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POLIANTÉIA



Este é um espaço múltiplo, que conterá poemas, meus e de outros autores, prosa (pequenos contos), prosa poética, dicas de português, fotos,etc.



Updated: 2017-06-22T23:21:18.372-03:00

 



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2017-06-22T23:21:18.390-03:00

A MORTE DO SEU CLEMÊNCIO - CONTO (escrito em 1970)Muito branco e muito rígido, ali estava Seu Clemêncio, luzindo em um terno negro, mãos cruzadas sobre o peito, deitado em seu elegante caixão, também negro, com enfeites dourados. Tinha até um ar distinto, o cretino... Que diferença entre aquele rosto impassível, tranquilo, indiferente a tudo que se passava à sua volta, e o rosto do Clemêncio vivo, muito vermelho e inchado pela bebida, olhos luxuriosos, boca babosa a vociferar palavrões!A pensão (que pertencia ao ex-vivente e Dona Flor, sua esposa), estava cheia de gente. Parecia que o bairro inteiro ali se reunira, não sei bem se para prestar as últimas homenagens ao morto, ou se para comemorar o “evento” – nunca se pode adivinhar os verdadeiros motivos que levam certas pessoas a um velório, principalmente o de alguém como o Seu Clemêncio. A verdade é que todos estavam com ar triste e compenetrado. Falavam em tom baixo e respeitoso, lamentando o acontecido, ou tecendo louvores póstumos ao finado. Dona Flor, coitada, estava inconsolável, desfeita em lágrimas. Puxava os cabelos e esbravejava contra Deus, que havia levado o seu santo homem. Vendo-a em tamanho desespero, eu não podia deixar de recordar a maneira “carinhosa”, com que recebia o marido, quando este era ainda um futuro defunto:- “Bêbado outra vez, seu peste dos infernos! Tomara que qualquer dia um carro te passe por cima! “Cala essa boca, infeliz, ou acabo desmaiando com teu bafo! ...” “Vai curtir essa bebedeira na latrina, não vou permitir que emporcalhes meu quarto!” ... E etc., etc., etc.Ao lado de Dona Flor, estava o Seu Antonio, como sempre, atento e dedicado... Grande amigo esse Seu Antonio, sempre presente nos momentos difíceis, consolando Dona Flor. Era tão grande sua amizade e dedicação (diziam), a ponto de deixar sua própria casa, para fazer companhia à esposa do amigo, nas noites em que este saia para suas farras, deixando só a pobre mulher. Assim, como grande amigo do defunto e da viúva, também demonstrava no ar triste e compungido, seu imenso prazer, digo, pesar. Estavam ali mais algumas pessoas que eu conhecia mais ou menos bem. Por exemplo, o português gordo e suarento, que estava de pé, à cabeceira do caixão, com o chapéu entre as mãos, e a cara mais infeliz deste mundo – era o dono do botequim da esquina. Observando-o, fiquei a imaginar se a sua tristeza seria pelo passamento do Seu Clemêncio, ou por medo que a viúva se negasse a pagar o estrago que este fizera em seu bar, três dias antes, quando, embriagado, provocara uma briga, quebrando garrafas, cadeiras e os vidros de algumas janelas. O certo é que o ouvi dizer para Seu Mário, dono da farmácia, que estava ao seu lado: - Homem bom tava aí, sim senhor... É certo que, de vez em quando, tomava seus tragos, mas afinal, quem não tem o seu viciozinho? Parecia haver esquecido completamente que, há poucos dias, chamara esse homem tão bom, com um viciozinho sem importância, de “porco beberrão”, “libertino filho da p...” Ou será que eu ouvira mal? Quanto ao Seu Mário, limitou-se a assentir com a cabeça, em muda concordância... Mas eu seria capaz de jurar que estaria pensando lá com seus botões: “Agora sim, esse porco sem-vergonha nunca mais poderá se meter a engraçadinho com minha mulher”Outra figura digna de nota era Dona Veva, uma velhota faladeira que também vivia na pensão. Intrometia-se na vida de todos, e, várias vezes, eu a ouvira dizer coisas pouco elogiosas a respeito de seus senhorios. Ela estava sentada a um canto, beiço caído, olhos vermelhos, e fungando como se carpisse a morte de seu próprio marido, se é que algum dia tivera um. Porém, seus olhinhos pequenos, maliciosos, juntos como os de um mico, seguiam cheios de curiosidade, todos os movimentos da viúva e seu dedicado amigo... Mas, afinal, de que morrera Seu Clemencio? Ninguém tinha certeza. Naquela madrugada, eu estava revirando meu cérebro em busca de idéias para meu novo conto, quando ouvi golpearem fortemente a porta, e logo[...]



Só pra falar um pouco de saudade...

2011-11-30T00:23:35.557-02:00

(image)


















Só pra falar um pouco de saudade...

Só pra falar um pouco de saudade,
te escrevo, meu amor, mais um poema
- desculpa se repiso o mesmo tema,
é que já não domino esta ansiedade!

O teu silêncio é um nada que me invade,
e que me faz refém de longa espera
e habita em tua ausência, que é tapera,
onde vagueia, triste, esta saudade...

Saudade que aconchego no meu peito,
mas, que às vezes, se expande de tal jeito,
que já nem cabe mais dentro de mim;

e para extravasá-la eu fico assim,
a repetir-me, a repisar o tema,
que faz brotar em mim mais um poema...

(Eloah Borda)



Colcha de Retalhos - Poesia cantada

2011-11-13T21:09:38.870-02:00

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HAICAI (gaúcho)

2011-04-19T23:54:10.784-03:00

(image)



Rodando a Baiana

2011-03-13T22:31:47.003-03:00

(image)













Rodando a baiana...

Pareço muito quietinha,
tranqüila, muito mansinha,
e até que o sou de fato
- mas não pisem no meu calo,
porque aí eu não me calo,
já vou rodando a baiana
e revidando no ato,
porque ninguém me intimida,
e nem tão pouco me engana,
pois da natureza humana
já muito ensinou-me a vida
- hoje sou cobra criada
e, por isso, desconfiada,
a uma boa distância,
farejo gente fingida,
entendo o que nem foi dito
e leio nas entrelinhas
daquilo que está escrito,
portanto, siga seu rumo,
não queira pagar pra ver,
porque se eu perder o prumo
você vai se arrepender...

(Eloah Borda)


Brincadeira que escrevi, há já bastante tempo, em um tópico de uma comunidade do orkut.



Soneto à Lua - vídeo poema

2010-11-25T23:10:34.118-02:00

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Para um país melhor... Será utopia?

2010-10-31T19:45:29.560-02:00

(image)















Para um país melhor... Será utopia?...

A segurança, a saúde e a educação,
precisam ser, dos governantes, prioridade,
não no discurso apenas, mas na realidade,
- menos promessas, mais empenho, mais ação...

Respeito às leis e à liberdade de expressão,
e tolerância zero a criminalidade,
ao descalabro, à corrupção, à impunidade,
que estão corroendo os alicerces da Nação.

Pois nada estável se constrói com bases frágeis
- necessitamos de medidas fortes, ágeis,
para expurgar os "fichas sujas" do Poder.

Somente assim, talvez tenhamos um país
melhor, mais justo, mais humano, mais feliz,
com governantes empenhados no dever.

(Eloah Borda)


Talvez goste de ver: Espaço Poesia e Nas Trilhas dos Sonetos



Voto "limpo"

2010-09-23T13:24:32.502-03:00

(image)



In aceitação

2010-09-07T20:16:07.298-03:00

(image)









In aceitção

Superficial idade
era
da
vaidade.

Par(a)lis(a)ção
botox
versus rugas
de expressão
facial
inexpressão.

Plástica
em ação
bisturi
corta aqui,
corta ali
puxa
repuxa,
estica.

Lipo
aspiração
aspira
perfeição.

Remodelação
(sili) lábios,
(sili) peitos,
(sili) maçãs
do rosto,
(sili) bumbuns.

Em busca
da beleza
silicone
versus
natureza.

Artificial idade
in aceitação
da
real idade.


(Eloah Borda)


Talvez goste de ver: Espaço Poesia e Nas Trilhas dos Sonetos



Cacos

2010-08-22T16:40:41.345-03:00

(image)


















Cacos...

Me olhava no espelho,
que talvez mal posto
caiu de repente,
se fez em pedaços,
em torno de mim.

O susto passado,
olhei para baixo,
- nos cacos jaziam
pedaços de mim.

Estranho, pensei,
poder ver assim,
de modo concreto,
meus próprios pedaços,
olhando pra mim...

(Eloah Borda)

Talvez goste de ver: Espaço Poesia e Nas Trilhas dos Sonetos



Canto Xamânico

2010-07-24T22:14:15.162-03:00

(image)











CANTO XAMÂNICO
- Patricia Neme -

Eu Sou filha do sol,
Eu Sou filha da lua,
em meu sangue caminha
o vermelho da terra.

Visto o verde da mata
e galopo no vento;
Eu Sou brilho de estrela,
e do mar, movimento.

Ao redor da fogueira,
o tambor marca o tempo:
eu viajo nos passos
de cada amanhã.

Eu Sou nuvem, sou loba,
sou rio nascente,
da flor, sou semente,
das aves, irmã.

Eu Sou canto de vida,
Eu Sou Luz, sou Xamã!

http://patneme.blogspot.com/



Ti(a)póia

2010-07-11T16:57:02.149-03:00

(image)









Ti(a)póia

“Parquê rebrilhando
há pouco encerado,
o andar descuidado,
a queda imprevista
- encontro marcado
com o ortopedista...

Parentes solícitos
e preocupados,
sorriso sem graça
na afirmação:
- “Não tenham cuidado,
não foi nada, não...”

E o resultado,
um braço enfaixado,
imobilizado,
daqui até domingo
- três dias contados...

No mais a paciência,
o trabalho esperando,
e o verso buscando
uma rima pra dor!”

Téia Borda de Lima
(D.A.Reservados)

Talvez goste de ver:
Espaço Poesia e Nas Trilhas dos Sonetos



A Copa e as eleições

2010-07-01T22:13:49.787-03:00

E a Copa está aí... Pois é, as eleições também (sempre juntas...), e essa mistura não me parece boa (será que é proposital?), porque a Copa do Mundo é o evento máximo do futebol, e para nós, a esperança do hexa campeonato - não se fala em outra coisa – é euforia, fanatismo, é festa, é circo, e quanto mais circo, mais alienação, menos cobrança junto aos irresponsáveis responsáveis pelas políticas públicas e suas desastrosas conseqüências, principalmente em áreas vitais como a saúde, a segurança, a educação, o meio ambiente, causadas pela inoperância, interesses escusos e o mau uso do dinheiro público. E as eleições, repito, estão aí... Não é hora de oba-oba, mas sim de bom senso, de reflexão, de botar o"Tico e o Teco" pra funcionar, já não digo para acabar com o joio, o que seria uma tarefa hercúlea, mas, pelo menos, para extirpar o maior número possível das ervas daninhas que empestam a seara governamental. Senão, salve-se quem puder!

Eloah Borda

Talvez goste de ver: Espaço Poesia e Nas Trilhas dos Sonetos



"Homo homini lupus"

2010-05-29T21:16:33.153-03:00

A dignidade, humana como um todo,
há muito já morreu - foi soterrada -
jaz sob a imensa pilha da ganância,
do lucro fácil, da justiça falha;
da fome, da miséria, da ignorância;
da inoperância governamental,
da banalização de nossas vidas...

Perdem-se escrúpulos pelos caminhos,
(ou descaminhos) da modernidade
- nos meandros obscuros do poder,
ou em busca do prazer a qualquer preço
no sexo, na droga, no sucesso,
ou na obtenção de bens materiais
- geralmente supérfluos - sendo impostos,
por u’a mídia massificadora,
a quem nem mais vontade própria tem...

E os valores morais, vão, claudicantes,
sendo arrastados pela turba insana,
que busca apenas a sobrevivência
em meio ao caos das grandes capitais.

E dessa sociedade apodrecida,
o ser humano desumano é o fruto
e o homem predador do próprio homem...

- Eloah Borda-

* Citação de Tito Mácio Plauto (Asinária, II, 4, 88)



Um texto diferente...

2010-02-24T10:04:13.597-03:00

Como este é um espaço múltiplo, não apenas de poesia, resolvi postar aqui este "Anúncio", que tem tudo a ver com o mundo em que vivemos:

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A Vida

2010-01-28T17:53:56.334-02:00

(image)


















A VIDA

Entre chegada e partida,
a vida é somente estrada,
estrada a ser percorrida,
por nós mesmos construída
a cada passo que damos,
cada ação ou omissão,
sentimentos que abrigamos
- podemos fazê-la alegre,
podemos fazê-la triste
(é só questão de atitude),
e a sua direção
podemos sempre mudar
- só o que não é permitido,
nessa estrada, é retornar...

(Eloah Borda)



Ainda?!

2009-12-07T23:57:03.077-02:00

(image)









AINDA?!

Sossega, coração,
cala esse canto;
a primavera ja passou há muito,
e nem é mais verão.

Olha lá fora:
as folhas outonais vão indo embora
e não demora
a neve se amontoa ao teu redor.

Deixa esse afã de pássaro canoro.
Esquece o canto,
o vôo,
aprende a ronronar.

Te enrosca sobre a cinza ainda morna
que te resta,
tira uma sesta.
Vai.
Me deixa trabalhar.

(Téia Borda de Lima-D.A.Reservados)



Tortura

2009-11-12T00:02:52.070-02:00

(image)

















Tortura


Olho enlevada
minha planta
sofrida
na terra imprópria
no vaso que a oprime:

seus caules recurvos
tensos
nodosos
seivosos porém,
beleza dorida
num grito
sem som,
terminam em folhas
singelas

tal qual
os meus versos
brotando
de uma alma
que chora
em silêncio
e insiste
em vencer.

Celina Borda – D.A.Reservados)



Meu Casarão

2009-10-24T23:44:54.488-02:00

(image)














MEU CASARÃO

Era um bonito casarão de esquina,
com duas frentes, e um alto porão,
que o elevava bem acima da calçada
conferindo-lhe imponência,
status de mansão.

Na entrada principal, a escadaria
em mármore, levava a um mezanino,
em cuja balaustrada eu costumava
me debruçar e ficando a devanear,
me imaginando, qual linda princesa,
a subir os degraus, de braço dado
com meu amor, meu príncipe... em verdade,
apenas meu primeiro namorado.

Eu lá passei a minha adolescência
- o meu primeiro amor, primeiros versos;
o meu primeiro baile, tantos sonhos,
tanta saudade boa, tanta vida!
- Partes de mim que ainda lá estão,
talvez perdidas, no meio de estranhos,
ou no silêncio das noites vazias,
perambulando pelas peças frias,
- fantasmas tristes de um tempo que foi...

Ai, como dói saber (e dói demais!) -
meu casarão, onde fui tão feliz,
onde sonhei os meus mais belos sonhos,
onde espargi sorrisos, plantei esperanças,
colhi alegrias e escondi lembranças,
hoje é apenas um conglomerado
de escritórios e salas comerciais...

(Eloah Borda -D.A.Reservados)



Dualidade

2009-10-01T23:08:59.804-03:00

(image)


















DUALIDADE

A noite é mágica
povoada de mistérios
- assombrações que inventamos,
de feras que nutrimos
sem saber…

A noite é calma,
suave, silenciosa.
A lua brilha nos céus
mística e bela,
numa luz de marfim
que é quase dia.

O anjo dorme.
A fera se levanta,
misteriosa e sombria
como a noite,
prenhe de energia
como a lua.

Fareja o ar
interrogando as sombras...
Olha ao redor,
sente, pressente, escuta,
e se insinua
por um caminho claro e proibido.

E vai timbrando
com pegadas de pantera,
a trilha azul
do anjo adormecido...


Téia de Borda de Lima
(Todos os direitos reservados à autora)



Ventos

2009-09-26T17:45:41.906-03:00

VentosJá nem sei quando sejam madrugadas- ou dias plenos, de um viver ardente...Pois pelas minhas mais sutis estradas,um vento aflito busca-te, imprudente!Cavalga amaro e nas fundas passadas,lacera os sonhos da espera silente.Espera antiga, de vidas passadas,que não permite o agora em meu presente.Cavalga o vento, dia ou madrugada...E tem-me a vida, morta, devastada,cativa eterna de um existir tão só...Duma promessa, por ti, imolada...Vento cortante, que esta alma cansada,sopra ferino... E me reduz a pó!- Patricia Neme - (Todos os direitos reservados à autora)Mais poemas da autora aqui: Patrícia Neme[...]



Insone II - Síndrome do ninho vazio.

2009-09-25T00:25:02.149-03:00

Mais uma noite de insônia... Insônia e solidão... Olho à minha volta, e só vejo lembranças e saudades me espiando em cada canto desta casa que, se um dia já me pareceu pequena para abrigar tanta vida, tanta alegria, tantos planos e sonhos, agora se me afigura imensa... Imensa e silenciosa... Já não há brinquedos espalhados pelo chão, nem marcas de mãozinhas e rabiscos nas paredes, agora limpas e impessoais... Já não há beijinhos de boa noite, nem o caminhar cuidadoso para não acordar as crianças... Já não há crianças... Elas cresceram, criaram asas e alçaram vôo rumo ao infinito de seus próprios sonhos, deixando apenas seus rostinhos lindos preenchendo as molduras dos porta-retratos e o eco de seu riso cristalino a repercutir nos longes do passado e no silêncio das minhas noites insones e cheias de saudades!... Também já não há amor... Amores vieram e se foram, assim como o sol, que nasce lindo no horizonte, brilha por um tempo, e depois, inevitavelmente, declina rumo ao poente - mas o pôr-do-amor não é belo como o pôr-do-sol... O pôr-do-amor sempre é cinzento e dolorido, e não deixa estrelas nem luar atrás de si, mas sim um rastro de tristeza, desencantos, solidão e, mesmo assim, também saudades...

(Eloah Borda-D.A.Reservados)



Totsy e Rotsy - conto

2009-09-23T09:04:17.173-03:00

Totsy e Rotsy - 19/12/2004.Um era preto e outro branco. Como cor jamais foi importante para mim, eu nunca me preocupei em saber quem era Totsy nem quem era Rotsy. O que importava era a amizade que eu tinha por eles, meus pequenos e maravilhosos companheirinhos.Nos meus doces anos de criança, eu passava horas brincando com aqueles dois cachorrinhos de plástico, com imãs nas bases. Era muito divertido: dependendo da posição, aproximar um do outro os afastava ou unia, em conseqüência dos lados positivo e negativo do imã. É claro que eu não entendia o motivo. O que me importava é que eles se afastavam ou se aproximavam como num passe de mágica. Ainda não havíamos entrado na era da eletrônica. Pequenos e simples brinquedos nos faziam extremamente felizes.Totsy e Rotsy. Não sei quem deu nome a eles. A minha pouca idade não permitia que eu me importasse com esse detalhe. Acredito que já vieram de fábrica com aqueles nomes.Minha tia Celina, dona dos cachorrinhos, a tudo assistia. Talvez para me manter próximo dela, nunca permitiu que eu os levasse para minha casa. Ela sabia que eu iria querer brincar novamente. Assim, ela teria a garantia de que eu voltaria à sua casa, o que a mantinha feliz pelo enorme carinho que tinha por mim. Isso tudo aconteceu em uma época em que criança era criança. O mundo dos adultos estava muito distante e completamente incompreensível aos pequeninos, mas, com certeza, bem mais humanizado do que hoje.Lembro dos pipoqueiros, sorveteiros, padeiros e leiteiros, dentre tantos outros que regularmente passavam por nossas ruas em seus carrinhos ou charretes. Eles já faziam parte do nosso cotidiano. Não existiam meninos de rua, drogas, assaltos, seqüestros, e tantos outros absurdos.Mas o tempo ia passando e as minhas visitas à minha tia iam perdendo a freqüência. O interesse pelos dois cachorrinhos ia desaparecendo, sendo substituído por outros atrativos à medida que eu crescia. Enfim, virei adulto. Não podia mais brincar. Afinal, os valores eram outros. Assim como eu, o mundo também mudou. Esqueci completamente os meus amiguinhos.Mais alguns anos se passaram. Minha tia partiu, deixando Totsy e Rotsy guardados com seus pertences. Eu continuava sem lembrá-los.Um dia, quase sem querer, reencontrei os dois cachorrinhos jogados em uma caixa de antiguidades na garagem. Ainda unidos, desconheciam o que acontecera durante o abandono a que foram submetidos. Continuavam parceiros, como se o mundo não tivesse tido qualquer modificação. Ao vê-los, relembrei os bons momentos de minha infância, a forma como eu brincava com eles, como se fossem verdadeiros. Mas fiquei com uma dúvida: manter a situação ou trazê-los ao meu novo mundo, cheio de novidades desagradáveis. Após pensar muito, optei por deixá-los da forma em que estavam. Afinal, para que magoá-los, mostrando a realidade?O mundo hoje está cheio de Totsy e Rotsy, possíveis amigos separados por preconceitos. Pessoas discriminadas pela raça, religião, situação financeira ou profissão, dentre outros absurdos.Pessoas se matam pelo mesmo Deus. Verdadeiros genocídios acontecem em nome da fé. Divergências religiosas afastam pessoas que poderiam conviver pacificamente.A simples diferença de cor, principalmente preto e branco, impõe sanções sociais e profissionais sem conceder o mais sagrado direito de defesa. Ao nascer, dependendo da cor, o destino é traçado, com raríssimas exceções.O que Totsy e Rotsy seriam neste mund[...]



Soneto al mar de la isla Saona

2009-09-23T09:11:55.879-03:00

(image)

















SONETO AL MAR DE LA ISLA SAONA

Ah, ese mar tan calmo y transparente,
que me fascina y deslumbra la vista;
esa amplitud azul, que aquí, a mi frente,
se extiende hasta donde alcanza la vista…

Ese ondular tranquilo que, silente,
mece los sueños míos, y conquista
mi corazón y mi alma, dulcemente
- mar caribeño, obra de Dios-Artista -

lejos ya está, pero lo tengo ahora,
en frente a mí, llenando totalmente
la pantalla de mi computadora.

“Me ahondo” en ese azul, y a mí prometo,
que he de volver, y nostálgicamente,
aquí le escribo ahora este soneto.

(Eloah Borda-D.A.Reservados)



Dica de português - mau ou mal?

2009-09-20T16:26:32.083-03:00

Em minhas andanças pelo Orkut e blogs (e também na vida real), tenho observado uma certa confusão, principalmente entre os jovens, em relação ao uso das palavras “mal” e “mau”, exemplo: mal comportamento em lugar de mau comportamento; maucomportado, em vez de malcomportado; mal carátermau-caráter; mau-estarmal-estar, mal hábito mau hábito, etc. Por isso resolvi deixar aqui uma dica bem simples para se saber quando usar um ou outro termo. Não, não vou entrar em explicações gramaticais, falando sobre o fato de “mau” ser adjetivo, e “mal” ser substantivo e advérbio, etc. - é algo mais simples: sempre que tiver dúvida, pense no contrário. Exemplo:

Maucomportado ou malcomportado?

Vejamos, qual o antônimo de mau? É bom, lógico. E de mal? É bem

Então, como se diria de alguém que
tenha um bom comportamento?

Que é bom-comportado ou bem-comportado? Não há dúvida de que é bem-comportado. Logo, como o contrário de bem é mal, se não é bem-comportado, é malcomportado.

Assim, é só ter em mente:

bom/mau
bem /mal.


Espero que esta postagem tenha sido útil.

Eloah