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Muadiê Maria





Updated: 2018-01-15T15:53:40.637-01:00

 



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2018-01-08T16:24:27.108-01:00


Nunca tive morte súbita. Minhas mortes são vertiginosas, tontas, carregadas de presságios. Vou caindo lentamente, calada, mansa, solitária, despencando no buraco da morte. Doem os ossos, as fibras, os ligamentos e quando menos espero, minha voz me chama: Deixe de ser morta. 
Volto. 
Enquanto ressuscito, lentissimamente, doem os ligamentos, as fibras, os ossos. Sempre choro.

M. 



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2017-12-22T23:23:47.200-01:00


todo começo é um engano, lamento
tanto, mas também desconheço
o fim que há no começo

quando se vê, já arruinada,
a mala está arrumada.

M.



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2017-12-19T19:44:36.899-01:00

Como um cigano
ele disse:
Vejo seus olhos pela cidade
vejo você

Dele, 
ela só via os olhos.
"Dois olhos,
e uma mão que se estende".

M.



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2017-12-19T19:10:16.044-01:00

Amanda por Beatriz
(tchau escola pra pequenos...estrada nova se abrindo e a gente quer o quê? Voar)




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2017-12-19T19:03:23.799-01:00




Ontem Nina levou a mim e a Joana 
à Creche Recanto da Transfiguração.
Amor e alegria.




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2017-12-19T18:56:56.009-01:00


Guilherme aprendendo a ler. O dedinho acompanhando as letras me derrete de ternura.




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2017-12-19T18:46:56.042-01:00

"Meu nome é cá te espero
não lhe esperdiço, nem lhe jogo fora
mas lhe aguardo pra uma boa hora."



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2017-12-19T18:45:04.384-01:00


Hoje Hatsuharu faz 10 anos. Teve ciclone subtropical em Salvador, e tudo indica que ele passará seu aniversário fazendo o que mais gosta.
Monsieur Wilson, as gentes te amam.

11, Dezembro. 





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2017-12-19T18:34:23.868-01:00

MODOS DE AMARModo de amar – ILambe-me os seiosdesmancha-me a loucurausa-me as coxasdevasta-me o umbigoabre-me as pernaspõe-nas nos teus ombrose lentamente faz o que te digo:Modo de amar – IIPor-me-ás de borco,assim inclinada...a nuca a descoberto,o corpo em movimento...a testa a tocara almofada,que os cabelos afloram,tempo a tempo...Por-me-ás de borco;Digo:ajoelhada...as pernas longasfirmadas no lençol...e não há nada, meu amor,já nada, que não façamos como quem consome...(Por-me-ás de borco,assim inclinada...os meus seios pendentesnas tuas mãos fechadas.)Modo de amar – IIIÉ bom nadar assimem cima do teu corpoenquanto tu mergulhas já dentro do meuAmbos piscinas que a nado atravessamosde costas tu meu amorde bruços euModo de amar – IVEncostada de costasao teu peitoem leque as pernasabertaso ventre inclinadoambos de péformando lentos gestosas sombras brandastombadas no soalhoModo de amar – VDocemente amorainda docementeo tacto é poucoe curvo sob os lábiose se um anel no corpoé salientedigamos que é da pedraem que se rasgaOpala enormee mornatão frementedália supostasob o calor da carnelábios cedidosde pétalas dormentesLouca ametistacom odores de tardeAvidamente amorcom desespero e calmaas mãos subindopela cintura dadaaos dedos purosnuma aridez de praiaque a curvam loucos até ao chão da salaFerozmente amorcom torpidez e raivaas ancas descendo como cabrastão estreitas e durasque desarmama tepidez das minhasque se abremE logo os ombrosdescaeme os cabelosdesfalecem as coxas que retomamdas tuaso pecadoe o vencê-loem cada movimento em que se domamSuavemente amoragora velozmenteos rins suspensosos pulsose as espáduaso ventre erectoenquanto vai crescendoplanta viva entre as minhas nádegasModo de amar – VIInclina os ombrose deixaque as minhas mãos avancemna branda madeiraNa densa madeixa do teu ventreDeixaque te entreabra as pernasdocementeModo de amar – VIISecreto o nó na curvado meu espasmoE o cume mais clarodos joelhosque desdobrados jorram dos espelhosou dos teus ombros os meus:flancosna luz de maioModo de amar – VIIIQue macias as pernasna penumbrae as ancassubidasnos dedos que as desviamEntreabro devagara fenda – o fundoa febredos meus lábiose a tua línguaVagarosa:toma – mordelambeessa humidade esguiaModo de amar – IXEnlaçam as pernasas pernase as ancaso ar estagnadoque se estendeno quartoAs pernas que se deitamao compridosob as pernasE sobre as pernas vencem o gemidoFlor nascida no vagar do quartoModo de amar – XA praia da memóriaa sulcos feitaa partir da cintura:a bocaos ombrosna tua mansa língua que caminhaa abrir-me devagara pouco e poucoGlobo onde a sedese eternizaPiscina onde o tempo se desmanchaa anca repousadaque inclinasas pernas retezadas que levantasE logosão os dentes que limitammas logoestão os labios que adormentamno quente retomar de uma salivaque me penetra em vácuoaté ao ventreo vínculo do ventoa vastidão do tempoo vício dos dedosno cabeloE o rigor dos corposque já esquecena mais lenta maneira de vencê-losModo de amar – XI((Teu) Baixo ventre)Nunca adormece a boca noteu peitoa minha boca no teu baixoventrea beber devagar o que édesfeitoModo de amar – XII(Os testículos)Tenho nas mãosteus testiculose a boca já tão pertoque deles te sintoo vícionum gosto de vinho abertoModo de amar – XIII(As pedras – As pernas)São as pedrasmeus seiosSão as pernaspele e brandurano interior doslábiosrosa de leiteque sobe devagarna doce pedrado muco dos meus lábiosSão as pedrasmeus seiosSão as pernasPêssegos nus corpodescascadosSaliva acesaque a língua vai cedendoo gozo em cima...na pedra dos meuslábiosJogo do corpoa roçar o tempoque já passado só se de memória,a mão dolentecomo quem masturba entre os joelhos...uma longa história...Estrada ocupadaonde se vislumbra(joelhos desviados na almofada)assim aberta o fim de que des[...]



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2017-12-14T17:23:17.843-01:00


Comigo não é assim não, violão, ventinho vem e verga; 
vem tufão, vendaval, vento me verga e quebra. Toda remendada.

M. 



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2017-12-12T16:48:29.037-01:00


para Clarissa Macedo

Em meu peito há sete cavalos 
galopando com a alma inflamada.
O destino de cada cavalo
é noite e fertilidade.

Transportam mulheres livres
por grandes rios e pontes em fogo
Correm porque é preciso 
passar adiante a palavra.

Suas crinas brilhantes 
conduzem o dia e a noite 
pois a jornada do tempo
precisa ser carregada.

Sete cavalos
cada um com quatro patas
em cada pata sete abismos
para carregar minhas mortes.

Martha



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2017-12-03T16:31:05.703-01:00

MODOS DE AMARModo de amar – ILambe-me os seiosdesmancha-me a loucurausa-me as coxasdevasta-me o umbigoabre-me as pernaspõe-nas nos teus ombrose lentamente faz o que te digo:Modo de amar – IIPor-me-ás de borco,assim inclinada...a nuca a descoberto,o corpo em movimento...a testa a tocara almofada,que os cabelos afloram,tempo a tempo...Por-me-ás de borco;Digo:ajoelhada...as pernas longasfirmadas no lençol...e não há nada, meu amor,já nada, que não façamos como quem consome...(Por-me-ás de borco,assim inclinada...os meus seios pendentesnas tuas mãos fechadas.)Modo de amar – IIIÉ bom nadar assimem cima do teu corpoenquanto tu mergulhas já dentro do meuAmbos piscinas que a nado atravessamosde costas tu meu amorde bruços euModo de amar – IVEncostada de costasao teu peitoem leque as pernasabertaso ventre inclinadoambos de péformando lentos gestosas sombras brandastombadas no soalhoModo de amar – VDocemente amorainda docementeo tacto é poucoe curvo sob os lábiose se um anel no corpoé salientedigamos que é da pedraem que se rasgaOpala enormee mornatão frementedália supostasob o calor da carnelábios cedidosde pétalas dormentesLouca ametistacom odores de tardeAvidamente amorcom desespero e calmaas mãos subindopela cintura dadaaos dedos purosnuma aridez de praiaque a curvam loucos até ao chão da salaFerozmente amorcom torpidez e raivaas ancas descendo como cabrastão estreitas e durasque desarmama tepidez das minhasque se abremE logo os ombrosdescaeme os cabelosdesfalecem as coxas que retomamdas tuaso pecadoe o vencê-loem cada movimento em que se domamSuavemente amoragora velozmenteos rins suspensosos pulsose as espáduaso ventre erectoenquanto vai crescendoplanta viva entre as minhas nádegasModo de amar – VIInclina os ombrose deixaque as minhas mãos avancemna branda madeiraNa densa madeixa do teu ventreDeixaque te entreabra as pernasdocementeModo de amar – VIISecreto o nó na curvado meu espasmoE o cume mais clarodos joelhosque desdobrados jorram dos espelhosou dos teus ombros os meus:flancosna luz de maioModo de amar – VIIIQue macias as pernasna penumbrae as ancassubidasnos dedos que as desviamEntreabro devagara fenda – o fundoa febredos meus lábiose a tua línguaVagarosa:toma – mordelambeessa humidade esguiaModo de amar – IXEnlaçam as pernasas pernase as ancaso ar estagnadoque se estendeno quartoAs pernas que se deitamao compridosob as pernasE sobre as pernas vencem o gemidoFlor nascida no vagar do quartoModo de amar – XA praia da memóriaa sulcos feitaa partir da cintura:a bocaos ombrosna tua mansa língua que caminhaa abrir-me devagara pouco e poucoGlobo onde a sedese eternizaPiscina onde o tempo se desmanchaa anca repousadaque inclinasas pernas retezadas que levantasE logosão os dentes que limitammas logoestão os labios que adormentamno quente retomar de uma salivaque me penetra em vácuoaté ao ventreo vínculo do ventoa vastidão do tempoo vício dos dedosno cabeloE o rigor dos corposque já esquecena mais lenta maneira de vencê-losModo de amar – XI((Teu) Baixo ventre)Nunca adormece a boca noteu peitoa minha boca no teu baixoventrea beber devagar o que édesfeitoModo de amar – XII(Os testículos)Tenho nas mãosteus testiculose a boca já tão pertoque deles te sintoo vícionum gosto de vinho abertoModo de amar – XIII(As pedras – As pernas)São as pedrasmeus seiosSão as pernaspele e brandurano interior doslábiosrosa de leiteque sobe devagarna doce pedrado muco dos meus lábiosSão as pedrasmeus seiosSão as pernasPêssegos nus corpodescascadosSaliva acesaque a língua vai cedendoo gozo em cima...na pedra dos meuslábiosJogo do corpoa roçar o tempoque já passado só se de memória,a mão dolentecomo quem masturba entre os joelhos...uma longa história...Estrada oc[...]



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2017-11-29T14:51:21.512-01:00


meu tio-avô Robério, irmão da minha avó Mariazinha.
(que olhar!)
ah seu eu fosse um marinheiro...
ele era.



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2017-11-27T15:53:49.205-01:00

eu disse à árvore:
me abençoa, árvore,
sê minha avó
minha mãe
minha filha.
sê tu, árvore,
minha ilha de pássaros
e verdes
meu eterno retorno
pulmão e coração
meu berço minha rede.
ela, a árvore, 
nada nem disse
e ficou ali naquela existência
sua de árvore
minha avó
minha mãe
minha filha
como todas as coisas são
sem precisão de bússolas
ou outras confirmações.

Micheliny Verunschk



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2017-11-19T12:04:53.920-01:00



afora o teu amor me restarão,
por certo, soluços
teu nome
no lustro dos dias
reverberará calmo e límpido
como deve acontecer ao nome de um amor
que não se presta à solidão
ainda não sabes,
o amor tem destes entraves
de não querer morrer
e eu tenho destas manias de não querer matá-lo
quem ama sabe uma dor que não morre
o amado não sabe tudo
e algumas vezes deixa passar o atalho para o céu.
no fim uma brancura de desertos
cobrirá como um véu toda perdição. 
nada é perfeito.
mas, eu terei-te amado, para sempre,
do mesmo jeito.


Lázara Papandrea



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2017-11-13T15:47:39.753-01:00



Aquela árvore de natal
era um monumento à tragédia
a agressividade é de família

Martha



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2017-11-15T13:54:28.331-01:00



O pássaro pousou na Água Sumida
O pássaro voou.
Levei a vida carregando na boca
folhas, fios da sua barba, 
o desejo de fazer um ninho em seu peito.

Ao cair da tarde, o que sou: 
O pássaro cantando o passado no presente.
O que sobra senão essa água toda, meu corpo,
texto vivo cortado por sua mão imensa.

Martha 



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2017-11-10T19:15:51.399-01:00

O Testamento de Maria

O mundo é lugar de silêncio
O céu noturno é vasto 
Quando os pássaros se vão.
Nem uma palavra atinge o céu noturno
e o dia permanece indiferente
a qualquer coisa dita.

Ao ver dois homens juntos
esperar crueldade
novos decretos, novas palavras
para designar velharias.

Carregar o mistério do mundo
no âmago da alma 
como o corpo carrega, sombrio, 
sangue e tendões.

Martha Galrão 





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2017-11-08T14:03:52.011-01:00

LivingThe fire in leaf and grassso green it seemseach summer the last summer.The wind blowing, the leavesshivering in the sun,each day the last day.A red salamanderso cold and soeasy to catch, dreamilymoves his delicate feetand long tail. I holdmy hand open for him to go.Each minute the last minute.Denise Levertov__________________________VivendoA chama em folha e gramatão verde parececada verão o ultimo verão.O vento soprando, as folhasestremecendo ao sol,cada dia o último dia.Uma salamandra vermelhatão fria e tãofácil de pegar, distraidamentemove suas patinhas delicadase sua cauda comprida. Deixeia mão aberta para ela partir.Cada minuto o último minuto.Traduzido por Wagner MirandaBeatriz, Martha, Mônica e LeilaMucugê, 2017[...]



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2017-10-28T22:40:01.512-01:00


Desde que Danielle me disse: " Que coragem pra se perder!", danou-se, me perco e me perco dia após dia na guerra de São Salvador.
Puta que pariu pelo Curralinho não chego ao viaduto do jornal Atarde, pu-ta-que-pa-riu cadê as placas com o nome das ruas?
Estou apaixonada por minha terceira analista, amor como nunca dantes, e ela me convidou a deitar.
Tô perdida nessa parede em branco.

M.



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2017-10-22T12:42:13.736-01:00


Era uma folha em branco
até escrever-se libélula




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2017-10-19T22:15:34.032-01:00




como ficou a casa depois que Jumara foi embora





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2017-11-08T22:29:58.190-01:00


Você me lambe com sua Língua
Você me lambe com sua lábia
As suas lambidas me deixam molhada


Martha



20 de setembro, 2017

2017-10-11T18:44:14.392-01:00

Com muita alegria, a Abraço a microcefalia lançou o livro ‘Convivendo com as diferenças – Uma menina chamada Nina’,  criando, através da literatura, uma oportunidade para que chegue ao coração do leitor o conhecimento das diversas possibilidades de comunicação e a premissa de que toda criança tem o direito de brincar, de construir relações afetivas e de fazer parte do ambiente escolar.Estamos divulgando o livro nas escolas para que a poesia de Nina circule entre alunos, professores e funcionários, bem como entre as famílias. Há muitas formas de estar no mundo, vamos conversar sobre isso?Nina foi recebida com muita emoção e carinho na Escola Nova Nossa Infância, meu coração está em festa. Um beijo para todas as crianças, professoras e funcionários.[...]



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2017-10-11T18:41:50.321-01:00



Nina foi ao Colégio São José. A tarde foi linda e amorosa. Após a leitura da história, uma criança nos disse: "Se no planeta Terra todo mundo fosse igual seria muito chato!"
E como seria!!