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Anagrama Anárquico



EVERYTIME A POEM IS WROTE, A CHILD DIES.



Updated: 2016-09-08T05:28:50.652+01:00

 



Exige a substituição da pergunta 32 dos CENSOS! Faz chegar a tua reclamação ao Provedor de Justiça.

2011-03-27T12:12:23.143+01:00

retirado de http://geracaoenrascada.wordpress.com/«Os movimentos de trabalhadores/as precários/as FERVE, Precários Inflexíveis, Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual e os cidadãos Paula Gil, João Labrincha e Alexandre de Sousa Carvalho exigem a substituição da pergunta 32 dos censos 2011. A forma como é elaborada esta pergunta significa um branqueamento da situação de precariedade em que se encontram centenas de milhares de trabalhadores/as a falsos recibos verdes: «Se trabalha a “Recibos Verdes” mas tem um local de trabalho fixo dentro de uma empresa, subordinação hierárquica efectiva e um horário de trabalho definido deve assinalar a opção “trabalhador por conta de outrem”. Possibilitar o conhecimento do número de falsos recibos verdes em Portugal é não só uma necessidade efectiva para a mudança da situação como uma demonstração de respeito a todas as pessoas que são tratadas pelo Estado como independentes (recibos verdes, segurança social, ausência de direitos) e que agora são informadas por esse mesmo Estado que, afinal, devem se considerar trabalhadores/as por conta de outrem. Vamos todos exigir a substituição da pergunta número 32. Os precários não podem ser invisíveis nas estatísticas. Envia a tua queixa ao Provedor de Justiça!! http://www.provedor-jus.pt/queixa.htm COMO PREENCHER O FORMULÁRIO: (1) Contra que entidade(s) se queixa? Identifique com precisão essa entidade: Instituto Nacional de Estatística (2) Qual a decisão ilegal, ou omissão ilegal, dessa entidade que motiva a sua queixa? A presente queixa tem por base a Pergunta 32 do Censos 2011 que, com a formulação actual impede o reconhecimento da realidade fáctica portuguesa. Aceitá-la tal como está formulada é dar tratamento de legalidade a uma situação considerada ilegal ao abrigo da lei portuguesa. Quer o esclarecimento prestado pelo INE a 16.03.2011, quer o questionário individual disponibilizado na internet e em formato papel é ilegal por violador dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e não cumpre, como deveria, um dos desideratos do Código de Conduta para as Estatísticas Europeias aplicável a Portugal que é o de robustecer a qualidade das estatísticas europeias. Se os Censos disponibilizam informação de grande utilidade para a definição de políticas é fundamental e obrigatório que os mesmos apresentem questões e permitam respostas que demonstrem a realidade fáctica capaz de permitir uma avaliação séria da sociedade portuguesa, ao invés de ocultar a realidade dos “falsos recibos verdes” e perpetuar situações de ilegalidade e de injustiça social como a que Portugal actualmente vive. Estando inteiramente de acordo com o argumento exposto de que o Censos pretende conhecer a situação face ao mercado de trabalho de facto e não de direito (…) e pretende-se contribuir para a correcta caracterização da situação daqueles que, embora pagos a recibo verde, preenchem os atributos do conceito de “trabalhadores por conta de outrem”. Certo é que, na minha opinião, tal argumento não pode colher para justificar a formulação da Pergunta 32 do Censos, pois se por um lado espelha sem dúvida a realidade fáctica, por outro, colide com o objectivo final dos Censos que é fazer um retrato da população residente servindo de base à definição de políticas públicas, no caso concreto, no que ao emprego diz respeito. Salvo melhor opinião, inviabiliza que venham a ser definidas medidas em matéria de emprego e trabalho sérias e que seja possível saber ou antecipar a quantas pessoas se destinam ou visam afectar. (3) Data em que tomou conhecimento? 16 de Março de 2011 (4) Contactou já, por escrito, a instituição, organismo ou serviço público em questão, a fim de obter a solução ou reparação da sua pretensão? Caso afirmativo, junte cópia das exposições que fez e das eventuais respostas que[...]



à rasca!

2011-03-08T13:14:51.976+00:00

No próximo sábado, dia 12 de Março, acontecerão protestos da chamada “Geração à Rasca” um pouco por todo o país, com especial destaque para Lisboa (Avenida da Liberdade) e Porto (Praça da Batalha). São protestos laicos, apartidários e pacíficos.Justificações para ir ao protesto? Há de sobra.Desde uma taxa de desemprego de 23% para os jovens com menos de 25 anos (que ascende a 30% quando se fala de jovens com instrução superior), até ao facto de mais de metade (53,5%) dos jovens empregados com menos de 25 anos terem contratos temporários, passando pelos cortes nos ordenados, nos abonos de família e nos subsídios. Desde o próprio Estado empregar precários, usando falsos recibos verdes, enquanto mantém os ordenados milionários dos gestores e administradores de empresas públicas (o PS e o PSD chumbaram a limitação dos ordenados dos gestores de empresas públicas, proposta em Assembleia da República), até aos despedimentos massivos de trabalhadores de empresas públicas, para logo depois serem substituídos por precários (em janeiro, foram despedidos 366 trabalhadores do Aeroporto de Faro que estão a ser substituídos, agora, por cerca de 100 trabalhadores temporários com as mesmas funções). Desde a redução dos apoios sociais para os estudantes do ensino superior e secundário mais carenciados até ao aumento da carga fiscal para o contribuinte comum, enquanto a taxa do imposto sobre a banca se mantém ridiculamente baixa (e os bancos, no ano passado, viram os seus lucros aumentados relativamente a 2009, mas pagaram menos impostos).Por tudo isto, porque toda uma população anda a viver “à rasca” para que uma minoria favorecida mantenha ou aumente o seu nível de vida, é essencial que todos nós saiamos à rua dia 12 de Março e digamos um forte “Basta!” a toda esta injustiça que vem assolando a nossa sociedade.Até sábado!evento no facebookblog do ProtestoLocais dos ProtestosAngra do Heroísmo – Praça VelhaBarcelona – Consulado Geral de Portugal em BarcelonaBerlim – Zimmerstrasse, nº56 BerlimBraga – Avenida Central, junto ao chafarizCastelo Branco – Alameda da Liberdade (Passeio Verde)Coimbra – Praça da RepúblicaCopenhaga – Junto à Embaixada PortuguesaEstugarda – Konigstrasse, 20/I - 70173 Stuttgart Faro – Largo S. FranciscoFunchal – Praça do MunicípioGuimarães – Largo da OliveiraHaia, Holanda - Junto à embaixada portuguesaLeiria – Fonte LuminosaLisboa – Avenida da Liberdade > Praça Luís de CamõesLondres – Embaixada PortuguesaPonta Delgada – Portas da CidadePorto – Praça da Batalha > Praça D. João IViseu – Rossio, em frente à Câmara MunicipalTransportes e boleiasA Associação Académica de Coimbra disponibiliza autocarros para transportes para o Protesto, em Lisboa. É necessária inscrição prévia na secretaria da DG-AAC até às 17h do dia 9 de Março.ForumPágina no FacebookRelacionados- Artigo 21º - Direito de ResistênciaPágina no facebookhttp://www.youtube.com/watch?v=CGtfHKRDIO0“Eu vi este povo a lutar” http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=r_akcBLcFcohttp://www.youtube.com/watch?v=44as5AuhUEk- Deolinda – “Parva que Sou”Deolinda no Coliseu do PortoReportagem sobre a música, as reacções da comunidade e a versão “Que Esperto que eu Sou”, dos Homens da Luta - Indicadores SociaisPASSA A PALAVRA E NÃO FALTES! É O TEU FUTURO QUE ESTÁ EM JOGO!Até Sábado ;)[...]



jornadas anticapitalistas

2011-02-26T14:37:59.506+00:00

Não queremos a vossa economia

Num momento em que o capitalismo se revela como crise e esta serve de pretexto à dissolução das últimas garantias do Estado social, numa altura em que dinheiros públicos pagam a bancarrota de bancos e seguradoras perdidos nas aventuras dos mercados, e onde o capital desbasta recursos naturais em prol do benefício de muito poucos, num tempo em que a democracia procura sobreviver à crescente perda de legitimidade representada pela corrupção no seio do poder político ou pelas elevadas taxas de abstenção nos actos eleitorais, num contexto de generalização do uso de dispositivos de segurança, controlo e mercadorização da palavra e do corpo, nós, como outros em todo o mundo, escolhemos organizar-nos.

Ocupamos um espaço fora da política institucional. Não pretendemos representar ninguém, nem nos orientamos por uma lógica programática. Não nos junta uma direcção, mas uma afinidade que se encontra mais numa rejeição óbvia do capitalismo do que em eventuais proximidades ideológicas. Entregamos em exclusivo a uma assembleia, horizontal, aberta e informal, todos os momentos de decisão. Uma assembleia em que todos podem a todo o tempo tudo decidir.

As Jornadas anticapitalistas são a proposta que apresentamos. O seu programa permanece e permanecerá sempre em aberto e outras acções, que com ela se identifiquem ou solidarizem, poderão e deverão ter lugar. Este documento é, por isso, também um apelo à mobilização de todos os anticapitalistas e antiautoritários.

Propomos um conjunto de diferentes actividades e acções a decorrer no período de 1 a 8 de Março, que conte com acções de rua, debates, visionamento de filmes, jantares e festas, entre outros, e que proponham saídas para este modo de vida ou que critiquem de forma radical e directa o sistema capitalista. Estamos de acordo que não queremos esta ou qualquer outra economia capitalista e, nessa recusa, criamos um terreno comum, onde os contributos acompanham as diferentes sensibilidades num processo colectivo de discussão, decisão e acção.


de http://jornadasanticapitalistas.wordpress.com/



dia 12, vais ficar em casa?

2011-02-26T14:00:36.681+00:00

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2011-02-15T16:33:25.435+00:00

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http//colectivoacorde.blogspot.com



Mensagem de 1 de Dezembro de D.Duarte de Bragança

2011-02-14T19:28:52.354+00:00

Não concordo com certas coisas que aqui são ditas (nomeadamente no que toca à Educação, e ao espírito nacionalista evocado), mas o Duque de Bragança acertou na mouche em muitas das coisas que disse.Na perspectiva histórica de um País com perto de 900 anos, o penoso caminhar numa crise comparável à vivida nos tempos da I República cujo centenário este ano faustosamente se comemorou, permite-nos retirar diversas conclusões.Comecemos pela circunstância de a República, fundada pela força que derrubou um Regime Democrático, nunca, até aos nossos dias, haver sido legitimada pelo voto popular.Significativo é, também, o facto de o regime republicano, nas suas várias expressões, não ter tido capacidade para resolver nenhum dos problemas de que acusava a Monarquia e o facto de que as Democracias mais desenvolvidas e estáveis da Europa serem Monarquias.As nossas três Repúblicas do séc. XX nasceram de três golpes militares após os quais os governantes se lançaram a reorganizar a sociedade, com os resultados que agora estão à vista.Como herdeiro dos reis de Portugal, eu represento um outro princípio, o princípio da liberdade e não o da coerção. Chegou a hora de a sociedade livremente dizer que Estado quer. Em vários reinos do Norte da Europa ouvi destacados políticos afirmarem que "vivemos em República, mas o nosso Rei é o melhor defensor da nossa República".Deixo aqui uma mensagem aos monárquicos, aos convictos que, hoje, são a minoria mas, segundo as sondagens, serão a maioria no futuro que se aproxima.Quero lembrar que essas sondagens chegam a referir 20%, 30% ou 40% de monárquicos, conforme as perguntas são feitas, percentagens tanto mais valiosas quanto resultam da escolha de pessoas livres e não de propagandas de partidos ou de movimentos sem transparência.Quero agradecer-vos a generosidade, o entusiasmo, e a dedicação quando içam nas ruas a bandeira das Quinas com a Coroa e quero dizer-vos que continuarei a acompanhá-los, como sucedeu no 5 de Outubro em Guimarães, o dia da independência nacional.A situação humilhante em que a Nação se encontra perante nós próprios e a comunidade internacional obriga-nos a reflectir sobre novos modelos de desenvolvimento económico e de vida em sociedade, inspirados no bem comum.Com efeito, a expectativa inicial do projecto europeu que a generalidade dos membros abraçou e que se assumiu, na sua origem, como um projecto de cooperação entre Estados - com os mais ricos a ajudarem os mais pobres “corre o risco de passar, rapidamente, de miragem a tragédia, com os mais fortes a ditarem regras e a impor sanções aos mais vulneráveis.Neste contexto de incerteza e preocupação, são, por isso, cada vez mais as vozes autorizadas que preconizam a necessidade da reforma do modelo de desenvolvimento económico global. A reactivação estratégica de uma agricultura sustentável e ecologicamente equilibrada é fundamental para enfrentarmos com segurança os desafios actuais, como há pouco tempo lembrou o Papa Bento XVI .Precisamos de um novo modelo para conseguir maior felicidade e bem-estar com menor desperdício de recursos, que deverão ser melhor e mais justamente partilhados, para que a ninguém falte o essencial.Havendo tantas necessidades de apoio às populações seria desejável dinamizar as antigas tradições de voluntariado, recorrendo também aos serviços dos beneficiários de subsídios do Estado, como condição para receberem esses subsídios. Receber subsídios sem dar a sua contribuição para a sociedade equivale a receber esmolas, o que não é bom.Portugal não pode cair no desânimo a que nos conduzem os constantes e confusos acontecimentos políticos nacionais amplamente noticiados.É fundamental acreditar no Futuro e partilhar Esperança, nunca nos esquecendo de onde viemos e para onde queremos ir.Para isso há que cultivar os exemplos de competência, seriedade e coragem na de[...]



I AM Wikileaks!

2010-12-09T01:39:30.090+00:00

To the U.S. government, and corporations linked to Wikileaks:

We call on you to stop the crackdown on WikiLeaks and its partners immediately. We urge you to respect democratic principles and laws of freedom of expression and freedom of the press. If Wikileaks and the journalists it works with have violated any laws they should be pursued in the courts with due process. They should not be subjected to an extra-judicial campaign of intimidation.

petição da avaaz.com, o número de pessoas que já assinaram cresce de forma estrondosamente rápida! assina também, divulga e ajuda a chegarmos ao 1 milhão de assinaturas!


É a nossa liberdade de expressão e informação que está em causa.

I am Wikileaks, and so are you!



O Caminho dos Estudantes

2010-12-05T02:03:55.402+00:00

Foi publicado no Esquerda.net um excelente artigo da autoria de José Biern Boyd Perfeito, estudante na Grã-Bretanha. Um texto incontornável para quem quer perceber o que realmente se passa no Reino Unido, e porquê.
http://www.esquerda.net/artigo/o-caminho-dos-estudantes-ingleses-e-luta


Permitam-me, então, que cite algumas passagens do mesmo:

«O aumento da duração dos créditos, ou seja, mais tempo a pagar a educação e a completa negação de uma educação universal e gratuita, parecem não incomodar a direita conservadora talvez pelo facto de sempre terem Eton e as Grammars Schools onde pode pôr os seus filhos a estudar sem apoio do estado, porque têm dinheiro. A educação volta a ser um privilégio de quem tem dinheiro.»

Aqui, o autor vai direitinho ao cerne da questão: a gratuitidade. Caso ainda não nos tenhamos apercebido, esta está a acabar (nuns casos) e a tornar-se cada vez mais distante (noutros).



«Manchester, Liverpool, Bristol, Cardiff, Edimburgo, Glasgow, Newport, York, Newcastle, Lewisham, Preston, entre muitas outras, são as cidades universitárias onde protestos têm eclodido com regularidade. Em Preston, trabalhadores de uma fábrica de energia, fizeram uma concentração em apoio dos protestos dos estudantes. Em resposta a um jornalista da BBC sobre a razão do apoio aos estudantes, um dos trabalhadores respondeu, “somos os pais deles”.»

Este parágrafo parece-me extremamente importante, pois abarca a questão da união. Cada vez mais, as várias classes (se é que lhes podemos dar esse nome) - estudantes, trabalhadores, desempregados - se unem para fazer face a políticas que, directa ou indirectamente, acabam sempre por afectar todas elas. Isto vem acontecendo em França, em Inglaterra, em Itália, entre outros lugares. Em Portugal, no entanto, parece haver uma luta constante de certos sectores da esquerda para manter cada luta no seu lugar, para evitar a união. Porquê? Não sei, mas espero sinceramente que as pessoas percebam realmente os problemas que enfrentamos e enfrentaremos cada vez mais no futuro e se UNAM. É urgente que isso aconteça.



O texto termina de uma maneira soberba, com José Biern Boyd Perfeito a desafiar «o povo Português, os trabalhadores, os demais cidadãos a darem esta clara mensagem aos senhores do dinheiro.

“Vocês trouxeram as dificuldades para a nossa vida, agora nós vamos levar as dificuldades para a vossa.”

Se isso significa ir para as ruas, protestar , não é por uma razão vã e sem significado e demorando o tempo que demorar. Estamos já há um mês e meio nesta luta e não se vêem sinais de cansaço.



Há muito que entendemos que é a nossa vida que defendemos e essa não é uma razão vã.»



Resta saber quando nós, portugueses, vamos perceber isso.



uma solidariedade no mínimo hipócrita

2010-11-29T17:41:07.957+00:00

Carta aberta à RTP, AMI e a quem mais a quiser ler
por Myriam Zaluar


Exmos Senhores

Venho por este meio manifestar a minha estranheza perante a descoberta de um evento* a realizar já no final do próximo mês com o apoio de instituições com o V/ nome e responsabilidade. Efectivamente, quando uma corrida se auto-intitula de "solidária", convém que os seus responsáveis esclareçam em que medida o é, a que critérios obedece e em que conceito de solidariedade se baseia. É que se a solidariedade consiste em passar nos territórios ocupados do Sahara Ocidental como se de um troço normal de uma qualquer corrida realizada no meio do Alentejo se tratasse, ou em "entregarem as viaturas às autoridades marroquinas" no final da corrida então talvez esteja na hora de a AMI, a RTP - e a Antena 3! - e a organização deste raide relerem os seus dicionários. Ou não saberão o que sucedeu em El Aaiun há menos de um mês? Ou não terão conhecimento do que se passa neste território há mais de 35 anos? Ou nunca terão ouvido falar de 200 mil refugiados saharauís a viver em acampamentos sem as mínimas condições - nos quais instituições como os Médicos do Mundo, entre outros, estão presentes, como pude comprovar com os meus próprios olhos quando me desloquei ao local... - enquanto Marrocos saqueia e comercializa as riquezas naturais do Sahara Ocidental com a conivência da UE? Nem da Prisão Negra de El Aaiun? Nem de centenas de desaparecidos? Nem dos relatórios da Amnistia Internacional ou do próprio responsável da MINURSO sobre as graves violações aos Direitos Humanos ali perpetradas? Ou teriam a RTP e a AMI apoiado uma corrida Portugal - Dili em tempos da ocupação indonésia?

Desde que viajei aos acampamentos de refugiados em Tinduf que me tinha confrontado com um constrangedor muro de silêncio face às minhas inúmeras tentativas infrutíferas de publicar um trabalho de reportagem sobre esta realidade. A maior parte dos órgãos de comunicação social deste país tem passado este assunto em branco e mesmo os recentes acontecimentos em Al Aaiun foram tratados com uma incompreensível leveza totalmente desproporcionada com a sua dimensão. Nem mesmo o facto de as autoridades marroquinas - as mesmas às quais a corrida que se diz solidária pretende entregar jeeps - terem barrado a entrada nos territórios ocupados a todos os jornalistas que ali tentaram exercer o seu direito/dever de informar mereceram por parte da RTP ou da AMI (já que é destas instituições que estamos a falar) qualquer estranheza ou menção.

É, pois, com um profundo sentimento de descrédito em instituições que até agora me mereciam um mínimo de respeito que deixo estas questões mantendo um ténue esperança de que alguém as lerá e, no mínimo, se interrogará comigo sobre a legitimidade e a ética que rodeiam tais iniciativas.


sem mais de momento,

com os melhores cumprimentos

Myriam Zaluar Jornalista
telespectadora e ex-beneficiária do Cartão de Saúde AMI



* o evento a que me refiro chama-se Portugal Dakar Challenge e auto-intitula-se Corrida Solidária!

mais infos em http://www.portugaldakar.com/



Apelo à Greve dos Estudantes a 24 de Novembro

2010-11-22T23:48:58.213+00:00

(image)
O Governo e os sucessivos PECs a que se junta, agora, um Orçamento de Estado deplorável vêm atacando de forma cada vez mais gritante a nossa sociedade. O fosso entre os ricos e os pobres alarga-se a cada dia que passa - vêem-se pessoas a perder o emprego, os subsídios e os abonos ao mesmo tempo que os bancos continuam a gozar de regalias enormes (imposto de 5%, enquanto as empresas normais são taxadas a 25%) e que os gestores públicos ganham dezenas e dezenas de milhares de euros.

Contra toda esta austeridade hipócrita foi convocada uma Greve Geral para dia 24 de Novembro. Mas esta greve geral não deve ser só para os trabalhadores, pois não são só eles que são afectados por estas medidas. Também nós, estudantes, somos afectados (e de que maneira!) directa e indirectamente.

O Ensino está cada vez mais caro - não só pela subida de propinas e dos preços dos vários serviços, mas também pela diminuição da acção social, que deveria permitir que toda a gente frequentasse o Ensino, independentemente de qualquer factor financeiro. Isto já se vê nos vários níveis de ensino:
- no Secundário, o Governo prepara-se para cortar as contribuições para os passes de transportes públicos, e a privatização das escolas originará certamente o aumento dos preços dos vários serviços.
- no Superior, as propinas sobem cada vez mais e, ao mesmo tempo, há cada vez menos acção social - milhares de estudantes perderam, este ano, bolsas de estudo, e deixarão de estudar por isso.
ONDE ESTÁ A JUSTIÇA E A GRATUITIDADE DO ENSINO?

Há cada vez menos dinheiro para o Ensino, o que se traduz em piores condições materiais e humanas em todos os níveis de Ensino.
PORQUE NÃO HÁ DINHEIRO PARA A EDUCAÇÃO, QUANDO SE GASTAM MILHÕES A AJUDAR OS BANCOS E A FINANCIAR GUERRAS?

Há cada vez menos condições para os professores, tanto no básico, como no secundário, como no superior. Aulas de Substituição e Planos de Recuperação (no Secundário), remunerações desadequadas, uma enorme carga horária e montes de burocracia sobrecarregam as vidas dos professores.
SE OS PROFESSORES NÃO ESTÃO SATISFEITOS, COMO PODEMOS TER UM ENSINO DE QUALIDADE?

Todos os anos, as famílias compram livros para os filhos, gastando muitas vezes centenas de euros e desferindo um rude golpe ao meio ambiente, quando os livros poderiam ser reaproveitados de ano para ano.
ONDE ESTÁ A GRATUITIDADE DO ENSINO? E A RESPONSABILIDADE ECOLÓGICA?

O desemprego nos jovens atinge os 20% e, dos trabalhos que há, 9 em cada 10 são precários.
QUE FUTURO ESTÁ A SER PREPARADO PARA NÓS?


Um ataque tão feroz e tão geral só pode ser combatido por toda a gente que está a ser afectada, UNIDA.Os problemas do Ensino Superior também interessam aos Estudantes do Secundário, pois somos nós que lá vamos estar daqui a uns anos. E os problemas dos trabalhadores também interessam aos estudantes no geral, pois nós seremos os trabalhadores de amanhã!Apenas uma resposta conjunta a estes ataques pode conduzir a uma vitória. Lutemos, juntos!



Carta Aberta a Helena Pereira e Sónia Graça - Alguém vos ensina a fazer jornalismo decente?

2010-11-14T01:42:35.704+00:00

Fui dar de caras com uma notícia por vós escrita, no SOL, relativamente a "desordeiros internacionais na cimeira da NATO" e fiquei deveras embasbacado com a falta de qualidade no jornalismo que apresentam.

Primeiro que tudo, o Black Bloc não é um grupo, mas uma táctica de acção - violenta, é verdade. No entanto, não misturemos alhos com bugalhos. É absurdo falar-se de violência quando se fala da War Resisters' International e da Bombspotting. São organizações que levam a cabo inúmeras acções de desobediência civil mas renunciando, sempre, à violência. Desafio-vos a encontrarem exemplos de acções violentas dessas organizações.

Do ICC (International Coordinating Comittee No To War-No to NATO) fazem parte, para além da PAGAN e da War Resisters' International, o Conselho Mundial da Paz e a Esquerda Europeia, entre muitas outras organizações. Esta rede tem uma história ainda muito curta mas de uma conduta exemplar no que toca ao respeito dos Direitos Humanos e, obviamente, à não-violência (o que já não se pode dizer de grande parte dos governos europeus, dos EUA e da NATO). As suas acções de desobediência civil marcam-se não só por não atentarem contra a vida humana, mas também por, posicionando-se contra a NATO, tentarem evitar que ela seja desrespeitada em lugares como o Afeganistão e os Balcãs.

Por tudo isto, Helena Pereira e Sónia Graça, penso que o menos que podem fazer é assumir publicamente os erros por vós cometidos neste artigo, mostrando a verdadeira realidade que envolve os protestos contra a NATO, e não criando de forma sensacionalista o pânico entre a população portuguesa.


Esta carta será publicada e divulgada em diversos meios de comunicação independente, para que o máximo de pessoas comece a ficar alerta para estas situações de parcialidade e de crassa falta de qualidade no jornalismo português.

Francisco Norega



NOTA: O artigo pode ser visto em http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=4186.




NATO - Porquê dizer "Não!"

2010-11-08T23:26:26.370+00:00

Terá lugar em Lisboa, dia 20 de Novembro, uma Cimeira da NATO em que vai ser discutido e definido um novo Conceito Estratégico. Na minha opinião, é essencial que toda a população mostre a sua discordância com a NATO e com a sua política militarista. Proponho-me, neste texto, a expor as razões que me fazem ter esta opinião e apelo à participação de todos nas diversas iniciativas que vão realizar-se em Lisboa, na semana de 17 a 21 de Novembro. Peço também que divulguem, se acharem apropriado, este meu texto.Contextualização HistóricaFundação e Guerra FriaNasceu em 1949, constituindo uma aliança defensiva, em que a sua função oficial era garantir a segurança e estabilidade dos estados-membros, principalmente do bloco socialista. Este só mais tarde (em 1955, depois da recusa da NATO de aceitar a entrada da URSS na organização) viria a constituir o Pacto de Varsóvia. A Aliança desenvolveu também um forte combate à expansão das ideias socialistas.Com o fim da URSS e da Guerra Fria e, com eles, o fim das ameaças ao mundo ocidental, em 1991, a NATO perdeu grande parte das suas razões para existir. Foi exigido por muitos o seu fim, mas ela continuou. À medida que os países da Europa de Leste foram entrando na Aliança, esta alargou a sua área de influência e de intervenção.Bósnia e Jugoslávia (Kosovo)Em 1995, a Aliança interveio na Bósnia e Herzegovina em resposta à segunda onda de massacres em Markale. A sua participação nos conflitos que devastavam a região foi, na altura, importante.Foi, no entanto, o bombardeamento do Kosovo, em 1999, que marcou a viragem das políticas da NATO. Foi a sua primeira intervenção sem o aval da ONU, justificando-se a Aliança pela violência e pelos crimes contra a Humanidade que naquela região estariam a ser cometidos. Mais tarde, verificou-se que esses crimes contra a Humanidade foram cometidos essencialmente durante os bombardeamentos, e não antes.A intervenção da NATO veio, portanto, a revelar-se infrutífera na prevenção dos atentados contra os direitos humanos da população do Kosovo, para além de ter provocado centenas de mortos civis adicionais e danos em infra-estruturas essenciais como pontes, centrais de telecomunicações, hospitais, centrais eléctricas e fábricas por toda a Jugoslávia. Às acusações de que esses ataques violavam o Direito Internacional e as Convenções de Genebra, a NATO respondeu que essas infra-estruturas eram potencialmente úteis para o exército, e que isso justificava o seu bombardeamento.Mas há algo mais chocante ainda: para servir as dezenas de milhares de homens nestas duas operações surgiu uma extensa rede de prostituição, e uma enorme rede de tráfico para alimentá-la. Oficiais da NATO e da ONU são suspeitos de estar envolvidos nas redes ou de facilitar a sua existência mas gozam de imunidade, por isso até agora nenhum foi julgados pelos seus crimes.Abriu-se, assim, as portas para uma tradição de desrespeito pelo Direito Internacional e pelos Direitos Humanos por parte dos EUA e, por arrastamento, pela NATO. Uma tradição que tem que acabar.Fontes: http://wikipedia.org“NATO and the Trafficking of Women” em http://www.wri-irg.org/ (War Resister’s International)“Kosovo: Facts and figures on trafficking of women and girls for forced prostitution in Kosovo” em http://www.amnesty.ca/ (Amnistia Internacional Canada)Iraque e AfeganistãoDurante a primeira década do século XXI, os EUA e vários países europeus participaram na invasão do Iraque e a NATO invadiu o Afeganistão.A ocupação do Iraque (ainda que tenha sido liderada pelos EUA e apoiada por alguns países da Europa, e não propriamente pela NATO, acho importante analisar esta invasão), justificada pela alegada presenç[...]



Activismos

2010-10-15T23:22:14.578+01:00

12 / 10 / 2010

Hoje dei de caras com umas quantas coisas que achei interessantes. Na França, as greves e os protestos são uns a seguir aos outros, estando a acontecer hoje mais uma greve geral e manifestações por toda a França, contra o aumento da idade da reforma. É uma greve que será prolongável pelo menos até 30 de Outubro. Estes gajos, sim, têm tomates! Defendem a sua causa até ao fim. Talvez devêssemos olhar para os nossos irmãos franceses e fazer alguma coisa decente (e não, não precisamos de ir até onde a RAF foi) para nos fazermos ouvir.
Não é com greves gerais de um dia que se vai lá. Sim, o País pára, mas ao mesmo tempo enche o Estado os bolsos com os ordenados que não paga. Uma greve maciça, GERAL e por TEMPO INDETERMINADO, essa sim, teria efeitos na prática.

Mais uma vez, parece-me que estão a ser os franceses os pioneiros. Espero é que nós vamos atrás deles!


Como apelaram os gregos há uns tempos, PEOPLE OF EUROPE, RISE UP!


PS: Também de referir as acções dos nossos irmãos catalões em Barcelona, a 29 de Setembro!



contrariedades

2010-07-21T03:52:11.453+01:00

Uma pessoa torna-se contraditória quando sabe assumir que errou, e quando sabe dar o braço a torcer e mudar de opinião, quando há argumentos válidos para isso.
Parece-me a mim.

Por isso, não tenho problemas em ser contraditório.



Israel, Palestina & Direito Internacional

2010-07-14T04:35:07.665+01:00

Saiu um artigo na revista de esquerda A Comuna, escrito por mim e pela Ana Sá, intitulado Isto não é Fascismo, é um Sinónimo. Anda mais ou menos à volta do conflito entre Israel e os países árabes, e o Direito Internacional.
O título é um tanto quanto irónico ou, bem, talvez não. Decidam vocês mesmos.



actualidades mundiais (nada) aleatórias

2010-07-09T01:00:53.691+01:00

Na Grécia, uma nova greve geral:
Grécia em nova Greve Geral
Greve Geral e Protestos na Grécia

Depois das greves na China, também na Índia as coisas parecem estar a começar a rebentar:
Greve Geral paralisa Índia

E celebridades americanas começam a boicotar Israel:
Dustin Hoffman boicota festival de Jerusalém


Por outro lado, Cuba parece dar passos numa boa direcção:
Cuba vai libertar 52 presos políticos


Something big is coming, I would say.



Crise não é uma palavra conjugável para todos

2010-06-13T02:04:06.285+01:00

Numa altura em que uma nova crise do capitalismo arrasta milhares para o desemprego e leva outros tantos para a pobreza, a legitimidade política, social e moral de toda a estrutura sofre as ameaças. Num sentido de regeneração e de preservação da autoridade deste sistema económico e da lógica política que o acompanha, torna-se necessário encontrar justificações que se generalizem como verdades absolutas, e/ou encontrar alternância dentro do próprio, para que o processo de dominação se mantenha intacto.É o que encontramos na política portuguesa quando se acentuam e se cultivam novos estereótipos e preconceitos, e quando o PSD, com Passos Coelho, aparece como alternativa ao Partido Socialista de José Sócrates, como se ambos os partidos não tivessem hegemonicamente avassalado o poder político português desde do 25 de Abril.Foi explicitado e comprovado académica e politicamente que o estalar da crise teve as suas raízes e causas, essencialmente, na especulação financeira, na falta de controlo e regulação na economia e na constante diminuição do papel interventivo do Estado. Todavia, quando observamos o discurso e as reformas defendidas pelo Bloco Central, percebemos claramente que não existe a mínima intenção de contrariar esta lógica.Quem hoje paga a crise são aqueles e aquelas que, em tempos anteriores, contribuíram para que a elite económica portuguesa - a mesma que nos arrastou para a crise - tivesse processos de acumulação de capital colossais. Por um lado, são quem mais sofre com as medidas de austeridade, por outro são violentamente atacados com novas etiquetas: “os desempregados não querem trabalhar”, “os detentores do rendimento mínimo atraiçoam a Segurança Social e encostam-se na preguiça”, “os trabalhadores da função pública têm direitos a mais”, “o salário mínimo é demasiado elevado”, “o código laboral é demasiado inflexível”…E é assim que se arranjam novos culpados para a crise, que se fomentam preconceitos, para que nada se transforme e que tudo se mantenha. A tão lucrativa banca portuguesa, que sempre gozou do encosto do Estado, quando esbanjou todo o seu dinheiro no casino financeiro, e a elite do empresariado português, para quem este país sempre governou, não verão a palavra crise para além dos meios de comunicação social.Quem contribuiu para que a este estado chegássemos quer passar incólume, e os que não traçaram a rota para este porto de desastre são os que mais estão a sofrer com ela, os que a estão a pagar.Crise não é, de todo, uma palavra conjugável para todos.Por Fabian Figueiredo, publicado aqui e aqui.[...]



Padres Retrógrados, vocês são a crise de valores!

2010-06-12T11:25:31.592+01:00

Não sei o que lhe hei-de chamar, se cómico se deprimente. A direita católica pretende arranjar um candidato alternativo para as Presidenciais. Isto, por Cavaco Silva promulgou a lei do casamento homossexual.
Até aqui, nada de realmente surpreendente. Mas à medida que se continua a ler o artigo do DN, o queixo vai descaindo cada vez mais. Cavaco Silva promulgou o diploma para dar espaço à discussão, na Assembleia da República, de assuntos com repercussões relevantes na vida dos portugueses, deixando a vida privada de cada um na suas mãos, e de mais ninguém.
Mais, é mais que evidente que, se Cavaco Silva tivesse vetado o diploma, este voltaria à Assembleia da República e seria aprovado de qualquer forma. Mas não, eles rejeitam esta ideia - não percebi o raciocínio, mas tudo bem. Ainda vem aí o pior.
Eles sugerem mesmo o poder de Cavaco Silva dissolver a Assembleia da República, afirmando que a crise que vivemos não é económica nem social, "é de valores". É caso para reflectir bem sobre de onde vem a crise de valores - daqueles que não gostam de interferir na vida privada dos outros ou destes padres católicos retrógrados e fascistas.

Amigos, não estamos na Idade Média. Ponham juízo nessas cabeças.



stop israeli terrorism

2010-06-03T01:25:05.382+01:00

Na passada segunda-feira, dia 31 de Maio, o Exército Israelita assassinou 19 activistas que protestavam contra o bloqueio israelita na Faixa de Gaza. Uma frota, liderada por um navio turco, tentou furar este bloqueio para transportar ajuda humanitária até à Faixa de Gaza. O navio foi atacado pela marinha Israelita, ainda em Águas Internacionais. Perante estes e muitos outros incidentes inaceitáveis, a Comunidade Internacional não pode ficar indiferente!

É urgente relembrar que esta região do território palestiniano, completamente independente do Estado de Israel, vive sob um severo bloqueio imposto por este último, em clara violação da lei internacional. E mais: de acordo com a mesma, Israel tem o dever de garantir os direitos dos habitantes de Gaza, incluindo os seus direitos à saúde, educação, alimentação e alojamento condigno.
Já vários governos repreenderam as acções Israelitas, mas isso não basta! É imperioso que os governos da UE, e também esta mesma, tomem uma posição e pressionem para que Israel mude as suas políticas, de modo a evitar futuros episódios semelhantes.
Já foram organizadas acções de rua em Lisboa e no Porto e, agora, Coimbra junta-se à luta. Às 17h50 da próxima sexta-feira, dia 4 de Junho, concentrar-nos-emos na Praça da República. Vamos juntar as nossas vozes às de todos aqueles que, por todo o mundo, se insurgiram e se continuam a insurgir contra estas acções reprováveis (e em nada inéditas) levadas a cabo pelo Estado de Israel!

(image)
Hasta La Victoria, Siempre!


Aproveito ainda para apelar à assinatura da seguinte petição:
http://www.avaaz.org/en/gaza_flotilla_3/



once i believed in karma.

2010-05-17T23:16:02.531+01:00

amargas.
as pessoas.
amarga.
a sociedade.
amargo,
o mundo.


RIP



ci-gît la france merde!

2010-05-13T02:16:47.148+01:00

La forme de votre statue est quelquefois belle - je l'admets. Mais pourqoi tailler votre statue dans le merde?

Jean Seul de Mélluret
(pré-/proto-/whatever-)heterónimo de Fernando Pessoa
in Aqui Jaz a França Merda / Ci-Gît La France Merde
edição bilingue da La Ligne d'ombre



Legalización!

2010-05-07T00:54:01.534+01:00

A proibição da marijuana não é do interesse público, pois fomenta o mercado negro (que, por sua vez, gera violência e criminalidade) e possibilita a adulteração dos produtos (o que põe em causa a saúde pública). Impede a investigação das propriedades benéficas a nível medicinal, por exemplo, e das suas possíveis utilizações a nível de culinária, dos têxteis e da produção de pasta de papel, entre outros.
Quanto ao uso relaxante e recreativo, não sou a favor quando é feito de forma excessiva nem em idade de crescimento, pois pode tornar-se prejudicial à saúde. Mas acho que é uma opção que deve ser tomada por cada um, de forma informada, mas por cada um e por mais ninguém. Ao proibir o consumo de marijuana estamos, teoricamente, a proibir as pessoas de tomarem essa opção ou, mais propriamente, de tomarem essa opção de forma segura e informada. Estamos a limitar a liberdade individual de cada um, e com isso discordo totalmente.
Na minha opinião, a legalização não é algo que respeita somente a quem consome - acho, pelo contrário, que é algo por que toda a gente devia lutar, pois é um assunto de saúde pública, de segurança e da liberdade de cada um.


(image)

Marcha Global da Marijuana, dia 8 de Maio, 15h no Largo da Portagem, em Coimbra.
[Estarão a decorrer, pela mesma altura, iniciativas semelhantes em Lisboa e em Braga.]



Pela Laicidade

2010-05-05T21:52:46.904+01:00

Já tinha antes mostrado o meu desagrado quanto à posição do Estado Português relativamente à visita do Papa a Portugal aqui no blog. Hoje, tomei conhecimento da existência de uma petição intitulada Cidadãos pela Laicidade. Li e concordo completamente com ela, e já assinei. Sugiro que façam o mesmo e divulguem.

Eu sei que é muito bonito ter um feriado inesperado, mas porra, é uma questão de princípios!



projecto ox

2010-05-02T03:21:31.251+01:00

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Esta é a primeira curta-metragem do meu amigo & poeta Márcio André.

Está, na minha opinião, formidável. No início, os sons e, mais tarde, a música propriamente dita, faz-nos imergir nas imagens que se sucedem à frente dos nossos olhos.
A narração é provisória (foi feita pelo Márcio, mas vai ser substituída) mas, na minha opinião, está muito boa! O texto lido está muito interessante e cativante, e deixou-me compenetrado no filme.
E a curta, mesmo antes de começar a narração do Autor, parece contar ela própria uma história, com as suas imagens e os seus sons. Mesmo sem palavras, ela parece transmitir uma história. Adorei.

Parabéns, Márcio ;)



two weeks.

2010-04-30T15:00:03.216+01:00

no drugs, no alcohol, no sex.

not even rock & roll.


just a little bit of blues. a very tiny bit.
(and 2 cigarettes.)