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Blogue di Nhu Naxu



Em África, todas as manhãs, uma gazela acorda. Sabe que tem de correr mais depressa que o leão, ou será morta. Em África, todas as manhãs, um leão acorda. Sabe que tem de correr mais depressa que a gazela, ou morrerá de fome. Não interessa se



Updated: 2017-07-10T12:38:59.602-01:00

 



A “bomba” que implodiu

2011-09-02T21:16:04.931-01:00

Independentemente de ser verdade ou não,de haver ou não motivos para suspeição,esta "bomba" do jornal A Semana lembrou-me do romance Samarcanda de Amin Maalouf.Uma das personagens principal,astrónomo,poeta,um homem de bem e um sábio,é interpelado para assumir o poder como vizir uma vez que tem todas as qualidades para tal.Ele responde qualquer coisa do tipo:"as qualidades que são precisas para governar não são as que se devem ter para subir ao poder.Para gerir bem os negócios públicos é necessário esquecer-se de si mesmo,não se interessar senão pelos outros,sobretudo pelos mais infortunados;para chegar ao poder,é indispensável ser-se o mais ávido dos homens,só pensar em si mesmo e estar preparado para esmagar os amigos mais próximo.Eu não esmagarei ninguém!"



Epitáfio

2011-09-02T16:19:56.393-01:00

Aqui jaz o Ministério da Família e Desenvolvimento Social,que o «pai» trouxe ao mundo unicamente para alegrar e acomodar um camarada influente;um ministério que nem aprendeu a andar sozinho porque só lhe foi permitido dar ar da sua graça durante uns curtos 5 meses de vida,tempo esse que não foi suficiente para justificar a sua criação.Aqui jaz o ministério com a história de vida mais curta da democracia do país. 



Aristides Lima

2011-08-31T21:06:50.726-01:00

Ao contrário do que se diz,Aristides Lima não ganhou mas apenas confirmou o grande capital político que já tinha há já alguns anos.São poucos os políticos que conseguem manter consolidado o capital político durante tanto tempo.É precisamente por esse capital político que já detinha que ARL era uma candidato forte,mesmo sem o apoio do PAICV.Foi esse capital político que fez ARL atingir o número de votos que conseguiu na 1ª volta das presidenciais e não o que se diz por aí,que ele ganhou capital político com os resultados da 1ª volta.Por isso,o que faz sentido é perguntar o quê AL vai fazer com o capital político que confirmou ter.O que eu espero de ARL,é que ele comece já a fazer o caminho para uma nova candidatura em 2016.Mas,na política nada é certo...



Gestores da Marca Cabo Verde

2011-08-31T18:19:40.037-01:00

Hoje passei umas horas a ouvir uma amiga a "reclamar" sobre Cabo Verde.Ou melhor,sobre a imagem que se tem sobre Cabo Verde cá fora.Disse me ela que,nós os cabo-verdianos que vivemos cá fora,somos um exímio "vendedores" do nosso país.Justificou dizendo que a imagem que passamos do nosso país cá fora,através dos estudantes,imigrantes e revistas de turismo,pura e simplesmente não corresponde à realidade do país.A imagem destoa da realidade.O imaginário narrado nas revistas e imagens publicitárias não passam de narrativas construídas com intuito propagandista.Enfim,voltou de CV decepcionada e sentindo ter ido para lá «iludida».O problema não é a qualidade dos serviços mas sim o desencontro entre a imagem e a realidade do país.Defendeu até que,os cabo-verdianos em Portugal «são mais autênticos» que os cabo-verdianos que estão em Cabo-Verde no sentido em que vivem e sentem mais o Cabo-Verde.Os emigrantes cabo-verdianos são não apenas os embaixadores do país cá fora mas principalmente os marketeers e gestores da marca Cabo-Verde.



Entrevista José Maria Neves

2011-08-28T20:00:44.263-01:00

As respostas de José Maria Neves ao jornal A Semana demonstram,de início ao fim,uma preocupação em "apaziguar os ânimos". Enquanto presidente do PAICV vai fazer de tudo para resolver as contendas internas e evitar uma divisão do grupo parlamentar do partido;enquanto 1º ministro,vai também fazer tudo para ter uma coabitação pacífica com o novo Presidente da República.Contudo,parece-me que a 1ª tarefa vai ser mais complicada que a 2ª.Estando o partido na situação em que está,com a oposição interna praticamente a preparar-se para uma luta pelo poder,parece-me arriscado reafirmar mais uma vez que JMN não será candidato à 1º ministro em 2016.Isso vai atiçar ainda mais os pretendentes ao cargo de presidente do partido.Se,por um lado,JMN pretende cumprir o mandato como 1º ministro até ao fim,por outro lado o partido vai precisar de ter um presidente com algum tempo no cargo para preparar-se como provável candidato à 1º ministro.Ou seja,o presidente do partido que vai suceder a JMN não deve ser eleito com apenas alguns meses antes das eleições de 2016.A não ser,é claro,que JMN já tenha em mente,e no governo, o seu sucessor/a que vai "propor" ou apoiar quando sair do governo.Até lá,pouco a pouco,o presidente do partido e 1º ministro "vai treinando" o seu delfim para o "substituir" no partido e no governo.



Steve Jobs

2011-08-26T13:50:55.906-01:00

“O teu tempo é limitado, por isso não o gastes a viver a vida de outra pessoa. Não caias na armadilha do dogma, que é viver de acordo com os resultados do pensamento de outras pessoas. Não deixes que o barulho criado pela opinião dos outros silencie a tua voz interior. E, acima de tudo, tem a coragem de seguir o teu coração, a tua intuição. Por uma razão qualquer, eles já sabem o que tu queres ser. Tudo o resto é secundário.”



Electra

2011-08-26T13:48:52.867-01:00

O problema da Electra não é apenas da tesouraria. A empresa também tem um problema tecnológico (nomeadamente a baixa capacidade tecnológica) e, principalmente, um problema de gestão (nomeadamente a ausência total da preocupação com a qualidade dos serviços nas práticas de gestão da empresa). As avarias não acontecem apenas pela sobrecarga provocada pelas ligações ilegais mas também pelas tecnologias obsoletas que ainda é utilizada para a distribuição da energia. O Estado, como o principal accionista, não deve injectar dinheiro na empresa apenas para saldar as dívidas mas também para a necessária modernização tecnológica da empresa. Mas não se trata apenas da modernização tecnológica, a empresa também precisa incrementar a sua capacidade tecnológica sendo esta um factor fundamental para se resolver de vez as constantes avarias. Por outro lado, a empresa não dá importância nenhuma a qualidade dos serviços que vendem e isso deve-se não só à falta de concorrência no mercado mas também pela própria cultura organizacional da empresa, cujo valores não estão virados para serviço ao cliente.Por isso,a culpa da actual situação da empresa não cabe exclusivamente ao governo mas também aos gestores que por lá passaram ao longo de anos.



Muita calma nessa hora!

2011-08-24T22:23:28.499-01:00

Há por aí uma ideia a circular,como que para «plantar» confusão,cujo conteúdo gira em torno da caída do governo num futuro não muito distante.O fundamento da ideia é de que,com um presidente de outro cor política e,principalmente,devido aos excessos das campanhas,há pouca condições objectivas para uma longa convivência entre o governo e o novo presidente.Muita boa gente está a esfregar as mãos aguardando a queda do governo.E boa parte dessa gente espera que o novo presidente seja um agente activo nesta queda.Ora,essa queda depende mais do PAICV de que do novo presidente; depende mais da relação entre o governos e o grupo parlamentar que o suporta do que dá relação entre o governo e a presidência.Com a maioria no parlamento e pelo perfil do novo presidente,só em casos muito excepcionais o presidente pode vir a ter a iniciativa de precipitar a queda dum governo eleito em Fevereiro passado.O próprio presidente estaria a correr um grande risco para a sua carreira política.Por isso,essa ideia de uma futura queda do governo parece-me mais desejo de revange do que qualquer luta em prol da democracia.



Entrevista do novo presidente

2011-08-24T04:55:21.144-01:00

Cabo Verde. O novo presidente que sonha com a livre circulação no espaço da CPLPJorge Carlos Fonseca diz que tem muitos amigos em Portugal, nos diversos quadrantes políticos, no mundo académico e empresarial. "Estudei em Portugal, fui professor na Faculdade de Direito de Lisboa durante muitos anos e na universidade em Macau. Tenho muitos amigos na área social-democrata e na área socialista, e portanto sempre que possível potenciarei esses conhecimentos e amizades em prol do desenvolvimento de Cabo Verde". Ao i, por telefone, dá a sua primeira grande entrevista depois da vitória na segunda volta das presidenciais cabo-verdianas de domingo, onde derrotou Manuel Inocêncio Sousa, do PAICV, o partido que vai na terceira maioria absoluta no parlamento.Durante a campanha chegaram a dizer que se fosse eleito ia fazer oposição ao governo desde a presidência.Isso são acusações de campanha. Toda a gente sabe que as relações entre o governo e o presidente da República estão traçadas e balizadas pela Constituição e, num sistema como o de Cabo Verde, desde que o governo tenha um suporte maioritário no parlamento, as hipóteses de demissão do governo ou de dissolução do parlamento são praticamente inexistentes. Isto quer dizer que a estabilidade do governo depende mais de uma maioria parlamentar que do presidente da República. Agora naturalmente que a estabilidade governativa não quer dizer que o presidente não tenha voz própria e, se for necessário, deve exercitar os poderes que a Constituição lhe confere.Mas a verdade é que a sua candidatura foi apoiada pelo Movimento para a Democracia (MpD), o maior partido da oposição. Ou seja, a sua visão é diferente da do governo de José Maria Neves, do PAICV. Não poderá isso criar conflitos institucionais?Apresentei a minha candidatura irreversível em Novembro de 2010, muito antes das legislativas - portanto, não sabia quem ia ganhar as eleições - e muito antes de ter o apoio político formal do MpD. Depois, não sou membro de nenhum partido desde 1998 e o meu percurso político sempre foi marcado pela independência de pensamento e pela autonomia. Isso mesmo foi sublinhado pelo presidente do MpD várias vezes junto dos seus militantes. Além disso, tive o apoio do Grupo Independente para a Mudança do Sal (GIMS) - que lidera a Câmara Municipal do Sal -, do presidente da União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID), e ainda de várias personalidades independentes. E a minha candidatura é geneticamente independente e de cidadania.Manuel Faustino, o seu mandatário nacional, diz que irá exercer como presidente uma magistratura de influência. Quais são as virtudes e as limitações dessa magistratura?Respeitando as competências do governo e cooperando lealmente com ele, serei um presidente atento aos problemas do país - que tem grandes problemas e desafios por vencer, como o desemprego, o crescimento acelerado da economia, a contenção da insegurança a níveis suportáveis comunitariamente, a credibilização da justiça, o aprofundamento do poder local democrático, o debate sobre a regionalização. Se o presidente é eleito directamente pelos cidadãos - e tem uma legitimidade democrática directa -, deve estar atento aos problemas e tentar ajudar a resolvê-los. Em cooperação com o governo, mas sempre em diálogo com a sociedade cabo-verdiana. Quero com isso dizer que serei um presidente com voz própria, que intervirá na medida do necessário para dar uma contribuição positiva e construtiva para a resolução dos grandes problemas nacionais. Mas serei sobretudo um lutador intransigente pela afirmação da democracia pluralista, do Estado de direito moderno e um grande defensor da Constituição.Acha que a democracia cabo-verdiana está preparada para a coexistência de um presidente e de um governo de [...]



Parabéns ao IEFP

2011-08-23T20:04:02.050-01:00

O nosso IEFP completou 17 anos e,como principais "realizações",é apresentado a formação profissional,programas de inserção e infraestrutura e reforço do quadro legal e institucional.Isto tudo é muito positivo mas sabe a pouco coisa em 17 anos de vida de uma instituição.Sobre o emprego,nada!Quais tem sido os programas de criação de posto de trabalhado levado a cabo pelo instituto nestes anos todos?Qual foi o impacto desses programas na criação de emprego e combate ao desemprego?Ninguém sabe!E,parece-me,que o IEFP não está interessado nisso porque,efectivamente,está exclusivamente concentrado na formação profissional.Era de aproveitar a ocasião para alterar o nome da instituição para IFP- Instituto de Formação Profissional.



Sinais dos tempos

2011-08-23T19:56:00.270-01:00

Há dias foi George Soros,um dos homens mais rico do mundo,a "suplicar" a criação de mais impostos para os norte-americanos mais ricos;agora é um grupo de milionários franceses que apresentaram o mesmo pedido ao presidente da França.Os ricos,tradicionalmente da direita liberal que sempre combateram para pagar menos impostos possível,querem agora pagar mais impostos;parece que está tudo doido!Será que querem mesmo ajudar a combater a actual ou crise ou será que tudo não passa de uma tentativa de limpar a imagem que piorou com esta crise?



1 Million Dollar Question

2011-08-23T04:21:31.426-01:00

Quem será o candidato presidencial apoiado pelo PAICV para concorrer à eleições presidências contra JCF daqui a 5 anos:


1- Aristides Raimundo Lima?
2- David H. Almada?
3- Cristina Fontes?
4- José Maria Neves? 



Precisa-se de estudos

2011-08-22T16:32:08.503-01:00

O que aconteceu aos votos depositado em Aristides Lima na 1º volta?
As hipóteses são várias mas as mais plausíveis são de que os anteriores votantes em ARL resolveram na 2ª volta:
   - abster-se ou,
   - votar em JCF (o que pode ter acontecido porque grande parte daqueles que votaram ARL na 1º volta,eram pessoas do MPD que,com ARL fora da corrida,resolveram votar em JCF e/ou porque uma boa parte de pessoas do PAICV preferiu ver JCF na presidência do país).


Os nossos politólogos deveriam perder mais tempo a estudar o comportamento eleitoral em CV,em vez de "réplicas" atrás de "réplicas" sobre a transição para a democracia.Mais do que "palpites" e "achismo",que é o que eu faço aqui por não ser politólogo,os cientistas político têm aqui uma oportunidade para fazer estudos pós-eleitoral,ou seja,comparar os dados das sondagens com os votos ou comparar os votos da 1ª volta com os da 2ª volta.Que factores influenciam a mudança entre as sondagens pré-eleitoral ao voto?O que faz com que o comportamento corresponda ou não à anterior intenção de voto?O quê aconteceu entre a 1ª e a 2ª volta?



E pronto!

2011-08-22T04:34:40.690-01:00

De repente não houve compra de votos e as eleições correram as mil maravilhas.O ensaio prévio das justificações para a fraude eleitoral ficou na gaveta.O vencedor não foi o JCF mas sim o MPD;o derrotado não foi o MIS mas sim o PAICV.Nem era preciso estar na mesa de voto para fazer essa constatação.Jorge Carlos Fonseca será o próximo presidente mas o vencedor destas eleições foi o MPD.Pelo menos aqui,as sondagens traduziram o comportamento do eleitor: numa eventual 2ª volta entre Manuel Inocêncio Sousa e Jorge Carlos Fonseca, este seria o vencedor.Muita gente do PAICV deve ter passado a noite a pensar no Aristides Lima.O quê esta derrota significará para o PAICV e o seu presidente? Qual vai ser o impacto nas próximas eleições autárquicas?Não creio que governo vá ter a vida mais complicada por coabitar com um presidente que não é da sua cor política,pela simples razão de ter a maioria no parlamento.Mas governo não deve esperar ter um amigo na presidência.Doravante,é aqui,no parlamento,que o governo vai passar a ter o seu principal "braço direito". Mas,durante uns tempos José Maria Neves vai ter a vida mais complicada no seio do PAICV.A direcção e a CN do partido erram politicamente ao confiar em demasia na força eleitoral do partido no terreno e no factor José Maria Neves;acreditaram que estando no terreno e com JMN nas campanhas ao lado do candidato seria suficiente para mudar as intenções de voto detectada pelas sondagens.Por duas vezes,Jorge Carlos Fonseca ficou a frente;talvez isso sirva como uma lição de humildade!O que vai fazer a ala que apoiou Aristides Lima?Vão "culpar" o presidente do partido e avançar com um candidato à presidência do partido no próximo congresso?



Imaturidade

2011-08-19T14:12:33.398-01:00

Em todas as eleições temos assistido os partidos a se acusarem mutuamente de «compra de votos»;nas autárquicas,nas legislativas e nas presidenciais,parece que só se consegue vencer com «compra de consciência».Isto já se tornou cansativo!E é por ser tão repetida que dá a sensação de ser "desculpa de mau pagador".Mais: até o vencedor acusa o derrotado de recorrer a esquemas de condicionamento do voto.Ou seja,venha o diabo e escolha o mais prevaricador.Se nem os partidos e nem os políticos conseguem ter «espírito   democrático»,como é que podem esperar que o eleitorado cabo-verdiano seja maturo?Aliás,os políticos não são são tão maturos quanto o eleitorado.Existe a CNE,a Procuradoria Geral da República e,uma boa ideia do 1º ministro,a possibilidade de criar uma Comissão Parlamentar para investigar essas acusações.Há que acabar com essas acusações e suspeições de uma vez por todas,há que acabar com a impunidade de quem viola a constituição e de quem acusa levianamente.Estas acusações é nada mais nada menos do que um indicador da falta de maturidade da nossa democracia.



Para discutir no futuro próximo

2011-08-19T13:37:12.719-01:00

Hoje é claro para todos que as pessoas vão votar nos partidos e não nos candidatos presidenciais;em termos formais temos uma coisa que a prática faz questão "de não cumprir".Porque não proibir os partidos políticos de apoiarem os candidatos presidenciais? Para além de acabar com a “confusão de papeis” entre os partidos e os candidatos, isso permitiria eliminar a injusta competição entre os candidatos,entre aqueles que tem e aqueles que não tem apoio partidário.Um candidato sem apoio partidário não consegue disputar com um candidato apoiado pelo MPD ou pelo PAICV.Qual seria  os resultados das eleições do passado dia 7 de Agosto se Aristides Lima não tivesse o apoio da UCID e da PTS, se Jorge Carlos Fonseca não tivesse o apoio do MPD ou se Manuel I. Sousa não tivesse o apoio do PAICV. Quais dos candidatos iniciais estariam agora na 2ª volta e quem teria melhores condições para ser o próximo Presidente da República?



Curiosidade

2011-08-19T13:03:21.349-01:00

Após o "regresso" dos "traidores" as fileiras do partido,como se esperava,o partido vai se unir em torno do candidato que apoia.Os apoiantes do Manuel Inocêncio Sousa regozijaram e salientaram o facto de contar agora com o apoio da ala que apoiava outra candidatura.Até o 1º ministro fala agora na necessidade de se perdoarem uns aos outros.Isto tudo é positivo para o partido.Contudo,não custa nada perguntar: será que a ala que apoia Manuel Inocêncio estaria agora a apoiar Aristides Lima caso este tivesse passado para a 2ª volta?Será que o partido estaria tão unido se a 2ª volta fosse entre Aristides Lima e Jorge Carlos Fonseca? 



Porque não?

2011-08-17T23:18:51.913-01:00

Como Portugal serve de referência para quase tudo o que fazemos em Cabo Verde,nomeadamente,na maioria das políticas públicas,esta é uma medida que,a ser aplicada,em teoria podia melhorar a nossa administração pública: "Novos dirigentes do Estado têm de ser licenciados há 12 anos".



Importa-se de repetir??

2011-08-17T23:14:09.662-01:00

"Falando de sondagens, as empresas decepcionaram em toda a linha com os números prognosticados. Pior é que ninguém veio a público nem para pedir e muito menos para dar explicações aos cidadãos dos por quês de tantos desencontros de números se todas as empresas são supostamente independentes e usam metodologias científicas credíveis. Enfim, não apareceram nem as empresas e nem as candidaturas - que estranho!!! Bota estranhamento nisso!!! A imprensa escrita – jornal “A nação”- levantou essa questão: parabéns!"
João Alvarenga

É um facto: todas as sondagens pré-eleitoral falharam!Todos davam Aristides Lima a passar para a 2ª volta."Se as eleições fossem hoje o candidato X passaria para a 2ª volta".Se fossem hoje,e não amanhã ou depois de amanhã.É assim que uma sondagem deve ser lido.Não se pode dizer e muito menos esperar que uma sondagem de duas semanas antes das eleições seja traduzida em resultados eleitorais porque as sondagens medem intenções num dado momento.As sondagens não medem o voto e nem tentam prognosticar ou prever os resultados eleitorais. Logo, só com má intenção ou pressa de criticar é que se pode acusar as empresas de sondagens de terem falhado. Muitas vezes dá-se o facto dos resultados eleitorais corresponderem aos resultados das sondagens.Mas isso não é porque as sondagens foram muito bem realizadas ou que "acertaram";simplesmente,o partido ou o candidato "não dormiu na forma",ou seja,fez tudo para que as intenções não se alterassem.A preocupação de um politólogo deveria ser sim tentar explicar o que de facto provocou esse desencontro entre as intenções e o comportamento.Mas explicar cientificamente e não com suposições ou «achismos». As empresas de sondagens não tem nenhuma explicação a dar porque elas não recebem para fazer previsão.Quem,como João Alvarenga,pensa o contrário não entende como funciona ou para quê serve as sondagens.



Marx Tem Razão

2011-08-16T14:49:51.382-01:00

Em Funky Business:how to enjoy capitalism os economistas Kjell Anders NordströmJonas Ridderstråle defendiam que Marx tinham razão quando escreveu que «os trabalhadores serão os principais detentores dos meios de produção» argumentando que os trabalhadores são os detentores do principal meio de produção na economia moderna- o conhecimento.
Agora é o economista que ficou famoso ao prever actual crise,Nouriel Roubini, defender que Marx tinha razão:"nos últimos dois ou três anos estivemos ainda pior, porque tivemos uma redistribuição de rendimentos do trabalho para o capital, dos salários para os lucros e os desequilíbrios entre rendimentos e riqueza aumentaram. Karl Marx estava certo, em algum ponto, o capitalismo pode destruir-se a si próprio, porque não se pode continuar a transferir rendimentos dos salários para os lucros sem ter menor capacidade de trabalho e uma menor procura".



A 2ª volta das presidenciais

2011-08-16T07:01:18.397-01:00

Há por aí uma crença de que o eleitorado "crioulo" mudou e que está mais maduro.Até certo ponto,isso corresponde a nossa realidade mas não se iludam: o perfil do eleitor cabo-verdiano é muito menos "sofisticado" do que todos desejaríamos.E os partidos fazem tudo para que tudo se mantenha desta forma.Nas eleições legislativas de Fevereiro as pessoas foram votar,naturalmente, nos partidos políticos;nas presidenciais do passado dia 7 de Agosto,os eleitores foram votar nos partidos políticos e,no próximo dia 21,os eleitores também vão votar nos partidos políticos.Vai ser assim: os eleitores,principalmente aqueles com escolaridade mais baixa,vão ter como preocupação saber quem é do MPD e quem é do PAICV e,por outro lado,a preocupação dos cabos eleitorais vai ser esclarecer a esses eleitores qual é o candidato apoiado pelo MPD e qual é apoiado pelo PAICV.Não vai ser o Jorge Carlos Fonseca e nem o Manuel Inocêncio Sousa a perder ou a ganhar as eleições;o dia 21 de Agosto vai ser uma "luta" entre o PAICV e o MPD,os candidatos pouco importam.



Public Intellectuals: A Study of Decline

2011-08-12T15:13:36.244-01:00

(image)

"Num interessante e polémico livro publicado em 2001 com o título "Public intellectuals, a study of decline", Richard Posner demonstrava com recurso a um estudo quantitativo que o comentário político e económico (por aqueles a quem ele chama de intelectuais com intervenção pública) estava em declínio acentuado nos Estados Unidos desde o final dos anos 80. O argumento do autor é que na actual sociedade de consumo, o comentador político e económico é preguiçoso, não estuda, escreve generalidades e banalidades, erra sistematicamente na sua análise e prefere servir uma agenda ideológica sem sofisticação ou conteúdo intelectual. Posner pergunta-se porque semelhante mediocridade se tornou prevalecente depois dos anos 70. Por outras palavras, se um comentador falha de forma reiterada e sistemática na sua análise, o normal é que perdesse credibilidade e fosse afastado da opinião publicada por falta de procura (um produto ou serviço com propaganda enganosa reiterada ou de qualidade claramente inferior não pode sobreviver num mercado concorrencial). Mas não é o que acontece. Posner sugere algumas pistas. Uma, a cartelização dos meios de comunicação e a sua captura por agendas ideológicas para as quais a qualidade do comentário publicado é irrelevante. Outra, numa sociedade de consumo massificada, não queremos dúvidas, mas certezas; não queremos perguntas, mas respostas; não queremos um debate profundo, mas pura propaganda que confirme os nossos dogmas e crenças".



Até quando?

2011-08-11T18:26:15.638-01:00

Ainda a Espanha e a Itália nem tiveram tempo de esfregar os olhos e,de repente,é a vez da França fazer parte desta crise mundial.Especulação,especulação,especulação!Já não há como desmentir isso.E,ninguém consegue fazer nada,ninguém tem poder para controlar os mercados financeiros desregulados.Não há planos de austeridade que convença os investidores porque estes querem "esticar a corda" até ao máximo possível:quanto mais alto os juros mais tem a ganhar com os investimentos.Alguém sabe como combater a especulação financeira?



A Ala F

2011-08-11T17:49:31.094-01:00

É a ala F de Filú.O que vão fazer agora com o piscar de olhos e o súbito acto de humildade do presidente do partido?Esquecer,mesmo que conveniente e temporariamente,os "excessos" de que foram alvos recentemente?Ou,é a hora de "cobranças" e de pôr as cartas em cima da mesa? Uma coisa é certa:na política tem de se engolir em seco muitas coisas e saber sofrer «atrás das esquinas»,principalmente por parte daqueles que são políticos profissionais.Por isso,não admira nada que o «combate» que muitos desejam seja adiada até uma melhor oportunidade.Até depois da 2ª volta das eleições presidenciais,até o próximo congresso ou até as próximas eleições autárquicas.Todos sabem que o mundo da política é mais calculismo do que moralismos;mas há momentos em que o «brio» tem de estar acima da táctica.É nesse dilema que está a ala F: ir para a "guerra" ou aguardar entre as trincheiras?A estratégia de um político profissional não é muito difícil de "adivinhar"...



Revolução?

2011-08-11T17:04:38.254-01:00

A revolta,ou melhor,o vandalismo dos últimos dias nas cidades britânica não tem nada de revolucionário.Na sua base não existe nenhum reivindicação sólida: é o anti-capitalismo?Como é que se pode lutar contra o capitalismo e,ao mesmo tempo,fazer de tudo para roubar produtos capitalista?neoliberalismo?Então,"este" não está actualmente em crise?É a desigualdade social?É o desemprego?No actual estado da economia mundial,vai-se reclamar para que emprego?É o racismo por parte da polícia?Talvez haja razões para reclamar do comportamento da polícia mas,essa justificação,de nada serve aos proprietários das lojas,restaurantes e supermercados que foram saqueadas.Na verdade o que temos assistido na tv é um grupo de jovens onde uma parte está desenraizada,sem perspectivas e cheio de revolta,pela falta de oportunidades e pela estigma social,e uma outra parte é constituída por puros oportunistas.Está revolta está a aparecer mais uma revolta contra o consumismo-exclusão levado a cabo por um grupo de consumismo-excluídos.
A existir alguma causa legitima,não é com actos de vandalismo e roubalheira geral que se vai conseguir alguma justiça social ou combater a desigualdade.Não podemos confundir vandalismo com revolução.A desigualdade social combate-se com medidas políticas e não nas ruas!