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Revisão da Matéria





Updated: 2017-09-14T11:34:40.172+01:00

 



As voltas

2011-02-12T01:21:18.489+00:00

As voltas. A vida.
Muitas voltas dá.

Este é um espaço dado a várias discussões. Daquelas das boas. Muitas vezes escrevemos sobre temas practicos, temas polémicos e do dia a dia.
Sobre o que nos aconteceu ontem, a semana passada...o que nos aconteceu na vida.
Mas ainda não vi escrever sobre o ser. O que somos? Cada um de nós. Onde está o nosso âmago? A molécula. Aquele pedaço de existência que faz com que inspirar tenha uma razão de ser e não seja apenas um acto de reflexo...
Eu digo que o nosso âmago está naquele pedacinho de orgulho, de indignação, de amor próprio que nos faz levantar e lutar. Que nos faz dizer que não! Por aqui não.
Cada um de nós lida, no seu trajecto, com várias pessoas, várias situações, umas boas outras más, outras...assim assim. Mas existem momentos em que um nó no estômago te diz que este é o caminho certo. Ou que não podes aceitar uma determinada situação. Nessas situações de extremo vem ao de cima o verdadeiro eu e aí...nós mostramos o que somos. Aí.
Esses momentos não se vivem muitas vezes. Aquilo que podemos esperar é, nessas alturas, tomar a decisão que nos faça sentir, no futuro, orgulhosos do que fizemos nesses momentos.



Um dilema ético

2010-09-19T22:53:00.052+01:00

Há uns anos atrás joguei "Uma Questão de Escrúpulos". Trata-se de um jogo "de sociedade", onde somos confrontados com situações teóricas, sendo de seguida convidados a dizer o que faríamos se alguma vez fôssemos apanhados nessa situação. Do que me recordo, as questões colocadas não variavam muito de infidelidades, evasão fiscal e abordagens à educação dos filhos que na altura eu ainda não tinha.
Esta semana lembrei-me desse jogo porque deparei-me com uma situação típica que poderia estar num dos cartões. Estava num supermercado com o meu filho, de 7 anos, num corredor atravancado de caixotes e quase deserto. Além de nós os dois, estavam duas adolescentes, ocupadas a enfiar na carteira um dos produtos expostos. Deparei-me com um dilema ético, uma verdadeira questão de escrúpulos - deveria dizer às moças para reporem o artigo que se preparavam para roubar? Deveria denunciá-las na caixa do supermercado? Ou deveria agir como se não tivesse reparado em nada?
Que lição queria que o puto aprendesse deste episódio? Que não se deve roubar? Que o pai é um "bufo"? Felizmente ele não deu por nada e optei pela última hipótese. Para a próxima, poderei denunciar aos tipos do supermercado, se entretanto encontrarem forma de melhorarem o serviço de reposição de iogurtes e reduzirem o tempo de espera nas filas, os sacanas dos algarvios...



Concurso RdM - As Piores Capas de Disco Segunda Votação

2010-08-13T01:13:23.147+01:00

Há mais de 4 anos comecei a postar aqui algumas das capas de discos mais risíveis, horrorosas ou simplesmente de mau-gosto. Devo dizer que comecei com bom ritmo (a primeira capa foi a 13 de Abril de 2006, em 28 de Maio desse ano já lançava a Primeira Votação, com 10 capas mais umas extra concurso, do mestre Artur Gonçalves).Devido não só ao êxito retumbante da primeira série (o concurso teve um quase-voto!), a segunda série começou em 29 de Janeiro de 2007 e estendeu-se até 23 de Julho desse ano. Ponho aqui as datas exactas porque, não sei porquê, não consigo os links directos...Bom, tenho no disco do meu portátil ainda uma série de capas laboriosamente armazenadas durante esses anos, que agora vim a reencontrar. Altura portanto de lançar a segunda votação e começar a terceira série.Cá vão as 10 capas postadas na segunda série, para lembrança das hostes: [...]



Imenso Ranys

2010-07-26T23:34:14.482+01:00

País que definha, mas que ainda não-sei-quê.
É assim, com este bonito lema, que o El Ranys serve postas imensas lá no estábulo onde se foi albergar. Voltou com boas ideias, o moço. O Saramargo está bem esgalhado, o post sobre as conversas do pai (o meu tio) com o Manuel da Fonseca também.
Está já ali o link na coluna na direita, debaixo da "Matéria Cá de Casa", pois então, porque é um dos nossos.
Aliás, melhor dizendo, Ranys, não és dos nossos, és mesmo cá de casa. Depois de um pequeno hiato, foram-te devolvidos todos os privilégios inerentes à Administração aqui do RdM, com todas as alcavalas a que tens direito, como tínhamos combinado. Se voltaste aos blogs para ficar, depois de uns 3 a 4 anos de ausência, então bolas, posta aqui, não vale a pena fazeres um novo blog. Ok?



The last

2010-07-26T23:35:26.107+01:00

http://imensoportugal.blogspot.com/
Imenso Portugal, o meu novo blogue.
Rantas, fica lá com esta chafarica. Já agora, e como eu não posso (ladrão), mete aí o link para o Imenso Portugal em destaque.
Não te preocupes, mesmo quando o Imenso Portugal for um blogue com milhares de leitores, não me vou esquecer que comecei aqui no Revisão da Matéria e que, num dia aziago, fiz a asneira de te lançar no mundo dos blogues, aqui mesmo.



Avaliações dos professores

2010-07-13T01:43:13.925+01:00

(image)
Um dos temas dos últimos anos que mais me deixou irritado foi o da avaliação dos professores. É verdade que a anterior Ministra não teve nem engenho nem arte para atingir os objectivos a que se propunha. No entanto, independentemente do estilo pessoal da ex-Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, esses objectivos eram e continuam ser muito válidos. Tenho muita pena que a nova Ministra tenha alcançado uma "vitória" ao fazer as pazes com a classe dos professores, porque isso constituiu uma derrota das pessoas de bom-senso em Portugal que, apesar de não irem para a rua gritar, entendem que o qualquer modelo de avaliação sem "numerus-clausus" não permite avaliar coisa nenhuma.

Vem isto a propósito de uma entrevista da antiga Ministra da Educação à Visão, onde apresentou um livro sobre o seu longo consulado à frente do Ministério, e principalmente por causa de uma carta que saiu na última edição dessa revista, onde um leitor (José Carvalho, de Chaves), afirma o seguinte: «(...) a docência necessita de uma conjugação de esforços e saberes dos seus diversos agentes para enfrentar as crescentes dificuldades com que a escola pública se depara. Não necessita de um processo de avaliação de desempenho que contribua para instaurar a divisão. As divisões e as diferenças entre os docentes deverão ser usadas para os complementar, e não para os rotular».

Este discurso enjoa... na actividade profissional que desempenho, desde há 18 anos que sou sujeito a avaliações de desempenho, com impacto em aumentos e promoções. Naturalmente que isso contribui para diferenciar , a mim e aos meus colegas de trabalho. Uns são melhores, os outros não alcançam o mesmo nível de excelência. Os melhores devem ser premiados, os outros devem ser desafiados a melhorar. Já tive anos com boas avaliações, outros anos tive avaliações mais-ou-menos. Sempre fui à luta para manter o que de bom me apontavam ou para aprender a fazer melhor. Não é para me gabar, mas ao olhar para quem tinha melhores avaliações do que eu, fui aprendendo a ser um melhor profissional naquilo que faço. Um modelo de avaliação tem de ter "numerus-clausus", caso contrário, ficamos todos contentinhos, porque somos todos muita bons. E continuaremos a sê-lo mesmo sendo desmentidos todos os anos pela nossa triste realidade...



Da inconstitucionalidade do pragmatismo

2010-07-26T23:35:26.112+01:00

(image) Diz que é preciso aumentar os impostos. Parece que esse imperativo é praticamente unânime, depois da crise global, da crise grega, do ataque ao euro, da falta de crédito e da queda dos ratings. Quase ninguém discorda do facto de o aumento dos impostos ser imprescindível para Portugal. As diferenças de opinião residem em questões de pormenor - IRS versus IRC, o que fazer com o IMV, aumentar o IVA, sim, mas não necessariamente o escalão mais baixo.
Ou seja, toda a gente concorda que se tem de aumentar o IRS. Ora o IRS tem uma particularidade, é que é um imposto apurado anualmente... isto significa que os aumentos a partir do dia 1 de Junho corresponderão, em termos reais, a sete duodécimos das percentagens anunciadas. Para as pessoas cujos rendimentos são lineares ao longo do ano, o "drama" não será grande. Enfim, com este período temporal, o Estado deverá abranger não 7/12 dos rendimentos mas sim 9/14 (por causa dos subsídios de férias e de Natal). Para alguém com um rendimento mensal bruto de 2.000 euros, a diferença consiste em 25 euros para todo o ano (de 245€ para 270€). E isto, note-se, apenas em termos de retenção na fonte, uma vez que no final do ano as contas serão realizadas com os tais 7/12. Ou seja, a diferença será reposta.
Levantam-se vozes contra isto porque, uma vez que o IRS é um imposto anual, a aplicação prática do aumento acaba por se configurar como retroactivo. E isso, claro, é inconstitucional! Mesmo em se tratando de peanuts e mesmo que a alternativa obrigasse a reformular todo o processo de recolha e cálculo de IRS, o que, convenhamos, não saíria barato...

Faz-me impressão as pessoas que, ao arrepio do bom-senso e do sentido prático da vida, põem em primeiro lugar a letra da lei - não necessariamente o seu espírito - e vão à Constituição procurar argumentos para impedir aquilo que, segundo todos os analistas, é o melhor para Portugal. E que representa 25 euros/ano para quem recebe 28.000, sendo até reembolsáveis mais tarde... e infelizmente nunca vi ainda ninguém a explicar qual seria a solução alternativa... detesto legalistas!



Portagens nas SCUTs

2010-07-26T23:35:26.117+01:00

(image) Ninguém sai especialmente bem desta história das SCUTs.
Primeiro, os Governos que se lembraram desta solução inovadora, começando por Guterres. Estava claro que, mais cedo ou mais tarde, se teria que pagar a conta. A crise cá veio para demonstrar isso mesmo. De qualquer modo, o modelo ainda se aguentou bastante tempo.
Segundo, o actual Governo, não tanto por desdizer o que tinha sido dito antes mas, sobretudo, pela confusão que conseguiu armar com a história dos chips.
Terceiro, a actual Oposição - não a habitual, do PC e do BE, mas a dos supostos liberais, onde pontificam diversos portuenses nortenhos de gema. Decidam-se, senhores! Não vale criticar o despesismo e a falta de sentido prático dos socialistas de Guterres por terem lançado as SCUTs há uns anos atrás e agora criticarem os socialistas de Sócrates por introduzirem as malfadadas portagens. Não podem querer sol na eira e chuva no nabal...
Um exemplo bem ilustrativo desta desonestidade intelectual travestida da secular luta regionalista Norte-Sul está bem claro nos últimos posts de VLX do Mar Salgado, de 25 e 29 de Junho... aprecie-se o contorcionismo da argumentação:
«Na época da euforia despesista de Guterres (...) as scuts. Claro que não passava de um grande disparate (...) Para sacar massa aos contribuintes sem grandes revoltas na capital, os socialistas de Lisboa inventaram um método de cobrar portagens mas só nas estradas dos indígenas provincianos longínquos». Ao ler este naco de prosa, até me veio uma lágrima ao canto do olho... de facto, na baixa política, vale mesmo tudo menos arrancar olhos...
Isto para não falar sequer da lembrança enternecedora dos postos de trabalho dos portageiros que ficam em risco, isso para além dos empregos que se perderão e se perdem com a introdução do chip e, vejam lá, da possibilidade de se pagar a gasolina com a Via Verde. Enternecedora, note-se, porque esta preocupação provém, nem mais nem menos, de VLX...
Leiam também a caixa de comentários que vale a pena!



Optimus Alive

2010-07-05T00:33:32.828+01:00

Estou em contagem decrescente para o maior festival deste verão. Quando comprei os bilhetes havia um só nome garantido. Pearl Jam. Esses eu não ia perder...e pelo sim pelo não comprei o passe dos três dias!

Desde então os nomes para o festival têm encantado:
La Roux e Florence And The Machine são as bandas novas que quero ver.
Kasabian parece prometedor. Energia contagiante!

O melhor virá no final. Pearl Jam.
Em 96 fui ver o primeiro concerto deles em Portugal no desaparecido Dramático de Cascais. Foi o melhor concerto da minha vida (E já vi Rolling Stones, Smashing Pumpkins, Ben Harper, Dave Mathews Band, Xutos e Pontapés,...).
Em 96 um pavilhão inteiro a cantar as músicas em coro, uma banda cheia de energia, de novidade e aquilo que um concerto de rock deve ser. Música, paixão, energia e um público devoto!
Os concertos no pavilhão atlântico em 2006 foram memoráveis e fizeram esquecer o fraquinho concerto no estádio D'os Belenenses.

Assim, 10 de julho vai ser uma grande noite. E eu vou lá estar!



Laranjeiras, bairro tradicional

2010-07-26T23:35:26.122+01:00

Moro num bairro tradicional de Lisboa. Para quem conheça as Laranjeiras, dificilmente classificaria esse bairro como "tradicional", parece um contra-senso, mas há quem, não sei se na Câmara Municipal de Lisboa se na Junta de Freguesia, pense dessa forma.
Só isso justifica que todos os fins-de-semana do mês de Junho o clube à frente de minha casa tenha permissão para fazer um chavascal de música pimba, com o volume de som desregulado e a terminar a desoras, para que meia dúzia de gatos pingados se arrastem num bailarico penoso e centenas de pessoas nos prédios à volta tenham de gramar com isto até à uma da manhã, a ouvir grandes clássicos, desde o incontornável Quim Barreiros ao Calimero que fez não-sei-o-quê à Abelha Maia.
É uma falta de bom-senso e de respeito pelos moradores, não há como negar. Ainda mais no meu caso, que fico impedido de me deitar no meu quarto porque está lá a garota, que tem o sono leve, e o quarto dela dá directamente para o concurso de brejeirices desbragadas cantadas a muitos watts.



Takeover hostil

2010-07-26T23:35:26.127+01:00

(image) Perguntava-me o El Ranys na caixa de comentários de uns posts abaixo, escudado na sua complacência e magnanimidade:
- Quem é o boss desta tasca?

E tudo só para me exigir uma fatia de leão dos chorudos lucros que hão-de aparecer, agora que coloquei publicidade no RdM, veja-se lá a desfaçatez!

Mal sabia ele que no momento em que escrevia as suas miseráveis reivindicações, já eu tinha procedido a um takeover hostil e já o tinha chutado para fora da administração do blog. Muahahahahah!
Ranys, agora não passas de um reles subordinado, um redactor de blogs por conta de outrém (ie, eu), e é melhor que comeces a pensar em escrever posts que tragam público ao tasco e clique na publicidade que EU COLOQUEI porque senão mais cabeças vão rolar!!
Redus Maximus, isto também se aplica a ti!
Reivindico desde já a paternidade e revejo-me quase como um mentor para as 40-50 almas transviadas que passam diariamente no blog, à busca sabe-se lá de que prazeres perversos. São meus, são meus e ninguém os rouba!!
PS - Este último parágrafo não passa de uma colagem aos ensinamentos do grande Manuel Alegre...



Toca a animar isto!

2010-07-26T23:35:26.132+01:00

(image)
Pois é, uns 3 anos quase sem postar. A posta do El Ranys acabou por despertar uma vontade de voltar a escrever umas coisas por aqui. Além disso, agora o blogger está diferente, mais evoluído, e até dá para botar umas coisas que diz que dá dinheiro. A ver vamos...

Bom, comecemos então por um balanço resumido do que se passou entretanto.
Em 6.9.6, iniciei um processo de adopção na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Hoje, por acaso, recebi uma carta de lá a dar nota da minha desistência. Eis um ciclo que se fecha...

Porque desisti? O principal motivo, se não o único, é que acabei por não recorrer ao outsourcing, acabou por ser tudo in-source. É uma menina, tem 19 meses e ainda não diz grande coisa - o vocabulário reduz-se praticamente a "OLÁ", utilizado de forma indistinta tanto para dizer mesmo olá como para designar um telemóvel, por motivos óbvios, e a "BÁ", para tudo o resto, seja papá, mamã, avó, avô, o irmão, uma bolacha ou um sapato.

Ela também é um motivo forte para voltar a escrever no blog. Com o post do Ranys, voltei a ler o RdM, posts antigos, histórias já esquecidas do pequeno gnomo. E lembrei-me que um dos factores que me levou a escrever aqui foi preservar, "para a posteridade", algumas das histórias engraçadas que o puto há-de gostar de ler mais tarde. E isso faz sentido para ela também, portanto... estou de volta!



Rigor mortis

2010-07-26T23:35:26.137+01:00

É engraçado: este blogue está morto, vai para 3 anos, sem nunca ter sido enterrado. É como se o mantivéssemos assim numa espécie de gaveta frigorífica do Instituto de Medicina Legal, à espera que alguém venha reconhecer o cadáver.
Não obstante, continuo a receber os resumos de tráfego enviados pelo site meter. E não é que a média diária de visitas se mantém na casa das 40/50?
Ao que vêm?

Aproveito para fazer um teste: será que o Rantas vai dar por esta nova posta?



Maus hábitos

2010-06-23T23:46:45.777+01:00

(image)

O puto já tem 6 anos.
Ou seja, está na idade de descobrir coisas novas, aprender a ler e ganhar hábitos repreensíveis.
Mexe na pila por tudo e por nada. Quando está distraído e quando está atento. Afaga-a, acarinha-a, sempre com um desvelo enternecedor. E irritante. Bem sei que já passei pela idade dele, mas enfim, este quase-vício não é bonito de se ver. E tento que ele abandone esse mau costume, por vezes ralhando, por vezes tentando entender o que o leva a dedicar-se com tanto afinco a tão malfadado hobby. No outro dia deu-me uma resposta surpreendente, que me desarmou completamente e me provocou uma grande gargalhada:
Eu - Porque é que andas sempre a mexer na pilinha?
Ele - Sabes, papá, o seguro morreu de velho!



Histórias para adormecer

2009-02-28T01:57:34.498+00:00

Tenho dado por mim a ser argumentista de romance.
Quer isto dizer...tenho inventado à noite umas histórias para os meus garotos adormecerem...
Mas o curioso é que a história já vai no seu sexto ou sétimo episódio e agora todos os dias tenho que lhe ir arranjando um enredo. Todas as noites há uma sequela ao que aconteceu no dia anterior:
Episódio 1:
A Josefina (nome escolhido pelo meu filho) é uma menina que mora na aldeia do coreto. A Josefina vende flores muito belas no largo do Coreto e é uma jovem virtuosa e trabalhadora. Mora numa linda quinta com um cavalo (o Trovão), com uma vaca que ela ordenha e de onde tem o leite, com galinhas que pôem ovos e permitem à josefina fazer belas omoletes (estão a ver o estilo didáctico?) Um dia...o Príncipe Carlos ao passear no largo do Coreto apaixona-se pela Josefina. Para a conhecer mascara-se de jovem plebeu e compra-lhe flores. No dia seguinte, de novo lhe compra flores, mas desta vez oferece-se para ajudar a Josefina a levar para casa as suas coisas. No caminho para casa a Josefina e o Carlos falam...falam e descobrem que gostam das mesmas coisas: Do céu e das nuvens, dos pássaros a voar, de sorrir e do sol quentinho na barriga (esta usei porque o meu filho adora pôr a barriga ao sol para sentir o quentinho, como ele diz!) e, naturalmente, casam-se e vivem muito felizes para sempre.

-Boa noite durmam bem...

Mas!

Mas!! O que acontece depois de eles se casarem?

Bom, isso é uma história para outro dia...



Pequena confusão perfeitamente compreensível

2010-06-23T23:47:05.947+01:00

Há uns tempos, o pequeno gnomo comentava comigo, com orgulho indisfarçável:

- Sabes, papá, já sei muitas marcas de carros! E já sei dizer bem "Audi"! Dantes dizia "Heidi"... ou "Noddy", já não sei bem...


(image)



Uma boa ideia

2008-07-27T09:42:35.775+01:00

Há uns dias atrás, no meio do zapping, dei por mim a ver uma curta-metragem espanhola, num canal qualquer da Fox. Um homem contava a sua vida amorosa a alguém atrás da câmara. Depois de relatar dois namoros falhados, o senhor explicava como tinha recorrido a um expediente muito à mão - a masturbação. Satisfação garantida sem problemas, sem maus humores, sem conversas da treta. Mas, passados uns tempos, começou a sentir-se incompleto, insatisfeito. Talvez lhe faltasse um pouco de convívio... passou então a masturbar-se no meio de grandes aglomerações - centros comerciais, estádios de futebol.

Mas não era suficiente. E foi assim que o tipo, ao tentar descobrir algo que lhe permitisse alcançar a satisfação sexual plena, descobriu a masturbação anal (confesso que desconhecia totalmente o conceito, mas nesta altura do filme estava já embasbacado).

Entretanto, no meio de tanta felicidade, descobriu, no meio do acto, uma coisa que não deveria estar no sítio onde estava. Depois de ir ao médico, verificou que era um corpo cancerígeno que, não fosse o caso de ter sido descoberto tão cedo, lhe poderia ter causado a morte.
Depois de mostrar a alegria do homem quando se consciencializou que a masturbação anal lhe salvara a vida (ora aqui está uma frase que nunca na vida pensei escrever!), o filme terminava com um anúncio: "O cancro do recto é a segunda causa de mortes por cancro, em todo o mundo. Faça regularmente um auto-exame".

O que me leva a escolher este tema para este regresso, depois de tanto tempo sem postar? Dois motivos - 1º, achei bastante piada ao filme, confesso. O 2º motivo, o mais importante, foi o post do Redus Maximus sobre a energia nuclear. Porque ao mostrar esta ideia que, na essência, é uma boa ideia (afinal, visa reduzir o número de mortes por cancro) e é fácil de aplicar (enfim, está à mão de semear...), não passa de uma anedota bem imaginada, simplesmente porque é pouco prático. Nem com todo o voluntarismo do Mundo se há-de convencer o pessoal a enfiar o dedo no cu, certo?
(image)
É exactamente o mesmo que penso sobre a segunda proposta do Redus, a que mata as vacas e deixa os peixes em paz. Não é prático convencer as pessoas a comer soja com lentilhas, ou sei lá o que comem os vegetarianos. Não se pode atacar levianamente alguns marcos distintivos da nossa civilização, como a picanha ou a posta à mirandesa!



Energia Nuclear

2008-07-19T02:34:47.317+01:00

A energia Nuclear volta à agenda jornalística. Felizmente não volta à agenda do governo português.
Volta quando se ouvem falar de incidentes graves em França em duas Centrais nucleares e quando estão em construção novas centrais em Inglaterra e na Finlândia que colocam o Nuclear como a única alternativa energéticamente eficiente...bom...há quem consiga escrever que a Energia Nuclear é quase limpa. Que a Fusão é muito mais eficaz que a Fissão e por isso nada há a temer. Percebe-se pelo meu discurso que não vejo esta "corrida" ao nuclear com bons olhos. A única forma de se combater a crise energética é actuando com mais inteligência. Consumir menos energia implica poluir menos. Por isso o meio ambiente e o consumo de energia estão de mãos dadas. Passo a expor a minha visão ecológica:

1 - Os aviões são uma fonte grande de poluição e de consumo de energia. Pode-se definir que há um dia por semana em que, a nível mundial, não há voos comerciais. Impacto certamente positivo para o ambiente e menor consumo de petróleo. Para as companhias aéreas...não me parece que houvesse grande impacto...os aviões poderiam até ser alvo das manutenções nesse período. Enfim, não me parece uma proposta muito disparatada.
2 - É sabido que as vacas são uma fonte grande de poluição mundial. Se todos se tornassem mais vegetarianos, ou seja, os adultos reduzirem o seu consumo de carne em 75 % o único impacto negativo seria na nossa goludice. Em termos ambientais haveria um grande impacto se o número de vacas no mundo decrescesse 75%. Se acrescentássemos o decréscimo do consumo de peixe a este objectivo então poderíamos até ter esperanças de se reporem os níveis das populações no mar. Como é que se conseguia isto...campanhas massivas de marketing. Ao estilo do tabaco. Comer Peixe Mata...O Peixe!
3 - Os carros são também uma fonte de grande poluição. Como diminuir? Simples e já várias coisas são feitas nesse sentido, aumentar brutalmente os impostos dos carros mais poluentes e tornar os carros menos poluentes quase livre de impostos. Menos poluição e menos procura do famigerado líquido negro.
4 - Micro Geração de Energia. Esta pode ser uma das soluções. Se no cimo de cada telhado estiver um painel solar que alimente essa própria casa e eventualmente consiga distribuir energia na rede e alimentar o carro eléctrico dessa família...estaremos no bom caminho. Vejam o seguinte link.

Há muitos mais temas que poderiam ser incluídos aqui como a reciclagem, a reflorestação, a utilização dos transportes públicos nos centros urbanos, o aumento da população humana. Enfim. Este é o tema do século, a sua resolução é que nos vai permitir ou não sobreviver como espécie...Que deus nos dê bom senso.



Meter água

2008-03-10T00:31:17.695+00:00

Começo por onde terá começado a ideia de me incluir neste blog de temas diversos:
O lago do Campo Grande! O tal onde podíamos ser grandes navegadores. Vascos da Gama no meio de Lisboa! Depois de dar uma volta de patins no rinque que fica mesmo ao lado.
Uns anos mais tarde, quando já andava na Universidade, dei por lá uns passeios com as namoradas (uma de cada vez naturalmente, que os barcos são pequenos). Recentemente, pensei em lá levar o meu filho com três anos, para sermos piratas! Navegadores intrépidos em busca do perigo!
Tínhamos festarola garantida, uma tarde bem passada em perspectiva com lanche a bordo e, naturalmente, muitas histórias para contar à mãe quando regressássemos.
Bom, quando chegámos ao Campo Grande estava fechado. Bom, mais abandonado do que fechado. Fizémos o lanche à beira do lago. O rinque não tinha ninguém mas fizémos umas corridas lá ao pé, apanhámos uns paus com que nos "espadeirámos" e não deixámos de nos divertir por isso. As crianças de três anos não se deixam ir abaixo com tão pouco. E as de trinta também não!
Quando regressei a casa, depois de ter a garotagem a dormir, fiz umas pesquisas e cheguei à conclusão que o espaço está fechado desde Junho de 2004 com um projecto de requalificação orçamentado em 30 milhões de Euros, mas que ainda não se viu. Nem me pareceu estar nada em andamento.
Por isto pergunto eu, que Campo Grande para os meus filhos?



Eh pá...

2008-03-01T01:41:02.838+00:00

Eh pá, não tenho tido tempo para postar. O trabalho, a rotina, o Travian...
A verdade é que isto só tem piada se não for por obrigação. E de facto penso que tenho demonstrado claramente que não escrevo aqui por obrigação. Pelo menos desde Novembro!
Bom, é como o Ranys diz - um dia destes... entretanto convidei um novo valor da blogosfera, o Redus Maximus, para ir animando o blog. É bom rapaz, apesar das suas preferências clubísticas poderem facilmente colocar em dúvida a existência de uma rede neuronal minimamente estruturada dentro do seu cérebro.
Redus Maximus, faz o teu pior!



1, 2, 3, experiência, 1, 2, 3...

2008-02-28T18:24:22.001+00:00

...sim?...está...funciona!?!...
OK, pensei que já tinha avariado.
Bom..hmm, olá... sou o El Ranys. Em tempos andei por aqui..hmmm..não, está a correr mal.
Directo ao assunto. Só para dizer, amigos, que o blogue Revisão da Matéria, caso ainda não tenham reparado, está morto. Mas o middle name deste blogue é Lázaro. E, um dia... (certo, Rantas?)
OK. Obrigado pela vossa atenção. Xauzinho.



Esperança

2007-11-11T00:50:05.648+00:00

Será Raquel?



Uma coisa estúpida, mas no bom sentido

2007-10-20T01:13:23.077+01:00

Hoje de manhã, ao dirigir-me para o trabalho tinha o rádio sintonizado na M80 quando ouvi a Margarida Rebelo Pinto (a escritora do Sei Lá e de mais uns livros). A estação convida uma pessoa a escolher uma música por dia durante uma semana. Esta semana foi dela. Hoje lá escolheu uma música e, ao explicar porquê, fez-me gelar o sangue - disse algo do género "ouvir esta música é como cortar os pulsos, mas no bom sentido".
Que linda imagem, que linda comparação, que hipérbole libertadora, que paradoxo! Só uma mente privilegiada consegue lembrar-se de um pensamento com esta profundidade, que permitem tantas segundas leituras. Só apetece dizer que ler um livro da Margarida Rebelo Pinto é como espetar um garfo num olho, mas no bom sentido, claro está. Muito bem, Margarida! Nem sempre gosto de ouvir humor na rádio de manhã, mas o seu exercício de estilo, dito tão naturalmente, fez-me soltar umas belas dumas gargalhadas. Bem haja por isso.



M80

2007-10-20T01:00:36.114+01:00

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Nunca fui um grande fã de rádio. Ouço de manhã, quando vou no carro, e nada mais. Quando ligo o rádio quero ouvir música, mas habitualmente apanho o trânsito, notícias, anúncios, o jogo da mala, a bancada central ou aqueles programas matutinos com toda a gente bem-disposta a dizer piadas parvas logo de manhã. Há pouco tempo descobri a M80, rádio que quase só passa música dos anos 70, 80 e 90, e agora praticamente não ouço mais nada. Torna-se por vezes um exercício engraçado tentar descortinar através da névoa da memória quem cantava uma ou outra música que ouvia quando era adolescente com as hormonas aos saltos, como por exemplo o "I Was Made For Loving You Baby". Recomendo vivamente - é no 96,6.

A propósito de rádio, lembro-me de alguns programas que ainda assim me marcaram. O programa "De Que Cor É o Santo António", para mim, acabou por ser um mito que marcou a época em que estava a terminar o curso, em Coimbra; o radialista (é assim que se diz?) era o meu primo, o grande Elranys. O programa passava na RUC, Rádio da Universidade de Coimbra, e começava às 10 da manhã. Um mito porque só o consegui ouvir uma ou duas vezes, afinal esse horário coincidia mais ou menos com a hora a que me deitava... velhos tempos esses, em que o difícil era conseguir levantar-me a tempo de almoçar antes de jantar.

Também me lembro de outros programas que ouvia efectivamente. Para além do incontornável Oceano Pacífico, recheado de boa música, e do clássico Pão Com Manteiga, havia um outro, o Sexo No Ar, uma vez por semana, no máximo até às duas. O locutor principal era Carlos Cruz, a animar as noites de sexta-feira para sábado, da meia-noite às duas, com excelentes textos. Lembro-me da rubrica em que se dissertava sobre uma posição do Kama Sutra como se se tratasse de uma receita culinária, ou as histórias sobre o choque entre duas civilizações aparentemente antagónicas, uma regida por uma vulvocracia, enquanto a outra se tratava de uma falocracia. Ou ainda a história aflitiva da nave espacial que funcionava a energia sexual, e que andava à deriva porque ninguém conseguia parar a fêmea da raça clitoridiana, que fazia a nave andar...

Bom, acabei por me dispersar um pouco, queria era falar de rádios que passam música. A estação que eu mais ouvia, até há uns anos, era a Rádio Nostalgia. Aliás, houve uma altura em que estive para cortar com isso, porque num banco onde trabalhei (e onde passei muitas noites e fins-de-semana), só passavam essa rádio, que acabou por ser apelidada de Rádio Nevralgia, pelo enjoo...

Concluindo - sintonizem a M80, relembrem o Disco Sound, os Village People, os Boney M, os Cock Robin, os Kiss, a Gloria Gaynor e muitos outros.



Só temos um problema

2007-08-24T00:54:51.762+01:00

De vez em quando, depois de jantar, tenho ido a um larguinho aqui ao pé de casa jogar à bola com o pequeno gnomo. A sua técnica de remate não é apurada, mas consegue já imprimir alguma potência nas biqueiradas.


Estávamos nós a jogar à bola quando apareceu um puto, com cerca de 6 anos, a perguntar se podia jogar connosco. O pequeno gnomo entusiasmou-se com a ideia (julgo que não serei a melhor companhia para dar chutos a uma bola...), mas de repente parou e, muito sério, disse ao miudo - "Podes jogar, mas temos um probema". "Um problema?", perguntou o outro; "sim, é que eu chuto a bola com muita força, eu sou muito forte", disse o pequeno gnomo, muito consciencioso do risco que o outro iria correr, ao sujeitar-se ao seu pé-canhão de 4 anos...
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