Subscribe: ACROATICO
http://acroatico.blogspot.com/feeds/posts/default
Added By: Feedage Forager Feedage Grade B rated
Language:
Tags:
cidade  das  dos  enquanto  meu  meus  minha  nas  noite  não  poeta  pássaro  sem  seu  seus  silêncio  sol  suas  tarde  tempo 
Rate this Feed
Rate this feedRate this feedRate this feedRate this feedRate this feed
Rate this feed 1 starRate this feed 2 starRate this feed 3 starRate this feed 4 starRate this feed 5 star

Comments (0)

Feed Details and Statistics Feed Statistics
Preview: ACROATICO

ACROATICO



Todos os trabalhos postados neste blog são de autoria de Julio Rodrigues Correia e estão albergados pelos termos da Lei nº 9.610 de 19/02/1998 que regula o Direito Autoral no país.



Updated: 2017-11-05T23:53:54.939-08:00

 



SOL POENTE

2017-07-01T07:17:38.844-07:00

O sol já quase esmaecido 
convida para o crepúsculo.
Um pássaro pousado na varanda
trouxe em seu bico de ocaso
dois ramos de jasmim
e de repente ele soltou os pulmões
e seu canto foi tão belo e forte
que despertou o sono do poeta
que ainda mora em mim.



AMOR E PAIXÃO

2017-09-25T12:21:53.182-07:00

Os anos que passam pelos meus olhosas vezes lerdos as vezes céleres,mas sem parar, são testemunhosda vida em suas varias dimensões.E os téus olhos são endereços da paixãoapegados nas raízes do amoronde o silêncio corta as palavrasao meio e teus mamilos brancosprotuberantes na camisola de sedaabalam o sentido dos meus gestos.[...]



POEMA E SILÊNCIO

2017-09-25T12:22:59.294-07:00

Quando os cristais dos meus olhos
se partirem e o silêncio abortar minha voz
no útero da garganta e minhas forças
se fizerem perdidas
o tempo com seus rebanhos de ventos
varrerão das calçadas minhas sombras
soprarão o pó de minhas memórias
e apagarão os rastros dos meus passos
nas planícies e nas cumeadas da vida.



VAMOS MUDAR!

2017-06-21T12:05:54.320-07:00

Julio Rodrigues Correia· Estamos próximo as eleições suplementares. E pediria aos eleitores de minha terra, o Amazonas, que fizessem uma reflexão sobre esse pleito. O Estado do Amazonas, é um estado que tem tudo para preponderar no cenário econômico do país faltam apenas escolhermos a pessoa certa para impulsioná-lo. Estamos sentado no maior banco fito-genético do mundo, temos um elemento que os próximos séculos se ressentirão, quando de sua falta, água. Nosso solo é rico em minerais, pedras preciosas, ouro e outras riquezas que ainda não foram exploradas por a inoperância de nossos dirigentes. Vamos mudar! Vamos mandar as calendas esse circulo vicioso e perverso que ousei chamar de politica do mesmo que nos dirige mais de três décadas e ainda estamos choramingando pela Zona Franca de Manaus quando poderíamos já ter construído um outro modelo de progresso paralelo ao PIM. Estamos na politica do Mesmo. Sai o Mesmo entra o amigo do Mesmo e depois volta o Mesmo, num jogo politico de fazer inveja ao velho Maquiavel.Mostrar mais reações[...]



MAMÃE

2017-05-12T15:05:20.709-07:00

Hoje, mãe, gostaria que aqui estivesse fisicamente neste dia consagrado ás mães, mas sei que estais presente entre nós, espiritualmente. Naquela tarde cinzenta de verão não pude reafirmar o amor que sentia e ainda sinto por ti, posto que quando cheguei em tua casa as Walquirias já tinham te conduzido aos paramos celestes, onde o sol nunca se põe e a primavera é eterna. Mas trago a saudade de tuas mãos cálidas, teu sorriso litoral e tuas canções de ninar, nos escaninhos do meu coração, entre sístole e diástole. Um dia, acredito, que nos reencontraremos no bojo de alguma lua amanhecida e pedirei contrito:- A sua benção, minha mãe!



POEMA PARA MULHER AMADA

2017-02-16T12:01:20.797-08:00

( para Jude olhando a tarde )
De tua aura candente saem dois sois
que amornam as vértebras da manhã
e derramam luz e calor nestes campos
de margaridas prenúncios de primavera,
de tua boca lubrica caem, em catadupas,
enigmas que tento decifrá-los
sobre os escombros da tarde já matizada
de poente,
da arquitetura geométrica dos teus olhos
saltam duas luas que ferem liricamente
a noite deixando uma cicatriz imensa
de luz no território noturno da cidade,
enquanto tuas mãos, em gestos prontos,
molhadas de orvalho e matizadas de arrebol
esperam a manhã renascer para tecer fiapos de sol.



O SOL DOS TEUS OLHOS

2017-02-11T06:59:15.572-08:00


O sol saía da paisagem dos teus olhos e alimentava de luz os labirintos da cidade e a amanhã descansava na plenitude do teu colo morno. O tempo flambava os grãos das horas na circunferência inanimada dos relógios, enquanto pousado na varanda, um pássaro quebrava a vertigem do silêncio com seu canto metálico. Teus cabelos espalhavam cachos reluzentes no ar do instante seminal e tua boca cálida fabricava sorrisos. Tudo... apenas um sonho.



QUASE PRELUDIO

2017-01-29T12:32:30.457-08:00


Ah, essa chuva caindo e molhando o ventre da tarde, espalha angustia pelos labirintos da cidade.Véspera de noite. Crepúsculo. Os anjos da nostalgia já chegaram, todos, com suas asas de sombras , tisnando calçadas e marquises, onde um sol molhado tenta reaver seu ardor. Nas ínvias esquinas um vento úmido e travesso, borda as fimbrias do tempo e um pássaro em voo de regresso pousa suave na copa de um Ipê, esperando a noite definitiva chegar para o descanso de suas asas. Na parede da casa do silencio um relógio, absolutamente tirano, marca o tempo das idades sem nenhum remorso. Enfim, a noite se apossa definitivamente dos latifúndios da tarde e ninguém convidou a lua para um banquete de luz.



AS TRÊS ESTAÇÕES DO DIA

2017-01-29T12:26:16.837-08:00


Manhã pejada de pássaros
em revoada, sem alardes,
o tempo constrói um céu azul
de vez em quando
emoldurado de brancas nuvens,
enquanto o sol mija nos pés da cidade.
A tarde colhe flores
num campo de margaridas, sem fim,
brisas fugidias de um rebanho de ventos
suavizam com sopro frios os jardins.
Chega a noite e derrama
falanges de sombras
pelos labirintos e ruas
e a lua chega mais tarde
e plasma uma imensa
cicatriz de luz
no ventre da cidade.
.



OCASO EM BELÉM

2016-12-12T03:34:01.198-08:00

O pássaro pousa suave
num vinco da tarde,
o sol derrama seus poentes
sobre os telhados dos antigos
casarios
lá para os lados do Ver-o-peso
o rio castiga e lambe a ribeira
enquanto a cálida Belém.
vibra e respira a clorofila
de suas decanas mangueiras



CONTRARIANDO MANUEL BANDEIRA

2016-11-25T07:52:27.674-08:00

.
Vou embora para Pasárgada,
mesmo não sendo amigo do rei.
Lá não precisarei de namorada,
pois levo daqui minha amada
que cheira a jasmim
e tem nos cabelos a rosa de verão.
Levarei comigo os adubos de minha alma
para ao lado de um campo de margaridas,
construir e fertilizar uma lavoura onde
semearei auroras e colherei sonhos.



PEQUENA PROSA POÉTICA DE PARTIDA

2016-11-13T05:59:14.357-08:00


Quando partiste numa tarde grisalha de outono, levaste contigo tua pele onde, em noites de luas e estrelas, o meu silêncio pastava livremente. Na memória levaste a caligrafia de minhas mãos na superfície cálida e túmida dos teus seios e um breve poema tatuado na planície de tuas coxas. Guardo ainda, no meu coração, entre sístoles e diástoles, as cavalgadas que empreendemos pelas noites de amor tórrido sem restrições e pecados. Tudo isso levaste. E deixaste finalmente, em mim. um coração sangrando.



0 Comentários

2016-11-08T15:19:30.214-08:00

CRÔNICA

Quando meu pai me disse, filho, vamos para capital, senti um vazio intenso percorrer as latitudes do meu corpo e penetrar no intimo de minha alma de menino. E ele foi mais taxativo, daqui a três dias. Eu iria deixar para trás todas as minhas referencias de vida. Sentei à beira do rio e revi seus magníficos rebojos, seus remansos, o vigor de sua correnteza indômita. No seu dorso aprendi a nadar e me extasiar com o salto de seus cardumes mostrando suas escamas para o sol, na época da piracema. Com água tirada de sua torrente fui batizado um dia. Olhei o vale, aquele pedaço de mundo verde e encantador da minha Amazônia, logo iria desaparecer de minha visão. Passei horas pisando na lama cinzenta da várzea, sentido seus ciclos e suas estações de onde tirávamos o alimento de nossas vidas, despedido-me de seu humus. Entrei na floresta e cânticos de pássaros me saudaram como se soubessem de minha partida. Eles que todas as manhãs me acordavam como sentinelas do sol. Do fundo da mata veio a sonata dos riachos e das cascatas e do brejo a sinfonia dodecafônica dos sapos atravessou meus ouvidos E num domingo de manhã, deixei o lugar onde nasci. E quando entrei no navio meu rosto já estava banhado em lagrimas e a saudade apertou-me o peito. Nunca mais voltei ao meu lugar



CANÇÃO PARA CAMINHADA

2016-02-16T12:21:11.530-08:00


A chuva molha minha fantasia de pássaro
mas não consegue molhar meu canto,
estou órfão de verão e os ventos minerais
foram embora
partiram e não se despediram da aurora,
meus olhos debulham paisagens
perdidas ao longo desses caminhos
saturados de cardos e urzes
e os meus pés calçados com essas
botas de tempo estão cansados de distancias
mesmo assim tenho que continuar a aventura
por essas sendas esperando o acontecer de vácuos.
A vida me mostra as insidias do tempo
e não sei o que me espera no fim deste percurso
e se cansar de vez, evocarei o espirito de Kerouak
para me acompanhar na jornada. Enquanto não avisto
fim dos meus passos
a chuva continua a molhar minhas asas
minha fantasia de pássaro
mas não consegue molhar o meu canto.

( para o poeta Sandro Nine, meu filho).



PAISAGEM DO INSTANTE ( II )

2016-02-03T12:27:30.069-08:00


O sol capinava sombras
na extensão das marquises
onde mendigos mascavam
a erva de suas misérias,
no pendulo do relógio o tempo
coava as horas e multiplicava
o calendário das idades,
nos alagados da ribeira o rio
apressado, mostrava seus cardumes
na crina das ondas.
No alto um bando de andorinhas
migrantes, em voos acrobáticos,
riscavam a pele do vento
e nas solas do horizonte
um pássaro solitário perseguia
implacável um arco- iris
e a tarde urinava nos jardins.
A chuva veio na lamina dos relâmpagos
e trouxe a noite, esta com suas litanias
de sombras e langor,
e toda a paisagem do dia
do meu olhar se apagou.



EMBATE

2016-01-30T05:15:01.211-08:00

Se a noite vier furiosa
calejada de escuridão
e preencher de sombras
ás ruas,
eu saberei me defender
com minha espada de lua.



MINÍMA CANTIGA

2016-01-20T11:35:07.976-08:00

Os meus olhos de fogo
acendem a tua nudez
no instante que as limas
do,tempo
desbastam as rusgas
do meu silêncio
enquanto o teu corpo
em chamas
flamba os grãos
do meu desejo.



LEMINSKY

2016-01-18T12:19:29.436-08:00

Gelo com whisky
isso
me lembra Leminsky.



ESPELHO

2016-01-18T04:11:12.299-08:00

Olho no espelho
e vejo
uma procissão
de rugas
celebrando
meu rosto.



DE LUZ & TÉDIO

2016-01-15T16:05:00.243-08:00

Fagulhas do teu olhar
preenchem de luz
a escuridão
do meu tédio.





O POETA VOLTA À LISBOA

2016-01-13T12:12:45.171-08:00


A cidade é a mesma dos anos passados
feminina , romântica e bela
casas com flores desabrochando nas janelas
e a velha Alfama desfiando seus fados,
na ribeira o Tejo insuflado pela maré
avoluma suas águas e acoita o Cais do Sodré.
Perfurando a paisagem a Ponte 25 de Abril
Cujo nome relembra batalhas furiosas e febris
pontifica solene sobre as costelas do rio
e a efervescência do Bairro Alto convida a boemia
que sobe e desce as ladeiras cheias de poesia.
No largo do Chiado o poeta Fernando Pessoa
se exibe, em pose, para as fotografias
de turistas e seus devotos
que o querem registrados na memória de suas fotos
enquanto da praça Camões o discípulo vigia.
No Rossio e em sua avenida principal
os ventos sopram a liberdade
e de seu pedestal no meio da praça o Marques
vigia a cidade,
e no fim da tarde no Café Nicola ,cadeira na calçada,
assisto o ocaso na hora em que o sol esmorece
e neste instante Lisboa contempla em prece
os braços abertos do Cristo de Almada.

(Lisboa/ julho/2014)



A CASA DO PASSADO

2016-01-09T05:03:10.819-08:00

Entro na casa do passado
observo as paredes com a cal
despregando-se e carcomidas
pelos cupins do tempo,
olho os quartos úmidos
caminho pela via expressa
da casa: o corredor sombrio
tudo está diferente dos dias
da infância. Vou ao quintal
universo de meus voos
imaginários e o vejo abandonado
olho o jardim das dálias de minha mãe
tudo em ruínas onde um gato
de pêlo grisalho mija nas minhas
recordações,
enquanto com uma sinfonia
muda o tempo constrói
a arquitetura do meu silêncio.



SUAVE ROTINA

2016-01-09T04:53:12.389-08:00

Me acostumei a caminhar a beira-mar
nas manhãs em principio.
Olho o oceano à bramir e colho suas brisas
e as aspiro nas suas essências de iodo e sal,
o sol me rebatiza de cálcio e ouço a canção do mar
na solidão cônica dos seus búzios
piso nas granulações deste mar de areias: a praia
e sinto os meus pés abrasivos alcançarem distancias
e a manhã termina na coreografia ágil das gaivotas
bicando em lestas acrobacias a pele das águas.
A tarde me refugio na janela do apartamento
observo embevecido o cavalgar das nuvens
nas frinchas do céu e neste instante
me visto de por do sol e espero a noite chegar
com seu véu de sombras e mistérios.



MÍNIMO DEBULHO DA POESIA DE RUBENS JARDIM

2016-01-09T04:48:53.066-08:00

Sem arte e sem manha o sol
pousa no silêncio dos telhados
incrustados de musgo e liquens
das velhas e frias casas. Das frínchas
das avenidas e das ruas desta cidade
de cal e pedras fluem os cantares da paixão,
saindo do sonho noturno do poeta
surge Anarda mulher uma viagem
ao desconhecido trazendo no rosto
venusto sinais líricos de poesia,
enquanto na plataforma de uma estrela
o poeta Lindolf Bell espia.



O CONSTRUTOR DE SOL

2016-01-09T04:44:50.838-08:00

Um homem pensou em construir um sol. Ele confidenciou a um amigo. Assustado o amigo falou:- Construir um sol? Que dislate é esse meu amigo. Ninguém constrói sol. Jamais Deus o criador do mundo e do sol foi imitado. O único instrumento que tinha relação com o sol e que as astrofísica criou foi um enorme espelho para refletir a luz solar, servindo como arma de defesa, mas só isso. Agora você vem com essa ideia. Então o pretenso construtor de sol falou: -Meu amigo, você sabe que sou poeta e poeta pode tudo. Poeta cria verão em pleno o inverno, transforma a primavera em outono, colhe uvas fora da estação, cria amores que nunca conheceu e outras coisas mais. Tens matéria prima para essa realização, indagou o amigo já quase chegando a pilhéria. E o poeta inventor respondeu:- Por enquanto tenho em vista apenas duas matérias primas. Penso em construir os raios com o brilho dos olhos da mulher amada e o calor com o fulgor de mil mãos de mães na hora de acalentar seus filhos. Mais tarde pensarei em outras matérias.