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Pesponteando:retalhos literários





Updated: 2017-11-17T04:30:13.961-08:00

 



Lançamento: Vozes femininas: novos ecos tecidos no sertão

2014-06-03T06:35:03.594-07:00

O livro “Vozes femininas: novos ecos tecidos no sertão” é parte integrante do projeto (com o mesmo nome do livro), que tem por objetivo dar voz às mulheres, inserindo-a no espaço da produção literária de autoria feminina, ressignificando, assim, o olhar sobre o modo de vida do sujeito sertanejo, mais precisamente a mulher sertaneja, quer a jovem (escritora) quer a velha (narradora).O projeto foi realizado na cidade de Riacho de Santana-BA, e dividiu-se em dois momentos: no primeiro, propiciou para um grupo de mulheres a participação em uma oficina de criação literária (cordel, gênero escolhido pela relação umbilical com o Nordeste), ministrada pelo cordelista Marco Haurélio; e no segundo momento aconteceu a escrita de um texto em cordel pelas participantes, narrando a vida de uma outra mulher sertaneja idosa. A produção textual deu origem a este livro. Mulheres sertanejas que narram a vida de outras mulheres sertanejas, eis a seiva deste livro cheio das vozes que ecoam no sertão. Vozes historicamente abafadas por sua condição: ser mulher, e, em casos mais específicos, sertaneja, pobre, ágrafa e/ou velha. Vozes que ganham espaço, encantam e emocionam na escrita e nas rimas de Ana Cláudia Neves de Jesus, Ana Cláudia Neves Silva, Bárbara Lourena de Sousa Santos Oliveira, Edilane de Jesus Gomes, Elza Ferreira de Araujo, Genelice Pereira de Souza Azeredo, Josilene Castro Amorim Alcântara, Leandra Jesus da Silva, Lindiane Carla Pereira Cardoso, Luana Caroline de Oliveira Alves, Maria José Caetano da Silva, Maria Lúcia de Jesus, Marizete de Souza Cardoso,  Rosa Maria de Jesus, Telma Rebouças de Almeida.   Paula Ivony Laranjeira (Org.)  OBS.: Alguns exemplares do livro serão doados à bibliotecas do município e região e outra parte, vendido para financiar um novo projeto. [...]



Os 12 Trabalhos de Hércules, de Marco Haurélio / LANÇAMENTO

2014-04-07T07:19:59.173-07:00

O livro Os 12 Trabalhos de Hércules (Cortez Editora) é uma releitura das grandes façanhas do herói grego Hércules. É composto por poemas escritos em diferentes modalidades, que ora se aproximam da sátira (o Leão de Nemeia, os estábulos de Augias), ora se rendem ao lirismo das imagens concebidas pelo ilustrador Luciano Tasso (o cinto de Hipólita, as maçãs de ouro das Hespérides). Os feitos de Hércules são recontados em quadras, sextilhas, setilhas, oitavas e décimas com métricas e esquemas de rimas variados.Os 12 Trabalhos de HérculesAutor: Marco HaurélioIlustrador: Luciano TassoEditor: Amir PiedadeISBN: 9788524920431 / Editora: Cortez / Edição: 1ª / Acabamento: Brochura / Formato: 20.50x28.00 cm / Páginas: 64LançamentoQuando? 12 de abril (sábado), às 15hOnde? Livraria Cortez, rua Monte Alegre,1074 – Perdizes, São Paulo (SP)Na ocasião, haverá contação de histórias.[...]



O ser(tão) fica ver(dão)

2013-12-17T06:01:39.932-08:00


" Melhor do que acordar durante a noite e ouvir a chuva caindo lá fora, é acordar e tomar café olhando para ela.  Neste meu sertão, cada gota de chuva é uma semente de esperança. É quando o marrom dá lugar ao verde; o calor cede espaço a brisa fresca; é quando a escassez vira fartura; e os olhos que tanto olham para o céu, começam a olhar para a terra, e fazer nela sulcos para depositar a semente; é quando as rachaduras, fendas ou, simplesmente, feridas abertas nos riachos, tanque e lagos cicatrizam; é quando o desejo de partir transforma-se em certeza de estar no lugar certo; é quando o povo se olha com sorriso em lugar de lágrimas. A chuva nos deixa em estado de graça.  O sertanejo entoa gritos de júbilo, agradece a Deus." Paula Ivony Laranjeira 





Antônio Torres é favorito em disputa pela cadeira 23 na ABL

2013-11-07T18:34:27.146-08:00


Há notícias que nos deixam felizes. Desde que conheci um pouco da obra e o próprio Torres ficava me perguntado o porquê de ele ainda não fazer parte dos imortais da ABL.   Mas hoje fiquei sabendo que o baiano Antônio Torres está concorrendo a cadeira de nº 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL). 
A cadeira tem como patrono José de Alencar e já pertenceu a Machado de Assis, Jorge Amado, Zélia Gattai, entre outros. A eleição será amanhã 7 de novembro às 16 h. O baiano é tido como favorito, isso porque, segundo Aleilton Fonseca "a ideia dominante dos acadêmicos é que está na hora de eleger um ficcionista, o que ocorreu pela última vez há 10 anos, com a eleição do saudoso romancista gaúcho Moacyr Scliar, em julho de 2003". 

Vejam abaixo a notícia em O Globo.

 



Dia das crianças com "Lá detrás daquela serra", do Marco Haurélio / Lançamento

2013-10-10T18:28:47.704-07:00

A quadra abaixo é um a das joias  da tradição reunidas no livro Lá detrás daquela serra - quadras e cantigas populares. Com pequena variação, foi gravada por Jackson do Pandeiro, que também sabia "panhar" água na cacimba.

Quem quer bem dorme na rua,
na porta do seu amor.
Do sereno faz a cama,
das estrelas cobertor.



Adelice Souza: "baú de estranhezas"

2013-10-09T19:14:42.570-07:00

Reconhecida e prestigiada, a escritora baiana Adelice Souza, 38 anos, possui em sua bibliografia o romance: O homem que sabia a hora de morrer (Editora Escrituras),  os livros de contos As camas e os cães, de 2001 (Prêmio Copene de Literatura e Prêmio José Alejandro Cabassa/União Brasileira de Escritores - RJ); Caramujos zumbis, de 2003 (Prêmio Banco Capital, obra que, ainda este ano, será reeditada) e Para uma certa Nina, de 2009 (inaugurando o projeto Cartas Baianas). Adelice também se destacou como a única representante da Bahia na coletânea nacional de contos 30 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira (2005), organizada pelo escritor e jornalista Luiz Ruffato.  Por: Poliana Dantas e Edvando Junior – Quem é Adelice Souza escritora?Adelice Souza – É uma escritora que escreve muito menos do que gostaria, mas as atividades com o teatro, o yoga e o doutorado em artes cênicas têm tomado muito o tempo. Os livros estão sendo concebidos, são muitos projetos futuros, muitos desejos, mas escrever mesmo algo novo creio que só em 2015. – Como você consegue administrar sua carreira entre o teatro e a literatura?Adelice – Não consigo administrar (risos)… Quando faço teatro, não faço literatura. Quando faço literatura, não faço teatro. Aí resolvi montar no teatro textos meus, assim, ao menos, a dramaturgia está lá, representando a literatura. Não consigo me dividir pois sou muito intensa nas coisas, faço imersões de tal forma que não consigo pensar em outra coisa a não ser na criação atual. Assim, tocar dois projetos ao mesmo tempo se torna difícil. – A literatura que você produz é definida por Carlos Ribeiro como um “Baú de Estranhezas”, ou seja, estranheza radical. Você acha que essa característica é pertinente a sua escrita?Adelice – Gosto muito do escritor Carlos Ribeiro. A prosa dele é uma das nossas melhores prosas. E fiquei muito feliz com esta resenha da Iararana. E creio que há sim. Alguns temas estranhos me interessam em demasiado: o universo fabuloso, insólito e principalmente a morte, assuntos relacionados com a morte. Acho que sempre estou a escrever sobre a morte, este nosso mistério mais insondável de todos os mistérios…– Quais são suas inspirações/influências no universo literário?Adelice – Os absurdos e fantásticos como o Cortazar, o Murilo Rubião, o Kafka, o Campos de Carvalho. E a Nélida Piñon, com toda sua delicadeza e precisão linguística. Mas gosto dos canônicos que beiram a espiritualidade como o Herman Hesse, o Tagore, o pré-socrático Empédocles (aliás, todos os pré-socráticos são maravilhosos). E gosto muitíssimo de ler almanaques, livros sobre plantas e bichos.– Conte-nos um pouco sobre sua carreira no teatro?Adelice – O teatro é a minha primeira profissão. Embora eu tenha estudado Publicidade e Propaganda. Mas não sei vender nada. Meu teatro é quase anti-comercial. Tenho buscado o sagrado do palco, quero levar as técnicas e a natureza poética do Yoga para as artes cênicas. Acho que poucas pessoas se interessam por isso, mas é isso que sei fazer. Minhas últimas peças Jeremias, Profeta da Chuva;Francisco, um Sol; e Kali, Senhora da Dança, trazem temas sagrados, oriundos de diversas culturas religiosas como o Cristianismo, o universo das crenças sertanejas fruto de uma herança ibérica ou de um universo hindu. A próxima será sobre o grande filósofo e poeta Empédocles, que morreu, unindo-se ao seu Deus, o fogo do vulcão Etna. É isso que me encanta agora tanto na literatura quanto no teatro: estar perto de Deus.– Em alguns contos que compõe as obras as Camas e os Cães (2001), Caramujus Zumbis (2003) e Para uma certa Nina (2009), percebe-se a presença de uma escrita envolvente, marcado por traços eróticos. De onde veio tanta inspiração para produzir[...]



Seminários Arte e Pensamento - Transformações da Cultura no Século XXI

2013-07-16T18:37:52.375-07:00

Academia de Letras da Bahia inicia neste mês de julho encontros intitulados Seminários Arte e Pensamento - Transformações da Cultura no Século XXI,alternando mensalmente mesas-redondas e conferências, com entrada franca.
 



Convite para inauguração da Cátedra Fidelino de Figueiredo

2013-06-04T13:37:49.927-07:00


Com Coordenação e organização da Profª Drª. Rita Aparecida Santos.




 Fui aluna da professora Rita, por quem nutro grande admiração e respeito, especialmente por seu conhecimento, generosidade e humildade. A ela agradeço por despertar em mim a paixão pela literatura.




Projeto "Vozes femininas: novos ecos tecidos no sertão"

2013-05-20T22:41:05.018-07:00

O projeto "Vozes femininas: novos ecos tecidos no sertão" foi realizado em Riacho de Santana-BA.O projeto  foi selecionado e financiado pela Funarte e pelo MinC através do edital "Mais cultura: microprojetos da Bacia do Rio São Francisco".Este trabalho objetiva dar voz as mulheres, inserindo-a no espaço da produção literária de autoria feminina, ressignificando, assim, o olhar sobre o modo de vida do sujeito sertanejo, mais precisamente a mulher sertanejaEm sua primeira etapa ofereceu no dia 12/12/12 uma oficina literária com enfoque em cordel para mulheres com idade entre 17 e 29 anos. Após a oficina, acontece a segunda etapa: pesquisaram e escreveram um texto em cordel que logo comporá uma coletãnea e será publicado.A oficina foi ministrada por MARCO HAURÉLIO, cordelista, poeta, contista, editor e pesquisador da literatura e cultura popular. E a curadoria do projeto é desta blogueira aqui, que vem partilhar com vocês, alguns momentos da oficina. ABERTURA RERPENTE E CAFÉ DA MANHÃ SERTANEJO OFICINA VÁRIOS MOMENTOS VÁRIOS MOMENTOS ENCERRAMENTOREALIZAÇÃO:[...]



LANÇAMENTO/ Literatura de Cordel: do sertão à sala de aula

2013-04-19T17:18:54.874-07:00

"Literatura de Cordel: do sertão à sala de aula" (Paulus). Eis a sinopse:
A literatura de cordel brasileira teve o Nordeste como berço e o poeta paraibano Leandro Gomes de Barros como grande divulgador. A vasta literatura oral da região forneceu os temas principais, especialmente os contos tradicionais, mas isso ainda diz pouco desse gênero literário que, durante muito tempo, foi o principal, quando não era o único, divertimento do homem do campo. Era também o jornal e a cartilha do sertanejo. Declamados ou cantados, os cordéis levaram a um público ávido por novidades as façanhas dos cangaceiros Lampião e Antônio Silvino, os milagres do Padre Cícero e os livros do povo, que desembocaram aqui trazidos pelo colono português. Levado pelo migrante a outras paragens, ganhou o Brasil e, superando as crises, como literatura de resistência, soube dialogar com as mudanças econômicas e sociais, num processo de adaptação fundamental à sua sobrevivência: do sertão à sala de aula, do Nordeste para o Brasil.

(image)  








Convite de Lançamento

2013-04-18T15:04:13.676-07:00





O sujeito

2013-02-12T06:21:44.366-08:00

Por: Paula Ivony Laranjeira O sujeito? Quem é mesmo esse que vive à procura de um predicado? O da gramática? O da História? O do mundo? O cognoscente? Ou o do conhecimento? Eis a reflexão mais complicada para ser feita, levando em conta o universo das mulheres que me cercam. Minha avó, foi uma mulher sem vontades, sem liberdade, sem autonomia e dependente. Ela foi criada para se assujeitar ao pai e depois ao marido, e assim foi durante toda sua vida. Não escolheu seu marido. Casada, não tinha vontades, não tomava decisões, exceto a de doar e/ou dividir aquilo que tinha com quem precisava. Seu lugar era a casa. Apenas na cozinha exercia seu poder, mesmo assim, compreendo que coagida, pois estava sempre fazendo os desejos culinários do meu avô. Não é sem dor que relato que o primeiro ato independente da minha avó, não teve final feliz. E ela só voltou a ter vontades na caduquice. Tive uma santa avozinha, mas infelizmente ela nunca pode se sujeito da própria vida, não agiu sobre a realidade, foi levada pela vontade alheia. E toda vida assujeiada.Minha mãe aprendeu cedo que não tinha vontade. Por isso, mesmo gostado de estudar, teve que se contentar com, apenas, um mês de aula com um professor particular. Segundo meu avô, era preciso aprender assinar apenas o nome. Mas ela aprendeu bem mais. Ela aprendeu com minha avó a respeitar a autoridade do marido, mas depois de casada sempre soube fazer o marido realizar seus desejos. Em casa, mandava em tudo, mas deixava a palavra final para meu pai, que inconscientemente agia conforme o gosto dela. Ela só não mandava no dinheiro, mas buscando autonomia, vendia ovos e galinhas, e assim conquistava sua independência financeira. Foi com tais vendas, que comprou livros para os filhos, roupas, objetos domésticos e muito mais. Opinava em todas as grandes decisões do meu pai. Hoje, ela manda em tudo, até no meu pai, controla o dinheiro, as compras, decide se vai para a direita ou para a esquerda, mas ainda o faz pensar que a decisão de muitas coisas é dele, fingindo ser assujeitada em certos momentos. Minha mãe conseguiu uma liberdade que minha avó não imaginou para uma mulher, e dessa forma agiu sobre a realidade, modificando-a.Minha irmã também aprendeu com minha mãe que é preciso agir por vontade própria. Desde criança manifestava suas vontades. Estudou, pois minha mãe queria dar aos filhos o que ela não teve. Depois de completar os estudos, foi morar em outra cidade para trabalhar. Sem ninguém que a policiasse, ela tomou as rédeas da vida, exerceu sua liberdade como ninguém: enfrentou a sociedade que a censurou quando decidiu criar um filho sem pai, pegou para si a responsabilidade de cuidar da irmã “doente”, e por tal foi aclamada pela sociedade, lutou para realizar um trabalho de evangelização voluntário na comunidade, sendo muitas vezes, repudiada pelas carolas. De uma forma geral, não ficou de braços cruzados, sempre realiza o que deseja e por tal, está sempre indo à luta, agindo e modificando a realidade que a cerca. Deixa-me feliz saber que ela não abaixou a cabeça nem precisou vender seu “passe-livre”, assumiu o risco e na maioria das vezes, saiu ganhando. Durante boa parte da minha vida, o sujeito foi oculto. Fui a coitadinha, a doentinha, a inválida, a boneca de cristal que nada poderia fazer... nem sonhar... O primeiro sujeito que conheci foi o da gramática, algo meio indeterminado, sem perspectivas. Me lancei de cabeça,  rumo ao desconhecido, enfrentado dificuldades, olhares coisificantes, venci meus medos, e descobri um sujeito bem composto. Eram tantas partes e direções, acenos e empurrões, freios abruptos vez ou outra. Era um mundo que entrava pela janela, pelas páginas, pela tela, pelas vozes narradora[...]



O conhecimento

2013-02-12T06:21:44.371-08:00

 Por: Paula Ivony LaranjeiraO conhecimento, eis o “objeto” de desejo de muitos, porém pouco compartilhado ou irregularmente dividido. Mas o que é o conhecimento? Se restringe apenas àquilo que está nos livros, preso aos signos linguísticos e ignorado por analfabetos? É possível tocar o conhecimento ou tomar posse dele? Poderia eu dizer que minha avó e minha mãe não adquiriram o conhecimento?Minha avó que jamais leu um livro e nunca pode fazer compras sozinha, visto que não “conhecia dinheiro”, poderia ser o que muitos chamam de pessoa sem conhecimento. Entretanto ela sabia orações em português e latim, conhecia muitas lendas e histórias, fiava e tecia, fazia renda com birros, costurava, sabia muitas receitas de bolo, conhecia ervas medicinais e suas funções terapêuticas, sabia fazer partos, e especialmente sabia como ninguém transformar nuvem em imagem e estas em pequenas histórias. Há quem diga que minha avó passou pelo mundo sem possuir o conhecimento. Eu contesto. Ela possuiu o conhecimento do que lhe era útil, aquilo que poderia ser tocado, sentido, utilizado na dinâmica do cotidiano. Se minha avó não teve o privilégio de ler, os livros (folhetos de cordel e livros de orações) foram amigos da minha mãe. Apesar do pouco tempo de estudo, ele aprendeu ler, mas por não permanecer na escola foi privada do conhecimento legitimado e “transmitido” por essa instituição. Aprendeu um pouco nas conversas com as  irmãs que puderam estudar, com os filhos e com os netos. Recebeu em vida a herança de sua mãe, e com ela aprendeu todos os seus saberes, exceto transformar nuvens em imagens e desconhecer dinheiro, pois isso, minha mãe conhece bem demais. Com uma memória que invejo, ela ainda recorda contos populares, histórias de cordel, poesias e músicas da sua juventude e para meu delírio, vez ou outra ela me presenteia com uma pérola. Eis aqui outra detentora do conhecimento prático das coisas. Em nossas conversas falo de algumas coisas para ela, explico outras que ela desconhece, e ela também me explica. Construímos juntas o nosso quinhão de conhecimento, numa troca recíproca e sempre reveladora.Já minha irmã é detentora de um conhecimento que envolve alguns desses saberes práticos, outros que adquiriu na escola, no trabalho, na igreja e nas andanças da vida. Graças a uma bolsa de estudos pode “formar para professora” como diziam na época, mas nunca exerceu a função. Foi obrigada a adquirir outros conhecimentos voltados para o setor administrativo no emprego que conseguiu numa empresa de agricultura, creio que isso a tenha deixado em estado de letargia, satisfeita com o que já possui. Sem ambições que a levasse a buscar novas janelas para o conhecimento, ela abreviou sua busca pelo saber, e vai agregando aquilo que surge, sem ansiedade, sem grande curiosidade. Porém, possui amplo conhecimento, e é a ela que muitas vezes recorro para tirar uma dúvida, pedir uma informação e assim vou acrescentando mais dados a minha rede e lhe fornecendo outros.“Só sei que nada sei” com essa frase Sócrates nos leva a conhecer nossos desconhecimentos e sugere que a busca do conhecimento é uma constate. Voltando a minha meninice, recordo que um dos meus objetivos ao entrar na escola era aprender-saber-conhecer. De fato, a escola me ajudou muito nesse sentido: construir o conhecimento. Mas a cada passo que dou não adquiro mais conhecimento, pelo contrário, me dou conta que muito pouco sei. Tenho a consciência da existência de muitas coisas: nomes de planetas, rios, cidades, países, escritores e livros, músicos e canções, sou capaz de refletir sobre guerras, crises, acontecimentos e personagens históricos, regras gramaticais, [...]



O mundo

2013-02-12T06:21:44.373-08:00

                                                                   Por: Paula LaranjeiraCerta vez disseram-me que o mundo era tudo o que existia em todos os lugares. Hoje, depois de observações, estudos e análises, já tenho opinião formada sobre o assunto, e percebo que esse tudo tem infinitas possibilidades e consequentemente são vários os conceitos de mundo. O mundo para minha avó, uma velha sertaneja analfabeta, era uma criação divina que se reduzia àquilo que ela conseguia ver ou que ouvia falar que existia, sem uma plena consciência. Mais precisamente se referia àquilo que estava fora do seu quintal e que englobava poucas cidades, o Sol, a Lua e as estrelas (estes deveriam ser apenas atores coadjuvantes, coisas pequenas, na proporção do que os seus olhos viam). Mas imagino que o mundo para minha avó, não era algo muito bom, pois ela vivia dizendo que o mundo botava os mais moços perdidos, falava de irmãos que sumiram no mundo, pelos quais esperou a vida toda reencontrar, mas sem sucesso. Outro fator que me faz crer que para ela o mundo era algo ruim se dá pelo fato dela passar toda sua vida desejando e se preparando para morrer: ela sairia deste mundo e iria para o céu, ou seja o único lugar bom que é onde Deus na sua trindade, Nossa Senhora, os anjos e santos estão. Ela sempre vivia dizendo que o mundo iria acabar “e quem viver, verá”. Por um tempo, o mundo foi para minha mãe o que era para minha avó, mas minha mãe, uma sertaneja que aprendeu ler e escrever em 30 dias, compreendeu e percebeu um dimensão  maior do espaço: ela sabe que existe outros planetas, a televisão mostra espaços que vão além dos quais ela conhece e que existe mesmo sem ela conhecer. No entanto, o mundo para ela se refere apenas ao planeta Terra ou como ela mesma diz: “o mundo é uma bola” e neste cabe países, estados e outros povos. No mundo da minha mãe a sua família é o núcleo central ou seu mundinho particular. Ela não deseja a morte, mas sabe que morrerá, e que com isso tudo acabará. Tenho a impressão que ela não espera por outro mundo depois da morte (não deixa transparecer), não alimenta essa esperança nas palavras cotidianas.  Entretanto, acredita que minha avó está no céu, o que me faz compreender que ela espera que exista o céu para gozar da paz eterna, para falar com Deus e para reencontrar os que se foram e os que partirão depois dela.Minha irmã – com Ensino Médio completo –  aproximadamente 20 anos mais velha do que eu compreende o mundo  como uma misteriosa criação divina, onde o homem vive uma grande ilusão. Segundo ela, somos criados no mundo, mas não pertencemos a este mundo.  O mundo para ela não deve ser muito bom especialmente porque o homem que nele habita o transforma em um lugar sofrível para uns e excelente para poucos. Claro que ela tem noções espaço-territóriais, mas não leva busca sempre o lado espiritual das coisas. Embora não tenha planos de morrer por agora ela espera o paraíso e vive encontrando indícios de que está próximo o fim do mundo.“Mundo, mundo vasto mundo”[1] Drummond nos alerta sobre tal extensão. De olhos, racionalmente, abertos vejo o mundo como algo incomensurável, uma junção de espaço e seres que coexistem um em função do outro, é uma imensidão física e etérea na qual estamos inseridos. Entre explicações c[...]



MULHERES e poder no Alto Sertão da Bahia A escrita epistolar de Celsina Teixeira Ladeia (1901 a 1927)

2013-02-12T06:19:43.811-08:00

Eis minha atual leitura:Apesar de alguns livros literários me chamando de forma sedutora, iniciei o ano com algo mais voltado para pesquisa e teoria. Este é o livro lançado recentemente por meu orientado: Já tenho algumas páginas lidas e degustadas. É fascinante como a mesma História que praticamente exclui a mulher de uma participação ativa na sociedade, repensa sua forma de tratar os vários segmentos e sujeitos sociais, e os coloca de volta nas novas-velhas páginas. Via Celsina, conheço um sujeito forte, de ação e pulso firme, uma figura do sertão brasileiro, que sem alarde, nas ações cotidianas (familiares, sociais, filantrópicas, econômicas, entre outras) destaca-se silenciosamente. O sertão é seu espaço de poder e luta contra as adversidades da vida. È preciso frisar que Celsina não assemelha-se a Maria Bonita, é uma moça de família de posses que obedecendo ao pai, visando o interesse político deste, casa-se com o rapaz que ele determina, tempos depois fica viúva...e toma a rédeas da vida.É pelas cartas de Celsina que Marcos Profeta evidência o fazer feminino, clarifica a participação da mulher para aqueles que pouco enxergam. Sutilmente descortina um sujeito-fio de uma rede de uma complexa tessitura invisibilizada que aos poucos e graças ao esforço de pesquisadores como o referido autor, estão descobrindo o que,  por tanto tempo, a História oficial, fazia questão de encobrir.A mulher luta e atua de diversas formas: com arma ou caneta nas mãos, cozinhando ou rasgando sutiãs, nos afazeres domésticos ou no trabalho fora de casa, gritando ou em silêncio. Dentro dessa diversidade que diverge e converge para o mesmo ponto, Celsina, mostra-se uma grande mulher sertaneja e propicia, a esta leitora, ainda mais paixão pelo universo das mulheres sertanejas.Rumo á monografia...rsrsr  "Este livro aborda a correspondência epistolar e as sociabilidades de Celsina Teixeira, uma fazendeira do Alto Sertão da Bahia, entre 1901 e 1927. Traz uma contribuição fundamental para os estudos das relações de gênero no Brasil, ao elaborar com sutileza o seu espaço de autonomia, ocultado pelo discurso ideológico dos papéis prescritos para as mulheres de elite. Marcos Profeta demonstra uma extraordinária vocação para a interpretação histórica ao nos revelar os parâmetros nos quais Celsina Teixeira se enquadrava e através de que silêncios e ocultamentos exercia sua vontade, sua energia de administradora dos negócios e de mulher atuante na política local. É interessante como, justamente através da palavra escrita, o autor faça com tanto sucesso a crítica dos valores culturais que atribuíam às mulheres espaços pouco privilegiados na sociedade. De leitura muito agradável, este livro revela também as qualidades intelectuais de um pesquisador feminista, o que por si só já surpreende, mas não tanto quanto nos causa impacto o seu modo peculiar de escrever aprofundando as contradições das cartas, reveladoras da vida de grandes desafios econômicos das famílias de elite do sertão, da enorme pressão representada pelas secas e pelo clima inóspito e imprevisível da região, a exigir de uma mentalidade tradicional e religiosa imensa capacidade de improviso.O autor, a partir de uma escrita apurada e ao mesmo tempo extremamente sensível para com os indícios mais tênues e às frases as mais reveladoras, procede a um exercício de interpretação arguto e ardiloso. Concentra-se em minúcias dos textos das cartas, demora-se em pequenas frases, referências sutis. Inspirado pela epistemologia feminista e pelos textos inovadores de Michel de Certeau, extrai das corres[...]



Laçamentos: Marco Haurélio e José Santos, Aleilton Fonseca, Marciano Vasques

2013-02-12T06:22:44.652-08:00

Alguns amigos andam produzindo a todo vapor, e os livros ccomençam a sair do forno.Vejam alguns:1º Marco Haurélioe José Santos, estão com novo livro,  o "Palmeirim de Inglaterra" (FTD), livre adaptação do romance de cavalaria escrito por Francisco de Morais no século XVI.Nesta obra você conhece a história do cavaleiro andante Palmeirim de Inglaterra e seu irmão Floriano do Deserto, filhos da princesa Flérida e de Dom Duardos, herdeiro do trono inglês. A aventura começa quando Dom Duardos fica prisioneiro do gigante Dramusiando. Os dois irmãos vivem longe da mãe e só se reencontram depois de adultos. Seguindo caminhos diferentes, viajam à procura de Dom Duardos, sem saber que são irmãos.Trecho:Os cavaleiros andantesContra o mal moviam guerra,Por isso são conhecidosNos quatro cantos da Terra,Como aquele a quem chamavamDe Palmeirim de Inglaterra.Palmeirim era um guerreiroQue nunca enjeitou contenda,Mediu forças com gigantesE seres de face horrenda,Por isso acabou entrandoPara os domínios da lenda.Com sua possante espadaE uma brilhante armadura,Cheio de brio e coragem,Companheiro da aventura,Tinha no seu coraçãoLugar também pra ternura.Só que essa história precisaSer contada do começo,Falando dos personagens,Sem cometer tropeço.Qualquer descuido que sejaVira o cordel pelo avesso.Seu pai era Dom Duardos,Herdeiro do trono inglês,Genro de outro Palmeirim,Que também, por sua vez,Gravou seu nome na históriaPelas proezas que fez.Filho do bom rei Fradique,Senhor da coroa inglesa,Dom Duardos se casouCom Flérida, uma princesa,Que era rival de AfroditeQuando se fala em beleza.2º FONSECA, Aleilton. O ARLEQUIM DA PAULICEIA - Imagens de São Paulo na Poesia de Mário de Andrade. São Paulo: Geração Editorial, 2012. 300 págs. ilustradas (fotos de Sâo Paulo antiga).Passeando em Sampa com Mário de Andrade Um olhar apaixonado sobre uma obra apaixonada. O resultado são estas milhares de linhas/trilhos que conduzem o leitor aos bondes da São Paulo da garoa, aos lampiões a gás, levando-o a acompanhar sensorialmente a construção do Teatro Municipal, da Catedral da Sé, do Edifício Martinelli, ao lado de transeuntes de terno, gravata e chapéu no centro velho da cidade; mulheres à la française, à sombra dos primeiros arranha-céus, ouvindo os ruídos dos primeiros automóveis importados e o gemido cada vez mais rumoroso de uma Pauliceia que engatava marchas em direção a uma loucura que se desenhava e se redesenha até hoje. O que diria Mario de Andrade se visse a São Paulo atual do alto do Pico do Jaraguá, onde pedira, em testamento poético, que os seus olhos fossem sepultados?Aleilton Fonseca disseca a obra e a alma do famoso escritor, acrescentando pontos de vistas surpreendentes. Se você nunca leu Mário de Andrade ficará com vontade de ler. E se já leu fará uma nova leitura, uma redescoberta. De maneira elegante, Aleilton se coloca em segundo plano para elevar Mário de Andrade à altura que ele merece. Os dois se merecem e se incorporam na busca de compartilhar o sentimento e a poesia com seus semelhantes. Mário, frisa o autor, “procurava incorporar-se ao coletivo, como forma de destruir em si o egoísmo das distinções particulares, despojando-se dos valores que o tornam um indivíduo só e solitário”.Aleilton nos oferece uma prosa poética juntando fotos antigas da cidade a excertos da obra do modernista. Uma das fotografias mostra passageiros sentados de costas num bonde, talvez o mesmo em que Mário um dia se sentira sozinho ao escrever: “O bonde está cheio/De novo porém/Não sou mais ninguém”. Ao exprimir a cidade em versos, o poeta modernista procurou[...]






BICICLOTECA: leitura que roda

2012-11-01T17:54:22.647-07:00


Hoje conheci o projeto Bicicloteca. Fiquei encantada e gostaria de partilhar com vocês. A seguir um pouco da história. E aqui o site para que outros detalhes possam ser conhecidos (AQUI).

Enquanto um violonista toca  “Jesus Alegria dos Homens”, um jovem morador de rua, examina  um livro contendo a relação de espécimes raras de pássaros encostado na “Bicicloteca” um híbrido de Bicicleta e biblioteca que costuma circular pelas praças da cidade,  o rapaz de cerca de 30 anos,  parece surpreso em reconhecer aves raras que habitam as praças da sexta  maior metrópole do Mundo.
A Bicicloteca é um movimento independente que nasceu mais ou menos ao mesmo tempo em várias partes do mundo, mas com uma coisa em comum, chegar onde a Biblioteca pública não chega, ou não é acessível para uma grande  parte da população  que não tem onde morar,  sem  um endereço fixo, não é possível conseguir um livro numa biblioteca Pública. Mas a Bicicloteca de São Paulo tem uma função nova, recuperar a auto-estima de pessoas em situação de rua, este tipo de gente , mora em comunidades, abrigos, cortiços, pensões  e por uma tragédia qualquer, acabaram tendo que viver nas ruas.  No Brasil, o morador de rua, não recebe nenhum subsídio do governo, não recebe atendimento adequando que possa recuperá-lo e reinseri-las na comunidade, conseguir trabalho e educação.  É aí que entra nosso personagem, o Robson Mendonça. Encontrei o Robson Mendonça durante um passeio de bicicleta com o Prefeito  Sam Adams da Cidade de Portland,  que estava em São Paulo para reunião da C-40,  presidido pelo Prefeito Michael Bloomberg e o Ex-Presidente dos EUA  Bill Clinton , e também com o Secretário de Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge. Após o passeio,  acompanhei o Secretário do Meio Ambiente até a Biblioteca Pública, no centro da cidade de São Paulo,  haveria ali um evento simbólico de plantio de árvore, nesta ocasião, encontramos o Sr.  Mendonça com uma Mochila nas costa, cheia de livros, entregando um  livro para cada morador de rua, ele nos disse que o sonho dele era conseguir um veículo para entregar maior quantidade de livros aos moradores de rua. Intrigados, queríamos saber porque ele entrega livros para Moradores de rua? A resposta foi,  “Eu aprendi a ler na época que eu também era morador de rua”, ele conseguiu sair das ruas, depois de ter lido o  Livro “A revolução do Bichos” de George Orwell.



O poder humanizador da poesia, por Adélia Prado

2012-09-21T07:50:37.677-07:00

Nada mais belo quando a poesia e a vida torna-se tão íntimas que não é possível disssociar uma da outra. No programa Sempre um papo, da TV Câmara, Adélia Prado emociona e comove ao falar de poesia, da vida e ao declamar, sensivelment, algumas poesias. No final ela encerra dizendo: "No céu os militantes, os padecentes, e os triufantes seremos só amantes". Recomendo a quem goste ou não de literatura que reserve um tempo para assistir esse vídeo. Vale a pena!


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Notas sobre um poliptico

2012-12-29T20:30:59.950-08:00

Ocupo-me nesse políptico (oito quadros) das questões do tátil e do háptico. O suporte é de madeira, aquelas tábuas de pinho para obras. São diversos os comprimentos, de 40 cm a 60cm, e a altura uma só, 30cm. Não tratei a madeira. Deixei-a crua, com as marcas dos veios e das nódoas. Em uma parte pintei um colorido no qual se manifesta o cinza sempiterno. Na outra uma cor, um rosa, por exemplo, não me importando em relacionar as duas pelos princípios de proporcionalidade que se dá às formas, ou seja, aqueles princípios vasarianos. Lidei, portanto com os valores táteis do suporte, que fica bem evidente que é um pedaço de uma tábua. Apesar de pintadas vê-se que é madeira não tratada para outro fim senão o de servir para armação de concretagem em obras de construção. A pintura em rosa não vela os veios e as nódoas. As laterais não foram pintadas, nelas percebe-se a madeira. Mas a cor pintada chapada nos leva ao conceito de cor abstrata substantiva, em apenas duas dimensões, e assim os valores hápticos se manifestam. Vou continuar estudando essas questões que se tornaram possíveis quando defini a cor abstrata substantiva e concreta adjetiva. A primeira é uma idéia platônica e está ligada à linguagem verbal, tem somente duas dimensões e é fixa na sua coloração. A concreta adjetiva é multidimensional, e está sempre se rompendo por ação de sua oposta ou por contraste com outras cores e sua condição é ser no colorido. Uma é interna e atemporal e a outra externa e temporal.José maria Dias da Cruz - Agosto de 2012 [...]



I COLOQUIO DE CULTURA E LITERATURA BAIANA: CAMILLO DE JESUS LIMA & JORGE AMADO

2013-02-12T06:25:31.201-08:00


O I COLOQUIO DE CULTURA E LITERATURA BAIANA: CAMILLO DE JESUS LIMA  & JORGE AMADO, proposto pelo GPCLB – Grupo de Pesquisa Cultura e Literatura Baiana, do DCH VI/UNEB, visa promover o diálogo entre pesquisadores de diversos Departamentos da Universidade do Estado da Bahia e de outras Universidades a fim de propiciar o intercâmbio de produções artísticas e científicas que tratam da arte, cultura e literatura na Bahia, tendo como tema “TRAÇADOS MULTIFACETADOS: LÍRICA E FICÇÃO BAIANA”.
Este colóquio consagra homenagem aos dois escritores centenários, Jorge Amado e Camillo de Jesus Lima, baianos  em prosa e verso.
O evento ocorrerá no Campus VI, na cidade de Caetité/Bahia, com Conferência, Minicursos, Mesas-Redondas, Comunicações, Apresentações Artísticas, Lançamento de livros, de CD e de curta-metragem.
O público alvo desse evento são estudantes de graduações e pós-graduações, profissionais da educação, artistas e toda a comunidade interessada no assunto em pauta, podendo participar como ouvinte, pesquisador, debatedor.

Mais informações AQUI



Éle Semog

2012-07-29T10:00:20.232-07:00

Olha só o que encontrei hoje no Facebook:






Só para desfazer o engano e para não desmerecer nossos poetas...Éle Semog (Luis Carlos Amaral Gomes) é brasileiro do Rio de Janeiro, e não angolano. E o nome do poema é "Ponto Histórico".
Vamos tentar desfazer os nós literários que circula na internet. PARA SABER MAIS SOBRE O AUTOR.





Pedido de desculpas

2012-07-16T13:24:02.779-07:00


Meus amigos, queridos leitores...

Ando sumida, não é mesmo?! Pelo desculpas por isso.
No entanto, tenho muitos motivos para me ausentar, entre eles, tem a pós-graduação que tem exigido algumas leituras, bem diferentes das de literatura, acabei conseguindo uma vaguinha (passei numa seleção pública) numa especialização voltada para educação. Antes disso, tive que ler muito para escrever o projeto, estudar para um concurso, para o qual espero ser chamada, e agora me meti em mais cofusão rsrsrsrs participei de uma seleção para realização de um projeto em minha cidade, este sim, voltado para literatura, e foi aprovado. 
Agora terei que me ausentar mais ainda...os livros me espeam na prateleira, vez ou outra tiro um do lugar, sinto o cheiro, como diz minha amiga Lindy; abro as páginas e vejo aquelas letrinhas fazendo algazarra; leio mais uma página, leio uma poesia; mas não vou muito além. eles me entedem...
Dizem que a mulher faz um monte de "coisas" em cima do salto alto, pois eu, faço em cima da cadeira de rodas...claro que conto com a ajudinha de uns anjos que Deus me deu de presente. 
Mas sempre que possível quero postar alguma coisa legal. E assim que tiver uma folguinha vou fazer uma visita aos blogues dos amigos e seguidores...Saudades!!!

Paula.



Consumismo faz pessoas lerem sem pensar, diz educadora colombiana

2012-07-08T15:47:28.160-07:00

As estimativas mais recentes da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) sobre a qualidade do ensino na Colômbia indicam que praticamente 100% dos jovens e adultos do país estão alfabetizados e que quase 15% do orçamento do governo é destinado para o aprimoramento de instituições públicas de ensino.Para muitos brasileiros que ainda lutam para convencer o governo a converter o equivalente a 10% do PIB em recursos para o ensino público, isso seria considerado um grande exemplo a ser seguido. Para a educadora colombiana Silvia Castrillón, contudo, isso não quer dizer absolutamente nada.Um dos nomes mais importantes em políticas públicas de apoio à leitura e à escrita na América Latina, ela revelou ao Opera Mundi que a maioria das estatísticas feitas sobre a educação do continente não demonstram nada além da hegemonia de um modelo produtivista de ensino e leitura. Opera Mundi - Por que há cada vez mais pessoas lendo mais rapidamente quantidades maiores de livros? Silvia Castrillón - Essa é uma resposta à sociedade de consumo e de mercado. Trata-se de uma mercantilização do livro, de um consumismo acrítico infelizmente aliado a políticas públicas de leitura. É um modelo social de mercado no qual as palavras acabam sendo cooptadas por um pensamento hegemônico.Na América Latina, por exemplo, as estatísticas são feitas sobre o número de livros e não mensuradas de acordo com práticas de leitura. O critério acaba sendo o consumo de livros, a quantidade de volumes por habitante e por ano que consome um país.Com esses números, autoridades pensam que medem a qualidade da educação e do acesso à literatura. Na realidade, o que medem é o consumo, a compra. Nesses questionários a palavra é quase sempre “quanto”. “Quantos livros tem em sua casa?” e “Quantos livros já leu esse ano?”, a literatura se quantifica. São desconsiderados, portanto, fatores como tipo de leitura, qualidade de leitura e sentido de leitura.OM - O que podemos esperar dos livros em tempos de imediatismo? SC - Uma de minhas críticas é justamente que as escolas não oferecem qualquer possibilidade de silêncio e de contemplação. O silêncio é extremamente necessário após a leitura de um poema, por exemplo. É preciso dar tempo para esse diálogo interior. Mas, nas escolas, isso não existe, todas estão lotadas de atividades. Torna-se impossível a meditação ou a introspecção.Há também muito temor entre os adultos sobre o que as crianças podem estar pensando. Então a mente dos jovens acaba sendo colonizada com a ideia de que não há tempo a perder, de que tempo é ouro. Isso não é nada além de um modelo produtivista.OM – Você já chegou a afirmar que “não há uma crise da leitura, mas sim uma crise do leitor”. Você ainda acredita nessa tese? SC - Eu acredito que agora se lê muito mais. As crianças, por exemplo, leem muito. A maioria já leu toda a série de Harry Potter, que é composta de livros com mais de 400 páginas. Há 20 anos, isso não ocorria.Tudo isso, contudo, faz parte de uma lógica pragmática e lucrativa. A finalidade é quase sempre a simples informação ou a evasão da realidade. Ou seja, não é mais a leitura em si que está em crise, mas sim o modo de ler. O que eu acredito que perdeu sentido na sociedade é a busca de significação, a possibilidade de indag[...]



A idade do vexame, de Cesar Cruz

2012-06-27T07:19:26.203-07:00

O que faz uma casquinha de banana na capa de um livro? Deve estar ali esperando algum desavisado pisar, escorregar e cair. Tai: vexame para quem vai ao chão e riso para quem observa. E quem não escorregou nessa casquinha que o Cesar Cruz deixou caída na capa do seu A idade do vexame?Cesar cruz é um escritor paulista que traz em seu currículo “O homem suprimido”, seu primeiro livro, e uma infinidade de  contos, crônicas e artigos publicados em antologias de novos escritores, sites, jornais e rádio. Atualmente mantém o blog os causos do cruz (www.oscausosdocruz.blogspot.com), além disso mantém uma coluna semanal há mais de três anos no jornal Cambuci e Aclimação, de São Paulo.O Cesar começa seu livro clareando as idéias do leitor sobre a crônica, este gênero textual ainda muito confundido com o conto. E só na sequencia começa fazer fofoca. Sim, porque como ele mesmo diz “todo cronista é um fofoqueiro literato”. Se ele faz fofoca, a gente adora, pois amamos saber da vida alheia ainda mais regada a vexames.No primeiro conto, ele começa chamando a atenção dos quarentões, afirmado ser esta a Idade do vexame. Essa idade intermediária em que o homem perambula perdido, pois não é mais aquele jovem e ainda não é um velho. Como agir durante esse período? Quais os vexames cometido? O Cesar que é um quarentão,  nos conta as peripécias desse sujeito, além de nos brindar com sua infalível receita para  tentar fugir da idade que tem. Inevitável mesmo é o riso no final.Como toda e qualquer situação pode virar uma crônica, a família do Cesar se faz presente em algumas crônicas. Volta e meia vamos nos deparar com a Vanessa ou com a  Michele:  em Uma rara sensibilidade a Vanessa demonstra seu lado humano,  mais adiante se vê obrigada a aguentar a neurose de um careca que se descobre  no mundo sem um xampu. A Michele, a filha “super fofa” de um pai babão, provou que para que uma criança tenha limites e bom-senso é preciso um pai firme. Não é mesmo, Michele?  E é justamente por ser um pai atuante que rolei de ri quando o Cesar foi ao shopping levar a “Mi” para comprar sapatos novos. E é de um jeito irreverente que o autor vai conduzindo-nos neste seu e nosso cotidiano repleto de vexames como:  as relações de amizade mantidas via redes sociais, a necessária paciência para os atendentes de telemarketing, os convites para inauguração de restaurantes, entre outras situações, nesta coletânea de quarenta e seis crônicas. Aos leitores do Pesponteando, fica o convite à leitura de “A idade do Vexame”, pois basta ler para se dar conta de que já vivemos ou, para os que nunca assumem seus vexames, conhecemos alguém que já passou por algo semelhante e/ou igual. Mas aí já é tarde. Já lemos as crônicas, já rimos, gargalhamos ou refletimos sobre a nossa ridícula condição de personagens patéticos nesse livro chamado vida. Obras:“O Homem Suprimido” – Scortecci – 2010“A Idade do Vexame & Outras Histórias” – Pontes – 2011.Leiam aqui uma crônica: A minha experiência gay Onde  comprar: Lembro aos leitores que o livro é mais facilmente encontrado na Livraria Cultura com entrega para o Brasil todo. Quem preferir, pode enviar um email e compre diretamente com o autor (autografado) (cancruz@terra.com.br). [...]