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ALTINO MACHADO



Altino Machado: acreano, ex-repórter dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo, para os quais trabalhou durante 10 anos, em Rio Branco, Goiânia, Brasília e Manaus.



Last Build Date: Thu, 23 Nov 2017 02:18:31 +0000

 



Mil Acres (Beto Brasiliense)

Tue, 26 Sep 2017 03:56:00 +0000

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O poeta e compositor Beto Brasiliense explica:

— A canção Mil Acres é de 1983. E foi composta para dar nome ao show produzido por Rubens em que me despedia do Acre paradoxalmente já que a canção diz "ficar por aqui", mas também "não adianta sair". A apresentação foi em dois dias, no palco do Cine Acre, com muita chuva à noite num fim de semana. Era novembro e viajei para Brasília em dezembro. Fechava um ciclo de canções climáticas onde a minha atenção era a terra, pois acre para mim soava como medida do chão. Exemplos: "Verão no Acre/É diferente/Gelado e quente/ Se o vento soprar/Lá do poente/É tanto frio que faz/ Bater os dentes/Se o vento soprar lá do nascente/O sol vai brilhar/E o povo/Ficar contente." Ou "A lua apareceu/Toda avermelhada/É que a mata incendiada/Lança sua cor no ar/Me lembrei de você/Que não dança/Separada do seu par/Você diz que não pode viver/Sem verde espaço pra correr/Sei que não é bem isso." Esta última dediquei a Maués e Síglia. E a anterior uma brincadeira com o frio surpreendente num lugar tão quente como todo o Norte.

Em tantos mil hectares
Milhares de acres
E a terra é de quem
Vamos seguindo pro espaço vazio
Com as matas queimadas
E as patas dos bois
Na beira dos rios

Nas cabeceiras se fala
De tribos, índios arredios
Que só se vê quando sonha
Nas noites de frio
Estradas bem asfaltadas
Arroz cor-de-rosa
E leite azul
Muita comida enlatada
E tudo o que é útil
Primeiro de abril

Vamos voltando pro espaço vazio
Com as matas queimadas
E as patas dos bois
Na beira dos rios

O por-do-sol multiplica
Cores violentas
Laranja e violeta
Muita poeira e fumaça
Anúncios do fim
Não tem segredo
Não adianta ter medo
Não adianta sair
Acreditar em mil acres
Na força dos fracos
Ficar por aqui

Acreditar em milagres
Na força dos fracos
Ficar por aqui



Açaí branco no quintal

Sun, 24 Sep 2017 21:59:00 +0000

Trouxe as sementes de Cruzeiro do Sul (AC). No quintal de minha mãe o açaizeiro ficou mais viçoso e produz cachos exuberantes. 









Resistem à ideia de que os geoglifos do Acre foram construídos por povos indígenas

Thu, 14 Sep 2017 14:27:00 +0000

Por Pirjo Kristiina Virtanen e Sanna Saunaluoma Geoglifo Água Fria, em Porto Acre, acesso pela Vila Pia, na BR-317. Foto: Diego GurgelNo tempo em que construíram as geoglifos no Acre e nos Estados mais próximos, os povos indígenas viviam sem fronteiras criadas por governos e habitavam áreas amplas. Já tinham seus centros e lugares de encontros interétnicos. Quando foram construídos os geoglifos, a economia e a organização social eram diferentes de hoje. Por isso, as paisagens onde residem os povos indígenas têm mudado radicalmente desde os tempos de antes da chegada de não-índios, brasileiros e estrangeiros.Na época, quando usavam os geoglifos, que são verdadeiras obras monumentais de engenharia, havia vários povos indígenas que hoje desconhecemos. Registros históricos mencionam nomes de grupos que já não existem.No Acre, Amazonas e Rondônia, a multiculturalidade tem uma longa continuidade. Mesmo que muito tempo se tenha passado desde as construções dos geoglifos, para os povos indígenas atuais as formas destes e as cerâmicas achadas em seu entorno não são estranhas. Também as formas dos geoglifos. O nosso motivo ao abordar estas questões é valorizar os patrimônios culturais indígenas.Os desenhos de geoglifos falam sua língua própria. Eles mostram que o uso da terra e do espaço foi detalhadamente planejado.As composições de geoglifos revelam algo especial em matéria de pensamento e valores dos habitantes indígenas, que foram seus construtores.As formas de geoglifos circulares, retangulares, e semirretangulares são formas geométricas comuns na arte indígena.Nós acreditamos que as teorias de arte geométrica amazônica nos ajudam a entender os geoglifos, pois elas são intimamente relacionadas com meio ambiente.O grafismo está baseado nos princípios do mundo xamânico e na presença de entidades da natureza - as que se manifestam e se tornam visíveis.Essas entidades são, entre outros, seres da floresta e forças da natureza que, juntos, permitem a vida. Guardam águas, peixes, caça e recursos em geral.Um motivo essencial para criar os geoglifos, além de sua prestação a atividades práticas, é a filosofia indígena. Para os indígenas, as pessoas são uma parte inseparável de natureza.Esses povos prestam muita atenção a mudança de tempo, estações e posições de planetas, e é por isso que organizam muitos rituais ao qual estão ligados. Muitos geoglifos possuem partes que formam um complexo dessa configuração.Para os apurinã, os geoglifos são seus lugares sagrados e associados com os seres que guardam os recursos naturais e são considerados como ancestrais. Vários geoglifos estão situados nas terras atuais deles, na divisa dos Estados do Acre, Amazonas e Rondônia.Como são considerados pelos apurinã como sítios poderosos, os indígenas se aproximam com  respeito. Nas comunidades indígenas, são os pajés que são especialistas a manter a conta de relações internas e externas com outros seres.As estruturas de caminhos levam para os geoglifos e, assim, constituem uma parte inseparável do seu design.Para chegar às paisagens monumentais no rio Purus, e em geral para se movimentar de um lugar para outro, um sistema desenvolvido de transporte era criado.Muitas vezes se pergunta: quem construiu os geoglifos e para quê?Há diversas opiniões de pessoas e teorias, que variam desde obras feitas por heroicas e misteriosas civilizações até por criaturas de outros planetas.Todavia, há uma grande resistência das pessoas em aceitar que os geoglifos foram construídos por indígenas.Ao contrário, seria mais fácil reconhecer as comunidades indígenas atuais, suas formas de se organizar e seus conhecimentos de viver com meio ambiente.Pirjo Kristiina Virtanen é professora de Estudos Indígenas na Universidade de HelsinqueSanna Saunaluoma é doutora e pesquisadora de arqueologia na Universidade de São Paulo[...]



Bico de brasa

Fri, 01 Sep 2017 13:16:00 +0000

(image)
Castigado pelo calor, bico de brasa ou chora-chuva-preto (Monasa nigrifrons) busca abrigo na garagem




Suco de apuruí

Tue, 29 Aug 2017 23:17:00 +0000

(image)
Trouxe as semente lá da Serra do Moa, na fronteira com o Peru, durante uma viagem que fiz em 1993. Há 20 anos, quando chega o verão amazônico, seus frutos caem maduros para que eu faça suco e musse.




Advogado: "Indígena huni kuin é perseguido por igrejas evangélicas, polícia e judiciário"

Sat, 26 Aug 2017 18:41:00 +0000

O advogado paulista Konstantin Gerber, que atua na defesa do indígena Raimundo Nonato Rodrigues de Carvalho, 37, preso em Feijó (AC) suspeito de estupro de vulnerável e porte de cocaína em rapé, enviou neste sábado (26), uma nota como direito de resposta. Konstantin GerberNa qualidade de advogado de defesa de Bainawa Inubake, diante da divulgação de sua foto e nome, solicitamos correções e respostas às ofensas publicadas nas matérias do “Blog do Altino Machado”: Direito de resposta - Liberdade Bainawa 1. A escrita de seu nome na língua Hãtxa Kuĩ” é Bainawa Inubake. Em sua língua, seu nome significa caminho do céu.2. No post de quinta-feira, 24 de agosto de 2017, onde se lê que “(...) Raimundo Nonato Rodrigues de Carvalho, de 37 anos, foi flagrado com rapé contendo substância derivada de folha de coca (...)” e que “(...) a Polícia Civil do Acre cumpriu, na tarde de 5 de agosto, em Feijó, mandado judicial de prisão, pois ele é acusado por parentes de sua etnia de estupro de vulnerável”, ambas passagens do texto devem ser corrigidas. 3. O inquérito do processo em que é acusado de violência sexual (estupro) não foi concluído, seguindo em segredo de justiça, mas caso a suposta vítima se retrate da falsa denúncia, este segredo de justiça deve ser imediatamente levantado pelo juiz. 4. Processos judiciais podem ser instrumentalizados para fins de perseguição política, ainda mais, quando se tornam midiáticos. Campanhas difamatórias podem gerar danos irreparáveis.5. Se existem conflitos familiares na aldeia em que Bainawa Inubake foi criado, hoje praticamente toda evangelizada, isso deve ser levado em consideração. Não é de hoje que existem notícias de conflitos familiares entre Huni Kuĩ evangelizados e aqueles que exercem o modo de vida e defendem a cultura Huni Kuĩ tradicional. 6. Se existe comportamento machista deste ou daquele, é preciso discutir e debater o tema da violência contra a mulher com todas e todos Huni Kuĩ. Além do mais, existem casos de crimes, porém, os nomes destes indígenas nunca foram expostos, o que pode colocar as vítimas, sobretudo de assédio ou violência sexual, em situação de opressão e terror com medo de denunciar. Nenhum indígena até agora foi denunciado e anunciado como feito neste momento pela Fephac por crime de estupro pelo blog de Altino Machado, justamente contra a pessoa de Bainawa Inubake.7. Estamos pedindo que o caso de Bainawa Inubake seja levado para a justiça Huni Kuĩ, para que o direito costumeiro deste povo seja respeitado, nos termos do art. 8.1 da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho. 8. Agora, se comprovado de que se trata de uma campanha difamatória motivada por intolerância religiosa contra Bainawa Inubake, este deverá ser absolvido.9. A decretação da prisão preventiva derivada deste processo teve por fundamento a declaração da suposta vítima, mas não só. Em cumprimento à ordem de prisão, Bainawa Inubake, quando estava a caminho para a assembleia da Fephac, foi preso em flagrante por transportar medicina indígena.10. Deve ficar claro que à época da expedição do decreto de prisão preventiva, Bainawa Inubake estava ministrando tratamentos como pajé, conforme atas de reuniões da aldeia novo segredo.11. Aí vem a notícia derivada de laudo de constatação da Delegacia de Polícia do Município de Feijó - preliminar ao exame toxicológico - de que havia cloridrato de cocaína no rapé que transportava. Ora, é sabido e consabido que o rapé é medicina indígena a conter tabaco e cinzas de cascas de árvore.12. O tabaco é conhecido como Dume Putu tendo como guardião espiritual Heske, que é o chefe do tabaco. O rapé é utilizado em cerimônias, em relaxamento depois do trabalho e em rituais de cura. É agente de comunicação com o espírito da floresta. 13. O rapé vem também referido no livro da Cura Una Isi Kayawa como [...]



Federação Huni Kuin pede divulgação do nome de indígena preso suspeito de estupro e porte de cocaína no rapé

Thu, 24 Aug 2017 17:47:00 +0000

Bainawa Baikana está preso em Feijó - Foto: FacebookO presidente da Federação do Povo Huni Kuῖ do Estado do Acre (Fephac),  Ninawa Inu Pereira Nunes Huni Kui, enviou nota de esclarecimento a respeito da postagem, neste blog, intitulada “Indígena é preso com cocaína no rapé; maconha e folha de coca são moda em aldeias do Acre”.A Fephac, representante da etnia, composta só no Brasil por mais de 12 mil pessoas, pede "que quando a acusação incidir sobre uma pessoa, essa pessoa seja indicada, e não apenas o povo a que pertence, para que o suposto crime do indivíduo não seja atribuído a todo um povo como temos visto ocorrer nesta última semana em face da divulgação deste caso".O blog havia optado por omitir o nome e o real motivo da prisão: o indígena Bainawa Baikana, registrado como Raimundo Nonato Rodrigues de Carvalho, de 37 anos, foi flagrado com rapé contento substância derivada de folha de coca quando a Polícia Civil do Acre cumpriu, na tarde de 5 de agosto, em Feijó, mandado judicial de prisão, pois ele é acusado por parentes de sua etnia de estupro de vulnerável.Trecho do boletim da Polícia Civil— E no tocante à questão específica do rapé, esclarecemos que o rapé feito pelo povo Huni Kuῖ na forma tradicional não contém folhas de coca in natura e/ou de algum subproduto da mesma como a cocaína que jamais, em qualquer tempo poderá ser considerada como tradicional de nosso povo. Inclusive, uma das iniciativas que a FEPHAC está desenvolvendo é justamente a criação de um selo que ateste a qualidade e autenticidade de nossos produtos - afirma a nota.E sobre esse ponto específico, a Fephac assinala que "pairam dúvidas sobre a veracidade da informação divulgada. Para a entidade, "é recomendável que se possa conhecer e divulgar amplamente todos os resultados laboratoriais capazes de atestar sem qualquer dúvida que, de fato, o indígena preso portava a substância noticiada, mas, ainda que isto seja comprovado neste caso específico, reiteramos a imprescindibilidade de diferenciar a pessoa de seu povo, e do mesmo modo, a substância que o mesmo portava do rapé que é produzido de forma tradicional e pelo povo Huni Kuῖ".Embora bastante esclarecedora, a nota da Fephac não comenta sobre a acusação de estupro e sobre o plantio e consumo crescente de maconha nas aldeias indígenas. A pedido da Funai, o indígena Bainawa Baikana está preso numa unidade do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), junto ao quartel da PM em Feijó. O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Nilson Mourão, pediu que seja garantida a integridade física do indígena.A Funai solicitou nesta quarta-feira (23) que a Delegacia da Polícia Federal em Cruzeiro (AC)  realize exame laboratorial mais acurado para confirmação do resultado do narco-teste realizado no ato do flagrante pela Polícia Civil.Nota de esclarecimento da Federação do Povo Huni Kuin do AcreNa qualidade de instituição representativa máxima do povo indígena Huni Kuĩ no Brasil, que agrega as diversas associações, organizações e comunidades Huni kuĩ em território brasileiro, a Federação do Povo Huni Kuῖ do Estado do Acre – FEPHAC – NUKUN HUNI KUINEN BEYA XARABU TSUMASHUN EWAWA, vem se manifestar publicamente acerca da matéria “Indígena é preso com cocaína no rapé; maconha e folha de coca são moda em aldeias do Acre”, publicada pelo senhor Altino Machado na data de 21/08/2017. Sobre o assunto temos a manifestar o quanto segue:I. Desde a sua fundação no ano de 2006, a FEPHAC tem buscado a proteção dos direitos culturais do povo huni kuĩ, através do estabelecimento de uma agenda positiva com as instituições competentes, notadamente a Funai, o Ministério Público Federal, Ministério da Cultura, IPHAN, IBRAM, CISGEN e Ministério das Relações Internacionais, dentre outros.II. Da mesma maneira, a pre[...]



Indígena é preso com cocaína no rapé; maconha e folha de coca são moda em aldeias do Acre

Mon, 21 Aug 2017 18:49:00 +0000

Um indígena de 37 anos, da etnia huni kuin (kaxinawá), do Rio Envira, está preso desde o começo do mês no quartel da Polícia Militar do Acre, no município de Feijó, após agentes da Polícia Civil flagrá-lo com 51,5g de maconha e 6,9g de rapé misturado com cocaína.O resultado positivo da presença de cocaína no suposto rapé foi constatado em exame toxicológico (narco teste) preliminar realizado na Delegacia de Polícia Civil da cidade.Vários indígenas, principalmente da etnia kaxinawá, têm sido presos no Acre nos últimos anos com maconha.Caso o juiz de Feijó decida em audiência de custódia que o indígena terá que responder ao processo preso, ele terá que ser transferido para a penitenciária de Tarauacá.Com um histórico de conflitos em sua aldeia, o indígena preso vivia basicamente de vender e realizar rituais com rapé em cidades como Rio, Brasília e São Paulo, onde o consumo de tabaco em pó feito para cheirar é crescente.O caso trouxe mal-estar aos huni kuin, agora divididos entre os que comemoram a prisão e os que tentam libertá-lo.Excetuando o já grande comércio de ayahuasca, nos últimos anos os indígenas do Acre passaram a viajar e a ganhar dinheiro com a exportação de rapé e kambô, conhecido como vacina do sapo.Turistas estrangeiros, principalmente chilenos, costumam viajar até Cruzeiro do Sul (AC) para comprar a secreção do sapo cristalizada.Existe até uma mistura muito perigosa, que não faz parte da tradição de nenhuma etnia, que combina rapé com kambô.Atualmente, o rapé faz parte da lista de produtos da floresta acreana mais comercializados dentro e fora do país.Alguns indígenas, individualmente, chegam a produzir até 40kg de rapé. Além disso, nas cidades do Acre, brancos produzem rapé e comercializam como sendo de origem indígena. Vários sites, dentro e fora do Brasil, também comercializam abertamente o rapé, inclusive com outras misturas exóticas.Nenhum documento antropológico ou etnográfico sobre as populações indígenas do Acre menciona o cultivo e uso de maconha.Os huni kuin gostaram tanto da canabis que passaram a cultivá-la em suas aldeias. Dizem que é um "tabaco perdido", que era consumido por seus ancestrais.A maconha passou a ser chamada de shuru e contou até com parecer antropológico em defesa de seu cultivo nas terras da etnia.As redes sociais, especialmente o Facebook, são o ambiente ideal para acompanhar a expansão do comércio de todas essas substâncias em várias cidades do mundo, levadas por indígenas.Existem jovens indígenas com menos de 20 anos de idade que se declaram pajés e viajam para metrópoles atraídos por gente do movimento new age, capaz de pagar em dólares por experiências com substâncias que sejam capazes de ampliar os sentidos.Das 14 etnias presentes no Acre, o consumo de folha de coca para mascar faz parte da tradição apenas dos ashaninka, que pertencem a família linguística aruak (ou arawak), principal componente do conjunto dos aruak sub-andinos, também composto pelos matsiguenga, nomatsiguenga e yanesha (ou amuesha).Mascar folha de coca virou moda entre as demais etnias, que são da família linguística pano. Como a planta não existe nas terras destas etnias, os indígenas adquirem a folha de coca em cidades e vilarejos peruanos e bolivianos.A moda, que começou entre os yawanawá, se tornou foco de preocupação do líder indígena Joaquim Tashka Yawanawá durante o recente 5˚Festival Mariri de sua etnia.Indígenas e brancos compareceram ao festival com sacos pretos contendo folhas de coca. Por causa disso, o líder indígena já solicitou à Funai para agendar a presença, na aldeia Mutum, do delegado da Polícia Federal de Cruzeiro do Sul.— Mascar coca não faz parte de nossa tradição e não vamos ficar mascando coca apenas porque os ashaninka mascam. Queremos a presença do delegado da Polícia[...]



Fóssil de “parente-irmão” do maior jacaré da Amazônia terá nome novo para a ciência

Tue, 25 Jul 2017 18:35:00 +0000


O achado de parte de um crânio de jacaré fossilizado, coletado no sítio fossilífero Talismã, na divisa do Acre e Amazonas, foi identificado por  paleontólogos de três instituições brasileiras de pesquisa como sendo de um “parente-irmão” do jacaré-açu (Melanosuchus niger), o maior jacaré vivente na Amazônia nos dias atuais.

As conclusões sobre o achado estão sendo preparadas para publicação em artigo oficial e deverá receber uma nominação nova para a ciência.

Por consequência do fóssil, os pesquisadores concluíram que o jacaré-açu atual é um “fóssil vivo” remanescente desse grupo de jacarés já extintos que teriam vivido na Amazônia há cerca de 8 milhões de anos, durante o chamado período Mioceno.

De acordo com os estudos, o novo jacaré fóssil encontrado tinha tamanho, hábito alimentar e nicho ecológico compatível com a do jacaré-açu atual e pertence ao mesmo Gênero (Melanosuchus).

O resultado preliminar do trabalho conjunto, realizado entre paleontólogos da Uviersidade Federal do ACre (Ufac), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi apresentado durante o XXV Congresso Brasileiro de Paleontologia, realizado em Ribeirão Preto (SP), no período de 17 a 21 de julho.

Segundo os pesquisadores, o jacaré encontrado teria coabitado na região com o gigante Purussaurus -o maior jacaré de todos os tempos, cujo fóssil foi encontrado no Rio Acre- e outros jacarés já extintos, como o Mourasuchus (jacaré-bico de pato) e Gryposuchus (jacaré-gavial).

O paleontólogo Jonas Filho, da Ufac, disse que o achado de mais um crocodiliano fóssil na Amazônia dá reforço à tese de que há 8 milhões de anos a região sul ocidental da Amazônia -parte sul do Amazonas, Acre e parte leste do Peru e da Bolívia- era tomada por um megapantanal composto por uma diversificada rede hidrográfica formada por lagos e rios que variavam na sua coloração, profundidade e correnteza. Alguns cientistas chamam a este megapantanal de “lago Pebas”.

— A nova espécie de jacaré estudada, tal como o gigante Purussaurus, foi extinta por consequência de profundas variações no clima da época, que resultou no desaparecimento do megapantanal, reduzindo a necessária quantidade de água e de alimentação tão importantes para a sobrevivência das espécies que da água dependiam para viver - acrescentou Jonas Filho.




Teia de aranha

Wed, 05 Jul 2017 16:11:00 +0000

“A ciência da abeia, da aranha e a minha muita gente desconhece” (João do Vale) 
 




Tensão em Xapuri parece a que precedeu assassinato de Chico Mendes, diz sindicato

Mon, 03 Jul 2017 23:26:00 +0000


''Próximo dos 30 anos do assassinato de Chico Mendes, a situação no município volta a ficar muito tensa.

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri vem de público denunciar a situação de conflito na região baseada em ações judiciais movidas pelos fazendeiros que, quase sempre, ganham na Justiça o direito de expulsar posseiros antigos e históricos dos velhos seringais que ficaram fora da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes .

A situação se agrava e se espalha atingindo posseiros de parte do Seringal Nova Esperança, às margens do rio Acre, trecho entre Xapuri e Brasiléia, ameaçados de expulsão por liminar concedida em 2013 em favor de um adquirente de posseiro muito mais recente do que os que estão lá, comprada de um ex-administrador de fazenda, posseiros do seringal Lua Cheia, “desaparecido do mapa” por uma decisão judicial de 2003 que fez com que a parte da margem do mencionado seringal e outras colocações que ficaram fora da desapropriação da RESEX Chico Mendes, que o anexou à fazenda Vista Alegre, o mesmo tendo ocorrido com posseiros do seringal São Pedro. Há, ainda, ações contra posseiros do seringal Iracema, São José e a área conhecida como “Gleba Sagarana” que envolve parte de vários seringais (Albrácia, Porto Franco/Novo Catete, Boa Vista, Nazaré, Floresta, Bosque), nas proximidades de Xapuri e que ficaram fora da Resex.

Há liminares concedidas em fase de cumprimento. Há decisões judiciais contrárias aos posseiros tramitando em fase de apelação no Tribunal de Justiça do Estado do Acre.

Os fazendeiros, por sua vez, encontram-se confiantes e respaldados, em função de várias decisões judiciais que lhes têm sido favoráveis. Isso aumenta o clima de tensão, pois há posseiros que vivem na mesma colocação há 30, 40, 50 anos e, mesmo assim, têm suas expulsões determinadas pelo Juiz de Xapuri.

O STTR de Xapuri quer denunciar o clima de tensão e pedir às autoridades constituídas, ao Poder Judiciário, ao Ministérios Públicos Estadual e Federal para agirem rapidamente, antes que ocorra um conflito de grandes proporções, pois são mais de 500 famílias as que estão sob ameaça de expulsão neste momento, vez que, mesmo aquelas onde não há processos, já se percebe a movimentação dos fazendeiros no sentido de judicializar a questão alegando, fundamentalmente, que as posses, antigas, todas elas, são “parte da reserva legal” de suas propriedades e que, por isso, os posseiros têm de ser expulsos.

Esperamos providências urgentes, pois a memória de luta de Chico Mendes não será esquecida e a violência que o fez tombar não irá tripudiar sobre os trabalhadores quase 30 anos após seu assassinato.

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri está ao lado de todos/as os/as posseiros/as ameaçados/as de expulsão e disposto a retomar a luta dos empates, se necessário for, em defesa dos direitos dos associados.
       
Xapuri (AC), 3 de julho de 2017
               
Francisco de Assiz Monteiro de Oliveira
Presidente



Flor do jagube

Sun, 02 Jul 2017 16:05:00 +0000

Do cipó banisteriopsis caapi, usado na preparação da ayahuasca (daime)









Choca-barrada macho

Sat, 24 Jun 2017 22:24:00 +0000

(image)
Na altura da janela da cozinha, no pé de manacá, choca-barrada macho, da família Thamnophilidae, que possui onze subespécies. Seu nome científico Thamnophilus doliatus significa: do (grego) thamnos = arbusto; e -philos = que adora, que ama; e do (latim) doliatus = barrado, listrado. Pássaro barrado que adora os arbustos.







CNJ constata no Acre presídios superlotados e sob controle de facções do crime

Wed, 31 May 2017 22:17:00 +0000

POR MANUEL CARLOS MONTENEGROAgência CNJ de NotíciasSuperlotação de presos na Unidade Penitenciaria Doutor Francisco D'Oliveira Conde - Rio Branco AC. FOTO: Luiz Silveira/Agência CNJMesmo desaconselhada pelo comando do Exército e pela administração prisional do governo do Acre, a missão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) inspecionou nesta terça-feira (30/5) quatro presídios da capital, Rio Branco, que retratam a situação atual do sistema carcerário no estado: superlotado e disputado por facções criminosas. No Complexo Penitenciário Doutor Francisco de Oliveira Conde, o conselheiro Rogério Nascimento e a juíza auxiliar da Presidência do CNJ Maria de Fátima Alves depararam-se com a divisão territorial do espaço físico das prisões entre Comando Vermelho, PCC e outras facções criminosas do Acre. "A separação da população carcerária do Complexo Penitenciário é inadequada e cria condições para que novas tragédias ocorram", afirmou Maria de Fátima.Horas antes de o CNJ chegar ao local, uma arma de fogo foi encontrada pela 17ª Brigada de Infantaria de Selva, do Exército Brasileiro, durante varredura em curso no Complexo Penitenciário da capital acreana desde segunda-feira (29/5).Para não atrapalhar a missão do Exército, que envolveu cerca de 600 homens, a comitiva do CNJ decidiu vistoriar as unidades apenas após a saída dos militares. No início da manhã, o comandante da Brigada, general Eduardo Leal, manifestara a autoridades locais sua contrariedade em relação à entrada do CNJ nas instalações do presídio enquanto durasse a operação militar.Com o apoio de sete cães farejadores da Força Aérea Brasileira, os militares encontraram dezenas de celulares e até uma pistola, no pátio de um dos pavilhões, de acordo com o oficial de Relações Públicas do grupamento, Major Eufrásio.Cconselheiro Rogério Nascimento e a juíza auxiliar da Presidência do Conselho, Maria de Fátima Alves, diante da celas  do presidio Francisco de Oliveira CondePor conta do risco de rebelião entre os presos, a equipe do CNJ foi escoltada durante toda a visita por cerca de 12 homens da Tropa de Choque da Polícia Militar e agentes penitenciários. Segundo relatos de agentes do complexo, quatro armas de fogo foram apreendidas nos últimos meses.Ao longo de toda a passagem do CNJ pelas prisões de Rio Branco, muitos presos relataram abusos que teriam sido cometidos durante a vistoria do Exército, além da violência cotidiana praticada pelas forças de segurança que atuam nos presídios do Complexo. Foram fotografados alguns aparelhos televisores quebrados dentro das celas. “Vamos levar todas essas denúncias ao conhecimento da Defensoria Pública do Estado do Acre”, afirmava a juíza do CNJ Maria de Fátima Alves, enquanto anotava cada uma das acusações de agressão ouvida dos presos. Também será encaminhado um ofício ao Comando do Exército que tem a competência para realizar a apuração.Tensão crescente Tensão crescenteA escalada da tensão no ambiente prisional acreano começou a atrair a atenção da opinião pública em outubro de 2016, quando um confronto entre duas facções instaladas em pavilhões vizinhos do Complexo Penitenciário Doutor Francisco de Oliveira Conde resultou em quatro presos mortos por disparo de arma de fogo e 19 feridos por armas brancas, fabricadas dentro da própria cadeia, segundo agentes penitenciários. Desde então, os grupos criminosos foram isolados em pavilhões diferentes, independentemente dos critérios de divisão estabelecidos na Lei de Execução Penal. A Lei n. 7.210/1984 prevê, por exemplo, que a condição legal do encarcerado separe, dentro de um estab[...]



Bruno Borges registrou em cartório contrato sobre livros no dia do desaparecimento

Wed, 31 May 2017 18:24:00 +0000

Famoso no Brasil como “menino do Acre”, o jovem Bruno Borges registrou num cartório de Rio Branco, em 27 de março, data de seu desaparecimento, contrato com o amigo Marcelo de Souza Ferreira para o lançamento de 14 obras criptografadas.A Polícia Civil do Acre encontrou o documento, intitulado “Contrato de Sociedade no Projeto Enzo com o Lançamento de 14 Obras”, ao cumprir um mandado de busca e apreensão na casa do amigo de Bruno.Os policiais encontraram com Marcelo dois cigarros de maconha e ele foi preso, segundo a assessoria da Polícia Civil, por falso testemunho, pois quando prestou depoimento teria declarado que não sabia nada sobre as obras e o paradeiro de Bruno Borges. O celular dele foi apreendido e já está com a perícia.Consultada, a psicóloga e empresária Denise Borges, mãe de Bruno, declarou:— Essa é a linha de investigação da polícia. Não quer dizer que seja verdade. Eu sei dele desde o início. Marcelo era como ajudante do Bruno, tipo serviços prestados. Sendo assim, ele trabalhava para o Bruno e seria ressarcido pelo trabalho prestado.Questionada sobre o motivo de ter silenciado sobre o contrato, a mãe de Bruno Borges acrescentou:— Eu nunca falei um monte de coisas, inclusive o conteúdo dos livros. Dos quatro que já li, garanto não ser nenhuma jogada.Gabriela Borges, irmã de Bruno, se manifestou no Facebook:— Desde o desaparecimento soubemos do contrato,e isso nunca nos disse muita coisa a respeito. Até porque, para que os planos do Bruno deem certo, ele precisa de dinheiro. Afinal, não dá pra construir hospitais e ajudar quem precisa só com amor no coração. Então nem comecem com nhenhenhe!! Qual o problema ele fazer um contrato para ajudar amigos que o ajudaram? O problema é que sempre tentam encontrar um meio pra denegrir a imagem de alguém de bem. As pessoas não conseguem suportar a ideia de que existe gente boa nesse mundo, com planos só de ajudar o próximo. É falta de amor, de empatia. É medir o outro pela sua própria régua. Quem conhece o Bruno sabe exatamente do que passa em seu coração e qual sua verdadeira intenção com a publicação da sua obra, que por sinal, é muito interessante. Em breve teremos o lançamento do primeiro livro.[...]









Após 20 anos no governo do Acre, PT conta com 4 nomes para continuar no poder

Thu, 25 May 2017 19:18:00 +0000

As lideranças do PT no Acre não se cansam de dizer que o governador Tião Viana é quem comandará o processo de definição do candidato do partido a sucedê-lo.Consultado, o governador limitou-se a dizer que é grande admirador de quatro nomes e citou a vice-governadora Nazaré Araújo, o deputado estadual Daniel Zen, o secretário de Segurança Emylson Farias e o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre.“É necessário nova agenda, novo futuro, e cada um pode fazer muita coisa boa para o Acre”, acrescentou Viana.Indaguei individualmente aos quatro petistas prediletos do governador: você se considera preparado a se posicionar como pré-candidato ao governo do Acre e qual sua agenda inovadora após 20 anos de PT no comando do governo estadual? As respostas de cada um a seguir:Daniel Zen, 36, bacharel e mestre em direito, deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores, líder do governo do Acre na Assembleia e presidente do Diretório Regional do PT“Aceitei ser indicado como um dos quatro pré-candidatos da Frente Popular do Acre ao governo do Estado por causa de um processo democrático de discussão que, ao invés de se fechar em torno de uma hipótese única de pré-candidatura majoritária, se abre ao debate amplo de diferentes possibilidades.Temos a qualidade de outros nomes ventilados até aqui: o da vice-governadora Nazaré Araújo; do secretário de Segurança Pública, Emylson Farias; e do prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre.Aceitei a inclusão de meu nome nesse seleto rol de grandes companheiros de luta e de jornada por indicação do partido que agora tenho orgulho de presidir, porque acredito que a FPA transformou o Acre para melhor e ainda tem muito a colaborar para a melhoria da qualidade de vida do povo acreano.E porque também acredito que o bom debate deve ser travado não apenas em torno de nomes, mas também em torno de ideias e propostas que possam embasar a construção de um grande projeto de governo.Defendo, como ideias-força para o debate do programa com o qual a FPA se apresentará à população em 2018, as seguinte propostas:1. Educação de qualidade máxima, como caminho para a solidificação de um projeto de desenvolvimento local e regional;2. Empregos de qualidade, com a busca por melhores salários e renda, nas áreas privada e pública;3. Conciliação dos preceitos da sustentabilidade (uso racional dos recursos naturais, para as presentes e futuras gerações) com os princípios do desenvolvimento econômico, por intermédio da consolidação de uma economia de base diversificada, com inclusão de todos os setores da zona urbana e rural, a partir dos pequenos empreendimentos, quer seja na produção, quer seja na indústria, comércio e serviços;4. Cultura, esporte e lazer como mola de propulsão dos laços de pertencimento comunitário, desenvolvimento social, mais saúde e melhor segurança pública;5. Desenvolvimento de fortes mecanismos de controle social e participação popular na gestão pública como requisito para o exercício da cidadania participativa.”Emylson Farias, 44, secretário de Segurança Pública e delegado de Polícia Civil“Os governos da Frente Popular mudaram o Acre, melhoraram a qualidade de vida em todo o Estado e reduziram muito o número de pessoas na extrema pobreza. O governador Tião Viana deu novo impulso na economia regional e é por isso que o Acre está conseguindo manter bons serviços, pagar funcionários e fornecedores, fazer novos investimentos. Tive a honra de ser secretário de Polícia Civil e sou secretário de Segurança Pública. Sou dele[...]



Carvão de ouriço de castanha

Fri, 05 May 2017 21:17:00 +0000






Um homem de saia no Acre

Sun, 23 Apr 2017 15:11:00 +0000

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Estava apressado quando avistei o casal saindo do Mercado Elias Mansour, às 6h51 deste domingo. Deu vontade de segui-lo para relatar o impacto que o homem causa ao transitar de saia pelas ruas de Rio Branco. Rapidamente, presenciei cutucadas, olhares de perplexidade e desaprovação, além de piadas e gargalhadas. Mas o homem ousado seguiu impassível no seu caminho. Estava realmente apressado, tanto que só depois, ao rever a foto, com ajuda de amigos, constatei que o homem, por causa da barba e do violão, é o músico acreano Diogo Soares, da banda Los Porongas.




Indígena Maria Gilda Yawanawá conta os desafios superados para se tornar médica

Tue, 18 Apr 2017 14:10:00 +0000

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Maria Gilda Yawanawa, 28, conta os desafios que superou com apoio de sua família muito humilde para cursar medicina em Cuba. Com diploma revalidado pelo Conselho Regional de Medicina, a médica trabalha na UPA do conjunto habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, faz residência em infectologia e sonha “voltar para aquele lindo lugar”, a Terra Indígena Rio Gregório, habitada pela etnia yawanawá. As etnias huni-kuin (kaxinawá) e yawanawá já conseguiram formar quatro médicos - duas mulheres e dois homens, todos atuando no Acre, Amazonas e Pará. Um quinto indígena, da etnia kaxinawá, está no último ano na Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo. Compartilhemos a conquista desses indígenas, fato inimaginável há 20 ou 30 anos.



Maria Gilda Yawanawa

Mon, 10 Apr 2017 02:33:00 +0000

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Já entrevistei tanta gente rica, famosa e poderosa, mas poucas vezes com a emoção que senti neste domingo (9) ao entrevistar a médica Maria Gilda Yawanawa, 28 anos, que trabalha na UPA do conjunto habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco. O vídeo da entrevista será publicado em breve. As etnias huni-kuin (kaxinawa) e yawanawa já nos legaram quatro médicos - duas mulheres e dois homens, todos atuando no Acre, Amazonas e Pará, formados em Cuba. Um quinto indígena, da etnia kaxinawá, está a se formar na Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo.




Caso Bruno Borges: hipótese de crime perde força no desaparecimento de jovem acreano

Thu, 06 Apr 2017 16:38:00 +0000

Polícia Civil do Acre considera "ato voluntário" como linha de investigação  mais viável"A verdade é o caminho oposto"O desaparecimento do jovem Bruno Borges, 24 anos, filho de um casal de classe média alta de Rio Branco (AC), ocorrido há 10 dias, segue envolto em mistério e sendo objeto de rumores inimagináveis na imprensa e nas redes sociais.O jovem, que partiu sem dizer adeus, deixou para trás os pais e dois irmãos, referências a um secreto “grande projeto” que iria “mudar a humanidade de uma forma boa”, além de 14 livros em código e uma estátua do filósofo Giordano Bruno no quarto cujas paredes foram cobertas com textos, fotos e desenhos enigmáticos.A Polícia Civil do Acre investiga o desaparecimento de Bruno Borges, mas o delegado Fabrizzio Sobreira, responsável pelo caso, se manifestou poucas vezes, de modo lacônico, sobre o andamento sigiloso da investigação. Quem se pronuncia publicamente pela primeira vez sobre a investigação é o secretário adjunto de Polícia Civil, delegado Josemar Moreira Portes, após entendimento com o delegado e com o secretário Emylson Farias.A Secretaria de Polícia tenta, ante o grande volume de contatos, sobretudo da imprensa, preservar para que o delegado possa trabalhar, do contrário teria que ficar o dia inteiro concedendo entrevistas.Como a demanda é enorme e o delegado está ciente dessa estratégia, veja a entrevista exclusiva com secretário Josemar Portes:Secretário Josemar PortesComo está a investigação da Polícia Civil do Acre em relação ao desaparecimento de Bruno Borges?A partir do momento em que confirmamos o desaparecimento, temos a obrigação de agir para, eventualmente, confirmar ou não a existência de um crime. Então, adotamos linhas de investigação para cada uma das primeiras hipóteses, que vão de um ato voluntário a um ato extremado, como suicídio, ou talvez homicídio, sequestro, perda da consciência etc.Quais dessas hipóteses ou linhas de investigação estão descartadas ou são consideradas menos prováveis?Nenhuma está descartada, mas a hipótese de qualquer ato criminoso, como homicídio ou suicídio, não está se evidenciando até o momento.O que está se evidenciando?Há indícios de um ato voluntário, ou seja, de um desaparecimento voluntário por algum motivo, muito embora isso ainda não esteja comprovado. Essa é uma hipótese, mas não eliminamos nenhuma das outras hipóteses, tanto é que temos gente ainda em campo, até fora do Acre. Temos parceiros trabalhando nisso e, obviamente, a família é nossa parceira, pois reúne informações. Não eliminamos nenhuma hipótese capaz de explicar o desaparecimento, embora, pelo tempo decorrido e os indícios coletados até o momento, o ato voluntário é a hipótese mais viável, embora ainda não seja uma certeza.Vocês apreenderam ou coletaram material ou equipamentos como celulares e computadores da casa de Bruno?A gente fez algumas pesquisas, mas atualmente não mantemos em poder da polícia nenhum material apreendido. Já obtivemos todos os elementos técnicos e depoimentos testemunhais que pudessem nos levar a alguma informação capaz de explicar o desaparecimento.Bruno está usando o celular? O aparelho dele está sendo monitorado?Qualquer informação que envolva quebra de algum sigilo protegido por lei, assim como as medidas até então tomadas, serão mantidas em segredo para preservar a família, o rapaz e a própria [...]



Granja produz 110 mil ovos por dia no Acre

Tue, 04 Apr 2017 15:58:00 +0000

Visitei a filial da Granja Garijó em Rio Branco, no Km 54 da BR-317, de Luiz Helosman de Figueiredo, empresário de Cruzeiro do Sul que atua no setor há 36 anos. Com dez galpões e mais de 170 mil aves de alta postura, a granja produz 110 mil ovos por dia, emprega 45 pessoas e já atende a 70% do mercado do Acre. Com recursos próprios e captados junto ao Banco da Amazônia, o investimento passa de R$ 3 milhões. O governo do Acre apoia o projeto, que favorece a cadeia do milho e avicultura comunitária. Mas o que mais me impressionou foi a dedicação e o entusiasmo de dois jovens acreanos, os irmãos Diogo e Angelo Figueiredo, filhos de Helosman. 

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