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Defender o Quadrado



Defender o Quadrado - SAPO Blogs



Last Build Date: Sat, 04 Nov 2017 10:05:37 GMT

 



Do desconforto longínquo

Sat, 04 Nov 2017 10:01:00 GMT

Estes 2 últimos anos foram de descompressão e alívio da profunda crise económica, financeira e social em Portugal, devolvendo rendimentos, criando empregos mas, principalmente, abrindo um pouco a esperança num futuro melhor. Muitos não acreditavam que fosse possível, mas a Geringonça, o novo Presidente e a conjuntura internacional permitiram que pudéssemos, de novo, respirar.

 

Mas convém que não nos embriaguemos com estes maravilhosos resultados, porque nem no País nem no resto do mundo houve a reviravolta que gostaríamos após a crise iniciada há cerca de 10 anos. E há sinais preocupantes dos quais não nos podemos alhear.

 

Nas Contas do Dia de 31 de Outubro, Nicolau Santos chama a atenção para o facto de, na globalidade, haver um saldo positivo na criação de emprego e uma apreciável redução do desemprego. No entanto, alerta para que uma grande percentagem dos empregos criados serem para pessoal não qualificado, para além de se registar de novo um aumento do desemprego entre os jovens.

 

Marco Capitão Ferreira, a 1 de Novembro, no Expresso, escreve um artigo sobre o aumento insustentável do preço do imobiliário, estando-se a formar novamente uma bolha que, por enquanto, é pequena, mas que tem todas as condições para se tornar gigantesca.

 

Por fim Michael Ash (Público, 2 de Novembro) afirma que, após a crise de 2008/2009, nada foi feito em relação aos desequilíbrios económicos e à regulação das actividades financeiras, apesar das lições que, pelos vistos, ninguém aprendeu.

 

Somando tudo isto à vitória de Trump, à subida larvar dos populismos, da xenofobia e do racismo, à desagregação das relações entre os Estados (como com o BREXIT) e dentro dos Estados (como com a Catalunha) e às alterações climáticas e ambientais que parecem imparáveis, vão-se agregando nuvens negras sobre as nossas cabeças que estão prenhes de ameaças em vez da tão almejada e redentora chuva.




Da intriga canhestra

Sun, 29 Oct 2017 15:47:00 GMT

Não consigo compreender o objectivo de alguém, dentro do governo ou no PS, com eco partidário posterior, arranjar uma querela com Marcelo Rebelo de Sousa, ainda por cima centrado no problema dos incêndios.

 

Não me interessa se o Presidente sabia ou não, muito provavelmente sabia. Mas o que ficou abertamente evidente foi a falta de capacidade de liderança de António Costa e do governo imediatamente após a segunda tragédia, com a desastrada comunicação ao País de António Costa, que Marcelo Rebelo de Sousa esperou. O Presidente, e muitíssimo bem, ocupou um vazio deixado pelo Primeiro-ministro e colou, com severidade e com empatia, e com excelente sentido e faro político, dando às pessoas aquilo que elas esperavam – liderança.

 

Por isso a tentativa canhestra e estúpida de tentar enrolar Marcelo Rebelo de Sousa numa intrigalhada apenas penalizou ainda mais o governo.




O Expresso como agente político de desinformação

Sun, 24 Sep 2017 13:19:00 GMT

(image)

Expresso - 23/09/2017

 

 

Mais uma vez a agenda política é marcada pelo jornalismo do Expresso, que divulga um suposto relatório das "Secretas Militares" sobre Tancos, em que o ministro da Defesa e o General Rovisco Duarte seriam arrasados.

 

Passos Coelho e Assunção Cristas, tal como o Presidente da Comissão de Defesa, Marco António Costa, sem terem aprendido nada com o caso das listas de mortos de Pedrógão Grande, apressaram-se a criticar o governo e o Primeiro-ministro.

 

Já todos os supostos envolvidos na autoria de tal relatório desmentiram a sua existência. Mas isso não interessa. Em plena semana de campanha eleitoral para as autárquicas, mais uma vez tudo vale.

 

O Expresso é um actor activo, consciente ou não, do enterramento da credibilidade informativa. Se é que ainda alguém acredita nela, o Expresso apressa-se a desfazer todas as ilusões.




As generalidades que desresponsabilizam

Sun, 30 Jul 2017 14:46:00 GMT

Hugo Soares     Como todos os sábados, ouvi calmamente o programa da Antena 2 Um certo olhar, com Gabriela Canavilhas, Luísa Schmidt, António Araújo e Luís Caetano. Como era de esperar falou-se no escândalo da última semana em relação à especulação jornalística e à instrumentalização política da desgraça, concretamente, do número de mortos no incêndio de Pedrógão Grande.   Independentemente do que concordei ou não concordei com o que foi dito, não deixa de me espantar a cuidadosa fuga dos presentes (com exceoção de Gabriela Canavilhas) em criticarem abertamente o Expresso pela divulgação de uma notícia objectivamente falsa, e também a generalização da crítica aos políticos pela utilização deste assunto como arma de arremesso político.   Na verdade foi o Expresso que, a 22 de Julho, faz uma capa em que afirma que a lista oficial dos mortos no incêndio exclui as vítimas de Pedrógão. Imediatamente após desta notícia o PSD e o BE reagiram pedindo explicações ao governo, lançando portanto o anátema de que o governo estava a esconder informação e que tinha obrigação de provar que não estava, tendo Assunção Cristas reagido mais tarde, na exigência de toda a verdade. Apenas o PCP se absteve de alimentar a polémica. Catarina Martins recuou dois dias depois, enquanto o PSD subiu de tom e, de forma insana, faz ultimatos e coloca prazos de resposta.   Portanto: não foram os políticos que instrumentalizaram o assunto, foram alguns políticos do PSD, do CDS e, inicialmente, do BE, enquanto o PCP se demarcou e o PS reagiu escandalizado.   Por outro lado é muito interessante observar o facto de António Araújo desvalorizar a responsabilidade do Expresso, assumindo no entanto que se fosse verdade (que havia mortos escondidos) seria grave. Como se verificou que era mentira, já não é grave o artigo (e a insistência) do Expresso?   A desvalorização e a generalização destes episódios inenarráveis são perigosas. Os políticos e os jornalistas não são todos iguais. Além disso parece que Francisco Pinto Balsemão se indigna com as falsidades divulgadas pelas redes sociais. São, de facto, horríveis, mas as redes sociais não são jornalismo. As responsabilidades não são as mesmas, como ele muito bem sabe, e as exigências também não. Ou será que os jornalistas do Expresso usam os métodos e agem com a ligeireza daqueles que twitam e divulgam disparates?   Mesmo depois de tudo o que aconteceu, o Expresso publica editoriais e outros artigos de opinião em que, em vez de se desculpar, tenta justificar o injustificável, virando os factos de forma a fazer crer que tinha toda a razão e que os outros - mais uma vez os políticos - é que tinham usado mal uma profunda e certeira reportagem, agitando o ataque à liberdade de imprensa e outros chavões como manobras de diversão.   É muito triste assistir a este descalabro no jornalismo livre e independente. Porque livre ele é, independente, já duvido, e jornalismo, é que não é mesmo.   Nota: Tem-se criticado a empresária que terá sido a fonte da notícia do Expresso. Mas quem tem a obrigação de verificar as fontes não são os jornalistas?[...]






O aproveitamento

Tue, 25 Jul 2017 13:31:00 GMT

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Vasco Gargalo




Perplexidades (3)

Wed, 19 Jul 2017 14:38:00 GMT

(image)

Não compreendo a razão pela qual há várias notícias nos jornais espanhóis que, objectivamente, lesam a imagem de Portugal, e que ainda por cima são falsas (a ser verdade o que se lê no Diário de Notícias).

 

Será que há mesmo interesse em descredibilizar o governo português, para impedir uma solução política idêntica em Espanha?




Perplexidades (2)

Mon, 17 Jul 2017 20:30:00 GMT

(image)

Por muito que quiséssemos era obviamente impossível, a qualquer governo, ter resolvido os enormes problemas das pessoas que ficaram sem nada em Pedrógão Grande e nas restantes áreas calcinadas pelos incêndios. Como também é absolutamente demagógico dos nossos anteriores governantes, exigirem que o dinheiro da solidariedade já estivesse nas mãos de quem necessita, sem qualquer veículo estatal que o possa acautelar e colocar nas mãos de quem dele precisa, ou grandes responsabilidades em relação ao SIRESP, como se fossem alheios a tudo o que diz respeito ao Estado.

 

Mas também me parece que as críticas à PT e ao SIRESP da parte de António Costa são dispensáveis. O que se espera do governo é que actue, não que se queixe, mesmo que tenha razões para isso.

 

Não sei já precisar se foi ontem que ouvi, na televisão, uma responsável pela protecção civil assegurar que as falhas verificadas nas comunicações, através do SIRESP, não tinham tido consequências porque havia sistemas de redundância de comunicações para evitar ausência total das mesmas. Fiquei perplexa outra vez, pois está tudo a colocar-se exactamente ao contrário: o SIRESP deveria servir para que as comunicações não falhassem quando os sistemas normais deixam de cumprir.

 

Porque não acabam com um sistema que, pelos vistos, é caro e não serve para nada?




Perplexidades (1)

Mon, 17 Jul 2017 20:23:00 GMT

(image)

Confesso a minha total perplexidade pela renomeação dos Comandantes exonerados aquando do conhecimento público do roubo de material militar em Tancos.

 

Afinal já se sabe o que se passou? O Exército já concluiu quem roubou, quando, porquê, etc.? E se sabe, não será altura de também nós sabermos? É que o facto dos cinco Comandantes reassumirem as suas funções parece significar que estão isentos de qualquer tipo de responsabilidades.

 

Não percebo.




Do estado da Nação

Wed, 12 Jul 2017 16:43:00 GMT

O que seria extraordinário e verdadeiramente miraculoso era a Geringonça, em cerca de ano e meio, recuperar o País da devastação em que os 4 anos de governo PSD/ CDS o deixou.







Da detonação retardada

Sat, 08 Jul 2017 17:21:00 GMT

(image)

(image) Eurosondagem - SIC

 

Esta sondagem continua a mostrar que as opiniões de quem foi interrogado, entre a Geringonça e a oposição de direita que temos, mantém a preferência no Governo e seus apoiantes. Mostra ainda que entre Passos Coelho e Assunção Cristas, António Costa continua a ser preferido e que o Presidente da República tém uma aprovação cada vez maior.

 

Mas não tenho dúvidas do que a gestão política a que temos assistido das situações de Pedrógão Grande e de Tancos fizeram e continuarão a fazer na credibilidade do governo. Espero bem que a Geringonça não se iluda. No dia em que a oposição for forte e credível (e a democracia assim o exige) e outros problemas surgirem, tudo isto vai ser somado.

 

A legislatura vai mais ou menos a meio. Há que estar muito atento e aprender com os erros. O arrastar de situações mal resolvidas, por muito interessantes que sejam os argumentos, será um desgaste a curto, médio e longo prazo.

 

Totalmente de acordo com o Coronel Rodrigo de Sousa e Castro (a partir dos 12:48 minutos).




Da gestão política

Mon, 03 Jul 2017 21:01:00 GMT

Se a morte de 64 pessoas num incêndio e o roubo daquela quantidade e qualidade de material militar não são razões para que os Ministros se demitam, tal como os responsáveis pelos organismos do estado envolvidos, não sei que graves acontecimentos as poderão justificar.

 

Não pela culpa dos Ministros, mas pela responsabilidade que têm pelos organismos que tutelam. Não se pode admitir que haja protestos de Oficiais, em franca demonstração de desrespeito e sentimento de desconfiança pela cadeia de comando.

 

António Costa tem demorado a agir e escuda-se em resultados de comissões de inquérito que hão de vir. Já passou demasiado tempo e já se sabem muitas coisas desencontradas, para além do espectáculo público do desnorte. Com qualquer outro governo teria acontecido o mesmo, não tenho dúvidas. Mas é este governo que temos. Quanto mais tempo esta situação se arrastar maior será o rombo na confiança e maior o desgaste do governo. A oposição encontrou a brecha que procurava. E já passou tempo demais.

 

Vale a pena ler a Fernanda Câncio.




Das explicações que se impõem

Thu, 22 Jun 2017 20:26:00 GMT

Morreu muita gente, de uma forma que é quase inimaginável - numa estrada, a fugir de um incêndio de proporções gigantescas. Durante dias as populações afectadas e o resto do país assistiu impotente, assustado e revoltado ao desenrolar das tentativas e do sacrifício de uma quantidade de gente que combateu o fogo, que assistiu as vítimas, que tudo fez para que se acabasse com o sofrimento o mais rapidamente possível.

 

Um manancial de comentadores, peritos em tudo e em nada, doutores em incêndios e ordenamento do território, debitaram chavões que já todos ouvimos, vezes sem conta, durante décadas, rigorosamente todos os Verões. Impõe-se agora que sejam averiguadas as circunstâncias, as causas, as evitáveis e as não evitáveis, o que correu mal e o que correu bem.

 

Contra a demagogia e a desinformação a única arma, aquela que eu espero de um governo honesto e transparente, é a investigação acelerada e rigorosa dos acontecimentos e a assumpção das responsabilidades, sejam elas de quem forem.

 

Politicamente a Ministra da Administração Interna tem o seu cargo a prazo. Acho muito difícil que tenha condições para se manter em funções, seja qual for o desfecho das comissões de inquérito e dos processos de averiguação que entretanto se iniciem. Injusto ou não houve uma tragédia sem precedentes envolvendo a actuação de vários actores que estão sob a sua responsabilidade.

 

Aguardemos o resultado das inquirições. E espero que pelo menos se comecem a por em prática algumas medidas que possam, mesmo que a mais longo prazo, evitar que outras tragédias aconteçam, pelo menos em perda de vidas como a que aconteceu em Pedrógão Grande.

 

Não enganemos as nossas consciências, sempre prontas a apontar o dedo a outros. Este assunto envolve-nos a todos. As alterações ambientais são uma realidade e a desertificação do Interior continuará se não houver uma radical alteração do funcionamento da sociedade, em termos de mercado de trabalho, de distribuição e de horários, de forma a permitir que seja possível viver longe dos grandes centros. Todos teremos que contribuir com as nossas exigências e com as nossas disponibilidades para uma mudança no hábitos e nas necessidades. E aos governos pede-se que implementem as reformas que permitam a deslocalização de pessoas e serviços, que criem pólos de desenvolvimento descentralizado com incentivos para fixar as populações. Não para o ano nem para o mês que vem nem para amanhã - agora.




Dos abutres

Sun, 18 Jun 2017 10:39:00 GMT

(image)

Diário de Notícias

 

 

Na rádio e na televisão os pivots insistem com todos os entrevistados na pergunta de como se poderia prever esta tragédia - falta de estratégia, escassez de meios, enfim, tudo.

 

Convinha que houvesse mais decoro. A procura de bodes expiatórios não é compreensível da parte de quem tem obrigação de informar e não desinformar. Há pouco um meteorologista disse que a causa da magnitude deste incêndio é a seca, a falta de água no solo e na atmosfera, para além dos ventos.

 

Tudo deve ser investigado e o que houver a corrigir corrigir-se. Mas a tentativa de aproveitamento político desta situação é vergonhosa e bem típica dos abutres.




Dos guardiães da moral pública

Sat, 17 Jun 2017 15:03:00 GMT

As polémicas à volta do novo cargo de Lacerda Machado na TAP por ser amigo do Primeiro-ministro, e do contrato de Inês César para a Câmara de Lisboa, por ser sobrinha de Carlos César, fazem-me sempre pensar nalgumas questões.

 

Será que os amigos e familiares dos agentes políticos não podem exercer actividades profissionais na Administração Pública, ou em qualquer actividade a ela ligada? O problema não deveria estar nos laços de amizade, nos conhecimentos ou nas genealogias das pessoas, mas nas capacidades e competências que têm para as funções que exercem e na correcção dos processos de recrutamento.

 

Por outro lado, seria muito interessante procurar os amigos, conhecidos e familiares daqueles que, de imediato, declamam a sua indignação partindo do pressuposto de que houve corrupção e favorecimento de amigos/ familiares na base destas contratações. Seria certamente curioso saber a forma como essas honestas e rectas criaturas teriam chegado às funções de opinantes, aos seus empregos escrutinadores da moral pública. Será que o foram apenas e só pelos seus méritos, sejam eles quais forem?




Das memórias que moldamos

Sun, 11 Jun 2017 15:44:00 GMT

    Ontem fui ver o filme The sense of an ending. Tal como o livro, capta este dilema com que nos defrontamos ao revisitar a vida, as relações que tivemos, as aspirações, as desilusões, os caminhos que fomos percorrendo empurrados pelo caos ou pelo acaso. Excelentes actores, excelente atmosfera, numa adaptação muito feliz deste grande livro de Julian Barnes.   A forma como nos lembramos dos acontecimentos, sejam eles individuais ou coletivos, pode não ter nada a ver com a realidade. Aliás, o que é a realidade? Como registar os testemunhos das pessoas que, cada uma à sua maneira, com as suas vivências, as suas emoções, os seus receios, as suas capacidades e competências, nos soam tão diferentes? Cada olhar, cada vida, cada processamento dos acontecimentos é único e aparece como a única realidade. E todos processamos a nossa história protegendo-nos, guardando apenas o que menos nos dói ou afoga, o que mais nos ilustra e melhora, numa narrativa de boas intenções e pequenas vitórias, enterrando as cobardias, as indignidades, as mediocridades, a irrelevância de cada existência.   Quando falamos da nossa memória colectiva, de como nos esquecemos dos tempos traumáticos, das políticas transviadas, de políticos que não souberam ou não quiseram fazer serviço público, percebemos que, no fundo, estamos apenas a preservar a nossa imagem como povo, empurrando para as catacumbas os maus momentos, as más pessoas, apenas porque nos é penoso aceitar que confiámos e acreditámos em quem não merecia, que não soubemos ler para além da superfície.   Para mim, e fazendo a minha autoinvestigação retrógrada, é bastante óbvia a percepção que construí de José Sócrates. Nada do que possa agora pensar ou dizer apaga a inacreditável e assustadora incapacidade da Justiça, o perigo para a democracia e para a segurança dos cidadãos da inexistência de um Estado de Direito que o seja. O que realço é a minha própria resistência em ver e interpretar palavras, respostas, atitudes que, segundo as habituais normas de conduta pessoal e social, alteram e deslustram a imagem que dele fiz, ao longo destes anos. Não me é possível fechar os olhos e tapar os ouvidos às declarações, artigos e entrevistas que tem dado em todo este processo Kafkiano. Não me é possível, por muito que a dúvida sistemática e a crítica científica me guiem, aceitar como normais as amizades desinteressadas dos seus milionários amigos, as contraditórias versões que vai fornecendo, por si ou através dos seus advogados, a alteração de argumentos à medida das necessidades. É-me muito penoso olhar-me ao espelho e pensar que me deixei enganar, manipular, encantar, acreditar, na boa-fé de quem nos governou durante tantos anos.   Não estão em causa a legitimidade e a implementação de medidas, muitas de grande coragem e visão. Mas a verdade é que votamos em pessoas, mesmo que intelectualmente saibamos que são orientações políticas que estamos a escolher, mas estas só se concretizam com a actuação de pessoas para pessoas, e são sempre elas que mais importam. Por isso mesmo entendo o quão difícil é encararmos as nossas dúvidas, revermos a história que construímos com os factos que escolhemos, alterámos ou embelezámos, redescobrir aqueles a quem amámos, admirámos ou seguimos, os nossos líderes, amantes, amigos ou adversários, porque somos sempre nós, como seres individuais ou como comunidade, que colocamos em causa.   Somos mais do que nos lembramos e as nossas memórias moldam uma imagem que nos conforta. A sua revisitação é uma viagem dolorosa a que, mesm[...]



Do debate entre Primeiro-ministro e Exmo. Sr. Jornalista

Thu, 08 Jun 2017 20:30:00 GMT

Confesso que tive vergonha alheia ao ver a entrevista feita por José Gomes Ferreira a António Costa. Ele está mesmo convencido que é um Ministro sombra, antes das Finanças, agora Chefe de Governo, discípulo de Passos Coelho.

 

Felizmente temos um grande Primeiro-ministro, sereno e com sentido de humor!







Dos populismos caseiros

Sat, 06 May 2017 08:35:00 GMT

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A peseudo-tragédia das candidaturas da autarquia portuense, com a pseudo-bravata de Rui Moreira contra as declarações de Ana Catarina Mendes, é uma pequena amostra, para quem ainda não quis ver, do que é o populismo dos tão propalados independentes.

 

Rui Moreira é mais um exemplo do nojo anti-partidário com tiques autoritários e trauliteiros, neste caso com a pronúncia do norte. É fantástico, muito sério e muito honesto e não precisa nada da peçonha partidária, com excepção dos votos, claro.

 

Manuel Pizarro é bom como cidadão, mas como dirigente do PS deve ser mantido a uma sanitária distância. Nada de lugares para os membros dos partidos, deles só necessita da campanha, da máquina de angariar votos e do trabalho posterior.

 

A responsabilidade é mesmo do PS, não por causa das observações de Ana Catarina Mendes que, mesmo que infelizes, não me parecem graves a nenhum título, mas porque prescindiu de assumir um candidato, mesmo não ganhador.

 

Espero que Manuel Pizarro se candidate autonomamente e que defenda as suas ideias e os votos no seu partido. A democracia sem partidos e com movimentos abrangentes e de cidadãos todos eles muito fantásticos, sérios e apartidários, é uma falácia que só quem não quer não entende. E talvez os portuenses o possam dizer nas urnas.




Das declarações de princípios

Wed, 03 May 2017 21:10:00 GMT

Não sei se o facto de Mélenchon não apelar ao voto em Macron tem ou não influência nas pessoas que votaram nele na 1ª volta das presidenciais francesas. Também não sei se, caso ele apelasse ao voto em Macron, houvesse alguma diferença na votação dos seus eleitores.

 

Mas isso não me impede de considerar um erro histórico o facto de Mélenchon não fazer tudo o que é possível para derrotar Marine Le Pen, para que a expressão eleitoral dela seja a menor possível, para mobilizar todos os eleitores a votar na 2ª volta das presidenciais. E isso só se consegue votando em Macron.

 

É uma questão de princípios e de prioridades, da essência da escolha. Acho um tremendo erro. E espero sinceramente que o seu calculismo político não o venha fazer arrepender-se desta posição.







O uso das armas químicas

Sat, 08 Apr 2017 10:35:00 GMT

O facto de se condenar o uso de armas químicas na Síria não é o mesmo que aplaudir o ataque dos EUA. A rapidez com que já se concluiu que tinha sido Bashar al-Assad o responsável, aceitando a intervenção dos EUA sem mais explicações e à margem das Instituições internacionais, recorda o que se passou com a manipulação informativa aquando da guerra do Iraque, nomeadamente com a evidência de existência das armas de destruição maciça. Não podemos, no entanto, escamotear que houve, de facto, um horrível ataque com armas químicas.

 

Mas a estratégia do PCP de tentar desviar o assunto que se discute com outros horríveis pecados do adversário, desculpabilizando os seus aliados, é também conhecido, arcaico e desonesto.




Do arcaísmo ideológico ainda vivo

Fri, 07 Apr 2017 21:02:00 GMT

O PCP continua a manter as suas costumeiras características de uma cegueira ideológica arcaica. Inacreditável que, perante um inqualificável crime de guerra na Síria, com a utilização de premeditada de armas químicas, não se tenha juntado ao voto de condenação no Parlamento português. Pelo contrário, condena os EUA pelo bombardeamento que se lhe seguiu.

 

É lamentável e incompreensível.




Do pagamento das dívidas

Fri, 07 Apr 2017 20:27:00 GMT

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Isaltino Morais vai candidatar-se à autarquia de Oeiras. Nunca votei nele nem votarei. Mas nada tenho contra, muito pelo contrário.

 

Isaltino Morais foi julgado, cumpriu a pena de prisão a que foi condenado, pagando com ela a sua dívida à sociedade. Compete pois à população de Oeiras a decisão de o eleger, ou não.