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amigos da cultura





Updated: 2014-10-05T01:38:06.134+01:00

 



últimas notícias

2008-04-20T14:49:11.478+01:00

Cristina Robalo Cordeiro sobre a Casa Miguel Torga: "iniciativas tomadas escaparam ao meu conhecimento"Domingo, 20 de Abril, 14:42h.Foto: Jonas Baptista / A CabraA Conservadora da Casa-Museu Miguel Torga, Cristina Robalo Cordeiro, confessa que não tem "o domínio da situação" sobre o seu funcionamento.LER MAIS >>Pela cultura em ÉvoraQuinta-feira, 10 de Abril de 2008, 20:22hEstá a decorrer a partir de Évora uma petição on-line com o título "Defender Évora como cidade de cultura", que reúne já cerca de 1.200 subscritores. LER MAIS >> Manuel Portela denuncia "ostensiva discriminação" do TAGVSábado, 5 de Abril de 2008, 10:57h Foto: A Cabra / Ana Maria Oliveira O ex-director do Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) explica em entrevista a A Cabra, ontem publicada, as razões que o levaram a apresentar o seu pedido de demissão, há cerca de duas semanas.LER MAIS >>Augusto M. Seabra: situação em Coimbra é "alarmante"Sexta-feira, 4 de Abril de 2008, 14:52h.Num artigo recentemente publicado no portal artecapital (e que se encontra já disponível no AMIGOS DA CULTURA), o crítico Augusto M. Seabra considera "alarmante" a situação de Coimbra do ponto de vista da política cultural. O autor chama a atenção para o "continuado desinvestimento orçamental na cultura" e para o "caso caricato de provincianismo" protagonizado pelo Vereador da Cultura, de quem cita algumas afirmações. Esta política, afirma, "tem tido os mais gravosos efeitos para as estruturas existentes, como o Centro de Artes Plásticas e o Centro de Artes Visuais".LER MAIS >>todas as notícias[...]



Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!

2008-01-29T12:09:00.391+00:00

Em Dezembro de 2005, um conjunto de sessenta cidadãs e cidadãos de Coimbra manifestou publicamente a sua preocupação com a forma como estava a ser conduzida a política cultural da Câmara Municipal. Num documento intitulado “O saneamento básico da cultura”, chamava-se a atenção para dois aspectos fundamentais: o corte de 60% nas verbas destinadas à cultura no orçamento para 2006 e a falta de respeito por alguns dos agentes culturais da cidade, evidenciada nas expressões com que os responsáveis autárquicos a eles se referiam e nas suas atitudes reveladoras de uma visível e ofensiva falta de cultura democrática. Alertava-se para o péssimo prenúncio que tal comportamento configurava para o seu segundo mandato que então se iniciava.Dois anos depois, as piores expectativas foram ultrapassadas. Coimbra é hoje uma cidade amarfanhada do ponto de vista cultural, que só não se tornou absolutamente insignificante a nível nacional graças à actividade que, no limiar da sobrevivência, os poucos agentes culturais que ainda restam conseguem ir desenvolvendo. A Câmara Municipal já não se limita a não apoiar devidamente a actividade cultural que aqui é feita; assume-se, pelo contrário, como um elemento dificultador e tendencialmente destruidor do potencial de criação artística que a cidade possui e que é uma das suas principais mais-valias.O orçamento aprovado para 2008 é apenas o exemplo mais facilmente quantificável desse comportamento da autarquia. As verbas para a cultura sofreram um novo corte de 3 milhões de Euros, sendo hoje menos 80% do que em 2004. O investimento público na cultura atingiu, assim, o grau mais reduzido e insignificante. Uma cuidada análise do orçamento revela que as verbas com que este pulmão de vida e de cidadania de uma sociedade democrática e participativa deveria ser contemplado nem sequer atingem o limiar da simples manutenção. E os discursos com que os responsáveis autárquicos pretendem justificar-se, iludindo as questões e distraindo os munícipes, não passam de um mar de contradições, demonstrando um vazio total de ideias sobre o papel da cultura no desenvolvimento da cidade e no exercício da cidadania. Não há plano estratégico cultural a curto, médio e longo prazo para a cidade de Coimbra e para o seu município, não há definição de objectivos, não há definição nem quantitativa nem qualitativa de resultados a atingir, não há planificação dos recursos a mobilizar, não há definição nem de dinâmicas internas a desenvolver (sobre a cultura na cidade e no concelho), nem de dinâmicas externas a incentivar (sobre a ligação cultural de Coimbra a Portugal, à Europa e ao Mundo). Não há política de construção, de gestão e de programação de espaços culturais, quer para espectáculos de dança, música e teatro, quer para exposições de artes visuais, excepto se se considerar que a omissão e a alienação dessa capacidade de programação a entidades exteriores a Coimbra é uma forma de política. O programa e o regulamento de apoio à actividade cultural das colectividades já não é cumprido desde o ano das eleições autárquicas. Há, em contrapartida, uma asfixia dos recursos e dos agentes culturais e há um desbaratar do património constituído, numa demonstração paralisante de mediocridade e provincianismo, bem patente na falta de condições e dignidade com que é desenvolvida na Casa da Cultura uma parte significativa das suas actividades, entre o átrio das casas de banho transformado em espaço de exposições e uma garagem imunda e sucessivamente inundada a servir de entrada para um teatro-estúdio que só o esforço do grupo nele instalado consegue manter em funcionamento. As intersecções da cultura com a educação e o ensino e a política de bibliotecas, de arquivos e de promoção da leitura têm sido praticamente ignoradas em termos de planificação e algumas iniciativas avulsas não escondem a falta do investimento político nestas áreas.Quem acredita que a Câmara Municipa[...]



Subscrições recentes

2009-04-11T13:17:48.483+01:00

Ana Marta Ramos
Isabel Ramos Cruz
Paulo Jorge Lucas

[veja AQUI a lista completa]



Lista de subscritores

2009-04-11T13:20:23.013+01:00

Número total de subscritores: 1.187(última actualização: 10/04/2009, 13:20h)AA. Pinto BaptistaAbel NevesAbílio HernandezAcácio José Carvalho MachadoAdelaide DuarteAdelino António CarvalhoAdérito AraújoAdília AlarcãoAdriana BebianoAdriano LimaAfonso DiasAfonso MacedoAgostinho FranklinAgostinho Loureiro MatiasAlbano da Silva PereiraAlberto Augusto MirandaAlbino MatosAlbino RodriguesAlcina Maria de Castro MartinsAlda MourãoAlda ReisAlexandra AmaralAlexandra BazengaAlexandra GasparAlexandra MoreiraAlexandra SilvaAlexandra Sofia Guerreiro VieiraAlexandra Teles MonteiroAlexandra VenturaAlexandreAlexandre Alves CostaAlexandre de BarrosAlexandre LeitãoAlexandre RamiresAlfredo CamposAlfredo José Borges BaptistaAlfredo SantosAlfredo Simões ReisAlice da Silveira e CastroÁlvaro GarridoAmadeu BaptistaAmanda Lúcia Gama Pereira Dias GuapoAmélia PaisAmérico Costa FigueiredoAmérico ReisAmílcar CardosoAmílcar Peralta RibeiroAna AlexandrinoAna Almeida BaptistaAna BaetaAna Beatriz RodriguesAna BeirãoAna Carina HortaAna Carina Simões LourençoAna Catarina de Oliveira Reis AidosAna Catarina do Carmo OliveiraAna Catarina MendesAna CerqueiraAna Clara Gonçalves DiasAna Cláudia Caetano PaisAna Cristina AraújoAna Cristina CatarinoAna Cristina FeioAna Cristina Macário LopesAna CurateAna Ferreira MatosAna Filipa Duarte MartinsAna Filipa Silva BessaAna GodinhoAna HonórioAna Isabel Hernandes MartinsAna Isabel Rosa PaisAna Luísa BarãoAna Luísa CarvalhoAna Luísa FerreiraAna Mafalda de Oliveira MartinsAna Margarida Brito AmaralAna Margarida da Conceição CunhaAna Margarida dos Santos PiresAna Margarida Jorge DiasAna Margarida Ribeiro Martins da CunhaAna Maria Aleixo CoelhoAna Maria de AlmeidaAna Maria MachadoAna Maria OliveiraAna Maria Rodrigues PintoAna MarinheiroAna Marta RamosAna Marta RibeiroAna MateusAna NevesAna Paula AveleiraAna Paula Gonçalves dos SantosAna Paula MicaeloAna Paula PiresAna Pato CatrogaAna PiresAna R. LuísAna Raquel MatosAna Rita de Abreu GomesAna Rita FariaAna Rita Rigueira Sá MartaAna Rosa AssunçãoAna Santiago FariaAna SerpaAna Sofia Freire AnselmoAna Sofia LigeiroAna Sofia Ribeiro dos SantosAna Sofia Silva PintoAna UlissesAna Val-do-RioAna Vaz FernandesAna Velhinho GonçalvesAnabela CoelhoAnabela MoutinhoAnabela Paiva GonçalvesAnabela Santos FernandesAnabela SotaiaAndré Cerdeira GuerraAndré de Brito CorreiaAndré de Oliveira MoutinhoAndré DiasAndré FerrãoAndré GodinhoAndré GranjoAndré Pena dos ReisAndré TejoAndrea InocêncioAndreia PetornilhoÂngela Bernardo MarquesÂngela SantosÂngela Sofia Marques Castela FilipeÂngelo Clasen Alves RodriguesÂngelo Pratas PintoAnselmo RodriguesAntoine PimentelAntonino SolmerAntónio de Almeida NunesAntónio AndradeAntónio ArnautAntónio Augusto BarrosAntónio Augusto BondosoAntónio Cadete LeiteAntónio Calheiros da SilvaAntónio Campar AlmeidaAntónio Cardoso PintoAntónio CarvalhoAntónio Casimiro FerreiraAntónio Dias FigueiredoAntónio Dourado CorreiaAntónio Duarte CraveiroAntónio EstevesAntónio Farinhas RodriguesAntónio FerrazAntónio FerreiraAntónio Francisco AmbrósioAntónio Gama MendesAntónio GouveiaAntonio J. Marinho da SilvaAntónio J. Pires da SilvaAntónio Joaquim de AlbuquerqueAntónio JorgeAntónio José AndréAntónio José Baeta CamposAntónio José Malva AntunesAntónio José MartinsAntónio José MendesAntónio José PedroAntonio José Pedrosa Parente dos SantosAntónio José SilvaAntónio José Vilar QueirósAntónio LopesAntónio Manuel de Jesus BahiaAntónio Manuel dos Santos RodriguesAntónio Marinho PintoAntónio Mário AntunesAntónio Mendes FreireAntónio Miguel Ferreira GoncalvesAntónio MortáguaAntónio Neves PereiraAntónio Nunes de SousaAntónio PiresAntónio Pedro Batarda FernandesAntónio PretoAntónio QueijoAntónio Santos RochaAntónio Sousa RibeiroAntónio Tavares LopesAntónio VeríssimoArtur Miguel Antunes DiasAugusto BaptistaAugusto Monteiro ValenteAurélio Pereira MalvaBBartolomeu PaivaBénédicte HouartBenvinda Ara[...]



Dossiê de imprensa

2008-07-29T10:53:18.874+01:00

"Cidade, arte e política" - CoimbraMarta Poiares, MACA, Março/Maio 2008Conservadora da Casa-Museu Miguel Torga condena dependência do Pelouro da Cultura: há coisas que "escapam ao meu controlo"Diário de Coimbra, 22/04/2008O que faz correr Serralves?Augusto M. Seabra, artecapital, 28/03/2008Com as orelhas a arderCampeão das Províncias, 28/02/2008Espólio de Camilo Pessanha foi de Coimbra para LisboaLuís Santos, Campeão das Províncias, 28/02/2008"A cultura em Coimbra não tem expressão nacional"Ângela Monteiro, A Cabra, 26/02/2008Mal-estar na Cultura em CoimbraRui Antunes e João Miranda (com Vanessa Quitério), A Cabra, 26/02/2008Coimbra em debateCésar Avó, Sol, 23/02/2008"Podemos criticar altamente a nossa Câmara"Liliana Figueira, A Cabra, 21/02/2008Autarquia de Coimbra acusada de não resolver problemas culturaisLiliana Figueira, A Cabra, 21/02/2008Autarquias acusadas de intervir "de forma avulsa"Nelson Morais, Jornal de Notícias, 21/02/08.Coimbra sujeita a múltiplas ameaçasDiário As Beiras, 21/02/08.Agentes culturais exigem valorização da cultura na cidadeBruno Vicente, Diário de Coimbra, 21/02/08.1122 assinaturasPúblico, 21/02/08.Câmara de Coimbra acusada de ser um obstáculo à produção cultural na cidadeAndré Jegundo, Público, 21/02/08.Críticas à intervenção das autarquias na culturaJoão Fonseca, Diário de Notícias, 21/02/08Cultura em Coimbra está inquinadaLuis Santos, Campeão das Províncias, 20/02/08"O valor estratégico da cultura"Diário As Beiras, 20/02/08Abílio Hernandez modera hoje debate: "A cultura não vive de esmolas"Pedro Bonifácio, Diário de Coimbra, 20/02/08Coimbra: Maria Carrilho e Pedro Pita debatem "valor estratégico da cultura" na cidadeCSS, Lusa, 19/02/08Presidente da câmara exalta dinamismo cultural que se vive na cidade de CoimbraGraça Barbosa Ribeiro, Público, 19/02/08O valor estratégico da cultura amanhã em debateDiário de Coimbra, 19/02/08Debate quarta-feira no TAGV: Cultura sem cultivoDiário de Coimbra, 17/02/08Debate "Cidade, arte e política"Diário As Beiras, 14/02/08"Pelo direito à cultura...": Mais de mil já subscrevemDiário As Beiras, 12/02/08Já demos!...Marcelo Nuno, Diário de Coimbra, 07/02/08Amigos da Cultura: Mais de 500 assinaturas garantem êxito da iniciativaDiário As Beiras, 28/01/08Cidade "amarfanhada"Diário As Beiras, 26/01/08Câmara de Coimbra acusada de destruir "potencial de criação artística da cidade"Graça Barbosa Ribeiro, Público, 24/01/08InsatisfaçãoLídia Pereira, Diário As Beiras, 24/01/08Agentes culturais não são bem tratados pela autarquiaBruno Vicente, Diário de Coimbra, 24/01/08Personalidades da cultura criticam política municipalAmérico Sarmento, Jornal de Notícias, 24/01/08Coimbra: Grupo de cidadãos acusa Câmara de "destruir" potencial de criação cultural na cidadeCSS, Lusa, 23/01/2008Coimbra: 130 personalidades divulgam documento a contestar políticaCSS, Lusa, 22/01/08[...]



Depoimentos

2008-06-24T14:19:06.228+01:00

Acácio José Carvalho MachadoAna Almeida BaptistaAna HonórioAna Margarida da Conceição CunhaAna Sofia Ribeiro dos SantosAntónio FerrazAntónio José Baeta CamposAntónio Mário AntunesAntónio QueijoAntónio Santos RochaAntónio VeríssimoAurélio Pereira MalvaBruno JuliãoBruno M. Santos Carlos CidadeCarlos FreitasCarlos MartinsCarlos Morais dos SantosCarolina MoreiraCasimiro de BritoCelina CardosoElisa AzevedoElisa Ferreira MalvaElsa de Freitas AlvesFilipe RibeiroHélder Bruno de Jesus Redes MartinsInês Albuquerque AmaralJoana Isabel Simões Abrantes Joana Mafalda NetoJoão André Ferro FernandesJoão BaíaJoão MarujoJoão MesquitaJoão Paulo NobreJosé António Ferreira MarquesLicínia GirãoLuís Ferreira Louzã HenriquesLuís Reis TorgalMagda de Andrade AlvesMaria João SimõesMaria Teresa de Almeida TrindadeMarlise Gaspar SilvaMiguel M. Lopes da SilveiraMiguel Nuno NunesNarcindo CunhaPaulo ProvidênciaPedro BarrosoPilar Fróis RochaRafael AlvesRicardo Jorge Fonseca MateusRita AlcaireRui César Vilão Rui Pedro Carvalho RodriguesSandra Longo FernandesSérgio Fernando Macedo GomesTeresa SáVítor Manuel Ramalho[...]



OUTROS TEXTOS - Índice

2008-02-21T12:37:44.596+00:00

Consequências de um documento menorJoão Silva, 21/02/2008Sobre um debate em Coimbra (ou no país?)José Manuel Pureza, 21/02/2008Odessa, a cidade e a culturaElísio Estanque, 17/02/2008Resposta a Marcelo NunoCatarina Martins, 14/02/2008Subscrever a culturaFrancisco Curate, 13/02/2008Razões para uma subscriçãoPaulo Fonseca, 13/02/2008Uma pedra no caminhoJoão Boavida, 12/02/2008Não basta construir paredesCatarina Martins, 12/02/2008Vistas largas, por favor!João Boavida, 05/02/2008Pelo dever da culturaCatarina Martins, 31/01/2008Crítico literárioJoão Silva, 30/01/2008Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!João Frazão, 26/01/2008O Teatro Académico de Gil Vicente e a cidade de Coimbra (IV)Manuel Portela, 15/01/2008O Teatro Académico de Gil Vicente e a cidade de Coimbra (III)Manuel Portela, 15/01/2008O Teatro Académico de Gil Vicente e a cidade de Coimbra (II)Manuel Portela, 15/01/2008O Teatro Académico de Gil Vicente e a cidade de Coimbra (I)Manuel Portela, 15/01/2008Uma estranha concepção de política cultural (a da Câmara Municipal de Coimbra)Elísio Estanque, 27/12/2007O milagre da Rainha SantaFrancisco Curate, 19/12/2007O povo, as elites e a democratização da cultura (II)Elísio Estanque, 14/09/2007Cultura popular, folclore e cultura de massas (I)Elísio Estanque, 07/09/2007Orfeu rebeldeCarlos Fiolhais, 17/08/2007A magnífica tragédiaFrancisco Curate, 09/07/2007A cultura cor-de-rosaCatarina Martins, 21/06/2007Coimbra é uma liçãoCarlos Fiolhais, 11/05/2007A chantagem dos subsídiosCatarina Martins, 19/04/2007Descaminhos da cultura em CoimbraCatarina Martins, 12/04/2007A propósito d'A Escola da Noite: responsabilidade ou irresponsabilidade?Pro Urbe, 10/12/2006Capital Europeia da Cultura: a lição que Coimbra (não) aprendeu...João Maria André, Outubro de 2006A lição de CoimbraJosé Reis, 01/02/2006Coimbra e os "amigos" da culturaElísio Estanque, José António Bandeirinha, José Manuel Pureza, Luis Januário e Marisa Matias, 18/01/2006A subsídio-dependênciaA Escola da Noite, 17/01/2006Coimbra não é uma liçãoEduardo Prado Coelho, 06/01/2006[...]



Todas as notícias

2008-04-20T14:46:16.632+01:00

Cristina Robalo Cordeiro sobre a Casa Miguel Torga: "iniciativas tomadas escaparam ao meu conhecimento"Domingo, 20 de Abril, 14:42h.Foto: Jonas Baptista / A CabraA Conservadora da Casa-Museu Miguel Torga, Cristina Robalo Cordeiro, confessa que não tem "o domínio da situação" sobre o seu funcionamento.LER MAIS >>Pela cultura em ÉvoraQuinta-feira, 10 de Abril de 2008, 20:22hEstá a decorrer a partir de Évora uma petição on-line com o título "Defender Évora como cidade de cultura", que reúne já cerca de 1.200 subscritores.LER MAIS >>Manuel Portela denuncia "ostensiva discriminação" do TAGVSábado, 5 de Abril de 2008, 10:57h Foto: A Cabra / Ana Maria Oliveira O ex-director do Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) explica em entrevista a A Cabra, ontem publicada, as razões que o levaram a apresentar o seu pedido de demissão, há cerca de duas semanas.LER MAIS >>Augusto M. Seabra: situação em Coimbra é "alarmante"Sexta-feira, 4 de Abril de 2008, 14:52h.Num artigo recentemente publicado no portal artecapital (e que se encontra já disponível no AMIGOS DA CULTURA), o crítico Augusto M. Seabra considera "alarmante" a situação de Coimbra do ponto de vista da política cultural. O autor chama a atenção para o "continuado desinvestimento orçamental na cultura" e para o "caso caricato de provincianismo" protagonizado pelo Vereador da Cultura, de quem cita algumas afirmações. Esta política, afirma, "tem tido os mais gravosos efeitos para as estruturas existentes, como o Centro de Artes Plásticas e o Centro de Artes Visuais".LER MAIS >>Carlos Fiolhais: esta Câmara é "surda e muda" no que diz respeito à culturaQuinta-feira, 3 de Abril de 2008, 16:36h.O Director da Biblioteca-Geral da Universidade de Coimbra, Carlos Fiolhais, tece duras críticas à actuação do actual executivo autárquico de Coimbra em matéria de política cultural no texto que escreveu para o AMIGOS DA CULTURA e que foi hoje publicado, com o título "Coimbra e os livros".LER MAIS >>AMIGOS DA CULTURA abre dossiês temáticosQuinta-feira, 3 de Abril de 2008, 16:18h.Dois meses depois da apresentação pública do texto "Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!", e na sequência do debate "Cidade, Arte e Política: o valor estratégico da cultura" (cujas intervenções continuam a ser disponibilizadas on-line), o site AMIGOS DA CULTURA entra agora numa nova fase, em que se pretende aprofundar a discussão pública sobre alguns dos temas mais relevantes em matéria de política cultural em Coimbra.LER MAIS >>José Reis: em Coimbra há um sentido especial para a relação entre cultura e desenvolvimentoSegunda-feira, 17 de Março, 15:26h."Por que é que cidades e cultura se ligam?", pergunta o economista e professor da Universidade de Coimbra José Reis na intervenção que fez no debate do passado dia 20 e que a partir de hoje passa a estar disponível neste blog.LER MAIS >>Museu Nacional da Ciência e da Técnica: nova petição on-lineQuinta-feira, 13 de Março, 14:46h.João Paulo Nobre, subscritor do texto, divulga junto dos AMIGOS DA CULTURA uma nova petição sobre o Museu Nacional da Ciência e da Técnica.LER MAIS >>José António Bandeirinha: "é preciso saber investir com qualidade"Segunda-feira, 10 de Março, 11:14hEstá já on-line a intervenção de José António Bandeirinha, Pró-Reitor para Cultura da Universidade de Coimbra, no debate "Cidade, arte e política: o valor estratégico da cultura", realizado no passado dia 20 de Fevereiro.LER MAIS >>António Augusto Barros, João André e Manuel Portela na ESEC TVDomingo, 9 de Março, 19:37hGonçalo Capitão critica postura de "polícia de choque"Quarta-feira, 27 de Fevereiro, 19:56hCarlos Encarnação: "debate não passou das generalidades"Domingo, 24 de Fevereiro, 12:00hPureza desmonta teoria da subsídio-dependênciaSexta-feira, 22 de Fevereiro, 21:16hMarcelo Nuno insiste: s[...]



Blogosfera: reacções

2008-04-22T09:53:08.852+01:00

Cristina Robalo Cordeiro bate com a portaDenúncia Coimbrã, 22 de Abril de 2008O que faz correr Serralves?Augusto M. Seabra, artecapital, 28 de Março de 2008Denúncia CoimbrãArrastão, 10 de Março de 2008Agri-cultura de CoimbraAinda há lodo no cais, 27 de Fevereiro de 2008Coimbra duas vezes - a acção e a queixaAlexandre Pomar, 26 de Fevereiro de 2008# 4porque sim!, 25 de Fevereiro de 2008Pelo direito e dever à culturaChambres Rooms Zimmers, 24 de Fevereiro de 2008Pelo direito e dever à culturaAlguma coisa me consome, 24 de Fevereiro de 2008Sejamos amigos da culturaThe gateau from the chateau, 22 de Fevereiro de 2008E para a Câmara Municipal de Coimbra não vai nada, nada, nada?Maria vai com as ostras, 22 de Fevereiro de 2008Amigos da Cultura em CoimbraMilimagens, 22 de Fevereiro de 2008Cultura à forçaÀ espera de nome, 22 de Fevereiro de 2008Coimbra: debate da cultura, o flop e o fiascoQuestões nacionais, 21 de Fevereiro de 2008"Amigos da Cultura" no TAGV - Cidade, Arte e PolíticaBrutális, 21 de Fevereiro de 2008Homem nú passeando a CULTURAProsas Vadias, 21 de Fevereiro de 2008Coimbra, as tensões e a colturaSopa de Pedra, 21 de Fevereiro de 2008É a cultura espertoA Natureza do Mal, 21 de Fevereiro de 2008Debate sobre Cultura em CoimbraEntre as Brumas da Memória, 21 de Fevereiro de 2008Sobre um debate em Coimbra (ou no país?)Cinco Dias, 21 de Fevereiro de 2008Cultura PúblicaO Sexo e a Cidade, 21 de Fevereiro de 2008A montanha pariu um rato.Denúncia Coimbrã, 21 de Fevereiro de 2008Hoje, no TAGVH2SOlitros - Coimbra, 20 de Fevereiro de 2008Cultura #2Daedalus, 19 de Fevereiro de 2008Debate: Cultura e CoimbraKlepsydra, 19 de Fevereiro de 2008Coimbra: amigos da cultura 2008pedecabra, 19 de Fevereiro de 2008Pelo direito à cultura e pelo dever de culturaMilimagens, 19 de Fevereiro de 2008Debate culturalNotas do meu canhenho, 19 de Fevereiro de 2008Pela cultura coimbrãDenúncia Coimbrã, 18 de Fevereiro de 2008Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!Centro Cultural de Portugal, 16 de Fevereiro de 2008Em Coimbra...Almocreve das Petas, 16 de Fevereiro de 2008Cidade, arte e política: o valor estratégico da culturaAnimal Civilizado, 16 de Fevereiro de 2008cidade adormecidaPassos Perdidos, 16 de Fevereiro de 2008Cidade, arte e política: o valor estratégico da culturaNúcleo de Estudantes de Informática da Associação Académica de Coimbra, 16 de Fevereiro de 2008Debate em torno da cultura de CoimbraIndústrias Culturais, 16 de Fevereiro de 2008Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!Sítio mal frequentado, 16 de Fevereiro de 2008Debate público "Cidade, arte e política: o valor estratégico da cultura!"A aba de Heisenberg, 15 de Fevereiro de 2008Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!Jornaleco, 15 de Fevereiro de 2008Amigos da Cultura 2008Casa de Portugal em Barcelona, 15 de Fevereiro de 2008Debate Cultura em Coimbra: Participe! próx. 4ª Feira :: 20 Fev'08 :: 17h :: TAGV CoimbraMandacaru, 14 de Fevereiro de 2008Vamos todos ignorar mais um poucoCinquenta e três, 13 de Fevereiro de 2008Cultura em Coimbra?!Gang of Four, 13 de Fevereiro de 2008Pelo direito à cultura e pelo dever de culturaEscrita e Combate, 13 de Fevereiro de 2008Amigos de quem?Pico Nica, 12 de Fevereiro de 2008cultura em coimbraCinquenta e Três, 9 de Fevereiro de 2008A crise da (agri)culturaQuestões Nacionais, 9 de Fevereiro de 2008Notícias da minha terraBlogue Atlântico, 7 de Fevereiro de 2008é a cultura, coimbraPassos Perdidos, 6 de Fevereiro de 2008Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!Animal Civilizado, 6 de Fevereiro de 2008Cultura em CoimbraDe Rerum Natura [Sobre a Natureza das Coisas], 6 de Fevereiro de 2008Amigos da CulturaAlma Pátria - Pátria Alma, 6 de Fevereiro de 2008amigos da culturaTrejeitos, 5 de Fevereiro de 2008e, já agora, outra (porque mexe muito comigo)sem-se-[...]



"Cidade, arte e política" - Coimbra

2008-07-29T10:54:25.605+01:00



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Marta Poiares, MACA, Março/Maio 2008



depoimentos: Joana Mafalda Neto

2008-06-24T14:14:12.191+01:00

Parabéns pela iniciativa! Vim estudar para Coimbra o ano passado e, sinceramente, a cidade desiludiu-me muito do ponto de vista cultural. Sobretudo em relação aos espectáculos musicais (se bem que recentemente passaram por cá as CocoRosie e outras bandas). Apesar de verificar todos os meses o cartaz do TAGV, penso que muitas bandas/cantores que passaram por Portugal, podiam também ter passado por Coimbra. Dou o exemplo de Cat Power e Feist, que estiveram recentemente em Portugal (Lisboa e Porto). Coimbra tem o local e o público (penso eu...). Só falta a iniciativa!

Para além disso, penso que existe pouca divulgação dos acontecimentos culturais.
É inadmissível que Coimbra, sendo uma das "grandes" cidades de Portugal, não aposte na cultura.

Joana Mafalda Neto



Conservadora da Casa-Museu Miguel Torga condena dependência do Pelouro da Cultura: há coisas que "escapam ao meu controlo"

2008-04-22T10:07:03.501+01:00

Renunciar ao cargo de conservadora da Casa-Museu Miguel Torga será «o último recurso», diz Cristina Robalo Cordeiro, autora de um texto publicado na Internet, onde é evidente o desagrado pela dependência do pelouro da Cultura do município.Cristina Robalo Cordeiro, conservadora da Casa-Museu Miguel Torga, deixa perceber, num texto publicado na Internet, algum desagrado por o funcionamento depender financeiramente do vereador da Cultura Mário Nunes.«Bem depressa me dei conta de que não tinha o domínio da situação», escreve a também vice-reitora da Universidade de Coimbra. Por ser propriedade municipal, «a Casa releva financeiramente da autoridade última do vereador da Cultura, situação que tem causado infindáveis motivos e ocasiões de frustração…», argumenta, ao exemplificar: «até à data, as únicas iniciativas tomadas (publicação de um folheto, fixação de uma tarifa de entrada) escaparam não só ao meu controle como também ao meu conhecimento».Mais, escreve a docente da Faculdade de Letras, «soube recentemente (e indirectamente) que um orçamento havia sido atribuído à Casa-Museu e que a sua gestão seria feita com a mediação (autorização?) do vereador».Ao Diário de Coimbra, Cristina Robalo Cordeiro acrescentou que tem dado conta da situação ao presidente da Câmara que, acentuou, «tem mostrado abertura total e apoio incondicional», mas, ressalvou, «o funcionamento prático» não passa por Carlos Encarnação, e sim pelo vereador Mário Nunes.Ao considerar que «os folhetos não tinham a qualidade» que o nome de Miguel Torga exige, aludiu a dificuldades práticas como a falta de computador, de impressora ou de aquecimento no imóvel - onde trabalham duas funcionárias do município – ou ainda a necessidade de catalogação do espólio.«A Casa dispõe de um importante espólio - documentos, cartas, manuscritos, primeiras edições, fotografias, filmes, recortes de imprensa nacional e estrangeira, traduções - e é legítimo que possa constituir-se como Centro de Estudos, destinado a acolher todos quantos pretendam estudar a época e os escritos do autor», lê-se no texto acessível no site http://amigosdacultura2008.blogspot.com. Para que tal aconteça, ressalva a docente, é necessário que «haja, por parte dos responsáveis, vontade de fazer - e não de desfazer -, sentido estético e ético e não apenas sede de protagonismo básico e mediático».Face ao manifesto desagrado, renunciar ao cargo - para que foi designada pela Câmara Municipal, mas por vontade da filha do escritor, Clara Rocha – já foi ponderado. Porque é o seu nome que está em causa: «o mau funcionamento é imputado a quem?», reflectiu.Projecto inicial em riscoA conservadora da Casa-Museu, que dá o seu contributo a título gracioso, disse, contudo, que esse será «o último recurso», por consideração a Clara Rocha, ao presidente da Câmara e a pessoas que trabalham consigo. Diga-se, a propósito, que a vice-reitora criou um pequeno comité de direcção, para o qual convidou pessoas de diferentes saberes, nacionais e estrangeiras, que já foi aprovado pelo executivo municipal.O que ainda necessita de aprovação são os estatutos, elaborados pela conservadora e a aguardar resposta do município. Essa questão, elucidou Mário Nunes, está em avaliação no gabinete jurídico da câmara. Solicitado pelo DC a comentar as declarações da vice-reitora, o vereador da área cultural notou que os folhetos já não circulam. Sobre as carências da Casa--Museu, Mário Nunes assegura que está tudo pedido, «depende das Finanças», esclareceu, ao lembrar que a câmara tem de solicitar «três orçamentos a três firmas diferentes», o que não deixa de adiar o processo de aquisição.Quanto às ent[...]



Cristina Robalo Cordeiro sobre a Casa Miguel Torga: "iniciativas tomadas escaparam ao meu conhecimento"

2008-04-20T14:43:01.720+01:00



A Conservadora da Casa-Museu Miguel Torga, Cristina Robalo Cordeiro, confessa que não tem "o domínio da situação" sobre o seu funcionamento.

Num texto escrito a convite do AMIGOS DA CULTURA, afirma que "as únicas iniciativas tomadas (publicação de um folheto, fixação de uma tarifa de entrada…) escaparam não só ao meu controle como também ao meu conhecimento. Soube recentemente (e indirectamente) que um orçamento havia sido atribuído à Casa-Museu e que a sua gestão seria feita com a mediação (autorização?) do Vereador".

A Vice-Reitora da Universidade de Coimbra, designada pela Câmara Municipal como responsável pela Casa-Museu a partir da vontade expressa por Clara Rocha (filha de Miguel Torga e doadora do espólio) adianta ainda: "a Casa releva financeiramente da autoridade última do Vereador da Cultura, situação que tem causado infindáveis motivos e ocasiões de frustração…"

Com o título "A Casa-Museu Miguel Torga revisitada", o texto agora publicado vem enriquecer o dossiê "As casas das escritas e dos livros", recentemente aberto neste blog. A autora cita, aliás, o texto de abertura de Carlos Fiolhais, para concordar com a ideia de que "a proliferação de pequenos projectos dedicados à escrita e aos escritores é contraproducente".

Admitindo as "dificuldades circunstanciais de percurso" e que uma das ideias iniciais para este projecto - a "abertura da casa à realização de encontros de escritores, tertúlias literárias, debates e apresentação de livros, colóquios e seminários, representações teatrais e fílmicas" - não é concretizável sem a construção do auditório, a responsável pela Casa-Museu salienta que os Estatutos, por si redigidos, "estão ainda à espera de aprovação por parte da Câmara Municipal".

"A Casa dispõe de um importante espólio e é legítimo que possa constituir-se como Centro de Estudos, destinado a acolher todos quantos pretendam estudar a época e os escritos do autor", defende Cristina Robalo Cordeiro. Para que isso aconteça, no entanto, é necessário que "haja, por parte dos responsáveis, vontade de fazer - e não de desfazer -, sentido estético e ético e não apenas sede de protagonismo básico e mediático!".


Domingo, 20 de Abril de 2008, 14:42h.



A Casa-Museu Miguel Torga revisitada

2008-04-20T14:40:18.306+01:00

Cristina Robalo CordeiroVice-Reitora da Universidade de Coimbra e Conservadora da Casa-Museu Miguel Torga1. A aquisição pela Câmara Municipal de Coimbra da casa habitada durante quarenta anos por Miguel Torga no bairro dos Olivais consagrava a pertença deste espaço ao património cultural da cidade. Depois das necessárias obras de restauração do edifício e do jardim, a casa, baptizada “Casa-Museu”, abria as portas em Agosto de 2007, no dia em que se comemorava o centenário do nascimento do escritor.Designada, por vontade de Clara Rocha, para “conservar” a casa, submeti ao Senhor Presidente da Câmara um projecto onde expunha a minha concepção da futura utilização do espaço, ao mesmo tempo “poético” (casa de poeta onde o visitante pode, na presença de objectos e móveis escolhidos, reencontrar um pouco do espírito da obra), “dinâmico” (lugar de animação, de exposição e de diálogo) e escritural (casa de escrita a estudar e a ensaiar). Escolhi um pequeno “comité de direcção” e redigi os seus Estatutos que estão ainda à espera de aprovação por parte da Câmara Municipal.Entretanto, a casa vai recebendo um público regular, composto por visitantes individuais ou grupos de natureza e proveniência diversas (turistas nacionais e estrangeiros, alunos do secundário, associações de 3ª idade…), atraídos pelo nome de Miguel Torga. A Câmara assegura a visita da casa, através da permanência de funcionárias do Serviço Cultural, e o tratamento do espólio, a cargo de uma bibliotecária.Bem depressa me dei conta de que não tinha o domínio da situação. Propriedade municipal, a Casa releva financeiramente da autoridade última do Vereador da Cultura, situação que tem causado infindáveis motivos e ocasiões de frustração… Refiro apenas que, até à data, as únicas iniciativas tomadas (publicação de um folheto, fixação de uma tarifa de entrada…) escaparam não só ao meu controle como também ao meu conhecimento. Soube recentemente (e indirectamente) que um orçamento havia sido atribuído à Casa-Museu e que a sua gestão seria feita com a mediação (autorização?) do Vereador.2. As dificuldades circunstanciais de percurso tiveram o mérito de me obrigar a uma ponderação diferente da essência do projecto, no quadro da política cultural da cidade.Reavaliada a situação, fui levada a reflectir sobre 1) a pequena dimensão de um espaço desta natureza; 2) a incerta capacidade da sua intervenção cultural na cidade; 3) o isolamento/compartimentação face a outros espaços culturais da cidade, e consequentemente a interrogar-me sobre 1) qual deve ser a natureza, função e missão da Casa onde Miguel Torga viveu; 2) e como inserir o projecto da casa num plano de desenvolvimento estratégico para a cidade de Coimbra.a) Tal como existe, a Casa Miguel Torga não pode – nem parece desejável – funcionar como mais uma pequena “casa da cultura”.A ideia inicial de espaço presente de um quotidiano de cultura, de abertura da casa à realização de encontros de escritores, tertúlias literárias, debates e apresentação de livros, colóquios e seminários, representações teatrais e fílmicas, não é concretizável sem a construção (prevista) de um auditório. Além disso, para que público? Com que objectivo? Com que orientação temática (ou conceptual)? Com que enquadramento e periodicidade? De costas voltadas para as outras casas de escritores? Para ocupar que “espaço” de representação cultural?Tem razão Carlos Fiolhais quando refere o carácter redundante em relação à “construção na sua terra natal uma grande casa, com forte apoio do governo, que pretende promover o desenvolvimento r[...]



Pela cultura em Évora

2008-04-10T20:33:05.507+01:00



Está a decorrer a partir de Évora uma petição on-line com o título "Defender Évora como cidade de cultura", que reúne já cerca de 1.200 subscritores.

O texto é dirigido ao presidente da câmara daquela cidade e nele se manifesta "preocupação pelo conceito economicista que reduz a cultura a um mero negócio", subjacente à decisão do executivo autárquico de constituir uma empresa municipal para gerir "equipamentos municipais tão distintos como o Teatro Garcia de Resende, a Arena d’Évora, o Palácio D. Manuel, o Convento dos Remédios e as Igrejas de S. Sebastião e S. Vicente".

Os subscritores pretendem afirmar a identidade cultural de Évora como "um espaço de reconhecimento, de criação, de liberdade, de emancipação" e defendem a "necessidade de promover a cooperação entre os poderes públicos e os agentes culturais no sentido de garantir uma programação cultural que afirme as especificidades da cidade e da região e, nessa medida, se constitua como pólo de atracção turística".

"Queremos afirmar a necessidade urgente de defender Évora como cidade de cultura no contexto Nacional e Internacional com elementos distintivos que assentem na produção dos seus agentes. Só assim Évora dignificará o título de Património da Humanidade", concluem os autores do texto.

Não obstante o "sentido especial" que esta discussão pode ter em Coimbra, fica cada vez mais clara a dimensão nacional do debate que, em Coimbra, tem sido dinamizado pelos Amigos da Cultura.

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008, 20:22h.



depoimentos: Celina Cardoso

2008-04-10T20:09:15.868+01:00

Gracias pela iniciativa.
É definitivamente urgente salientar as falhas consecutivas....

Celina Cardoso



Manuel Portela denuncia "ostensiva discriminação" do TAGV

2008-04-05T11:19:12.302+01:00

(image) Foto: A Cabra / Ana Maria Oliveira



O ex-director do Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) explica em entrevista a A Cabra, ontem publicada, as razões que o levaram a apresentar o seu pedido de demissão, há cerca de duas semanas.

Admitindo não ter conseguido que o TAGV "merecesse a atenção daqueles que têm o poder de decidir", Portela relembra a situação de "sub-financiamento crónico" que tem afectado a principal sala de espectáculos da cidade e acusa o Ministério da Cultura e a Câmara Municipal de Coimbra de discriminarem de forma "ostensiva" o Teatro e de não reconhecerem "o serviço público prestado pelo TAGV" - desde 2006, recorda, a programação desenvolvida não teve qualquer apoio destas instituições.

No caso do Ministério da Cultura, Manuel Portela lamenta que o TAGV não possa beneficiar de apoios idênticos aos que têm sido atribuídos a salas congéneres noutras cidades do país. No que diz respeito à Câmara Municipal de Coimbra, afirma: "a coisa mais inteligente que se oferece dizer ao seu presidente, frequentador assíduo do TAGV, é que a programação é má. Infelizmente, os dirigentes municipais que temos usam o poder de decidir como se fosse um privilégio pessoal e esquecem-se de que a sua função é imaginar o que é o bem comum e apoiar aqueles que, na comunidade, trabalham com esse objectivo".

A maior parte dos decisores políticos" - conclui - "são meros burocratas: o conteúdo artístico e a importância social dos projectos não lhes interessa verdadeiramente".

Dividida em três partes, a entrevista a A Cabra está já publicada no AMIGOS DA CULTURA (I, II e III), podendo igualmente ser lida no site do próprio jornal ou no blog do TAGV.


Sábado, 5 de Abril de 2008, 10:57.



Manuel Portela: "Consegui apenas começar a cumprir os objectivos"

2008-04-04T18:36:18.733+01:00

Portela reconhece não ter conseguido levar a cabo o projecto ambicioso que tinha para o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), e reforça que a sua demissão não está relacionada com a criação da Fundação Cultural da Universidade de Coimbra (UC).A reitoria emitiu um comunicado onde elogia o seu trabalho enquanto director. Acha que, apesar das condicionantes financeiras, conseguiu cumprir os objectivos a que se propôs no início do mandato?Consegui apenas começar a cumprir os objectivos. Para os cumprir plenamente seria necessário ter continuado como director e ter conseguido as condições necessárias para passar à fase seguinte, que consistia numa estruturação e calendarização integral previa da temporada (feita de acordo com os critérios artísticos e laborais já formalizados nas duas temporadas anteriores), e no cumprimento integral dessa estruturação e calendarização prévias. Sem estes dois pré-requisitos, os objectivos nunca se poderão alcançar e o potencial daquilo que concebi ficará por concretizar. É preciso ainda que se diga que o projecto que estava a tentar pôr de pé no TAGV era ambicioso, mas não estava desajustado da realidade. Era um projecto inteiramente consciente da especificidade universitária e local da instituição, e bem informado pelos custos de funcionamento e programação de instituições similares. Como consta da introdução ao relatório anual 2006-2007, a análise comparativa do número de espectadores e das receitas revela que tanto o número de espectadores, como as receitas do TAGV aumentaram relativamente aos dois anos anteriores, o que mostra que o novo padrão de programação tinha também o apoio do público. Não se trata, como por vezes acontece, de uma programação desligada do seu contexto de recepção local. Era, além disso, um projecto que estava a ser construído passo a passo, de forma gradual e sistemática, com uma grande consciência crítica de si mesmo e bem informado pelo contexto nacional e internacional.A sua demissão está de alguma forma relacionada com a criação de uma Fundação Cultural da Universidade de Coimbra, na qual o TAGV tem assento directo?A decisão de demissão não tem qualquer relação com a criação da Fundação Cultural da UC. Decorre apenas, como referi, de não ter conseguido reunir desde já as condições imprescindíveis para consolidar o projecto de gestão e de programação que concebi e comecei a pôr em prática nos últimos dois anos e meio. O horizonte futuro de um eventual apoio sustentado do Ministério da Cultura à Fundação Cultural da UC que possa beneficiar o TAGV é ainda remoto no tempo e incerto no significado dos montantes que vierem a ser atribuídos para o orçamento global do TAGV. E, sobretudo, de nada serve a um projecto em curso cuja consolidação teria de ser imediata e incremental.Pensa que o TAGV compete de forma desigual com as instituições privadas ao nível da programação e da gestão?Sim, na medida em que tem tentado definir-se não como um teatro universitário num sentido estrito, mas sim no sentido lato que referi anteriormente. Ao realizar uma função municipal e uma função pública, que decorrem dessa função universitária em sentido lato, sofre uma discriminação negativa se o seu orçamento tem de ser garantido apenas pela Universidade. Recorde-se que a Universidade não recebe qualquer dotação específica para o TAGV. Apesar de ter criado um programa de mecenato no TAGV em Outubro de 2006, também não consegui qualquer parceria com entidades privadas de Coimbra que pudesse diversificar as fo[...]



Manuel Portela: "O projecto que concebi tinha um grande potencial de desenvolvimento"

2008-04-04T18:35:01.092+01:00

O ex-director do Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) faz o “balanço possível” do seu mandato e reconhece que o problema do teatro está “na contradição entre uma definição restrita e uma definição lata da sua função universitária”.Que balanço faz do mandato?Que balanço posso fazer? Tentei, e falhei. Não vejo outro balanço possível. Quem tenta corre sempre esse risco. O projecto que concebi tinha um potencial grande de desenvolvimento e, com as condições essenciais, demoraria pelo menos mais duas temporadas a consolidar-se de forma irreversível. Sem essas condições, era impossível progredir para o patamar seguinte. É preciso que se perceba que se tratava de um modo de gestão artística original em que o modo de organização do trabalho da instituição era pensado de forma integrada com a própria programação. Essa foi uma das formas particulares que o projecto tomou: a ligação entre gestão artística e gestão do trabalho. O TAGV não é apenas a programação: é também o modo de produção que permite concretizar a programação. A outra originalidade estava na valorização da produção própria, isto é, da capacidade de conceber e organizar projectos exclusivos e originais, em todas as disciplinas.É o quarto director a demitir-se do cargo, pensa que é um problema estrutural do TAGV?A origem do problema está provavelmente na contradição entre uma definição restrita e uma definição lata da sua função universitária. A sua missão é definida pelo regulamento nestes termos: «O Teatro Académico de Gil Vicente é um estabelecimento da Universidade de Coimbra, que funciona na dependência directa do Reitor e desenvolve as suas actividades no domínio da arte e da cultura, ao serviço da Universidade, da Academia, da cidade de Coimbra e da sua Região. Incumbe ao TAGV: a) promover a realização de espectáculos e outras manifestações de índole cultural e artística; b) proporcionar à Associação Académica de Coimbra, às suas Secções e aos Organismos Autónomos um espaço adequado à apresentação pública das suas actividades artísticas e culturais.» Se a concretização da missão definida na alínea b) não é problemática, o mesmo já não se pode dizer da missão contida na alínea a), que, conjugada com a ideia de serviço à cidade e à região, remete para uma definição lata da sua função universitária. Ora esta função, para ser bem realizada, implica não só o conhecimento técnico e artístico das artes cénicas contemporâneas, mas uma capacidade financeira que esteja de acordo com a realidade da economia de produção de espectáculos actual. Exemplifico: a relação receita/despesa em espectáculos de dança contemporânea, por exemplo, é geralmente de 1 para 5; em recitais a solo de música erudita é de 1 para 4; em espectáculos de teatro é de 1 para 4 ou de 1 para 3. Isto significa que é necessária uma verba exclusivamente para programação, bastante acima das receitas geradas, para sustentar uma programação contínua estruturada. Voltando à pergunta: parte do problema está, de facto, na contradição entre a estrutura de financiamento e a definição lata da sua missão universitária. Esta definição lata informava também a racionalidade do projecto que eu estava a tentar consolidar, e que concebia o TAGV como instrumento de uma política universitária de ensino, investigação e experimentação artística. O que implicava incorporar na sua conceptualização quer o contexto actual de grande incremento da produção artística em to[...]



Manuel Portela: "Não consegui que o TAGV merecesse a atenção daqueles que têm o poder de decidir"

2008-04-04T18:33:14.514+01:00

Manuel Portela apresenta as razões que o levaram a abandonar o cargo de director e acusa a Câmara Municipal de Coimbra e o Ministério da Cultura de discriminarem o teatro.Foto: A Cabra / Ana Maria OliveiraDepois da demissão do cargo de director do Teatro Académico de Gil Vicente, Manuel Portela falou à A CABRA, via e-mail, para explicar a razões que o levaram a abandonar a direcção do teatro. As dificuldades económicas que o estabelecimento tem vindo a atravessar, o balanço dos dois anos e meio que passou à frente direcção e a nova Fundação Cultural da Universidade de Coimbra (UC) são outros dos temas da entrevista.Quais as razões que o levaram a demitir-se do cargo?Durante dois anos e meio tentei reunir as condições que me pareciam imprescindíveis. Na avaliação das circunstâncias da demissão, não deve portanto ser esquecido que essas condições nunca estiveram inteiramente reunidas. O projecto de reorganização de todas as práticas de trabalho e de estruturação integral da programação do TAGV, que estava a ser aplicado plenamente este ano, pressupunha que todas as condições identificadas estivessem finalmente reunidas em 2007-2008 para que não houvesse qualquer retrocesso aos impasses e dilemas anteriores. Ora isso não aconteceu: continuam a não existir os meios específicos que permitiriam consolidar o projecto que estava em curso. No final da temporada 2005-2006, apresentei ao Senado da UC um relatório intitulado “A meio caminho e a meio gás”, no qual caracterizava a situação do TAGV nessa data e mostrava os objectivos do projecto em curso. Esse relatório incluía um pequeno estudo comparativo (abrangendo cinco instituições congéneres) que mostrava o sub-financiamento do TAGV. Cito o parágrafo final desse relatório: «Os órgãos de governo da Universidade e as Faculdades devem decidir se querem realmente continuar a ter um Teatro. Devem decidir, designadamente: a) se querem ter um Teatro que tente aproximar-se da criação contemporânea e que consiga programar alguns dos melhores intérpretes e criadores nacionais e internacionais nas várias disciplinas, sem descurar a função de apoiar a criação e as práticas artísticas universitárias e locais; b) se querem ter um Teatro com grande capacidade de produção e de co-produção, seja de festivais, ciclos, mostras ou de projectos e encomendas próprias; c) se querem ter um Teatro com capacidade para educar através da arte; d) se querem ter um Teatro cujo edifício e equipamento se mantenham nas melhores condições de utilização; e) se querem ter um Teatro que seja um serviço público.» Embora o projecto que construí ao longo destes dois anos e meio seja uma forma de responder sim àquelas cinco perguntas, as condições orçamentais e de funcionamento não permitiram de facto dar aquela resposta de forma inequívoca. Apesar do esforço adicional da Reitoria da UC em não fazer repercutir os cortes sofridos pela UC no orçamento do TAGV em 2007, a situação de partida era já de sub-financiamento crónico para qualquer projecto de programação digno desse nome. Por outro lado, é preciso não esquecer a ostensiva discriminação negativa do TAGV, feita quer pelos dirigentes da Câmara Municipal de Coimbra, quer pelos dirigentes nacionais do Ministério da Cultura. Qualquer daquelas entidades deveria reconhecer o serviço público prestado pelo TAGV e contribuir para o seu orçamento numa proporção equivalente à proporção do serviço prestado. O apoio da Câmara Municipal de Coimbra em 2006[...]



Augusto M. Seabra: situação em Coimbra é "alarmante"

2008-04-04T15:10:25.620+01:00

Num artigo recentemente publicado no portal artecapital (e que se encontra já disponível no AMIGOS DA CULTURA), o crítico Augusto M. Seabra considera "alarmante" a situação de Coimbra do ponto de vista da política cultural. O autor chama a atenção para o "continuado desinvestimento orçamental na cultura" e para o "caso caricato de provincianismo" protagonizado pelo Vereador da Cultura, de quem cita algumas afirmações. Esta política, afirma, "tem tido os mais gravosos efeitos para as estruturas existentes, como o Centro de Artes Plásticas e o Centro de Artes Visuais".

Num texto em que analisa algumas das parcerias estabelecidas pela Fundação de Serralves, Seabra interroga-se sobre o sentido destas colaborações. No caso de Coimbra, e a propósito do acordo relativo ao Pavilhão Centro de Portugal, o autor lamenta que Serralves acabe por dar "cobertura" à política desenvolvida pela CMC e acusa: "só a endémica ausência de uma efectiva “comunidade artística” e um reconhecimento pelo trabalho de Serralves que se confunde com a reverência intimidada, podem explicar que o acordo da Fundação com a edilidade não tenha ainda sido objecto de uma pública e cívica questionação".

No mesmo texto, Augusto M. Seabra responde ainda aos argumentos da subsidiodependência, considerando que, "na opinião publicada em Portugal existe uma forte hostilidade à criação cultural, aos apoios a essa criação e às estruturas vocacionadas para a arte contemporânea nos seus diferentes campos". "Há uma estigmatização dos pretensos 'subsídiodependentes' que toca mesmo as raias do delírio", conclui o crítico.

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008, 14:52h



Carlos Fiolhais: esta Câmara é "surda e muda" no que diz respeito à cultura

2008-04-03T16:51:48.404+01:00



O Director da Biblioteca-Geral da Universidade de Coimbra, Carlos Fiolhais, tece duras críticas à actuação do actual executivo autárquico de Coimbra em matéria de política cultural no texto que escreveu para o AMIGOS DA CULTURA e que foi hoje publicado, com o título "Coimbra e os livros".

Chamando a atenção para o impressionante património bibliográfico existente na cidade (cerca de 90 bibliotecas, com um volume de títulos que rondará os três milhões), Fiolhais lamenta a falta de visão e ambição que têm impedido o entendimento entre a Câmara e a Universidade para a criação de "uma grande biblioteca da cidade e da Universidade".

O professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia relembra uma proposta sua, feita há alguns anos, de transformar as actuais instalações da Penitenciária numa grande "Casa do Conhecimento", permitindo que Coimbra passasse a ter "a maior biblioteca do país, com dimensão nacional e internacional, num espaço com interior moderno e equipada com as mais modernas tecnologias". Apesar da ideia ter sido acarinhada, "de início", pelo Presidente da Câmara, "nos últimos tempos não tem avançado, devido em boa parte à situação de paralisia em que se encontra a Câmara Municipal no domínio cultural", lamenta Carlos Fiolhais.

Subscritor inicial do texto "Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!", o director da Biblioteca-Geral da UC explica por que não se cala: "Coimbra e o país merecem mais e merecem melhor". "A Câmara Municipal tem adoptado, no plano cultural, uma atitude miserabilista, queixando-se dos desfavores do governo quando se deveria queixar em primeiro lugar de si própria", conclui o autor, na sequência, de resto, de dois outros textos de opinião - "Orfeu rebelde" e "Coimbra é uma lição" - também publicados neste blog.

O texto "Coimbra e os livros", agora publicado, inaugura uma nova fase do blog AMIGOS DA CULTURA, ao longo da qual serão abertos vários dossiês temáticos destinados a aprofundar a discussão pública sobre alguns dos assuntos mais relevantes em matéria de política cultural para a cidade. "As casas das escritas e dos livros" é o primeiro desses dossiês.


Quinta-feira, 3 de Abril de 2008, 16:36h.



AMIGOS DA CULTURA abre dossiês temáticos

2008-04-03T16:20:57.290+01:00

Dois meses depois da apresentação pública do texto "Pelo direito à cultura e pelo dever de cultura!", e na sequência do debate "Cidade, Arte e Política: o valor estratégico da cultura" (cujas intervenções continuam a ser disponibilizadas on-line), o site AMIGOS DA CULTURA entra agora numa nova fase, em que se pretende aprofundar a discussão pública sobre alguns dos temas mais relevantes em matéria de política cultural em Coimbra.

Para o efeito, serão abertos ao longo dos próximos dias alguns dossiês temáticos, nos quais todos podem participar, enviando as suas reflexões por e-mail, para posterior publicação.

O primeiro desses dossiês, intitulado "As casas das escritas e dos livros", foi aberto hoje, com um texto inédito de Carlos Fiolhais, professor da Universidade de Coimbra e Director da Biblioteca-Geral da mesma instituição.


Quinta-feira, 3 de Abril de 2008, 16:18h.



Dossiês temáticos - 1

2008-04-20T14:51:21.703+01:00

As casas das escritas e dos livros


A Casa-Museu Miguel Torga revisitada
Cristina Robalo Cordeiro, 18 de Abril de 2008

Coimbra e os livros
Carlos Fiolhais, 3 de Abril de 2008



Coimbra e os livros

2008-04-03T16:08:01.641+01:00

Carlos FiolhaisProfessor da Universidade de Coimbra e Director da Biblioteca Geral da Universidade de CoimbraSe há uma área em que Coimbra é particularmente forte é a área dos livros e das bibliotecas e arquivos. Basta pensar na Biblioteca Joanina, uma das mais belas do mundo, repleta com quase cem mil livros antigos. Mas pode-se pensar que o total de volumes das cerca de 90 bibliotecas da Universidade de Coimbra é de mais de dois milhões, com cerca de metade localizados na Biblioteca Geral, um vasto e rico património que só é comparável ao da Biblioteca Nacional. Pode-se ainda pensar na Biblioteca Municipal, com os seus cerca seiscentos mil volumes, que oferece serviços especiais, como os de fonoteca, ludoteca, etc. Assim, o total de volumes de uma grande biblioteca virtual da Universidade e da cidade é de cerca de três milhões de volumes. É fácil por um protocolo de colaboração garantir condições de boa colaboração e sinergia sem discutir questões que são aliás indiscutíveis de propriedade, assim como de localização física das bibliotecas especializadas. Alguns dos conteúdos desses fundos são únicos no país e no mundo. Outros são repetidos, o que deveria facilitar a sua circulação. Mas, além das bibliotecas, pode-se ainda pensar, por se tratar de uma mais-valia próxima, nos valiosos Arquivos da Universidade e Municipal. Para não falar também das editoras e imprensas da cidade e região. E das publicações periódicas, com enorme tradição. E das livrarias e antiquários. E das artes gráficas, como a tipografia e o design. E dos cursos em ciências da informação e da documentação, que em Coimbra têm história.A Biblioteca Joanina da Universidade está construída sobre uma prisão medieval. Esse espaço, que serviu outrora como prisão académica, está hoje aberto ao público. Os livros deixaram, porém, a certa altura de caber na Biblioteca Joanina. Já fez 50 anos o "novo" edifício da Biblioteca Geral, em frente à Faculdade de Letras. Esta Biblioteca foi construída sobre a antiga Faculdade de Letras, que por sua vez se ergueu sobre o Colégio de São Paulo Apóstolo. E ainda bem que é assim: o novo tem sempre de subir para os ombros do velho, como um filho que sobe aos ombros do pai para ver mais longe.Agora está na hora de o novo subir mais uma vez para os ombros do velho. A Biblioteca Geral, a segunda biblioteca do país, está a rebentar pelas costuras. Não cabe lá praticamente mais nada, repleta como está pelas permanentes entregas do depósito legal e por numerosas incorporações e doações (uma das mais importantes foi a da Biblioteca e Arquivo do Instituto de Coimbra, a academia que existiu em Coimbra). Também a Biblioteca Municipal, que tem desempenhado um notável papel na leitura pública (foi a minha biblioteca na juventude e muito lhe devo!) está hoje limitada num sítio onde, por também receber depósito legal, tem dificuldade em caber: a Casa da Cultura, uma casa datada que tem hoje reduzida funcionalidade.Para onde ir? Pois o centenário mas elegante edifício da Cadeia Penitenciária de Coimbra, mesmo às portas da Universidade e quase colado à Casa da Cultura entre o Jardim de Santa Cruz e o Jardim Botânico, vai ficar devoluto com a transferência da cadeia para instalações novas nos arredores de Coimbra. Deve ser a Casa do Conhecimento de que Coimbra - a Cidade do Conhecimento - precisa. Est[...]