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terceiro érre





Updated: 2016-09-07T21:35:40.777-07:00

 



7 meses.

2013-06-24T15:35:23.069-07:00

Sinto que já perdi tudo. A juventude, as pernas, o brilho no olhar, a confiança, a vontade. São horas demais em meio a estantes repletas de livros que já não me dizem nada, viagens de ônibus demais, essa ponte cruzada vezes demais, dias que se transformaram em sequências numéricas, mecânicas porém imprecisas, listas das quais eu não quero mais fazer parte, exceto uma, e justo aquela que se recusa a me incluir.

Foi um nó dos mais simples de se tecer, porque é tão difícil me desamarrar?



mais um vez, com sentimento.

2012-06-30T12:38:51.042-07:00

Durante tanto tempo eu me dediquei com tanto afinco a escrever em terceira pessoa, escrever em primeira pessoa, escrever pra nenhuma pessoa. nesse esporte que era o 3º R, (saudadinha do 1º e do 2º). Agora eu tenho mais tempo do que nunca, ou tanto tempo como sempre, e em dois anos - dois anos quem acredita que se passaram dois anos- aconteceu tanta coisa, tantos lugares, tantas pessoas, tanto em tanto tempo e agora tudo de volta aqui, pro mesmo lugar. Eu também. 
Lá e de volta outra vez.
Mais uma vez.



monster

2010-11-22T15:41:04.771-08:00

(image)


ouço Lady Gaga e não espero a folha secar.



Quinta-feira.

2010-05-30T13:22:49.959-07:00

Você quer tudo e não quer nada.
Me quer inteiro e desperdiça a melhor parte de mim.

Vou parar de prometer o que eu não posso cumprir.



vinte e um.

2010-05-16T19:27:23.323-07:00

Existe um número limitado de vezes que você pode cometer o mesmo erro.
Usar as mesmas desculpas, culpar a bebida, o inferno-astral, a solidão, a solidão, a solidão.
Existe um número limitado de vezes que você pode cometer o mesmo erro.




Cena #13

2010-04-09T23:15:37.441-07:00

Duas garotas, aparentemente da mesma idade, sentadas lado a lado num muro, balançando as pernas num ritmo lânguido, permanecem quietas. Apenas esperando alguma coisa, qualquer coisa, acontecer.

A de pernas mais compridas fala:

- Você já se apaixonou por alguém impossível, M?

A outra dá um trago no cigarro, inalando profundamente, e solta a fumaça em aros em direção ao céu, esticando o pescoço e jogando a cabeça pra trás. A de pernas compridas a encara, apertando as unhas contra as palmas das mãos.

M responde:

- Claro, mais ou menos uma vez a cada quarenta e oito segundos.

Volta o silêncio. A de pernas compridas volta a falar:

- Eu tô falando de verdade, M, um autêntico amor platônico que corta seu coração, um batimento após o outro.

M abaixa a cabeça, e encara a outra, olhando direto pra ela e além dela, pra alguma coisa ou alguém que não estava por perto.

- Anda, a gente tá atrasada.

M joga o cigarro no chão e pisa com a ponta do tênis. Sai andando na frente, depressa.

A outra a segue, andando devagar e a alcançando sem dificuldade. Ela tem as pernas mais compridas.








eu, a escrota cavalgadora de pôneis.

2010-03-18T19:16:40.922-07:00

(image)
Durante a noite, encontrei motivos pra todos os meus desgostos que antes eram justificados apenas como pura, natural e gratuita antipatia, logo, não eram justificados. Enquanto cavalgava no meu pônei lilás em direção aos domínios de Sandman, pensei, eu sabia que eu não era tão escrota assim.

Acordei e não lembrava de nada.
Nenhum deles. Nenhumzinho, e porra, eles eram bons, mais que isso, eles eram ótimos!
Ou não.
Vai ver eram umas merdas de motivos.
Vai ver eu sou mesmo, pura, natural e gratuitamente antipática. Não só escrota, como escrota pra caralho.

Ou não.
Não.
Não mesmo.







cena #4

2010-03-16T15:43:27.606-07:00

Entra a música.
E. entra no quarto e bate a porta. Pega a caneca vazia em cima da tv e arremessa contra a parede. Tira a roupa. Se enrola na toalha e segura a maçaneta. Respira fundo e se apressa pelo corredor, entrando no banheiro e batendo a porta, de novo.

Senta na tampa da privada, apertando a toalha contra o corpo e apertando os lábios um contra o outro, fazendo força.
Entra no box, debaixo d'água, e deixa escapar um grito. Chora. Chora com o corpo inteiro, sacudindo os ombros e apertando a barriga. Diminui a música, corta pro corredor.

Do lado de fora, a mãe de E. escuta tudo. Fala contra a porta, esperando que a filha escute.

- Desculpa.

E. não escuta.

A mãe volta pra cozinha.

Corta pro box.
E. termina o banho, volta pro quarto. Fica encarando os restos da caneca no chão. Pega um caco e fica segurando na ponta dos dedos.

Aumenta-se a música, fade out.



#3

2010-03-08T11:07:56.901-08:00

(image)
Separei e rotulei cada um dos meus afetos. Guardei-os em vidros, e os observei boiar naquela solução caseira, que todos me ajudaram a preparar.

Tenho uma geladeira cheia de pedaços que já foram meus e seus.

Venho carregando o vento no peito.
Sopram através de mim.



na parte de trás de uma folha desenhada, tinha isso.

2010-02-28T19:44:07.944-08:00

Me tornei um sopro.
Uma presença sem nenhuma expressão.
Foram voltando uma a uma, todas as células que se multiplicaram, até que eu era uma coisinha de novo. Um fiapo de gente.

Só precisava de uma palavra pra me trazer de volta.
Ninguém disse.

Você não disse.




#sketchbook

2010-01-24T13:06:45.119-08:00

(image)
(image)




'Anda,

2010-01-22T19:16:49.284-08:00

levanta daí.'
'Não consigo, não consigo'
'Como não, tá sentindo alguma coisa?'
'A gravidade, a gravidade..'
'O que tem ela?'
'É mais forte que eu. Tá me esmagando e eu não consigo empurrar de volta.'







Vontade que dá e passa. E dá outra vez.

2010-01-22T18:24:30.391-08:00

O que é sempre interessante é com frequência querer mudança, mudança, quero uma coisa nova, novidade, diferente, alguma coisa, qualquer coisa, pelo amor de deus, me dê alguma coisa nova, e aí, querer aquela vibe antiga de volta, querer o passado outra vez, só mais uma vez, que nem daquela vez, por favor, pelo amor de deus, vamos fingir que é 2006/ 2007/2008, vamos ser que nem éramos antes disso, por favor, eu preciso me sentir que nem eu me sentia antes.

Não dá pra gostar do que é agora? Ahm?




Uma história triste de ano novo, que eu escrevi muito tempo atrás, ou só, alguém prestes a pular a janela quando der meia noite.

2010-01-22T18:23:37.621-08:00

Cinco minutos pra meia noite. Cinco minutos pra mudar o ano, mudar o ano, mudar a vida.
Quatro minutos e quatro passos da beirada da cama até a janela, quatro passos, uma perna pra dentro da noite, uma perna balançando no escuro, dez andares distante da rua vazia.
Três minutos. Paul McCartney cantando sem voz na tv, o ventilador soprando o cobertor pendurado pra fora da cama.
Dois minutos e duas pernas pra fora, não vou olhar pra baixo, não quero olhar pra baixo, olha as estrelas, que lindas as estrelas.
Um minuto. E nada. Só vou respirar e não olhar pra baixo.
Dez.
Nove.
Oito.
Sete.
Seis.
Cinco.
Quatro.
Três.
Dois.
Um.
As estrelas sobem, descem, fazem curvas e explodem em mil cores diferentes, em um mundo diferente. Eu sei que os fogos são barulhentos, mas não escuto nada.
O chão chega rápido demais. Não dá nem tempo de dizer Feliz Ano Novo.



Passei a noite com o Rei

2010-01-22T18:21:35.130-08:00

Só existe um espiríto que vale a pena deixar entrar no fim do ano.
Vamos nos empanturrar com todos esses esforços culinários, e depois encher a cara ouvindo rock n roll.
(image)
Especial Anual do Rei, savy?



Tudo bem se

2010-01-22T18:24:46.665-08:00

Eu disser que tenho preguiça de viver?



#3

2010-01-22T18:22:04.169-08:00

Sou desarmada por sua doçura-surpresa.
Desmancho inteira - das tranças ao final das mãos.



Quente quente quente

2010-01-22T18:24:57.252-08:00

Tudo o que eu vejo é alaranjado, a camada do verão passou pro céu, pro chão, pro sofá e pra gelatina dentro da geladeira.Das palmas suadas à camiseta colando nas costas, tudo o que eu vejo, sinto, penso e sou é o calor, é o Sol, it's summertime time ime.
E pensar que nas aulas de Geografia eu me sentia especial por morar abaixo a linha do equador, por não viver no pretensioso clima temperado.
Devia ser porque na classe tinha ar condicionado.



T no ônibus, curta 03.

2010-01-22T18:25:28.225-08:00

T, como toda pessoa normal, odiava andar de ônibus. Toda aquela gente se esfregando umas nas outras, aqueles ‘dá licença’ e ‘desculpa’, murmurados sem entonação e sinceridade, o trocador com cara de sono, o motorista que mesmo reparando que o ônibus está lotado continua parando nas plaquinhas azuis e deixando mais gente ainda entrar (quer dizer, por quê? Ela sabia que ele não ganhava bônus pra cada pessoa a mais que se espremia dentro do carro que ele guiava), ela simplesmente detestava. Ela sabia também que se fosse andando, além de economizar dois reais, chegaria no cursinho mais rápido, e definitivamente menos perturbada, já que as endorfinas liberadas na caminhada dariam conta do recado. E então o ônibus parou na esquina da avenida principal com a rua dos bancos, e ela entrou. E ela se lembrou do porque andar de ônibus todas as manhãs. Nesse caso, ‘ela’ , era C, uma garota que fazia cursinho junto com T. C, era uma garota completamente normal: seus cabelos castanhos na altura do ombros eram normais, seu rosto redondo era normal, seu sorriso largo era normal. E mesmo assim, T, ficava tão tímida e nervosa perto dela, que no cursinho se sentava o mais longe que a sala lhe permitia, e se esforçava para evitar olhar na direção dela durante os intervalos. Mas no ônibus...assim que percebia que T estava ali, C ia se espremendo na direção dela, e iam sacolejando lado a lado pelo resto do caminho até o cursinho, conversando sobre os professores ou sobre alguma questão complicada de alguma prova passada. Era só ali que T se permitia olhar na direção da colega sem restrições, e mesmo que não conversassem sobre nada realmente importante, ela ansiava por aqueles instantes, a parte boa do seu dia. Assim que C passou pela roleta, foi se espremendo o seu caminho até T, e enquanto seus ombros colidiam levemente um no outro, sorriu brevemente, abaixando a cabeça logo em seguida. T reparou. Geralmente C sorria o tempo todo, como se pra ela ficar em pé num ônibus lotado às sete da manhã fosse o melhor jeito de começar o dia. Resolveu ser ousada e se intrometer.‘Ei, C, o que houve?’ ‘Nada não.’ Seu tom de voz não convenceria T nem em um milhão de anos. Ela insistiu. ‘O que aconteceu? Tem certeza de que não quer conversar?’ T, por outro lado, fazia tão perfeitamente o tom da colega-fingindo-preocupação-porque-era-educada, que se não fosse o seu coração gritando ‘POR FAVOR, FALA COMIGO, ME DIZ O QUE ACONTECEU, ME DIIIIZ!’, até ela mesma acreditaria. ‘É que..ah, você não tem que ouvir isso, deixa pra lá’ C sorria fraco outra vez. Ainda não convencia. ‘Que isso, eu sei que não somos amigas muito próximas..’ porque eu sou afim de você’, a voz no coração de T dizia, ‘Mas talvez se você falar, você fique aliviada’ enquanto eu não, porque você é hetero e nem sonha que eu não sou ‘, a voz continuava, ‘e eu quero mesmo saber o que aconteceu pra você parar de sorrir. ‘É que.. eu.. to gostando de alguém. Que não gosta de mim.’ C agora olhava pra frente. T não suspirou, não rolou os olhos, não fez nada. Antes de fazer qualquer coisa ela precisava entender o que era a sensação que se espalhava pelo seu corpo, que tinha calado a voz dentro dela. C tomou aquela falta de ação como incentivo pra continuar a falar. ‘E ele... ele acabou de passar no vestibular de outra cidade e... acho que não vou vê-lo mais.’ Ela agora apertava o botão mais próximo, solicitando a parada. Só quando iam se espremendo até sair do ônibus, T foi capaz de sol[...]



Falso retrato (u hu)

2010-01-22T18:25:39.881-08:00

Sinto falta de mim. Sinto falta de você também, mas principalmente sinto falta de mim.
Ou de 'mim' refletido no seu olhar, refletidindo você..? Será? Sinto falta.
Agora eu tenho tempo pra pensar, e eu penso..à exaustão. Até quando eu não penso, eu penso.
E sonho. Sonho com você. Engraçado que nos sonhos você sempre muda de idéia e volta. E quando eu acordo, tudo continua o mesmo. E eu penso. E sinto falta. Não de você. De mim.



Ouvindo Falso Retrato (u hu) - Móveis Coloniais de Acaju, saiu. Ouve também, vai (:

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Baile;

2010-01-22T18:25:58.679-08:00


(image) Baile de rua, máscaras que se repetem num carnaval de cores, dores, e ritmos, girando e subindo, nuances e tons num desequilíbrio que faz o olhar se perder na imagem.

O Pierrot procura a Colombina, que procura o Arlequim; quando não faz diferença, não se pode ser quem quiser, escolher a máscara mais colorida, e sair rodopiando, pairando aqui e ali, como um beija-flor, fazendo das palavras suas asas e seu beijo viciado.
Vinte e quatro horas de paraíso, o lança-perfume que demora pra evaporar da camiseta, é só brincadeira, não machuca ninguém. Rapazes solitários, encham seus corações de alegria..

E quando for demais, quando seus pés não forem capazes de suportar mais tanta folia, senta um instante no escuro, entre uma esquina e outra, afasta-se do barulho do bloco, e muda de máscara.
Respira fundo, dá mais uma cheirada, espalha de novo o seu perfume, e começa tudo outra vez. Se esconde, faz seus interesses mudarem..
Não consegue dar um fim ao seu carnaval.



ato

2010-01-22T18:26:37.991-08:00

A música diminui. Um spot de luz único focado na jovem sentada sozinha na mesa de madeira. Um prato de brigadeiro meio comido jaz no meio da mesa, duas colheres apoiadas na beirada. A cadeira ao lado dela encontra-se vazia também. Ela encara o prato e as colheres, até que um rapaz magro vestindo uma camisola de seda azul entra e senta-se ao lado dela.

- Então é isso.

(O rapaz fala enquando pega uma colher e enche de brigadeiro. Ele faz barulho de avião com a boca enquanto leva a colher na direção da jovem. Ela mantém a boca fechada e vira o rosto. Ele não insiste, passando a comer o brigadeiro.)

- O que você quer?

(Ele fala novamente, a voz saindo pastosa de brigadeiro. Os dois ficam quietos, ela suspira e abaixa a cabeça, apoiando-a nos braços sobre a mesa. Ele termina de comer, enchendo a colher novamente. O brigadeiro se inclina perigosamente para as beiradas da colher. Ela fala.)

- Quero dormir. E sonhar. E que você tire a minha camisola, e que morra engasgado com esse brigadeiro velho.

Ela termina de falar e enfia a cabeça entre os braços. O rapaz afirma com a cabeça e continua comendo, derrubando um pouco da colher cheia demais direto na camisola de seda azul clara.
Entra a música.
Apaga-se a luz.



Por você a Babilônia seria ali na esquina,

2010-01-22T18:26:55.525-08:00

e o Mar Mediterrâneo uma mísera piscina..

Talvez não ali na esquina, e tá, eram mais umas goteiras que uma piscina..

Mas ai, que maravilha.



dia do bem

2010-01-22T18:27:36.903-08:00

Tem dias em que a gente simplesmente acorda..bem. Não está feliz, não está satisfeita, só está bem. Dias que não são muito frios, não são muito quentes, que você sente que carregam em si a promessa de que coisas boas VÃO acontecer, e então você sorri. E sorri de novo, e de novo, e durante todo o dia fica sorrindo do nada, cantando uma música que fez parte da trilha sonora de um filme bom e da sua vida também, porque não? Sorri enquanto come pão francês, quando vê filme repetido, quando bica a quina da cama com o dedo mindinho, quando dá um fim naquelas coisas que te seguravam pra trás,quando cata as moedas pra comprar acetona e sempre, sorrindo. Só porque tá bem.
Sem motivo, sem querer, só por estar.



farinha do mesmo saco?

2010-01-22T18:27:52.636-08:00

(image)
Hoje enquanto eu abria o pacotinho do band-aid pra estancar o sangramento (na falta de palavra melhor) no buraquinho aberto pela agulha na barriga da minha irmã, comecei a pensar como eu queria que fosse a minha barriga com um pontinho de sangue, e não a dela. Minha irmã mais velha Junna, é de longe, a pessoa que eu mais gosto no mundo inteirinho. Quase três anos mais velha, alguns tons de pele mais clara, a pessoa com quem eu mais passei, e ainda passo tempo na minha vida.

Quando éramos mais novas, dividindo um quarto de paredes lilases em uma casa semi-isolada, agíamos como duas meninas crescendo juntas e tendo que dividir o mesmo espaço agiriam: naquele tipo de relação amor e ódio semi masoquista, salpicada de muitas lágrimas, tapas e berros de 'Manhêê, ela me bateu!'.

E então crescemos um pouco, ganhamos cada uma um quarto pra chamar de seu, cada uma estudando em um horário, cada uma com sua turma bacana de amigos, cada uma com seu mundo...e aí de roomates passamos praquela relação meio distante de irmã mais velha e irmã mais nova que não gostam tanto assim de estar uma com a outra.

E aí vieram um monte de engarrafamentos, de corridas atrás do ônibus, de viagens longas de carro pra destinos que não queríamos enfrentar, de dividir a cama pra ceder espaço pra dor e pros tratamentos do alheio.. e aí éramos amigas. De verdade.

E sem que eu me desse conta, éramos metade uma da outra, e quando metade de você fica doente, quando metade de você toma agulhadas segunda, quarta e sexta, de preferência às seis horas, você, por inteiro, sente. E mais que isso, mas não adianta tentar explicar, rs.

Então ela se levanta e vai fazer um miojo. O pacotinho de band-aid vai parar no lixo, e eu volto a me concentrar em ler alguma coisa, desejando mais do que nunca que fosse eu quem tivesse que tomar as agulhadas..só pra que ela não tivesse que tomá-las.