar uma foto para colocar no blog.



Viagem de RV, versão do Octávio

Wed, 01 Jun 2011 05:14:00 +0000

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6 (este vai voltar para cá)
Parte 7
Parte 8
Parte 9?




Mon, 30 May 2011 20:51:00 +0000

Um capítulo que se fechaOlá amigos da rede Globo. Como vocês já sabem, a Soraya, a Hannah e o Tutú estão voltando para o Brasil em aproximadamente vinte dias. Eu estou procurando emprego em Campinas, com o plano B (São Paulo) engatilhado. Eu devo voltar em dois meses, no começo de Agosto. Eu preciso achar um lugar para passar o mês de Julho, eu vou ver se consigo alugar algum porão por este tempinho.Pois é.Quatro anos.Vimos e revimos as estações do ano de Calgary. Aprendemos que aqui a Primavera chega no final de Maio e o verão é só em Julho mesmo. O transporte público daqui funciona relativamente bem para uma cidade tão espalhada. As ruas são muito bonitas e a explosão de vida no Verão em um lugar onde o Inverno dura bem uns 6 meses é algo que eu nunca vi em nenhum outro lugar. A gente experimentou e gostou do sistema de saúde daqui (a Hannah é Canadense), viajamos bastante pela região (e neste final de semana vamos levar meu irmão, Rodrigo, com a sua esposa, Cristiane, até as montanhas rochosas), conhecemos os arredores de Calgary nas quatro direções. Fomos até Montana, até as Rochosas, até Edmonton (parece Calgary, mas a gente foi em uma época do ano em que tudo é cinza, acho que hoje a impressão ia ser diferente), fomos até Drumheller e chutamos o balde e fomos de carro até Vancouver e quando a gente chutou mesmo o balde levamos a van vermelha até Seattle, Portland, e mais um monte de lugar.Neste último feriadão tivemos a chance de viajar de RV (motorhome) e foi muito legal. É caro, mas vale a pena para fazer de vez em quando. Eu tentaria fazer todo ano se a gente fosse ficar aqui, ou, melhor ainda, eu ia tentar comprar um daqueles pequenos que dá para rebocar no nosso carro mesmo.Conselhos? Deixa eu ver... Eu gosto do pacotão da Shaw para Internet, TV e telefone mas tem gente que acha caro. Eu prefiro usar o telefone ao invés do Skype e eles tem 1000 minutos de ligação internacional no plano de telefone de 60 dólares, e a gente usa bastante. Dá para comprar carro por 1000 dólares no Kijiji, só tem que tomar um pouco de cuidado porque se o carro tiver mais de 12 anos de idade é obrigatório passar por uma inspeção - pára-brisa rachado de lado a lado, pneu careca, escapamento furado, tudo tem que trocar.calgary.kijiji.ca - ótimo para comprar coisas usadas. Bicicleta, churrasqueira, poltrona, carro, o que puder ser vendido eles vendem neste site.A Ikea é ótima para comprar móveis modernos, baratos e, dependendo da escolha, duradouros. Tem muita gente que ama e tem muita gente que prefere a Sears ou o The Brick. Eu particularmente adoro a Ikea. Onde mais dá para comprar uma luminária de papel por 6 dólares?Coisas que eu não sabia mesmo antes de chegar aqui:. Que você não precisa andar a pé se você tiver 1000 dólares (ou até menos) para gastar em um carro;. Que passe de ônibus vende em tudo que é canto;. Que JCT nas placas é Junction e que XING é Crossing (para pedestres);. Que eu ia colocar gasolina no carro eu mesmo;. Que tem depósito de segurança (1 mês de aluguel adiantado que deve ser devolvido no final do período do aluguel) na hora de alugar a casa;. Que utilities custam 300 ou 400 dólares no inverno;. Que chuveiro elétrico é uma m* comparado aos chuveiros daqui.Aqui os eletrônicos são mais baratos do que no Brasil e no geral as coisas são mais baratas (o poder aquisitivo aqui é maior). O [...]