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"Um homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta a casa para encontrá-lo" - George Moore



Updated: 2016-12-30T13:43:23.925-03:00

 



MP4/27: Questões Precipitadas

2012-03-14T21:22:13.919-03:00

Sem o bico curvo que apressadamente foi tido como tendência após a apresentação do modelo da Caterham, a McLaren foi a primeira equipe grande a apresentar o brinquedinho com o qual irá disputar a temporada de 2012 na Fórmula-1. O MP4/27, que foi precedido de uma alguma expectativa depois de a cúpula da equipe afirmar que o modelo seria "revolucionário", foi exibido em um evento transmitido de Woking, sede da equipe, para o mundo, via internet.

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As fotos mostram que o carro da McLaren para 2012 é bem parecido com o bólido usado pela equipe inglesa no ano passado e, aparentemente, tem pouco de "revolucionário", como afirmaram membros da equipe. Resta saber qual a solução que os engenheiros de Woking encontraram para compensar a falta de pressão aerodinâmica causada pelo banimento do difusor soprado. O tal conceito revolucionário do MP4/27 pode estar onde ainda não é possível ver.

Como se trata do primeiro time grande a mostrar seu equipamento e pela falta de referências sobre como serão os projetos de outras favoritas como Red Bull ou Ferrari, cabe  ao momento uma pergunta precipitada: a falta de mudanças perceptíveis do MP4/26 para o MP4/27 indica que o regulamento atual - bastante restritivo para engenheiros conceberem experimentações - está próximo de um limite, ou apenas a McLaren foi muito conservadora em seu novo projeto?

Palpites são aceitos neste blog.




Os vitoriosos de Abu Dhabi

2012-03-14T21:22:13.422-03:00

Pela primeira vez em 2011, Sebastian Vettel abandonou uma prova. E foi um abandono cheio, inteiro, sem completar ao menos uma volta. Com o bicampeão alemão fora da briga, o GP de Abu Dhabi se tornou a chance de ouro para “os outros” tentarem alguma coisa. Fernando Alonso, Jenson Button e Lewis Hamilton, os únicos pilotos além de Vettel a vencer nessa temporada, puderam então brigar de igual para igual pela vitória na penúltima etapa do campeonato. Porque Vettel, casado com o RB7, já provou estar um degrau acima de seus pares das primeiras filas.Sem Vettel na pista, quem foi o grande vencedor? Hamilton, claro. Ele foi um dos. Depois de herdar a liderança da prova, o britânico fez o que tinha de ser feito. Deu o máximo, não permitiu a aproximação de Alonso em nenhum momento e fez as pazes com a vitória num momento crucial para sua carreira. Sem dúvidas a vitória lhe traz de volta a confiança e isso é fundamental para que Hamilton reorganize sua cabeça, esqueça a má fase e se prepare para começar 2012 do jeito que todos os fãs querem: brigando já desde a primeira prova pelas vitórias.[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Hamilton recebe a quadriculada em 1º pela 17ª vez na carreira"][/caption] Mas se outro alguém merece citações positivas depois do GP de Abu Dhabi, esse alguém é Fernando Alonso. Largou em quinto, já era o segundo ao final da primeira volta, e se não conseguiu se aproximar de Hamilton, não foi incomodado por ninguém no resto da corrida. Rápido, consistente, seguro, dando à Ferrari um resultado que não seria possível pelo carroem si. Comparadoao companheiro de equipe, Alonso fez surgir um abismo em relação à Felipe Massa. Um piloto no mais alto nível, que mesmo não vencendo, termina cada corrida com um patrimônio “moral” maior do que tinha antes delas. Ninguém é obrigado a ter simpatia por sua figura, mas é impossível não se surpreender torcendo por esse espanhol. Quem é muito bom no que fez tem esse poder.[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Alonso, de novo, tem mais méritos do que a Ferrari pelo 2º lugar conquistado"][/caption]E outro grande vencedor da corrida em que Vettel abandonou foi o próprio Vettel. Em primeiro lugar porque não precisou ficar dentro do carro, acelerando o máximo e esperando as 55 voltas passarem para, ao fim delas, soltar um “yes!” e comemorar a vitória. Vettel nos fez um grande favor ao abandonar e deixar rolar ao menos o suspense sobre a disputa de posição entre Hamilton e Alonso. Com o alemãozinho na pista, a briga que foi pelo primeiro, seria pelo segundo lugar, já que ele mesmo estaria na ponta a muitos segundos de vantagem. Em segundo lugar, porque sem Vettel na prova, foi possível avaliar o que sobra da Red Bull sem seu campeão: um australiano burocrático que ainda é contemplado pelo time com uma estratégia fatalmente equivocada.Grande Prêmio de Abu Dhabi, após 55 voltas:1º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), em 1h37min11s8862º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 8s4573º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 25s8814º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 35s7845º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 50s5786º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 52s3177º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 1min15s9008º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1min17s1009º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 1min40s00010º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a uma volta11º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a uma volta12º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), a uma volta13º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), a uma volta14º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), a uma volta15º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a uma volta16º. Bruno Senna (BRA/Lotus Renault), a uma volta17º. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault), a uma volta18º. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault), a duas voltas19º.buy cialis Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), a duas voltas20º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), a[...]



O fim da carreira de Barrichello e a nova chance de Bruno Senna

2012-03-14T21:22:13.832-03:00

Nesta semana, o anuncio mais esperado do mês foi realizado colocando Bruno Senna como companheiro de Pastor Maldonado na Williams. A equipe inglesa juntou prós e contras, analisou o concorrente à vaga, o também brasileiro Rubens Barrichello, que fez um bom trabalho enquanto pilotou o carro azul e branco de Grove, e por fim, optou por Bruno.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="A Williams aposta no trabalho de Bruno junto aos engenheiros para uma boa temporada em 2012"](image) [/caption]

Segundo a própria escuderia, a escolha não levou somente em conta o fator financeiro, claramente vencido por Bruno Senna. A capacidade técnica também foi levada em conta. E por mais que se digam que Barrichello possui uma experiência que poucos possuem atualmente na Fórmula 1 e seja um grande acertador de carro, a equipe Williams preferiu colocar um outro profissional para ajuda-la a fazer um 2012 bem melhor do que o ano passado.

Bruno Senna ganhou sua terceira chance na categoria muito porque as duas chances anteriores que teve não serviram de parâmetro concreto para julgar seu desempenho como piloto. Na Hispania, o carro indiscutivelmente não colaborou nem um pouco para que o brasileiro pudesse mostrar para que veio à F-1. No ano passado, Bruno assumiu a vaga de Nick Heidfeld na Renault e se viu cheio de dificuldades em um campeonato que já estava em andamento. Desse modo, uma temporada completa é a chance, talvez a última, que ele tenha para mostrar se realmente merece estar na principal categoria automobilística do mundo.

Muitos consideram um risco ter uma dupla de pilotos como Bruno Senna, que tem um potencial discutível ainda, e Pastor Maldonado que demonstrou somente ser um piloto mediano. O que Barrichello possuía de sobra, Senna e Maldonado precisarão de um longo tempo na F-1 para adquirir. A falta de experiência pode pesar, ainda mais em uma equipe que está em reestruturação técnica e contará com novos motores para esse ano, além de novos comandantes técnicos. No entanto, uma mudança talvez seja o que realmente a Williams precisa para sair de um momento tão difícil como é esse que ela se encontra atualmente.

Quanto a Rubens Barrichello, sua carreira na F-1 terminou, enfim. Foram quase 20 anos e muita história vivida nos paddocks da categoria. Há ainda quem acredite que em 2013, com as grandes mudanças que a F-1 prepara, ele possa voltar em alguma escuderia e usar sua experiência a serviço da F-1. Uma volta como fez Michael Schumacher, por exemplo. Mas acredito que com uma concorrência tão forte como a que existe na F-1, Barrichello, por vontade própria, não irá atrás de um retorno a categoria.

Para Bruno Senna, seria interessante que em 2012 ele possa demonstrar o potencial que revelou em outras categorias como a GP2. Para Rubens Barrichello, que ele possa “gastar” sua energia e paixão pela velocidade em outros circuitos, em outros carros e em outras categorias mundo a fora.

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A Dinastia Gachot

2012-03-14T21:22:13.800-03:00

A Fórmula-1 costuma ser cruel com quem ousa sair de seus domínios pela porta dos fundos. A categoria, cheia de melindres e meandros manhosos, não é de tolerar casos de escândalos, sejam públicos ou esportivos, e isso não vale apenas para pilotos. Cartolas como Max Mosley e Flávio Briatore também já foram vítimas da fúria moralista (e hipócrita, em muitos dos casos) desse ambiente tão particular. Pouquíssimos são os que conseguem conquistar o efeito teflon de Fernando Alonso e sair de uma acusação sem o menor vestígio de sujeira agarrado à sua imagem.Para quem ainda não é uma estrela do esporte como o bicampeão espanhol as coisas não são tão fáceis, e quem anda comprovando essa tese é Adrian Sutil. O piloto alemão começou a ser julgado essa semana na Côrte de Munique pela confusão ainda muito mal esclarecida em que se meteu numa boate em Xangai depois do GP da China, em abril de 2011. Na ocasião, Sutil feriu como um copo o luxemburguês Eric Lux, um dos sócios da empresa que detém a propriedade da Lotus Renault. Lux teve um profundo corte no rosto e no pescoço que precisou ser costurado com 24 pontos.[caption id="" align="aligncenter" width="320" caption="A pose sorridente de Sutil deve ser substituída por um tom mais compenetrado até o fim do julgamento"][/caption]Em meio a pedidos de desculpa da parte de Sutil e da ameaça de processo por Lux, o piloto prosseguiu ao longo de 2011 na Force India, equipe pela qual disputa o mundial desde 2008. Dispensado no final do ano passado, Sutil era um dos nomes cotados para assumir um cockpit na Williams ao lado do venezuelano Pastor Maldonado, mas “coincidentemente” nessa semana em que seu julgamento teve início, pipocaram as notícias de que as negociações entre o time de Grove e Sutil esfriaram.Quem sai da Fórmula-1 com acusações desse porte nas costas, a menos que seja uma estrela como o já citado Alonso, não costuma voltar, pelo menos não tão cedo. Se volta, dificilmente repete o brilho de antes.Piquet e GachotNas últimas duas décadas, dois pilotos exemplificaram essa máxima. Em 2008, Nelsinho Piquet, pressionado na Renault pela falta de resultados, aceitou fazer parte de um escabroso jogo de manipulação de resultado no GP de Cingapura para ter seu contrato renovado. O piloto brasileiro bateu de propósito em um dos muros do circuito para favorecer seu companheiro de equipe, que era ninguém menos do que Fernando Alonso. Um ano depois o escândalo estourou durante a transmissão do GP da Bélgica, quando Reginaldo Leme escancarou o esquema ao vivo na Tv Globo. Briatore foi afastado da qualquer atividade na categoria e Nelsinho saiu com a reputação imensamente em baixa indo para os Estados Unidos correr na Nascar. Alonso, ileso, sequer costuma ser questionado sobre o caso, afirmando que tudo foi armado à sua revelia.Outro caso célebre, e bem mais parecido com o de Sutil, foi o do belga Bertrand Gachot. Em dezembro de 1990 ele se envolveu em uma briga de trânsito depois de colidir com um táxi em Londres, sacando um tubo de gás lacrimogêneo e disparando contra o rosto do taxista depois de trocarem uns sopapos. Gachot não sabia que o porte de gás lacrimogêneo era proibido na Inglaterra. O taxista brigão, de nome Eric (!) Court, resolveu entrar com um processo conta o então piloto da Jordan.Em 1991, Gachot fazia uma boa temporada com a Jordan, chegando a terminar três corridas em posições pontuáveis. Em agosto, na altura de sua corrida doméstica, o belga foi a Londres ouvir sua sentença. Para incredulidade geral, o piloto foi condenado a seis meses de prisão. Às vésperas da corrida em Spa e com um cockpit vago, Eddie Jordan não resistiu à oferta de 300 mil dólares oferecidos pela Mercedes Benz para que um tal Michael Schumacher, jovem piloto formado pela montadora alemã, disputasse o GP da Bélgica em um de seus carros.[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Revoltado com a prisão do piloto local, o p[...]



Um Vrooom em ponto morto

2012-03-14T21:22:13.756-03:00

Nesses tempos em que uma boa gestão de imagem é tudo, a Philip Morris, patrocinadora da Ferrari na Fórmula-1 e da Ducati na MotoGP, acerta em cheio ao iniciar o ano promovendo o encontro entre a imprensa especializada e as duas equipes onde estampa (?) sua marca. Mas a começar pela cobertura da imprensa especializada, tímida como não se via há muito tempo, percebe-se que essa edição do Vrooom, evento que tradicionalmente abre a temporada e acontece pela 22ª vez, passa longe de despertar o interesse de outrora. A Ferrari vem de três campeonatos fraquíssimos, exibindo um poder de reação lento demais para uma categoria como a Fórmula-1, ao passo que a Ducati, apesar de contar com dois campeões e de ter o gênio Valentino Rossi como piloto, também teve um desempenho abaixo do esperado em 2011.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="As duplas de Ferrari e Ducati no Vrooom do ano passado"](image) [/caption]

No caso da Fórmula-1, apesar de a Ferrari ainda ser “a-equipe-mais-tradicional-e-única-que-está-no-campeonato-desde-1950”, como os italianos não nos deixam esquecer, o interesse pelo Vrooom nesse ano é morno. É bem verdade que os dias mais palpitantes do evento e entrevistas com Domenicali, Alonso e Massa ainda estão por vir. Mas nesta segunda-feira (09), dia que abriu o Vrooom nos alpes italianos, nenhum dos três principais sites especializados em automobilismo no Brasil estampou a festa vermelha como chamada principal, diferente do que tradicionalmente ocorria em outros anos.

Além das campanhas fracas e da falta de reação da Ferrari nas últimas três temporadas, fatores como a estabilidade da dupla de pilotos não contribuem para dar ao evento um ar novidadeiro. Nem mesmo a partir de quarta-feira, quando as estrelas começam a falar aos repórteres, o clima deve esquentar nas montanhas geladas da Itália. Domenicali, Alonso e Massa vão continuar respondendo sobre expectativas para 2012, reação do time e relação entre a dupla de pilotos. São perguntas feitas em série aos três pelo menos desde o final de 2010.




Os confirmados para 2012

2012-03-14T21:22:13.457-03:00

A FIA divulgou a lista dos pilotos e equipes que já estão confirmados para a temporada 2012 da Fórmula 1. De equipes, como todos nós já sabemos, nada de novo. As 12 escuderias que compuseram o grid em 2010 e 2011 permanecerão para o próximo ano - quem diria que a Hispania conseguiria sobreviver esse tempo todo. Já a lista de pilotos mostra que podemos ter algumas surpresas na definição de quem ocupará os cockpits vagos, que somam nove.[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Nove são as vagas ainda não confirmadas segundo a FIA"][/caption]As escuderias de ponta, como já sabido, tem seus pilotos confirmados para o próximo ano. A Red Bull, atual bicampeã, vai de Sebastian Vettel e Mark Webber, dois pilotos que são o suficiente para tentar manter os austríacos no topo. A McLaren mantém Jenson Button e Lewis Hamilton e deve permanecer com essa dupla por um bom tempo. A meu ver, é a melhor dupla do grid. A Ferrari terá Fernando Alonso para o ano que vem ao lado do indigesto Felipe Massa. Indigesto porque o brasileiro está longe de trazer os resultados que a Ferrari espera. Se 2012 não for diferente, em 2013 ele não estará mais em Maranello. A Mercedes também permanece com a mesma dupla de pilotos: Nico Rosberg e Michael Schumacher, que ainda aguardam por um carro que os leve às vitórias.Das escuderias médias até as menores são poucas as definições. A Lotus-Renault confirmou recentemente a contratação de Kimi Raikkonen, que já figura na lista da FIA. Já a outra vaga segue em aberto com uma briga acirrada entre Bruno Senna, Romain Grosjean e Vitaly Petrov.Na Force India, as duas vagas continuam em aberto.cialis online Porém, somente 3 pilotos lutam por elas e dificilmente a dupla Paul Di Resta-Nico Hulkenberg não serão titulares em 2012. Para Adrian Sutil resta negociar com uma outra equipe, a Williams talvez.A escuderia de Frank Williams também tem seus dois cockpits indefinidos. E estão na briga Pastor Maldonado, Rubens Barrichello, Adrian Sutil, Van der Garde e Valeri Bottas. A situação de Pastor Maldonado pode definir as coisas para a Williams, visto que o contrato de patrocínio com a petrolífera PDVSA pode ser rasgado e o time ficar sem dinheiro para o próximo ano. Desse modo, o venezuelano muito provavelmente seria dispensado e um piloto com bolso cheio ocuparia seu lugar. Se Maldonado se confirmar como titular junto com o caminhão de dinheiro do petróleo venezuelano, a outra vaga deve exigir menos dos patrocínios dos candidatos e premiar um Barrichello ou Sutil. É esperar para ver.Enquanto a Sauber já está com seus dois pilotos, Kamui Kobayashi e Sergio Pérez, confirmados para o ano o ano que vem, a Toro Rosso segue com suas vagas em aberto e, se nenhuma surpresa pintar, ela deve escolher entre Jaime Alguersuari (o mais favorito a uma das vagas), Sebastien Buemi (o mais favorito a deixar a equipe) e Daniel Ricciardo, que também pode pintar em outra escuderia. Se alguém de diferente for confirmado na equipe, será uma daquelas surpresas que só a F1 reserva.A Marussia já garantiu Timo Glock e Charles Pic no lugar de Jérome D’Ambrosio para a temporada 2012. Tecnicamente não muda nada, já que Pic não possui resultados expressivos de onde veio e só participará da F-1 ano que vem por conta de seu dinheiro francês, isso é claro.A Caterham confirmou no carro número 20 Heikki Kovalainen, que desde sempre na equipe de Tony Fernandes vem deixando Jarno Trulli para trás. O italiano será piloto do carro 21.Por fim, a Hispania também é outra com as duas vagas indefinidas. Indefinidas em termos, é verdade. A lista da FIA soou estranho quanto a isso, já que os espanhóis anunciaram Pedro De La Rosa como piloto para 2012. De qualquer forma, ele deve assumir um dos carros e aguardar a definição de seu companheiro que deve trazer também uma boa quantidade em dinheiro para a sobrevivência da equipe.Deixe seu comen[...]



Parada nos Boxes

2012-03-14T21:22:13.712-03:00

Os editores deste blog, que já têm reservado menos atenção a essa página do que deveriam, anunciam uma paradinha nos boxes para as festas de fim de ano.

Mas é rápido. No início de janeiro já estaremos de volta com os preparativos da pré-temporada.

A todos os leitores um feliz natal, excelente 2012 e que alguém dê um pouco mais de trabalho ao Vettel no ano que vem pro negócio não ficar sem graça.

Até, janeiro, pessoal!



Strike!

2012-03-14T21:22:13.666-03:00

Apesar do que o título sugere, esse não é um post sobre uma batida fenomenal que tirou vários pilotos de uma corrida de uma só vez. Ou é. Porque o mercado de pilotos recebeu com certa incredulidade o anúncio da Toro Rosso, que resolveu sacar de uma só vez os seus titulares de 2011: saem Jaime Alguersuari e Sebastien Buemi para dar lugar a Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne.

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O que se previa era que a Toro voltasse do inverno europeu com um dos titulares desse ano ainda na equipe. Pelo menos foi o que ficou sugerido pelas declarações de Helmut Marko e Franz Tost ao longo da temporada, quando ambos sugeriram a Alguersuari e a Buemi que encarassem o ano como um vestibular. A decisão da dispensar a dupla de 2011 supreende ainda mais porque Alguersuari, particularmente, fez um bom ano e claramente se encontra no melhor momento de sua curta carreira.

Vejamos: aos 21 anos, com duas temporadas e meia de Fórmula-1, o espanhol disputou 46 provas e conquistou 31 pontos, sendo 26 deles em 2011. Conseguiu ir para o Q3 em três oportunidades nessa temporada e terminou duas corridas na sétima colocação. Qualquer comparação com o Vettel de 2008 é injusta, até porque a Toro Rosso daquele ano conseguiu a proeza de ter um carro mais competitivo do que o da matriz Red Bull.

A saída inesperada dos dois pilotos que disputaram o mundial desse ano pelo time italiano, portanto, deu um susto no mercado de pilotos como um todo, e pôs mais dois concorrentes na briga pelas já escassas vagas para 2012. A Red Bull, que usa a Toro Rosso como tubo de ensaio para tentar desenvolver e lapidar pequenos monstros como Vettel, mantém a tendência de dar lugar a estreantes num carro de Fórmula-1. O novato Vergne, por exemplo, tem 21 anos. Alguersuari tinha 19 quando estreou, batendo o recorde de precocidade na categoria. Entrar na equipe de Faenza, como se vê não é o mais difícil para um jovem talento. Duro mesmo é permanecer por lá.




A novela acabou, deu Grosjean

2012-03-14T21:22:13.616-03:00

Demorou, mas a novela enfim terminou. Romain Grosjean, aquele mesmo que correu 2 anos atrás no lugar de Nelsinho Piquet na Renault que tinha o bicampeão Fernando Alonso, será o companheiro de Kimi Raikkonen na Lotus na temporada 2012 de Fórmula 1. Ou seja, a equipe resolveu trocar seus dois pilotos e apostar em um campeão do mundo que pode atrair olhares atentos para a equipe e conquistar bons resultados e um francês cheio da grana, campeão da GP2 e que garantiu o contrato da empresa francesa Total para o próximo ano.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Os franceses sempre se dão bem nos romances e Grosjean fisgou a Lotus-Renault"](image) [/caption]

Não é lá um piloto que se possa olhar com mais atenção e esperar ótimas atuações, mas Grosjean não era inferior a Bruno Senna ou Vitaly Petrov. A verdade é que pelo ano de 2011 que teve, ele merecia uma vaga de titular na F-1, mesmo não sendo nada de outro mundo.

É uma pena ver Bruno Senna com sua principal chance de continuar na categoria acabada. Acho ele um piloto dedicado, batalhador e tal. Não tem lá o talento do tio, isso é fato. Não é lá um gênio das pistas, outro fato. Mas se mostra sempre determinado e merecia uma vaga de titular para o ano que vem. Mas a vida é assim, ou melhor, a F-1 é pior ainda.

Vitaly Petrov não guardou a língua dentro da boca e soltou várias besteiras nessas últimas semanas. Não guiou nada do segundo semestre para cá, mesmo que o carro tenha sido ruim, claro, mas ele poderia pelo menos ter conseguido resultados mais animadores, ou pelo menos não ter sido batido por um novato na equipe como Bruno Senna. Foi muito bem lá no início da temporada, mas caiu de performance assim como o carro. Se merece ficar fora da F-1 mesmo eu não sei, mas entre Grosjean e Petrov eu também teria escolhido o francês. Petrov tem lá uma esperança de correr na Marussia. Quem sabe...

Para informar os nacionalistas, a situação brasileira na categoria máxima do automobilismo está cada vez mais complicada mesmo. Muito provavelmente só Felipe Massa estará no grid ano que vem. Bruno Senna levou uma grande derrota com o anuncio de Grosjean e não tem muito para onde buscar uma vaguinha. Force India deve fechar com Paul Di Resta e Nico Hulkenberg para ano que vem e a Williams deve ir de Adrian Sutil. Essa última possibilidade praticamente acaba também com as chances de outro brasileiro, o incansável Rubens Barrichello.

Ah, e o Grosjean deu lá sua entrevista. Assistam no vídeo abaixo:

 

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Resumo da temporada

2012-03-14T21:22:13.585-03:00

Nós, editores do Blog F-1 e fissurados em Coldplay não poderíamos deixar um vídeo desses passar em branco. Vi na página oficial do Facebook da Autosport um vídeo-resumo da temporada 2011 da Fórmula 1 que se findou semana passada e que teve o bicampeonato dos formidáveis Sebastian Vettel e Red Bull. A edição foi feita por fãs, já que a oficial realizada pela FOM ainda não saiu. Mas – confessando – acho que vou preferir muito mais essa, hein?!

A música do vídeo é “Paradise”, da banda inglesa Coldplay. Então é só apertar play, subir o som e curtir os ótimos momentos de uma temporada marcante para a F-1.

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A força do nome Ferrari

2012-03-14T21:22:13.560-03:00

Achei muito interessante a matéria da Autosport reproduzida pelo site Tazio sobre as premiações que as equipes ganham no final da temporada e porque, mesmo sendo a terceira colocada no Mundial de Construtores, a Ferrari é ainda a escuderia que mais fatura dinheiro neste quesito. Para quem quiser ler a matéria na íntegra, aqui está o link.

[caption id="" align="aligncenter" width="568" caption="Mesmo com o terceiro lugar no campeonato, a Ferrari é a que mais lucrou em premiação neste ano"](image) [/caption]

O que achei interessante nisso tudo e que todos que acompanham a Fórmula 1 estão cansados de saber é que a Ferrari possui um grau de influência muito grande na categoria. Influência adquirida pelos seus próprios méritos, diga-se de passagem. Nem mesmo a campeã Red Bull, que teoricamente deveria receber a maior fatia de dinheiro quanto à premiação, questiona essa privilégio dos italianos.

De acordo com a matéria, Christian Horner argumentou que não tem queixa nenhuma a fazer contra a equipe de Maranello por levar mais dinheiro para casa do que a campeã por dois anos consecutivos.
“É melhor ter a Ferrari aqui do que o contrário. Ferrari e F1 são sinônimos e, para nós, o prestígio de vencer em uma categoria que tem a Ferrari é imensuravelmente maior do que se não houvesse essa equipe. Historicamente, eles são a escuderia mais significante e é compreensível que seus termos comerciais sejam um pouco diferentes dos outros. Conseguimos superá-los nos últimos três anos, por isso não vejo a situação como um problema. Você tem que reconhecer e ser respeitoso com a marca Ferrari e seu patrimônio. Nós preferiríamos, de longe, correr em um campeonato com a presença deles e é um grande privilégio bater uma equipe como a Ferrari.”

Os critérios que são escolhidos para a divisão dos ganhos para a premiação são deixados em sigilo por Bernie Ecclestone, mas estima-se que a Ferrari tenha recebido US$ 104,6 milhões, contra US$ 93,1 milhões da Red Bull e US$ 84,8 milhões da McLaren, vice-campeã neste ano.

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Um Glock querendo ser Vettel

2012-03-14T21:22:13.539-03:00

Acho que este texto pode ser engraçado, não porque sou bom em humor, mas porque Timo Glock resolveu fazer uma daquelas piadas, mas fazê-la em tom sério para o mundo inteiro rir, ou senão, achar uma baita idiotice. Bom, eu ri.

O piloto da Marussia afirmou em declarações ao jornal alemão Koler Express que é tão bom quanto Sebastian Vettel, atual bicampeão da Fórmula 1 (podem começar a rir).
“Eu sei que sou tão bom quanto Seb. Se todos nós sentássemos em uma Red Bull, apenas a forma do piloto naquele dia faria a diferença.”

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Glock, dispensado da Toyota depois de 2009, teve que escolher correr no fundo do grid"](image) [/caption]

Além disso, o piloto germânico declarou que está ansioso para bater Michael Schumacher e Vettel na Corrida dos Campeões que será realizada neste fim de semana, já que os carros são bem semelhantes e as disputas tem bem mais a ver com a habilidade dos pilotos.
“Estou bem curioso para ver como vai ser a comparação. Quero não apenas incomodar Sebastian e Michael, como preferencialmente batê-los.”

Glock, deu um deslize em querer se comparar a Vettel. Não que ele não deva e que o jovem bicampeão da F-1 seja intocável, não é isso. O que quero dizer é que mesmo quando tinha um carro competitivo como a Toyota, não fez lá grandes coisas. Tanto que perdeu o assento para um japonês chamado Kamui Kobayashi. Se Glock não fez muito com um carro intermediário, Vettel conquistou um vitória de peso em Monza com uma Toro Rosso debaixo de chuva.

Ou seja, acho que deve ter batido uma pontinha de inveja de Glock nos títulos e na badalação de Vettel e também de Schumacher, seus compatriotas de destaque.

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Na Williams, uma vaga já se foi

2012-03-14T21:22:13.489-03:00

Vou escrever esse post no calor da notícia. Há poucos minutos, a Williams anunciou que Pastor Maldonado permanecerá como piloto da escuderia em 2012 e que Valtteri Bottas será o piloto reserva.

Segue o comunicado de Frank Williams:
“Pastor demonstrou neste ano que ele não é apenas rápido, mas que também é capaz de manter um forte ritmo ao longo da corrida. Ele foi responsável por todas nossas idas ao Q3 em 2011 e fez uma corrida fantástica em Mônaco. Pastor se adaptou à equipe rapidamente, contribuindo com a fábrica e com nossos patrocinadores. Ele terá papel fundamental na reconstrução do time em 2012.”

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Maldonado fará sua segunda temporada pela Williams em 2012"](image) [/caption]

Esse anúncio diz algumas coisas que estavam nebulosas. Muito provavelmente o contrato de patrocínio da petrolífera venezuelana, que despeja um caminhão de dinheiro na equipe de Frank Williams, está assegurado para 2012, porque ninguém em Grove seria louco de colocar Maldonado em um dos cockpits sem que ele traga dinheiro algum, haja visto que existem pilotos aí de bolsos cheios de dinheiro e doidos por uma vaga para o ano que vem. Outra coisa que o anúncio nos mostra é que muito dificilmente a equipe colocará no outro cockpit um piloto “tão pagante assim”. Ou seja, Giedo van der Garde e demais pilotos do mesmo calibre saem fora da lista de possibilidades (se é que eles estavam com alguma chance de conquistarem um lugar na Williams para 2012).

Para a outra vaga candidatos é que não faltam. Além de Rubens Barrichello, Adrian Sutil e até os “preto e dourados “ Bruno Senna e Vitaly Petrov podem aparecer por lá, porque não?

Se eu fosse quem tomasse as decisões em Grove e tivesse em mãos apenas as informações sabidas sobre a equipe, não pensava duas vezes em escolher Adrian Sutil para comandar a reabilitação de um ano tão difícil como foi 2011 para a Williams. Como dito no post anterior, é esperar para ver.

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O Homem de Gelo voltou

2012-03-14T21:22:13.397-03:00

A notícia teve grande repercussão e pegou muita gente de surpresa, até mesmo os que estavam mais atentos as negociações de Kimi Raikkonen com a Lotus-Renault. O finlandês está de volta e, segundo ele próprio, motivado o suficiente para voltar a ser o Kimi Raikkonen de 2007, sim, aquele campeão mundial com a Ferrari.[caption id="" align="aligncenter" width="564" caption="Kimi Raikkonen volta à F-1 vestindo o macacão da equipe que já o queria no início desta temporada"][/caption]Muitos colocam em dúvida sua volta. Outros fazem comparações com o retorno bem abaixo do esperado que teve Michael Schumacher, mas a verdade é que pouca coisa se assemelha ao retorno do finlandês com a volta do multicampeão alemão. As mudanças não foram muito grandes desde que Raikkonen deixou a categoria no final de 2009, por conta do desonroso descompromisso da Ferrari perante seu contrato. Então, o retorno do finlandês em alto nível depende mais do carro que lhe será dado para os próximos dois anos de contrato, do que propriamente de sua motivação.Todos sabem bem o bom piloto que Kimi é. Ao contrário do que alguns dizem por aí, sua participação no WRC não foi medíocre, tampouco vexatória. Vale lembrar também, que o piloto finlandês perdeu seu pai no tempo que esteve fora da F-1, pessoa que ele era muito ligado. E pergunto quem é que não se sente abatido na vida pessoal e na profissional com a morte de alguém tão próximo? Mesmo sendo uma pessoa fria e de poucas palavras, aquilo pesou muito sobre os ombros de Raikkonen.Jean Alesi, embaixador da Lotus Renault, disse que “a F-1 precisa de um piloto que marque voltas 100% no limite. Isso um piloto do calibre de Kimi pode fazer, dançar no limite e nunca cair. A partir disso, os engenheiros conseguem uma base”. Todo mundo sabe que Raikkonen não é lá um piloto que trabalha ligado a equipe o tempo todo, contando as experiências das voltas que fez em detalhes. Não disponibiliza um grande feedback, mas as palavras de Alesi nos fazem entender que mesmo com esse trabalho, Kimi pode fazer o suficiente para a Lotus-Renault.[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Enquanto uma vaga se define na equipe, outros três pilotos lutam pelo outro cockpit da Lotus-Renault"][/caption]Com Kimi Raikkonen confirmado para uma das vagas da equipe e Robert Kubica fora dos planos da escuderia em 2012, a outra vaga continua em aberto e deve ganhar dono muito em breve. Vitaly Petrov, Bruno Senna e Romain Grosjean disputam a vaga colocando na mesa todo o dinheiro que possuem e levando para critério de desempate o desempenho nas pistas. Triste isso, já que a Fórmula 1 merecia o inverso dos critérios.Como Raikkonen é um piloto que não deve custar nada barato para a escuderia, o segundo piloto do time precisará ajudar a Lotus a bancar os gastos da próxima temporada. Conclusão: o dinheiro será decisivo na escolha entre candidatos à vaga.Ao Kimi, boa sorte em seu retorno e que tenhamos uma temporada de 2012 cheia de habilidade por parte dos seis campeões mundiais que farão parte do grid.Deixe seu comentário »[...]



Um pouco deste 2011 da F-1 - parte 2

2012-03-14T21:22:13.337-03:00

Vamos então para a segunda parte do texto que saiu ontem sobre algumas análises de pilotos e equipe em 2011. Hoje é e vez de falar das equipes que menos se destacaram neste ano que incluem a Toro Rosso, a Sauber, a Williams, a Lotus (Caterham em 2012), a Virgin (Marussia em 2012) e a HRT.[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Apesar das pressões internas por resultados convincentes, Alguersuari fez uma boa temporada em 2011"][/caption]A Toro Rosso iniciou o ano com o que poderíamos chamar de uma acirrada disputa interna entre seus dois pilotos para ver quem sobreviveria durante o ano como piloto titular da equipe. O começo da temporada mostrava sutilmente que Sebastien Buemi era o piloto a permanecer na escuderia caso a equipe quisesse colocar Daniel Ricciardo como titular em alguma corrida da temporada. Porém, a medida que carro foi evoluindo, quem cresceu também foi o espanhol Jaime Alguersuari. O jovem fez ótimas atuações e ofuscou muito seu companheiro de equipe, que fez provas bem desastrosas. No final das contas, Alguersuari terminou o campeonato em alta, com 11 pontos a mais que seu companheiro de equipe. Já a Toro Rosso que ensaiava ficar á frente da Sauber no Mundial de Construtores, terminou o ano na 8ª colocação.Se a Toro Rosso teve um processo de evolução durante a temporada, o mesmo não pode-se dizer da Sauber. A equipe de Peter começou o ano bem, com performances convincentes de Kamui Kobayashi e com boas atuações de Sergio Pérez, que nem parecia um novato na categoria. Porém, a equipe se perdeu no desenvolvimento do bólido e Kobayashi, especialmente, deixou de render aquilo que todo mundo esperava dele. O resultado foi inevitável. A Force India tornou-se então a badalada equipe média da categoria e a Sauber lutou para não ser uma das piores do segundo pelotão da F-1 no ano.Mas apesar de um segundo semestre ruim, a Sauber não passou perto do desempenho pífio que a Williams obteve neste ano. Desde que acompanho a F-1, ainda bem moleque, nunca vi a escuderia de Frank Williams tão frágil e desastrada em uma temporada. O início do ano não foi lá muito animador, mas alguns pontos apareciam, mais vezes trazidos por Rubens Barrichello do que por Pastor Maldonado, diga-se de passagem. Mas ao mesmo passo que a temporada ia se caminhando para o fim, a Williams também ia se encaminhando para uma das piores temporadas de sua história. Foram somente 5 pontos no ano, e performances que algumas vezes o colocaram abaixo da Lotus de Tony Fernandes.[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Apesar de um ano bem difícil, a Williams pode sonhar com um 2012 melhor. Ou não?"][/caption]Para o ano que vem, é difícil de imaginar uma Williams forte e campeã de novo, até porque é impossível que se encontre os aparatos necessários para se criar um carro convincente em tão pouco tempo. No entanto, algumas pequenas somas, como a mudança do pessoal técnico, os motores Renault e a possível vinda de um piloto bom e motivado como Adrian Sutil podem deixar a escuderia em uma situação melhor do que a deste ano pelo menos.Quanto às três últimas colocadas, que por mais uma temporada ficaram no zero na pontuação, um resumo breve é o suficiente para descrever o ano delas. A Lotus evoluiu sim comparando com o ano de 2010, mas muito abaixo do que se esperava. Pilotos e dirigentes que diziam que a equipe com certeza marcaria pontos e até brigaria no pelotão intermediário do grid, viram que as coisas são bem mais complicadas do que parecem. Heikki Kovalainen deu um banho em Jarno Trulli novamente, mas isso não quer dizer que ele deva ser notado com olhos mais atentos.A Virgin e a H[...]



Um pouco deste 2011 da F-1

2012-03-14T21:22:13.324-03:00

A temporada de 2011 da Fórmula 1 terminou. Terminou com uma corrida um tanto chata, que nos criou grande expectativa por conta da chuva anunciada que era dada como certa que viria, mas que não veio. Mas, o GP do Brasil só revelou o que estávamos cansados de ver neste ano: o domínio impressionante da Red Bull, ou melhor, como dito ontem pelo Fábio, de Sebastian Vettel.O carro de fato foi formidável durante todo o ano. Equipe alguma chegou próxima de ameaçar em circunstâncias normais o imperialismo da Red Bull em 2011. A McLaren bem que tentou, mas ter chegado próxima dos taurinos em certas vezes no ano foi mais por conta do grande desempenho que Jenson Button, vice-campeão, teve, ao lado de alguns lampejos de ótima performance de Lewis Hamilton.Button guiou com a fineza de sempre, conquistou vitórias expressivas como a sua primeira vitória em pista seca desde que chegou à McLaren e a épica conquista no GP do Canadá, que foi algo que não sairá tão cedo da cabeça do piloto inglês. Já Hamilton errou muito durante o ano. Apesar de ter conquistado algumas vitórias, ficou bem longe do esperado e analisando o ano no geral, preferiu insistir mais nos erros ao invés de tentar conserta-los. Quando se deu por conta que precisava arrumar o ano ruim que estava tendo, já era um pouco tarde para almejar alguma coisa no campeonato. Mas a vitória em Abu Dhabi fez-nos ter a esperança de que Hamilton estará como nos velhos tempos em 2012.[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="O GP do Canadá mostrou bem a diferença entre Button e Hamilton na temporada"][/caption]A Ferrari passou o ano tentando se encontrar em meio a um carro totalmente perdido. Se não fosse o talento indiscutível que Fernando Alonso demonstrou dentro da pista, a Ferrari poderia terminar 2011 sem uma vitória sequer, ou talvez, sendo mais dramático, sem sequer um pódio. O GP da Inglaterra foi o único em que a Ferrari saiu realmente contente com o resultado. A vitória ali havia dado o ânimo necessário para que a equipe pudesse trabalhar no desenvolvimento do carro. No entanto, o carro de nome comemorativo ao seu país fracassou novamente em tentar dar o tricampeonato a Alonso. Há quem já diga que a escuderia italiana está atrapalhando e muito a carreira do piloto espanhol, que tem todo o talento para conquistar ainda mais títulos.Felipe Massa foi pior que Alonso e pior do que a Ferrari. O brasileiro passou o ano sem conquistar nenhum pódio e por algumas vezes foi superado por carros claramente mais fracos do que o seu. Os dirigentes da Ferrari já deram um ultimato a Felipe, já que seu contrato termina no final do próximo ano, e seu desempenho em 2012 será crucial para a renovação deste. 2011 foi um ano para Massa esquecer e prova de que ele também concorda com isso é que ele mesmo se sentiu aliviado em ver a temporada acabada. “2011 acabou e isso é muito legal.”A Mercedes conseguiu o mesmo resultado de desempenho que 2010. Porém, neste ano contou com uma melhora significativa de Michael Schumacher em alguns GPs. Em Spa-Francorchamps e no Canadá, por exemplo, o multicampeão se destacou e chegou a ameaçar os líderes em alguns momentos. Na classificação do campeonato, terminou bem próximo de seu companheiro de equipe Nico Rosberg e a expectativa para 2012 caso a Mercedes consiga enfim criar um carro de ponta é que ele volte às vitórias. Algo que muita gente torce, inclusive o blogueiro aqui.[caption id="" align="aligncenter" width="602" caption="Schumacher teve bons desempenhos como no GP da Bélgica, que alcançou o 5º lugar"][/caption]A Force India foi apontada como a equipe que melhor cons[...]



A F-1 veio ao Brasil já pensando nas férias

2012-03-14T21:22:13.290-03:00

O assunto para qualquer um que comente sobre Fórmula-1 nesse pós Grande Prêmio do Brasil só pode ser o jogo de equipe da Red Bull em Interlagos. Nem dá pra falar em “suposto” jogo de equipe porque ele foi evidente, ocorreu aos olhos de todos, muito mal disfarçado, fantasiado de “gearbox problem” pelo rádio da equipe austríaca. Foi duro de acreditar no engodo montado pelo time taurino, que relutou em adotar o estratagema no ano passado - quando disputava o título ferozmente contra Ferrari e McLaren - e fez uso da tática agora, quando um pouco palpitante vice-campeonato estava em jogo.[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Com um ano de atraso, Vettel cede a posição para Webber"][/caption]O porquê de um esforço tão grande da Red Bull na luta por um segundo lugar na tabela? Poucas explicações são plausíveis além do fato de que o time dominou, humilhou e massacrou a concorrência. O time não, Sebastian Vettel. Estava na hora de deixar Mark Webber participar da festa. Frustração para a equipe foi ver que nem com o jogo de equipe o vice-campeonato veio. Jenson Button segurou as pontas e Webber ficou numa posição que, numa análise mais fria, é duplamente humilhante: nem com essa vitória dada de bandeja ele conseguiu terminar o ano ao lado de Vettel na tabela de classificação. Sintomático.Acabado o campeonato, Fernando Alonso, a despeito de estar no mais alto nível de pilotagem da sua vida, terminou o mundial num indigesto quarto lugar que não lhe faz justiça. Coisas da vida, afinal. E a Ferrari, grande derrotada do ano, começa 2012 obrigada a entregar ao bicampeão um carro minimamente competitivo sob a pena de ser acusada de impedir a progressão da carreira do cara que, a meu modo de ver, ainda é o melhor piloto desse certame.Mas não nos esqueçamos da corrida. Houve uma disputada do terceiro lugar para trás. Lá na frente, a Red Bull fez como a Ferrari há 10 anos, e brincou de decidir o vencedor da prova. Fora dos dois primeiros lugares, o movimento foi outro.A principal briga da prova se deu entre Alonso e Button, aqueles que, além de Vettel, formam o trio mágico de 2011. O espanhol fez a ultrapassagem mais sensacional da corrida - e uma das mais do ano - sobre o britânico por fora no Laranjinha, a curva mais desafiadora de Interlagos. Mas a falta de rendimento da Ferrari permitiu a Button devolver a manobra na Curva do Lago, também por fora, no final da corrida. E a troca de ultrapassagens entre os dois foi o melhor de uma corrida morna, onde a zona de ativação do DRS surtiu pouco efeito.Houve mais em Interlagos, como o toque de corrida entre Bruno Senna e Michael Schumacher e a excelente exibição de Adrian Sutil. Mas ninguém ligou muito. Depois de uma temporada longa, há muito decidida e sem um atrativo de peso, pareceu que o circo estava mais preocupado em arrumar logo as malas e curtir as férias na Europa, do que em interessado em alguma coisa no Brasil. Tanto foi assim que o jogo de equipe da Red Bull passou em branco. Boas férias, Fórmula-1.Grande Prêmio do Brasil, após 71 voltas:1 - Mark Webber (AUS/Red Bull) - 1h32min17s4342 - Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - a 16s93 - Jenson Button (ING/McLaren) - a 27s64 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 35s05 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 1min06s76 - Adrian Sutil (ALE/Force India) - a 1 volta7 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 1 volta8 - Paul di Resta (ESC/Force India) - a 1 volta9 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber) - a 1 volta10 - Vitaly Petrov (RUS/Renault) - a 1 volta11 - Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso) - a 1 volta12 - Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso) - [...]



Ninguém bateu Vettel de novo

2012-03-14T21:22:13.278-03:00

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Sebastian Vettel conquista sua 15ª pole na temporada. Um número que impressiona!"][/caption]Os treinos livres e a possibilidade de chuva nesse sábado em Interlagos deram a chance para que se sonhasse com a pole position de outro piloto que não fosse Sebastian Vettel. Mas o domínio foi grande novamente. Com um carro de outro planeta e um talento que se esbanja no jovem alemão, fica difícil para qualquer um desafia-lo.O tempo foi para a casa dos 1min11s. Com a marca de 1min11s918, Vettel ficou pouco à frente de seu companheiro de equipe, Mark Webber, mas pareceu que se quisesse aumentar a diferença teria feito. Com a pole, Vettel quebrou um recorde na F-1 e fez a sua 15ª pole no ano. Número impressionante.Na segunda fila quem aparece são os carros da McLaren que eram grandes adversários dos taurinos. Jenson Button foi bem, ficando à frente de seu companheiro de equipe Lewis Hamilton que sai em 4º.Fernando Alonso, como de costume neste ano, tirou tudo o que podia para conseguir o 5º lugar no grid. Só uma chuva pode colocar o espanhol na vice-liderança do campeonato e impedir que Button consiga o feito. Ao lado do espanhol sairá o sempre competente Nico Rosberg. Felipe Massa sairá da 7ª colocação.A surpresa do treino foi ver que Bruno Senna se sentiu realmente motivado em correr em Interlagos e tentar mostrar que pode ser a melhor escolha para a Renault no ano que vem. O sobrinho avançou para o Q3 e sairá amanhã na 9ª colocação.Rubens Barrichello conseguiu realizar um bom treino de classificação e sair satisfeito com o resultado que obteve, sem reclamar, o que neste ano foi algo bem difícil de acontecer. O piloto da Williams conseguiu o 12º melhor tempo no Q2, enquanto que seu companheiro sequer avançou para a segunda parte dos treinamentos.Paul Di Resta sai em 11º e Adrian Sutil conquistou o ótimo 8º posto. Só a chuva e o azar para tirar o 6º lugar do Mundial de Construtores da equipe indiana.A corrida amanhã começa às 14h (horário de Brasília). Hoje às 20h tem Pré-Race na Radio OnBoard.1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min11s918 ( 17 )2º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min12s099 ( 16 )3º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min12s283 ( 18 )4º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min12s480 ( 22 )5º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min12s591 ( 22 )6º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 1min13s050 ( 21 )7º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min13s068 ( 18 )8º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), 1min13s298 ( 23 )9º. Bruno Senna (BRA/Lotus Renault), 1min13s761 ( 20 )10º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), sem tempo ( 18 )11º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), 1min13s584 ( 17 )12º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), 1min13s801 ( 17 )13º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), 1min13s804 ( 18 )14º. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), 1min13s919 ( 22 )15º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), 1min14s053 ( 16 )16º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min14s129 ( 18 )17º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), 1min14s182 ( 21 )18º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), 1min14s625 ( 11 )19º. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus-Renault), 1min15s068 ( 11 )20º. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus-Renault), 1min15s358 ( 14 )21º. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), 1min16s631 ( 8 )22º. Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth), 1min16s890 ( 9 )23º. Jérôme D'Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth), 1min17s019 ( 10 )24º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth), 1min17s060 ( 10 )Deixe seu comentário »[...]



Sempre ele, Vettel consegue nova pole e iguala recorde de Mansell

2012-03-14T21:22:13.263-03:00

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Pela 14ª vez no ano, a pole é de Vettel"](image) [/caption]

O alemão que gosta de brincar de fazer pole positions, terminou as atividades deste sábado em Abu Dhabi ainda mais mimado com as constantes vezes em que conseguiu largar na posição de honra no grid. Depois de hoje, já são 14 vezes neste ano que Sebastian Vettel consegue o feito de deixar todos os adversários para atrás e observar a pista livre à frente nas largadas dos GPs que disputa.

As 14 poles deste ano, igualam o recorde de Nigel Mansell em 1992, que conquistou o mesmo número de poles em uma única só temporada. E dificilmente esse recorde não será somente seu quando chegar o sábado de GP em Interlagos, aqui no Brasil.

Lewis Hamilton saiu dos treinos livres como favorito em bater o domínio de Vettel em poles neste ano. E na última volta lançada no Q3, Hamilton havia superado por apenas 9 milésimos o tempo de seu compenheiro de equipe, Jenson Button e assim conseguido o melhor tempo, só restando Vettel para concluir sua volta. E como já nos acostumamos ver, com o cronometro zerado, o alemão bicampeão conseguiu a marca de 01:38.481, deixando todos para trás e recebendo os cumprimentos de seu engenheiro que inevitavelmente o comparou a Mansell.

Button e Mark Webber formam a segunda fila do grid, seguidos das duas Ferraris, com o sempre Fernando Alonso à frente de Felipe Massa. As Mercedes vem em seguida, com Nico Rosberg a frente de Michael Schumacher. Adrian Sutil e Paul Di Resta fecham os 10 primeiros.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Apesar de favorito, Hamilton não conseguiu impedir mais uma pole de Vettel"](image) [/caption]

A decepção dos treinos classificatórios deste sábado ficou por conta da Williams. Foi a pior posição de largada da história da equipe inglesa, que terá seus dois pilotos nas duas últimas posições. Pastor Maldonado, punido por utilizar o 9º motor no ano, largará em 24º e seu companheiro Rubens Barrichello, que sequer foi à pista para treinar por conta dos problemas no motor, que já o haviam prejudicado no terceiro treino livre deste final de semana, sairá da 23ª posição.

Bruno Senna conseguiu o 14º lugar, sem nenhum brilhantismo. Vitaly Petrov conseguiu o 12º melhor tempo no Q2. Na Sauber, Sergio Pérez segue com um melhor desempenho do que o japonês Kamui Kobayashi. O mexicano sai da 11ª colocação, enquanto que Kobayashi é o 15º.

Amanhã, a Rede Globo transmite a partir das 11h da manhã, horário de Brasília, a penúltima corrida do ano, que segue tendo como grande favorito à vitória o menino mimado das poles chamado Sebastian Vettel.

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Dessa vez foi impecável

2012-03-14T21:22:13.226-03:00

No primeiro GP de F-1 da história da Índia, um certo jovem que vem fazendo história conseguiu sua 13ª vitória na temporada. Dessa vez, Sebastian Vettel foi impecável. Liderou todas as voltas, fez a volta mais rápida, venceu, além de ter largado na posição de honra. Mesmo depois da confirmação do título e de se tornar o mais jovem bicampeão da F-1, Vettel continua corrida após corrida mostrando que ele, não somente o carro, são fantásticos.[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Os grandes nomes desse bicampeonato de Vettel e da Red Bull"][/caption]Sebastian Vettel soube administrar bem a distância que manteve para Jenson Button desde a primeira volta, distância essa que só veio aumentando. Button, aliás, fez outra grande corrida, ao largar bem, se defender das investidas de Mark Webber durante a corrida e conseguir mais um segundo lugar daqueles que dá para considerar uma vitória, haja vista que Vettel e sua Red Bull são de outro mundo.Na terceira posição cruzou Fernando Alonso. Não dá pra não dizer que com um carro melhor o espanhol não venceria mais corridas este ano. Com essa Ferrari que colocam em suas mãos, conseguir subir ao pódio vez após outra é um trabalho que deve ser levado em conta sem sombra de dúvidas. Mas seu desejo de vencer mais uma corrida pelo menos ainda este ano será algo extremamente difícil de acontecer, assim como conseguir o vice-campeonato.O outro ferrarista, muito ao contrário de seu companheiro, foi mal, muito mal. Abandonou depois de novamente atacar a zebra com voracidade e prejudicar a suspensão. Além disso, envolveu-se mais uma vez em um toque com Lewis Hamilton e levou um drive through já que os comissários de prova entenderam que o brasileiro virou cedo demais para contornar a curva.Hamilton também foi mal e tratou de pedir desculpas, do seu jeito é claro. A corrida na Índia foi reflexo do que vem sendo o ano todo do piloto inglês. Andando onde não é o seu lugar, decidindo posições no meio do grid e ainda cometendo erros, Hamilton mostrou-se perdido, mesmo que aparentemente as possibilidades dele voltar a ser o grande piloto que era estejam se reafirmando novamente. Uma limpeza em sua vida era necessária e é isso o que ele está começando a fazer. Hamilton terminou na 7ª posição.[caption id="" align="aligncenter" width="601" caption="Os três melhores pilotos do ano subiram ao pódio na Índia"][/caption]Michael Schumacher alcançou uma boa 5ª posição e desde o início do segundo semestre tem demonstrado que pode render muito bem dentro de um carro mais competitivo. Seu companheiro Nico Rosberg chegou logo atrás, na 6ª posição.Alguersuari, que teve uma ótima atuação e ajudou a Toro Rosso a pular para a 7ª posição no Mundial de Construtores à frente da Sauber, chegou no 8º posto, seguido de Sutil e Pérez.Bruno Senna correu por grande parte da corrida na zona de pontuação, mas precisou parar próximo do fim e chegou apenas na 12ª colocação. Quem foi ainda pior foi Rubens Barrichello, que se envolveu em uma incidente na primeira curva, precisou ir aos boxes trocar a asa dianteira danificada e ficou a corrida toda lá trás disputando posições com carros bem inferiores. No final, Barrichello terminou atrás da Lotus de Heikki Kovalainen, em 15º.A próxima etapa, a penúltima do campeonato, acontecerá daqui duas semanas em Abu Dhabi.Resultado Final - GP da Índia:1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 60 voltas2º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 8s43º. Fernando Alonso (E[...]



Vettel estreia a nova pista na Índia

2012-03-14T21:22:13.196-03:00

A pista ficou pronta em cima da hora, e isso é visível pelo ar de canteiro de obras e pela grama poerenta que rodeia o traçado. A obra, aliás, foi movimentada, não só no que tange à construção física do circuito em Greater Noida, mas também em relação aos protestos de fazendeiros da região, que reivindicam compensações financeiras pela desapropriação das terras. A Fórmula-1, ao que parece, conseguiu abafar essas manifestações, mas não tirou dessa corrida inaugural na Índia o jeitão de obra terminada às pressas.[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Levantou poeira: a menor escapada da pista basta para ouriçar a sujeira depositada fora do trilho, como Rubens Barrichello pôde comprovar (Foto: AP)"][/caption]Apesar disso, as impressões colhidas sobre o traçado de Buddh são praticamente unânimes: possivelmente o maior acerto de Hermann Tilke até aqui. Pra quem como eu - e creio que todos os que lêem este blog - vê pela tv, de fato a pista não parece ser ruim. A longa reta é como um tobogã de parque aquático e há outras variações topográficas mais discretas. Há chicanes - como a 6 e a 7 - de desenho menos óbvio e curvas - como a 13 e a 14 - em marchas mais elevadas do que as do festival de contornos em 2ª marcha de Yeongam, por exemplo. E o grande balão que leva da curva 10 para a curva 11 também dá a impressão de ser interessante.Greater Noida é um avanço em relação a outras pistas com a grife Tilke. Nada que se compare a Spa ou Suzuka em termos de exigência técnica, mas um oasis em meio a tantas pistas acelera-freia forte-acelera espalhadas pelo oriente.Pista nova, velho poleO campeonato já está acabado e o GP da Índia é daqueles que cumpre tabela, mas Sebastian Vettel não demonstra o menor arrefecimento em sua motivação e vontade de andar na frente. Sua 13ª pole em 2011 é a prova disso. O resultado desse sábado em Greater Noida deixa o bicampeão a apenas uma pole de igualar o recorde de largadas na posição de honra em uma mesma temporada. A marca de 14 poles pertence a Nigel Mansell e pode ser superada se Vettel mantiver o ímpeto em Abu Dhabi e no Brasil.[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Vettel: em 17 oportunidades, 13 poles (Foto: Getty Images)"][/caption]A Red Bull, já campeã entre os construtores, dominou a primeira fila. Mark Webber, que ainda briga pelo vice com Jenson Button e Fernando Alonso, larga em 2º, deixando no ar um certo suspense sobre um possível jogo de equipe para favorecer o australiano amanhã. Na segunda fila estão Alonso e Button, que junto com Webber se beneficiaram da punição de três posições aplicada a Lewis Hamilton. O campeão de 2008 marcou o 2º melhor tempo do Q3 na Índia, mas largará em 5º por ter desrespeitado o alerta da bandeira amarela nos treinos livres de ontem.Felipe Massa, em 6º, não pôde melhorar seu tempo graças a um acidente inusitado que sofreu na sua última tentativa de volta rápida. O brasileiro atacou a zebra da curva 8 com tamanho ímpeto que atingiu um casco de concreto escondido sob a grama. O choque quebrou a suspensão do carro de Massa.Não há previsão de chuva para a hora da largada do GP da Índia, que acontece às 7:30 da manhã de domingo pelo horário de Brasília, com transmissão da Tv Globo. Às 8 da noite desse sábado a Rádio Onboard transmite ao vivo o programa Pré-Race.Grid de largada para o Grande Prêmio da Índia:1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min24s1782º. Mark Webber (AUS/R[...]



Vettel, pelo prazer de vencer

2012-03-14T21:22:13.157-03:00

Lewis Hamilton não lê este blog, mas respondeu às perguntas feitas ontem por essas bandas. Se a cabeça do piloto do carro de número 3 voltou ao lugar ou não, é cedo para dizer, mas foi um alívio vê-lo na dura, linda e marcante disputa de posição com Mark Webber pelo segundo lugar depois da segunda rodada de pit stops. Quase uma volta inteira dividindo curvas lado a lado com o australiano, sem toques, no grande momento de um GP da Coreia morno e sem muita história.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Vettel correu sozinho e Hamilton venceu a corrida disputada pelos outros 23 carros (Foto: Reuters)"](image) [/caption]

Depois da largada e das primeiras voltas, foi difícil ver os líderes trocarem de posição na pista. As ultrapassagens se consumaram mais nos boxes do que nos 5615 sinuosos metros de Yeongam. Sebastian Vettel foi quem deu o bote ainda na primeira volta, deixou Hamilton para trás e não foi mais incomodado durante os outros 54 giros.

As histórias paralelas, quando existiram, não ascenderam do papel de coadjuvantes para o cartaz principal. Ainda assim, graças ao impressionante desempenho de Vettel, os holofotes estiveram voltados para os outros pilotos das três equipes grandes, talvez com exceção de Jenson Button, que sofreu com o desempenho do carro durante toda a corrida. Além de Webber e Hamilton, Fernando Alonso e Felipe Massa passaram a ser o foco da prova.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="A ordem de posições entre as Ferraris foi essa até o terço final da corrida (Foto: Getty Images)"](image) [/caption]

A disputa entre os vermelhos mostrou Massa num lampejo, a frente de Alonso durante boa parte da corrida e defendendo-se do espanhol enquanto pôde. Foi uma rara prova em que o brasileiro não se envolveu em nenhum contratempo grave, a não ser os enrolos da própria Ferrari nos pit stops. Deixado para trás depois de voltar dos boxes no meio do tráfego, ficou distante de Alonso no terço final da corrida, quando o espanhol era o piloto mais rápido da pista.

Alonso remou e levou quase 20 voltas para se aproximar de Button. Quando finalmente estava a cerca de dois segundos do quarto colocado, o espanhol deu pinta de ter ficado sem pneu e avisou pelo rádio que desistia da briga. E Dom Alonso, que conquistou um segundo lugar na raça em Suzuka, capitulou em Yeongam, mostrando o quanto é duro ver um piloto querendo andar mais que o carro sem conseguir.

Vettel só voltou à ordem do dia na bandeirada. “Yes, Yes, Yes”, repetidas vezes, ao comemorar a vitória e o bicampeonato da Red Bull no mundial de equipes. Já campeão, Vettel teria todos os motivos para encarar as corridas restantes como um cumprimento formal de tabela. Mas Vettel aparenta ser um piloto de verdade, e pilotos desse gênero tentam a vitória de qualquer forma, para o bem do time ou pelo simples gozo pessoal de vencer.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Vettel e o alto clero da Red Bull comemoram o bicampeonato de construtores (Foto: AP)"](image) [/caption]




Em Yeongam, menos é mais

2012-03-14T21:22:13.114-03:00

Com o campeonato de pilotos já decidido, acompanhar a Fórmula-1 nas madrugadas virou uma missão para os fanáticos. Sobretudo quando o que se tem que acompanhar são os treinos classificatórios sob um formato que já saturou o público. A sensação de enfado em Yeongam é reforçada pela pistaem si. Sãovárias curvas, de estilos variados, e isso não é ruim. Mas talvez Hermann Tilke tenha desenhado curvas demais na pista da Coreia do Sul sem atentar para a velha máxima de que, as vezes, menos é mais.Menos é mais. Se em 2011 houve algum piloto que precisou decorar esse mantra, esse piloto foi Lewis Hamilton. Menos ímpeto, as vezes, significa mais resultado. E Hamilton, envolvido em um caminhão de polêmicas, confusões, toques, batidas e punições, viveu seu calvário, ficando de fora da briga pelo título muito cedo e vendo Jenson Button brilhar. Se o campeão de 2008 aprendeu a lição, ninguém ainda sabe e eu mesmo, se tivesse que apostar, diria que ele não deve mudar muito seu modo de pilotagem. Nesses anos de Fórmula-1, Hamilton já deixou claro que é um típico win-or-wall. O inglês até pode tentar se domesticar, mas seu instinto, a meu ver, nunca vai estar totalmente domado.[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Longe das vitórias desde o GP da Alemanha, Hamilton tem outra chance na Coreia (Foto: Getty Images)"][/caption]Uma boa chance de descobrir como Hamilton vem absorvendo as críticas pode ser dada nesse GP da Coreia do Sul. Afastado da pole position desde o GP do Canadá do ano passado, o piloto da McLaren voltou a conseguir o direito de largar da posição de honra e finalmente desbancou a Red Bull, que fez a pole em todas as outras 15 oportunidades em 2011. Com o campeonato de pilotos já decidido e com uma briga pouco palpitante pelo vice, as grandes perguntas para as 55 voltas do GP da Coreia envolvem Hamilton. Como ele vai proceder em caso de disputa de posição com o agora bicampeão Vettel? E com Button? Hamilton, grande devorador de pneus, sobreviverá calçando supermacios?As respostas serão dadas na madrugada de sábado para domingo às 4 horas da manhã, pelo horário brasileiro de verão que começa à meia-noite. Baianos, e moradores do sul, sudeste e centro-oeste do Brasil terão uma hora a menos de sono. Mas menos é mais. Vai ser mais fácil virar a noite e ficar acordado para acompanhar a corrida até às 5:30 da manhã.Grid de largada para o Grande Prêmio da Coreia do Sul:1º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min35s820 ( 14 voltas )2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min36s042 ( 12 )3º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min36s126 ( 14 )4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min36s468 ( 11 )5º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min36s831 ( 16 )6º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min36s980 ( 11 )7º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 1min37s754 ( 12 )8º. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault), 1min38s124 ( 19 )9º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), sem tempo ( 16 )10º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), sem tempo ( 14 )11º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), 1min38s315 ( 11 )12º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min38s354 ( 9 )13º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), 1min38s508 ( 11 )14º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min38s775 ( 13 )15º. Bruno Senna (BRA/Lotus Renault), 1min38s791 ( 14 )16º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), 1min39s189 ( 8 )17º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), 1min39s443 ([...]



700 vezes McLaren

2012-03-14T21:22:13.076-03:00

Como torcedor dessa equipe, não poderia deixar passar em branco uma marca comemorativa que claro, significa muito tratando-se de uma categoria suscetível a tantas mudanças nas últimas décadas. Mudanças no regulamento, mudanças nos carros, mudanças na maneira de se fazer Fórmula 1 e especialmente financeira. Não é qualquer equipe que sobrevive tanto tempo depois de revezes financeiros, principalmente hoje em dia com o tamanho medo de um novo caos na economia mundial.

[caption id="" align="aligncenter" width="600" caption="Wallpaper comemorativo à marca de 700 GPs da McLaren"](image) [/caption]

A McLaren completará na Coréia do Sul, no GP deste final de semana a incrível marca de 700 Grandes Prêmios disputados. Grandes nomes passaram por essa grande escuderia. Ela também passou por anos angustiantes, difíceis, no entanto, mais sorriu do que chorou. Foram várias conquistas, vários títulos e atualmente conta com dois campeões mundiais em seus cockpits.

A McLaren sonha mais alto e pretende em breve entrar de vez para competir no setor de automóveis com grandes forças como Ferrari, Mercedes, Porshe e outras. E que venham pela frente mais 700 GPs e uma equipe que vá muito além até mesmo do que a própria F-1, que a fez tão grande.

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O menino que venceu em Monza

2012-03-14T21:22:13.028-03:00

Setenta e sete gps, 27 poles, 33 pódios, 19 vitórias e quatro anos depois de estrear na Fórmula-1, Sebastian Vettel é bicampeão da categoria. O post de hoje pedia um tom reflexivo sobre a carreira desse garoto, mas, desde domingo, quando penso em Vettel, imediatamente sou enviado para o dia 14 de setembro de 2008.

A vitória de Vettel naquela corrida, depois de cravar a pole numa Monza molhada como nunca se viu, de ponta a ponta, naquele asfalto sagrado, com um Toro Rosso e com todos os grandes na pista foi indício do que estaria e do que ainda está por vir na carreira do menino Vettel. O desempenho do alemãozinho naquela prova e tudo o que sucedeu no pós-corrida, para mim, resumem Vettel, tanto como piloto, mas também como personalidade do circo da Fórmula-1.

Como piloto, Vettel mostrou que era extremamente talentoso e rápido, tanto no molhado como no seco. Como personagem, começava a se tornar conhecido um sujeito bem humorado e carismático. Unindo os polos profissional e pessoal, estava a estrela de campeão que o acompanhou durante todo o fim de semana. Afinal, é preciso ter muita estrela para entrar no clube de vencedores de corridas de Fórmula-1 pela porta da frente, vencendo o lendário GP da Itália em Monza. Talento, velocidade, bom humor, carisma, estrela. Isso é Sebastian Vettel. Um talento nato.

O feito em si, o lugar, a reação do público, a identificação com um antigo campeão... Poucas vezes foi tão difícil para esse blogueiro não se emocionar:

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Enfim, é isso o que eu consigo dizer a respeito de Vettel por enquanto. Seu bicampeonato não é tudo e creio que suas melhores histórias ainda estão por vir. Porém, por mais vitoriosa que seja sua carreira, Vettel vai ser sempre, para mim, o menino que venceu em Monza e abriu um paradigma novo. Alguém que não estivesse numa Ferrari ou numa McLaren podia sim fazer a pole, liderar toda a corrida e vencer. Simplesmente por abrir os olhos do mundo para esse hipótese hoje tão óbvia, e a primeira vitória de Sebastian Vettel sempre será mais importante do que qualquer um de seus títulos.