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Cotidiano Agridoce



Escrevo porque não sei viver de outro modo.



Updated: 2017-10-04T13:43:17.951-03:00

 



"eu tenho mais de vinte anos"

2017-10-04T13:43:17.962-03:00

eu tenho mais de vinte anose algumas crises de não saberreceio quedepois dos quarentaainda as tereitalvez até maiseu tenho colecionado memóriastalvez não tão memoráveise daqui a alguns anoshaverão muitas maisdentre o que vale ser lembradoe o que forçamo-nos a esquecernão esquecemoseu tenho vinte e poucos anose o peso dos olhares à minha mocidadealiado ao deslumbre à tal vivacidadeque se carrega - dizem - nessa idadetalvez depoiscom o dobro do que tenho hojeem anos e vivênciassinta menor o peso da idadeporque mais que entoemo quanto cada anopesa um pouco maiso que me pesa são os olharesatentos à ausência de rugasà melanina que me escurece os cabelosao meu corpo quase eretoà minha juventudeque não se curvatenho vinte e poucos anose não me constrange a mocidademe constrange a ideiagélida e distantede que pouco vivide que pouco seisobre a vidaesta vida que me enche os olhose me aterrorizasinto que os anosnão nos dizem tudomas a sensibilidade desvendanão há véusque lhe consigam encobrir os olhosDébora Andrade02/07/2015[...]



Cartas para Bárbara: XXI

2017-09-01T13:12:08.810-03:00

eu pensei que não fosse mais te escrever.
passei uns dias enterrando palavras para que você não pudesse alcançar o que está no mais profundo em mim, o que se esconde no subjetivo e só se desvela quando corre nestas linhas.
pensei em te escrever só em maiúsculas, pra você entender a força que há em tudo que sinto e, claro, para me contrapor ao que você é. mas desisti, porque é assim que sei te escrever, porque é dentro da delicadeza que cabem todas as sensações que você provoca em mim, mesmo a raiva.
eu costumo liquidar pessoas deixando de escrever sobre elas ou para elas. é a forma que encontrei de tirá-las de mim. então eu escrevo até exaurir o que existe, até que tudo tenha sido dito, até que finalmente eu exorcize tudo e possa deixá-las ir. então, se esta carta nos aproxima, ao mesmo tempo ela anuncia um fim, próximo ou distante. eu aprendi, a duras penas, que tudo finda, Bárbara. mesmo que seja para renascer em outro corpo, em outro molde, mesmo que seja para ressurgir com outro reflexo.
você não me contou sobre a sua última viagem. aliás, você geralmente deixa que eu construa sozinha as tuas histórias, você é boa em deixar subentendido, você sempre me confunde. é que assim, assim a responsabilidade é toda minha. você é mesmo genial.
a quilômetros de distância, tua vida acontece. independente de mim, do que sinto, do que falo, do que canto para você, do que te escrevo, tua vida acontece, vibra, pulsa, sem que eu precise estar nela. não há qualquer vestígio que seja meu no que te faz de fato viver, nem nos teus planos para o futuro. não que você mostre, não que eu enxergue.
outro dia, te vi chorar e percebi que não sou eu. e tenho percebido há muito que não é como você tem dito, não funciona como você diz pra mim, dentro de você. talvez porque você queira parecer diferente do que é ou talvez porque você quer fugir. em qualquer das hipóteses, não sou eu.
Bárbara, eu quero tirar a tua roupa e o teu fôlego, eu quero, sôfrega, te engolir inteira. mas eu quero mais. mais do que uma madrugada voluptuosa seguida por um doce pedaço de manhã em que você sorri e vai embora. e então você volta para o romance dos dias comuns, para os planos de futuro, para o que fica depois da aventura. e não é por maldade, é isso que cabe no hoje.
mas me fala, Bárbara, o que vou fazer amanhã, quando só restarem memórias curtas de algo que não existe. me ensina sobre o que fazer com o sentimento que é espectador da tua vida real.



poeminha II

2017-08-10T22:09:48.198-03:00

pra amar
é preciso disposição
nunca imposição



Débora Andrade
24/07/2017



poeminha

2017-07-13T12:56:51.361-03:00

a vida é
se doar
doar
doar
até doer


Débora Andrade
30/11/2016



Cartas para Bárbara: XX

2017-07-04T13:52:48.345-03:00

você já deve ter notado que sou dada a sentimentos, eu sou mesmo uma romântica incurável. mas as pessoas esquecem que, na maioria das vezes, românticos são boêmios.
e estes meus olhos de boemia me permitem ver mais do que longos romances, repletos de nuances, eles me permitem vislumbrar histórias menos densas, contudo não menos intensas.
o que quero dizer, Bárbara, é que posso ser prática também.
se há muito peso em ser amor, podemos deixar mais leve.
não precisa ser se não há espaço para tanto, mas também não precisa deixar de ser e se extinguir. podemos dar outro nome.
paixão, desejo, ternura, carinho, vontade.
eu posso te amar até o corpo, teus dedos, teus olhos, tua boca, tua pele.
o toque pode ser o meu limite.
eu posso não passar daí, de quando nossos corpos se fundem.
eu posso calar juras e te dar meus gemidos.
mas, se tu quiser, posso abrir minha alma, ser inteira tua.
te olhar como a única, te amar como a última.



Cartas para Bárbara: XIX

2017-07-01T00:48:37.550-03:00

às vezes tu me assusta, Bárbara; deve ser porque nos causa receio o que não entendemos.
você é um enigma pra mim.
você muda de cor, de textura, sem avisar.
sai trocando os móveis de lugar e eu vou tentando me adequar, me encaixar no teu cenário.
você me enlouquece, Bárbara, em todos os sentidos.
você me faz transbordar em sensações.
você me mostra o caminho e me toma a bússola.
às vezes, não consigo te ler.



sobre a próxima dor

2017-06-29T11:50:48.435-03:00

ouvi dizer que a próxima dor sempre é a menos doída. pra mim, nunca funcionou assim. a última dor sempre é a mais lacerante. talvez porque eu não tenha me habituado. temo que eu nunca consiga fazê-lo. falam-me que após sucessivas quedas, a gente aprende a cair, que os machucados já nem ardem tanto. balela. já perdi de vista as dores que tive, mas a dor é sempre inédita pra mim. e não é que eu não tenha lembranças das dores passadas, às vezes até choro quando revisito-as, mas a dor do agora é soco no estômago do qual a gente tenta recuperar o ar e parece nunca conseguir, até que passe. essa dor é viva, pungente e parece só ter reticências.
às vezes gosto de dizer que estou sempre atenta, que aprendi a não confiar, que me importo menos do que antes. quem dera. eu sou dessas pessoas que sempre se importam, que acreditam, que preferem esperar o melhor. e me falam: "espere o pior. se você receber o tal pior, não se surpreenderá e, caso receba o melhor, será uma boa surpresa". talvez eles tenham mesmo razão, talvez seja este o segredo para escapar das decepções. mas eu não sei fazer isso. eu finjo que não espero nada, finjo que sei que não serei surpreendida positivamente, enquanto guardo as melhores expectativas em segredo.
e se há amor no meio, é batata! eu estarei na primeira fileira, apostando todas as fichas no cavalo que já perdeu quatro voltas seguidas. porque, lá no fundo, eu sei, na quinta volta tudo vai mudar. eu cochichei no ouvido do cavalinho: "eu confio em você". agora vai. eu fiz um carinho nele. eu investi nele. eu olhei nos olhos. segui todo um script que só existe na minha cabeça e em alguns filmes. eu insisto em crer que com todo o meu amor e toda a minha fé, algo vai acontecer. e o cavalinho fracassa na quinta volta.
pra mim, a dor da quinta volta é maior do que a dor da primeira volta perdida. é maior do que a dor da segunda, da terceira e da quarta. a dor do agora é aquele soco, depois dos outros quatro. é a gente já sem forças. a dor do agora é mais do que a decepção, é a perda do tempo, de todo investimento e, até mais, é a dor que só sente quem teima em sentir. é a dor daquele que não aprende. é a dor do que insiste no que dói. é a dor do ego. é a dor da cegueira disfarçada de fé. a dor da quinta, da sexta, da vigésima vez,  é sempre a pior, pra mim. é a minha fragilidade exposta, a reincidência premente. e é também a certeza de que retomei o fôlego para o próximo soco, porque eu não desisto até que pare de doer.

Débora Andrade
28/06/2017



Cartas para Bárbara: XVIII

2017-06-29T11:51:12.691-03:00

baby, hoje eu estou particularmente cansada. hoje o mundo estava diferente, porque meus olhos, hoje, não são os mesmos de sempre.
hoje pensei em você com saudade, mas não era só ela.
hoje estava tudo misturado, as imagens turvas na minha cabeça.
hoje eu estava esgotada, de tudo, de todos, do mundo, de mim. mas não foi um dia ruim, sabe? foi um dia bom, na verdade. um dia em que eu passei pelo mundo, meio dormente, meio estática, enquanto ele acontecia, vibrava, corria.
uns diriam que há um quê de melancolia nesse dia, mas há mesmo é um tanto de calma.
um tanto de saber do que não alcanço, de assumir o que não sou e não sei.
Bárbara, eu não te alcanço e se eu pensar bem, eu não te sei.
hoje o dia foi de constatar tudo o que não possuo, foi de perceber que eu gosto muito de possuir, mas nada é meu. nada.
foi um dia de olhar pra cima e dizer a Ele que eu me reconheço pequena.
foi realmente um dia doce, apesar de todo peso.
hoje, inclusive, repensei estas cartas, se elas fazem mesmo algum sentido, se elas mudam algo, se tocam alguém. mas então me dei conta de que elas vão além de você; antes de qualquer coisa, elas são uma das formas que encontrei de derramar tudo que sinto.



Cartas para Bárbara: XVII

2017-06-29T11:51:52.032-03:00

Bárbara, a tua liberdade me enche os pulmões, mas me causa medo.
você está sempre disposta a ir, sem garantias.
você se joga em lugares e pessoas, vive tudo.
essa tua sede de viver, corpo e alma, me deixa extasiada, me faz reavaliar conceitos, mas, essa mesma sede, me deixa desnorteada, me faz pensar sobre esse tanto que te quero, no quanto estou aqui e você, no mundo.
eu tenho me limitado em cartas curtas enquanto tenho tanto a dizer.
acho que digo aos poucos pra controlar essa avalanche dentro de mim.
eu tenho me imposto barreiras, Bárbara, enquanto você, você não tem limites.



Cartas para Bárbara: XVI

2017-06-29T11:51:52.076-03:00

teus olhos são os mais lindos que já vi, Bárbara.
e se os olhos são as janelas da alma, os teus só podiam ser magníficos mesmo.
não há dia em que eu não pense neles.
todos os dias imagino como será, parafraseando o poetinha, quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus resolverem se encontrar.
ai Bárbara, que frio que me dá.



Cartas para Bárbara: XV

2017-06-29T11:51:52.047-03:00

Bárbara, hoje te escrevo sobretudo para agradecer.
você possui o que há de mais lindo num ser: inspiração.
conheço muita gente que escrevia quando mais jovem, mas que pararam quando os anos foram pesando em seus olhares.
eu não largo a poesia porque é ela quem me salva do mundo, de mim.
mas nós, eu e a poesia, tivemos intervalos, como em todo relacionamento intenso.
e você, você me trouxe de volta à toda minha poesia.
você tirou o peso do meu olhar, Bárbara.
você ressignificou tudo.



Cartas para Bárbara: XIV

2017-06-29T11:51:52.036-03:00

minha menina, eu não posso acreditar que o mundo já foi duro contigo, você não merece.
eu te juro, meu bem, se eu pudesse, teria evitado todas as tuas dores.
eu te cuidaria todo dia, tanto e sempre, Bárbara.
e é tão grande isso que sinto, que aos céus já fiz um pedido:
se um dia eu te fizer doer mais do que amar, que esse encontro não se dê.



julguem-me pelo que escrevo

2017-06-29T11:52:28.931-03:00

julguem-mepelo que escrevoafinal sou mesmoo que estão nessas linhase da poesianão me envergonhoposso dizer quequem me lême conhece mais fundodo que quem me vêtodos os diasquem me vêdiariamentesó me vêjá quem me lême enxergame sentepodem me amarou odiarpelo que escrevovamos!continuem!me julguem simassumo toda responsabilidadede ser eumas lembremque sou hoje.sou o que escrevonesse instanteontemé passado distanteontem já faztempo demaisse a vidaé contínuo desconstruirde certezasescreveré eternizar mudançasescrever é olharem perspectivaé saberquem já não somose não saberquem seremosnesse frágil espaçochamado tempoDébora Andrade09.06.2017[...]



Cartas para Bárbara: XIII

2017-06-29T11:51:52.043-03:00

hoje estava num ônibus e comecei a pensar em você.
de repente, me peguei sorrindo enquanto lembrava de nossas conversas; isso tem acontecido sempre, na verdade.
eu imagino diálogos, encontros, momentos tão doces que me roubam sorrisos antes que eu me dê conta.
mas hoje, hoje no ônibus foi diferente.
por um momento, meus pensamentos ingênuos deram lugar a pensamentos não tão inocentes, de modo que, em meio àquele ônibus cheio, só havia eu e você.
Bárbara, eu te beijei com paixão em meio a todos aqueles desconhecidos.
Bárbara, eu fechei os olhos e te quis como nunca. te quis como sempre.
eu te despi, ali.
eu te ouvi sussurrar palavras quentes e eu ardi, ali.
eu te disse frases inconfessáveis.
não sei qual foi o meu contraponto, mas quando abri os olhos e me vi, naquele lugar, inóspito, tão nua, me dei conta do quanto você me tem.
e fiquei rubra.



Cartas para Bárbara: XII

2017-06-29T11:51:52.098-03:00

eu tenho tanto medo, Bárbara.
medo de nos perdermos uma da outra. medo de ser tudo isso efêmero, medo de, se tudo acabar, nada restar de nós.
eu não quero viver sem a tua leveza, não quero deixar de ouvir tua voz, não imagino meus dias sem você, sabendo que de mim não lembra mais.
eu trocaria tudo, Bárbara, eu me esforçaria para sufocar tudo o que sinto, fosse esta a salvação de nós.
te quero amiga, mas não te quero perder.
te quero ver em outras camas, em outros romances, mas te quero perto.
Bárbara, se você for, quem vai dar vida à minha playlist?



Cartas para Bárbara: XI

2017-06-29T11:51:52.026-03:00

Bárbara, fico pensando no que posso te dizer que nunca te foi dito.
você que já deve ter lido e ouvido e relido e reouvido tudo.
já te devem ter dito as mais belas frases de amor, as juras mais impossíveis, porque tudo parece fácil de ser alcançado se a recompensa for o brilho dos teus olhos.
ah, menina, esse teu nome rijo, de quem tem passo firme e peito forte, não esconde tua doçura.



Cartas para Bárbara: X

2017-06-29T11:51:52.059-03:00

Bárbara, eu quero beijar teu corpo inteiro.
eu quero te analisar milimetricamente, quero contar teus centímetros com as minhas mãos, medir teu corpo pela quantidade de beijos que ele comporta. serão muitos.
Bárbara, você tem sido o meu desejo mais profano; a minha maior vontade te habita.
eu quero te beber em goles fartos.
eu quero te comer sem talheres.
eu quero te beijar até a alma.
essa tua alma que me cativa, esse teu jeito que me emociona.
você é linda. você é linda.



Cartas para Bárbara: IX

2017-06-29T11:51:52.079-03:00

não lembro ao certo a data em que nos falamos pela primeira vez, mas sabe que eu te conheci antes daquele dia?
eu te via, te lia, você sequer sabia.
foi lá, antes da primeira troca de palavras, que você me encantou.
a vida corre, Bárbara, apesar disso. e te assistir de longe tem sido a forma que me coube de te viver.
se tu quiser, quando o encontro se der, eu te mostro tudo o que a distância não deixa a gente enxergar. enquanto isso, eu te mostro tudo o que couber em palavras carregadas de sentimento e nessa voz que você rouba um pouco todos os dias.
porque até quando você não me ouve, eu te falo.



Cartas para Bárbara: VIII

2017-06-29T11:51:52.053-03:00

Bárbara, hoje cedo tomei chá contigo na varanda.
pensei sobre a vida, sobre ela ser mesmo a arte dos encontros, como disse o poetinha.
fico especialmente feliz por ter te encontrado.
pensei como seria se ele, o próprio Vinicius, te tivesse encontrado, se vocês tivessem sido contemporâneos; você renderia belas poesias, lindas músicas.
Bárbara, não foi você quem inspirou o Chico?



Cartas para Bárbara: VII

2017-06-29T11:51:52.090-03:00

Bárbara, queria passar essas noites contigo, tu que não gosta de cama sem par.
camas podem ter quilômetros, Bárbara.
quilômetros até mais longos que estes que nos separam.
quero encurtar essas distâncias; também prefiro cama a dois.
posso ser apenas companhia, se tu quiser. posso te despir com voracidade também.
posso ser abraço que te aninha. posso ser amante insaciável.
posso até ser os dois, Bárbara, se tu quiser.



Cartas para Bárbara: VI

2017-06-29T11:51:52.071-03:00

Bárbara, te escrevo freneticamente.
ouço música pensando em tu, em todas as horas livres do meu dia.
eu tenho vivido esse romance como se ele existisse mais do que em mim.
Bárbara, tu é o arrepio, tu é a volúpia, tu está cravada na minha pele, como tatuagem.
menina, tu é o próprio atentado ao pudor.



Cartas para Bárbara: V

2017-06-29T11:51:52.040-03:00

tem sido cômodo te manter nas linhas, Bárbara.
pensar no encontro é viver a dor e a delícia do que virá.
o que vai acontecer, menina, se tuas expectativas forem maiores que o meu 1.70 de altura?



Cartas para Bárbara: IV

2017-06-29T11:51:52.086-03:00

Bárbara, não sei se tu sabe, mas habitas mais do que os meus desejos mais íntimos; você está em meus sonhos mais inocentes, você está no que há de mais puro em mim.
antes de te desejar, eu te amei.
foi desse tanto de carinho que senti por tu que nasceu todo o resto.
antes dessa vontade de te beijar, eu quis passar horas te fitando. antes de te querer, quis teus olhos nos meus.
Bárbara, antes de te imaginar na minha cama, eu sonhava contigo na minha vida.



Cartas para Bárbara: III

2017-06-29T11:51:52.050-03:00

como eu queria essa tua pele de nuvem na minha, menina.
eu já te disse que tuas mãos são lindas?
ah se elas trafegassem meu corpo, Bárbara.
e esse teu sorriso que captura meu olhar, esse teu cenário inteiro que me toma.
eu quero passear pelo teu corpo, eu quero escutar teu grito, eu quero teu gosto na minha língua; você que tempera meus dias.
o significado da palavra desejo foi ampliado desde a tua chegada.



Cartas para Bárbara: II

2017-06-29T11:51:52.056-03:00

Bárbara, eu amo te escrever, amo escrever sobre você, amo te ler também.
você, gigante, mas sempre em letras minúsculas.
eu te acompanho, acho lindo. mas confesso que, muitas vezes, quero te escrever em letras garrafais, como quem grita.
eu quero falar, bem alto, DE TODO ESSE BEM QUE TU ME CAUSA.