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Guardados e Achados



Lembranças, anotações, recortes de revistas, guardados ao longo de minha vida sobre diversos assuntos: Casa, Bem Estar, Estilo de Vida ... Idéias para copiar ou adaptar ao gosto pessoal. Enfim... coisas que falem ao coração.



Updated: 2018-02-09T09:53:57.686-08:00

 



O gato Chuvisco

2017-12-21T19:13:52.653-08:00

O gato ChuviscoChuvisco era um gato de olhos muito azuis e bastante curioso, estava sempre a procurar novidades. Morava a duas casas da minha. Sua dona o tratava muito bem e ele se deliciava nos seus afagos. Na casa ainda moravam o pai e dois irmãos da sua dona. O pai apesar de ser um velho ranzinza, não lhe queria mal. Mas os dois irmãos não simpatizavam muito com ela, era ele chegar perto e, logo ouvia um “sai daqui”.Um dia sua dona se casou com um moço  e foi morar em um apartamento e como não teria com quem deixa-lo, ela acabou o entregando aos cuidados do velho pai.“E agora” - pensou o gato – “o que fazer sem minha dona?” O jeito era conquistar o velho que, para sua surpresa passou a cuidar dele com muito carinho, talvez fosse saudade da filha.Daí os dois se apegaram muito, um ao outro.  Um dia o velho adoeceu e foi preciso ficar no hospital por dez dias e, Chuvisco ficou novamente só, tentou se chegar às outras pessoas da casa, mas elas realmente não lhe davam atenção.Chuvisco então resolveu sair por aí e foi pulando os muros das casas vizinhas. Eu estava na varanda quando ouvi um miado tão fraquinho. Chuvisco me olhava de cima do muro como que a pedir socorro. Convidei-o a entrar e dei-lhe água e comida. Ele me agradeceu com muitos miados e afagos nas minhas pernas. E Chuvisco foi se adaptando e ficando como se sempre fora meu.Seu dono saiu do hospital e Chuvisco voltou para ficar com seu Velho, mas todo dia vinha me visitar (coisas de gatos).  Em pouco tempo, o Velho veio a falecer e, Chuvisco miou muito nesse dia. Na manhã seguinte, enquanto fazia as arrumações da casa, eu escuto um miado vindo da varanda, era Chuvisco que voltava para ficar definitivamente.Era a véspera de Natal e ele veio pra ficar. Este foi o meu melhor presente.***[...]



A poesia de Rubaiyat - Omar Khayyam

2017-11-25T04:57:56.598-08:00

"A poesia de Rubaiyat  canta a existência humana, a brevidade da vida, o êxtase e o amor. Omar Khayyam desenvolveu em sua obra poética a concepção do êxtase do vinho como transcendência do homem."."Ao fazer o elogio do vinho e da embriaguez como remédio para a desesperança da vida (que seria apenas uma brevíssima interrupção num grande Nada), Omar Khayyam nos convida à fruição do presente, com suas rosas, pássaros, música e amores, como se o instante pudesse ser um simulacro da eternidade, e nos convoca para um jogo fugaz, lembrando a todo tempo que o universo é inexplicável, e mais parece a criação de um insensato."Um livro pra se ter sempre por perto.[...]



Parque Guinle - RJ

2017-10-30T16:51:07.044-07:00







Que tal conhecer os ilustres moradores do Parque Guinle?
Um lugar agradável para passear com a família, os amigos ou mesmo sozinho
Vale tirar fotos ou levar um livro para ler na sombra de uma árvore, andar em suas alamedas, gramados e admirar suas plantas tropicais.
Uma beleza!

O parque fica em Laranjeiras, na rua Gago Coutinho, 66 no Rio de Janeiro


***



Bolo de aipim, mandioca ou macaxeira diet

2017-10-29T14:39:52.003-07:00

Este é um bolo feito com adoçante para quem não pode ou não quer comer açúcar.







Pegue 600g de mandioca, descasque e rale no modo grosso. Junte um ovo, 1 colher (sopa) de margarina, 3 colheres (sopa) de coco ralado, 5 colheres (sopa) do adoçante próprio para forno  "Tal e Qual" e 100ml de leite de coco. Misture bem e coloque em uma forma untada. Asse em forno médio alto por aproximadamente 30 minutos. Enfie o garfo, que deve sair sequinho,  pra ver se já está bom. Deixe amornar e desenforme.
Agora é só saborear... Hummmmm!






Uma história de monstro

2017-10-29T14:28:30.659-07:00

A história do  monstro "Marenga do mar".A noite já ia alta, quando gotas  grossas de chuva começaram a cair.Corria uma lenda, que em noites de tempestade, um ser monstruoso que vivia no fundo do mar, costumava sair à procura de donzelas distraídas pra saciar a sua fome. Marenga, era como lhe chamavam, Marenga do mar.Maria vivia sozinha no alto de uma colina e gostava de apreciar a chuva.Nesta noite a chuva viera forte, com muitos relâmpagos e trovões assustadores., uma grande tempestade... Maria sentiu medo e desejou alguém que lhe fizesse companhia. Mas quem sairia neste tempo pra chegar até sua casa? Lembrou-se do Arenga do mar, apesar de não acreditar na sua existência, era apenas uma lenda. E para se distrair, pôs-se a chamar por ele, como uma brincadeira.“Marenga do mar  vem dormir mais Eu.”“Marenga do mar vem dormir mais Eu”Chamou várias vezes e nada... ela então sorriu. Quando já estava quase adormecendo, ouviu passos se arrastando e ficando cada vez mais perto.Subitamente os passos pararam e Maria ouviu batidas na porta.“Quem é? – perguntou.- “Sou eu, Marenga do mar, que você chamou, Maria, abre a porta que eu quero te comer.”Maria estremeceu e foi tomada de pânico. Seu gato, vendo-a assim tão assustada, falou por ela:“Maria lavou mão. Maria lavou pé, Maria já foi se deitar.”E Marenga repetia:“Maria abre a porta que eu quero te comer.”E o gato respondia:  “Maria lavou mão. Maria lavou pé, Maria já foi se deitar.”E Marenga repetia:“Maria abre a porta que eu quero te comer.”E o gato respondia:  “Maria lavou mão. Maria lavou pé, Maria já foi se deitar.”E Marenga repetia e o gato respondia...Por um instante fez-se um grande silêncio e logo a seguir os passos se arrastaram novamente, mas dessa vez se distanciando, cada vez mais longe.Maria abraçou o gato e dormiu...Entrou por uma canela de pato, saiu por uma canela de pinto.- História que Ceição nos contava em dias de chuva...[...]



Molduras de papel

2017-08-11T10:16:47.168-07:00



Emoldurando
Uma moldura é por si só, uma peça de adorno. Serve para embelezar, valorizar ou resguardar uma gravura, uma foto ou até mesmo um espelho.
Também pode embalar sonhos, fantasias e quimeras, seja em verso ou em prosa, uma palavra ou uma simples flor...

Com pedaços de papel de presente ou folhas de revistas bem coloridas, podemos fazer essas moldurinhas e enfeitar uma página de um caderno, um cartão ou mesmo uma embalagem para presente...

Experimente!

***



0 Comentários

2017-07-20T15:45:49.104-07:00


No coração de todos os invernos vive uma primavera palpitante, e, 
por trás de cada noite, vem uma aurora sorridente.

(Khalil Gibran)

***




0 Comentários

2017-07-20T15:46:18.254-07:00


“Nada cria tão rapidamente uma atmosfera de felicidade como a fragrância.
A mente insensivelmente se esquece de seus cuidados e a alma sonha”
   
                             Jeanne Rose

***




Plante sonhos...

2017-06-25T10:43:15.173-07:00





Livro: O lápis do carpinteiro

2017-06-11T20:58:14.821-07:00


Bom de ler!

O Lápis do Carpinteiro - é uma história de amor cheia de ternura e humanidade, vivida em plena Guerra Civil Espanhola, narrada em uma linguagem poética, que ameniza os horrores vividos pelos protagonistas.


“O romance de Rivas “é uma grande história de amor, melancolia e liberdade”, segundo seu próprio autor. E acrescenta: “é uma história de amor que se sobrepõe à destruição, uma história de liberdade que se sobrepõe à suspensão das consciências e uma história de lucidez que se sobrepõe à alienação.”


Um trecho do livro: página 77
Tio Nan

(...) Para Herbal, Nan era um ser estranho. No pomar havia uma macieira coberta de musgo branco, o preferido dos melros. Era assim, entre os de sua família, aquele tio-avô carpinteiro. Naquela aldeia, a velhice estava sempre espreitando. Repentinamente, mostrava os dentes numa esquina sombria, enlutava as mulheres num canto de névoa, mudava as vozes com um gole de aguardente e enrugava a pele na passagem de um inverno.
Mas a velhice não transpassara Nan. Caiu sobre ele, cobriu-o de cabelos brancos e de pelos brancos que se encrespavam no peito e vestiam seus braços como o musgo veste os galhos da macieira, mas a pele amarelava, lustrosa, como o cerne do pinheiro nacional, os dentes reluziam brilhantes pelo bom humor, e além do mais andava sempre com aquele adorno vermelho na orelha. O lápis do carpinteiro. Na oficina de Nan nunca fazia frio. O chão era um leito macio de ripas. O aroma da serragem matava a umidade. (...)


***



Chita bonita

2017-06-10T11:06:54.006-07:00

Vesti meus cabides com chita para as roupas não escorregarem...Chita bonitaA chita é um tecido cheio de flores coloridas que mais parece um jardim. Tem flores de vários tamanhos, de todas as cores e sempre muito alegres.A chita nasceu na Índia medieval, terra cheia de mistérios e sedução, acho que por isso ela é tão encantadora. Os portugueses quando lá estiveram, se encantaram e levou a chita para Portugal.Pouco depois do descobrimento, lá pelos anos 1800, os portugueses trouxeram a chita para o Brasil.  Foi a alegria das mulheres, que começaram a fazer lindos vestidos, enchendo as ruas das cores alegres da chita. Mas por ser um tecido muito barato,o morim, só ganhou popularidade entre as mulheres mais pobres. As mulheres mais ricas preferiam a seda, tecido mais nobre que as diferenciavam das demais.Com o passar do tempo ela foi sendo fabricada aqui mesmo no Brasil, ganhando simpatia, conquistando a todos com seu colorido. A chita continua simples e bonita, mas ganhou uma conotação mais chic.Hoje ela é muito apreciada, tanto em peças de roupas, como em acessórios, decoração e artesanatos.Quando as flores são pequenas, dizemos que é “chitinha”, de flores grandes é “chitão”. Mas é tudo a mesma chita, tecido de algodão em trama frouxa e engomadinha, o morim. Só é chita se for morim. Se alguém fizer essa estampa sobre outro suporte que não seja morim, certamente a referência do novo tecido será “estampa de chitão”.A chita é como uma mulher bonita, despenteada e de pés no chão.***[...]



Ande

2017-05-06T15:33:28.485-07:00


Ande.
“A vida está corrida?
Os pensamentos disparados, como mísseis dentro da cabeça?
Então, simplesmente, ande.
Enquanto um pé segue à frente do outro, seus olhos têm a chance de focar apenas o que está em seu caminho. Esse simples gesto desacelera o corpo e organiza as ideias, deixando menos espaço para a ansiedade, um estado capaz de produzir muitos enganos.”
Tinha um arco-íris no meio do caminho, e você não viu... Acerte o passo e fique atento.

***






Tapetinhos para canecas e copos...

2017-04-11T19:44:15.141-07:00

 Gosto muito de fazer artesanato, então estou sempre procurando alguma novidade Desta vez resolvi fazer tapetinos para canecas e copos.Achei que ficaram lindinhos assim emendando retalhinhos.Fiz de vários tamanhos. Fiz também,alguns com plástico no fundo, ideal para copos com bebidas geladas. Tapetinhos maiores - 23cm x 17cm Tapetinhos menores - 12cm x 8cm Aqui o fundo com plástico. ***[...]



Suportes para travessas

2017-03-18T15:11:14.385-07:00

Para pirex redondo ou quadrado com 35cm de diâmetro ou de lado

Quando a gente vai a uma festinha ou reunião entre amigos e quer levar uns petiscos, 
estes suportes são super práticos.
A gente não precisa ficar equilibrando o pirex na mão com cuidado 
para não virar ou se ele ainda está quente.
Feitos em tecido estampado com manta acrílica 
e forrado com morim ou algodão cru.
A manta acrílica ajuda a manter a temperatura,
para o petisco chegar ainda quentinho para ser servido.

 Coloca-se o pirex no suporte
Fecha as abas com velcro para fixar.

 Segura nas abas com alças para carregar.

Para pirex retangular.

Achei esta ideia muito prática!

***



Tussie mussie - Buquê de flor perfumado

2016-10-24T13:00:42.649-07:00

Nos tempos antigos, passando pela Idade Média, as pessoas tinham por costume levar ramos de flores e ervas aromáticas, frequentemente mantidos próximo ao nariz ou usados como um broche, ornamento de cabelo ou atados em torno da cintura. Este maço de flor aromático era chamado de “nosegay” e servia para amenizar os maus cheiros da precária higiene e da falta de saneamento da época.Os buquês eram amarrados com fios de linha, barbantes, tiras de tecidos ou fitasMais tarde, esses ramalhetes passaram a ser colocados em suportes na forma de cone que facilitava carregá-los. Simples ou sofisticados, esses suportes chamam-se “tussie mussie”, feitos de peltre (uma liga, principalmente de estanho, com antimônio, cobre e chumbo), vidro cobalto, prata, porcelana e ornamentados com rendas, fitas, pérolas ou pedras preciosas. O termo tussy mussy, ou tussie mussie, remete ao tempo da Rainha Vitória,da Inglaterra. A monarca gostava de carregar estes buquês florais a todos os lugares aonde ia. Vitória também gostava de frascos de lavanda, um tipo de buquê modificado, feito de armazenadores de lavanda. As partes terminais dos armazenadores eram dobradas e colocadas em torno das flores abertas, criando uma “gaiola”, a fim de aprisionar a fragrância.Ambos os tipos destes acessórios de fragrâncias eram necessários, uma vez que as práticas de higiene na Era Vitoriana eram quase tão ruins quanto aquelas dos séculos antecedentes. A popularidade dos tussie-mussies, na Era Vitoriana, cresce na França pré-revolucionária e em ambos os lados do Atlântico. Durante o século XIX, instruções de como fazer tussie-moussies foram abundantes em periódicos americanos, e as jovens senhoras eram socialmente avaliadas por sua habilidade em fazer buquês manuais, considerados formas artísticas. Cada um era único.Era uma época em que as flores eram bastante valorizadas. A linguagem das flores tinha sido desenvolvida na França antes da Revolução Francesa, baseada em antecedentes históricos, incluindo as mitologias grega e romana, a herança judaico-cristã, a medicina das ervas, a arte e a literatura da Renascença e o Selam Turco, uma linguagem rimada que representa sentimentos. A cada erva, flor e árvore foi atribuído um significado simbólico baseado em sua aparência, fragrância ou associações.Dezenas de árias para declamação sobre a linguagem das flores foram escritas durante a Era Vitoriana a fim de ajudar na explicação, às pessoas, acerca destes buquês simbólicos. Era muito comum as pessoas se presentearem com os Tussie Mussies para transmitir mensagens secretas e sentimentais.Tussie mussies, apesar de seu nome engraçado, contudo são belos e elegantes, de bom gosto, diferentes e encantadores e até hoje são usados em ocasiões especiais, como os buquês das noivas, como um delicado presente a alguém que se queira agradar ou colocar em diversas partes da casa para proporcionar mais cor e perfume ao ambiente, dando aquele ar antiguinho que tanto nos encanta...Ainda nos dias de hoje, a Rainha Elizabeth II mantém a tradição de levar nas mãos um desses elegantes buquês.É fácil fazer um Tussie Mussie:Escolhas as flores e ervas, corte os caules no tamanho apropriado e deixe num vaso com água por umas duas ou três horas. Depois disso comece o buquê começando do centro. À medida que for colocando as flores vá girando e amarrando frouxamente com um barbante ou linha. Quando chegar ao tamanho desejado, coloque as ervas perfumadas em torno e arremate com uma fita dando um lindo laço ou use um cone delicado, que pode ser até de u[...]



Arrebol

2016-09-05T05:38:46.628-07:00

Palavrinha antiga, tão bonita e não se usa mais! A gente só encontra no dicionário ou em textos antigos, do tempo dos nossos avós. Saiu de moda! Saiu de moda, mas o arrebol continua, ele é perene, inesgotável, ele é a própria luz do sol, é aquele vermelhão que deixa o céu em fogo, ele é um incêndio no céu. É aquele vermelhão quando o sol chega de manhã ou quando vai  embora, na tardinha. Arrebol é aurora, amanhecer, é o ocaso, o entardecer. Adoro ler textos, poesias ou canções antigas e então, lá encontrar palavrinhas desusadas. “Eis a loucura do arrebol da tarde a pôr no horizonte lumaréus de fogueira”  (Adelaide Félix - Cada qual com seu Milagre – Editora Argos - 1941) “Pouco a pouco o dia foi rompendo; o arrebol da manhã desenhou-se no horizonte, tingindo as nuvens com todas as cores do prisma. O primeiro raio do sol, desprendendo-se daqueles vapores tênues e diáfanos, deslizou pelo azul do céu, e foi brincar no cabeço dos montes." (José de Alencar – O Guarany - 1857)[...]



Cantiga

2016-09-01T21:45:44.466-07:00

 Você lembra, Olguinha, quando fez parte do teatrinho da escola?Era a encenação de uma cantiga “Sombrinhas”. Um grupo de meninas entrava no palco. Cada menina trazia uma sombrinha da mesma cor do vestido que usava.As sombrinhas eram abertas, todas ao mesmo tempo e as meninas passeavam pelo palco enquanto cantava a pequena cantiga:“Nossas sombrinhas de cores,brancas azuis e cor de rosaparecem juntar as floresde uma estufa caprichosa.Resvalando o sol ardentenuma beleza sem parque delícia para a gentesob as carícias do mar.Manhã serena, cheia de luz, da tarde amenaque nos conduzserenas, abertas, em pleno arrebol.Hei-nos alertasfugindo ao sol.”Ao final da cantiga, as meninas se perfilavam no palco. Uma a uma se destacavam do grupo e recitavam cada qual uma pequena poesia falando da cor que representava. As outras meninas continuavam cantando, apenas sussurrando, como se fosse uma cantiga de ninar.Você tinha dez anos de idade, Olguinha, e estava linda de azul.Azul era o seu vestido, azul era sua sombrinha, a sua poesia... Azul era o seu sonho.Você lembra, Olguinha? Era setembro.[...]



A borboleta

2016-03-11T09:04:23.877-08:00


Minha janela se abre para uma paisagem que parece pintada para cartão postal. Vejo a mata verde, a montanha; abaixo, as copas das árvores que ladeiam a rua formando um imenso tapete.
Todas as manhãs passa uma borboleta, batendo as asas num perfeito bailado ao sabor do vento. É uma borboleta colorida, plena de luz. Acompanho-a com o olhar até vê-la desaparecer entre as folhagens.
Me espanto de alegria ao contemplar esta bailarina que, todas as manhãs, espero que passe, lépida e luminosa... Dourada aos raios do sol...

(Texto e foto de Estela Siqueira)



Cozinhar é preciso...

2016-02-25T04:26:01.744-08:00

  Preparar um almoço especial, um bolo de aniversário, uma sobremesa gostosa, um café caprichado para a família um lanche para as crianças ou para os amigos são atos de amor e delicadeza.Ao cozinhar nós ativamos os nossos cinco sentidos, o tato – ao manusear os alimentos sentindo a textura de cada um deles; a visão – contemplando suas formas, suas cores; o olfato – o cheiro que se desprende ao cozinhá-los atiça o nosso apetite; a audição – aquele chiado da comida sendo feita que se espalha pela casa; e por último o paladar ao sentarmos à mesa e devoramos tudo com satisfação. Cozinhar também acalma a mente e o coração. Para tal, cozinhe em silêncio... Ou cante. ***.[...]



A florista

2016-02-07T13:03:05.441-08:00


A florista

"Sou uma florista,
Flores estou vendendo...
- Eu não quero flores
Quero a tua mão
Eu só vendo flores
pague-me um tostão
- Eu quero as flores
E o seu coração
O meu coração
Não estou vendendo
- Venha cá menina
Que por ti estou morrendo"

(Modinha de outros tempos)

***



Coleção Primavera-Verão

2015-12-16T05:03:46.749-08:00

Coleção Primavera-VerãoA tendência desta coleção são as cores, vivas ou suaves, com nuances e matizes sutis.De feitios delicados ou arrojados, dançam ao sabor do vento ou da mais leve brisa.Os tecidos são leves com o toque acetinado e a maciez de uma flor. Invista numa peça desta coleção!*** [...]



Canteiros

2015-11-15T19:18:44.808-08:00

Ixora“A Ixora chama a atenção por seu colorido vivo e brilhante. As flores que surgem com mais intensidade na primavera e verão, quando desabrocham continuamente, atraem beija-flores e borboletas. Elas são brancas, róseas, amarelas, alaranjadas ou vermelhas, nas mais variadas tonalidades, singelas ou dobradas. A planta pode ser pequenina, chamada mini-ixora, mais a maioria tem entre 1m a 1,5m.As brancas chegam a tingir 3m de altura. A ixora prefere locais de clima quente para seu desenvolvimento e ocorre na África (Madagáscar), China, Índia, Sumatra e Tailândia. Os especialistas afirmam que existe cerca de 400 espécies em todas as regiões tropicais. A planta que tem diversas denominações – flor de coral, hortênsia japonesa, ixora chinesa, ixora cheirosa, ixora rei, jasmim inglês, jasmim brilhante, jasmim vermelho – foi introduzida no Brasil há mais de dois séculos.”Livro de Ouro das Flores – Cecília Beatriz L. da Veiga Soares)[...]



Cheiros e ruídos

2015-08-15T21:30:05.673-07:00


O entardecer vinha perfumado pelas roseiras. Sempre imaginava que o ar era carregado de pétalas, mas por algum processo, o vento captava, ao passar, apenas o perfume.
Os jardins eram enormes, mas o cheiro das rosas prevalecia. Atrás da casa, sentia-se o odor dos pinheiros e, mais adiante, o dos eucaliptos. As mangueiras só recendiam quando estavam carregadas e no laranjal sempre achei que o perfume era de flor e não de fruta.
Assim cada lugar tinha o seu cheiro peculiar e, quando havia lua, os diversos perfumes pareciam ficar mais fortes, ativados pelo luar.
Dentro da casa, cada quarto tinha o seu perfume (...)
Quando voltava do colégio o cheiro vinha sempre da cozinha. Cada tipo de galinha tinha o seu perfume familiar – galinha assada, de molho pardo, ensopada com mangaritos. O feijão mulatinho recendia sempre. Percebia-se logo a hora em que era refogado, o odor do alho fritando na cebola. Era um cheiro quente.
(...)
A roupa era lavada no grande tanque do Rancho e pendurada em varais intermináveis. Uma boneca de anil pousava sempre na borda do tanque, como uma caixa de Pandora, escondendo o branco. Havia mil odores e mil ruídos – o lavar, o enxaguar, o estender da roupa. Depois, o ferro deslizando na mesa, pousando na lata e a lavadeira soprando. Por fim, o barulho surdo do dobrar dos lençóis, empilhados cuidadosamente e colocados no armário por vovó. Tudo isso mesclado do ruído dos passos, de vozes e cantigas. (...)
De noite, ouvia-se o coaxar dos sapos, silvos de serpente. De manhã era o mugir dos bois abafando o canto dos passarinhos.
(...)


Rachel Jardim - do seu livro Cheiros e Ruídos

***



Flores no Azul...

2015-06-08T20:36:21.389-07:00

Participado da blogagem coletiva de;

São borboletas ou são
Flores que criaram asas e voaram para o Azul?

***