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Last Build Date: Wed, 09 Dec 2009 16:08:48 GMT

 



Enquanto é tempo...

Wed, 09 Dec 2009 16:50:10 GMT

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As economias ocidentais são extremamente dependentes de recursos não renováveis e apesar da aposta crescente nas energias renováveis, as questões de eficiência energética e de gestão da procura são ainda abordadas de forma muito tímida por demasiados países.

 

Sem targets ambiciosos de redução de emissões nos países desenvolvidos, através da alteração de comportamentos, da generalização de tecnologias limpas e da sua transferência a muito baixo custo para os países em desenvolvimento, muito dificilmente as economias emergentes resistirão a usar as suas abundantes reservas de carvão para responder ao rápido crescimento da procura doméstica de energia.

 

Em Copenhaga está em jogo muito mais do que um acordo internacional para a redução das emissões de gases de efeito estufa, o que se perspectiva é um confronto filosófico inevitável sobre a interacção entre a espécie humana e o planeta, e os vários povos e os seus descendentes, com consequências profundas e muitas vezes irreversíveis.

 

A pressão da opinião pública é fundamental para motivar os decisores políticos mais renitentes a assinar compromissos ambiciosos, os únicos que ainda podem ter efeito em tempo útil. Podemos acompanhar aqui algumas das sessões da Conferencia cuja relevância foi muito bem captada na crónica "Enquanto é tempo" de Vital Moreira no Público de ontem.




Uh?

Mon, 03 Nov 2008 11:22:07 GMT

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U.S. banks getting more than $163 billion from the Treasury Department for new lending are on pace to pay more than half of that sum to their shareholders, with government permission.

 Como refere a Slate:

The WP reports that the 33 banks signed up to benefit from billions in bailout dollars from the Treasury Department are continuing to pay dividends to shareholders, even though the money is supposed to be for loans. While foreign banks are typically required to suspend quarterly dividend payments before repaying government investments and the U.S. government required Chrysler to do so in a 1979 bailout, the Treasury says such a condition would have discouraged banks from participating in its program.

De acordo com a Casa Branca nada de estranho se passa:

Q - Mr. Chairman, what about -- what do you say to critics of the TARP, the $700 billion rescue package, who are concerned about banks paying dividends with this money that they're getting from the federal government, with taxpayer money, essentially?

CHAIRMAN LAZEAR: Well, I'd say two things. First of all, the money that has gone out from the TARP just went out Tuesday, and only to a very small select number of banks. So there's not a lot of evidence of anybody doing anything with that money. So as far as I know, we don't know what banks are doing with that money.

Entretanto:

Directors at National Penn Bancshares Inc. have authorized management to apply for up to $200 million from the federal government's rescue plan for banks. (...)

Also at Wednesday's board meeting, directors agreed to increase National Penn's quarterly dividend by 1.5 percent.

The new dividend of 17.25 cents a share will be paid Nov. 17 to shareholders of record Nov. 1. The previous quarterly dividend was 17 cents a share.




Economia do Conhecimento

Fri, 24 Oct 2008 09:52:41 GMT

N´ «O Voto da Ciência» afirmei que as tecnologias em energias renováveis serão as próximas indústrias globais, ultrapassando muito provavelmente as tecnologias da informação daqui a uns anos. O gráfico acima, que representa a evolução das estimativas das necessidades energéticas globais, explica esta afirmação já abordada em Agosto no «Energias alternativas e aquecimento global». A necessidade de investimento na pesquisa de fontes energéticas alternativas é explicada também pelo facto de que, quaisquer que sejam os modelos de crescimento económico que se utilizem, é necessário para evitar recessões que a taxa de crescimento do progresso tecnológico, nomeadamente no sector energético, seja suficiente para contrabalançar os efeitos das restantes variáveis em equação. Assim, os países que mais investirem agora em investigação nesta área beneficiarão assim de uma vantagem estratégica no futuro próximo, facto a que os dirigentes europeus estão muito sensíveis.   Vários anúncios da União Europeia na semana passada confirmam a aposta no desenvolvimento de uma economia do conhecimento. Um deles informa que a Comissão Europeia autorizou o financiamento de 67,6 milhões de euros, concedido no final de 2007 pela OSEO - a agência francesa de apoio à inovação -, para o programa Horizon Hydrogen Energy (H2E). O programa coordenado pelo grupo Air Liquide envolve cerca de 20 parceiros, que incluem grupos industriais, pequenas e médias empresas e laboratórios públicos franceses de investigação. O H2E representa um investimento de cerca de 200 milhões de euros em I&D num período de 7 anos na pesquisa de soluções energéticas ligadas ao hidrogénio - que inclui investigação em células de combustível de hidrogénio. Por outro lado, a Comissão Europeia, a indústria europeia e a comunidade europeia de cientistas, constituiram a parceria público-privada da Joint Technology Initiative (JTI). A JTI vai investir cerca de mil milhões de euros ao longo de seis anos na investigação em células de combustível e hidrogénio, bem como no desenvolvimento e demonstração desta tecnologia. A plataforma HFP tem como objectivo colocar a Europa na linha da frente das novas formas de energia e criar massa crítica relativamente a estas tecnologias antes de 2020, ano em que se prevê uma diminuição da capacidade de produção da indústria petrolífera. O Comissário Europeu da Ciência e Investigação, Janez Potocnik, afirmou que «ao investir nestes projectos científicos estamos a colocar o dedo na ferida, pois o desenvolvimento de novas tecnologias é crucial para alcançar os objectivos europeus no que concerne às alterações climáticas e aos desafios energéticos». A iniciativa foi formalizada numa assembleia geral em Bruxelas que decorreu entre 13 e 15 de Outubro e reuniu cerca de 600 Stakeholders da Fuel Cells and Hydrogen Joint Technology Initiative e durante a qual a a Alemanha, a Grã-Bretanha e a Dinamarca e apresentaram programas nacionais consistentes no que respeita a uma economia focada em energias que não as provenientes de combustíveis fósseis, em especial o hidrogénio. A Dinamarca foi mais longe e anunciou pretender em 2020 produzir toda a sua energia 2020 de forma renovável estando em curso o desenvolvimento de uma base industrial de suporte desde a produção de hidrogénio à fabricação de pilhas de combustível. Mas soube-se também que que o Banco Europeu de Investimentos anunciou a sua disponibilidade para financiar os projectos de infra-estrutura necessários à logística do hidrogénio, por exemplo, a rede comum de pipelines para distribuição de H2 que os países nórdicos pretendem construir. Foi criada igualmente uma plataforma comum que pretende congregar as regiões e municipalidades activas no desenvolvimento de tecnologias ligada ao hidrogénio – HyRaMP- European Regions and Municipalities on Hydrogen and Fuel Cells. Mas o interesse nesta forma de energia não se res[...]