Subscribe: Horizontalmente
http://horizontalmente.blogspot.com/feeds/posts/default
Added By: Feedage Forager Feedage Grade B rated
Language:
Tags:
capitalismo  das  dos  este  foi  hoje  mais  não  partido comunista  partido  português  povo  ser  seu  sua  são  todos 
Rate this Feed
Rate this feedRate this feedRate this feedRate this feedRate this feed
Rate this feed 1 starRate this feed 2 starRate this feed 3 starRate this feed 4 starRate this feed 5 star

Comments (0)

Feed Details and Statistics Feed Statistics
Preview: Horizontalmente

Horizontalmente





Updated: 2014-10-03T08:50:38.037+01:00

 



O fascista que vem

2012-02-23T00:11:44.612+00:00

Parece que o Presidente Federal da Alemanha, Christian Wullf, foi apanhado com as mãos no pote e por isso teria de ser substituído por alguém mais sério e honesto. Como não encontraram nenhum sabujo que reúna as condições para o cargo que seja menos vigarista que o anterior o escolhido será Joachim Gauck. Herr Gauck é um verdadeiro “case-study” da hipocrisia ideológica (ou ideologia hipócrita, tanto faz) do capitalismo. A sua “carreira” tem sido feita sob a capa de “ativista dos direitos humanos”, pastor espiritual e patrono da democracia. De facto este charlatão não passa de um fiel representante do anticomunismo mais básico e troglodita. Ao que parece contribuiu ou apoiou a elaboração de um “livro” que veio definir as novas fronteiras do revisionismo histórico, o chamado Livro Negro do Comunismo, o que por si só já revela a espécie de pessoa que falamos. A máquina de propaganda da burguesia retrata este homem como uma “vítima do comunismo” e por isso esta “corajosa” figura se tem desdobrado a apoiar todas as declarações e atividades anticomunistas, que passam pela aberrante e afrontosa comparação das experiências socialistas com o nazismo, em perseguir, reprimir e proibir a ação de militantes e partidos comunistas em diversos países da Europa e em fomentar a mais descarada manipulação da História. Ao que parece também é um apoiante das “bombas humanitárias” sobre a Jugoslávia, Afeganistão e Líbia. O que não veremos em nenhum órgão de comunicação é a informação que o pai deste senhor era um nazi empedernido e convicto, que de facto nunca abdicou dessa condição, e que o filho não passa de um mentiroso manipulador e fiel seguidor dos passos do seu pai.

width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/taA1cr85-L8" frameborder="0" allowfullscreen>



Vertov

2009-12-25T19:49:22.767+00:00

Dziga Vertov é um dos mais geniais cineastas de sempre. "O homem da câmara de filmar" ou "Três canções sobre Lenine" são dois dos melhores filmes de sempre. Mas hoje fica aqui "Brinquedos Soviéticos" de 1924.
(object) (embed)



Canção do Seixal

2009-10-05T12:15:49.515+01:00

(object) (embed)



24 de Junho de 1945

2009-06-24T09:15:56.131+01:00

(object) (embed)



...agora é CDU

2009-05-30T21:26:03.128+01:00

(image)






Propaganda antiga, mas actual

2009-05-15T01:24:03.353+01:00

(image)



Den Pobedy

2009-05-09T00:10:33.220+01:00

(object) (embed)



Propinas e Bolonha, é tudo uma vergonha

2009-05-03T12:39:02.107+01:00

Quando se fala em elitização do Ensino Superior português fala-se de um facto, mas também de um processo. É óbvio que os graus mais elevados do ensino, conhecimento e cultura sempre estiveram reservados às mais elevadas camadas sociais. Desde o tempo de D. Dinis até hoje. Contudo, a Revolução de Abril permitiu que um número considerável de filhos de trabalhadores, que à partida estariam afastados da possibilidade de ter qualquer curso universitário, acedesse ao ES. Não tenho dados concretos, mas julgo não falhar muito se disser que o momento em que o ES foi mais “democrático” em Portugal anda à volta dos anos 80.Claro que isto contraria um elemento fundamental das formas de controlo social e da perpetuação do sistema económico capitalistas. Além de ser uma afronta para a ideologia burguesa que os seus filhos frequentem as mesmas escolas que filhos e netos de trabalhadores rurais ou operários metalúrgicos. Por isso se assistiu nos anos 90 a um ataque contra essa “porta que Abril abriu” ao povo português, as portas da Universidade.E o processo continua. Foi, e continua sendo, o regime censitário a que chamam “propinas”. A asfixia financeira, a desvalorização da acção social, o Processo de Bolonha, o RJIES, etc. …A luta contra este processo é mais difícil, porque ele era já um facto, à partida. Não podemos esperar que membros da classe privilegiada se insurjam contra algo que os beneficia. Não são precisos estudos para mostrar evidências, que estão à frente dos olhos de todos. Ainda assim são úteis para demonstrar pormenores e identificar estratégias e etapas. O estudo que o DN revela hoje é útil nesse sentido.Segundo o referido estudo, os portugueses são dos europeus que se têm de sujeitar a maior esforço, em relação ao seu rendimento, para frequentar o ES. Ao mesmo tempo o estudo prova que a Acção Social em Portugal não existe. «Os apoios só cobrem 18% dos custos dos alunos que beneficiavam de acção social, contra percentagens que variam entre 20 e 93 por cento em vários países europeus…». Isto sem contar com aqueles que têm absoluta necessidade dela e ficam arredados do acesso, porque além de não chegar para tudo (ou para quase nada), não chega para todos.«A autora diz mesmo que existe uma "séria deficiência", no que respeita à equidade e à acessibilidade ao sistema de ensino. Não só a maioria dos alunos inquiridos no estudo é de estratos de rendimentos médio (78%) ou médio/alto (12,5%), como "os pais dos universitários têm habilitações significativamente mais elevadas do que o do conjunto da população portuguesa com idade análoga".» Cá está, o ES superior num sistema económico capitalista e numa “democracia” burguesa, não tem outra função que reproduzir as relações sociais pré-existentes, estando reservado aos filhos das famílias mais abastadas e mais instruídas. A ideologia burguesa regurgita diariamente conceitos como o “mérito” ou o “empreendedorismo”. Devem ser filhos da “mão invisível” ou de Deus. Pelo menos são tão fácticos ou exequíveis como estes. E igualmente úteis. O ES não serve para elevar o nível de vida das populações, nem melhorar o país, nem para permitir que aqueles com maiores capacidades intelectuais as desenvolvam de forma adequada, nem contribuir para a produção artística, intelectual, cultural, científica ou técnica da população deste país. Serve, tão só, para perpetuar determinadas relações de produção.Mais grave ainda, o facto de ser no ES que se desenvolvem as teses historiográficas, sociológicas, filosóficas, antropológicas, políticas, científicas, etc… dominantes, e com capacidade de propagação e execução.Apesar de ter pessoalmente maior conhecimento da área das ciências humanas, algo que me choca, e que tenho repar[...]



Eu acho que a culpa é do Stalin...

2009-04-23T22:25:17.178+01:00

Todos conhecemos as mentiras que se contam acerca da União Soviética e de alguns dos seus líderes. As mais abjectas são as relativas aos milhões e milhões de supostos mortos que são propaladas com todo o furor, que basicamente são uma mistura de factos, poucos, com mentiras, invenções e estupidez pura.
Já aqui tive oportunidade de alertar para alguns factos que demonstram a tragédia que se abateu sobre a maior parte dos povos da União Soviética, desde que esta foi destruída.
Mas os nossos valorosos meios de desinformação, alienação e conformação social nunca se dignam a relatar nenhum destes factos, que amiúde vão surgindo.
Tive acesso a uma notícia da BBC, já de 15 de Janeiro, que revela o estudo de uma revista médica inglesa, The Lancet, segundo a Wikipédia “uma das mais importantes publicações científicas na área médica.” Passo então a citar, traduzindo o melhor que sei e posso, extractos dessa notícia.
“A rápida privatização em massa, que se seguiu ao fim da União Soviética, originou um aumento das taxas de mortalidade, entre os homens, apura o estudo.
Os investigadores disseram que as suas conclusões devem servir como um aviso para outras nações que estejam a iniciar uma reforma de mercado abrangente.
Os investigadores examinaram as taxas de mortalidade entre os homens em idade activa de países pós-comunistas da Europa de Leste e da antiga União Soviética, entre 1989 e 2002.
Concluíram que cerca de um milhão (1.000.000) de homens (o estudo apenas foca o sexo masculino), em idade activa, morreram devido ao choque das políticas de privatização em massa. A seguir ao desmoronamento do antigo regime Soviético, no inicio dos anos 90, pelo menos um quarto das grandes empresas estatais foram transferidas para o sector privado em apenas dois anos.
Este programa de privatizações em massa esteve associado com um aumento de 12,8% nas mortes.
Esta última análise relaciona o acréscimo da mortalidade com um aumento de 56% do desemprego, no mesmo período.”
Por outro lado, uma outra notícia revela que a Rússia é neste momento o maior consumidor mundial de heroína, com 2,5 milhões de consumidores.
Morram os povos. Viva o capitalismo.

(object) (embed)



Confissões

2009-03-22T12:36:45.448+00:00

Há dias Daniel Oliveira fez o balanço do 10º aniversário do Bloco, lembrando a sua experiência pessoal.Após contar a forma como “nasceu” próximo do PCP, como colaborou e militou nas organizações de juventude do Partido e o processo que o fez afastar-se, ideologicamente, do PCP fala também daquilo que, na minha opinião, explica o aparecimento do BE. Sendo o BE, novamente na minha opinião, uma congregação de esquerdistas (cada vez menos), sociais-democratas (cada vez mais), radicais pequeno-burgueses, activistas de causas, mais ou menos de esquerda e progressistas, mas parcelares, é também uma organização criada para, pela esquerda, causar o maior prejuízo possível àqueles que, consequentemente, se afirmaram como os verdadeiros defensores dos interesses das classes trabalhadoras e do povo português. Isto prova-se, entre outras formas, vendo quem foram, e são, os líderes do BE. Não vale a pena falar dos extraordinários contributos (ou terão sido traições?) que o MRPP (de onde vem Fernando Rosas) deu á consolidação do processo e das conquistas revolucionárias após o 25 de Abril. Ou os do PSR, com os SUV, de onde nos chegou Louçã. Ou o PRP-BR da Isabel do Carmo. Para não falar dos bombistas que, conspurcando a data gloriosa, criaram as FP-25 de Abril. Ou de outros que, como Daniel Oliveira, saíram do PCP. De todos, é com estes que menos simpatizo. Criar organizações para sabotar as lutas do povo português, promover acções provocatórias e aventureiristas ou iludir alguns que, à partida, estariam predispostos a lutar por uma alternativa de esquerda é aborrecido, mas sempre existiram, quando a luta de classes se agudiza. Mas actuar dentro do partido de vanguarda, marxista-leninista, manobrando de forma a quebrar a sua unidade, tanto organizativa como de ligação às massas, incentivando o revisionismo teórico, lisonjeando traições que se vão consagrando noutros países, no fundo fazer de tudo para acabar com o partido a partir de dentro é a pior atitude de todas. E é isto que Daniel Oliveira confessa. “… eu não podia ser mais marxista-leninista. Mas os desenvolvimentos na Polónia e uma viagem que fiz à Checoslováquia tinham-me tornado, é verdade, cada vez menos pró-soviético.” A que se refere DO? Será ao Solidarnorsc, criado pelas estruturas da Igreja Católica polaca, que se tem revelado um exemplo de democracia? Como pode alguém afirmar-se marxista-leninista e apoiar a traição polaca? Só se explica com o objectivo de semear a discórdia e confusão entre os militantes do Partido na altura, num contexto que todos conhecem.A melhor é: “Gostava de Carrillo, de Berlinguer e de Tito.” Deve faltar aqui Marchais, para o triunvirato de traidores estar completo. E esta é a mais reveladora. Daniel Oliveira, assim como outros, pretendiam que o PCP seguisse alegremente o caminho para o abismo, indicado pelos carrascos dos, outrora gloriosos, partidos comunistas italiano, francês e espanhol. Assim, hoje o povo português teria um instrumento de luta e defesa dos seus direitos tão útil quanto o PCF, PCE ou o que sobra do PCI. Uma coisa é certa, caso a traição tivesse triunfado em Portugal, hoje não seria necessária a existência de um Bloco de Esquerda. Gostar de Berlinguer significa saber tudo o que ele fez, disse (“Io voglio che l'Italia non esca dal Patto Atlantico... Mi sento piu' sicuro stando di qua.”) e quais as repercussões que isso teve para a esquerda italiana e europeia.“Acompanhei com esperança e imensas ilusões a Perestroika de Gorbachev. Mas quando o PCP apoiou o golpe dos ortodoxos aconteceu o afastamento emocional (que no caso do PCP nunca é fácil) definitivo.” Daqui nem sei por onde começar, não admito que alguém se diga de “esquerda” e acompanhe [...]



História (não oficial)

2009-03-13T11:24:06.863+00:00

Todos sabemos que existe uma História boa e uma História má. A História boa é aquela que serve os interesses da classe dominante, serve para transmitir a sua ideologia e legitimá-la enquanto classe dominante.
Todos os factos que contradigam a versão oficial da História são abafados, especialmente se vierem pôr em causa a gigantesca campanha de diabolização da União Soviética, que nasceu ao mesmo tempo que a própria Revolução. Ciclicamente são “descobertas” novas embustices sobre a URSS que são veiculadas com grande fervor pelos meios de comunicação social.
Já os factos que ajudam a provar a verdade, nomeadamente que a URSS foi sempre uma defensora da paz entre todos os povos, vítima das mais infames e brutais agressões (pelas quais foi, muitas vezes responsabilizada) e que sempre esteve disposta a colaborar com as potências capitalistas para o prosseguimento de uma política de paz (apesar das divergências politicas) quando revelados nos média, são-no de forma tímida e furtiva.
Se soubéssemos que a URSS propôs aos governos da Inglaterra e da França, duas semanas antes do inicio da II Guerra Mundial o ataque à Alemanha Nazi, comprometendo-se a enviar um milhão de homens e uma força considerável de artilharia e que a França e Inglaterra não se dignaram sequer a responder, com certeza seria um facto que ajudaria a perceber que na realidade as potências Imperialistas “democráticas” sempre esperaram que Hitler atacasse a URSS, dando-lhe assim o seu “espaço vital” e destruindo a pátria dos Sovietes.
A restante Historia é conhecida. A guerra, que podia ter sido evitada não fosse a hipocrisia e ódio de classe dos governos burgueses á União Soviética, foi ganha pelos povos, com muitos milhões de mortos e sofrimentos indizíveis, sendo que a URSS destruiu 85% da máquina de guerra Nazi.

Aquela notícia que referi está aqui.



Última Hora

2009-03-07T21:53:28.862+00:00

O ódio profundo das classes parasitárias ao sonho da instauração de uma sociedade Comunista tem originado as maiores barbaridades, crimes e mentiras. Josif Vissariónovich Djugashvíli tem sido vítima das maiores maquinações, mentiras e deturpações da História. Tanto que hoje até fica mal defender o seu legado, os triunfos que os povos soviéticos conseguiram nos anos em que liderou a URSS, a vitória sobre o capitalismo nazi-fascista. O seu nome tornou-se um adjectivo que descreve as maiores atrocidades. Há até muitos comunistas que rejeitam o legado de Stalin. Mas comigo não contam para colaborar numa das maiores injustiças que conheço.É natural que todo o aparelho ideológico do Capitalismo tenha, desde os anos 30, sido recrutado para denegrir a imagem de Stalin. Se o ódio e incompatibilidade do Capitalismo com o sonho do Comunismo é tão grande, imagine-se quando este se depara com um projecto socialista que avança a passos larguíssimos, não só na construção do socialismo como na edificação de uma potência enorme, a todos os títulos. A máquina de guerra nazi, criada com o intuito de destruir esse projecto foi derrotada, à custa de milhões de vítimas. Mas as mentiras criadas por Goebbels ainda circulam. Antes e depois do Ministro da Propaganda nazi muitos se dedicaram a deturpar a verdade sobre Stalin, como Trotsky, Solzhenistsyn ou Conquest. Muitas das mentiras estão hoje desmascaradas, como aquela do chamado “Holomodor”, que foi provado ter sido fabricado por ucranianos reaccionários e colaboradores dos nazis.Aquilo que conheço do contributo teórico de Stalin é suficiente para supor que o próprio, posto perante o problema das fabricações de que foi vitima, defenderia que as energias que se haviam de gastar a repor a verdade histórica seriam melhor gastas a lutar por aquilo que ele lutou. É óbvio também que não se podem negar, nem há qualquer vantagem nisso pois só a verdade é revolucionária, os erros e excessos cometidos. Nem se pode achar que um homem conhecido por Stalin (homem de aço), que atravessou e viveu três guerras (as duas mundiais e a civil russa) e varias revoluções tenha tido uma vida pacata e sem usar a força. E quem acreditar que é possível construir o socialismo sem responder violentamente à violenta reacção capitalista ou é utópico ou capitalista. A melhor forma que tenho de ilustrar as mentiras inventadas acerca da URSS e de Stalin é a notícia de “Última hora” do jornal franquista ABC, de 21 de Março de 1976 que citando Solzhenistsyn diz terem morrido 110 milhões de russos vitimas do socialismo. Se juntarmos os ucranianos, bielorrussos, bálticos, cazaques, uzbeques, moldavos, tártaros, quirguizes e outras nacionalidades da URSS a cifra deverá ultrapassar o número de habitantes da União. Não deixa de ser uma proeza conseguir matar mais pessoas do que a população da União. [...]



As máscaras

2009-02-18T20:42:16.334+00:00

Numa recente pesquisa que fiz, acerca de partidos, associações, grupos, grupelhos, etc., que se intitulavam ou identificavam como sendo de esquerda ou extrema-esquerda, marxistas-leninistas, comunistas, operários e por ai fora, no período entre, sensivelmente, 1964 e 1982 encontrei cerca de 90 nomes. Esta recolha foi feita apenas recorrendo à Internet, a uns livros que tenho e à memória de ter ouvido falar deles. Entre eles havia grande originalidade, o que levou ao surgimento de nomes como PUP (Partido de Unidade Popular), AOC (Aliança Operária Camponesa) ou CALO (Comités de Apoio às Lutas Operárias).
A maioria nunca esteve registada como partido ou associação politica, e muitos nem desenvolveram qualquer actividade, bastando para ingressar na lista ter sido impresso qualquer documento de propaganda ou surgido alguma notícia num jornal.
O papel e importância destas organizações durante o PREC está ainda pouco estudado, contudo, na minha opinião, eles foram mais úteis à contra-revolução do que, por exemplo os bombistas de extrema-direita. É que este tipo de organizações serviam como provocadores de situações indesejáveis e, algumas, infiltravam-se no movimento operário com um espírito divisionista. No fundo, tiveram o mesmo papel que outras noutros contextos históricos: Revolução russa, revolta spartacista alemã ou guerra de Espanha. E se pensarmos bem ainda hoje as temos!
Algumas linhas podem ser traçadas e é curioso ver como surgiram essas organizações e onde estão hoje alguns dos seus membros. O PCTP-MRPP, do grande educador da classe operária Arnaldo Matos, hoje militante do PSD, tinha como inimigo principal o PCP, que intitulava de “social-fascista”. Grande parte dos seus membros acabou no PS (José Lamego, Ana Gomes), no PSD (Pacheco Pereira, Durão Barroso) ou no BE (Fernando Rosas). Depois havia um grande dinamizador deste tipo de “partidos”, que só à sua conta criou uns quantos, Francisco Martins Rodrigues. Só em 1964 esteve na criação de dois, a CMLP - Comité Marxista-Leninista Português e a FAP - Frente de Acção Popular. Estes, de cisão em cisão, com uma ou outra fusão pelo meio, originaram dezenas de organizações. Em algum dos pontos do percurso destes grupelhos de FMR (nomeadamente naquele em que existia uma coisa chamada Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista), surgiram as facções do “Renegado” Heduino Gomes Vilar e a “facção Mendes”, que de forma imediata dariam origem à AOC e ao PUP, respectivamente. Existiam também algumas de tendência basista, trotskistas, maoistas, albanesas, estalinistas, e por ai fora.
Curioso é notar o número de comités, “partidos”, “frentes”, etc. que se pretendiam apropriar ou aproximar da designação Partido Comunista Português, ou “reconstruí-lo”. Por exemplo: PCTP, PCP (ml), CARP (ML) (Comité de Apoio à Reconstrução do Partido Marxista-Leninista), CMLP (Comité Marxista-Leninista Português), ORPC (Organização para a Reconstrução do Partido Comunista), PC de P (ec) (Partido Comunista de Portugal (em Construção)), PC de P (Partido Comunista de Portugal), PC (R) (Partido Comunista (Reconstruído)), PCP (ML) (Partido Comunista Português (Marxista-Leninista)) e PCP (R) (Partido Comunista Português (Reconstruído)).
Talvez um dia se venha a descobrir quem estava, na realidade, por trás destes “partidos operários e marxistas-leninistas”…



Nguyễn Văn Lém

2009-02-01T12:09:56.040+00:00

(image)

Fuzilado desta forma em 1 de Fevereiro de 1968



Universidade ao serviço da banca

2009-01-11T12:31:19.585+00:00

Os processos que se têm desenvolvido no âmbito do Ensino Superior em Portugal, introdução das propinas, proliferação das Universidades privadas (ainda no governo de Cavaco), processo de Bolonha, créditos universitários, novo regime jurídico, etc., são conducentes à efectivação de dois objectivos básicos: entrega do Ensino Superior aos grandes grupos económicos e financeiros nacionais e internacionais e agravamento, da já certa, elitização do Ensino Superior.
É óbvio que teria sido mais fácil transformar a Universidade de Lisboa, ou de Coimbra, por exemplo, numa Sociedade Anónima da noite para o dia. Seria o expoente máximo da modernidade ver a UL ser gerida por uma Holding ou poder comprar acções da UNL no PSI-20. Todos sabemos, contudo, que o processo político necessita de alguns subterfúgios e contemporizações para poder efectivar objectivos tão radicais. Talvez o ano de 2008 estivesse “marcado” como o do definitivo takeover da banca sobre a Universidade portuguesa. Infelizmente, para eles já se vê, rebentou-lhes esta crisesita nas mãos que criou alguns anticorpos dos cidadãos em relação aos bancos.
Em todas as faculdades, as que conheço pelo menos, há uma dependência de um banco. Na FCSH está prestes a estrear o balcão do Santander. No Conselho Geral da UNL estão bem representados interesses da banca internacional e da indústria farmacêutica e nem os patos-bravos faltam.
Agora foi eleito Artur Santos Silva como Presidente do Conselho Geral da Universidade de Coimbra, o principal órgão de governo da Instituição. Claro que também lá está a indústria farmacêutica e, vejam que isto é feito com profissionalismo e obedecendo aos mais sagrados princípios da “economia de mercado”, se está presente o CEO da ZON Multimédia também está um administrador executivo da SONAECOM.
Anseio pelo dia em que um cartão de cliente do Continente possa ser usado no refeitório da faculdade, que seja brindado com um desconto de 5% se pagar as propinas através dos serviços de Homebanking de qualquer banco ou que me seja oferecido um fantástico estágio de um ano, não remunerado obviamente, num qualquer laboratório químico.
Enfim, nada disto é irreversível. Ainda podemos expulsar os especuladores e capitalistas do Ensino Superior. Ainda podemos construir um Ensino Superior ao serviço do POVO E DO PAÍS.



Tomada de posição da FMJD sobre o ataque de Israel a Gaza, Palestina

2009-01-06T23:17:04.047+00:00

A Federação Mundial da Juventude Democrática vem, por este meio, denunciar e veementemente condenar o ataque brutal, ilegal e criminoso do exército israelita a Gaza, território palestiniano. No mesmo sentido vimos expressar que consideramos o facto de Israel ter avançado para o plano militar uma expressão do falhanço da sua política em Gaza e na região.

Nos últimos dias, o exército de Israel, as suas bombas e armas, mataram centenas de palestinianos (logo no primeiro dia 120 polícias palestinianos foram massacrados) e feriram milhares de outros palestinianos cujo único crime é a luta por uma terra e um país que são seus.

O ataque de Israel não é baseado numa motivação defensiva, antes de mais porque o assassinato defensivo e a destruição nunca são o caminho para a paz ou para a resolução de um conflito. É ainda importante relembrar que Israel (com a colaboração activa do Egipto) é o mesmo país que cercou Gaza por largos meses, não permitindo o seu povo ter comunicação com o mundo exterior e deteriorando o nível de vida a um patamar de catástrofe humanitária.

É este mesmo Israel que construiu um ilegal e vergonhoso muro dentro da Palestina, que faz o povo da Palestina não poder mover-se livremente dentro do seu próprio país. É este mesmo Israel que invade diariamente a Palestina para prender arbitrária e ilegalmente palestinianos. O mesmo Israel que corta as oliveiras na Palestina, destruindo a economia palestiniana e deixando os palestinianos desempregados. É o mesmo Israel que está a envenenar a água bebida pelo povo palestiniano, fazendo as taxas de cancro aumentar na Palestina.

A FMJD que o lema de combater o Hamas e o terrorismo foi usado como pretexto para acabar com a resistência palestiniana, que é formada por diversas facções, especialmente forças laicas, populares e de esquerda além do Hamas. A conspiração para acabar com a causa palestiniana é levada a cabo através da destruição simultânea de todos os meios da sua subsistência e pela destruição da identidade palestiniana, objectivo partilhado pelo Egipto, Arábia Saudita, Jordânia e outros regimes árabes. Os EUA apoiam e encobrem a guerra, enquanto a União Europeia vai dando mais tempo a Israel enquanto não emite uma posição, fechando assim os olhos perante uma situação que já há muito era conhecida como muito má e que é claramente catastrófica. É uma conspiração por todos os meios de muitas forças imperialistas, as suas marionetas no Médio Oriente e o Estado criminoso e sionista de Israel.

A FMJD expressa a sua solidariedade total para com todas as acções de resistência e solidariedade organizadas por todo o mundo durante a última semana.

A FMJD apela a todas as suas organizações membro e amigas, bem como a todos os jovens progressistas e democratas do mundo que façam do regresso às escolas, universidades e locais de trabalho o regresso da luta. Neste sentido a FMJD decidiu que entre 5 e 10 de Janeiro, teria lugar uma semana de protesto à escala mundial em frente às embaixadas de Israel, EUA e Egipto para exigir o cessar fogo imediato e a abertura de fronteiras para todas as necessidades do povo de Gaza, bem como o direito de entrar e sair da sua grande prisão.

O Conselho Coordenador/Sede da FMJD
Budapeste, 5 de Janeiro de 2009



Um autarca do futuro, hoje

2008-12-28T23:46:39.014+00:00

O Presidente da Câmara Municipal de Moura (CMM), José Maria Pós-de-Mina, é um dos nomeados pela OneWorld para personalidade de 2008. A principal razão para a nomeação é a aposta e o apoio da CMM aos projectos de produção de energia renovável, nomeadamente solar, no concelho. Contudo, conhecendo razoavelmente o concelho, tenho a acrescentar que o trabalho do executivo é exemplar, não apenas nesse aspecto, mas em toda a gestão que tem feito da autarquia, desde o urbanismo à cultura. Apesar de haver em Portugal quem não reconheça e, pior, negue o excelente trabalho, a incomparável honestidade e indesmentível competência dos autarcas CDU, eles são reconhecidos internacionalmente, sendo o Presidente da CMM apelidado de "autarca do futuro".É ele próprio que lembra que "os obstáculos e as hesitações dos organismos do Estado" e os "ataques de forças políticas opositoras" dificultam o trabalho dos autarcas honestos e competentes, e prejudicam os interesses das populações. Apesar de tudo, os autarcas honestos e competentes continuam a trabalhar pelo bem da população, enquanto outros aguçam os dentes para o ano eleitoral que se avizinha.Vale a pena ler a notícia do Público:José Maria Pós-de-Mina anda nas bocas do mundo pelas melhores razões. Onde quer que vá toda a gente lhe lembra o que nunca sonhou ouvir: o seu nome saltou de Moura para o mundo. Uma revista norte-americana com distribuição mundial (OneWorld) de que a maioria dos seus conterrâneos não sabe o nome, considerou-o uma das 10 personalidades do ano do projecto de energias renováveis que desenvolveu no concelho de Moura.Os critérios de selecção deste prémio exigem o empenhamento dos escolhidos nas questões dos direitos humanos, na justa distribuição dos recursos naturais e económicos; promoção de meios de vida sustentáveis, entre outros (ver texto nesta página). José Maria Pós-de-Mina tem 50 anos. O presidente da Câmara de Moura é um cidadão discreto, mas ao mesmo tempo activista político desde os tempos da União dos Estudantes Comunistas. Está-lhe no sangue a filiação partidária. É filho, neto e sobrinho de militantes comunistas, alguns deles presos políticos nos anos 50 e 60 do século passado.Nasceu em Pias, em 1958, e estudou até ao 2.º ano do antigo ciclo preparatório em Serpa. Continuou os estudos na Escola Secundária de Moura, e mais tarde, já com família constituída, licenciou-se em Gestão Financeira pela Universidade do Algarve. Vive em Moura há 30 anos, onde é presidente da câmara desde 1998, e entretanto já obteve uma pós-graduação em Administração Pública e Desenvolvimento Regional na Perspectiva da União Europeia pela Universidade de Évora.Tudo no seu dia-a-dia corria em função das dificuldades que hoje qualquer autarca enfrenta no desempenho da sua tarefa, quando alguém lhe diz que tinha sido classificado no site da OneWorld como "presidente da câmara do futuro" da Europa. "Presidente da câmara do futuro? Eu?", foi o desabafo que lhe saiu vezes sem conta, antes de perceber o que lhe tinha acontecido. Depois quis saber porquê. A sua inclusão no grupo de finalistas está ligada ao reconhecimento do papel que tem tido na condução do processo das energias renováveis no concelho de Moura.Energia desde MarçoPós-de-Mina batia com a palma da mão na testa, ainda incrédulo. "Como é que lá pelas Américas o pessoal sabe o que faço e o que sou?", perguntava a si próprio.O seu empenhamento na causa das renováveis tomou corpo no ano 2000, quando os representantes de uma empresa lhe vieram propor que "acolhess[...]



Também na Mongólia

2008-12-28T20:39:20.459+00:00

À semelhança do exposto no post anterior, também as crianças da Mongólia puderam sentir os fantásticos benefícios da "democracia" e do capitalismo, com a sua "Revolução Democrática" em 1990, como demonstra este video:

(object) (embed)

Para saber mais sobre a situação das crianças na Mongólia consultar este site da UNICEF

Quanto à "Revolução Democrática" na Mongólia tentarei fazer, um dia destes, algumas considerações



Notícias do Leste

2008-12-16T21:02:37.081+00:00

No dia em que se comemoram 66 anos do cerco total das tropas nazi-fascistas em Estalinegrado, trago aqui algumas notícias sobre a "democracia" e a qualidade de vida que os povos daquela que foi a primeira experiência socialista do Mundo usufruem, depois da traição de que foram vítimas.

Isto é quanto vale a vida de uma criança, hoje, no Tajiquistão: « Ils veulent vendre le bébé de Fariza pour cent dollars ! »

Entretanto, os neo-nazis continuam a aterrorizar, agredir e matar pessoas em Moscovo e outras cidades russas devido a uma cor de cabelo (nem já de pele) diferente, e o Primeiro-Ministro da Rússia limita-se a chamar-lhes estúpidos, como pode ser visto aqui.

Mas nem tudo vai mal. Com este documentário (dividido em 6 videos que vale a pena ver) podemos ficar a saber, por exemplo, que Moscovo tem mais bilionários que qualquer outra cidade do Mundo. Talvez pudessem dar uma moedinha a estes outros:

(object) (embed)

Com os devidos agradecimentos ao Gorbatchov...



Democracia(s)

2008-11-25T09:12:33.403+00:00

Depois da ilegalização da KSM, Juventude Comunista Checa, (que apesar de tudo continua activa) o Senado checo apresentou uma proposta para a ilegalização do Partido Comunista da Boémia e Morávia (KSCM), partido que teve 13% nas últimas legislativas.
Segundo parece, a razão é porque o KSCM defende a abolição da propriedade privada!



Começou ontem...

2008-10-22T22:52:02.006+01:00



Dois mortos e vários feridos, o balanço do primeiro dia da Marcha india exigindo terras na Colômbia.



A Corja

2008-10-21T00:54:15.862+01:00

Em Abril de 1974 o povo português conseguiu expulsar do poder a corja que o oprimiu, durante 48 anos. Infelizmente esta corja manteve-se na sociedade portuguesa, escondendo-se de vergonha, renegando aquilo que na realidade eram. Esta espécie de gente, e seus herdeiros, ainda hoje não aceitam o facto de lhes ter sido retirado o poder total de que dispunham, o facto de em alguns pontos do país terem sido completamente desmascarados.Apesar de a Democracia conquistada ser apenas parcial, faltarem elementos de Democracia social, económica e cultural elementares, o povo português garantiu uma liberdade de expressão que foi, e é, irreversível, porque não está disposto a abdicar dela.E isto vale para militantes e simpatizantes de (quase) todos os partidos, pois não acredito que a maioria dos militantes, e dirigentes, do PS e PSD não sintam profunda vergonha perante as atitudes abjectas, vis e repugnantes que se podem verificar aqui, aqui ou aqui.É sinceramente deprimente saber que, ainda hoje, existem em Portugal tantos saudosos dos métodos e propósitos da Pide, dos crimes de Salazar e do Fascismo que oprimiu, empobreceu e aviltou o nosso país durante 48 anos.Felizmente o povo português é maior que isto. Muito maior. Isto é apenas a escória do nobre povo que é o povo português, um povo que tem leis e que se rege pelas normas da civilidade e respeito pelos direitos dos outros.Vejamos o que diz a lei portuguesa acerca dos direitos de propaganda? A Lei nº 97/88, de 17 de Agosto, aprovada quando o PSD tinha maioria na Assembleia da República, referendada por Cavaco Silva e promulgada por Mário Soares, no artigo 3º refere que “a afixação ou inscrição de mensagens de propaganda é garantida, na área de cada município, nos espaços e lugares públicos necessariamente disponibilizados para o efeito pelas câmaras municipais.”O acórdão nº 636/95 do Tribunal Constitucional, cuja relatora foi a militante do PSD Assunção Esteves, veio esclarecer este artigo da seguinte forma: “A questão de constitucionalidade desta norma fundam-na os recorrentes numa interpretação que lhe atribui "o efeito de viabilizar a circunscrição a esses lugares da prática de acções propagandísticas". Segundo a formulação do pedido, o poder que por tal norma se atribui às câmaras municipais abre-se a um "inteiro arbítrio [destas] na disponibilização e localização de espaços e discriminação na sua atribuição sem que a lei estabeleça garantias mínimas". Isso, acrescenta-se, opera uma "restrição ilegítima" da liberdade de propaganda, afrontando, assim, os artigos 37º, nº 1, e 18º, nºs. 2 e 3, da Constituição.Mas do enunciado da norma do artigo 3º, nº 1, aqui em apreço, e do seu contexto de sentido, não pode derivar-se um qualquer sentido de limitação do exercício da liberdade de propaganda constitucionalmente consagrada. E não pode porque essa norma está aí tão-só a desenvolver a funcionalidade de imposição de um dever às câmaras municipais. Este dever de disponibilização de espaços e lugares públicos para afixação ou inscrição de mensagens de propaganda – que radica, afinal, na dimensão institucional desta liberdade e na corresponsabilização das entidades públicas na promoção do seu exercício – não está, por qualquer modo, a diminuir a extensão objectiva do direito.”Assim, entendem os conselheiros que as Câmaras Municipais não só estão impedidas de limitar, sej[...]



As Lições da Crise

2008-10-08T22:03:50.064+01:00

(image) Em 7 de Agosto de 1901, em plena crise capitalista, Lenine publica no jornal Iskra este artigo, intitulado As Lições da Crise. Destaco estas frases:
“As lições da crise, que expuseram o absurdo de subordinar a produção social á propriedade privada, são tão evidentes que até a imprensa burguesa pede agora mais supervisão, por exemplo sobre os bancos. Contudo, nenhuma supervisão irá evitar que os capitalistas manobrem as suas empresas (de forma fraudulenta) em tempo de expansão, que acabarão por entrar em bancarrota, mais cedo ou mais tarde (…)
Lembramos também os casos relatados no Iskra, de capitalistas que estendem o horário de trabalho e despedem trabalhadores conscientes da sua posição de classe, para os substituir por outros mais submissos. (…)”

Parece que não mudou muito desde o tempo de Lenine.



Crises capitalistas

2008-10-03T23:34:30.095+01:00

Um dos elementos constitutivos do marxismo-leninismo que prova a inevitabilidade do seu triunfo, num futuro mais ou menos distante, é a força da sua teoria, baseada na análise materialista e dialéctica da História, e de toda a realidade social. Este excerto que transcrevo faz parte do Manual de Economia Política, editado em 1955 pela Academia das Ciências da URSS, que traduzi do francês (ou pelo menos tentei) e que pode ser visto na integra aqui. O capítulo que trata da questão das crises capitalistas é de uma correcção analítica perfeita, o que de resto pode ser confirmado através deste pequeno trecho:

"O Estado Burguês, num período de crise, age em socorro dos capitalistas, através de subvenções em dinheiro, sendo que o peso destas cai, em última análise, sobre as massas laboriosas.
Utilizando o seu aparelho de violência e coerção, o Estado ajuda os capitalistas a conduzir a sua ofensiva contra o nível de vida dos trabalhadores e camponeses. Tudo isso aumenta a pauperização das massas laboriosas.
Por outro lado as crises mostram a incapacidade total do Estado burguês em se sobrepor, por pouco que seja, ás leis espontâneas do capitalismo, nos países capitalistas não é o Estado que dirige a economia, pelo contrário é o Estado, ele próprio, que é dominado pela economia capitalista, submisso do grande capital. (…)

A crise mostra que a sociedade contemporânea poderia produzir infinitamente mais que o necessário para melhorar as condições de vida do povo trabalhador, se um punhado de proprietários privados, que lucram milhões com a miséria do povo, não se assenhoreassem da terra, das fábricas, das máquinas, etc. (V. LENINE: «As lições da crise»)

Cada crise faz aproximar-se o colapso do modo de produção capitalista. Como é durante as crises que se manifestam de forma particularmente clara e aguda as contradições insanáveis do capitalismo, que testemunham a inevitabilidade do seu fim, os economistas burgueses tentam, a todo o custo, escamotear a verdadeira natureza e causas da crise. Querendo escamotear a inevitabilidade das crises no regime capitalista, declaram que as crises são devidas a causas fortuitas, que podem ser ultrapassadas, mantendo o sistema capitalista de economia.
Com este fim os economistas da burguesia proclamam que a causa das crises reside ou na ruptura do equilíbrio dos fiéis da produção ou no atraso da procura em relação à oferta, e propõem para salvar o capitalismo das crises o recurso à produção de armamento e à guerra.
Na realidade a falta de equilíbrio da produção, assim como a contradição entre a produção e o consumo, não são defeitos fortuitos do modo capitalista de produção, mas as formas
inevitáveis da manifestação da contradição fundamental do capitalismo, que não será suprimida enquanto exista o capitalismo. (…)
No intervalo das crises, os defensores da burguesia proclamam com grande difusão o fim das crises e a entrada do capitalismo numa via de desenvolvimento sem crises; a crise seguinte revela o erro de tais afirmações. Invariavelmente a vida trás à luz do dia a inconsistência total dos remédios, de qualquer tipo, propostos para salvar o capitalismo das crises."