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Rolling And Tumbling





Updated: 2016-09-08T01:28:49.027-03:00

 



Não É.

2012-02-11T22:45:45.673-02:00

Perdi, então, fui procurar no meio do caminho. Andei descalça porque prefiro assim. Bem que eu poderia ter colocado um sapato - pouparia a queimadura nos pés -, mas e a graça?
Sabe... gosto de sentir. Já que perdi, não poderia deixar de sentir também. Imagine só, você, andar com sapatos, sem o chão quente provocando as veias. Os sapatos fazem sentir tanta coisa que vira nada e não se tem mais ideia das coisas. Além de perdida, não sentida, sem sentidos.
No começo, senti dor, mas não nos pés. Era uma dor que dizia "não quero ir sozinha" e eu não conseguia responder e a dor só aumentava e eu acelerava o passo para ver se a dor passava e não adiantava e comecei a cantar e o som da dor ficava cada vez mais alto e eu gritei e tropecei e caí. Aí, começaram a me chamar de louca. Sozinha.



Aqui Jaz(z).

2012-02-09T14:37:21.280-02:00

Ah, meu bem, já parei com esse papo jukebox. Não sei... esperar pra querer alcançar? Oh, I know, I'm drunk as a lord, boy, mas ainda lembro bem onde as mãos pararam da última vez que houve uma vez e você desfez o laço que eu fiz.
Só quero mudar o traço que eu risco, e ainda arrisco dizer que comecei a querer tudo quando vi que sumi. I hope 'I'm gonna see the rays of the sunshine' em um "bom dia", não distante, que não quero engolir.
Saindo da sua parte e vivendo depois, começo a chover quando penso demais. Parece até um gole do meio, dos falsos, dos que cortam a voz e fazem falhar sentidos. Por segundos, sinto que todos os tiros que lanço pros lados desvirtuam-se com seu cheiro. 
Saber se eu acerto ou erro, não depende de mim e de ninguém. E eu não sei se é acerto ou erro, mas o meio-a-meio cai bem.



7 Comentários

2010-11-30T21:39:52.739-02:00

É a espera de soluço que mata tudo que há dentro do que eu quero. O entorno continua rígido, endurece a cada permanência e nunca explode. Não dou conta.



Eu Não Fui Ao Paul.

2010-11-30T20:32:08.431-02:00

Fui ao Palmer, serve?Paul Bielatowicz - Carl Palmer - Simon FitzpatrickNão foi em um lugar imenso, não havia telões, nem uma multidão fervorosa. Foi num lugar que tinha Art Popular uma hora depois desse show: Carioca Club apresenta: Carl Palmer Band - 19h (mentira, foi às 20h)/ Art Popular e Convidados -23hTambém só havia luzinha básica e um painel de bolas vermelhas ao fundo, que nem piscava. Se eu disser que havia 100 pessoas para vê-los, estarei sendo otimista. De qualquer forma, quem estava lá estava delirando , bem como os que foram ao show do Paul porque gostam dele. O que Paul tem a ver com Palmer?Pra quem não conhece, ele era o baterista de um supergrupo de rock progressivo dos anos 70, Emerson Lake & Palmer (e de outras bandas também, anterior e posteriormente):Emerson, Lake & PalmerDepois de vais e voltas e idas e vindas e muitas coisas, cada um cuidou do seu barraco. Reuniram-se este ano para comemorar 40 anos de banda, para um único show e nunca mais. Keith Emerson segue seus shows solo ou com fulanos (fulanos legais). Carl Palmer segue com a Carl Palmer Band, que poderia ter outro nome se não fosse o nome dele o chamariz. E o Greg Lake, apesar de estar parado, já fez turnê por um bom período com o Ringo Starr! Siiiim, o ex-Beatle! Tudo bem... isso nem tem tanto a ver com o Paul assim.Eu pulei, eu gritei, eu quis chorar, eu ri pra caramba, eu cantei. Aposto que todos os fãs de Paul também fizeram isso! Por quase 2h eu senti como se eu não tivesse mais nada pra pensar na vida, tomei Pepsi e não achei ruim porque a Coca é melhor e eu vi toda a minha vida musical passando ali no palco.  Aposto que os fãs de Paul também tiveram essas sensações (com uma hora a mais). Talvez, não a da Coca, porque tem gente que prefere Pepsi. PS_ Não estou falando que Palmer é melhor que Paul. Não estou falando que Paul não presta, nem falando que eu não iria ao show dele se tivesse grana.   [...]



CVV.

2010-10-12T11:48:37.777-03:00


Boa noite!

Boa noite! Em que posso ajudar?

Não me sinto muito bem. 

Quer falar mais sobre isso?

Não sei o que acontece comigo, não consigo mais sentir a mesma empolgação pelas coisas como antigamente, não sinto vontade de escrever, de desenhar, tocar violão.

Você se sente sem empolgação. Quer falar mais sobre isso?

Eu não sinto nem mesmo vontade de me olhar no espelho, só quero saber de comer, já estou gorda demais. Não tenho emprego, nada que tento dá certo. Não sei mais o que fazer! Estou com muita raiva!

Você sente raiva disso tudo. Quer falar mais sobre isso?

Além disso tudo, tenho uma pessoa que não sai da minha cabeça. Quando acho que ela saiu da minha cabeça, ela aparece de novo. Quando eu acho que ela está demais na minha vida, ela some e eu me desespero. Eu queria que ele sumisse da minha vida, mas ele não some.  Queria cortar os mamilos dele, jogar álcool, sal, limão e pimenta em cima e ficar assistindo o corpo dele se torcendo todo de dor, gritando, até que ele se cansasse. Queria que ele morresse, mesmo sabendo que eu ia ficar triste por isso. 

Você é meio psicótica, não? Quer falar mais sobre isso?




1 Comentários

2010-10-08T16:53:00.973-03:00


(image)  
Na MINHA ou na SUA?

Pare o player ao lado e ouça:

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Kate Bush - The Wedding List (versão demo)



Das Coisas Ruins.

2010-10-06T22:40:21.702-03:00

 Vi você estalando os dedos, olhando para o lado. Em frente ao meu corpo, andando e fugindo.
Gritei e fiquei quieta quando achava que tinha todas as vitórias, chorei quando achava que não havia solução e ri alto como pomba-gira quando achava que a soma disso tudo era bobagem maior criada pela mente. Mal sabia eu que a maior de todas as bobagens era eu mesma. 
Alguma parte de mim, além da memória, é muito mais tola. Não entende os cheiros que sente e finge que não e não entende por qual motivo Deus coloca nos sonhos o que não se quer ter dentro deles, mas ter de verdade.
Já benzi as lembranças, disse não para minha insistência, perdi noites em claro banhada à gotas d'água e cheguei a audácia de pedir que você morresse para que houvesse motivo suficiente para o não ter. Seria pouco ainda.
Quem carrega o peso do vazio são minhas entranhas. A desculpa para tudo é que eu estou vazia demais para me preencher com você. Encho-me de todas os sons do mundo.






O Dia Que Fui Espertinha...

2010-10-04T01:07:09.528-03:00


...ou quase.
Postarei esta imagem por toda a minha vida em datas eleitorais, para relembrar o dia que eu gostava de eleição e não sabia o tamanho das coisas.

Ipsis Litteris

Hoje é dia de eleição

Mamãe votou no Énéias
E o Papai votou no Luiz Inacio e eu votei no ninguem. Sabe porque.
Porque eu não fotei e porque eu não posso votar e eu se fosse atulta eu votaria no Enéias.

Assinado, Iasmin



58.

2010-09-28T20:42:59.859-03:00

            Eu e ela. Elaeu. Euela. Eula. Eu lá, boiando com a cabeça interna. Pegou na minha mão pra não se perder de mim e foi muito bonito. Senti como se estivesse naquela história daquela menina pirada, que foi pra um mundo pirado e pirou nas coisas num mundo em que só conseguiu conhecer quando chorou pra cacilda e entrou pelo buraco, feito eu. Foi, então, que eu resolvi colocar um nome nela. A mãe me disse que era legal colocar nome nas coisas, nas pessoas e no que a gente sentia, e eu sentia a cabeça interna do meu lado o tempo todo. Ela não soltava de mim, mesmo sem ter dedo nenhum. Havia horas, naquele vai e vem das ondas que eu havia ventado, que ela tentava me dar abraços, mas não conseguia porque não tinha bracinhos. Quando pensei nisso, virando esquina, lembrei daquela musiquinha do bolinho de arroz e comecei a rir! Pena que a risada não me trouxe lembrança de nome nenhum. Batizei , então, de Bolinho de Arroz, tão bonita comigo naquele momento úmido e ventoso, sem saber pra onde e se realmente íamos. Sentia a mente na minha mão, engolindo todas as letras d’água. Pensei: - Vai vomitar, a pobre!, mas nada. Fiquei entediado e com vontade de engolir letras também, mas me sentia tão leve na onda que me deixei levar.Chamei Bolinho para dizer que estava sentindo cócegas no coração, e que risadas queriam dar um beijo na testa dela, perguntar se ela se incomodava por ser uma mente sem gente. Ela atendeu virando os olhos e acabou batendo numa lagarta cabeluda, daquelas que queimam a gente quando alguém fala palavrão, cospe no chão, joga lixo na rua e não dá espaço no ônibus para velhinhos. A lagarta olhou feio pra ela, coitada, senti-me até um pouco mal por ser tão improvável que eu a defendesse de alguma cuspida ou bofetada. O maior problema, na verdade, não foi o trumbico, foi o rabo da lagarta que ficou preso nos cabelos da Bolinho. Alguém já viu um Bolinho de Arroz cabeludo? Graças a mim, passou a existir uma dessas raridades! O mais estranho é pensar numa internidade com cabelo. Isso, sim, é muito esquisito e nem eu mesmo sou capaz de inventar essas coisas.A lagarta era preta, tinha dentes muito grandes e soltava pelinhos. Quando olhei de perto, confesso que queria ver se o gosto dela era bom, pra ver se discutiríamos algum sabor, mas ela sorriu tão grande pra Bolinho que eu sorri também e fiquei contente, até que senti que algo batia na minha barriga. Dava cutucadinhas que subiam, subiam e foram subindo até chegar na garganta. Abri a boca pra ver se era alguma letra que, eventualmente, eu teria engolido. Vi bem pequenos dois A, dois E, um S, R, um C segurando uma minhoca, um R e um P entrando correndo pra dentro da minha boca e, quando eu levo susto, eu arroto. Arrotei. Bolinho deu risada, muita risada, e quanto mais ela ria, mais eu o fazia também, e quanto mais eu o fazia, percebi que apareciam uns pontos coloridos na maré-luca, virando esquinas, brotando das marolas e chovendo do céu e dos ladinhos. A lagarta negoga começou a soluçar de tanto que estava sorrindo e começou a puxar os pontinhos coloridos pra dentro da boca, e todos eles iam se juntando e formando as partes de uma gente que eu não sabia quem era e que se seguravam nos dentes para não doer tanto. Parecia um quebra cabeça de mente. Falei pra Bolinho conseguir um reunido de pontinhos daquele para ela poder morar e ser feliz, mas ela não soltou nem de mim, nem da bicha preta. Para chegarmos no tempo para que ele passasse rápido por nós, ela começou a me contar coisas que ela tinha dentro de si, das quais eu só consigo me recordar de uma, porque foi a única que eu dei o pedacinho de pão de atenção que eu tinha guardado no bolso da calça. Disse ela que eu mesmo havia contado a ela tudo aquilo um dia lá de trás[...]



Retalhos Também.

2010-09-15T14:53:34.791-03:00

Minha monamiga Luna foi incumbida de uma missão, ao meu ouvir, suculenta, e repassou-a para mim: formar uma lista com 50 e tantas músicas e canções e sons e melodias que marcaram minha vida. Não uso este espaço para falar de mim e da vida, mas, tratando-se de música, aprecio trocas. Sou uma pessoa muito chata pra música e pra mais um monte de coisas, e talvez seja por isso - e pela minha cara de quenga nerd - que há gente acha que eu gosto de música de gente fina. Eu não sou fina. O que acontece entre mim e a música é o método arrepiou. Levantou os pelinhos do meu braço, querido, é música pra mim. Mesmo assim, diferentemente de minha monamiga, não sou chamada de eclética. Há quem pense que eu só escuto Emerson, Lake & Palmer e todos os amigos do rock progressivo tododiatodahoraotempotodosemparar, e não é bem assim que o trem anda. Quem crê nisso sente-se mais confortável ainda neste pensamento quando descobre que meu TCC da faculdade foi sobre uma música da uma banda de prog "Ai, menina metida..." e quando veem minha cara de paca. Chega ao ponto de soar um crime quando falo para essas pessoas, por exemplo, que eu gosto da voz do Roland Orzabal, dos Tears for Fears. "Iasmiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiin, que decepção!"F***-seMinha história musical começou quando eu comecei a ouvir rock progressivo, é certo,  mas se hoje em dia eu gosto de samba de roda e blues ao mesmo tempo, é porque eu comecei com rock progressivo. Cada um começa por onde tem que começar, e eu descobri em mim que o sentimento de todos os sons é um só, seja feito por piano, por viola, por orquestra ou atabaques. Vou tentar não explicar minhas escolhas. Sintam-se à vontade para dar opiniões, críticas, reclamações e gostosuras:Trilogy - Emerson, Lake & Palmer The Endless Enigma (part 1 - Fugue - part 2) - Emerson, Lake & PalmerTarkus - Emerson, Lake & PalmerHeroes - David BowieMoonage Daydream - David BowieLady Grinning Soul - David BowieIn The Court of the Crimson King - King Crimson21st Century Schizoid Man - King CrimsonI Could've Had Religion - Rory GallagherTattoo'd Lady - Rory GallagherI'm Not Awake Yet - Rory Gallagher Head Over Heels - Tears for Fears Wow - Kate BushMoving - Kate BushDon't You Forget About Me - Simple MindsBlue Mood - Johnny WinterSoon - YesPerpetual Change - YesLimelight - RushTe Amo Podes Crer - Arnaldo BaptistaTacape - Arnaldo Baptista2001 - Os MutantesAve Lúcifer - Os MutantesSongs From The Woods - Jethro TullCaxinguelê das Crianças - Clementina de JesusA Máquina Voadora - Ronnie VonPonto de Ogum Yara - Sabe-se-lá-quem-foi-que-cantou-pela-primeira-vezO Tempo Não Para - CazuzaCarta al Che - Inti IllimaniLa Guarapachanga - Félix Chapotin y Miguelito CuníYou Got To Walk That Lonesome Valley - Mississippi John Hurt Immigrant Song - Led ZeppelinRamble On - Led ZepellinAo Poeta - Novos BaianosGood Day - NektarHunting High and Low - A-haTake on Me - A-haLook at Little Sister - Stevie Ray VaughanLove Struck Baby - Stevie Ray VaughanLugar do Caralho - Raul SeixasOn The Rocks - VímanaSpoonful Blues - Charley Patton Perguntas - VímanaPartido Alto - Clementina de Jesus e Clara NunesDance On a Volcano - GenesisDancing With The Moonlit Knight/Aisle of Plenty - GenesisHe-Man - Trem da AlegriaIt's all too much - BeatlesTime to Pretend - MGMT Mind Games - John LennonSummer '68 - Pink FloydNem 5 Minutos Guardados - TitãsDívidas - Titãs Ya Yo Gakk - Steve VaiDream On - AerosmithRolling and Tumbling - De qualquer um que tenha gravado esta músicaStill Got The Blues - Gary MoorePictures at an Exhibition - MussorgskyJazzin' About Suite - Pamela WedgwoodFaschingsschwank aus Wien Op.26 - 4. Intermezzo - SchumannTá, eu fiz uma lista de 60 músicas, e não termina, mon Dieu! Pelo menos, conti meu lado prolixo e[...]



Sem Buraco.

2010-09-07T00:27:03.688-03:00

Não beija, não tem sabor, não sua, não nasce, não fala, não entra, não sai. Não olha, não ouve, não sente. Não se fica doente, não fica vazio, não fica cheio, não se cheira. Não se caga, não se mija, não peida, não vomita, não fode, não cospe, não come, não bebe. Não há poço, não há rio, não há mar, não é montanha, não há tripa, não há túnel, não há copo, garrafa, prato, não imprime, não escreve. Não se arrota. Não há Pringles. Não há pote, não há pacote, não há vaso, não há mangueira, não há ralo. Não há cu, não há boceta, não há pica, não há nojo.



Desculpem-me o transtorno...

2010-09-01T12:03:31.337-03:00

... estou em reforma para tentar melhor escrever. Sabem como é, repaginada dá um animozinho gostoso. Tomara que dê certo!

Obrigada!



A bossa, a bosta, a fossa e a foda.

2010-08-23T17:00:29.019-03:00


É, sei que é feio sair falando palavrão por aí, de voz alta, boca suja, corpo sujo, cara suja e roupa lavada. Deve ter sido o esmalte cor de asfalto azul com nuances de petróleo da minha unha, junto com a vontade de dançar no cano e descer até o chão, abaixo dele, de um lado, do outro, dentro e fora do quadrado. 
Andar descalça pela calçada molhada deixa os pés sujos também. Pelo menos, dá pra esconder depois. O restante é mais difícil, e eu não vou continuar esta frase falando que a parte mais difícil de se esconder a sujeira é a alma, por mais que eu e ela saibamos que esta é a verdade. Ela diz pra mim que meus pés precisam ser lavados pra não deixar marcas no chão, pra esquecer como é que se volta aos lugares. Ainda tenho um pouco de pena de não deixar caminhos.
Detesto cheiro de lembrança ruim, principalmente quando é cheiro recente. Vem o vento do porto e espalha tudo pela cidade inteira, e não há ocupação de cabeça que faça esquecer a vida.
Então, eu sigo andando sem meu sutiã achando que sou feminista porque eu bebo, sentindo meus seios balançando e achando que eles são iguais aos da Brigitte Bardot.
Meus eixos linguísticos são estão fracos.





Desconfigurado.

2010-08-08T20:38:56.485-03:00

Sóvoltoquandonascerdenovoquandosouberoquequerosairdoinfernoastralqueosastrólogostantofalameconseguircontrolaretiverexpressãosuficientementecabívelparaconseguirsepararaspalavrasdaminhamenteeparardeacharqueblogéaprocuraeternadeseseroquenãoéparecendoqueéoquenuncafoimasquisserquerendoprovocarpeloóbviomachucarpelodesnecessárioeparecerfrustradopeloindiferenteeunãoseisesoualgumacoisaalémouaquémdessacoisatodaetambémnãoachoquealguémvaiperdertempolendoessalinhaparentementeescritaporumtecladodesconfiguradoouumamisturadealmadanegreiroscomumapobredeideias.



Ovelha Negra.

2010-07-22T11:32:25.654-03:00

E o que eu mais quero, dentre todas as coisas, é que tudo isso vá pro inferno.
E eu, pro meu inverno interno.
Blé.



Coisa Moderna.

2010-06-26T21:07:04.245-03:00

Não preciso.
Não é preciso.
Preciso, é.
É preciso.
De repente, esqueci como se escreve precisão.
Vou acender a luz, descer as escadas, pisar nas escalas e dormir.



Manual do Manuel Mental.

2010-06-21T13:24:32.848-03:00

Sem partes, arrotam nos que ficam. E os que vão embora? Ficam também, do lado de lá.
Apareceu o desconforto, que sentou no peito como quem nada quisesse, cansado de escutar Oh Boy, is you right? e outros mesmos toda vez que se tentava renovar o lido. Mudar dá trabalho. Preciso de emprego em algo mais.
Não reclamei quando a estranheza tomou meu suco e roubou o relógio do meu pulso. O bom de não ter tempo é que se tem mais paciência para consertar coisas compridas, cheias de cabelo, secreção, vermes e cheiro de ralo. As coisas insosas ela mantém, infelizmente, talvez com a esperança de que eu empregue mordida e perfume depois dos consertos e concertos que tentam embalar o sono e limpar a sujeira que os campos de algodão deixaram na passagem quase estadia. Sei que consigo, depois o tempo volta.
Há certos pulsos, não os meus, que não sinto mais. Uns trocaram de relógio, outros não têm bateria, outros foram pulsar em outro lugar. Continuo aqui, no mesmo lugar e prefiro que continue estranho e cutucando asco. Um dia, eu entendo e conto como funciona.



Copo de Leite e Suas Adaptações Nervosas.

2010-06-16T23:14:39.133-03:00


Injustiça tua, heim!
- Minha? Não. Quem começou com isso foi você, eu só respondi.
Eu já te disse mil vezes que eu não fiz nada!
- Diz isso agora porque se arrependeu. Quem se arrepende é porque fez. Logo, você fez, sim.
Como é que você tem tanta certeza?
- Acabei de explicar, você não ouviu?
Agora me chama de surdo! Depois diz que foi eu quem começou com isso.
- Eu não te chamei de surdo, chamei de culpado que não ouve.
Você está é me rebaixando.
- Se você acha que eu estou te rebaixando, você acha que é maior do que pensa que eu te considero. Você está pensando que é maior que eu também, logo, é você quem está me rebaixando, não o oposto. Eu devia te bater, isso sim!
Acha que eu sou fraco?
- Não.
Então não me bate porque tem medo!
- Não tenho.
A única coisa que você não tem é coragem pra levantar a mão pra mim.



Bebedeira Aleatória.

2010-06-14T00:54:43.500-03:00

Eu não agradeço e só percebo as coisas depois das coisas piores da vida terem machucado meus braços e pernas e corpo e vida e terem quase me levado a morte. Me castiga. Acontece que eu nunca quase morri. Acho que você devia ter me dado a chance, para que eu pudesse perceber quão grandes as coisas pequenas são, incluindo minha burrice e a autopiedade que come todos os meus dias úteis e inúteis.
Peço ajuda toda vez que tropeço, mas não levanto. Essa é que é a grande merda.




Nádegas a Declarar.

2010-06-08T19:36:11.742-03:00

Apresento-lhes Betty Boonda: retrato das entranhas estragadas que a vida pede que se jogue fora.
Jogo, não jogo, empresto ou guardo pra mais tarde?





Início da Minha Reza Braba.

2010-06-05T00:48:55.346-03:00

Pensei que fosse talvez, mas era às vezes. Bem diferente!
Quando acho que talvez tenha certeza, eu tropeço na linha da cabeça, subo até o infinito e vou direto para o chão. Não me sujo, mas esfrego até sair a pele ruim pra ficar só a boa. Quanto tempo isso demora, só Deus sabe. Eu ainda não perguntei a Ele.
Ah... mesmo que perguntasse, acho que eu não teria resposta até que eu mesma fosse capaz de respondê-las. A música, o toque, as cores... mesmo que tudo isso fosse sem sentido, eu sentiria, responderia a mim mesma e saberia as coisas da vida que sempre deixo de saber quando quero que sejam minhas todas as coisas vãs. Perco as sãs.
Eu cuspo no chão quando quero pensar melhor. É melhor o chão escorregar do que eu.



A Transição Entre Um e o Outro.

2010-06-04T00:30:03.484-03:00

Eu me convido para muitas coisas, principalmente para entrar em outras vidas.
Quando peço licença, ando bastante e caio. Quando caio, vejo o céu, virada de barriga pra cima em um sonho muito louco de abraços que dizem que gostam muito de mim. É só sonho. E o sonho é só.



Cafeína.

2010-06-02T22:39:20.351-03:00

Quando se cansa, descansa. Se pede, repete e dança. Corre e escorrega; se fica, pega. Não se sabe o mal que cabe dentro de uma só palavra assim: sim.



Em Outro Blues.

2010-06-01T23:25:00.045-03:00

Muito tempo, as coisas não mudam de lugar. Incham. Preenchem espaços, criando vários dos mesmos espaços e esquecendo dos diferentes, vazios soltos.
Pedaços, conta-se quantos se colam para não pesar o colar de ideias. Tudo andado vira chão e passa a ser nada mais que falta de compasso entre os dois pés, ou quatro. 
Sei que roubar não é melhor ideia que tocar, mas é o roubo que aproxima os envios. Ando cheio de falhas.

E você me deu adeus... como? Se nós somos de Deus...



Poemas de Marasmo ou Falácias Hemorrágicas.

2010-04-11T01:44:54.458-03:00

Minha geração entra no ônibus e liga o som do celular bem alto para que ela possa repartir com todo mundo coisas boas da vida. Também senta no lugar reservado para idosos, gestantes e deficientes  - incluindo  momentos em que estes estão presentes - porque esta reserva é um indício de que a repressão ainda ronda nosso país. Isto, claro, fruto da consciência política que vem se ampliando cada vez mais, porque sabem que o pensamento falacioso não faz parte deste grupo, e sempre há novas cabeças para invadir reitorias com foco certeiro para a melhoria da Educação nacional. A principal base para o aprimoramento desta maravilhosa luta que contagia grande parte dos estudantes, com certeza, é levar em consideração que todos eles têm imenso respeito pela função do professor na sociedade, o respeito pelo estabelecimento e pelos bens públicos que, como dizem e muito bem sabem (certamente, como mostram em atitudes diárias), são deles e de todos aqueles que não têm tempo de lutar também.Minha geração também aprendeu muito mais sobre a linguagem corporal e o respeito ao trabalho do próximo e perdeu muito do preconceito de classes, raça, gênero, opção sexual e origem. As palavras antigamente necessárias para o convívio diário como indicação de satisfação, pedidos e agradecimentos não são mais necessárias porque gastam muito tempo e nós somos da geração da velocidade. Em um shopping center, por exemplo, também não são mais necessárias as bandejas levadas até o lixo porque, afinal, alguém que cuida de um estabelecimento inteiro pode muito bem pegar a porra da bandeja e levar até o lixo, porque a minha geração também paga pra isso.Aliás, muito bem lembrado, boa parte da minha geração gosta de viver nos anos 70 da imaginação. É uma prática (até que) bastante corrente e engloba toda a reformulação da década. Claro, isso inclui um monte de coisas como, por exemplo, o desapego material dos hippies, o som do verdadeiríssimo roquenrou que é recriado e super original por diversas bandas do cenário musical, tudo isso com muita galera doida e colorida, cheio de amor pra dar e dando aos montes, cheia de colaboração mútua entre os amados amigos. Logicamente, no pacote, não estão inclusos colaboração para momentos sóbrios, consideração de dificuldades e entrega, dá muito trabalho. Também é válido ressaltar que minha geração não trabalha, reclama de trabalho, porque isso seria reconstituir o andamento perdido da antecessora geração desta minha. Outro ponto importante é que há muita revolução a se fazer, por isso, minha geração dá-se o direito de sair da realidade com o dinheiro do próximo, e reclama de trabalho usufruindo de terceiros.Minha geração é contra. É contra a reforma ortográfica, mas não sabe muito bem porquê. Deve ser porque todo mundo sabia muito bem as antigas regras e, provavelmente, vão perder muito tempo aprendendo as regras novas, principalmente as de hífen (que já sabiam tão bem). É contra a literatura complexa, é contra a literatura fácil, é contra a literatura medíocre. Por isso, monta páginas em que explora os sentidos. Sentidos vários. Literatura de blogue, todo mundo é escritor. Contra, também. Uma imagem bonita pra acompanhar:Minha geração é muito bonita e culta. Cultura custa 60 reais, e não 10, mas vale reclamar que a cultura de 10 não tem púb[...]