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Futebol Total



A pedra filosofal do Futebol...



Updated: 2017-10-04T12:19:47.044+01:00

 



Que sinais nos dá o Benfica?

2011-07-13T23:54:36.583+01:00

No Letra1[...]



SLB 2011/2012 - o caminho

2011-08-25T12:42:55.783+01:00

Depois de um 2010/2011 muito bom, com extraordinários momentos de futebol, bancadas cheias, e jogadores valorizados, era expectável, na mente dos adeptos, que esta época fosse para o Benfica, um ano de consolidação. As bases estavam lançadas, o fundamental era que existisse um sólido e competente processo de gestão. Assim não foi. Se as vendas de Ramires e de Di Maria se afiguravam como inevitáveis, e traduziram-se em boas manobras financeiras e de valorização, fortes indicações foram dadas na pré-época, de que o plantel seria mal gerido. Desde logo a falta de alternativas credíveis a Fábio Coentrão, e principalmente a Maxi Pereira. No meio-campo, após a perda de Wesley para o Werder Bremen, é incompreensível a desistência pura e simples de tapar essa posição fundamental no sistema táctico de um Benfica que iria jogar a Liga dos Campeões (um jogador à imagem de Ramires, um médio fortíssimo em transição defensiva), tendo também em conta as informações que o departamento clínico do Benfica tinha, vindas da Selecção Nacional, acerca da muito precária condição física de Ruben Amorim. Ao mesmo tempo, no flanco esquerdo, foi sempre de difícil entendimento para os benfiquistas, o empréstimo de Urretavizcaya. Assim, em Agosto, quando a época teve o seu início oficial, facilmente se percebia que o Benfica tinha um plantel qualitativamente bem abaixo daquilo que o seu título de campeão exigia e a sua política comunicacional, erradamente anunciava. Este é de facto um problema recorrente no clube, a gestão de expectativas dos seus adeptos e dos seus jogadores. Aquilo que esta direcção ainda não conseguiu perceber, é que não é necessária um grande impacto de comunicação no Benfica, especialmente quando a equipa ganha. A envolvência dos adeptos para com o clube, exponenciada ao máximo quando existem vitórias, é mais do que suficiente para o catapultar para níveis impressionantes. Querer dar passos maiores do que as pernas, quando o Benfica, sejamos claros, tem andado arredados de altos voos contínuos, praticamente nas últimas duas décadas, é além de desnecessário, contra-producente, como aliás se viu. Tem ainda um terceiro revés, o de proporcionar aos adversários directos, lanças importantes e bem utilizadas, no ataque ao clube. O jogo da Supertaça frente ao rival Porto, representava um claro marco na época de ambas as equipas. De um lado o Benfica, campeão nacional, e a fazer uma boa pré-época, do outro lado um Porto vindo de uma época decepcionante, com um treinador olhado com desconfiança por parte dos adeptos, e chegado de uma pré-época insegura. Estes eram os dados favoráveis ao Benfica. Desfavoravelmente, o facto óbvio, de o plantel do Porto ser mais equilibrado, e importantíssimo, questões motivacionais. E foi este o ponto, que impeliu o Porto para uma vitória clara, e o Benfica para uma derrota perturbadora, o que aliás se percebeu, pela reacção, dentro do campo, dos seus jogadores. O cenário da final da Taça da Liga, foi em 3 meses, invertido. E, de forma inesperada, o FCP, partiu para o campeonato, com algum ascendente sobre o Benfica. O início de campeonato, foi fatal para quebrar praticamente tudo o que a equipa tinha constituído na época passada. Dois jogos com arbitragens prejudiciais, um jogo (na Madeira) onde Roberto comprometeu a fundo, juntamente com a vitória do Porto na Supertaça, foram suficientes para acabar com algo do qual o Benfica de Jesus sempre pareceu depender: o estado emocional, a auto-estima. Este início periclitante e atribulado, mais do que não fez do que exponenciar três pontos sobre os quais o Benfica e os seus responsáveis devem reflectir e aprender: 1 - A péssima constituição, principalmente em termos de 2as linhas, deste plantel 2 - A péssima manobra de gestão que representou a venda de David Luiz, a meio da época desportiva. Um clube como o Benfica terá sempre de recusar este tipo de negócios, que claramente comprometem o seu presente desportivo. [...]



Os 22 + 1 de Queirós

2010-05-09T15:26:18.310+01:00

Lendo este blog é fácil perceber a discordância para com muitas das opções de Queirós. Provavelmente a lista final do professor terá ainda alguns nomes diferentes. Contudo, nunca existirá um seleccionador imune a críticas nas opções técnicas, tácticas e de jogadores. Já sabemos que deste lado é mais fácil. Desse também e o leitor estará livre para discordar, devendo para isso utilizar a caixa de comentários.Quim - Tem sido difícil perceber a ausência de Quim dos convocados de Queirós. O seleccionador já deu a transparecer que após a goleada sofrida com o Brasil necessitou de fortalecer o grupo, mas a constante não convocação do guarda-redes do Benfica é difícil de entender. Se numa selecção se elegem os melhores, e se mesmo não podendo dizer que o GR menos batido do campeonato é claramente o melhor de todos os guardiões portugueses, também não consigo apontar algum que seja melhor do que ele.Eduardo - O guardião do Braga tem sido o dono das redes da Selecção, e mesmo não emprestando a qualidade extra que se pretende sempre dos melhores guarda-redes, não tem comprometido. A titularidade no Braga, o percurso ascendente desde Setúbal, e aquilo que já conquistou pela Selecção, fazem-me não ter dúvidas de que será um indiscutível nos 23.Rui Patrício - Aos 22 anos Rui Patrício é dono absoluto das redes do Sporting, e mesmo não sendo um jogador totalmente apreciado por Alvalade, é importante que tenha consciência do seu valor e que vá crescendo sem queimar etapas. A presença num Mundial, como terceiro guarda-redes, é mais uma. Quem sabe se em 2014, mais próximo do pico de maturação de um 'keeper', não pode ser o titular de Portugal?Miguel - A época de Miguel tem sido irregular. Dentro e fora do campo. O ex-Estrela da Amadora e Benfica nunca teve uma estrutura mental, nem atitudes que o pudessem catapultar para o nível que o seu potencial aparentava. Provavelmente precisaria de um novo campeonato, quem sabe Inglaterra, para estabilizar o seu futebol. Não deixa contudo de ser um dos bons laterais direitos do futebol europeu. Beneficiará da lesão do Bosingwa para marcar presença, numa perspectiva mais ofensiva para a lateral direita.Paulo Ferreira - Paulo Ferreira é daqueles jogadores que todos os treinadores gostam de ter no plantel. Disciplinado tacticamente, consciente das suas limitações, bom companheiro no balneário, polivalente. Nunca esperamos ver um fantástico jogo a Paulo Ferreira, como lhe esperamos ver um jogo péssimo. É verdade que já os teve, mas a sua principal virtude é a constância. Tal como Miguel, aproveita a ausência de Bosingwa (embora acredite que Queirós o fosse sempre preferir, numa perspectiva de 23, ao lateral do Valência) e será o titular em jogos onde CQ pretenda uma maior coesão defensiva, ou jogue com um extremo direito declarado.Fábio Coentrão - Que dizer de Coentrão? Discutir se é descoberta de Jesus ou Queirós? Ou dizer que é a grande revelação do campeonato português? Que foi fantástico para Portugal que a sua adaptação a lateral-esquerdo no Benfica tenha sido óptima? Precisando naturalmente de melhorar alguns aspectos a nível de posicionamento, Fábio é excelente a nível ofensivo, é fortíssimo em transição, e deveria ser, com algumas salvaguardas do treinador (provavelmente com Paulo Ferreira como titular no lado direita, ou com o médio mais recuado mais amarrado defensivamente), o indiscutível defesa-esquerdo. Além de que, será o único jogador dos 23 que poderá jogar, com qualidade, como extremo esquerdo numa perspectiva de linha de fundo, mais vertical.Pepe - Pepe é um dos poucos absolutamente indiscutíveis da Selecção. A rotura no Ligamento Cruzado Anterior do joelho fez temer a sua presença, mas como defesa central ou médio mais defensivo (prefiro a primeira), a sua titularidade é indiscutível. E a época para o madrileno começa agora.Carriço - Esta é talvez a minha escolha mais 'polémica'. E não tenho dúvidas que não[...]



Pistas para o clássico

2009-12-17T01:48:36.278+00:00

Quando no próximo Domingo, Luisão e Bruno Alves liderarem as suas equipas em direcção ao relvado do Estádio da Luz, todo o Portugal futebolístico estará parado para assistir ao confronto entre aqueles que acredito serem os dois grandes candidatos ao título.O jogo da 14ª jornada não terá um peso fundamental como se pode perceber pelo facto de ainda não termos atingido a primeira metade do campeonato. Contudo será muito importante, fora a óbvia questão pontual, para aferir os sinais que as equipas vêm dando nos últimos tempos.Começando pelo Benfica, a crítica tem apontado algum decréscimo exibicional nos últimos tempos. A questão é relativa. Coloquemos a questão: será lógico colocar um rótulo com base em duas/três exibições/resultados menos positivos? O Benfica dos últimos jogos tem duas exibições que podem por em dúvida o seu crescimento, por dois motivos diferentes, mas igualmente preocupantes: Alvalade por alguma falta de ambição, Olhão pelo descontrolo emocional. Nesse sentido, o jogo com o Porto assume grande importância para que possamos perceber o que vale esta equipa. Será uma partida onde a ambição será necessária, será uma partida em que o controlo emocional será fundamental. O modelo e o sistema de Jesus estão implementados, embora não tenhamos ainda assistido ao longo da época a uma opção alternativa em situações em que o jogo ou o resultado assim o exijam. Quando tal acontece, a ideia do seu treinador passa sempre pelo acréscimo de avançados, moldando-se à forma da equipa adversária defender. A questão é, não deveria ser o Benfica a fazer adaptar o adversário a uma nova forma de atacar? As baixas para o confronto com os Dragões, e a confirmar-se a ausência de Ramires, responderão em parte a esta questão. O Benfica terá que jogar de forma diferente, primeiro porque César Peixoto que irá assumir o lugar de Di Maria/Coentrão no meio-campo, significando tal facto, maior posse, maior critério, mas menos capacidade nas transições, menos assertividade. Depois porque Carlos Martins, Menezes ou Urreta assumirão o lugar de Ramires, significando nos dois primeiros casos uma maior aproximação ao meio e uma menor capacidade nas transições, enquanto que se a opção recair em Urreta, o equilíbrio defensivo não será tão forte. Tudo isto somado à previsível titularidade de David Luiz no lado esquerdo da defesa, implicará um Benfica mais forte no meio, mais concentrado, mas com menos influência sobre os flancos. Na capacidade de Jesus preparar os jogadores para esta diferente forma de jogar, estará o maior ou menor sucesso dos Encarnados na partida.O Porto tem respirado melhor no último mês. Mesmo estando ainda um ponto atrás do rival, as suas últimas exibições, aliados ao seu passado recente de inícios de temporada periclitantes e consolidação por alturas de Dezembro, trazem confiança aos seus adeptos. Os bons sinais foram dados frente a Rio Ave, Vitória de Guimarães e Atlético de Madrid, mas tal como no caso do Benfica, o jogo de Domingo ajudará a demonstrar se os últimos jogos são uma espécie de coincidência ou uma tendência importante.Jesualdo Ferreira tem a vantagem de ter o seu núcleo duro completamente disponível, ao mesmo tempo que teve possibilidades de gerir a equipa de forma tranquila frente ao Vitória de Setúbal. O facto de, ao contrário do Benfica, não ter um outro confronto a meio da semana, permite ao treinador do Porto, focalizar os seus jogadores totalmente no confronto de Domingo.Este Porto tem tido dois principais problemas. O primeiro e mais importante, é saber quem e como vai assumir preferencialmente a vaga de Lucho Gonzalez. Por lá têm passado sequencialmente Mariano Gonzalez, Guarin, Belluschi e de uma forma mais tímida Valeri, mas na Luz é previsivel que seja Guarín a assumir o posto, uma vez que no confronto a meio-campo estará parte da decisão do clássico. O segundo problema, tem a ver com a co-habita[...]



Portugal e Queirós, rescaldo e perspectivas

2009-11-25T18:18:40.433+00:00

Quando Carlos Queirós voltou a ser Seleccionador Nacional de Portugal, e embora tivesse o apoio de grande parte da nossa 'praça', desde comentadores a treinadores, passando por adeptos e presidentes, todos sabiam que a sua tarefa não seria nada fácil. Principalmente por ter de substituir Luis Felipe Scolari, brasileiro que goste-se mais ou menos, tão bons resultados trouxe a Portugal na sua passagem por cá. E contra factos, resultados desportivos, vitórias inesquecíveis, envolvimento do público com a selecção, contra isso não podem existir argumentos.De Queirós esperava-se, não que conseguisse ter o mesmo cariz mobilizador e motivacional imprimido pelo seu antecessor, mas que pudesse reverter esse mesmo carisma de outra forma, utilizando outras competências. Nomeadamente a nível táctico onde é capaz, e a nível de trabalho de gabinete, onde poderia reorganizar de forma mais clara e produtiva todo o edifício do futebol português. Contudo, com o modelo actual para as concentrações das Selecções, por ser regra geral num curto intervalo de tempo entre jogos domésticos, o tempo que restava ao treinador era pouco para por em prática grande nuances tácticas. Os jogadores normalmente chegavam à concentração um dia depois dos jogos das suas equipas, ainda fatigados e com viagens pelo meio, e restavam a CQ (como aos outros seleccionadores, note-se) pouco mais de 4 dias de treino para colocar em prática, expor e treinar as suas ideias. Assim, por não ser o motivador que era Scolari, também por ir variando as convocatórias (algo que o brasileiro não fazia, fazendo da Selecção uma espécie de clube, mantendo o núcleo duro com uma ou outra alteração, e por isso de certa forma, consolidando os mecanismos de treino e a união de grupo), e por estar inserido num grupo difícil com os nórdicos Suécia e Dinamarca e ainda com os incómodos Húngaros, o trabalho de Queirós foi tremido.Portugal teve uma qualificação difícil, quando já muito poucos acreditavam ser possível, por todos os factores já referidos e também, julgo por algumas opções incompreensíveis por parte do Seleccionador Nacional. Pessoalmente, e sendo certo que a posição de defesa lateral-esquerdo tem carências importantes, continuo sem perceber a insistência em Duda. Também por termos Miguel Veloso, que joga de facto melhor como médio-defensivo, mas, que mesmo fora da posição natural, terá mais rendimento que Duda. Espera-se para ver aquilo que Jorge Jesus consegue extrair de César Peixoto no Benfica, ou mesmo a afirmação de Tiago Pinto no Braga, mas não traz muito conforto pensar que na África do Sul esta carência se mantenha.Ao mesmo tempo, as recorrentes chamadas de Edinho e Hugo Almeida (simultaneamente), são difíceis de compreender. São jogadores que não fazem a equipa jogar, que muitas vezes não entendem o seu jogo, e que, principalmente no caso do segundo, são mais finalizadores. Mas o que se pretende de um jogador deste tipo? Van Nistelrooy, Inzaghi, Dzeko, Luca Toni são atletas com este perfil, que passam grande parte do tempo à margem do jogo, mas quando têm a bola no pé, marcam golos. Os dois exemplos por mim referidos, fazem-no pouco. Agora que temos Liedson, mais matador, e quando eu ainda acredito em Nuno Gomes (porque tenho memória e sei aquilo que fez e continua a fazer sempre que é chamado, principalmente nas fases finais), porque acredito na sua capacidade de fazer jogar a equipa, não vejo grande utilidade em Almeida ou Edinho.Batendo na mesma tecla, a de fazer jogar a equipa, pensemos em Pepe (excelente central) a trinco. Tudo bem, será uma boa medida frente a equipas de valor semelhanteao nosso, imponentes fisicamente e onde potencialmente precisemos de passar 50% do tempo de jogo em processos defensivos. Mas Pepe jogou naquela posição, por exemplo, frente à Albânia, e na Luz frente à Bósnia. A crítica é unânime: Pepe foi o melhor jogador em campo no primeiro [...]



Crise em Anfield

2009-11-12T03:13:41.298+00:00

Estávamos a pouco mais de meio do defeso quando elementos do Real Madrid aterraram em Liverpool para resgatar Arbeloa e Xabi Alonso. Se em relação ao lateral espanhol, aposta de Rafa Benitez quando ninguém o conhecia, e 'apenas' um bom jogador de plantel, a perda poderia ter sido atenuada, Xabi Alonso peça fundamental no esquema do Liverpool foi uma subtracção gigante à equipa.Com esta cedência ao mercado, colmatada apenas pela chegada de dois substitutos directos para as saídas (Glen Johnson num nível superior a Arbeloa, Aquilani ainda num nível inferior a Xabi), os responsáveis do Liverpool como que se resignaram à manutenção do défice de títulos internos.A equipa ao invés de evoluir, e progredir para o mesmo patamar de Chelsea e Manchester, mantém-se num nível inferior, onde só com muita fortuna poderia lutar pelo título, nomeadamente numa época onde Arsenal e City ameaçam intrometer-se, por mais ou menos tempo, na luta. De facto, desde a chegada de Fernando Torres que não se vê em Anfield uma contratação ao nível daquilo que o clube representa. A chegada de novos proprietários retirou-lhes aquela pequena dose de risco que por vezes é necessária em futebol, e transformou o Liverpool num clube com perspectivas quase exclusivamente economicistas. Isto na óptica dos 'Chairmans', obviamente que ao contrário dos 'Supporters', os melhores do Mundo. Em todo este turbilhão, Rafa Benitez não está isento de culpas. Mesmo sem o orçamento que desejaria, tem procedido a contratações de carácter duvidoso para equipa com a qualidade dos 'reds'. Degen (100 minutos desde a época passada), Dossena, Kyrgiakos, Riera ou Voronin são bons exemplos do que refiro. As chegadas de Dossena na época passada quando faziam já parte do plantel Fábio Aurélio e Insua (e pouco tempo depois da dispensa de Riise), ou de Kyrgiakos nesta época, quando o plantel conta já com Carragher, Skrtel, Agger e o promissor Daniel Ayala para a posição, são ainda mais misteriosas. Especialmente quando no ataque, a equipa vive constantemente orfã de um parceiro/substituto para Fernando Torres, factor exponenciado pela preferência sobre Voronin ou NGog, em detrimento do super promissor Nemeth. Mesmo na ala esquerda, e no modelo do Liverpool, será um eterno mistério a escassa utilização de Ryan Babbel.Enfim, parece-me inegável que a qualidade do plantel do Liverpool não lhe permite de todo lutar por mais do que uma competição. Por culpa de todos aqueles que tomam decisões na estrutura do clube. E, quando em Novembro, verificamos que a equipa foi já eliminada da Taça de Inglaterra, quando percebemos que está às portas de uma saída inglória da Champions, quando no campeonato dista já 11 pontos do Chelsea, constata-se que os reds estão num caminho obscuro e difícil. Nada que afecte a paixão com que os adeptos cantam o 'You Will Never Walk Alone', mas claramente abaixo dos seus pergaminhos. Uma reflexão é necessária, porque o clube corre sérios riscos de ser ultrapassado na pior altura, a do surgimento de um forte candidato ao 'Big Four' - o Manchester City, e ao mesmo tempo em que os principais rivais Chelsea, Arsenal e MU (mesmo que os red devils passem também por um período transicional), continuam fortes e saudáveis.Pelo que se tem observado da Premier League, das exibições da equipa, das lesões dos 'presos por arames' Aquilani, Torres e Gerrard, e mesmo pela capacidade demonstrada por Tottenham e Aston Villa, o Liverpool corre o risco de obter uma classificação final perigosamente assustadora. Porque a época ainda vai no início, porque ainda aí vem o mercado de Inverno, porque a equipa tem sempre o apoio incondicional dos adeptos, o quadro pode ser revertido. A ver vamos.[...]



É preciso cuidado, Sporting.

2009-10-09T02:00:07.955+01:00

Por entre Taças e Supertaças, o título nacional já foge há 8 épocas. O afastamento dos adeptos em relação à equipa é cada vez maior, as clareiras no estádio são cada vez mais visíveis, o fosso na média de assistências anual aumenta para os rivais, a impaciência dos adeptos cresce a cada dia que passa. A verdade é que num clube com um superior ecletismo como é o Sporting, o fervor à volta do futebol é um pouco dissipado, mas os sportinguistas sempre tiveram uma exigente cultura de vitória, e o discurso dos seus dirigentes nos últimos tempos, quando abordavam as mais valias do constante 2º lugar relativizando de alguma forma o 1º, não caiu bem no seio dos adeptos. É inegável que a situação financeira do Sporting não é famosa. Fruto de gestão danosa, principalmente na década de 90, o clube vive um pouco de mãos atadas, mas tal facto não pode ser motivo único para os resultados.Mais do que tudo, importa perceber que a gestão desportiva do Sporting tem sido bastante negativa, ao mesmo tempo que os seus dirigentes vão dando perigosas facadas na cultura de vitória da equipa de futebol. Os adeptos naturalmente, não compreendem, e afastam-se cada vez mais de Alvalade, dos seus jogadores. Vejamos, o Sporting é indiscutivelmente um grande clube. Mas corre riscos sérios ficar perdido algures entre a estrutura médio-superior do edifício do futebol português, se o clube não encontrar alternativas para a situação actual, alterando o seu caminho. É necessário um pouco mais de risco, de coragem, de ambição!É preciso que não se esqueça o passado recente do Sporting, e as perspectivas de futuro. Quando se tem uma Academia formadora e vanguardista como a de Alcochete, quando se tem um número de associados a rondar os 100 mil, quando se tem a história que o clube tem, a cultura de exigência tem que ser maior, os resultados desportivos podem e devem ser superiores. Quando falo em resultados desportivos, não aponto o dedo acusador a Paulo Bento. Antes pelo contrário. Tenho dúvidas que algum treinador (real) tivesse feito melhor neste Sporting. A estrutura para o futebol parece não existir ou é muito pouco definida, nunca se perceberam muito bem as funções por exemplo, de Pedro Barbosa. Certo é que Paulo Bento tem que se alongar muito para fora do âmbito normal de técnico, dando o 'peito às balas', desgastando-se em demasia, e afastando-se daquilo que deve, sabe e pode fazer. Mas aí não podem ser a ele imputadas responsabilidades, até porque se percebe que o Sporting estaria pior não fossem algumas das intervenções do seu treinador (sem discutir, o propósito ou o tom das mesmas). Olhando para o plantel e para o trabalho de Bento, constata-se que o seu pecado passa por não conseguir dotar a equipa de um modelo de jogo alternativo de sucesso ao que vem apresentando. Não tanto de sistema, visto que o mais importante é dar qualidade e bons intérpretes ao sistema, qualquer que ele seja. E o Sporting tem intérpretes para o losango. Mais frágil na defesa, onde a baixa de forma de Polga já leva mais de 20 jogos, sem que o clube tenha precavido um substituto à altura para o brasileiro, durante o mercado de Verão. Até porque está mais do que visto que Paulo Bento perdeu alguma da confiança que já teve em Tonel. A lateral esquerda foi igualmente um pouco descurada, estando longe de se perceber as razões da não renovação de Tiago Pinto.No resto, a equipa é bem montada, apesar de se sentir bastante a ausência de Izmailov, principalmente porque Vukcevic não cumpre na perfeição os desígnios tácticos do modelo, no meio-campo, e talvez fosse mais útil no vértice ofensivo do losango ou no ataque. É óbvio que depois existem 'pequenos quês' como as parcas apostas em Pereirinha ou Djaló, mas essas são questões pontuais, que não deixam de ser discutíveis, mas para as quais só Paulo Bent[...]



O que esperar desta Premier League

2009-09-25T03:33:02.984+01:00

Vai já na 6a jornada aquele que é por muitos considerado o melhor e mais competitivo campeonato europeu. A Premier League, histórica competição da pátria do futebol, perdeu o melhor jogador do Mundo, mas ainda assim continua a brindar os adeptos com grandes espectáculos, golos, estádios cheios.Na liderança da competição segue já a equipa que considero a principal favorita à conquista do ceptro de campeão. O Chelsea modificado para o 4x4x2 losango, por Ancelotti, é uma máquina de jogar futebol. Com um plantel muito completo (apenas ligeiramente curto no ataque, onde Anelka e Drogba não têm um substituto à altura), a equipa tem os processos de jogo bastante bem assimilados e joga sempre numa intensidade muito elevada. O talento individual dos seus executantes faz o resto, e também por isso os blues são 'o candidato'.O Manchester United é provavelmente principal adversário do Chelsea, embora não me pareça que este vá ser um campeonato tão competitivo como o último, no que diz respeito à luta pelo título. Os 'red devils', estão consideravelmente menos fortes com as saídas de Ronaldo e Tevez, e mesmo que Ferguson afirme que tal facto servirá para deixar o colectivo mais forte, sabemos que não é verdade. O colectivo era mais forte também com jogadores como Cristiano e Tevez, e ao MU resta esperar por explosões a altíssimo nível e pouco prováveis de Obertan, Valencia ou Nani, e pelo crescimento exponencial daquilo que Berbatov conseguiu fazer na época passada, por forma a poder dar a adição de qualidade ao trabalho de Evra, Vidic, Ferdinand e Rooney. Este assemelha-se como um daqueles anos transicionais que Ferguson reserva, na antecâmara de uma nova grande equipa.Ligeiramente mais abaixo, o Liverpool surge com a mesma cara da época passada. Perdeu Arbeloa e Xabi Alonso, recrutou Glenn Johnson e Aquilani, e se claramente fica a ganhar na lateral direita, no meio campo, mesmo reconhecendo a elevada qualidade do italiano, fica a perder com a troca. Na frente, Benitez continua a esperar pelo crescimento de Nemeth e NGog, para fazer companhia a Torres, ao mesmo tempo que recuperou Voronin. Manifestamente pouco para ser um candidato sólido até final.Mantendo o diapasão sobre o Big Four, o Arsenal terá que ter cuidado, para não perder o comboio da Champions para o City. As perdas de Touré e Adebayor para os blues de Manchester são um duro golpe, e não se espera que o Arsenal faça muito melhor do que na época passada. Mesmo com o crescimento de Walcott, o reaparecimento de Rosicky, e a completa adaptação de Arshavin, continua a faltar aos gunners um pouco mais de experiência e classe para mais altos voos. Apesar de tudo, política longe de ser censurável, antes pelo contrário.Ameaçador q.b., surge o renovado City, com uma equipa e um plantel muito fortes, e já com sinais dados de que lutará até ao fim, por um lugar nos primeiros classificados. Adebayor, Robinho, Tevez e Ireland, entre outros, não mereceriam outro destino.Um patamar mais abaixo, e como equipas capazes de surpreender, mas sem a capacidade de lutar com os maiores até ao fim, surgem os fortes Everton, Tottenham e Aston Villa. Tendo em conta a valia dos seus planteis e dos seus treinadores, certamente que ocuparão no final um lugar europeu, na primeira metade da tabela.Pelas vagas restantes nos 10 primeiros lutarão Stoke City (promovido na época passada mas fortíssimo a jogar em casa e com um plantel muito equilibrado), Fulham (à imagem da época passada onde de forma algo surpreendente conseguiu a qualificação para a Europa), West Ham(bem orientado por Zola e com uma 'prenda' de José Mourinho - Luis Jimenez, para apoiar o perigosíssimo Carlton Cole) e Sunderland (equipa cirurgicamente bem reforçada com as chegadas de Turner, Cattermole e Bent).Na luta pela manutenção, se Bolton e Blackburn pelas suas valias[...]



O declínio de uma Selecção

2009-09-08T01:43:58.969+01:00

Quando no caminho de Portugal para o Mundial de 2010, se atravessaram selecções de classe média-alta europeia, como Dinamarca e Suécia, percebeu-se que o caminho não seria fácil. Contudo, o recente trajecto da selecção portuguesa nos últimos 4 anos, um dos melhores de sempre (senão o melhor), dava a confiança necessária de um apuramento que mais tarde ou mais cedo chegaria.Mais ainda, mesmo tendo saído o competente Scolari, chegou Queirós (cuja escolha apoiei), homem conhecedor de todo o edifício da Federação, dos seus problemas, das suas virtudes, e alguém que a nível táctico tem boas competências consolidadas com o tempo e com experiências interessantes em diversos clubes.Hoje, percebe-se que a chegada de Queirós foi um erro, mais por culpa própria, do que por culpa de quem o escolheu - Madail, que mesmo tendo uma péssima liderança federativa, não pode ser fortemente responsabilizado por uma escolha, que seria a mesma da esmagadora maioria dos portugueses.Actualmente, não existem grandes dúvidas que Queirós falhou redondamente. Portugal pode chegar ao Mundial (e ainda acredito que chegará), Portugal poderia até vencer o Mundial, mas a partir do momento em que a equipa deixou de depender de si própria a 3 jornadas do final, de um grupo que mesmo não sendo fácil, não é 'de morte', o balanço não pode ser bom.E não pode ser bom porque o Seleccionador se esqueceu do primeiro objectivo: a qualificação. Não deixa de ser curioso que apenas para esta dupla jornada Queirós tenha feito aquela que considero a melhor convocatória, apostando em jogadores de qualidade que poderiam permitir o sucesso imediato. Mas, fê-lo apenas quando é pressionado pelo tempo, pelos resultados, pelos dirigentes, pelos adeptos.Para CQ, o percurso foi o inverso do razoável: experiências atrás de experiências quando a qualificação estava no início e longe de estar garantida, regresso à consolidação, aos melhores dos melhores, quando as perspectivas são negras.Se as experiências efectuadas foram sempre duvidosas (e nesta premissa não incluo jogos particulares), as actuais certezas de Queirós são...incertezas! Assim se viu na partida do passado Sábado, onde o treinador fez aquilo que se compreende no adepto de bancada e não se pode admitir num treinador - ou seja, mudar em função do resultado e não em função dos sinais que a equipa dava dentro do campo.Depois, ao contrário do que tenho lido, sou da firme opinião que a aposta em Liedson como primeira opção para rebater o resultado é errada. Não pela maior ou menor qualidade do 'levezinho', mas essencialmente porque continuo com grandes dificuldades para perceber como é que Queirós não percebe que Nuno Gomes, jogando mais ou jogando menos, continua a ser, dentro da nossa conjectura, o melhor jogador para actuar como avançando, aumentando o rendimento da equipa em geral e de Ronaldo em particular. De Nuno Gomes não se esperam golos atrás de golos da sua autoria, mas pode e deve esperar-se um aumento da quantidade e qualidade de situações de concretização por parte da equipa, precisamente pela sua inteligência, de arrastar marcações, de abrir espaços, de jogar ao primeiro toque.Liedson mesmo marcando o golo do empate, teve uma prestação quase nula até cerca dos 80 minutos. Não é de estranhar esse facto, visto que acabara de cumprir a primeira concentração, os primeiros treinos com o grupo, visto até que tem feito exibições não mais do que razoáveis. O que é de estranhar é que tenha sido o jogador do Sporting a primeira opção do seleccionador nacional no momento mais complicado pelo qual passou Portugal no apuramento. Daqui se percebe um pouco o estado de espírito de CQ.Agora resta a Portugal vencer os três jogos que faltam. Se Queirós continuar a recorrer a jogadores como Eduardo, Rui Patr[...]



Férias e perspectivas

2009-08-04T01:38:13.481+01:00

(image)
Os mais frequentes visitantes deste espaço concerteza repararam na diminuição da frequência de artigos, nos últimos dois meses. Nem sempre tal facto se deveu a falta de tempo. Antes, a algum afastamento daquilo que penso tão bem apelidar-se de 'silly season'.
Umas (espero) retemperadoras férias aproximam-se. No regresso, os principais campeonatos estarão a dar o seu pontapé de saída. As indicações serão bem mais palpáveis, e não se falará num plano tão relativo e conjectural. Poder-se-à perceber até que ponto Jesualdo consegue reverter as saídas de Lucho e Lisandro, se Paulo Bento logrará tirar o seu losango de alguma estagnação, se Jesus consegue materializar o entusiasmo dos benfiquistas através do seu 4x1x3x2. Perceber-se-à melhor se Marítimo, Guimarães ou Braga terão capacidade para destronar o Nacional do 4º lugar da época passada. Se Jorge Costa faz um bom trabalho no prometedor Olhanense, o mesmo se aplicando a Carlos Azenha no Setúbal. Se o Belenenses não comete os mesmos erros da época passada...

Lá por fora ter-se-à uma ideia mais concreta sobre se apenas a Juventus poderá rivalizar com o previsivelmente fortíssimo Inter de Mourinho ou se o Milan ainda recorre bem ao mercado. Se o City consegue destronar o Arsenal do Big Four e se Liverpool ou Chelsea conseguem aproveitar bem a saída de Ronaldo do MU e conquistar o ceptro de campeão inglês. Em França perceber melhor como será o duelo Lucho - Lisandro, Marselha - Lyon, com Bordéus e PSG pelo meio. Na Alemanha se Van Gaal transforma o Bayern numa equipa temível, como pretendem os seus dirigentes, ou se Wolfsburgo, Hamburgo, Leverkusen ou Schalke serão adversários incómodos.

E finalmente em Espanha, na 'La Liga' em que todo o Mundo porá os olhos, como será o duelo de gigantes Messi-Ibrahimovic vs Ronaldo-Kaká, no mais que nunca apaixonante Real - Barça, com Sevilla, Valência, Villarreal e Atlético a tentarem uma intromissão que actualmente aparenta ser demasiado ousada.

No que toca a contratações, saber por exemplo até que ponto Sneijder e Van der Vaart não teriam lugar no Real Madrid, se Onyewu é mesmo o central que o Milan precisava, ou se Elano não caberia num clube de primeira linha europeia...

Até já.



O erro de Laporta

2009-07-20T02:12:54.032+01:00

Foi no início de Junho, já lá vai cerca de um mês e meio, que Joan Laporta, presidente do Barcelona, equipa que dizimou toda e qualquer concorrência na época passada, veio a público lançar as primeiras críticas à pretensa política do Real Madrid. Ainda não se adivinhavam os valores envolvidos nas contratações de Kaká, Ronaldo ou Benzema já Laporta se afirmara contra o regresso aos Galácticos, falando numa perspectiva de mercado.A verdade é que ao longo deste período de tempo, as declarações do presidente do Barça sobre este assunto não foram escassas. A meu ver absolutamente desnecessárias, até porque quem partia estratosfericamente na frente seria a sua equipa, e quem teria de se preocupar seriam os madridistas e demais competidores dos culés. Na cabeça do máximo responsável catalão provavelmente assim não será, e após as inúmeras investidas a favor do equilíbrio financeiro do mercado, Laporta faz aquilo que considero ser um grande erro.Percebo o seu incómodo pelos holofotes da pré-época estarem todos virados para Madrid, deixando Barcelona quase 'às moscas', algo impensável para quem ganhou (bem) tudo aquilo que havia para ganhar. Mas o presidente dos catalães deveria perceber que campeonatos não se vencem nesta altura do ano, e não devia tentar competir com o Real Madrid em algo que simplesmente não consegue. A política financeira e o impacto no mercado.Tudo isto devido ao negócio cada vez mais iminente com o Inter. Para ter o impactante Zlatan Ibrahimovic no seu plantel, saem para o Inter (agora transformado pelo Barcelona num grande candidato à conquista da Liga dos Campeões) Samuel Etoo, Aleksandr Hleb e 40 milhões de euros, quantia que vai permitir a José Mourinho dar os últimos retoques ao seu plantel. Algo impensável para o português há um mês atrás, quando supostamente teria de fazer uma grande ginástica para montar uma equipa que lhe desse mais garantias que a anterior.Simultaneamente, os de Milão perdem o fantástico Ibrahimovic, mas ganham Etoo que será à partida garantia de tantos ou mais golos que o sueco, e de superior trabalho de equipa, algo que encaixa muito bem na matriz dos interistas. Ganham Hleb, um médio ofensivo capaz de fazer ligação entre o meio campo e o ataque, algo que faltou tantas vezes a José Mourinho na época passada. E ganham ainda 40 milhões de euros, parte dos quais concerteza será investida no reforço criterioso de uma ou duas posições em falta.O Barça, por sua vez, ao mesmo tempo que fortalece o Inter, perde 40 milhões de euros, perde o segundo melhor marcador do campeonato espanhol com uma marca superior a 30 golos. Perde o bielorusso Hleb, que obviamente não tendo lugar na equipa titular, foi sempre um jogador importante para determinados momentos. O que ganha? É verdade, chega Zlatan Ibrahimovic, jogador fantástico, capaz de decidir jogos, capaz de fazer coisas inimagináveis com Messi, Xavi ou Iniesta. Ganha no facto de Etoo, incompatibilizado com Guardiola, sair no seu último ano de contrato. Mas sem o camaronês faltará acredito, alguma objectividade ao último terço do futebol da equipa. E depois a já referida questão 'Inter'.Não teria sido uma manobra mais produtiva ter contratado Villa ao Valência e ter deixado sair Etoo para os referidos pela imprensa como interessados no camaronês, Milan, Liverpool, United ou City? Questões que a época se encarregará de responder.Nota: Este artigo está longe de pretender por em causa o valor de Ibrahimovic. O sueco será provavelmente o melhor avançado do mundo, ou no mínimo está no lote dos melhores juntamente com Villa, Torres, Etoo, Rooney, Adebayor, Benzema e Drogba. Sorte de quem o puder treinar. A questão, centra-se mais numa perspectiva de mercado, de adaptação às futura[...]



Belluschi, Mati Fernandez e...Reyes

2009-07-09T03:04:30.899+01:00

O defeso está ainda em fase de 'banho maria', à porta do mês previsivelmente escaldante de Agosto. Os treinadores estão cada vez mais mentalizados para a impossibilidade de fazer estágios com os plantéis fechados, porque os melhores negócios surgem regra geral no oitavo mês do ano, quando os clubes vendedores vêem o tempo a escassear para reequilibrar orçamentos e os clubes compradores cometem algumas megalomanias.Apesar de tudo nos três grandes houve já movimentações interessantes. O Porto após uma preparação do seu plantel para a futura regra dos 6+5 vive actualmente o período habitual de procurar substitutos à altura dos jogadores que saem e fizeram grandes carreiras no Dragão. O Sporting mantendo a tradição recente de mexer pouco busca previsivelmente apenas um companheiro de peso para o 'levezinho' e quiçá mais uma alternativa no meio-campo. O Benfica procura mais um avançado, ao mesmo tempo que deixa em stand-by as questões de Reyes e da baliza. Neste sentido há três jogadores que podem ser fulcrais para as suas equipas.Fernando Belluschi, prestes a completar 26 anos, é um jogador que não terá no Porto a sua primeira experiência europeia. Após ser uma das constantes revelações do River Plate, chegou ao Olympiakos onde, mesmo ligeiramente abaixo das performances nos 'milionarios', fez um campeonato grego bom, o mesmo no que diz respeito à Taça UEFA. Dele se espera que substitua Lucho, mas como aqui referi aquando da saída do argentino, não há jogador semelhante a 'El Comandante' ao alcance do Porto. Jesualdo terá de alterar parcialmente o modelo até porque Belluschi tem características diferentes de Lucho.Do novo reforço do Porto espera-se que tenha um peso mais decisivo no último terço do terreno, funcionando como uma espécie de segundo avançado, e garantindo, penso, uma boa média de golos por época. Capaz no um para um, com capacidade técnica elevada, forte a aparecer no espaço e portador de um bom remate, Belluschi é no entanto ainda menos jogador que Lucho. Não terá, pelo menos inicialmente, um peso semelhante na equipa, nem sequer será tão influente na construção de jogo, possibilitando provavelmente a Raul Meireles ou mesmo a Cristian Rodriguez um papel ainda mais influente na equipa. Apesar de tudo, o Porto minimizou os danos da saída de Lucho com aquele que acredito terá sido um excelente reforço.O chileno Matias Fernandez é mais um produto daquilo que de bom o Chile tem feito ao nível das camadas jovens, e tem sido muito. O Villarreal, fazendo jus ao estatuto (a par da Udinese) do clube europeu que melhor recruta nos clubes com exposição menor na América do Sul, esteve atento à evolução do craque e resgatou-o. Se a primeira época foi feita dentro das expectativas, num processo de adaptação europeia, ao mesmo tempo que demonstrava pormenores que aguçavam a curiosidade dos adeptos, a segunda foi diferente. Esperava-se a afirmação, mas alguma indisciplina táctica no rigoroso 4x4x2 do Villarreal, levaram Pelegrini a apostar de forma preferencial no experiente Ibazaga.A saída do treinador para o Real, e as consequentes indefenições em torno do novo sistema táctico fazem-me questionar largamente a venda do chileno, mas certo de que se tratou de um fantástico negócio para o Sporting. No vértice ofensivo do losango, 'Matigol' trará a capacidade de desequilibrar que os leões raramente tiveram com Romagnoli e que terão impedido o modelo de Paulo Bento de evoluir para um patamar superior. Depois da saída de Quaresma e Ronaldo, não tenho dúvida que Mati Fernandez é o jogador tecnicamente mais evoluído que passou pelo Sporting, e tratando-se certamente de uma excelente adição ao nosso campeonato, será interessante verificar como se[...]



Obrigado, foi um Lucho

2009-07-02T00:58:26.231+01:00

Não para todos, mas o futebol foi, é, e há-de ser muito mais do que meras questões clubísticas. Este desporto é também uma forma de arte e se há jogador nos últimos anos em Portugal que ajudou a perceber isso foi Lucho Gonzalez, 'El Comandante'. O final de Junho trouxe-nos a notícia da sua saída para o Marselha. É uma pena, e digo-o acredito que representando adeptos de todos os quadrantes. Quando falamos do futebol de Lucho, não interessa se somos adeptos do Porto, Benfica, Sporting ou de outro qualquer clube. Interessa que somos adeptos de futebol. E gostamos de ter o melhor deste desporto bem perto de nós.Luís Oscar Gonzalez nasceu em Janeiro de 1981 em Buenos Aires, capital da Argentina. Os primeiros passos e o epíteto de grande promessa chegaram no Huracán, pormenores que o levaram a dar o salto para um dos melhores clubes das 'pampas', o River Plate. Onde a sua qualidade veio ao de cima, de forma natural, como o seu jogo. O Porto, no início da sua virada recente para o mercado sul-americano não estava de todo desatento e resgatou o diamante dos 'milionarios'. Para quem como eu, vê Lucho (o apelido não é por acaso) como tendo sido consecutivamente o melhor jogador do nosso campeonato, esta terá sido a melhor contratação dos dragões desde a conquista da Liga dos Campeões.Deste jogador não esperamos aquela frase 'trato a bola por tu'. Lucho Gonzalez não é propriamente atleta de grandes adornos ou de fintas mirabolantes. É na relação com a equipa, com as exigências do jogo que 'El Comandante' se destaca. Porque o percebe sempre muito bem, porque não precisa de correr kms para estar onde está a bola, porque pensa sempre um segundo (em futebol é uma eternidade) antes dos demais. O esférico sai sempre jogável dos seus pés ou não fosse fortíssimo na tomada de decisões. O passe para o avançado, a triangulação, as trocas posicionais, a recepção orientada para a baliza. Um jogador para valer 10 golos por época, aproximadamente o mesmo a nível de assistências, e incomparavelmente mais no que diz respeito à importância (ofensiva, defensiva e transicional) no jogo da equipa. Um pequeno exemplo? Relembremos o Porto x Manchester United desta época no Dragão e percebamos a diferença na equipa portuguesa antes da lesão e após a lesão de Lucho.Uma outra nota. O fair-play, o respeito para com o adversário. Num futebol que perigosamente está cada vez mais num nível de 'encenação' e de pouca entreajuda entre colegas, tocando muitas vezes a falta de respeito, Lucho era também neste ponto um bom exemplo.O Marselha é o próximo passo de um jogador que, prestes a completar 29 anos, já muitos esperavam que terminasse a carreira europeia no Porto. Não sei se o clube segundo classificado da Liga Francesa, mesmo em crescendo, será a melhor opção desportiva para Lucho. A verdade é que chegando a esta fase da carreira muitos jogadores pensam mais no aspecto económico. Longe de ser censurável. Não se pode é deixar de lamentar que um indivíduo como Lucho, uma qualidade futebolística como a que ostenta, provavelmente nunca vá brilhar nos melhores clubes de Inglaterra, Espanha ou Itália (como assentava bem no Inter de Mourinho...). Provavelmente essa foi também uma das razões para, mesmo com cerca de quatro dezenas de internacionalizações, nunca ter adquirido o estatuto de titular indiscutível da Selecção Argentina.Na perspectiva económica, este foi para o Porto um bom negócio. É indesmentível. Desportivamente e a nível de balneário duvido. No campo porque a sociedade Meireles-Lucho era um dos maiores suportes da equipa, e porque não há jogador semelhante a Lucho Gonzalez ao alcance do Porto. Tal como na época passada caberá a Jesu[...]



A armada invencível

2009-06-23T01:34:15.887+01:00

Faz pouco mais de 13 meses, e a opinião de grande parte do Mundo do futebol sobre a Espanha era semelhante: grande campeonato, excelentes canteras, jogadores temíveis, equipas fortíssimas, Selecção principal um patamar abaixo. Dominados por um estigma que atingia o grupo na altura das grandes competições: a expectativa no meio de tanta qualidade era elevada, os resultados não eram os melhores.Provavelmente o Euro-2008 seria a primeira das grandes competições na qual a Espanha não era, regra geral, considerada uma das selecções favoritas (salvo, e com todo o mérito, por José Mourinho). O desfecho final da prova, e a forma como esta decorreu, comprovaram como o futebol está longe de ser uma ciência exacta. A Espanha dominou em toda a linha, marcando uma superioridade assinalável em relação às restantes equiopas. Afinal, foi um Campeonato da Europa de Selecções, em 1964, a sua principal conquista da história. E foi a mesma prova, 44 anos depois, que devolveu a glória a 'nuestros hermanos'.Em Campeonatos do Mundo, salvo o 4º lugar em 1950, as sucessivas equipas de Espanha não lograram nunca ultrapassar a barreira dos quartos de final. Falta portanto alguma consagração a nível mundial a este país no que ao futebol de selecções diz respeito.Os seus adeptos pensarão que melhor altura do que esta é difícil. A Espanha brilha individual e colectivamente no campo, denota estar num patamar qualitativo superior a todas as outras selecções. A prová-lo o 1º lugar no Ranking FIFA, o record absoluto de vitórias consecutivas - 15, e o primeiro lugar ex-aequeo com o Brasil no que diz respeito à invencibilidade - 35 jogos sem derrotas. O grande confronto pode realizar-se na Final da Taça das Confederações. A superioridade actual da Espanha, a superioridade histórica do Brasil, num jogo que o Mundo aguarda ansiosamente.A magia brasileira, e o futebol de régua, esquadro, triangulação, bola no pé e passe curto da Espanha. A equipa manteve a matriz, mesmo com a saída de Aragonés e a chegada de Del Bosque.Na baliza Casillas é o dono absoluto das redes, e mesmo com a boa concorrência de Reina e Valdés, ou com a promessa Asenjo, a sua titularidade não está sequer ameaçada. Voz de comando e muita qualidade a comandar uma defesa forte, com sangue na guelra e experiência. Sergio Ramos e Capdevilla são laterais altos e competentes a defender, mas que sobem muito bem, criando inúmeros desequilíbrios. O habitual Puyol e o central de futuro Albiol assumem as despesas no centro.Á frente da defesa Senna ou Xabi Alonso são o tampão às investidas adversárias, e os primeiros construtores de jogo, sempre com imenso critério na posse. Um pouco mais à frente, Xavi e Iniesta, os 'bi-campeões da Europa' (clube e selecção) e certamente uma das grandes explicações destes sucessos moldam a equipa, dão-lhe as coordenadas do futebol bonito e eficaz. Iniesta não está e nas Confederações é Fabregas quem (bem) o substitui. Também por aqui percebemos a riqueza das opções de Del Bosque. O quarto médio, que muitas vezes se adianta no terreno, tem a cultura de extremo e acelera o jogo quase sempre pelo flanco esquerdo - Riera e David Silva competem pela titularidade.O duo da frente, dispensa apresentações. Basta dizer que a Espanha tem dois dos avançados do top-5 Mundial, são eles Villa e Torres, homens capazes de decidir jogos de um momento para o outro, e garantia de muitos golos.No banco, o sábio Del Bosque, o homem capaz de domar os Galácticos de Madrid, comanda agora as operações. Depois do Europeu, pelo que a equipa tem jogado na fase de qualificação, os adeptos já só sonham com o Mundial 2010 na África do Sul. E se o futebol [...]



Adiós Benfica, por Quique Sanchez Flores

2009-10-23T17:51:36.044+01:00

Hoje chegou a confirmação oficial do que há muito se previa. Por mais que ultimamente se tenha falado bastante nas maiores perspectivas de sucesso que a continuidade oferece em relação à mudança, a verdade é que a permanência de Quique Flores no comando do Benfica era já um produto com prazo de validade extinto.Por muitas razões. Pela conjectura em que navega o clube vai para duas décadas, pelo percurso da equipa bastante abaixo das expectativas. Mas se, por exemplo, o despedimento de Fernando Santos me pareceu prematuro e contra-natura, assim não é com Quique. Não que o espanhol não tenha boas ideias ou não seja um bom profissional. Não que o Benfica não tenha evoluído no que diz respeito ao profissionalismo da estrutura para o futebol, ou na metodologia científica aplicada no processo de treino. Mas sim porque o espanhol revelou sempre um desconhecimento profundo do nosso futebol, que nunca demonstrou abertura para contrariar. A equipa manteve-se sem qualquer evolução desde o início da época, e essa é a maior crítica que se pode fazer a um treinador.Na perspectiva de Rui Costa, acredito que a decisão não tenha sido fácil. Precisamente porque no final da sua primeira época como director desportivo foi obrigado a abdicar do 'seu' treinador. O homem que acreditava, aquando do estudo do seu perfil, ser o mais indicado para devolver o sucesso ao Benfica. Assim não foi. Obviamente que soluções de continuidade serão mais aconselháveis, mas não quando não são apresentadas perspectivas de evolução, ou no mínimo de continuação de bom trabalho. Não houve sequer uma evolução na ponta final da temporada, algo que acredito poderia fazer valer a continuidade do espanhol. Tal não aconteceu, e o desfecho foi o cenário mais óbvio.O próximo treinador será muito provavelmente Jorge Jesus. No campo, é um treinador de top. Assim comprovam os discursos dos seus ex-jogadores, os resultados e as exibições das suas equipas. Mas para o sucesso muitas vezes tal facto não é suficiente. Em primeiro lugar, Jesus terá de evoluir a nível do discurso. É certo que o bom futebol vale mais do que um grande discurso (Quique Flores é disso um bom exemplo, inversamente), no sentido de aproximar os adeptos da equipa, mas principalmente na fase inicial será importante passar a mensagem. Depois a estrutura para o futebol terá que ser mais presente, mais solidária nos maus momentos, ao contrário do que aconteceu pontualmente com Quique nesta época.Esse é o segredo de uma equipa vencedora. Começa antes da entrada em campo, na preparação, na estrutura que suporta os craques, no profissionalismo, no método, na segurança que permite ao treinador centra-se apenas nas suas funções: treinar.Até hoje muitas críticas têm sido feitas pelo facto de o Benfica contratar jogadores antes da escolha do treinador. Sou completamente contra essas opiniões. Elas podem ser feitas na eventualidade de não haver uma ideia de jogo definida para o clube. Acredito que Rui Costa a tenha. E as contratações, salvo ajustes pontuais ou uma ou duas exigências para potenciar o modelo, não devem ser feitas de acordo exclusivamente com os desejos do treinador. Devem sim, estar de acordo com o que se pretende para o clube, baseando-as em opiniões avalizadas a nível técnico-táctico por alguém com conhecimento suficiente de futebol (segundo se consta discutidas entre Quique e Rui Costa) e suportadas pelo departamente de prospecção.Apesar de tudo, algo continua a falhar no Benfica. A excessiva 'ligação' a certo tipo de empresários, e a, até agora, indisfarçável predilecção pelo mercado sul-americano em detrimento do português. F[...]



A próxima época pode ser deles

2009-06-04T02:48:48.569+01:00

O campeonato português terminou e chega a hora do balanço. Por entre objectivos cumpridos, insucessos e segundas metas alcançadas, houve jogadores que deixaram a sua marca, o seu cunho qualitativo na prova. Porque mesmo que nem todas as equipas não tenham atingido aquilo a que se propuseram, existem jogadores nos seus plantéis capazes de mais. Este artigo é sobre isso mesmo, os jogadores jovens capazes de explodir num grande, ou os menos jovens, mas ainda capazes de lá chegar. Tudo isto compilado num plantel de 25 elementos.Júlio César (Belenenses, 22 anos) - o jovem guarda-redes brasileiro de 22 anos, ex-Botafogo, foi quase sempre o melhor elemento de um irreconhecível e mal preparado Belenenses. A sua agilidade dentro dos postes e a boa saída a cruzamentos, factores aliados a uma previsível boa preparação mental (jogou numa grande equipa brasileira e manteve sempre o nível exibicional no aflito e sobre constante pressão Belenenses), fazem dele uma aposta muito interessante, agora ou na próxima época. Para a 2a Liga é difícil que vá.Eduardo (Braga, 26 anos) - Defendo-o desde a época passada, Eduardo é o melhor guarda-redes português. Mesmo com dois jogos infelizes esta época (PSG e Benfica), a opinião não mudou e a chamada à Selecção principal é um justo prémio. Contudo, ainda é excessivo compará-lo por exemplo a Vítor Baía, mas as suas qualidades e segurança- principalmente dentro dos postes, tornam-no capaz de jogar ao mais alto nível.Ventura (Porto, 21 anos) - O jovem portista praticamente não jogou nesta temporada. Teve aparições discretas na Taça da Liga e no jogo da Trofa, mas o conhecimento que tenho dele fazem-me inclui-lo na lista, em detrimento de jogadores de qualidade como Beto ou Bracalli. Precisamente pela grande margem de progressão.Miguel Lopes (Rio Ave, 22 anos) - A transferência para o Porto está consumada, justificadamente. Tem uma grande propensão ofensiva o que, conseguindo agarrar o lugar, pode fazer com que desempenhe no Porto tarefas semelhantes às de Bosingwa. Para isso conta com a sua rapidez de recuperação e a sua boa capacidade de cruzar. Tem como ainda como aliados a altura e o bom remate.João Pereira (Braga, 25 anos) - O João Pereira que apareceu no Benfica está diferente. Mais jogador, mais forte defensivamente, mantendo as qualidades ofensivas que de certo modo o destacaram no clube da Luz e que o faziam actuar algumas vezes como médio. Não duvido tratar-se de uma boa aposta para um clube superior, apesar de precisar moldar alguma agressividade que apresenta em determinados lances. A estatura também pode ser um handicap, mas a qualidade está lá.Tiago Pinto (Trofense, 21 anos) - O filho de João Vieira Pinto é uma das boas revelações desta temporada. Foi sempre um dos destaques do despromovido Trofense, e agora, apesar de ainda pertencer aos quadros do Sporting, o seu futuro é uma incógnita. Por ser jovem, por actuar numa posição carenciada em Portugal, e por indiscutivelmente poder ter um futuro muito interessante à sua frente, o próximo passo é muito importante. Para se fixar como lateral terá que melhorar aspectos do seu jogo defensivo, mas ofensivamente é já muito forte.Evaldo (Braga, 27 anos) - Nesta posição o jogador do Braga ganhou a corrida a André Marques do Setúbal e a Sílvio do Rio Ave. Essencialmente por, apesar de a margem de progressão não ser tanta, representar no imediato uma opção mais sólida. A sua temporada é disso prova. Fez praticamente todos os jogos, debaixo de uma regularidade impressionante. Não será 'a opção', mas é sem dúvida um bom jogador.Nuno André Coelho (Estrela da Amad[...]



Em mais que uma final, 'més que un club'

2009-05-28T01:58:34.534+01:00

Quando se diz que este seria, até agora, o jogo mais ansiado do século, não é por acaso. Percebeu-se um pouco isso no jogo de Stamford Bridge entre Chelsea e Barcelona, percebeu-se sobretudo isso na ansiedade, nas expectativas, nos debates que antecederam a partida. Algo natural, até porque não me lembro de um confronto com um cariz tão decisivo, e que reunisse frente a frente duas equipas tão capazes individual e colectivamente. Duas equipas que obtivessem tão bons resultados jogando um futebol tão positivo.O Manchester consolidou esta época, aquilo que iniciou na transacta. Uma imagem de solidez, de espírito competitivo fortíssimo, uma capacidade de manietar muito bem todos os momentos do jogo, de se moldar tacticamente e de forma eficaz às exigências dos 90 minutos (hoje não foi um bom exemplo), e de ao mesmo tempo praticar um bom futebol, atractivo, técnico, eficaz!Variando entre o 4x3x3 mais europeu, com Ronaldo no centro e Rooney e Park ou Giggs na ala, à frente de um trio de meio-campo, ou entre um 4x4x2 com Ronaldo e Giggs/Park abertos na faixa e Tevez ou Berbatov a acompanhar Rooney na frente.Mais uma grande época em Manchester, com jogadores menos capazes individualmente como O'Shea, Fletcher ou Park a alinharem em muitos jogos, e a provarem o excelente trabalho que se faz em Old Trafford. Mesmo depois da subjugação da final, é preciso dar o valor que a equipa tem e que faz dela a melhor das duas ultimas temporadas, com duas finais da Liga dos Campeões, um Campeonato do Mundo de clubes e duas Premier League's conquistadas.O Barça desta época, é a prova de que um projecto idealista pode resultar, pode fazer os adeptos desta modalidade ter o grande prazer de ver o futebol de rua a dar cartas ao mais alto nível. Um projecto que só resultaria com um treinador como Guardiola, que provavelmente passou os últimos anos afastado dos vícios do futebol actual, em laboratório a congeminar os ensinamentos que recebeu no Dream Team de Cruyff. Mesmo a sua própria forma de jogar, no início da fase de construção, num futebol de régua e esquadro, técnico, preciso, descontraído, mas sempre produtivo.Um projecto destes só poderia ter sucesso com jogadores como Xavi, Iniesta e Messi. Baixo centro de rotação, físico não muito desenvolvido, a antítese do que dizem ser o protótipo de jogador moderno. Mas e o talento onde fica? Estes jogadores explicam que o talento ainda ocupa o papel principal no melhor futebol. E se o notável crescimento de Piqué, o vaivém ofensivo de Daniel Alves que põe a equipa a jogar muitas vezes em 3x4x3 ou 3x3x4, o pulmão de Puyol, o tampão que Touré e Keita fazem às investidas adversárias, e que hoje Busquets com mais 'soupless' também fez muito bem, o instinto de Etoo e a classe de Henry dão muito ao Barcelona, são os 'três baixinhos' o principal suporte desta forma de jogar. Também por isso, na 2ª mão da meia-final, contra o Chelsea, o Barcelona se ressentiu muito do facto de Iniesta ter sido afastado da fase de construção.O passe curto, o futebol apoiado, a progressão da equipa sempre com bola nas imediações, as muitas linhas de passe em cada momento, as tabelinhas, as desmarcações, as triangulações - o futebol ideal, o futebol do Barça, o resultado do fantástico trabalho preconizado por Guardiola, que levou os 'culés' à conquista do inédito triplete.O jogo de Roma, começou com vantagem para um dos 'Gladiadores' - Cristiano Ronaldo. O United entrou fortíssimo, nos primeiros 5 minutos vimos 4 remates muito perigosos do português, e o favoritismo inclinava-se para o MU. Até que ao minuto 10, Iniesta[...]



A evolução do Shakhtar

2009-05-21T02:53:14.639+01:00

O clube ucraniano tem pouco mais de 70 anos de vida. Ainda longe do centenário, ainda longe da grandeza histórica dos rivais de Kiev, onde se destaca o Dynamo. Contudo, desde a virada do século, os 'laranjas' de Donetsk adquiriram um maior protagonismo interno, alargado nas últimas épocas para carreiras interessantes no domínio europeu. Terminaram com a hegemonia do clube da capital, ao mesmo tempo que conseguem já a maior média de assistências do campeonato ucraniano.Se o maior protagonismo interno foi inicialmente adquirido, como referi, na viragem do século (Taça da Ucrânia em 2001, Dobradinha em 2002), com recurso a jogadores ucranianos (os africanos Aghahowa e Okoronkwo seriam as excepções com maior qualidade), foi a partir de 2004/2005, com a abertura das fronteiras de Donetsk ao mercado brasileiro que o clube deu o grande salto. A nível interno campeonatos conquistados em 2005, 2006 e 2008, Taça em 2008, Supertaça em 2005 e 2008. E a chegada de brasileiros como Elano, Jadson, Matuzálem, Leonardo, Fernandinho, Willian, Ilsinho ou Luiz Adriano. Tudo jovens com grande margem de evolução, e ainda não totalmente preparados para o salto do Brasileirão para os grandes clubes dos principais campeonatos, ao mesmo tempo que apresentam uma qualidade indiscutível.Na Europa, e depois de carreiras interessantes na Taça UEFA e na Liga dos Campeões, chegou hoje a consagração na UEFA. Sob o comando do competente Mircea Lucescu, o Shakhtar emergiu de um grupo interessante de candidatos onde figuravam nomes fortes como Milan, Valência ou Zenit e interessantes como Bremen, Hamburgo, City, Villa, Tottenham, Udinese, Marselha ou CSKA, entre outros. Nesta competição, que neste formato, teve o seu término em 2008/2009, é difícil apontar o clube mais forte. Essencialmente pelo facto de os treinadores rodarem bastante o onze, privilegiando as competições internas. Apesar de tudo, os ucranianos foram certamente das equipas mais fortes e consolidadas e como tal, a vitória final assenta bem.Tacticamente a equipa assenta num 4x2x3x1, muito dinâmico. Na baliza Pyatov é um guarda-redes interessante, com bons reflexos e apesar da falha monumental frente ao Bremen, mais forte entre os postes do que fora deles. À sua frente Chygrynskiy é titular indiscutível, o típico central da escola ucraniana, corpulento mas com grande leitura de jogo e forte no desarme, enquanto Kucher e Ischenko discutem a outra vaga. Os laterais são jogadores semelhantes, de muitíssima qualidade e de grande propensão ofensiva. O croata Darijo Srna e o romeno Rat, dois protótipos do lateral moderno.Á frente da defesa um duplo pivot. Hubschmann mais posicional (castigado na final e substituído por Lewandowski), compensa quase sempre as subidas dos laterais. No papel ao seu lado, mas com incomparavelmente mais liberdade o tecnicista Fernandinho, temível na bola parada, e com grande facilidade de remate. Nas laterais, igualmente dois brasileiros. Ilsinho (lateral de origem mas com grande qualidade técnica) mais vertical na direita, o jovem Willian mais sobre a esquerda, ele que originalmente é uma espécie de 10 à moda antiga, quase sempre em diagonais para o interior do terreno, deixando as costas para as subidas de Rat.Mais adiantados, os maiores desequilibradores e fazedores de golos: Luiz Adriano mais fixo na frente, entre os centrais. Jadson nas suas costas, numa espécie de 'jogador 9,5', capaz de contribuir com bastantes golos e assistências. Referência ainda para Marcelo Moreno, boliviano vindo do Cruzeiro, que na UEFA jogou pouco, mas com muito futebol nos pés,[...]



Foi um prazer, Figo.

2009-05-19T11:33:09.775+01:00

Foi no passado fim de semana, de conquista para o Inter, que um dos melhores e maiores jogadores portugueses de sempre anunciou o final da sua carreira. Luís Filipe Madeira Figo pendura as chuteiras no ano em que completa 37 anos. E o futebol fica mais pobre.O ainda jogador do Inter, é dos que ficarão para sempre marcados na memória de quem os viu jogar. Especialmente daqueles que, como eu, cresceram idolatrando o seu futebol. E a sua postura fora dos relvados. Em cromos de cadernetas de futebol, em posters gigantes nas paredes do quarto, nos jornais e revistas, na televisão ou no estádio, Figo acompanhou nos últimos 15 anos o imaginário de todos os que gostam de futebol. No Porto ou em Lisboa, em Madrid ou até em Barcelona, em Milão ou em Pequim, não há quem não tenha ficado rendido à sua qualidade.'Os Pastilhas' formaram o atleta e homem, o Sporting continuou o processo consolidando-o e tornando Figo num grande jogador, de dimensão europeia. Do polémico trio Barcelona-Juventus-Parma em 1995/96 ninguém se esquece, mas foi na Catalunha que Figo se deu a conhecer ao Mundo. Um dos últimos extremos direitos à moda antiga, fazia do pique e da capacidade de driblar os seus principais recursos, antes de chegar à linha e efectuar cruzamentos absolutamente perfeitos que fizeram as delícias de inúmeros avançados. Apesar de se destacar nas assistências, Figo mantinha também uma boa relação com o golo, quer em bola corrida, quer de bola parada - livres e penalties superiormente bem executados.Nos Galácticos do Real Madrid, após o Verão quente de 2000/2001, Figo foi já um jogador diferente. Menos exuberante, igualmente espectacular e eficaz, o 10 do Madrid tornou-se ali num jogador completíssimo a todos os níveis. Dessa época, e como consequência dessa evolução, o galardão atribuído para melhor jogador do Mundo pela FIFA, foi seu, foi português. Um prémio importantíssimo pouco tempo depois da pior recepção de sempre a um jogador de futebol, em Camp Nou, ao serviço do Real Madrid.2005, ano final da 'era Galáctica' trouxe-lhe o Inter. Muitos pensaram ser ali, já com 33 anos, o último ano de Figo, cumprido maioritariamente em baixa rotação. Puro engano. Estamos em 2009 e o português olha para a sua carreira em Milão e, embora lhe falte o sucesso europeu alcançado em Barcelona e Madrid, vê um tetracampeonato. Num Inter onde, num trajecto descendente a nível físico, foi encontrando outras posições no campo, menos colado à linha, mais perto da zona central, organizando jogo. Não deixou de ser uma espécie de evolução táctica, que só os muitos anos de futebol permitiram a Figo cumprir com sucesso. Contudo, algo se manteve sempre no seu futebol: a qualidade com que tratava a bola, e a inteligência sempre presente no destino que lhe dava.Com 127 internacionalizações, 32 golos, momentos inesquecíveis, sucessivos jogos enquanto capitão, Figo foi também figura incontornável da Selecção Nacional Portuguesa. Ao serviço da qual, em 2000, 2004 e 2006 não andou longe da merecida consagração absoluta.Resumidamente, foi esta a fantástica carreira de Figo dentro das quatro linhas. Tal como fez questão de referir, com uma média de títulos colectivos superior ao número de anos de actividade desportiva. Muito poucos se podem gabar do mesmo. Daqui se percebe a importância deste jogador nas equipas por onde passou. E da inteligência na hora de escolher o seu rumo. Porque também fora de campo Figo foi especial. Uma figura emblemática que ultrapassa e muito o âmbito do futebol, ao qual conc[...]



Obreiros do Tetra

2009-05-12T01:24:44.754+01:00

O Porto materializou ontem, na sequência do que se esperava, a conquista do tetra-campeonato. Sobre o total mérito da conquista já aqui falei no dia seguinte à vitória em Guimarães, e portanto hoje importa-me destacar aqueles que penso serem os dois principais obreiros desta vitória.É comum dizer-se que as naus precisam de um timoneiro para chegar a bom porto. No futebol não é diferente. Contudo, em algumas equipas, tal a qualidade e maturidade dos jogadores, tal a rotina de bons processos existente, o peso do treinador dissipa-se um pouco. Neste Porto não foi assim. Não que o plantel não seja de qualidade, mas em grande parte dos seus elementos, denotava-se no início da época, que seria precisa muita evolução para que a equipa atingisse os seus objectivos. Rolando, Sapunaru, Cissokho, Fernando, Rodriguez e Hulk são exemplos claros do que falo. No crescimento individual destes elementos, e ao mesmo tempo da equipa, o mérito vai todo para Jesualdo Ferreira (JF).Não foi uma nem duas vezes que ouvimos o 'Professor' afirmar que no Porto também se faz formação na equipa principal. Mas a formação que assistimos nesta época não foi apenas a nível individual. Foi também no que respeita ao modelo de jogo da equipa, que naturalmente sofreu um abalo com as saídas dos nucleares Bosingwa, Quaresma e Paulo Assunção, e a entrada de jogadores com características distintas. Jesualdo percebeu que não há jogadores iguais e que teria de alterar a forma da equipa jogar, sob pena de os reforços não conseguirem interpretar o modelo da mesma forma. Na capacidade de um treinador perceber os seus activos, o meio envolvente, e conjugando estes factores, a melhor forma de levar a equipa ao sucesso, está grande parte da sua qualidade. JF teve essa capacidade.Mesmo depois de alguns precalços, mesmo depois de bastante contestação, o Porto manteve fidelidade aos seus princípios, às convicções da sua equipa técnica, e ao mesmo tempo que se readaptavam por exemplo Lucho, Meireles e Lisandro a novas funções, e se assistia ao crescimento dos jogadores acima citados, a equipa retomou o caminho das vitórias. O grande mérito de Jesualdo Ferreira passa por aí, pela competência no processo de treino e de jogo, e pela inteligência que lhe permitiu encaixar-se bem no clube, obtendo um lugar de destaque. Numa época em que foi tri-campeão, atingiu a final da Taça, e os quartos de final da Champions, o reconhecimento (tardio) da esmagadora maioria dos adeptos chegou. Na próxima época, deverá continuar.Helton, Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Cissokho e Fernando. Uma equipa desempenha tarefas conjuntas nos cinco momentos do jogo, mas estes jogadores formaram em muitas partidas, o grupo com maiores responsabilidades defensivas. Se exceptuarmos a baliza, apenas Bruno Alves jogava no Porto na época passada. Todos os restantes elementos actuavam em clubes ou campeonatos de menor exigência e responsabilidade. Se falo de JF como parte integrante para o crescimento da equipa, dentro do campo Bruno Alves era a sua extensão. Não raras vezes vimos o central portista em diálogo com os companheiros de sector durante as partidas, corrigindo acções ou posições. Uma voz de comando dentro de campo, e talvez o jogador expoente de Jesualdo Ferreira, por ser aquele que mais cresceu com o treinador. Passado de mal-amado entre os adeptos a um dos capitães de equipa, pretendido por meia Europa, Bruno Alves é também o marcador do golo do tetra.Pelas suas qualidades como central, pela importância que tem dentro [...]



Vitória do futebol?

2009-05-07T02:40:00.316+01:00

Tinha-o aqui escrito, a primeira mão das meias finais, tinha deixado bastante a desejar. Também no jogo de Manchester, mas principalmente no de Barcelona. A estirpe desta competição, a qualidade das equipas, dos seus jogadores, dos seus técnicos fazia-nos esperar muito mais. Não foi bem assim, mas apesar de tudo viu-se muito mais futebol e emoção do que há uma semana atrás.Arsenal x Manchester Utd - Em Londres esperava ao Arsenal uma tarefa hercúlea, mas não impossível. Apesar de tudo, defrontar o Manchester Utd, que além de fortíssimo a defender tem jogadores perigosíssimos para jogar em contra-ataque, com uma desvantagem de 0x1 era difícil. As ausências de Gallas, Clichy ou Arshavin não ajudavam.No entanto, alertei há uns tempos atrás para o facto de o Arsenal ir crescer bastante como equipa no último terço da temporada, alicerçado no regresso pós-lesão de muitas das suas grandes figuras. A verdade é que esta jovem equipa ainda não foi suficiente para o Manchester, e o que se viu ao longo de 180min foi ainda uma grande diferença de qualidade. Além de processos de jogo, de opções ou não estivessem no banco do Arsenal Fabianski, Silvestre, Eboué, Denilson, Diaby, Vela e Bendtner ao passo que no do Manchester, ao lado de Alex Ferguson se sentavam Kuszsack, Evans, Rafael, Scholes, Giggs, Tevez e Berbatov.No mais, foi um Arsenal diferente da primeira mão. A entrada de Van Persie para o lugar de Diaby permitiu à equipa jogar no esquema que mais gosta, o 4x4x2 clássico, com Van Persie a baixar muitas vezes entre linhas, para as costas de Adebayor. Ferguson tambem alterou, para um 4x3x3 com Rooney e Park nas alas, Ronaldo na frente e Anderson, Fletcher e Carrick no meio-campo.A estória do jogo quase se resume ao impacto do primeiro golo no jogo, à extraordinária partida de Ronaldo, à superioridade do trio de meio campo do United sobre Fabregas e Song, à fantástica competência defensiva de Ferdinand e Vidic e à constação de que o MU é de facto uma equipa especial e que o Arsenal ainda precisa de crescer para se bater a este nível. Ronaldo foi o melhor em campo, ao passo que do lado do Arsenal apenas Van Persie mostrou argumentos para incomodar o Manchester.Chelsea x Barcelona - Stamford Bridge completamente cheio, muita gente com o 4x4 com o Liverpool na mente, pensando que o jogo de Barcelona tinha sido uma espécie de equívoco. A verdade é que o 11 inicial de ambas as equipas, fazia antever que se assistiria a um jogo melhor, mais aberto, sem complexos de inferioridade. O Chelsea porque preferiu Anelka a Obi Mikel, o Barça porque estava desfalcado de Marquez, Puyol e Henry (que são factos que convém não esquecer).Teorizando, poder-se-ia antever que o primeiro golo traria indícios muito precisos sobre o apurado. Porque o Chelsea se marcasse primeiro poderia baixar as linhas e jogar como preferia frente a este Barça, porque o Barcelona se marcasse primeiro poderia aproveitar como tão bem sabe o espaço que o Chelsea seria obrigado a dar. Marcou o Chelsea, colocando-se em vantagem na eliminatória. As linhas dos blues baixaram muitos metros, quase sempre com 10 jogadores atrás do meio-campo, sem espaço para os blaugrana praticarem o seu futebol. Pelo contrário, o Chelsea foi sempre perigoso no ataque, com Drogba a assumir um papel de destaque. O jogo desenvolveu-se quase sempre nesta toada, espanhóis com pouco espaço para explanarem o seu melhor futebol, ingleses quase sempre melhores e mais perigosos ao longo dos 90 minutos. At[...]



Jogadores revelação da Premier League

2009-05-04T01:57:08.645+01:00

Aquela que, no cômputo geral, é provavelmente a melhor Liga do Mundo aproxima-se do fim. As posições estão mais ou menos clarificadas, o título para o Man Utd, os lugares da Champions para o Big Four, a UEFA para Everton, Aston Villa e um terceiro clube entre City, West Ham e Fulham. A despromoção é um cenário cada vez mais real para WBA e Middlesbrough, ao mesmo tempo que Hull City, Sunderland e Newcastle fogem à última 'vaga'.O defeso está a chegar com as ofertas mirabolantes, as trocas de jogadores entre clubes concorrentes, tudo o que torna o mercado inglês um dos mercados de transferências mais peculiares. Na boca de muitos treinadores, na lista de muitos empresários, estarão muitos dos jogadores revelação desta época.Denilson - não foi a primeira época de Arsenal. O jovem brasileiro já fazia parte dos quadros da turma de Wenger há algum tempo, mas foi este o ano da sua afirmação. Teve como principal desígnio substituir Gilberto Silva, depois de um defeso em que o Arsenal procurou sem sucesso, um pivot defensivo. E a sua época foi bastante bem conseguida. Competente na cobertura defensiva, dá qualidade à equipa na saída para o ataque, e contribuiu decisivamente com algumas assistências. Ao lado de Fabregas, o rendimento de Denilson foi muito positivo.Ashley Young e Agbonlahor - residiu no Aston Villa a sociedade mais entusiasmante na primeira metade da Premier League. Estes jovens ingleses, rápidos, técnicos e explosivos conduziram o Villa a uma luta bem real pelo apuramento para a Champions, que o Arsenal enterrou quando o campeonato se aproximou do fim. Ainda assim nada apaga a carreira destas duas promessas reais, desequilibrando o adversário essencialmente em velocidade. Apesar de tudo são diferentes, Young mais técnico sobre a ala, Agbonlahor mais forte em frente à baliza, aparece mais no meio. A próxima época, provavelmente ainda no Villa, será a da confirmação, ao mesmo tempo que a Selecção Inglesa será um cenário cada vez mais constante.Taylor e Davies - Se falei de uma sociedade interessante na primeira metade da época, Matt Taylor e Kevin Davies representam uma das mais interessantes no terço final, ao serviço do Bolton. Apesar de não serem propriamente jogadores revelação, atingiram níveis qualitativos bastante elevados, provavelmente mais do que o que seria expectável. Kevin Davies fortíssimo dentro da área, essencialmente de cabeça. Matt Taylor, temível nas bolas paradas, lateral de origem, com um bom pé esquerdo que lhe permitiu avançar no terreno e ter mais oportunidades de visar a baliza. Foram os golos destes dois homens que permitiram ao Bolton fugir da linha de água e à perspectiva (por altura do Natal muito real) de despromoção.Baines e Fellaini - Num Everton cada vez mais sólido e constante e superiormente bem orientado por David Moyes, Leighton Baines e Marouane Fellaini são as faces do novo futebol da equipa. Um acréscimo de qualidade para acompanhar os já interessantes Jagielka, Lescott, Arteta, Cahill ou Yakubu. 2008/2009 foi já a segunda época para Baines, vindo do Wigan, mas foi apenas a partir de Dezembro que o lateral esquerdo se afirmou. Competente a defender, muito bom a atacar, Baines é hoje, depois de Ashley Cole, o melhor lateral esquerdo inglês.A tarefa de Fellaini não era fácil. Grande revelação do campeonato belga, chegou ao Everton por um valor muito próximo dos 20milhões de euros, e tinha como companheiros de meio-campo Arteta, Cahill, P[...]



Mais futebol meus senhores!

2009-04-30T02:37:11.245+01:00

Quando as melhores competições atingem a recta final, quando o melhor futebol se defronta na relva ao longo de 180 minutos, quando há incontável talento por cada metro quadrado de relva, os cuidados aumentam. Os técnicos, os jogadores, sabem que um simples erro pode deixar demasiado longe o objectivo de uma época, para alguns o sonho de uma carreira.Em parte, foi esse o pensamento que inundou a mente de Hiddink e Wenger, treinadores de equipas que visitavam adversários teoricamente mais fortes. Um pensamento que não beneficia o melhor futebol, mas que não pode ser censurável, até porque foi a melhor forma que encontraram de manter em aberto a eliminatória. Vamos por partes.Barcelona x Chelsea - Um Camp Nou com 100 mil pessoas esperava as equipas. Meia-final da Champions, um Chelsea acabado de eliminar o Liverpool num jogo de loucos, um Barça portador do futebol que traz adeptos à modalidade, que nos cola ao sofá. De um lado o metódico, o sonhador Guardiola. Do outro 'a raposa' Hiddink. Messi e Xavi, Drogba e Lampard.O treinador holandês sabia o que o esperava. A Catalunha foi esta época um autêntico pesadelo para as equipas que por lá passaram. Especialmente quando defrontava aqueles que em teoria seriam melhores, o Barcelona motivava-se a níveis altíssimos. Atlético de Madrid, Sevilha, Valência, Lyon ou Bayern foram vergados a pesadas derrotas.O Chelsea tem um plantel, e um estilo de jogo que não lhe permitem grandes transições rápidas. A estratégia seria ocupação perfeita dos espaços, saída para o ataque por Drogba, esperando subida da equipa. A primeira premissa resultou, a segunda não. Mérito do Barça. Explicação também pelo alinhamento do Chelsea, que transformou o 4x3x3 habitual num 4x5x1 com Ballack e Mikel à frente da defesa, Essien e Malouda fechando nas alas, Lampard perdido no centro, demasiado longe de Drogba. Natual, Lampard não é jogador para o aquele futebol. Apesar de tudo, não censuro Hiddink. Foi a melhor forma que o holandês encontrou para manter a eliminatória em aberto. Conseguiu-o.O Barcelona encontrou pela primeira vez nesta época, uma equipa capaz de travar o seu futebol. Sim, é certo, não ganhou sempre. Mas em todas essas partidas, percebeu-se que o jogo continuava fluído, chegando perto da baliza contrária. Contra o Chelsea não. As tabelas, os passes de ruptura, as fintas, as mudanças de velocidade, o jogo apoiado e de pé para pé esbarraram quase sempre na muralha azul. Com o 4x3x3 habitual e Abidal na esquerda em detrimento de Puyol, pensar-se-ia que o Barça poderia fazer mais uso do jogo exterior, mas Essien foi um monstro, pelo que Daniel Alves era o único jogador capaz de dotar a equipa dessa alternativa, conciliando-a com o seu poderoso jogo vertical, e com as diagonais dos seus avançados. Foi contudo insuficiente para desmontar a teia do Chelsea. Mais ainda, para levar de vencido aquele adversário, Guardiola precisaria de ter todos os seus jogadores inspiradíssimos. mas a noite não foi a melhor para Henry e Messi, dois dos potencialmente maiores desequilibradores.Individualmente, destaco Dani Alves e Touré do lado do Barcelona, Terry e Essien do lado do Chelsea. Dois defesas, dois médios mais defensivos, explica bem o que foi o jogo. Embora o brasileiro receba destaque pelo facto de ser, a par de Iniesta, o maior desequilibrador em campo. Bosingwa é fortemente elogiado por ter parado Messi. Mas o português fez uma exibição à imagem d[...]



Não aos emprestados!

2009-04-28T02:18:32.348+01:00

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Os jogadores emprestados sempre estiveram envoltos em muita polémica. Por todas as razões. Porque se jogavam contra o seu 'clube-mãe' as suas performances eram questionadas. Porque se marcavam um golo a esse mesmo clube ou realizavam uma grande exibição, a verdade desportiva estaria pretensamente adulterada, porque o emprestado contribuía para um resultado menos positivo do clube que lhe pagava pelo menos parte do salário. E porque se não jogassem estariam a enfraquecer o clube que defendiam na época em questão. Porque serão à partida mais valias que dotam a equipa de soluções importantes e que não jogando, as privam de rotinas adquiridas ao longo da época.

Pela última razão, regulamentou-se que, aquando da celebração do contrato de empréstimo, não seria permitido impedir o jogador de defrontar o seu 'clube-mãe'. Contudo, hoje em dia continuam a assistir-se a demasiadas coincidências para acreditar que não existam acordos ocultos sobre esta matéria.
A solução para uma prova mais justa e competitiva passa pelo impedimento dos empréstimos entre clubes da mesma divisão. Assim fosse, as constantes desconfianças seriam evitadas. Sobre a performance dos jogadores, sobre a veracidade de determinadas lesões, mesmo sobre opções de treinadores.

O próprio processo de empréstimo é revertido de alguma concorrência desleal, que deve ser banida. Vejamos na óptica dos clubes mais pequenos: regem-se por orçamentos restritos, curtos, decorrentes de gestão apertada, de resultados desportivos anteriores, de melhores encaixes financeiros decorrentes das vendas. Contudo, alguns deles conseguem, através de relações privilegiadas com clubes maiores, chegar a jogadores pretensamente com maior qualidade, colocando-se em teoria, num patamar qualitativamente superior ao dos adversários mais directos. Sem méritos desportivos ou de gestão, aparentes.

Empréstimos de jogadores são um processo demasiado nebuloso. Eles serão importantes para os jogadores mais jovens, no sentido de transitar das camadas jovens para o futebol profissional, mas nesse caso, uma divisão inferior será suficiente. Vejamos os casos de sucesso de Pereirinha, Miguel Vítor ou Miguel Veloso por exemplo.
Aliás, este tipo de medida restritiva potencia uma melhor gestão, e um maior cuidado no recrutamento de activos. E mesmo dois, três, quatro excedentários podem ser com maior ou menor facilidade colocados noutro campeonato. O Braga fê-lo com Linz, o Porto colocou Pitbull e Paulo Machado, o Benfica Sepsi e Adu.
Mais do que isto, é criar condições para alguma falta de transparência e para relações pretensamente ocultas que em nada beneficiam o futebol. A Liga deveria estar atenta.



Adriano, o Imperador

2009-04-27T03:36:01.129+01:00

O apelido já o acompanhará até ao fim da carreira, aconteça o que acontecer. Adriano é o Imperador porque domina. Mas esse domínio não é o domínio comum ao jogador 'normal', quando recebe a bola de um companheiro. O melhor Adriano era aquele que dominava a bola, a equipa, o adversário, o próprio jogo. Por isso o 'Imperador'.O avançado brasileiro explodiu quando Ronaldo, 'o fenómeno', atravessava um período de menor fulgor. O futebol precisava de um novo monstro, se chegasse do Brasil melhor. Adriano justificava o epíteto e a expectativa. Chegado ao Inter, oriundo do seu Flamengo, com 19 anos e depois de uma grande época no 'Mengão', a sua primeira época na Europa foi difícil. Natural, porque o Calcio não será o melhor habitat para um jovem brasileiro explodir na sua primeira época europeia. Fiorentina primeiro, Parma depois acolheram Adriano e o que se viu foram golos e grandes exibições. O potencial tinha-se confirmado, o futebol do brasileiro precisava de se afirmar numa equipa de primeiríssima linha, o regresso ao Inter foi algo natural.No regresso, as duas primeiras épocas no clube foram excelentes. Para sua infelicidade, Adriano encontrou um Internazionale transformado numa verdadeira sociedade das nações. E que qualitativamente não fazia jus à história do clube. Contudo, o brasileiro explanou o seu melhor futebol, tornando-se na estrela da equipa. Robustez física, fortíssimo em espaços reduzidos, uma técnica muito apurada e um remate destruidor com o pé esquerdo. A média de golos situava-se em números elevados, e a equipa girava muito à sua volta. Porque além de balançar as redes adversárias, o 10 era mestre em assistir para golo ou em segurar jogo, esperando pela subida dos companheiros.2006 foi o ano negro, que representou a viragem entre o fantástico Adriano e aquele que só apareceu a espaços. A sua capacidade psicológica foi insuficiente para aguentar a trágica morte do pai. A péssima performance do Brasil no Mundial 2006 tornou-o num dos bodes expiatórios, por ser um dos jogadores em que os adeptos depositavam maiores esperanças. E o seu futebol atingiu um ocaso, o qual Roberto Mancini foi incapaz de ajudar a ultrapassar. A partir dessa época, o melhor Adriano pouco se viu. Pouquíssimos jogos em Itália, chegando aliás a ser emprestado ao São Paulo, numa metade de época sabática, quase em reabilitação, sem realizar qualquer jogo oficial. Em toda a carreira, foi na Selecção Brasileira que se deu melhor. No 'Escrete' conserva uma média de golos superior a meio por jogo. A explicação talvez seja simples, é no gramado brasileiro, rodeado de 'brincas na areia' por todos os lados, que o Imperador se sente mais perto da favela brasileira, do futebol de rua.2008/2009 seria a época que todos esperavam como a do seu regresso à melhor forma. Ou não fosse treinado por José Mourinho. A verdade é que esta foi desde início uma relação complicada, com demasiados altos e baixos. O melhor Adriano viu-se pouco, e mesmo a capacidade técnica parece ter saído afectada pelo alheamento do jogo constante que o brasileiro demonstrava. Os mísseis saídos do pé esquerdo viram-se menos, por consequência os golos também.O início de Abril foi fatídico no que diz respeito à sua carreira no Inter. A recusa em voltar a Itália, depois de um jogo da Selecção brasileira. A confirmação de que nem Mourinho tinha consegui[...]