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livros, livrarias e livreiros



Tem por objetivo trocar ideias sobre livros, leitura, livrarias físicas, livrarias virtuais, e-commerce B2B e B2C, formação de livreiros, cauda longa, nichos de mercado, fidelização de clientes, história do livro, direitos autorais, acesso, e-book,



Updated: 2017-09-17T07:26:47.481-03:00

 



Por que seu produto vende?

2016-12-02T22:51:46.656-02:00

Por que alguém compra alguma coisa, seja um produto, seja um serviço?Quem compra algo da sua empresa é o quê?Qual é mesmo a finalidade da sua empresa existir?Uma compra só acontece para que uma necessidade seja satisfeita. Essa necessidade pode ser física e/ou psicológica. A pessoa que faz a compra é um cliente e, a sua empresa tem por finalidade, criar um cliente, atendê-lo e fidelizá-lo.Qual o preço do seu produto? Ele vale o preço pedido? Você baseia seu negócio no preço ou no valor para o cliente?Jeff Bezos, CEO da Amazon, já disse que “Não estou preocupado com alguém que cobra 5% a menos. Estou preocupado com quem oferece melhor experiência.”E Steve Jobs, CEO da Apple, “Nossa crença era de que se continuássemos apresentando ótimos produtos aos clientes, eles continuariam abrindo a carteira.” Preço NÃO é argumento de venda. Valor, sim. Que vendamos satisfação, portanto.“Quando você vê uma empresa depender excessivamente de descontos e incentivos para impulsionar suas vendas, é um sinal de alerta. A liderança pelo preço é, sem dúvida, um sinal de produto ou serviço não diferenciado. Muitas empresas de marketing e vendas abusam dos incentivos e descontos. Isso porque é mais fácil vender por um preço menor do que trabalhar para convencer os clientes do valor inerente a um preço mais elevado. Também é da natureza humana preferir vender por um preço mais baixo a correr o risco de perder uma venda. O problema é que o comportamento adepto da concessão de descontos transmite uma mensagem aos consumidores de que a oferta não vale o preço pedido. Desse modo, é inevitável que os clientes simplesmente esperem uma oferta melhor. A venda baseada no preço é como um vício. A partir do momento em que o comportamento adepto dos descontos invade uma empresa, torna-se difícil controlar o hábito.” Saul Kaplan.Para Philip Kotler “a promoção de vendas deve ser usada com parcimônia. A repetição incessante de descontos, cupons, ofertas e brindes pode desvalorizar a marca na percepção dos consumidores, e, talvez, leve o cliente a esperar pela próxima campanha, em vez de comprar agora.”Jack Welch, CEO da GE, já ensinou que “Qualidade é a nossa melhor garantia da fidelidade dos clientes, nossa defesa mais poderosa contra a competição externa e o único caminho para o crescimento e lucro sustentáveis.” Nessa linha, Steve Jobs deu um conselho à Nike: “Vocês produzem alguns dos melhores produtos do mundo, mas também fazem um monte de porcarias. Livrem-se das porcarias.”Portanto, vamos investir nosso tempo em fazer melhores produtos e serviços, criar melhores experiências para os clientes com esses produtos e serviços, atender melhor os clientes, fazer com que comprem mais vezes ao longo do ano, ao invés de ficar pensando em quanto de desconto deve ser dado, em criar cupons e coisas do gênero.Cliente que vem por preço, por preço vai embora, assim como a margem (de lucro).Se você não cuidar do seu cliente, alguém o fará.Bibliografia:KAPLAN, Saul. Modelos de Negócios Imbatíveis. São Paulo; Saraiva; 2013KOTLER, Philip. Marketing de A a Z. Rio de Janeiro; Elsevier; 2003THOMAS, Alan Ken. Steve Jobs em 250 frases. Rio de Janeiro; Best Business; 2012[...]



Saiu na mídia # 17: O livro de papel parece ter mais futuro hoje do que ontem

2013-09-28T17:32:43.174-03:00

Compartilhando. Publicado no site da Exame (somente o texto)Em tese, a pequena livraria da americana Keebe Fitch, a McIntyre’s Books, em Pittsboro, na Carolina do Norte, já deveria ter fechado as portas. Keebe viu o avanço das grandes redes, como Barnes & Noble, nos anos 90. Testemunhou também a explosão das vendas pela internet, sobretudo o fenômeno varejista Amazon, nos anos 2000.E, mais recentemente, foi a vez de os e-books mudarem novamente o mercado livreiro nos Estados Unidos. Mas a loja de Keebe, herdada de seus pais e há 25 anos no mercado, vai muito bem: a expectativa é faturar 10% mais em 2013. E a McIntyre’s Books é tudo, menos um caso isolado. As vendas das chamadas livrarias alternativas nos Estados Unidos aumentaram 8% em 2012. O número de lojas também voltou a crescer. “Oferecemos uma série de serviços que enriquecem a experiência do cliente na livraria. Caso contrário, ele compraria online”, diz Keebe.Em seu cardápio estão encontros com escritores e discussões entre leitores com interesses comuns. O curioso é que, até há pouco tempo, a morte do livro em papel era dada como certa — e, consequentemente, das livrarias. Sim, vendem-se menos livros em papel hoje do que em 2007 nos Estados Unidos, ano do lançamento do Kindle, o leitor eletrônico da Amazon. O futuro, porém, não parece ser de uma onipresença eletrônica. Depois de um início espetacular, o crescimento da venda de e-books nos Estados Unidos, mercado considerado um laboratório das experiências digitais, perdeu fôlego. De acordo com a consultoria PricewaterhouseCoopers, as vendas de e-books devem crescer 36% em 2013, mas apenas 9% em 2017 — embora sobre uma base obviamente maior.“Não há mais fôlego para o e-book crescer como antes”, diz o consultor Mike Shatzkin, um dos maiores especialistas em mercado editorial digital. Não é que o consumidor vá perder o interesse, pelo contrário.No mundo, a venda de e-books deverá movimentar 23 bilhões de dólares em quatro anos. Ainda assim, de cada dez livros vendidos em 2017, apenas dois serão eletrônicos, segundo as previsões mais respeitadas. Não faz muito tempo, acreditava-se que a indústria do livro sofreria o mesmo destino da indústria fonográfica. O surgimento do MP3 abalou o mercado de CDs e, consequentemente, as grandes lojas de discos. O mercado de livros, no entanto, tem se comportado de maneira diferente.Quase metade dos livros é comercializada pela internet nos Estados Unidos. Mas apenas 23% dos americanos leem livros eletrônicos. Ou seja, a experiência da leitura digital não acompanhou na mesma velocidade o hábito de comprar livros pela internet. Um levantamento do instituto de pesquisas Pew Research com 3 000 leitores mostra que o livro digital leva vantagem frente ao papel em algumas situações. No caso de viagens, a maioria prefere os e-books. Quando se trata de leitura para crianças, 80% preferem as edições físicas.Essas evidências frustraram quem contava com um futuro 100% digital. A rede de livrarias americana Barnes & Noble apostou suas fichas no Nook, leitor eletrônico lançado em 2011. A venda do aparelho e de títulos digitais, porém, tem sido uma decepção. As sucessivas quedas de venda custaram o emprego de William Lynch, que até julho presidia a empresa. Especula-se que a Microsoft esteja negociando a compra do Nook.A previsão mais aceita atualmente é de que haverá uma convivência entre e-books e papel. “A participação do livro digital deve alcançar no máximo 40% do total de vendas”, diz Wayne White, vice-presidente da canadense Kobo, fabricante de leitores eletrônicos, com 14 milhões de usuários no mundo.Hoje, nos Estados Unidos, a fatia dos e-books na receita do setor é de 22% — no Brasil, é de 1,6%. “O livro digital será parte do negócio, não todo ele”, diz Sergio Herz, dono da Livraria Cultura, na qual os e-books representam 3,7% das vendas. É provável que não tenhamos de exp[...]



A experiência multicanal no mercado do livro

2013-07-06T22:41:55.934-03:00

O passar dos anos vem mostrando que não são mais antagônicos os canais de varejo físico e de e-commerce. A experiência multicanal é a nova realidade. O grande desafio que se apresenta é de como fazer que os dois canais sejam, cada vez mais, complementares. Abaixo, a palestra de Sérgio Herz, CEO da Livraria Cultura, no Congresso E-commerce Brasil Experiência do Cliente 2013

É uma bela aula em 26 minutos. Todos temos a aprender.

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Saiu na mídia # 16: O mercado editorial na Alemanha

2013-07-02T00:51:11.508-03:00

Compartilhando. Publicado no PublishnewsO mercado editorial na Alemanha01/07/2013 Por Holger HeimannSó as farmácias conseguem ser mais rápidas, porque providenciam remédios em apenas algumas horas. Mas, na Alemanha, quem quer fortalecer o espírito e a imaginação e não encontra o que procura numa livraria espera no máximo dois dias. Graças à logística eficiente dos grandes livreiros como Koch, Neff e Volckman (KNV) e Libri, que possuem em seus estoques centrais a maioria dos livros atuais e mais procurados, as livrarias são abastecidas da noite para o dia. Mesmo nos tempos da nova mídia, ler livros está no topo das atividades de lazer preferidas dos alemães. Além disso, a rede de livrarias na Alemanha mantém um vínculo muito estreito, difícil de se ver em outros países. Isto se dá, entre outros motivos, graças à fixação dos preços dos livros, que determina o mesmo preço para todos os locais de venda. Há 3.500 livrarias no país para uma população de 82 milhões de habitantes. Ainda hoje toda cidadezinha possui a sua livraria. Muitas vezes, além de ser um lugar onde se vendem livros, ela é o centro cultural da cidade, lugar para sarau de poetas e outras atividades literárias. Não foi à toa que o escritor Hans Magnus Enzensberger intitulou estes locais de “postos de abastecimento do espírito”.No entanto esta imagem está mudando. Cada vez mais as pequenas livrarias se rendem, por não gerarem mais lucro, sem falar na renda irrisória de seus administradores.  Primeiro, foi a expansão das grandes redes, principalmente da Thalia e Hugendubel, e suas estratégias repressoras. Agora é a vez da ascensão do comércio livreiro virtual, com a Amazon e o aumento das vendas de e-books, do qual as lojas físicas praticamente não aproveitam, já que são negociadas diretamente com plataformas virtuais. Em 2011, pela primeira vez o resultado no comércio livreiro físico representou menos de 50% do resultado total do setor de € 9,6 bilhões. O volume de € 4,7 bilhões corresponde a uma queda de 3% em relação ao ano anterior. E algumas previsões são bastante sombrias: até 2015 o resultado no comércio livreiro físico deve cair cerca de 16%, opinam os especialistas. Quase um a cada cinco livreiros acreditam que a queda chegará a 20%, devido à importância cada vez maior do livro eletrônico. Nas vendas do Natal passado, o e-reader, principalmente o Kindle da Amazon, foi um dos presentes preferidos. A Amazon, empresa ativa no mercado alemão desde 1998, também tem a agradecer o sucesso de seus leitores digitais o fato dela estar crescendo de maneira vertiginosa e constante. O resultado da Amazon Alemanha no setor livreiro foi de € 1,6 bilhões (de um resultado total de € 6,5 bilhões). Isto equivale a 74% de todo o comércio livreiro eletrônico, que representa aproximadamente um quarto do total do comércio livreiro. Com este avanço, a Amazon deixou para trás as maiores redes de livrarias, que após anos de expansão, tiveram que ir fechando cada vez mais filiais, por causa de perdas drásticas na receita. Thalia, com um resultado de € 984 milhões, ficou abaixo da marca de € 1 bilhão. Esta rede do comércio livreiro pertence ao grupo Douglas, cujo setor mais rentável é o da perfumaria. Na posição abaixo, ocupando o terceiro lugar e mantendo-se bem, temos a DeutschBuchHandelsGmbH (DBH), uma fusão entre os atacadistas de livros Hugendubel e Weltbild, com receita no montante de € 695 milhões. Com promoções permutáveis em espaços de venda enormes, as grandes redes foram se dirigindo para um beco sem saída. A crítica à política dos gigantes tornou-se cada vez mais veemente. “Estou certa que o aumento de filiais, que tanto a Thalia quanto a Hugendubel impulsionaram, levou a um nivelamento do comércio livreiro individual, deixando os clientes de hoje entediados. É compreensível que eles prefiram se afastar dos espaços padronizados, pois tem mais chan[...]



Saiu na mídia # 15: O futuro não é o fim, ainda

2013-06-28T11:17:53.947-03:00

Compartilho texto publicado no jornal Valor Econômico28/06/2013 às 00h00 O futuro não é o fim, aindaCompartilhar:Por João Luiz Rosa | De São PauloJavier Celaya, vice-presidente da Associação Espanhola de Revistas Digitais: “A grande pergunta de todo mundo é onde está o dinheiro na internet”Há dois anos, parecia que o livro impresso começava a tomar o caminho da extinção. Em abril de 2011, a Amazon anunciou que a venda de livros eletrônicos superara pela primeira vez a de papel - 105 volumes digitais para cada 100 tradicionais - e a Borders, uma das maiores cadeias de livrarias dos Estados Unidos, baixou as portas, em setembro, apenas sete meses depois de entrar com um pedido de recuperação judicial. Das 511 lojas que tinha um ano antes restavam 399.Agora, os sinais são diferentes. As vendas dos aparelhos eletrônicos para leitura de livros, ou e-readers, que pareciam os substitutos naturais do livro em papel, vão cair dos 5,8 milhões de unidades projetadas para este ano para 2,3 milhões em 2017, prevê a consultoria Forrester. O interesse do público parece tão morno que nesta semana a Barnes & Noble, outra gigante americana das livrarias, anunciou que vai abandonar parte da produção do seu e-reader, o Nook, depois de a receita com o negócio cair 34% no trimestre, duplicando as perdas na área.Ainda mais significativo é que as próprias vendas dos livros digitais não seguiram o ritmo espetacular que se esperava a princípio. Em uma década, entre 2002 e 2012, os e-books saíram de invisíveis 0,05% da receita do mercado editorial americano, o mais avançado na área digital, para 20% das vendas. Em outros países, permanece longe desse patamar - 10% na Espanha, 3% na Itália, pouco mais de 2,5% no Brasil.Contra as probabilidades, os números parecem indicar que o livro é mais resistente ao tsunami digital que a música. Segundo a IFPI, principal organização mundial da indústria fonográfica, o segmento digital representou 37% da receita total do setor no ano passado, mas os números só levam em consideração as vendas legais. O que é obtido por meio da pirataria fica fora do levantamento, o que distorce o cenário. Foram as vendas ilegais, afinal, que destroçaram as regras estabelecidas no setor, cujos personagens ainda estão em busca de novos formatos comerciais viáveis. No mercado editorial, talvez por não ter ocorrido o mesmo efeito devastador, fica a impressão de que a maré digital está fraca, mas muitos especialistas acham que a grande onda ainda está por vir."Há 500 anos, desde a invenção da imprensa por Gutenberg, não se via uma revolução da mesma ordem e magnitude na indústria da informação", disse o professor Silvio Meira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na abertura do IV Congresso do Livro Digital, ocorrido neste mês em São Paulo. Meira, que também é cientista-chefe do Cesar, centro de inovação com sede no Recife, contou que algum tempo atrás um executivo perguntou se as mudanças viriam antes de sua aposentadoria, daqui a dez anos. "Dez anos? Ih, pode ter certeza de que você vai enfrentar turbulência", respondeu o professor.Tempo, portanto, ocupa um papel especial na digitalização do livro. "Eu não diria que o ritmo [de vendas dos livros digitais] está lento ou abaixo das expectativas", afirma Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e sócia-diretora da Girassol Brasil Edições. Embora o assunto esteja em discussão há anos, as vendas de e-books no país só começaram para valer no fim do ano passado, com uma resposta positiva tanto da indústria quanto do consumidor, avalia Karine. Pelas contas da CBL, o número de títulos em formato digital triplicou no Brasil em um ano, passando de 5 mil em 2011 para 15 mil no ano passado.A expectativa é que a redução dos preços dos tablets dê um forte impulso aos livros digitais. Enquanto os e-readers, voltados basicamente para leitura, sof[...]



Saiu na mídia # 14: Setor de Educação e países emergentes marcaram indústria editorial internacional em 2012

2013-06-25T23:24:07.735-03:00

Compartilhando matéria publicada no PublishnewsSetor de Educação e países emergentes marcaram indústria editorial internacional em 2012PublishNews - 25/06/2013 - Iona Teixeira StevensPearson continua liderando ranking globalDesde 2006 a consultoria Rüdiger Wischenbart vem acompanhando o mercado editorial internacional, disponibilizando anualmente um ranking com as maiores editoras do mundo, que possuem faturamento superior a US$ 200 milhões. O Ranking Global é realizado a pedido da revista francesa Livres Hébdo, especializada no mercado editorial, e é publicado em conjunto pela Buchreport, na Alemanha, The Bookseller, no Reino Unido, Publishers Weekly, nos Estados Unidos, e PublishNews, no Brasil. Segundo o consultor austríaco, as informações das empresas são coletadas a partir de relatórios, documentos e consultas, e incluem os números referentes a vários tipos de publicação (livros, material digital e informação profissional, com exceção de jornais, revistas, serviços de notícias ou publicações corporativas e atividades de varejo). Em 2011, a pesquisa passou a incluir o Brasil, China, Coréia e Rússia, e desde então temos visto a presença de algumas editoras brasileiras no ranking. Abril Educação, Saraiva e FTD, que já estavam entre as 54 maiores em 2012, aparecem novamente na lista. O ranking de 2013 leva em consideração o faturamento observado em 2012 de 60 grupos editoriais, cuja receita consolidada chegou a € 56,56 bilhões, recuperando a leve queda registrada no ano passado, quando as 54 empresas listadas totalizaram € 54,3 bilhões. Consolidação Em 2012 o mercado editorial internacional foi abalado pela notícia da fusão da editora Penguin, do grupo Pearson, com a Random House, da gigante alemã Bertelsmann, além de outras tentativas de compra como a News Corp e Simon & Schuster. Mesmo ainda sem a fusão, o relatório de Wischenbart mostra que a tendência à consolidação a nível internacional não é de hoje: em 2012, os 10 maiores grupos editoriais responderam por mais da metade do faturamento total das 50 maiores empresas da lista. Porém, o market share das 10 maiores vem caindo,  e passou de 57% de 2008 a 2010 para 55% em 2012. Paralelamente, o market share das empresas nas posições 21-50 aumentou de 21% em 2008 e 2009 para 25% em 2012. A fusão do “Pinguim Aleatório” deve afetar o gráfico relativamente estável da evolução domarket share nos próximos anos. Segundo o consultor Wischenbart: “Essa evolução reflete bem como novas empresas, especialmente dos mercados emergentes, estão entrando e adquirindo um papel na arena internacional”. Fonte: Consultoria Rüdiger WischenbartSetores O segmento CTP ainda é o mais representativo, com 41% do faturamento das empresas, mas é o segmento educacional que vem ganhando espaço, passando de 30% em 2011 para 34% no ano passado. O varejo de literatura geral vem caindo nos últimos 3 anos, e em 2012 manteve apenas 25% do faturamento total. O estudo ressalta que o distanciamento entre o setor de educação e o varejo geral aumentou desde 2010.  Fonte: Consultoria Rüdiger Wischenbart  Aqui os mercados emergentes afetam mais claramente o cenário internacional. O segmento de educação depende dos gastos governamentais, e em 2012 estes gastos caíram, principalmente nos Estados Unidos, segundo Wischenbart. O que explicaria então a forte competitividade do segmento educacional é o potencial de crescimento dos novos mercados no cenário internacional, não apenas os BRICS, como também México, Turquia, Indonésia e países do Golfo. “A substituição de livros-texto tradicionais por digitais através de programas nacionais de compras é a cobertura desse bolo crescente”, afirma o consultor.  Fonte: Consultoria Rüdiger WischenbartRanking À primeira vist[...]



Saiu na mídia # 13: Paris ajudará livrarias contra concorrência da Amazon

2013-06-08T16:42:30.143-03:00

Paris ajudará livrarias contra concorrência da Amazon (publicado na Revista Exame)"Todo mundo está farto da Amazon", declarou a ministra de Cultura da França, Aurélie FilippettiBrian Snyder/Reuters allowtransparency="true" aria-hidden="true" frameborder="0" id="fb_xdm_frame_http" name="fb_xdm_frame_http" scrolling="no" src="http://static.ak.facebook.com/connect/xd_arbiter.php?version=24#channel=f20c2a21a4&origin=http%3A%2F%2Fexame.abril.com.br&channel_path=%2Fnegocios%2Fnoticias%2Fparis-prepara-plano-de-ajuda-as-livrarias-contra-concorrencia-da-amazon%3Ffb_xd_fragment%23xd_sig%3Df2d27de03c%26" style="border-style: none; float: left !important;" tab-index="-1" title="Facebook Cross Domain Communication Frame"> allowtransparency="true" aria-hidden="true" frameborder="0" id="fb_xdm_frame_https" name="fb_xdm_frame_https" scrolling="no" src="https://s-static.ak.facebook.com/connect/xd_arbiter.php?version=24#channel=f20c2a21a4&origin=http%3A%2F%2Fexame.abril.com.br&channel_path=%2Fnegocios%2Fnoticias%2Fparis-prepara-plano-de-ajuda-as-livrarias-contra-concorrencia-da-amazon%3Ffb_xd_fragment%23xd_sig%3Df2d27de03c%26" style="border-style: none; float: left !important;" tab-index="-1" title="Facebook Cross Domain Communication Frame"> A ministra insistiu que "é preciso respeitar o preço único do livro", algo que, segundo sua opinião, não é seguido pela AmazonParis - A ministra de Cultura da França, Aurélie Filippetti, defendeu nesta quarta-feira um plano de ajuda a favor dos livrarias independentes, ao mesmo tempo que revelou a preparação de "medidas muito fortes" contra a companhia americana de venda onlineAmazon, acusada de concorrência desleal."Todo mundo está farto da Amazon", declarou a ministra francesa em entrevista à emissora de rádio "RTL", na qual, inclusive, assinalou que esse sentimento existe em seu país de origem, os Estados Unidos, onde 10 mil empregos foram perdidos nas livrarias.Segundo Aurélie, as medidas começaram a ser apresentadas na última segunda-feira aos profissionais franceses, com uma verba suplementar de 2 milhões de euros para o Centro Nacional do Livro (CNL), valor que se soma aos nove milhões de euros anunciados em março.A ministra insistiu que "é preciso respeitar o preço único do livro", algo que, segundo sua opinião, não é seguido pela Amazon. A lei do preço único foi implantada na França em 1981 para proteger as livrarias independentes frente à concorrência das grandes cadeias de lojas de produtos culturais.Os livrarias independentes, essencialmente pequenas e médias empresas, supõem entre 2,5 mil a 3 mil pontos de venda e 13 mil empregos. Segundo a ministra, seu faturamento caiu 8% entre 2003 e 2012.[...]



Saiu na mídia # 12: Entre letras e números

2013-04-09T01:24:40.062-03:00

Compartilhando o ótimo texto de Josélia Aguiar publicado no Valor Econômico em 28.03.2013Otávio Marques da Costa enviou o currículo pelo site. Advogado jovem num grande escritório de São Paulo, queria mudar de profissão. Começou a cursar outra faculdade, de história, aventava um mestrado no exterior e, enquanto não se decidia, passou a se ocupar nas horas vagas como preparador de texto, um tipo avançado de revisor. Pelo site, seu currículo chegou até a diretora editorial da Companhia das Letras, então Maria Emília Bender. Contratado como assistente por um salário que correspondia a metade do que ganhava, mudou de emprego sem hesitar.Contado até aí, o enredo se presta a um livro sobre gestão de carreira, título que talvez tivesse boa acolhida sem alcançar as listas de mais vendidos. Com o desfecho, dá até best-seller: depois de cinco anos, o funcionário que se distinguiu por um comprometimento singular acaba de assumir o recém-criado cargo de publisher, o que representa chefiar o coração de uma das mais prestigiosas editoras do país. A virada representa bem a ousadia na hora de apostar e a velocidade para obter resultados que exige hoje o mercado editorial brasileiro, espelho de grandes praças estrangeiras.A função é compartilhada. Ao lado de Costa, assumiu Júlia Moritz, filha do fundador, Luiz Schwarcz. Ambos têm 31 anos, dividiam a mesma sala e agora participam juntos de temporadas de imersão no grupo britânico Penguin, que comprou 45% da Companhia das Letras em 2011. A mudança no organograma levou à saída de gente que estava havia décadas na casa, como a própria Maria Emília, e à promoção de assistentes para cargos de editores, agora ocupados também com novos selos editoriais, como Paralela e Seguinte, que marcam a entrada em nichos comerciais. Coordenados pela dupla de publishers, oito editores na faixa dos 30 anos leem, aprovam ou descartam obras oferecidas por agentes, "scouts" ou os próprios autores. Antes se responsabilizavam pela edição do texto - encomendas de tradução, preparação e revisão -, que cabe hoje a um núcleo criado exclusivamente para a tarefa.A renovação das equipes - não só a troca, o rejuvenescimento de seus componentes - é uma das mudanças por que passam editoras de médio e grande porte diante de um mercado que tende a ficar ainda mais aguerrido. Pelo menos cinco das mais importantes editoras do país reestruturaram recentemente seu corpo editorial - além da Companhia, Record, Objetiva, Globo, Cosac Naify - e duas se constituíram ou deram sua arrancada há pouco tempo - LeYa e Intrínseca. Não só mais jovens, os editores, mais envolvidos do que antes com a escolha dos títulos, precisam estar mais pragmáticos. Num ofício historicamente associado à ideia de arte e artesania, não parece mais possível sobreviver alheio aos números.O novo perfil de editor-gestor, que substitui o do editor que só atentava para o texto, e o formato de empresa mais diversificada, que não se acanha em abranger obras comerciais, são, em parte, a adaptação da editora de Schwarcz a um mercado que está modificado desde a criação de sua casa editorial, em 1986.Nos últimos tempos, as vendas de livros têm crescido concentradas em poucos títulos comerciais, os chamados mega-sellers. Não são novidade na praça - o "Harry Potter", da Rocco, é de fins da década de 1990 -, mas agora praticamente dominam as listas de mais vendidos. O sucesso, que se dá em escala mundial, é levantado por estratégias de marketing agressivas.Com a quantidade maior de títulos, operação com que as grandes ganham em escala, sobra pouco lugar nas vitrines para obras de arte ou não comerciais, os chamados long-sellers ou "fundo de catálogo", obras que, a despeito de sua qualidade e relevância, vendem aos poucos, sem instantânea pirotecnia. A vocação da grande literatura é[...]



Saiu na mídia #11: Mapa global dos mercados editoriais 2012

2012-11-10T23:23:22.333-02:00

Compartilhando post de Arantxa Mellado. Aqui o documento original da International Publishers AssociationMapa Global de los Mercados Editoriales 2012Por Arantxa MelladoRecientemente se ha hecho público el Mapa Global de Mercados Editoriales, la primera representación visual de la edición y sus números en el mundo, un mapa que representa los mercados editoriales locales según el valor de mercado a precio de consumo.Como se ve, para España se calculan 1890 millones de euros como el total de ingresos netos de lo editores por año, lo que la situa en sexta posición en el ranking mundial (a falta de conocer estos datos para Japón y China).En cuanto al valor de mercado a precios al consumidor, el valor del mercado español se estima en 2890 millones de euros, lo que situa al país como octavo de la lista, por debajo de Gran Bretaña, Alemania, Francia e Italia.Sin embargo, España está en el segundo puesto en cuanto a cantidad de nuevos títulos y reediciones anuales por millón de lectores y año, lo que -en comparación con los datos anteriores- viene a demostrar que se publica mucho para lo poco que se compra.Metodología de creación del Mapa Global de Mercados EditorialesEl primer paso fue recopilar todos los datos de las mejores fuentes disponibles y de la forma más realista posible, para iniciar una base de datos que registren tres indicadores principales: en primer lugar, las ventas netas totales de los editores en un mercado; en segundo lugar, el valor del mercado a precios al consumidor, y el tercero, el número de lanzamiento de nuevos títulos y reediciones. Los datos se basaron principalmente en las aportaciones de las asociaciones nacionales de editores y organizaciones relacionadas. Para la mayoría de los países, estaban disponibles sólo las ventas editoriales o el valor de mercado, cuando lo estaban. Los lanzamientos de nuevos títulos y reediciones funcionaron como datos en un primer contexto. Estos primeros resultados se verificaron en cuanto a errores y verosimilitud a través de un pre-lanzamiento en 2011 y principios de 2012.El segundo paso fue pedir a los profesionales de la industria -en particular a los editores, los organizadores de Ferias del Libro y a los intermediarios locales- su evaluación crítica de los resultados iniciales. Un segundo cuerpo de datos, principalmente las estadísticas de exportación de los mercados exportadores más grandes (Reino Unido, EE.UU., Francia y España), se añadió como punto de referencia. Estos datos se utilizan para arrojar algo de luz sobre las zonas que tenían poca o incluso ninguna estadística del mercado editorial.El tercer paso fue explorar el contexto de la edición, pues se observó que los mercados editoriales reflejan parámetros socioeconómicos de un país y pueden correlacionarse de manera significativa con el tamaño de la población y el PIB per cápita. Esto nos ha permitido desarrollar un primer (y todavía experimental) algoritmo para estimar sistemáticamente el tamaño de los mercados editoriales para los que no hay datos empíricos disponibles. Estas estimaciones fueron cruzadas con los números respectivos de los países con datos fiables y con las evaluaciones realizadas por expertos locales.La investigación inicial se inició en 2011 por la Asociación Internacional de Editores (IPA), con fondos adicionales de la Feria del Libro de Londres y Book Expo America. La metodología y la investigación han sido desarrolladas y ejecutadas por Rüdiger Wischenbart Content and Consulting.[...]



Saiu na mídia #10 A Amazon vai comprar a maior rede de livrarias do Brasil?

2012-10-19T13:32:02.424-03:00

Compartilhando o artigo de Carlo CarrenhoA Amazon vai comprar a maior rede de livrarias do Brasil?[Artigo originalmente publicado em inglês na Publishing Perspectives]Livrarias raramente causam rebuliço na Bovespa, a Bolsa de Valores de São Paulo. Afinal, só uma rede de livrarias, a Saraiva SA Livreiros Editores (SLED4) – a maior do Brasil – é negociada por lá. Portanto o que aconteceu na última quarta-feira na Bolsa, poucos minutos antes do fechamento do pregão, foi realmente algo extraordinário e, talvez, simbólico das novas águas que a indústria editorial tem navegado ultimamente. O fato é que quando aBloomberg noticiou que a Amazon estava negociando a compra da Saraiva, as ações da livraria subiram até R$ 28, o valor mais alto alcançado nos últimos 12 meses, representando uma alta de 7,28% no dia – dos quais 7% aconteceram nos minutos finais do pregão. Outro varejista ligado ao mercado de livros e listado na Bovespa, a B2W (BTOW3), conhecido também como Submarino, não teve tanta sorte. Antes visto como um potencial alvo de aquisição da Amazon, suas ações caíram 4,34%, chegando a R$ 11,47. No dia seguinte, as ações da B2W caíram mais 8,54% até R$ 10,49, enquanto as ações da Saraiva permaneceram estáveis, caindo meros 0,36% para R$ 27,90.A Amazon poderia chegar ao Brasil em novembroRumores sobre a atividade da Amazon no Brasil já circulam há anos, com cada vez mais intensidade. O fato é que não se pode mais chamá-los de rumores. Ainda não se sabe se vai acontecer com ou sem a compra da Saraiva, mas a fonte anônima da Bloomberg parece estar correta. Na semana passada, o jornalista brasileiro Lauro Jardim publicou no Radar On-Line que a Amazon decidiu que a data de lançamento no Brasil será em novembro. Todo mundo sabe, no entanto, que a Amazon raramente usa o tempo futuro em seus comunicados, portanto isso só pode ser visto como especulação, apesar de ser uma especulação bastante plausível.E por quê? Duas razões. Primeiro, as negociações com a DLD (Distribuidora de Livros Digitais) estão perto de serem finalizadas. A DLD é um consórcio de sete grandes editoras brasileiras que controla ao redor de 35% da lista de best-sellers no país. Elas sempre negociam em conjunto e estão fazendo assim com a Amazon. E são, de longe, o maior desafio para os executivos de Seattle, já que estas editoras estão agressivamente exigindo condições comerciais favoráveis e o controle final sobre os preços. Limitar os agressivos descontos da Amazon são uma condição sine qua non para este grupo de sete empresas. No entanto, fontes no mercado já deixaram claro que um acordo com a DLD está muito perto e deve  acontecer antes do fim do ano. Além disso, de acordo com o noticiário local, a Amazon já conseguiu um acordo com a Xeriph, a principal agregadora de e-books, para distribuir pelo menos uma parte de seu catálogo digital. Então, é fato que a Amazon ou já tem ou está a ponto de ter conteúdo suficiente para abrir sua loja de e-books brasileira. Portanto, um lançamento em novembro não parece algo muito absurdo.E os leitores digitais?Se a Amazon chegar realmente, será que conseguirá disponibilizar Kindles no Brasil em tão pouco tempo? Bem, depende do que significa “disponibilizar no Brasil”. Se significa ter Kindles estocados localmente ou vendido em lojas físicas, a resposta é provavelmente “não”. A menos que os aparelhos já tenham chegado ao Brasil ou pelo menos já tenham sido despachados, é difícil imaginar que todo o processo de importação possa levar apenas poucas semanas, incluindo a liberação alfândegária. No entanto, se “disponibilizar no Brasil” significa que os brasileiros podem comprar Kindles online diretamente dos EUA e recebe-los em suas casas[...]



Concentração no mercado editorial brasileiro

2012-06-08T12:12:15.610-03:00

A economia de um país é formada por cadeias produtivas. As cadeias são constituídas por setores. No caso do livro, os setores são os seguintes: autoral, editorial, gráfico, produtor de papel, produtor de máquinas gráficas, distribuidor, atacadista, livreiro, bibliotecário. A interface entre firmas/empresas de pelo menos dois desses setores forma um mercado. O senso comum para mercado do livro é constituído pelos setores editorial e livreiro, intermediado ou não pelo setor distribuidor.Característica importante deste mercado é a falta de dados atualizados e com elevado grau de confiabilidade sobre produção, venda e consumo do livro. Desde 1991 a CBL (Câmara Brasileira do Livro) e o SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) patrocinam a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro. A partir de 2007 a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) da USP foi contratada e é a responsável pela pesquisa.Entre novembro de 2010 e abril de 2011 a FIPE realizou a pesquisa O Censo do Livro (dados referentes a 2009). Seguem alguns números: existem no Brasil 498 editoras. A definição de editora é a da UNESCO: edição de pelo menos 5 títulos no ano e produção de 5 mil exemplares.Com relação ao faturamento anual, temos a seguinte divisão:231 editoras com faturamento anual até R$ 1 milhão (46,39%);189 editoras com faturamento anual entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões (37,95%);62 editoras com faturamento anual entre R$ 10 milhões e R$ 50 milhões (12,45%);16 editoras com faturamento anual acima de R$ 50 milhões (3,21%).Portanto, são essas editoras que disputam o mercado editorial brasileiro, que vem crescendo a cada ano. Em 2009, o valor total recebido pelas editoras foi de 4,16 bilhões de reais e, em 2010, aumentou para 4,50 bilhões de reais. Crescimento de 8,12%. Uma das explicações visíveis para este crescimento é que o valor médio recebido pelas editoras vem caindo desde 2004. O acumulado está em 34%. O valor médio recebido em 2009 foi de R$ 13,61 e em 2010 foi de R$ 12,94. Portanto, chega-se a um preço de capa médio de R$ 27,22 e R$ 25,88 respectivamente. O livro está com o preço ao consumidor, ao leitor, mais baixo a cada ano.Esse faturamento tem origem nas vendas para mercado e nas vendas para governo.Mercado em 2009: 3,25 bilhões de reais (78%);Mercado em 2010: 3,34 bilhões de reais (74,31%). Crescimento de 2,99%.Governo em 2009: 916 milhões de reais (22%);Governo em 2010: 1,15 bilhões de reais (25,69%). Crescimento de 26,32%.Mas, o que representa o mercado do livro na economia do país? Os números do PIB são a melhor comparação. O PIB brasileiro em 2009 foi de 3,143 trilhões de reais. Como o mercado do livro foi de 4,16 bilhões de reais, este nosso mercado representou 0,13% do PIB. Para 2010 os números foram: PIB 3,675 trilhões de reais. Mercado do livro de 4,50 bilhões de reais, o que representou 0,12% do PIB.Outro dado interessante é a relação livro/habitante. A população do Brasil em 2010 era de 190.755.799 habitantes. Nesse mesmo ano foram vendidos, somente para mercado, 258.697.092 exemplares. Portanto, tem-se a média de 1,36 livro comprado por habitante. Há muito para crescer.A metodologia da pesquisa divide o mercado em quatro grandes segmentos:DidáticosObras GeraisReligiososCTP – científicos, técnicos e profissionaisConsiderando o faturamento total (mercado + governo), temos os seguintes dados: Segmento 2009 fat R$ 2010 fat R$ 2009 exs 2010 exs Didáticos 43,09% 46,65% 45,35% 46,27% Obras Gerais 29,93% 25,92% 31,74% 30,88% Religiosos 9,66% 11,02% 16,31% 16,92% CTP 17,32% 16,41% 6,59% 5,93% Outra característica do mercado é com relação ao número de lançamentos anuai[...]



Amazon também no e-commerce físico no Brasil

2012-06-03T22:46:43.705-03:00

Já está mais do que divulgado que a Amazon vai começar sua operação no Brasil ainda em 2012. O que não está claro é qual o tipo de operação: se somente o digital e/ou o e-commerce com produtos físicos também. Imagino que em novembro, no máximo, a operação começará com os livros digitais. O início da Amazon em 1995 foi com livros, mas os físicos.Sou dos que acreditam que não teria nenhum sentido, econômico inclusive, a maior empresa de e-commerce do mundo, não trabalhar com todo seu mix de produtos no Brasil. O grande obstáculo para o início da operação com os produtos físicos é, claramente, a dificuldade logística da operação, isto é, como manter o padrão de entrega Amazon também no Brasil?Ao longo dos últimos 11 anos a Rapidão Cometa Logística e Transportes S.A. foi representante autorizada da Fedex Express América Latina e Caribe. A Rapidão Cometa tem 70 anos de existência e sede em Recife. Atende todo o território brasileiro seja via filiais ou pontos de operação. Seguem alguns dados:-45 filiais em 20 estados e DF;-202 pontos de operação em todos os estados e DF, além de Fernando de Noronha;-700 mil m2 de área construída e pátio de operações;-3 mil veículos compõem a frota entre motocicletas e veículos utilitários leves e médios, além dos semipesados e pesados (as carretas);-transporta containers, carga fracionada e pequenas encomendas tanto no aéreo quanto no rodoviário;-Rapidão B2C é o serviço específico e diferenciado dentro da empresa para entregas domiciliares de pequenas encomendas ao consumidor final. Faz também a logística reversa, para os casos de troca;-tem 9 mil funcionários;-faz 12 milhões de entregas por ano.Dia 29 de maio de 2012 saiu um comunicado informando a aquisição da Rapidão Cometa pela Fedex. As perguntas a serem respondidas são:1-O que acontece/acontecerá no cenário econômico de varejo e/ou industrial que leva uma empresa de logística (a Fedex) a investir alguns milhões de dólares na aquisição de uma empresa representante?2-Por que não continuar com a representação vigente há 11 anos?3-Por que a necessidade de ter o controle total da operação nas mãos e não via uma representante?Para essas perguntas vejo uma única resposta: a Amazon. Acredito que em 2013 a Amazon entrará no e-commerce brasileiro com tudo, com todo o seu mix de produtos. A Amazon é uma empresa de e-commerce. E-commerce só funciona se existir logística. Portanto, a infra-estrutura de logística já está sendo executada, preparada. Empresas, de todos os tipos, livrarias inclusive, preparem-se para a concorrência que vai chegar.[...]



As livrarias em um novo mercado e o preço único do livro

2012-05-26T16:57:03.930-03:00

Com a divulgação em 15 de Maio de 2012 por parte da Associação Nacional de Livrarias, a ANL, do Levantamento Anual do Segmento de Livrariasfeito junto a suas associadas para identificar o comportamento do setor livreiro em 2011, veio à tona, mais uma vez, a questão da “Lei do Preço Único do Livro”, dos descontos concedidos nos lançamentos, da concentração do mercado e do fechamento das pequenas livrarias.Mais uma vez a tábua de salvação mencionada nas entrevistas é a “Lei do Preço Único do Livro”. O que é isso? De forma resumida, é o seguinte: durante um determinado período de tempo após o lançamento de um livro (seis meses ou um ano, por exemplo) não poderiam ser concedidos descontos na venda desse livro para o consumidor final, o leitor. No máximo, algo entre 5% e 10%.Alguns pontos a serem observados: isso é legal, do ponto de vista da Lei? O que o consumidor final, o leitor, vai achar de não poder comprar mais esses livros com desconto?Pesquisando na Lei maior, a Constituição, o Título VII trata da Ordem Econômica e Financeira e o capítulo 1 dos Princípios Gerais da Atividade Econômica. A seguir vem o artigo 170 que dispõe o seguinte: “A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, (...), observando os seguintes princípios:(...)IV – livre concorrênciaV – defesa do consumidorPesquisando um pouco mais cheguei ao CADE, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, que pela Lei 8.884 de 11/06/1994 foi transformado em Autarquia. Essa Lei é conhecida como Lei antitruste e Lei antidumping. Seu artigo inicial diz o seguinte: “Art. 1º Esta lei dispõe sobre a prevenção e a repressão às infrações contra a ordem econômica, orientada pelos ditames constitucionais de liberdade de iniciativa, livre concorrência, função social da propriedade, defesa dos consumidores e repressão ao abuso do poder econômico.” (grifos meus)Segue a definição do conceito de livre concorrência exposto na página do CADE:“Livre concorrênciaO princípio da livre concorrência está previsto na Constituição Federal, em seu artigo 170, inciso IV e baseia-se no pressuposto de que a concorrência não pode ser restringida por agentes econômicos com poder de mercado. Em um mercado em que há concorrência entre os produtores de um bem ou serviço, os preços praticados tendem a se manter nos menores níveis possíveis e as empresas devem constantemente buscar formas de se tornarem mais eficientes, a fim de aumentarem seus lucros. Na medida em que tais ganhos de eficiência são conquistados e difundidos entre os produtores, ocorre uma readequação dos preços que beneficia o consumidor. Assim, a livre concorrência garante, de um lado, os menores preços para os consumidores e, de outro, o estímulo à criatividade e inovação das empresas. “Apesar de leigo em Direito, entendo que é contra a Constituição a existência de uma lei que proíba descontos e que, portanto, também iria contra o interesse do consumidor que é o de obter, sempre, o menor preço em qualquer aquisição.A grande questão é que o mercado do livro, no que diz respeito à comercialização, mudou. Em 1455 Gutenberg comercializou o primeiro livro impresso com tipos móveis de metal no Ocidente, a Bíblia. Depois, na prática, estabeleceu-se que o editor publica o livro e o distribuidor e as livrarias formaram uma cadeia de distribuição para a venda do livro para o leitor. Essa estrutura permaneceu por muito e muito tempo, até que, 540 anos depois, em 1995 a Amazon começou a venda de livros pela internet. No Brasil, também em 1995 (setembro), a Livraria Cultura foi a primeira a perceber que mudanças estavam no ar e começou sua operação[...]



Saiu na mídia #9 A indústria gráfica, face-a-face com o futuro

2011-11-02T16:52:08.501-02:00

Compartilhando o ótimo artigo de André Borges Lopes da Bytes & TypesArtigo: "A indústria gráfica, face-a-face com o futuro (Parte I)"*Fonte: Bytes & Types   Qua, 26 de Outubro de 2011 / 10:29Por: André Borges LopesDe acordo com Arthur C. Clarke, ideias novas atravessam três etapas:Isso não funciona;Pode ser que funcione, mas não vale a pena;Eu sempre soube que era uma excelente idéia! Em julho de 2001, fui convidado pela Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica para ministrar um workshop sobre "fotografia digital". Na época, essa nova tecnologia ainda engatinhava, e era vista com profunda desconfiança pelos fotógrafos e produtores gráficos. Câmeras digitais profissionais eram caríssimas e precárias: as então recém-lançadas Nikon D1 custavam mais de US$ 5.000 (só o corpo, nos EUA) e ofereciam de resolução singelos 2,6 megapixels. Mesmo aqui em São Paulo, pouquíssimos laboratórios recebiam arquivos digitais, e pediam entre 24 a 48 horas para entregar as fotos em papel.Nesse workshop, deixei claro que a qualidade das fotos digitais da época era ainda muito inferior à das fotos convencionais, desde que adequadamente escaneadas. Apesar disso – e me arriscando no pantanoso terreno da futurologia – eu não tinha dúvidas de que a adesão dos fotógrafos ao digital no segmento profissional (em especial no fotojornalismo) seria extremamente rápida. As vantagens oferecidas pela facilidade e agilidade do manuseio dos arquivos eletrônicos, comparadas aos transtornos da revelação química e do escaneamento, davam aos fotojornalistas digitais um diferencial competitivo que compensava largamente todas as deficiências de qualidade. Além disso, era visível que as câmeras digitais estavam evoluindo em velocidade assustadora.Por outro lado, eu não acreditava numa entrada rápida das câmeras digitais na fotografia amadora, nas fotos do dia-a-dia, tipo "viagem de férias" e "aniversário das crianças". Para o usuário amador, havia as dificuldades em transferir, selecionar e editar os arquivos num computador, gravar um CD-R para levar ao laboratório, aguardar os longos prazos de entrega. Um inferno perto da praticidade dos quiosques tipo "one-hour photo", nos quais deixávamos os rolinhos de filme 35mm e voltávamos alguns minutos depois para pegar as ampliações já prontas para serem colocadas nos tradicionais albuns de fotos – os quais seriam depois mostrados e compartilhados entre amigos e parentes.Se minha previsão quanto ao fotojornalismo se revelou acertada, a segunda foi um fiasco. Cinco anos depois do workshop, câmeras de filme já eram franca minoria nas festinhas de crianças e, de lá para cá, simplesmente desapareceram. O surgimento dos sites de relacionamento social na internet – Orkut, Facebook e congêneres – e facilidade de visualizar fotos nas telinhas LCD dos celulares reduziram a uma fração o mercado da ampliação fotográfica em papel. Hoje, milhões de "albuns virtuais" de fotografias são compartilhados diariamente na rede mundial. Na última feira Photo Image Brazil – realizada no mês de agosto em São Paulo – já não se encontrava uma única câmera analógica nos estandes dos grandes fabricantes.Revoluções expressasDescontado o meu erro de previsão, posso dizer que essa revolução ultra-rápida da fotografia digital não chegou a ser exatamente uma surpresa para mim. Na época dessa palestra em 2001 eu já havia vivenciado pelo menos três eventos semelhantes. O primeiro havia sido a substituição das filmadoras domésticas Super-8 pela fitas de vídeo VHS, no início dos anos 1980 – em que pese o fato de que quase todos os profissionais de imagem reclamassem da prec[...]



Saiu na mídia #8 Um país sem bibliotecas

2011-06-21T21:33:21.280-03:00

Caro leitor,mesmo em espanhol, compartilho importante matéria publicada no jornal Público da Espanha http://www.publico.es/culturas/381738/un-pais-sin-bibliotecas por Roberto ArnazUn país sin bibliotecasLa crisis económica amenaza el sistema de préstamo gratuito de libros en Estados Unidos, iniciado hace más de 160 años. También afecta a las librerías del país, convertidas en una especie en peligro de extinciónROBERTO ARNAZ Los Ángeles 14/06/2011 00:30 Actualizado: 14/06/2011 14:30"Por el grosor del polvo en los libros de una biblioteca pública puede medirse la cultura de un pueblo". John Steinbeck, uno de los más grandes escritores estadounidenses de mediados del siglo XX, era consciente de laimportancia del acceso a la literatura para el desarrollo de la sociedad. Vivió en primera persona los rigores de la Gran Depresión, pero salió adelante y convirtió su desdicha en una inolvidable colección de novelas que le valió el Premio Nobel de Literatura en 1962. Fue testigo de cómo la creación de una red pública de bibliotecas permitió el acceso a la alfabetización para los más desfavorecidos, al Estado del bienestar y a un nivel cultural con el que sus propios abuelos sólo podrían soñar. Sin embargo, el sueño de Steinbeck y su propio legado están a punto de perecer víctimas de una crisis económica y cultural que amenaza con acabar de un plumazo con el agonizante sistema estatal de préstamo gratuito de libros nacido en 1848 con la inauguración de la biblioteca de Boston.Los datos que maneja la Asociación Nacional de Bibliotecas (ALA, según sus siglas en inglés) son estremecedores. Desde la llegada de la inestabilidad financiera, 438 de los cerca de 16.000 archivos literarios que hay en el país han cerrado sus puertas y varios centenares más están en la cuerda floja, entre ellos el de Salinas (California), cuna de Steinbeck y guardián de su obra. Esta pequeña biblioteca ya consiguió regatear la crisis en 2005 gracias a los 3,2 millones de dólares de un donante privado, a los que se unieron medidas de control del gasto, como la rebaja del 5% en los salarios de sus trabajadores, y a una considerable reducción del horario de apertura durante el verano: desde el cierre de los colegios en junio hasta el inicio del nuevo curso sólo permanece abierta ocho horas a la semana.De forma parecida, todas las ciudades en Estados Unidos, grandes, medianos y pequeños núcleos urbanos, se están viendo obligadas a cerrar sus bibliotecas públicas o, al menos, limitar su horario hasta la mínima expresión. Cerrojazo a la cultura gratuita en Detroit, que estudia echar la persiana en todas sus sucursales, y Denver, dispuesta a cercenar el número de sedes a la mitad. Mientras, el estado de Michigan ya tiene fecha para cerrar tres de sus 103 bibliotecas, el 10 de junio.Recortes anticonstitucionalesLa noticias no son mejores en Nueva York, donde gracias a estas instituciones circulan más de 35 millones de libros, CD y DVD cada año. El nuevo presupuesto de la ciudad para 2012 prevé un recorte de 40 millones de dólares en la financiación de bibliotecas públicas, además de la destrucción de 1.500 empleos.Para los expertos de ALA, lo que los gobiernos locales, estatales y la mismísima Casa Blanca están haciendo con las oficinas de préstamo de libros es inconstitucional, ya que "las bibliotecas son un bien público esencial, un pilar fundamental en las sociedades democráticas". La asociación recuerda a los políticos que "el derecho de los ciudadanos a leer, buscar información y expresarse libremente en las bibliotecas está garantizado por la primera enmienda" d[...]



Saiu na mídia #7 Livro em papel sempre terá um mercado

2011-05-19T02:09:19.542-03:00

Caro leitor,neste início de trabalho no novo emprego, na Cosac Naify, está díficil escrever para este blog. Enquanto não é possível escrever posts meus, permitam-me compartilhar assuntos ligados ao livro e às livrarias publicados na mídia. A entrevista abaixo saiu no The Wall Street Journal e tem informações bem interessantes.Jeffrey A. Trachtenberg The Wall Street Journal Poucos executivos do meio editorial têm uma visão mais privilegiada da rapidez com que a tecnologia digital vem transformando o setor do que John Makinson, o diretor-presidente da Penguin Group, a divisão de livros da Pearson PLC.A editora publica mais de 4.000 títulos de ficção e não ficção no mundo. Decidir como e onde vender todos esses livros está muito mais complicado do que quando Makinson assumiu a presidência, em 2002. Na época, o negócio de livros digitais era pequeno e o impacto de descontos na internet não se fizera sentir em sua totalidade.Entre as decisões cruciais de Makinson está a adoção do "modelo de agência": nele, a editora estipula o preço de venda do livro digital e dá ao varejo 30% da receita. Hoje, o modelo está sendo examinado de perto por órgãos de defesa da concorrência nos EUA e na Europa.A Penguin também é uma das três grandes editoras por trás do Bookish.com, site anunciado na sexta-feira que se concentrará em novos títulos e autores e venderá diretamente ao consumidor.Diretor financeiro da Pearson de 1996 a 2002, Makinson, de 56 anos, também editou por um tempo a coluna Lex no "Financial Times". Recentemente, falou ao Wall Street Journal sobre e-books baratos, leitura digital e livrarias independentes. Daniella Zalcman para The Wall Street Journal John Makinson, diretor-presidente da Penguin, acredita que muitas pessoas querem presentear, compartilhar e guardar livros em papelTrechos:WSJ: O livro impresso, em papel, vai deixar de ser publicado um dia?John Makinson: Não, não creio. Há uma diferença cada vez maior entre o leitor de livros e o proprietário de livros. O leitor de livros quer apenas a experiência de ler o livro e é um consumidor digital natural: em vez de comprar um livro barato descartável, compra um livro digital. Já o proprietário do livro quer presentear, compartilhar e guardar livros. Adora a experiência. À medida que formos melhorando o produto físico, em especial a brochura e a capa dura, o consumidor vai pagar um pouco mais por essa experiência melhor. Outro dia, fui conferir a venda de clássicos em domínio público em 2009, quando todos esses livros estavam disponíveis de forma gratuita. O que descobri foi que nossas vendas tinham subido 30% naquele ano. O motivo é que estávamos começando a vender edições de capa dura — mais caras — pelas quais o público se dispunha a pagar. Sempre haverá um mercado para o livro em papel, assim como creio que sempre haverá livrarias.WSJ: A seu ver, qual será a participação de mercado do livro digital nos EUA em 2015?Makinson: Bem mais de 30%. O ritmo de crescimento no Reino Unido e em outros mercados é um pouco mais lento do que se esperaria se olharmos para a experiência americana. É que a penetração de aparelhos de leitura se dá muito mais lentamente.WSJ: A lista de best-sellers do Kindle, da Amazon, é dominada por títulos baratos, bancados pelo próprio autor. Muitos custam US$ 2,99 ou menos. Para editoras tradicionais, essas obras independentes são uma ameaça?Makinson: Esse é um mercado novo que, economicamente falando, é inviável no formato em papel. Não há como imprimir, distribuir e fazer estoque de um livro a esse preço. Mas, como editoras, provavelmente terem[...]



Saiu na mídia #6 O Futuro do Direito Autoral

2011-04-25T20:30:00.976-03:00

Tendo em vista a importância do tema reproduzo abaixo o que foi publicado originalmente no Phonoblog. Destaco esta passagem que entendo deva ser o fio condutor da questão dos direitos autorias. "Precisamos falar menos em termos de pirataria e muito mais em termos da ameaça para a viabilidade financeira da cultura no século 21, porque é isso que está em risco se não tivermos uma política de direitos autorais efetiva e devidamente equilibrada." Francis GurryA partir daqui é o texto que está no Phonoblog.Diante da importância das ideias, argumentos e propostas expostas nesta conferência pelo Diretor Geral da WIPO, Francis Gurry, decidimos traduzir integralmente o texto para o português. Um obrigado a Pena Schmidt pelo repasse do original. Tradução de Juliano Polimeno, CEO da Phonobase Music ServicesBlue Sky Conference: Future Directions in Copyright LawQueensland University of Technology, Sydney, AustraliaO Futuro do Direito Autoral (Texto original em inglês “The Future of Copyright“)Francis Gurry, Diretor Geral da WIPO (World Intellectual Property Organization)25 de fevereiro de 2011Estou muito satisfeito por ter a oportunidade de participar desta Conferência. Parabenizo a Faculdade de Direito da Universidade de Tecnologia de Queensland (QUT) e os principais organizadores da Conferência, Professor Brian Fitzgerald e Ben Atkinson, por assumir o desafio lançado pela sociedade digital.Poucas questões de propriedade intelectual ou, se me permitem sugerir, de política cultural são tão importantes quanto as consequências da mudança estrutural revolucionária introduzida pela tecnologia digital e pela Internet. Recentemente, como o número de pessoas no mundo com acesso à Internet passa de dois bilhões (1), o apoio para endereçar as consequências dessa mudança fundamental atingiu o nível mais alto. Ambos Sarkozy, presidente da França, e Medvedev da Rússia pediram ao G20 para analisar a questão. Em seu discurso em Davos, no início deste ano, o presidente Medvedev declarou que “os antigos princípios de regulação da propriedade intelectual não estão mais funcionando, principalmente quando se trata da Internet “. Isso, afirmou, “carrega o colapso de todo o sistema de propriedade intelectual”.A tecnologia digital e a Internet criaram o mais poderoso instrumento para a democratização do conhecimento desde a invenção dos tipos móveis para impressão. Eles introduziram a fidelidade perfeita e custos próximos a zero na reprodução de obras culturais e uma capacidade sem precedente de distribuir essas obras pelo globo a velocidades instantâneas e, de novo, com custos próximos a zero.A promessa sedutora de acesso universal a trabalhos culturais veio com um processo de destruição criativa que tem abalado os alicerces dos modelos de negócio de nossas indústrias criativas pré-digitais. Subjacente a este processo de mudança há uma questão fundamental para a sociedade. É a questão central da política de direitos autorais. Como a sociedade pode tornar as obras culturais disponíveis para o maior público possível, a preços acessíveis e, ao mesmo tempo, assegurar uma existência econômica digna aos criadores e intérpretes e aos parceiros de negócios que os ajudam a navegar no sistema econômico? É uma questão que implica uma série de equilíbrios: entre a disponibilidade, por um lado, e o controle da distribuição de obras como forma de extrair valor, por outro; entre consumidores e produtores; entre os interesses da sociedade e os do criador individual; e entre a gratificação a curto prazo do consumo imediato e do processo de long[...]



A Transformação das Livrarias no Brasil: do livro ao...

2011-03-04T02:36:42.784-03:00

Até o início dos anos 1990 do século passado, quando se pensava em livraria, a imagem que surgia em nossa mente era a de uma espécie de santuário onde nós, leitores, podíamos ter contato com os livros e comprá-los. Passados 20 anos, quando se fala em livraria, qual é a imagem que surge para você?Hoje nas livrarias, além dos livros, é possível encontrar CDs; DVDs; games; revistas; produtos da linha papelaria, desde um simples lápis a caixas vazias para presente ou para guardar quinquilharias; computadores e toda linha de insumos de informática; TVs e outros eletrônicos; brinquedos; produtos exclusivos, que não livros, com a marca da livraria. Também é possivel tomar café-da-manhã, almoçar, lanchar e jantar. Para além das tradicionais noites de autógrafos, são oferecidos ciclos de debates e palestras. É possível fazer cursos, assistir a pocket shows, recitais de poesia, ir ao teatro e, recentemente, ir ao cinema. Ah, já ia esquecendo, nos fins de semana, ao invés de levar seus filhos para a pracinha, existe a opção de levá-los para as livrarias e participar das diversas atividades oferecidas em muitas delas: contação de histórias, teatrinho de fantoches, teatro infantil, oficinas de ilustração, de dobraduras e modelagem etc, etc, etc.É claro que tudo isso não aconteceu de uma hora para a outra, num piscar de olhos ou estalar de dedos. Foi, e ainda é, um processo de adequação e permanente busca por novas oportunidades comerciais que, na maioria das vezes, só são vislumbradas por poucos. Depois, quem não pensou primeiro, tem que copiar.Mas, como chegamos a este momento atual das livrarias? Como começou esse processo da transformação que vivenciamos agora? Em conversa  com José Luiz Goldfarb (@jlgoldfarb) via Twitter, tive a confirmação que a Livraria Belas Artes (1979-2006), localizada na Av. Paulista n. 2448, perto da Consolação, foi a primeira a ter café e espaço para eventos. Goldfarb foi o proprietário entre 1985 e 2003.Pelo que foi possível apurar, somente em 1996 outras livrarias passaram a ter cafés, fossem eles grandes ou pequenos espaços. Naquele ano a Livraria Argumento no bairro do Leblon, RJ, inaugurou o Café Severino e a Livraria da Travessa, ao inaugurar sua primeira loja em Ipanema, RJ, também ofereceu um espaço com café. Ainda em 1996 foi inaugurada em Belo Horizonte a Livraria Café com Letras. Em Brasília, agora em 1998 (12 de julho), foi aberta mais uma livraria com o nome Café com Letras (sem relação com a de BH). No ano 2000 a Livraria Cultura, com a loja do Shopping Villa-Lobos, também passou a ter um café. O que foi tendência, consolidou-se e hoje, qualquer livraria que abre suas portas, seja grande, média ou pequena, de rede ou não, tem um espaço com café.As livrarias, principalmente as maiores, foram percebendo que o café ajudava as pessoas a ficarem mais tempo dentro da livraria, o que aumentava a possibilidade de mais vendas. Com isso, esses espaços começaram a ser ampliados e transformados em bistrôs e restaurantes. E, é claro, tiveram que ser terceirizados, para que as livrarias não perdessem seu foco de negócio: o livro.O passo seguinte na transformação das livrarias foi a presença de auditórios, sejam eles grandes ou pequenos. Salvo engano, o primeiro foi o da Livraria Cultura, em 2000, no Shopping Villa-Lobos. O Ática Shopping Cultural, inaugurado em 1997 em São Paulo, tinha um espaço para eventos, mas não era um auditório com poltronas ou cadeiras.Quem melhor trabalhou a questão dos auditórios at[...]



Saiu na mídia #5 Amazon, WalMart e e-books derrubam a Borders

2011-02-18T13:30:00.588-02:00

Segunda maior livraria americana pede concordata e vai fechar cerca de 200 lojas. Por Daniela Barbosa da Exame.com, publicada em 16.02.2011O Bordes Group, segunda maior rede de livrarias americana, anunciou nesta quarta-feira (16/2) seu pedido de proteção contra falência ao Tribunal de Falência dos Estados Unidos. A companhia vai fechar, nas próximas semanas, 30% de suas lojas, isto é, cerca de 200 unidades. A rede tem atualmente 644 pontos de vendas distribuídos em 48 estados americanos. As  lojas que vão baixar as portas estão com desempenho abaixo do esperado pelo grupo.O e-book (livro digital) e o número crescente de leitores eletrônicos também são apontados como responsáveis pela decadência da livraria, uma vez que a rede não teve capacidade de acompanhar a modernização do varejo de livros nos Estados Unidos.  Segundo o The Wall Street Journal,  a Borders não conseguiu desenvolver uma estratégia bem-sucedida no meio digital, principalmente em um momento em que o e-book é o segmento que mais cresce no universo editorial.A rede até chegou a vender alguns modelos de e-books em suas lojas, como o Kobo, o Sony Pocket Edition e o AnyBook, mas nenhum foi capaz de desbancar a fama do Kindle, comercializado pela Amazon, e do Nook, da  Barnes & Noble, que criou a sua assinatura no produto.Desde 2001, a rede vem dando sinais de que os negócios não estão bem. Nos últimos cinco anos, os papéis da companhia apresentaram quedas constantes. A Borders foi obrigada a reduzir de 35.000 para 19.000 o número de seus funcionários. As dívidas do grupo somam mais de 200 milhões de dólares. Cerca de 90% desse valor refere-se a débitos com fornecedores.No ano passado, na tentativa de se reerguer, a rede reformulou seu site, com a aposta em crescer nas vendas online, mas não foi capaz de desbancar a Amazon . No mesmo ano, a varejista vendeu sua linha de artigos para papelaria por 31,2 milhões de dólares, boa parte do valor foi usado para reduzir dívidas. Nos primeiros nove meses de 2010, a companhia acumulou prejuízo de 143,7 milhões de dólares.A Borders nasceu como um sebo no início da década de 70, em Michigan. A rede foi criada pelos irmãos Tom e Louis Borders. Em 1992, a varejista, que já tinha se consolidado no mercado de livros, foi vendida para a Kmart, dona também na época da rede de livraria Waldenbooks.Para tentar se reposicionar no mercado e honrar os 40 anos de tradição, a companhia aguarda agora a aprovação do Tribunal de Falência americano da liberação de um empréstimo no valor de 505 milhões de dólares concedido pela GE financeira.[...]



A Volta do Projeto de Lei 7.913

2011-02-18T00:28:28.832-02:00

E não é que o Dep. Bonifácio Andrada conseguiu voltar à Câmara dos Deputados! Assumiu, como Suplente, o mandato de Deputado Federal na Legislatura 2011-2015, a partir de 04 de fevereiro de 2011, em virtude do afastamento do Deputado Federal Narcio Rodrigues, que se licenciou do cargo para ocupar a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) de MG.

Em post datado de 2 de Janeiro deste ano intitulado "Projeto de Lei proíbe livrarias de selecionarem os livros que vendem" (leia aqui), escrevi sobre esse PL 7.913 que poderia vir a complicar ainda mais o desenvolvimento do mercado do livro no Brasil. Como o Dep. Bonifácio Andrada não foi eleito em 2010, o projeto foi automaticamente arquivado em 31 de janeiro de 2011 (leia aqui).

Dia 15 de fevereiro o Dep. Bonifácio Andrada apresentou o REQ 357/2011 e solicitou o desarquivamento do PL 7.913, o que foi concedido pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados no dia 17 de fevereiro.

E, assim, inicia-se mais um round nesta luta para mostrar que o autor do referido Projeto de Lei, não conhece a realidade do mercado editorial e livreiro no Brasil. Seria bom se CBL, Snel, ANL e outras instituições do livro se posicionassem sobre o assunto, antes que se corra o risco de, por um descuido, esse PL virar Lei.



Arquivado Projeto de Lei 7.913

2011-02-02T01:12:22.690-02:00

Em post no início de Janeiro deste ano intitulado "Projeto de Lei proíbe livrarias de selecionarem os livros que vendem" (leia aqui), escrevi sobre esse PL 7.913 que poderia vir a complicar ainda mais o desenvolvimento do mercado do livro no Brasil. O assunto rendeu bastante no twitter e em vários blogs, além de matéria de Raquel Cozer no Caderno 2 do Estadão, depois reproduzida no seu blog, A Biblioteca de Raquel.Pois bem, para felicidade geral do mercado (imagino eu), o tal Projeto de Lei 7.913 do Dep. Bonifácio Andrada foi ARQUIVADO. Como isso aconteceu?O período de quatro anos de mandato dos deputados federais chama-se legislatura. Dia 31 de janeiro de 2011, terminou a 53ª legislatura. Pelo Regimento Interno da Câmara, com o encerramento de uma legislatura são automaticamente arquivadas todas as proposições em tramitação na Casa. Foram exatas 9.269 e, dentre elas, o PL 7.913. Só podem seguir tramitando as propostas que atendam algum dos seguintes itens:a) as que já têm pareceres favoráveis de todas as comissões a que foram distribuídas e as apensadas a elas;b) aquelas já aprovadas pelo Plenário em turno único, em primeiro ou em segundo turno e as apensadas a elas;c) as de autoria do Senado ou que já tenham tramitado por lá e suas apensadas;d) propostas de iniciativa popular, ou elaboradas pelo Executivo, pelo Judiciário ou pelo procurador-geral da República e suas apensadas.O PL 7.913 não se enquadra em nenhuma delas.As propostas arquivadas podem voltar à tramitação caso seu autor seja reeleito e solicite o desarquivamento nos primeiros seis meses da nova legislatura. Como já mencionado no post de 2 de janeiro, o Dep. Bonifácio Andrada NÃO foi reeleito. Ele é o 2º suplente da bancada do PSDB de MG. Portanto, para que o tal PL 7.913 fique de vez arquivado, é torcer para que ele não venha a assumir nenhuma vaga na Câmara nos próximos seis meses, seja pela saída (por qualquer motivo) ou morte de dois deputados colegas seus de bancada.[...]



Saiu na mídia #4 Mudança no mundo da tradução

2011-01-30T23:35:44.267-02:00

Volto novamente ao assunto tradução (veja post anterior aqui) para compartilhar o excelente artigo de Lenke Peres publicado no Observatório da Imprensa dia 30 janeiro de 2011. Portanto o Google Translate e similares não são o caminho. Como destaca o Lenke Peres: "nunca houve tantos canais e ferramentas de comunicação e nunca se comunicou – verdadeiramente – tão pouco e com tão má qualidade." Segue o artigo completo.Mudança no mundo da traduçãoPor Lenke PeresSim, o mundo da tradução mudou. Neste mundo de tradutores eletrônicos amplamente disponíveis online, os tradutores profissionais – e, por tabela, a própria língua portuguesa – estão cada vez mais desvalorizados. Uma profissão desde sempre mal remunerada, comparativamente à sua importância cultural e informativa e ao esforço despendido por aqueles que a exercem. Nunca a conhecida expressão traduttori, traditore coube tão bem – mas agora aos tradutores eletrônicos e/ou aos tradutores inexperientes, negligentes ou não profissionais que os usam em suas traduções.Certamente não foram os bons tradutores profissionais que introduziram o abominável gerundismo no português brasileiro corrente, vício de linguagem que hoje integra até os textos de jornalistas. E quanto à tradução do termo em inglês plant para "planta", quando dispomos das traduções "fábrica, unidade industrial, unidade de produção, instalações industriais; usina, estação", conforme o caso? Casualty virou "casualidade", em lugar de baixa ou morte. Na área de seguros, o termo comprehensive policy, para designar uma apólice ou cobertura abrangente, completa ou total, virou "apólice compreensiva" (embora muitas seguradoras mostrem que suas apólices não são tão compreensivas assim na hora de pagar as indenizações). No âmbito judiciário, internal affairs virou "assuntos internos", em vez de corregedoria.Outro dia, ouvi alguém dizer que ia "marcar um apontamento", em vez de "marcar uma hora/um horário/uma consulta/etc." com alguém. E o que dizer da expressão "nossas vidas" que invadiu a mídia e as legendas e dublagens dos filmes? Em português, falamos, por exemplo, "a melhor época da nossa vida", não "a melhor época das nossas vidas", até porque temos uma vida só (crenças religiosas à parte, pelo amor de Deus, como diz o meu amigo João Ubaldo Ribeiro ao abordar um tópico polêmico em suas crônicas, peço encarecidamente aos discordantes que enviem seus protestos à Redação do OI).Hoje, na hora de ler um artigo traduzido nos jornais e revistas ou ouvir o noticiário internacional no rádio ou na TV, o bom tradutor profissional "lê por trás", ou seja, são tantos os erros de tradução que é possível identificar o termo original por trás da tradução incorreta e "ler" o que o autor dizia realmente; embora, às vezes, a tradução seja tão ruim que nem isso é possível.Em seu ofício, o bom tradutor sabe que "se não faz sentido para mim, não fará sentido para o leitor". E, apesar de não ser em absoluto remunerado por isso, o tradutor apaixonado por seu ofício pode passar horas pesquisando um único termo até chegar à solução de tradução correta ou mais próxima do significado pretendido pelo autor.Porém, o mundo de hoje repele o cuidado e suas primas cultura e experiência em favor do custo baixo e do imediatismo do trabalho. No caso das empresas, muitas vezes orçamentos são pedidos online para anônimos, vencendo aquele que oferece o preço mais baixo[...]



Projeto de Lei proíbe livrarias de selecionar os livros que vendem

2011-01-02T18:38:19.294-02:00

Tramita na Câmara dos Deputados desde 17.11.2010 Projeto de Lei n. 7913/10 de autoria do Deputado Bonifácio de Andrada do PSDB de MG. O referido projeto acrescenta três parágrafos ao Art. 1°da Lei n. 10.753 de 30.10.2003 que Instituiu a Política Nacional do Livro. Segue o texto do Art. 1º da Lei 10.753:"Art. 1º Esta Lei institui a Política Nacional do Livro, mediante as seguintes diretrizes:I - assegurar ao cidadão o pleno exercício do direito de acesso e uso do livro;II - o livro é o meio principal e insubstituível da difusão da cultura e transmissão do conhecimento, do fomento à pesquisa social e científica, da conservação do patrimônio nacional, da transformação e aperfeiçoamento social e da melhoria da qualidade de vida;III - fomentar e apoiar a produção, a edição, a difusão, a distribuição e a comercialização do livro;IV - estimular a produção intelectual dos escritores e autores brasileiros, tanto de obras científicas como culturais;V - promover e incentivar o hábito da leitura;VI - propiciar os meios para fazer do Brasil um grande centro editorial;VII - competir no mercado internacional de livros, ampliando a exportação de livros nacionais;VIII - apoiar a livre circulação do livro no País;IX - capacitar a população para o uso do livro como fator fundamental para seu progresso econômico, político, social e promover a justa distribuição do saber e da renda;X - instalar e ampliar no País livrarias, bibliotecas e pontos de venda de livro;XI - propiciar aos autores, editores, distribuidores e livreiros as condições necessárias ao cumprimento do disposto nesta Lei;XII - assegurar às pessoas com deficiência visual o acesso à leitura."No Projeto de Lei do Dep. Bonifácio de Andrada que "dispõe sobre a livre circulação de livros e produções intelectuais" os três parágrafos são os seguintes (copiados tal como no projeto):"1º A livre circulação do livro no país será garantida como fomento da produção intelectual, na forma dos incisos III, IV e VIII deste artigo, nas livrarias ou pontos de venda de livros, independentemente de qualquer vinculação a empresas distribuidoras ou editoras que deverão facilitar a venda de obras que forem encaminhadas à aquela.2º No caso de a livraria ou ponto de venda não aceitar os livros ou obras para venda deverá comunicar por escrito ao editor e ao autor do mesmo, expondo as razões desta atitude, podendo aqueles recorrer aos dirigentes da Câmara Brasileira do Livro ou as Câmaras Estaduais do Livro, que decidirão sobre o assunto.3º Toda livraria será considerada núcleo cultural de importância social protegida pelo Poder Público e aberta à participação de todos os cidadãos interessados em leitura, ou movimentação de obras da inteligência humana."Na justificativa do Projeto, o Dep. Bonifácio de Andrada escreveu que (copiado tal como na justificativa):" A lei [10.753] não criou mecanismos práticos para que os autores de livros consigam a circulação dos mesmos, pois que geralmente as editoras e as distribuidoras com suas livrarias criam uma estrutura fechada, sobretudo aquelas organizações de maior porte, que impedem que certas obras consigam a devida circulação.Esses fatos, que fazem parte do cenário da circulação da produção intelectual, às vezes, dominada por grupos econômicos poderosos, resultam na impossibilidade de autores de menor capacidade financeira colocar à venda suas obras que, em certos ca[...]



A Tradução como Diferencial Editorial

2010-12-19T12:11:19.008-02:00

Ainda não é regra geral no mercado editorial brasileiro a preocupação com boas traduções. E isso diz respeito a editoras, livrarias e a leitores também. Sendo, os leitores, os que dispõem de menos condições para avaliar uma boa tradução na hora de comprar um livro traduzido.A situação fica mais crítica quando o livro em questão já está em domínio público, isto é, quando o autor do livro morreu há mais de 70 anos. São inúmeros os casos de uma mesma obra publicada por várias e várias editoras. Nesse caso, como saber qual escolher? O critério mais simples, e talvez o mais usado, é o do menor preço. Mas será esse o que trará melhor custo benefício? Normalmente o barato tem qualidade inferior. Mas há exceções, é claro. Vejamos o exemplo do Alice no País das Maravilhas do Lewis Carroll. Uma pesquisa rápida numa livraria virtual, e podem ser encontradas muitas edições. Selecionei cinco delas que têm o texto integral, sem adaptações:por R$ 45,00 a da Cosacpor R$ 28,90 a da Áticapor R$ 19,90 a da Zahar (em capa dura e tem as duas histórias com a Alice)por R$ 12,90 a da Martin Claretpor R$ 12,00 a da LPME aí, qual escolher? Um caminho é tentar conhecer qual a importância que as editoras dão à tradução. Começar a conhecer o nome dos tradutores, como se conhece o nome dos autores. Recolher informações sobre autores que ganharam prêmios e/ou elogios pela qualidade do seu trabalho. No caso do Alice, na edição da Cosac, a tradução de Nicolau Sevcenko recebeu muitos elogios da crítica, e na edição da Zahar, a tradução de Maria Luísa Borges recebeu o prêmio Jabuti em 2002. A partir de 1978 o prêmio Jabuti passou a ter a categoria tradução. Veja a relação completa aqui.Cada vez mais o trabalho dos bons tradutores é fundamental, ainda mais nestes tempos de conexão total pela internet. Esse cuidado por parte das editoras vai separar o que tem qualidade daquilo que fica próximo de uma tradução como se fosse via Google Translator. E a editora que não tomar os devidos cuidados corre o risco de ver sua marca perder credibilidade. Para um exemplo, veja aqui a análise de algumas obras da coleção da Folha de São Paulo, Livros que Mudaram o Mundo, por Denise Bottmann.Quem quiser se aprofundar no assunto tradução, recomendo o excelente blog da tradutora Denise Bottmann, o não gosto de plágio.Para terminar reproduzo a entrevista que André Telles e Rodrigo Lacerda, premiados com o Jatubi de 2009 pela tradução do O Conde de Monte Cristo, concederam para o site da editora Zahar sobre os detalhes da tradução de Os Três Mosqueteiros, edição definitiva, comentada e ilustrada, de Alexandre Dumas.Entrevista: André Telles e Rodrigo LacerdaO Conde de Monte Cristo, ganhou o Prêmio Jabuti 2009 de melhor tradução de obra literária francês-português. Como foi traduzir agora Os três mosqueteiros, a obra mais famosa de Alexandre Dumas?A tradução foi feita com o entusiasmo de dois admiradores de clássicos de aventuras. Somos duas pessoas marcadas pelas leituras de Dumas, desde a nossa adolescência. O fato de, ao contrário do Conde, os Mosqueteiros abundarem em cenas de comédia, exigiu uma tradução mais livre, eventualmente mais fiel ao espírito do que à letra do texto. Também o ritmo acelerado da ação exigiu bom senso, para avaliar quando, em relação ao original, pequenas variações na pontuação das frases contribuía para a manuten[...]



De Onde Vêm as Boas Ideias

2010-11-26T11:14:50.030-02:00

Steven Johnson já foi citado como um dos mais influentes pensadores do ciberespaço pelos periódicos Newsweek, New York Magazine e Websight. É editor-chefe e cofundador da Feed, premiada revista cultural on-line. Graduou-se em semiótica pela Brown University e em literatura inglesa pela Columbia University. A Zahar já publicou cinco de seus livros e em 2011 publicará mais um, aquele que o próprio autor, em conversa com Mariana Zahar na Campus Party de 2008 em São Paulo, disse para ela que "estou escrevendo o livro de minha vida": De Onde Vêm as Boas Ideias.A seguir a reprodução de uma entrevista dele para O Globo publicada em 14/11/2010 sobre esse novo livro. Os negritos são meus."O escritor americano Steven Johnson, especialista em destrinchar temas tecnológicos para o leitor comum, volta a chamar a atenção dos aficionados de ciência e tecnologia com seu livro "Where good ideas come from" ("De onde vêm as boas ideias"), lançado em outubro nos EUA e a ser lançado no Brasil pela Zahar em 2011. Ele desmistifica teses sobre a inovação, como a suposição de que grandes gênios têm ideias do nada depois de grandes momentos de silêncio e contemplação. Besteira. Inovação nasce do caos, diz o autor, um iconoclasta que defende as cidades como polos de produção de novas ideias e garante que nem sempre o dinheiro é o fator motivador de uma descoberta genial. O escritor é fã do jeitinho brasileiro de superar limitações e diz que nem sempre a pobreza restringe a inovação. E para quem não se considera um Einstein, Johnson dá seus conselhos. Primeiro, que as famílias estimulem seus filhos a cultivarem hobbies e atividades paralelas ao estudo. E que as pessoas sempre anotem suas ideias em uma espécie de diário. "Uma ideia que você teve há um tempo pode nem fazer muito sentido, mas quatro anos depois, diante de uma nova realidade, ela pode ser uma ótima ideia".O GLOBO: Muitas pessoas acham que inovação só é estimulada pela possibilidade de que ela renda dinheiro, uma tese da qual você discorda. Qual a motivação para inovação?STEVEN JOHNSON: Há motivações múltiplas. Dinheiro é certamente uma delas, mas superestimamos o desejo por dinheiro ou até que ponto o marketing orienta a inovação. O problema com a inovação baseada em marketing é esse desejo de proteger sua ideia porque você quer fazer dinheiro com ela. O grande argumento contra isso é que as melhores ideias frequentemente vêm de processos colaborativos, de redes de ideias ou de criar em cima de processos e ideias já inventados por outras pessoas, de pegar emprestada uma ideia de outra pessoa e desenvolvê-la em outro campo, fazer algo completamente novo. E é essa propriedade de conectividade da inovação que você compromete quando tenta esconder e proteger ou isolar sua ideia. E é por isso que existe esta longa história de defesa de sistemas abertos, seja em universidades, seja em ciência experimental, seja na internet.O GLOBO: Então a figura do gênio trabalhando isoladamente não existe.JOHNSON: Há pessoas excepcionalmente inteligentes, mas elas raramente trabalham totalmente sozinhas. Os trabalhos são colaborativos. Em geral, quanto mais conectado você é, mais propenso a ter boas ideias, mas você terá mais chances de ter ideias verdadeiramente originais se estiver cercado de gente diferente de você, se tiver uma rede de influências supreendente. O ponto [...]