Subscribe: PER TEMPUS
http://per-tempus.blogspot.com/feeds/posts/default
Added By: Feedage Forager Feedage Grade B rated
Language:
Tags:
amor  comentários  elas  então  mais  muito  nos  não  palavra  palavras  poema  salve jorge  salve  são  tem  tempo  vence 
Rate this Feed
Rate this feedRate this feedRate this feedRate this feedRate this feed
Rate this feed 1 starRate this feed 2 starRate this feed 3 starRate this feed 4 starRate this feed 5 star

Comments (0)

Feed Details and Statistics Feed Statistics
Preview: PER TEMPUS

PER TEMPUS



Em tempo; Latim sempre me soou misteriosamente poético...Então, longa a caminhada rabiscando, inventando,tentando, agora veio a coragem de, "Per Tempus" dividir e compartilhar com vocês alguns de meus poemas.



Updated: 2017-10-26T07:26:47.328-02:00

 



0 Comentários

2013-07-22T12:27:50.518-03:00




11 Comentários

2013-01-09T16:24:17.991-02:00




















CONSTATAÇÃO





Hoje sou um olho trapo
espio tua ausência
em frestas mofadas
em dobras de lenços



Hoje estou uma boca míope
língua farpada
mãos em silêncio...




9 Comentários

2012-07-06T00:10:57.938-03:00





Cara de santa
quando a saia levanta
o coração dispara
que de santa...

só tem a cara




15 Comentários

2012-03-13T00:21:47.500-03:00

(image)

Simplismente





A palavra que me encanta
não tem que fecundar nada
dar brilho ao amanhecer
polir o dia
enamorar lua
e banco de praça

a palavra que me encanta
é fruto figo
peixe em correnteza
marulho no olhar

é qualquer palavra
que dignifique
a simples existência...



8 Comentários

2012-02-28T12:51:00.421-03:00

(image)

GATO NO SOFÁ

AFIANDO AS UNHAS

VIGIA A LUA...



13 Comentários

2012-02-07T23:29:23.993-02:00

(image)


Mãos insaciáveis


á deriva de seus desejos


boca gêmea de sua língua


invade


-vai...



29 Comentários

2011-04-03T18:27:35.054-03:00

(image) O AMOR VALE A PENA


QUANDO VIRA POEMA...



36 Comentários

2011-01-02T00:41:01.993-02:00

(image)
O AMOR




O amor teima nuances
desafia regras
brinca com a lua
desliza na teia



O amor tem um anjo guardião
cego de um olho
que sussurra quente
em minha nuca
se contorce
fala uma língua desconhecida
lambe
- me lambe
e sempre volta...



38 Comentários

2010-07-13T01:05:08.395-03:00

(image)
Espera







Serpenteei distâncias

e te reconheci

poesia sobre as ondas

marulho crepuscular

suave brisa advinhando

temporais

pescando estrelas

dourando borboletas




mal-me-quer

bem-me-quer

estampando as manhãs

pétalas ao chão

e mais nada...



23 Comentários

2010-02-24T12:59:40.819-03:00

(image)
AVESSO




O dia nasceu

amarrotado

dormi do avesso



estou rangendo os dentes

pelas horas que se arrastam

o tempo devorando

minhas incertezas



tua imagem virou pedra

áspera e fria



- Queria nesse momento

ser apenas córrego...



28 Comentários

2010-01-10T23:49:48.767-02:00

(image)


EU





Falo rápido
como se a vida fosse se esvair
como se o tempo fugisse
como se quisesse aprisionar o momento






falo rápido para que a vida não me fuja
o tempo não me aprisione
o momento não se esvaia




falo rápido para enganar o ócio
confundir os anjos
afastar alguns demônios




aproximar a alma...



24 Comentários

2009-11-11T00:05:35.269-02:00

(image)

ESTANHO E AÇO




Gana de pele

a palavra vertendo

úmida de ti

olhos adentrando olhos

descobrindo

estanho e aço

e um mar

que não tem tamanho...



21 Comentários

2009-11-04T13:32:08.142-02:00

(image)
Amanhecer em flores

sons

cores...


constato silêncios

que gritam

contornos

aromas

desejos


- tudo passarinhando no dia



13 Comentários

2009-10-29T00:13:03.843-02:00

(image)
ESPERA



Ando ao relento

às vezes vento

outras transbordo

em densas nuvens



relampejo

em noites solitárias

mas quando chega

o verão

viro mar

girassol

borboleta

sóis e azuis

até o infinito...




17 Comentários

2009-10-25T12:38:58.051-02:00

(image)


DOCE






Volúvel
volátil
derrete na boca
feito algodão doce




te queria bom-bocado
baba-de-moça
ninho-doce
bom de repetir
BIS
BIS




queria poder me deliciar
a todo momento
ou em algum momento
mas o tempo te faz
tão agridoce...







18 Comentários

2009-10-05T22:47:30.386-03:00

ESTAÇÕES




Me ilumino de auroras

desboto em outonos

emudesço invernos

floresço primaveras

renasço em verões.



31 Comentários

2009-09-04T01:22:04.211-03:00

(image)
NOTÍCIAS



A brisa cochicha

segredos com a lua

no muro um gato preto

arranha as últimas horas

madrugada de partida




Pássaros em revoada

advinhando a primavera,

farfalhar de folhas

anunciando os passos do jornaleiro



- e o dia começa...



33 Comentários

2009-07-15T00:59:09.381-03:00

(image)

BIOGRAFIA



Sou misto de escolhas
caminhos idas e vindas
ganhos e perdas
prazeres
lugares
sorrisos e acenos

um tanto blues,
nos fins de tarde; bossa nova,
nas madrugadas rock
pra espantar os demônios,
ópera nas manhãs cinza
para cortejar os anjos

sou começos e fins
desejos e planos
toques suaves
pegada forte
flores e arco-íris
marulhos na lembrança
saudades na íris
esperança na proa...



29 Comentários

2009-06-14T00:04:16.469-03:00

(image)
FUGA



Noite fria

às vezes o vento

é doce

passa sua língua

ligeira nas nuvens

e muros da cidade




gatos e cães arrepiam

Eu,

escondo pele e pêlo

fujo

docemente...



35 Comentários

2009-05-21T00:27:17.981-03:00

(image)


PREFERÊNCIAS



Qual o doce que mais gosto?



O doce da tua língua
quando percorre
pêlos e poros
e eu viro
baba-de-moça .



7 Comentários

2009-05-18T21:30:40.614-03:00

(image)





RUBENS DA CUNHA

Da Obra Vertebrais


" O barulho do sapo acordou a palavra.

coaxa-me.

Antes que o sono senzale meus olhos, transcrevo essa melodia
de escuros num papel higiênico.

Amanhã, recupero o descartável".



*Estou encantada, o trabalho do Rubens é maravilhoso; O livro está lindo, interessante...imagens e poemas que tocam vértebra e vértices, que azul sangue traduzem a sensibildade , o homem e seus ângulos , o feminino e seu corpo nudez. Poemas para "Pai lavra-nos", para os "não adestrados". Comunguem comigo, este livro- Arte-Poema ( podem espiar os textos dele no blog ; Casa de Paragens, está linkado aqui)



Vertebrais
Caixa-Poema


* Oferta Especial
Caixa-Poema Vertebrais:R$ 25,00Com mais R$ 10,00 você pode levar o livro de crônicas "Aço e Nada"Contato: rubensdacunha@hotmail.com



AVE NEUSA,AVE COMPULSÃO!

2009-05-11T01:05:46.817-03:00

(image)
Foto de Júlio Appel/recorte Pintura no templo Budista




Salve Jorge e a Poesia Salve a matéria definida de afinidade Salve!

(Louvadas palavrinhas do can can e do seu poema O triângulo Per-Tempus da Compulsão e Sinceridade Salve a poesia falada e a dor escrita Salve a força de vontade de imitar Caetano O escândalo do amor humano Salve a saúde e o sistema A sua dor a minha e a dela Salve o sonho e a malandragem Sobretudo o amor e a coragem A pele a cicatriz e o não Salve o contra Mas Salve o sim de você pra mim Salve o alto-nada e a ressurreição Salve o mundo que pariu e salve você que partiu, salve Jorge! Salve Jorge e a matéria definidade de afinidade,salve!bjo


* Em nossa homenagem: Para Compulsão, Para você e pra mim!



20 Comentários

2009-05-07T00:29:18.399-03:00

(image)


CONSTATAÇÃO





Hoje sou um olho trapo



espio tua ausência


em frestas mofadas


em dobras de lenços









Hoje estou uma boca míope


língua farpada


mãos em silêncio...



18 Comentários

2009-05-02T14:40:40.855-03:00

(image)
DECISÃO



O vento guilhotinando
minha saudade
solta a brincar sobre as ondas
e eu doendo em vermelhos e distâncias



Hoje adormecerei
Pôr-do-sol...



2 Comentários

2009-05-02T14:32:38.550-03:00

Foto (cartão) do amigo Júlio Appelsala de amores (brutos?)Fazer versos nem sempre é fácil. Às vezes faltam palavras. O pensamento busca lá longe algum dizer que combine com angústia, luxo, medo, saudade, mensagem, deserto, fogo, pluma. Busca nos arquivos e traz solidão, amor, ameaça, rosa, rio, fome, diluição. Depois, são os objetos que saltam aos olhos e dizem que também estão na brincadeira, querem ser vistos, pensados, citados no poema. Então, é hora de encaixar o castiçal, a mesa redonda, as vidraças sujas e a garrafa vazia. Em momentos de devaneio surgem as moscas descaradas, as pontes curvadas, o velho sem dentes e a árvore enrugada.Então me retiro e deixo que as palavras se encontrem, conversem entre si, mostrem o que uma tem a ver com a outra e vou até a janela em sinal de respeito à reunião das autoridades que agora estão frente a frente.Depois de anos separadas devem ter muito a dizer. Talvez conversem sobre o passado, talvez encontrem no presente seu sentido mais avançado. Isso de ir até a janela ou ao boteco comprar cigarros foi um jeito que arrumei para que depois me convidem ao encontro. Descobri que com as palavras não posso mais do que elas querem me dar. É preciso ser direto, sem nove horas, sem diz-que-me-diz-que. São questões muito sérias as que as palavras tem pra dizer. E pensar que talvez seja o primeiro contato que esse conjunto de palavras se faça - castiçal, moscas descaradas, luxo e ameaça - me tranqüiliza, me dá nome. O que poderia eu falar delas antes de elas com elas mesmas. Seria abuso da minha parte supor que as palavras não tenham o que dizer entre elas. Ao contrário, têm muito a contar. São mais velhas que o mais velho dos meus antepassados, mais antigas que as ruas, que as árvores, que os tempos que posso imaginar. Devem ter muito a falar. Deixo de lado o imaginário e solto essas majestades ao tempo de agora.Um jogo de palavras vence guerras, vence fome, vence a dor, vence a fúria. Um jogo bem feito ganha o mundo, gira tempos, atravessa planos, constrói amor. Aparentemente tão simples e, comprovadamente, tão fortes, são decididas e vorazes essas benditas. Concordo que algumas palavras nos surpreendam pelo impacto, pois revelam com um modesto conjunto de letras o mais conturbado desejo que estava lá dentro do peito, bem guardado na redoma da arrogância do eu. E então, vem uma palavra e abre as jaulas, solta a criatura medonha e vai embora com o vento. Sim, as palavras são objetivas, não importa por que vieram e o que causaram, importa que conseguem diluir um bruto amor e consertar o mais antigo dissabor. Da criatura solta resolva quem a criou, isso não é problema dessas palavras, que outras venham e se responsabilizem pelo próximo ato. Palavras são responsáveis pela prisão e pela libertação.E passados alguns minutos em que já concedi o tempo para apresentações, discussões, lembranças e apaixonamentos, posso então, voltar ao posto e encará-las de frente. Agora, são outras palavras que encontro, mais dóceis, mais redondas, mais dispostas, posso vê-las na construção dos versos. Aprendi que esse respeito com as palavras é fundamental, pois são elas que me emprestam suas vidas para que eu possa continuar viva na escritura.(Barbara Corsetti)[...]